Empregos e Sanidade Mental….

Empregos e Sanidade Mental... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago um artigo que achei interessante, e que fala do estado mental de uma pessoa mal empregada, ou com  um emprego fora dos seus desejos, passo a transcrever a referida peça.

« Maus empregos. Está desempregado e deprimido? Calma, trabalhar podia ser pior

Ter um mau emprego pode deprimir mais que estar desempregado, revela um estudo australiano

“Eu acordava às sete da manhã para ir trabalhar a desejar que já fossem sete da tarde para poder ir-me embora.” Ana Martins resume assim os seis meses em que trabalhou numa agência de comunicação. “A pressão era muito grande e o ambiente muito pesado”, explicou ao i. No local de trabalho os computadores eram vigiados e todas as salas tinham câmaras. “Às intrigas entre colegas, incentivadas pelos próprios directores, juntava-se um trabalho que pouco se adequava às minhas competências”, acrescenta a jovem de 28 anos.

Na hora de se despedir a sensação foi de alívio. “Ponderei muito e aconselhei-me com muita gente antes de tomar a decisão final. Mas no dia que sai da agência consegui respirar fundo como já não fazia há meses”, contou ao i.

Um estudo realizado pela Universidade Nacional da Austrália, em Melbourne, mostra que os desempregados têm, no geral, uma saúde mental pior do que a daqueles com emprego. No entanto, os autores descobriram que a saúde mental das pessoas com trabalhos mal remunerados, incertos ou demasiado stressantes pode ser tão má ou até pior do que a dos desempregados.

Por outro lado, a pesquisa concluiu que a condição psicológica dos desempregados melhorava quando conseguiam uma colocação, piorando apenas se a qualidade do novo emprego fosse baixa.

“Os trabalhos com piores condições psicossociais não são melhores, e podem mesmo ter piores efeitos para a saúde mental do que o desemprego”, explicam os autores do estudo, que recolheram informação durante um ano, na vertente laboral e económica, de uma amostra composta por cerca de 7 mil australianos.

Mesmo estando actualmente desempregada, Ana Martins garante que não aceitaria voltar para o antigo trabalho. “Apesar da actual conjuntura e do desgaste que é a procura de emprego, prefiro não estar a trabalhar a viver com aquela pressão”, admite.

Procura “As políticas de emprego são baseadas na noção de que qualquer trabalho é melhor do que não ter nenhum”, relembram os autores do estudo. Mas “a qualidade psicossocial do trabalho é um factor crucial que deve ser considerado”, acrescentam.

Conseguir um óptimo emprego após um período de afastamento registou em média um aumento de três pontos no índice da saúde mental do trabalhador. Mas conseguir um mau emprego nas mesmas condições levou a um declínio de 5,6 pontos no mesmo índice.

Depressão masculina Um outro estudo internacional alerta ainda para outro factor com cujas consequências vamos ter de lidar em breve: a actual crise económica conduzirá a um aumento dos casos de depressão masculina.

Da autoria de Dunlop e Tanja Mletzko e publicado no “British Journal of Psychiatry”, o estudo salienta o tradicional papel e a responsabilidade do homem no lar, enquanto chefe e principal fonte de sustento da família – imagem que, apesar do crescente papel das mulheres, ainda é geralmente aceite -, que se alterou devido ao despedimento de muitos chefes de família. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/119657-maus-empregos-esta-desempregado-e-deprimido-calma-trabalhar-podia-ser-pior, a 29 de Abril de 2011, em Jornal I

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Conheça o Planning de Autógrafos da Feira do Livro de Lisboa…

Feira do Livro de Lisboa... Fonte: http://www.ionline.pt/

Hoje trago um artigo onde os fãs de autógrafos podem-me agradecer por o ter aqui transcrito, pois com a abertura da feira do livro de Lisboa no decorrer do dia de ontem, é natural que os fãs queiram um autografo o possam fazer, fica aqui o Planning das sessões.

« Feira do Livro. Mapa para um safari de caça ao autógrafo

Se o seu único objectivo é ter um autógrafo de Greg, personagem dos livros infantis “Diário de Um Banana”, tem a vida facilitada: ele está todos os dias no pavilhão da Booksmile. O feito só é possível porque é um personagem de ficção. Os escritores de carne e osso têm a agenda mais preenchida e é mais difícil apanhá-los. Aqui fica uma lista de “quem”, “onde” e “quando”, essencial para caçar um autógrafo ao seu autor preferido

 Lídia Jorge
Livro “A Noite das Mulheres Cantoras”
Onde Praça Leya
Quando 28 de Abril, 17h30

A escritora lançou recentemente mais um romance, “A Noite das Mulheres Cantoras”, pretexto para se sentar a conversar com os leitores nesta feira do livro. Para além da nova obra, os títulos antigos, mais de 20, são um pretexto para levar para casa uma assinatura da autora algarvia.

 

Mónica Marques
Livro “Transa Atlântica”
Onde Quetzal
Quando 29 de Abril, 18h00

O primeiro romance da jornalista Mónica Marques, “Transa Atlântica”, é agora reeditado com uma capa nova. É só uma desculpa para conhecer a autora do blogue Sushi Leblon que, ainda para mais, passa grande parte do tempo no Rio de Janeiro, Brasil.

 

António Lobo Antunes
Livro “Sôbolos Rios que Vão”
Onde Praça Leya
Quando 30 de Abril, 15h00

O maior escritor português vivo reconheceu por várias vezes a importância da Feira do Livro no seu contacto com os leitores. Vai estar na Praça Leya durante a tarde de sábado e se quiser meter conversa pergunte o que acha  da adaptação de “A Morte de Carlos Gardel” ao cinema, actualmente a ser rodada.

 

José Luís Peixoto
Livro “Livro”
Onde Quetzal
Quando 30 de Abril e 7 de Maio, 16h00

“Bom dia, pode assinar-me o livro? Qual livro? O ‘Livro’. Sim, mas qual livro? O ‘Livro’, homem de Deus.” Este hipotético diálogo entre um leitor e o escritor de “Livro” mostra bem como é divertido chamar uma obra pelo nome do objecto.

 

Jostein Gaarder
Livro “O Castelo dos Pirenéus”
Onde Zona Presença
Quando 30 de Abril, 15h00

O autor que pôs adolescentes de meio mundo a ler sobre filosofia com o bestseller “O Mundo de Sofia” regressa aos livros com “O Castelo dos Pirenéus”. Tem no dia 30 de Abril uma oportunidade de conhecer Jostein Gaarder e contar-lhe como a sua obra lhe mudou a  vida.

 

Gonçalo M. Tavares
Livro “Matteo Perdeu o Emprego”
Onde Espaço Porto Editora
Quando 30 de Abril, 15h00

O escritor com mais editoras em Portugal vai estar no espaço da Porto Editora, que lhe editou “Matteo Perdeu o Emprego”, mas podia estar no stand da Caminho ou da Campo das Letras, outras que lhe ofereceram um tecto. Um conselho: vá logo pelas 15h00 até à mesa de Tavares, as solicitações devem ser muitas.

 

Margarida Rebelo Pinto
Livro “A Minha Casa é o Teu Coração”
Onde Praça Leya
Quando 6 de Maio, 16h00

Goste-se ou odeie-se, a maior escritora de chick lit português, o equivalente nacional a Carrie Bradshaw, vende aos milhares. Daí que uma presença na feira do livro seja sinónimo de filas, muitos autógrafos e olhares desdenhosos de intelectuais de gola alta – cheios de calor, os desgraçados.

 

Richard Zimler
Livro “Ilha Teresa”
Onde Praça Leya
Quando 8 de Maio, 15h00

Quando se fala em “timing editorial” fala-se disto: “Ilha Teresa” acabou de ser lançado, mesmo em cima da Feira do Livro. O novo romance de Zimler, um americano que já criou raízes em Portugal, ainda tem cheiro a tinta fresca mas está pronto a ser autografado – com tinta ainda mais fresca.

 

José Tolentino de Mendonça
Livro “O Tesouro Escondido”
Onde Praça Amarela
Quando 8 de Maio, 17h00

O sacerdote, poeta e professor Tolentino de Mendonça vai assinar exemplares de “O Tesouro Escondido”, mas mais importante do que o ver assinar páginas é escutá-lo e aprender com um dos portugueses mais sábios. E não, não é a altura certa para confissões.

 

José Rentes de Carvalho
Livro “La Coca”
Onde Quetzal
Quando 8 de Maio, 17h00

Rentes de Carvalho, imperdível português com morada fixa na Holanda há vários anos, é tão bom conversador como escritor. Por isso é aproveitar alguns minutos da sua companhia neste domingo de sol. Se não estiver sol, é de aproveitar na mesma. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/119671-feira-do-livro-mapa-um-safari-caca-ao-autografo, a 28 de Abril de 2011, em Jornal I

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Conheça a Cervejaria da Esquina em Lisboa….

Cervejaria da Esquina... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago uma notícia sobre uma cervejaria, desta feita a denominada cervejaria da esquina…

« Cervejaria da Esquina. Não é a sua cervejaria habitual

O chefe Vítor Sobral contra-ataca com uma cervejaria moderna em Lisboa que pisca o olho à tradição e fecha os olhos aos lugares-comuns

 “Em cada esquina um amigo/ Em cada rosto igualdade”, ouvia-se ainda esta segunda-feira na Avenida da Liberdade, em Lisboa. Há, no entanto, centenas de velhos noutra zona da cidade, o Restelo, a exigir “um Salazar a cada esquina”. Já o chefe Vítor Sobral defende um bom restaurante em cada esquina e tem lutado para isso no bairro de Campo de Ourique. Depois da Tasca da Esquina, onde as ruas Domingos Sequeira e do Patrocínio se cruzam, é a vez da Cervejaria da Esquino número 58 da Rua Correia Telles (antiga morada do Café Bonina).

A ideia é pegar no conceito tradicional de cervejaria (as sapateiras a olhar para nós nos aquários, a cerveja a fazer olhinhos ali no balcão) e elevá-lo ao quadrado. Talvez seja demasiado snob chamar-lhe “cervejaria sofisticada” mas há grandes diferenças entre a casa do chefe Vítor Sobral e as suas congéneres da Avenida Almirante Reis. Diferença n.º1: a Cervejaria da Esquina não está na Almirante Reis mas no tranquilo bairro de Campo de Ourique, o melhor sítio para habitar em Lisboa segundo os habitantes de Campo de Ourique, cidadãos habituados a jogar Tetris com o carro de cada vez que querem estacionar. Diferença n.º2: não há uma televisão sintonizada na Sport TV nem toalhas de papel para jogar ao galo enquanto não chegam as lambujinhas. Diferença n.º 3: não há lambujinhas.

Hoje há conquilhas, amanhã também

E para além disso: berbigão lingueirão e ameijoa vendidos à dose – ostras a 2,60€ cada. Mais: búzios, canilhas, burriés, percebes, lagostim, camarão, lavagante, lagosta, sapateira, santola e navalheira, todos eles com preços a variar consoante o peso.

Tudo isto, a par com o pão torrado com manteiga e outros mimos de cervejaria, são clássicos intemporais que remontam à bela arte de encontrar pretextos para beber cerveja – o que nos leva ao velho dilema de casualidade: o que veio primeiro, o petisco ou a cerveja?

Há os clássicos, é claro: creme de camarão, arroz de mariscos, cataplanas e bifes – este últimos suculentos, altos, de encher o olho. Outra das novidades (diferença n.º 4) é a cozinha de autor, acepipes vários trabalhados pelo próprio chefe Vítor Sobral. Quem se quiser submeter aos gostos e destreza manual do próprio só tem de escolher a a opção “nas mãos do chefe” e avisar de quaisquer incompatibilidades dietéticas. O menu é “feito na hora e raramente se repete”, conta o chefe, “escolhido a partir dos produtos dos melhores e mais frescos produtos do dia”.

O par para este tango, a cerveja, vem servida em copos baixos. A “esquininha”, bebida da casa, não é mais do que uma versão sofisticada da injustamente esquecida “lambreta” copo menor (em tamanho) com uma estranho apego à vida – a esquininha, tal como a lambreta, demora mais tempo a morrer.

Os tachos não são para enfeitar, é lá que são cozinhados os pratos de caril e as açordas, receita muito popular na tal Grândola, vila morena, terra onde em cada esquina há um amigo.

Cervejaria da Esquina, Rua Correia Teles, n.º56, Campo de Ourique, Lisboa. Terça a Domingo, das 9h30 às 15h30; das 19h39 às 23h30. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/119393-cervejaria-da-esquina-nao-e-sua-cervejaria-habitual, a 27 de Abril de 2011, em Jornal I

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Conheça o Roteiro de Quiosques de Lisboa…

Roteiro de Quiosques de Lisboa... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago uma peça que achei bastante interessante e que versa sobre « quiosques», passo a transcrever a mesma.

« Quiosques. Não é preciso vestir Prada para comer na Avenida

Uma perdição para a barriga e para os amantes de neologismos como “esplanadar”. Comece de forma comedida pelo cimo da Avenida da Liberdade, provando os saudáveis smoothies, uma outra forma de falar de sumos de fruta cremosos. Se não resistir a uma salsicha no pão com recheio caprichado, delicie-se ali mesmo ao lado com um dos melhores cachorros-quentes da cidade. Descanse um pouco. Ou melhor, mexa essas pernas para agilizar a digestão e conseguir espaço para uma generosa sobremesa. Antes de chegar aos Restauradores, e de procurar uma pastilha Rennie para contrariar o efeito da gula, delicie-se com uma fatia de pizza. Finalmente, remate o roteiro com um alívio da culpa: mais uma refeiçãozinha amiga da saúde, desta vez no segundo espaço do Banana Café, que há um ano ganhou o concurso público para a exploração dos novos quiosques no coração de Lisboa.

Parece um rali de tasquinhas típico de um vilarejo do interior em pleno mês do emigrante. Na verdade, são os cinco novos pontos de paragem que vão povoar a Avenida da Liberdade já a partir do próximo mês. Não é obrigatório corrê-los de fio a pavio no mesmo dia, mas fica o convite para este circuito gastronómico pelo passeio público mais nobre da capital em versão low cost.

“O objectivo é devolver vida à Avenida da Liberdade, onde todos os serviços são caríssimos. Queremos ofertas acessíveis a todos”, explica Maria Ribeiro e Castro, do Banana Café, que se une a outros nomes conhecidos da restauração como O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo, Hot Dog Lovers ou Maritaca, do chefe Fausto Airoli.

A animação está na rua. E se dúvidas houvesse sobre a aposta crescente na sua revitalização, um estudo do mercado imobiliário sobre Lisboa apresentado em Março pela Aguirre Newman põe a Avenida da Liberdade entre as zonas mais solicitadas para a abertura de lojas.

A inauguração oficial está agendada para o fim-de-semana de 14 e 15 de Maio, com direito a música ao vivo, workshops e uma feira de alfarrabistas e antiguidades que se irá repetir todos os segundos sábados de cada mês, uma iniciativa promovida pelo Movimento Verde Alfacinha. Mas na próxima semana já é possível encontrar os quiosques em funcionamento que, para além das iguarias servidas, disponibilizam ainda internet wireless.

Os engravatados da artéria mais luxuosa de Lisboa podem associar-se à euforia dos transeuntes sem abandonarem as suas secretárias. Está previsto serviço de take away e de entrega aos escritórios vizinhos. Depois de quiches, empadas, pastéis de nata, croissants, travesseiros, queijadas de Sintra, gelados e sumos, entre Outubro e Novembro é esperada a abertura do sexto quiosque, com crepes doces e salgados.

Se por esta altura já está a magicar como se irá proteger do sol de Verão e dos rigores do Inverno, recomendamos que não aborreça os neurónios com este tipo de preocupação. Nos próximos meses, os guarda-sóis quadrados farão de tudo para prevenir insolações indesejadas. Quando o frio se sentar nas cadeiras das esplanadas, há aquecimento exterior garantido.

Os quiosques vão estar abertos todos os dias das 9h00 às 23h00, com horário alargado até às 2h00 às quintas, sextas e sábados. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/119225-quiosques-nao-e-preciso-vestir-prada-comer-na-avenida, a 26 de Abril de 2011, em Jornal I

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Sabe a Quem Pertence a Gravação em Vinil Mais Valiosa??… Conheça Aqui a Resposta…

Os Sex Pistols Possuem a Gravação Mais Valiosa... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje e para se começar a semana, após um fim semana extra prolongado, trago uma curiosidade, desta feita, sobre os Sex Pistols, passo a transcrever o referido artigo.

« Sex Pistols são autores da gravação vinil mais valiosa de sempre

Uma gravação rara de “God Save The Queen” dos Sex Pistols tornou-se o registo em vinil mais valioso de sempre, avaliado em mais de 9 mil euros, segundo a revista Record Collector.


O conhecido single do grupo inglês foi produzido pela A&M Records mas a maioria das cópias acabou destruída. É por isso que “quando se encontra um exemplar de um single ou de um álbum icónico em bom estado” há um grande interesse e um “certo mercado disposto a investir”, explica Ian McCann, editor da Record Collector, em declarações à imprensa britânica.


O valor atribuído a esta gravação rara de “God Save The Queen” supera “Please Please Me”, dos Beatles, que aparece em segundo lugar com um valor estimado de 3961 euros.

 

O registo de estreia homónimo dos Rolling Stones, lançado em 1964, também está na lista dos cinco melhores investimentos em vinil de 2011, segundo aquela publicação, ocupando o quinto lugar com uma avaliação a rondar os 1100 euros.


O saxofonista de jazz Hank Mobley e o músico de rock Wil Malone são outros dos nomes que figuram no top da revista, com os seus álbuns homónimos de 1957 e 1970, respectivamente.


Em leilão, gravações raras como estas podem, no entanto, alcançar valores muito maiores como aconteceu em 2009 quando uma cópia inédita do single “Do I Love You (Indeed I Do)”, de Frank Wilson, foi vendida por cerca de 30 mil euros. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/118898-sex-pistols-sao-autores-da-gravacao-vinil-mais-valiosa-sempre, a 26 de Abril de 2011, em Jornal I

Boa Música!

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Conheça a Cidade das Bicicletas…

Cidade das Bicicletas... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago um artigo que pode ser interessante, especialmente para os fãs das bicicletas, passo a transcrever o mesmo.

« Bike Buddy. Esta cidade não é para ciclistas enferrujados. Pelo sim, pelo não, peça ajuda

 Testámos o serviço gratuito para iniciantes em duas rodas em Lisboa. Faça como nós e prepare-se para suar e rejuvenescer 15 anos

 A crença popular só sossega bravos irresponsáveis. E por pouco mais que cinco segundos de atordoamento. Dizem as vozes do alto da sua sapiência de polichinelo que quem aprende a andar de bicicleta nunca esquece a arte e o engenho de manobrar um guiador.

Convenhamos, ninguém que deixou de viajar sobre duas rodas praticamente desde o dia em que aprendeu a fazê-lo – pelas minhas contas, já lá vão uns 15 anos – pode deixar o perfeito juízo à mercê de crenças. Muito menos quem inclui nicotina na ração diária de nutrientes, quem apresenta uma condição física que enobrece uma lesma em canadianas e quem encara a ginástica com o optimismo com que um inocente condenado à morte estica o braço para receber a injecção letal.

Mas cá estou eu como combinado, no Marquês de Pombal, a zona mais tranquila de Lisboa e arredores em matéria de trânsito, como é do conhecimento comum. Às onze da manhã, o termómetro primaveril rivaliza com o mercúrio de Agosto, um cenário idílico para provas de esforço, como também é do conhecimento comum. Ainda não trepei para o dorso da bicicleta de montanha que me reservaram e já me sinto como se tivesse acabado de completar os 42,195 quilómetros da maratona.

À minha espera, um Bike Buddy. Ou melhor, cinco Bike Buddies e um apêndice que me deixa dividida entre o sinal de estímulo e a mais profunda frustração. Rui trouxe o filho de quatro meses, presença que oficializa o pior dos meus receios. Além de preverem que a aselhice exige medidas de choque – uma guarda de honra – ainda me servem uma humilhação com o patrocínio de um bebé de fraldas. Pois bem, se a criança já navegou pela cidade ao sabor do pedal, ainda que numa cadeirinha, eu serei um Vasco da Gama pela calçada portuguesa, paralelos, alcatrão esburacado e outros pisos solidários com os pneus e os braços dos ciclistas, mais um dado do conhecimento comum.

Respiro fundo. Quem tem amigos tem tudo, e estes têm tudo para me ajudar a circular até à Praça do Município sem estropiar três idosas com saquinhos do supermercado pelo caminho, ou ser engomada por um autocarro da Carris inclemente. Fazem uso regular das bicicletas na cidade e recusam-se a acreditar que sete íngremes colinas configurem sete pecados mortais para esta actividade.

Se o leitor consegue atingir um nível de impreparação inferior ao meu, vá aprender primeiro com quem sabe. O grupo não ensina a andar de bicicleta. São antes voluntários na assistência aos ciclistas pouco experientes nas andanças na cidade, seguindo-os a par e passo nos seus trajectos, uma iniciativa da Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta. No meu caso, já terá percebido, só por especial condescendência dispensei o curso de reciclagem.

Resolvido o detalhe do selim, demasiado elevado, arrisco um modesto teste no passeio antes de medir forças com as feras motorizadas. Na verdade, estando longe das proezas de um craque, tenho uma agradável surpresa. Não tombei de imediato, não me despistei numa curva, nem travei amizade com o canteiro da frente. Morri apenas às mãos da dita crença popular, sem perceber se isso me agrada ou irrita. Comprova-se: quem aprende jamais se deixa sinistrar pelo esquecimento. Um único apontamento capaz de macular o figurino: fui aos travões com a sede de um peregrino no deserto e quase virei o boneco. “Cuidado. Eles estão bem afinados.” Já vi, já vi.

Paulo segue à minha frente e faz as vezes de tutor principal. De cinco em cinco segundos olha para trás, para confirmar que a buddy Maria segue incólume no seu encalço, imune a fracturas expostas ou à tentação de um desacato num engarrafamento. Rita e Sofia fecham a comitiva em amena cavaqueira. António segue ao meu lado.

Ganhamos terreno à fila de automóveis e atalhamos pela faixa BUS. A buzinadela de um motorista de praça leva- -me a crer que estou a invadir território sagrado. Não se enerve. Peça desculpa e rectifique a sua posição. “Não convém ficar tenso e há que ser assertivo.”

Um perigo iminente ameaça os amadores ansiosos por recuperar os anos vencidos pelo ócio. Previno-o que se sentirá investido de uma destreza miraculosa, que o convidará às loucuras mais suicidas. Na Rua do Ouro, com o Tejo ao fundo, imagino-me a alcançar a Margem Sul com um hábil voo de bina que me levaria, quem sabe, ao Seixal. Quem diz ao Seixal diz à senha prioritária nas urgências do São José.

Ponderei tirar as mãos do guiador, executar uns quantos cavalinhos comprometedores da dentição da frente, arreliar taxistas com o barulho da campainha, sacar do telemóvel para narrar a façanha aos amigos em directo, e desembainhar um cigarro do maço para coroar o percurso com uma nota de estilo. A experiência mostra-nos que o sentimento de falhanço e a noção de triunfo estão separados por escassos metros.

Consegui reprimir cada uma destas obras encomendadas por algum pajem do demónio. Mas ninguém me demoveu de subir o Chiado, qualquer coisa como Alpes meets Zara meets Brasileira e, esperava eu, jamais meets alguém que conheça, para poder evitar a chacota. É o que dá voluntariar-me para levar a minha bicicleta emprestada até ao Príncipe Real, para que o meu buddy não tenha de transportar duas biclas consigo. Quer um conselho? Tome a liberdade de ser egoísta e guarde a simpatia para planos pouco inclinados.

A escalada da Rua Garrett oscilou entre os dez segundos de consagração e uma eternidade sem fôlego, com o coração a gargalhar-me na boca antes de cruzar a meta. Pensei que nunca mais ia voltar a ver a estátua de Pessoa. Pior, que me ia encontrar com ele algures no céu. Ainda por cima, sem ter tomado um duche.

De dia ou de noite, para ir para o trabalho ou em lazer, entre em bikebuddy.mubi.pt e faça o seu pedido »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/118094-bike-buddy-esta-cidade-nao-e-ciclistas-enferrujados-pelo-sim-pelo-nao-peca-ajuda, a 21 de Abril de 2011, em Jornal I

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Um Artigo Eva Mendes….

Hoje trago um artigo que saiu num jornal da nossa praça e que versa sobre a Actiz Eva Mendes, passo a transcrever o mesmo.

« Eva Mendes. O fruto proibido é o mais apetecido. Não é, Sam Worthington?

Actriz regressa ao grande ecrã em “A Última Noite”, um filme sobre relações, crises matrimoniais e sentimentos de culpa. Eva contracena com Keira Knightley, Gillaume Canet e Sam Worthington e faz o papel de uma mulher por quem Sam, casado, se perde de tentação

Lá vem ela sabendo que é linda. Com o assistente pessoal à frente, a falar alto, como se viesse a espantar a passarada. Quer desimpedir o caminho, tirar os fotógrafos da frente das escadas, para não apanhar desprevenida Eva Mendes. Não corre uma aragem no famosíssimo hotel La Mamounia, em Marraquexe, mas a actriz, de vestido a meia perna branco rendado, com transparências, desenhado por Oscar de La Renta, parece um anúncio de televisão em câmara lenta: elegante, com uma aura que faz com que todos os olhares se fixem nela. Por momentos, imaginamos uma ventoinha gigante à sua frente a soprar-lhe os cabelos. Mas num sítio onde não corre vento? É imaginação ou superprodução?

Eva escolhe sentar-se na cadeira que fica de costas para os fotógrafos de ocasião que estão espantados com a presença neste jardim com centenas de laranjeiras: “Assim estou mais relaxada a falar, não tenho de estar preocupada!”, sorri, enquanto cruza a perna ao sol. A actriz esteve no festival de cinema de Marraquexe a apresentar o seu último filme, “A Última Noite” – que estreia quinta-feira em Portugal – um drama realizado pela norte-americana nascida no Irão Massy Tadjedin e onde contracena com Keira Knightley. Ou melhor, Eva é a “oponente” de Keira neste filme. Faz o papel de colega de trabalho do marido de Knightley, Sam Worthington.

“A Última Noite” passa-se em Nova Iorque e conta a história de quatro pessoas perdidas. Knightley e Worthington são um casal – Joanna e Michael, cuja relação já conheceu melhores dias. Eva Mendes faz o papel de uma mulher chamada Laura que, depois de uma série de romances falhados, numa viagem de negócios com o colega de trabalho, Michael, percebe o adensar da sua atracção por este homem… casado. Curioso que Massy tenha escolhido Eva para fazer a personagem que é o fruto proibido para Sam Worthington. A quarta pessoa desta história é Alex (o actor francês Guillaume Canet), um amor antigo de Joanna que aparece em Nova Iorque para a rever precisamente na altura em que o marido está fora.

Eva esclarece ao i que este é um trabalho “sobre relações”, o tipo de histórias que ela tanto gosta de fazer por ser “algo com que todos nos podemos relacionar”. “É um filme muito interessante sobre as complicações de estar casado e não estar casado. Achei uma história muito provocante.”

Estas personagens têm de lidar com sentimentos de dúvida, de incerteza, mas também de culpa. “Faz-nos pensar nas nossas acções e nas consequências. E aqui todos assumem o papel da outra pessoa. Ou seja, eu faço o papel da ”outra”, mas também a Keira, o Guillaume e o Sam. E é raro isso acontecer… Adoro filmes sobre relações!” Mesmo tendo o papel de “outra”, e intrometer-se na relação de Joanna e Michael, Eva Mendes explica que, como actriz, não assumiu nunca o papel de uma mulher maldosa, traiçoeira – enfim, uma cobra no Paraíso – com a única intenção de acabar com um casamento. “Nada disso. Nada de ”mulher fatal”. As personagens são todas elas muito complexas e estão todas a atravessar um momento difícil. A atitude não é a de chegar ao meio do casamento e roubar ninguém. Aliás, todos têm uma razão para fazer aquilo que fazem…”

Mulheres ao poder

A actriz confessa que em “A Última Noite” cumpriu um dos seus sonhos profissionais: trabalhar com Keira Knightley – mesmo que isso signifique destruir o casamento da sua personagem. “Para mim, é a melhor actriz que há neste momento. Ela e a Marion Cotillard são as minhas favoritas. Isto já para não falar que são as duas incrivelmente lindas, além de supertalentosas. Há já algum tempo que eu estava a querer trabalhar com a Keira. Agora que já cumpri esse desejo, a Marion é a próxima na minha lista!” Mas haverá planos para esse filme? “Sim! Quer dizer, mais ou menos… Pode ser num projecto chamado ”Qualquer coisa que ela queira fazer comigo” [risos].”

O filme marca ainda a estreia como realizadora de Massy Tadjedin, que já tinha muitos trabalhos como guionista. A actriz elogia muito este arranque de Tadjedin, que escreveu também esta história. Mas Eva gostaria de ver as mulheres a assumir maior protagonismo na cadeira de realizador. “Foi muito bom poder apoiar o trabalho desta mulher, que escreveu um guião sobre relações, com que todos nos identificamos. Acho que depois da Kathryn Bigelow [vencedora do Óscar para Melhor Realizador em 2009 com “Estado de Guerra”] ou da Angelina Jolie [estreia este ano o seu primeiro filme sobre a guerra da Bósnia], esta é uma excelente altura para as mulheres ganharem protagonismo como realizadoras e mostrarem mais os seus pontos de vista no cinema”, invoca. E Mendes não o diz da boca para fora. Ela própria já meteu as mãos à obra numa curta-metragem: “Senti-me muito motivada para o fazer. É um trabalho pequeno, mas que me deu muito gozo. Chama-se ”California Romanza” e é com a Christina Ricci”, revela, podemos chamar-lhe, a aspirante a realizadora Eva Mendes. Esse trabalho pode ser encontrado no YouTube.

Vocação… material

Aos 37 anos, Eva, actriz de origens cubanas, nascida em Miami, apresenta um extenso currículo que começou no início da década de 1990, em pequenos trabalhos na moda e depois no cinema. Da sua filmografia fazem parte grandes trabalhos, como “Dia de Treino”, “Era Uma Vez no México”, “Nós Controlamos a Noite” ou o recente “Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans”. O estrelato terá chegado em meados de 2005, quando fez par romântico com Will Smith na comédia “Hitch”. Mas por essa altura já a conta bancária estava recheada e a dívida com a mãe saldada: a de comprar-lhe uma casa.

Em criança, o sonho da pequeñita Eva era ser freira. Hoje, muitos homens agradecem aos céus o facto de a actriz não ter recebido o chamamento divino. “Comecei a dizer que queria ser freira quando tinha uns cinco anos. A nossa família era pobre, humilde, e as pessoas riam-se de mim ainda mais quando eu dizia à minha mãe, muito ingénua: ”Mami, quando for grande vou comprar-te uma grande casa e um carro””, recorda. “Só aos dez anos é que a minha irmã mais velha me perguntou: ”E como é que lhe vais comprar essas coisas todas? As freiras não são pagas!” Pronto, a minha vontade de ser freira ficou-se por aí!”, ri-se a actriz, que nunca mais teve “conflitos interiores” relacionados com a entrega da sua vida a Deus. Acabou por cair nos braços do realizador George Gargurevich, em 2002. Já a promessa à senhora Mendes foi cumprida “há oito anos”, por altura do filme que fez com Denzel Washington, “Dia de Treino”: “Foi um momento muito emocionante. Mas a minha mãe não conduz, por isso comprei-lhe só a casa. Ainda me poupou algum dinheiro!” »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/118351-eva-mendes-o-fruto-proibido-e-o-mais-apetecido-nao-e-sam-worthington, a 20 de Abril de 2011, em Jornal I

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