Conheça Os Cadeados do Amor…

 

Conheça os Cadeados do Amor... Fonte: http://www.ionline.pt/

Hoje trago uma notícia sobre uma nova profissão que surgiu pelas principais cidades europeias.

« Cadeados do amor. A paixão não é eterna, mas o metal resiste a quase tudo

São moda entre casais de turistas apaixonados. Em Florença quem pendurar paga multa

Em 2006 surgia uma nova profissão perto de pontes e monumentos históricos de várias cidades espalhadas pelo mundo: os vendedores de cadeados. A maior parte, oriunda do Bangladesh, instala a sua pequena banca de cadeados dourados em sítios obrigatórios para casais apaixonados de férias. Não é que estes turistas se tenham esquecido de trancar as malas de viagem. Longe disso. Precisam sim de selar o seu amor com um cadeado e deixá-lo à vista de todos, numa “demonstração pública de amor dos tempos modernos”, como é baptizada na internet. O ritual, cada vez mais comum na Europa, consiste em gravar as iniciais ou o nome do casal num cadeado, trancá-lo num lugar histórico e lançar as chaves a um sítio inalcançável – um rio, por exemplo, não vale engoli-las – para que o seu amor seja eterno. Mesmo que a paixão não dure para sempre, pelo menos o cadeado parece sólido o suficiente para durar muitos anos. Ou então não.

Na Ponte das Artes, em Paris, perto de dois mil cadeados do amor desapareceram do dia para a noite em Maio do ano passado. Uma semana antes, a câmara municipal tinha avisado que os “cadeados seriam removidos com tempo por desrespeitarem o património”. Restaram pouco mais de meia dúzia numa das redes da ponte da capital francesa. A polémica estalou quando a câmara negou ter removido os cadeados e muitos atiraram as culpas a ladrões de metal.

Em Florença, onde os cadeados do amor se tornaram moda nas grades da estátua de Benvenuto Cellini, na Ponte Vecchio, o presidente da câmara mandou retirá-los. Perto de 375 kg foram removidos por ano até ter sido instituída uma multa mais rentável: quem prender um cadeado na estátua terá de pagar 50 euros. A medida parece ter desencorajado os casais apaixonados, mas mesmo assim não deixaram de jurar amor eterno em Florença. Pouco tempo depois, uma corrente metálica nas margens do rio Arno, perto da Ponte Vecchio, depressa se encheu de cadeados de todas as formas e feitios – até mesmo cadeados de código.

Não se sabe ao certo quando começou a febre dos cadeados do amor. Há quem garanta que foi na Muralha da China, onde milhares de turistas começaram a assinalar a sua passagem com um cadeado. Se um dia lá voltassem trariam as chaves para o destrancar. Em Itália, tornou-se moda entre adolescentes em 2006, quando o escritor Federico Mocchia lançou o livro “Quero-te Muito” (em Portugal foi lançado em 2008). No romance, os protagonistas prendem um cadeado com o seu nome num candeeiro da Ponte Milvio, em Roma, e depois de darem um beijo apaixonado, lançam as chaves ao rio Tibre. O ritual repetiu-se noutras cidades como Nápoles ou Milão.

Em Pécs, cidade húngara considerada Património Mundial da UNESCO, já se penduravam cadeados nos anos 80, numa grade que liga a praça principal à catedral medieval. Desde então, a cidade ganhou reputação de destino romântico. E há quem se aproveite do “turismo dos cadeados”. Na ponte Luzhkov, em Moscovo, construíram-se árvores de ferro só para cadeados. Na cidade de Lovelock, em Nevada, nos EUA, também existe uma praça Lover’s Lock, só para juramentos de amor. Será que a moda vai pegar em Portugal? »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/116689-cadeados-do-amor-paixao-nao-e-eterna-mas-o-metal-resiste-quase-tudo, a 12 de Abril de 2011, em Jornal I

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