O Que Se Deve Conhecer em Almada…Conheça Aqui um Roteiro…

Roteito da Cidade de Almada Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago, por ser sábado e amanhã começar o festival de teatro na cidade de Almada, um roteiro da cidade, que saiu na semana passada num diário da nossa praça, passo a transcrever o mesmo, mas não vou comentar, pois trata-se de um roteiro.

«Sobe a cortina. 10 sítios para conhecer em Almada

O festival de Teatro vai começar domingo, mas há outras nove razões para visitar Almada

À primeira vista Almada pode parecer um deserto – cultural, ramboieiro e consumista. Mas é só à primeira vista. Um olhar mais atento sobre a cidade onde o 25 de Abril ainda se comemora com punhos cerrados e gritos de ordem, e a infame acusação de que a Margem Sul é um deserto cai por terra. Encontrámos 10 sítios que vai querer conhecer.

Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea
Rua da Cerca, 2
Almada
Tel. 21 272 49 50


Não é só uma casa bonita com exposições constantes de artistas emergentes. É uma casa bonita com um jardim botânico e uma vista para o rio de cortar a respiração. É tão bonita que até Napoleão chegou a viver lá, enquanto os seus soldados saqueavam Lisboa. Para namorar é tão romântico que chega a ser piroso. Num ataque de febre de compromisso para a vida, e se quiser fazer um brilharete, não há sítio melhor para pedir a sua cara metade em casamento. Uma dica: leve um agasalho, o vento ali em cima nem sempre é de fiar.

Atira-te ao Rio – Restaurante
Cais do Ginjal, 69/70
Almada
Tel. 212 751 380

O caminho para este restaurante pode ser assustador – principalmente à noite. A meio do percurso vai dar por si a pensar que deve estar enganado, que para ali não há nada, mas não desista. Se a caminhada for de dia, aproveite o passeio junto ao rio. Entre as fábricas antigas e decrépitas, os armazéns abandonados que envergonhariam qualquer câmara, e o Tejo mesmo ali à beira, tem muito com que se entreter. Quando der por si, está no Atira-te ao Rio. Este restaurante tem uma sala onde dá vontade de comer e uma esplanada onde à hora do lanche não é obrigado a comer uma muqueca de marisco – um café já lhe dá o direito de se sentar. Se preferir sardinhas, também se arranja.

Ponto Final – Restaurante
Cais do Ginjal 72
Cacilhas
Tel. 212760743

Quer mesmo conhecer o Cais do Ginjal, dar o tal passeio à beira rio entre o romântico/aventureiro/decrépito mas não é fã de comida brasileira e o que lhe enche mesmo as medidas é o cabrito assado ou o arroz de cabidela?
Nada tema: o restaurante Ponto Final tem a mesma vista que o Atira-te ao Rio mas aposta na comida típica portuguesa que parece ter saído do fogão da avó.
E se pensa que não podia ficar melhor, prepare-se: tem terraço, música ao vivo e petiscos até às tantas. E pode ir no elevador panorâmico – assim só tem de andar 200 metros até ao restaurante.

Manga Rosa – Bar
R. S. Filarmónica Incrível Almadense 14.
Tel. 96 552 6060

Era um edifício dos anos 50 abandonado à sua sorte até dois jovens – um deles Filipe Salgueiro, actor da série “Morangos com Açúcar” (não pare já de ler) – pegarem nele. Estavam fartos de sair à noite em Lisboa e sentiam falta de um lugar diferente. O Manga Rosa é 100% português: copos, talheres, pratos. Há um lustre enorme que foi do conde de Óbidos, estofos de automóvel na parede e novos talentos no que toca a DJ’s. É cosmopolita, intimista, clean, eclético e descontraído. Tudo num só bar. Não está feliz por ter lido até ao fim?

Incrível Almadense
Rua Capitão Leitão, 3
Tel. 212750929

É dos locais mais emblemáticos de Almada. Fundado em 1848, tem muitas histórias para contar. Desde concertos punk hardcore, aos coros e teatro amador, a Incrível já viu de tudo. E depois de quase 162 anos de portas abertas, esta casa – incrível  – continua a albergar concertos e actividades lúdicas com o mesmo espírito associativo. A sala de espectáculos tem um charme underground que vale a pena conhecer, assim como a tasca da Incrível, à entrada.

Pastéis AlMadan
Pastelaria Meltejo, Av. Afonso Henriques, Almada

É o bolo típico da cidade. Uma espécie de travesseiro de massa folhada, recheado de gila, noz, amêndoa ou até chocolate. O nome é para recordar a cidade no tempo em que os Mouros ainda mandavam. Dá-lhe um toque intelectual que limpa da consciência a ingestão de açúcar: trata-se de conhecer o património histórico de Almada.

Parque da Paz
Entre o IP7 e a Av Arsenal do Alfeite, em Almada

Em Almada também se pode fazer jogging, namorar em bancos de jardim debaixo de árvores ou simplesmente andar a pé e respirar ar puro. No Parque da Paz – e este nome não é por acaso – a ideia é descontrair e aproveitar a natureza. São 60 hectares cheios de árvores, lagos e caminhos para descobrir. Se a sua perdição não é tanto o andar a pé, mas sentar-se na relva a comer uma sandes, este é, também, o sítio ideal. Pegue na cesta de verga, na toalha aos quadrados, prepare um repasto (não vale levar fogareiros nem fazer fogueiras) e divirta-se.

Amarra o Tejo
Jardim do Castelo
Almada
Tel. 212730621

Se houvesse uma designação real para os restaurantes, este ganharia o epíteto de rei dos restaurantes de Almada. Para além de ser todo em vidro, fica no alto de uma espécie de falésia, mesmo a lado do castelo de Almada, com o Tejo todo lá em baixo e Lisboa inteira pela frente. A cozinha é portuguesa de fusão, com peixe fresco todos os dias. Experimente os filetes de peixe galo com açorda de ovas, em versão gourmet. É de comer e chorar por mais (mas só um bocadinho porque é um restaurante chique).

Koi Park
Quinta dos Espadeiros, Feijó, Almada
Tel. 212501659

É uma loja de peixes. Não há como contornar isso: a ideia é, realmente, vender carpas, plantas e afins para animar espaços verdes. Mas não é preciso comprar nada para visitar os dois hectares de paraíso que nasceram mesmo ao lado da maior superfície comercial da cidade, o Almada Fórum. Entre lagos de carpas Koi, aquários de peixes coloridos, estufas e plantas de várias espécies, o Koi Park vai fazê-lo sentir-se num daqueles jardins zen japoneses. E, quem sabe, não sai de lá com um novo amigo dentro de um saco de plástico cheio de água, ou se torna o maior aquariofilista de toda a margem sul e arredores.

Festival de Teatro de Almada
Teatro Municipal de Almada, Av. Professor Egas Moniz

A décima razão para visitar Almada é uma razão de peso. OFestival de Teatro é um dos mais importantes no país e tem grande destaque internacional. Joaquim Benite está à frente da festa há mais de 26 anos e escolheu para esta edição o maior programa de sempre: 30 espectáculos, em 88 sessões, de domingo a 18 de Julho. Podemos assistir a peças dos maiores encenadores da actualidade como Claude Régy, Matthias Langhoff, Emmanuel Demarcy e Daniel Veronese. E ainda 12 estreias. Destaque para Charlotte Rampling, actriz que trabalhou com Woody Allen e Paul Newman, que apresenta textos poéticos de Margarite Yourcenar e Constantin Cavafy (saiba tudo aqui ao lado).

Guia do Festival de Teatro de Almada

“Tenho uma lei: um festival tem de ser sempre melhor que no ano anterior. É muito difícil conquistar público, mas para o perder basta um erro, uma leviandade ou falta de ambição.” É desta forma que Joaquim Benite, fundador e director do Festival de Teatro de Almada, nos apresenta o cartaz de uma das maiores festas do teatro em Portugal. Há 26 anos que o director da Companhia de Teatro de Almada dirige o festival, que já ultrapassou as fronteiras da terra que o criou. O CCB, a Culturgest, o Teatro D. Maria II, entre outras salas lisboetas, e o Teatro Nacional São João, no Porto, vão acolher alguns dos 30 espectáculos. “O teatro é serviço público e os espectadores vão ter oportunidade de assistir ao melhor que se faz actualmente. Este ano temos o maior número de produções: 30 (14 estrangeiras e 16 portuguesas)”, diz ao i Joaquim Benite. A peça que mais se orgulha de ter trazido a Portugal é “Ode Marítima”, com encenação de Claude Régy. “Quando vi a peça, no Festival de Avignon, senti uma profunda comoção, como leitor de Pessoa, conhecedor de teatro e português. Não sou muito dado a patriotismos, mas ver como uma grande obra portuguesa desperta a curiosidade mundial emociona.”
Há espectáculos para todos os gostos. O nosso conselho é tirar férias para assistir a tudo. Não sendo possível, Joaquim Benite elegeu os espectáculos para anotar na agenda.

Ode Marítima – de Tóquio a Almada Claude Régy encenou o poema de Álvaro de Campos “Ode Marítima”. “A peça foi um sucesso no Festival de Avignon, o encenador é um dos grandes mestres e directores europeus. Depois de estar em Tóquio veio para Almada.” Joaquim Benite acrescenta ainda que a realização é completamentre diferente. “O actor quase não se mexe durante todo o espectáculo, a força é a da palavra. Pode parecer uma coisa que leva à ansiedade, mas é exactamente o contrário. É uma experiência quase surreal.” O director conta ainda que foi fácil trazer o espectáculo. “Ele ficou encantado. É uma pessoa tímida e dizia-me que tinha medo de a levar a Portugal, porque todos conhecem bem o poeta.”
Teatro Municipal de Almada,  dias 14, 15 e 16.

Casimiro e carolina O texto de um grande autor alemão, Odon von Horvath, foi feito em Portugal há mais de 20 anos, com encenação de Luís Miguel Cintra, e marcou o teatro nessa época. “A nova versão, de Emmanuel Demarcy, do Théâtre de la Ville de Paris, também vai marcar os espectadores. A peça passa-se durante a crise de 29, que tem muitos aspectos semelhantes com a crise de hoje, como a decadência e a frivolidade à beira do abismo.”
Teatro D. Maria II, Lisboa, dias 15 e 16

Quatro horas de shakespeare “Cabaret Hamlet” é uma junção de Shakespeare e de um musical. “Matthias Langhoff é um dos maiores encenadores do nosso tempo. Tem um universo estético excessivo, barroco. Neste espectáculo de quatro horas no CCB podemos ver o texto integral do Hamlet com um cabaré musical. É uma das grandes experiências do festival.”
Fórum Romeu Correia, Almada, dia 10

shakespeare russo “A companhia russa KnAM foi o primeiro teatro privado da Rússia e é dirigido pela encenadora de vanguarda Tatiana Frolova.” A peça “Kill Shakespeare” questiona a vida do teatro.
Fórum Romeu Correia, Almada, dia 10

“Um pouco de ternura, grande merda!” Só pelo título já vale a pena. Dave St-Pierre, coreógrafo canadiano, apresenta uma obra de dança moderna. É a segunda parte de um tríptico sobre o homem, o amor, a vida e a morte, que começou em 2006.
Escola D. António da Costa, Almada, dia 13

Carmen.eunice.maria “Um espectáculo de poesia que vai juntar Cármen Dolores, Eunice Muñoz e Maria Barroso, três grandes actrizes, três damas do teatro.”
Teatro Municipal de Almada, dia 10
Vanda Marques


Saiba mais em
www.ctalmada.pt »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/67223-sobe-cortina-10-sitios-conhecer-em-almada, a 01 de Junho de 2010, em Jornal I

Boas Peças

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