Que Despesas Pode Deduzir No Seu IRS….

O Que Pode Declarar no IRS... Fonte: http://economico.sapo.pt

Hoje trago um artigo que achei interessante e continua na mesma linha do que tenho publicado esta semana, que trata-se de IRS, neste caso, que pode deduzir na sua declaração de IRS deste ano.

« As despesas que pode deduzir no seu IRS

No decurso do ano há que ‘coleccionar’ recibos para ‘aliviar’ a factura final do IRS.

Depois de perceber as vantagens e desvantagens de cada regime e as obrigações associadas a cada um, é preciso saber quais as deduções que cada contribuinte pode fazer para saber se tem imposto a pagar ou a receber. Além das deduções à colecta com despesas como saúde ou educação, entre outras, entram também no cálculo do IRS as chamadas deduções pessoais.

Assim, são dedutíveis 261,25 euros por cada contribuinte ou 380 euros caso constitua uma família monoparental; 190 euros por cada dependente com mais de três anos e 380 euros se tiver idade inferior a três anos; 261,25 euros por cada ascendente ou 403,75 euros se só tiver um ascendente.

Já as restantes deduções não são feitas de forma aleatória, antes respeitam uma ordem. A lei define que à colecta são feitas as deduções relativas aos contribuintes, descendentes e ascendentes, em primeiro lugar; depois vêm as despesas de saúde, seguidas das de educação, encargos com lares, com imóveis, as despesas com seguros de vida, as pessoas com deficiência, a dupla tributação internacional e, por último, os benefícios fiscais. Nestas contas têm ainda de ser consideradas as retenções na fonte e os pagamentos por conta feitos durante o ano. Lembre-se ainda de ter sempre as facturas e os comprovativos de despesa em ordem, caso contrário, corre-se o risco de as despesas não serem aceites fiscalmente. Ao fim dos cálculos feitos, é preciso recordar que o Fisco não exige o pagamento de montantes de imposto inferiores a 24,94 euros e não paga reembolsos inferiores a 9,98 euros.


Seguros de vida
A dedução à colecta dos seguros de vida vão deixar de existir a partir do próximo ano. Mas este ano ainda os pode deduzir. São dedutíveis 25% dos prémios até 65 euros para os contribuintes solteiros e até 130 euros se for casado, desde que cada conjuge tenha os eu seguro. Os contribuintes com deficiência podem deduzir 25% dos prémios com o limite máximo de 15%. O valor gasto tem de ser mencionado no anexo H no quadro 7.

Para que o seguro seja dedutível é necessário que:

– garanta exclusivamente os riscos de morte, invalidez ou reforma por velhice e, no último caso, só se o benefício for garantido após os 55 anos de idade e cinco anos do seguro;

– seja relativo ao contribuinte ou seus dependentes;

– não tenha sido objecto de dedução específica em nenhuma categoria de rendimentos.


Casa
Possuir um crédito para aquisição de habitação própria pode ser muito positivo em termos fiscais. Os valores pagos com juros e amortizações da dívida podem representar 30% de poupança no IRS a pagar. Esta dedução, no entanto, tem um limite de 591€, o qual pode ser majorado em 10%, no caso do imóvel ter certificado energético atribuindo-lhe classificação na categoria A ou A+.

Mesmo que não tenha um crédito à habitação, pode deduzir as despesas com a beneficiação do seu imóvel, ou caso habite num imóvel arrendado, pode deduzir o valor das rendas. Para além disso, ainda pode usufruir de uma dedução majorada de acordo com o escalão a que pertencer (quanto mais baixo o escalão, maior a dedução) e deduzir as prestações devidas em contratos celebrados com cooperativas de habitação.


Saúde
Peça sempre factura de todas as despesas com bens e serviços de saúde, pois pode poupar 30% no seu IRS. No entanto, só são aceites como despesas os bens e serviços isentos de IVA ou sujeitos à taxa reduzida de IVA de 5% (ou 6% desde 1 de Julho). É preciso ter atenção que os bens e serviços sujeitos à taxa de IVA de 20% (ou 21% desde 1 de Julho) só podem ser deduzidos, com limitações, se tiverem sido prescritos por um médico.

São dedutíveis à colecta 30% dos seguintes montantes:

– Aquisição de bens e serviços directamente relacionados com despesas de saúde pagas e não reembolsadas do sujeito passivo e do seu agregado familiar, que sejam isentas de IVA ou sujeitas à taxa reduzida;

– Aquisição de bens e serviços directamente relacionados com despesas de saúde pagas e não reembolsadas dos ascendentes e colaterais até ao 3.º grau do sujeito passivo (por exemplo, sobrinhos e tios), que sejam isentas de IVA ou sujeitas à taxa reduzida, desde que não possuam rendimentos superiores à remuneração mínima mensal (€475, em 2010) e vivam com o contribuinte em economia comum;

– Os juros de dívidas contraídas para o pagamento das despesas mencionadas nas alíneas anteriores

– A aquisição de outros bens e serviços directamente relacionados com despesas de saúde do sujeito passivo, do seu agregado familiar, dos seus ascendentes e colaterais até ao 3.º grau, desde que devidamente justificados através de receita médica, com o limite de €65 ou de 2,5% das importâncias referidas anteriormente, se superior.

– São ainda dedutíveis seguros de saúde têm tratamento específico dando azo a uma outra dedução à colecta que corresponde a 30% das despesas suportadas e podem representar uma poupança máxima de 85€ mais 43€ por cada dependente seguro sendo sempre considerados 30% dos encargos para efeitos de dedução. O valor da dedução duplica para sujeitos passivos casados ou em união de facto.

Prestações de serviços ou compras de produtos aceites pelo fisco:

– Serviços prestados por profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros, analistas, dentistas, fisioterapeutas e parteiras;

– Clínicas ou casas de saúde públicos ou privados, intervenções cirúrgicas e internamento em hospitais;

– Aparelhos de prótese e ortótese (por exemplo, muletas, dentaduras, óculos, ou aparelhos de correcção de dentes);

– Tratamentos termais ou de natureza idêntica (com águas minerais, por exemplo), desde que prescritos por um médico;

– Medicamentos de venda livre ou receitados por um médico;

– Despesas de deslocação e estada do contribuinte e seu acompanhante, essenciais para o tratamento. É o caso das despesas com ambulâncias ou outros veículos adaptados ao transporte de doentes, bem como as despesas de deslocação e estada por necessidade comprovada de o tratamento ser feito fora do País;

– Produtos sem glúten.

Não são aceites os seguintes encargos, excepto se prescritos por um médico, com fins preventivos, curativos ou de reabilitação:

– Despesas de deslocação e estada do próprio e de acompanhantes, não essenciais para o tratamento;

– Produtos cosméticos ou de higiene;

– Produtos naturais, como chás ou ervas medicinais, bem como produtos alimentares, excepto quando destinados apenas a garantir a vida biológica (por exemplo, as pessoas intolerantes à lactose têm de substituir o leite de vaca pelo de soja ou sem lactose);

– Despesas com a prática de desportos ou compra de artefactos ou produtos artificiais, como colchões ortopédicos.


Despesas com renováveis só podem ser deduzidas de quatro em quatro anos
As despesas com equipamentos com energias renováveis são dedutíveis em 30% até ao limite de 803 euros. Para aproveitar a dedução ao máximo, o contribuinte terá de investir cerca de 2.676 euros. O valor deve ser inscrito no anexo H no campo 809 do quadro 8. Mas estas deduções só podem ser feitas de quatro em quatro anos. Se colocou vidros duplos em 2010 e quer deduzir a despesa no IRS não poderá voltar a deduzir despesas com melhorias térmicas em 2011, 2012 e 2013. Pode deduzir no IRS:

– instalações e painéis solares térmicos;

– painéis fotovoltaicos e respectivos sistemas de controlo e armazenamento de energia para abastecer electricidade;

– bombas de calor para aquecer águas sanitárias;

– equipamentos de queima de resíduos florestais (como fogões, caldeiras, salamandras ou recuperadores de calor de lareiras);

– aerogeradores de potência inferior a 5 kW e respectivos sistemas de controlo e armazenamento de energia, para abastecer electricidade;

– equipamentos e obras de melhoria térmica de edifícios, donde resulte um maior isolamento, por exemplo, substituir envidraçados simples por vidros duplos com caixilharia de corte térmico;

– equipamentos para carregar veículos eléctricos.


Último ano para beneficiar dos PPR na totalidade
Os Planos Poupança e Reforma (PPR) têm benefícios fiscais (foram reintroduzidos em 2006), sendo dedutível 20% dos montantes investimentos por cada contribuinte. O incentivo máximo varia com a idade:

– 400 euros por contribuintes com até 34 anos;

– 350 euros por contribuinte com entre 35 e 50 anos;

– 300 euros por contribuinte com mais de 50 anos.

Para obter o benefício fiscal ao máximo os contribuintes terão assim de investir: dois mil euros no primeiro caso; 1750 euros se tiverem entre 35 e 50 anos e 1500 se tiverem mais de 50. A idade considerado é a que se verifica em Janeiro do ano em que se fazem as entregas. Se não respeitarem as regras de utilização dos montantes os contribuintes podem ser penalizados. Por exemplo, o PPR só pode ser levantado depois dos 60 anos e pelo menos após cinco anos de duração do contrato. Se assim não for, terá de declarar como rendimentos de capitais os montantes deduzidos nos anos anteriores, acrescidos de 10%. Esta percentagem será ainda multiplicada pelo número de anos em que usufruiu do benefício fiscal.

Este será o último ano em que poderá beneficiar daqueles incentivos máximos, já que o Governo introduziu tectos máximos nos benefícios fiscais, que variam consoante os rendimentos, o que acaba por ‘neutralizar’ os incentivos dos PPR. Por exemplo, um contribuinte que receba 15 mil euros brutos anuais, só terá direito a beneficiar de 100 euros no conjunto de todos os incentivos fiscais previstos na lei.


Despesas com educação dedutíveis até 760 euros
Os contribuintes podem deduzir 30% das despesas que fazem com educação e formação profissional até um limite de 760 euros. Nas famílias numerosas, com três dependentes ou mais aquele montante é elevado em 142,50 euros por cada um. Assim se um casal tiver três filhos pode deduzir até 1.187,50 euros com despesas com educação. Aqui entram por exemplo, as despesas com explicações (dedutíveis desde 2006) de qualquer grau de ensino. Para que sejam consideradas fiscalmente o contribuinte terá de ter um recibo que as comprove. O valor das despesas deve ser inscrito no anexo H no campo 803 do quadro 8 e o número de dependentes no campo 812. Quais são então as despesas dedutíveis? Podem ser deduzidas as despesas com:

– taxas de inscrição, propinas, mensalidades de jardins de infância, escolas do ensino básico ou superior (incluindo mestrados e doutoramentos), públicas ou privadas, desde que integradas no Sistema Nacional de Saúde;

– livros e material necessário para a actividade escolar são também dedutíveis. Aqui cabem cadernos, canetas, lápis, etc;

– transportes, alimentação e alojamento prestados por terceiros podem ser deduzidos;

– despesas feitas com cursos de línguas, música, canto ou teatro podem ser deduzidas mesmo que fora do âmbito do programa escolar normal reconhecido pelo Sistema Nacional de Ensino.

– os benefícios fiscais com computadores acabaram, mas os contribuintes podem deduzir os montantes gastos com computadores, enciclopédias e instrumentos musicais, para uso escolar.

No entanto, tenha em atenção que estas despesas não podem ser deduzidas se forem utilizados fora do âmbito escolar. As despesas com amas também não entram no IRS, a não ser que passem recibo verde. Finalmente, as despesas com estágios e congressos também não são dedutíveis.


Pensões de alimentos deduzidas à colecta pelo segundo ano
Até 2008, o valor pago como pensão de alimentos era abatido na totalidade aos rendimentos do contribuinte, mas desde 2009, este valor é deduzido à colecta, sendo considerado apenas 20% do total. Assim, quem tem maior rendimento e paga pensões de alimentos mais elevadas, ficou prejudicado com esta medida. O montante tem de ser declarado no quadro 6 do anexo H. Não esqueça que só o valor decidido pelo tribunal ou por acordo em conservatória do registo civil pode ser deduzido aos seus rendimentos, a título de pensão de alimentos. Os montantes que ultrapassam o valor fixado não são aceites pelo fisco e não são considerados para as contas feitas. Tenha ainda em conta que se um contribuinte pagar a pensão de alimentos do seu filho e ao mesmo tempo o declarar como dependente para efeitos fiscais – deduzindo as despesas de saúde, educação, etc – não pode deduzir a pensão de alimentos paga. »

In: http://economico.sapo.pt/noticias/as-despesas-que-pode-deduzir-no-seu-irs_112286.html, a 11 de Março de 2011, em Diário Económico

Boas Deduções!

RT

Valerá a Pena Fazer Um PPR Em 2011?

PPR em 2011 Fonte:http://2.bp.blogspot.com

Hoje trago um artigo que versa, sobre poupanças, mais concretamente poupanças realcionadas com PPR, no entanto, passo a transcrever a respectiva peça jornalística.

«PPR: este é um bom ano para investir?

Deco diz que fundos mistos e certificados do Tesouro são uma melhor opção

Subscreveu um plano de poupança-reforma (PPR)? Então não deve fazer novas entregas este ano. O conselho é da Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores (Deco) que garante que «os subscritores dificilmente conseguirão usufruir do benefício fiscal».

Segundo a revista Proteste Poupança, os fundos mistos e os certificados do Tesouro são, neste momento, uma melhor opção.

«Com comissões elevadas e grandes restrições à mobilização antes da reforma, a principal vantagem dos PPR, até este ano, era a dedução fiscal de 300 euros a 400 euros no IRS, em função da idade dos subscritores. Mas com os cortes orçamentais impos¬tos pelo Governo, também esta vantagem desapareceu para a esmagadora maioria dos investidores», avança a associação em comunicado enviado à redacção da Agência Financeira.

Ou seja, só quem tem «um rendimento mensal próximo do salário mínimo nacional e não contratou seguros de vida, não fez donativos, nem investiu em energias renováveis» conseguirá beneficiar da dedução intacta.

Apesar do revés deve continuar a poupar

Portanto, quem não reúne estas condições, não deverá fazer entregas para o PPR, «mas deverá manter a aplicação» e continuar a poupar para a reforma.

«O resgate antecipado é pe¬nalizado com uma comissão de 10% por cada ano decorrido e perda do benefício fiscal à saída. Ou seja, em vez de uma taxa de imposto de 8,6%, paga 21,5%. Se está insatisfeito com o seu PPR, pode mudar para um mais rentável e com menos comissões, explica ainda o boletim financeiro, que aconselha os portugueses a optarem «por aplicações com maior liquidez e me¬nos custos».

A Deco diz ainda que caso tenha menos de 50 anos e possa investir por um mínimo de 5 anos, deverá escolher «uma carteira de fundos de acções e obrigações ou um fundo misto». Em 2010, os mistos defensivos renderam em média 3,3% líquidos, os neutros 7% e os agressi¬vos 8,3%.

«Se tem 50 anos ou mais ou não quer arriscar, os certificados do Tesouro são a melhor opção: garantem o capital e não têm custos. Ao subscrever em Março, ganha entre 5,3% líquidos ao ano (investimento por 5 anos) e 5,6% (10 anos)», remata. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/ppr-plano-poupanca-reforma-reforma-deco-certificados-do-tesouro-agencia-financeira/1236393-1730.html, a 1 de Março de 2011, em Agência Financeira.

Boas Aplicações

RT

Conheças 30 Coisas Que Pode Fazer Para Poupar em 2011…

Dicas Para Se Poupar em 2010

Hoje trago um artigo que li num diário da nossa praça e que versa sobre 30 dias que nos ajudam a poupar, passo a transcrever o referido artigo.

« 30 Ideias para fazer crescer o seu dinheiro em 2011

O Económico reuniu 30 conselhos que o poderão ajudar a poupar mais euros e a rentabilizar o seu dinheiro.

Há muito tempo que as famílias portuguesas não enfrentavam um cenário económico tão difícil. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística, no último trimestre de 2010 a taxa de desemprego em Portugal atingiu um novo máximo histórico ao situar-se nos 11,1%. Já 2011 arrancou com o forte peso de um pacote de medidas de austeridade para enfrentar a crise onde está incluída não só a subida dos impostos como a perda de benefícios fiscais. A desafiar a capacidade de resistência dos orçamentos das famílias portuguesas, está ainda a subida das taxas de juro e dos preços dos combustíveis. Perante uma conjuntura económica tão difícil, muitos portugueses terão que recorrer a uma exigente engenharia financeira para fazer resistir os seus orçamentos familiares. Mesmo quem não viva com orçamentos muito apertados, não conseguirá escapar a cortes nos seus rendimentos. Contudo, existem sempre formas de “esticar” o dinheiro ou mesmo fazê-lo crescer. O Diário Económico apresenta-lhe 30 ideias para o conseguir concretizar.

Poupança no dia-a-dia

1 – Em casa adopte um consumo consciente: poupe em gastos domésticos como a água ou a electricidade e aposte em equipamentos energeticamente eficientes. No caso da electricidade avalie se a potência contratada é a que mais se adapta ao seu consumo ou se não lhe compensa optar pela tarifa bi-horária. Para comprová-lo experimente o simulador da EDP. Na alimentação evite também gastos exagerados. Opte por tomar o pequeno-almoço em casa e guarde a ida a restaurantes para os momentos mais especiais. Corte ou reduza também pequenos gastos como o tabaco ou o café. Por exemplo, uma pessoa que diariamente fume uma carteira de cigarros e tome quatro cafés, gasta em média 192 euros ao fim do mês. Se reduzir para metade qualquer desses hábitos, vai poupar mensalmente 96 euros, com a vantagem acrescida de que também estará a contribuir para uma saúde melhor.

2 – No supermercado sempre que possível prefira marca branca: Estes produtos tendem a ser mais baratos do que os de marcas de referência. Numa ida às compras a um hipermercado, o Diário Económico comprovou o potencial de poupança. O resultado foi que ao colocar no carrinho de compras oito produtos alimentares de marcas de referência, a factura ficou em 11,2 euros. Comprar o mesmo cabaz mas composto exclusivamente de produtos de marca própria da cadeia, custaria 7,44 euros. Ou seja, menos 3,76 euros, a que equivale uma poupança de 33%. Outra medida que pode tomar quando for às compras é, sempre que possível, pagar com dinheiro vivo. Assim, mais facilmente tem noção de quanto está a gastar.

3 – Reduza o encargo com combustíveis: Para melhor enfrentar a subida dos preços dos combustíveis, deixe o carro em casa e prefira os transportes públicos. Se não pode dispensar o uso do automóvel existem algumas formas de baixar a factura com os combustíveis. Recorra, por exemplo, aos descontos que as gasolineiras têm. A BP dá descontos de seis cêntimos por litro a quem fizer compras nos supermercados Lidl no valor superior a 20 euros. Já a Galp tem parcerias com o Modelo e Continente e a Zon. Também a Repsol tem diversas parcerias. Quem tiver o cartão Montepio Repsol tem direito a um desconto de 6 cêntimos de euros por litro nesta marca. E um desconto de seis cêntimos por litro pode fazê-lo poupar alguns euros. Por exemplo, ao atestar um depósito de 50 litros de gasolina 95, poupará 3,5 euros na factura se recorrer a este desconto.

4 – Analise com atenção as condições oferecidas pelos bancos: Quando decidir avançar para a compra de casa através do recurso ao crédito faça simulações no número máximo de bancos e compare, para conseguir o financiamento com as melhores condições possíveis. Mais especificamente, olhe para o ‘spread’ oferecido que pode variar bastante consoante a instituição. Por exemplo, numa análise aos preçários do início de Fevereiro dos dez maiores bancos nacionais, a média dos ‘spreads’ para cada uma das instituições vai dos 2,05% aos 3,225% . Mas não olhe apenas para o ‘spread’, esteja também atento a encargos como as comissões e os seguros. Pondere também a possibilidade de subscrever produtos do banco para conseguir melhores condições em termos de ‘spread’.

5 – Dê uma entrada para a casa elevada: Quanto mais alto for o montante da entrada inicial que der para a casa menor será a prestação e os encargos totais com o crédito. Mas, acima de tudo, também ser-lhe-á mais fácil conseguir o empréstimo já que os bancos estão a exigir rácios de financiamento/garantia muito mais baixos do que antes da crise. Em muitas instituições o rácio máximo exigido é de 50%/60% do valor do imóvel. Ou seja, se o imóvel que pretender adquirir estiver avaliado em 100 mil euros, os bancos estão dispostos a emprestar-lhe apenas 50 mil ou 60 mil euros.

6 – Escolha uma casa à sua medida: Ou seja, não caia na tentação de comprar uma casa demasiado grande para as suas necessidades actuais nem se endivide mais do que pode. Tenha ainda em atenção antes de avançar para um financiamento que os encargos com todos os créditos não devem ultrapassar 33% do seu orçamento mensal. Assim, previne situações de incumprimento.

7 – Faça um ‘upgrade’ do seu imóvel antes de o colocar à venda: As melhorias podem ir desde uma simples pintura das paredes a intervenções de decoração. Existem, aliás, empresas especializadas neste tipo de melhorias: o ‘home-staging’. Segundo estudos norte-americanos, casas que sofreram este tipo de intervenção vendem-se em média duas vezes mais rápido e pode haver ainda um impacto positivo também em termos de preço final. Em alguns casos, um imóvel pode valorizar em média entre 6% e 15% face ao valor inicial.

8 – Evite por a casa à venda em muitas imobiliárias: Se o fizer isso pode indiciar algum desespero em vender. Além disso, por vezes surgem alguns problemas como a mesma casa estar à venda em várias agências por preços diferentes. Não seja também muito ambicioso no preço porque tal pode inviabilizar o negócio, especialmente tendo em conta um contexto de grande oferta de imóveis no mercado como o actual.

9 – Olhe para as taxas e custos: Antes de aderir a um financiamento, analise bem as taxas de juros oferecidas pelas diferentes instituições. O mais indicado é comparar a TAEG (Taxa Anual Efectiva Global). Nessa taxa, para além da taxa de juro e do ‘spread’, estão incluídos os encargos com comissões bancárias e seguros associados ao empréstimo.

10 – Analise os preçários: Uma forma de se inteirar e comparar, não só das taxas de juro exigidas ou oferecidas como também das comissões praticadas pelos bancos, é através da consulta dos seus preçários. Desde o ano passado, as instituições financeiras são obrigadas a disponibilizar as condições de oferta da sua gama de produtos e serviços de forma uniformizada. Basta ir aos sites dos bancos para analisar essa informação e comparar.

11 – Fuja do crédito: Evite o recurso ao crédito pessoal bem como a utilização do período de pagamento faseado permitido pelo cartão de crédito, já que em qualquer dos casos as taxas de juro tendem a ser muito altas. Por exemplo, no caso do cartão de crédito, existem vários situações em que os bancos cobram taxas de juro superiores a 30%.

12 – Poupe nas comissões: Em alguns casos , ao efectuar as operações bancárias pela internet ou multibanco consegue uma poupança considerável, uma vez que as operações que até apresentam um custo ao balcão saem a custo zero se forem concretizadas através dessas plataformas.

13 – Procure os serviços gratuitos: Há, por exemplo, bancos que isentam o pagamento da comissão de manutenção de conta se o cliente domiciliar o ordenado numa conta da instituição.

14 – Faça um controlo mensal dos seus gastos: elabore uma lista com todas as suas despesas e receitas. Existem diversas ferramentas que o podem auxiliar nessa tarefa, desde uma simples folha de Excel, a programas de computador específicos. Através do próprio telemóvel também já é possível controlar as suas finanças pessoais à distância. A aplicação eBudget lançada pelo banco Best recentemente permite-lhe fazer isso mesmo desde que tenha um iPhone, iPod Touch ou iPad. É possível guardar, organizar por categorias e gerir as despesas diárias bem como controlar os gastos através de análise gráfica, e o seu ‘download’ na App Store do iTunes é gratuito.

15 – Crie um fundo de maneio para fazer face a imprevistos: Os especialistas recomendam que este fundo seja o equivalente a pelo menos cinco ou seis ordenados.

16 – Amortize parte do crédito à habitação: Se tem algumas poupanças disponíveis os especialistas aconselham a canalizar parte desse valor para amortizar o financiamento. Suponhamos o exemplo de um agregado com um empréstimo de 100 mil euros a pagar em 30 anos, com o crédito indexado à Euribor a seis meses. Essa família pagaria hoje 382,45 euros de prestação. Mas se optasse por amortizar 3.000 euros do crédito, o valor da prestação cairia para 370,98 euros.

17 – Poupar com regularidade: Sempre que receber o ordenado reencaminhe imediatamente um montante fixo para uma conta poupança. Aquilo que os especialistas recomendam é colocar mensalmente de parte pelo menos 10% do que se ganha.

18 – Depósitos a prazo: É uma das alternativas de poupança mais populares entre os portugueses. Para além do seu perfil conservador, este tipo de aplicações também se tornou mais rentável nos últimos tempos. A maior necessidade de captar recursos junto dos clientes está a levar os bancos a aumentar a remuneração dos depósitos a prazo. Hoje já é relativamente fácil encontrar aplicações que pagam taxas juro brutas acima de 4%.

19 – Certificados do Tesouro: Para quem possa abdicar de uma determinada soma (mínimo 1.000 euros) por um período alargado pode encontrar neste produto de poupança do Estado uma alternativa rentável para aplicar as suas poupanças. Quem subscrever Certificados do Tesouro em Março e mantiver a aplicação durante 10 anos terá direito a uma remuneração bruta anual de 7,1%. Mesmo quem só pretenda investir por um prazo de cinco anos terá uma taxa muito atractiva. O Estado promete um retorno bruto anual de 6,8%.

20 – Fundos de investimento: Outra forma de rentabilizar o seu dinheiro será através da aplicação em fundos de investimento. Há no mercado nacional vários fundos portugueses que têm tido nos últimos 12 meses rendibilidades atractivas. É o caso do BPI América que a 12 meses valorizou 24,9%. É o melhor fundo nacional segundo a APFIPP. A rendibilidade anualizada dos últimos 12 meses também é atractiva: 25,8%. Além dos fundos nacionais existem também fundos de casas gestoras internacionais que têm performances elevadas. E, neste campo, o melhor fundo a 12 meses é o Amundi Funds Thailand – AU (C) que valorizou 59% neste período. Importa, no entanto, ressalvar que se tratam de fundos de acções, com um nível de risco elevado.

21 – Alargar o prazo de pagamento do empréstimo: Face ao actual contexto, para muitas famílias esta é a forma mais fácil e indicada para reduzir os encargos mensais com o crédito da casa. Mas atenção, esta solução também tem desvantagens, pois no longo prazo os encargos com o pagamento de juros disparam. Assumindo o exemplo de uma família com um empréstimo a pagar em 20 anos, tendo como referência a Euribor a seis meses relativa a Janeiro e um ‘spread’ de 1%, a prestação mensal actual deste agregado é de 518 euros. Ao prolongar o pagamento do empréstimo por mais 20 anos, a prestação mensal vai descer para os 316,36 euros. No entanto, os encargos com juros ao longo da vida do empréstimo disparam, dos 24.320 para os 51.852 euros.

22 – Pedir um período de carência: Outra das soluções para suportar as subidas das prestações da casa, passa por pedir um período de carência de capital. Nesse período pagará apenas juros relativos ao capital em dívida. Uma família com um crédito no valor de 100 mil euros a pagar em 20 anos, com uma TAN de 2,254% e que tenha hoje uma prestação de 518 euros, se optar por pedir a carência de capital durante cinco anos, a prestação baixará para os 187,83 euros. Mas findo esse prazo, a prestação vai agravar-se para os 655,27 euros. Além disso, ao optar por pedir a carência de capital, os custos com os juros globais disparam. Para o caso simulado, os encargos totais do empréstimo (sem carência de capital) situavam-se nos 24.320 euros. Já com carência de capital, os custos com o pagamento de juros subiria para 29.219 euros. Ou seja, mais 20%.

23 – Consolidar créditos: Se tiver vários créditos e estiver numa situação de sobreendividamento, a consolidação dos vários empréstimos num único pode ajudar a baixar os encargos mensais. Em alguns casos, com esta solução, consegue-se a redução dos encargos mensais entre 30% até 60%. Uma simulação recente efectuada pela Maxfinance para o Diário Económico permite visualizar esse impacto. Tendo em conta uma família com três créditos (habitação, pessoal e cartão de crédito) e um encargo total mensal de 964 euros, com a consolidação e o estabelecimento de um plano financeiro é possível reduzir os encargos mensais para os 463 euros. No entanto, alguns especialistas aconselham os consumidores a recorrerem ao crédito consolidado em último caso.

24 – Procure ajuda: Se nenhuma das soluções anteriores se adequar à sua situação, ou se estiver numa situação muito complicada sempre pode pedir ajuda a familiares e amigos. Os empréstimos entre particulares são, aliás, uma solução regulamentada e que o pode ajudar a ultrapassar uma fase conturbada. Outra alterna passa por contactar o banco ou em último caso o Gabinete de Apoio ao Sobreendividado da Deco para pedir aconselhamento e apoio na renegociação dos créditos.

25 – Entregue a tempo a declaração de impostos: É que a multa por ultrapassar a data limite pode custar-lhe até 2.500 euros. O início de Março marca o arranque para o prazo de entrega da declaração.

26 – Aproveite a última oportunidade para incluir no IRS algumas aplicações: Este é o último ano em que poderá deduzir 25% dos prémios entregues nos seguros de vida, até um limite de 65 euros (se for solteiro) ou 130 euros (no caso de um casal). A partir do próximo ano estas deduções serão eliminadas. Já no caso dos PPR, os contribuintes podem ainda deduzir 20% das entregas feitas até a um limite que varia entre os 300 e os 400 euros , consoante a idade do investidor. A partir deste ano, devido à imposição de limites nos benefícios fiscais, os portugueses poderão deduzir apenas 100 euros, no máximo.

27 – Antecipe reembolso pela internet: Entregue a declaração de IRS pela internet e receba o reembolso mais cedo do que os contribuintes que fizerem a entrega em papel. Entretanto, poderá utilizar este valor para fazer uma aplicação financeira.

28 – Seguro automóvel: Avalie se não está a pagar de mais pelo seguro do carro. Porque não tentar renegociá-lo ou mesmo mudar de seguradora para poupar alguns euros.. As seguradoras ‘online’, por exemplo, oferecem normalmente seguros mais baratos, já que a sua estrutura de custos também é mais baixa.

29 – O melhor prazo para o financiamento: Se vai comprar carro a crédito atente aos prazos de financiamento. Prazos dilatados diminuem a prestação mensal mas encarecem o empréstimo. O ideal será dar uma entrada elevada e contratar prazos curtos. Evite os períodos de carência e o diferimento de capital: reduzem a prestação mensal mas tornam o empréstimo também mais caro.

30 – Lazer “em conta”: Em tempos de crise, os orçamentos são apertados e os gastos são controlados. Uma das primeiras áreas em que as famílias cortam despesas é nas actividades de lazer. Mas isso não significa que tem de estar fechado em casa. Sempre que possível privilegie as actividades ao ar livre e pesquise na internet os programas culturais gratuitos. No Facebook, por exemplo, existem páginas que divulgam este tipo de eventos. Uma delas é a página da “Agenda cultural dos tesos”. »

In: http://economico.sapo.pt/noticias/30-ideias-para-fazer-crescer-o-seu-dinheiro-em-2011_111999.html, a 28 de Fevereiro de 2011, em Diário Económico

Boas Poupanças

RT

Como Gerir Bem Um Orçamento Familiar…Quais As Despesas em Que Podemos Cortar….

Orçamentos Familiar

Como Distribuir Um Orçamento Familiar.... Fonte: http://www.coopercredi-sp.org.br

Hoje trago um artigo que achei pertinente, pela utilidade cada vez mais crescente na nossa sociedade, o artigo versa essencialmente de como distribuir o orçamento familiar, e os problemas inerentes a uma má gestão do mesmo, e da cada vez mais necessária educação financeira, passo a transcrever o mesmo, e de seguida faço um pequeno comentário.HojeHH

 

«Saiba como organizar o seu orçamento familiar

Verifique quanto é que cada despesa deve pesar nas contas da família

A família paga seis mil euros de prestações por mês. O casal só tem um filho e recebe todos os meses 2500 euros de ordenados. Naturalmente, acumulou uma dívida de 150 mil euros em cartões de crédito e crédito pessoal. Não é crédito à habitação, nem do carro. Apenas despesas pontuais, como o tal LCD que fazia mesmo falta. Este é o retrato de mais uma família que deixou de controlar as contas, e as despesas passaram a controlar a família.

Assim que a responsável pelo gabinete de apoio ao sobreendividado, da DECO, perguntou se faziam um orçamento, responderam imediatamente: “Claro que sim, mentalmente”. “E por escrito?”, insistiu a especialista. “Não, isso nunca fizemos.”

Segundo a responsável é aqui que começa o problema. “É o primeiro grande erro das famílias portuguesas na hora de gerir o seu orçamento: não organizar um”, explicou Natália Nunes, do gabinete da associação de defesa dos direitos do consumidor, ao i.

Na verdade, a única forma de controlar as despesas é saber exactamente para onde está a ir o seu dinheiro. Por vezes, pequenas despesas que parecem insignificantes no final do mês, ou mesmo no fim do ano, podem representar uma quantia considerável do orçamento. Se não, vejamos. Por exemplo, três euros num pequeno-almoço todos os dias fora de casa, ao final de um ano significa quase 1100 euros a menos.

Por essa razão, deve apontar diariamente todas as suas despesas. Este é, aliás, um dos princípios básicos da organização e gestão das finanças pessoais: anotar todas as despesas, desde a prestação da casa até ao café. No final do mês, mesmo que não tenha sobrado nada, pelo menos irá saber para onde foi o dinheiro e quais as despesas que mais peso têm no orçamento.

Natália Nunes explica que é primeira coisa que faz com as famílias. Num folha, fazem um traço a meio, de um lado anotam tudo o que recebem e do outro todas as despesas que têm. “As pessoas não têm ideia de quanto gastam”, diz. “Ficam surpreendidas quando percebem que gastam mais do que recebem”, explicou a especialista.

Reduzir e reajustar Para uma boa gestão das finanças da família também é essencial identificar as despesas desnecessárias e reduzi-las ou mesmo eliminá-las. “De que preciso realmente? Onde posso cortar?” são as perguntas que devem ser colocadas, adiantou Natália Nunes.

São várias as sugestões para reduzir alguns gastos nas diversas categorias do orçamento familiar. Mas nalgumas situações, apenas a mudança de atitude, como no caso da conta da água, luz ou gás, pode significar mais alguns euros poupados. É também importante manter as despesas dentro dos limites da respectiva categoria. Claro que não existe nenhum modelo ideal, apenas linhas orientadoras (ver gráfico). Cada família deve ajustar o orçamento às suas necessidades. Natália Nunes explica que os créditos, por exemplo, “não devem exceder os 40%”. Sendo que, no gráfico apresentado pelo i, o empréstimo da casa está inserido na categoria habitação, que deve pesar cerca de 35% do orçamento total. Com estes conhecimentos na carteira, é começar a cortar. E cortar outra vez, é a fase dolorosa.

Depois, até pode ser divertido, sobretudo se tem jeito para o negócio. “A maioria dos portugueses não sabe que pode negociar as condições dos seus contratos. Mas podem, e devem”, conta a responsável da DECO. “Deve renegociar-se o spread com o banco. Depois, fazer simulações noutros bancos. Se oferecerem melhores condições, voltar ao nosso banco, explicar as condições oferecidas e negociar novamente. Se as condições continuarem a ser melhores noutro sítio, não se deve hesitar na hora de mudar.” Alargar o prazo do empréstimo é outra opção, mas é preciso atenção. Embora a prestação mensal fique mais baixa, no final do contrato terá pago mais pelo empréstimo.

No dia-a-dia, há muito para fazer. Em casa, uma simulação no site da EDP pode ajudar a perceber qual o melhor tarifário disponível. Apesar da redução no preço dos combustíveis, os transportes públicos continuam a ser mais económicos. Se tiver mesmo de ir de automóvel, pode optar por partilhar a viagem com outras pessoas. O carsharing é uma óptima maneira de cortar nas despesas e está na moda. Esqueça o cartão de crédito e, nas transferências bancárias, dê sempre preferência à internet e ao multibanco para evitar as comissões. Quanto à alimentação, opte pelos produtos de marca branca. O ideal é que consiga também destinar uma fatia do seu orçamento à poupança, como uma qualquer outra categoria.

Quem segue estes conselhos, é pouco provável que acabe sentado em frente a Natália Nunes no gabinete da DECO. E terá, certamente, maior controlo das contas do orçamento familiar.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/33142-saiba-como-organizar-o-seu-orcamento-familiar, a 16 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Aqui está algo que deveriam dar até ao 9º ano, ou seja, a denominada educação financeira, que deveria estar prevista no âmbito da escolaridade mínima obrigatória.

Depois temos outra situação, presente na peça jornalística apresentada, é que notoriamente as pessoas que ficam em apertos financeiros, são as pessoas, que auferem rendimentos altos, ou seja, os considerados das classes média alta, pessoas que nunca se habituaram a fazer grandes contas às despesas, mas habituaram se a passar o cartão MB e especialmente o cartão de crédito e já está, a trocar de automóvel de 2 em 2 anos, etc, ou seja, são pessoas, que iam gastando, e a conta sempre foi cedendo dinheiro.

Muitas destas pessoas, esqueceram-se de inflações, incrementos de custo de vida, de crise, e muitas delas, por vezes auferem rendimentos variáveis, que possivelmente com a crise, apresentam um decréscimo, e logo, ficaram com menor rendimentos disponível.

Penso que a educação financeira, deveria ser algo, a ser ministrado, nos ciclos escolares de cariz obrigatório, pois é algo que os pais possivelmente podem ter dificuldades de apresentar aos filhos, pois estamos inseridos numa sociedade consumista, tal como, a educação sexual, por estarmos englobados numa sociedade de imagem e exploração do corpo.

Coisas elementares como saber gerir a nossa conta bancária, de forma que dê para vivermos, mas também se consiga poupar, não é algo difícil, tudo depende de custos de oportunidade e de saber gerir de forma correcta os nossos orçamentos. Se as classes mais baixas, que possuem pouca informação nestes casos, e que muitas delas conseguiram ter alguma coisa, foi através da gestão bancária correcta, mas nesse tempo, os bancos eram bem menos comerciais.

Ajudar as pessoas, dando formação, a explicar que os bancos estão mais comerciais, e que deve gerir bem os ordenados e as contas bancárias, de forma a conseguirem ter uma vida sem sobressaltos, é algo que tem que ser ministrado, tendo especial cuidado com as classes que nunca sentiram privações e hoje muitas delas estão em encruzilhadas.

Parabéns ao autor do artigo, penso que está bem enquadrado, com soluções  para os mais diversos acontecimentos.

Deixo um apelo, abram alas para cadeiras de educação financeira, existem muitos profissionais no desemprego para ajudar estas pessoas.

Deixo a Questão: Tem por hábito realizar um orçamento familiar?

Tenho Dito!

RT

Dicas Para Aumentar o Reembolso do IRS…

IRS

IRS Fonte: http://www.dn.pt

Hoje trago, dicas para poder ter maior reembolso no que concerne ao IRS, saiu no dia de ontem no Jornal I, e passo a transcrever o referido artigo, não vou tecer comentário, pois trata-se de uma informação, para as pessoas ao referido imposto.

« O que fazer para aumentar o reembolso do IRS

O relógio não pára: a sua família tem menos de dois meses para colocar o fisco do seu lado e receber até dois milhares de euros de devolução do IRS

Aponte na sua agenda: antes do final do ano tem de realizar algumas operações para que, em 2010, receba um reembolso mais gordo do fisco. Algumas soluções fiscais exigem que se prepare com antecedência. É o caso, por exemplo, da dedução da compra de equipamento de energias verdes: não convém deixar para a última semana do ano para escolher os melhores produtos, como muitas famílias fazem com os planos de poupança-reforma, incentivadas pela publicidade dos bancos. Um agregado familiar tradicional que siga as seis ideias seguintes compiladas pelo i consegue incrementar o cheque do IRS em mais de 2000 euros no próximo ano. Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje.

 

PPR: receba logo no 1º ano Os planos de poupança-reforma, produtos que permitem aforrar para o futuro e receber benefícios fiscais logo no ano seguinte da aplicação, foram eleitos pelos portugueses como uma das fontes principais para reduzir a factura fiscal. Tiago Rego, de 32 anos, faz parte dos 414 mil agregados que, em 2007, declararam PPR na sua entrega anual de IRS. “Tenho PPR por duas razões: pelos benefícios fiscais no IRS e para acautelar a reforma”, explica o aforrador, que opta pelos produtos mais agressivos, porque acredita que os mercados estão baratos e porque tem tempo para capitalizar. Contudo, é a dedução obtida que o convence. “Se não fossem os benefícios fiscais, provavelmente os PPR não seriam o produto que escolheria para a reforma”, confessa.
Os PPR permitem uma dedução de 20% dos montantes aplicados até a um máximo que depende da idade do subscritor: 300 euros para quem tem mais de 50 anos, 350 euros entre 35 e 50 anos e 400 euros para os que ainda não celebraram o 35.º aniversário. Assim, para maximizar o desconto do fisco é preciso aplicar 1500 euros, 1750 euros ou 2000 euros, respectivamente. Os reformados não tem este benefício fiscal. A legislação em vigor manda que não se mexa no dinheiro antes da reforma por velhice ou dos 60 anos, apesar de ser permitido em caso de desemprego de longa duração, incapacidade permanente para o trabalho ou doença grave.
Na última edição da “Dinheiros & Direitos”, a associação de defesa dos consumidores Deco sugeriu a subscrição do Solução PPR Zurich para quem tem mais de 50 anos. Para os que tem mais de 40 anos, a Deco sugere o PPR Património Reforma Conservador, gerido pela SGF, e o ESAF PPR Vintage, do grupo Banco Espírito Santo.

 

Ganhe dinheiro ao proteger-se Viver protegido também permite poupar na factura do fisco. Um quarto do dinheiro gasto nos prémios dos seguros de vida (muito comuns entre as famílias que têm crédito à habitação) e de acidentes pessoais são dedutíveis à colecta de 2009 até 64 euros por contribuinte, o que quer dizer que um casal pode contar com um benefício fiscal de 128 euros se gastou mais de 512 euros em seguros de vida e de acidentes pessoais ao longo do ano.
Os seguros de saúde são outra solução das companhias seguradoras que permitem aumentar o reembolso da administração fiscal. Neste caso, é possível deduzir até 30% dos custos dos seguros de saúde com o limite de 84 euros por contribuinte, ao que se pode acrescentar mais 42 euros por dependente.

 

Seja amigo do ambiente O Governo está empenhado em reduzir as emissões nocivas para o ambiente das famílias portuguesas. Assim, os equipamentos para captação de energias renováveis e os veículos eléctricos ou movidos a energias renováveis não combustíveis conseguem uma das maiores deduções à colecta: 30% dos gastos até ao limite de 796 euros, o que quer dizer que basta que gaste 2653 euros para maximizar a poupança. Até 31 de Dezembro tem a vida facilidade, se participar no Programa de Incentivo à Utilização de Energias Renováveis: pode adquirir uma solução “chave na mão” patrocinada pelo Governo com condições preferenciais. Os produtos de termossifão e de circulação forçada custam entre 2390 euros e 4966 euros. Saiba mais na internet em www.paineissolares.gov.pt.

 

Informatize a sua família Se a sua família conta com um ou mais miúdos em idade escolar, então aponte para um benefício fiscal através da informatização do agregado. Até 2011, as famílias com taxa de IRS inferior a 42% podem deduzir metade do gasto na aquisição de equipamento informático novo, desde que o valor da despesa não ultrapasse 500 euros, uma vez que a dedução máxima é de 250 euros. Este benefício apenas é valido uma vez por cada elemento do agregado que frequente qualquer nível de ensino. A factura do equipamento deve ter o número de contribuinte e a menção “uso pessoal”. No rol de gastos informáticos inclui-se software e acesso à internet em banda larga.

 

Peça recibo quando ajudar Ajudar os outros também merece um desconto fiscal. Assim, 25% dos donativos a instituições públicas e de utilidade pública são dedutíveis à colecta. Há um limite de 15% da colecta, excepto quando o donativo é para o Estado. Em muitos casos, a administração fiscal majora essa dedução, isto é, contabiliza um donativo superior. Por exemplo, os donativos concedidos a igrejas e a instituições religiosas sem fins lucrativos é majorado em 130%. »

 

In: http://www.ionline.pt/conteudo/31873-o-que-fazer-aumentar-o-reembolso-do-irs, a 9 de Novembro de 2009, no Jornal I

Votos de Boa Semana

RT

Seguros Reforma…Serão uma Boa Aposta??

Seguros Reforma, Serão boa opção???    Fonte: www.okedizemporai.blogs.iol.pt

Seguros Reforma, Serão boa opção??? Fonte: http://www.okedizemporai.blogs.iol.pt

Hoje trago mais um conselho económico, passo a transcrever o mesmo, seguido de um comentário:

« Reforme-se e esqueça o dinheiro

Se chegar à idade de reforma e tiver um bom pé-de-meia, pode comprar um complemento de pensão. Para garantir mil euros adicionais por mês, precisa de entregar uma poupança de 200 mil euros

Quando alguém se reforma já sabe que é provável que a sua pensão não lhe cubra os gastos mensais a que estava habituado. Se deixar de trabalhar na idade prevista de 65 anos, é natural que a sua pensão fique entre 66 e 73% do seu último vencimento, estima a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico. Nesse momento pode fazer uma de três coisas: aligeirar o seu estilo de vida, começar a utilizar as poupanças (se conseguiu amealhar ao longo da vida) ou, se prefere não pensar muito em dinheiro, pode entregar o seu pé-de-meia a uma seguradora em troca de um complemento de pensão para o resto da vida. A renda vitalícia funciona de uma forma muito simples: o rendista entrega o seu pé–de-meia em troca de um depósito mensal na conta bancária de um valor pré-acordado para o resto da vida.

Há muitos anos que as companhias de seguros gerem rendas vitalícias, mas a popularidade ainda é baixa: menos de 1% da produção seguradora nacional é nesta área, de acordo com os números da Associação Portuguesa de Seguradores. A razão é o reduzido interesse dos portugueses e das seguradoras, explica Pedro Seixas Vale, presidente da APS.

“O aumento da esperança de vida é um risco para as seguradores”, explica, alertando para o facto de as companhias terem muitas vezes contratos que duram mais de 30 anos.

Para os particulares, a vantagem das rendas vitalícias é clara: assim nunca se corre o risco de a poupança não chegar aos últimos anos de vida. Como as mulheres tendem a viver mais anos, algumas seguradoras oferecem melhores complementos de reforma aos homens. É o caso da Liberty Seguros: por 200 mil euros, um cavalheiro de 65 anos recebe 1093 euros por mês para sempre, enquanto uma senhora tem direito a apenas 881 euros. Todavia, se o objectivo é complementar a pensão de reforma de um casal, há outra opção: a reversibilidade. Nesta modalidade, um dos membros do casal pede a renda vitalícia e, caso morra antes do parceiro, uma percentagem da renda continua a ser paga vitaliciamente ao seu parceiro. No Banco Espírito Santo, por exemplo, os mesmos 200 mil euros permitem receber uma renda vitalícia de 792 euros, a partir dos 65 anos, reversível em 50% com um parceiro também de 65 anos. Logo, o rendista recebe esses 792 euros até falecer e, a partir daí, o seu parceiro sobrevivo passa a encaixar mensalmente metade, ou seja, 396 euros.

Cuidado que é para o resto da vida Antes de se lançar numa renda vitalícia, convém procurar junto de todas as seguradoras qual é a melhor proposta, já que é uma decisão para o resto da vida. Actualmente, para um cidadão de 65 anos, o Millennium bcp Fortis, o grupo segurador partilhado pelo Fortis e pelo Millennium bcp, tem uma das melhores propostas: 200 mil euros transformam-se numa renda mensal vitalícia de 1193 euros para quem tiver 65 anos. Regra geral, as rendas vitalícias podem ser pedidas com qualquer idade, embora algumas companhias não façam contratos a quem já tenha ultrapassado os 70 anos.

O principal risco das rendas vitalícias é a inflação. Daqui a 20 anos, mil euros compram tanto como 610 euros hoje, se os preços aumentarem 2,5% por ano. Contudo, as companhias de seguros também facilitam a ultrapassagem deste obstáculo ao disponibilizarem rendas crescentes. Porém, a renda inicial é inferior.

No Banco Popular é possível obter uma prestação de 1092 euros aos 65 anos com 200 mil euros, mas, se pedir para a renda aumentar 2,5% por ano, os mesmos 200 mil euros já só atribuem cerca de 837 euros por mês. Todavia, no ano seguinte, a prestação já ultrapassa os 858 euros e, no ano a seguir, aproxima-se dos 880 euros.

Consoante a companhia de seguros, há outras opções quando se contrata uma renda vitalícia. Uma das mais populares é receber 14 mensalidades por ano, porque todos gostam de ter um dinheiro extra no Verão para fazer uma férias topo de gama e mais capital em Dezembro para gastar nos presentes de Natal. Nesta modalidade, o rendista recebe a duplicar em dois meses do ano a combinar com a seguradora. No Montepio, a renda de 1100 euros obtida por um associado com 65 anos que entregue 200 mil euros desce para cerca de 943 euros caso peça 14 rendas anuais.

Qualquer que seja a opção da sua renda vitalícia, tem de declará-la ao fisco. Estas prestações são classificadas como se fossem pensões de aposentação ou de reforma, logo tem de registá-las no Anexo H da declaração de rendimentos.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/25006-reforme-se-e-esqueca-o-dinheiro, 28 de Setembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Pois bem, temos que estar sempre a calcular o nosso dia de amanhã, e isso é um ponto que temos que ter em conta, logo penso que esta opção é uma boa oportunidade para se reflectir sobre a nossa reforma.

Penso que estes seguros, são úteis para quem consegue amealhar alguns trocos e pode os colocar num seguro deste género, no entanto, isto pode também ser feito pela própria pessoa, faz a sua poupança, e pode tipo anualmente, ou com, outra periodicidade por si definida, pode agendar uma transferência automática dessa mesma conta, para a conta à ordem, no entanto, isto exige maior controlo, e não pode se não seguido bem à regra, ser usado para a vida toda, isto se, vivermos muitos anos, a vantagem e de poder poupar em comissões e colocar logo uma quantidade exorbitante de dinheiro para constituir o seguro.

No entanto, é pena que cada vez mais seja necessário as pessoas terem desde muito cedo se preocupar com a reforma, após ainda descontarmos para a segurança social, ainda temos que poupar, do nosso próprio bolso e sendo tributado ainda por esse poupança adicional que se faz, para a nossa reforma.

No entanto, penso que estes seguros, a par de um PPR, pode ser uma óptimo complemento à reforma, sendo que o PPR, está isento de tanta tributação, pelo menos comparando com o seguro ou mesmo um depósito a prazo.

Qualquer que seja, a sua escolha, deve sempre ter em conta que, deve ter em conta que algumas destas opções, podem ser irreversíveis, e que devem ser tomadas com consciência.

Tenho Dito

RT

Como Investir no Mercado Bolsista…

Hoje trago uma notícia de cariz de investimento, essencialmente no mercado de acções, passo a transcrever o referido artigo, seguido de um comentário da minha pessoa, mas que não versa somente sobre acções:

« Estratégias para poupar nos investimentos

O optimismo está de volta ao mercado e trouxe consigo os investidores. Se quiser seguir a onda de euforia dos últimos meses tem à sua disposição um vasto leque de produtos. O preço pago pode fazer uma grande diferença no retorno obtido. Conheça as opções à sua medida e quanto custam.

Acções, fundos de investimento, CFD, Warrants, ETF. O que escolher? A oferta na hora de investir é variada e com características bastante diferentes. Com muitos investidores a regressarem ao mercado, depois de dois anos de fuga dos activos com maior risco, há várias condicionantes a ter em conta na hora de optar e o preço é uma delas. O Negócios foi analisar vários produtos de investimento para diferentes activos, com o objectivo de perceber quais as alternativas mais económicas, para condições semelhantes.

Partindo de um valor de investimento inicial de 5.000 euros, o objectivo foi identificar as várias soluções para cada tipo de activos, analisando as comissões e todos os custos inerentes, assim como as suas vantagens e desvantagens. Para uma análise mais rigorosa, o Negócios pediu a colaboração da corretora GoBulling, do ActivoBank7, do Banco BiG e do Banco Best, de modo a conhecer todos os diversos produtos ao dispor dos investidores e as suas características.

A pesquisa incidiu sobre acções, quer individuais, quer num cabaz, e sobre matérias-primas, uma vez que se tratam dos activos mais procurados pelos investidores. Apesar do preço ser uma das variáveis com maior peso, não deve ser a única a ter em conta. Antes de investir, identifique bem as suas prioridades e, apenas em função dos seus objectivos de investimento, decida qual o produto que se adapta melhor a si.

“As comissões são seguramente uma das variáveis a ter em linha de conta na escolha de um investimento, mas não deve ser vista como a primeira e principal variável de decisão”, explica Rui Olo, da direcção de “marketing” do ActivoBank7, lembrando que “nos investimentos, primeiro é fundamental definir qual o tipo de investimento, adequado ao perfil de risco, e só depois comparar as diferentes opções que permitem concretizar o investimento”.

No caso das acções, o investidor pode optar pela compra directa em bolsa ou pela aquisição de um CFD (Contract For Difference). Enquanto se adquirir os títulos no mercado accionista terá que pagar os custos de transacção requeridos pelo intermediário financeiro, se escolher os CFD é cobrado um “spread” sobre o capital investido. Os CFD são contratos que replicam o desempenho de um determinado activo, como por exemplo uma acção, e permitem a alavancagem do investimento, bem como a tomada de posições curtas, através das quais se pode ganhar com a queda dos títulos. Neste último caso, há lugar ao pagamento de juros pelo empréstimo dos títulos.

Por outro lado, se a escolha recair sobre um cabaz de acções ou um índice, o leque das alternativas de investimento aumenta. Além dos tradicionais fundos de acções, existem também os ETF e os certificados.

Os dois últimos seguem o desempenho de um determinado índice e são negociados em bolsa, tal como acontece com as acções e podem ser adquiridos nas corretoras. Diogo Serras Lopes, director de investimento do Banco Best realça que “a principal diferença no caso dos ETF é terem um custo de gestão menor, mas também não têm gestão activa, como acontece normalmente no caso dos fundos, que tem como objectivo acrescentar valor face à performance do índice de referência”.

Para apanhar o comboio das recentes subidas das matérias-primas, as opções são a aquisição de contratos de futuros, ETF, certificados e CFD. A diferença no custo chega a ser de 500%. Se preferir investir directamente no mercado, a alternativa são os futuros. Mas a exposição às matérias-primas pode ser conseguida através dos outros produtos e beneficiar do efeito de alavancagem. As opções são muitas e os custos podem fazer a diferença, mas não devem ser o único aspecto a ter em conta.

Diferença no custo chega a ser dez vezes maior Antes de decidir onde colocar as suas poupanças, analise todas as alternativas disponíveis e compare as comissões associadas a cada uma delas. No caso do investimento num cabaz de acções, os preços variam entre 158,75 euros e 15 euros, dez vezes menos que a primeira alternativa.»

In: http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=388321, a 25 de Setembro de 2009, em Jornal de Negócios

O meu comentário: Penso que o optimismo a que estamos a assistir, é algo que tem que ser tomado com bastante ponderação, pois um passo em falso, ou um investimento não muito acertado, pode deixar o nosso investimento cair por terra.

O apresentado, pela notícia, são para perfis mais arrojados, tendencialmente, e nesta época, onde a liquidez ainda é em parte escassa, o mais concorrido, são os denominados depósitos a prazo, onde o capital e a remuneração, são garantidos, apesar de as taxas não serem muito agradáveis, as pessoas preferem seguir a menção, mais vale pouco, que nada.

É obvio que os investidores no mercado de acções estão aí, e ás quedas dos últimos ano e meio, parecem estar a serem diluídas, e a cotação das acções parece estar a ser alvo de correcção de mercado, ou seja, a seguir para a progressão natural, e para o seu valor normal.

Vamos esperar para ver o que dá, este começo de desafogo e os primeiros investimentos no mercado bolsista, uma coisa é certa, se pretende ganhar algum, penso que seja, uma óptima ideia comprar agora algumas acções, ter uma carteira variada, pois com as correcções dos próximos meses, vai com certeza rentabilizar essa mesma carteira.

Outra solução de investimento são os fundos, existem os com risco e os sem risco, pode sempre optar pelo que lhe for mais confortável, no entanto, os com risco, na sua generalidade, têm mais retorno que os outros.

Tudo depende do perfil de investimento que mais estiver de acordo consigo, o meu voto é para que existam bons investimentos e claro, boas rentabilidades.

Deixo a Questão: Qual o seu perfil de investimento, e em que produtos costuma aplicar as suas poupanças?

Tenho Dito

RT

Análise da Campanha Eleitoral Para as Legislativas 2009…

Legislativas 2009      Fonte: www.bulimunda.wordpress.com

Legislativas 2009 Fonte: http://www.bulimunda.wordpress.com

Hoje trago um resumo publicado por um diário português, o Jornal I, passo a transcrever e de seguida faço um comentário sobre este mesmo resumo:

« Os pecados mortais dos cinco maiores partidos em plena campanha eleitoral

A ira de Sócrates é pecado ou virtude? E a avareza da Manuela Ferreira Leite mais a preguiça combatida por Portas? Conheça os pecados mortais em confronto eleitoral

Avareza PSD

A arma eleitoral de Ferreira Leite

A avareza social-democrata não é bem um pecado. É uma arma eleitoral apresentada como virtude. Ferreira Leite não gosta de comícios e não os faz: organiza sessões públicas. Tecnicamente não é um comício; mas na prática é, embora numa versão minimalista, mais recatada e controlada. A decoração é sóbria e as surpresas inexistentes: convida a discursar os cabeças-de-lista dos distritos que visita e conta com a ajuda de um nome sonante do partido para animar as hostes. Marcelo, Rangel, Sarmento e Marques Mendes foram as últimas escolhas. Todos assumiram as despesas do ataque aos socialistas ou da galvanização das massas. Manuela agradece.

Agradece sobretudo porque, nesses mesmos dias, Manuela repetiu o seu discurso. Foi em Coimbra, Viseu e Vila Real, podia ter sido em Faro, Setúbal ou Aveiro. A mesma linha, as mesmas ideias, o mesmo rumo. As mesmas palavras. Sem um soundbyte que agitasse a tribuna de imprensa. Se Ferreira Leite tivesse agência de comunicação, seria altamente provável que a alertassem para a necessidade de alimentar a voragem mediática. Mas não é por acaso que Manuela dispensa esses conselhos. “Essa pergunta pressupõe que a política é feita através de soundbytes ou de anúncios nos jornais”, respondeu a uma jornalista que a questionava, em Bragança, sobre a possível construção de uma barragem na região. E para Manuela não é assim que a verdade funciona.

Manuela só fala quando tem a convicção de que vai emitir a opinião que quer. Os jornalistas insistem. Perguntam uma vez por Cavaco e por Fernando Lima. “Não comento.” Perguntam outra vez. “É um problema do presidente.” A avareza do discurso é também uma estratégia. Bem visível: entre domingo e terça-feira, dedicou apenas doze minutos e quarenta e cinco segundos a falar com os jornalistas que seguem a campanha social-democrata. E faz questão de se centrar nos assuntos que escolhe para cada dia de campanha. O resto é a espuma dos dias. A verdade não alimenta polémicas.

Orgulho PCP

Jerónimo de Sousa luta, orgulhosamento só, pelos trabalhadores
Vá aonde for Jerónimo de Sousa, as palavras do candidato são sempre de que a CDU luta, orgulhosamente só, pelos direitos dos trabalhadores. Os trinta e três anos de alternância no governo entre PSD, PS e CDS serviram para sacrificar a vida de quem trabalha e beneficiar os grandes grupos económicos, lembra Jerónimo às populações que visita. O pecado do orgulho tem uma justificação prosaica: o PCP vai conseguindo manter a sua representação parlamentar.
Jerónimo de Sousa tem sempre uma palavra a dar aos trabalhadores. Sobre o desemprego, a precariedade ou criticando o novo Código do Trabalho aprovado pela “política de direita do eng. Sócrates”. Ontem, o candidato foi bem recebido entre as mulheres da Califa, uma empresa têxtil do distrito de Aveiro que está em processo de insolvência.
Muitos beijinhos e abraços e sentimentos à flor da pele. “Levanto-me Às 5h30 da manhã para estar aqui, chegamos a casa às 19h00”, diz uma trabalhadora que é interrompida por outra: “Tenho uma menina pequena e a casa por pagar, o que vou fazer à minha vida?” E logo a primeira volta à carga: “Queremos o nosso salário. É pouco mas é nosso. Só exigimos aquilo que é nosso.” Os cerca de 200 trabalhadores não receberam o salário de Agosto, nem o subsídio de férias. Jerónimo vai lançando um discurso optimista: “Tenha esperança”; “Não desista.” Mas as trabalhadoras estão desiludidas: “É preciso é boa disposição para a gente esquecer o que se está a passar e se calhar ainda vai passar mais”, diz uma. “Rir sem vontade”, atira outra. Ao que Jerónimo responde: “Um sorriso é sempre um sorriso.” “A esperança é a última a morrer”, diz a trabalhadora sem, no entanto, esboçar um sorriso. O candidato culpa o governo: “Esta fábrica tem uma grande potencialidade, tem encomendas e qualidade nas camisas que produz mas, infelizmente, o governo tem tomado opções erradas.”
A sirene toca aguda e os beijinhos e mensagens de esperança de Jerónimo também acabam, afinal as trabalhadoras têm mais uma tarde pela frente. “Até domingo! Pode contar connosco!”, gritam. Com orgulho.

Ira PS

Muitos chamam-lhe arrogância, mas o PS diz ser determinação

A ira é o pecado compulsivo do secretário-geral do PS que, quase na mesma proporção, o alimenta (“determinação”, “rumo”, etc.) e o destrói, como se viu no divórcio com os professores, funcionários públicos e outros. É ao pecado da “arrogância”, outro nome usado para referir a ira de Sócrates, que muitos atribuem a derrota nas europeias, quando o PS foi abandonado pelos eleitores e ficou com o pior resultado de sempre. Do pecado, Sócrates tentou penitenciar-se a seguir à derrota de Junho e falhou. Não houve ave-marias rezadas perante os clérigos do partido, na reunião da comissão política depois das eleições, que lhe extirpassem a coisa. A tentativa de se despojar da ira durou 24 horas e logo José Sócrates a abandonou: o sofrimento de não pecar era insustentável e, acreditava o PS, talvez inútil, tendo em conta as circunstâncias.
A José Sócrates perdoa-se-lhe o pecado da ira quando é camuflado com um nome positivo: determinação. Mas ela está lá sempre, quando entra em fúria quando é questionado, quer pelos jornalistas, quer pela oposição. É à ira – pecado que partilha com a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues – que se deve em parte a gestão desastrada de algumas reformas, como a da educação.
A ira corrói um governo e uma personalidade ao ponto de não deixar espaço para uma dose mínima de humor, nonchalance e autocrítica. Nunca Sócrates se consegue salvar da ira, mesmo em campanha eleitoral: os comícios cheios de “determinação” e “rumo”, convictos até à exaustão da bondade do seu projecto, são profundamente irados. Ele acredita e é impossível alguém não acreditar: como qualquer irado, Sócrates sente-se permanentemente vítima da incompreensão alheias. O irado nunca percebe o que lhe está a acontecer e tem dificuldade em ouvir a opinião alheia sem a tomar como “relatório do inimigo”: foi assim durante os quatro anos de um governo pujante de auto-suficiência, característica de toda a gente que sofre do pecado da ira. É um pecado estranho: dá-lhe votos quando lhe carrega a marca da “convicção” e retira-lhe quando salta à vista a “arrogância”.

Preguiça CDS

Perante a preguiça não há complacência, diz o CDS. Será soberba?

A ideia é petróleo para acender as arruadas. “Andam a comer à custa dos trabalhadores, vão para os cafés fumar e beber e não querem fazer nada. É galões, é bolos, é tudo. E um desgraçado tem de trabalhar até aos 65. Já trabalho desde os 12 anos, querem-me obrigar a continuar até aos 65, de bengala agarrada às máquinas”, dizia um homem a Paulo Portas quando a caravana passou por Espinho. O líder do CDS usa outras palavras, mas diz o mesmo.
Mais do que Sócrates, Ferreira Leite ou Louçã, o grande inimigo do CDS nestas eleições é a preguiça. Pecado dos pecados é não fazer nada. E pecado ainda maior é receber um ordenado pelo nada que se faz. No evangelho segundo o CDS, a preguiça é uma doença contagiosa do povo que Sócrates propaga oferecendo uma recompensa chamada Rendimento Mínimo. A norte, no povo do Portugal que não é Lisboa, a mensagem dos democratas-cristãos tem encontrado o seu mais fiel destinatário.
Paulo Portas sabe que quem conta dinheiro todos os meses e chega às últimas semanas já sem nada para contar, dá por si a maldizer “a malandragem que para aí anda a viver à custa de quem trabalha”. Fala numa “maioria silenciosa” que, de tão silenciosa não se apanha nos radares das sondagens, mas que pensa como ele – “não acha bem que os que trabalhem paguem impostos e os que não trabalham vivam à custa do contribuinte”. O CDS, “o único partido da direita com convicções”, vem dizer que não há nada de mal em pensar assim, porque o dinheiro deve ser de quem o trabalha e, perante a preguiça, não há complacência.
Contra a crise, o CDS só vê duas escolhas possíveis. O trabalho – na lavoura, nas pequenas e médias empresas, nas pescas e nas florestas de Portugal – ou a preguiça, que não conduz o país ao reino da riqueza, mas para a qual o PS criou o limbo do Rendimento Mínimo. Portas promete vida curta a este apoio e, com um corte de 25%, quer aplicar o mesmo dinheiro a aumentar o subsídio de desemprego para quem não encontra ocupação e as reformas de quem já trabalhou o que tinha a trabalhar.

Gula BE

A gula do BE é quase insaciável. O poder já não é tabu

“Mete uma faca à garganta se és um homem glutão.” A passagem é da Bíblia. Agora troque “homem” por “empresário”: até podia ser uma frase do programa eleitoral do Bloco de Esquerda. Em cada comício, em cada arruada, em cada almoço, repetem-se palavras de ordem contra aqueles (os poucos) que acumularam milhões à custa dos muitos, o povo “que não tem vida na sua própria vida”, como disse Francisco Louçã esta semana. E os glutões têm nome: Américo Amorim, José Eduardo dos Santos, Grupo Mello, Mota-Engil ou o “amigo de Sócrates”, Ricardo Salgado.  Mas à sua maneira, o Bloco de Esquerda também cai no pecado mortal, revelando um desejo insaciável por mais Estado. São as nacionalizações da Galp, da REN e de outros sectores estratégicos para que haja “justiça na economia”.
Louçã já disse que quer desprivatizar, “mas não a torto e a direito”. O fantasma ficou, embora a palavra nacionalização tivesse sido substituída por expressões mais suaves como “controlo público” ou “responsabilidade pública” e ainda “gestão pública”.
A verdade é que os “perigosos esquerdistas” ou “parasitas” anti-sistema – como disse António Costa – estão a evoluir para algo mais convencional. Agora, também eles estão na luta insaciável e gulosa pelo poder. Provas? Em Junho, ainda antes das eleições europeias, Miguel Portas deixava o primeiro sinal: “Queremos ser governo e estamos a preparar-nos para ser governo.”
Na passada segunda-feira em Coimbra, Louçã deixou outro desejo: “Quero convidar qualquer pessoa que nunca tenha votado no BE a pensar por que razão é precisa uma força na esquerda, neste partido, e uma maioria para governar.” Uma maioria? Exactamente, mas não para já. Palavra de coordenador nacional do BE. Por mais que negue dar a mão a Sócrates depois das eleições, há muita gente no Largo do Rato a “cobiçar a mulher alheia”. Alegre e Soares até já falaram em casamento. Para já, Louçã mantém-se fiel. Mas, depois do dia 27, até pode atender o telefone a Sócrates e dizer-lhe: “Perdoo-te o mal que me fazes pelo bem que me sabes.”»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/24301-os-pecados-mortais-dos-cinco-maiores-partidos-em-plena-campanha-eleitoral, 23 de Setembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Penso que vários são os itens que marcaram esta campanha eleitoral, pelo menos até este momento, podemos ver o PS, que consegue subir nas sondagens, mas não a escalar como em 2005, no entanto, com alguns mistérios a pairar sobre si, como é o caso, da dita asfixia de expressão, que se pensa quem muitos órgãos de comunicação tem passado, o caso das escutas, é outro dilema, e que infelizmente, na minha óptica o nosso presidente da república deveria vir a publico dizer algo, mesmo que isso, fosse prejudicial às eleições, pois acho que vai continuar a prejudicar as eleições, apesar do silêncio dele, enfim, são escolhas. Paira também o segredo de um acordo com o Bloco de Esquerda, mas são ideias coisas que deveriam ser mais transparentes, mas aqui tem a lógica de não deixar fugir eleitorado para o BE, e vice-versa, por parte do BE.

O PSD, a sua líder mostra que não gosta do contacto com o publico, se assim o é, como tem dado a entender, então temos que a única a razão para se candidatar, é a perseguissão de um tacho, e não o dever se servir o país e os portugueses, que são valores que se deve, ter como principais numas eleições deste tipo, mesmo as suas sessões deixam um pouco a desejar, pois o povo gosta de movimento, confusão e algumas ofertas…

O CDU, ao contrário do partido anterior, tem mostrado e isso, é uma tradição deste partido, gosta de estar, aliado a multidões e de estar ao lado das pessoas, este partido, tem estado sempre presente nas lutas, das pessoas e na maior parte das manifestações, penso que tem presença forte, nos distritos onde habitualmente ganha, apesar de ter algumas ideias de cariz ideológico forte, não as consegue concretizar, por estar conotado negativamente, perante a população em geral, embora, o seu líder tenha assumido que, enquanto houver juventude, não desiste, pode ser que se renove, e agarre a juventude, não agora, mas talvez daqui a alguns anos, a ver vamos.

O CDS-PP, é um partido, notoriamente de Bom Vivant, onde os meninos ricos e aliados à igreja, encontram o seu poiso, digamos que é a nata da sociedade, embora tenha valores questionáveis, e muitas delas irreais, tem uma ou outra, que até são boas ideias, no entanto, não promete reprimir o Bom Vivant, que muitas pessoas não gostam, pois na sua generalidade, só trabalham para uma imagem cada vez mais metro sexual, do que contribuir para algo tangível, mas se continuarem a se esforçar, se despirem esta conotação e se assumirem como pessoas trabalhadoras e interessadas em servir os portugueses, e o país, não correndo atrás de coligações a todo custo para assegurar um tacho, penso que podem ter cotação no futuro.

Por fim, o BE, um partido que é o mais recente dos 4 acima por mim mencionados, que veio do nada, conseguiu subir, e mesmo nas ultimas eleições europeias, conseguiu escalar, e subir de uma forma exponencial, atingindo e consolidando de uma vez por todas o 3º lugar. Este partido, move-se essencialmente, por força de uma juventude, com valores fortes e ideias bastante vincadas, é uma juventude, que muita dela é oriunda de classes com necessidades, outros com necessidades de vencer, geralmente e muita da geração de 80, que tenho vindo a destacar esta semana, vai se refugiar neste partido, e penso que mesmo, alguma e muita da indecisa, vai mesmo encontrar um mínimo conforto neste partido, pois penso que seja, o que tem o programa mais realista, para este nicho populacional, deve-se muito também a este nicho a sua escalada nas ultimas europeias.

Como disse, eu não vou revelar publicamente, aqui o meu voto, pois penso que os votos das pessoas, são o resultado de uma reflexão cuidada, que todos devemos fazer aos programas dos partidos políticos, e não votar por caras, ou por tradições de cariz partidário, devemos votar por ideais, e por programas.

Desejo a melhor sorte a todos os partidos, mesmo os que não enumerei aqui, por não terem tradicionalmente assento político.

Que os Portugueses elejam quem mais desejam!!!!

Deixo a questão: Que pensa do comportamento dos 5 principais partidos nesta campanha eleitoral para as legislativas de 2009?

Tenho Dito

RT

Vale a Pena Fazer Um Seguro de Viagem??

Viagem

Hoje trago algo útil para quem quer marcar férias, passo a transcrever a notícia e de seguida faço uma análise:

« Seguros de viagem: compensam ou não?

Em altura de férias há sempre questões que deve colocar, uma delas diz respeito aos seguros de viagem caso esteja a pensar sair do país. Vale a pena ou não fazê-los? Pois bem, a Associação de Defesa do Consumidor fez as contas e chegou à conclusão que só compensa para destinos exóticos – sem pacote turístico – e garante que, em muitos casos, a assistência em viagem automóvel e o cartão europeu de seguro de doença são suficientes.
De acordo com a Deco, contratar este tipo de seguros “pode ser um gasto necessário se viajar só pela Europa ou se contratar o pacote numa agência de viagens”.
Segundo a associação, a maioria das coberturas do seguro de viagem está prevista noutros produtos ou serviços, o que no entender da mesma, “o torna pouco interessante”. “Por exemplo, os acidentes pessoais, na base de todas as apólices: indemniza por morte ou invalidez permanente e paga as despesas de tratamento e funeral, em caso de acidente. Mas com um seguro de vida, que a maioria dos consumidores contrata no crédito à habitação, e o cartão europeu de seguro de doença, gratuito e válido na maioria dos países da Europa, beneficia da mesma protecção”.
A Deco relembra ainda que, se pagar a viagem com cartão de crédito, pode activar a cobertura de responsabilidade civil, idêntica à do seguro: indemniza terceiros por danos causados pelo segurado e agregado familiar, animais domésticos ou durante a prática de um desporto amador.
Já a cobertura de bagagens, de acordo com a mesma, “ é limitada e pouco interessante”. Isto porque, regra geral, é activada quando as malas estão à guarda da transportadora ou do hotel e paga até 750 euros por objecto. Além disso, exclui dinheiro, cheques, cartões, jóias, casacos de pele, óculos, telemóveis, máquinas fotográficas e de filmar. Ou seja, esta cobertura pode ser substituída pela do cartão de crédito, se o usar para pagar a viagem.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/17406-seguros-viagem-compensam-ou-nao, a 10 de Agosto de 2009, no Jornal I

A minha análise:

Estamos em época de férias e no que concerne a ir de férias, todo o cuidado deve ser pouco, principalmente, em nos proteger em situações em que estamos num país fora do nosso.

Os seguros de viagem compensam se forem para serem accionados em países que essencialmente os seguros de vida não cobrem, como são por vezes países em via de desenvolvimento, logo são considerados como sendo países de risco, as seguradoras descartam essas responsabilidades, redireccionando para os seguros de viagem, no entanto, estes por vezes não são mais que um seguro de vida, mas só para fora do país, logo, porque é que se deve pagar duas vezes pela mesma cobertura?

No espaço Europeu e dentro dos países da União Europeia podemos, tendo o cartão europeu de doença, que pode ser solicitado na segurança social, quer fisicamente, quer pelos sites da segurança social, o seguro de vida que se tenha, devido a se possuir um seguro de saúde, ou então também o seguro do cartão de crédito são mais que suficientes.

Outra situação, e mesmo para aqueles que não possuem cartão crédito, e que só tenham cartão de débito, é que muitos cartões de débito, têm também seguros associados ao mesmo, é obvio que não tão completos ou abrangentes como os de crédito, mas que na generalidade, cobrem algumas situações de viagem, como os de crédito, mas com quantias inferiores.

No entanto, se tiver que recorrer a um seguro de viagem, o mesmo cobre essencialmente nas nossas malas, objectos comuns, coisas caras ou mesmo consideradas como sendo, artigos de luxo, não estão contempladas, como são os artigos de luxo, ou mesmo o numerário que suscitam curiosidade por parte dos amigos do alheio.

Na minha opinião um seguro de viagem compensa, se tiver coberturas diferentes das que já se possui, se tiver algum valor acrescentado ao que temos, e ver se realmente cobre o que necessitamos, caso contrário, pode ser muito bem dispensado.

Penso que o desejável é seguir o conselho da notícia, em que devemos primeiro verificar muito bem as coberturas dos nossos cartões de débito ou crédito; e depois verificar se compensa a subscrição de um seguro de viagem.

Basicamente, e como em todos os seguros, verificar bem as coberturas, é algo que devemos fazer para ver se compensa.

Votos de Boa Viagem a todos e Boas Escolhas

Tenho Dito

RT

Dicas para Poupar em Seguros em Portugal…

Seguros

Continuando na onda dos serviços de baixo custo, hoje a notícia que transcrevo é sobre seguros, passo a transcrever, e depois passo a tecer um comentário:

« Reduza a factura dos seguros

É nos seguros que as famílias cortam primeiro quando o orçamento encolhe. Não tem de ser assim: algumas estratégias ajudam-no a baixar os prémios

O cancelamento das apólices de seguros é uma das estratégias que as famílias estão a seguir para desafogar o aperto económico. O resultado são agregados familiares apenas segurados quando a lei os obriga, como é o caso do seguro de responsabilidade civil do carro e o seguro da casa. Porém, essa não é a melhor estratégia: em vez de cortarem em muitos, faz mais sentido procurar reduzir os prémios (isto é, os preços dos seguros) em todos eles. Um dos maiores erros das famílias portuguesas é “não fazerem uma análise concreta das suas necessidades familiares ou pessoais, procurando ampará-las não só mediante o recurso à compra dos seguros que são obrigatórios, mas também através de seguros que lhes permitam ter uma maior tranquilidade quanto ao futuro da família”, diz José António de Sousa, administrador-delegado da Liberty Seguros.

Antes de avançar para o equilíbrio do orçamento, é preciso perceber que adquirir um seguro não é a mesma coisa que ir ao supermercado. “Para reduzir o custo com a compra de um relógio compra–se um Tissot em vez de um Rolex. Com os seguros não se pode agir da mesma maneira”, avisa José António de Sousa. Para poder comparar duas propostas de seguros é preciso garantir que as condições são iguais ou muito próximas. “Diríamos que o maior erro [na contratação] reside precisamente no facto de o preço constituir, na esmagadora maioria das situações, o critério exclusivo utilizado na contratação de seguros, com abstracção total pelas condições contratuais, designadamente as coberturas, exclusões e serviço de assistência ao tomador”, alerta Corvaceira Gomes, director executivo da Associação Portuguesa dos Produtores Profissionais de Seguros.

Mesmo tendo em conta todas as particularidades dos seguros, é possível poupar dinheiro e manter um bom grau de cobertura. “A redução dos prémios passa pela intervenção aconselhável de um mediador profissional nos vários contratos de seguro de que uma pessoa singular ou colectiva seja titular, uma vez que, para além da personalização à medida das várias soluções e produtos possíveis, acautelando sempre e adequadamente os riscos a cobrir em cada caso, conseguem-se obter reduções de prémios nos contratos global e individualmente considerados”, conta Corvaceira Gomes, da associação que representa agentes e corretores multi-seguradora. A associação para a defesa dos consumidores Deco confirma: “Já constatámos que pode obter descontos de 20 a 25% face à contratação ao balcão da companhia” se visitar um mediador, lê-se num estudo recente sobre seguros automóveis.

Aproveite enquanto está barato

A concorrência está a apertar no sector segurador, o que pode ser positivo para quem quer reduzir os seus prémios. “Há hoje grandes diferenças de prémios entre as seguradoras, mas isso deve-se ao facto de levarmos três anos a baixar tarifas, algumas a níveis tecnicamente insustentáveis e actuarialmente ruinosas”, revela José António de Sousa, da Liberty Seguros. “Há já companhias a perder dinheiro com o seguro automóvel, por exemplo, pelo que o que se espera é aumentos necessários de prémios, não reduções adicionais.” Nos últimos quatro anos, os custos brutos com sinistros das seguradoras a actuar em Portugal duplicaram, mas os prémios cobrados só avançaram 14%, segundo o Instituto de Seguros de Portugal, o que está a estrangular as contas do sector segurador.

Como há uma grande disparidade de preços entre seguradoras, os segurados só ganham se fizerem uma investigação exaustiva do mercado. O seguro do carro é o primeiro.

Poupe mais de 70% no seguro automóvel

O ramo dos seguros automóveis é um dos mais competitivos, por isso é também um dos que oferecem mais poupanças potenciais. As estatísticas mostram que, em média, cada veículo automóvel paga um seguro anual de 263 euros, um valor que tem vindo a descer rapidamente, mas que ainda pode reduzir-se. Se um condutor de 32 anos que adquiriu recentemente um Ford Fiesta, o automóvel mais vendido em Março, procurar o seguro mais barato em todas as seguradoras portuguesas descobrirá que pode poupar mais de 320 euros por ano entre a proposta mais barata e a mais cara.

Regra geral, são as seguradoras que funcionam praticamente em exclusivo pelo telefone e pela internet – como a N Seguros, a Ok! Teleseguros, a Logo e a Seguro Directo – que são mais económicas. Comparando apenas os seguros de responsabilidade civil com o capital mínimo obrigatório (1,8 milhões de euros) associados aos pacotes de assistência em viagem e protecção jurídica mais baratos de cada seguradora, o condutor pode evitar pagar mais de 460 euros optando pela N Seguros, que cobra 132,41 euros por ano. Procurando uma solução para um carro de gama superior, como um Volkswagem Golf 2.0 TDI, a N Seguros, que pertence ao grupo BPN, continua a ser mais barata, permitindo uma poupança que ultrapassa 70% face à opção mais cara.

O último trabalho da Deco sobre seguros automóveis concluiu que a Ok! Teleseguros, com quem a associação tem um protocolo, é a escolha acertada para muitos condutores. Segundos as contas da associação de defesa dos consumidores, as poupanças face ao prémio médio chegam aos 370 euros por ano. Para os condutores de mota, as escolhas acertadas são a Allianz, a Fidelidade Mundial e a Império Bonança.

Se o carro é novo ou se tem um valor elevado, convém também ter um seguro de danos próprios, o que encarece o prémio a pagar. Contudo, “negociando com a seguradora uma franquia mais elevada pode conseguir-se uma diminuição do valor do prémio a pagar”, avança Rita Sambado, directora de marketing de produtos e clientes da Fidelidade Mundial e Império Bonança. A franquia é o valor que ficará a cargo do segurado em caso de sinistro: “No entanto, é fundamental que o segurado se certifique que a franquia tem um valor comportável na eventualidade de ocorrer um sinistro”, conclui Rita Sambado.

Exigência do banco

O seguro multirrisco da casa não é obrigatório por lei, mas quase todos os proprietários têm um porque os bancos o exigem quando atribuem financiamento para a aquisição. Aliás, o risco de incêndio é o único que tem de estar coberto, segundo a legislação em vigor, e apenas para os imóveis em propriedade horizontal (moradias estão excluídas).

Mesmo que esteja preso a uma seguradora, porque a mudança representaria uma penalização no spread do crédito, é provável que tenha muitas opções. A maioria das companhias de seguros comercializa mais do que um tipo de apólice, que pode incluir a protecção contra danos por água, inundações, tempestades, incêndios, raios, explosões, furtos ou roubos, sismos e aluimento de terras. Investigue se o seguro que tem não é excessivo, porque, ao retirar algumas coberturas, o prémio desce. Rita Sambado, da Fidelidade Mundial e Império Bonança, sugere ainda que adicione meios de protecção adicional à sua habitação, como alarmes, extintores e grades de protecção, o que “pode fazer diminuir o preço do seguro multirrisco-habitação”.

Reduza o seguro de vida se for solteiro

Além do seguro multirrisco, os bancos também exigem um seguro de vida aos credores que contratam um crédito à habitação. Como o prémio destes seguros tende a aumentar com o passar do tempo, uma estratégia seguida por muitos portugueses é reduzir o capital seguro todos os anos. Os bancos apenas obrigam a fazer o seguro pelo montante do capital não amortizado, que se reduz progressivamente ao longo do prazo do empréstimo até deixar de ter dívida. A estratégia resulta em reduzir o capital seguro à medida que a dívida também se reduz.

É verdade que consegue poupar alguns euros se reduzir o capital seguro todos os anos, mas essa pode não ser uma boa estratégia, especialmente se tiver uma família à sua guarda. Caso morra, embora a habitação fique paga, a família pode ficar desamparada. Pondere bem esta decisão. Obviamente, se for solteiro e se não tiver alguém a seu sustento, baixar o custo do seguro é uma estratégia atraente.

A família também é a razão principal para ter um seguro de saúde. Neste segmento também pode poupar algum dinheiro, se estiver disposto a ser responsável por uma parte do risco. Em vez de adquirir um seguro de saúde completo, porque não opta por um que só cobre grandes gastos médicos? Há duas razões para preferir este modelo: confia no Sistema Nacional de Saúde para as necessidades mais básicas ou confia que o seu orçamento é suficiente para pagar todos os pequenos custos médicos. Nesta área, a Allianz recomenda o seguro HospitAll: “Destina-se aos que se preocupam essencialmente com o grande risco”, em contraponto com o MedicAll, “para os clientes que pretendam uma cobertura mais alargada”.

Aceite o desconto de pacote

Embora a aquisição de seguros não seja a mesma coisa que ir ao supermercado, há uma característica em comum: quanto mais encher o cesto, mas barato fica por produto. “Uma boa maneira de poupar nos seguros é contratar pacotes que amparem várias necessidades familiares. Por exemplo, quem for a um agente da Liberty Seguros com a finalidade de comprar, além do seguro automóvel, o seguro Lar e, por exemplo, um seguro de Vida Risco pode poupar uma boa maquia”, revela José António de Sousa. “O facto de se concentrarem os seguros numa única seguradora, pela diluição de risco que a mesma comporta, é fundamental para que os clientes beneficiem de condições mais vantajosas por parte da seguradora”, explica Rita Sambado, da Fidelidade Mundial e Império Bonança.

Os descontos de quantidade são uma realidade em quase todas as seguradoras, embora a maioria não o promova. Uma das excepções no ramo automóvel é a Ok! Teleseguro: pode juntar todas as apólices do agregado familiar no Ok! Família beneficiando de uma poupança que pode chegar aos 20%, consoante o número de veículos na apólice.

Há um grupo de seguros que são pacotes por defeito: os de responsabilidade civil familiar. A cobertura é muito variável de seguradora para seguradora, mas, generalizando, protege os riscos de danos provocados pelo segurado, pela sua família (ideal para quem tem filhos irrequietos) e pelos seus animais, de acidentes gerados na prática de desporto e de acidentes por condução de bicicleta. Antes de subscrever um seguro de responsabilidade civil familiar deve confirmar que já não tem um seguro que cubra alguns dos riscos, como o seguro associado ao cartão de crédito ou o multirriscos da casa.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/15150-reduza-factura-dos-seguros, a 28 de Julho de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Hoje vou fazer um breve comentário, pois penso que a própria notícia já é bastante extensa, como tal, está bastante complete, dispensando o comentário para limar esta ou aquela aresta, ou poder elucidar sobre este, ou aquele ponto.

Pois bem, pela análise do artigo publicado, podemos verificar que, geralmente as soluções pela internet, tendem a ser as mais vantajosas em termos de preço, em serviço podem compensar ou não, mas isso, já entra noutro campo, que como é o da qualidade.

As seguradoras online, são económicas, porque não têm às suas costas a estrutura pesada de uma rede de agências, de mediadores, e por tal modo, oferecem bons preços, são as denominadas seguradores low cost, ainda ontem falei da vantagem dos baixos custos, os das companhias aérias, aplicam-se da mesma forma aqui ao mercado das seguradoras.

Outro factor, que pode ajudar a reduzir os custos com seguros dos agregados familiares, e como, o próprio artigo enumera, é a consolidação dos seguros num único pacote, segue no mesma linha que a consolidação de créditos num só único, de tal forma que, um pacote de seguros, é mais barato que se os subscrever de forma isolada, é um truque de muitas seguradoras, de dar um desconto, a quem tiver os seguros do carro, de vida, da casa, do barco…ect, todos na mesma seguradora, sendo que escondem esta opção como forma de poder ter vantagem negocial se for necessário, no entanto, se solicitar, eles disponibilizam esta opção, e na maior parte dos casos beneficia e bastante o cliente.

Na minha opinião, a escolha do seguro ou mesmo a transferência de um seguro de uma companhia para outra, tem que ser analisado as condições oferecidas por uma e por outra companhia, e os preços, as cuberturas podem até ser contempladdas em ambos os produtos, mas cuidado com os pencentuais que alguns produtos têm, por exemplo, um seguro automóvel tem cobertura de vidros na companhia X, na companhia Y, existe um seguro idêntico, e com essa cobertura, mas nas letras pequeninas, pode-se que verificar que a mesma só abrange 50% do preço do vidro. Este exemplo, é meramente elucidativo, podendo não corresponder a nenhum caso na realidade, mas clausulas como estas, aparecem naquelas letras geralmente pequenas e que ninguém lê, e que, em caso de conflito iliba a seguradora.

O meu conselho, na subscrição de um seguro, devemos ler o contrato todo, esclarecer todas as duvidas e verificar nas outras seguradoras de modo a verificar o melhor preço, para as coberturas que pretendemos.

Deixo a questão: Está satisfeito com a(s) sua(s) companhia(s) Seguros?

Tenho dito

RT