A História dos Mamonas Assassinas… Conheça os Principais Detalhes das Mesma…

A História dos Mamonas Assassinas... Fonte: http://www.geopedrados.blogspot.com

Hoje, trago um artigo sobre uma banda que teve uma ascensão meteórica no Brasil, e grande impacto na altura em Portugal.

Inicialmente denominava-se como sendo Utopia, mas foi como Mamonas Assassinas que ficaram conhecidos, um jornal diário da nossa praça, fez uma homenagem através de um artigo, que eu mesmo vou transcrever aqui. Espero que seja do agrado dos leitores.

« Mamonas Assassinas. Do céu à terra em sete meses

Foram o sucesso mais instantâneo da música brasileira. 15 anos depois da edição do disco, o produtor da banda fala ao i sobre o fenómeno

Poucas horas antes de embarcar num voo para Brasília, Júlio Rasec entrou no seu cabeleireiro de sempre, em Guarulhos, São Paulo, e deixou no ar uma frase enigmática. O teclista descrevia ao amigo de infância um sonho sobre um acidente de avião, que dias depois havia de alimentar toda a espécie de teorias da conspiração e premonição, num país que chorava ainda a morte de outro ídolo: Ayrton Senna. Os Mamonas Assassinas desapareciam assim, de forma tão meteórica como tinham surgido, sete meses antes, num irónico e trágico desastre aéreo. Mas esse tempo foi quanto bastou à banda para vender quase dois milhões de discos e se tornar o maior fenómeno instantâneo da música brasileira. O álbum, homónimo, foi editado há 15 anos.

“Era um caos. Os Mamonas viveram o sonho do rock star de uma maneira simples e muito ligada aos fãs. Algo que hoje vemos de forma comum, com as bandas a comunicarem através da internet. Eles atendiam toda a gente na rua”, recorda ao i o produtor do disco. A fórmula do sucesso poucos poderão assegurá-la com certeza, mas Rick Bonadio avança “a forma simples como os Mamonas conseguiam, através da música, contar piadas e brincadeiras ao povo”. A isto, acrescente-se talvez o facto de estarmos a falar de um grupo que representava o povo brasileiro em toda a sua diversidade: eram japoneses, caipiras, e paulistas da periferia.

Antes de se chamar Mamonas Assassinas, a banda, então apenas com três elementos, actuava com o nome de Utopia, tocando versões dos brasileiros Legião Urbana e Titãs, e alguns êxitos americanos. Num dos muitos concertos em pequenos bares da periferia paulista, o público quis ouvir uma música de Guns N” Roses. Sem a letra, o baixista Samuel Reoli pediu ajuda de alguém do público. Alexsander Alves, então com 17 anos, saltou para o palco e improvisou. Estava encontrado o vocalista, que pouco depois traria consigo o teclista e amigo, Júlio Rasec.

Apesar de discretos, os Utopia chegaram a gravar um disco – também produzido por Bonadio – mas as vendas não chegaram sequer às 100 unidades. “Sempre disse que aquele não era o caminho. Um dia, só de brincadeira, o Dinho gravou duas músicas para um churrasco, chamadas ”Pelados em Santos” e ”Robocop Gay. Era uma coisa bem brega e tradicional, e eu sugeri que misturassem ali um pouco de rock””, conta o produtor. Duas destas faixas acabaram por chegar às mãos de três editoras. Pouco depois, banda assinava um contrato com a EMI.

O fenómeno foi instantâneo e transversal. Durante sete meses, os Mamonas Assassinas deram uma média de oito concertos por semana, percorrendo o Brasil de um ponta à outra, e tocando praticamente em todos os estados brasileiros – muitas vezes com dois espectáculos por dia. A isto, juntaram ainda um sucesso comercial raro, com o álbum de estreia a atingir rapidamente o disco de diamante – correspondente a um milhão de cópias vendidas – e a banda a cobrar um dos cachets mais elevados de todo o Brasil.

Apesar disto, os elementos dos Mamonas mantiveram-se fiéis às suas origens humildes, fazendo questão de o dizer publicamente, como testemunham muitos dos vídeos feitos em concerto. “Somos os mais caros, os que vendem mais, mas continuamos de Guarulhos”, gritava Dinho num espectáculo. “Eles estavam apenas a divertir-se, mas sabiam ao mesmo tempo o papel profissional de cada um”, acredita Rick Bonadio.

O primeiro espectáculo fora do Brasil estava previsto para os primeiros dias de Março de 1996. “Fiquei encarregado de comprar máscaras de hospital, iguais à que o Michael Jackson usava, lembra? O Dinho queria descer do avião, em Lisboa, com uma. Foi essa a nossa última conversa.” Na véspera da partida para Portugal, no dia 2 de Março de 1996, após um concerto em Brasília, o avião que transportava a banda despenhou-se nas imediações do aeroporto de Guarulhos. Ironicamente, à porta de casa. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/77233-mamonas-assassinas-do-ceu–terra-em-sete-meses, a 08 de Setembro de 2010, em Jornal I

Grande Banda!

RT

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