Discos Que Nos Vão Surgir Até Ao Final do Ano…de 2011…

Hoje trago um artigo que considero bastante interessante, pois versa, sobre os próximos discos a serem editados…em Portugal…

« Os discos que rodam até ao final do ano

De Setembro em diante nem tudo é mau. Esteja de olhos e ouvidos bem abertos para conhecer outros sons dos músicos de sempre, a apresentação de bandas revelação e o aniversário de grupos míticos. Este disco não toca mas vai ser música para os seus ouvidos

Em mais um regresso ao trabalho o que se quer são sonoridades fresquinhas para acompanhar o corpo cansado e ainda preguiçoso. Na rádio ou no mp3 vão ouvir-se novas vozes e ainda o retorno de grandes nomes. Há um pouco de tudo: artistas revelação lançam os álbuns de estreia, cantores míticos apresentam novos trabalhos e bandas já há muito retiradas regressam em edições nostálgicas para sacudir o pó do baú das memórias. Nacional, internacional e nacional cantado em inglês. Faça o círculo perfeito (e em harmonia) para descobrir as suas companhias para os meses que se seguem.

Nacional: em bom português e não só
Há números gordos que são difíceis de ignorar. Servem de exemplo os 40 anos de carreira de Sérgio Godinho. O cantor já pediu várias vezes que não se associe o lançamento do novo álbum ao aniversário mas é tarefa complicada. “Mútuo Consentimento”, que vai estar disponível nas lojas a partir de dia 12 de Setembro, tem vindo a ser revelado pelo autor, que já apresentou dois temas na internet. Godinho estava em pausa discográfica desde 2006, data em que lançou “Ligação Directa”, disco pai do tema “Às Vezes o Amor”. Paulo Gonzo também deve lançar um álbum cantado em português. Este será o sucessor de “By Request” do ano passado, disco em que o cantor reinterpretou temas de Ray Charles e James Brown.

“Komba” dos Buraka Som Sistema tem apresentação marcada para o Outono, os Mundo Complexo marcam dez anos de existência com uma colectânea, os Macacos do Chinês trazem o segundo disco e Valete traz o “Homo Libero”, aquele que será o duplo álbum do rapper licenciado em Economia. Quanto aos Doismileoito, quarteto da Maia com especial gosto por rock”n”roll, já lançaram nas redes sociais e na rádio “Quinta-feira” para primeiro single novo álbum, produzido por Nuno Rafael.

A ter em atenção o sangue fresco que vai correr nos próximos tempos. O trio Julie & The Carjackers apresenta-se com “The Imaginary Life of Rosemary and Me” e os Paus – constituídos por gente já experimente dos Linda Martini, dos extintos Vicious Five e dos If Lucy Fell – também lançam o primeiro longa duração, depois do EP “É Uma Água”. O escritor Jacinto Lucas Pires e o artista plástico Tomás Ferreira são Os Quais, com um primeiro álbum, e Rita Braga é a autora “Cherries That Went To The Police”. Os We Trust também extenderão o repertório depois do single “Better Not Stop”.

Na mesma linhagem independente estão novos trabalhos de Old Jerusalem, Rose Blanket, João Só e os Abandonados, oLUDO, Iconoclasts e o disco a solo do homem à frente dos Diabo na Cruz, Jorge Cruz. Prometidas estão também notícias para os que esperam algo vindo de gente como Jorge Palma, Carlos Nobre (melhor, Pacman, a solo) e B Fachada.

O que vem de lá de fora
Regressos em grande, junções explosivas e até realizadores que fazem música. Há razões mais que suficientes para ficar com os ouvidos alerta. Destaque para a estreia dos Superheavy. Como o próprio nome indica este campeonato é outro, o dos pesos pesados. O grupo que junta Mick Jagger dos Rolling Stones, Dave Stewart dos Eurythmics, Joss Stone, Damian Marley e A.R.Rahman, compositor do filme “Quem quer ser bilionário?” vai mostrar do que é capaz. Também particular é o novo trabalho de Bjork, parcialmente gravado no iPad. “Biophillia” deverá ser uma nova experiência musical, com imagens, vídeos e ainda aplicações nos aparelhos da Apple dando ao utilizador a oportunidade de fazer uma versão nova das canções, entre outras prendas inesperadas.

Em registo dito normal – mas não menos entusiasmante – estão o regresso de Tom Waits com “Bad As Me”, dos Coldplay com “Mylo Xyloto” e ainda dos Metallica que se fazem acompanhar por Lou Reed em “Lulu”. Ryan Adams, The Drums, Beirut, Florence and The Machine, dEUS, Feist e Marisa Monte também cortarão o silêncio dos últimos tempos.

Ainda David Lynch dará um ar da sua graça. O realizador que várias vezes compôs temas para os seus filmes, apresentará o álbum “Crazy Clown Time”. “Good Day Today” é o exemplo de uma electrónica ambígua mas menos negra do que os enredos na tela. Esperar para ouvir.

Regresso ao passado
Dois mil e onze é o Ano Internacional das Florestas e da Química. É também o ano de grandes efemérides. Vinte anos depois, “Nevermind”, disco épico dos Nirvana que inclui temas como “Smells Like Teen Spirit” e “Come As You Are”, ressurge com imagens ao vivo e um DVD. “Achtung Baby” dos U2 que comemora a mesma idade, chega agora em formato de filme recordando a gravação do disco em Berlim. Também na onda cinematográfica aparecem os Pearl Jam com um documentário realizado por Cameron Crowe. Os Pink Floyd terão toda a discografia remasterizada para outro saborear das músicas da banda de Cambridge. A comemorar ao dobro estão os Queen que deverão fazer completar a reedição de toda a discografia, recomeçando por “The Works” e até “Made in Heaven”. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/145893-os-discos-que-rodam-ate-ao-final-do-ano, a 30 de Agosto de 2011, em Jornal I

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Conheça os Modelos Mais Economicos de Automóveis à Venda em Portugal…

Venda de Carros... Fonte: http://www.tudocarros.com

Hoje  trago um artigo que considero pertinente, e que pode ajudar nestes tempos de crise…

« Saiba quais são os carros mais económicos à venda em Portugal

 Comprar um carro mais barato significa fazer concessões na elegância e conforto do veículo, mas também de ‘status’ social.

A crise económica está a levar os portugueses a procurarem carros mais pequenos, com menores consumos e, sobretudo, mais baratos. Até porque a variedade de modelos económicos à venda em Portugal é vasta e para todos os gostos, quer sejam citadinos, utilitários ou até mesmo familiares.

A tendência ‘low-cost’ no sector automóvel está, de facto, a ser impulsionada por um contexto económico delicado, e a despertar o interesse entre muitos consumidores, nomeadamente, “entre os jovens, que preferem optar por um nível de equipamento mais modesto para poderem ter acesso a um automóvel a baixo custo”, realça fonte oficial da Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel (ANECRA).

As vendas de automóveis em Portugal caíram 21,5% até Julho, como consequência da actual situação económica e do agravamento fiscal previsto nas medidas da ‘troika’. A fabricante Renault, líder de mercado, realça que “não sente” que haja uma “corrida” aos carros mais baratos, mas sim, “uma maior e mais cuidada análise de todos os critérios de forma a optar pela escolha mais ‘inteligente'”.

Modelos para todos os gostos

Em tempos de crise, como o actual, é natural que os carros de baixa cilindrada tenham alguma procura, pois além do preço ser acessível têm um consumo mais económico. Na lista de ligeiros de passageiros da ANECRA, o modelo Smart Fortwo, do grupo Daimler, é dos mais baratos, quer seja nas versões a diesel ou a gasolina, e é também dos mais amigos do ambiente.

O Diário Económico destaca alguns modelos de automóveis, tendo como baliza o preço máximo de 15 mil euros.

Mas antes de comprar saiba que deve ter em atenção alguns pormenores que, no final, fazem a diferença. “Os critérios mais importantes na decisão da compra de um carro serão, além do preço, a análise dos custos de utilização, nível de equipamento, sistemas de segurança e performance do motor. No fundo deve optar-se pela melhor relação preço/qualidade”, realça fonte oficial da Renault.

Porém, para o consumidor adquirir um carro ‘low-cost’ ou mais barato significa aceitar fazer concessões em termos de ‘status social’ e elegância do carro, bem como de conforto interior. “Neste clima de incerteza que atravessamos, os consumidores privilegiam as necessidades racionais e afirmam-se dispostos a renunciar a uma sofisticação e a desempenhos considerados supérfluos. O consumidor comum quer manter o veículo o máximo de tempo possível e reduzir as deslocações”, adianta fonte oficial da ANECRA.

Sérgio Martins, director de comunicação da Fiat, realça que, cada vez mais, “é importante o factor ecológico, que toca directamente nas economias dos clientes devido ao impacto que tem no ISV assim como prova de consumos baixos”. A escolha entre gasóleo e gasolina, outra das decisões a tomar, é também cada vez mais “complexa”. “Se antes o motor Diesel só se justificava para quem fizesse maiores deslocações, hoje, com preço cada vez mais competitivo, a opção a gasóleo pode tornar-se económica mesmo para quem não faz tantos quilómetros”, destaca Miguel Tomé, director de comunicação da Opel.

A título de exemplo, para um cliente que faça menos de 15.000 km por ano, “um carro a gasolina poderá fazer sentido”, refere Pedro Bronze, director de comunicação da Honda.

Dacia é a única ‘low cost’

A Dacia, marca romena subsidiária da Renault, que tem tido bastante sucesso em diversos mercados europeus, nomeadamente em Espanha e também em Portugal, é a primeira marca assumidamente ‘low cost’. O que não quer dizer necessariamente que seja o carro mais barato do mercado.

Em Portugal, o Sandero é um dos carros mais baratos. Este modelo, derivado da anterior geração Renault Clio, está equipado com o mesmo motor 1.2 do modelo francês, e custa a partir de 8.950 euros, segundo a fabricante.

 

  • Veículos ligeiros de passageiros a diesel

 

Marca Modelo Versão P.V.P
 Smart  Fortwo  0.8 cdi 54cv pure  12.495,39
 Fiat  Panda  1.3 Multijet 16v Dynamic 5p  14.537,73
 Dacia  Sandero  1.5 dCi 70cv Pack 5p MY10  14.541,53
 Smart  Fortwo  0.8 cdi 54cv passion  14.555,64
 Hyundai  i10  1.1 CRDI VGT Comfort 5p  14.639,64
 Kia  Picanto  1.1 CRDi EX 5p  14.758,59
 Smart  Fortwo  0.8 cdi 54cv Cabrio pure  15.348,99
 Kia  Picanto  1.1 CRDi EX Sport 5p  15.368,51
 Fiat  Panda  1.3 Multijet 16v Mamy Tom Tom 5p  15.757,56
 Dacia  Sandero  1.5 dCi 85cv Confort 5p MY10  15.863,02

 

  • Veículos ligeiros de passageiros a gasolina

Marca Modelo Versão P.V.P.
 Suzuki  Alto  1.0 GA 5p   8.750,50
 Smart  Fortwo  1.0 pure (61cv)   8.833,63
 Nissan  Pixo  1.0i 68 Visia 5p   9.146,67
 Toyota  Aygo  1.0 VVTi 3p EU5   9.457,47
 Chevrolet  Spark  1.0 L 5p  10.031,33
 Citroen  C1  1.0i Airdream X 3p  10.041,91
 Dacia  Sandero  1.2 16v 75cv Access 5p  10.067,20
 Peugeot  107  1.0i 68 Urban 3p  10.573,16
 Hyundai  i10  1.2 MPi Comfort 5p  10.863,54
 Kia  Picanto  1.0 EX 5p  11.182,48

Fonte: ANECRA »

 

In: http://economico.sapo.pt/noticias/saiba-quais-sao-os-carros-mais-economicos-a-venda-em-portugal_125145.html, a 29 de Agosto de 2011, em Diário Económico

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Soluções de Férias Cá Dentro…

Férias... Fonte: http://www.ionline.pt/

Hoje e para se começar bem a semana…férias…

« Em tempo de férias e de crise, vá para fora cá dentro

São diferentes, um pouco por todo o país e para todos os gostos. Aproveite as propostas do i, viaje e boas férias!

Ultimamente nesta rubrica temos referido muito a palavra “crise”, e hoje não vai ser excepção. Não se aborreça connosco, é a realidade que vivemos e não nos podemos abstrair dela, mas podemos, de alguma forma, nem que seja por um dia ou dois, tentar esquecê-la e contorná-la. Hoje é um desses dias. Numa época do ano em que, provavelmente, 90% dos portugueses tiram férias, o i quer fazer-lhe algumas sugestões sujeitas ao mote do vá para fora cá dentro. Podíamos apresentar umas opções para sair do país, mas pense connosco: ficando cá consegue fazer férias um pouco mais em conta e estimular a economia nacional – lá está o tema crise de novo…

Portugal é um país de enorme variedade em termos regionais e, consequentemente, diferentes tipos de hotéis. Não gosta de praia? Siga as nossas sugestões de hotéis no campo. Acha que a vida rural não é para si e prefere o rebuliço da cidade? Espreite as nossas referências nos centros cosmopolitas. Se tem preocupações ecológicas no seu dia-a-dia e não quer abdicar delas nas férias, não se preocupe porque o i também pensou em si.

No centro de Lisboa sugerimos-lhe dois espaços, um dos quais mais que um hotel parece um palácio. Com mais de cem anos de história, as suas paredes contam a história de momentos como a implantação da República e a Segunda Guerra Mundial. Na Belle époque era considerado um dos melhores hotéis do mundo, pela localização e pelo glamour, o que explica que fosse procurado por figuras influentes da política e das artes. Também nesta cidade fazemos referência a um dos hotéis mais originais do mundo.

Num espírito mais rural, a nossa opção vai para três moinhos restaurados que deram origem a diversos quartos num empreendimento auto-sustentável. A piscina é natural e ecológica, alimentada por águas da nascente de um ribeiro e filtrada por plantas aquáticas. Ainda num espírito ecológico sugerimos-lhe um espaço na Ericeira que oferece seis casas de madeira que funcionam a energia solar. Pode ainda usufruir de um jardim biológico, onde pode colher legumes e frutos.

Curioso? Descubra do que estamos a falar e conheça mais sugestões na lista dos 7 que apresentamos aqui ao lado.  »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/145322-em-tempo-ferias-e-crise-va-fora-ca-dentro, a 26 de Agosto de 2011, em Jornal I

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Pargo Assado no Forno…

Pargo Assado no Forno... Fonte: http://receitasdobardaosedamininha.blogspot.com

Hoje trago um receita de peixe para variar…

« Receita enviada por Pedro Nuno


Ingredientes:

  • 1 pargo de 1 kg
  • 1,5 dl de azeite
  • 1 colher de sopa de margarina
  • 750 g de batatas pequenas
  • 2 cebolas grandes
  • 2 dentes de alho
  • 300 g de tomate
  • 4 tiras de toucinho fresco
  • 1 colher de sobremesa de colorau
  • vinho branco
  • sal
  • pimenta


Preparação:

Num tabuleiro de ir ao forno e à mesa deita-se o azeite e as cebolas cortadas ás rodelas.
Sobre as cebolas coloca-se o pargo já devidamente arranjado, dando-lhe quatro golpes profundos.
Numa tigela deitam-se os alhos picados, o colorau, o tomate sem pele e sem grainhas, a margarina, salsa e pimenta. Mistura-se bem para fazer uma massa e barra-se o pargo interior e exteriormente com o preparado. Introduzem-se as tiras de toucinho nos golpes que se deram no peixe. À volta do peixe colocam-se as batatinhas previamente polvilhadas com sal e colorau. Leva-se a assar em forno quente, regando o peixe de vez em quando com o molho que se vai formando e com o vinho branco. »

In: http://www.receitasemenus.net/content/view/3576/153/, a 26 de Agosto de 2011

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Conheça Uma Entrevista a Vanessa da Mata…

Vanessa da Mata... Fonte: http://www.ionline.pt/

Hoje trago um artigo interessante, pois trata-se de uma entrevista a Vanessa da Mata…

« Vanessa da Mata. “Tenho uma velha e uma criança dentro de mim”

Foi ela que pôs toda a gente a gritar “Ai, ai, ai” e a desejar “Boa Sorte”. Hoje à noite actua em Cascais para dar a conhecer “Bicicletas, Bolos e outras Alegrias”

 Ao longe vê-se o cabelo volumoso, a expressão simpática mas não demasiado sorridente. A figura alta está afundada no sofá, de perna cruzada e cabeça encostada à mão. Nem beijinho, nem aperto de mão mas logo um “tudo bem?” cantado. Respira fundo e distrai o olhar antes de falar. De repente assusta, lança uma gargalhada forte. Vanessa da Mata nasceu no Mato Grosso e com 15 anos foi estudar medicina. Ou pelo menos era o que a família achava: entregou-se à música. Aos 21 anos escrevia a letra que ganharia vida na voz de Maria Bethânia. Seguiram-se três álbuns e grandes sucessos de ficar no ouvido como “Não me Deixe Só”, “Ai, Ai, Ai” e “Boa Sorte/Good Luck” em dueto com Ben Harper. Chega ao quarto trabalho com título e sonoridade infantis mas letras de gente grande.

Afinal o que é “Bicicletas, bolos e outras alegrias”? Em que é que é diferente dos álbuns anteriores?

Do começo ao fim autoral é autoral. É um CD bem moderno e tem um trabalho um pouco mais sofisticado. Tem uma mistura entre afrobeat e ritmos brasileiros que é uma coisa que sempre quis fazer. É feito ao vivo, praticamente. Entrámos no estúdio, ensaiámos os arranjos todos e depois fomos gravar juntos que é uma coisa que se fazia muito na década de 70. Tem um retro mas ele está ao mesmo tempo muito moderno, é um encontro de gerações talvez.

Apesar de o título remeter para a infância, por vezes os assuntos tratados são mais adultos.

Muitos assuntos estão ligados à infância mas procedem de uma maneira adulta. Há uma critica do consumismo, na “Bolsa de Grife”, como se a bolsa fosse dar auto-estima, uma base de ego, de formação. Eu me sinto parte disso, por isso que me incomoda. Existem várias ditaduras. De ser vencedor, de ter um bom carro, de toda essa aparência. Mas me incomoda muito o facto de ter tantas meninas que saem em revistas de moda, de fofoca, e que estão visivelmente doentes ou anoréxicas e são mantidas como se fossem vencedoras e estão cada vez mais a caminho do matadouro.

Sente-se ou já se sentiu pressionada por essas ideias?

Fui modelo uma época e sofri muito porque gostava de comer e tinha que passar fome e a sensação que eu tinha era que as pessoas queriam manter o corpo de adolescente, quase criança. E tinha uma conotação quase que pedófila. É um incentivo à juventude extremada, uma sensualidade feia. Não pode ter bunda, não pode ter quadril, não pode ter peitos. Não pode ter cara de mulher tem que ter cara de menina. Então para mim aquilo era sempre muito esquisito.

Com seis anos compôs uma canção sobre uma conversa que tinha ouvido entre adultos, que falava de amores e traições. Era uma criança irrequieta?

Eu fui completamente irrequieta. Eu era uma criança que a minha avó mesmo dizia que nunca tinha visto entre meninos e meninas uma criatura tão atentada – não sei se vocês usam essa palavra aqui. Eu tinha défice de atenção e hiperactividade junto.

Hoje é muito calma, na maneira de estar e falar.

Mas olha o meu pé está sempre batendo [lança o olhar para a perna cruzada].

A menina que nasceu no Mato Grosso é muito diferente da mulher que vemos hoje nos palcos?

Totalmente diferente mas, ao mesmo tempo, existe a mesma essência. Tenho uma velha e uma criança dentro de mim. Às vezes se digladiam, às vezes se amam. E eu não posso matar as duas.

Esteve perto de seguir uma carreira de medicina. Se não fosse cantora o que seria?

Não tenho a menor ideia. Se fosse outra qualquer profissão acho que seria muito infeliz.

Nove anos depois do 1º álbum continua a viver situações engraçadas em palco?

Há pessoas que sobem no palco e cada uma quer dar um recado, outras vezes querem abraçar, cantar junto. É um pouco intimidador. Me lembro do meu primeiro show em Portugal, tive muito mais público aqui que no Brasil. Isso prá mim foi chocante no bom sentido.

O dueto com Ben Harper “Boa Sorte/ Good Luck” foi um grande sucesso em Portugal e mundo fora. Nunca se cansou de ouvir a música?

Houve uma altura que falei por amor de deus! [risos] Mas as canções não dependem da gente. A gente faz e depois elas ganham vida própria, se instalam na vida de cada um.

Como assim?

Um dia estava comendo no Chiado e veio uma mulher portuguesa, chorando muito com o telefone na mão, que disse: “Fala com o meu marido. Ele terminou com a sua letra”. E era como se eu tivesse ajudado a ele terminar. No Brasil também aconteceu com um casamento de 25 anos que o cara mandou a letra para a mulher… e olha, não tenho o que dizer. Isso acontece, transforma a vida das pessoas. Por exemplo, “Ainda Bem”, que era de um disco anterior, fazia com que as pessoas se juntassem. Diziam “ah, essa é a nossa música, essa música me pediu em casamento”. Essas músicas vão se tornando vozes de outras pessoas, vão sendo a trilha sonora das suas vidas. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/145041-vanessa-da-mata-tenho-uma-velha-e-uma-crianca-dentro-mim, a 25 de Agosto de 2011, em Jornal I

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Conheça a Agenda Para Este Fim de Semana…

Agenda de Fim Semana...no Porto... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje e por ser sexta feira, ou seja, a ultima sexta feira de Agosto, passo a transcrever a agenda para este fim de semana.

« Agenda de fim-de-semana

 E sem dar por isso, Agosto já está a acabar. Boa praia, noites abafadas, grandes fins de tarde? Nem por isso. É recorrente falarmos do tempo mas não se apoquente o leitor que não há motivo. É que são os bons concertos, as peças de teatro e os festivais que compensam a falta de Verão. Dançar na praia, rir num banco de jardim e ouvir tango electrónico são as nossas propostas

Hoje

 

Noites Ritual
Jardins do Palácio de Cristal, Porto
Hoje e amanhã, a partir das 21h30
preço: 5€ (passe de dois dias)

20ª edição do festival 100% português. O preço é mais que convidativo e o cartaz tem tudo para agradar. Hoje: Dan Riverman, We Trust, Guta Naki, Linda Martini, X-Wife e Zen. Amanhã: The Chargers, The Underdogs, D3Ö, Terrakota, Mind da Gap e Orelha Negra

carminho
convento das bernardas, tavira
22h
Preço: 15€

Carminho tem nome e cara de menina mas voz poderosa, de mulher vivida. A fadista que começou a cantar com apenas 12 anos, apresenta aos 27 o seu primeiro álbum “Fado”. Carmo Rebelo de Andrade – que mereceu um olhar especial de João Botelho – para ver esta noite dentro das iniciativas do Allgarve’11.

carlos do carmo bernardo sassetti
auditório municipal, vila nova de Cerveira
22h

Dois lados da música portuguesa, fadista e pianista juntam-se. É ver para crer.

 

Amanhã

 

jazz no clube ferroviário by defesa
clube ferroviário, lisboa
19h

André Cabaço, moçambicano vive há mais de 20 anos em Portugal e tem algo para dizer acerca do jazz. Melhor, tem algo para cantar. A voz potente junta-se às letras em línguas desconhecidas e a uma mistura de ritmos de vários cantos do mundo.

o homem e o urso
teatro do bairro, lisboa
21h
preço: 10€

É o ensaio de Heinrich Von Kleist, “Sobre o Teatro de Marionetas” que serve como base para esta peça de teatro recém estreada. São três personagens: um actor, uma bailarina e um esgrimista que reflectem sobre paradoxos. O Homem e o Urso é uma produção da associação cultural Máquina Agradável.

in castelo
castelo de palmela
21h30
Preço: 7,5€

In Castelo, como o próprio nome indica é uma aventura teatral dentro de um edifício com património. A ideia é precisamente despertar os sentidos e contar histórias através da História. O espectáculo é obra da DançArte, companhia de dança do Cine-Teatro S. João, em Palmela.

 

Domingo

 

gotan project
jardins do palácio de cristal, porto
22h
preço: 25€

O que fazem um francês, um argentino e um suíço num palco? Tango electrónico, pois claro. Os Gotan Project nasceram em 1999 pelas mãos de Philippe Cohen Solal, Eduardo Makaroff e Christoph H. Muller respectivamente e trouxeram uma nova cara à dança da paixão, introduzindo-lhe ritmos electrónicos. Para ver, ouvir e dançar num ambiente especial: os Jardins do Palácio de Cristal.

dona canô no festival zimbramel
Castelo de sesimbra
18h
entrada livre

Dona Canô é união. É o encontro entre o Brasil e Portugal. Iara Costa, de Brasília dá a voz e Bruno Fonseca  acompanha com a guitarra portuguesa. Este é um diálogo entre a alegria do samba e a nostalgia do fado mas também uma dança que convida a outros ritmos como o jazz, a soul e a música africana. Hoje os Dona Canô actuam no Festival ZimbraMel com a participação especial de Carlos Lopes, acordeonista dos Roda de Choro de Lisboa. Vá mais cedo e aproveite a feira do mel que também apresenta outros produtos regionais.  »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/145320-agenda-fim-de-semana, a 26 de Agosto de 2011, em Jornal I

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Entrevista a Justin Timberlake no Âmbito de «Amigos Coloridos»

Amigos Coloridos.... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago um artigo que apesar de ter saído ontem, é hoje a estreia de Amigos Coloridos, e como tal, passo a transcrever uma peça sobre o cantos que passou para actor, que saiu num diário da nossa praça.

« Justin Timberlake. O ecrã matou a estrela da rádio

Estreia amanhã “Amigos Coloridos”, mais um filme com o cantor que por estes dias é mais actor que outra coisa. O próprio explica-se

Quando Justin Timberlake fez a audição para o papel de Sean Parker em “A Rede Social”, o realizador David Fincher tinha uma ideia muito do que queria, já presente no argumento de Aaron Sorkin. Sean, o antigo executivo da Napster que introduz Mark Zuckerberg nos meandros de Silicon Valley, é um sedutor hábil: “No argumento é descrito como um tipo que atravessa uma sala como se fosse uma espécie de Frank Sinatra”, recorda Fincher. Mais conhecido pelo seu passado numa boy band e pelo seu presente como estrela pop em nome próprio, Timberlake decidiu deixar a música para trás e concentrar-se na carreira de actor. Para fugir à velha imagem, tem dado preferência a papéis mais negros, como os que teve em “Alpha Dog”, de Nick Cassavetes, e em “Black Snake Moan”, de Craig Brewer, ambos de 2006. Fincher ficou impressionado com Timberlake como apresentador do “Saturday Night Live”. “Quando o via pensava sempre: ”Este tipo é bom””, disse em entrevista telefónica. “Mesmo do que eu precisava para o Sean.” Nas audições para o papel, Fincher convenceu-se de que tinha encontrado o próximo Sinatra. “O problema era ele ser famoso de mais”, recorda.

À frente de um café, em Manhattan, Timberlake, de 30 anos, recorda o momento em que recebeu a notícia. “Quando o David me telefonou”, brinca, “acho que me mijei.” Depois do medo inicial, acabou por se impor como um actor credível entre os realizadores americanos. Teve boas críticas em “A Rede Social” e quando o “The New York Post” fez saber que andava a recolher apoios para uma nomeação para Melhor Actor Secundário nos Óscares ninguém ficou espantado.

Se ainda há pouco tempo Timberlake tinha uma imagem tão desgastada como Britney Spears, neste momento, depois de uma das reviravoltas mais notáveis de sempre na história do show business, Timberlake está à cabeça de um pequeno império de media e de moda. Do lado do cinema, teve nas comédias “Professora Baldas” e “Amigos Coloridos” (que estreia amanhã) dois dos seus melhores papéis até hoje. No Outono vai surgir em “In Time”, um thriller de ficção científica de Andrew Niccol, argumentista e realizador de “Gattaca” e argumentista de “The Truman Show”. A questão deixou de ser se vai conseguir para ser que tipo de actor quer ser.

respostas “Não quero ter de tomar essa decisão”, diz Timberlake já no restaurante, de camisa preta e jeans. “Não penso em termos de géneros”, diz, evasivo. “Ao princípio havia uma espécie de estratégia na minha escolha dos papéis. Recusei muitos orientados para um target que eu já tinha. Tive de ser paciente e nunca esquecer que o meu objectivo era evitar deixar-me aprisionar.”

Depois do mega-sucesso de “No Strings Attached”, com os ”N Sync, Timberlake correu o risco de acabar a carreira como cantor antes dos 25. “Nunca quis que toda a minha vida ficasse presa a esse momento”, e acrescenta que não sabe quando vai querer fazer outro álbum. “Não desisti da música”, garante. “Mas também quero fazer outras coisas.”

Timberlake diz que as suas ambições nasceram em Shelby Forest, um subúrbio de Memphis onde cresceu a venerar Dean Martin, Gene Kelly e, acertou, Sinatra. Lembra-se de ouvir canções na rádio em miúdo, de “agarrar numa guitarra e descobrir como se tocava”. Mas também se divertia a fazer imitações para divertir os pais e os amigos deles. Aos 10 anos, Timberlake foi seleccionado para o “The All-New Mickey Mouse Club”, um programa de variedades que era uma espécie de Actors Studio para adolescentes: “Tínhamos aulas de representação, de dicção, de dança e de improvisação.” Entre os colegas encontrou Spears, Christina Aguilera, Keri Russell e Ryan Gosling.

Quando o programa acabou, em 1994, “fiquei mesmo em baixo”, diz. “Sentia-me infeliz, outra vez nesta pequena cidade, como se uma porta se tivesse fechado.” Quando já tinha convencido a mãe a levá-lo a Los Angeles para a temporada de audições para os episódios-piloto das séries recebeu um telefonema de um cantor chamado Chris Kirkpatrick, a convidá-lo para entrar num grupo em Orlando, na Florida. “Oito meses depois tínhamos um contrato para um disco e depois começámos uma digressão pela Europa, e os discos a venderem-se.” É assim que conta a história da ascensão dos ”N Sync. “Mas a verdade é que não sabia como lidar com tudo aquilo”, diz.

Depois dos ”N Sync, Timberlake sentiu-se ansioso por mudar de rumo: “Queria fazer uma coisa a sério.” Nos primeiros trabalhos a solo colaborou com Timbaland, o lendário produtor de hip-hop, que lhe deu outra credibilidade musical.

Na frente cinematográfica, a primeira oportunidade de Timberlake como actor surgiu em 2006. Andy Samberg, que queria Timberlake num teledisco, escolheu-o para uma brincadeira com uma canção com órgãos sexuais embrulhados como prendas. A chegar perto dos 30 milhões de views no YouTube, demonstrou sem margem para dúvidas que Timberlake era capaz de se olhar com sentido de humor, mas também de fazer Samberg ganhar uma pipa de massa. “Muita gente que não olharia duas vezes para um miúdo de uma boy band viu este vídeo”, diz Brewer, que contratou Timberlake para um papel em “Black Snake Moan.”

“É excelente contracenar com ele”, diz Christina Ricci, que trabalhou com ele nesse filme. “Havia partes pesadas e intensas, mas ele sabia sempre quando chegava a altura de aliviar a tensão e começar a rir.” O à-vontade é um dos grandes trunfos de Timberlake como actor. Fincher lembra uma cena de “A Rede Social” num restaurante japonês: “Não há diálogo, mas percebemos tudo nos olhos, nas mãos.”

Em “Amigos Coloridos”, uma comédia romântica acerca de dois amigos que decidem experimentar o sexo na relação, Timberlake tem o seu maior papel até ao momento. Will Gluck, que realizou o filme, diz que Timberlake participou em todo o trabalho e até “ajudou a reescrever o argumento para se ajustar melhor à personagem”. Gluck queria um jogo rápido de réplicas à maneira dos velos duelos entre Tracy e Hepburn, e Mila Kunis, que contracena com Timberlake, assegura que não foi fácil manter o ritmo. “Ele é de uma rapidez incrível”, conta-nos por telefone. “Partia-me realmente a rir com ele.”

Planos De momento a prioridade de Timberlake é o cinema. De qualquer maneira é dono, sozinho ou em sociedade, de vários restaurantes, de uma marca de vestuário, a William Rast, de uma editora discográfica e até de um campo de golfe. Acerca da sua participação na Specific Media, a empresa que acaba de comprar a MySpace, diz que entrou no negócio com o seu próprio dinheiro e explica que funciona como uma espécie de agente de ligação e brainstormer. “Não sou um investidor”, diz. “Mas adoro ideias, oportunidades de criar.”

Depois do café seguimos a pé para High Line park. À porta do restaurante um fotógrafo escondia-se atrás da porta aberta de um carro e outro disparava do outro lado da rua. Em High Line as pessoas abriam muito os olhos e sussurravam, excitadas, à passagem de Timberlake, sem guarda-costas. A sua única protecção eram os óculos de sol e o boné. Perguntei-lhe se ficava nervoso por se mostrar em público. “Não me meto em centros comerciais”, garante, “mas passei tanto tempo isolado em miúdo que de certa maneira o que mais quero é sair e conhecer a vida real.”

Um pouco adiante três jovens de 20 e poucos anos fingem tirar fotografias umas às outras mas quando Timberlake passa as máquinas delas acompanham-no. “São agentes duplos”, diz o actor entre risadas. “Uns 50 metros atrás já tínhamos passado por elas.” “Vocês são umas falsas”, grita-lhes. Elas riem-se e aproveitam imediatamente para lhe pedir para tirar uma foto com ele. “Acho-as giras”, diz ele, sem parar.

Desde que saímos do restaurante que parece um pouco mais tenso e depois do último episódio começou a andar mais depressa. Um pouco mais adiante há mais pessoas e eu pergunto-lhe se não quer descer para a rua e apanhar um táxi. Diz-me que vai voltar para o seu apartamento no SoHo. “Yeeeah”, responde-me com um aceno. “Se calhar é melhor…” »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/144830-justin-timberlake-o-ecra-matou-estrela-da-radio, a 24 de Agosto de 2011, em Jornal I

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Conheças As Estreias Cinematográficas deste Outono…

Filmes de Outono... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago um artigo que serve de antecipação ao próximo Outono e aos que nos reserva em matéria cinematográfica.

« Avanço de temporada. 12 filmes que o Outono tem para nos dar

Marque na agenda as estreias mais aguardadas da nova estação. Roman Polanski, Steven Soderbergh, Woody Allen, George Clooney, Steven Spielberg ou Pedro Almodóvar vão ser responsáveis por boas horas de cinema nas tardes mais frias. O tempo dos super-heróis já lá vai, mas ainda espaço para acção e robots com a ajuda de Hugh Jackman. O Outono vai ser uma estação fria e seca e as constipações terão novo significado depois de ver “Contagion”. Talvez até encontre a solução para a crise em “Alta Golpada” e desejamos que se ria muito com “O Gato das Botas”. Conduzir na cidade e na auto-estrada será diferente quando vir “Drive” e as relações vão continuar complicadas como em “Meia-Noite em Paris”. Aqui ficam 12 apostas tão seguras como castanhas quentes

Cisne

Teresa Villaverde estreia o filme no Festival de Cinema de Veneza e depois em Portugal. Beatriz Batarda protagoniza uma história de busca de salvação através do amor.

Estreia prevista: 8 de Setembro

Realizador: Teresa Villaverde

Actores: Beatriz Batarda, Miguel Nunes e Israel Pimenta

Meia-Noite em Paris

Woody Allen trocou Nova Iorque por Paris e juntou Owen Wilson com Rachel McAdams numa comédia romântica. Pelo meio da relação aparece um intelectual chato, umas raparigas giras e as devidas confusões. Ah! Paris…

Estreia prevista 15 de Setembro

Realizador: Woody Allen

Actores: Owen Wilson, Rachel McAdams, Kathy Bates e Carla Bruni

Contagion

Depois da gripe das aves, ver este filme é muito mais assustador. Steven Soderbergh explica como o filme é coisa de ainda maior pânico. “Depois de “Psycho” podemos deixar de tomar banho no chuveiro ou a seguir a ver “Tubarão” também é possível evitar os oceanos. Agora, se queremos ter uma vida normal não podemos evitar os germes.” Com um elenco de luxo: Matt Damon, Gwyneth Paltrow, Kate Winslet e Jude Law esta epidemia mundial transforma-se em triller.

Estreia prevista: 13 de Outubro

Realizador: Steven Soderbergh

Actores: Matt Damon, Kate Winslet, Jude Law e Gwyneth Paltrow

As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne

O fazedor de sonhos, Steven Spielberg, pegou no clássico da banda desenhada belga e deu-lhe vida. Tintin, o repórter criado por Hergé, investiga um navio que pertencia ao antepassado do Capitão Haddock.

Estreia prevista: 27 de Outubro

Realizador: Steven Spielberg

Actores: Jamie Bell, Andy Serkis e Daniel Craig

Puro Aço

E se num ringue de pugilistas utilizássemos robots em vez de humanos? Shawn Levy teve esta brilhante ideia e com Hugh Jackman deu um lado emocional à história. Não se trata apenas de um filme de porrada. Jackman, um viúvo ex-pugilista, e o seu filho distante são o foco central. “Está é mais uma história sobre pai e filho”, disse o actor.

Estreia prevista: 3 de Novembro

Realizador: Shawn Levy

Actores: Hugh Jackman, Evangeline Lilly e Kevin Durand

Alta Golpada

O que fazer aos mega-ricos que comentem fraudes? Ben Stiller, Matthew Broderick, Casey Affleck e Gabourey Sidibe (“Precious”) parecem ter a solução. A comédia de Brett Ratner é perfeita para os tempos de crise. Os trabalhadores da torre de luxo onde vive um empresário milionário decidem roubar o empresário Arthur Shaw que os enganou com um esquema financeiro. Eles querem roubar-lhe 20 milhões de dólares. Regra nº 1 de Eddie Murphy: “Num assalto tudo pode mudar rapidamente e temos de saber nos adaptar”.

Estreia prevista: 10 de Novembro

Realizador: Brett Ratner

Actores: Eddie Murphy, Ben Stiller, Casey Affleck, Matthew Broderick e Alan Alda

The Ides of March

Mergulhamos na máquina de uma campanha presidencial nos Estados Unidos. George Clooney é o candidato e Ryan Gosling o jovem estratega encarregue de lidar com os media. Quando ele descobre um segredo capaz de destruir a campanha, vê-se encurralado. Deverá optar pelos seus valores morais e revelar a verdade ou fazer tudo para ganhar? Esta é a questão.

Estreia prevista: 10 de Novembro

Realizador: George Clooney

Actores: Paul Giamatti, George Clooney, Philip Seymour Hoffman e Ryan Gosling

La Piel que Habito

O realizador espanhol Pedro Almodóvar esteve nomeado para a Palma de Ouro com este filme protagonizado por António Banderas. Um cirurgião plástico cria uma pele sintética capaz de suportar tudo. Como cobaia tem uma misteriosa mulher por quem está obcecado. Mas que consequências podem surgir desta criação?

Estreia prevista: 17 de Novembro

Realizador: Pedro Almodóvar

Actores: António Banderas, Elena Anaya e Jan Cornet

O Gato das Botas

No segundo filme “Shrek”, o Gato das Botas conseguiu roubou um bocadinho a cena ao monstro verde. Percebeu-se que este valente e vaidoso gato tinha muito para dar. Finalmente, a Pixar emancipou o boneco com voz de António Banderas. Chris Miller dirige esta aventura e encontrou a parceira ideal: Salma Hayek, em forma de gata.

Estreia prevista: 1 de Dezembro

Realizador: Chris Miller

Actores: António Banderas, Salma Hayek e Zach Galifianakis

Moneyball

Filme adequado para quem sonha em mudar o sistema. Baseado numa história real, Bennett Miller realiza a película sobre Billy Beane [Brad Pitt] que gere Oakland Athetics e descobre que a sabedoria do jogo de baseball está errada. Com uma equipa fraquinha, pouco dinheiro e a ajuda de um programa de estatísticas feitas por computador, vai tentar mudar tudo. Garantimos que não se trata apenas de um filme para fãs de desporto. Aqui fala-se de revolução.

Estreia prevista: 1 de Dezembro

Realizador: Bennett Miller

Actores: Brad Pitt, Robin Wright e Jonah Hill

Drive

Ryan Gosling é um duplo de carros que gosta de acção e aventura. No meio das suas actividades paralelas – gosta de trabalhar como motorista de criminosos – ele acaba por se envolver num crime muito mais complicado. O filme de Nicolas Winding Refn recebeu o prémio de Melhor Realizador em Cannes.

Estreia prevista: 8 de Dezembro

Realizador: Nicolas Winding Refn

Actores: Ryan Gosling, Carey Mulligan e Bryan Cranston

Carnage

Quatro pessoas, dois casais e uma casa. Mais do que suficiente para 1h19 de entretenimento puro, com espaço para reflexões. Em Brooklyn, quatro pais resolvem o problema entre os seus filhos. Um deles agrediu os outros. À medida que o tempo passa, os conflitos aumentam, o comportamento dos adultos torna-se mais infantil e o caos hilariante surge.

Estreia prevista: 29 de Dezembro

Realizador: Roman Polanski

Actores: Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz e John C. Reilly »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/144613-avanco-temporada-12-filmes-que-o-outono-tem-nos-dar, a 23 de Agosto de 2011, em Jornal I

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Uma Entrevista a… Claudia Vieira…

Entrevista a Cláudia Vieira... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago uma entrevista que o Jornal I fez a Claudia Vieira…

« Cláudia Vieira. “De repente passei também a ser um cromo do Bollycao. Foi um choque

Nada de saltos altos, maquilhagem exagerada, roupas justas ou penteados elaborados. Cláudia Vieira, 33 anos, apareceu de calças largas e sapatos rasos, com algum medo, confessado depois, da entrevista. No final respirou de alívio e agradeceu as perguntas pouco invasivas. Apesar disso falou com o mesmo à-vontade com que sorri para a máquina do fotógrafo, que teve de lhe dar poucas indicações. Contou-nos de como recusou inscrever-se numa agência de modelos que queria que ela emagrecesse seis quilos. Falou do perigo do deslumbramento da série “Morangos com Açúcar” e da filha Maria, que nasceu um mês antes do esperado.

Disse numa entrevista que a representação foi o encontrar do seu rumo. Andava perdida?

Não andava perdida, mas sabia que estava a utilizar muito a minha imagem e que era uma altura para ganhar dinheiro, fazer coisas giras, conhecer pessoas novas. Um mundo diferente da minha infância, daquilo que tinha vivido até então, mas que não era, de forma alguma, uma actividade de futuro e não estava totalmente definido o que é que ia ser a minha vida. O contacto com a representação foi muito especial por diversos motivos mas principalmente porque encontrei o meu caminho e aquilo que quero fazer.

Como é que foi parar à moda?

Os convites começaram desde cedo. Aos 14 anos já me abordavam na rua porque era muito magra e bastante alta. Os meus pais são um bocadinho conservadores, mais o meu pai, e não era uma coisa que ele achasse muita piada. E as coisas foram andando. Até que aos 18 anos participei num concurso de misses, só por piada, aquelas coisinhas de terras pequenas e conheci um rapaz que era manequim. Ele levou-me a uma agência onde me disseram que tinha de perder peso, peso que eu me tinha esforçado imenso para ganhar. Ainda por cima estava realmente a sentir- me bem assim. Tinha de perder peso, escadear o cabelo e dar uma lavagem à minha imagem. Aquilo assustou-me um bocadinho e voltei a ficar de pé atrás.

Foi uma abordagem um bocado agressiva.

Foi. Porque eu era daquelas pessoas um bocado complexadas por ser magricela. De repente, naquela idade dos 16, 17 anos, consegui ganhar peso e para mim era uma satisfação, sentia-me muito mais bonita e muito mais mulher, coisa a que nessa altura damos muito mais importância. Chegar a uma agência e dizerem–me que eu tinha de perder uns seis ou sete quilos que era provavelmente aquilo que eu tinha ganho, foi assustador e estranhíssimo. E foi definitivo porque pensei: “Eu não quero isto tanto assim”. Achava que era um mundo giro de conhecer mas não era um sonho especial como o de tantas meninas que vão parar à moda. E desisti. Mais tarde, por contactos com pessoas amigas do meio, foram surgindo mais convites, às vezes de clientes mais do que de agências e fui fazendo umas coisas. Acabei por me inscrever numa agência e comecei a fazer muita publicidade para televisão, fotografia, alguns desfiles. Nunca fui manequim de desfilar na Moda Lisboa ou Portugal Fashion. Quando podia ter entrado nesse registo mais de moda, foi precisamente quando fiz o casting para os “Morangos com Açúcar”.

Pensou que os “Morangos com Açúcar” se transformassem num fenómeno?

Como fiz parte da segunda série já tinha a noção que aquilo iria provocar uma mudança na minha vida. Não sabia é que seria uma mudança tão grande nem que a série fosse tão duradora. Quando fiz o casting não o fiz totalmente motivada ou a achar que poderia ficar. Fiz da mesma forma que fazia os da publicidade, como um trabalho específico e pontual. Quando percebi que ia ficar e que seria a protagonista tive noção que a mudança ia acontecer. Aliás, liguei à minha mãe assim que soube e ela não teve a mesma reacção que eu e disse: “Parabéns filha”, da mesma forma que o fazia quando eu ganhava um casting de publicidade. “Mãe, não estás a perceber, eu vou fazer os ”Morangos com Açúcar”, uma série que está a ser um sucesso incrível e ainda por cima vou ser a protagonista. Isto vai implicar com a minha vida e se calhar com a vossa”. E a minha mãe: “Que exagero, vais ver que não vai ser nada assim”.

E a vida mudou mesmo?

Mudou, mesmo. Naquele ano acho que a minha família ainda sentiu mais a mudança do que eu própria, porque aquilo era tão intenso a nível de horários e de foco no trabalho, a dedicação que exigiu da minha parte, que ainda por cima não tinha formação naquela área, foi levada a um tal extremo que os meus pais, irmãos e amigos é que tiveram a noção do efeito que estava a ter. Eu acordava de manhã para ir gravar e saía de lá à noite com os textos para o dia seguinte. E começaram a aperecer muitos convites de trabalho.

Disse que não a muita coisa?

Inevitavelmente tive de dizer, mas naquela altura pensamos que não sabemos quanto tempo aquilo vai durar.

Isso acontece muito, o medo que acabe tudo?

Acontece um pouco de tudo. Naquele momento a sensação era que tinha realmente de aproveitar aquele fenómeno dos “Morangos” e tudo o que estava a provocar na minha vida. Os convites que estava a ter e o que aqueles dois anos de trabalho poderiam significar para mim a nível de contactos noutras áreas e por aí fora. Depois tive de dizer que não porque não tinha tempo. Era a loucura. Muitas vezes eu e o Pedro [Teixeira] trabalhávamos de segunda a sábado e ao domingo íamos fazer um trabalho de outras coisas que surgiam. E isso foi continuando.

Tinha 26 anos, na altura. Já não era uma criança, mas para os mais novos há o perigo de se ficar deslumbrado?

Sim. Eu tinha 26 anos, uma idade que não me permitiu esse tipo de deslumbramento. Além disso já tinha passado por várias experiências. Tinha aberto uma empresa na área das promoções, com estratégias de promoção de determinadas marcas e acções de Verão. Mas para uma criança, um jovem de 16, 17 anos, ser solicitado para mil e uma situações e ser cada vez mais valorizado, com cachets cada vez maiores e sentir que são os ídolos dos miúdos de 13, 14 anos, acho que pode ser muito perigoso. Acima de tudo é muito fácil acreditar que a partir dali a vida muda. A mudança acontece mas pode ser momentânea. De repente sentes-te especial e importante. Necessário, quase, na sociedade, o que é um bocadinho relativo. Ou se tem uma base muito boa e se sabe realmente o que é importante na vida ou tem de se ter pessoas à volta sempre a alertar e a dizer “cuidado que isto é assim este ano mas depois pode acabar”.

Às tantas não se tornou uma fábrica de meninos bonitos, todos iguais?

Completamente. Eu tive situações giríssimas de mães a virem ter comigo a dizer que tinham de levar as filhas ao cabeleireiro porque queriam um corte igual ao meu, mas tenho plena consciência que se tornou uma fábrica de meninos bonitos. Temos de perceber, nós, os tais meninos bonitos da altura, que a nossa imagem está a abrir portas, mas para nos mantermos é, se calhar, a primeira coisa a limitar a nossa evolução na representação. O teatro não exige que as pessoas sejam bonitas, exige que sejam muito boas profissionais. Há um estigma… agora cada vez há mais colegas de teatro que também fazem televisão. Há uma guerra de sobrevivência, quase.

Mas sentiu esse estigma?

Senti muito aquela coisa do “sou comercial, sou de televisão”. A televisão tem esse efeito. As pessoas gostam de ligar e de ver pessoas bonitas, não é de agora. No Brasil são maravilhosos e tentam que sejam os mais bonitos de todos. Nos “Morangos” isso acontecia, a selecção era feita pela imagem. Tentavam ver algum carisma, pessoas empáticas, porque isso é fundamental.

Quando era miúda também tinha ídolos, como os actores dos “Morangos com Açúcar” o são para os mais novos?

Tinha, mas na nossa altura os nossos ídolos não eram nacionais, eram daquelas séries que víamos, como “Beverly Hills” em que fazíamos a colecção dos cromos… e eu de repente passei a ser também um cromo do Bollycao! Foi um choque para mim.

E se um dia a sua filha, quando for mais crescida, também vir nesses miúdos ídolos?

Espero que isso aconteça, é sinal que continuamos a fazer boa ficção nacional. Se isso acontecer estou preparada para lhe dizer que aquelas pessoas não são mais do que ninguém, o trabalho que desempenham é que tem uma exposição muito grande porque entram em nossa casa e ficamos com a sensação que os conhecemos, mas que não têm nada a ver com as personagens que desempenham.

Qual foi o primeiro cachet que recebeu?

Assim a sério foi com a primeira campanha que fiz, para a MacDonalds. Lembro-me que ganhei 200 contos. Foi maravilhoso.

Como o gastou?

Serviram para ajudar na compra do carro. Juntei às economias que já tinha feito. Mas antes disso, com aquele concurso de miss que falei há pouco, também ganhei um valor qualquer em dinheiro e comprei uma acelera.

Cresceu onde?

Sou de Loures e cresci numa quinta, um ambiente muito pequeno em que toda a gente se conhecia. Cresci rodeada de animais, daqueles mesmo a sério, tipo galinhas, coelhos, ovelhas, cavalos. Tenho um contacto extremo com tudo o que é natureza, sou uma defensora de tudo o meta conservação e preservação do ambiente.

Os seus pais faziam o quê?

O meu pai tinha um oculista, a minha mãe era doméstica e andava sempre com os três para todo o lado. Tenho dois irmãos: um, dois anos mais velho e uma irmã, cinco anos mais nova. Sempre fomos muito dados a actividades desportivas porque a minha mãe sempre fez ginástica. Com cinco anos eu andava, para aí, em sete modalidades diferente. O meu irmão também. Atletismo, ballet, ginástica, andei na música, também. A minha irmã já não fez parte destas modalidades todas, não teve o mesmo contacto com o desporto. Ela focou-se mais nos estudos do que nós.

Estudou até que ano?

Fiz o 12º e não cheguei a avançar para a faculdade. Foi uma daquelas coisas que me ficou assim um bocadinho… tenho pena porque sempre gostei de estudar. Mas foi aquela coisa de me querer meter em tudo ao mesmo tempo. Isto contado assim pode parecer que dava tempo para tudo, mas a verdade é que quando comecei a fazer trabalhos de moda e figuração, ocupava-me muito tempo. E se no início o foco principal é a escola, quando entramos no mundo do trabalho começamos a distânciar-nos cada vez mais e a deixar coisas para trás. Depois houve um ano que pensei: “Este ano não me inscrevo na faculdade, está a correr tão bem, tenho uma série de trabalhos, fica para o ano”. Entretanto com a representação, em que fiz alguma formação, distanciei-me dos estudos.

Mas quando era miúda o que é que queria ser?

Inevitavelmente qualquer coisa ligada ao desporto. Como tinha este contacto desde miúda e foi o que segui no 10º ano, iria inscrever-me na Faculdade de Motricidade Humana. Queria ser professora de Educação Física, de ginástica, qualquer coisa relacionada com isso.

Gosta de fazer novelas?

As novelas têm um efeito muito engraçado. Há todo um entusiasmo por parte da coordenadora do projecto, da produção, dos próprios actores e realizadores de “vamos fazer a melhor novela de sempre”. Nos primeiros dois meses andamos sempre a descobrir coisas novas na personagem e a dar coisas novas até a quem está a escrever, ajudando a encontrar outras linhas da história. E isso é motivante.

E o lado mau?

O que se torna desagradável é o exagero de horas de trabalho, o exagero de tempo do projecto, porque normalmente vai de nove meses a um ano, em que todos os dias vestimos aquela personagem e de repente já não temos nada para dar. E depois há outra coisa que se torna desmotivante: não temos muito tempo para fazer muito bem. Se não for no primeiro take, tem de ser no segundo, no máximo ao terceiro. Às vezes sentimos que até estamos a fazer uma coisa com qualidade e depois vemos na televisão que não foi bem assim. Há coisas que se perdem e acaba por ser desmotivante e desprestigiante para o actor porque rouba muito do trabalho. Por outro lado quem tem a capacidade de desempenhar um bom papel numa novela, faz tudo.

Acha que as novelas nacionais são tão boas como as brasileiras?

Acho que estamos a caminhar para aí e cada vez estamos a fazer melhores novelas. Mas falta um bocadinho aquela parte da pessoa sentir necessidade de ver o episódio seguinte. Muitas vezes se não virmos um ou dois dias das nossas novelas, não se perde nada e isso é uma pena. Os brasileiros têm mais ginástica e capacidade de agarrar o espectador. E isso nota-se até nas co-produções que temos tido. Nesta novela, “Laços de Sangue”, que é uma co-produção com o Brasil, já se sente um bocadinho isso.

Vê-se a fazer isto para o resto da vida?

Vejo, quero muito fazer teatro, gostava de fazer cinema, e quero continuar a enriquecer profissionalmente. Mas também tenho muito a noção de onde vim, de quem sou. Sei que sou muito comercial, que vim da televisão. E se inicialmente comecei sem ter essa perspectiva, hoje tenho plena noção. E tive, nestes dois últimos anos da minha vida, contacto com uma área que foi muito gratificante, que foi a apresentação.

Gostou de apresentar o “Ídolos”?

Gostei, mas não me senti 100% confortável na primeira edição. Na segunda quase cheguei aos 100%, mas ainda não consegui. Provoca-me sempre muito nervosismo. Aquela coisa dos directos é sempre uma pressão muito grande para mim. Gosto muito de comunicar e de saber que estou a entrar na casa das pessoas mas provoca-me um nervosismo tal que… ainda por cima comecei com um formato que já vinha com grande sucesso anterior. E tinha de tudo: contacto com grandes multidões em que tínhamos de pôr toda a gente a cantar, e depois as galas em directo em que podia acontecer tudo. E hoje em dia qualquer asneirada que se faça vai logo para o youtube.

Mas no “Ídolos” não havia teleponto?

Havia, mas nem sempre dava para usar. Quando estávamos colocados fora do palco, tínhamos de lançar actuações sem o teleponto. Eu ficava sempre a pensar: “Será que lancei a actuação certa, será que disse o nome da concorrente certa?”

Nos EUA todos os concorrentes que ganham o programa têm carreira garantida, ao contrário de cá. Pensava nisso, na possibilidade de não terem futuro?

Com tanto contacto com eles vemos tanto potencial e talento que acabamos por acreditar que vão sair dali carreiras. Naquele momento eu não tinha dúvidas que aquelas pessoas tinham dado um passo ao encontro daquilo que iriam fazer e que se iriam tornar grandes artistas. Cá ou lá fora. Naquele momento eu estava a acreditar que isso ia acontecer. Depois… o tempo vai passando mas acredito que alguns deles vão conseguir construir carreiras como o Rui Veloso, por exemplo. O potencial está lá. Temos é um mercado muito pequenino.

A televisão vive muito da imagem. Preocupa-se muito com isso quando sai à rua?

Não tenho essa preocupação quando saio de casa de manhã. Embora, infelizmente, já tenha visto imagens minhas a despejar o lixo, a levar a minha filha à escola ou a passear o meu cão, desgrenhada. Mas para me manter sã e bem comigo não posso ter essa preocupação de pôr uma basezinha ou um rimel antes de sair de casa porque posso ser apanhada. Isso seria um drama para mim. E eu lido bem comigo mesma sem produção.

Está com o Pedro Teixeira há sete anos, desde que se conheceram nos “Morangos com Açúcar”. São um caso raro de um casal da televisão que não se separou à velocidade da luz.

Acho que é porque continuamos a ser as pessoas que sempre fomos, temos amigos antes desta coisa da televisão e temos ao nosso lado as pessoas certas para se preocuparem com a parte da carreira e de dar os passos certos. Não vivemos nessa sombra de “o que é que temos de fazer para a nossa carreira não acabar daqui a dois ou três anos”. Nada disso. Não vivemos reféns de ter sucesso ou manter a carreira de forma desesperada. E não somos competitivos. O Pedro sabe qual é o meu posicionamento no mercado e eu sei qual é o dele e ninguém critica ninguém pelos passos que dá. Vivemos de forma descontraída.

Que idade tem a vossa filha?

Tem 15 meses.

Estava muito nervosa nas semanas antes do nascimento?

Não, porque a Maria chegou um mês antes do que era suposto e fui apanhada de surpresa. Estávamos num jantar e tivemos de ir ao hospital porque estava com contracções. De repente já não saí de lá porque já tinham rebentado as águas e eu não tinha dado por nada. No momento em que a médica disse que ela ia nascer naquela noite é que fiquei em pânico, apesar de saber que ia ser cesariana porque ela estava sentada. O meu ritmo era tão grande que acho que a minha filha se sentou e pensou : “Não vou ficar aqui de cabeça para baixo senão esta não vai parar”. Estes 15 meses têm sido maravilhosos. É mesmo a melhor coisa do mundo e não há nada que se compare. Podes ser profissionalmente muito realizada, orgulhosa e satisfeita mas para mim, ser mãe, é o maior orgulho que posso ter.

Para além da filha, também há um cão na família.

O Yoshi, que tem cinco anos. É um Golden Retriever e é o melhor cão do mundo. É super educado, acompanha-me para todo o lado.

Ele dá-se bem com a Maria, não teve ciúmes?

Teve, teve alguns ciúmes. Mas fiz uma coisa que me ensinaram e resultou. Quando fui para o hospital ter a Maria, a primeira peça que ela vestiu veio para casa, com o cheiro dela e o meu, inevitavelmente, e pusemos junto dele. Para ele perceber que havia mais alguém. Antes disso também punha a barriga junto dele, mas não sei até que ponto é que ele estava a perceber ou não. Mas lembro-me dele ser muito cuidadoso com a minha sobrinha, que tem hoje 6 anos, com quem cresceu. Com a Maria não é tanto. Às vezes dá-lhe assim um encontrão do tipo: “Não estou nem aí, ela tem sempre a atenção deles, toma”. Mas foi fácil. Ele não teve alteração nenhuma na rotina, continua a ir para o nosso quarto, onde dormimos todos. Ele tem a almofada dele, a Maria tem a caminha dela e nós temos a nossa cama. Também não sou stressada com o pêlo dele que às vezes até há na cara da minha filha. Tenho logo a preocupação de tirar, mas ela agarra nele e dá-lhe beijos e ele a ela. Eu fui criada assim e não me fez mal nenhum, pelo contrário. Acho que até é saudável. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/144381-claudia-vieira-de-repente-passei-tambem-ser-um-cromo-do-bollycao-foi-um-choque, a 22 de Agosto de 2011, em Jornal I

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Conheça Coisas Boas Na… Margem Sul…

Maegem Sul... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago um artigo para se começar bem a semana…

« Margem Sul cool: fuja do trânsito e vá petiscar

Ao contrário da crença (im)popular, a Margem Sul não é um deserto. Mas pode ser um pesadelo de trânsito se insistir em debandar das praias às mesmas horas que a restante população. E quem é que gosta de uma seca de duas horas depois de um dia tão bem passado? Sobretudo quando o corpo grita por alimento que não venha entre duas fatias de pão. Em vez de ir para casa ao final do dia, damos-lhe sugestões para matar a fome e as horas de trânsito. Setúbal, Sesimbra, Meco, Comporta, Arrábida ou Costa da Caparica. Há restaurantes para todos os gostos

Para quem vem da Caparica

 

Costa da caparica
Tasca do Nana

Pode optar pelo peixe, que é sempre fresco, claro, ou não fosse a Costa da Caparica uma terra de pescadores. Se quiser também pode optar pela carne (entrecosto, secretos e afins) que ninguém o vai julgar. Faça o que fizer, não saia sem provar o arroz de grelos. Garantimos que vale mesmo a pena. Malandro como deve ser, em tachinho de barro, a fumegar, acabado de fazer. Cuidado com o pão, o chourição e o queijo amanteigado das entradas: guarde espaço para os pratos principais.

Rua Manuel Silvestre Costa, nº 5 B, Costa da Caparica. 212 913 638

charneca da caparica
Oh Carlos

Entre o rodízio de sardinhas, um verdadeiro festim deste peixe estival, o marisco fresquinho, os croquetes de alheira, os carapaus, a carne de porco, vaca, arroz de marisco e afins, bifes para os mais simples, ameijoas e cadelinhas ou ostras para os mais requintados, este restaurante tem tudo o que precisa para um belo fim de dia, uma bela despedida da praia, um dia em cheio.

Rua Pedro Costa, 1247, Charneca da Caparica. 212961128

almada
tapada dos frades

Ao contrário das sugestões anteriores, aqui não há peixe para ninguém. Para desenjoar do cheiro a maresia, nada como atirar-se às tapas de belo presunto e ao copo de vinho português. Se achar que bebeu de mais, tem bom remédio: este restaurante, que até enlatados bons vende, entre as mesas de madeira típicas e bancos corridos, fica mesmo ao pé dos barcos de Cacilhas.

Rua Cândido dos Reis, 88-94, Cacilhas. 967759953

 

Para quem vem do Meco

 

aldeia do meco
Tasca do Domingos
Aqui quem põe a mesa é o cliente. Não há mordomias para ninguém. Ainda assim, está sempre cheio, pelo que se pede um pouco de paciência. Os petiscos são bons e variados, desde salada de polvo a mexilhões. Não caia no erro de tentar enganar o senhor Domingos só porque ele não escreve num papel tudo o que pediu ao balcão: fica tudo apontado na cabeça. Não se entusiasme, olhe que de petisco em petisco pode ter um desgosto com a conta.

Rua do Comércio, 26, Aldeia do Meco. 212 683 511

 

celmar
Este é para quem sai da praia com a barriga a dar horas e com o estômago colado às costas a pedir alimento. Comece com as saladas de mexilhão, ovas ou camarão. Siga para o casco de sapateira, entregue-se ao fondue de lagosta com gambas ou à caldeirada de espadarte. Se preferir uma massada de peixe também se arranja, ou até um ensopado de enguias. Para quem prefere carne mas não quer bifes, há javali e coelho à caçador.

Rua Central do Meco, Aldeia do Meco.  212683704

 

sesimbra
O rodinhas
Se quiser os melhores caracóis dos arredores, é aqui que os encontra. Se não for fã, não se preocupe, também há outros petiscos. Choco frito, ameijoas, mexilhão à espanhola ou lagostins grelhados. Não deixe de se entregar aos doces. Ouvimos dizer que o pudim de caramelo com bolachas e natas (um dia não dias), é muito bom.

Rua Marquês de Pombal 25, Sesimbra. 963166695

 

para quem vem da arrábida

SETÚBAL
A TASCA DO CHICO DA CANA
Dizem os entendidos que é aqui que se encontram os melhores salmonetes da região. As sardinhas também não ficam atrás. E sim, há choco frito, claro que há, estamos a falar de Setúbal. Não se preocupe com isso. O Chico da Cana, senhor que dá nome a esta tasca, foi um dos principais músicos populares da cidade e que transformou a cana num instrumento musical. Mas não irá encontrá-lo lá, o senhor já morreu.

Travessa Seixal, n.º 8, Setúbal. 265 233 255

 

novo 10
Em Setúbal, coma peixe e choco frito. Não vai encontrar melhor. No entanto se o seu estômago ansiar por uma carne suculenta, nada tema, aqui também se arranja. Renda-se aos secretos, medalhões ou plumas de porco preto. Mas tenha em conta que há todo um mundo lagosta, cherne e mexilhão para explorar. Mesmo de frente para a fonte luminosa de Setúbal, este restaurante oferece um ambiente típico, de azulejos e mesas escuras.

Avenida Luísa Todi, 420/2, Setúbal. 265525212

 

azeitão
restaurante azeitão
Se quiser passar por este restaurante, recomenda-se que limpe a areia dos pés, calce uns sapatos e vista umas calças. Trata-se de um local mais requintado que serve magret de pato com carpaccio de manga e lombo de robalo grelhada. As entradas são de chorar por mais e dão para duas pessoas. Perca a cabeça e entregue-se a elas, como se não houvesse mais pratos. Há casca de batata frita com natas, camembert assado com azeite ou queijo de azeitão gratinado com mel.

Quinta do Peru, Alameda da Serra, 2, Quinta do Conde. 212 134 325

 

para quem vem da comporta/tróia

comporta
o zé
Se anda saudoso de um arroz de lingueirão mas não tem tempo para rumar ao Algarve, este restaurante tem a solução: arroz malandrinho de lingueirão e ovas fritas. E também há a versão risotto. Para não falar do arroz de tamboril, camarão ou lagosta. Mais uma vez, e para não variar, as entradas são obrigatórias: morcela de porco preto com puré de maçã, ovos mexidos com farinheira de porco preto, peixinhos da horta e mais uma infinidade de coisas para o deixar satisfeito depois de um dia ao sol.

Rua do Comércio, 10, Comporta. 265 497220

 

A Dona Bia
Este restaurante bem português fica ali a meio caminho entre a Comporta e o Carvalhal, na estrada que liga as duas localidades. Para comer há canja de cherne com espinafres e ameijoas, sopa de cação, filetes de peixe galo com açorda de ovas e pataniscas, o que nos parece muito bem.

Estrada Nacional 261, Torre. 265497557

 

a escola
Esteja descansado que não o estamos a convidar para jantar numa cantina cheia de crianças aos gritos, tabuleiros de plástico e arroz que mais parece massa de vidraceiro. É que este restaurante tomou de assalto uma antiga escola primária, daquelas típicas dos anos 50. A ementa tem iguarias onde o coelho é rei, tão apelativas como açorda de coelho bravo, empada de coelho bravo ou coelho de coentrada. A linguiça frita com pimentos desfiados também é aconselhável. Um conselho: vá cheio de fome.

Estrada Nacional 253, Cachopos, Comporta. 265612816 »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/143949-margem-sul-cool-fuja-do-transito-e-va-petiscar, a 19 de Agosto de 2011, em Jornal I

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