Conheça Um Pouco Mais Os Habitantes da Casa dos Segredos…

Casa Dos Segredos 2 Fonte: http://www.gostotv.com

Hoje trago um artigo que pode ajudar a compreender a casa dos segredos para os mais desatentos…

« Casa dos Segredos. Eu sei que tu sabes que todos eles sabem

O que é preciso para estar lá dentro? A partir dos BIs oficiais, traçamos o perfil dos concorrentes do reality show, que no último domingo chegou a atingir uma audiência de dois milhões

Ter o apelido abreviado

É o caso das Danielas P. e S., (não confudir com post scriptum) e dos Joões F., J. e M. Confuso? Não pense mais nisso. Para baralhar ainda mais, tente descobrir quem é quem. Temos a psicóloga divorciada que gosta de jogos de lógica; o encarregado industrial numa fábrica de mármores e granitos do pai que toca acordeão em dois ranchos e é fã de touradas; a praticante de artes marciais que adora futebol (“ver e jogar”) – é que podia ser só uma das duas hipóteses; o tipo que sonha em ser pai; e o estudante de gestão que já foi vice-campeão de Muay Thay.

Ter um nome com um leve toque estrangeiro

Delphine tem 19 anos, praticou ballet clássico, e “vem de Caminha” – como podia vir de Toulouse ou Lyon. Humilha qualquer pessoa que só saiba tocar ferrinhos, já que domina a flauta, o clarinete, o piano, o orgão e a guitarra. Já Fanny é assistente dentária mas gostava de ser médica legista. Vem da Suíça e diz que o telemóvel é “vital na sua vida”. Tal como um curso para andar a dissecar cadáveres, já agora. Cleide, advogada estagiária, tem “boa imagem”. Ainda assim confessa-se “tímida”.

Perder (ou ganhar, consoante a perspectiva) várias horas no ginásio

Joao F. tem o “culto do corpo”. Entre uma pirâmide de chocolate e uma bola de Berlim, o pasteleiro Marco faz musculação todos os dias. Carlos é outro frequentador assíduo das máquinas, tal como Paulo, que se preocupa bastante com a “aparência”, pratica Jiu jitsu e ainda trabalha os músculos. Miguel faz bodybuilding e vai “duas vezes ao ginásio por dia”. No tempo que lhe sobra, dorme. O seu maior sonho é “aparecer na capa de uma revista de fitness”.

Possuir uma qualidade raríssima

Sónia, professora de História de Arte, gostava de ser designer de moda, e tem tudo para consegui-lo – descrevem-na como “culta”. Filipe, advogado estagiário boémio, adora Bocage e Shakespeare e gosta de “discutir política”, assunto muito convocado num reality show. Teresa, estudante de turismo na faculdade de letras da Universidade de Coimbra, “nunca chumbou”. Palmas a dobrar já que trabalha à noite para pagar os estudos. Miguel “não come fritos nem doces”. Daniela S. é “observadora”. E por aqui ficamos, no caso de estarmos a ser vistos.

Querer ser famoso (e frisá-lo bem para que não restem dúvidas)

Cátia é auxiliar de acção médica, mas gostava de ser actriz. Já fez figuração nos Morangos com Açúcar. Gosta de Rihanna e Eminem e concorre “para se tornar conhecida e para tentar a sorte no mundo da televisão”. O pasteleiro Marco concorre “pela fama e pelo dinheiro”. Paulo “quer ser famoso e sair da rotina”. Mais novidades só no continente dos reality shows chamado TVI.

Ser franco, acima de tudo

Nádia vive em Queluz e assume-se como “manipuladora e jogadora”, reminiscências, estamos em crer, de uma “adolescência rebelde”. João J. quer “entrar para vencer”. Paulo assume-se como “líder e jogador”. Nos entretantos, aprecia música africana. Daniela P. entrou na Casa “para se tornar mais famosa e tentar entrar definitivamente no mundo do espectáculo” – por favor, atente no “mais” e no “definitivamente”, antes de saltar para a característica que se segue.

Padecer de alguma coisa estranha

Pedro tem 27 anos e diz que lhe foi diagnosticado “poliamor”. Bancário, barman e estudante de Ciências do Consumo, gosta de festas e do “ambiente nocturno”, o contexto ideal para encontrar solução para o diagnóstico. João F. “irrita-se quando tem sono ou fome.”

Ter um atributo físico distintivo

Ricardo, o pasteleiro que tem uma banda de reggae e rap e quer ser psicólogo ou sociólogo [pausa para respirar fundo] considera-se “um gigante (tem 1,96 m) com bom coração”. Susana, bailarina de striptease, é muito exigente com o corpo. Já fez “várias operações plásticas”, uma das quais salta à vista e garante-lhe a sobrevivência em casa de inundação na Casa dos Segredos.

Não ter medo de agulhas

O cabeleireiro Carlos gostava de ser tatuador. Se lá chega não sabemos, mas tem inúmeras tatuagens espalhadas pelo corpo. Ricardo, o tal que mede 1,96 metros e tem bom coração, “tem muitas tatuagens”. Pele não lhe falta para passar um dia no Miami Ink.

Ter uma relação estreita com a noite

Uma bailarina de striptease, um segurança de discotecas, um barman, um psicólogo clínico que adora “festas da espuma” . Podia ser a discoteca Viking no Cais do Sodré, mas é só uma casa na Venda do Pinheiro. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/151547-casa-dos-segredos-eu-sei-que-tu-sabes-que-todos-eles-sabem, a 27 de Setembro de 2011, em Jornal I

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Conheça As Series de Televisão Que nos Vão Acompanhar Brevemente…

Séries de Televisão... Fonte: http://www.blogverbalegis.blogspot.com

Hoje trago um artigo sobre as próximas séries que nos vão acompanhar nos dias mais frios…

« Foi-se o sol mas vieram as séries

 Setembro já não tem o sabor tão amargo de outros tempos quando o estômago doía dos nervos provocados pela contagem decrescente para o início das aulas e consequente final de férias. Primeiro porque já não andamos na escola e segundo porque temos as séries – esses minutos (às vezes horas) de televisão tão preciosos e facultadores de belos temas de conversa entre amigos ou, porque não, de elevador. Apesar de não haver nenhuma estreia bombástica, há regressos muito esperados, como “The Boardwalk Empire”, “The Good Wife”, “Dexter” e outras que tais. “The Kennedys”, uma mini-série de oito episódios estreia este mês na Fox Life, com Katie Holmes e Greg Kenear, e o canal SyFy traz “Falling Skies”, produzido por Steven Spielberg.

The Kennedys
Esta minissérie de oito episódios conta a história de uma das famílias mais conhecidas e poderosas dos Estados Unidos. Uma produção nomeada para dez Primetime Emmys, traz-nos Greg Kinear (“Uma Família à Beira de Um Ataque de Nervos”) no papel do presidente John F. Kennedy, Katie Holmes (a mãe da Suri, aquela criança que anda de saltos altos) como Jacqueline Kennedy e Tom Wilkinson (“A Conspiradora”) como o pai Kennedy. Nem Marilyn Monroe foi esquecida, interpretada por Charlotte Sullivan.

Onde FOX Life

 

Falling Skies
Parece que Steven Spielberg ganhou o gosto pela produção e não quer outra coisa. Depois de “Band of Brothers”, o realizador de E.T. larga os heróis de guerra para abraçar o que realmente gosta: extraterrestres. Noah Wyle (o dr. Carter da série “E.R.”) é Tom Mason, um professor de história, pai de três filhos, que luta por sobreviver num mundo dominado por extraterrestres maus, ao mesmo tempo que tenta libertar um dos filhos das muitas patas dos invasores de outro planeta. Will Patton também entra com um papel pouco simpático.

Onde SyFy

 

Na Casa d’Este Senhor
O sucesso desta série começou na Internet o ano passado e agora vai passar para a televisão. O “d’Este” é um vídeo artista viúvo que vive num palacete em Sintra com o seu produtor musical Sam the Kid, com Tuxa, a transexual e musa inspiradora, Adolfo o jardineiro e o gato Maniche. Juntos vão mostrar do que é feita a inspiração e o dia-a-dia deste grande artista. Para quem prefere o amor entre mulheres, estreia “Lip Service”, uma série escocesa que explora a intimidade homossexual de jovens mulheres.

Onde SIC Radical

 

Awake
A produção é de Howard Gordon, o mesmo da séria “24”. Ahistória é complicada mas curiosa: depois de um acidente de carro que lhe rouba a mulher e o filho, o detective Michael Britten (Jason Isaacs, o Lucius Malfoy de “Harry Potter”), passa a viver em duas realidades distintas. Numa a mulher é viva mas o filho morreu, na outra o filho é vivo e a mulher não. Ao mesmo tempo divide-se entre dois parceiros de trabalho e vários casos diferentes. E dois psicólogos que lhe garantem que, ali, está acordado. Complexo.
Onde NBC

 

Grimm
Vindo dos produtores executivos de “Buffy, a Caçadora de Vampiros” e “Angel” (aquele vampiro amigo da Buffy que depois teve uma série só dele) só se podia esperar uma coisa com criaturas assustadoras. Nick Burckhardt (David Guintoli) é um polícia e o último dos Grimm. O que é que isso significa? Que é capaz de ver criaturas más onde o resto do mundo só vê pessoas. Para o ajudar tem  Eddie Monroe (Silas Weir Mitchell) que também não é bem uma pessoa. Os contos de fadas estão prestes a transformar-se em pesadelos.
Onde NBC

 

Suburgatory
Ah, os subúrbios americanos. O que ainda haverá para dizer? Desta feita, George Altman (Jeremy Sisto, de “Sete Palmos”), pai solteiro, fica louco quando descobre preservativos na mochila da filha Tessa (Jane Levy) e decide arrastá-la de Nova Iorque até aos subúrbios mais próximos na esperança de evitar maiores desgraças. Uma comédia familiar cheia de gente loura e dentes brancos a contrastar com o pai e filha mais normais e mal vestidos. Atenção fãs de “Sete Palmos”, Jeremy Sisto engordou uns quilinhos.

Onde ABC »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/146719-foi-se-o-sol-mas-vieram-as-series, a 03 de Setembro de 2011, em Jornal I

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Veja Aqui Uma Entrevista a José Figueiras…

Entrevista a José Figueiras... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago um artigo sobre um apresentador de televisão que anda um pouco distante dos ecrãs.

« José Figueiras. “Fui expulso de uma conferência de imprensa com o Pinochet”

A brincar, a brincar o tempo passa. E o rapazinho da meteorologia dos primórdios da SIC que virou estrela a apresentar o “Muita Lôco” cresceu. Cresceu, já tem 44 anos e “uma filha quase com 18”. José Figueiras começou como jornalista na Rádio Comercial, mas deixou uma carreira “séria” para se meter na televisão. Apresentou tudo o que era programas em horário nobre na SIC, cantou o tirolês pelo país fora e apareceu em capas de revistas semanas a fio. Agora fica-se pela SIC Internacional e passa o Verão de festa em festa. “Festivais, apresentação de tudo e mais alguma coisa”, diz. Este fim-de-semana, por exemplo, vai rumar a Bragança, para apresentar a festa do emigrante. Trabalhos “que já foram mais bem pagos”, confessa. Mais de uma década depois de “Ai os Homens”, o Figueiras diz que não tem saudades do passado: “Não sou nada saudosista.” Recusa admitir que está na prateleira, mas não esconde que gostava de fazer mais coisas em televisão, só que as últimas direcções de programas não têm facilitado.

Houve uma altura, no final dos anos 90, em que aparecia em tudo o que era capa de revista e só fazia programas em horário nobre na SIC. Entretanto deixou de aparecer. O que é que lhe aconteceu?

Acho que são fases próprias da evolução das carreiras. Há alturas em que estamos mais na berra do que outras. Na altura tinha menos dez ou 12 anos do que tenho hoje e fazia sobretudo programas mais direccionados para jovens, como o “Muita Lôco”, o “Ai os Homens” ou o “Cantigas da Rua”.

E esse público cresceu?

Penso que sim. Mas eu não sou nada nostálgico, nem me agarro às coisas do passado. Fiz coisas giras e tenho orgulho de ter feito parte do crescimento e da evolução da SIC em termos de audiências. Obviamente que os tempos mudaram e a televisão também mudou, muito…

A televisão está de facto diferente. Já não há espaço para o Figueiras, é isso?

Não sei. Eu cresci muito, como é óbvio. Se calhar o [João] Manzarra está seguir um bocado os caminhos que eu percorri há dez ou 12 anos. Faz parte da evolução das coisas. Hoje estou a fazer outro tipo de programas, mas continuo a ter uma visão do que é o entretenimento muito diferente da de algumas direcções de programas. Penso que há públicos para entretenimento e para novelas. Há uns anos a aposta era, claramente, no entretenimento. Hoje é na ficção nacional – e ainda bem que assim é. Contudo, parece-me que os programas de entretenimento para toda a família, como os que eu fiz, ainda poderiam caber na televisão actual. Mas sabemos que a maior aposta das direcções de programas tem sido a ficção: novelas, novelas, novelas.

É por haver menos espaço para o entretenimento que a televisão está diferente?

Sim, mas também acho que as coisas são reversíveis e que a qualquer momento as pessoas podem fartar-se de novelas e querer outras coisas: programas como havia antigamente e nos quais a SIC foi pioneira. É uma questão de hábito, pura e simplesmente. Faz falta, na televisão portuguesa, essa vertente de entretenimento, que existe em vários países. Mas são as direcções que têm, naturalmente, a legitimidade para decidir o que querem pôr no ar. Eu gosto da fórmula dos programas de variedades, aos fins-de- -semana e às sextas à noite. Programas com música, conversa, onde cabe tudo.

Isso não é a fórmula dos programas da tarde dos três canais?

Não, porque é um público diferente.

Está a falar numa coisa mais jovem?

Sim. E numa coisa menos de bater ao sentimento e menos lamechas. Uma coisa à noite não poderia assim! No fundo isto não é nada de novo, não estou a inventar nada, são programas que continuam a ter sucesso no estrangeiro e que prendem as pessoas.

Isso seria um programa à sua medida?

Um programa à minha medida, e tenho a perfeita noção disso, é uma coisa de fim-de-semana à tarde, feita na praia, em espaços abertos. Andar na estrada, de Redondo a Bragança, contactar com as pessoas. Esses programas mobilizam as populações e cria-se uma proximidade muito real com a televisão, algo que se está a perder. E esta era a receita inicial da SIC. Claro que o grande problema agora é que não há dinheiro. De qualquer forma, parece-me que se pode apostar nessa lógica com menos meios.

Chegou a apresentar projectos às direcções?

Sim.

E o que é que lhe disseram?

Que gostavam muito das ideias. Toda a gente gostava sempre das sugestões, mas o problema era a falta de verbas. Na altura até cheguei a dizer que se fosse preciso arranjava uma equipa para ir bater às portas das grandes empresas. Mas o assunto ficou sempre de molho.

Sente que está na prateleira?

Não! Não me sinto na prateleira, porque continuo a ter capacidade para fazer coisas. Sinto é que poderia dar muito mais à casa. Só que, por questões de direcção, nos últimos três ou quatro anos… as coisas não correram muito bem. Mas no fundo não me posso queixar: até há seis anos tinha os meus programas de entretenimento. As últimas direcções é que mudaram um bocado as coisas. Há pouco tempo entrou uma nova, vamos ver. Continuo a fazer coisas, agora estou a trabalhar num programa da SIC Internacional. Mas claro que gostava de voltar ao mercado nacional. Não é porque procure fama, porque já tenho a minha dose. Não preciso de escandaleiras para aparecer, até fujo disso, mas sinto que tenho o meu público à minha espera. Sinto isso quando ando na rua.

As pessoas reconhecem-no?

Nem é a questão de ser reconhecido. As pessoas vêm ter comigo e perguntam- -me mesmo quando é que me vão voltar a ver num programa disto ou daquilo.

Tem saudades da altura em que fazia esses programas?

Não tenho saudades. Tenho é vontade de fazer coisas em televisão.

A verdade é que nem começou no entretenimento, mas como jornalista. Apesar de ser licenciado em Línguas e Literaturas Modernas…

Não cheguei a acabar o curso, andei lá três anos e aborreci-me de morte. O latim… aquilo tudo… odiei. Depois fui tirar Jornalismo para o CENJOR. Quando acabei fiquei colocado na Rádio Comercial. O que fazia era jornalismo puro e duro, era o Cavaco Silva primeiro-ministro. Há dois anos voltei a inscrever-me na universidade, em Relações Internacionais, que foi o curso que sempre quis fazer, mas não havia na minha altura. Foi engraçado, os caloiros pensavam que eu era professor (risos). Fui por uma questão de valorização pessoal. Só fiz o primeiro ano, porque entretanto apareceu-me muito trabalho e… enfim… já não voltei. Mas fiz os exames nacionais para maiores de 23 anos e tudo! Foi muito giro. Quando era miúdo achava que queria ser guia turístico, para andar a explicar os monumentos aos turistas, e sempre tive imenso jeito para as línguas. Mas não aconteceu. Recordo-me que, nas visitas de estudo, estava sempre agarrado ao microfone do autocarro a explicar os pontos por onde íamos passando.

E ainda fez trabalhos de jornalismo a sério?

Fiz coisas fantásticas. Na rádio, mandaram-me acompanhar o Lusitânia-Expresso, o barco que ia a Timor depositar a coroa de flores em Díli depois do massacre de Santa Cruz. Foi o melhor trabalho que fiz até hoje. Mas o episódio de que mais me recordo foi uma conferência de imprensa no Estoril, com o Pinochet, em que fui expulso da sala…

Porquê?

Ele estava em Portugal, mas na altura ninguém sabia quem o tinha convidado. Caiu a imprensa toda no Hotel Estoril-Sol. Cheguei e entra o Pinochet, ar muito general e tal. Começaram as perguntas e eu levantei-me e perguntei quem é que o tinha convidado a vir. Gerou-se um burburinho, apareceram uns seguranças e fui expulso da conferência de imprensa. Foi a notícia do dia.

Nunca pensou em voltar a meter-se no jornalismo?

Não se proporcionou. Entretanto abriram os canais privados, mandei o meu currículo e a verdade é que não fui escolhido. Um dia encontrei um anúncio no jornal que dizia que um canal privado a abrir brevemente estava à procura de comunicadores. Fiz os testes, aquilo pareciam as filas do “Ídolos”, e fiquei. No final é me disseram que era para apresentar a meteorologia. Foi um balde de água fria. De qualquer forma, estava nos quadros da rádio e conseguia conciliar as duas coisas. De manhã estava na Comercial a fazer informação e à tarde ia para a SIC. Até que um dia me cruzei num corredor com o Emídio Rangel e mudou tudo.

Porquê?

Ele ia a passar e disse-me: “Preciso de si a tempo inteiro aqui na SIC.” Fiquei assustadíssimo e disse-lhe que não podia ser, porque também estava na rádio e na SIC estava a recibo verde. E ele, à típico Emídio Rangel, disse-me que saísse da Comercial logo no dia seguinte e que me fazia um contrato, tipo merceeiro. Eu respondi que teríamos de falar melhor sobre o assunto e fiquei de ir ter ao gabinete dele no dia a seguir. É claro que cheguei lá e ele já nem se lembrava da conversa do dia anterior [risos]. Mas conversámos, eu larguei a Comercial e continuei a fazer a meteorologia por uns tempos. Muitos colegas diziam-me que eu só podia ser estúpido por deixar uma carreira de jornalismo sério para me tornar num rapazinho do tempo. Passados uns meses, o Rangel e o Ediberto Lima vieram ter comigo e apresentaram-me o projecto do “Muita Lôco”. Fiquei em pânico: será que vou conseguir fazer isto? E foi assim que começou a minha carreira em televisão.

É verdade que fez anúncios de preservativos?

[risos] É. Foi antes da rádio, antes de tudo. Inscrevi-me numa agência para fazer um anúncio, não sabia o que era. Tinha de fazer uma declaração à Julieta, que estava numa varanda, e ela mandava-me um balde de água para cima. No segundo dia tocava-lhe à campainha e mostrava-lhe um preservativo.

Os seus pais não devem ter achado grande piada a isso…

Pior ainda! Eu andava no 12.o ano e comecei a ser reconhecido, no autocarro, no comboio, como o gajo dos preservativos. Na escola foi um gozo terrível.

E os seus pais?

O meu pai não ligava nada a essas coisas, só me dizia que escolhesse uma profissão decente e, mesmo quando entrei para a televisão, achava que eu devia era arranjar um trabalho a sério. Ele trabalhava numa fábrica (eu cresci em Queluz) e a minha mãe tomava conta de nós. E então ele achava que eu devia seguir um ofício – podia ser um bom electricista, engenheiro, pedreiro. Uma profissão de homem e nada de palhaçadas. O meu pai sempre foi uma pessoa muito reservada e, mesmo quando entrei para a SIC, não disse nada. Mas é engraçado que quando lia as notícias na Comercial ele ouvia e comentava. Mas se se falasse de fazer disso profissão vitalícia, ele mudava de assunto.

Anos depois casa com uma austríaca. Como é que isso aconteceu?

A Eva trabalhava, ainda trabalha, na embaixada e conhecemo-nos numa noite dos santos populares. Costumo dizer que deve ter sido obra do Santo António [risos]. Ela mal falava português e eu mal falava alemão, mas lá nos entendemos. Já lá vão mais de 20 anos e temos dois filhos, a mais velha já tem quase 18 anos e parece que foi ontem. É terrível.

Ganhou uma afinidade enorme com a Áustria…

Sim. Faço questão de lá ir uma vez por ano. A Eva e os miúdos vão mais vezes, visitar os avós.

É uma cultura muito diferente.

Sim. Eu não conseguiria viver na Áustria o resto da vida. Já pusemos essa questão. Talvez um dia, quando nos reformarmos, passemos metade do tempo lá e outra parte aqui. Acho que há coisas maravilhosas no nosso país. O clima, a comida, as pessoas. Adoro esta confusão saudável e muito portuguesa, mas também gosto do lado muito civilizado da Áustria. Mas é civilizado de mais, é muito organizado! As pessoas são mais educadas, mas mais frias, com temperamento germânico. Gosto da nossa desorganização, do nosso caos, da nossa hospitalidade, do nosso acolhimento e do nosso sol. Mas para compensar a Eva por estes anos todos passados em Lisboa, e como temos casa lá… talvez possamos ir no Inverno para a Áustria e passar o Verão cá. Mas pegar nas malas e ir para lá de vez, isso não conseguia.

A dada altura até passou a cantar o tirolês…

Pois foi. Apanhou aqueles anos brutais em que eu não parava. Cheguei a fazer um disco com a banda “Muita Lôco”.

E vendeu alguma coisa?

Então não vendeu? Foi disco de ouro! Tenho-o lá em casa, venderam-se mais de 25 mil cópias.

Guarda muitas coisas dessa altura, recortes de revistas?

Não, mas há uma divisão da casa, uma espécie de escritório, em que emoldurámos as capas das revista todas em que eu saí na altura. É o cantinho das recordações. Na altura recortava. Agora já passou e já não penso nisso.

E passados estes anos todos ainda lhe pedem que cante o tirolês?

Então não pedem! Não há festa nenhuma em que não me peçam! Ainda há uns tempos fui apresentar o Moda Faro – uma coisa superelite nas muralhas de Faro, num ambiente glamoroso, tudo muito chique. No final do desfile, com as tias todas e as figuras públicas sentadas na primeira fila, o povo começa a pedir-me que cantasse o tirolês. E lá tive de quebrar o protocolo e cantar. Isto para dizer que não há sítio nenhum onde não tenha de cantar o tirolês. Costumo dizer, na brincadeira, que hei-de ser velhinho, de canadianas e cadeira de rodas, e hão–de pedir-me que cante o tirolês [risos].

Já pensou que a geração que via o “Muita Lôco” é a mesma que hoje está à rasca?

Curiosamente, tenho uma história bem recente que até contradiz isso. Fui acompanhar a minha mãe ao Hospital Amadora-Sintra para fazer uns exames e o médico, estetoscópio ao peito, veio ter comigo e disse-me que assistia a todos os programas, que eram gravados na Valentim de Carvalho. Achei extraordinário, genial. Mas sim, a malta que agora tem 30 e poucos anos é a mesma que na altura invadia o estúdio, com 13, 14, 15 anos.

E não gostava que o tempo voltasse para trás?

Não. Não sou nada saudosista. Gosto é que as coisas andem para a frente. Há momentos fantásticos do passado que são para recordar, mas não me agarro a isso. Pelo contrário, estou sempre a olhar para o futuro. Farto-me de apresentar propostas, estou sempre na expectativa de que para o ano é que é, vai aparecer um projecto fantástico. E depois… estou a chegar a uma altura da vida – já tenho 44 anos – em que a minha profissão e a minha carreira são importantes, mas em que já se começa a pensar de outra forma. Já se quer um pouco de paz. Estivemos há pouco tempo na Florida e até comentámos, meio a brincar, que um dia, quando nos reformarmos, vendemos tudo em Portugal e vamos para ali! Hoje penso sobretudo no futuro, no bem-estar da minha família. Gostava de ter uma reforma feliz, tranquila e com qualidade de vida. Mais do que andar obcecado com os programas que vou fazer na próxima época. O passado já foi. E foi tão giro… Olho para os discos de ouro, para as fotografias, foi tudo maravilhoso. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/142610-jose-figueiras-fui-expulso-uma-conferencia-imprensa-com-o-pinochet, a 11 de Agosto de 2011, em Jornal I

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Conheça Uma Paródia a Uma Série de Televisão dos Anos 80…

Uma Paródia a MacGyver Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago algo sobre uma estreia, uma paródia a uma série televisiva que passava na RTP, nos anos 80, não vou desvendar o mistério, por isso, toca a ler a transcrição da peça.

« A necessidade é a mãe do engenho. O MacGyver é o pai

“MacGruber – Licença para Estragar” estreia hoje e é uma paródia ao herói dos anos 80, que conseguia tudo apenas com um canivete e um clip. Mac entrou nas nossas vidas há 25 anos e nós testámos as suas engenhocas

“O nome dele é MacGyver. Ele consegue resolver tudo. Com um bocado de fita adesiva e um gancho de cabelo, até põe um computador a funcionar.” Era assim que Pete Thornton (Dana Elcar) descrevia as qualidades do agente da Phoenix Foundation. No ano em que a série faz 25 anos, uma paródia ao herói menos violento da televisão estreia hoje nas salas de cinema. “MacGruber” nasceu num sketch do programa “Saturday Night Live”, inspirado na série “MacGyver” (1985-1992). O anti-herói da comédia está normalmente preso numa sala com uma bomba prestes a explodir. Só que em vez de resolver o problema, distrai-se.

A geração de 80 sabe que com um canivete suíço e um clip é possível fazer quase tudo. MacGyver pôs a criançada a desmontar brinquedos e a sonhar com um canivete. O herói louro, com um corte de cabelo só possível na década dos chumaços, marcou uma época. Basta ver a cara de pasmados com que se fica ao ouvir na “RTP Memória” o “tantantantantantantantan tantantan…”. MacGyver era inteligente e não recorria à violência. Parodiar esta personagem, é quase sacrilégio para os fãs. Pelo menos foi o que pensou o criador da série, Lee Zlotoff. Em Fevereiro, o realizador revelou que ia processar o filme “MacGruber”, mas nada aconteceu.

Em jeito de presente de aniversário, resolvemos testar as técnicas do herói interpretado por Richard Dean Andersen. No programa “Caçadores de Mitos”, do Canal Discovery, Adam Savage e Jamie Hyneman, encheram-se de coragem e em 2008 provaram que Mac sabia o que fazia. Descubra a verdade. Mas não faça isto em casa.

Chocolate trava o ácido Pedro Silva, de 21 anos, é estudante de engenharia electrónica na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, mas não esqueceu a experiência “Projecto MacGyver” com a professora de química no 12º ano. “Grande parte das experiências resultavam, mas, no cinema tudo é exagerado. Uma delas era provar que com barras de chocolate se conseguia selar uma fissura num depósito de ácido sulfúrico. A sacarose em contacto com o ácido sulfúrico origina, através de reacções químicas, uma pasta gomosa mas que segundo o que experienciámos nunca seria capaz de estancar uma fuga de H2SO4 [Ácido Sulfúrico].” Richard Dean Anderson reconheceu que para o fazer não bastavam umas barras de chocolate, mas sim qualquer coisa como 18 quilos.

Carro de pára-quedas Logo na primeira série, MacGyver arma-se em James Bond ao saltar de um avião dentro de um carro, com apenas um pára-quedas. A resposta óbvia seria: magia da televisão. Mas como nos diz o físico José Carlos Fonseca, estudante de doutoramento em cosmologia na Universidade de Portsmouth, pode funcionar. “Só é preciso um pára-quedas suficientemente forte.” Ainda por cima, um criado para grandes cargas aguenta até duas toneladas. Mac e a sua amiga num carro pesavam à volta de 1,4 toneladas. “Teria de ter um pára-quedas gigante. A abertura do mesmo teria de ser controlada pelo Mac”, avisa Moisés Piedade, coordenador do mestrado em Engenharia Electrotécnica, do Instituto Superior Técnico.

Fazer uma bomba de extintor MacGyver trabalha com o que tem à mão. Está dentro de um avião a tentar levantar voo, e a ser perseguido por jipes, quando decide fazer uma bomba de um extintor. Espeta dois ganchos na boca do extintor para retirar o bocal, prende duas cordas e atira-o fora do avião. Quando o jipe passa por cima do extintor, os ganchos furam-no e provocam uma explosão. “O extintor de incêndio, como qualquer recipiente com gás sob pressão, pode explodir. Imagine-se uma lata de cerveja que é agitada e depois aberta: explode numa nuvem de partículas No entanto o material dentro do extintor não é inflamável pelo que a explosão não traria chamas. O factor sorte (ou azar) faria com que a explosão conseguisse fazer o jipe despistar. Quase impossível”, diz o professor Alexandre Bernardino, do Instituto Superior Técnico.

Ultraleve de bamboo O desespero conduz a situações desesperadas. MacGyver não tem como fugir dos inimigos e decide criar o seu próprio ultraleve. Usa apenas traves de bamboo, sacos do lixo, um barril, fita adesiva e um motor de uma betoneira. Faz tudo em quatro horas. “Diria que é peso a mais para conseguir planar apesar do bamboo ter boa resistência”, diz José Carlos Fonseca. Os “Caçadores de Mitos” testaram o ultraleve e concluíram que o motor podia movimentar o avião, mas não aguentava tempo suficiente no ar. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/82060-a-necessidade-e-mae-do-engenho-o-macgyver-e-o-pai, a 7 de Outubro de 2010, em Jornal I

Grande Série!

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Conheça o Que Necessita Para Receber Televisão Digital Terreste…Conheça os Melhores Descodificadores…

Televisão Digital Terrestre... Fonte: http://www.kerodicas.com

Hoje trago uma notícia que pode ajudar muito as pessoas, que ainda não conhecem o TDT, ou seja, televisão digital terrestre…. Vou transcrever a notícia na íntegra.

« TV: sinal desligado em breve. O que fazer?

Dizemos-lhe o que precisa mudar, o que tem de comprar e quanto vai gastar

Se a resposta à pergunta que lhe colocamos no título deste artigo é «não», fique descansado. Saiba que está longe de ser o único. Por isso mesmo, ajudamo-lo a perceber o que vai acontecer e como terá de se adaptar à nova fase da televisão em Portugal.

O sinal analógico, que hoje alimenta a televisão em Portugal, vai ser desligado em breve e substituído por uma nova tecnologia: a televisão digital terrestre (TDT), num processo que se chama switch-off. Ou seja, o «desligamento».

A primeira fase desse «desligamento» vai ocorrer nos primeiros meses de 2011. Até Junho, a TV analógica acaba nalgumas zonas, ainda não definidas, para testar o impacto. Mas a ideia é abranger rapidamente o país todo, até que, a 26 de Abril de 2012, terminem de vez as emissões analógicas dos 4 canais em sinal aberto.

O problema é que pouco ou nada tem sido divulgado junto do público sobre os testes piloto, o switch-off faseado e eventuais apoios à compra do equipamento. O que pode explicar que, num inquérito do Observatório da Comunicação, de 2008, 84% dos portugueses nunca tivessem ouvido falar de TDT.

A sua casa está preparada para receber a TDT?

Mas vamos ao que interessa. No seu caso, os televisores em sua casa estão preparados para embarcar na viagem da TDT? Se não estão, ou não sabe, a Deco Proteste de Setembro dá uma ajuda e explica-lhe o que tem de fazer, como pode fazê-lo e qual a forma mais económica de o fazer.

Muitos têm o trabalho facilitado. Para quem já paga um serviço de televisão (cabo, satélite, fibra óptica ou IPTV), nada muda. Em terra arriscam-se a ficar os que ainda recebem as emissões por antena e que, segundo dados da Autoridade Nacional das Comunicações (ANACOM) são ainda mais de metade dos lares.

Mas ainda não entre em pânico. Se comprou um televisor recentemente, sobretudo após 2009, também pode estar safo. Nessa altura, mais televisores começaram a incluir um sintonizador, que descodifica o sinal.

Caso não tenha um televisor com esse sintonizador, as caixas descodificadoras que a Deco testou são a última bóia de salvação para não ficar «às escuras».

Em média, cada lar tem mais de dois televisores. Sem o sintonizador necessário, nem subscrever canais, tem de comprar uma caixa por aparelho.

Quanto custa preparar-se?

Muitos dos televisores comprados antes de 2009 precisam de caixas descodificadoras. Os desempenhos e preços variam muito (entre os 50 e os 199 euros) e, segundo a Deco, há 5 opções melhores e mais baratas do que a vendida pela PT, a Sagem.

Nos 12 aparelhos testados, a imagem não decepciona, mesmo que tenha um televisor antigo (CRT).
A Escolha Acertada eleita pela Deco é o Denver, que lhe permite poupar 113 euros e ficar «melhor preparado para a era digital», escreve a revista.

Este modelo «vence a caixa vendida pela PT, que custa quase o dobro, mas recebe uma avaliação 6 lugares abaixo pelos nossos especialistas».

O modelo mais caro, Teka, «revela-se um negócio pior: não o recomendamos, sobretudo, pelo consumo inaceitável em stand-by».

Mais de 80% da população já está coberta pelas novas emissões. Para saber se a sua zona foi incluída, introduza o código postal em http://www.tdt.telecom.pt. Se não paga um serviço de televisão, nem o pretende, seja por comprar um novo televisor ou caixa descodificadora, há uma certeza: o custo desta mudança vai sair do seu bolso, com ou sem comparticipação das autoridades. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/tv-televisao-tdt-descodificador-agencia-financeira-sintonizador/1187226-1730.html, a 26 de Agosto de 2010, em Agência Financeira

RT

Veja O Mundial de Africa Do Sul Numa Esplanada Ao Pé de Si…Veja Aqui Onde Encontrar Uma…

Veja O Mundial ao Sol... Fonte: http://www.soccertown.com.sv

Como estamos perto do mundial, li uma reportagem num diário da nossa praça, onde indica os melhores locais para acompanhar o mundial de 2010, ao ar livre, passo a transcrever a referida reportagem, no entanto, não vou comentar a mesma, em virtude de ser uma publi-reportagem.

«Mundial ao sol: 11 esplanadas para ver os jogos

De Norte a Sul, acompanhe o campeonato ao ar livre. Para quem prefere um tecto, também há escolha

O mundo já está em contagem decrescente. Faltam quatro dias para vestir os calções, correr desenfreados atrás de uma bola (uns) e para beber imperiais e comer caracóis até ser noite (outros). Durante um mês o ar vai ser feito de futebol, as conversas vão dar lugar a discussões técnicas, os corações vão pintar-se de verde e vermelho e bater mais depressa do que o desejável. É assim a magia do futebol. Para que não perca um único jogo, nem um raio de sol, encontrámos 11 sítios para ver a bola ao ar livre, com petisco e imperial. Abram alas aos treinadores de esplanada. Se for alérgico ao sol, também pensámos em si [ver caixa]. Prefere ficar em casa? Na página seguinte há receitas de aperitivos, para fazer um brilharete junto dos amigos.

Jardim da estrela
No largo principal do jardim há um restaurante. No restaurante há uma esplanada. Na esplanada vai haver um plasma, imperial a 1,40€, caracóis, petiscos e tapas variadas. As árvores do jardim dão a sombra necessária para que consiga distinguir sem problema a que equipa pertencem os jogadores no écrã.
Em frente à Basílica da Estrela, em Lisboa


Café na Fábrica
Se prefere um ambiente mais urbano, trendy, até, sem árvores frondosas ou passarada a lutar pelas migalhas da tosta mista, a Lx Factory é o lugar para si. A esplanada do Café da Fábrica vai ter um plasma de 50 polegadas a transmitir todos os jogos do mundial. A imperial custa um euro.
Rua Rodrigues Faria, 103, edifício E, em Alcântara, Lisboa


República da Cerveja
Em pleno centro lisboeta, mesmo ao lado da estação do Rossio, esta esplanada promete um écrã gigante e imperial a 1,60€. Petiscos não faltam, nem refeições à séria. E toda a gente sabe que um jogo de futebol pode ser acompanhado por um bife com molho de cerveja preta.
Largo Duque de Cadaval, 17, junto à estação do Rossio, Lisboa


Picoas plaza
É um clássico. A esplanada deste centro comercial já é uma certeza, um porto seguro, para os adeptos do futebol.  São quatro plasmas a transmitir todos os jogos do mundial. E o melhor é que pode comer o que bem lhe apetecer. Hambúrgueres e batatas fritas para os destemidos, saladas e sopas para quem quer manter a forma – afinal o Verão não é só feito de futebol.
Rua Tomás Ribeiro, 65, Lisboa


Sagresjaria
Pelo nome percebe-se que cerveja não faltará. Há de todas as cores, tipos e álcool e a imperial custa 1,30€. Para além  do écrã ao ar livre, dos croquetes de presunto, gambas ao alhinho e ameijoas à Bulhão Pato, tem o ar fresco do rio, que tanto jeito dá em dias de calor e de nervos incontroláveis. Se o stress tomar conta de si porque Cristiano Ronaldo falhou aquele golo, tem bom remédio, vá à beira de água e respire fundo.
Rua da Pimenta, Parque das Nações, Lisboa


Gil Eanes
No Algarve a bola também se vê na rua. No café Gil Eanes a esplanada dá para cerca de 50 pessoas e há um écrã simpático a transmitir todos os jogos do mundial. E não tem de se preocupar com o sol: as laranjeiras e os prédios circundantes, fazem o favor de oferecer sombra. Não há petiscos, mas há refeições ligeiras, cerveja e sumos naturais.
Praça Gil Eanes, 20, Lagos, Algarve

Forum Algarve
Neste centro comercial tudo é ao ar livre. São 40 mil metros quadrados de lojas, esplanadas, restaurantes e bares. Para além de poder comer o que mais lhe apetecer (e quem sabe fazer umas compras para o Verão), pode escolher onde quer ver os jogos. Na Praça Central há dois écrãs gigantes, junto à zona das refeições há mais dois, e na zona dos bares, onde não se come, mas bebe-se, também é possível assistir aos jogos. E junto de uma fonte, para o ambiente ser mais fresquinho.
Estrada Nacional 125, Faro, Algarve

Sete Café
Claro que no café de Luís Figo é obrigatório haver bola. Na esplanada há vários plasmas a transmitir o mundial. E nada tema: há sombra que chegue para todos. No terraço, onde está o Cyber Café, também há televisões para que os amantes da informática não percam penaltis nem cantos. E há refeições para todos os gostos.
Marina de Vilamoura, Bloco 7, Vilamoura, Algarve

Cubo da ribeira
Não é uma esplanada, são várias. Em pleno centro histórico da Invicta, cada uma tem o seu écrã ou televisão, para que ninguém fique sem assistir à prestação da selecção portuguesa, nem sem beber uma imperial. Perdão, um fino.

Praça da Ribeira, Porto


Café Guarany
Para além de ser um dos mais antigos cafés do Porto, é também dos mais emblemáticos. Em alturas de bola, trocam-se as tertúlias que ainda ali existem por paixões clubísticas. Com o bom tempo, o Guarany monta a esplanada que este ano estará de frente para o écrã gigante instalado de propósito para a transmissão dos jogos do mundial
Avenida dos Aliados, 89 – 85, Porto


A Barraquinha
Uma dica: deixe as vuvuzelas em casa. A atmosfera da Praia da Granja é pacata, com o mar a dois passos. Vamos deixá-la assim. Na esplanada da Barraquinha o écrã é grande, o ambiente é intimista e os petiscos são do melhor que há. E com a praia tão perto pode aproveitar para dar uns mergulhos quando o calor (ou os nervos) apertarem.
Praia da Granja, Vila Nova de Gaia


Com Miguel Ângelo Pinto e Rodrigo Burnay»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/63244-mundial-ao-sol-11-esplanadas-ver-os-jogos, a 07 de Junho de 2010 em Jornal I

Aproveite o ar Livre!

RT

Conheça a Entrevista Que João Manzarra Deu Esta Semana…

João Manzarra Fonte: http://www.pokerteampro.com.pt

Hoje e por ser uma pessoas que especialmente simpatizo, não resisti a trazer a copia integral da entrevista que ele concedeu ao jornal i, falo obviamente do inconfundível João Manzarra.

Passo a transcrever a mesma, mas so tenho a aferir, é uma grande apresentador no seu estilo e tem muito potencial, força João.

«João Manzarra. “Ganho por não ter muita concorrência masculina”

Depois de “Ídolos”, o apresentador é a cara de “Achas que Sabes Dançar?”, o novo êxito de domingo à noite da SIC

O telemóvel de João Manzarra não pára de tocar durante a entrevista. “Tenho mesmo de atender”, desculpa-se enquanto se levanta do sofá encarnado do hotel Jerónimo 8, em Belém. Aos 24 anos, a sua vida mudou por completo depois de apresentar o “Ídolos” ao lado de Cláudia Vieira. Foi morar sozinho, ganhou o patrocínio de uma marca de roupa nacional e é assediado por fãs. Longe vão os tempos em que bebia um litro e meio de sumo em directo no “Curto Circuito”. É o apresentador do novo programa da SIC “Achas que Sabes Dançar?” e há quem diga que é o próximo namoradinho de Portugal. “Ganho por não ter muita concorrência masculina”, justifica.

Chateia-lhe que depois do “Ídolos” as pessoas o reconheçam na rua?

Se não me reconhecessem é que era mau. É melhor reconhecerem a mais do que a menos. Acaba por não me chatear. É o preço que uma pessoa tem de pagar a partir do momento em que decide fazer carreira na televisão ou na política.

O que é que lhe dizem?

Depois da queda [em directo] do Pedro Abrunhosa foi muito chato. Toda a gente queria saber se aquilo tinha sido combinado, se ele se tinha magoado… Até quando estava a correr no calçadão [no Rio de Janeiro] nas férias esse era logo o primeiro assunto dos portugueses que encontrei… Foi um massacre de perguntas.

E o que é que costuma responder?

É um ponto um bocado sensível, ele deu uma queda e nunca achei muita piada a esse tipo de situações. Acho que as pessoas se riem mais do meu salto, do que do Pedro.

Até disse um palavrão em directo…

Parece que disse, mas não sei. Eu próprio não dei conta e tive de ver as imagens no YouTube vezes sem conta para analisar aquele meu comportamento estupidificante.

O salto que deu?

Sim, foi uma maneira um bocado trapalhona de socorrer alguém. O que eu queria era ajudar o Pedro.

Houve muitos imprevistos como este nos directos do “Ídolos”?

A Diana também deu uma queda na última gala. Houve bastantes e ainda bem que o público não percebeu a maior parte. Eu e a Cláudia [Vieira] conseguimos dar a volta à situação. Eu não a conhecia, mas a empatia foi imediata. Quando disse a minha data de nascimento na primeira entrevista que dei, ela pensou que estava a gozar: fazemos anos no mesmo dia.

Ela nunca tinha apresentado em directo, ao contrário de si. Enganava-se mais vezes?

Há pessoas que disfarçam melhor os erros. Quando erro fico muito chateado comigo, mas as pessoas aceitam bem, parece que errar é mais uma das minhas brincadeiras. Com ela a coisa não é bem assim…

Nunca fica nervoso?

Não me deixo levar muito pelos nervos. Senti alguns na primeira gala [do “Ídolos”], mas era porque estava estrear-me num directo com público e aquilo intimidava um bocado.

Porquê?

Era muita gente. Quando chego a um jantar e não conheço ninguém também fico um bocado embaraçado.

No “Curto Circuito” (CC) estava à vontade para beber um litro e meio de sumo de abacaxi…

A [apresentadora] Joana Dias revelou em directo essa minha pequena habilidade de entornar de pénalti meio litro de sumo. Costumava fazer isso nos intervalos. Eu disse-lhe: “Se quiseres bebo um litro e meio.” Deixei um mililitro, mas a prova foi superada.

Tem saudades desses tempos?

O CC é uma casa que visito muitas vezes e pretendo regressar. É o grande pioneiro da televisão mais livre em Portugal, sem guião, com imprevistos… tenho saudades desse formato.

Como é que foi lá parar?

Gostava muito do programa, costumava contar as piadas do Unas e do Alvim na escola e inscrevi-me no casting.

Quando foi escolhido deixou de estudar…

Tive de escolher entre o CC e a universidade. Estava a tirar o curso de Comunicação Social e ia chumbar por faltas. Agora acho que não tenho muita credibilidade como jornalista, as pessoas tomam-me como um tonto. Mário Crespo, podes estar descansado que não te vou tirar o lugar. Se bem que sei de quem gostaria que tirasse…

Agora sente-se a revelação da TV?

Não, mas sinto que sou dos rostos que se tornaram mediáticos em 2009. Não me vou deslumbrar nada com isto. Se o “Ídolos” não tivesse tido o sucesso que teve, talvez não me dessem essa estatueta de revelação. Tenho a noção que ganho por não ter muita concorrência masculina, pelo menos na minha geração.

Acha que se pode tornar no namoradinho de Portugal, como a Catarina Furtado?

A nível de sensualidade acho que nunca, a nível de carreira é um bom exemplo… tem uma carreira sólida.

Tem algum ídolo da televisão?

Sem me querer comparar, adoro o Conan O’brien, é o expoente máximo do entretenimento. O Ricardo Araújo Pereira também me faz rir.

No “Achas que Sabes Dançar?” também consegue ser criativo e fazer piadas?

Há alguns limites, mas há espaço para a criatividade. Algumas brincadeiras do guião partiram de mim e gosto dessa abertura. Mas há coisas mais rígidas que têm de ser ditas e às quais não consigo escapar.

É este formato “à procura de uma estrela” que quer apresentar?

Não necessariamente. Nos projectos que me têm dado tenho sempre mostrado versatilidade e já fiz um pouco de tudo. Neste formato sinto-me à vontade, mas há outros.

Ganha-se melhor a apresentar este tipo de programas?

Como trabalhador da SIC, ganho o mesmo se apresentar o “Achas que Sabes Dançar?” ou um programa de culinária, tenho um contrato.

É mais difícil apresentar sem a Cláudia Vieira?

É diferente. Talvez seja mais trabalhoso.

Acha que sabe dançar, mesmo sem par?

Não acho, é uma certeza (risos). As pessoas podem fazer a sua avaliação.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/55370-joao-manzarra-ganho-nao-ter-muita-concorrencia-masculina, a 15 de Abril de 2010, em Jornal I

RT

Entrevista de Manuel Moura dos Santos do Programa Idolos da Sic…Vale a Pena Espreitar…

Manuel Moura dos Santos Juri do Idolos da Sic Fonte: http://i.ytimg.com

Hoje e por ser Domingo, é dia do programa da SIC, o ídolos, esta semana o elemento crucial do júri deu uma entrevista a um diário da nossa praça, hoje vou transcrever a referida notícia na integra, mas não vou tecer nenhum comentário à mesma, deixando ao livre arbítrio de cada um, a posição perante a mesma.

« Moura dos Santos “Irrita-me o folclore à volta do ‘Ídolos'”

É júri do programa da SIC e agente de Jorge Palma: quer um, quer outro dão-lhe água pela barba

Filho de um coronel da força aérea, Manuel Moura dos Santos viveu quatro anos numa base militar, mas não cumpriu o seu sonho: ser piloto de aviões. Em vez disso, conquistou prémios ao lado de Jorge Palma, Ala dos Namorados ou Rio Grande, de quem foi agente. Hoje, conhecemo-lo como o júri implacável do “Ídolos”. O i entrevistou-o no seu quartel-general – o escritório da agência MS Management, em Belém.

Quem o vê no “Ídolos” fica com a sensação de que está ali a fazer um frete.

Não é um frete, fazer televisão é uma coisa muito difícil. Nunca sabemos qual é o momento em que estamos bem ou mal. E nos últimos tempos não tenho estado muito descontraído.

Porquê?

O programa já se arrasta há muito tempo, as pessoas estão cansadas, e às vezes descarrega-se lá para dentro. Cá fora, as coisas também não estão fáceis: antes de deixarem de comprar batatas e arroz, as pessoas deixam de comprar discos e ir a espectáculos. E um gajo é humano, reflecte-se em tudo. Bem sei que o público não tem nada a ver com isso, mas sou um tipo muito genuíno e quando estou mal disposto não disfarço.

Sente-se enquadrado naquela confusão de miúdos e famílias aos berros?

Abstraio-me de tudo isso. Há uma parede entre mim e o público. Estou focado no que se passa à frente.

Não foi bem o que aconteceu recentemente, com a polémica dos Anjos [Moura dos Santos criticou os músicos e foi vaiado].

Não gosto de ser interrompido quando falo, é apenas isso. O resto passa-me ao lado, aquela gritaria, os apoios. Só estou no plateau quando tenho mesmo de estar. Ao mínimo intervalo saio.

Que sentiu quando soube que os Anjos iam estar no programa seguinte?

Houve ali uma coincidência infeliz. A SIC já tinha decidido convidá-los antes. Até foram eles que se ofereceram. De vez em quando, o programa tem de meter umas coisas destas. Tem a ver com audiências e com o facto de a TVI ter duas novelas ao mesmo tempo. Era algo que a produtora já tinha previsto.

Não foi uma decisão inédita?

Não. No Natal foram lá os Shouts. Também acontece lá fora. E já estava no meu contrato que eu ia faltar nessa semana. Era um compromisso pessoal que eu já tinha há imenso tempo. Foram coincidências infelizes.

Essa até foi bastante feliz.

Não foi nem deixa de ser. Estou-me nas tintas se as pessoas pensam que eu fugi. Além disso, para quem quiser saber, eu estava com o João Gil de férias na neve. Não era segredo para ninguém, o Gil até fez o diário da viagem no Facebook. Mas percebo que a produção não tenha retirado o convite aos Anjos porque isso ia causar ainda mais polémica.

Provavelmente a produção até lamentou a sua ausência. O tema era quente, prometia audiências.

Se tivesse estado lá, as coisas teriam sido normais. Eu cumprimentava-os, se eles retribuíssem muito bem, se não muito bem na mesma. Nada me move contra os Anjos.

Alguma vez foi maltratado na rua por discordarem da sua opinião?

Não, nunca. Nem nas redes sociais em que estou. Na rua, as pessoas são simpáticas. Por exemplo, entre a segunda e a terceira edição passaram quatro anos. Nesse período, abordavam-me para dizer que tinham saudades. Perguntavam-me quando voltaria.

No fundo, a postura do júri agrada o público, aguça-lhe a curiosidade.

Aceito que haja um certo voyeurismo em ver alguém numa situação difícil, não é que eu concorde, mas está na natureza humana. E este tipo de programas também joga um bocado com aquilo que as pessoas são. Quem inventa estes conteúdos, sabe exactamente o alvo e como chegar a ele.

Não sente que exagera?

Nenhum júri está ali para mandar o concorrente aprender. Há talentos que são inatos, como cantar, pintar ou escrever. E uma coisa é ter alguma dureza e ser directo nas apreciações, outra é insultar. E eu nunca insultei ninguém. Posso não gostar e dizer “eh pá, dedica-te à pesca”. Admito que isso não seja o português mais coloquial.

Ou classificar um estilo de “azeitola”.

Por exemplo. Mas, no norte, essa é uma palavra comum, tal como morcão. O azeiteiro cá em baixo é o foleiro.

Como vê a mediatização do programa? Dá a sensação de que não é a sua praia, recusa-se a alimentar polémicas nos jornais.

Não é o meu lugar, de facto. A minha mais valia televisiva, a existir, é aquilo que eu digo e como digo. Todo o folclore à volta do programa irrita-me imenso. Um dia estava aqui e recebi uma chamada de um jornal, com quem não falo, e perguntaram-me qualquer coisa sobre o Luís Jardim. Apenas disse para não me chatearem com parvoíces. No dia seguinte estava na capa desse jornal: “Moura dos Santos chama parvo a Luís Jardim”. Aquilo é só má fé. Resultado: pedi à minha advogada para tratar do assunto. Não tenho paciência para estas merdas. E é isso que os irrita, estar-me nas tintas, não falar, não alimentar.

Acredita que um programa como o “Ídolos” pode lançar uma carreira, como acontece lá fora?

Eu gostaria que fosse feita uma tentativa séria de estabelecer uma ligação entre o programa e a indústria, mas as experiências do passado mostram-nos o contrário, que isto é um puro entretenimento e que a transposição do que se passa ali para a indústria é reduzida. Eu percebo que não há dinheiro. Na América, têm singles a sair no dia seguinte à gala. Aquilo é imediato, há uma equipa enorme que já está a gastar dinheiro com cinco concorrentes, sabendo que apenas um vai ganhar.

E nesta edição do “Ídolos”?

Gosto muito dos miúdos e acho que em termos de popularidade esta edição bateu por uma grande margem as outras: a adesão do público, as audiências. Acredito que desta vez o vencedor e alguns dos finalistas terão mais facilidade. De qualquer maneira, há ideias da Freemantle [a produtora] e da SIC para não deixar morrer estes miúdos na praia.

Os exemplos mais recentes não são muito animadores.

O Nuno Norte continua comigo, com um percurso dificílimo. Teve uma fase mais completa quando estava na Filarmónica Gil, agora a solo está a gravar um projecto de Rock chamado “Lama”. Não explodiu.

Enquanto manager, considera-se um caça talentos?

Tenho alguns miúdos em quem estou a apostar, mas não sou caça-talentos.

Há muita cobiça de artistas por parte dos managers?

Nunca em circunstância alguma abordei um artista que já tivesse agente. Formou-se em economia, mas acabou a trabalhar na música. Como?

No verão de 1989, tive uma esplanada em Belém, que era frequentada pelo Rui Veloso, amigo do meu irmão. Quando o negócio acabou fui convidado para trabalhar com o Rui na área comercial e financeira. Nunca cheguei a acabar o curso, fiquei no quinto ano, com umas cadeiras por fazer. É um percurso um tanto invulgar. Queria ser piloto aviador, como o meu pai que é coronel da força aérea no resguardo, e vivi no meio militar durante imenso tempo: quatro anos na base aérea nos Açores e na de Tancos.

Como chegou ao Jorge Palma?

Nunca mais me esqueço: estávamos num concerto dos Rio Grande em São Pedro do Sul. O Palma, com aquele ar desengonçado do gajo e já bem disposto, dizia: “Já sei que vais ser o meu manager.” Foi a Marta, manager dos Xutos, a querer que eu pegasse nele.

É fácil trabalhar com ele?

Tivemos uma relação inicial bastante conturbada. Eu vinha de artistas muito focados e o Jorge era o feeling puro. Tinha aquela faceta extraordinária do “está tudo bem, isto ensaia-se em 10 minutos”. E eu habituado ao Veloso, que ensaiava um mês para uma digressão. Ao longo dos anos, com muitas conversas, foram-se limando várias arestas e o respeito mútuo foi conquistado. Mas chegamos a ter um trato: eu dizia-lhe ‘sempre que chegar a um concerto e tu não estiveres em condições, venho-me logo embora’. E ao princípio, meu amigo, aquilo era uma carga de trabalho. Vinha quase sempre embora. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/42923-moura-dos-santos-irrita-me-o-folclore–volta-do-idolos, a 21 de Janeiro de 2010, no Jornal I

Bom Domingo!

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