Amy Winehouse….O Fim Trágico de Uma Grande Voz…

Amy Winehouse... Fonte: http://www.ionline.pt/

Hoje trago um artigo sobre a mítica cantora que faleceu no passado sábado, fala da controversa Amy Winehouse…

« Amy Winehouse. Assim se cala uma grande voz

Gerou amores e ódios, encantou e desiludiu. No sábado morreu em casa para tristeza dos fãs de “Rehab”. Amy tinha tudo para ser grande, mas o corpo não deixou

Toda a gente sabia que aconteceria, inevitavelmente. O fim avisava-se há já alguns anos, quando as actuações em palco começaram a chamar mais a atenção de tablóides do que propriamente de amantes da música. Amy Jade Winehouse cultivava amores e ódios à sua volta à velocidade com que dava tragos de uísque em palco. Foi encontrada morta em casa no sábado. Apesar de a polícia ainda não ter avançado com pormenores, o “Daily Mirror” revelou que terá sido uma combinação fatal entre ecstasy de má qualidade e álcool que ditou o destino da cantora.

Nascida no Norte de Londres em 1983, no seio de uma família judia, interessou–se desde cedo pela música. “Frank” (2003) foi a sua entrada triunfal. O álbum de estreia foi nomeado para o Mercury Prize, prestigiado prémio britânico. Três anos depois chegaria “Back to Black”, a encantar meio mundo com uma voz quente e rouca que acompanhava letras pessoais e profundas. O álbum que reunia temas como “Rehab” ou “You Know I’m no Good” venceu cinco das seis nomeações em que estava nomeado para os Grammy. Um terceiro álbum estaria para sair, ainda envolto num certo mistério.

Por trás das músicas envolventes e melancólicas, estavam graves problemas com álcool, drogas e ainda um relação destrutiva com o ex-marido Blake Fielder-Civil. “Não tenho dúvidas: ninguém lhe quis dar a mão”, diz o cantor Fernando Tordo, acrescentando que Amy “era um talento, um cromo! Uma pessoa diferente mas uma rapariga muito frágil”. Poderosa, extraordinária, doce, frágil têm sido alguns dos adjectivos usados para a descrever.

“São situações que acontecem no teatro, no cinema. São excepções, por isso é que são notícia”, comenta Manuel Moura dos Santos, agente musical e ex-jurado do programa “Ídolos”. O próprio confessou-se fã da cantora, apesar de uma má recordação do Rock in Rio, onde teve uma prestação “deplorável”.

Com 27 anos, Amy morreu e consigo levou o eyeliner carregado, o cabelo negro, a cintura de vespa e a voz enorme.

 

Cabelo
Até tem nome: beehive, por fazer lembrar uma colmeia. A senhora que criou o famoso penteado dos anos 50 e 60 foi Margret Vinci Heldt, dona do cabeleireiro a que emprestava o mesmo nome, em Chicago. O penteado, que se baseia em formar um grande alto no topo da cabeça, foi recuperado pela cantora que o trouxe para o novo milénio. Amy inspirou-se nas The Ronettes, uma banda feminina dos anos 60.

Peito
Respirava blues e R&B. Em criança ouvia Frank Sinatra com o pai, mas foi aos 13 anos que recebeu a primeira guitarra para logo depois começar a escrever. O peito da cantora foi motivo de alguma controvérsia não só por ter colocado silicone mas também porque o pai, Mitch Winehouse, o elogiou num programa de televisão: “Está fantástica, as mamas dela estão óptimas também”, deixou escapar.

Voz
De um lado, os escândalos relacionados com a sua vida pessoal e amorosa, com drogas e álcool à mistura, do outro, os rasgados elogios feitos à sua voz, escrita e interpretação. Grandes nomes da música elogiaram Amy, a britânica esquálida e magricela que brotava uma voz forte e rouca que tantas vezes parecia demasiado potente para o seu corpo. Winehouse era um contralto, tipo de voz que está entre o tenor e o mezzo-soprano. Resumindo: tinha um timbre robusto, a potência de uma voz masculina.

Tatuagens
No antebraço direito, um pássaro com a frase “never clip my wings” que traduzido seria “nunca me cortem as asas”. Uma ferradura (símbolo de sorte), uma boneca pin-up e a expressão “menina do papá” aparecem no braço esquerdo. No peito exibia um pequeno bolso onde estava escrito o nome do ex-marido ­– “Blake’s” ou “do Blake”. Na barriga, mesmo ao lado do umbigo tinha desenhada uma âncora com as palavras “hello sailor”. Ao todo, “12 ou 13”  tatuagens, disse numa entrevista.

Pernas
Há fotos que relembram o quanto foram rechonchudas, mas nos últimos anos eram magras, escanzeladas. Muitas vezes tinham nódoas negras e cortes. A cantora teria por hábito cortar-se mas também sofreu agressões do ex-marido, Blake.

Roberta Medina: “No momento em que a Amy aterrou ficamos mais aliviados”

A cantora fez a sua estreia em Portugal no Rock in Rio 2008. Como foi a experiência de a ter como convidada? Na verdade foi bem característico, se fosse tudo certo não era a Amy. Nunca sabia se ia vir ou não, não sabia se estava na clínica ou não. No momento em que aterrou ficámos mais aliviados.

E o concerto? Recorda-se de algo em particular? Para mim foi uma experiência estranhíssima andar pelo público e ver pessoas dançando – porque realmente a banda é muito boa – e outras olhando assim para Amy, espantadas, porque não estava como se esperava.

Como é que recebeu a notícia da morte? Repito a frase de amigos [da cantora]: é assustador mas não é surpreendente. Na música, também no Brasil, acompanhámos talentos como Cazuza, Cássia Eller ou Renato Russo com um fim trágico.

Neste meio é inevitável a relação com as drogas ou o álcool? Acho que é super evitável. Até porque a maior parte dos músicos são saudáveis. As digressões são muito esgotantes, você tem de ter uma energia enorme para ser simpático, você é o centro das atenções. É uma vida difícil. Não é preciso drogas mas é difícil canalizar essas energias.

Fernando Tordo: “Amy não me ouviu”
“Triste, muito triste.
E se não fosse a idade que me traz pacificação, estaria danado com quem deixou Amy Winehouse mais uma vez sozinha; desta vez foi fatal, o fim. Acabou-se a droga, o álcool; mas pior do que tudo foi ter acabado uma originalidade, uma força tão frágil.
E bela. Dediquei-lhe uma canção – “Amy” – gravada há mais de um ano e que faz parte do meu próximo álbum, “Por este Andar” – com arranjos de Pedro Duarte. Não me ouviu. A Amy não ouviu um tipo insignificante que a admirava muito e que sabia que ela só tinha dois caminhos. Hoje ela escolheu um deles.”
Músico
[Fernando Tordo escreveu este texto
no sábado, dia em que Amy morreu] »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/139044-amy-winehouse-assim-se-cala-uma-grande-voz, a 25 de Julho de 2011, em Jornal I

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