Saiba se Podem Alterar o Spread do Seu Crédito Habitação…

Saiba se o seu Spread Vai Ser Alterado... Fonte: http://economico.sapo.pt

Hoje  trago um artigo que considero interessante, pelo menos neste tempo de crise, e que passa por a possibilidade de se poder alterar os spreads, de forma unilateral.

« Fique a saber se o seu banco pode subir o ‘spread’

O BdP publicou um código de conduta que os bancos devem ter em conta na alteração unilateral dos juros dos empréstimos.

Um conjunto de boas práticas dirigido aos bancos, publicado na semana passada pelo Banco de Portugal (BdP), fez voltar “à luz da ribalta” a cláusula polémica dos contratos de crédito que permite (em determinadas situações) às instituições financeiras fazerem alterações de forma unilateral dos juros dos empréstimos. O tema é sensível, especialmente, tendo em conta que muitas famílias vivem já com os seus orçamentos esticados ao máximo e receiam que um aumento dos encargos com os empréstimos ponha em causa a sua capacidade para fazer face aos seus compromissos. O Diário Económico explica-lhe em cinco questões o que está em causa nesta matéria.

1.Todos os contratos de crédito à habitação estão sujeitos a que os bancos alterarem, de forma unilateral, os juros do empréstimo?
Não. Segundo o Banco de Portugal, apenas os empréstimos que tenham nos seus contratos a cláusula contratual que permite a alteração unilateral da taxa de juro com base “em razão atendível” ou em “variações de mercado” poderão ser afectados. Ou seja, se o seu contrato não inclui esta cláusula, então o banco não pode alterar de forma unilateral o valor do ‘spread’ praticado no crédito.

2. A cláusula polémica que permite aos bancos alterarem de forma unilateral os juros dos empréstimos é legal?
Sim, é legal. Os bancos podem incluir nos seus contratos de crédito este tipo de cláusulas, já que essa permissão deriva da transposição de uma directiva europeia. Num comunicado divulgado esta semana pelo Banco de Portugal é possível verificar que a inclusão deste tipo de cláusulas não é proibida. “De acordo com o disposto no referido diploma legal, que transpôs para o ordenamento jurídico nacional a Directiva n.º 93/13/CEE, do Conselho, de 5 de Abril, a inclusão deste tipo de cláusulas – ditas de “jus variandi” – em contratos de crédito celebrados com consumidores não é proibida, desde que seja respeitado o princípio da boa fé e os requisitos legais assinalados”, refere o regulador. Apesar disso, a associação de defesa dos consumidores considera que estas cláusulas são abusivas e penalizam os consumidores. Por esta razão, a Deco admite em última instância recorrer aos tribunais para pedir a nulidade da cláusula.

3. Em que situações é que o banco pode subir o ‘spread’ do credito à habitação?
Os bancos podem accionar esta cláusula quando existem “razões atendíveis” ou “variações de mercado” que justifiquem a alteração unilateral da taxa de juro ou de outros encargos dos empréstimos. E é aqui que reside a polémica da questão, visto que não está especificado ou definido aquilo que pode ser invocado como uma “razão atendível” ou “variação de mercado”. Ainda assim, o Banco de Portugal no comunicado elaborado esta semana defende que os bancos devem “concretizar com detalhe suficiente” as razões e os motivos que levam a instituição a alterar, de forma unilateral, os juros dos empréstimos. O regulador defende ainda que os factos que motivam os bancos a fazerem essa alteração devem ser ” externos ou alheios à instituição de crédito (….); ser relevantes, excepcionais e ter subjacente um motivo ponderoso fundado em juízo ou critério objectivo”.

4. Qual é o objectivo do código de conduta publicado esta semana pelo Banco de Portugal?
Há vários anos que é possível incluir nos contratos de crédito a cláusula que permite a alteração unilateral da taxa de juro ou de outros encargos. Mas até agora, a sua utilização não estava sujeita a qualquer tipo de orientações ou de recomendações. O caso mudou de figura quando no ano passado vários consumidores alertaram a Deco para o facto de vários bancos estarem a incluir a cláusula do tipo ‘jus variandi’ nos seus contratos de crédito. A situação gerou tal polémica junto da opinião pública que obrigou à intervenção do Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor. Fernando Serasqueiro chamou até si vários responsáveis de bancos portugueses e, no final destes encontros, as instituições financeiras aceitaram deixar de incluir a cláusula nos seus contratos. Na mesma altura, o Banco de Portugal, anunciou que estaria a “preparar um conjunto de orientações sobre as boas práticas a serem seguidas pelas instituições de crédito, sempre que decidissem incluir este tipo de cláusulas em contratos de crédito”. O resultado desse compromisso assumido pelo Banco de Portugal foi divulgado esta semana, com o regulador a enviar aos bancos uma carta circular em que define um código de conduta a ter em conta nestas situações. Apesar deste código de boas práticas ter reacendido a polémica , a verdade é que o Banco de Portugal quis com as novas regras fazer “um reforço da protecção do cliente bancário”, tendo como objectivo “garantir a transparência, a objectividade e a proporcionalidade das instituições de crédito na sua relação com os cliente na matéria em causa”.

5. De que forma este novo código de conduta vem proteger mais os consumidores?
O código de conduta elaborado pelo Banco de Portugal recomenda aos bancos que utilizarem a cláusula que especifiquem e detalhem os motivos que os levam a accionar a cláusula. Além disso, as instituições devem ainda informar por escrito os consumidores das alterações, dando um prazo de 90 dias para que as pessoas analisem as alterações introduzidas nos contratos, para decidirem se querem ou não exercer o direito de resolução de contrato. A carta dirigida aos clientes deverá conter a seguinte informação: os motivos subjacentes à decisão de alterar o contrato; a nova taxa de juro, o prazo e a forma de exercício do direito de resolução e a data de produção dos efeitos de alteração. Mais: se o cliente optar pela resolução do contrato, o banco não pode exigir comissões de reembolso antecipado. Outra novidade que o código de conduta do Banco de Portugal introduz tem a ver com o facto da cláusula dever ser reversível. Ou seja, o banco deverá fazer a reversão das alterações nas taxas de juro, quando “os factos que as tenham justificado deixem de verificar”.

Spreads em rota ascendente
Os ‘spreads’ praticados pela banca em Portugal não param de subir. Desde o pedido oficial de ajuda externa, no início de Abril, oito bancos já aumentaram os ‘spreads’ cobrados na habitação. Em Maio, BPI, Banco Popular, Deutsche Bank e Caixa Galicia aumentaram os ‘spreads’. Em Abril, já o BCP, Santander, Banif e BBVA haviam revisto em alta o custo do crédito. Os maiores aumentos são sentidos nos ‘spreads’ máximos- aplicados aos clientes com um perfil de risco mais elevado. Nestes casos, os ‘spreads’ máximos chegam a a atingir os 5,95% (no caso do BBVA). Já no que se refere aos spreads mínimos, o banco que apresenta o valor mais baixo é a Caixa Galicia, com um ‘spread’ mínimo de 1,1%. »

In: http://economico.sapo.pt/noticias/fique-a-saber-se-o-seu-banco-pode-subir-o-spread_118529.html, a 25 de Maio de 2011, em Diário Económico.

RT

Cuidado Com Os Depósitos a Prazo dos Bancos…

Conheça as «ratoeiras» nos Depósitos a Prazo... Fonte: http://www.agenciafinanceira.iol.pt

Hoje trago uma peça jornalística, que achei interessante, pois fala de poupanças e das principais artimanhas dos bancos para conseguirem captar dinheiro.

«Depósitos bancários prometem uma coisa e dão outra

Para aplicação a vários anos, Certificados e Obrigações do Tesouro são as opções mais rentáveis

 Com dificuldade em obterem financiamento externo, os bancos viraram-se para a captação de poupanças cá dentro. Os depósitos dos portugueses são um bem cada vez mais atractivo para as instituições financeiras e, na hora de os aliciar, vale tudo. Mas tenha cuidado: o prometido nem sempre é cumprido.

A Deco alerta, na Proteste Poupança de Maio, que os depósitos de taxa crescente pro¬metem rendimentos na casa dos 6%, mas essas promessas não passam de um engodo.

O boletim financeiro da revista analisou 38 depósitos de taxa cres¬cente e concluiu que vários atingem os 6%, mas apenas no último período. «No primeiro ano, todos rendem menos do que a inflação prevista para 2011 (3,6%) e menos até do que o melhor depósito a 12 meses (3,7% líquidos)», explica.

Assim, o rendimen¬to efectivo líquido, ou seja, o rendimento anual para a totalidade da aplicação «é bastante mais baixo do que o sugerido nos anúncios publicitários: 3,8% líqui¬dos, na melhor das hipóteses».

Ou seja, se tem a certeza de que não necessita do capital a médio/longo prazo, pode optar por alternativas mais rentáveis, como os Certificados do Tesouro (5,3% a 5 anos) e as Obrigações do Tesouro, cujo rendimento já supera os 10% ao ano para quem mantiver até ao vencimento (prazo de 3 anos).

Para a associação de defesa do consumidor, as imposições de transparência do Banco de Portugal ainda não estão a dar os resultados pretendidos. Há cerca de um ano, o Ban¬co de Portugal introduziu legislação que proíbe a utilização de designações en¬ganadoras nos depósitos e, nestes casos, o anúncio de rentabilidades que induziam em erro e escondiam a taxa efectiva é agora algo do passado.

No entanto, alerta a Deco, «vários anúncios continuam a contornar a legislação, usando expres¬sões como ‘até 6%’, por exemplo, para cativar o consumidor. Apesar de legais, estas técnicas de marketing são enganadoras e podem contribuir para decisões de investimento menos acertadas».

Os produtos sob a forma de depósito já apresentam a informação de forma bastante clara na Ficha de Informação Normalizada (FIN). Mas as exigências in¬formativas variam consoante o tipo de produto. Os seguros e as obrigações de caixa não obedecem às mesmas regras, pelo que os dados disponibilizados po¬derão ser menos transparentes. Segundo a Associação para Defesa do Consumi¬dor, deveriam existir regras uniformes para todos os produtos financeiros. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/financas/depositos-bancos-rentabilidade-obrigacoes-do-tesouro-certificados-do-tesouro-deco/1250513-1729.html, a 03 de Maio de 2011, em Jornal I

RT

Vantagens e Desvantagens da Taxa Fixa ou Indexada do Crédito Habitação…

Taxa Fixa ou Taxa Indexada? Fonte: http://economico.sapo.pt

A notícia que hoje trago, versa sobre as vantagens de fixar ou não a taxa de juro do empréstimo habitação, passo a transcrever o referido artigo.

« Prós e contras de fixar a taxa de juro no crédito à habitação

Optar pela taxa fixa ou variável é uma decisão de risco que tem de ser definida com base em alguns pressupostos.

1. Certeza do valor da prestação Esta é a principal vantagem de optar por um crédito à habitação de taxa fixa. Durante o período do contrato em que os encargos com o crédito à habitação está associado a uma taxa fixa, as famílias sabem sempre com que prestação contar no final do mês. Por oposição, os créditos de taxa variável estão sempre dependentes da evolução das taxas Euribor a que estão indexados.

2. ‘Spreads’ semelhantes Por norma, o ‘spread’ praticado pelos bancos na taxa fixa não difere do oferecido na taxa variável. Ou seja, o cliente tendencialmente não verá o seu ‘spread’ agravado pelo facto de ter a segurança da taxa de juro fixada num determinado patamar. Esta situação é facilmente comprovada através da análise das simulações efectuadas através dos sites dos bancos.

3. Uma aposta no escuro Ao fixar a taxa de juro do crédito à habitação, a balança tanto pode desequilibrar-se no sentido das perdas como dos ganhos. Uma das razões que leva as pessoas optarem por créditos de taxa fixa é esperarem uma subida das taxas Euribor no futuro. Se isso se confirmar, o cliente fica a ganhar. Caso contrário, se houver uma descida das Euribor, o cliente acaba por pagar mais. Já no caso do crédito de taxa variável, paga apenas aquilo que é devido.

4. Timing do contrato A taxa fixa tem a particularidade de ser determinada um dia antes da data da escritura. Isto cria incerteza na contratação devido ao desfasamento entre a aprovação do crédito e a concretização da escritura. Imagine que aprovou o crédito no dia 2 de Junho de 2008, quando a taxa ‘swap’ a 10 anos cotava a 4,78%. Se assinou a escritura no dia 3 de Julho, a taxa já foi de 5,1%, e é aquela que passou a vigorar no contrato. Mas, o raciocínio também pode ser contrário, e a taxa ‘swap’ estar mais baixa na data da escritura.

5. Comissões mais caras No caso de um crédito à habitação de taxa variável, a penalização por amortizações antecipadas não pode exceder 0,5% do capital amortizado. Já se tiver um crédito de taxa fixa, a penalização máxima é de 2%. »

In: http://economico.sapo.pt/noticias/pros-e-contras-de-fixar-a-taxa-de-juro-no-credito-a-habitacao_102299.html, a 18 de Novembro de 2010, em Diário Económico

RT

Onde Aplicar o Seu Dinheiro Este Verão… Veja As Melhores Soluções, Para Elevadas Rentabilidades…

Onde Aplicar o Dinheiro com Melhores Rentabilidades... Fonte: http://jornale.com.br

Hoje trago outro conselho económico, neste caso onde se poderia arranjar as melhores taxas do mercado, e as aplicações onde o capital saia mais bem remunerado, passo a transcrever a análise que li no site da Agência Financeira.

« Tem poupanças e não sabe onde as aplicar?

Não há soluções perfeitas, mas Banco Big e Banco Best oferecem as melhores alternativas

Tem o mealheiro recheado lá em casa, mas não percebe grande coisa de finanças e, por isso, não sabe em que banco de investimento apostar para pôr o seu dinheiro a render?

Imagine que tinha 50 mil euros para aplicar, numa carteira que crescia a um ritmo de 200 euros por mês e que o seu objectivo era preparar a reforma, embora até considerasse a hipótese de trocar de casa dentro de cinco anos, ficando assim sem metade da sua poupança actual. Saiba que não existem soluções perfeitas, mas há algumas que podem adequar-se a este perfil de investidor.

Os muitas vezes designados «supermercados de fundos» Banco Best, Banco Big, Activo Bank e Deutsche Bank oferecem uma panóplia de fundos de investimento por que os eventuais clientes podem optar, entre outras soluções.

Os dois primeiros bancos de investimento estão em melhor posição do que o Activo Bank e do que o Deutsche Bank, segundo uma pesquisa efectuada pelo «Jornal de Negócios», com um cliente-mistério à procura do melhor destino para as suas poupanças.

Estas duas últimas apostas falharam em campos distintos: o Activo Bank revelou-se lento na resposta às solicitações do cliente e demasiado rápido a «despachá-lo», embora até apresentasse soluções adequadas ao perfil. O desempenho do Deustche Bank foi pior na área mais crítica, a das soluções, uma vez que apresentou três produtos estruturados de grande complexidade a quem à partida não percebia nada da matéria.

Optar pelas soluções de baixo risco

Já o Banco Big destacou-se pela positiva por apresentar uma proposta mais consonante com o perfil deste cliente leigo em finanças. Por isso, preferiu sugerir soluções de baixo risco: o BiGLink Prudente, um «contrato de seguro ligado a fundos de investimento que o cliente assina com a Eurovida, a seguradora parceira do Banco Big». A versão Prudente, entre três outras possíveis, foi a aconselhada, uma vez que se trata de uma carteira «formada maioritariamente por fundos de obrigações e de retorno absoluto».

Mas há mais alternativas: o depósito 6 meses Top, em que é aplicada uma taxa anual nominal bruta de 2,4%, mas que está apenas acessível para montantes acima dos 20 mil euros; o Eurovida PPR Open, cuja carteira é composta por fundos de investimento, a maioria de obrigações, embora existam também de acções; e as obrigações da Cimpor, que vencem em Maio de 2011, estimando-se já uma rendibilidade de 3,5%, antes do pagamento de comissões e impostos.

No que toca ao Banco Best, uma das soluções apontadas foi investir no perfil «moderado» do serviço de gestão de carteiras disponível, composto por 25% em fundos de acções e o restante no mercado obrigacionista. A ideia era que metade do dinheiro do cliente fosse aplicada para este fim.

O depósito Blue, com uma taxa anual bruta de 4% durante 90 dias seria outra das hipóteses, sendo recomendada uma aplicação de 15 mil euros. Mais: o cliente poderia investir ainda em três instrumentos de uma carteira de fundos com um décimo do capital disponível. Neste sentido, o Pimco Total Return Bond absorveria 40% da carteia e os restantes 60% dividir-se-iam em partes iguais por dois fundos de risco elevado, o Schroder ISF Emerging Asia e o Schroder ISF Emerging Market Opportunities, expostos aos mercados emergentes.

Sobraria ainda 10% de capital neste portfólio, que poderia ser investido no Viva Capi, um seguro de capitalização de capital garantido e rendibilidade mínima de 2,5%.

Próximo passo: faça as contas, recorra a um banco de investimento para esclarecer todas as dúvidas e analise qual é o melhor destino para as suas poupanças. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/financas/poupancas-investimentos-bancos-de-investimento-dinheiro-poupar-agencia-financeira/1183334-1729.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+iol%2Fagenciafinanceira+%28agenciafinanceira%29&utm_content=Google+Reader, a 09 de Agosto de 2010, em Agência Financeira.

Boas Aplicações!

RT

Bancos Vão Ser Obrigados a Divulgar o Que Cada Depositante Aufere em Juros…

Bancos Devem Dar Nome e Valor Auferido Anualmente por Depositante Fonte: http://pensarseixal.files.wordpress.com

Uma notícia que achei mais uma invasão de privacidade e um atentado à liberdade das pessoas, penso mesmo, que em parte o negócio dos bancos vai sair afectado, e só vai levar a que aos mesmos, tenham mais despesas a irem se financiar la fora. Passo a transcrever a referida noticia, e de seguida faço um breve comentário.

« Bancos não terão que divulgar saldos, só rendimentos pagos

Governo assegura que não há retroactividade

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Sérgio Vasques, garantiu esta segunda-feira à agência Lusa que os bancos não vão ser obrigados a declarar a administração fiscal os activos dos contribuintes mas apenas os rendimentos pagos e as retenções na fonte.

«A lei não vem obrigar as instituições financeiras a comunicar o valor dos activos, dos depósitos, que os contribuintes tenham junto destas entidades», disse Sérgio Vasques.

O que a lei «vem obrigar é que as intuições financeiras comuniquem à administração fiscal o valor dos rendimentos pagos, das retenções na fonte, que elas próprias façam», acrescentou o responsável.

Sigilo: Governo vai ter acesso às contas bancárias

O secretário de Estado faz uma comparação com o que se passa no mercado laboral para afirmar que o mesmo se passa quando a entidade patronal envia à administração fiscal o valor do rendimento pago e a retenção na fonte.

«É isso que as instituições financeiras têm de fazer. Em momento algum revelam o valor do saldo da conta ou dos activos que um contribuinte tenha no banco», garantiu.

Sérgio Vasques negou ainda que haja retroactividade nesta medida pois «o alargamento de deveres de comunicação em 2010 vão dizer respeito a rendimento e retenções na fonte em 2009».

«É evidente que aqui não se coloca a questão constitucional da retroactividade porque não se fala aqui de normas de tributação mas de deveres de comunicação», afirmou.

O secretário de Estado veio assim esclarecer a notícia do «Jornal de Negócios», segundo a qual o fisco vai passar a saber quanto é que cada cidadão recebe por ano em juros de poupanças. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/financas/bancos-saldos-rendimentos-sigilo-sigilo-bancario/1173615-1729.html, a 28 de Junho de 2010, em Agência Financeira

O meu comentário:

Perante esta noticia sou obrigado a concordar, que a mesma se trata de mais u«atentado às liberdades dos portugueses e de que os mesmos, conseguem aforrar, senão vejamos: Qual seria a razão para os governantes quererem associar um nome e um determinado valor de juro, sendo que o mesmo, é tributado, se for no continente a 20% salvo erro e a 16%, nas ilhas, pois tem a haver directamente com as taxas de IVA, pois bem, se o estado já recebe os valores retidos pela entidade financeira, só uma questão de querer saber o que cada contribuinte tem aforrado, leva a querer determinar um nome associado a um determinado valor de imposto, mas pior, neste caso, querem saber qual o valor auferido, logo sabendo, que tiraram desse valor um x de imposto, facilmente, e mediante a taxa que estiver em vigor, conseguem saber com mais ou menos certeza, o valor que o contribuinte tem aforrado.

Penso que se trata de uma invasão de privacidade, pois não conseguiram que o sigilo bancário fosse abolido, com excepção em casos de investigação de crimes, e então, para poderem aferir o que contribuinte tem, vão por este método.

Pior que este método, se um contribuinte tiver um valor alto de juros, pois tem ate aforrado algum valor, que até pode por exemplo, herdado, o mesmo se ficar desempregado, pode mesmo ver o seu subsidio em risco, não tendo em conta, que o referido contribuinte, quando esteve a trabalhar, descontou, para em caso de necessidade, ter acesso a um subsidio, como é o caso do subsidio de desemprego. Lembremos, quem tem acesso ao subsídio de desemprego, descontou para ele, quem não desconta não tem direito…devemos ter em conta, esta premissa.

Os bancos com esta medida, penso que irão perder a longo prazo, em virtude, de os contribuintes deixaram de aforrar, mantêm desta forma os valores nas respectivas contas à ordem, de forma a não auferirem juros, e desta forma o estado fica a arder, denote-se que, os dinheiros das contas à ordem, as entidades financeira, não podem usar o mesmo, para se financiar com eles, ou mesmo, para conceder créditos a terceiros, então, vão ter que ir lá fora, para recorrer ao crédito interbancários, que é mais caro, na generalidade dos casos, que o crédito solicitado aos clientes, resultado, mais raro o crédito concedidos aos portugueses, e com taxas maiores, logo mais caro, o que vai prejudicar o consumo, e prejudicar quem precisa de credito para um negócio, ou mesmo, para poder formar família, etc.

O caos social continua, e o governo, parece querer distanciar-se da realidade da maioria da população portuguesa, pois penso, que as poupanças dos portugueses são um pouco incipientes, caso contrário, a própria banca não tinha dificuldades em se financiar em Portugal, mas o que transparece e o que se vê, é que a mesma, está constantemente a financiar-se lá fora, causando desta forma incrementos nas taxas de juro a que vende o dinheiro aos particulares e às empresas.

O governo, tem que começar a atacar nata da sociedade, e as pessoas que mais auferem, e  que possuem as suas poupanças fora do país, na sua generalidade em offshore ou mesmo em paraísos fiscais, deve combater os ordenados absurdos e a multiplicidade de empregos, geralmente de políticos da nossa praça. Dou um exemplo, José Penedos, até à bem pouco presidente da REN, tinha e tem, um lugar cativo na EDP, como foi acusado, e teve que se afastar da presidência da REN, foi para o lugar que tinha na EDP, agora deixo a questão no ar? Se ele não era necessário na EDP, por que razão tinha lá um lugar cativo… São estas as situações, que os portugueses, querem que se persiga, são estas situações que têm que acabar, de modo, a que exista transparência nas sociedade e os portugueses acreditem na classe política em geral.

Deixo a Questão: Que pensa do governo ter acesso aos valores de juros auferidos anualmente por cada contribuinte?

Tenho Dito!

RT

Como Gerir Bem Um Orçamento Familiar…Quais As Despesas em Que Podemos Cortar….

Orçamentos Familiar

Como Distribuir Um Orçamento Familiar.... Fonte: http://www.coopercredi-sp.org.br

Hoje trago um artigo que achei pertinente, pela utilidade cada vez mais crescente na nossa sociedade, o artigo versa essencialmente de como distribuir o orçamento familiar, e os problemas inerentes a uma má gestão do mesmo, e da cada vez mais necessária educação financeira, passo a transcrever o mesmo, e de seguida faço um pequeno comentário.HojeHH

 

«Saiba como organizar o seu orçamento familiar

Verifique quanto é que cada despesa deve pesar nas contas da família

A família paga seis mil euros de prestações por mês. O casal só tem um filho e recebe todos os meses 2500 euros de ordenados. Naturalmente, acumulou uma dívida de 150 mil euros em cartões de crédito e crédito pessoal. Não é crédito à habitação, nem do carro. Apenas despesas pontuais, como o tal LCD que fazia mesmo falta. Este é o retrato de mais uma família que deixou de controlar as contas, e as despesas passaram a controlar a família.

Assim que a responsável pelo gabinete de apoio ao sobreendividado, da DECO, perguntou se faziam um orçamento, responderam imediatamente: “Claro que sim, mentalmente”. “E por escrito?”, insistiu a especialista. “Não, isso nunca fizemos.”

Segundo a responsável é aqui que começa o problema. “É o primeiro grande erro das famílias portuguesas na hora de gerir o seu orçamento: não organizar um”, explicou Natália Nunes, do gabinete da associação de defesa dos direitos do consumidor, ao i.

Na verdade, a única forma de controlar as despesas é saber exactamente para onde está a ir o seu dinheiro. Por vezes, pequenas despesas que parecem insignificantes no final do mês, ou mesmo no fim do ano, podem representar uma quantia considerável do orçamento. Se não, vejamos. Por exemplo, três euros num pequeno-almoço todos os dias fora de casa, ao final de um ano significa quase 1100 euros a menos.

Por essa razão, deve apontar diariamente todas as suas despesas. Este é, aliás, um dos princípios básicos da organização e gestão das finanças pessoais: anotar todas as despesas, desde a prestação da casa até ao café. No final do mês, mesmo que não tenha sobrado nada, pelo menos irá saber para onde foi o dinheiro e quais as despesas que mais peso têm no orçamento.

Natália Nunes explica que é primeira coisa que faz com as famílias. Num folha, fazem um traço a meio, de um lado anotam tudo o que recebem e do outro todas as despesas que têm. “As pessoas não têm ideia de quanto gastam”, diz. “Ficam surpreendidas quando percebem que gastam mais do que recebem”, explicou a especialista.

Reduzir e reajustar Para uma boa gestão das finanças da família também é essencial identificar as despesas desnecessárias e reduzi-las ou mesmo eliminá-las. “De que preciso realmente? Onde posso cortar?” são as perguntas que devem ser colocadas, adiantou Natália Nunes.

São várias as sugestões para reduzir alguns gastos nas diversas categorias do orçamento familiar. Mas nalgumas situações, apenas a mudança de atitude, como no caso da conta da água, luz ou gás, pode significar mais alguns euros poupados. É também importante manter as despesas dentro dos limites da respectiva categoria. Claro que não existe nenhum modelo ideal, apenas linhas orientadoras (ver gráfico). Cada família deve ajustar o orçamento às suas necessidades. Natália Nunes explica que os créditos, por exemplo, “não devem exceder os 40%”. Sendo que, no gráfico apresentado pelo i, o empréstimo da casa está inserido na categoria habitação, que deve pesar cerca de 35% do orçamento total. Com estes conhecimentos na carteira, é começar a cortar. E cortar outra vez, é a fase dolorosa.

Depois, até pode ser divertido, sobretudo se tem jeito para o negócio. “A maioria dos portugueses não sabe que pode negociar as condições dos seus contratos. Mas podem, e devem”, conta a responsável da DECO. “Deve renegociar-se o spread com o banco. Depois, fazer simulações noutros bancos. Se oferecerem melhores condições, voltar ao nosso banco, explicar as condições oferecidas e negociar novamente. Se as condições continuarem a ser melhores noutro sítio, não se deve hesitar na hora de mudar.” Alargar o prazo do empréstimo é outra opção, mas é preciso atenção. Embora a prestação mensal fique mais baixa, no final do contrato terá pago mais pelo empréstimo.

No dia-a-dia, há muito para fazer. Em casa, uma simulação no site da EDP pode ajudar a perceber qual o melhor tarifário disponível. Apesar da redução no preço dos combustíveis, os transportes públicos continuam a ser mais económicos. Se tiver mesmo de ir de automóvel, pode optar por partilhar a viagem com outras pessoas. O carsharing é uma óptima maneira de cortar nas despesas e está na moda. Esqueça o cartão de crédito e, nas transferências bancárias, dê sempre preferência à internet e ao multibanco para evitar as comissões. Quanto à alimentação, opte pelos produtos de marca branca. O ideal é que consiga também destinar uma fatia do seu orçamento à poupança, como uma qualquer outra categoria.

Quem segue estes conselhos, é pouco provável que acabe sentado em frente a Natália Nunes no gabinete da DECO. E terá, certamente, maior controlo das contas do orçamento familiar.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/33142-saiba-como-organizar-o-seu-orcamento-familiar, a 16 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Aqui está algo que deveriam dar até ao 9º ano, ou seja, a denominada educação financeira, que deveria estar prevista no âmbito da escolaridade mínima obrigatória.

Depois temos outra situação, presente na peça jornalística apresentada, é que notoriamente as pessoas que ficam em apertos financeiros, são as pessoas, que auferem rendimentos altos, ou seja, os considerados das classes média alta, pessoas que nunca se habituaram a fazer grandes contas às despesas, mas habituaram se a passar o cartão MB e especialmente o cartão de crédito e já está, a trocar de automóvel de 2 em 2 anos, etc, ou seja, são pessoas, que iam gastando, e a conta sempre foi cedendo dinheiro.

Muitas destas pessoas, esqueceram-se de inflações, incrementos de custo de vida, de crise, e muitas delas, por vezes auferem rendimentos variáveis, que possivelmente com a crise, apresentam um decréscimo, e logo, ficaram com menor rendimentos disponível.

Penso que a educação financeira, deveria ser algo, a ser ministrado, nos ciclos escolares de cariz obrigatório, pois é algo que os pais possivelmente podem ter dificuldades de apresentar aos filhos, pois estamos inseridos numa sociedade consumista, tal como, a educação sexual, por estarmos englobados numa sociedade de imagem e exploração do corpo.

Coisas elementares como saber gerir a nossa conta bancária, de forma que dê para vivermos, mas também se consiga poupar, não é algo difícil, tudo depende de custos de oportunidade e de saber gerir de forma correcta os nossos orçamentos. Se as classes mais baixas, que possuem pouca informação nestes casos, e que muitas delas conseguiram ter alguma coisa, foi através da gestão bancária correcta, mas nesse tempo, os bancos eram bem menos comerciais.

Ajudar as pessoas, dando formação, a explicar que os bancos estão mais comerciais, e que deve gerir bem os ordenados e as contas bancárias, de forma a conseguirem ter uma vida sem sobressaltos, é algo que tem que ser ministrado, tendo especial cuidado com as classes que nunca sentiram privações e hoje muitas delas estão em encruzilhadas.

Parabéns ao autor do artigo, penso que está bem enquadrado, com soluções  para os mais diversos acontecimentos.

Deixo um apelo, abram alas para cadeiras de educação financeira, existem muitos profissionais no desemprego para ajudar estas pessoas.

Deixo a Questão: Tem por hábito realizar um orçamento familiar?

Tenho Dito!

RT

Quanto Pensam os Portugueses Gastar Com o Natal…

prendas

Prendas de Natal Fonte:www.carcavelossurfschool.com

Estamos a pouco mais de um mês do Natal, trago aqui um estudo realizado, sobre o valor que os portugueses pensam em gastar em compras de Natal, passo a transcrever o mesmo, seguido de um comentário:

« Natal: portugueses pensam gastar 390 euros

Livros estão no top 3 das prendas de natal

A pouco mais de um mês do Natal, os portugueses estimam gastar em média 390 euros em presentes – 30 euros por prenda para uma média de 15 presentes – ligeiramente menos do que os gastos previstos no ano passado (405 euros), uma queda de 3,7%, revela um estudo da Deloitte sobre as intenções de compra dos europeus na última época festiva do ano.

A subida da confiança dos portugueses acontece em linha com a Europa, mas a sensação de que a economia continua em recessão ainda afecta 59% dos cidadãos nacionais.

Quando a hora das compras chegar, segundo o estudo, a tendência de 83% dos portugueses vai ser para oferecer produtos úteis, um critério que irá ser mais persuasivo que os preços, que irão ser o guia de 56% das pessoas. Ainda assim, e apesar de o preço por presente não ter baixado, o estudo conclui que pelo menos duas pessoas vão ser «riscadas» da lista de prendas, ficando assim a média em 13 presentes.

De toda a Europa, apenas a Europa de Leste (com excepção da República Checa) planeia gastar mais em prendas no Natal de 2009.
Confira a lista de compras dos portugueses

Os livros estão no topo das escolhas dos portugueses: 63% admite comprar livros para oferecer aos adultos. Em segundo lugar estão a roupa e os sapatos (45%) , os CD (43%), os perfumes (43%) e os chocolates (30%) continuam no topo das escolhas.

Para os mais novos, 53% dos adultos quer comprar jogos educativos, 52% vai optar pelos livros e 41% vai oferecer roupa e sapatos aos mais pequenos. As bonecas vão chegar pela mão de 17% dos pais e 9% dos adultos vai dar dinheiro aos filhos.

Quanto aos locais favoritos para as compras, 70% admite recorrer aos hipermercados e 67% irá ao comércio tradicional.

E se a tendência de usar a internet como meio para encontrar o presente com melhor relação qualidade/preço ganha cada vez mais adeptos europeus, em Portugal a resistência é de 43%. Em relação a presentes em segunda-mão, são 11% os jovens portugueses que admitem recorrer à internet e a lojas especializadas para gastar menos dinheiro.»

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1102707&div_id=1730, a 12 de Novembro de 2009, em Agência Financeira

O meu comentário:

Estamos a pouco mais de um mês para a festa de Natal, e já se vê algumas superfícies comerciais, especialmente as do canal mais moderno, até com produtos relacionados com o natal, essencialmente produtos decorativos.

Muitos dos nossos shoopings começam a ser enfeitados, e a maioria deles, até já tem programação para a quadra natalícia que se avizinha, mas as lojas dos mesmos, ainda não possuem alusões na sua maioria ao natal, penso mesmo que muitas delas estão, a «queimar», as ultimas promoções de Outono, com alguns descontos, para depois sim entrar na verdadeira época natalícia.

Verdade seja dita, muitas pessoas, indicam que pretendem realizar um planeamento das compras, e do que vão oferecer, e os canais a que vão recorrer para conseguirem melhores preços à qualidade desejada. No entanto, penso que muitas das pessoas, especialmente nos últimos 15 dias antes do grande dia, vai começar a perder a cabeça, e vai fazer algumas compras de ultima hora, e são essas, que não são as pensadas, que podem fazer a diferença, e trazer os dissabores de que as pessoas ficaram endividadas para o ano que vem, mas são acontecimentos que se sucedem ano após ano.

No entanto, caso o estudo esteja correcto, podemos assistir a uma mutação nos comportamentos e motivações dos cidadãos nacionais, onde olham para o Natal como sendo uma época festiva, e onde se gasta algum dinheiro, na compra de presentes, no entanto, as compras devem ser tendencialmente o mais racionais possível, coisa que não tem acontecido de alguns anos para cá.

Esperemos que se cumpra e a lei do consumismo exacerbado não ganhe, não que eu não gostes de oferecer boas prendas, mas mediante o contexto de crise, penso que alguma racionalização nas compras, deve ser tida em conta, no entanto, sou obrigado a admitir que o contrário, também é bastante benéfico para o contornar a crise em que nos encontramos inseridos, pois o consumo, serve de alavanca para saída da crise, através do incremento do consumo privado, no entanto, o mês de Dezembro, que é o mês de Natal, pode ser um bom mês, através do incremento do consumo privado, o problema é que o dito consumo, não percussão nos meses seguintes, pois os valores gastos pelas famílias em Dezembro, não espelham os ordenados dos outros meses transactos, o que podemos concluir, embora penso que não seja viável, se todas as pessoas auferissem o que auferem no mês de Dezembro, à muito que não haveria crise, é obvio que não seria assim, pois outros valores se levantavam, mas que muitas famílias iram gostar, iam sim.

Deixo a Questão: Quanto pensa gastar em Compras de Natal este ano?

Tenho Dito

RT

Natal: portugueses pensam gastar 390 euros

Dicas Para Aumentar o Reembolso do IRS…

IRS

IRS Fonte: http://www.dn.pt

Hoje trago, dicas para poder ter maior reembolso no que concerne ao IRS, saiu no dia de ontem no Jornal I, e passo a transcrever o referido artigo, não vou tecer comentário, pois trata-se de uma informação, para as pessoas ao referido imposto.

« O que fazer para aumentar o reembolso do IRS

O relógio não pára: a sua família tem menos de dois meses para colocar o fisco do seu lado e receber até dois milhares de euros de devolução do IRS

Aponte na sua agenda: antes do final do ano tem de realizar algumas operações para que, em 2010, receba um reembolso mais gordo do fisco. Algumas soluções fiscais exigem que se prepare com antecedência. É o caso, por exemplo, da dedução da compra de equipamento de energias verdes: não convém deixar para a última semana do ano para escolher os melhores produtos, como muitas famílias fazem com os planos de poupança-reforma, incentivadas pela publicidade dos bancos. Um agregado familiar tradicional que siga as seis ideias seguintes compiladas pelo i consegue incrementar o cheque do IRS em mais de 2000 euros no próximo ano. Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje.

 

PPR: receba logo no 1º ano Os planos de poupança-reforma, produtos que permitem aforrar para o futuro e receber benefícios fiscais logo no ano seguinte da aplicação, foram eleitos pelos portugueses como uma das fontes principais para reduzir a factura fiscal. Tiago Rego, de 32 anos, faz parte dos 414 mil agregados que, em 2007, declararam PPR na sua entrega anual de IRS. “Tenho PPR por duas razões: pelos benefícios fiscais no IRS e para acautelar a reforma”, explica o aforrador, que opta pelos produtos mais agressivos, porque acredita que os mercados estão baratos e porque tem tempo para capitalizar. Contudo, é a dedução obtida que o convence. “Se não fossem os benefícios fiscais, provavelmente os PPR não seriam o produto que escolheria para a reforma”, confessa.
Os PPR permitem uma dedução de 20% dos montantes aplicados até a um máximo que depende da idade do subscritor: 300 euros para quem tem mais de 50 anos, 350 euros entre 35 e 50 anos e 400 euros para os que ainda não celebraram o 35.º aniversário. Assim, para maximizar o desconto do fisco é preciso aplicar 1500 euros, 1750 euros ou 2000 euros, respectivamente. Os reformados não tem este benefício fiscal. A legislação em vigor manda que não se mexa no dinheiro antes da reforma por velhice ou dos 60 anos, apesar de ser permitido em caso de desemprego de longa duração, incapacidade permanente para o trabalho ou doença grave.
Na última edição da “Dinheiros & Direitos”, a associação de defesa dos consumidores Deco sugeriu a subscrição do Solução PPR Zurich para quem tem mais de 50 anos. Para os que tem mais de 40 anos, a Deco sugere o PPR Património Reforma Conservador, gerido pela SGF, e o ESAF PPR Vintage, do grupo Banco Espírito Santo.

 

Ganhe dinheiro ao proteger-se Viver protegido também permite poupar na factura do fisco. Um quarto do dinheiro gasto nos prémios dos seguros de vida (muito comuns entre as famílias que têm crédito à habitação) e de acidentes pessoais são dedutíveis à colecta de 2009 até 64 euros por contribuinte, o que quer dizer que um casal pode contar com um benefício fiscal de 128 euros se gastou mais de 512 euros em seguros de vida e de acidentes pessoais ao longo do ano.
Os seguros de saúde são outra solução das companhias seguradoras que permitem aumentar o reembolso da administração fiscal. Neste caso, é possível deduzir até 30% dos custos dos seguros de saúde com o limite de 84 euros por contribuinte, ao que se pode acrescentar mais 42 euros por dependente.

 

Seja amigo do ambiente O Governo está empenhado em reduzir as emissões nocivas para o ambiente das famílias portuguesas. Assim, os equipamentos para captação de energias renováveis e os veículos eléctricos ou movidos a energias renováveis não combustíveis conseguem uma das maiores deduções à colecta: 30% dos gastos até ao limite de 796 euros, o que quer dizer que basta que gaste 2653 euros para maximizar a poupança. Até 31 de Dezembro tem a vida facilidade, se participar no Programa de Incentivo à Utilização de Energias Renováveis: pode adquirir uma solução “chave na mão” patrocinada pelo Governo com condições preferenciais. Os produtos de termossifão e de circulação forçada custam entre 2390 euros e 4966 euros. Saiba mais na internet em www.paineissolares.gov.pt.

 

Informatize a sua família Se a sua família conta com um ou mais miúdos em idade escolar, então aponte para um benefício fiscal através da informatização do agregado. Até 2011, as famílias com taxa de IRS inferior a 42% podem deduzir metade do gasto na aquisição de equipamento informático novo, desde que o valor da despesa não ultrapasse 500 euros, uma vez que a dedução máxima é de 250 euros. Este benefício apenas é valido uma vez por cada elemento do agregado que frequente qualquer nível de ensino. A factura do equipamento deve ter o número de contribuinte e a menção “uso pessoal”. No rol de gastos informáticos inclui-se software e acesso à internet em banda larga.

 

Peça recibo quando ajudar Ajudar os outros também merece um desconto fiscal. Assim, 25% dos donativos a instituições públicas e de utilidade pública são dedutíveis à colecta. Há um limite de 15% da colecta, excepto quando o donativo é para o Estado. Em muitos casos, a administração fiscal majora essa dedução, isto é, contabiliza um donativo superior. Por exemplo, os donativos concedidos a igrejas e a instituições religiosas sem fins lucrativos é majorado em 130%. »

 

In: http://www.ionline.pt/conteudo/31873-o-que-fazer-aumentar-o-reembolso-do-irs, a 9 de Novembro de 2009, no Jornal I

Votos de Boa Semana

RT

Concorrência Entre Bancos, na Mudança de Crédito Habitação…Valerá a Pena?

Prestação de Crédito Habitação    Fonte: www.paginav.com

Hoje trago uma notícia que analisa as transferência de crédito habitação, entre instituições, passo a analisar a situação, mais concretamente no que originou a situação:

« Transfira o crédito e poupe dinheiro todos os meses

Não é a melhor altura para procurar uma nova casa para o crédito à habitação, mas ainda encontra boas propostas sem sair do seu banco

A queda das Euribores, os indexantes usados para definir as prestações dos créditos à habitação, aligeirou os orçamentos de muitas famílias, como a de Luís Rodrigues Matias. Contudo, Luís queria que as despesas fossem ainda mais ligeiras. Por isso, há pouco mais de três meses transferiu o empréstimo da casa. “Consultando as várias instituições bancárias, o Barclays tinha uma oferta muito interessante”, conta. A redução do spread foi dramática: baixou um ponto percentual para 0,35%.

A descida de um ponto percentual no spread do crédito à habitação tem um grande impacto nos custos de qualquer família. Num empréstimo de 150 mil euros a 35 anos, por exemplo, uma prestação actual de 528 euros desce para 451 euros, uma diminuição de 14,5%. Embora não seja o único factor importante, baixar o spread da habitação deve ser uma meta para todas as famílias, mesmo para aquelas que estão confortáveis com o seu orçamento mensal. Se conseguir baixar o spread e quiser manter a prestação, pode antecipar o pagamento da casa ao banco. No exemplo do empréstimo de 150 mil euros a 35 anos com uma prestação de 528 euros, baixando o spread em um ponto percentual pode reduzir–se o prazo para 29 anos mantendo o custo mensal. Apesar da redução significativa do spread que Luís conseguiu, a família optou por alargar o prazo no momento da transferência de modo a que prestação baixasse ainda mais.

Bancos apertados As famílias que queiram transferir o crédito poderão não ter tanta sorte como Luís Rodrigues Matias. A crise financeira internacional, que também atingiu a praça portuguesa, impede os bancos nacionais de terem boas propostas como as que apresentavam há cerca de três anos, quando os spreads não promocionais chegaram a ser inferiores a 0,3%. Um casal perto dos 33 anos que queira agora transferir o seu crédito de 100 mil euros a 30 anos obtém propostas de spread que rondam 1,4%.

Contudo, dependendo do envolvimento que está disposto a assumir com o novo banco, essa percentagem pode descer para perto de 0,8%, excluindo períodos promocionais. Também pode ser difícil convencer as instituições financeiras a pagarem todos ou a maior parte dos custos que se têm na transferência. Banco BPI, Banco Popular, Barclays e Montepio são dos poucos que, à partida, custeiam a transferência, segundo uma consulta que o i fez junto dos dez maiores credores nacionais durante a semana passada.

A comissão de amortização antecipada, que acontece quando se muda o crédito de casa, está legalmente limitada: não pode ultrapassar 0,5% do montante transferido, a não ser que seja um crédito de taxa fixa, no qual a despesa da transferência pode aumentar até 2%. Isto quer dizer que a transferência de 100 mil euros custa, na maioria das vezes, 500 euros.

Não é obrigatório mudar A consulta das propostas de outros bancos não significa qualquer comprometimento. Se for um bom cliente do seu banco, é natural que ele não queira que se vá embora, logo terá de igualar a melhor proposta que a concorrência oferecer. Há pouco mais de dois anos, Sónia e Nuno Castro receberam uma carta do Millennium bcp a propor o aumento do crédito à habitação no valor que já tinham amortizado. A família, que inclui ainda o filho Daniel, ponderou a opção, uma vez que planeavam comprar um carro novo, mas acabaram por ir a outros bancos auscultar as propostas.

“O BPI propôs um spread de 0,29%, bastante menos que os 0,7% que tínhamos no Millennium”, recorda Sónia. Em reacção, o Millennium bcp baixou imediatamente o spread para 0,3%, mas o Banco BPI voltou à carga com um spread de 0,25%. “Fazendo as contas todas aos custo de transferência e ao trabalho que dá a mudança de banco, ficámos no Millennium com 0,3%”, conta Sónia. A poupança mensal obtida foi de cerca de 30 euros por mês: “É muito dinheiro”, diz Nuno. “O que se poupa já dá para a entrada do carro”, argumenta, embora a subida da Euribor tenha levado a família Castro a adiar a compra do automóvel.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/30730-transfira-o-credito-e-poupe-dinheiro-todos-os-meses , 02 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Mediante os factos, penso que o crédito a habitação, apresenta uma fatia enorme, nos orçamentos familiares, se nos anos 90, era relativamente fácil uma família contrair um empréstimo, e o ir liquidando, apesar de mesmo as taxas de juro na época serem altas, pois ganhava-se o suficiente para liquidar, a diferença é que na altura, pedia-se o empréstimo como se trata-se de um adiantamento, e as condições, eram emprego para toda a vida, e ordenados progressivos nos anos, mesmo não se apresenta-se qualificações para tal; hoje em dia, pede-se créditos para preços de casa muito altos, endivida-se, pois não existe, consistência no emprego, o emprego já não é para toda a vida, nem os salários são crescentes, ou estagnam, ou mesmo decrescem, ou seja, as pessoas hipotecam o seu futuro, e são escravas de um empréstimo a vida toda, tudo pela inflação das casas, e degradação do modo de vida.

Penso que é uma tristeza, neste final da década, em que as pessoas, passaram  ser vistas como escravas de créditos, sendo que o pior problema, nem são as entidades bancárias, nem a inflação das casas, o problema maior, é a degradação do emprego e o rebaixamento da qualidade de vida, cada vez mais atroz.

Penso que o exemplo, de necessidade de concorrência entre entidades bancárias, e como, é demonstrado na peça jornalística acima transcrita, demonstra que as famílias estão sufocadas, e que necessitam que as prestações baixem, no entanto, a banca está a cobrar o que cobrava no passado, o problema é que os portugueses ganham cada vez menos, e antigamente, só o homem conseguia ganhar para sustentar a casa, e hoje, trabalha o Homem e a Mulher, e vêm se encruzilhados, para conseguirem pagar o empréstimo da habitação.

Graças à concorrência, os bancos têm conseguido oferecer melhores condições aos portugueses, mas não podem, nem devem ser os bancos responsabilizados por esta situação, nem as pessoas, nem as empresas, mas sim todos os responsáveis pelas conjecturas que nos últimos anos, denegriram a qualidade da pessoa Humana e do Emprego em Portugal.

Tenho Dito

RT

Custo dos Pagamentos por MB em Lojas, Vão Ser Imputados aos Clientes…Só Mesmo em Portugal…

Taxas por Uso dos POS

Taxas por Uso dos POS

Hoje, trago uma noticia, relativamente a pagamentos por meio electrónico, ainda à dias, vim falar de uma taxa de utilização do cartão nos ATM, agora esta, é com a utilização do cartão nos POS dos comerciantes, passo a transcrever a mesma, e de seguida, dou o meu comentário:

«Comércio vai poder taxar pagamentos com cartão

Bruxelas deu liberdade de escolha e Portugal, ao contrário da maioria da Zona Euro, optou por permitir que os comerciantes pratiquem preços mais altos para quem paga com cartão

Os comerciantes vão passar a poder cobrar uma taxa aos clientes sobre cada pagamento com cartões efectuado nas suas lojas. O Governo português decidiu, ao transpor a Directiva sobre Serviços de Pagamentos, deixar ao critério de cada comerciante se pretende ou não aplicar o designado surcharging, uma taxa adicional, cujo valor ainda não está definido. Para os consumidores, será um custo acrescido na hora de pagar ou um convite a andar com mais dinheiro na carteira.

A directiva em causa, que entra em vigor já a 1 de Novembro, dá a cada Estado membro a liberdade de permitir ou proibir a cobrança deste custo adicional na hora de aceitar um pagamento com cartão, seja de débito ou de crédito.

Segundo o DN apurou, a maior parte dos países da Zona Euro rejeitou a adopção desta taxa, enquanto outros, como o caso da Grécia, pediram algum tempo de reflexão.

Apesar de as novas regras não entrarem em vigor em Portugal no início do próximo mês, o diploma que transpõe a directiva está pronto e deverá ser publicado muito em breve.

No mercado português, a criação desta taxa está a passar despercebida. O Banco de Portugal foi ouvido e não se opôs à versão adoptada pelo Governo, a banca não comenta e as organizações de defesa dos consumidores parecem não conhecer o caso.

Algumas fontes contactadas pelo DN consideram que a medida não terá grande impacto, uma vez que prevêem que a maioria dos comerciantes não irá aplicar a dita taxa. Outras, no entanto, antecipam alguma polémica, lembrando que as políticas europeias em matéria de sistemas de pagamentos incentivam o uso dos pagamentos electrónicos, em detrimento do cash.

Os contestatários da surcharging alertam ainda para os riscos inerentes a um desincentivo ao uso do cartão, como seja o perigo de trazer mais dinheiro na carteira, a par de uma sobreutilização dos ATM (caixas automáticas), com a possibilidade de os bancos virem a repercutir estes últimos custos acrescidos sobre os clientes.

Por outro lado, alertam ainda outras fontes, incentivar o uso de dinheiro em detrimento dos cartões é um convite à fraude fiscal, uma vez que é mais fácil esconder receitas que não passam por um registo bancário.

O Eurocommerce, uma organização europeia que agrupa os representantes europeus do comércio, manifestou-se já contra esta iniciativa europeia, considerando que servirá para provocar descontentamento entre os clientes e discriminação entre os comerciantes que cobram e os que não cobram. Por estas razões, esta organização está convicta de que não serão muitos os comerciantes a aderir a este sobrecusto. »

In: http://dn.sapo.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1401538, em Diário de Notícias, a 26 de Outubro de 2009

O meu comentário:

Sobre este assunto, devo mencionar que é um pouco ridículo imputarem o custo dos pagamentos ao cliente, pois senão reparemos, se os custos, neste momento são partilhados entre o prestador do serviço de POS, e o comerciante, quer dizer, que pelo menos nos preços de cada produto, está reflectida metade da taxa que o comerciante suporta, quer o cliente opte por pagar com recurso ao MB ou não, ou seja, quem não usa o serviço de MB, acaba por pagar, mesmo não usando.

Desta forma, penso que é ridículo, colocar uma taxa ao cliente, que opte por pagar por MB, pois se a tendência é para que o dinheiro siga os valores deste século, ou seja, seja mais virtual, e não tão tangível como até então, a ideia, é que tendencialmente seja reduzido o número de notas e moedas a circular.

O que a lei vai fazer, é fazer com que as pessoas, para se resguardarem do pagamento, vão levantar maiores quantidades de numerário, o que vai obrigar as entidades bancárias a terem as ATM dos bancos, mais reforçadas, o que vai originar um maior custo para os bancos, pois tem que providenciar mais dinheiro e liquidez imediata. Outra solução, é optar por pagamentos, como por exemplo, o cheque, obrigando mais uma vez, a um reforço de pessoal, nos bancos. Denote-se que em ambas as situações, o comerciante sai prejudicado, pois tem que ao fim do dia, tem que ter o custo ou o trabalho de ir depositar o numerário e os cheques, tendo a agravante de correr o riscos que o cheque pressupõe e a liquidez do mesmo, que não é tão imediata, é sempre mais preferível uma transferência bancária que é mais célere.

Outra questão, é o criar de conflitos entre comerciantes, pois temos o problema, dos comerciantes que praticam a taxa, e os que não a vão aplicar, e tendencialmente as pessoas, vão querer ir para quem não pratica a taxa, até porque já lá vai o tempo, em que se ia à caixa MB levantar dinheiro para ir às compras, as pessoas, passam, observam as montras e entram e compram, se ao observar, tiverem que ir levantar dinheiro, podem não voltar.

Penso que, uma solução, é como até agora, é encapotar o custo no preço, apesar de injusto, pois quem, não paga com cartão, acaba por pagar parte desse custo, mas é a forma de nos demonstrarmos simpáticos para com o cliente, e de poder não perder valor, é obvio que convém com o excedente, das pessoas que nos pagam de outra forma, e nos libertam verba, é de podermos oferecer descontos ou mesmo promoções aos clientes.

Penso que, esta polémica, vai criar atritos entre clientes e comerciantes, e comerciantes entre eles, penso que se toda a Europa, optar por isentar a taxa ao cliente, é porque, é de bom grado, facilitar a vida ao cliente, e de ter o dinheiro como cada vez mais virtual, pelo menos, é neste caminho que a banca e a sociedade tem ditado, porque razão devemos regredir, em detrimento de progredir…

Deixo a questão: Que pensa de os comerciantes cobrarem uma taxa ao cliente, quando este opte por pagar com recurso ao cartão MB?

Tenho Dito

RT