Portugal Vai Originar Cortes de Internet Aos Piratas Informáticos…Quais as Vantagens e Desvantagens…

Dezembro 6, 2010

Hoje trago, um tema que vai gerar muita polémica, e que na minha óptica vai originar problemas de liberdades, direitos e garantias dos utilizadores da internet, e vai levantar problemas que desde o 25 de Abril de 1974 não eram notados, como a espionagem, e a perseguição de pessoas. Vão colocar em causa as empresas que Internet, e vai originar desemprego, pois muitas delas vão ter que mandar os clientes embora, e como tal, vão ter prejuízos e vão ter que despedir pessoas, passo a transcrever a notícia e de seguida faço um breve comentário:

«Pirataria na internet: Portugal vai poder cortar acesso a quem for apanhado a piratear

A União Europeia vai aprovar directiva, mas impõe restrições ao corte, que só pode ser feito após um processo “justo e imparcial”

A votação está marcada para o final de Novembro e deverá fazer aprovar uma das leis mais polémicas da era digital: os países europeus vão poder cortar o acesso à internet a quem for apanhado a piratear. Se tudo correr como previsto, o novo enquadramento europeu para as comunicações electrónicas – telecoms package – estará pronto ainda este ano e terá de ser transposto para a legislação dos 27 estados-membros. Isto, obviamente, inclui Portugal.

Embora o executivo de José Sócrates tenha alguma margem de manobra na transposição da directiva, o facto é que a interrupção do acesso a quem for considerado culpado de partilha ilegal de ficheiros passará a ser possível. E isso faz antever a eclosão de uma guerra entre os fornecedores de internet, os detentores de direitos e os próprios consumidores portugueses. Até agora nenhuma empresa de internet quis pronunciar–se sobre esta medida, sendo já conhecido o apoio de organismos como o MAPiNET – Movimento Cívico Anti-Pirataria na Internet, bem como as críticas dos defensores dos direitos dos consumidores.

No entanto, o acordo histórico conseguido na quarta-feira à noite no Parlamento Europeu impõe várias limitações a este procedimento. É que o pacote legislativo já tinha sido aprovado em Maio, mas um diferendo entre o Parlamento Europeu e o Conselho de Ministros obrigou à suspensão da aprovação. Em causa estava uma emenda segundo a qual o corte só poderia ser feito com autorização judicial, algo com que o Conselho não concordava.

Após uma noite intensa de conciliação, ambas as partes acabaram por ceder e foi decidido que o corte ou a restrição só poderão ser feitos se forem “apropriados, proporcionais e necessários no quadro de uma sociedade democrática”, com “respeito pelo princípio da presunção de inocência e do direito à privacidade” e ainda como “resultado de um processo prévio justo e imparcial”, que garanta “o direito do consumidor a ser ouvido” e a uma “revisão judicial” em tempo útil. É este o texto que será votado entre 23 e 26 de Novembro.

No entanto, não ficou claro que forma terá o “processo justo e imparcial” a que Parlamento e Conselho se referem. Certo é que esta directiva irá chocar com as leis já aprovadas em França e no Reino Unido.

“Não me choca que haja um juiz a decretar o corte. O que me choca é que se tenha de esperar não sei quantos meses para a sua concretização”, afirma ao i Manuel Cerqueira, presidente da Associação Portuguesa de Software (Assoft), um dos principais defensores da criação de um tribunal específico para as questões da pirataria informática. O responsável frisa que uma ordem de corte de acesso à internet “deve ter a mesma acção que uma providência cautelar”. Ou seja, efeito imediato.

Todavia, só quando a directiva for transposta para a legislação portuguesa se perceberá a que órgão vai caber o papel de fiscalizar estes pedidos de interrupção de serviços de acesso à internet. Ao i, a Autoridade Nacional de Comunicações – Anacom, explicou que a decisão cabe ao governo e que não tem necessariamente de recair sobre um organismo específico.

Além disso, o pacote legislativo é muito mais abrangente que esta questão. Vai criar, por exemplo, um novo organismo europeu denominado BEREC para melhorar a cooperação entre os reguladores de telecomunicações dentro da União Europeia. Também inclui uma directiva de reforço dos direitos dos consumidores – que, entre outros, vai exigir consentimento prévio para que os sites instalem cookies nos computadores – e permitir a transferência do número de telemóvel de uma operadora para outra em apenas um dia útil.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/31518-pirataria-na-internet-portugal-vai-poder-cortar-acesso-quem-for-apanhado-piratear, a 06 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Na passada sexta feira, saiu a notícia acima transcrita, uma lei que vem colocar em causa, valores tão importantes, e conquistados a 25 de Abril de 1974, onde as pessoas, ganham a liberdade, e se termina com a repressão, e ter uma polícia, como era a PIDE.

Pois bem, eu não sou o denominado pirata, não tenho hábito de retirar coisas da internet, no entanto, penso que devem atirar a primeira pedra, quem nunca descarregou nada de ilegal da Internet…penso que ninguém, utilizador da internet a nível médio, deve conseguir atirar a primeira pedra.

Outra questão, que se levanta, é a definição de pirataria, pois a mesma, não se encontra bem definida, pois pirataria para muitos e retirar conteúdos como filmes, jogos, software, álbuns, e com estes conteúdos, fazer dinheiro, ou seja, vender, e para outros é simplesmente, retirar esses mesmos conteúdos, mas para uso próprio. Pessoalmente, penso que a primeira, é a verdadeira pirataria, pois antigamente, os barcos de piratas, saqueavam para depois fazer dinheiro com tal.

Convenhamos, que os downloads, foram o motor de busca, para a mumificação da internet, e a constante aumento das velocidades oferecidas pelos ISP, bem como, em muitos casos à abolição dos limites de tráfego.

Penso que muito do que fazem downloads, para seu uso próprio, ou seja, não usam para venda, ou para enriquecimento próprio, devem se poder «defender», como sendo para seu uso, e que estão incluídos no preço do serviço de internet.

A lei a ser aprovada, na minha óptica, vai dar origem a diversos problemas, os cidadãos vão ter a sensação de estarem a ser espiados constantemente, o que torna um país um pouco retrogado, e que parece estamos em meados do século passado; outro dos problemas, é que os ISP, vão perder clientes, e vão ter uma concorrência entre si, um pouco injusta, senão reparemos, um ISP tem que desligar um serviço a um cliente, no entanto, esse cliente ao ser deparado com uma empresa, a quem contrata um serviço, e a mesma, não o quer prestar, é forçado a mudar para outro ISP, que responda às suas necessidades, desejos e motivações e que lhe preste um serviço, com qualidade e sem interrupções. Perante esta situação, eu não queria estar no papel de ISP, pois é muito chato, ter que cortar o serviço, a quem me paga, ou seja, a quem me sustenta, digo mesmo, que é ridículo, só comparável, como ir a um hipermercado, mas os mesmos não me venderem nada, pois não podem… Levanta-se a questão, quem vai indemnizar os ISP, por serem forçados a perder clientes? E já agora, com que verbas? Devem ser as verbas dos impostos, como sempre.

Na minha opinião, e mais uma vez ressalvo, não utilizo a internet para esse tipo de situações, mas penso que, quem o faz para seu uso privado, não deve ser prejudicado, pois ao fim ao cabo, pagou a mensalidade do serviço para o fazer, e em muitos locais, não tem nenhum aviso, ou indicação, que o que vai efectuar em alguns países é ilegal; no entanto, vai gerar conflitos entre clientes, ISP’s, autoridades…etc, exemplo disso, foi os conflitos originados em alguns países europeus.

Uma solução para isto, era por exemplo, os ISP, criaram um serviço, onde o cliente pagaria uma mensalidade de por exemplo, 10€ ou 15€, e que poderia ter acesso a conteúdos para poder descarregar de uma forma legal, e o ISP, poder até mesmo conseguir entrar em acordo com o autor, e pagar os direitos, penso que ganharia o autor, o ISP, e o cliente, além de todos, terem a noção que quem hoje não está no mundo da internet, está deslocado da realidade.

Trata-se de uma questão polémica, a qual não vou tomar nenhum partido, não costumo usar a internet para isso, alias, ainda sou dos que tem em casa, um acesso à internet muito baixo e com limites baixos, apesar de me tentarem fazer mudar para acesso de preço superior, mas com velocidades superiores, a minha resposta é a mesma, para consultas normais de sites, e-mail, chega perfeitamente, logo, não estou interessado.

Deixo a Questão: Que pensa desta lei que pode desligar a internet, a quem efectuar downloads de forma ilegal da internet?

Tenho Dito

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Fumadores Vão Passar a Ter Mais Dificuldade em Reparar os Seus Computadores…Já é Uma Realidade nos Estados Unidos…

Novembro 26, 2009

Hoje trago, algo bastante insólito que a ser verdade é muito grave já, que pensei que as pessoas teriam a regra do bom senso, e não atingiriam este limite, passo a transcrever a notícia e de seguida faço um comentário à mesma.

«Fumar não faz bem à saúde nem aos computadores da Apple

Lojas da Apple nos Estados Unidos recusaram-se a accionar garantias a aparelhos comprados por fumadores e negaram o arranjo das máquinas para não exporem os seus técnicos à “contaminação”.

A situação foi denunciada num site americano dedicado à defesa do consumidor chamado The Consumerist que diz que já houve dois casos de pessoas que se foram queixar aos serviços centrais da Apple, que acabaram por assumir a mesma postura das lojas.

De acordo com o The Consumerist, a Apple recusou accionar a garantia ao dono de um Macbook porque estava “contaminado” por fumo de cigarro.

Este caso seguiu-se a um outro caso reportado de recusa da Apple em arranjar um iMac devido a “riscos para a saúde devido a fumo”.

De acordo com as lojas procuradas pelos clientes, a contaminação por nicotina está numa lista de substâncias consideradas perigosas e isso impede a manipulação de aparelhos danificados pelos técnicos, por razões sanitárias.

No primeiro caso, registado com um iMac, a proprietária aclarou que a sua garantia não se pronuncia sobre casos em que o dono é fumador. Efectivamente, este elemento não consta como excepção nos termos da garantia. A empresa cita, porém, a cláusula que fala em “danos causados pelo ambiente externo” para justificar a recusa em dar apoio técnico.

A Apple ainda não se pronunciou oficialmente acerca deste caso.»

In: http://www.publico.pt/Tecnologia/fumar-nao-faz-bem-a-saude-nem-aos-computadores-da-apple_1411193, a 25 de Novembro de 2009, no Jornal Publico

O meu comentário:

Penso que esta medida é no mínimo ridícula e pode ser mesmo considerada um verdadeiro tiro no pé.

Eu não sou fumador, no entanto, penso que existe uma igualdade de direitos na sociedade, e como tal, existem pessoas que têm direito a serem fumadoras, como me assiste o direito de não ser fumador.

O que se assiste por este fabricante de computadores, é algo que não está consagrado nas garantias, nem no que concerne, à lei da garantia em vigor em toda a união Europeia, pois não podemos distinguir pessoas pelas suas culturas, raças, idades, etnias, etc, logo, também não podemos distinguir pessoas pelos seus hábitos.

A justificação dada pelo fabricante, é que os computadores de fumadores, dão cabo da saúde de quem os repara, pois bem, vou apontar algumas situações que podem prevenir esta situação.

  • O operador pode estar munido de luvas e mesmo de máscara, de modo a que não fique afectado com determinada situação;
  • O fumador, pode até ser fumador, e não fumar quando está ao computador, ou mesmo dentro de casa, nesse caso, o computador é afectado por o dono fumar ou não?
  • Os médicos e enfermeiros, vão deixar de atender pessoas fumadoras, pois podem também adoecer, em virtude dessa mesma prestação de cuidados de saúde;
  • Não está provado, que o computador de um fumador se estrague mais rapidamente, face ao de um não fumador;

 

Estas são algumas das questões que aqui rapidamente levantei, no entanto, muitas mais vão com certeza existir, pois penso que o fabricante, se o fizer em Portugal, está a violar a constituição da republica portuguesa, entre outras situações, sendo que a referida situação, no caso, portugueses não vem contemplada nas garantias dos equipamentos.

Esta medida, serve sim, caso o fabricante de computadores, pretenda só ter clientes saudáveis, ou seja, que não fumem, mas isso, é tentar direccionar-se para um nicho de mercado, de todos aqueles que não fumam, nesse caso, pode sempre optar por vender computadores somente a pessoas que não fumem, mas nada vai impedir, de as pessoas que não fumem os vendam mais tarde ou posteriormente a fumadores, gerando-se aqui um mercado de segunda mão e mesmo paralelo.

Na minha opinião, a questão não tem pés nem cabeça, penso que seja, uma medida mais comunicacional de partilhar com o público, que é uma marca que não está interessada em pessoas que fumem, além de ser uma boa maneira de fazer publicidade à marca de forma barata.

Deixo a Questão: Que pensa de um fabricante de computadores se recusar a reparar um computador só porque o dono é fumador?

Tenho Dito

RT


Como Gerir Bem Um Orçamento Familiar…Quais As Despesas em Que Podemos Cortar….

Novembro 17, 2009
Orçamentos Familiar

Como Distribuir Um Orçamento Familiar.... Fonte: http://www.coopercredi-sp.org.br

Hoje trago um artigo que achei pertinente, pela utilidade cada vez mais crescente na nossa sociedade, o artigo versa essencialmente de como distribuir o orçamento familiar, e os problemas inerentes a uma má gestão do mesmo, e da cada vez mais necessária educação financeira, passo a transcrever o mesmo, e de seguida faço um pequeno comentário.HojeHH

 

«Saiba como organizar o seu orçamento familiar

Verifique quanto é que cada despesa deve pesar nas contas da família

A família paga seis mil euros de prestações por mês. O casal só tem um filho e recebe todos os meses 2500 euros de ordenados. Naturalmente, acumulou uma dívida de 150 mil euros em cartões de crédito e crédito pessoal. Não é crédito à habitação, nem do carro. Apenas despesas pontuais, como o tal LCD que fazia mesmo falta. Este é o retrato de mais uma família que deixou de controlar as contas, e as despesas passaram a controlar a família.

Assim que a responsável pelo gabinete de apoio ao sobreendividado, da DECO, perguntou se faziam um orçamento, responderam imediatamente: “Claro que sim, mentalmente”. “E por escrito?”, insistiu a especialista. “Não, isso nunca fizemos.”

Segundo a responsável é aqui que começa o problema. “É o primeiro grande erro das famílias portuguesas na hora de gerir o seu orçamento: não organizar um”, explicou Natália Nunes, do gabinete da associação de defesa dos direitos do consumidor, ao i.

Na verdade, a única forma de controlar as despesas é saber exactamente para onde está a ir o seu dinheiro. Por vezes, pequenas despesas que parecem insignificantes no final do mês, ou mesmo no fim do ano, podem representar uma quantia considerável do orçamento. Se não, vejamos. Por exemplo, três euros num pequeno-almoço todos os dias fora de casa, ao final de um ano significa quase 1100 euros a menos.

Por essa razão, deve apontar diariamente todas as suas despesas. Este é, aliás, um dos princípios básicos da organização e gestão das finanças pessoais: anotar todas as despesas, desde a prestação da casa até ao café. No final do mês, mesmo que não tenha sobrado nada, pelo menos irá saber para onde foi o dinheiro e quais as despesas que mais peso têm no orçamento.

Natália Nunes explica que é primeira coisa que faz com as famílias. Num folha, fazem um traço a meio, de um lado anotam tudo o que recebem e do outro todas as despesas que têm. “As pessoas não têm ideia de quanto gastam”, diz. “Ficam surpreendidas quando percebem que gastam mais do que recebem”, explicou a especialista.

Reduzir e reajustar Para uma boa gestão das finanças da família também é essencial identificar as despesas desnecessárias e reduzi-las ou mesmo eliminá-las. “De que preciso realmente? Onde posso cortar?” são as perguntas que devem ser colocadas, adiantou Natália Nunes.

São várias as sugestões para reduzir alguns gastos nas diversas categorias do orçamento familiar. Mas nalgumas situações, apenas a mudança de atitude, como no caso da conta da água, luz ou gás, pode significar mais alguns euros poupados. É também importante manter as despesas dentro dos limites da respectiva categoria. Claro que não existe nenhum modelo ideal, apenas linhas orientadoras (ver gráfico). Cada família deve ajustar o orçamento às suas necessidades. Natália Nunes explica que os créditos, por exemplo, “não devem exceder os 40%”. Sendo que, no gráfico apresentado pelo i, o empréstimo da casa está inserido na categoria habitação, que deve pesar cerca de 35% do orçamento total. Com estes conhecimentos na carteira, é começar a cortar. E cortar outra vez, é a fase dolorosa.

Depois, até pode ser divertido, sobretudo se tem jeito para o negócio. “A maioria dos portugueses não sabe que pode negociar as condições dos seus contratos. Mas podem, e devem”, conta a responsável da DECO. “Deve renegociar-se o spread com o banco. Depois, fazer simulações noutros bancos. Se oferecerem melhores condições, voltar ao nosso banco, explicar as condições oferecidas e negociar novamente. Se as condições continuarem a ser melhores noutro sítio, não se deve hesitar na hora de mudar.” Alargar o prazo do empréstimo é outra opção, mas é preciso atenção. Embora a prestação mensal fique mais baixa, no final do contrato terá pago mais pelo empréstimo.

No dia-a-dia, há muito para fazer. Em casa, uma simulação no site da EDP pode ajudar a perceber qual o melhor tarifário disponível. Apesar da redução no preço dos combustíveis, os transportes públicos continuam a ser mais económicos. Se tiver mesmo de ir de automóvel, pode optar por partilhar a viagem com outras pessoas. O carsharing é uma óptima maneira de cortar nas despesas e está na moda. Esqueça o cartão de crédito e, nas transferências bancárias, dê sempre preferência à internet e ao multibanco para evitar as comissões. Quanto à alimentação, opte pelos produtos de marca branca. O ideal é que consiga também destinar uma fatia do seu orçamento à poupança, como uma qualquer outra categoria.

Quem segue estes conselhos, é pouco provável que acabe sentado em frente a Natália Nunes no gabinete da DECO. E terá, certamente, maior controlo das contas do orçamento familiar.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/33142-saiba-como-organizar-o-seu-orcamento-familiar, a 16 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Aqui está algo que deveriam dar até ao 9º ano, ou seja, a denominada educação financeira, que deveria estar prevista no âmbito da escolaridade mínima obrigatória.

Depois temos outra situação, presente na peça jornalística apresentada, é que notoriamente as pessoas que ficam em apertos financeiros, são as pessoas, que auferem rendimentos altos, ou seja, os considerados das classes média alta, pessoas que nunca se habituaram a fazer grandes contas às despesas, mas habituaram se a passar o cartão MB e especialmente o cartão de crédito e já está, a trocar de automóvel de 2 em 2 anos, etc, ou seja, são pessoas, que iam gastando, e a conta sempre foi cedendo dinheiro.

Muitas destas pessoas, esqueceram-se de inflações, incrementos de custo de vida, de crise, e muitas delas, por vezes auferem rendimentos variáveis, que possivelmente com a crise, apresentam um decréscimo, e logo, ficaram com menor rendimentos disponível.

Penso que a educação financeira, deveria ser algo, a ser ministrado, nos ciclos escolares de cariz obrigatório, pois é algo que os pais possivelmente podem ter dificuldades de apresentar aos filhos, pois estamos inseridos numa sociedade consumista, tal como, a educação sexual, por estarmos englobados numa sociedade de imagem e exploração do corpo.

Coisas elementares como saber gerir a nossa conta bancária, de forma que dê para vivermos, mas também se consiga poupar, não é algo difícil, tudo depende de custos de oportunidade e de saber gerir de forma correcta os nossos orçamentos. Se as classes mais baixas, que possuem pouca informação nestes casos, e que muitas delas conseguiram ter alguma coisa, foi através da gestão bancária correcta, mas nesse tempo, os bancos eram bem menos comerciais.

Ajudar as pessoas, dando formação, a explicar que os bancos estão mais comerciais, e que deve gerir bem os ordenados e as contas bancárias, de forma a conseguirem ter uma vida sem sobressaltos, é algo que tem que ser ministrado, tendo especial cuidado com as classes que nunca sentiram privações e hoje muitas delas estão em encruzilhadas.

Parabéns ao autor do artigo, penso que está bem enquadrado, com soluções  para os mais diversos acontecimentos.

Deixo um apelo, abram alas para cadeiras de educação financeira, existem muitos profissionais no desemprego para ajudar estas pessoas.

Deixo a Questão: Tem por hábito realizar um orçamento familiar?

Tenho Dito!

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Viva de Aparências…Ande De Carro de Luxo, Mas Alugue-o, em Vez de o Comprar…

Outubro 1, 2009
Carros de Luxo para Aparências

Carros de Luxo para Aparências

Hoje trago uma notícia que serve apenas quase em exclusivo, para quem vive de aparências, e quer demonstrar um falso poder monetário, passo a transcrever a mesma, seguida de um comentário:

« Quem quer parecer bilionário por um dia?

Não compre, alugue. Há ilhas, roupa, malas e até Ferraris. Hoje um Porsche, amanhã um Maserati, conheça o clube de carros de luxo

Já imaginou chegar ao trabalho num Ferrari descapotável e ver a cara de espanto dos seus colegas quando no dia seguinte estacionar no mesmo sítio um Maserati? Ou deixar o trânsito parado, de óculos escuros ao volante do carro de James Bond, um Aston Martin DBS?

Em Portugal há um clube de carros de luxo, onde é possível trocar de automóvel como quem muda de roupa, ou de estado de espírito. Nos fins-de-semana soalheiros pode ir buscar um carro desportivo com tecto de abrir e fazer uma longa viagem. Durante a semana mais cinzenta impressione o trânsito infernal com o último modelo de um carro mais clássico.

A Overstep abriu em Junho deste ano e tem uma frota de fazer inveja a qualquer um. Mesmo à mais recheada garagem de um milionário. São sete carros, qual deles o melhor: dois Ferraris (um Scaglietti e o modelo mais recente do descapotável California, único em Portugal), dois Aston Martin (DBS e DB9), um Maserati, um Audi R8 e, como se não bastasse, um Porsche Turbo Cabrio.

Mas os carros não estão à venda. “Não somos um stand. Somos um clube de carros de luxo”, sublinha António Azevedo, director-executivo da Overstep, que “empresta” carros, mediante o pagamento de uma quota anual. “São 15 mil euros por ano, que são transformados em pontos para utilizar as viaturas”, explica. “Os pontos variam consoante a altura do ano e o modelo do carro. Durante o Verão e aos fins-de-semana valem mais.”

Nem todos têm 15 mil euros para satisfazer as suas extravagâncias automobilísticas e o mais rentável é comprar uma miniatura destes modelos e limpar-lhe o pó na estante da sala. Mas para os verdadeiros amantes de automóveis compensa aderir ao clube. “Estes carros custam em média 300 mil euros, mais os custos de seguro e manutenção. Além disso desvalorizam sempre”, diz António Azevedo. “Aqui as pessoas usufruem de carros diferentes e sempre novos, sem grandes investimentos.”

A ABRIR NUM MASERATI

Gonçalo Avillez Pereira, gestor de 47 anos, foi dos primeiros a aderir ao clube, que considera “perfeitamente adaptado a quem gosta muito de automóveis”. Assim que arranjou tempo, trocou o seu habitual Jaguar por um Maserati e foi até ao Algarve. “Quando dei por mim na auto- -estrada, já estava muito além da velocidade aconselhável”, ri–se. “Mas estes carros são dos mais seguros. É um prazer guiá–los e há diferentes para todas as estações do ano”, acrescenta.

SUL DE ESPANHA NUM FERRARI
Nuno, de 49 anos, membro da Overstep desde Agosto, concorda que o mais difícil é não ultrapassar a velocidade de 120 km/h na auto-estrada. Já experimentou o Aston Martin descapotável e o Porsche Turbo Cabrio, mas o seu preferido é sem dúvida o Ferrari 612. “Nas bombas de gasolina toda a gente fica a olhar. Eu próprio olharia se parasse um carro destes ao meu lado”, diz. “Quando conduzimos é difícil não ter receio por sabermos o que valem.” Foi por isso que aderiu ao clube, “para experimentar carros que nunca poderia guiar e pagar apenas a gasolina”. Além da anuidade de 15 mil euros na Overstep, claro. “Mesmo quem tem um Ferrari só sai com ele ao fim-de-semana. É preciso ganhar muito dinheiro para guardar um na garagem e dar-lhe pouco uso”, acrescenta Nuno.

Para o gestor de empresas, o melhor é combinar com dois amigos, pegar na mulher e nos filhos e ir passar o fim-de-semana fora. Sem esquecer o carro topo de gama. “O conforto destes carros ultrapassa tudo o que se possa pensar, e pode-se ir passar uns dias calmos e diferentes ao Sul de Espanha”, afirma. “Se calhar há membros do clube que gostam de andar a mostrar o carro por Lisboa. Eu prefiro passear em sítios onde ninguém me conhece.”

AS REGRAS DO CLUBE

Com quatro meses de existência, a Overstep tem quase tantos membros (dez, e todos eles homens), como carros (sete). Para atrair mais clientes, promete renovar a frota de carros que descansa no “Lounge”, o nome do stand, na Rua de Santana à Lapa, em Lisboa, decorado com frases de Picasso, Franklin D. Roosevelt e Shakespeare. “No máximo os carros estão disponíveis durante dois anos. São todos comprados por nós com zero quilómetros”, diz António Azevedo.

À anuidade de 15 mil euros correspondem 625 pontos. Um sábado ao volante de um Ferrari em época alta (de Maio a Outubro) custa 26 pontos, enquanto levar um Audi R8 para o trabalho no Inverno custa apenas dez pontos. “Há também um limite de idades, a partir dos 30 e até aos 70, mas depende do à-vontade a conduzir.” E para que não haja acidentes com o carro há que deixar uma caução avantajada: 2500 euros. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/25439-quem-quer-parecer-bilionario-um-dia, a 30 de Setembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Penso que seja, uma boa ideia, o que pode quebrar com o mito de que muitas pessoas que andam em carros de valor avultado, que têm muito dinheiro.

No entanto, também era de estranhar uma pessoa aparecer com um Ferreri hoje, e manha aparecer de Aston Martin, pelo menos, levantava suspeitas, mas tudo isto, para satisfazer um nicho de mercado, o pessoal que gosta de viver das aparências e não têm muitos deles onde cair morto, ou seja, tem a vida hipotecada em créditos, em nome mais uma vez das aparências.

Penso que, as pessoas que vivem de aparências, na sua essência não são pessoas, em quem se possa confiar, pois são na sua generalidade falsas, e um dia mais tarde, se nos puderem passar uma rasteira, não vão hesitar em nos fazer, como clientes, nada tendo contra esse tipo pessoas, são bons clientes, se pagaram a tempo e horas, quer seja em numerário, MB, ou mesmo cartão crédito.

No entanto, devo dar os parabéns aos donos da empresa, e felicitar o autor de semelhante ideia, pois satisfaz um nicho de mercado, muito especifico, os mais sérios, que não têm vergonha de dizer que o carro é alugado, e que só o alugaram para dar uma volta e poder experimentar uma máquina, que nunca mais vão poder comprar, o pior são os que vivem da aparência, que andam com o carro, somente para se exibir, e ostentar o que não têm, demonstrar por vezes a pessoas que tem pouca capacidade de analise, que tem muito dinheiro.

No entanto, penso que muita gente vai achar um afronto, pois num país onde se vive, cada dia de cada vez, e onde muitas pessoas, tem poucos recursos, e sentem que 15000€ por ano, dava um desafogo para essas pessoas, que muitas vezes tem crianças em casa, que a única refeição que têm, é a que é dada na escola, pois a noite não há dinheiro para mais, muitas destas crianças vão crescer em condições precárias, mas que temos a dizer, é a vida, uns com muito e outros sem nada, quando deveriam ter um pouco pelo menos, deveria ser mais homogénea a distribuição da riqueza.

Mas esperemos, que o conceito se alargue a outros locais de Portugal, para ver o verdadeiro enquadramento da ideia, que denoto mais uma vez, é muito boa, é pena isso sim, é que as pessoas queiram passar pelo que não têm, nem o que são, vivem num mundo irreal de aparências e que sobrevive a mais garantias monetárias, que dinheiro tangível, no entanto, penso que a verdade, é como o azeite, vem sempre ao de cima.

Deixo a Questão: Que Pensa da Falsidade das Pessoas ao Alugar Carros e Fazer-se Passar por Dono dos Mesmos?

Tenho Dito

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Empresas de Trabalho Temporário Ganham Mais Pessoas Para Usarem e Destruirem Carreiras…Os Licenciados…Que Valores nos Conduzem neste País???

Setembro 23, 2009
Trabalho Temporário de Luxo     Fonte:blogers.com.br

Trabalho Temporário de Luxo Fonte:blogers.com.br

Hoje trago, uma notícia que nem despropósito, aparece no seguimento do meu artigo de ontem, mais um recado para quem formar governo no próximo Domingo, passo a transcrever a mesma, seguida de um comentário:

« Desempregados de luxo procuram trabalho temporário

Licenciados em Informática e ex-chefes de vendas são o novo rosto da crise. Porque a recessão é para todos

Era responsável pela equipa de informática há cerca de um ano e estava em lua–de-mel quando lhe disseram que não voltasse. Miguel Silva (nome fictício) foi vítima do aperto orçamental de uma empresa portuguesa e viu-se desempregado em Outubro de 2008, no pico da crise financeira. “Tentei encontrar trabalho de todas as maneiras”, conta ao i, explicando que esteve sete meses desempregado e sem perspectivas animadoras. Até que conseguiu uma vaga de trabalho temporário de alta qualificação numa grande empresa de telecomunicações. Miguel sabe que o contrato é de renovação mensal, mas prefere estar ligado a uma empresa de trabalho temporário a trabalhar a recibos verdes em empresas que pagam abaixo do subsídio de desemprego.

O que aconteceu a este gestor de projectos de 31 anos está a suceder a um ritmo inédito em Portugal. Os desempregados de luxo que procuram empresas de trabalho temporário são o novo rosto da crise, num mercado que deixou de ser o reino dos funcionários de call centers. No total, estima-se que haja 100 mil trabalhadores temporários em Portugal, muitos deles licenciados. Alguns já chefiaram departamentos em multinacionais ou têm vários anos de experiência em áreas complexas, como a concepção de programas informáticos e contabilidade.

“Estas pessoas mais qualificadas descobriram que não são maltratadas no trabalho temporário e têm vantagens em relação aos recibos verdes”, explica ao i Marcelino Pena Costa, presidente da APESPE (Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego). Este alargamento também se deve à aflição das empresas, que agora criam vagas para postos que seriam quase impensáveis há poucos anos – cargos de gestão, de design de software e concepção de sistemas, até de cobrança e conferência contabilística.

Mas parte desta mudança também se deve à aposta das empresas de trabalho temporário, que tiveram de investir em nichos diferentes – tal foi a queda do negócio tradicional. “Este ano foi muito difícil, principalmente nos primeiros seis meses”, indica Marcelino Pena Costa. As quedas atingiram os 40% nas empresas de construção e obras públicas, 25% na indústria automóvel e 15% nos serviços, com uma redução significativa do número de pessoas colocadas. Por isso, “as empresas de trabalho temporário tiveram de fazer pela vida e entrar em áreas onde não havia penetração”.

Ainda assim, das 300 empresas de trabalho temporário que operam em Portugal, cerca de 50 não conseguiram garantir a caução a que estão obrigadas para renovar a licença de operação, por recusa das entidades bancárias. Entre as que conseguiram, a diminuição do volume de negócios foi evidente. A Flexpeople, que actua no concelho de Sintra, garante que há mais pessoas a procurar os seus serviços mas são cada vez menos as vagas. “Devido ao período que estamos a atravessar, ocorreu um decréscimo ao nível de solicitações de trabalho temporário e aumentou o número de trabalhadores da Flexpeople a serem despedidos”, indica Cláudia Sobral, responsável da empresa.

O grosso do mercado, que este ano deverá ter crescimento nulo e voltar a facturar mil milhões de euros, está na mão de quatro ou cinco multinacionais – Select Vedior, Adecco, Kelly Services e Manpower. Mas nem o estatuto de líder nem a cobertura do mercado nacional garantiram imunidade à crise. Liesbeth Peters, da Kelly Services, refere que “os primeiros meses de 2009 ficaram aquém das expectativas”, embora se tenha começado a sentir uma “aceleração muito positiva” a partir do segundo trimestre. Liesbeth explica que a Kelly também diversificou o portefólio e confirma que já não é possível desenhar um perfil do trabalhador temporário, visto que “o mercado está a abrir-se cada vez mais a funções mais qualificadas ou a cargos mais altos”. É o fim da ideia de um emprego e uma carreira para a vida. “Um trabalho temporário é muita vezes transformado num emprego permanente, formando assim uma ponte rumo ao mercado de trabalho, sobretudo em períodos de retracção”, conclui Liesbeth.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/24102-desempregados-luxo-procuram-trabalho-temporario, em 22 de Setembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Mediante a análise do artigo, penso que infelizmente é o futuro das pessoas, e se perder valores como a estabilidade a nível profissional, que no seguimento, dá uma instabilidade a nível da vida privada, e coloca em risco o seguimento da vida, privada, como até aqui a conhecemos, com filhos, com a liberdade de se poder assumir compromissos, como a compra de automóvel, de casas, etc.

Ainda no artigo de ontem, aqui publicado, chamava a atenção para a perca de valores e liberdades da geração de 80, especialmente a reflectida no artigo de hoje, onde as pessoas, com estudos superiores, pessoas que lutaram, e investiram em estudos superiores, mas que s empresas por questões de contenção, mandam embora pessoas com competências acima da média, e outras, perante uma necessidades, não contratam a tempo inteiro, mas preferem contratar em períodos de tempo, como é o caso do contracto mensal, contratam pessoas competentes e que para poderem se envolver em projectos, têm que beber, a cultura organizacional da organização, de forma a conseguir envolver todos os colaboradores.

Penso que é o trabalho temporário, serve mesmo para o que foi idealizado, para cobrir situações de cariz temporário, e não para ser usado e abusado por todas as instituições, ao contratar, de forma a poderem sugar as pessoas e retirar todas as ideias e explorar o trabalho das pessoas e depois as mandar embora, será o mesmo, que indicar, explorar as pessoas, com um ordenado mísero.

Penso, que no seguimento do artigo, por mim publicado no dia de ontem, e com este, mais uma vez fique aqui o aviso para quem for convidado a formar governo, no dia 27 de Setembro de 2009, que faça uma legislação, onde as empresas tenham regras mais rígidas de forma a contratar falsas pessoas temporárias. Eu até acredito que as empresas de trabalho temporários, sejam muito boas, em Recrutamento e Selecção, inclusive as de maior cariz e de topo, fazem somente essa parte do trabalho, as mais baixas, ficam com o trabalhador, e cedem a uma empresa, e usam o trabalhador, conforme pretendem, de acordo com o seu cliente, penso que tem mais efeitos nefastos, que vantagens para a economia.

Perante isto, fica aqui um apelo, ao boicote do falso trabalho temporário, tal como para os falsos recibos verdes, e que se crie trabalhos transparentes, com contractos transparentes, de forma a que a sociedade acredite, e siga valores que tem que ser base, não podemos por em causa uma geração, pessoas das gerações seguintes, e mesmo os netos dos nossos netos, tendo por base, valores de lucro e humanamente desastrosos.

Deixo duas questões: Que pensa do trabalho temporário? Que soluções tem para estas Pessoas enganadas?

Tenho Dito

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Geração de 80 Está à Rasca…Por Quanto Mais Tempo???

Setembro 22, 2009
Geração de 80 está à deriva, por quanto mais tempo....      Fonte: baixenet2.blogspot.com

Geração de 80 está à deriva, por quanto mais tempo.... Fonte: baixenet2.blogspot.com

Hoje em vez da habitual notícia, vou ser eu unicamente a atirar o tema e a comentar ao mesmo tempo.

Vou lançar o tema e dar o meu comentário, sobre um assunto, que sempre que é abordado, nunca é dissertado, até ao fim, e não são apontadas soluções para o mesmo, o assunto é a geração nascida nos anos 80, e que não tem soluções, pois decidiu investir em estudos, e hoje está sem soluções, e encontra-se asfixiada, numa falta de liberdade e de poder progredir a sua vida.

Segundo a constituição da República Portuguesa, a tendência é para que existem igualdade de oportunidades para todos, e que todas as pessoas têm os mesmos direitos e deveres, independentemente do sexo, da raça, etnia, etc.

Pois bem, o que se sente nos dias de hoje, é que as pessoas que investiram em estudos superiores, e são nascidas na década de 80, para conseguirem um emprego, na maior parte dos casos, contam com uma medida anti-constitucional, mas socialmente aceito, e muito vulgarmente denominada de cunha, ou seja, pessoas com melhores currículos, ficam de fora, pois existe a cunha, ou seja, não existe transparência em concursos e acesso aos empregos, podem mesmo alguns só ser abertos, ou os anúncios saíram em jornais, pois trata-se de uma medida de cariz obrigatório e como tal, tem que ser feito tudo correctamente, simplesmente falha a parte mais importante, que é usarem para acesso, a cunha.

Se repararem, quem se encontra no desemprego, são alguns cursos públicos, como professores, enfermeiros, entre outros, por estarem lutadas as vagas, ou porque simplesmente não se investe em coisas necessárias, refiro-me às lacunas existentes na saúde, na área dos privados, as universidades com menos nome, ou menos sorte no mercado, tem alguns problemas em as pessoas que lá cursaram poderem ter um emprego condigno, não está aqui em jogo a reputação das mesmas, mas muitas pessoas acedem a estas universidades, pois mais uma vez o estado, despe o tendencialmente gratuito no que concerne ao ensino, e obriga as pessoas a irem para estes estabelecimentos de ensino, que são tão dignos na minha opinião como qualquer publico.

O problema é nas universidades dos meninos do papá, ou seja, as universidades, onde andam os filhos dos meninos ricos, onde as mensalidades são absurdas, mas onde os meninos tiram o curso e têm logo emprego, pois claro, existem até casos que os mesmos, ainda não terminaram o curso e já sabem que vão para a empresa X, para o cargo direcção Y, ou para o Banco Z, só porque existe, o factor cunha, podem até mesmo abrir vagas, nessas organizações, mas infelizmente é para inglês ver…

O que condeno, é não existir nenhuma autoridade, ou mesmo organismo que ajudasse os jovens na procura de emprego, e verificassem as regras de acesso aos empregos, ou mesmo a concursos, digamos que deveria ser uma autoridade, equiparada à que existe, para o trabalho, denominada de autoridade para as condições do trabalho, no entanto, mais activa que esta, e mais eficaz, onde qualquer pessoa, que se sentisse lesada no acesso a determinado cargo, ou emprego, pudesse recorrer, a ideia não era obrigar a organização que lesa a ficar com o lesado, pois isso, originaria problemas de outra índole, mas sim de multar, e prevenir que em futuras situações as coisas tinham que ser honestas e transparentes.

Mesmo com os partidos em plena campanha eleitoral, e que andam por ai, alguns deles prometem criar empregos, e estágios para este nicho populacional, mas esquecem-se que os estágios, não são contínuos e os empregos, podem também e que normalmente apresentam fraca continuidade, apesar do enumerado pelo nosso primeiro-ministro, mas é a realidade, estamos numa sociedade, onde tudo tem um prazo, e onde, as pessoas são usadas como pastilha elástica, e ninguém tem a coragem de por regras, eu entendo que as empresas, vivem com picos e vales de produção e de trabalho, e que por vezes possam ter que recorrer a trabalho, denominado de temporário, no entanto, o problema e que têm apenas algumas delas 5% a 10%, do seu pessoal efectivo, pois querem sempre que possível descartar pessoas ao menor custo, isto deveria ser precavido, mas para todos os colaboradores das organizações, pois é algo, que tem grandes repercussões na sociedade dos dias de hoje.

Se repararmos, esta geração, geração à Rasca, que é essencialmente a geração dos Erasmus, que já à uns dias referi, é a geração com as melhores qualificações, com mais garra, que quer vencer, senão, teríamos já tido uma revolução, esta geração está a tentar infiltrar-se em tudo, em empregos menos qualificados, outros estão a fugir de áreas onde se formaram, outros a abandonar o país, etc. Não existem soluções para eles, mas foi lhes exigido no passado, que fossem cobaias dos sistemas de ensino colocados no então governo do actual presidente da Republica, sendo a ministra da educação de então a Dra. Manuela Ferreira Leite, que colocou umas provas globais, que não existiam anteriormente, e que mesmo actualmente não existem. Foi a geração que quando começaram a poder arranjar um trabalho, nem que fosse para conciliar com os estudos, apanharam o inicio da crise, causada coincidência ou não, por a mesma ministra Dra. Manuela Ferreira Leite, eu não estou aqui a querer denegrir a imagem de ninguém, estou só a constatar factos, o leitor é que deve retirar as conclusões que pretender dos factos.

É triste que muitos país desta geração, estejam à espera que venham os primeiros netos, mas vêem os filhos a não poderem progredir, não poderem sair de casa dos país, a namoraram anos a fio, e não conseguirem ter sequer uma estabilidade mínima para poder não comprar (pois é um sonho), mas alugar uma casa, poderem ser senhores de assumirem as suas responsabilidade, de poderem gerir orçamentos, sem medo e a instabilidade de serem despedidos dos empregos, onde foram bons, mas não pode ser, pois é tudo a prazo.

O nosso ainda actual primeiro-ministro, Sr. Eng. José Sócrates, ainda colocou uma lei para incentivar a natalidade, esperava ele que esta geração, cada vez mais crescente, pois hoje estudasse até mais tarde, viesse a dar os meninos que eles precisa para assegurar a sustentabilidade da segurança social daqui a uns anos, no entanto disseram e muito bem, que não chega para as fraldas, eu concordo e ainda digo, o problema está mais abaixo da pirâmide de Maslow, precisam de medidas muito abaixo, necessidades básicas como emprego, habitação e estabilidade, não estão satisfeitas, como é obvio, não estando este nível da pirâmide preenchido, a geração não passa para o nível seguinte, mas é claro, se calhar os engenheiros não sabem o que é a pirâmide de Maslow…

Falo em nome de uma geração, que está revoltada com a sociedade e com os políticos, e que como consequência, vamos notar no próximo Domingo, dia 27 de Setembro de 2009, uma abstenção alta, pois juntamente com a normal, temos a destes jovens, que são pessoas a quem os políticos nada dizem, e nada de novo trazem, pois por mais que vire a cor na assembleia da Republica, eles vão continuar a não ter empregos, a não satisfazer o primeiro nível da pirâmide de Maslow, vão continuar a conviver num mercado de trabalho, onde toda a gente sabe, toda a gente tolera as cunhas, e onde vale quem tem muito dinheiro, onde a desonestidade e a falta de transparência reinam, com a agravante de que estão a chegar aos 30 anos, sem experiencias profissionais, e depois, ainda mais ridículo, mas real, vão ser considerados velhos para o mercado de trabalho, e vão ter reformas ínfimas, ou nenhumas, pois se eles não procriaram, não ver a geração dos anos 90, que tem valores de «ficar», em vez de namorar, juntar ou casar, onde aí a procriação serão meros acidentes, que pessoas desejadas.

Quem no próximo Domingo ganhar, que tenha em atenção, que ainda pode recuperar esta geração denominada de «Geração Rasca», mas que na verdade e como também já o enumeraram é a «Geração à Rasca», mas será a ultima chance, pois muitos estão a chegar aos 30 e depois serão velhos e não necessários, podendo se reformar sem sequer trabalhar

Acordem!!!

Deixo a questão: Que pensa da Geração de 80 que estudou, se licenciou e não tem a possibilidade de ter trabalho, a não ser por métodos pouco ortodoxos como é a cunha?

Tenho Dito

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Como Evitar o Desemprego Que Surgirá em 2010…

Setembro 18, 2009

Mais uma vez a notícia que trago hoje, tem como lema o desemprego, nunca é demais relembrar que este é um flagelo que deve ser evitado, e que a resolução está na juventude nacional, passo a transcrever a notícia, seguida do meu comentário:

« Mais 120 mil vão perder o emprego até 2010

Previsões são da OCDE: Portugal integra o grupo de países em que o pior impacto social da crise ainda está para vir

A economia portuguesa parece ter batido no fundo, os políticos ensaiam mensagens de optimismo, mas a maior parte do impacto social da crise em Portugal está ainda para vir, avisou ontem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). No relatório anual sobre emprego nos 30 países membros, ontem publicado, a OCDE apresenta uma estimativa da factura da crise no trabalho em Portugal: 210 mil novos desempregados entre o final de 2007 e de 2010. Até Junho deste ano, a sangria ia em 87 mil empregos. A verificar-se a previsão, ainda 123 mil pessoas deverão perder o emprego até ao final de 2010.

“O pior em termos de desemprego está ainda por acontecer em Portugal”, confirma ao i Paul Swain, economista sénior da OCDE. As previsões ontem divulgadas baseiam-se em dados de Junho, sendo por isso anteriores à revisão em alta do crescimento em 2010 entretanto feita pela OCDE – contudo, pouco se altera em termos de impacto no emprego. “O cenário pode ser ligeiramente menos mau que o descrito no relatório – no entanto, indica correctamente que os governos da OCDE estão perante uma enorme crise no emprego que irá persistir durante um período de tempo considerável”, sublinha Paul Swain.

Já o governo mantém a esperança de que as previsões não se concretizem. “Os valores referidos no relatório da OCDE são projecções baseadas em dados económicos históricos (…). Espero que não se concretizem tendo em conta as medidas tomadas para promover o emprego e a evolução da situação económica”, afirmou ontem o secretário de Estado Fernando Medina à agência Lusa.

Em termos globais, o drama social assume uma proporção nunca antes vista. Até Junho deste ano, 15 milhões de pessoas nos 30 países da OCDE já tinham perdido o emprego, um número que deverá subir para 25 milhões até ao final de 2010. O ritmo de subida é desigual. Nos países com grandes bolhas no imobiliário, como Espanha, Irlanda e Estados Unidos, o pior aconteceu mais depressa; noutros, como Portugal, França, Itália e Alemanha, a maior parte do aumento do desemprego está por acontecer, indica a OCDE.

E o efeito dos estímulos? Esta subida recorde de desempregados acontece apesar dos pacotes de estímulo postos em prática por todos os governos. No caso de Portugal, o plano anticrise foi dos mais reduzidos em percentagem do PIB “devido ao contexto da dívida portuguesa”, aponta Paul Swain. Mas o efeito no mercado de trabalho está próximo da média da OCDE, ou seja, é de curto alcance. Por cada 1% da riqueza nacional gasta com o plano há um aumento de 0,2 pontos na criação de emprego (0,23 na OCDE). Porém, na realidade, nem governos nem economistas sabem como medir o impacto dos milhões gastos pelos cofres públicos. “Apesar da aparente sofisticação dos indicadores, há uma grande dificuldade em perceber o impacto real destes pacotes de estímulo – em saber como seria a taxa de desemprego se estes não tivessem sido criados”, admite Swain.

Portugal é dos países com o sistema mais generoso de subsídio de desemprego e dos que mais gasta em termos relativos na OCDE em políticas activas, como a formação. Mais do que as políticas de emprego, o maior factor de redução do desemprego será a retoma do crescimento económico. E, aqui, as notícias não são animadoras para Portugal: a recuperação será mais lenta do que a dos seus parceiros europeus devido a problemas estruturais internos e ao prolongado afundamento de Espanha, que compra 27% das exportações nacionais.

No mercado de trabalho, as consequências são óbvias: as empresas continuam a contratar, mas a menor ritmo e a competição é muito maior, nota a OCDE. O risco maior é mesmo a passagem dos novos desempregados – as pessoas mais vulneráveis, como jovens, imigrantes e temporários – à condição de desemprego de longo prazo.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/23457-mais-120-mil-vao-perder-o-emprego-ate-2010 , a 17 de Setembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

É caso, para se afirmar, que estamos perante um aviso, mas nada se fez para o mudar. Sabe-se que vamos atingir um valor mais alto de desemprego, e ainda por cima, que estão envolvidos grupos mais frágeis como os temporários, os contratados, os jovens e nenhuma foi tomada, pois desde que o governo foi de férias, o pais esta em auto gestão, até ao próximo dia 27 de Setembro.

Sabe-se que muitos dos temporários, contratados a prazo, são jovens, e muitas vezes são jovens com nível de estudos acima da média, ou seja, são licenciados.

Este grupo populacional, que tenho vindo a chamar à atenção , os jovens com nível de estudos superiores são frágeis, e mesmo que consigam um emprego a curto prazo, como no passado, já foram bastante massacrados por contractos a prazo, desemprego, e não vão acreditar quando tiverem um emprego em que confiar, e não vão deste modo, despoletar o consumo e a natalidade como o governo actual anseia e possivelmente o que for eleito a 27 de Setembro, anseie.

Já aqui deixei, algumas recomendações para a resolução deste problema, é obvio que tenho mais recomendações e tácticas tendo em vista o atingir desse fim, no entanto, não é  mim que cabe a tarefa de fazer o consumo e a natalidade dos jovens subir.

Penso que deveriam pensar ao ajudar este nicho de pessoas, é que são elas que na sua generalidade orientam as tendências do mercado, e é obvio que se o mercado está parado, e não existe consumo aos níveis necessários, e o mercado da construção está estagnado, a alguma coisa se deve, pois fica aqui o ditado «Quem casa, quer casa…», agora pergunto? Porque será que os jovens licenciados não se juntam, nem casam? Nem participam no incremento da natalidade?

Se repararem a natalidade e o consumo que temos, esta a uma taxa, bastante residual, ou seja, segura-se nos bens essenciais, e os jovens que despoletam o consumo nos dias de hoje, são jovens que tem profissões de cariz básico, tem escolaridade que ronda a maior parte, entre o 9º ano e o 12º ano, não almejam continuar a estudar, e conseguiram no período antes da crise, ou adquirir uma habitação, ou arranjar um emprego, que por vezes é em part-time, mas ao qual já se encontram vinculados, o que levou a conseguirem se juntar ou mesmo casar, e desta forma e muito residualmente vão contribuído para a natalidade, ou seja, vão contribuindo para que a mesma não desça de forma tão acentuada, pois não têm nem de perto, nem de longe a possibilidade de a fazer inverter em crescimento. O seu consumo no mercado habitacional, é muito baixo ou inexistente, pois se têm empregos de cariz efectivo, ainda conseguem, se estão a temporários ou a contracto, não vão a lado nenhum.

Basicamente, e como ainda esta semana aqui enumerei, os jovens tanto os com estudos acima da média, bem como os abaixo, são a chave da resolução dos problemas, e não é com políticas de estudo para os mais velhos e a reconversão dos mesmos que se vai a algum lado.

Penso que, se deve apoiar a juventude e perante notícias como a acima transcritas, devemos ter o cuidado de ouvir os mais jovens e tentar a todo custo que as mesmas não se concretizem, pois penso, que já é tempo de levantar e andar.

O meu conselho de ontem, volto a repetir, as pessoas pensem bem antes de votar no próximo dia 27 de Setembro, votem pelas ideias e ideologias, e não por outros motivos, não que considere que o PS não fez um bom trabalho, penso que fez coisas boas e más e no dia 27 de Setembro, vai saber se as boas foram melhores que as más, ou vice-versa.

Deixo a questão: Que Pensa de se Apoiar os Jovens de Forma a Acabar com a Crise de Vez?

Tenho Dito

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