Restaurantes de Topo a Preços de Saldo…

Restaurantes a Preço de Saldo... Fonte: http://www.agenciafinanceira.iol.pt

Hoje trago um artigo sobre restaurantes que estão a preço de saldo, passo a transcrever a referida peça jornalística.

«Aqui há restaurantes de luxo a preço de saldo

50 restaurantes aderiram à iniciativa que começa esta quinta-feira. Eleven, Panorama ou Clara Jardim cobram 20 euros por refeição

Mais de cinquenta restaurantes de luxo voltam a estar acessíveis para carteiras menos recheadas durante a Lisboa Restaurant Week, que começa na quinta-feira, para ajudar instituições a desenvolver projectos para quem mais precisa.

De quinta-feira a 9 de Abril, 53 restaurantes dos mais caros e exclusivos da capital, como o Eleven, o Panorama ou o Clara Jardim, abrem as portas a 20 euros (mais bebidas) por uma refeição completa, com o objectivo de «democratizar o acesso à restauração de qualidade», como explicou o director da organização do evento, José Borralho, citado pela Lusa.

Por cada refeição vendida, um euro reverte para duas instituições de solidariedade social: a Caritas e a Mulheres de Vermelho, organizações que foram escolhidas por uma equipa multidisciplinar.

«Desde a primeira edição do evento que já foram doados mais de 50 mil euros a instituições. A SIC Esperança foi a primeira organização a receber donativos da Lisboa Restaurant Week: com cerca de seis mil euros desenvolveram um projecto de apoio a sem-abrigo e fizeram uma horta», contou José Borralho.

Pode fazer a reserva online

Na última edição foram servidas quase 16 mil refeições pelos 48 restaurantes que aderiram à iniciativa. José Borralho espera que «pelo menos se faça o mesmo número do ano passado [que foi o melhor, mesmo com a crise]» pelo apoio que é dado às instituições, mas também «pela importância que o evento tem na restauração e na cidade».

«Calculamos que se tenha feito mais de 1,6 milhões de euros, se pensarmos que temos 50 mil refeições em quatro edições a uma média de 27 euros. O evento mexe muito no sector da restauração e mesmo na cidade: pela democratização do acesso à restauração de qualidade e pelas causas sociais», disse o organizador.

Nesta 5.ª edição do Lisboa Restaurant Week vai ser possível reservar metade dos restaurantes pela Internet: «Cerca de 50% dos espaços aderiram à reserva online. Através do portal My Table podem fazer a reserva imediata pela internet, como num voo, e escolhem a mesa, vêem a disponibilidade para aquele dia», avançou José Boralho.

O conceito Restaurant Week surgiu há 16 anos em Nova Iorque e já obteve a adesão de mais de 10 mil estabelecimentos, tendo-se estendido a várias cidades, como Londres, Amesterdão ou São Paulo. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/restaurantes-de-luxo-restaurant-week-restaurantes-comida-agencia-financeira/1243187-1730.html, a 30 de Março de 2011, em Agência Financeira

Bom Apetite!

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Como Fazer Uma Sopa de Peixe…

Hoje trago uma receita para ser diferente esta quarta feira, passo a transcrever o referida receita

 

« Ingredientes:

Peixes variados: redfish, solha, garoupa, pescada
delicias do mar a gosto
miolo de camarão a gosto
200 gramas de batata
300 gramas de cebola

100 ml de azeite
polpa de tomate
sopa de marisco (1/2 pacote)
150 ml água
pão torrado
Coentros
sal

Preparação:

Num tacho coza os peixes, deixe arrefecer e retire as espinhas e pele.

Desfie um pouco o peixe em pedaços não muito pequenos. Reserve.

Numa panela coloque o azeite, a cebola cortada em rodelas e a polpa de tomate, refogue.

Após alguns instantes, junte as batatas, a sopa de marisco, o sal e a água com que cozeu o peixe depois de ser coada. Se necessário acrescente mais água.Deixe cozer muito bem e passe tudo com a varinha mágica.

Leve novamente ao lume e junte o peixe desfeito, o miolo de camarão, as delicias do mar desfiadas e os coentros, deixe apurar.

Rectifique os temperos.

Sirva a sopa com pedaços de pão torrado ou frito e polvilhe com coentros. »

In: http://www.saborosas.com/receita/1155/Sopas/Quentes/Sopa%20de%20Peixe.aspx, a 29 de Março de 2011

Bom Apetite!

RT

Será Que Compensa Comprar Um Carro Em Segunda Mão???

Compensa Comprar um Carro em Segunda Mão?? Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago um artigo que pode ser muito útil nos dias de hoje, e que versa sobre se compensa a aquisição de um carro em segunda mão, passo a transcrever o artigo.

« Saiba se lhe compensa comprar um automóvel usado

Um carro desvaloriza 15% a 25% por ano, mas cuidado com as fraudes

Evitar a rápida desvalorização do carro foi uma das preocupações de Tiago Mendes quando pensou em adquirir um automóvel. “Assim que sai do stand, o carro sofre uma enorme desvalorização. Optei por comprar o mesmo modelo com poucos quilómetros, mas com dois anos. Com esta decisão consegui poupar mais de 5 mil euros”, conta em declarações ao i.

A verdade é que este não é um caso isolado e são cada vez mais os consumidores a seguirem esta opção. A tendência é visível pelos pedidos de crédito. De acordo com os últimos dados do Banco de Portugal, quase metade do crédito automóvel concedido nos primeiros oito meses do ano passado destinou-se à compra de carros em segunda mão.

Se por um lado a compra de um carro novo pode significar despreocupação – liberta os consumidores de inquietações como o historial de um carro, por exemplo -, por outro penaliza mais o orçamento familiar, que pode estar asfixiado ou a caminho disso. Um factor que pode fazer a diferença em tempos de crise.

A aquisição de um automóvel novo não é acessível a todas as carteiras e a ideia da desvalorização constante pode também assustar alguns consumidores. Em média, uma viatura nova perde entre 15% e 25% do seu valor por ano. Face a este facto, adquirir um carro com poucos anos poderá representar uma solução tentadora para a maioria dos potenciais compradores.

A verdade é que a aquisição de um automóvel com um, dois ou até mesmo três anos implica sempre ter um cuidado redobrado para evitar desagradáveis surpresas, principalmente se o negócio for realizado entre particulares ou pela internet. “Por baixo de uma pintura reluzente escondem-se, por vezes, problemas difíceis de detectar: acidentes, avarias frequentes, quilometragem adulterada e outras fraudes”, alerta a “Proteste”.

Outra questão que se impõe é a quem comprar: a um particular ou a um stand? Em qualquer destes cenários há vantagens e desvantagens. O primeiro consegue vender mais barato e tem também maior margem de manobra para negociar e baixar o preço. O segundo pode apresentar valores mais elevados, mas está próximo das grandes marcas e, como tal, oferece uma garantia mais alargada.

De olho na garantia Qualquer que seja o automóvel que pretende comprar, tenha sempre especial atenção à garantia oferecida. Tal como os novos, também os usados têm direito a dois anos de protecção. No entanto, há muitos estabelecimentos que dão apenas garantia por um ano ou fazem desconto no preço se o cliente prescindir de qualquer garantia, o que é ilegal. Contudo, a lei admite a redução da garantia até um ano, caso exista um acordo entre vendedor e comprador, mas nunca para um prazo inferior.

Caso o negócio seja realizado entre particulares não existe garantia, o que torna o investimento mais arriscado. Mas mesmo assim continua a existir alguma protecção. Durante os seis meses seguintes à entrega do automóvel, o comprador pode provar que este não tem as características anunciadas para exigir uma reparação ou anular o contrato.

Além de reduzirem o prazo, vários stands ainda excluem da garantia peças ou componentes. É o caso do leitor de CD, do ar condicionado, da embraiagem, da correia de distribuição ou da bateria. Outros limitam-na a uma determinada quilometragem ou a um valor máximo por reparação. Qualquer uma destas alterações é ilegal.

A “Proteste” chama também a atenção para a necessidade de “fugir” das chamadas garantias voluntárias. Segundo a “Proteste”, é frequente os consumidores serem confrontados com a proposta de assinar um contrato que prolongue a garantia, mediante um valor de pagamento. No entanto, na maioria dos casos esta situação não apresenta qualquer vantagem para o cliente. “A maioria destes contratos são assegurados por empresas externas ao stand e apresentam tantas restrições que poucos ou nenhuns benefícios oferecem. Geralmente não interessam, a menos que estas garantias contratuais sejam mais abrangentes do que a garantia legal. Como tal, o consumidor pode recusá-las, sem perder o que a lei prevê.”

Se detectar um defeito dentro do período de garantia, o consumidor dispõe de dois meses para apresentar a factura e accionar garantia. A partir daí, terá dois anos para avançar com uma acção em tribunal ou num julgado de paz, caso o assunto não seja resolvido pelo vendedor. Geralmente pode optar pela reparação, pela substituição por outro veículo com as mesmas características – também poderá ser diferente, mas para isso é necessário existir um ajustamento do preço – ou mesmo pela anulação do contrato, se for essa a sua vontade.

A verdade é que a lei não impõe qualquer decisão. A palavra final caberá sempre ao consumidor. Não se esqueça que, se optar por mudar de carro, este passa a gozar de uma nova garantia com a duração de dois anos, a contar da data em que lhe é entregue.

Importados Outra hipótese de fazer um bom negócio passa por adquirir um carro importado. O governo baixou os impostos sobre os automóveis usados importados ao introduzir algumas alterações no Orçamento do Estado para 2011. Isso significa que, quem tomar esta decisão este ano vai pagar menos imposto à cabeça do que em 2010. Segundo as contas de uma das associações do sector (Anarec), em alguns casos esta redução pode ultrapassar os 40% se os carros importados tiverem mais de cinco anos.

A verdade é que os carros usados importados já tinham uma fiscalidade mais favorável do que os veículos novos, uma vez que já beneficiavam de uma redução no Imposto Sobre Veículos (ISV). Não se esqueça, no entanto, de fazer muito bem as contas e ver se realmente o negócio compensa. Por vezes, além do valor que é apresentado tem de acrescentar alguns custos, como a logística com serviços e documentação: por exemplo, seguro internacional, matrículas de trânsito, inspecções, etc.

Cuidados a ter na escolha do crédito automóvel

Depois de escolher o carro que pretende, caso precise de financiamento terá de recorrer a um crédito. Nesse caso, faça uma ronda pelas várias ofertas existentes no mercado – é natural que o próprio stand apresente uma oferta de financiamento –, peça simulações e veja a solução que mais se adequa às suas necessidades. Por norma, os stands são meros intermediários financeiros e muitas vezes ganham comissão sobre os créditos contratados pelas instituições financeiras com que trabalham. Em regra as taxas que oferecem são mais elevadas do que nos bancos.
Por isso, o melhor será mesmo começar a ronda pelo seu banco e pedir-lhe uma simulação para o montante de que precisa. Não se esqueça que tem sempre hipótese de negociar com o seu banco condições mais favoráveis em troco de contratação de novos serviços. Por exemplo, pode reduzir a taxa apostando na subscrição da domiciliação de ordenado e pagamentos, cartão de crédito, conta à ordem, etc.Se já tiver estes serviços junto do seu banco, aproveite–se disso. Se mesmo assim lhe pedirem uma taxa alta, nada como ouvir outro banco e, quem sabe, mudar. Use a proposta de cada banco que ouvir como arma negocial quando ouvir outra instituição financeira.
Deve também contabilizar os encargos associados às diversas modalidades de financiamento. O preço dos seguros para o carro varia bastante consoante opte por crédito ou leasing. Neste último caso, são exigidos seguros de responsabilidade civil facultativa (50 milhões de euros) e de danos próprios. Já no crédito automóvel, basta o de responsabilidade civil obrigatória e, em alguns casos, o de vida.
No entanto, segundo o último estudo da “Deco Proteste”, se o carro tem menos de cinco anos, o consumidor deverá subscrever um seguro “contra todos os riscos”. Em relação ao financiamento, aconselha a taxa fixa para créditos inferiores a quatro anos se não exceder as melhores taxas indexadas.
Não se esqueça que quando está a comparar propostas deverá analisar quais são as garantias exigidas e se existem despesas de manutenção (comissões de entrada, processamento, etc.). Alguns destes factores podem ter um peso elevado para comparar o custo real das várias propostas. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/113539-saiba-se-lhe-compensa-comprar-um-automovel-usado, a 28 de Março de 2011, em Jornal I

Boas Compras!

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Conheça As Características do GPL…

Conheça o GPL Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje e para se começar bem a semana, trago um artigo que versa sobre as vantagens do GPL..

« A GPL e gasolina é versátil, barato e bonzinho para o ambiente

O GPL é o mais barato dos combustíveis à venda em Portugal. E os sistemas são à prova de bala

A Chevrolet teve sucesso com o Aveo preparado para GPL e resolveu repetir a receita com o citadino Spark. Está bem pensado, porque isso torna o pequeno carro mais económico (o preço do GPL é inferior ao da gasolina) e mais amigo do ambiente, porque as emissões de CO2 são comparativamente menores do que quando circula a gasolina.

Pode pensar-se que o espaço para a bagagem (que já não era muito) desaparece com o depósito montado na mala. Engano! O depósito (que não é muito grande) encaixa perfeitamente no sítio da plataforma onde deveria estar o pneu sobresselente.

Claro que existe ainda outro inconveniente dos carros a GPL (para além do estigma, para alguns, de terem de trazer o respectivo autocolante), que é não poderem estacionar em parques fechados. Por agora é um obstáculo a que muitos se decidam por um carro que utilize este tipo de combustível. Na apresentação do Spark, o presidente da Associação Nacional de Instaladores e Consumidores de GPL (ANIC-GPL), Miguel Rodrigues, que confirmou estarem adiantados os estudos para a lei possa ser revista e em Portugal possa ser autorizado o estacionamento até ao piso -1 e em garagens, como acontece em todos os países da Europa (à excepção do nosso e da Hungria).

Agora vamos à parte boa. Além de o preço inicial do Spark ser convidativo para quem quer um citadino eficaz, equipado com GPL permite-lhe percorrer 100 km por menos de seis euros. E quando o GPL acaba? É óbvio que existe o depósito de gasolina. Aliás, o arranque é sempre feito com gasolina e o sistema electrónico do carro encarrega-se de mudar automaticamente para gás, quando a temperatura ideal é atingida. O mesmo acontece quando o GPL acaba e o funcionamento volta para gasolina. Tudo é feito sem que o condutor se aperceba. Além do mais, este sistema de gás é altamente moderno e sofisticado, com controlo permanente do sistema. Mesmo em caso de acidente, há válvulas libertam o gás, impedindo que haja uma explosão.

A.M.N. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/112888-a-gpl-e-gasolina-e-versatil-barato-e-bonzinho-o-ambiente, a 25 de Março de 2011, em Jornal I

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A Receita deste Domingo É: Gelatina de Morango…

Gelatina de Morango... Fonte: http://www.nosmulheres.forumeiros.com

Ingredientes:

• 2 colheres (sopa) de vinho branco

• 2 pacotes de gelatina em pó diet de morango

• 10 morangos médios

Preparação:

Limpe os morangos, lave-os muito bem, parta ao meio e coloque em uma tigela. Regue com o vinho e reserve. Coloque em uma panela 250 ml de água e leve ao fogo até amornar. Acrescente a gelatina e misture até dissolver. Adicione mais 250 ml de água, misture e despeje a gelatina sobre os morangos, mexendo com delicadeza.

Em seguida, transfira a mistura para uma fôrma de 20 x 20 cm e leve à geladeira por 3 horas, ou até ficar firme. Retire da geladeira, corte a gelatina em cubos e distribua em 6 taças. Sirva com Creme Light de Laranja. Coloque em uma panela 1 xícara (chá) de suco de laranja, 2 colheres (sopa) de maisena dissolvida em 1/2 xícara (chá) de leite desnatado, 4 colheres (sopa) de leite condensado desnatado, 1 colher (sopa) de casca de laranja ralada e adoçante a gosto.

Leve ao fogo e cozinhe, sem parar de mexer, por 4 minutos, ou até obter um creme um pouco ralo. Retire do fogo e transfira para uma tigela. Cubra com um filme plástico para não formar uma película na superfície e leve à geladeira por 2 horas, ou até gelar bem. Retire da geladeira e distribua sobre as taças de gelatina.

 

Fonte: Revista Água Na Boca

In: http://www.muitomaisreceitas.com.br/receitas/doces/gelatina_de_morango.html, a 25 de Março de 2011

Como Fazer Boas Poupanças Para a Reforma…

Como Poupar para a Reforma Fonte: jangadeiroonline.com.br

Hoje trago um artigo que achei bastante interessante, pelo menos por o motivo de incentivar à poupança, passo a transcrever o referido artigo, desejando que seja um começo para que muitos se tiverem possibilidades poupem.

« Como chegar à reforma com um milhão de euros

Descubra como chegar à reforma com um milhão de euros

Chegar aos 65 anos com um pé-de-meia no valor de um milhão de euros é possível. Mas para isso terá de começar a poupar muito cedo, estar disposto a correr alguma dose de risco e fazer poupanças mensais consideráveis. O Diário Económico apresenta-lhe oito cenários para conseguir ser milionário.

Confortavelmente deitado numa espreguiçadeira de lona à sombra de uma palmeira, numa praia de areia branca, virado para um mar azul turquesa, num paraíso terreno e uma conta bancária com um saldo milionário. É desta forma que muitos portugueses gostariam de se ver a gozar uma reforma confortável. O que muitas vezes desconhecem é o valor que terão de colocar de parte ao longo da vida para conseguir concretizar esse sonho, sobretudo tendo em conta que cada vez é mais difícil poupar. Mas, segundo cálculos efectuados através da nova “Calculadora Milionária” do site do Diário Económico (www.economico.pt) que estará disponível a partir de hoje, fique a saber que se colocar de parte todos os meses pouco mais de oito euros poderá chegar à idade da reforma com um milhão de euros de poupança.

Mas como seria de imaginar também aqui “não há almoços grátis”. Para lhe ser suficiente poupar esse montante terá de ter um determinado perfil. Nesse caso, um dos requisitos necessários era já ter uma poupança inicial de 40 mil euros mas ao mesmo tempo estabelecer uma poupança mensal de oito euros desde os 25 anos. Como explica Gonçalo Gomes da direcção de marketing do Activobank, “quanto mais cedo começarmos a poupar para a reforma, maior será o potencial de valorização do investimento realizado, fruto do efeito capitalização: é realmente diferente começar a poupar aos 30 ou aos 35 anos”. O poder da capitalização de juros (juros sobre juros) pode ver-se no seguinte exemplo. O investimento de 10 mil euros a cinco anos com uma taxa de juro líquida de 3% e pagamento de juros anuais, permite alcançar no final do prazo 1.613,14 euros em juros. Sem capitalização de juros, esse valor baixa para 1.500 euros. Num horizonte temporal mais alargado maior será o impacto.

Também associada à idade em que começamos a poupar é a estrutura dos investimentos. Quanto mais novos começarmos a poupar, maior será a apetência para o risco, uma vez que este se dilui no longo prazo e mais atractivas também se tornam as taxas de rendibilidade. Como explica Gonçalo Gomes, “não existindo uma fórmula que funcione da mesma forma para todos […] quanto mais longe estivermos do momento da reforma, maior risco podemos assumir e com o aproximar dessa data poderemos começar a trocar activos de maior risco por activos de menor risco, reduzindo o eventual impacto que grandes alterações de curto prazo no mercado possam ter na carteira de investimentos”. Com base numa análise histórica, no longo prazo o investimento em produtos financeiros mais arriscados como as acções permitem alcançar retornos reais médios anuais próximos dos 6%. Activos menos arriscados como as obrigações oferecem remunerações reais muito mais baixas.

Numa das simulações, alguém que começasse a poupar aos 35 anos e já tivesse um pé-de-meia de 10 mil euros, se apostasse em activos com um retorno médio anual de 8%, teria que colocar de parte todos os meses 594 euros para chegar à idade de reforma com um milhão de euros. Se a remuneração fosse de apenas 2%, a poupança mensal subiria para 1.989 euros.

Independentemente da estratégia que escolher, um dado é certo: reunir um milhão de euros através da poupança não é facilmente concretizável para a maior parte das pessoas. Até porque as famílias portuguesas estão entre as mais conservadoras, no que diz respeito aos investimentos. Segundo um estudo da CMVM sobre o perfil do investidor português, apenas 9,2% de todas as famílias consideradas estão dispostas a correr os riscos inerentes ao investimento na bolsa. Mas também existe outra certeza: quanto mais tarde definir a sua estratégia de poupança menos dinheiro conseguirá amealhar. Ou pode apostar numa reforma milionária para o seu filho. Saiba que para tal bastará colocar 56 euros por mês no mealheiro do seu filho de cinco anos para que, pelo menos ele, consiga chegar aos 65 anos com um milhão de euros.

  • Oito formas para atingir a meta de 1 milhão de euros

Começar cedo

Idade: 25 anos
Horizonte de poupança: 40 anos
Poupança Inicial: 10.000 euros
Retorno anual: 5,5%
Mesmo quem esteja a começar a sua vida profissional e tenha já 10.000 euros de parte terá de poupar mensalmente cerca de 520 euros para conseguir chegar aos 65 anos com um milhão de euros. E para isso terá de apostar em activos que rendam em média 5,5% por ano.

Começar tarde

Idade: 45 anos
Horizonte de poupança: 20 anos
Poupança Inicial: 10.000 euros
Retorno anual: 5,5%
Para quem começar a apostar no conforto da sua reforma apenas aos 45 anos de idade irá enfrentar um cenário de poupança “hercúleo”. Todos os meses terá que colocar no mealheiro 2.217 euros dos seus rendimentos bem como investir em activos que lhe permitam um retorno médio anual de 5,5%.

Menor risco

Idade: 35 anos
Horizonte de poupança: 30 anos
Poupança Inicial: 10.000 euros
Retorno anual: 2%
Apostar em activos conservadores tem a vantagem de lhes estar associado um reduzido nível de risco. Contudo, os retornos também serão modestos. Ao escolher aplicações com uma taxa de juro anual média de 2% teria que poupar quase 2.000 euros por mês para ao fim de 30 anos atingir um milhão de euros.

Maior risco

Idade: 35 anos
Horizonte de poupança: 30 anos
Poupança Inicial: 10.000 euros
Retorno anual: 8%
Mesmo escolhendo produtos financeiros remunerados a taxas elevadas e com um horizonte de investimento alargado é muito difícil chegar a milionário. Assumindo uma remuneração média anual de 8% e um horizonte de investimento de 30 anos, mensalmente teria de juntar ao pé-de-meia 594 euros.

Poupança inicial baixa

Idade: 35 anos
Horizonte de poupança: 30 anos
Poupança Inicial: 10.000 euros
Retorno anual: 5,5%
Criar hábitos de poupança é uma das máximas das finanças pessoais. Se já existir um pé-de-meia inicial melhor ainda. Alguém que já tenha no mealheiro 10.000 euros terá que poupar todos os meses mais de 1.000 euros durante 30 anos, assumindo um retorno médio anual de 5,5%, para ser milionário aos 65 anos.

Poupança inicial alta

Idade: 35 anos
Horizonte de poupança: 30 anos
Poupança Inicial: 50.000 euros
Retorno anual: 5,5%
Tendo em conta o cenário anterior mas assumindo a existência de um pé-de-meia inicial de 50.000 euros, a poupança mensal necessária para atingir a meta de um milhão de euros aos 65 anos é mais baixa. Ainda assim terá de colocar de parte um valor substancial: 807 euros por mês.

Menor poupança mensal

Idade: 25 anos
Horizonte de poupança: 40 anos
Poupança Inicial: 40.000 euros
Retorno anual: 8%
Poupar todos os meses apenas oito euros e chegar à idade de reforma milionário é o sonho de grande parte das pessoas. Para conseguir concretizar esse sonho teria que ter uma poupança inicial de 40.000 euros, ter hábitos mensais de poupança desde os 25 anos e investir em activos com uma remuneração média anual de 8%.

De pequenino…

Idade: 5 anos
Horizonte de poupança: 60 anos
Poupança Inicial: 0 euros
Retorno anual: 8%
… Se torce o pepino. Esta será a melhor forma para conseguir chegar à idade de reforma com um mealheiro abastecido com um milhão de euros. O largo horizonte temporal não só minimiza o risco de perdas como exige um nível de poupança mensal bastante acessível. Bastaria colocar todos os meses no mealheiro do seu filho cerca de 56 euros para que, pelo menos ele conseguisse uma reforma milionária. »

In: http://economico.sapo.pt/noticias/como-chegar-a-reforma-com-um-milhao-de-euros_114284.html, a 25 de Março de 2011, em Diário Económico

Boas Poupanças

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Este Fim Semana Aproveite um Workshop de Fotografia…

Workshop de Fotografia.... Fonte: http://www.reklamowar.blogspot.com

Hoje trago um artigo que se trata de uma sugestão para o fim de semana, desta feita, trata-se de um workshop de fotografia, passo a transcrever a referida reportagem.

« A edição de fotografia é uma arte

No próximo fim-de-semana, Céu Guarda, editora de Fotografia do i, orienta um Workshop de edição de fotografia na Kgaleria

Nos próximos dias 26 e 27 de Março, a Kgaleria vai ser palco de um Workshop de edição de fotografia. Orientado por Céu Guarda, editora de Fotografia do i, pretende abordar os modos de exibir fotografias, a influência da finalidade da imagem na sua construção, os elementos que ligam as fotografias dentro de um mesmo trabalho e critérios de edição.

Na página de Facebook do evento pode ler-se que “A compreensão de uma fotografia é sempre definida pelo contexto em que é percepcionada e pelo fim a que se destina. Um conjunto de fotografias é compreendido por esses mesmos factores e ainda pela relação que estabelecem entre si. A concretização de um bom trabalho fotográfico, feita nas escolhas da imagens e na disposição em que são exibidas, é o papel da edição, um dos momentos fundamentais da prática fotográfica. Muitas vezes, a fotografia é um acto intuitivo e instantâneo. É posteriormente, na edição, que o fotógrafo encontra o tempo e a distância necessárias para adequar as imagens ao conecto ou ideia que pretende transmitir. Um trabalho composto por boas imagens não tem valor se a edição não lhe conferir uma estrutura sólida. Um trabalho composto por imagens sem grande força pode ser elevado e melhorado pelo modo como estas se dispõem e relacionam entre si.”

O workshop terá lugar na Kgaleria, em Lisboa, das 10h às 12h30 e das 15h às 18h, e custa de 100 euros mais IVA. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/112226-a-edicao-fotografia-e-uma-arte, a 24 de Março de 2011, em Jornal I

Bom Workshoop!

 

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A Ovelha Choné Vem a Portugal…

Ovelha Choné em Portugal... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago um artigo que pode agradar aos mais pequenos, pois trata-se da Ovelha Choné que vem a Portugal, mais concretamente a Vila do Conde, passo a transcrever a referida peça jornalística.

« A Ovelha Choné está em Vila do Conde

Wallace & Gromit também vieram a Portugal, acompanhados por algumas galináceas de “A Fuga das Galinhas”. Para ver até 5 de Junho

Era uma vez dois amigos de infância: Peter Lord e David Sproxton. Estes rapazes passavam o dia a ver desenhos animados e a tentar imitar as histórias que viam. A primeira produção foi feita na sala de estar de David, ao som da música de Charlie Parker. O pai de David, na altura produtor da BBC, achou graça ao esforço dos dois miúdos e incentivou-os a ir mais longe. Mal ele sabia que estava a assistir aos primeiros passos de um dos maiores estúdios de animação da Europa.

O primeiro personagem a sério criado pela dupla chamava-se Aardman, um super herói. A BBC gostou e propôs um contrato de 15ú (qualquer coisa como 17€). Foi nesse momento que registaram o nome Aardman Animations e foi também aí que o futuro dos dois ficou definido.

Se ainda não sabe do que falamos, aqui vai uma pista para os mais pequenos e outra para os crescidos: “Ovelha Choné” e “Wallace & Gromit”, da autoria de Nick Park, um dos principais animadores que nos anos 80 se juntou à família Aardman.

Mas onde querem chegar?

Calma, caro leitor, temos boas notícias: até 5 de Junho pode ver, ao vivo, na Solar – Galeria de Arte Cinemática, em Vila do Conde, objectos, cenários, bonecos, desenhos e estudos de maquetes do universo Aardman. E sim, os bonecos utilizados nos filmes, curtas e séries de animação são mesmo de plasticina, confirma Nuno Rodrigues, comissário da exposição. Mas não uma plasticina qualquer. A verdade é que os estúdios têm a patente de uma pasta especial, semelhante à plasticina, mas muito melhor e resistente.

A exposição é promovida pela Animar, um “programa de sensibilização e educação para a imagem em movimento”, baseando-se no cinema de animação. O objectivo é, segundo Nuno Rodrigues – também ele um dos directores das Curtas de Vila do Conde – “aprender a ver e a fazer animação”. Entre sessões de cinema de animação, workshops e ateliers, a Animar vai já no sexto ano de vida.

São seis cenários reais onde foram filmadas as séries da dupla “Wallace & Gromit” (o inventor louco e o seu cão sensato), “Ovelha Choné”, “Creature Comforts” e “Morph”, a primeira personagem da Aardman Animation.

Para além disso, poderá ver (mexer, talvez não) cinco conjuntos de personagens e adereços (reais, sempre reais), storyboards, estudos visuais e desenhos originais de Nick Park.

Nick Park

Qual Aardman, qual quê. Nick Park é o verdadeiro super-herói dos estúdios e o criador das séries de animação mais aclamadas e premiadas. “Wallace & Gromit”, “Ovelha Choné” e “Creature Comforts”. Foi nomeado seis vezes para os Óscares e ganhou quatro, em 2006 o de Melhor Filme de Animação com “Wallace e Gromit: A Maldição do Coelhomem”; em 1996 e 94 o de Melhor Curta de Animação, novamente com a dupla Homem e Cão; e em 1991, na mesma categoria, com “Creature Comforts”, uma série de animais que dão depoimentos sobre vários aspectos da vida, alguns bem filosóficos (se ainda não conhece, faça uma visita ao YouTube e veja, vale a pena).

Park é também responsável pelo filme “A Fuga das Galinhas”, uma parceria dos estúdios Aardman com a Dreamworks.

A exposição Mundo Aardman está patente até cinco de Junho, data em que haverá uma festa de encerramento no teatro Municipal de Vila do Conde, onde serão projectadas algumas curtas de animação.

Galeria de Arte Cinemática, R. do Lidador, Vila do Conde. Terça a sexta das 14h30 às 18h00; Sáb e dom das 10h30 às 12h30 e das 14h30 às 18h00. Entrada livre.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/112228-a-ovelha-chone-esta-em-vila-do-conde, a 23 de Março de 2011, em Jornal I

Boas Visitas!

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Conheça o Novo Albuns dos Strokes….

The Strokes... Fonte:www.clashmusic.com

Hoje trago um artigo sobre os strokes, e mais um trabalho que sai para o público, passo a transcrever a referida peça jornalística.

«The Strokes. Dez anos depois da revolução

”Under Cover of Darkness” é o novo álbum da banda que fez renascer o rock”n”roll e que hoje afirma “isto é trabalho duro”

Encontrámos os Strokes elegantes por um dia. Vestidos de preto com gravatas brancas, os elementos da derradeira banda rock de Nova Iorque juntaram-se há algumas semanas em Jersey City para rodar o vídeo do seu novo single, “Under Cover of Darkness”. Para uma das principais sequências, os membros da banda foram posicionados em redor de uma requintada mesa de jantar. Mas a cadeira de veludo vermelho em forma de trono à cabeceira da mesa encontrava-se vazia. Onde estava Julian?

Julian Casablancas, o vocalista e carismático frontman do grupo que há uma década fez renascer o desavergonhado rock”n”roll de Nova Iorque, encontrava–se no camarim, a ouvir pela primeira vez a mistura final do quarto álbum dos Strokes, “Angles”, que chegou ontem às lojas. Estava satisfeito. Aleluia.

Mas peça-se uma opinião aos Strokes e serão recebidas várias respostas, uma lição que a banda, e os seus fãs, aprenderam bem desde que o grupo se formou em 1998. Nessa altura estavam unidos no mesmo objectivo: antigos alunos do secundário cosmopolitas devotados ao rock de guitarras do passado e ao estilo de vida correspondente. Houve um momento para o renascer do cool de Nova Iorque e, de súbito, estes tipos encaixaram-se nisso, moldaram-no, inspiraram cortes de cabelo; até a reacção adversa, questionando a sua autenticidade, pareceu da mesma espécie. Mas ao longo dos anos, conforme a idade, a fama, os vícios, os projectos a solo e as contribuições criativas se fizeram sentir, a perspectiva deles ficou marcada. Com “Angles”, o seu primeiro álbum em cinco anos, os Strokes estão a adoptar um novo equilíbrio, que leva em consideração a voz de cada um dos seus membros de forma mais equitativa. Ou algo assim: “É para todos ficarem contentes”, diz Casablancas de forma calma. “Operação Fazer Toda a Gente Satisfeita.”

Esse estado foi difícil de alcançar, de uma forma profissional e pessoal, como a banda tem assumido. O resultado é um álbum com dez canções identificáveis como Strokes – os riffs de guitarra em contraponto, as vocalizações dispépticas de Casablancas, com a sua energia de final de noite, as letras carregadas de dúvidas, alguns sintetizadores e downbeats próprios dos ritmos modernos – mas com uma diferença. Pela primeira vez, o material foi escrito não apenas por Casablancas, que esteve ausente de forma premeditada, mas por todos os membros. E não foi gravado num estúdio de Nova Iorque, mas num cenário bucólico no Norte do estado. Não é que os Strokes estejam maduros – “Se digo isso”, explica Albert Hammond Jr., o guitarra ritmo, “soa aborrecido, não é?” – mas estão perto.

A edição de “Under Cover of Darkness”, anunciado como um regresso dos Strokes ao seu som do passado, bloqueou o site do grupo devido ao excesso de tráfego. Blogues de música e fãs na indústria como Lisa Worden, directora musical da KROQ-FM, a estação de rádio de Los Angeles que foi uma das primeiras defensoras da banda, estão expectantes com entusiasmo. Ela pôs o single dos Strokes em rotação imediatamente, “porque os adoramos”, afirma. Mas, acrescenta, é demasiado cedo para dizer se a canção será um sucesso. “Ainda estamos a perceber o entusiasmo do público da KROQ”, refere. “Passou muito tempo” desde que ele teve de ter em conta os Strokes.

Expectativas Na década que passou desde que o álbum de estreia, “Is This It”, chegou à platina, tanto a indústria musical como a estética dominante se alteraram. Onde os Strokes eram antes um desvio bem-vindo a um mainstream de pop oleosa, rap metal e electrónica, hoje fazem parte de uma onda de bandas de tendência indie e guitarras pesadas, a qual ajudaram a anunciar. Ao mesmo tempo que as expectativas de vendas diminuíram a distribuição online deu tanta exposição a projectos feitos no quarto como às descobertas das grandes editoras.

Em alguns círculos os Strokes mantiveram o seu poder de atracção. “Os DJ passam ”Last Nite” a toda a hora”, diz a jovem DJ Mia Moretti, uma das mais requisitadas do circuito moda-artes-celebridades, acerca do single mais conhecido da banda. Moretti (sem qualquer parentesco com o baterista dos Strokes) acrescenta que passará as novas canções dos Strokes nos seus sets habituais nos clubes de Nova Iorque. “Penso que eles ainda são bastante sexy”, afirma Moretti acerca dos elementos do grupo, agora na casa dos trinta e poucos anos.

Quando os Strokes começaram, “as guitarras estavam fora de moda” em Nova Iorque, recorda Gordon Raphael, que produziu os dois primeiros álbuns da banda. Ainda assim, no início de 2001, o britânico “NME” fez uma crítica inflamada ao seu EP de estreia, “The Modern Age”, dando início a um ciclo de popularidade em Inglaterra. Kate Moss apareceu num dos primeiros concertos em Londres e quando a banda, ainda sem editora, regressou a Nova Iorque, a palavra espalhou-se. Quando os Strokes fizeram a primeira parte dos Doves, uma banda britânica, na Bowery Ballroom, “havia limusinas de editoras discográficas à volta do quarteirão”, conta Raphael. A RCA ganhou o que foi considerado como uma guerra acesa pela assinatura dos Strokes. Depois de “Is This It” sair, “por toda a East Village havia montes de miúdos de casaco de cabedal com guitarras às costas”, recorda Raphael.

Às vezes, eram os próprios Strokes. Nos primeiros tempos, eram vistos com frequência a vaguear juntos pelas ruas de Manhattan. “Durante muitos anos de seguida, passávamos a vida todos juntos”, diz Valensi. “Partilhávamos camas quando estávamos em digressão. Não quero falar disso, mas éramos desconfortavelmente chegados.” Sim, todos os clichés das estrelas rock se aplicam, incluindo namoradas famosas. Fabrizio Moretti andou com Drew Barrymore; Hammond com a modelo Agyness Deyn; e Valensi com a fotógrafa Amanda de Cadenet, com a qual acabou por se casar.

Fora da vista do público, ensaiavam tanto quanto se divertiam. No dia em que saiu “Is This It” – 11 de Setembro de 2001 – foram trabalhar para a sala de ensaio, recorda Moretti. Que a sua estreia coincidisse com os ataques às Torres Gémeas tornou-se parte da sua mitologia. Juntamente com bandas como Yeah Yeah Yeahs e Interpol, fizeram parte do renascimento da cena nova-iorquina. Os discos seguintes não seriam tão populares quanto “Is This It” e, ao terceiro álbum, “First Impressions of Earth”, a tensão era evidente. Apesar da nova sobriedade de Casablancas, para Fraiture tratou-se da pior experiência em estúdio. Depois da digressão de 2006, o manager da banda anunciou uma pausa por tempo indeterminado.

O regresso Ninguém esperava que fosse por tanto tempo. Durante os anos de interregno, todos menos Valensi começaram projectos paralelos ou a solo. Concentraram-se nas famílias e dividiram–se entre Nova Iorque e Los Angeles. Entrevistados, em separado, cada um dos Strokes admitiu que teve dúvidas em relação a gravar outro álbum e de como seria recebido. “Havia o receio de que, de certa forma, já não estivéssemos nos corações e nas mentes das pessoas e que tivéssemos de começar tudo de novo a um nível mais baixo”, diz Valensi.

Por volta de 2007, ele, Fraiture e Moretti estavam de regresso ao estúdio. “Estávamos a tentar pôr outra vez a bola em jogo”, afirma Fraiture. Em 2009, acrescenta, “foi a última oportunidade – ou isto vai acontecer ou não”. O que os puxou também foi o contrato de cinco álbuns com a RCA; “Angles” é o quarto do acordo. Os cinco membros regressaram finalmente ao Music Building – onde ensaiam em salas sombrias há uma década – para escrever, fazendo actualizações periódicas em relação ao seu progresso. Mas não passou muito tempo até que Casablancas voltasse à estrada para promover o seu álbum a solo. E quando estavam prontos para começar a gravar Hammond teve de sair. “Fui para a desintoxicação”, conta Hammond. “Escondi–me nas drogas, em muitas drogas. Precisava de conserto.”

Quando Hammond regressou, os membros da banda recomeçaram a trabalhar, com o produtor Joe Chicarelli (My Morning Jacket, The Shins), num estúdio de Manhattan. Mas não ficaram satisfeitos com os temas que ali gravaram. “Eram bastante chatos”, afirma Hammond, embora os seus colegas tivessem sido mais suaves na avaliação.

Os Strokes mudaram-se para a casa de Hammond, a norte de Nova Iorque, onde viveram e gravaram juntos durante várias semanas. “Os três primeiros álbuns foram gravados em Manhattan, com aquela vibração super urbana em que mandamos vir comida chinesa, vamos a pé para o trabalho e, sei lá, temos o nosso serviço de entrega de erva ao domicílio”, diz Valensi. “Desta vez, estávamos a modos que no meio do nada. Acordávamos de manhã cedo e, não estou a brincar, havia uma família de veados no quintal a metro e meio do alpendre. Lembro-me do Nikolai, entre takes, a cortar lenha.” Todos eles contribuíram com material: Valensi escreveu o primeiro tema do álbum, “Machu Picchu” – a primeira vez que contribuiu com uma canção.

E onde estava Julian? Ainda na estrada. “Queria afastar-me o máximo que pudesse”, admite Casablancas. Acreditava que o seu estilo podia ser uma barreira. “Estou sempre a opinar”, confessa enquanto bebe chá perto do seu apartamento na East Village. Mesmo sem ele por perto, o processo foi uma tortura. “Há muitas versões de todas as canções”, diz Gus Oberg, amigo de Hammond e o produtor que acabou por produzir a maior parte de “Angles”. “Foi preciso muito tempo para que toda a gente acabasse por concordar.”

Casablancas acabou por intervir. “Diria que aproximadamente 60% do que eles fizeram eu achava porreiro e não mexia e 40% ou alterava ou deixava de lado”, diz. “Tentei manter o padrão elevado.” Escreveu e gravou letras de forma independente, aproveitando ocasionalmente os versos dos seus colegas e tentando manter o equilíbrio. Ter uma carreira a solo ajuda. “Acho que ”Strokes de colaboração” não é bem aquilo em que estou interessado”, acrescenta. “Fico com o que posso, pelo que estou feliz.”

Por esta altura, os Strokes já estão habituados em relação ao interesse obsessivo na dinâmica da banda e estão sempre a corrigir o que dizem. Nas entrevistas, todos eles fazem questão de dizer que só falam por si próprios. Todos dizem que os problemas derivam da falta de comunicação. Quando a banda se formou, “tentámos seriamente que a coisa parecesse natural”, considera Moretti. “E acho que agora admitimos que é, de facto, trabalho duro.” »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/112073-the-strokes-dez-anos-depois-da-revolucao, a 22 de Março de 2011, em Jornal I

Bom Som!

RT

 

Conheça o Festival de Animação de Lisboa 2011…

Festival de Animação de Lisboa 2011 Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago um artigo sobre cinema infantil de Lisboa, passo a transcrever a referida peça jornalística.

« Monstra. Anime-se todos os dias da semana

Começa hoje a 11.ª edição do Festival de Cinema de Animação de Lisboa. Saiba quais os filmes a não perder entre os mais de 600 do programa

Além de ganhar o prémio de nome mais original, a Monstra – Festival de Cinema de Animação de Lisboa – consegue outras proezas: é o festival de cinema mais antigo da cidade e aquele que tem mais filmes no programa. “Quando aparecemos ainda não havia Indie nem doclisboa”, diz Fernando Galrito, director artístico da Monstra. Em 2000, Fernando e um grupo que incluía um antropólogo, duas professoras e um artista plástico organizavam a primeira edição do festival no Teatro Taborda. “Chamámos Monstra porque ainda era uma grande mostra e não havia filmes em competição”, explica o director. Nessa altura, o festival exibia pouco mais de uma centena de filmes e contava com 2 mil espectadores. “O ano passado tivemos 17 mil nas salas de cinema”, conta Fernando. Este ano o número de espectadores promete aumentar, tal como os filmes: são mais de 600 espalhados por salas tão diferentes como as do Cinema São Jorge, do Cinema City Alvalade, a do Teatro Meridional ou do Museu da Marioneta. Até domingo, há muita animação para ver com bilhetes a 3,5 euros por sessão.

Segunda-feira.
Curtas de Michael Dudok de Wit

lll Michael Dudok de Wit escreve e ilustra livros para crianças e é um dos nomes mais importantes do cinema de animação holandês. Nesta retrospectiva que assinala a cerimónia de abertura do festival serão exibidas quatro curtas-metragens do realizador holandês. “Father and Daughter, a história com seis minutos de um pai que abandona a filha, valeu-lhe o Óscar de Melhor Curta-Metragem em 2000. O filme acumulou duas dezenas de prémios noutros festivais de cinema por todo o mundo e só por isso já vale a pena espreitar. “The Monk and the Fish”, de 1994, também esteve nomeada para o Óscar e acabou por ganhar o César de Melhor Curta-Metragem desse ano. Os outros filmes em exibição são os mais abstractos e experimentais “Tom Sweep”, de 1992, e “The Aroma of Tea”, de 2006.
Retrospectiva Michael Dudok de Wit, Cinema São Jorge, sala 1, 21h30

Terça-feira.
Holanda no cinema de animação

lll Holanda está em destaque nesta edição da Monstra e o programa do festival não poupou em importar filmes deste país: são perto de 120 na programação. Como não vai ter tempo de ver todos – nem sequer um terço – sugerimos uma sessão onde pode conhecer a história do cinema de animação holandês desde os anos 50 até aos dias de hoje. São sete filmes que compõem esta espécie de curso intensivo de história do cinema animado da Holanda. “Anna & Bella”, uma curta-metragem realizada em 1984 por Börge Ring está em destaque. Venceu o Óscar de Melhor Filme de Animação em 1985 e conta a história de duas irmãs, Anna e Bella, que revivem memórias doces e amargas enquanto folheiam um álbum de fotografias. O realizador, um dinamarquês que se mudou para a Holanda, já trabalhou com Steven Spielberg.
Programa Histórico – Holanda, Cinema São Jorge, sala 3, 21h00

Quarta-feira.
“O Ilusionista”, de Sylvain Chomet

lll O mais recente filme de Sylvain Chomet pode fazê-lo sair do São Jorge com uma lágrima ao canto do olho. Se não teve tempo para vê-lo quando esteve em exibição nas salas de cinema, então aproveite porque está em competição no festival. O francês Sylvain Chomet pegou num guião de Jacques Tati e conta a triste história de um mágico no fim de carreira. Se já viu este filme, opte por “Piercing 1”, também em competição, do realizador chinês Liu Jian. Em 2008, Zhang Xiaojun perde o trabalho numa fábrica de sapatos. Um segurança de um supermercado bate-lhe pensando que é um ladrão e tenta em vão pedir ao gerente uma indemnização financeira. Enquanto sonha ser agricultor e voltar à terra é preso. A sua história e a do gerente do supermercado convergem numa casa de chá.
O Ilusionista, Cinema São Jorge, sala 1, 22h30 Piercing 1, Cinema São Jorge, sala 1, 19h30

Quinta-feira.
Viagem a Cuba em 94 minutos

lll Havana, 1948. Chico é um jovem pianista cubano que ambiciona ter uma carreira de sucesso no mundo do jazz. Rita é uma bela rapariga com uma voz que cativa toda a gente. No final dos anos 40, a música junta-os numa viagem entre Nova Iorque, Las Vegas e Paris e leva-os a manter uma atribulada relação amorosa. A banda sonora desta longa-metragem em competição na Monstra – só de dois em dois anos o festival leva longas-metragens a competição – é assinada pelo pianista e compositor Bebo Valdés e conta com músicas de artistas como Thelonious Monk, Cole Porter, Charlie Parker, Dizzy Gillespie ou Freddy Cole. O realizador é o espanhol Fernando Trueba, vencedor do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1992 com “Belle Époque”, que em 2010 se estreou no cinema de animação.
Chico & Rita, Cinema City Alvalade, sala 1, 17h00

Sexta-feira.
Os alfinetes de Jacques Drouin

lll A carreira de Jacques Drouin está ligada a uma das técnicas de animação mais raras e complexas: a animação com alfinetes, também conhecida como pinscreen. Esta técnica de animação consiste em usar uma tela com pinos móveis, para criar inúmeras formas e variações de texturas. Mas o melhor mesmo é ser o próprio cineasta a explicar-lhe. Jacques Drouin vai estar no Cinema São Jorge na quarta-feira para dar uma masterclass (custa 20 euros) e na Fundação Calouste Gulbenkian na quinta e sexta-feira para um workshop onde promete desvendar os segredos da animação com alfinetes. Na sexta-feira, a tarde e a noite na Fundação Calouste Gulbenkian são dedicadas ao realizador canadiano com a projecção de uma retrospectiva da sua obra e de um documentário realizado por Guillaume Fortin.
Retrospectiva Jacques Drouin, Fundação Calouste Gulbenkian, 19h00 e 21h00

Sábado
Do Dumbo ao universo Miyazaki

lll Hayao Miyazaki ganhou fama mundial com o filme “Princesa Mononoke”. Pouco depois do seu lançamento, em 1997, o realizador japonês anunciou que deixaria de fazer filmes. Mas não foi isso que aconteceu. Em 2001 alcançava novo êxito mundial com  “A Viagem de Chihiro”, que lhe valeu um Óscar de Melhor Filme de Animação. Poucos conhecem os primeiros filmes do realizador, como “Laputa – Castle In The Sky”, de 1986, ou “Meu Vizinho Tororo”, de 1988, as primeiras produções do seu estúdio Ghibli, há 25 anos. Para assinalar a data, a Monstra preparou uma retrospectiva da obra do realizador japonês e todos os dias exibe um filme diferente. Também quis assinalar os 75 anos do clássico do cinema de animação “Dumbo”, um bom programa para levar os miúdos.
Dumbo, Cinema São Jorge, sala 1, 14h30
Meu Vizinho Tororo, Cinema City Alvalade, sala 3, 21h45

Domingo
A escolha do júri e outros bónus

lll Compre com antecedência bilhetes para o último dia porque costumam esgotar. Não é difícil perceber porquê. Todos querem ver os filmes premiados pelo júri. Mas não crie grandes expectativas porque nem sempre são os melhores. Este ano a Monstra recebeu mil filmes para competição e convidou outros 200. Quem não gosta de estar muito tempo sentado na sala de cinema vai gostar se saber da novidade do festival: as curtíssimas, filmes com menos de um minuto. Para se despedir veja “Tales from Earthsea”, o primeiro filme de Goro Miyazaki, filho de Hayao Miyazaki. No Japão foi considerado um dos piores filmes de 2006, mas recebeu várias nomeações internacionais e, no mesmo ano, foi seleccionado para o Festival de Veneza.
Premiados, Cinema City Alvalade, sala 1, 19h00. Tales from Earthsea, Cinema City Alvalade, sala 3, 21h45 »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/111808-monstra-anime-se-todos-os-dias-da-semana, a 21 de Março de 2011, em Jornal I

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