Conheça o Resultados Das Eleições Legislativas de 2011…

Junho 6, 2011

Hoje trago os resultado das Eleições Legislativas que se realizaram ontem.

Resultados das Legislativas 2011... Fonte: http://www.jn.pt/

 

RT


SCUT’s e CHIP’s Colocam em Causa a Governação de José Socrates? Conheça os Detalhes e Deixe a Sua Opinião Sobre o Assunto…

Junho 28, 2010

SCUT e CHIP´s Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje, e por ser Segunda feira, após mais um fim-de-semana, é altura de voltarmos à realizada, e vou comentar uma notícia que li na passada sexta feita, e sobre as SCUT, vou transcrever a mesma e de seguida vou efectuar um breve comentário à mesma, e obviamente à actuação do nosso governo.

« Oposição contra chips. Isso é «fantasma do Big Brother»

Primeiro-ministro critica «visão preconceituosa» da oposição como se todas as evoluções electrónicas atentassem contra os direitos dos cidadãos

O primeiro-ministro criticou esta sexta-feira a oposição por ter impedido a cobrança electrónica de portagens, através dos chips, invocando uma espécie de «fantasma do Big Brother». José Sócrates reiterou que o identificador servirá exclusivamente para o pagamento de portagens e que será apenas obrigatório para «os veículos que passem» nas SCUT.

Veja as «bocas» da oposição

SCUT: imposto adicional para alguns?

Os critérios de isenção para quem trabalhe na área destas auto-estradas e para os residentes são, no entanto, «uma coisa muito subjectiva e que tem de ser muito bem explicada», defendeu a deputada do partido ecologista Os Verdes, Heloísa Apolónia, citada pela agência Lusa.

«Não consigo perceber como é que se juntam todas as bancadas da oposição com um único objectivo, impedir o prosseguimento do projecto de portagens de cobrança electrónica», respondeu José Sócrates.

«SCUT não comportam portagens físicas»

O primeiro-ministro disse ainda que existe uma «visão preconceituosa» de que «alguma evolução electrónica, na mente do PCP, será sempre um big brother que vai atentar contra os direitos dos cidadãos».

E fez questão de sublinhar que «já demos todas as garantias, para que não haja a mínima desconfiança. Já aceitámos que o identificador do veículo sirva apenas para a cobrança de portagens, e nada mais do que isso. Já concordámos que a obrigatoriedade devia ser apenas para aqueles veículos que passem nessas portagens».

Sócrates reiterou a informação avançada na véspera pelo secretário de Estado dos Transportes, Paulo Campos, de que uma SCUT «tem características geométricas diferentes, com mais entradas e saídas». Estas condicionantes tornam «impossível aplicar portagens físicas, a não ser que fechássemos entradas e saídas e que fizéssemos investimentos muito significativos». Até porque a colocação de praças de portagens demoraria três anos a construir.

Via Verde e chips: que diferenças?

«As portagens de cobrança electrónica são um método moderno, de maior vantagem para o Estado e para quem passa nas auto-estradas». Sócrates acrescentou que não existirem diferenças entre este sistema electrónico e a Via Verde.

Mas a deputada Heloísa Apolónia contestou: a diferença é que a cobrança da Via Verde «é voluntária» e o sistema de chips «seria obrigatório».

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/scut-portagens-chip-socrates-governo-agencia-financeira/1172980-1730.html, a 25 de Junho de 2010, em Agência Financeira.

O meu comentário:

Pessoalmente, e como já aqui manifestei anteriormente, à algum tempo, sou totalmente contra a cobrança das SCUT, visto serem vias que foram financiadas no tempo da sua construção, e tendo como objectivo que fossem gratuitas. No caso das 3 SCUT, que querem cobrar na região norte, elas foram construídas em cima de troços de estradas nacionais (EN), ou mesmo de itinerários complementares (IC), sei que a SCUT da Costa de Prata, foi construída em certos locais em cima da antiga EN109, e A28, penso que, é denominada de Porto Litoral, foi em cima da EN 107, e da EN13, a SCUT do Grande Porto, que foi construída para desviar o transito que vem de norte e sul da VCI, que é uma via muito poluída e congestionada no Porto, a mesma foi construída em cima do IC24, sendo que atravessa uma cidade densamente povoada e industrializada e onde mesmo, está colocado o Aeroporto Internacional Francisco Sá Carneiro, refiro-me à cidade da Maia.

Perante isto, e que muito se tem discutido, penso que estas vias, poderiam ser cobradas, caso existissem vias alternativas, como qualidade mínima, pois não podemos esquecer que fazer parte da UE, quer dizer que o nosso país deve estar dotado, de infra-estruturas mínimas de qualidade, condicentes com a restante Europa, foi também, creio eu, nesse encadeamento que foram pagas pela UE, a construção das referidas SCUT, no governo de António Guterres.

Penso que, mais uma vez, foi bem feito pela oposição, o «chumbo», dos Chips, pois, os mesmo, na minha óptica serviriam em primeira instância para a cobrança de portagens, mas a qualquer momento, poderiam ser extrapolados para outras situações, como por exemplo, indicar com alguma distância à polícia, se o automóvel X, ou Y, estão a circular correctamente, com a documentação em dia, a velocidade, ou mesmo, velocidades médias, e saber quais as estradas por onde andou, pois bem, terminaria com a o «aleatório» das operações STOP, neste caso.

Este é um exemplo, mas podemos extrapolar para outros, o que basicamente terminaria com o anonimato e a liberdade a que o cidadão tem como princípios basilares da nossa constituição.

Penso que o Eng. Sócrates, está «desesperado», pois tem as contas publicas num rebuliço a qual, ele não consegue dar solução, às tantas e por ser engenheiro, pois considero que se alguém estuda gestão ou mesmo economia em detrimento de engenharia, terá mais apetência à partida para saber organizar contas, não quero menosprezar ou mesmo inferiorizar a classe dos engenheiros, mas este…enfim… Basicamente, é cada macaco no seu ganho, engenheiros para engenharias, gestores e economistas, para gestão e economia…(mas dos verdadeiros, de falsos estamos cheios).

O nosso Presidente da Républica, não teve coragem de dissolver o governo, pelo menos enquanto pôde, mas creio que, Sócrates está a seguir num caminho sem retorno, e que invariavelmente o vai levar a uma única saída, que é de colocar o seu lugar a disposição, e serem convocadas eleições antecipadas.

A margem ficou muito reduzida, e cada vez mais estreita, parece mesmo que os apoiantes de Sócrates, aos poucos estão a desistir, de um sonho deste primeiro-ministro de tentar para já, controlar o incontrolável, neste caso, «chipar os portugueses», de tentar saquear o mais possível os Portugueses, e de tentar governar sem saber bem o que anda a fazer. Parece-me mais que ele tentar, dar nas vistas, penso mesmo, que terá um lugar assegurado na nossa história, como o pior a todos os níveis primeiro-ministro da história Portuguesa.

Deixo um pedido aos nossos governantes e mesmo a Sócrates, se ainda quiser dar a volta (se é que a mesma existe), ganhem juízo, olhem para princípios basilares como o desemprego, e o pouco ou mesmo nulo investimento na juventude portuguesa, especialmente a licenciada, com cursos pré Bolonha, que é a que pode dar reviravolta as nossas contas, pois é a que está com maior apetência para a carreira, mas ao mesmo tempo, com fortes indícios de incremento da natalidade, que ajudaria e muito, a resolver o problema da nossa dívida e índices de competitividade portuguesa.

Tenho Dito!

Uma Boa Semana!

RT


Análise aos Resultados das Eleições Legislativas 2009

Setembro 28, 2009
Resultados de ELeições Legislativas 2009    Fonte: http://www.ionline.pt

Resultados de Eleições Legislativas 2009 Fonte: http://www.ionline.pt

Resultado Global de Legislativas 2009  Fonte: http://www.publico.clix.pt/

Resultado Global de Legislativas 2009 Fonte: http://www.publico.clix.pt/

A minha análise aos Resultados:

Após as eleições legislativas do dia de ontem, podemos ver os resultados acima demonstrados, onde temos como principal situação, a vitória com uma maioria relativa por parte do PS (36.56%), uma derrota para o PSD (29.09%), um resultado inesperado para o CDS-PP (10.46%), um resultado muito bom para o BE (9.85%) e um resultado um pouco sem surpresas para a CDU (7.88%), dando isto em deputados 96, 78, 21, 16 e 15, respectivamente para cada um deles.

A vitória vai para o PS, apesar de ter uma maioria relativa, consegue ganhar, embora não se augure uma legislatura fácil, digo, mesmo, bastante difícil face aos resultados eleitorais desta noite, a única situação que pode advir e para confortar o PS, é a de coligação ou acordo parlamentar, com o tão enunciado Bloco Central formado pelo PS com o PSD; outra alternativa é o PS tentar entrar no mesmo acordo com o CDS, qualquer um destes dois partidos, pode fazer o PS, chegar a uma maioria confortável; o mesmo já não se pode dizer em coligações aos partidos de esquerda (BE e CDU), pelo menos de forma isolada, uma coligação seria forçosamente com os 3, ou seja, o PS coligar ao mesmo tempo com o BE e a CDU, coisa que é bastante difícil.

Vamos ver como decorre a legislatura, mas penso que seja a legislatura mais complexa dos últimos tempos, pois a sua continuidade, está sempre colocada à prova, e pode sair defraudada a qualquer momento, devido à fragilidade dos resultados eleitorais desta noite.

Como acima mencionei, a grande derrotada, e como muitos esperaram e outros não, é Dra Manuela Ferreira Leite, quase levando o nível de resultados, ao nível de 2005, na altura com a candidatura do Dr Pedro Santana Lopes, foi uma derrota grande, para quem estava confiante, penso que a questão dessa mesma derrota, deve-se essencialmente a não ter um projecto para o país em concreto, ou se o tinha, não consegui passar e persuadir os portugueses da veracidade do mesmo.

O CDS é, uma das grandes surpresas da noite, pois consegue ficar com a medalha de bronze, penso que muitos dos seus votos, advieram da imagem do PSD, que estava cansada e pouco coesa, devido possivelmente, è fragilidade demonstrada pela sua líder, os votantes de direita, então sem soluções, refugiaram-se no CDS, para não dar a maioria ao PS, e não simpatizando com os restantes partidos de esquerda o BE e a CDU

O BE, foi a outra surpresa, ou não, pois todos sabiam que muito do eleitorado do PS, refugiou-se neste partido, mas não só, penso que as suas políticas vanguardistas, o olhar para nichos como os jovens e as suas necessidades, a sua luta contra concentração de poder em grandes organizações, entre outras medidas de cariz mais popular, a sua posição, tendo como objectivo o PS de Sr. Eng. José Sócrates, levaram a bom porto, e no impedimento da maioria absoluta. Estes resultados, espelham também o populismo crescente que tem tido, e que reforça o resultado obtido nas anteriores eleições europeias.

A CDU, elege mais um deputado que em 2005, e vê desta forma reforçada a sua posição, tratando-se um partido tradicional, e de onde, muita da sua força vem de sindicatos e pessoas com cariz mais conservador, muitos dos descontentes com o governo PS, espelharam nesta força, o seu voto, tendo em vista o impedir a maioria absoluta.

Penso que os resultados no global, são como já acima mencionei, são resultados um pouco inesperados no que concerne a alguns partidos, e que vai tornar a legislatura um pouco instável, no entanto deixo os meus parabéns a todos, e votos de uma governação de acordo com as necessidades do país e dos portugueses, tendo sempre em vista a qualidade da governação e da confiança depositada em cada um.

Votos de Bom Trabalho

Tenho Dito

RT


Análise da Campanha Eleitoral Para as Legislativas 2009…

Setembro 24, 2009
Legislativas 2009      Fonte: www.bulimunda.wordpress.com

Legislativas 2009 Fonte: http://www.bulimunda.wordpress.com

Hoje trago um resumo publicado por um diário português, o Jornal I, passo a transcrever e de seguida faço um comentário sobre este mesmo resumo:

« Os pecados mortais dos cinco maiores partidos em plena campanha eleitoral

A ira de Sócrates é pecado ou virtude? E a avareza da Manuela Ferreira Leite mais a preguiça combatida por Portas? Conheça os pecados mortais em confronto eleitoral

Avareza PSD

A arma eleitoral de Ferreira Leite

A avareza social-democrata não é bem um pecado. É uma arma eleitoral apresentada como virtude. Ferreira Leite não gosta de comícios e não os faz: organiza sessões públicas. Tecnicamente não é um comício; mas na prática é, embora numa versão minimalista, mais recatada e controlada. A decoração é sóbria e as surpresas inexistentes: convida a discursar os cabeças-de-lista dos distritos que visita e conta com a ajuda de um nome sonante do partido para animar as hostes. Marcelo, Rangel, Sarmento e Marques Mendes foram as últimas escolhas. Todos assumiram as despesas do ataque aos socialistas ou da galvanização das massas. Manuela agradece.

Agradece sobretudo porque, nesses mesmos dias, Manuela repetiu o seu discurso. Foi em Coimbra, Viseu e Vila Real, podia ter sido em Faro, Setúbal ou Aveiro. A mesma linha, as mesmas ideias, o mesmo rumo. As mesmas palavras. Sem um soundbyte que agitasse a tribuna de imprensa. Se Ferreira Leite tivesse agência de comunicação, seria altamente provável que a alertassem para a necessidade de alimentar a voragem mediática. Mas não é por acaso que Manuela dispensa esses conselhos. “Essa pergunta pressupõe que a política é feita através de soundbytes ou de anúncios nos jornais”, respondeu a uma jornalista que a questionava, em Bragança, sobre a possível construção de uma barragem na região. E para Manuela não é assim que a verdade funciona.

Manuela só fala quando tem a convicção de que vai emitir a opinião que quer. Os jornalistas insistem. Perguntam uma vez por Cavaco e por Fernando Lima. “Não comento.” Perguntam outra vez. “É um problema do presidente.” A avareza do discurso é também uma estratégia. Bem visível: entre domingo e terça-feira, dedicou apenas doze minutos e quarenta e cinco segundos a falar com os jornalistas que seguem a campanha social-democrata. E faz questão de se centrar nos assuntos que escolhe para cada dia de campanha. O resto é a espuma dos dias. A verdade não alimenta polémicas.

Orgulho PCP

Jerónimo de Sousa luta, orgulhosamento só, pelos trabalhadores
Vá aonde for Jerónimo de Sousa, as palavras do candidato são sempre de que a CDU luta, orgulhosamente só, pelos direitos dos trabalhadores. Os trinta e três anos de alternância no governo entre PSD, PS e CDS serviram para sacrificar a vida de quem trabalha e beneficiar os grandes grupos económicos, lembra Jerónimo às populações que visita. O pecado do orgulho tem uma justificação prosaica: o PCP vai conseguindo manter a sua representação parlamentar.
Jerónimo de Sousa tem sempre uma palavra a dar aos trabalhadores. Sobre o desemprego, a precariedade ou criticando o novo Código do Trabalho aprovado pela “política de direita do eng. Sócrates”. Ontem, o candidato foi bem recebido entre as mulheres da Califa, uma empresa têxtil do distrito de Aveiro que está em processo de insolvência.
Muitos beijinhos e abraços e sentimentos à flor da pele. “Levanto-me Às 5h30 da manhã para estar aqui, chegamos a casa às 19h00”, diz uma trabalhadora que é interrompida por outra: “Tenho uma menina pequena e a casa por pagar, o que vou fazer à minha vida?” E logo a primeira volta à carga: “Queremos o nosso salário. É pouco mas é nosso. Só exigimos aquilo que é nosso.” Os cerca de 200 trabalhadores não receberam o salário de Agosto, nem o subsídio de férias. Jerónimo vai lançando um discurso optimista: “Tenha esperança”; “Não desista.” Mas as trabalhadoras estão desiludidas: “É preciso é boa disposição para a gente esquecer o que se está a passar e se calhar ainda vai passar mais”, diz uma. “Rir sem vontade”, atira outra. Ao que Jerónimo responde: “Um sorriso é sempre um sorriso.” “A esperança é a última a morrer”, diz a trabalhadora sem, no entanto, esboçar um sorriso. O candidato culpa o governo: “Esta fábrica tem uma grande potencialidade, tem encomendas e qualidade nas camisas que produz mas, infelizmente, o governo tem tomado opções erradas.”
A sirene toca aguda e os beijinhos e mensagens de esperança de Jerónimo também acabam, afinal as trabalhadoras têm mais uma tarde pela frente. “Até domingo! Pode contar connosco!”, gritam. Com orgulho.

Ira PS

Muitos chamam-lhe arrogância, mas o PS diz ser determinação

A ira é o pecado compulsivo do secretário-geral do PS que, quase na mesma proporção, o alimenta (“determinação”, “rumo”, etc.) e o destrói, como se viu no divórcio com os professores, funcionários públicos e outros. É ao pecado da “arrogância”, outro nome usado para referir a ira de Sócrates, que muitos atribuem a derrota nas europeias, quando o PS foi abandonado pelos eleitores e ficou com o pior resultado de sempre. Do pecado, Sócrates tentou penitenciar-se a seguir à derrota de Junho e falhou. Não houve ave-marias rezadas perante os clérigos do partido, na reunião da comissão política depois das eleições, que lhe extirpassem a coisa. A tentativa de se despojar da ira durou 24 horas e logo José Sócrates a abandonou: o sofrimento de não pecar era insustentável e, acreditava o PS, talvez inútil, tendo em conta as circunstâncias.
A José Sócrates perdoa-se-lhe o pecado da ira quando é camuflado com um nome positivo: determinação. Mas ela está lá sempre, quando entra em fúria quando é questionado, quer pelos jornalistas, quer pela oposição. É à ira – pecado que partilha com a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues – que se deve em parte a gestão desastrada de algumas reformas, como a da educação.
A ira corrói um governo e uma personalidade ao ponto de não deixar espaço para uma dose mínima de humor, nonchalance e autocrítica. Nunca Sócrates se consegue salvar da ira, mesmo em campanha eleitoral: os comícios cheios de “determinação” e “rumo”, convictos até à exaustão da bondade do seu projecto, são profundamente irados. Ele acredita e é impossível alguém não acreditar: como qualquer irado, Sócrates sente-se permanentemente vítima da incompreensão alheias. O irado nunca percebe o que lhe está a acontecer e tem dificuldade em ouvir a opinião alheia sem a tomar como “relatório do inimigo”: foi assim durante os quatro anos de um governo pujante de auto-suficiência, característica de toda a gente que sofre do pecado da ira. É um pecado estranho: dá-lhe votos quando lhe carrega a marca da “convicção” e retira-lhe quando salta à vista a “arrogância”.

Preguiça CDS

Perante a preguiça não há complacência, diz o CDS. Será soberba?

A ideia é petróleo para acender as arruadas. “Andam a comer à custa dos trabalhadores, vão para os cafés fumar e beber e não querem fazer nada. É galões, é bolos, é tudo. E um desgraçado tem de trabalhar até aos 65. Já trabalho desde os 12 anos, querem-me obrigar a continuar até aos 65, de bengala agarrada às máquinas”, dizia um homem a Paulo Portas quando a caravana passou por Espinho. O líder do CDS usa outras palavras, mas diz o mesmo.
Mais do que Sócrates, Ferreira Leite ou Louçã, o grande inimigo do CDS nestas eleições é a preguiça. Pecado dos pecados é não fazer nada. E pecado ainda maior é receber um ordenado pelo nada que se faz. No evangelho segundo o CDS, a preguiça é uma doença contagiosa do povo que Sócrates propaga oferecendo uma recompensa chamada Rendimento Mínimo. A norte, no povo do Portugal que não é Lisboa, a mensagem dos democratas-cristãos tem encontrado o seu mais fiel destinatário.
Paulo Portas sabe que quem conta dinheiro todos os meses e chega às últimas semanas já sem nada para contar, dá por si a maldizer “a malandragem que para aí anda a viver à custa de quem trabalha”. Fala numa “maioria silenciosa” que, de tão silenciosa não se apanha nos radares das sondagens, mas que pensa como ele – “não acha bem que os que trabalhem paguem impostos e os que não trabalham vivam à custa do contribuinte”. O CDS, “o único partido da direita com convicções”, vem dizer que não há nada de mal em pensar assim, porque o dinheiro deve ser de quem o trabalha e, perante a preguiça, não há complacência.
Contra a crise, o CDS só vê duas escolhas possíveis. O trabalho – na lavoura, nas pequenas e médias empresas, nas pescas e nas florestas de Portugal – ou a preguiça, que não conduz o país ao reino da riqueza, mas para a qual o PS criou o limbo do Rendimento Mínimo. Portas promete vida curta a este apoio e, com um corte de 25%, quer aplicar o mesmo dinheiro a aumentar o subsídio de desemprego para quem não encontra ocupação e as reformas de quem já trabalhou o que tinha a trabalhar.

Gula BE

A gula do BE é quase insaciável. O poder já não é tabu

“Mete uma faca à garganta se és um homem glutão.” A passagem é da Bíblia. Agora troque “homem” por “empresário”: até podia ser uma frase do programa eleitoral do Bloco de Esquerda. Em cada comício, em cada arruada, em cada almoço, repetem-se palavras de ordem contra aqueles (os poucos) que acumularam milhões à custa dos muitos, o povo “que não tem vida na sua própria vida”, como disse Francisco Louçã esta semana. E os glutões têm nome: Américo Amorim, José Eduardo dos Santos, Grupo Mello, Mota-Engil ou o “amigo de Sócrates”, Ricardo Salgado.  Mas à sua maneira, o Bloco de Esquerda também cai no pecado mortal, revelando um desejo insaciável por mais Estado. São as nacionalizações da Galp, da REN e de outros sectores estratégicos para que haja “justiça na economia”.
Louçã já disse que quer desprivatizar, “mas não a torto e a direito”. O fantasma ficou, embora a palavra nacionalização tivesse sido substituída por expressões mais suaves como “controlo público” ou “responsabilidade pública” e ainda “gestão pública”.
A verdade é que os “perigosos esquerdistas” ou “parasitas” anti-sistema – como disse António Costa – estão a evoluir para algo mais convencional. Agora, também eles estão na luta insaciável e gulosa pelo poder. Provas? Em Junho, ainda antes das eleições europeias, Miguel Portas deixava o primeiro sinal: “Queremos ser governo e estamos a preparar-nos para ser governo.”
Na passada segunda-feira em Coimbra, Louçã deixou outro desejo: “Quero convidar qualquer pessoa que nunca tenha votado no BE a pensar por que razão é precisa uma força na esquerda, neste partido, e uma maioria para governar.” Uma maioria? Exactamente, mas não para já. Palavra de coordenador nacional do BE. Por mais que negue dar a mão a Sócrates depois das eleições, há muita gente no Largo do Rato a “cobiçar a mulher alheia”. Alegre e Soares até já falaram em casamento. Para já, Louçã mantém-se fiel. Mas, depois do dia 27, até pode atender o telefone a Sócrates e dizer-lhe: “Perdoo-te o mal que me fazes pelo bem que me sabes.”»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/24301-os-pecados-mortais-dos-cinco-maiores-partidos-em-plena-campanha-eleitoral, 23 de Setembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Penso que vários são os itens que marcaram esta campanha eleitoral, pelo menos até este momento, podemos ver o PS, que consegue subir nas sondagens, mas não a escalar como em 2005, no entanto, com alguns mistérios a pairar sobre si, como é o caso, da dita asfixia de expressão, que se pensa quem muitos órgãos de comunicação tem passado, o caso das escutas, é outro dilema, e que infelizmente, na minha óptica o nosso presidente da república deveria vir a publico dizer algo, mesmo que isso, fosse prejudicial às eleições, pois acho que vai continuar a prejudicar as eleições, apesar do silêncio dele, enfim, são escolhas. Paira também o segredo de um acordo com o Bloco de Esquerda, mas são ideias coisas que deveriam ser mais transparentes, mas aqui tem a lógica de não deixar fugir eleitorado para o BE, e vice-versa, por parte do BE.

O PSD, a sua líder mostra que não gosta do contacto com o publico, se assim o é, como tem dado a entender, então temos que a única a razão para se candidatar, é a perseguissão de um tacho, e não o dever se servir o país e os portugueses, que são valores que se deve, ter como principais numas eleições deste tipo, mesmo as suas sessões deixam um pouco a desejar, pois o povo gosta de movimento, confusão e algumas ofertas…

O CDU, ao contrário do partido anterior, tem mostrado e isso, é uma tradição deste partido, gosta de estar, aliado a multidões e de estar ao lado das pessoas, este partido, tem estado sempre presente nas lutas, das pessoas e na maior parte das manifestações, penso que tem presença forte, nos distritos onde habitualmente ganha, apesar de ter algumas ideias de cariz ideológico forte, não as consegue concretizar, por estar conotado negativamente, perante a população em geral, embora, o seu líder tenha assumido que, enquanto houver juventude, não desiste, pode ser que se renove, e agarre a juventude, não agora, mas talvez daqui a alguns anos, a ver vamos.

O CDS-PP, é um partido, notoriamente de Bom Vivant, onde os meninos ricos e aliados à igreja, encontram o seu poiso, digamos que é a nata da sociedade, embora tenha valores questionáveis, e muitas delas irreais, tem uma ou outra, que até são boas ideias, no entanto, não promete reprimir o Bom Vivant, que muitas pessoas não gostam, pois na sua generalidade, só trabalham para uma imagem cada vez mais metro sexual, do que contribuir para algo tangível, mas se continuarem a se esforçar, se despirem esta conotação e se assumirem como pessoas trabalhadoras e interessadas em servir os portugueses, e o país, não correndo atrás de coligações a todo custo para assegurar um tacho, penso que podem ter cotação no futuro.

Por fim, o BE, um partido que é o mais recente dos 4 acima por mim mencionados, que veio do nada, conseguiu subir, e mesmo nas ultimas eleições europeias, conseguiu escalar, e subir de uma forma exponencial, atingindo e consolidando de uma vez por todas o 3º lugar. Este partido, move-se essencialmente, por força de uma juventude, com valores fortes e ideias bastante vincadas, é uma juventude, que muita dela é oriunda de classes com necessidades, outros com necessidades de vencer, geralmente e muita da geração de 80, que tenho vindo a destacar esta semana, vai se refugiar neste partido, e penso que mesmo, alguma e muita da indecisa, vai mesmo encontrar um mínimo conforto neste partido, pois penso que seja, o que tem o programa mais realista, para este nicho populacional, deve-se muito também a este nicho a sua escalada nas ultimas europeias.

Como disse, eu não vou revelar publicamente, aqui o meu voto, pois penso que os votos das pessoas, são o resultado de uma reflexão cuidada, que todos devemos fazer aos programas dos partidos políticos, e não votar por caras, ou por tradições de cariz partidário, devemos votar por ideais, e por programas.

Desejo a melhor sorte a todos os partidos, mesmo os que não enumerei aqui, por não terem tradicionalmente assento político.

Que os Portugueses elejam quem mais desejam!!!!

Deixo a questão: Que pensa do comportamento dos 5 principais partidos nesta campanha eleitoral para as legislativas de 2009?

Tenho Dito

RT