Conheça Os Segredos Da Melhor Cotada Livraria Portuguesa…

Conheça a Melhor Livraria Portuguesa... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago uma notícia que versa sobre a saga da livraria Lello, e o seu sucesso, vou transcrever a peça jornalística.

« Lello. Os segredos da terceira melhor livraria do mundo

Ontem esteve nas bocas do mundo por ter ficado em terceiro lugar numa lista do “Lonely Planet”, mas isso não alterou o dia do seu dono. Antero Braga fez-nos uma visita guiada à Lello

A Lello não é uma livraria qualquer. É “a” livraria do Porto. E do mundo. Tanto é, que foi considerada a terceira melhor do mundo pelo popular guia de viagens “Lonely Planet”s Best in Travel 2011″. Quinze anos depois da mudança de gerência, a livraria continua a aproveitar a estrutura arquitectónica que atrai milhares de visitantes e reforça uma reputação que mantém há mais de cem anos.

Esta não é a primeira vez que a Lello é destacada por uma publicação internacional. Há dois anos, o jornal britânico “The Guardian” já a tinha homenageado com o terceiro lugar no ranking de melhores livrarias do mundo.

Antero Braga, proprietário e actualmente o homem forte por detrás do nome Lello, explica que a receita para o sucesso passa por encontrar o equilíbrio interior entre o seu papel de amante de cultura e o outro, mais austero, o de gestor.

Directo ao assunto, Antero Braga explica que esta não é a sua livraria ideal, uma vez que não abrange todas as áreas temáticas que desejava, mas o lado de gestor diz-lhe que só fazendo concessões é possível tornar a livraria num negócio viável. “Se não o fizeres estás condenado, quase como acontece com o país”, confessa.

Há 41 anos a trabalhar em livros, Antero não esconde o orgulho que sente com o seu espaço, a sua profissão e com a reputação de qualidade da sua livraria. Foi há 15 anos que assumiu a gerência da Lello, e quando a encontrou estava longe de ser o marco que é agora. “A Lello enquanto editora foi muito mais conhecida do que propriamente enquanto livraria”, explica.

Foi o seu percurso de gestor na Bertrand que o ajudou a recuperar o espaço. “Fui o gerente mais novo da Bertrand, o director comercial mais novo da Bertrand, o administrador mais novo da Bertrand e sou cá do Porto”, contou.

A Lello é, aliás, um espaço tipicamente portuense, onde é cultivada e mostrada a essência da cidade. A máxima deste espaço passa por criar uma ligação “intensa de amizade”com os seus clientes. Antero Braga crê que é aqui que reside o espírito da Invicta. “No Porto é mais difícil por vezes penetrar no meio, mas depois tem-se amigos para a vida”, diz.

O facto de ter preservado o ambiente íntimo e personalizado fez com que a livraria se tornasse um dos marcos de atracção da cidade, quer para o comum turista quer para figuras ilustres. Ao longo da sua vasta história, já por lá passaram nomes como Afonso Costa, Cavaco Silva (escolheu a Lello para lançar a sua autobiografia), Mário Vargas Llosa (ainda antes de receber o prémio Nobel), Alain Juppé, antigo primeiro-ministro francês, ou Marcelo Caetano, o último homem-forte do Estado Novo.

“Cada um tem o seu feitio, e as pessoas gosta de ter um interlocutor, alguém que os aconselha”, diz Antero Braga. Na Lello têm o tratamento personalizado que está a desaparecer do comércio contemporâneo. O gestor da livraria conta que várias personalidades, como Diogo Freitas do Amaral, usam o seu gabinete, onde guarda algumas raridades.

Antero Braga orgulha-se das amizades que cultivou ao longo da sua carreira. Conta com carinho a o encontro que teve com José Saramago, em que lhe confessou que o seu livro preferido do autor era o “Levantado do Chão” e não o “Memorial do Convento”. Ao que o Nobel português respondeu: “Também é o meu.”

As distinções que a Lello vai acumulando fazem dela um ícone da cidade. Se cada visitante que se extasia com a sublime escadaria do espaço comprasse um livro, em termos comerciais era um êxito fenomenal. Assim, é uma livraria que resiste com o passar dos tempos e que o mundo reconhece. Mais do que os portugueses, diga-se.

Exclusivo i /Semanário Grande Porto »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/89316-lello-os-segredos-da-terceira-melhor-livraria-do-mundo, a 19 de Novembro de 2010, em Jornal I

Parabéns mais uma vez à Livraria

RT

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2 pensamentos sobre “Conheça Os Segredos Da Melhor Cotada Livraria Portuguesa…

  1. Que pena, um edifício/livraria tão bonito e tanta antipatia por parte de quem lá trabalha ! Tirar fotos e ser do Sul do país dá direito a injúria e perseguição até à rua !

  2. Treta. A melhor livraria do Porto e de Portugal (e uma das melhores do mundo) era a Leitura do Fernandes & Branco (fundada nos anos 1960s) na rua de Ceuta. Atingiu o seu apogeu nos anos 1980s sob a gestão do Ribeiro, um colaborador deles, um tipo cultíssimo e enérgico, cheio de ideias, mas a quem não deram o devido valor e a quem recusaram dar sociedade. Depois da saída dele, aumentaram o espaço, mas os sucessivos substitutos dele não valiam nada, e aquilo acabou por ser passado à Bulhosa de Lisboa devido ao desinteresse ou incapacidade da descendência dos sócios fundadores que não quiseram seguir com o negócio. Actualmente, nada tem a ver com antiga Leitura e está às moscas (depois de terem fechado uma outra loja melhor, maior e com mais mercadoria no shopping do Bom Sucesso). Atendimento chato, empregados controleiros, um gajo nem consegue estar à vontade a ver os livros. Actualmente, no Porto, pelo menos, não se consegue encontrar uma boa livraria. A Fnac é um supermercado muito superficial, sem grande variedade ou especificidade de oferta, além de que o pessoal que lá trabalha (pela minha experiência) me parece ser extremamente arrogante e antipático, além de bastante ignorante. As editoras portuguesas também andam na rua da amargura. A Assírio & Alvim acabou praticamente e quase todas as outras se renderam às Leyas e quejandos. Fui poucas vezes à Lello e o atendimento era demasiado personalizado para meu gosto, gerente omnipresente, muitas vezes no balcão a botar faladura. Preferia atendimento mais low-profile. O mesmo posso dizer a respeito da Académica, um espaço acanicado e claustrofóbico onde o verborreico Canavez reina (sem lhe poupar o valor que tem), e onde eu iria bastante mais vezes se o espaço fosse maior e a gerência menos omnipresente. Actualmente, prefiro o sossego e a enorme variedade da net, Amazon etc. e de vez em quando algum alfarrabista online.

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