Campeonato de Cachimbos… Conheça Aqui os Detalhes Desta Competição

Campeonato de Cachimbos... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago uma competição fora do comum, muito mais, nos dias de hoje, em que se persegue os fumadores, no entanto, estes fumadores que vão ler na peça transcrita são especiais.

« Cachimbo. Este campeonato não é para fumadores de bancada

Eram 300, fumam por desporto e vieram a Portugal ao Campeonato Mundial de Fumadores de Cachimbo. O objectivo? Não perder a chama – durou mais de três horas

“Já passou das três horas. Como é que é possível?” O espanto era partilhado pelos 298 concorrentes já eliminados do World Pipesmoking Championship, no Casino Estoril. A mesa final estava a ser disputada por dois resistentes italianos quando o segundo classificado perdeu a chama. Literalmente. O cronómetro marcava 3h10m e Gianfranco Ruscalla arrecadava, pelo terceiro ano consecutivo, o título de campeão do mundo de Fumadores de Cachimbo.

Justo vencedor da 12.a edição da competição, o italiano de 51 anos é também o detentor do recorde mundial, com um tempo imbatível de 3h33m29s a fumar – marca que este ano não conseguiu superar. “O ar condicionado e a humidade da sala fizeram com que o tabaco queimasse mais rápido do que era suposto”, explicou Gianfranco ao i antes de subir ao palco para receber o troféu. A língua cinzenta – resultado de três horas de cachimbo na boca – e os dedos cheios de cinza não ajudavam à conversa e a ânsia por um copo de água apressou a saída.

“Pensa que isto é fácil? Não é!”, dizia um concorrente espanhol, espantado com a capacidade de concentração do melhor do mundo. Na verdade quem visse Gianfranco sentado à mesa podia facilmente confundi-lo com um jogador profissional de póquer: olhos no cachimbo, boné a esconder subtilmente os olhos e, acima de tudo, uma concentração de fazer tremer qualquer Buda. Afinal, é assim que se faz um vencedor.

“Isso e sorte, porque também é preciso”, diz o recordista português do cachimbo, José Miranda Ferreira, que se apronta a explicar as regras do jogo: aos concorrentes são distribuídos um cachimbo Vauen, 3 gramas de tabaco Alston Black (o equivalente a dois cigarros), um calcador de madeira (que retira a cinza em excesso) e dois fósforos. Nem mais, nem menos. “Os participantes são distribuídos por mesas de dez, nas quais há um controlador que, como o próprio nome indica, controla a actividade dos fumadores. Depois cada um tem cinco minutos para encher o cachimbo e mais um minuto para pôr o tabaco a queimar.” Parece simples? Não é. “Alguns nem conseguem ultrapassar os dois minutos. Esgotam logo o tabaco”, conta o campeão nacional a sorrir, como quem acha graça à falta de jeito alheia. Mas não, antes pelo contrário. Ali, entre os 300 inscritos nesta edição, não há ponta de competição. Entre conversas de corredor é fácil perceber que este campeonato, que não é para fumadores de bancada, é um pretexto saudável para “reunir, viajar e conviver”.

“Ganhar? Não. Vim pela tertúlia”, conta Paula Coelho, uma das duas mulheres portuguesas inscritas no concurso. Recordista nacional na categoria de senhoras, com 1h04m59s, fuma cachimbo há dez anos e tem o sonho de fundar o Museu do Cachimbo. Bancária de profissão, colecciona todo o tipo de artefactos e bibelôs que sugiram o seu utensílio favorito. No dia do campeonato, aliás, trazia botões de punho e brincos em forma de cachimbo. Senta-se à mesa dos fumadores há já sete anos e promete voltar na próxima edição.

Truques

O campeonato mundial de fumadores de cachimbo realiza-se de quatro em quatro anos e reúne aficionados dos quatro cantos do mundo. Esta edição contou com 300 inscrições distribuídas por 22 países. Portugal teve 40 representantes, mas não conseguiu entrar para o ranking dos melhores. A página projectada na parede da sala anunciava os 25 primeiros classificados. Na lista figurava apenas uma mulher, Elisabeth Dobning, da Áustria, com um total de 2h05m13s a fumar cachimbo. Apesar de a austríaca não estar entre os melhores do mundo, a organização do campeonato decidiu atribuir um prémio exclusivo à senhora que fizesse o melhor tempo. “É uma questão de cortesia”, diz José Ferreira, que assegura não haver “distinção entre homens e mulheres. Todos competem por igual”. A única diferença evidente no campeonato, diz ainda, “está na técnica de fumar”.

Isto porque cada concorrente tem os seus truques. Mas se a grande maioria não os partilha com os colegas, o campeão português não se incomoda que lhe conheçam as manhas (ver infografia). E quase como quem desvenda um mistério, ensina a técnica do vencedor: “O Ruscalla calca muito bem o tabaco, o que ajuda a que a queima seja mais lenta. Logo, é obrigado a ter muita paciência e a controlar os níveis de ansiedade.”

Um segredo? “Um bafo pequeno a cada oito segundos. Assim garante-se que o tabaco não é rapidamente consumido, mas que se mantém aceso.” Depois é tudo uma questão de ir mantendo sempre uma pontinha acesa”, diz José, homem que sabe do que fala. Começou a fumar cachimbo aos 16 anos, “porque era mais barato”, mas agora já só lhe pega uma vez por mês, “quando a malta se junta”. Em casa tem mais de 250 cachimbos a monte, mas nem por isso se assume um coleccionador. E, ao contrário da maioria, “só fuma por desporto”. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/82794-cachimbo-este-campeonato-nao-e-fumadores-bancada, a 12 de Outubro de 2010, em Jornal I

Muito Fumo!

RT

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