Conheças 30 Coisas Que Pode Fazer Para Poupar em 2011…

Março 1, 2011

Dicas Para Se Poupar em 2010

Hoje trago um artigo que li num diário da nossa praça e que versa sobre 30 dias que nos ajudam a poupar, passo a transcrever o referido artigo.

« 30 Ideias para fazer crescer o seu dinheiro em 2011

O Económico reuniu 30 conselhos que o poderão ajudar a poupar mais euros e a rentabilizar o seu dinheiro.

Há muito tempo que as famílias portuguesas não enfrentavam um cenário económico tão difícil. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística, no último trimestre de 2010 a taxa de desemprego em Portugal atingiu um novo máximo histórico ao situar-se nos 11,1%. Já 2011 arrancou com o forte peso de um pacote de medidas de austeridade para enfrentar a crise onde está incluída não só a subida dos impostos como a perda de benefícios fiscais. A desafiar a capacidade de resistência dos orçamentos das famílias portuguesas, está ainda a subida das taxas de juro e dos preços dos combustíveis. Perante uma conjuntura económica tão difícil, muitos portugueses terão que recorrer a uma exigente engenharia financeira para fazer resistir os seus orçamentos familiares. Mesmo quem não viva com orçamentos muito apertados, não conseguirá escapar a cortes nos seus rendimentos. Contudo, existem sempre formas de “esticar” o dinheiro ou mesmo fazê-lo crescer. O Diário Económico apresenta-lhe 30 ideias para o conseguir concretizar.

Poupança no dia-a-dia

1 – Em casa adopte um consumo consciente: poupe em gastos domésticos como a água ou a electricidade e aposte em equipamentos energeticamente eficientes. No caso da electricidade avalie se a potência contratada é a que mais se adapta ao seu consumo ou se não lhe compensa optar pela tarifa bi-horária. Para comprová-lo experimente o simulador da EDP. Na alimentação evite também gastos exagerados. Opte por tomar o pequeno-almoço em casa e guarde a ida a restaurantes para os momentos mais especiais. Corte ou reduza também pequenos gastos como o tabaco ou o café. Por exemplo, uma pessoa que diariamente fume uma carteira de cigarros e tome quatro cafés, gasta em média 192 euros ao fim do mês. Se reduzir para metade qualquer desses hábitos, vai poupar mensalmente 96 euros, com a vantagem acrescida de que também estará a contribuir para uma saúde melhor.

2 – No supermercado sempre que possível prefira marca branca: Estes produtos tendem a ser mais baratos do que os de marcas de referência. Numa ida às compras a um hipermercado, o Diário Económico comprovou o potencial de poupança. O resultado foi que ao colocar no carrinho de compras oito produtos alimentares de marcas de referência, a factura ficou em 11,2 euros. Comprar o mesmo cabaz mas composto exclusivamente de produtos de marca própria da cadeia, custaria 7,44 euros. Ou seja, menos 3,76 euros, a que equivale uma poupança de 33%. Outra medida que pode tomar quando for às compras é, sempre que possível, pagar com dinheiro vivo. Assim, mais facilmente tem noção de quanto está a gastar.

3 – Reduza o encargo com combustíveis: Para melhor enfrentar a subida dos preços dos combustíveis, deixe o carro em casa e prefira os transportes públicos. Se não pode dispensar o uso do automóvel existem algumas formas de baixar a factura com os combustíveis. Recorra, por exemplo, aos descontos que as gasolineiras têm. A BP dá descontos de seis cêntimos por litro a quem fizer compras nos supermercados Lidl no valor superior a 20 euros. Já a Galp tem parcerias com o Modelo e Continente e a Zon. Também a Repsol tem diversas parcerias. Quem tiver o cartão Montepio Repsol tem direito a um desconto de 6 cêntimos de euros por litro nesta marca. E um desconto de seis cêntimos por litro pode fazê-lo poupar alguns euros. Por exemplo, ao atestar um depósito de 50 litros de gasolina 95, poupará 3,5 euros na factura se recorrer a este desconto.

4 – Analise com atenção as condições oferecidas pelos bancos: Quando decidir avançar para a compra de casa através do recurso ao crédito faça simulações no número máximo de bancos e compare, para conseguir o financiamento com as melhores condições possíveis. Mais especificamente, olhe para o ‘spread’ oferecido que pode variar bastante consoante a instituição. Por exemplo, numa análise aos preçários do início de Fevereiro dos dez maiores bancos nacionais, a média dos ‘spreads’ para cada uma das instituições vai dos 2,05% aos 3,225% . Mas não olhe apenas para o ‘spread’, esteja também atento a encargos como as comissões e os seguros. Pondere também a possibilidade de subscrever produtos do banco para conseguir melhores condições em termos de ‘spread’.

5 – Dê uma entrada para a casa elevada: Quanto mais alto for o montante da entrada inicial que der para a casa menor será a prestação e os encargos totais com o crédito. Mas, acima de tudo, também ser-lhe-á mais fácil conseguir o empréstimo já que os bancos estão a exigir rácios de financiamento/garantia muito mais baixos do que antes da crise. Em muitas instituições o rácio máximo exigido é de 50%/60% do valor do imóvel. Ou seja, se o imóvel que pretender adquirir estiver avaliado em 100 mil euros, os bancos estão dispostos a emprestar-lhe apenas 50 mil ou 60 mil euros.

6 – Escolha uma casa à sua medida: Ou seja, não caia na tentação de comprar uma casa demasiado grande para as suas necessidades actuais nem se endivide mais do que pode. Tenha ainda em atenção antes de avançar para um financiamento que os encargos com todos os créditos não devem ultrapassar 33% do seu orçamento mensal. Assim, previne situações de incumprimento.

7 – Faça um ‘upgrade’ do seu imóvel antes de o colocar à venda: As melhorias podem ir desde uma simples pintura das paredes a intervenções de decoração. Existem, aliás, empresas especializadas neste tipo de melhorias: o ‘home-staging’. Segundo estudos norte-americanos, casas que sofreram este tipo de intervenção vendem-se em média duas vezes mais rápido e pode haver ainda um impacto positivo também em termos de preço final. Em alguns casos, um imóvel pode valorizar em média entre 6% e 15% face ao valor inicial.

8 – Evite por a casa à venda em muitas imobiliárias: Se o fizer isso pode indiciar algum desespero em vender. Além disso, por vezes surgem alguns problemas como a mesma casa estar à venda em várias agências por preços diferentes. Não seja também muito ambicioso no preço porque tal pode inviabilizar o negócio, especialmente tendo em conta um contexto de grande oferta de imóveis no mercado como o actual.

9 – Olhe para as taxas e custos: Antes de aderir a um financiamento, analise bem as taxas de juros oferecidas pelas diferentes instituições. O mais indicado é comparar a TAEG (Taxa Anual Efectiva Global). Nessa taxa, para além da taxa de juro e do ‘spread’, estão incluídos os encargos com comissões bancárias e seguros associados ao empréstimo.

10 – Analise os preçários: Uma forma de se inteirar e comparar, não só das taxas de juro exigidas ou oferecidas como também das comissões praticadas pelos bancos, é através da consulta dos seus preçários. Desde o ano passado, as instituições financeiras são obrigadas a disponibilizar as condições de oferta da sua gama de produtos e serviços de forma uniformizada. Basta ir aos sites dos bancos para analisar essa informação e comparar.

11 – Fuja do crédito: Evite o recurso ao crédito pessoal bem como a utilização do período de pagamento faseado permitido pelo cartão de crédito, já que em qualquer dos casos as taxas de juro tendem a ser muito altas. Por exemplo, no caso do cartão de crédito, existem vários situações em que os bancos cobram taxas de juro superiores a 30%.

12 – Poupe nas comissões: Em alguns casos , ao efectuar as operações bancárias pela internet ou multibanco consegue uma poupança considerável, uma vez que as operações que até apresentam um custo ao balcão saem a custo zero se forem concretizadas através dessas plataformas.

13 – Procure os serviços gratuitos: Há, por exemplo, bancos que isentam o pagamento da comissão de manutenção de conta se o cliente domiciliar o ordenado numa conta da instituição.

14 – Faça um controlo mensal dos seus gastos: elabore uma lista com todas as suas despesas e receitas. Existem diversas ferramentas que o podem auxiliar nessa tarefa, desde uma simples folha de Excel, a programas de computador específicos. Através do próprio telemóvel também já é possível controlar as suas finanças pessoais à distância. A aplicação eBudget lançada pelo banco Best recentemente permite-lhe fazer isso mesmo desde que tenha um iPhone, iPod Touch ou iPad. É possível guardar, organizar por categorias e gerir as despesas diárias bem como controlar os gastos através de análise gráfica, e o seu ‘download’ na App Store do iTunes é gratuito.

15 – Crie um fundo de maneio para fazer face a imprevistos: Os especialistas recomendam que este fundo seja o equivalente a pelo menos cinco ou seis ordenados.

16 – Amortize parte do crédito à habitação: Se tem algumas poupanças disponíveis os especialistas aconselham a canalizar parte desse valor para amortizar o financiamento. Suponhamos o exemplo de um agregado com um empréstimo de 100 mil euros a pagar em 30 anos, com o crédito indexado à Euribor a seis meses. Essa família pagaria hoje 382,45 euros de prestação. Mas se optasse por amortizar 3.000 euros do crédito, o valor da prestação cairia para 370,98 euros.

17 – Poupar com regularidade: Sempre que receber o ordenado reencaminhe imediatamente um montante fixo para uma conta poupança. Aquilo que os especialistas recomendam é colocar mensalmente de parte pelo menos 10% do que se ganha.

18 – Depósitos a prazo: É uma das alternativas de poupança mais populares entre os portugueses. Para além do seu perfil conservador, este tipo de aplicações também se tornou mais rentável nos últimos tempos. A maior necessidade de captar recursos junto dos clientes está a levar os bancos a aumentar a remuneração dos depósitos a prazo. Hoje já é relativamente fácil encontrar aplicações que pagam taxas juro brutas acima de 4%.

19 – Certificados do Tesouro: Para quem possa abdicar de uma determinada soma (mínimo 1.000 euros) por um período alargado pode encontrar neste produto de poupança do Estado uma alternativa rentável para aplicar as suas poupanças. Quem subscrever Certificados do Tesouro em Março e mantiver a aplicação durante 10 anos terá direito a uma remuneração bruta anual de 7,1%. Mesmo quem só pretenda investir por um prazo de cinco anos terá uma taxa muito atractiva. O Estado promete um retorno bruto anual de 6,8%.

20 – Fundos de investimento: Outra forma de rentabilizar o seu dinheiro será através da aplicação em fundos de investimento. Há no mercado nacional vários fundos portugueses que têm tido nos últimos 12 meses rendibilidades atractivas. É o caso do BPI América que a 12 meses valorizou 24,9%. É o melhor fundo nacional segundo a APFIPP. A rendibilidade anualizada dos últimos 12 meses também é atractiva: 25,8%. Além dos fundos nacionais existem também fundos de casas gestoras internacionais que têm performances elevadas. E, neste campo, o melhor fundo a 12 meses é o Amundi Funds Thailand – AU (C) que valorizou 59% neste período. Importa, no entanto, ressalvar que se tratam de fundos de acções, com um nível de risco elevado.

21 – Alargar o prazo de pagamento do empréstimo: Face ao actual contexto, para muitas famílias esta é a forma mais fácil e indicada para reduzir os encargos mensais com o crédito da casa. Mas atenção, esta solução também tem desvantagens, pois no longo prazo os encargos com o pagamento de juros disparam. Assumindo o exemplo de uma família com um empréstimo a pagar em 20 anos, tendo como referência a Euribor a seis meses relativa a Janeiro e um ‘spread’ de 1%, a prestação mensal actual deste agregado é de 518 euros. Ao prolongar o pagamento do empréstimo por mais 20 anos, a prestação mensal vai descer para os 316,36 euros. No entanto, os encargos com juros ao longo da vida do empréstimo disparam, dos 24.320 para os 51.852 euros.

22 – Pedir um período de carência: Outra das soluções para suportar as subidas das prestações da casa, passa por pedir um período de carência de capital. Nesse período pagará apenas juros relativos ao capital em dívida. Uma família com um crédito no valor de 100 mil euros a pagar em 20 anos, com uma TAN de 2,254% e que tenha hoje uma prestação de 518 euros, se optar por pedir a carência de capital durante cinco anos, a prestação baixará para os 187,83 euros. Mas findo esse prazo, a prestação vai agravar-se para os 655,27 euros. Além disso, ao optar por pedir a carência de capital, os custos com os juros globais disparam. Para o caso simulado, os encargos totais do empréstimo (sem carência de capital) situavam-se nos 24.320 euros. Já com carência de capital, os custos com o pagamento de juros subiria para 29.219 euros. Ou seja, mais 20%.

23 – Consolidar créditos: Se tiver vários créditos e estiver numa situação de sobreendividamento, a consolidação dos vários empréstimos num único pode ajudar a baixar os encargos mensais. Em alguns casos, com esta solução, consegue-se a redução dos encargos mensais entre 30% até 60%. Uma simulação recente efectuada pela Maxfinance para o Diário Económico permite visualizar esse impacto. Tendo em conta uma família com três créditos (habitação, pessoal e cartão de crédito) e um encargo total mensal de 964 euros, com a consolidação e o estabelecimento de um plano financeiro é possível reduzir os encargos mensais para os 463 euros. No entanto, alguns especialistas aconselham os consumidores a recorrerem ao crédito consolidado em último caso.

24 – Procure ajuda: Se nenhuma das soluções anteriores se adequar à sua situação, ou se estiver numa situação muito complicada sempre pode pedir ajuda a familiares e amigos. Os empréstimos entre particulares são, aliás, uma solução regulamentada e que o pode ajudar a ultrapassar uma fase conturbada. Outra alterna passa por contactar o banco ou em último caso o Gabinete de Apoio ao Sobreendividado da Deco para pedir aconselhamento e apoio na renegociação dos créditos.

25 – Entregue a tempo a declaração de impostos: É que a multa por ultrapassar a data limite pode custar-lhe até 2.500 euros. O início de Março marca o arranque para o prazo de entrega da declaração.

26 – Aproveite a última oportunidade para incluir no IRS algumas aplicações: Este é o último ano em que poderá deduzir 25% dos prémios entregues nos seguros de vida, até um limite de 65 euros (se for solteiro) ou 130 euros (no caso de um casal). A partir do próximo ano estas deduções serão eliminadas. Já no caso dos PPR, os contribuintes podem ainda deduzir 20% das entregas feitas até a um limite que varia entre os 300 e os 400 euros , consoante a idade do investidor. A partir deste ano, devido à imposição de limites nos benefícios fiscais, os portugueses poderão deduzir apenas 100 euros, no máximo.

27 – Antecipe reembolso pela internet: Entregue a declaração de IRS pela internet e receba o reembolso mais cedo do que os contribuintes que fizerem a entrega em papel. Entretanto, poderá utilizar este valor para fazer uma aplicação financeira.

28 – Seguro automóvel: Avalie se não está a pagar de mais pelo seguro do carro. Porque não tentar renegociá-lo ou mesmo mudar de seguradora para poupar alguns euros.. As seguradoras ‘online’, por exemplo, oferecem normalmente seguros mais baratos, já que a sua estrutura de custos também é mais baixa.

29 – O melhor prazo para o financiamento: Se vai comprar carro a crédito atente aos prazos de financiamento. Prazos dilatados diminuem a prestação mensal mas encarecem o empréstimo. O ideal será dar uma entrada elevada e contratar prazos curtos. Evite os períodos de carência e o diferimento de capital: reduzem a prestação mensal mas tornam o empréstimo também mais caro.

30 – Lazer “em conta”: Em tempos de crise, os orçamentos são apertados e os gastos são controlados. Uma das primeiras áreas em que as famílias cortam despesas é nas actividades de lazer. Mas isso não significa que tem de estar fechado em casa. Sempre que possível privilegie as actividades ao ar livre e pesquise na internet os programas culturais gratuitos. No Facebook, por exemplo, existem páginas que divulgam este tipo de eventos. Uma delas é a página da “Agenda cultural dos tesos”. »

In: http://economico.sapo.pt/noticias/30-ideias-para-fazer-crescer-o-seu-dinheiro-em-2011_111999.html, a 28 de Fevereiro de 2011, em Diário Económico

Boas Poupanças

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Maioria dos Jovens Permanecem em Casa dos Pais…Saiba Aqui Porquê?

Outubro 9, 2010

 

Jovens Premanecem em Casa dos Pais.... Fonte: novalima.mg.gov.br

 

Hoje trago uma notícia que em parte me entristece um pouco, pois demonstra falta de volatilidade da economia e um desprezo enorme por uma geração de jovens, especialmente os recém licenciados, passo a transcrever a referida peça.

« Metade dos jovens adultos vive em casa dos pais

Cerca de metade dos homens e um terço das mulheres portuguesas, com idade entre os 25 e os 34 anos, vive em casa dos pais, revela um estudo do gabinete oficial de estatísticas da União Europeia.

Os dados do Eurostat sobre os “jovens adultos” na UE, referentes a 2008, revelam que, em Portugal, 47,6% dos homens entre os 25 e os 34 anos e 34,9% das mulheres na mesma faixa etária vivem ainda em casa dos pais, sendo em ambos os casos dos valores mais elevados na União.

No conjunto dos 27 Estados-membros, em média, apenas 19,6% das mulheres e 32% dos homens nessa faixa etária continuam a viver com os pais.

Quanto aos jovens com idades compreendidas entre os 18 e 24 anos, cerca de 8 em cada 10 mulheres (82,8%) e 9 em cada 10 homens (91,6%) em Portugal ainda vivem com os pais, sendo também neste caso os valores mais elevados que a média comunitária (respetivamente, 71% e 81,5%).»

In: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1681023,a 8 de Outubro de 2010, em Jornal de Notícias.

O meu Comentário:

Perante esta notícia, fico indignado, pois é com bastante tristeza que verifico que não sou uma pessoas isolada com o mesmo tipo de problemática, ou seja, a economia não cria empregos sustentáveis, nem atractivos a todos os níveis mas especialmente com incidência na remuneração, para que eu e os outros jovens consigamos atingir a «maioridade» e consigamos sair de casa, e construir uma família.

Penso que esta situação, não deve ser algo que o país se deve orgulhar, alias deve mesmo ter vergonha por liderar as contagens, pois isto só demonstra um desprezo ao mais alto nível dos jovens Portugueses, especialmente os licenciados, visto que, a maior parte das pessoas que se encontram nesta situação, são pessoas com canudos, os que não conseguiram, ou por opção mão tiraram cursos superior, estão empregados, e conseguem mesmo mudar de emprego relativamente fácil, em virtude, de o nosso mercado de trabalho estar assente em valores como a experiência profissional, refiro valores, mas tenha a ideia que a experiência pesa mais de 90% na analise curricular de um candidato, menosprezando valores e aptidões bastante necessário para o desempenho de um cargo profissional.

O valor do salário mínimo nacional, neste momento está cifrado nos 475€ mensais, valor este, que é pago a muitos destes jovens licenciados, na melhor hipótese, pois muitos deles estão ao abrigo de recibos verdes, na sua grande maioria, são os vulgarmente designados de falsos recibos verdes, e que são muito precários. Agora vejamos, um aluguer de uma habitação, ronda no norte, pelo menos 400€, mesmo que seja um casal, temos que pelo menos um ordenado vai para habitação, e o resto…lembremo-nos que os recibos verdes são altamente tributáveis, lembremo-nos que muitos dos jovens devem ter viatura própria pois cada vez mais as organizações assim o exigem… Portanto, pode-se concluir que, facilmente, o ordenado mínimo não serve para uma pessoa viver condignamente, não serve para sustentar alguém, que necessite de habitação, transportes, comida, vestuário. o ordenado mínimo serve simplesmente para quem não tem que pagar habitação, ai dá para poder gastar, pagar as contas, e muito importante, poupar, pois nos dias de hoje, é muito crucial recorrer à poupança.

Outra consequência desta situação, afigura-se com, problemas relativos à natalidade, senão vejamos, se até aqui apresentávamos uma natalidade baixa, muito por «culpa» (que eu não partilho, esta culpa) de as mulheres quererem se realizar profissionalmente, agora temos outro problema, pois a realização profissional, está cada vez mais adiada, devido aos factores que acima enumerei, e os ordenados são ridículos para quem estudou, e investiu tempo e dinheiro num curso superior, logo, se não consegue com os seus próprios meios assegurar a sua subsistência, como será possível, assegurar a subsistência de descendência? E que valores poderia transmitir aos filhos? Que com trabalho tudo se consegue? Que trabalhar deveria ser algo louvável, mas que hoje em dia está muito marginalizado?

São questões muito pertinentes, pelo menos na minha óptica, estamos a assistir ao reflexo de problemas, que tenho andado a chamar à atenção ao longo de todo o blogue, e que é necessário investir na juventude, especialmente esta juventude licenciada e que necessita sentir que o queimar das pestanas que teve ao estudar, deve ser recompensado, com pelo menos uma qualidade de vida idêntica, senão melhor face aos que não prosseguiram estudos e não possuem canudos.

Fico triste, pois esta problemática não terá solução, mas não esperava que o governo tivesse uma atitude face a isto, pois parece mais preocupado com o seu umbigo, que propriamente ajudar quem quer que seja, esperava que os privados, assumissem que a juventude, especialmente esta que é enumerada na peça, tem um potencial enorme, e que o mesmo pode ser utilizado, basta as organizações pegarem nas pessoas certas e colocarem nos lugares certos, com remunerações adequadas, desta forma, surgiria a estabilidade, seriam reduzidos problemas como a natalidade ou mesmo, como a quebra do consumo, que tão prejudicial é para a nossa economia, e que leva a problemas como altos valores apresentados nos défices.

Deixo a Questão: Que Pensa dos Jovens Não Conseguirem Sair de Casa dos Pais?

Tenho Dito

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Conheça As Sugestões Para Ganhar Optimismo Para Vencer A Crise…

Setembro 27, 2010

Dicas Para Encarar Com Optimismo a Crise... Fonte: http://www.territoriofeminino.blogtv.uol.com.br

De forma a se começar bem a semana, li no decorrer da semana transacta, e que versava sobre um artigo, onde uma psicóloga dava dicas como forma de se ultrapassar a crise.

« Sete lições de optimismo para vencer a crise

Os empresários, gestores, banqueiros e trabalhadores comuns podem aprender a ser optimistas. Saiba como.

Sentimos-lhe a segurança no discurso logo às primeiras palavras ditas na sala tranquila para onde a psicóloga Helena Águeda Marujo nos guia. A professora da Universidade de Lisboa diz que todos precisamos de ver valorizado o trabalho e o desempenho. Que isso acontece independente das funções ou da origem social. E muito antes de as pessoas pensarem no salário ideal ou justo.

Helena fundamenta estas certezas na experiência e nos estudos com empresas e entidades públicas, envolvendo todas as classes sociais. E garante que empresários, gestores, banqueiros e trabalhadores comuns podem aprender a ser optimistas. “Hoje é possível educar para o optimismo através do treino”. Uma solução muito relevante quando a maioria procura saídas para vencer a crise nas empresas, nos bancos, nos partidos, nas escolas, no Estado e nas famílias. Veja o que propõe esta especialista.

1. Mudar a linguagem
“Segundo a minha experiência de mais de dez anos a aprendizagem passa – do ponto de vista dos educadores e dos líderes nas organizações – por sermos mais especialistas na linguagem”, diz Helena Marujo. “É fascinante verificar que mudando a linguagem podemos mudar a identidade, as relações e a cultura”, acrescenta. A professora de psicologia e de optimismo assegura que as palavras usadas em cada momento “são uma escolha” e muito mais do que programação neurolinguística – a capacidade de moldar a identidade através da fala.

2. Divã para todos
Há uma necessidade nacional de melhorar o optimismo de empresários, políticos, banqueiros, etc: “Todos precisam de sentar-se no divã que é transversal. E por exemplo, os políticos sabem que os discursos mais optimistas são os que aumentam a probabilidade de vencer.”

Além disso, os portugueses têm, por regra, uma percepção quase sempre abaixo das respectivas condições de vida, diz. “Tivemos um pico de optimismo durante o Euro 2004 em Portugal. Mas avaliamo-nos sempre um bocadinho abaixo da nossa proporção de bem-estar. E está na altura de fazermos mudanças e de projectá-las nas novas gerações.”

3. Valorização e salário
Helena Águeda Marujo diz que os professores “têm ainda mais tendência para uma visão desanimada e muito crítica” da vida. “Precisam desesperadamente de apoio, de ser reconhecidos e apreciados na importância da sua acção”. “Mas nos estudos em geral, quando questionamos sobre os passos que fariam as pessoas sentirem-se mais satisfeitas na sua profissão, respondem: ‘valorização, apreço e reconhecerem o meu trabalho’. Isto acontece em todas as profissões e em todas as classes. Sempre, sem excepção”, garante a especialista. “Falam de valorização mesmo antes do salário, e em todos os casos”, acrescenta. A ausência desse reconhecimento profissional “pode destruir” uma empresa ou uma sociedade. “Pode levar as pessoas a elevarem os níveis de depressão e nós temos indicadores nacionais muito preocupantes.”

4. Inspiração para o sucesso
A inspiração é essencial para obter bons resultados de acordo com a professora universitária Helena Marujo. “Tenho que acreditar: se à partida não acredito, já não invisto da mesma maneira e aumento as probabilidades de insucesso. É um círculo vicioso que tem de ser compensado com um círculo virtuoso.”

5. Crescer o que funciona
“Uma empresa só funciona bem se cada coisa negativa que acontecer for compensada com pelo menos três coisas positivas. Devemos criar condições para aumentar o que faz florescer as nossas relações e os nossos processos”, acrescenta Helena Marujo. “Temos que mudar a abordagem e começar a fazer crescer o que funciona, o que está bem. Sabemos hoje que o trabalho nas empresas melhora quando se aumentam a gratidão, o perdão e a generosidade”, revela.

6. Refúgios de optimismo
Há refúgios de optimismo. “Tive aqui numa aula o caso de uma empresa farmacêutica portuguesa que ía à falência. Os trabalhadores juntaram-se e compraram-na. Isso demonstra que é a partir de pequenas experiências que nos revelamos enquanto povo, enquanto nação, e enquanto cultura na nossa capacidade de contrariar uma tendência cultural de desânimo e de queixumes.”

7. Espiritualidade
Quando fala na espiritualidade levada para o meio profissional Helena Águeda Marujo diz que não está “a falar necessariamente de religiosidade. Trata-se, apenas, de encontrar um sentido para as coisas e já temos aqui em Portugal certos bancos que dão aos funcionários uma tarde por semana para fazerem trabalho de voluntariado”. “A mudança que isso representa é enorme, por ser uma intervenção espiritual e uma forma de ajudar alguém a dar um sentido à vida”, conclui. »

In: http://economico.sapo.pt/noticias/sete-licoes-de-optimismo-para-vencer-a-crise_99322.html, a 23 de Setembro de 2010, em Diário Económico

Boas Dicas!

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Saiba Como Pode Poupar Até 800€ Nas Compras Para o Lar em Portugal…

Setembro 23, 2010

Como Poupar Até 800€ em Supermercado Fonte: http://www.brasiliadedolma.blogspot.com

A Notícia que vos trago hoje, vai servir com certeza para fazer alguma poupança, pelo menos no que concerne em bens de consumo. A mesma versa, sobre quais as superfícies modernas onde podemos poupar nas compras lá para casa.

« Escolha o supermercado mais barato e poupe até 800 euros

A Proteste visitou 549 supermercados em todo o país e concluiu que entre as maiores cadeias, os preços mais baixos são praticados pelo Jumbo.

A Proteste analisou 68 mil preços para dois cabazes: um com 100 produtos de características definidas, destinado a quem privilegia as marcas, e outro com 81 produtos, a pensar em quem escolhe o mais barato, explica a Deco num comunicado emitido hoje.

Na sequência deste estudo, a Proteste concluiu que o Intermarché de Torres Novas é o local mais económico para encher o carrinho de compras com o primeiro cabaz, para quem priveligia as marcas, seguido pelo Jumbo de Vila Nova de Gaia e por mais quatro Intermarché: Guimarães, Albufeira, São João (Ovar) e Mafra.

Quanto ao segundo cabaz, que engloba produtos de marca branca, quem pratica os preços mais baixos é o Aldi, seguido pelas lojas Minipreço.

Por zonas do país, o Norte e o Centro continuam a praticar os preços baixos, enquanto que os mais caros estão em Lisboa e no Algarve.

  • Oito exemplos de poupança
Distritos Mais caro Mais barato Poupança anual em euros
Porto El Corte Inglês, Vila Nova de Gaia Jumbo Arrábida Shopping, Vila Nova de Gaia 812,41
Lisboa Japão, R. Morais Soares Pingo Doce, Av. Almirante Reis 604,77
CC Boa Hora, Tv da Boa Hora Pingo Doce, Av. Torre de Belém 510,91
Beja Sup. Veríssimo, R. de Mértola Pingo Doce, R. Ferreira de Castro 603,96
Viseu SPAR, R. D. João I LIDL, Repeses 574,44
Setúbal Pluricoop, Av. Ant. Sérgio Jumbo Setúbal 558,16
Torres Novas Ponto Fresco, Ed. Açude Real Intermarché, Torres Novas 493,98
Faro Netto, R. Bomb. Volunt. Lagoa Pão de Açucar, Lagoa 426,36

»

In: http://economico.sapo.pt/noticias/escolha-o-supermercado-mais-barato-e-poupe-800-euros_99753.html, a 22 de Setembro de 2010, em Diário Económico

Boas Poupanças!

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E Se Suspendesse a Democracia Por Alguns Meses? Veja Aqui a Opinião de Um Jornalista Especializado na Matéria…

Setembro 17, 2010

Ecomomia Portuguesa Por Pedro Santos Guerreiro Fonte: http://www.jpn.icicom.up.pt

Hoje trago um artigo de um jornalista que escreve no Jornal de Negócios, de seu nome Pedro Santos Guerreiro, é um artigo de opinião, mas que achei interessante, e vou o transcrever na íntegra.

« Suspender a democracia durante seis meses

Portugal está sob a ameaça de intervenção do FMI. Tem a credibilidade da Grécia, o Orçamento em derrapagem, está sob os holofotes dos credores, agências de “rating”, UE, BCE, mercados. Neste contra-relógio pela vida, o que fazemos nós? Discutimos a Constituição. O Parlamento tornou-se manicómio.

É claro que a Constituição é fundamental. Que a actual está caduca. Que esta proposta foi primeiro subvertida pela demagogia do PS e foi depois revertida pelo medo do PSD. Tornou-se a manobra de diversão de uma coligação da covardia política. O PSD não sabe o que quer. O Governo sabe o que não quer. Ninguém está a falar verdade. Ninguém está a preparar o País para o que aí vem.

Há seis meses, Portugal estava num grupo maldito de quatro países, os PIGS, ameaçados pelos mercados. Entretanto, a Grécia foi intervencionada pelo FMI. A Irlanda já carregou no botão de emergência para ser acudida. E Espanha apresentou medidas duríssimas, incluindo descidas de salários, que a credibilizaram nos mercados e a descolaram do grupo dos malditos. E Portugal? Portugal está no cone de sucção da Grécia e da Irlanda. Não é o que nos dizem cá dentro. Mas é o que estão a decidir lá de fora.

A execução orçamental derrapa desde Maio. A despesa do Estado sobe. A saúde parece descontrolada, a Segurança Social gasta mais do que supunha, a educação cedeu aos professores mais custos. Medidas do PEC 2, como as portagens nas Scut, foram adiadas. Comprámos um submarino. E não damos sinais de acordo político para o Orçamento de 2011. Estamos à espera de quê?

O Ministério das Finanças é a réstia de sanidade neste Governo fraco, liderado por um primeiro-ministro outrora reformista, hoje conformista. Os políticos começaram por mentir a si próprios, hoje mentem-lhe a si, quando negam a inevitabilidade de cortar na despesa. Dizê-lo não é estar de um lado ou do outro da trincheira partidária, é sair de lá e abrir os olhos. Aumentar impostos é uma opção política. Cortar despesa é uma imposição financeira. Se não formos nós, outros serão. E será pior.

Não é este mês nem no próximo que o FMI aí entra. Mas é pelo que neste mês e no próximo se fizer. É preciso apresentar novas medidas para assegurar o défice deste ano de 7,3%. Podem ser medidas extraordinárias, como falsas vendas de património ou concessões de barragens. Mas só as verdadeiras convencerão os credores. Como cativar despesa. Mas não basta. É preciso um acordo para o Orçamento de 2011. Congelamento nominal de salários. Corte de despesas sociais. A anunciar com urgência.

Só assim Portugal deixará de parecer grego e poderá soar espanhol. Mas é preciso preparar a população. Não mentir com falsas retomas nem distrair com revisões constitucionais. Portugal está do lado de fora do parapeito do arranha-céus da ilusão. Dizem-lhe para não olhar para baixo, não vá a vertigem sorvê-lo. Mas não o tiram de lá.

Distrair é trair. Espere o melhor mas prepare-se para o pior. Poupe muito, trabalhe mais. Se não for o Governo a decidir a nossa vida, será o FMI. E o FMI é uma ditadura. Corta cego, introduz recessões, arruína a reputação política de Portugal no exterior. Nesse dia, o Parlamento será uma jaula irrelevante sob as ordens internacionais. Nesse dia, a democracia será mesmo suspensa. Mesmo que tenha a melhor Constituição do mundo.»

In: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=443515 a 16 de Setembro de 2010,em Jornal de Negócios

Bem Opinado!

RT



As Grandes Mudanças Nas Prestações Sociais… Conheça Aqui Os Detalhes…

Agosto 3, 2010

Mudanças Nas Prestações Sociais... Fonte: http://www.joseantoniomodesto.blogspot.com

Hoje trago, uma notícia que saiu no passado Domingo, e que versa, sobre as alterações aos apoios sociais, que entrou em vigor no dia 1 de Agosto de 2010, vou transcrever a referida notícia, com as principais alterações aos apoios sociais.

« O que muda nos apoios sociais a partir de hoje

A lei que aperta a atribuição de apoios entra em vigor hoje. No RSI, há famílias que podem ter cortes de 10% a 15%.

  • Todos os apoios não contributivos são afectados

A nova lei afecta todos os apoios não contributivos, ou seja, que não dependem dos descontos para a Segurança Social, mas dos rendimentos dos beneficiários. Em causa estão subsídios sociais (para beneficiários mais pobres) mas também outras ajudas:

– Prestações por encargos familiares, incluindo abono de família ou bolsas de estudo específicas;
– Rendimento Social de Inserção;
– Subsídio social de desemprego, destinado a famílias de baixos rendimentos e com insuficiente carreira contributiva para aceder à prestação principal;
– Subsídio social de parentalidade;
– Acção social escolar e no ensino superior;
– Comparticipação de medicamentos e taxas moderadoras;
– Prestações de alimentos no âmbito do Fundo de Garantia de Alimentos a Menores;
– Comparticipações aos utentes de unidades de média e longa duração da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados;
– Apoios sociais à habitação;
– Apoios sociais aos trabalhadores doEstado.

  • Beneficiários têm de autorizar acesso a dados

A lei aplica-se à maior parte das prestações e por isso haverá uma reavaliação extraordinária dos apoios.

– Para comprovar os rendimentos, a Segurança Social pode
pedir ao beneficiário uma “declaração de autorização” para aceder a informação, nomeadamente fiscal e bancária. Caso não seja entregue, suspende a atribuição do apoio;
– Falsas declarações impedem o acesso ao apoio por dois anos;
– Grande parte da informação sobre rendimentos será obtida no sistema de Segurança Social ou através da troca de dados entre esta entidade e o Fisco;
– Sempre que tal não seja possível, a Segurança Social pode solicitar as provas necessárias;
– As provas de rendimentos de capitais e apoios à habitação estão calendarizadas.

  • Todos os rendimentos do agregado contam

Para autorizar o acesso a prestações sociais, a Segurança Social vai passar a contabilizar um grupo de rendimentos mais alargado, que se estende ao agregado familiar:

– Rendimentos de trabalho dependente (salários);
– Rendimentos empresariais e profissionais (trabalhadores independentes);
– Rendimentos de capitais (como juros de depósitos, dividendos de acções ou rendimentos de outros activos financeiros). Sempre que estes sejam inferiores a 5% do valor dos créditos depositados e de outros valores mobiliários, considera-se o que resulta da aplicação daquela percentagem;
– Rendimentos prediais, excluindo casas de habitação permanente até 251,5 mil euros. Caso contrário, conta 5% do excedente. Contam rendas de prédios rústicos, urbanos e mistos e valores da cedência do uso do prédio ou parte dele. Se daqui não resultar renda ou esta for inferior à determinada, conta 5% do valor mais elevado que conste da caderneta predial ou certidão matricial;
– Pensões;
– Prestações sociais;
– Apoios regulares à habitação, como subsídios de residência ou de renda e apoios à habitação social. No caso de habitação social, é considerado um apoio de 46,36 euros, mas de forma escalonada (um terço no primeiro ano, dois no segundo e o total a partir do terceiro);
– Bolsas de estudo e formação;
– O património mobiliário (nomeadamente acções ou fundos) não pode ser superior a 240 Indexantes dos Apoios Sociais (100.613 euros).

  • Cortes no Rendimento Social de Inserção vão mais longe

No rendimento mínimo, os cortes são ainda mais visíveis, já que, além das novas regras de capitação e rendimentos, também há alterações à lei:

– Fiscalização é feita semestralmente e no momento de renovação anual;
– Desaparece a majoração do apoio às gravidas e no primeiro ano de vida, que se mantém apenas para quem já recebe;
– Caem os apoios extraordinários a deficientes e doentes crónicos, idosos em situação de grave dependência e apoios que compensam despesas de habitação;
– Quem recusar o programa de inserção perde a prestação por dois anos (e não um);
– A recusa de emprego conveniente, trabalho social ou formação implica o fim do apoio;
– A partir de 2011, o Estado garante que vai colocar em seis meses todos os beneficiários entre os 18 e os 55 anos em medidas específicas;
– Os trabalhadores que se despeçam com justa causa só podem ter acesso ao RSI um ano depois;
– A prestação de RSI corresponde à diferença entre um valor (definido em função do tamanho do agregado) e do rendimento da família. Com a nova lei, só o primeiro adulto equivale a 100% da pensão social (189,52 euros). Para o segundo, já só conta 70% (quando até agora era 100%). Mantém-se o valor de 50% para cada menor mas a partir do terceiro desce de 60 para 50%;
– Subsídios de férias e de Natal contam na determinação dos rendimentos;

  • Conceito de agregado alarga-se e muda a ponderação de cada elemento

Passam a contar os rendimentos de todos os familiares em economia comum:

– Cônjuge ou pessoa em união de facto há mais de dois anos;
– Parentes directos ou por afinidade, maiores de idade, em linha recta e colateral até ao terceiro grau (pais, filhos, irmãos, tios, sobrinhos, avós, netos, bisavós e bisnetos);
– Parentes ou afins menores em linha recta e colateral;
– Adoptantes e adoptados;

E também muda a ponderação de cada elemento:

– O requerente tem um peso de 1
– Cada indivíduo maior vale 0,7
– Cada menor conta 0,5

O que muda na contabilização dos recursos da família:

– No caso de um casal com dois filhos, em que existe um rendimento conjunto de 1.000 euros, é tido em conta um rendimento de 370,4 euros por pessoa e não 250 euros;
– A prestação pode subir se passarem a ser considerados novos elementos sem rendimentos.»

In: http://economico.sapo.pt/noticias/o-que-muda-nos-apoios-sociais-a-partir-de-hoje_95989.html, a 01 de Agosto de 2010, em Diário Económico

O meu comentário:

Perante esta notícia, penso que a medida aqui ilustrada, pode ser benéfica e ao mesmo tempo maléfica.

Os benefícios da medida, visam acima de tudo, criar um sindroma de igualdade e justiça, deixando de teoricamente haver pessoas que «ganham» com recursos a prestações sociais, sendo que podem não ter necessidades das mesmas.

Vai ser benéfico, também se olharmos, para o reajuste de valor que se vai dar, a pessoas com rendimentos oriundos de outras fontes.

Penso mesmo, que estas serão os únicos benefícios da medida, sendo que, na minha opinião, vai trazer mais malefícios que benefícios.

De forma, directa os malefícios, são se a medida não for correctamente aplicada, o retirar subsídios a quem deles necessita, ou mesmo, reduzir os mesmos, a pessoas que necessitam mesmo deles.

Senão vejamos, um casal jovem, tem empregos com rendimentos na ordem do ordenado mínimo, se por acaso um deles, ficar desempregado, vai ser indagado a necessidade do subsidio, com recursos aos valores que auferem, se for concedido o subsidio, vai ser dado somente 80% do valor do ultimo ordenado, logo, pelo valor actual de 475€, o valor rondara, os 380€, ou seja, menos quase 100€, neste caso, 95€, sendo que este valor, num cenário actual, e perante o rendimento do casal, é extremamente relevante o mesmo. Agora pensem a situação acima descrita, e se o casal tiver uma criança a seu cargo…

Outra questão que se levanta, é na minha óptica a anti-constitucionalidade da medida, pois pressupõe o levantamento do sigilo bancário, e a passagem a pente fino da vida privadas das pessoas, o que penso que a par da medida da apresentação quinzenal nas Juntas de Freguesia / Centro de Empregos, leva a tratar as pessoas, como «criminosas», o que penso que é muito injusto, eu pessoalmente sou contra o passar a «controlar» a vida das pessoas, sem motivos de crime.

Para concluir, recorde-mos que no caso do subsídio de desemprego, é um direito adquirido, na medida em que, as pessoas descontaram dos seus ordenados, para terem esse apoio, no caso de perca de emprego.

Penso que o pacote, é muito austero, e que vai acentuar a crise, pois as pessoas, ao ficarem sem rendimentos, vão ter que recorrer a outros métodos, que podem não ser os mais lícitos para poderem sobreviver. Vai com toda a certeza, incrementar a criminalidade, e mais acentuar as desigualdades e assimetrias na sociedade Portuguesa.

Deixo a Questão: Que Pensa das Medidas Aplicadas As Prestações Sociais?

Tenho Dito

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