Maioria dos Jovens Permanecem em Casa dos Pais…Saiba Aqui Porquê?

 

Jovens Premanecem em Casa dos Pais.... Fonte: novalima.mg.gov.br

 

Hoje trago uma notícia que em parte me entristece um pouco, pois demonstra falta de volatilidade da economia e um desprezo enorme por uma geração de jovens, especialmente os recém licenciados, passo a transcrever a referida peça.

« Metade dos jovens adultos vive em casa dos pais

Cerca de metade dos homens e um terço das mulheres portuguesas, com idade entre os 25 e os 34 anos, vive em casa dos pais, revela um estudo do gabinete oficial de estatísticas da União Europeia.

Os dados do Eurostat sobre os “jovens adultos” na UE, referentes a 2008, revelam que, em Portugal, 47,6% dos homens entre os 25 e os 34 anos e 34,9% das mulheres na mesma faixa etária vivem ainda em casa dos pais, sendo em ambos os casos dos valores mais elevados na União.

No conjunto dos 27 Estados-membros, em média, apenas 19,6% das mulheres e 32% dos homens nessa faixa etária continuam a viver com os pais.

Quanto aos jovens com idades compreendidas entre os 18 e 24 anos, cerca de 8 em cada 10 mulheres (82,8%) e 9 em cada 10 homens (91,6%) em Portugal ainda vivem com os pais, sendo também neste caso os valores mais elevados que a média comunitária (respetivamente, 71% e 81,5%).»

In: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1681023,a 8 de Outubro de 2010, em Jornal de Notícias.

O meu Comentário:

Perante esta notícia, fico indignado, pois é com bastante tristeza que verifico que não sou uma pessoas isolada com o mesmo tipo de problemática, ou seja, a economia não cria empregos sustentáveis, nem atractivos a todos os níveis mas especialmente com incidência na remuneração, para que eu e os outros jovens consigamos atingir a «maioridade» e consigamos sair de casa, e construir uma família.

Penso que esta situação, não deve ser algo que o país se deve orgulhar, alias deve mesmo ter vergonha por liderar as contagens, pois isto só demonstra um desprezo ao mais alto nível dos jovens Portugueses, especialmente os licenciados, visto que, a maior parte das pessoas que se encontram nesta situação, são pessoas com canudos, os que não conseguiram, ou por opção mão tiraram cursos superior, estão empregados, e conseguem mesmo mudar de emprego relativamente fácil, em virtude, de o nosso mercado de trabalho estar assente em valores como a experiência profissional, refiro valores, mas tenha a ideia que a experiência pesa mais de 90% na analise curricular de um candidato, menosprezando valores e aptidões bastante necessário para o desempenho de um cargo profissional.

O valor do salário mínimo nacional, neste momento está cifrado nos 475€ mensais, valor este, que é pago a muitos destes jovens licenciados, na melhor hipótese, pois muitos deles estão ao abrigo de recibos verdes, na sua grande maioria, são os vulgarmente designados de falsos recibos verdes, e que são muito precários. Agora vejamos, um aluguer de uma habitação, ronda no norte, pelo menos 400€, mesmo que seja um casal, temos que pelo menos um ordenado vai para habitação, e o resto…lembremo-nos que os recibos verdes são altamente tributáveis, lembremo-nos que muitos dos jovens devem ter viatura própria pois cada vez mais as organizações assim o exigem… Portanto, pode-se concluir que, facilmente, o ordenado mínimo não serve para uma pessoa viver condignamente, não serve para sustentar alguém, que necessite de habitação, transportes, comida, vestuário. o ordenado mínimo serve simplesmente para quem não tem que pagar habitação, ai dá para poder gastar, pagar as contas, e muito importante, poupar, pois nos dias de hoje, é muito crucial recorrer à poupança.

Outra consequência desta situação, afigura-se com, problemas relativos à natalidade, senão vejamos, se até aqui apresentávamos uma natalidade baixa, muito por «culpa» (que eu não partilho, esta culpa) de as mulheres quererem se realizar profissionalmente, agora temos outro problema, pois a realização profissional, está cada vez mais adiada, devido aos factores que acima enumerei, e os ordenados são ridículos para quem estudou, e investiu tempo e dinheiro num curso superior, logo, se não consegue com os seus próprios meios assegurar a sua subsistência, como será possível, assegurar a subsistência de descendência? E que valores poderia transmitir aos filhos? Que com trabalho tudo se consegue? Que trabalhar deveria ser algo louvável, mas que hoje em dia está muito marginalizado?

São questões muito pertinentes, pelo menos na minha óptica, estamos a assistir ao reflexo de problemas, que tenho andado a chamar à atenção ao longo de todo o blogue, e que é necessário investir na juventude, especialmente esta juventude licenciada e que necessita sentir que o queimar das pestanas que teve ao estudar, deve ser recompensado, com pelo menos uma qualidade de vida idêntica, senão melhor face aos que não prosseguiram estudos e não possuem canudos.

Fico triste, pois esta problemática não terá solução, mas não esperava que o governo tivesse uma atitude face a isto, pois parece mais preocupado com o seu umbigo, que propriamente ajudar quem quer que seja, esperava que os privados, assumissem que a juventude, especialmente esta que é enumerada na peça, tem um potencial enorme, e que o mesmo pode ser utilizado, basta as organizações pegarem nas pessoas certas e colocarem nos lugares certos, com remunerações adequadas, desta forma, surgiria a estabilidade, seriam reduzidos problemas como a natalidade ou mesmo, como a quebra do consumo, que tão prejudicial é para a nossa economia, e que leva a problemas como altos valores apresentados nos défices.

Deixo a Questão: Que Pensa dos Jovens Não Conseguirem Sair de Casa dos Pais?

Tenho Dito

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