Conheça Um Pouco Mais Os Habitantes da Casa dos Segredos…

Casa Dos Segredos 2 Fonte: http://www.gostotv.com

Hoje trago um artigo que pode ajudar a compreender a casa dos segredos para os mais desatentos…

« Casa dos Segredos. Eu sei que tu sabes que todos eles sabem

O que é preciso para estar lá dentro? A partir dos BIs oficiais, traçamos o perfil dos concorrentes do reality show, que no último domingo chegou a atingir uma audiência de dois milhões

Ter o apelido abreviado

É o caso das Danielas P. e S., (não confudir com post scriptum) e dos Joões F., J. e M. Confuso? Não pense mais nisso. Para baralhar ainda mais, tente descobrir quem é quem. Temos a psicóloga divorciada que gosta de jogos de lógica; o encarregado industrial numa fábrica de mármores e granitos do pai que toca acordeão em dois ranchos e é fã de touradas; a praticante de artes marciais que adora futebol (“ver e jogar”) – é que podia ser só uma das duas hipóteses; o tipo que sonha em ser pai; e o estudante de gestão que já foi vice-campeão de Muay Thay.

Ter um nome com um leve toque estrangeiro

Delphine tem 19 anos, praticou ballet clássico, e “vem de Caminha” – como podia vir de Toulouse ou Lyon. Humilha qualquer pessoa que só saiba tocar ferrinhos, já que domina a flauta, o clarinete, o piano, o orgão e a guitarra. Já Fanny é assistente dentária mas gostava de ser médica legista. Vem da Suíça e diz que o telemóvel é “vital na sua vida”. Tal como um curso para andar a dissecar cadáveres, já agora. Cleide, advogada estagiária, tem “boa imagem”. Ainda assim confessa-se “tímida”.

Perder (ou ganhar, consoante a perspectiva) várias horas no ginásio

Joao F. tem o “culto do corpo”. Entre uma pirâmide de chocolate e uma bola de Berlim, o pasteleiro Marco faz musculação todos os dias. Carlos é outro frequentador assíduo das máquinas, tal como Paulo, que se preocupa bastante com a “aparência”, pratica Jiu jitsu e ainda trabalha os músculos. Miguel faz bodybuilding e vai “duas vezes ao ginásio por dia”. No tempo que lhe sobra, dorme. O seu maior sonho é “aparecer na capa de uma revista de fitness”.

Possuir uma qualidade raríssima

Sónia, professora de História de Arte, gostava de ser designer de moda, e tem tudo para consegui-lo – descrevem-na como “culta”. Filipe, advogado estagiário boémio, adora Bocage e Shakespeare e gosta de “discutir política”, assunto muito convocado num reality show. Teresa, estudante de turismo na faculdade de letras da Universidade de Coimbra, “nunca chumbou”. Palmas a dobrar já que trabalha à noite para pagar os estudos. Miguel “não come fritos nem doces”. Daniela S. é “observadora”. E por aqui ficamos, no caso de estarmos a ser vistos.

Querer ser famoso (e frisá-lo bem para que não restem dúvidas)

Cátia é auxiliar de acção médica, mas gostava de ser actriz. Já fez figuração nos Morangos com Açúcar. Gosta de Rihanna e Eminem e concorre “para se tornar conhecida e para tentar a sorte no mundo da televisão”. O pasteleiro Marco concorre “pela fama e pelo dinheiro”. Paulo “quer ser famoso e sair da rotina”. Mais novidades só no continente dos reality shows chamado TVI.

Ser franco, acima de tudo

Nádia vive em Queluz e assume-se como “manipuladora e jogadora”, reminiscências, estamos em crer, de uma “adolescência rebelde”. João J. quer “entrar para vencer”. Paulo assume-se como “líder e jogador”. Nos entretantos, aprecia música africana. Daniela P. entrou na Casa “para se tornar mais famosa e tentar entrar definitivamente no mundo do espectáculo” – por favor, atente no “mais” e no “definitivamente”, antes de saltar para a característica que se segue.

Padecer de alguma coisa estranha

Pedro tem 27 anos e diz que lhe foi diagnosticado “poliamor”. Bancário, barman e estudante de Ciências do Consumo, gosta de festas e do “ambiente nocturno”, o contexto ideal para encontrar solução para o diagnóstico. João F. “irrita-se quando tem sono ou fome.”

Ter um atributo físico distintivo

Ricardo, o pasteleiro que tem uma banda de reggae e rap e quer ser psicólogo ou sociólogo [pausa para respirar fundo] considera-se “um gigante (tem 1,96 m) com bom coração”. Susana, bailarina de striptease, é muito exigente com o corpo. Já fez “várias operações plásticas”, uma das quais salta à vista e garante-lhe a sobrevivência em casa de inundação na Casa dos Segredos.

Não ter medo de agulhas

O cabeleireiro Carlos gostava de ser tatuador. Se lá chega não sabemos, mas tem inúmeras tatuagens espalhadas pelo corpo. Ricardo, o tal que mede 1,96 metros e tem bom coração, “tem muitas tatuagens”. Pele não lhe falta para passar um dia no Miami Ink.

Ter uma relação estreita com a noite

Uma bailarina de striptease, um segurança de discotecas, um barman, um psicólogo clínico que adora “festas da espuma” . Podia ser a discoteca Viking no Cais do Sodré, mas é só uma casa na Venda do Pinheiro. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/151547-casa-dos-segredos-eu-sei-que-tu-sabes-que-todos-eles-sabem, a 27 de Setembro de 2011, em Jornal I

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Como Poupar Nas Compras Lá Para Casa…Veja Onde Neste Momento É Mais Barato…

Onde Comprar Mais Barato.... Fonte: http://www.hunkstreets.com

Hoje trago um artigo interessante, pois pode ajudar nas poupanças mensais, e com grande retorno ao final do ano…

« Pode poupar 500 euros, se escolher o supermercado mais barato

A PROTESTE visitou 578 lojas de todo o país para ajudar a poupar nas compras e revela onde se encontram os preços mais mais baixos na grande distribuição em Portugal. Dos 50 supermercados mais baratos, apenas 12 se encontram no sul do país.

A revista dos consumidores analisou 64 950 preços para 3 cabazes: um com 100 produtos de características definidas, destinado a quem privilegia as marcas do fabricante; outro com 81 produtos, a pensar em quem escolhe o mais barato; e outro com 59 produtos apenas de marca própria das superfícies (marca do distribuidor). Na avaliação global, os preços mais baixos moram nas lojas dos Mosqueteiros e do Continente.

Para encher o carrinho do cabaz 1, há cinco vencedores com o título de cam­peão dos preços mais baixos: quatro do grupo Os Mosqueteiros (Ecomarché, de Vila Pouca de Aguiar, e Intermarché de Ferreiras, Portalegre e Torres Novas) e um Continente Modelo, de Esposende. A 2.ª posição é ocupada por cinco lojas dos Mosqueteiros, acompanhadas por um Continente e outro Continen­te Modelo. Mais três lojas do Intermarché arrebatam a 3.ª posição, acompa­nhadas pelo Jumbo, de Rio Tinto.

Na guerra dos preços baixos, a PROTESTE destaca o domínio do Norte e Cen­tro do País: “dos 50 supermercados mais baratos, apenas 12 moram no Sul”, conclui. Entrar na morada certa vale centenas de euros no seu orçamento. Por exemplo, para uma despesa mensal de € 150 na cidade de Lisboa, quem com­pra no Japão (R. Morais Soares) gasta mais € 404 por ano do que se escolher o Continente Bom Dia (R. Agostinho Neto).

No confronto por cadeias, as várias insígnias do Continente e Ecomarché arrasam a concorrência no cabaz 1. Isolada a liderar no cabaz 2, a cadeia Eco­marché é a melhor opção. Já para o cabaz 3 as marcas próprias das diferentes cadeias pautam-se por não apresentarem uma grande diferença de preços. Ainda assim, Continente e Pingo Doce são os campeões.

Os produtos com a marca do distribuidor permitem, em média, uma pou­pança de 30% face às marcas do fabricante. A poupança atinge 38% na ca­deia Minipreço, mas fica-se pelos 26% nas lojas Supercor.

Veja mais na Proteste

@SAPO

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.* »

In: http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1188713.html#page=1, a 26 de Setembro de 2011, em Sapo Notícias.

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Conheça o Hyunday Veloster…

Hoje e para se começar bem a semana, trago a sugestão de um novo automóvel, desta feita da Hyunday

« Romper com os conceitos tradicionais para criar e conquistar um nicho de clientes

A Hyundai tem no Veloster uma proposta original, com uma porta do lado do condutor e duas portas do lado contrário. É giro e funcional

 Nunca houve tantos construtores a lançarem automóveis destinados a nichos de mercado muito especiais como actualmente. A receita começou a intensificar-se na segunda metade da década de 1980, quando os construtores de viaturas todo-o-terreno chegaram à conclusão que a maior parte dos utilizadores de jipes, a maior aventura a que levavam os seus carros era subir os passeios nas cidades, e vá de aligeirá-los. Nasceram assim os SUV, já sem o robusto chassis em escada e sem caixas de redutoras, construídos a partir de plataformas já existentes na marca em automóveis de turismo.

Depois disso foram aparecendo variações à volta do tema, até que no início de 2007 a Nissan revelou o Qashqai, um conceito de automóvel que cruza um SUV com a funcionalidade de um carro de passageiros e com o ar mais agressivo de um desportivo. Foi um êxito.

Mais recentemente, a Citroën (com o DS3), a Honda (CR-Z), a Peugeot (RCZ) e a Renault (Mégane Coupé) também investiram em conceitos diferentes e o público aderiu. A Hyundai fez o mesmo com o Veloster, cruzando um desportivo com um coupé (visto do lado do condutor é a essa a imagem com que se fica, mas, se dermos a volta ao carro e formos para o lado do passageiro, o que teremos é a imagem de uma berlina de quatro portas).

Num spot de publicidade falado em holandês que anda pela internet é curioso o lema do carro: as portas do lado certo.

Todo o carro está bem pensado e desenhado, com interiores de boa qualidade, instrumentação bem posicionada e a posição de condução agradável e de fácil adaptação.

O maior óbice no capítulo da habitabilidade é a altura dos assentos traseiros ao tejadilho, que, como é um pouco cortado, obriga a que os passageiros com mais de 1,80 metros viajem com a cabeça muito próxima ou mesmo a roçar o tecto.

Como se imagina, o acesso aos bancos traseiros apenas se faz pela porta do lado do passageiro, uma porta de dimensões normais numa berlina compacta do segmento C, igual à porta dianteira desse lado. Já a porta do lado do condutor é maior, igual à de um duas portas, mas não permite o acesso normal à parte de trás.

O maior óbice, no entanto, é a motorização única que o Veloster tem, o motor a gasolina 1.6 de injecção directa, com 140 cv. Sabendo-se que no mercado europeu as mecânicas diesel são as preferidas por mais de metade dos utilizadores e que neste segmento essa preferência subirá até perto dos 80%. A inexistência desse tipo de propulsor pode restringir–lhe bastante as vendas. Segundo sabemos, aos responsáveis pela marca coreana nem sequer estão a pôr a hipótese de vir a lançar uma versão diesel, sendo muito mais provável que surja a versão 2 litros a gasolina a pensar no mercado norte-americano.

Em Portugal está disponível em dois níveis de equipamento, Confort e Style.

Na versão de entrada, que custa 22 880 euros, conta com luzes diurnas, faróis de nevoeiro, airbags frontais, laterais e de cortina, controlo de tracção e de estabilidade, pressão dos pneus, sensores de luz e chuva, alarme, ar condicionado, computador de bordo, volante com regulação em altura e profundidade, rádio com leitor de MP3 e porta auxiliar USB, Bluetooth com reconhecimento de voz e comandos no volante, pedais desportivos e vidros eléctricos à frente e atrás. A versão Style, disponível por 24 990 euros, acrescenta retrovisores com rebatimento eléctrico, banco do condutor com regulação eléctrica, cruise control e bancos parcialmente em pelo. Como extras há na versão Confort sensores de ajuda ao estacionamento traseiro e na versão Style sensores com câmara de vídeo, tecto panorâmico, sistema de navegação e bancos em pele. A caixa automática é também um extra e custa mais 2500 euros. »

In:  http://www.ionline.pt/conteudo/151372-romper-com-os-conceitos-tradicionais-criar-e-conquistar-um-nicho-clientes, a 23 de Setembro de 2011, em Jornal I

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Receita de Francesinha…

Francesinha... Fonte: http://paracozinhar.blogspot.com

Hoje trago um artigo que é sempre bom, pelo menos quando terminamos as férias, desta feita, e por ser Domingo, vou brindar os meus seguidores com uma receita de francesinha.

«  (…)

Ingredientes (para 2 francesinhas):

4 fatias de Pão de forma (eu usei sem côdea)
2 Bifanas de porco
2 salsichas de frasco
2 linguiças
2 fatias de queijo
2 fatias de fiambre

Molho Francesinha:
1 cerveja
1 cálice de vinho do porto
1 caldo knorr de carne
2 folhas de louro
1 dl de leite com 1 colher de sopa de maisena desfeita
2 colheres de sopa de polpa de tomate
1 colher de sopa de azeite
piri piri a gosto

Preparação:

Começe por fazer o molho: junte todos os ingredientes e leve a lume brando até reduzir para metade e ficar um molho espesso, o que demora cerca de 30 minutos!
Entretanto tempere as bifanas de sal e grelhe-as. Torre ligeiramente as fatias de pão de forma.
Num prato que possa ir ao forno coloque 1 fatia de pão de forma, a bifana grelhada, sobre esta a salsicha ao meio no comprimento e na largura, a fatia de fiambre e a linguiça cortada como a salsicha. Tape com a outra fatia de pão de forma e coloque sobre esta 1 fatia de queijo.
Depois de montadas as francesinhas, coloque sobre elas o molho bem quente e leve ao forno previamente aquecido para derreter o queijo.
Sirva de imediato!
Pode acompanhar com umas batatas fritas!

Bom Apetite! »

In: http://paracozinhar.blogspot.com/2007/02/francesinhas.html, a 24 de Setembro de 2011

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Agenda Para Este Fim Semana…

Hoje trago novamente a agenda para o fim de semana…

« Agenda de fim-de-semana

 

Os festivais continuam em Setembro e o da Vidigueira vai dar que falar. Mas se o mês das vindimas pedir roteiros culturais mais cosmopolitas as propostas estão aí em força. Jazz, música clássica, indie, rock n’roll, exposições, desfile de robertos capital fora ou alimentação verde e práticas ecológicas. Rasgue estas páginas e não saia de casa sem as levar no bolso

 

HOJE

Your brother. Remember?
Culturgest, Lisboa
21h30
Preço: 15€; 5€ até aos 30 anos

O conceito parte de fotografias, mas combina filmes caseiros, excertos de filmes de Hollywood e representação ao vivo.
A concepção, a encenação, a montagem e a interpretação são de Zachary Oberzan. O espectáculo é em inglês com legendas em português.

Noiserv
mercado quebra costas, coimbra
21h30

O concerto é no Pátio do Castilho e Noiserv não é o único a dar música. Os Memória de Peixe também sobem ao palco, com a sua já característica loopstation.

Festa de lançamento do fanzine estrica
ateliê Lisbum, calçada do combro 117, lisboa
21h
entrada livre

Uma história que fala de espelhos, leaks e onde o próprio autor do livro entra na narrativa. Estrica é feito por Alexandre Rendeiro, Diana Policarpo, Marco Franco, Pedro Azevedo e Tamara Alves, que transformaram páginas e alguns pontos da cidade de Lisboa em leaks. Uma salganhada a descobrir.

AMANHÃ

Maratona de robertos
chiado e largo de camões
15h30 às 19h
entrada livre

Dezenas de robertos vão desfilar por Lisboa a convite do Museu da Marioneta, que celebra o décimo aniversário. Haverá vários bonecreiros e a festa merecida.

Japão, o paraíso das mascotes
Galeria sul, museu do oriente, lisboa
das 10h às 18h
Preço: Até 5€

A popularidade da manga ou do anime cresceu em todo o mundo nos últimos anos. A exposição mostra as personagens animadas criadas no Japão desde 1950, como o Ultraman, a Hello Kitty ou o Pokémon.


Concerto inaugural da temporal 2011/2012
grande auditório do ccb
21h00
preço: de 5€ a 22€

Na abertura da nova temporada do CCB vão ser criados dois universos distintos. A primeira parte é inaugurada pela música finlandesa, com dois compositores que rodam as salas de todo o mundo: Jean Sibelius e Magnus Lindberg. Depois do intervalo é a vez da música norte-americana: Scott Joplin, seguido por George Gershwin.

DOMINGO

Filipe melo trio
jardim da tapada das necessidades, lisboa
entrada livre

Desde meados do ano que diversos concertos têm assaltado jardins e anfiteatros lisboetas. Este mês a música é no Jardim da Tapada das Necessidades e conta com o trio de Filipe Melo. Há pufs, bebidas frescas, e o sol parece ter vindo para ficar.

Nara| Fresco electroacústico
sala de ensaio, Centro cultural de belém
preço: 5€

A partir de fonografias recolhidas no Japão, Bertrand Dubedoubt, importante compositor francês, constrói um mundo inspirado no ritual budista Shuni-e ou Omizutori do templo Tôdai-ji de Nara.

Feira alternativa de lisboa
jardim tropical (traseiras do jardim de belém
10h Às 21h
preço: 5€

É o último dia da sétima edição da feira que quer ser veículo de alerta para a vida no planeta. A feira disponibiliza as novidadesdo mercado de alimentação natural, turismo rural ou terapias alternativas. Também há espectáculos, palestras, oficinas e workshops e outros sem fim ligado à aprendizagem. »

 

In: http://www.ionline.pt/conteudo/148085-agenda-fim-de-semana, a 9 de Setembro de 2011, em Jornal I

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Conheça o Fashion Night Lisbon 2011…

Hoje trago um artigo interessante, sobre uma sugestão para mais logo a noite na cidade de Lisboa…

« Fashion Night Out. Limitados ao stock existente

 Vinhos, cocktails, sacos de oferta, performances, maquilhagem, DJ sets, descontos até 70%, sorteios, concursos e sessões de fotos. Reserve o final de quinta-feira para o que se segue. Entre as 19h e as 23h, o Vogue Fashion”s Night Out enche de festa 150 lojas das zonas comerciais mais em voga da capital. Para correr os quatro pontos do evento sem gastar as solas dos sapatos, apanhe boleia do Fashion Bus. Só lhe falta vestir-se a rigor e seguir o roteiro das oportunidades

Castilho
Flutes, macarons e óculos escuros 

 

Na selecta Rua Castilho apresentam-se novas tendências. Na Hoss Intropia, os clientes são convidados a escolher os acessórios preferidos da nova colecção Outono/Inverno 2011 e tirar uma fotografia que lhes será oferecida. A melhor será eleita online em parceria com o blog da Vogue. Há ainda música, champanhe e macarons de diversos sabores. Continuando no champanhe, atire-se a mais uma flute, ou passe directamente para o vodka, no Bar Absolut da BCBG MAXAZRIA, com DJ set de Xana Guerra e make up a cargo da Sisley. Na Weil oferecem-se kits Clarins e na Óptica Castilho há vouchers de 50, 100 e 20€ na compra de lentes e óculos de sol.


Liberdade

Porsches, cocktails e Louboutins


Na Com Cor esperam-se descontos de 20% em artigos seleccionados e DJ set de Mary B. A Boss Menswear Store junta mimos comestíveis a performances e oferta de peças exclusivas a clientes. Habilite-se ao sorteio de uma viagem a Zurique para dois na Dara Jewels, com alianças e anéis de noivado a preços especiais. Quer uns Louboutin? É comprar algo na Fashion Clinic e esperar que lhe caiam na rifa. Para ganhar uma novíssima mala Balzane da Longchamp alinhe no concurso de fotografia. Prove um cocktail mixology na Montblanc e encoste-se a um Porsche. Isso mesmo, o melhor modelo fotográfico junto à Porsche Design recebe prémio.


Príncipe Real
Livros, gin e jazz  na esplanada

 

Compre um artigo na D’ICI ET LÀ e receba um porta-moedas (atenção que o stock é limitado). No Lost In há danças orientais num ambiente de música e dança shanti, e sessão de jazz na esplanada. O Espaço B expõe e vende livros de moda das editoras Phaidon, Thames&Hudson e Prestel. O colectivo de designers Musa Work Lab assegura a instalação/performance no local. Na Carla Amaro lança-se nova colecção de jóias enquanto se degustam vinho do porto e chocolates. Na Andy Warhol by Pepe Jeans as promoções chegam aos 20%. O bar fará as delícias dos apreciadores de gin, que poderão abanar o corpo ao som da música ao vivo.

 

Chiado
Fruta fresca e cortes de cabelo

 

Passadeira vermelha e distribuição de crachás. Não é o supra sumo do glamour mas é o que se passa frente aos Armazéns do Chiado. Há muito mais nas imediações. Na Bershka brindam-na com mini kits. Conte com 20% de desconto na Blanco, que cede um eco bag na compra de qualquer artigo (mais uma vez atenção que a oferta é limitada ao stock existente). Para outro saquinho, veja o que foi desenhado pelo músico Pharrell Williams para a Kiehl’s, na compra de artigo da loja. Ana Salazar e a Colcci servem fruta fresca. A Exposição de Capas Icónicas da Vogue chega às galerias da Rua Garrett e na Griffe Hairstyle fazem-se cortes de cabelo a 15€. Finalize com um pastel de belém na Leitão&Irmão. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/147552-fashion-night-out-limitados-ao-stock-existente, a 07 de Setembro de 2011, em Jornal I

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Receita de Leite Creme…

Receita de Leite Creme... Fonte: http://www.receitas-culinaria.org

Hoje trago uma receita especial, bons sabores que nos fazem lembrar a época festiva do final do ano…

« Ingredientes:

  • 1 litro de leite
  • 7 gemas
  • 150g de açúcar
  • 2 colheres de sopa de farinha maizena
  • 2 cascas de limão
  • Açúcar q.b.

Preparação:

Num tacho, misture muito bem as gemas com a farinha maizena.
Junte o açúcar e misture tudo.
Aos poucos, acrescente o leite.
Por fim, acrescente a casca de limão.
Leve ao lume, mexendo sempre até começar a borbulhar.
Logo que comece a borbulhar, apague o lume e retire as cascas de limão.
Coloque o leite creme numa travessa ou em tacinhas.
Depois de frio e na hora de servir, polvilhe com açúcar e queime-o com um ferro próprio para o efeito. »

In: http://www.saborintenso.com/f23/leite-creme-1750/, a 06 de Setembro de 2011.

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Conheça o Douro Harvest Film…

Hoje trago mais um evento ligado ao Douro…

« Vinho, cinema e futebol num Douro perto de si

O Douro Harvest Film está de volta. Este ano o homenageado é o cinema brasileiro com o futebol como tema. José Wilker e Cacá Diegues são convidados

 O que é que o Porto, Alijó, Pinhão, Favaios, Vidago e Penedono têm em comum? Vinho e cinema. Como? Com o Douro Film Harvest.

Há três anos que o Douro Vinhateiro abre as vinhas ao cinema e seus realizadores, com um festival de filmes premiados. Este ano não é excepção. Com direcção artística do realizador e produtor Ivan Dias, o Douro Film Harvest começou ontem e promete, entre muitas coisas, futebol. Nós explicamos.

Este ano o país homenageado é o Brasil com uma maratona de filmes sobre o futebol brasileiro.

A homenagem conta com o actor José Wilker (o famigerado e saudoso Roque Santeiro) e com o realizador Cacá Diegues (“Xica da Silva”, “Tieta do Agreste”, os filmes), que se uniram na produção do filme “O Maior Amor do Mundo”, com exibição marcada para quarta-feira, como parte da secção Ruby Selection. Fãs das novelas e cinema brasileiros, preparem os cadernos de autógrafos já que ambos estarão presentes na exibição do filme.

Mas Brasil não é só futebol, é também Carnaval e frutas na cabeça. Carmen Miranda, a portuguesa mais brasileira do mundo também tem direito a uma homenagem com o filme “Alô Alô Carnaval”, uma comédia musical de 1936 realizada por Adhemar Gonzaga, com Carmen Miranda no elenco.

Late Bottled Vintage Entre os homenageados está Manoel de Oliveira que do Alto dos seus 102 anos vai receber a distinção de Late Bottled Vintage, com a exibição de “Caça” e “Ato da Primavera”.

A Vintage Selection este ano é composta por cinco longas metragens a competir pelo Prémio Turismo no Douro. Em comum têm os prémios arrecadados lá fora: “Uma separação”, do iraniano Asghar Farhadi, ganhou o Urso de Ouro no Festival de Cinema de Berlim; “Las Acácias”, do argentino Pablo Giorgelli, venceu o Câmara d”Ouro no Festival de cinema de Cannes; de Cannes vem também “A Árvore da Vida”, de Terrence Malick com Palma d”Ouro; “Chico & Rita”, o primeiro filme de animação de Fernando Trueba, integrou a selecção oficial do Festival Internacional de Cinema de Toronto; “Hermano”, de Marcel Rasquin, foi eleito o melhor filme no Moscow International Film Festival. O vencedor vai ser anunciado dia 10, na cerimónia de encerramento do festival que conta também com a ante estreia do filme “Meia-Noite em Paris”, a mais recente obra de Woody Allen.

No entanto, dia 11, domingo, ainda é dia de filmes. “Aniki-Bobó”, “Tieta do Agreste”, “Douro Faina Fluvial”, entre outros, vão ser exibidos ao longo do dia. Para que não perca pitada o melhor é ir a dourofilmharvest.com, clicar em programa e apontar os horários e locais de exibição. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/147153-vinho-cinema-e-futebol-num-douro-perto-si, a 05 de Setembro de 2010, em Jornal I

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Entrevista a Sérgio Godinho…

Sérgio Godinho... Fonte:www. wook.pt

« Sérgio Godinho “Na rádio parece que só tenho duas canções. Caramba, fiz tantas!”

40 anos após a estreia em álbum. Dos “Sobreviventes”, de 71, para 2011, ao ritmo do novo “Mútuo Consentimento”, a editar dia 12, e dos temas que sobreviveram às épocas

Seria da mãe que se esmerava nas quadras que oferecia aos amigos. Ou da avó que declamava poesia na rádio. Ou do tio que punha a família a dançar bebop. Não é certo de onde veio o combustível para os versos, mas tantos anos depois eles ainda queimam nos ouvidos.

Há 40 anos , ao lançar “Sobreviventes”, não passaria um dia inteiro de volta de entrevistas. O que é que mudou mais ao longo deste tempo?

Para já, há 40 não estava cá, porque nos meus dois primeiros discos não podia sequer estar neste país. O “Sobreviventes” e o “Pré-Histórias” foram gravados em Paris, embora no segundo disco já não vivesse em Paris, estava em Amesterdão, depois Canadá, Brasil, etc. Mas as coisas mudam sempre. Assim em que sentido?

Começando pela máquina de propaganda de um álbum, e não só.

Ui, mudou muita coisa. Para lá da máquina de promoção, que é uma coisa necessária, procuro apenas ser selectivo no sentido de não ter que abranger publicações ou programas que não me interessam, mas isso também tem a ver com o bom senso da editora. Agora, ao nível das condições musicais e de trabalho muita coisa mudou, para melhor e para pior. Mas o melhor é podermos praticar a nossa música. Quando voltei para Portugal houve aquele período do PREC em que as condições eram precárias e muitas vezes não correspondiam ao que se fazia em disco. Foi um período tão excepcional que se calhar isso também foi necessário, mas também rapidamente todos sentimos que era preciso solidificar os projectos, fazer espectáculos ao vivo.

Faziam-se poucos?

Fiz uma tournée em 78, a que chamei “Sete anos de Canções”, imagine agora que estamos nos 40, e que foi pioneira, porque não havia esse hábito de apresentar os espectáculos noutras cidades com princípio, meio e fim. Nos princípios dos anos 80, os grupos rock deram um grande impulso a isso, puseram a música na estrada, que sempre gostei.

Continua a gostar?

Sou um bocado saltimbanco. E sempre achei que nos palcos está a última e mais nobre função da música, no caso das canções. As canções têm várias vidas. Primeiro uma criativa, solitária, depois com os músicos; e depois têm a transformação que vai acontecendo quando continuam a pulsar e a viver e a ir para os palcos, com o sentido de risco que há em cada espectáculo. Gosto muito das artes performativas e ao longo dos anos fiz vários trabalhos como actor. Há esse lado do inevitável. Uma vez que começamos aquilo tem que ir até ao fim, a não ser que aconteça uma catástrofe. Até há aquela velha coisa, salvo seja que já bati aqui na madeira [bate mesmo], do actor que gostaria de morrer no palco, o velho cliché.

Não tem esse gosto particular.

Não, não tenho esse gosto. Gosto de viver no palco. É aí que a canção ganha essa imprevisibilidade dentro do que está trabalhado, mais as suas próprias interpretações. Uma canção pode ter, e as minhas tiveram muitas vezes, mesmo por mim, várias vidas. Tive canções que cantei já de maneiras muito diferentes. O âmago continua o mesmo mas mudamos o feeling. Noutras não é preciso. Há canções que canto… por exemplo, o “Espalhem a Notícia”. Continuo a cantar muitas vezes e o arranjo não levou grandes alterações, talvez uma cor um pouco diferente.

Como é que se garante a longevidade de canções como essa?

Bem, mas eu não as canto todas. Podiam ser quarenta anos, como 30 ou vinte. Acho que certas canções sobrevivem e outras não, vão-se embora de morte natural. Como se garante? Não há garantia. Posso cansar-me, ou sentir que até era uma boa canção mas deixou de fazer sentido. Não é uma questão de renegar, é uma questão de as deixar numa prateleira qualquer para ganhar o seu pó natural.

Há canções que já não canta por esse motivo?

Há. Nomeadamente do “À Queima Roupa “, um disco com um conteúdo político mais expresso, ou para-político, social-político. É curioso porque continuo a cantar, e ainda recentemente gravei no disco “Nove e Meia no Maria Matos” [2008], a canção “Liberdade”, que acho que continua a fazer sentido. Não ficou datada e no entanto há canções como “Os Pontos nos Is”, que falava da reforma agrária, que de facto teve a sua função na altura mas as circunstâncias mudaram e temos que falar de outras coisas.

Sente-se ainda um cantor de intervenção?

Nunca fui um cantor de intervenção nem deixei de ser. Não gosto muito dessa palavra, nem eu nem o Zé Mário Branco. Acho que não define nada. Tenho canções que têm esse conteúdo, mais político ou de uma certa crítica social, mas é extremamente redutor que aqueles ou outros sejam os cantores de intervenção. Mesmo em relação à obra do Zeca, que tem tantas cores, onde o popular irrompe de uma maneira luminosa. De facto, as minhas canções que foram ficando, se pensarmos desde “A Noite Passada” ao “Brilhozinho nos Olhos” ou “Lisboa que Amanhece”, falam da vida, também dos amores. Da vida de uma maneira que às vezes até são interrogações filosóficas, sem que seja pretensioso.

A filosofia está em todo o lado.

É, a gente é que não repara. Mas tenho muitas interrogações nas canções. “O Primeiro Dia” é um percurso de uma ruptura, das dúvidas da reconciliação com o melhor de si. Isso é que me interessa. Não consigo sequer definir o que é que eu sou. Intervimos em tudo. Há uma coisa que me dá grande satisfação e que respeito muito, nunca faria troça disso. As pessoas vêm-me falar muitas vezes na rua de como uma frase de uma canção em dado momento fez alguma coisa às suas vidas. Não as transformou, não foram para um convento, mas fez qualquer coisa. Isso é também intervir.

E neste novo álbum não intervém só sobre o amor.

Sim, por exemplo o “Acesso Bloqueado” é de perfeita crítica a esse presente em que o acesso é bloqueado. Adivinhar o presente é mais complicado. Adivinhar o futuro é muito duro, adivinhar o passado é mais seguro embora às vezes também saia errado. E falo mesmo de coisas práticas, do crédito mal “aparado”… Depois há outras coisas que me apetece desenvolver. O contraponto dessa canção podia ser o “Em Dias Consecutivos”, que fiz com o Sassetti. Há muito tempo que queríamos fazer uma canção. É também um bocadinho o retrato do Portugal de hoje, com o seu lado mais depressivo. Digamos que é o lado meio fantasmagórico. Uns de nós ainda mortos, uns de nós ainda vivos.

Volta a rodear-se de uma série de nomes. Já disse em entrevista que não é pelo desejo vampiresco de se rodear de sangue novo.

É engraçado, devo dizer que mais de 50% dessas colaborações foram suscitadas pelos outros. Desde os Clã, com quem trabalho há mais de dez anos, foi sempre acontecendo. O próprio Nuno Rafael e os que vieram dos Despe e Siga disseram que gostavam de tocar comigo. Nunca vou obsessivamente à procura desse tal sangue novo, entre aspas.

Costuma estar receptivo a estas colaborações?

Sim, isso sim. Neste disco, para lá do nosso núcleo duro, Os Assessores, que são responsáveis por mais de metade dos arranjos, há outras sugestões. Umas minhas, no caso do Sassetti ou da Francisca Cortesão. Fiz uma letra para a música dela. Mas outros foram sugestão do Nuno, também produtor musical. Ele sentiu que certas canções precisavam de outro tratamento. Se calhar porque sentiu nalgumas delas o tal acesso bloqueado. Veio o Noiserv e a Roda de Choro, casar-se com um tom que era já um bocadinho de bolero.

Nota-se muito o toque destas pessoas em cada faixa.

Claro, mesmo no tema que abre, arriscado, porque não é uma canção; é um spoken word, uma série de definições poéticas sobre o que é a música, que não define nada. Define só em termos de imaginário. Aí o Hélder Gonçalves fez a cama sonora para esse poema dito. Achámos que era bom começar o disco com isso, é quase como uma declaração de intenções. Tem seis minutos muito envolventes e nós começámos já os espectáculos de final de rascunho , que fiz na Culturgest e na Casa da Música, com isso.

Abre com seis minutos e por diante tem um “Mutuo Consentimento” que parece um beijo muito breve mas muito intenso.

É, acho que é uma boa definição. Sim, é um encontro, um amor de um momento em que ninguém está a cobrar nada ao outro. Aconteceu. Não fugiste nem eu te fugi. Não te pedi nada nem me pediste nada e resultou algo desse momento. Colamo-la a outra canção, “Eu Vou a Jogo”, que é também um mútuo consentimento. Um homem e uma mulher que se conheceram no passado e que se encontram por acaso e contam coisas sem contar muito. E as suas vidas saíram um bocadinho mais enriquecidas. Ambos voltaram à eterna casa de partida, que esteve à venda tão barato, como se diz no fim. É também a minha atitude em relação a este disco e se calhar à vida: “Eu Vou a Jogo”.

No sentido de apostar.

De apostar e de ousar. Acho que tenho muito essa atitude.

Tem rituais de escrita?

Desgraçadamente não. Tenho que me lamentar porque às vezes, por muito que queira, não consigo ser disciplinado. Evidente que quando há pressão, quando marcamos prazos, e eu próprio instigo isso, tens que te haver com isso, sabes que tens que cumprir até certo dia e que as coisas devem estar bem. E eu quando não estou a compor não sou sistemático mas sou obstinado; quero que as coisas saiam bem, que fiquem até onde sei que posso chegar. Às vezes até nos transcendemos um bocadinho sem dar por ela, mas não é isso. Nesse aspecto quero que saia mesmo bem, quero gostar delas sem ser condescendente. E isso é perigoso, porque há um momento em que achamos que já está bem e voltamos no dia seguinte e dizemos “hum”…

Corrige-se muito?

Ah, sim, claro. A gente vê que ainda não é aquilo e julgava que era. Até porque as alturas do dia… Se estivermos a trabalhar à noite já temos certas coisas em cima. Já comemos, já bebemos, já fumámos. Digamos que esses apports nos transformam também na maneira como deixamos a criatividade trabalhar.

Para melhor ou pior?

Uma pessoa pode ter a tendência de achar que está genial e que é muito bom e depois vai ver no dia seguinte…

Foi obra da noite anterior.

É, estive-me a enganar a mim próprio. É um pouco como os sonhos, onde temos ideias geniais. O Hitchcock falava disso. Uma vez teve uma ideia bestial para um filme e meio a dormir apontou num caderno e no dia seguinte era algo do género: um homem e um mulher encontram-se numa gare de comboio e vão tomar um café. Mais ou menos isto. De facto o que ele tinha pensado era outra coisa.

Recorda-se de tirar ideias de sonhos?

Costumo recordar muitos sonhos, mas não acho muito aproveitável, não. Às vezes há mecanismos meio inconscientes, quando as coisas aparecem num repente e de facto já tiveram trabalho antes, mas já é outra coisa. Estamos a absorver sem ter noção disso. Tenho canções onde reconheço coisas de livros que li, filmes, situações que são extramusicais e também de muita música que ouvi.

Canta uma “Linhagem Feminina”. É verdade que a sua avó paterna tinha um programa de rádio onde declamava poesia?

Era, era. Recordo-me de ouvir, no Porto. Tinha uma voz muito bem timbrada, muito bonita, mas em minha casa sempre se gostou muito de literatura e de poesia, muito presentes, como a música. A minha mãe tocava muito bem piano e o meu pai também gostava de música. A minha avó, sim, ouvia-a, e sendo uma coisa oral agradava-me. Eu até nem gostava tanto dessa avó, gostava mais da outra, mas dessas coisas gostava.

A outra não declamava poesia.

Não, mas contava outras histórias, muito saborosas. Também me ensinou muito. Mas nisso gostava da outra, sim, era muito inteligente.

Também daí o gosto pelas letras?

Não, isso sempre existiu em minha casa. A minha mãe tinha um jeito para fazer versos que era uma coisa… Os amigos por exemplo iam lá a casa jantar e ela fazia uma quadra para cada um, mas assim muito bem feito.

Já escrevia nessa altura?

Gostava muito de ouvir música, de todo o género, da clássica que ela tocava ao piano, como os discos do meu pai, brasileira, americana, jazz. O meu tio, irmão da minha mãe, também tocava bebop, música a abrir, para ensinar a dançar, como dizia o meu pai. Sempre cresci com isso, mais os livros.

Um privilégio para a época.

Era um privilégio, com outra coisa importante: uma certa consciência política, porque sobretudo o meu pai era mesmo contra o regime salazarista. Sempre fui comendo dessa colher de sopa, mas fazia-me sentido também. Ainda parti de Portugal legalmente mas nunca me passou pela cabeça ir para a guerra em África. Inclusivamente a nível das colónias, até antes de eclodir a guerra, o meu pai dizia que as devíamos deixar, como os outros países. Já tinha essa influência, embora não tivesse tido uma actividade política. Saí aos vinte anos e para dizer a verdade nunca fiz parte de nenhum partido. Mas tinha ideias contra o regime, claro.

Acompanha a política?

Sim, acompanho. Temos que acompanhar, além do mais ela entra-nos pela casa dentro e pelo bolso, mesmo que não queiramos. Mas sim, sigo de perto.

Tem estado a proteger a garganta. Já a pensar no concerto de sábado [hoje] no Avante?

Não, ando há três dias a acordar meio apanhado, mas sim vou actuar no auditório 1º de Maio. Já lá cantei muitas vezes e gosto. As pessoas estão muito próximas e querem mesmo estar ali por nossa causa. Só cantaremos duas do disco novo, mas a meio do mês vamos estar no Olga Cadaval e no Theatro Circo e cantaremos mais. Mas também teremos canções mais antigas, até porque há esta efeméride dos 40 anos.

Mesmo sem efeméride há sempre o pedido implícito por canções antigas. Constrange-o, tendo álbum novo para apresentar?

Não é constrangimento. Mas quando há álbum novo têm que levar com ele. Agora, acho que as minhas canções têm muitas vezes isso. Há um tempo de apreensão relativamente longo. É-me dito recorrentemente, até por colegas seus, que a primeira vez que ouvem estranham e só depois é que se entranha. Mas gosto que seja assim. É pior quando entra à primeira e depois uma pessoa já está farta.

Gosta de se ouvir por aí, na rádio, por exemplo?

Na rádio não passo muito. Há rádios que não me passam, vamos lá ver se este disco passa, não s ei, mas não quero falar muito disso. Se estiver no carro, onde só ouço rádio, não desligo, excepto quando passam sempre a mesma canção, que me irrita. Parece que só tenho duas ou três, como “O Primeira Dia” e o “Brilhozinho nos Olhos”. Caramba, fiz tantas canções! Parece que há uma certa preguiça. “Ah, embora pôr aquela.”

A sua voz não mudou muito nestes 40 anos.

Não acho que tenha mudado radicalmente, não. Engrossou um bocadinho com a idade, o que é natural. Ganha graves, mas não perdi muito nos agudos.

Terminando por onde devíamos ter começado, parabéns atrasados.

É verdade, foi ontem [quarta-feira]. O ano passado como foi número redondo foi uma grande festa; este ano foi muito tranquilo, só mesmo família, filhos e netos.

66?

66. Route 66. Já estou a atravessá-la. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/146887-sergio-godinho-na-radio-parece-que-so-tenho-duas-cancoes-caramba-fiz-tantas, a 4 de Setembro de 2011, em Jornal I

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A Receita de Hoje é: Roti Assado…

Hoje trago uma receita de roti…

« Ingredientes:

  • 1 peça de lagarto sem gordura
  • 1 linguiça calabresa grande
  • 1 litro de caldo de carne
  • 2 colheres de farinha de trigo
  • 1 colher de manteiga
  • 2 colheres de azeite
  • 1 cebola picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 2 folhas de louro
  • 4 colheres (sopa) de molho de tomate
  • 2 colheres (sopa) de molho inglês
  • 1/2 colher (sopa) rasa de sal
  • 1 copo de vinho branco seco

 

Preparação:

  1. Tempere a carne com o sal, fazer uma abertura com a faca no centro da carne e colocar a linguiça (se sobrar linguiça, corte umas rodelas e junte no molho)
  2. Esquente o azeite em uma panela grande
  3. Coloque a carne e dourar bem de todos os lados (não fure a carne para o suco não sair
  4. Use uma pinça para virar a peça
  5. Retire a carne da panela e reserve
  6. Na mesma panela, refogue a cebola e o alho, recoloque a carne e adicione o vinho
  7. Mexa bem para retirar todos os resíduos que estão no fundo da panela e dão o gosto e a cor ao molho
  8. Deixe o álcool do vinho evaporar por cerca de 5 minutos
  9. Junte o caldo de carne quente, o louro, o molho de tomate e o molho inglês
  10. Separadamente, misture a farinha com a manteiga e junte esta pasta ao molho
  11. Misture bem para não formar grumos (um batedor ou fouet é o ideal)
  12. Abaixe bem o fogo, tampe bem a panela e deixe cozinhar por cerca de 1 hora e 30 minutos
  13. Se precisar, coloque mais água quente
  14. Ao final, experimente o sal e se preciso, coloque mais um pouco »

In: http://tudogostoso.uol.com.br/receita/66388-carne-assada-com-molho-roti.html, a 3 de Setembro de 2011

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