Segredos do Fabrico dos Hambúrgueres da McDonald’s… Conheça Aqui Alguns dos Detalhes…

Fábrica de Hambúrgueres da McDonald's Fonte: http://www.carlosbusko.wordpress.com

Hoje trago algo que achei engraçado e que já saiu à algum tempo, no entanto, é uma reportagem intemporal, vou transcrever a mesma, e para os amantes do fast food, deixo-vos com uma autentica raridade.

« Visita à Meca dos hambúrgueres

Fazer um hambúrguer McDonald’s é um processo simples mas milimétrico. A receita não tem segredos: é 100% vaca. Há alguns truques que em casa talvez pedissem a Bimby

Segunda, quarta e sexta – Big Mac: 7,2 milímetros de espessura e 45 gramas. Terça e quinta – Royal e Big Tasty: 12 milímetros e 113,43 e 150 gramas, respectivamente. Não, não fomos roubar o guião a Morgan Spurlock, que atiçou as críticas com o documentário de 2004 “Super Size Me – 30 Dias de Fastfood”. O i foi visitar o fornecedor de hambúrgueres de vaca da McDonalds a Toledo, a cidade de ferro a uma hora de Madrid, e viu como nasce um dos hambúrgueres mais famosos do mundo. Na realidade vimos nascer mais de 37 mil, em 48 minutos, e com 1888 quilos de carne de vaca.

ESCA Food Solutions, arredores de Toledo. O calor é insuportável às primeiras horas da manhã e esperamos encontrar um pequeno império de carne de vaca – afinal a fábrica serve os restaurantes de Portugal, Espanha e Andorra. Viajamos com dez “auditores da qualidade”, uma campanha para dar a conhecer os bastidores da cadeia e responder a todas as perguntas sobre certificados ISO e outros pormenores técnicos feitas por quem se inscreva em http://www.auditoresdaqualidade.com e acabe por ser seleccionado para uma viagem. Faça-se uma declaração de princípio: a jornalista é cliente ocasional de McDonald’s e na sua cabeça tenta projectar um McBacon comido durante a semana para ver se a visita muda alguma coisa; pensa na velha história das minhocas e promete a si própria estar atenta a recipientes suspeitos.

Primeira constatação: a fábrica não é imponente. Mais, há uma única linha de montagem, onde vão sendo disparados hambúrgueres em filas de cinco, num processamento de até 2200 quilos de carne cada 50 minutos, o que representa cerca de 25 lotes e um milhão de hambúrgueres por dia, produzidos entre as seis horas da manhã e a meia-noite.

Na fábrica tudo circula ao contrário dos ponteiros do relógio, explica Paloma Martín, gestora de qualidade da fábrica, numa organização que é simples apesar de pensada ao milímetro. Vestimos macacões, touca e máscara e lavamos as mãos com germicida. Não há luvas pela mesma razão por que ficam fora dos restaurantes: são uma das principais fontes de contaminação e não incentivam a lavagem regular das mãos, salienta Marta Moreira, gestora de qualidade da McDonald’s Sul da Europa.

Todas as peças passam são sujeitas a análises bacteriológicas e rastreadas desde a origem. Se houver um problema com um hambúrguer – saem da fábrica com uma validade de três meses – existem três do mesmo lote nos armazéns da ESCA e toda a produção pode ser suspensa em três horas. Além disso, os animais usados são testados contra a BSE. Só são utilizadas partes dos quartos dianteiros e das abas, daí serem precisos cerca de 28 fornecedores de várias regiões espanholas, e mais de 30 mil ganadeiros, para que consigam despachar as carcaças das 150 mil vacas leiteiras necessárias por ano só na ESCA de Toledo.

A carne chega à fábrica em blocos ultracongelados, e se quiser experimentar a receita em casa talvez a única forma seja usar uma Bimby, brinca Marta Moreira. É que o grande truque é picar as carnes nos dois formatos em conjunto para baixar a temperatura de produção e assim moldar os hambúrgueres sem os segredos caseiros do ovo ou do pão ralado.

Estão oito graus. A carne fica na picadora industrial durante 20 minutos, onde se faz uma última triagem de nervos e tendões – já chega desossada. “É impossível dizer quantas vezes teríamos de picar a carne em casa para ficar com a mesma consistência”, explica Marta Moreira. Outro requisito é uma proporção de gordura de 20%. O rácio consegue-se misturando a carne das abas, com mais gordura, com a outra, mais magra. Passa para o tapete de moldagem, onde é inspeccionada antes de entrar no circuito de ultracongelação, que usa nitrogénio líquido, e de onde os hambúrgueres saem a 22 graus negativos.

No fim da linha há um pouco de CSI: um detector de metais. Paloma Martín explica que o mais frequente é encontrarem chumbos da caça. Quando soa o alarme, os cinco hambúrgueres da linha são desviados do tapete e, caso não se encontre o metal, toda a produção volta a passar pelo detector. Depois são embalados e guardados na câmara frigorífica a 22 graus negativos até serem despachados para centros de distribuição. “Pode dizer-se que não há dois hambúrgueres iguais, e nunca sabemos onde vão parar os melhores”, diz Diego Salgado, director de qualidade da ESCA em Toledo.

Faz-se o teste de confecção numa sala junto à linha de montagem – processo repetido no restaurante todos os dias. Cada hambúrguer tem de atingir a temperatura interna de 69 graus, um dos requisitos que a McDonald’s soma à legislação. Outro exemplo é que a temperatura do transporte é documentada com uma espécie de tacógrafo para que os hambúrgueres nunca sejam entregues acima dos 15 graus negativos. Provamos hambúrgueres feitos com uma mistura de carne dos fornecedores Lualco e Merca, pormenores a que não se tem acesso no restaurante. A degustação é feita sem tempero, e… sabe a McDonald’s.

100% carne “Os nossos hambúrgueres são os únicos só de carne”, diz Diego Salgado. A certificação foi atribuída em 2008 pela entidade independente Applus+. A carne artificial não está nos planos, nem a McDonald’s faz investigação nesse sentido – e minhocas não as vimos e não parece que venham a surgir. Já agora explique-se o mito: um cientista terá sugerido que poderiam ser incluídas por serem nutritivas. Numa entrevista à “Time” em 1992, o fundador da McDonald’s, Ray Croc, tentou arrumar o assunto: “Não podíamos dar-nos ao luxo de picar minhocas nos nossos hambúrgueres. Os hambúrgueres custam um dólar e meio a libra (453,6 gramas), e as minhocas seis.” »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/66785-visita–meca-dos-hamburgueres, a 29 de Junho de 2010, em Jornal I

Bons Big Mac’s!

RT

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