Um Artigo Eva Mendes….

Hoje trago um artigo que saiu num jornal da nossa praça e que versa sobre a Actiz Eva Mendes, passo a transcrever o mesmo.

« Eva Mendes. O fruto proibido é o mais apetecido. Não é, Sam Worthington?

Actriz regressa ao grande ecrã em “A Última Noite”, um filme sobre relações, crises matrimoniais e sentimentos de culpa. Eva contracena com Keira Knightley, Gillaume Canet e Sam Worthington e faz o papel de uma mulher por quem Sam, casado, se perde de tentação

Lá vem ela sabendo que é linda. Com o assistente pessoal à frente, a falar alto, como se viesse a espantar a passarada. Quer desimpedir o caminho, tirar os fotógrafos da frente das escadas, para não apanhar desprevenida Eva Mendes. Não corre uma aragem no famosíssimo hotel La Mamounia, em Marraquexe, mas a actriz, de vestido a meia perna branco rendado, com transparências, desenhado por Oscar de La Renta, parece um anúncio de televisão em câmara lenta: elegante, com uma aura que faz com que todos os olhares se fixem nela. Por momentos, imaginamos uma ventoinha gigante à sua frente a soprar-lhe os cabelos. Mas num sítio onde não corre vento? É imaginação ou superprodução?

Eva escolhe sentar-se na cadeira que fica de costas para os fotógrafos de ocasião que estão espantados com a presença neste jardim com centenas de laranjeiras: “Assim estou mais relaxada a falar, não tenho de estar preocupada!”, sorri, enquanto cruza a perna ao sol. A actriz esteve no festival de cinema de Marraquexe a apresentar o seu último filme, “A Última Noite” – que estreia quinta-feira em Portugal – um drama realizado pela norte-americana nascida no Irão Massy Tadjedin e onde contracena com Keira Knightley. Ou melhor, Eva é a “oponente” de Keira neste filme. Faz o papel de colega de trabalho do marido de Knightley, Sam Worthington.

“A Última Noite” passa-se em Nova Iorque e conta a história de quatro pessoas perdidas. Knightley e Worthington são um casal – Joanna e Michael, cuja relação já conheceu melhores dias. Eva Mendes faz o papel de uma mulher chamada Laura que, depois de uma série de romances falhados, numa viagem de negócios com o colega de trabalho, Michael, percebe o adensar da sua atracção por este homem… casado. Curioso que Massy tenha escolhido Eva para fazer a personagem que é o fruto proibido para Sam Worthington. A quarta pessoa desta história é Alex (o actor francês Guillaume Canet), um amor antigo de Joanna que aparece em Nova Iorque para a rever precisamente na altura em que o marido está fora.

Eva esclarece ao i que este é um trabalho “sobre relações”, o tipo de histórias que ela tanto gosta de fazer por ser “algo com que todos nos podemos relacionar”. “É um filme muito interessante sobre as complicações de estar casado e não estar casado. Achei uma história muito provocante.”

Estas personagens têm de lidar com sentimentos de dúvida, de incerteza, mas também de culpa. “Faz-nos pensar nas nossas acções e nas consequências. E aqui todos assumem o papel da outra pessoa. Ou seja, eu faço o papel da ”outra”, mas também a Keira, o Guillaume e o Sam. E é raro isso acontecer… Adoro filmes sobre relações!” Mesmo tendo o papel de “outra”, e intrometer-se na relação de Joanna e Michael, Eva Mendes explica que, como actriz, não assumiu nunca o papel de uma mulher maldosa, traiçoeira – enfim, uma cobra no Paraíso – com a única intenção de acabar com um casamento. “Nada disso. Nada de ”mulher fatal”. As personagens são todas elas muito complexas e estão todas a atravessar um momento difícil. A atitude não é a de chegar ao meio do casamento e roubar ninguém. Aliás, todos têm uma razão para fazer aquilo que fazem…”

Mulheres ao poder

A actriz confessa que em “A Última Noite” cumpriu um dos seus sonhos profissionais: trabalhar com Keira Knightley – mesmo que isso signifique destruir o casamento da sua personagem. “Para mim, é a melhor actriz que há neste momento. Ela e a Marion Cotillard são as minhas favoritas. Isto já para não falar que são as duas incrivelmente lindas, além de supertalentosas. Há já algum tempo que eu estava a querer trabalhar com a Keira. Agora que já cumpri esse desejo, a Marion é a próxima na minha lista!” Mas haverá planos para esse filme? “Sim! Quer dizer, mais ou menos… Pode ser num projecto chamado ”Qualquer coisa que ela queira fazer comigo” [risos].”

O filme marca ainda a estreia como realizadora de Massy Tadjedin, que já tinha muitos trabalhos como guionista. A actriz elogia muito este arranque de Tadjedin, que escreveu também esta história. Mas Eva gostaria de ver as mulheres a assumir maior protagonismo na cadeira de realizador. “Foi muito bom poder apoiar o trabalho desta mulher, que escreveu um guião sobre relações, com que todos nos identificamos. Acho que depois da Kathryn Bigelow [vencedora do Óscar para Melhor Realizador em 2009 com “Estado de Guerra”] ou da Angelina Jolie [estreia este ano o seu primeiro filme sobre a guerra da Bósnia], esta é uma excelente altura para as mulheres ganharem protagonismo como realizadoras e mostrarem mais os seus pontos de vista no cinema”, invoca. E Mendes não o diz da boca para fora. Ela própria já meteu as mãos à obra numa curta-metragem: “Senti-me muito motivada para o fazer. É um trabalho pequeno, mas que me deu muito gozo. Chama-se ”California Romanza” e é com a Christina Ricci”, revela, podemos chamar-lhe, a aspirante a realizadora Eva Mendes. Esse trabalho pode ser encontrado no YouTube.

Vocação… material

Aos 37 anos, Eva, actriz de origens cubanas, nascida em Miami, apresenta um extenso currículo que começou no início da década de 1990, em pequenos trabalhos na moda e depois no cinema. Da sua filmografia fazem parte grandes trabalhos, como “Dia de Treino”, “Era Uma Vez no México”, “Nós Controlamos a Noite” ou o recente “Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans”. O estrelato terá chegado em meados de 2005, quando fez par romântico com Will Smith na comédia “Hitch”. Mas por essa altura já a conta bancária estava recheada e a dívida com a mãe saldada: a de comprar-lhe uma casa.

Em criança, o sonho da pequeñita Eva era ser freira. Hoje, muitos homens agradecem aos céus o facto de a actriz não ter recebido o chamamento divino. “Comecei a dizer que queria ser freira quando tinha uns cinco anos. A nossa família era pobre, humilde, e as pessoas riam-se de mim ainda mais quando eu dizia à minha mãe, muito ingénua: ”Mami, quando for grande vou comprar-te uma grande casa e um carro””, recorda. “Só aos dez anos é que a minha irmã mais velha me perguntou: ”E como é que lhe vais comprar essas coisas todas? As freiras não são pagas!” Pronto, a minha vontade de ser freira ficou-se por aí!”, ri-se a actriz, que nunca mais teve “conflitos interiores” relacionados com a entrega da sua vida a Deus. Acabou por cair nos braços do realizador George Gargurevich, em 2002. Já a promessa à senhora Mendes foi cumprida “há oito anos”, por altura do filme que fez com Denzel Washington, “Dia de Treino”: “Foi um momento muito emocionante. Mas a minha mãe não conduz, por isso comprei-lhe só a casa. Ainda me poupou algum dinheiro!” »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/118351-eva-mendes-o-fruto-proibido-e-o-mais-apetecido-nao-e-sam-worthington, a 20 de Abril de 2011, em Jornal I

RT

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