Cuidados a Ter Na Compra de Férias Pela Internet…

Cuidados na Compra de Férias... Fonte: http://www.agenciafinanceira.iol.pt

Hoje e por estarmos em época de férias, trago um artigo que li na imprensa diária, e que refere os cuidados que devemos ter ao marcar as nossas férias através da Internet.

«Marca as férias pela Internet? Então isto é para si

Comparar preços e reservar hotéis online é simples e cómodo. Mas pode ser perigoso: os cibercriminosos usam técnicas cada vez mais avançadas. Saiba como se pode proteger

 Escolher destinos, hotéis e comparar preços. Marcar férias pela Internet é mais fácil e já se tornou num sistemas mais utilizados para organizar as férias de milhares de pessoas em todo o mundo.

É mais cómodo, imediato e permite comparar informações e preços, mas para se assegurar que tudo corre como planeado há medidas de segurança que podem certificar o sucesso do merecido descanso. A Kaspersky Lab reúne uma série de conselhos para estar alerta e não ser vítima de esquemas fraudulentos, que acabem por arruinar aquela que deveria ser a melhor altura do ano.

Assim, para fazer compras ou reservas de forma segura é fundamental informar-se bem sobre o que está a comprar e a quem o está a comprar. Em comunicado, esta marca que se dedica a tornar a experiência online mais segura, explica que as técnicas dos ciber-criminosos são cada vez mais avançadas e, entre elas, está mesmo a criação de agências de viagens ou de aluguer de apartamentos virtuais falsas, com o único propósito de obter os dados do cartão de crédito da vítima.

Por isso é fundamental que localize e tome nota dos números de telefone e das moradas físicas dos vendedores, para o caso de vir a ter algum problema com a sua transacção ou com a sua conta. Se estiver a meio de uma compra online e aparecer uma janela de chat pedindo-lhe detalhes do seu cartão de crédito, ignore-a e feche a página Web.

De seguida deve observar com atenção a URL que aparece na barra de endereços do seu browser e assegure-se que começa por https:// e que tem o ícone de um cadeado fechado no lado direito da barra ou na parte inferior da janela da página.

Assegure-se ainda que instala e mantém o seu software anti-malware actualizado.

O mais recomendável é utilizar um só cartão de crédito que disponha de um plafont reduzido para as compras online.

Para os hackers é muito fácil decifrar passwords e sequestrar as suas contas em páginas de comércio electrónico. Por isso, é desejável que utilize diferentes passwords em cada loja online. Se tiver dificuldade em recordá-las, utilize um gestor de passwords, que o fará de forma automática, ou escreva-as e guarde-as num lugar seguro.

O teclado virtual é uma opção que algumas soluções de segurança oferecem e que se utiliza para introduzir nomes de utilizador, passwords e outro tipo de informação identificativa de forma segura quando se utilizam serviços da Internet.

Se pretende fazer alguma consulta ou operação de banca online, introduza o endereço do banco no browser. É desaconselhável que siga links recebidos através de correio electrónico ou outros sistemas, já que podem conduzi-los a websites fraudulentos.

Por fim, guarde uma cópia das suas compras e das páginas de confirmação do pedido, e compare-as com os extractos do seu banco. Se algo não coincidir, investigue-o exaustivamente e informe imediatamente o seu banco. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/media-e-tecnologia/ferias-internet-online-compras-fraude-cibercrime/1263135-2974.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+iol%2Fagenciafinanceira+%28Ag%C3%AAncia+Financeira%29&utm_content=Google+Reader, a 28 de Junho de 2011, em Agência Financeira.

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Saiba se Podem Alterar o Spread do Seu Crédito Habitação…

Saiba se o seu Spread Vai Ser Alterado... Fonte: http://economico.sapo.pt

Hoje  trago um artigo que considero interessante, pelo menos neste tempo de crise, e que passa por a possibilidade de se poder alterar os spreads, de forma unilateral.

« Fique a saber se o seu banco pode subir o ‘spread’

O BdP publicou um código de conduta que os bancos devem ter em conta na alteração unilateral dos juros dos empréstimos.

Um conjunto de boas práticas dirigido aos bancos, publicado na semana passada pelo Banco de Portugal (BdP), fez voltar “à luz da ribalta” a cláusula polémica dos contratos de crédito que permite (em determinadas situações) às instituições financeiras fazerem alterações de forma unilateral dos juros dos empréstimos. O tema é sensível, especialmente, tendo em conta que muitas famílias vivem já com os seus orçamentos esticados ao máximo e receiam que um aumento dos encargos com os empréstimos ponha em causa a sua capacidade para fazer face aos seus compromissos. O Diário Económico explica-lhe em cinco questões o que está em causa nesta matéria.

1.Todos os contratos de crédito à habitação estão sujeitos a que os bancos alterarem, de forma unilateral, os juros do empréstimo?
Não. Segundo o Banco de Portugal, apenas os empréstimos que tenham nos seus contratos a cláusula contratual que permite a alteração unilateral da taxa de juro com base “em razão atendível” ou em “variações de mercado” poderão ser afectados. Ou seja, se o seu contrato não inclui esta cláusula, então o banco não pode alterar de forma unilateral o valor do ‘spread’ praticado no crédito.

2. A cláusula polémica que permite aos bancos alterarem de forma unilateral os juros dos empréstimos é legal?
Sim, é legal. Os bancos podem incluir nos seus contratos de crédito este tipo de cláusulas, já que essa permissão deriva da transposição de uma directiva europeia. Num comunicado divulgado esta semana pelo Banco de Portugal é possível verificar que a inclusão deste tipo de cláusulas não é proibida. “De acordo com o disposto no referido diploma legal, que transpôs para o ordenamento jurídico nacional a Directiva n.º 93/13/CEE, do Conselho, de 5 de Abril, a inclusão deste tipo de cláusulas – ditas de “jus variandi” – em contratos de crédito celebrados com consumidores não é proibida, desde que seja respeitado o princípio da boa fé e os requisitos legais assinalados”, refere o regulador. Apesar disso, a associação de defesa dos consumidores considera que estas cláusulas são abusivas e penalizam os consumidores. Por esta razão, a Deco admite em última instância recorrer aos tribunais para pedir a nulidade da cláusula.

3. Em que situações é que o banco pode subir o ‘spread’ do credito à habitação?
Os bancos podem accionar esta cláusula quando existem “razões atendíveis” ou “variações de mercado” que justifiquem a alteração unilateral da taxa de juro ou de outros encargos dos empréstimos. E é aqui que reside a polémica da questão, visto que não está especificado ou definido aquilo que pode ser invocado como uma “razão atendível” ou “variação de mercado”. Ainda assim, o Banco de Portugal no comunicado elaborado esta semana defende que os bancos devem “concretizar com detalhe suficiente” as razões e os motivos que levam a instituição a alterar, de forma unilateral, os juros dos empréstimos. O regulador defende ainda que os factos que motivam os bancos a fazerem essa alteração devem ser ” externos ou alheios à instituição de crédito (….); ser relevantes, excepcionais e ter subjacente um motivo ponderoso fundado em juízo ou critério objectivo”.

4. Qual é o objectivo do código de conduta publicado esta semana pelo Banco de Portugal?
Há vários anos que é possível incluir nos contratos de crédito a cláusula que permite a alteração unilateral da taxa de juro ou de outros encargos. Mas até agora, a sua utilização não estava sujeita a qualquer tipo de orientações ou de recomendações. O caso mudou de figura quando no ano passado vários consumidores alertaram a Deco para o facto de vários bancos estarem a incluir a cláusula do tipo ‘jus variandi’ nos seus contratos de crédito. A situação gerou tal polémica junto da opinião pública que obrigou à intervenção do Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor. Fernando Serasqueiro chamou até si vários responsáveis de bancos portugueses e, no final destes encontros, as instituições financeiras aceitaram deixar de incluir a cláusula nos seus contratos. Na mesma altura, o Banco de Portugal, anunciou que estaria a “preparar um conjunto de orientações sobre as boas práticas a serem seguidas pelas instituições de crédito, sempre que decidissem incluir este tipo de cláusulas em contratos de crédito”. O resultado desse compromisso assumido pelo Banco de Portugal foi divulgado esta semana, com o regulador a enviar aos bancos uma carta circular em que define um código de conduta a ter em conta nestas situações. Apesar deste código de boas práticas ter reacendido a polémica , a verdade é que o Banco de Portugal quis com as novas regras fazer “um reforço da protecção do cliente bancário”, tendo como objectivo “garantir a transparência, a objectividade e a proporcionalidade das instituições de crédito na sua relação com os cliente na matéria em causa”.

5. De que forma este novo código de conduta vem proteger mais os consumidores?
O código de conduta elaborado pelo Banco de Portugal recomenda aos bancos que utilizarem a cláusula que especifiquem e detalhem os motivos que os levam a accionar a cláusula. Além disso, as instituições devem ainda informar por escrito os consumidores das alterações, dando um prazo de 90 dias para que as pessoas analisem as alterações introduzidas nos contratos, para decidirem se querem ou não exercer o direito de resolução de contrato. A carta dirigida aos clientes deverá conter a seguinte informação: os motivos subjacentes à decisão de alterar o contrato; a nova taxa de juro, o prazo e a forma de exercício do direito de resolução e a data de produção dos efeitos de alteração. Mais: se o cliente optar pela resolução do contrato, o banco não pode exigir comissões de reembolso antecipado. Outra novidade que o código de conduta do Banco de Portugal introduz tem a ver com o facto da cláusula dever ser reversível. Ou seja, o banco deverá fazer a reversão das alterações nas taxas de juro, quando “os factos que as tenham justificado deixem de verificar”.

Spreads em rota ascendente
Os ‘spreads’ praticados pela banca em Portugal não param de subir. Desde o pedido oficial de ajuda externa, no início de Abril, oito bancos já aumentaram os ‘spreads’ cobrados na habitação. Em Maio, BPI, Banco Popular, Deutsche Bank e Caixa Galicia aumentaram os ‘spreads’. Em Abril, já o BCP, Santander, Banif e BBVA haviam revisto em alta o custo do crédito. Os maiores aumentos são sentidos nos ‘spreads’ máximos- aplicados aos clientes com um perfil de risco mais elevado. Nestes casos, os ‘spreads’ máximos chegam a a atingir os 5,95% (no caso do BBVA). Já no que se refere aos spreads mínimos, o banco que apresenta o valor mais baixo é a Caixa Galicia, com um ‘spread’ mínimo de 1,1%. »

In: http://economico.sapo.pt/noticias/fique-a-saber-se-o-seu-banco-pode-subir-o-spread_118529.html, a 25 de Maio de 2011, em Diário Económico.

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Conheça os Enganos dos Depositos a Prazo…

Depósitos a Prazo... Fonte:http://2.bp.blogspot.com

Hoje trago uma notícia referente a Depósitos a Prazo, e os enganos que estes podem ocorrer…

« Depósitos bancários prometem uma coisa e dão outra

Para aplicação a vários anos, Certificados e Obrigações do Tesouro são as opções mais rentáveis

Com dificuldade em obterem financiamento externo, os bancos viraram-se para a captação de poupanças cá dentro. Os depósitos dos portugueses são um bem cada vez mais atractivo para as instituições financeiras e, na hora de os aliciar, vale tudo. Mas tenha cuidado: o prometido nem sempre é cumprido.

A Deco alerta, na Proteste Poupança de Maio, que os depósitos de taxa crescente pro¬metem rendimentos na casa dos 6%, mas essas promessas não passam de um engodo.

O boletim financeiro da revista analisou 38 depósitos de taxa cres¬cente e concluiu que vários atingem os 6%, mas apenas no último período. «No primeiro ano, todos rendem menos do que a inflação prevista para 2011 (3,6%) e menos até do que o melhor depósito a 12 meses (3,7% líquidos)», explica.

Assim, o rendimen¬to efectivo líquido, ou seja, o rendimento anual para a totalidade da aplicação «é bastante mais baixo do que o sugerido nos anúncios publicitários: 3,8% líqui¬dos, na melhor das hipóteses».

Ou seja, se tem a certeza de que não necessita do capital a médio/longo prazo, pode optar por alternativas mais rentáveis, como os Certificados do Tesouro (5,3% a 5 anos) e as Obrigações do Tesouro, cujo rendimento já supera os 10% ao ano para quem mantiver até ao vencimento (prazo de 3 anos).

Para a associação de defesa do consumidor, as imposições de transparência do Banco de Portugal ainda não estão a dar os resultados pretendidos. Há cerca de um ano, o Ban¬co de Portugal introduziu legislação que proíbe a utilização de designações en¬ganadoras nos depósitos e, nestes casos, o anúncio de rentabilidades que induziam em erro e escondiam a taxa efectiva é agora algo do passado.

No entanto, alerta a Deco, «vários anúncios continuam a contornar a legislação, usando expres¬sões como ‘até 6%’, por exemplo, para cativar o consumidor. Apesar de legais, estas técnicas de marketing são enganadoras e podem contribuir para decisões de investimento menos acertadas».

Os produtos sob a forma de depósito já apresentam a informação de forma bastante clara na Ficha de Informação Normalizada (FIN). Mas as exigências in¬formativas variam consoante o tipo de produto. Os seguros e as obrigações de caixa não obedecem às mesmas regras, pelo que os dados disponibilizados po¬derão ser menos transparentes. Segundo a Associação para Defesa do Consumi¬dor, deveriam existir regras uniformes para todos os produtos financeiros. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/aplicacoes-financeiras/depositos-bancos-rentabilidade-obrigacoes-do-tesouro-certificados-do-tesouro-deco/1250513-5223.html, a 16 de Maio de 2011, em Agência Financeira.

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Como Fazer Boas Poupanças Para a Reforma…

Como Poupar para a Reforma Fonte: jangadeiroonline.com.br

Hoje trago um artigo que achei bastante interessante, pelo menos por o motivo de incentivar à poupança, passo a transcrever o referido artigo, desejando que seja um começo para que muitos se tiverem possibilidades poupem.

« Como chegar à reforma com um milhão de euros

Descubra como chegar à reforma com um milhão de euros

Chegar aos 65 anos com um pé-de-meia no valor de um milhão de euros é possível. Mas para isso terá de começar a poupar muito cedo, estar disposto a correr alguma dose de risco e fazer poupanças mensais consideráveis. O Diário Económico apresenta-lhe oito cenários para conseguir ser milionário.

Confortavelmente deitado numa espreguiçadeira de lona à sombra de uma palmeira, numa praia de areia branca, virado para um mar azul turquesa, num paraíso terreno e uma conta bancária com um saldo milionário. É desta forma que muitos portugueses gostariam de se ver a gozar uma reforma confortável. O que muitas vezes desconhecem é o valor que terão de colocar de parte ao longo da vida para conseguir concretizar esse sonho, sobretudo tendo em conta que cada vez é mais difícil poupar. Mas, segundo cálculos efectuados através da nova “Calculadora Milionária” do site do Diário Económico (www.economico.pt) que estará disponível a partir de hoje, fique a saber que se colocar de parte todos os meses pouco mais de oito euros poderá chegar à idade da reforma com um milhão de euros de poupança.

Mas como seria de imaginar também aqui “não há almoços grátis”. Para lhe ser suficiente poupar esse montante terá de ter um determinado perfil. Nesse caso, um dos requisitos necessários era já ter uma poupança inicial de 40 mil euros mas ao mesmo tempo estabelecer uma poupança mensal de oito euros desde os 25 anos. Como explica Gonçalo Gomes da direcção de marketing do Activobank, “quanto mais cedo começarmos a poupar para a reforma, maior será o potencial de valorização do investimento realizado, fruto do efeito capitalização: é realmente diferente começar a poupar aos 30 ou aos 35 anos”. O poder da capitalização de juros (juros sobre juros) pode ver-se no seguinte exemplo. O investimento de 10 mil euros a cinco anos com uma taxa de juro líquida de 3% e pagamento de juros anuais, permite alcançar no final do prazo 1.613,14 euros em juros. Sem capitalização de juros, esse valor baixa para 1.500 euros. Num horizonte temporal mais alargado maior será o impacto.

Também associada à idade em que começamos a poupar é a estrutura dos investimentos. Quanto mais novos começarmos a poupar, maior será a apetência para o risco, uma vez que este se dilui no longo prazo e mais atractivas também se tornam as taxas de rendibilidade. Como explica Gonçalo Gomes, “não existindo uma fórmula que funcione da mesma forma para todos […] quanto mais longe estivermos do momento da reforma, maior risco podemos assumir e com o aproximar dessa data poderemos começar a trocar activos de maior risco por activos de menor risco, reduzindo o eventual impacto que grandes alterações de curto prazo no mercado possam ter na carteira de investimentos”. Com base numa análise histórica, no longo prazo o investimento em produtos financeiros mais arriscados como as acções permitem alcançar retornos reais médios anuais próximos dos 6%. Activos menos arriscados como as obrigações oferecem remunerações reais muito mais baixas.

Numa das simulações, alguém que começasse a poupar aos 35 anos e já tivesse um pé-de-meia de 10 mil euros, se apostasse em activos com um retorno médio anual de 8%, teria que colocar de parte todos os meses 594 euros para chegar à idade de reforma com um milhão de euros. Se a remuneração fosse de apenas 2%, a poupança mensal subiria para 1.989 euros.

Independentemente da estratégia que escolher, um dado é certo: reunir um milhão de euros através da poupança não é facilmente concretizável para a maior parte das pessoas. Até porque as famílias portuguesas estão entre as mais conservadoras, no que diz respeito aos investimentos. Segundo um estudo da CMVM sobre o perfil do investidor português, apenas 9,2% de todas as famílias consideradas estão dispostas a correr os riscos inerentes ao investimento na bolsa. Mas também existe outra certeza: quanto mais tarde definir a sua estratégia de poupança menos dinheiro conseguirá amealhar. Ou pode apostar numa reforma milionária para o seu filho. Saiba que para tal bastará colocar 56 euros por mês no mealheiro do seu filho de cinco anos para que, pelo menos ele, consiga chegar aos 65 anos com um milhão de euros.

  • Oito formas para atingir a meta de 1 milhão de euros

Começar cedo

Idade: 25 anos
Horizonte de poupança: 40 anos
Poupança Inicial: 10.000 euros
Retorno anual: 5,5%
Mesmo quem esteja a começar a sua vida profissional e tenha já 10.000 euros de parte terá de poupar mensalmente cerca de 520 euros para conseguir chegar aos 65 anos com um milhão de euros. E para isso terá de apostar em activos que rendam em média 5,5% por ano.

Começar tarde

Idade: 45 anos
Horizonte de poupança: 20 anos
Poupança Inicial: 10.000 euros
Retorno anual: 5,5%
Para quem começar a apostar no conforto da sua reforma apenas aos 45 anos de idade irá enfrentar um cenário de poupança “hercúleo”. Todos os meses terá que colocar no mealheiro 2.217 euros dos seus rendimentos bem como investir em activos que lhe permitam um retorno médio anual de 5,5%.

Menor risco

Idade: 35 anos
Horizonte de poupança: 30 anos
Poupança Inicial: 10.000 euros
Retorno anual: 2%
Apostar em activos conservadores tem a vantagem de lhes estar associado um reduzido nível de risco. Contudo, os retornos também serão modestos. Ao escolher aplicações com uma taxa de juro anual média de 2% teria que poupar quase 2.000 euros por mês para ao fim de 30 anos atingir um milhão de euros.

Maior risco

Idade: 35 anos
Horizonte de poupança: 30 anos
Poupança Inicial: 10.000 euros
Retorno anual: 8%
Mesmo escolhendo produtos financeiros remunerados a taxas elevadas e com um horizonte de investimento alargado é muito difícil chegar a milionário. Assumindo uma remuneração média anual de 8% e um horizonte de investimento de 30 anos, mensalmente teria de juntar ao pé-de-meia 594 euros.

Poupança inicial baixa

Idade: 35 anos
Horizonte de poupança: 30 anos
Poupança Inicial: 10.000 euros
Retorno anual: 5,5%
Criar hábitos de poupança é uma das máximas das finanças pessoais. Se já existir um pé-de-meia inicial melhor ainda. Alguém que já tenha no mealheiro 10.000 euros terá que poupar todos os meses mais de 1.000 euros durante 30 anos, assumindo um retorno médio anual de 5,5%, para ser milionário aos 65 anos.

Poupança inicial alta

Idade: 35 anos
Horizonte de poupança: 30 anos
Poupança Inicial: 50.000 euros
Retorno anual: 5,5%
Tendo em conta o cenário anterior mas assumindo a existência de um pé-de-meia inicial de 50.000 euros, a poupança mensal necessária para atingir a meta de um milhão de euros aos 65 anos é mais baixa. Ainda assim terá de colocar de parte um valor substancial: 807 euros por mês.

Menor poupança mensal

Idade: 25 anos
Horizonte de poupança: 40 anos
Poupança Inicial: 40.000 euros
Retorno anual: 8%
Poupar todos os meses apenas oito euros e chegar à idade de reforma milionário é o sonho de grande parte das pessoas. Para conseguir concretizar esse sonho teria que ter uma poupança inicial de 40.000 euros, ter hábitos mensais de poupança desde os 25 anos e investir em activos com uma remuneração média anual de 8%.

De pequenino…

Idade: 5 anos
Horizonte de poupança: 60 anos
Poupança Inicial: 0 euros
Retorno anual: 8%
… Se torce o pepino. Esta será a melhor forma para conseguir chegar à idade de reforma com um mealheiro abastecido com um milhão de euros. O largo horizonte temporal não só minimiza o risco de perdas como exige um nível de poupança mensal bastante acessível. Bastaria colocar todos os meses no mealheiro do seu filho cerca de 56 euros para que, pelo menos ele conseguisse uma reforma milionária. »

In: http://economico.sapo.pt/noticias/como-chegar-a-reforma-com-um-milhao-de-euros_114284.html, a 25 de Março de 2011, em Diário Económico

Boas Poupanças

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Como Fazer Bons Depósitos a Prazo… Conheça As Dicas…

Como Fazer um Bom Depósito a Prazo... Fonte: http://www.economiazinha.blogspot.com

Hoje trago um artigo que ajuda a fazer boas poupanças, neste caso Depósitos a Prazo, neste caso de fazer boas escolhas.

« Estratégias para conseguir os depósitos mais rentáveis

O Económico dá-lhe a conhecer seis estratégias diferentes para garantir os depósitos com os juros mais altos do mercado.

Se fosse possível comparar um produto financeiro a uma guloseima, provavelmente, o depósito a prazo seria como um bolo de arroz: aborrecido, sem grande criatividade mas, apesar de tudo, uma escolha segura. Os depósitos a prazo são um pouco assim: simples, tradicionais, muitas vezes pouco interessantes do ponto de vista do rendimento, mas com uma grande qualidade – a segurança. No entanto, a juntar a esta vantagem, os depósitos a prazo estão a ganhar um novo atributo: uma remuneração mais atractiva.

Os números do Banco de Portugal mostram que a remuneração média dos novos depósitos a prazo está a subir há sete meses, tendo-se fixado em Dezembro nos 2,68%. Trata-se do valor mais elevado desde Fevereiro de 2009. A contribuir para a melhoria dos juros dos depósitos está a crise financeira. Com o mercado interbancário praticamente fechado, os bancos portugueses viram-se obrigados a pagar mais para atrair os recursos dos clientes, como forma de ter acesso a liquidez. A aposta deu frutos. No ano passado, os quatro maiores bancos privados a operar em Portugal captaram mais cerca de 7,4 mil milhões de euros de depósitos de clientes, o que corresponde a uma subida de 7% face a 2009. Nesta disputa pelo dinheiro dos portugueses por parte dos bancos quem ficou a ganhar foram os investidores/aforradores. A boa notícia é que o ritmo de subidas é para continuar.

António Ribeiro, economista da Deco, é um dos que acredita nessa possibilidade: “Já se verificou no início do ano que a banca está a aumentar a remuneração dos depósitos e é natural que os juros destas aplicações continuem a subir”. Para esta convicção contribuem sobretudo dois factores: as dificuldades que a banca portuguesa continua a enfrentar para ter acesso a financiamento e a subida que as taxas Euribor têm vindo a protagonizar – em antecipação a um possível aumento por parte do BCE da taxa de juros de referência da Zona Euro. Perante estes factores Paulo João, director adjunto do departamento de produtos de ‘banking’ do banco Best, refere: “O enquadramento vigente sugere alguma subida das taxas de mercado nos próximos meses (Euribor). O reflexo dessa situação no preçário geral dos bancos poderá não ser tão evidente, sendo mais determinado pelas necessidades de liquidez decorrentes do próprio funcionamento do mercado e da evolução da situação política e orçamental do país, que determina as condições de ‘funding’ de recursos do país”.

Apesar de a banca estar a remunerar melhor os depósitos, tal não significa que todos os depósitos a prazo do mercado sejam atractivos. Pelo contrário: existem grandes discrepâncias na oferta actual. Por exemplo, para um aforrador que queira fazer um depósito a 12 meses, há instituições que oferecem um juro anual líquido de 3,14% (Activobank) e outras que para o mesmo produto dão um juro líquido de 0,08%, segundo o ‘ranking’ dos melhores depósitos dos mercado, da Deco. Uma diferença que lhe poderá custar muitos euros. Por exemplo, se aplicasse 5.000 euros no primeiro depósito, ao final de um ano, teria uma mais-valia líquida de 157 euros. Já se investisse o mesmo montante no segundo produto o seu rendimento resumiria-se a uns singelos…40 cêntimos. Os números mostram que comparar e escolher a estratégia correcta podem fazê-lo ganhar muitos euros com a aplicação em depósitos. O Diário Económico encontrou seis estratégias diferentes que poderão ajudá-lo na missão de encontrar os depósitos a prazo mais atractivos do mercado. Ou seja, aqueles que oferecem uma taxa anual líquida (TANL) acima dos 3%. Uma das estratégias mais populares neste momento passa por aproveitar as taxas de juro promocionais que os bancos estão a oferecer para novos clientes do banco ou novos recursos . Uma outra técnica a usar poderá passar pela aposta em depósitos subscritos pela internet, uma vez que geralmente rendem mais do que os tradicionais depósitos feitos ao balcão. Por outro lado, se fizer um depósito a prazo investindo um elevado montante terá maiores probabilidades de conseguir junto do seu banco um juro mais elevado.

Da mesma forma, fique a saber que os bancos mais pequenos tendem, de uma forma geral, a remunerar melhor o dinheiro dos clientes. Por outro lado- e para os que partilham a ideia de que os juros vão continuar a subir nos próximos meses- ao optar por aplicar o seu dinheiro em depósitos de curto prazo ( três meses) não só poderá beneficiar de uma TANL mais elevada face aos juros dos melhores depósitos a 12 meses, como pode também aproveitar as futuras subidas de remunerações que os depósitos possam vir a registar nos próximos meses. Mas Paulo João, do Best, prefere salientar uma outra vantagem desta estratégia: ela “potencia liquidez, um requisito chave no enquadramento económico vigente. E é, claramente, a aposta que tem sido seguida pelos clientes”, assegura o responsável. Por último, há ainda uma estratégia que não pode ser menosprezada: o poder negocial dos clientes junto dos seus bancos. “Os bancos não estão interessados em que os clientes retirem dinheiro da instituição e, como tal, estão hoje mais disponíveis para negociar com os clientes do que no passado”, garante António Ribeiro, da Deco. Mas olhar para a remuneração oferecida pelos bancos pode não ser suficiente para ganhar dinheiro. É necessário estar atento a um outro indicador: a inflação. As previsões do Banco de Portugal para este ano apontam para que a inflação se situe em 2011 nos 2,7%. Ou seja, para não ver o seu dinheiro perder valor terá de encontrar uma aplicação financeira que lhe dê uma remuneração líquida acima deste indicador.

Seis estratégias para conseguir juros mais elevados nos depósitos

1 – Aproveitar os depósitos promocionais
A época de saldos já terminou, mas no campo do dinheiro as promoções continuam a existir nos bancos. Muitas instituições têm campanhas promocionais onde oferecem taxas elevadas para os novos clientes ou para novas entregas. A maior parte destes depósitos são de curto prazo (três meses) e não são renováveis, mas as taxas são bastante atractivas. E nesse aspecto um dos mais produtos mais interessantes é o Super Depósito 5% do BiG. Trata-se de um depósito de boas vindas com um prazo de dois meses para os novos clientes ou para clientes do banco que tragam dinheiro proveniente de outras instituições. Mas não é caso único. Também a CGD tem um produto, o Depósito Mais (disponível para vários prazos) mas que serve exclusivamente para “montantes provenientes de outras instituições de crédito”. Por exemplo, quem aplicar no Depósito Mais um Ano, irá beneficiar de uma TANB de 2,9%. Já se optar pelo mesmo produto mas com um prazo de três anos terá acesso a uma TANB de 3,75%. Também o Best tem um depósito destinado aos novos clientes que oferece uma TANB de 4% para um período três meses. A guerra entre as várias instituições para conseguir atrair clientes de bancos concorrentes está de tal de forma ao rubro que, segundo uma notícia recente do Diário de Notícias (DN), há clientes que estão a usar alguns truques para conseguirem obter estas taxas por mais do que uma vez. Segundo o DN, “alguns clientes mudam de agência dentro do mesmo banco para simular uma nova entrada de dinheiro” e assim beneficiar das taxas promocionais.

2 – Depósitos online rendem mais do que no balcão
Uma análise recente feita pelo Diário Económico no início do ano mostrava que os depósitos cuja subscrição é feita exclusivamente pela internet ofereciam o dobro da remuneração oferecida pelos tradicionais depósitos feitos ao balcão. Os últimos números mostram que as diferenças estão a começar a esbater-se mas ainda são uma realidade a ter em conta. Analisando 53 depósitos a 12 meses (recolhidos pela Deco) é possível ver que os depósitos online dão uma remuneração líquida média de 1,81%. Já a remuneração dos depósitos tradicionais não vai além dos 1,08% para o mesmo prazo. A este respeito, Paulo João, do banco Best refere: “É comum encontrar um preçário mais competitivo para constituição on-line face à oferta disponível aos balcões. Sendo que aqui, contudo, deverá ser tido em conta que existem por vezes oportunidades por explorar numa reunião ‘face-to-face’, sobretudo quando se trata de novos recursos e de montantes mais elevados”.

3 – Negociar compensa
Hoje, talvez mais do que nunca, saber negociar com o banco pode trazer-lhe frutos. Segundo António Ribeiro, economista da Deco, os bancos estão mais receptivos do que no passado para negociar as remunerações dos depósitos com os clientes. “Os bancos não querem que os seus clientes retirem dinheiro das instituições”, afirma o especialista. Por isso mesmo, conversar com o seu gestor de conta e confrontá-lo com o facto de instituições financeiras concorrentes estarem a apresentar taxas mais atractivas para estas aplicações tradicionais pode funcionar como um argumento a seu favor.

4 – Bancos pequenos oferecem mais pelo seu dinheiro
Olhando para o ‘ranking’ dos melhores depósitos do mercado há um dado que salta à vista: são as instituições de menor dimensão ou os bancos estrangeiros que oferecem os juros mais elevados, independentemente do prazo analisado. Segundo o ‘ranking’ da Deco, elaborado com base em dados recolhidos a 18 de Fevereiro, o ActivoBank, o Best, o BiG, o Banco Popular e o BPN ocupam quase sempre os lugares de destaque no top 5 dos melhores produtos. Estes bancos oferecem o dobro da remuneração face à média praticada pelo mercado. Por exemplo: nos depósitos a seis meses, tanto o Popular, como o Big, o Banif ,o BPN e o Best oferecem TANB iguais ou superiores a 3%, quando a média das TANB para o mesmo prazo se situa nos 1,51%. Este fenómeno pode ser explicado por uma aposta comercial mais agressiva por parte destas instituições para ganharem quota de mercado.

5 – Montantes mais elevados são melhor remunerados
No campo do dinheiro, o tamanho importa. Quanto maior for o “bolo” do seu investimento, maiores as probabilidades dos bancos remunerarem melhor o seu dinheiro. Analisando os preçários dos maiores bancos a operar em Portuga é possível verificar que todos eles fazem uma discriminação do juro oferecido em função dos montantes aplicados em alguns dos depósitos oferecidos. No BCP, por exemplo, no depósito Poupa Mais a um ano, se aplicar 5.000 euros usufruirá de uma TANB de 2,75%, mas se tiver 500 mil euros para aplicar a taxa sobe para os 3,75%. Mas os exemplos continuam. No BPI, um depósito simples a um ano é remunerado a uma TANB de 0,75% para os montantes inferiores a 50 mil euros. A taxa sobe para os 1,050% para os montantes que variem entre os 50 mil e os 250 mil euros. Já para as aplicações superiores a este valor, o banco oferecer uma TANB de 1,2%. Também o Santander Totta apresenta remunerações mais elevadas para quem tem montantes mais elevados para investir.

6 – Depósitos de curto prazo
Embora a remuneração dos depósitos a 12 meses tenha vindo a subir nos últimos meses, é nos prazos mais curtos (três meses) que se encontram as TAN mais elevadas. Segundo a listagem da Deco existem neste momento três depósitos que oferecem uma TANB igual ou superior a 4%. Quando a 12 meses, apenas existe um produto com remuneração semelhante. Mas não é apenas por este factor que os aforradores devem apostar nos depósitos de mais curto prazo. Tendo em conta as expectativas do mercado de que os bancos vão continuar a subir as remunerações dos depósitos a prazo, investir em aplicações de curto prazo será a melhor forma de aproveitar a previsível subida das remunerações. Por exemplo, imagine que o seu banco lhe apresenta dois depósitos com uma TANL semelhante (2%) mas um deles é um produto a 12 meses e o outro é uma aplicação a três meses. Ao apostar no depósito a 12 meses saberá que por cada mil euros investidos ao final de um ano obterá uma mais-valia de 20 euros. Já se aplicar no depósito a três meses, sabe que ao fim do primeiro trimestre receberá cinco euros. Mas se entretanto, a TANL praticada pelo banco para os depósitos a três meses subir 20 pontos base em cada um dos três trimestres seguintes, ao final de um ano, o investidor ficará com uma mais-valia de 23 euros por cada mil euros investidos. Se optar por seguir esta estratégia, saiba que os melhores depósitos actualmente praticados para este prazo pertencem ao Santander Totta- com o DP 5 com uma TANB de 5% e uma TANL de 3,93%- e ao Best que com dois depósitos (Depósito Novos Clientes e Depósito a Prazo Blue) oferece uma remuneração bruta de 4% e líquida de 3,14%. »

In: http://economico.sapo.pt/noticias/estrategias-para-conseguir-os-depositos-mais-rentaveis_112583.html, em Diário Económico, a 10 de Março de 2011

Boas Poupanças!

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Veja Quanto Vai Pagar de IRS, no Decorrer Das Suas Aplicações Bancárias…

O que vai Pagar de Imposto das Aplicações Bancárias... Fonte:http://economico.sapo.pt

Hoje na continuação do dia anterior, trago mais uma peça jornalística, que versa sobre o IRS e os impostos que vai pagar devido às aplicações financeiras no ano transacto, passo a transcrever a referida peça.

« Os impostos que vai pagar sobre os seus investimentos

O Económico mostra-lhe como são tributados os ganhos das suas aplicações.

Se tem juros de depósitos a prazo ou conseguiu fazer mais-valias com a venda de acções no ano passado, saiba quais as taxas que lhe vão ser aplicadas e em que casos pode ser vantajoso somar estes rendimentos aos do trabalho e sujeitá-los à taxa do seu escalão.

1. Mais-valias: As regras de tributação das mais-valias mudaram e já se fazem sentir este ano. O Governo acabou com a isenção das mais-valias conseguidas com a venda de acções detidas há mais de um ano. Agora, passou a ser sujeito a imposto o saldo positivo entre as mais e menos-valias superiores a 500 euros. Além disso, a taxa aplicada subiu de 10% para 20%. Por exemplo, se conseguiu 700 euros de mais-valias, os 20% incidem sobre 200 euros – igual à diferença entre os 700 e os 500 euros. O contribuinte terá assim de pagar 40 euros. No entanto, pode também optar pelo englobamento, mas saiba que só numa minoria dos casos é que é vantajoso fazê-lo. Só beneficia quem pertence aos dois primeiros escalões de rendimentos – até 7.250 euros anuais – já que a taxa de IRS a aplicar aos rendimentos é de 13,58%. Acima daqueles rendimentos a taxa já é de 24,08%. Desta forma, o englobamento só é aconselhável quando há um saldo negativo. Se não quiser englobar terá de assinalara opção ‘Não’ no anexo G.

2. Dividendos: Os dividendos estão sujeitos a uma taxa de retenção de 21,5%. No entanto, pode optar pelo englobamento, mas para a maioria dos contribuintes não é vantajoso porque obriga a englobar também as mais-valias com acções e outros rendimentos de capitais. Mas caso queira fazê-lo são apenas considerados 50% dos rendimentos de dividendos distribuídos pelas empresas cotadas.

3. Juros de depósitos bancários: Os juros dos depósitos à ordem e a prazos são tributados através de uma taxa liberatória de 21,5%. Isto é, os bancos ‘retêm’ 21,5% dos juros recebidos, por isso, os contribuintes não têm de os declarar. Significa que os juros dos depósitos têm uma tributação superior à das mais-valias, com o Governo a colocar-se ao lado do PSD ao recusar subir e harmonizar a taxa para 21,5%. O englobamento só compensa se tiver rendimentos até 7.250 euros – sujeitos a uma taxa de 13,58%. Se englobar um rendimento de capital é obrigado a englobar todos os rendimentos da mesma categoria desde os juros dos depósitos, seguros do ramo vida, títulos da dívida entre outros.

4. Seguros de capitalização: Os rendimentos obtidos com o resgate de seguros de capitalização tê, taxas de retenção na fonte diferentes consoante os prazos de aplicação do dinheiro. Se o prazo for inferior a cinco anos, a taxa será de 21,5%, e se for entre cinco e oito anos, a taxa liberatória é de 21,5% sobre 4/5 dos rendimentos, portanto na prática, a taxa efectiva será de 17,2%. Nas aplicações com um prazo superior a oito anos, a taxa é de 21,5% sobre 2/5 dos rendimentos – 8,6% sobre o total. Mas se o valor dos prémios pagos durante a primeira metade do prazo do seguro for inferior a 35% do total, o rendimento será sempre tributado a 21,5%.

5. Planos Poupança Reforma: A partir dos 60 anos e desde que a aplicação já tenha sido feita há cinco anos, o contribuinte pode resgatar o dinheiro investido. E pode fazê-lo de duas formas: receber todo de uma vez ou um determinado montante todos os meses, a chamada renda vitalícia. No primeiro caso a taxa incide sobre 40% dos rendimentos (taxa efectiva de 8,6%). Neste caso não tem de declarar o montante, já que o imposto é retido na fonte pela entidade que coloca o rendimento à disposição. Já se optar pela renda vitalícia, esta paga imposto como uma pensão normal. »

In: http://economico.sapo.pt/noticias/os-impostos-que-vai-pagar-sobre-os-seus-investimentos_112282.html, a 08 de Março de 2011, em Diário Económico

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Onde Existem Mais Queixas…

Onde Existem Mais Queixas... Fonte: http://www.agenciafinanceira.iol.pt

Hoje trago um artigo, do que apresenta mais reclamações, passo a transcrever a referida peça.

« Telecomunicações voltam a liderar queixas em 2010

Deco foi abordada por quase 370 mil consumidores

As telecomunicações, compra e venda de bens, banca e serviços de interesse geral voltaram a ser os sectores que mais reclamações motivaram em 2010, ano em que a Deco foi contactada por 370 mil consumidores.

Em comunicado, a Associação de Defesa do Consumidor (Deco) diz ter sido abordada no ano passado por 369.767 consumidores «procurando informações acerca dos seus direitos ou solicitando a intervenção da associação para a resolução de litígios».

No sector das telecomunicações, a associação aponta como estando na base de muitas das reclamações dos consumidores «o incumprimento das velocidades contratadas» no serviço de Internet.

«Os problemas decorrentes da assistência técnica, da falta de qualidade e do período de fidelização dos produtos Triple Play [serviço que combina voz, dados e multimédia] levaram muitos consumidores a pedir o nosso apoio na resolução destes conflitos. Os serviços de toques e jogos para telemóveis foram também motivo para inúmeros contactos dos consumidores», escreve a Lusa.

Falta de informação no crédito preocupa

Nesta área, a Deco reivindica a criação de um «regulamento de qualidade de serviço para a internet», exige «melhores práticas às empresas fornecedoras de triple play» e reclama uma «adequada fiscalização por parte da Anacom [Autoridade Nacional de Comunicações] para os serviços de toques e jogos para telemóveis».

No sector da compra e venda, a associação diz manterem-se «as dificuldades aquando do accionamento das garantias legais» dos produtos defeituosos.

Já no sector bancário, os problemas relacionados com a falta de informação no crédito ao consumo, o «aumento irregular» do spread [margem de lucro dos bancos] no crédito à habitação e as «práticas irregulares» na amortização antecipada no crédito ao consumo e crédito à habitação continuam a merecer «inúmeras reclamações».

Quanto ao sector dos serviços de interesse geral, são os problemas ao nível da facturação que justificam um «elevado número» de reclamações. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/queixas-deco-reclamacoes-telecomunicacoes-credito-agencia-financeira/1233242-1730.html, a 15 de Fevereiro de 2011, em Agência Financeira.

Estejam Atentos

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Vantagens e Desvantagens da Taxa Fixa ou Indexada do Crédito Habitação…

Taxa Fixa ou Taxa Indexada? Fonte: http://economico.sapo.pt

A notícia que hoje trago, versa sobre as vantagens de fixar ou não a taxa de juro do empréstimo habitação, passo a transcrever o referido artigo.

« Prós e contras de fixar a taxa de juro no crédito à habitação

Optar pela taxa fixa ou variável é uma decisão de risco que tem de ser definida com base em alguns pressupostos.

1. Certeza do valor da prestação Esta é a principal vantagem de optar por um crédito à habitação de taxa fixa. Durante o período do contrato em que os encargos com o crédito à habitação está associado a uma taxa fixa, as famílias sabem sempre com que prestação contar no final do mês. Por oposição, os créditos de taxa variável estão sempre dependentes da evolução das taxas Euribor a que estão indexados.

2. ‘Spreads’ semelhantes Por norma, o ‘spread’ praticado pelos bancos na taxa fixa não difere do oferecido na taxa variável. Ou seja, o cliente tendencialmente não verá o seu ‘spread’ agravado pelo facto de ter a segurança da taxa de juro fixada num determinado patamar. Esta situação é facilmente comprovada através da análise das simulações efectuadas através dos sites dos bancos.

3. Uma aposta no escuro Ao fixar a taxa de juro do crédito à habitação, a balança tanto pode desequilibrar-se no sentido das perdas como dos ganhos. Uma das razões que leva as pessoas optarem por créditos de taxa fixa é esperarem uma subida das taxas Euribor no futuro. Se isso se confirmar, o cliente fica a ganhar. Caso contrário, se houver uma descida das Euribor, o cliente acaba por pagar mais. Já no caso do crédito de taxa variável, paga apenas aquilo que é devido.

4. Timing do contrato A taxa fixa tem a particularidade de ser determinada um dia antes da data da escritura. Isto cria incerteza na contratação devido ao desfasamento entre a aprovação do crédito e a concretização da escritura. Imagine que aprovou o crédito no dia 2 de Junho de 2008, quando a taxa ‘swap’ a 10 anos cotava a 4,78%. Se assinou a escritura no dia 3 de Julho, a taxa já foi de 5,1%, e é aquela que passou a vigorar no contrato. Mas, o raciocínio também pode ser contrário, e a taxa ‘swap’ estar mais baixa na data da escritura.

5. Comissões mais caras No caso de um crédito à habitação de taxa variável, a penalização por amortizações antecipadas não pode exceder 0,5% do capital amortizado. Já se tiver um crédito de taxa fixa, a penalização máxima é de 2%. »

In: http://economico.sapo.pt/noticias/pros-e-contras-de-fixar-a-taxa-de-juro-no-credito-a-habitacao_102299.html, a 18 de Novembro de 2010, em Diário Económico

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Simule, e Veja Qual o Banco Com as Melhores Condições Para a Sua Conta à Ordem…

Melhor Conta à Ordem... Fonte: http://www.ideias-soltas.net

Li, no decorrer do dia de ontem, uma reportagem que versa sobre um simulador disponibilizado pela DECO, para as contas à ordem, passo a transcrever a referida reportagem.

« Contas à ordem: o seu banco é o melhor?

Simule as movimentações da sua conta à ordem e descubra se ela é cara ou barata

As contas bancárias à ordem são uma ferramenta frequentemente usada pela maioria dos portugueses. Mas nem todas são iguais e, porque os tempos são de crise, convém saber se a sua é a ideal ou se, pelo contrário, é das mais caras.

Naquele que é o mês da poupança, a DECO está a abrir a todos os consumidores alguns simuladores, que podem ajudar a poupar algum dinheiro. Este estará disponível até ao fim desta semana.

O simulador das contas à ordem indica-lhe qual a mais barata para os diversos canais de contacto com o banco (balcão, telefone e Internet), consoante o seu perfil de cliente. Para tal, basta indicar, nos campos, qual o saldo médio da sua conta, se usa cheques, cartão de débito, cartão de crédito e conta-ordenado, se faz transferências bancárias e operações e qual o tipo de utilização mais frequente durante o ano.

O simulador está disponível no site da DECO

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/financas/contas-a-ordem-bancos-contas-bancarias-agencia-financeira-deco/1194529-1729.html, a 27 de Setembro de 2010, em Agência Financeira

Boas Poupanças

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A Segurança dos Depósitos a Prazo…

Depósitos a Prazo... Fonte: http://economiafinancas.com

Hoje trago uma peça jornalística que achei bastante interessante, e que versa sobre os depósitos a prazo e alguns riscos inerentes aos mesmos, passo a transcrever a referida peça, mas não vou tecer nenhum comentário ao mesmo, deixando ao livre arbítrio do leitor.

«Porque é que os depósitos não são seguros?

Casos antigos, como o da Caixa Económica Faialense e Caixa Económica Açoriana, e o exemplo mais recente do BPP mostram que os depósitos também têm riscos.

1. A falácia
É uma das maiores falácias arreigadas na sociedade portuguesa: os depósitos bancários são a forma mais segura de aplicação de poupança. Este argumento, sem qualquer base técnica de sustentação, é comum não só na população sem cultura financeira como se estende a todos os extractos sociais sendo genericamente difundido pelos mass media sem contestação. Gostaríamos que este artigo pudesse contribuir para algum esclarecimento sobre o assunto e para um esboço de mudança do comportamento dos agentes económicos.

No ponto dois deste curto artigo, vamos percorrer alguns casos recentes que empiricamente comprovam que os depósitos bancários têm muito mais risco que outras formas alternativas de aplicação de poupança. No ponto três pretende-se, de uma forma muito simples, mesmo correndo o risco de simplificação excessiva, explicar porque não pode deixar de ser inválido o argumento de que os depósitos bancários são seguros.

2. Evidência empírica do risco dos depósitos
a)
O BPP está na prática insolvente e, por isso, os depósitos a prazo e outros produtos do balanço como o “retorno absoluto” não foram oportunamente reembolsados. No entanto, na sua última edição, o jornal “Sol” noticiava que a FLAD tinha levantado, já em Março de 2009, 1,3 milhões de euros de títulos. Conclusão: a falência do BPP impede o pagamento dos depósitos, mas os títulos dos clientes mantidos em custódia (basicamente acções e obrigações de vários emitentes que não o BPP) são integralmente entregues (ou transferidos para outros intermediários financeiros).

b) Existe um Fundo de Garantia de Depósitos (FGD) em Portugal e na generalidade dos países desenvolvidos, os quais não teriam razão de existir na ausência de risco. Em Portugal, o FGD cobre apenas 100 mil euros por titular até 31 Dezembro de 2011 (DL 211-A/2008), representando o valor do seu património cerca de 1% dos depósitos bancários.

c) O Ministério das Finanças afirmou, já no corrente mês de Fevereiro, que a garantia política do Estado sobre a totalidade dos depósitos tinha cessado: “Atenta a normalização das condições de funcionamento do sistema financeiro, entretanto verificadas, tal compromisso perdeu a sua justificação”.

d) Na década de 80 do século passado, os depositantes da Caixa Económica Açoriana e da Caixa Económica Faialense perderam o valor dos seus depósitos, num caso que, apesar de ter feito correr muita tinta em Portugal, parece ter sido esquecido.

e) Constitui prática corrente e antiga nos EUA o americano médio distribuir os seus depósitos por vários bancos até ao limite coberto pelo FGD americano.

f) É também prática corrente de alguns dos grandes bancos de poupança suíços, como por exemplo o Pictet, não aplicarem a poupança dos clientes em depósitos no próprio banco ou noutros bancos, orientando-a alternativamente para o investimento em títulos ou fundos de títulos.

3. Os balanços dos bancos
Compreender o risco dos depósitos remete-nos para uma rápida visita histórica aos balanços dos bancos. No início do século XX os bancos europeus por cada 100 de activos tinham de ter 25 de capital. Estes requisitos de capital foram sendo progressivamente reduzidos para valores inferiores a 10%. Os reguladores permitiram ainda que outros instrumentos financeiros híbridos (p.ex. obrigações perpétuas) fossem considerados capital regulamentar. Permitiram ainda uma redução do valor dos activos para efeitos de cálculo dos requisitos de capital, inicialmente através de ponderadores objectivos de risco e já muito recentemente através de modelos internos de ponderação de risco. O resultado pode ser o observado no quadro ilustrado mais abaixo:

O Deutsche Bank (DB) um dos bancos ocidentais mais emblemáticos e que publicita uma Tier 1 de 12, 6%, superior portanto aos maiores bancos portugueses, tem um capital que representa apenas 2% dos activos e por cada euro de capital tem 11 euros em depósitos! Daí o tema dos requisitos de capital dominarem a agenda financeira e política e de o presidente do DB ser reconhecido como líder da oposição às medidas recentemente propostas pela administração Obama e pelo Comité de Basileia que, para além de reforços de capital, prevêem limites à dimensão dos bancos e exigem a separação da actividade de carteira própria.

4. A melhor alternativa aos depósitos
Em termos da segurança das aplicações o que deverá então fazer o aforrador? A resposta encontra-se na alínea a) e na alínea f) do ponto 2., ou seja no investimento da FLAD no BPP e na gestão de poupança do Banco Pictet. Na nossa opinião, o aforrador deverá, em alternativa aos depósitos e a outros produtos estruturados complexos que representam risco de balanço dos bancos, optar por constituir carteiras diversificadas de títulos líquidos de bons emitentes (e há muitos inclusive em Portugal) de acordo com o seu perfil de risco. Na nossa opinião o aforrador avesso ao risco e acima dos 100 mil euros deverá diversificar em carteira de obrigações de dívida pública (alemã e portuguesa por exemplo) e de empresas com risco inferior aos bancos como por exemplo a maioria das empresas de ‘utilities’ e concessões (serviços de electricidade, água, gás e auto-estradas) e grandes operadores de telecomunicações.

Quando o aforrador português com cultura financeira e consciente da problemática tratada neste artigo prefere o depósito bancário está implicitamente a contar que, se houver problemas, o Estado intervirá e pagará os depósitos. É uma predisposição cultural para não assumir responsabilidades individuais e para querer partilhar colectivamente o insucesso e a irresponsabilidade; prática perigosa num momento em que vários Estados têm dificuldade em colocar a sua dívida.
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Paulo Ramalho, CEO da Ok2Deal»

In: http://economico.sapo.pt/noticias/porque-e-que-os-depositos-nao-sao-seguros_83894.html, a 15 de Março de 2010, em Diário Económico

Boas Aplicações

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