Conheça Como Vão Os Portugueses de Férias Esta Páscoa…

Como Vão os Portugueses de Férias... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago uma notícia que versa sobre o pedido de credito pessoal para a compra de férias…

« Crise não afecta Páscoa mas risco de sobreendividamento dispara

Voos esgotados e hotéis cheios. Apesar da crise, os portugueses continuam a aproveitar a Páscoa para uns dias de descanso

Viajar antes e pagar depois foi a forma encontrada por Tiago Rodrigues para poder viajar nesta Páscoa. “Foi a única solução que encontrei para conseguir ir à República Dominicana. Aproveitei uma promoção e a hipótese de pagar estas férias em seis meses, o que causa um impacto bem menor”, revela ao i o comercial de 33 anos.

A verdade é que o seu caso não é isolado. O truque é cada vez mais usado pelos consumidores portugueses. A ideia de todos os meses pôr dinheiro de parte para as férias nem sempre é viável e, perante um orçamento familiar cada vez mais apertado, há quem prefira recorrer ao crédito para conseguir gozar um descanso que acha merecido.

A ideia de recorrer a empréstimos para pagar viagens não é nova, mas pode-se tornar cada vez mais perigosa, principalmente em época de crise como a que se vive hoje em dia. Cair numa situação de sobreendividamento pode ser um preço alto a pagar para quem estava apenas a pensar em aproveitar uns dias de descanso na Páscoa.

Natália Nunes, responsável pelo Gabinete de Apoio ao Sobreendividado (GAS), explicou ao i que uma família com uma taxa de esforço de 40% não deve pensar em recorrer ao crédito. “Nestes casos, o recurso ao crédito deve ser a última das opções. Poderão ponderar não ir de férias ou então passar a ter a preocupação de, ao longo do ano, ir retirando do orçamento uma parte para as férias”, considerou a responsável. A Deco aconselha também os consumidores a sondarem o preço do destino em várias agências de viagens, aproveitando as eventuais promoções de última hora. Se o recurso ao crédito for realmente a opção final do cliente, Natália Nunes aconselha um estudo de mercado de modo a escolher o melhor produto, relembrando que a TAEG (taxa anual de encargos efectiva global) é essencial para comparar as diversas propostas de crédito.

Mais de 4 mil pessoas já recorreram ao GAS nos primeiros três meses deste ano, com pedidos de ajuda para fazer face às dívidas. No primeiro trimestre de 2011 foram abertos 1015 processos, cerca de 200 a mais que em igual período do ano passado. Nestes pedidos de crédito, Natália Nunes explica que não é possível especificar os que são direccionados para férias, porque as famílias optam por um crédito pessoal, sem especificar o motivo.

O que é certo é que ao calor típico desta altura do ano se juntam os feriados e o desejo de esquecer a crise dos últimos meses. Tudo junto dá origem a um procura de destinos de férias semelhante ou mesmo superior à da Páscoa do ano passado. Com os hotéis cheios e os voos esgotados, as agências de viagens não têm sentido os efeitos da crise, registando uma procura elevada para os destinos de praia, uma vez que a Páscoa é mais tardia deste ano.

Sol e mar Os destinos de praia continuam a ser os preferidos dos portugueses. Segundo Paulo Brehm, da Associação Portuguesa de Agências de Viagens, “as vendas estão a decorrer normalmente, talvez até a um ritmo superior ao do ano passado”. O responsável aponta Cabo Verde e as Caraíbas como dois dos destinos mais procurados, alguns até já esgotados para a altura da Páscoa. “Estamos a vender cerca de mil lugares por semana, um valor equiparável ao do ano passado”, acrescentou.

A Top Atlântico confirma as preferências dos portugueses, apontando também Cabo Verde e Brasil, a par das Caraíbas, como os destinos mais escolhidos este mês. “No que diz respeito a destinos mais próximos, a Disneyland Paris tem tido uma excelente procura, uma vez que nesta altura do ano muitos pais fazem coincidirem as suas férias com as férias escolares dos filhos”, acrescentou ao i fonte da agência de viagens. A mesma fonte explica que “a oferta de produtos turísticos foi este ano muito mais ajustada à procura, o que significa que deixou de existir algum excedente de oferta, o que disciplinou de certa forma a procura”. Para a Top Atlântico a altura tardia da Páscoa deste ano também ajuda a um aumento ligeiro das viagens para locais de praia relativamente a 2010.

Tanto a Soltrópico como a Top Atlântico apontam o Algarve, a Madeira e os Açores como os destinos nacionais mais escolhidos para as férias.

Tradição Para muitos a Páscoa é bem mais do que alguns dias de sol. A tradição ainda é o que era e a cidade de Braga continua a ser a preferida nesta altura do ano. Sem praia para oferecer, os portugueses e os espanhóis visitam a cidade minhota por motivos religiosos. Em 2010, a taxa de ocupação na região de Braga foi de 90%.

Jerusalém costuma ser outro dos destinos religiosos muito visitados na Páscoa. Como normalmente em Portugal as viagens são organizadas por grupos religiosos, este tipo de turismo não entra nos pacotes de viagem mais vendidos pelas agências contactadas pelo i. Tiago Rodrigues, da Soltrópico, lembra que os voos com saída de Portugal para Israel fazem escala no Egipto. “A situação política no país tem diminuído a procura este ano”, explicou o responsável.

Esquecer a crise A Soltrópico lançou este ano uma campanha chamada Férias PEC (Para Esquecer a Crise), na qual sugere a todos os portugueses que aproveitem para viajar “até alguns destinos tão próximos e ao mesmo tempo afastados do actual clima nacional de instabilidade.”

Com o mote “Não nos incomodem com a crise. Estamos de férias”, a operadora turística propões viagens a Cabo Verde, a Marrocos, à Croácia, ao Brasil ou ao Dubai.

Os portugueses parecem ter seguido a dica e continuam a não prescindir das férias da Páscoa. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, entre Janeiro e Setembro do ano passado os portugueses realizaram cerca de 11,6 milhões de viagens turísticas. Segundo o mesmo estudo, o principal motivo para os residentes se deslocarem neste período foi “lazer, recreio ou férias”, com um total de 6,4 milhões de viagens (54,6% do total). Em termos de receita, Portugal também ficou a ganhar, mesmo em ano de crise. Com receitas superiores a 7,5 mil milhões de euros, 13 milhões de turistas internacionais e 36 milhões de dormidas em hotéis nacionais, Portugal bateu o recorde de receitas no sector turístico e praticamente igualou o maior número de turistas de sempre, que foi atingido em 2008, com 13,4 milhões de chegadas. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/116531-crise-nao-afecta-pascoa-mas-risco-sobreendividamento-dispara, a 11 de Abril de 2011, em Jornal I

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