The Beatles….In Guitar Hero…..Enjoy It….

Setembro 10, 2009
Guitar Hero

Guitar Hero

Hoje trago algo, que é ao mesmo tempo nostálgico e vanguardista, é uma publi reportagem, podemos classificar desta forma, passo a transcrever a mesma e de seguida faço o meu comentário:

« Beatles em Portugal: com bits, bytes e muito plástico

O que faz um pianista, um fadista e um produtor a tocar Beatles? Desafiámos Laginha, Camané e Nuno Rafael a encarnarem os Fab Four

É uma imagem improvável: o pianista Mário Laginha agarrado a uma guitarra de plástico, o fadista Camané a cantar numa espécie de microfone de karaoke, e músico/produtor Nuno Rafael a percorrer o braço de um baixo que não tem escala, apenas botões. Estranho? Nem por isso: os três músicos foram os primeiros portugueses a experimentar o novo jogo da Electronic Arts, o “Rock Band”. A nova versão, dedicada aos Beatles, é hoje lançada internacionalmente (sexta-feira em Portugal), no mesmo dia em que os “Fab Four” voltam a dar que falar, com uma reedição de luxo: 14 discos e duas caixas para coleccionadores.

Mário Laginha foi o último a confirmar e o primeiro a chegar. A acompanhá-lo vem também a filha Inês, claramente mais experiente nestas andanças dos jogos de computador. Para os que ainda não sabem, o Rock Band é um jogo de vídeo que utiliza instrumentos musicais (ou algo parecido) em vez dos tradicionais comandos: guitarra, baixo, bateria e microfone. “Cantar? Não, obrigado”, diz Laginha, que à falta do piano escolhe a guitarra. “A mim parece-me sensato começarmos pelo easy… Não tem supereasy?”

Em família Por agora é apenas um ensaio intimista com pai e filha. “Aqui não se brinca”, atira Laginha, quando vê a réplica de uma Fender Stratocaster, versão jogo de computador. Para quem pega pela primeira vez num instrumento virtual, é natural que surja alguma confusão com os botões. O objectivo do jogo é carregar nos botões consoante as cores que aparecem no ecrã, que variam em função do tempo e do tom. Não é fácil, sobretudo para músicos.

“Às vezes engano-me nos contratempos”, suspira Laginha de baquetas na mão, no momento em que chega o segundo convidado. Nuno Rafael, músico que acompanha regularmente Sérgio Godinho, agarra-se ao baixo. Falta Camané, mas em breve estará tudo em família: Mário Laginha, que já colaborou em diferentes ocasiões com o fadista que, por sua vez, integrou os Humanos, com Nuno Rafael. Os Beatles – virtuais e portugueses – estavam ressuscitados.

Ringo Camané Starr A chegada tímida de Camané à “sala de ensaios” é de pouca dura. “Eh pá, não posso cantar. Não conheço as letras”, desculpa-se o fadista, enquanto trauteia o “Can’t Buy Me Love”. Em breve estaria com o microfone na mão: “Mete aí o ‘Don’t Let Me Down’, é a minha favorita”, pede lembrando os anos em que andou “viciado” nos Beatles. “Conheci a música deles com sete anos. Ouvi aquilo compulsivamente até aos 12.”

Talvez por não terem experiência de jogos de computador, a expectativa seja baixa – a nossa e a deles. “A letra passa muito depressa”, resmunga Camané, acompanhado de Nuno Rafael e Mário Laginha na guitarra e bateria, respectivamente. “Podem fotografar à vontade. Mas devo dizer que me sinto absolutamente ridículo”, brinca Laginha. “Vou ser gozado até ao fim dos meus dias.” Os meios justificam os fins: “Experimentar este jogo é como reviver de alguma forma todas estas músicas de uma banda brilhante. Normalmente, os discos trazem duas ou três músicas interessantes, as outras já exigem algum esforço. Os Beatles não, fizeram uma quantidade enorme de músicas excelentes, com óptimos arranjos, harmonias…”

Nuno Rafael concorda, apesar de não acreditar que o jogo possa despertar os mais novos para a banda tida como intemporal: “Há malta nova que gosta dos Beatles, mas acho que é preciso alguma maturidade. E ajuda dos pais.”

Para quem nunca joga computador, o fadista disfarça muito bem: fez 100 por cento, por pouco rebentava a escala. Teve até tempo para um daqueles berros à Lennon, na parte final de “Don’t Let Me Down”. “Estás a cantar de mais, pá”, ataca Laginha. Mas a esta hora, o fadista já estava longe, em modo palco: olhos fechados, mão na cintura, rosto levantado. O seu desafio, esse, ainda estava para vir.

Nova formação Laginha na guitarra, Rafael na voz e Ringo Camané Starr na bateria. A performance do fadista é irrepreensível: dá o tempo de arranque com as baquetas, qual músico de rock, com Rafael atrás do tom de uma das suas preferidas, “Taxman”, de George Harrison. Apenas um senão: a música é num tom demasiado alto. “Não há problema, eu canto em falsete”, arrisca.

Seguem-se os hinos “Ticket to Ride” e “Get Back”. Mas a esta hora já ninguém se consegue levar a sério, as paragens são um desastre e os tempos estão todos trocados. De repente, entre muitas gargalhadas, a música parou. “Acontece quando os músicos não conseguem acompanhar o nível”, explica a relações públicas da Electronic Arts. O ensaio está terminado: “Pessoal, temos de ensaiar mais.”»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/22069-beatles-em-portugal-com-bits-bytes-e-muito-plastico—videos, a 09 de Setembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Eu como amante da música, venho mostrar que é boa aposta esta de sair um videojogo com a saga dos Beatles, outros nomes, já existem para o referido jogo, entre eles os Abba, os Metallica, etc.

Por um lado, é uma forma de rentabilizar o valor da banda, e de incrementar a notoriedade da mesma, de seguida, é uma forma de mostrar que a música com recurso a instrumentos, está viva, e que se pode fazer bastante mais.

A nível familiar, penso que seja salutar, pois por vezes é preciso uma banda, para se poder tocar, e porque não cativar toda a família, para se formar a banda e poder reviver os êxitos de antigamente, e quem sabe, das novas bandas que possam a vir a ser integradas com o jogo.

É também, uma forma de se aprender, pois ao se tocar instrumentos, ao se viver as canções, é completamente diferente de somente se ouvir, a vivência é completamente diferente.

A Electronic Arts, descobriu uma maneira de colocar pessoas dos 4 aos 100 anos à volta, de uma consola, a viver música, para muitos, ser músico era um sonho, agora pode se tornar um pouco mais tangível esse mesmo sonho.

Deixo os meus votos para Bons Acordes e Horas de Divertimento

Deixo a Questão: Que Pensa deste tipo de videojogos?

Tenho Dito

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