Portagens na A28…Câmaras Municipais e Comunidades Unidas na Manutenção da A28 Como SCUT

Zona da Póvoa de Varzim - A28 Fonte: http://www.povoa2010.blogspot.com

Hoje trago um assunto polémico e que tem causado algum desconforto no seio da comunidade nortenha, especialmente a do litoral norte, trata-se das portagens nas SCUT, passo a transcrever a notícia e faço um breve comentário sobre o assunto.

« Câmaras do Litoral Norte unidas para impedir portagens na A28

Os municípios de Viana do Castelo, Esposende, Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Matosinhos solicitaram uma reunião ao ministro das Obras Públicas para tentarem travar a introdução de portagens na SCUT Norte Litoral.

O anúncio, hoje feito, em conferência de imprensa, pelo presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, refere ainda que aqueles cinco municípios decidiram constituir a chamada “Plataforma do Entendimento”, expressamente para “encetar o diálogo” com o Governo sobre as portagens.

Em causa está a A-28, entre Viana do Castelo e o Porto, que funciona em regime SCUT (sem custos para o utilizador) mas que o Governo já anunciou que pretende portajar, tendo já instalado, naquela via rápida, pórticos para o pagamento.

A plataforma pretende apresentar ao ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações as razões defendidas pelas cinco autarquias para a não introdução de portagens, uma medida que – sustenta – “afectaria gravemente a economia dos concelhos envolvidos, sobretudo num momento de elevada dificuldade que os cidadãos e empresas atravessam”.

Segundo José Maria Costa, uma das razões é a “manifesta falta de alternativa” à A-28, já que a EN-13 está cheia de constrangimentos, desde rotundas a semáforos, além de que há certos troços que não permitem a circulação de pesados, como a ponte de Fão, em Esposende.

“No Algarve, na Via do Infante, não há portagens, tendo a alternativa, a EN-125, melhores condições que a EN-13”, salientou o autarca de Viana do Castelo, exigindo a aplicação “do princípio da coesão nacional do território”.

Além disso, os cinco municípios querem “lembrar” que a região apresenta índices de desenvolvimento inferiores à média nacional.

“O distrito de Viana do Castelo, apesar de ser do litoral, apresenta índices de desenvolvimento idênticos aos do interior”, sublinhou José Maria Costa.

Para a reunião com o ministro, os autarcas dos cinco municípios prometem levar o excerto do programa do actual Governo que refere que “quanto às SCUT, deverão permanecer como vias sem portagem, enquanto se mantiverem as duas condições que justificaram, em nome da coesão nacional do território, a sua implementação: localizarem-se em regiões cujos indicadores sejam inferiores à média nacional e não existirem alternativas de oferta do sistema rodoviário”.

De acordo com o presidente da Câmara de Viana do Castelo, os autarcas querem confirmar, junto do Governo, se este princípio “vai ser aplicado aos municípios que são servidos pela A-28”.

“O nosso primeiro passo será o contacto directo com quem vai ter nas mãos a decisão. Sem este encontro, estão de fora outras abordagens”, sustentou José Maria Costa, sem, no entanto, fechar a porta a outras medidas na luta contra as portagens.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/34326-camaras-do-litoral-norte-unidas-impedir-portagens-na-a28, a 23 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Sobre este assunto, já muita tinta correu, e pelos vistos muita mais vai correr, isto porque a opinião não é consensual.

As populações que estão afectadas pela A28, estão contra a implementação das portagens, mais pelo transtorno e pela falta de soluções para a circulação, que propriamente pelo custo inerente à circulação das pessoas.

Os governantes, são saberem o tráfego que circula na referida artéria, já vêm a possibilidade de colocar portagens para assim equiparar com Lisboa, onde paga-se para entrar na cidade, e da mesma forma, poderem sustentar  grandes obras nacionais, não quero dizer que são só os do norte que vão pagar, mas se avançarem com as portagens nas SCUT, nomeadamente na A28, os do norte vão pagar mais que os restantes.

O problema cifra-se mais uma vez, na destruição da EN13, em alguns trajectos que deram lugar à actual A28, e fazendo com que a EN13 passa-se para os municípios em muitos casos, desfigurando essa mesma EN para artéria municipal.

Não existem soluções para a circulação na beira litoral, o governo se optar por portajar a A28, tem que dar alternativas viáveis de circulação, de modo, a que quem viaja de Viana do Castelo para o Porto, não demore o mesmo que Porto a Lisboa, 3 horas.. Caso aconteça, penso que quem perde é o país, pois sabemos que o porto de Leixões é usado para interface de entrada de mercadorias e saída das mesmas, oriundas de todo o norte, sabemos que cadeias turísticas e hoteleiras cifradas em Vigo, vêm várias vezes por semana ao aeroporto de Francisco Sá Carneiro buscar pessoas, de voos provenientes de locais longínquos, etc.

Basicamente, penso que a perda para a economia será maior, que o ganho para a mesma, de tal forma que, se colocar portagens, as pessoas tendencialmente vão circular pelas estradas municipais, o que vai causar índices elevados de poluição, devido ao trânsito, podendo mesmo, causar acidentes de cariz urbano, o que obviamente reduz a qualidade de vida das pessoas.

Outro problema, que se levanta, é a questão dos pórticos colocados, não preverem questões como por exemplo, os automóveis estrangeiros pagam, ou como se fará, o controlo de automóveis alugados ou mesmo emprestados.

A ideia de cercar o Porto com Portagens, isto existe em outras SCUT, deve ter como ideia focada reduzir a competitividade da região a todos os níveis, pois para se chegar a uma infra estrutura, como um Porto, um Aeroporto, brevemente as pessoas vão ter que pagar portagem, o mesmo sucede com um turista que saia do aeroporto, alugue um automóvel, ao entrar na cidade (para consumir, para conhecer a cidade no âmbito do turismo) já estará a pagar, o que penso que é no mínimo ridículo, e como tal deixa de ser uma região atractiva a todos os níveis.

Um exemplo, tenho reparado que numa grande superfície comercial de artigos de mobiliário e de coração, existente em Matosinhos, a que visito algumas vezes, apresenta um índice elevado de pessoas oriundas de Espanha para realizar compras, pois bem, 100% delas, deve usar para chegar ao referido local a A28, essas pessoas, vem muitas vezes por lazer, penso que com a implementação das referidas portagens se vá perder estes turistas que até à poucos anos não vinham cá, por não terem pólos de interesse, agora criamos pólos de interesse, mas cobramos nas entradas..Depois queremos dizer que somos competitivos, e que estamos inseridos na globalidade europeia.

Deixo a Questão: Que Pensa de se colocar Portagens na A28?

Tenho Dito

RT

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