Conheça As Principais Obras Que Vão Sair em Setembro Próximo…

Livros Que Vão Sair em Setembro de 2010... Fonte: http://www.www.ionline.pt

Hoje e com o aproximar do mês de Setembro, vamos entrar na recta final do ano, nomeadamente no sector livreiro, que após o período estival, na sua generalidade, costuma presentear-nos todos os meses de Setembro, com novidades. Foi no decorrer deste mesmo seguimento, que li no decorrer do dia de ontem, uma notícia, sobre lançamentos de livros que estão agendados para o próximo mês de Setembro, vou transcrever o artigo na íntegra, pois considero, que algumas das obras, apresentam um teor cultural relevante.

« O regresso aos livros também se diz rentrée

Não é o equivalente literário da Festa do Pontal do PSD, mas, em Setembro, as editoras lançam no mercado alguns dos seus melhores trunfos. Porquê? “Para que os livros cheguem aos leitores no Natal”, arriscam da Quetzal. Eis as novidades mais aguardadas

O conceito de rentrée pode ser francês mas, tal como o soutien e a indisciplina dos jogadores da selecção, também se usa por cá. Na opinião de Margarida Ferra, do departamento de comunicação da Quetzal, uma das editoras que têm vários trunfos guardados para esta altura do ano, “não vale muito a pena tentar perceber se a rentrée é ou não uma importação. Se noutros países se pratica o mesmo, é porque alguém fez contas e resulta”. Fazer contas e resultar apenas reforçam a ideia de uma origem estrangeira do fenómeno. Será que as editoras esperam que, após meses de praia, caracóis, imperiais e festivais de música, os portugueses regressem com uma vontade inusitada de comprar o novo Gonçalo M. Tavares ou de oferecer aos filhos um inédito de Nabokov? Simona Cattabiani, directora editorial da Civilização, desdramatiza o efeito rentrée: “Lançámos títulos muito fortes na Primavera, por exemplo o vencedor do Booker 2009 ”Wolf Hall”, da Hilary Mantel, e neste momento, em Agosto, estamos nos tops com uma das nossas apostas mais comerciais, ”Um Dia”, de David Nicholls.” Então, qual a explicação para nos próximos meses chegarem às livrarias livros de Saul Bellow, Martin Amis, Rubem Fonseca, Bret Easton Ellis e Paul Auster? No caso dos últimos dois, qual a explicação para chegarem às livrarias seja em que altura for? A primeira hipótese é que a rentrée não existe, é uma invenção mediática. A prova disso é que não existe o equivalente literário da Festa do Pontal e enquanto não tivermos Lobo Antunes aos gritos a exigir uma revisão das suas obras não será de estranhar que as pessoas não acreditem na rentrée. A outra hipótese, um pouco mais racional, é adiantada por Margarida Ferra: “Tendo em conta que os livros, enquanto novidades editoriais, têm um prazo curtíssimo de vida e visibilidade nas livrarias que mais vendem, espera-se que os livros lançados em Setembro e Outubro cheguem aos leitores na altura em que estes têm mais disponibilidade para os adquirir: a proximidade do Natal.” Ou seja, a rentrée é uma antecâmara da sala do tesouro, o Natal. Os clientes têm três meses para se habituar aos livros nos escaparates, para quando receberem o subsídio de Natal o estoirarem em bacalhau, peúgas e Cortázares.

Como nos preocupamos com o estado da economia nacional, antecipamos alguns dos livros mais aguardados da rentrée, todos em língua portuguesa. Há prémios Saramago e prémios Camões, senhoras e senhores, jovens e menos jovens, vivos e mortos, e dois Josés.


José Luís Peixoto, Livro, Quetzal

A estreia deste escritor paira como uma nuvem sobre a obra. “Nenhum Olhar”, publicado em 2000, foi traduzido para várias línguas e valeu ao autor o Prémio Saramago. Entretanto, publicou mais dois romances, livros de poesia, colaborou com os Moonspell, mas não se libertou do peso da estreia. “Livro” cumprirá a promessa de dez anos ou vai marcar passo na afirmação de Peixoto?

Gonçalo M. Tavares, Uma Viagem à Índia; Matteo perdeu o emprego, Caminho; Porto Editora

A bom ritmo para se tornar o mais prolífico dos autores nacionais, Gonçalo M. Tavares, outro prémio Saramago, põe, uma vez mais, a carne toda no assador. Na Caminho vai lançar “Uma Viagem à Índia” e um livro da colecção “O Bairro”. A Porto Editora publica as pequenas histórias “Matteo perdeu o emprego”, um problema que não deve afectar o escritor nos próximos tempos.

João Tordo, O Bom Inverno, Dom Quixote

O quarto romance de João Tordo e o primeiro depois do Prémio Saramago (não, o prémio não sai nas raspadinhas). A editora Maria do Rosário Pedreira diz, no seu blogue, que o livro “tem como protagonista e narrador um jovem escritor hipocondríaco e combina de forma aliciante balões de ar quente, mortes, inveja, excentricidades, Itália e recordações de infância na África do Sul”.


António Lobo Antunes , Sôbolos Rios que Vão, Dom Quixote

António Lobo Antunes, que nunca ganhou o Prémio Saramago (que é para quem tem menos de 35 anos), é um veterano das rentrées. Os seus últimos livros têm afastado leitores, mas o escritor parece estar para além das discussões em que a literatura se confunde com o mercado. Indiferente ao mundo, o autor prossegue num caminho que não tem equivalente na literatura portuguesa.


Mónica Marques, Para Interromper o Amor,  Quetzal

Dos blogues para as livrarias, Mónica Marques trouxe um bocadinho do Brasil, onde vive, para as nossas letras. De repente, Lisboa tem mais samba e sol. Sem espartilhos, gramaticais ou morais, a prosa da escritora é uma das grandes revelações dos últimos anos. O sempre difícil segundo livro servirá para comprovar se a qualidade é ilusão de óptica provocada pela diferença ou se temos escritora.

Ana Teresa Pereira, A Outra (conto),  Relógio d’Água

Um segredo bem escondido. A obra da escritora tem sido publicada pela Relógio d’Água, logo, não é inacessível. É a singularidade dos seus livros, alheios às tendências da ficção contemporânea, que a tornam única. As referências (o romance policial, Daphne du Maurier, o filme noir) não lhe servem para fazer jogos pós-modernos, mas como recriação literária de um tempo que só existe nos livros.

Correspondência Jorge de Sena e Raul Leal, Correspondência 1957-1960 Jorge de Sena / Raul Leal, Guerra e Paz

No seguimento da publicação da correspondência entre Jorge de Sena e Sophia de Mello Breyner, a Guerra e Paz vai lançar as cartas que o autor de “Sinais de Fogo” trocou com Raul Leal, um escritor com uma obra quase desconhecida. Todos os pretextos para ler Sena são bons porque era alguém que tinha uma ideia do país e não usava paninhos quentes para atacar aqueles que o mordiam.

José Eduardo Agualusa, Milagrário Pessoal, Dom Quixote

De uma Angola distópica (“Barroco Tropical”) para os labirintos da língua portuguesa. Para o autor, “é uma grande viagem pela história da língua e pela forma como a língua se afeiçoou a territórios tão diversos geograficamente”. Não há outro romancista mais habilitado para abordar o tema. A sua obra é um vaivém entre as variantes do idioma e em que este assume a sua vocação transatlântica.

Rubem Fonseca, O Seminarista, Sextante

Há quem fale em declínio do escritor brasileiro. Depois de criar uma narrativa brasileira fora dos regionalismos de Guimarães Rosa ou Jorge Amado, depois de ter influenciado uma nova geração de escritores, depois de ter atingido um pico de consenso, é natural que os críticos queiram matar o pai. Ainda que “O Seminarista” possa ser mais do mesmo, isso quer dizer que é muito bom. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/75026-o-regresso-aos-livros-tambem-se-diz-rentree, a 24 de Agosto de 2010, em Jornal I

Deixo a Questão: Que Pensa Das Obras Literarias Que Irão ser Alvo de Publicação em Setembro de 2010?

Boas Leituras!

RT

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