Precariedade Laboral Está Cifrada em 75%… Conheça Algumas Medidas Para Solucionar Esta Questão…

75% dos Empregos são Precários... Fonte: http://sanantonio.com.br

Hoje trago uma notícia sobre a questão do emprego, neste caso, mais desemprego, vou transcrever uma peça jornalística que já tem uns meses, no entanto, só hoje consegui fazer um comentário à mesma. Vou transcrever na íntegra a peça jornalística e de seguida fazer um breve comentário à mesma.

« Ofertas de emprego: 75% são mal pagas

Há 18 mil ofertas de trabalho por preencher. Mas grande maioria são publicadas por agências de trabalho temporário, que pedem apenas algumas horas

A CGTP avança que a maioria dos empregos oferecidos pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) são geridos por agências de trabalho temporário. Ou seja, das 18 mil ofertas de trabalho por preencher, algumas são para fazer apenas algumas horas.

Esta ideia do sindicato vai contra o argumento do Governo de que a razão para os desempregados não pegarem em certos empregos se deve a subsídios «generosos», avança o «Diário de Notícias».

«Três quartos das ofertas existentes nos centros de emprego [75%] correspondem a trabalhos precários e em regime temporário», afirma o dirigente da CGTP, Arménio Carlos, que garante ainda que «não se pode dizer, com ligeireza, que as pessoas não querem trabalhar. O problema é que não há empregos com o mínimo de qualidade e entre abandonarem o subsídio e irem para um emprego que já sabem que é precário e mal pago, não o fazem», frisou.

Até porque se aceitarem-se um trabalho precário e mais mal remunerado que o anterior – e se voltarem ao desemprego alguns meses depois – o subsídio seguinte já terá um valor menor, já que a percentagem dos 65% será calculada sobre uma base salarial é menor. E no caso de as contribuições não reunirem o mínimo legal de meses, o acesso à prestação poderá, inclusive, ser vedado.

Olhando especificamente para os industriais de panificação – que se queixam da falta de trabalhadores – o problema é que a maioria dos empregos disponibilizados rondam o salário mínimo, da ordem dos 475 euros. Mas também há quem ofereça só algumas horas por dia por 300 euros.

Ainda assim, mesmo que todas as ofertas disponíveis nos centros de emprego fossem satisfeitas, o desemprego apenas abrandaria em 18.340 pessoas, ou seja, apenas 3% do desemprego que o próprio IEFP contabiliza. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/emprego-trabalho-temporario-trabalho-desemprego-iefp-agencia-financeira/1149417-1730.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+iol%2Fagenciafinanceira+%28agenciafinanceira%29&utm_content=Google+Reader, a 23 de Março de 2010, em Agência Financeira

O meu comentário:

Para começar o meu comentário, gostava de começar por esta questão? Como é possível uma sociedade evoluiu assente em princípios basilares de ordenados tão precários como os trabalhos? A resposta é óbvia, é praticamente impossível, e pode causar mutações na sociedade irreversíveis como as que estamos a assistir…

Vejamos, que a peça acima transcrita, assume-se como os 75% dos empregos cedidos pelo IEFP, são precários, ou seja, pelo menos 3 quartos da sociedade, deveria ganhar aquilo que existe, mas que não é pago na realidade, denominada de subsidio de precariedade, ou seja, um valor por o trabalho ser uma posição que terá um fim, que não se sabe, por vezes qual o fim do mesmo, e em que muitos dos contractos são os renováveis mês a mês.

O que eu quero indicar é, se as pessoas são «obrigadas» a ter trabalhos precários, deveriam auferir mais, de forma a conseguirem juntar, para os vales de trabalho, ou seja, para quando não possuem emprego, o contrário também é valido, ou seja, pessoas com trabalho mais estável, como mais dificilmente ficam sem emprego, deveriam auferir menos que os precários…

Esta teoria, penso que é muito credível, sendo que as pessoas que em principio quisessem ganhar mais, teriam que «arriscar» e ter um a profissão com riscos de a perder, tal como acontece na nossa vida quotidiana, em tantas áreas, tal como acontece na bolsa, nos jogos de azar, etc.

Apresenta vantagens notórias, pois tendencialmente não iria sobre carregar o estado com pagamentos de subsídios, pois as pessoas ganhariam um pouco mais para criar o seu próprio subsídio de desemprego, e poderiam as pessoas escolher entre ter uma vida a saltar de oportunidade em oportunidade, ou então, a assentar numa organização, mas ter a certeza que teriam uma vida estável, pelo menos teoricamente.

Esta teoria, penso que poderia ser a solução para muito do desemprego, e precariedade social, no entanto, é obvio que nunca será real, pois mexe com muitas variáveis e atravessa as filosofias dos principais partidos, o que nunca chegariam a consenso a não ser que estivéssemos num governo de auto-gestão, e constituído pelas 4 grandes forças políticas.

No que concerne à peça acima transcrita, a conclusão a que chego é que o IEFP, anda a trabalhar para aquecer em 75% dos casos, pois anda a «remendar» furos, em vez de levar o problema mais a fundo, e tentar construir oportunidades sólidas, e credíveis, e ser mais que um local que as pessoas têm que recorrer quando se encontram desempregadas para arranjar emprego, ou mesmo, para solicitar o respectivo subsídio a que têm direito. Devemos ter em conta, que este tipo de sistema, e de tapar furos, pode sair muito barato no inicio, ou quando os furos são poucos, no entanto, no médio e longo prazo, sairá muito mais caro, pois se a estrada está destruída, que vale tapar 2 furos aqui, se vão abrir 3 ou 4 acolá… Mais vale tirar o piso todo, e fazer de novo, que andar a remendar…

Tenho pena, que os nossos governantes sejam muito pobres de espírito, e que não consigam se aperceber, que devem mudar a legislação laboral e deixar o ónus da escolha do tipo de vida, nas pessoas e não nas organizações, pois ao estar nas organizações o direito de escolha, prejudica gravemente as pessoas, sendo que os governantes vivem com menos organizações, mas quando mais pessoas tiverem a efectuar descontos, de valores mais altos, mais fortificado ficará o Estado, portanto, deve ter em conta que a sociedade é assente em princípios sociais e não somente capitalistas.

Deixo no ar a questão, as organizações fazem com que a natalidade seja incrementada? A resposta é simples, organizações socialmente responsáveis sim, as outras não, o problema é que os jovens cada vez menos estão enquadrados dentro de organizações socialmente responsáveis, ou se está um membro do casal, o outro não, e serve esta situação de tampão para o incremento da natalidade, que vai interferir daqui a alguns anos nas receitas estatais.

Para concluir, espero que somente as pessoas reflictam sobre estas situações, bem como os nossos governantes se tiverem acesso ao blog.

Deixo a Questão: Que pensa da teoria por mim acima descrita?

Tenho Dito

RT

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