Conheça a Feira de Arte de Lisboa…

Feira de Arte de Lisboa... Fonte: http://www.ionline.pt/

Hoje trago algo culturalmente rico, para se começar bem a semana, trata-se da feira de Arte de Lisboa.

« Arte Lisboa. A feira onde a crise fica à porta

Chegam a vender-se esculturas de 850 mil euros. O i assistiu à montagem da feira de arte contemporânea que é hoje inaugurada

A escultura de uma africana de chinelos e manga à cava a segurar numa moldura é o centro das atenções da Arte Lisboa. Embora esteja num canto recatado da feira de arte contemporânea, dificilmente passaria despercebida: tem mais de dois metros e a sua expressão é de tal forma real que quase pensamos estar diante de uma gigante.

“Parece a minha mulher”, comenta um homem que acaba de pousar uma caixa onde se lê “Frágil!” em todos os lados. “Tem cuidado, não entres aí no stand”, avisa um colega, antes de voltar para a chuva para descarregar mais mercadorias frágeis de um camião. A galeria Two Heads Chicken ainda está a preparar o seu expositor para a inauguração da Arte Lisboa (hoje, às 18h00, com a presença da ministra da Cultura Gabriela Canavilhas) e os quadros amontoam-se por toda a parte. “Aquela escultura tem duas vezes o tamanho de um homem e é do artista canadiano Jamie Salmon”, explica a espanhola Eva Hernández, directora da galeria. “Vale 850 mil euros… Ele costuma demorar um ano inteiro a fazer estas peças e os cabelos são postos um por um.”

Encostada à parede está uma fotografia do artista chinês Zhang Peng, conhecido por retratar crianças orientais em cenários imaginativos. “Também temos uma inédita de Robert Whitaker, fotógrafo dos Beatles”, acrescenta Eva.

A galeria que abriu em 1986 em Múrcia, Espanha, e se mudou este ano para Évora é uma das 41 que vão estar representadas na 10.ª edição da Arte Lisboa. “Este ano, 14 delas são espanholas”, adianta Miguel Comporta, director da área de feiras da FIL. Por causa da cimeira da NATO, a feira de arte que habitualmente se realizava num pavilhão na FIL, no Parque das Nações, mudou-se para o Centro de Congressos de Lisboa. “O espaço é mais pequeno, mas tem uma arquitectura fantástica do Keil do Amaral.”

Eva Hernandéz, da Two Heads Chicken, gosta que a feira “não seja muito grande”. “Assim as pessoas não se dispersam e podem ver tudo. Temos um contacto maior com os coleccionistas e reparam sempre em ti.”

Para Fátima Mota, directora da galeria Fonseca Macedo, de Ponta Delgada, é “mais do que vital estar presente na feira”. “Como a galeria fica numa pequena cidade rodeada de água tenho sempre de me deslocar aos grandes centros à procura de mercado.” Fátima está habituada a mostrar o trabalho de artistas dos Açores (na Arte Lisboa deste ano a galeria também terá telas do angolano Lino Damião) em feiras internacionais. “Em Espanha acho que já fui a todas e no próximo ano também vamos estar na ARCO”, diz. “Mas em comparação com o estrangeiro, aqui falta-nos público e principalmente um especialista da feira que traga mais curadores.”

A espanhola Pilar Beltrán, directora da galeria Cànem, também se queixa do mesmo: “Devia haver mais público e os portugueses deviam comprar mais aos estrangeiros.”

O director Miguel Comporta quer que a crise não afecte a feira e espera dois tipos de visitantes: “Os curadores e os curiosos da arte contemporânea.” Eva Hernández está confiante nas vendas da sua galeria: “O mercado português é bom.” »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/90204-arte-lisboa-feira-onde-crise-fica–porta, a 24 de Novembro de 2010, em Jornal I

RT

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