Estágios da Função Pública…Conheça Aqui as Reclamações Sobre os Mesmos…

Estágios na Função Pública Fonte: http://blog.grupofoco.com.br

Hoje trago uma transcrição de uma notícia relativamente aos estágios na função pública, que vi no dia de ontem num diário da nossa praça, passo a transcrever a respectiva notícia, e vou fazer um breve comentário à mesma, pois penso que o processo decorreu nuns trâmites muito pouco transparentes e correctos.

«Estágios no Estado. Finanças receberam 1500 reclamações

Pós-graduados passaram à frente de jovens com mestrados e médias mais baixas entraram à frente de médias mais altas

Quando o desemprego entre os jovens atinge os 22%, o Programa de Estágios Profissionais na Administração Central (PEPAC), que abrange licenciados até 35 anos desempregados, à procura do primeiro emprego ou a trabalhar numa área diferente da de formação, poderia ser um balão de oxigénio. Mas das cinco mil vagas disponíveis, apenas 2981 estágios foram preenchidos em 51 áreas, avançou ontem o governo ao divulgar a lista de colocados. Para vários candidatos ouvidos pelo i, o concurso foi mal gerido desde o início. Fonte do ministério das Finanças admite ao i que houve 1500 reclamações. Este número “decorre do vasto universo de candidatos”, cerca de 24 mil, e “do sistema de candidaturas inovador cujos termos nem sempre resultaram claros para os candidatos”, garante.

A maioria das reclamações dos candidatos prende-se com o facto de a DGAE (Direcção-Geral de Administração e do Emprego Público) não ter salvaguardado a veracidade dos dados prestados pelos candidatos, verificação que só ocorrerá agora, quando a lista dos seleccionados já foi divulgada. Houve casos, de que o i teve conhecimento, em que estágios para “Geografia e Ordenamento do Território” foram preenchidos por licenciados em arquitectura. Em resposta ao i, as Finanças reconhecem falhas: “Neste processo poderão, naturalmente, ter sido prestadas declarações incorrectas, podendo ter sido escolhida uma área de educação e formação que, na verdade, não comporta a licenciatura do candidato ou as características do estágio em oferta”. Ainda assim, as Finanças garantem que “o PEPAC assegurou uma selecção isenta e adequada dos candidatos face às ofertas disponíveis”.

Grupo no Facebook

Segundo o ministério das Finanças, cerca de 3700 propostas ficaram sem resposta da parte dos candidatos notificados, razão que motivou a redução do número de estágios dos 5 mil iniciais para 3 mil. “O governo dizer que foram os jovens que não aceitaram os estágios foi uma provocação gratuita”, ataca Samuel Paiva Pires, 24 anos, licenciado em Relações Internacionais pela Universidade Técnica de Lisboa. O jovem e a amiga Inês Narciso, da mesma faculdade e curso, integram os 440 candidatos para as 55 vagas da área de Ciência Política e Cidadania. “Se as vagas não foram todas preenchidas é porque a maioria dos candidatos em lugares elegíveis não foi notificada”, acusa Samuel Pires. Fartos de ouvir queixas, inclusive de pessoas que tinham conseguido um estágio, Samuel e Inês criaram um blogue e um grupo no Facebook para divulgarem as falhas no processo de selecção ao PEPAC. Constataram que não estavam sós: o blogue conta com uma média de 200 visitas diárias e o grupo com mais de 400 membros.

Critérios “redutores”

Com médias de 18, 16 e 15 valores, respectivamente, Vânia Lopes, Samuel e Inês viram candidatos com médias inferiores passar-lhes à frente. “Sentimo-nos enganados e desiludidos com este programa devido às incongruências do processo de selecção”, que teve critérios de selecção “redutores”, acusa Samuel. “Não pediram currículos, não fizeram entrevistas, nem sequer pediram a discriminação das universidades onde as pessoas concluíram os cursos”, acusa. Actividades extracurriculares e data de conclusão da licenciatura também não constavam nos pedidos de informação do governo.

Na última semana do concurso, o governo anunciou que, face à fraca procura, iria reduzir as vagas para 3 mil. Mas, para as Finanças, não houve corte, antes uma “reorientação”, que implicou que “fossem eliminadas temporariamente vagas, apenas na penúltima ronda de notificações”.

“Se todas as vagas fossem preenchidas, teria sido colocado”, conta Acácio Moreira, 33 anos, licenciado em Novas Tecnologias da Informação que nunca foi notificado. “Das 215 vagas na área de informática em Lisboa, apenas foram preenchidas 48. Parece que não houve vontade do governo de colocar toda a gente”, acusa.

Segundo o ministério, a escassez de respostas aos 6 mil convites para estágios deveu-se à preferência dos candidatos por várias zonas do País, com grande concentração em Lisboa, Porto e Coimbra, e por determinados serviços do Estado. Acácio Moreira contesta: “Concorri para sete distritos, num total de 290 vagas”. “Apenas 99 foram preenchidas”, garante. Além disso, “o concurso esteve parado pelo menos metade do tempo desde o início da fase de notificações”, acusa. Por seu lado, o ministério rejeita estas acusações: “Quando o candidato notificado para um estágio numa entidade promotora não aceitou ou não respondeu [a uma proposta de estágio] no prazo de 48 horas, o sistema informático procedeu, automaticamente, ao envio de notificação ao candidato seguinte”.

O Bloco de Esquerda apresentou um requerimento ao Governo, que não teve ainda resposta, onde questiona o processo de selecção. O partido não vê justificação para que cerca de 24 mil candidatos tenham sido excluídos, quando ficaram por preencher cerca de metade das vagas disponibilizadas no concurso. “Houve falhas no sistema informático e agora o governo está a atirar a culpa para os candidatos”, acusa o deputado Paulo Soeiro. Já o presidente do STE (Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado), Bettencourt Picanço, diz que a atitude do governo é “lamentável”, assegurando que as razões da redução das vagas são “obviamente financeiras”. Circula ainda uma petição para reiniciar o concurso. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/62834-estagios-no-estado-financas-receberam-1500-reclamacoes, 03 de Junho de 2010, em Jornal i

O meu comentário:

Perante esta peça jornalística, e o assunto em questão devo indicar que já não dá para me revoltar, ou mesmo me espantar, pois no fundo, esse era o desfecho que sabia que estes estágios iriam ter, não passaram de meras medidas de forma a existir incremento de popularidade, deste governo, e uma maneira de conquistar votos em eleições.

Eu pessoalmente, inscrevi-me não fui um dos «felizes» notificados, se calhar por não ter um padrinho na Função Publica, que me pudesse amparar.

Na vida, tive que conquistar tudo, nunca nada me caiu do céu, aliás sou daqueles que não gosta de obter algo, sem esforço, talvez porque se cair do céu, não dá gozo. Não é minha ideia mostrar desta forma, que considere que existiram cunhas em todos os casos de escolhidos, mas com certeza na maior parte sim.

É triste, mais uma vez, os governantes brincarem com os jovens, e com a vida das futuras pessoas de responsabilidade neste país, que são os jovens licenciados. Mais uma vez, perderam e penso que pela derradeira oportunidade, a possibilidade de fazerem as «pazes» com esta juventude, juventude esta e que como eu, se encontra estagnada e não consegue formar família e mesmo, porque não agradecer aos governantes, com incremento da taxa de natalidade, coisa que se trata urgente resolver, de forma a assegurar a sustentabilidade da segurança social.

Tenho pena, que as coisas sejam assim, e que tenham ficado vagas por colocar, sendo que a minha teoria é que em virtude da necessidade de redução da despesa, era imperativo reduzir os estágios para os «necessários», e como tal, acabou-se com 50% das vagas dos mesmos…

Enfim, tenho pena que tenha terminado da pior forma, uma medida que deveria ter sido muito positiva, e que poderia mostrar a responsabilidade social de um governo que ajuda as populações, mais concretamente uma franja muito especial da juventude, que são os jovens licenciados.

Deixo a Questão: Qual a sua opinião sobre como ocorreu o processo de selecção dos estágios na Função Publica?

Mais uma do nosso Governo

RT

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