Entrevista a Justin Timberlake no Âmbito de «Amigos Coloridos»

Agosto 25, 2011

Amigos Coloridos.... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago um artigo que apesar de ter saído ontem, é hoje a estreia de Amigos Coloridos, e como tal, passo a transcrever uma peça sobre o cantos que passou para actor, que saiu num diário da nossa praça.

« Justin Timberlake. O ecrã matou a estrela da rádio

Estreia amanhã “Amigos Coloridos”, mais um filme com o cantor que por estes dias é mais actor que outra coisa. O próprio explica-se

Quando Justin Timberlake fez a audição para o papel de Sean Parker em “A Rede Social”, o realizador David Fincher tinha uma ideia muito do que queria, já presente no argumento de Aaron Sorkin. Sean, o antigo executivo da Napster que introduz Mark Zuckerberg nos meandros de Silicon Valley, é um sedutor hábil: “No argumento é descrito como um tipo que atravessa uma sala como se fosse uma espécie de Frank Sinatra”, recorda Fincher. Mais conhecido pelo seu passado numa boy band e pelo seu presente como estrela pop em nome próprio, Timberlake decidiu deixar a música para trás e concentrar-se na carreira de actor. Para fugir à velha imagem, tem dado preferência a papéis mais negros, como os que teve em “Alpha Dog”, de Nick Cassavetes, e em “Black Snake Moan”, de Craig Brewer, ambos de 2006. Fincher ficou impressionado com Timberlake como apresentador do “Saturday Night Live”. “Quando o via pensava sempre: ”Este tipo é bom””, disse em entrevista telefónica. “Mesmo do que eu precisava para o Sean.” Nas audições para o papel, Fincher convenceu-se de que tinha encontrado o próximo Sinatra. “O problema era ele ser famoso de mais”, recorda.

À frente de um café, em Manhattan, Timberlake, de 30 anos, recorda o momento em que recebeu a notícia. “Quando o David me telefonou”, brinca, “acho que me mijei.” Depois do medo inicial, acabou por se impor como um actor credível entre os realizadores americanos. Teve boas críticas em “A Rede Social” e quando o “The New York Post” fez saber que andava a recolher apoios para uma nomeação para Melhor Actor Secundário nos Óscares ninguém ficou espantado.

Se ainda há pouco tempo Timberlake tinha uma imagem tão desgastada como Britney Spears, neste momento, depois de uma das reviravoltas mais notáveis de sempre na história do show business, Timberlake está à cabeça de um pequeno império de media e de moda. Do lado do cinema, teve nas comédias “Professora Baldas” e “Amigos Coloridos” (que estreia amanhã) dois dos seus melhores papéis até hoje. No Outono vai surgir em “In Time”, um thriller de ficção científica de Andrew Niccol, argumentista e realizador de “Gattaca” e argumentista de “The Truman Show”. A questão deixou de ser se vai conseguir para ser que tipo de actor quer ser.

respostas “Não quero ter de tomar essa decisão”, diz Timberlake já no restaurante, de camisa preta e jeans. “Não penso em termos de géneros”, diz, evasivo. “Ao princípio havia uma espécie de estratégia na minha escolha dos papéis. Recusei muitos orientados para um target que eu já tinha. Tive de ser paciente e nunca esquecer que o meu objectivo era evitar deixar-me aprisionar.”

Depois do mega-sucesso de “No Strings Attached”, com os ”N Sync, Timberlake correu o risco de acabar a carreira como cantor antes dos 25. “Nunca quis que toda a minha vida ficasse presa a esse momento”, e acrescenta que não sabe quando vai querer fazer outro álbum. “Não desisti da música”, garante. “Mas também quero fazer outras coisas.”

Timberlake diz que as suas ambições nasceram em Shelby Forest, um subúrbio de Memphis onde cresceu a venerar Dean Martin, Gene Kelly e, acertou, Sinatra. Lembra-se de ouvir canções na rádio em miúdo, de “agarrar numa guitarra e descobrir como se tocava”. Mas também se divertia a fazer imitações para divertir os pais e os amigos deles. Aos 10 anos, Timberlake foi seleccionado para o “The All-New Mickey Mouse Club”, um programa de variedades que era uma espécie de Actors Studio para adolescentes: “Tínhamos aulas de representação, de dicção, de dança e de improvisação.” Entre os colegas encontrou Spears, Christina Aguilera, Keri Russell e Ryan Gosling.

Quando o programa acabou, em 1994, “fiquei mesmo em baixo”, diz. “Sentia-me infeliz, outra vez nesta pequena cidade, como se uma porta se tivesse fechado.” Quando já tinha convencido a mãe a levá-lo a Los Angeles para a temporada de audições para os episódios-piloto das séries recebeu um telefonema de um cantor chamado Chris Kirkpatrick, a convidá-lo para entrar num grupo em Orlando, na Florida. “Oito meses depois tínhamos um contrato para um disco e depois começámos uma digressão pela Europa, e os discos a venderem-se.” É assim que conta a história da ascensão dos ”N Sync. “Mas a verdade é que não sabia como lidar com tudo aquilo”, diz.

Depois dos ”N Sync, Timberlake sentiu-se ansioso por mudar de rumo: “Queria fazer uma coisa a sério.” Nos primeiros trabalhos a solo colaborou com Timbaland, o lendário produtor de hip-hop, que lhe deu outra credibilidade musical.

Na frente cinematográfica, a primeira oportunidade de Timberlake como actor surgiu em 2006. Andy Samberg, que queria Timberlake num teledisco, escolheu-o para uma brincadeira com uma canção com órgãos sexuais embrulhados como prendas. A chegar perto dos 30 milhões de views no YouTube, demonstrou sem margem para dúvidas que Timberlake era capaz de se olhar com sentido de humor, mas também de fazer Samberg ganhar uma pipa de massa. “Muita gente que não olharia duas vezes para um miúdo de uma boy band viu este vídeo”, diz Brewer, que contratou Timberlake para um papel em “Black Snake Moan.”

“É excelente contracenar com ele”, diz Christina Ricci, que trabalhou com ele nesse filme. “Havia partes pesadas e intensas, mas ele sabia sempre quando chegava a altura de aliviar a tensão e começar a rir.” O à-vontade é um dos grandes trunfos de Timberlake como actor. Fincher lembra uma cena de “A Rede Social” num restaurante japonês: “Não há diálogo, mas percebemos tudo nos olhos, nas mãos.”

Em “Amigos Coloridos”, uma comédia romântica acerca de dois amigos que decidem experimentar o sexo na relação, Timberlake tem o seu maior papel até ao momento. Will Gluck, que realizou o filme, diz que Timberlake participou em todo o trabalho e até “ajudou a reescrever o argumento para se ajustar melhor à personagem”. Gluck queria um jogo rápido de réplicas à maneira dos velos duelos entre Tracy e Hepburn, e Mila Kunis, que contracena com Timberlake, assegura que não foi fácil manter o ritmo. “Ele é de uma rapidez incrível”, conta-nos por telefone. “Partia-me realmente a rir com ele.”

Planos De momento a prioridade de Timberlake é o cinema. De qualquer maneira é dono, sozinho ou em sociedade, de vários restaurantes, de uma marca de vestuário, a William Rast, de uma editora discográfica e até de um campo de golfe. Acerca da sua participação na Specific Media, a empresa que acaba de comprar a MySpace, diz que entrou no negócio com o seu próprio dinheiro e explica que funciona como uma espécie de agente de ligação e brainstormer. “Não sou um investidor”, diz. “Mas adoro ideias, oportunidades de criar.”

Depois do café seguimos a pé para High Line park. À porta do restaurante um fotógrafo escondia-se atrás da porta aberta de um carro e outro disparava do outro lado da rua. Em High Line as pessoas abriam muito os olhos e sussurravam, excitadas, à passagem de Timberlake, sem guarda-costas. A sua única protecção eram os óculos de sol e o boné. Perguntei-lhe se ficava nervoso por se mostrar em público. “Não me meto em centros comerciais”, garante, “mas passei tanto tempo isolado em miúdo que de certa maneira o que mais quero é sair e conhecer a vida real.”

Um pouco adiante três jovens de 20 e poucos anos fingem tirar fotografias umas às outras mas quando Timberlake passa as máquinas delas acompanham-no. “São agentes duplos”, diz o actor entre risadas. “Uns 50 metros atrás já tínhamos passado por elas.” “Vocês são umas falsas”, grita-lhes. Elas riem-se e aproveitam imediatamente para lhe pedir para tirar uma foto com ele. “Acho-as giras”, diz ele, sem parar.

Desde que saímos do restaurante que parece um pouco mais tenso e depois do último episódio começou a andar mais depressa. Um pouco mais adiante há mais pessoas e eu pergunto-lhe se não quer descer para a rua e apanhar um táxi. Diz-me que vai voltar para o seu apartamento no SoHo. “Yeeeah”, responde-me com um aceno. “Se calhar é melhor…” »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/144830-justin-timberlake-o-ecra-matou-estrela-da-radio, a 24 de Agosto de 2011, em Jornal I

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Conheça a Agenda Para o Ultimo Fim de Semana de Julho…

Julho 30, 2011

Conheça a Agenda Para o Ultimo Fim de Semana de Julho.... Fonte: http://www.ionline.pt

Como tem sido habitual e continuando na mesma linha dos últimos post que acontecem á Sexta Feira, passo a trazer a agenda de fim de semana.

« Agenda de fim-de-semana

Joss Stone vai caminhar de pés descalços pelo Terreiro do Paço e o Bairro Alto vai estar de bar aberto. Botas de biqueira de aço e vestes pretas vão invadir um largo em Leiria já inundado de música e no Castelo de São Jorge vão passear cheiros exóticos. Noutro castelo, desta vez em Montemor-o-Velho, é a Sede de O’Neill que vai predominar. Abriu-se a caixa de Pandora. E daí talvez não. É só mais um fim-de-semana, mas tem todas as razões para o viver como se fosse o último

 Hoje, 29

 

Festival Fuso
Claustros do Museu de História Natural, Rua da Escola Politécnica, lisboa
às 22h00
entrada livre

Estamos na secção competitiva do Festival Anual de Vídeo Arte Internacional de Lisboa. O Fuso espalha imagens projectadas em jardins, esplanadas e pátios. Siga a mostra até à Rua da Escola Politécnica.

 

Citemor
Montemor-o-velho
às 22h30
preço: entrada livre

A 33.º edição do festival traz música, vídeo, teatro, dança e instalações  à vila portuguesa. Esta noite o Citemor conta com um remix da Sede, peça do dramaturgo Eugene O’Neill. É numa interacção com o espaço – um antigo castelo – que os personagens se questionarão sobre o espaço, o tempo e as vontades. 


Chullage
music box, rua nova do carvalho, lisboa
às 00h00
preço: 8€ (oferta de uma bebida a 2€)

O hip hop responde à chamada no Cais do Sodré. A noite está entregue a um dos pioneiros na matéria, Chullage, que apresenta a mixtape “Raportagem”.

 

Sábado, 30

 

Festival Neo Pop
Forte ou castelo de santiago da barra, campo do castelo, viana do castelo
às 22h00
preço: desde 10€

Já foi Anti-Pop, entretanto passou a Neo Pop. O Minho abre portas à música de dança com o carimbo electrónico de Marcel Detmann, Maceo Plex, Martin Buttrich, Marco Carola, Loco Dice, Magda, Modeselektor, Junior Boys, DJ Harvey e outros tantos. A festa prolonga-se até domingo.

 

Joss stone + x-wife
praça do comércio, lisboa
às 21h00
entrada livre

Está aí mais uma edição do Festival dos Oceanos, a oitava, e as honras de abertura serão entregues à soul da britânica Joss Stone, depois de em 2010 ter actuado nos coliseus de Lisboa e Porto. A abrir, os portugueses X-Wife, num terreiro que se prevê cheio.

 

Bar Aberto no bairro alto
On Stage, Rua Luz Soriano 18, lisboa
às 23h30
preço: 8€

Teremos lido bem? Sim, sábado há mesmo bar aberto no On Stage, pela simpática quantia de 8€. Uma verdadeira Happy Hour, ou melhor, um Happy Weekend.

 

Domingo, 31

 

Festival Gótico


largo de são pedro,
castelo de leiria
às 16h00
preço: 25€

O Entremuralhas já é uma referência para a comunidade gótica. As actuações estendem-se à  Igreja da Pena, mas para prevenir estragos, apenas 737 pessoas são admitidas em cada dia. Nesta última jornada, sobem ao palco os espanhóis Trobar de Morte e Narsilion, os suecos Arcana, e os alemães Diary of Dreams.

 

Ian Carlo Mendonza & João Miguel Sousa
Parque de Monserrate – Estrada de Monserrate, sintra
às 16h30
preço: 5 a 6€

Uma tarde dedicada às crianças com o percussionista Ian Carlo Mendoza, lendas pré-hispânicas e a quebra da tradicional piñata nesta festa mexicana.

 

Recordações de uma Revolução
casa conveniente, Rua Nova do Carvalho 11, lisboa
Sessões duplas às 20h e às 22h
preço: 10€

Última noite para assistir ao espectáculo encenado por Mónica Calle, sobe ao palco ao lado de dois dos actores com quem tem trabalhado na prisão de Vale de Judeus. »

IN: http://www.ionline.pt/conteudo/140059-agenda-fim-de-semana, a 29 de Julho de 2011, em Jornal I

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Conheça as Facetas de Jim Carrey…

Julho 22, 2011

As Facetas de Jim Carrey... Fonte: http://www.ionline.pt/

Hoje trago um artigo sobre Jim Carrey, que saiu num diário da nossa praça, passo a transcrever o mesmo…

« Jim Carrey. Como viver a fazer caras feias

 Não se pode pensar em Jim Carrey sem o imaginar curvado, de músculos contraídos e maxilar deslocado, em “O Melga”, com bocas estranhas em “Ace Ventura”, de sorriso amarelo em “The Truman Show” ou de olhar perdido em “O Despertar da Mente”. O actor tem mil e uma caras e caretas, mas parece já ter esgotado o repertório pela generosa lista de filmes que protagonizou. Hoje regressa às salas de cinema com “Os Pinguins do Sr. Popper”, em que um Carrey mais comedido entretém um público jovem que acredita em contos de fadas. Relembramos a prestação do actor para que no dia da estreia tire as dúvidas: afinal quantas caras tem Carrey?

 Ace Ventura – Detective Animal (1994)
Foi um sucesso de bilheteira, apesar de não ter sido bem recebido pela crítica. Ace Ventura tem um importante caso a desvendar: o desaparecimento deum golfinho. As bocas estranhas e os movimentos bruscos são comuns no detective.

 

O Melga (1996)
Irritante, insistente, maçador, obsessivo e, note-se, com o maxilar inferior para a frente. A descrição corresponde ao “Melga”. Carrey é o homem da TV Cabo com uma missão a cumprir: tornar um dos clientes o seu melhor amigo. Para isso não olha a meios, passando para lá dos limites do razoável.

 

A vida em directo (1998)
Carrey é o personagem principal de um reality show… sem o saber. A história complica-se quando começa a perceber que se passa algo estranho.

 

Ela, eu e o outro (2000)
É uma perturbação de identidade que dificulta a vida amorosa deste polícia. Carrey é Charlie, calmo e educado, mas também é Hank, um louco despropositado.

 

Bruce, o Todo- Poderoso (2003)
Ficar com sete dedos numa mão é só uma das proezas que Jim Carrey consegue alcançar neste filme. Bruce, a personagem que interpreta, é um desgraçado, perseguido por azares, até que um dia tem uma conversa com Deus e troca de lugar com ele.

 

Lemony Snicket’s: Uma Série de Desgraças (2004)
Três crianças órfãs – e menores de idade – recebem uma gorda herança. Ficam com Carrey, o tio ganancioso.

 

O Despertar da Mente (2004)
Carrey paga para esquecer um grande amor, por isso é compreensível que passe a maior parte do filme com cara de carneiro mal morto.  »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/138202-jim-carrey-como-viver-fazer-caras-feias, a 21 de Julho de 2011, em Jornal I

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Conheça Uma Entrevista a Miguel Guilherme…

Julho 9, 2011

Entrevista a Miguel Guilherme... Fonte: http://www.ionline.pt/

Hoje trago um artigo que penso que seja interessante e que saiu na imprensa nacional, uma entrevista a Miguel Guilherme.

« Miguel Guilherme “Estou-me a cagar para a política cultural”

Aos 15 anos descobriu um livro erótico de Bocage e diz que lhe “caiu que nem Ginjas”. O pai e os amigos notavam-lhe as semelhanças físicas, mas foram precisos muitos anos até ser chamado a vestir a pele do poeta português, que considera um homem virulento e narciso “até à última casa”. Miguel Guilherme aceitou receber o i em sua casa, no Príncipe Real, em pleno coração de Lisboa. Diz que não sente a crise e deixa que o tom de voz se altere discretamente quando chega a hora de falar sobre política cultural num país que atravessa uma crise sem precedentes. “Podes escrever assim: caguei para isso”

Já terminou as gravações do último a sair?

Acabamos há alguns dias, mas o programa continua até ao fim deste mês. Acho que correu muito bem, embora o meu trabalho fosse um bocadinho solitário. Eu ia lá duas vezes por semana, gravava fora do ambiente que se criou na casa, tal como acontece na gravação dos reallity show a sério, em que os apresentadores nem sabem o nome dos concorrentes. Eu não, eu sabia (risos).

Os portugueses entendem aquele tipo de humor?

Acredito que haja vários tipos de entendimento. A ideia de que aquilo é a sério, pouca gente a terá. Mas há pessoas que vibram como se aquilo fosse um reallity-show a sério, que vibram com as saídas, com os nomeados, etc. Não sei se o formato está totalmente claro em relação a isso, mas uma certa ambiguidade também é interessante. Uma espécie de perversão da coisa, se fosse clean não teria piada. Custa-me perceber que as pessoas, ao verem os concorrentes tratar-me por Júlia e Teresa, possam acreditar que aquilo é a sério. Devem pensar “ah, aquilo são brincadeiras de artistas, é uma coisa séria, mas eles estão a brincar”. Só podem ser pessoas muito incultas. Nesses programas da manhã, há sempre momentos de humor, dizem sempre as suas larachas. Aliás, dizem as larachas que lhes vêm à cabeça, o que comeram no dia anterior, se estiveram mal dispostos na noite passada, quantos puns deram. A escatologia é interminável, por isso pode haver da parte de algumas franjas de espectadores alguma confusão. Mas a confusão está instalada nas cabeças há muito tempo. O que se diz “fucked up”.

O guião do programa era uma coisa muito restrita?

O guião não era apenas um maço de apontamentos, tinha diálogos, mas sempre com margem para improvisar. Houve um período de adaptação, mas depois punha-se a filmar e está a andar. A menos que sentíssemos que se estava a afastar da linha do guião.

Ficou surpreendido por a RTP ter aceitado um programa daqueles, tão arrojado?

Acho que um canal público tem de ter ideias arrojadas. Não deve ser chato, tem de arranjar alternativas a outros canais de televisão, senão não vale a pena ser público. Talvez o principal problema da RTP seja mesmo esse, não se consegue posicionar como um canal público. Olhamos para a programação e parece um canal privado: a quantidade de concursos, coisas institucionais só porque sim, está dependente de certos tiques políticos. Achei muito estranho que, quando celebrou 52 anos, o slogan da RTP tenha sido “Informamos bem os portugueses há 52 anos”. Ora, durante 40 anos, a RTP era o braço media da ditadura. Não se pode dizer o que se diz. Como é que isso é possível?

Costumava ver reallity shows?

Às vezes picava, mas não me dizia nada. Não tem qualquer nexo, nem cá nem na América. Se calhar o “Peso Pesado” americano vem mais bem embrulhadinho, mas a merda é a mesma resume-se à exploração voyeurista. O que eu gostava era de saber como vão estar aquelas pessoas daqui a três anos. Isso sim, dava um bom documentário, perceber se o programa ajudou alguém. Supostamente aquilo é para ajudar, não é? Tudo muito propedêutico, mas daqui a uns tempos é que era interessante perceber o que lhes aconteceu. As pessoas que se inscrevem são lumpemproletariado, de estratos muito baixos intelectualmente, que, infelizmente, pensando que se estão a servir do sistema, acabam por ser usadas por ele. São abusadas, não sexualmente, mas na sua vida, a sua imagem, sentimentos, em tudo.

Nunca o convidaram para um reallity-show de famosos?

(risos). Não, nada disso. Nem aceitaria, obviamente. Acho que o princípio do “Big Brother” foi aquele mini laboratório que a NASA fez para experimentar a vida em ecossistemas fechados em vidro, com biólogos, psicólogos e onde se tentava criar em ambiente simulado o ambiente da terra. Era o sonho de passarmos a última fronteira, e isso sim, interessa-me. Acho inevitável, é evidente que temos de nos expandir para fora da terra.

Acredita mesmo nisso?

Acredito piamente. E há provas que podemos expandirmo-nos dentro da nossa galáxia. Já há tecnologia para ir a Marte. Por muito que tentemos preservar a terra, não será suficiente para albergar toda a gente. Parece ficção científica mas é real. O nosso destino vai ser esse, acredito nisso.

Conhecia os participantes do Último a Sair?

Não, só o Rui Unas e o Bruno Nogueira. O que achei interessante foi aquelas pessoas, vindas de ambientes completamente diferentes, tenham conseguido encontrar uma forma de se entender. Baseado num argumento, é certo. O Roberto Leal é incrível, está sempre a representar. Aquilo faz parte da natureza dele, o optimismo, o discurso final sempre que alguém sai, é tudo dele, não é do programa. Sabe que está a representar, leva muito a sério, mas ao mesmo tempo sabe que está a brincar.

Costuma ver-se no programa?

Sim. Mas é importante não julgar, nem achar muito bom nem muito mau. Nem sempre consigo, não sou muito crítico. Aos poucos fui começando a improvisar cada vez mais. Gosto de o fazer em determinados trabalhos, mas em textos mais sérios, de Brecht ou Shakespeare, não há margem para improvisação. Posso, isso sim, aprofundar a relação com o personagem, mas nunca alterar o texto para meter lá umas buchas.

É muito disciplinado na preparação dos seus trabalhos?

Sou disciplinado na entrega, mas não tenho um método do género, ”hoje decoro às 10, depois vejo as marcações, analiso o personagem, etc”. Não, isso não faço. É mais importante decorar.

Tem algum método para isso?

Decoro melhor quando me levanto às sete da manhã. Trabalho meia hora e volto para a cama, não consigo decorar três horas seguida. Depois é como a tabuada.

Costuma dizer que um actor aprende mais a fazer televisão do que cinema. Porquê? Não é um meio muito mais instantâneo?

A televisão não é apenas um grupo de miúdos das novelas deslumbrados. O que acho é que se filma muito mais e isso permite ao actor aprender muito melhor a relação com a câmara. Claro que no cinema em vez de 20 cenas faço três, mas na televisão aprende-se a urgência de fazer. Uma série de 13 episódios da HBO demora oito meses a fazer. Nós fazemos três episódios num mês. Temos os meios, bons realizadores, bons actores, argumentistas, falta-nos é tempo. Só assim a produção é mais cuidada. O Bocage eram oito episódios e demorámos um mês e meio, quando na realidade deveria ter demorado seis meses.

Por falar em Bocage, quando era novo diziam quer era parecido com ele.

Há três retratos do Bocage, mas ninguém sabe exactamente como ele era. Agora já não é bem assim, mas quando era mais novo as semelhanças eram de facto muito grande. Toda a gente me dizia, achava giro. Daquilo que li dele, acho que era um homem extremamente virulento, narciso até à ultima casa, mas um génio da poesia portuguesa do século XVIII. O grande problema dele foi ter misturado coisas muito boas com pornografia e com coisas mais fáceis. Mas ele era assim, uma espécie de rebel without a cause. Descobri poesias eróticas em casa do meu pai, numa edição de 1860, impresso em Bruxelas. Claro que era feito em Portugal, mas como era proibido em Portugal, os editores diziam que tinha sido impresso na Bélgica

Que idade tinha quando descobriu o livro?

13 ou 14 anos, em plena puberdade. Caiu-me que nem ginjas. Era um homem muito suis-generis, não era apenas um ordinário solitário, não levava nada a sério, excepto a ele. Achava-se o maior poeta português depois de Camões.

É quase irónico ter sido convidado para o papel.

Mais do que irónico, foi incrível. O argumento era do Mário Botequilha e Filipe Homem Fonseca. Baeei-me no argumento, e isso passava pelos diálogos e citações, tentei ser fiel ao espírito do argumento. Li grande parte da obra dele, e procurei perceber o espírito do tempo.

Mudando de assunto, ficou contente com a saída de José Sócrates?

Não fiquei contente como aquelas pessoas que odiavam de morte o Sócrates. Acho que todos os ciclos acabam, e o dele chegou ao fim. Foi um político corajoso que se enganou redondamente em certas estratégias, sobretudo nos últimos dois anos de crise. É pena que o PS, quando está na oposição, seja socialista, e quando está no Governo seja centro esquerda ou centro direita. De qualquer forma, a economia está tão má que houve medidas que tiveram de ser tomadas, estivesse quem estivesse no governo. Estamos numa época de ganância total. E foi a ganância que lançou esta crise em 2008.

E a entrada de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas em cena?

Não quero diabolizá-los como faz certa esquerda. Não sou liberal na economia, só noutras coisas, mas a coisa está tão má, e as soluções apontadas dos partidos à esquerda do PS são tão patéticas, perigosas e demagógicas, que gostaria que o PS tivesse um bocadinho mais de mão na coisa. Acho que eles estão eufóricos, vamos ver o que acontece. O FMI era inevitável, mesmo se o PEC 4 tivesse sido aprovado. O Sócrates também usou a ideia de que o chumbo fez o FMI bater à porta, mas eu acho que teve muito a ver com a conjuntura internacional. Se não houver um projecto político para a Europa, isto esfrangalha-se tudo. Acho que a ganância dos mercados continua, sobretudo vinda dos EUA.

É daquelas pessoas que partilha do anti-americanismo vigente?

Não, nada disso. Acho que a América é um bocadinho o lugar das experiências da liberdade. Era contra o Bush, obviamente, e achei criminosa a entrada no Iraque. Foi tremendo, mas há certas coisas que eu compreendo, como a tentativa de fazer um tampão no Afeganistão para evitar que aquele fundamentalismo se propague. Mas preferia que os americanos estivessem no Afeganistão. A Europa fala muito alto, mas quando é preciso usar bombas são os americanos a largá-las. As coisas no mundo árabe estão a mudar, ninguém sabe para onde, mas que se estão a transformar numa velocidade grande isso é inegável.

Como tem visto as mudanças na política cultural em Portugal? Sempre que vem a crise, lá se sacrifica a cultura.

A cultura tem de deixar de ser tão mariquinhas. Eu não gosto de choramingões, e há trinta anos que vejo gajos a choramingar e a traírem-se uns aos outros, a andar de punho cerrado e por trás a lamber o cu ao ministro ou ao secretário de Estado. Por isso, sabes o que te digo, eu caguei. Podes mesmo escrever, eu caguei para isso, cago para a política cultural.

Mesmo que desapareça, que deixe de existir um ministério da Cultura?

Não me interessa, caguei. Não vai deixar de existir, eles precisam sempre de fingir que têm cultura. É tudo tão feio na política cultural, a maneira como os agentes culturais não se unem…

Está a falar de subsídios?

Há coisas que não deviam ser subsidiadas, pura e simplesmente, ponto. Estão a tirar o lugar a outros. Os critérios não existem: são do compadrio, “já que demos a este agora vamos dar ao outro”, distribuem-se as migalhas, tentam distribuir o mal pelas aldeias. Há quem tenha direito ao subsídio: o Teatro de Almada, a Cornucópia, o Teatro Aberto. Quanto ao futuro, não sei. Seja como for, não havendo dinheiro, as pessoas têm de continuar a trabalhar. Acho que pelo menos 1% do Orçamento do Estado devia ser para a cultura, porque gera riqueza. Mas o poder político ainda não percebeu isso. A comedie française tem 40 milhões de euros por ano. Há quem diga que é demais. Cá temos pouco dinheiro e pouca atenção. Historicamente, o PSD sempre teve muito pouca sensibilidade cultural, o que é curioso porque o Durão Barroso sempre gostou das artes performativas. Vi-o muitas vezes, tal como ao Paulo Portas, em espectáculos, mas nunca vi gente de esquerda.

Enquanto actor, sente a crise?

Por agora não, mas acho que vou sentir.

A publicidade ajuda…

É um trabalho relativamente bem pago e que me permite fazer escolhas, embora há muito que as tabelas não são actualizadas. Empresto a voz, mas dou prioridade ao teatro. Se tiver um ensaio à mesma hora da gravação de um anúncio, vou ao ensaio.

Há algum tipo de anúncios que se recuse a fazer?

Não trabalho para empresas de crédito pessoal. Aquilo é uma desgraça para as famílias, um endividamento que nunca mais acaba. Mas dá-me muito gozo fazer vozes, é um trabalho muito criativo.

Tem algum artista que possa considerar um ídolo?

Ídolos não tenho, mas admiro o trabalho de muita gente. Para além do Bocage, Shakespeare, Becket. Mas gostei de trabalhar com o Viegas, que era uma referência. Considerava-o uma espécie de Bocage dos nosso dias, um tipo incrível. Era um gajo muito mais mordaz do que se possa imaginar. Fazem falta tipos assim, esse tipo de actor não existe, toda a gente quer fazer a sua carreira certinha, o Mário estava-se nas tintas para isso, sempre foi muito caótico. Quando andava com ele nunca se sabia o que ia acontecer. Era um tipo muito revoltado mas que adorava viver e que extravasava para o espaço público toda a sua loucura, ele fazia de si próprio o espectáculo. Mais que polémico, era javardo, nada era sagrado para ele, tudo era passível de riso e de escárnio.

Encontra alguma explicação para não se encontrar gente assim tão ousada como ele?

A ideia do artista louco está a desaparecer. E a ausência dessas figuras empobrece o panorama, não tenho dúvidas quanto a isso. Há uma maior profissionalização dos jovens actores. As pessoas não brincam quando querem ser actores. Mas isso não é tudo: o Vasco Santana era filho de um empresário de teatro e era um bon vivant, adorava os artistas, os bastidores. Não sabia nada de teatro, mas conhecia os ambientes todos da cidade, o bas-fond, conhecia as personagens. Um dia faltou um tipo para fazer a peça e foram buscá-lo a Avenida da Liberdade. O êxito foi tão grande que o outro gajo não voltou mais.

E a história com a Glenn Close. Contracenou ou não com ela?

Isso é um erro, toda a gente diz isso, mas eu nunca entrei na Casa dos Espíritos. Fui lá fazer uma audição para um papel, mas a cena foi cortada. De qualquer forma o meu nome vem no filme. É estranho.

Estudou antropologia, mas nunca concluiu. Isso foi por causa do teatro?

Não, o teatro foi uma coisa fortuita, de qualquer forma não passei do primeiro ano de antropologia. Um dia, um amigo disse-me que o grupo de teatro da Comuna estava a abrir um curso para jovens actores e eu achei graça. Acabei por ficar, fui ficando… Primeiro por curiosidade, mas sempre com a consciência que se não tivesse jeito iria procurar outras coisas. Gostava de história, psicologia.

Recorda-se da sua estreia em palco?

Fui substituir um actor numa peça de Brecht mas não fazia a mínima ideia do que estava ali a fazer. Estava habituado a trabalhar em ateliês, a fazer exercícios, nada de peças. Deu-me uma branca, foi muito estranho. Fiquei completamente desorientado. Não há muito que se possa fazer nessas alturas, espera-se que o texto venha, ou que um colega salve a coisa.

Mesmo assim continuou a tentar.

Sim, se estivesse à espera do sucesso mais valia mudar de profissão. Muitas vezes falhamos, ou falha a peça. Estava convicto de que era aquilo que queria fazer, mas ainda não estava bem preparado. Tinha essa desculpa.

Prefere o teatro ao cinema e televisão. Porquê?

O teatro é a minha área. Foi onde comecei e é onde sinto que consigo aprofundar mais a arte de representar. Há uma maior proximidade com o público. O escrutínio do público assusta-me. Não se trata das palmas, é saber se há ou não público. Há peças boas que estão vazias, já vi isso acontecer sem saber porquê.

Tem dois irmãos. É muito dado à família?

Nem por isso, somos os três daqui de Lisboa mas não estamos muitas vezes juntos. Quando éramos pequenos íamos para Mangualde, perto de Viseu, e passávamos lá as férias. Viseu era longe. Quando o meu avô morreu, o meu pai não ficou com a quinta, por isso nunca mais lá voltei. Está muito modificado, se fosse igual eu queria voltar. Tinha um lago enorme, barcos a remos. Era assim coisa mesmo à anos 30.

Tem facebook?

Tenho, mas é raro lá ir. Acho que é um fenómeno irreversível, vai alterar para o bem e para o mal toda a maneira que temos de nos socializar. Não gosto muito de pensar dessa forma, ”será positivo ou negativo?”. A invenção dos fósforos, foi boa ou má? Se pensarmos num pirómano que pega fogo ao monte, foi má. Se for para nos acender o lume numa cabana e nos aquecermos, já não. É uma consequência da nossa evolução tecnológica, tudo fica mais perto, estando longe. Daqui a 20 anos vamos estar todos a rir disto tudo, como agora achamos impensável haver televisão a preto e branco ou a ausência de telefone. Será uma coisa anacrónica. A evolução é voraz e transforma-nos. Tu estás a usar um telemóvel para gravar a conversa…

Ainda sai muito à noite?

Saí durante 30 anos e agora saio menos. Era muito boémio, mas não muito excessivo. Vivia à noite. Ia para os copos na bica, fazia uma vida mais nocturna. Divertíamo-nos como todas as gerações o fazem. Mas durante os anos 90 a noite de Lisboa era muito animada. Muitos dos trabalhos que combinei, eram na noite. Íamos ao Frágil. Hoje saio menos, mas gosto de sair, claro.

É habitual ser abordado na rua?

Não tenho exposição pública. Só através do meu trabalho, ao fim de 30 anos a aturarem-me é natural que me conheçam na rua. E ainda assim não é toda a gente. Às vezes fico vaidoso quando me falam, mas não passa disso. Nunca me aborreço, as pessoas não me chateiam.

Reparei que tinha ali uma Playstation. É muito dado aos jogos?

Gosto, mas a minha está estragada. Jogo muito coisas de tiros, com o Jorge Mourato, o Bruno e o Nuno Lopes. O meu preferido é o “Call of Duty”. Às vezes jogo online, que é incrível. A minha especialidade era sniper. Uma vez abati 22 tipos seguidos. Online dá muita adrenalina. Mas agora está avariada, tenho de a trocar. Os gajos não arranjam. Telefonas para lá – esta é a primeira que saiu – e os gajos pedem-me para dar esta, mais 180 euros e garantem que põem aqui uma nova com dois anos de garantia.

Vai ter férias?

Estou parado, mas no dia 18 começo uma peça com Bruno Nogueira. Quero ir uns dias para o Algarve. Vou alugar uma casa e fazer aquelas férias de acordar de manhã, ir até a praia, fazer vida sempre igual. Imagina que ia uma semana à Grécia (risos), descansava a cabeça mas não o corpo. Não sou gajo para ir daqui à Costa de carro, preferia meter os pés numa bacia e ficar no meu quintal.

O que é para si ser português?

Acho que estamos arredados. Nós e muita gente, temos sempre tendência a querer ombrear com os maiores, mas como não somos os maiores, isso acaba por se traduzir num complexo de inferioridade. Mas eu adoro ser português. Gosto de Lisboa e até de uma certa vida parola que levo. A cidade desenvolveu-se muito em termos culturais nos últimos quinze anos. Hoje temos dificuldade em escolher. Acho que estamos a atravessar tempos difíceis, mas há povos que estão piores. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/135368-miguel-guilherme-estou-me-cagar-politica-cultural, a 8 de Julho de 2011, em Jornal I

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Conheça as Estreias Deste Verão…

Junho 22, 2011

Estreias de Verão... Fonte: http://www.ionline.pt/

Hoje trago um artigo que achei bastante interessante e que versa sobre 10 filmes que vão estrear este verão.

« Dez filmes para uma estação escaldante

Nem só de termómetros e calendários vive a certeza de ter chegado o Verão. Um olhar sobre os próximos filmes a estrear nos cinemas revela-nos a mesma certeza: entrámos na silly season. Não é uma crítica. Os blockbusters não são menos necessários à sobrevivência da espécie que o cinema de autor. Até final de Agosto, aguardam- -nos super-heróis, robôs, cowboys e extraterrestres, personagens de banda-desenhada e muito pouca coisa de carne e osso. Afinal vai estar demasiado calor para pensar e no cinema ao menos há ar condicionado. E não se fala da troika

01 Transformers 3
De Michael Bay
Com Shia LaBeouf, Rosie Huntington-Witheley
Estreia 30 de Junho

 

Os autobots bons e os autobots maus vão guerrear por uma nave que se despenhou na Lua. Megan Fox foi corrida, de modo que se arranjou outra moça para o difícil papel de passar duas horas a gritar enquanto é arrastada pela mão de Shia LaBeouf. O grande princípio estético que norteia a arte de Michael Bay é, como sabemos, fazer sempre explodir mais qualquer coisa que no filme anterior, de modo que o mínimo que podemos esperar para um ameno início de Verão é o apocalipse nuclear.

 

02 Capitão América: O Primeiro Vingador
De Joe Johnston
Com Chris Evans, Hugo Weaving
Estreia 4 de Agosto

 

Em 1989, Joe Johnston deu-nos “Querida, Eu Encolhi Os Miúdos”, filme que tem servido de inspiração a títulos de toda a espécie de coisas: artigos de jornal, programa de TV, publicidade engraçadinha. Depois mudou radicalmente de género. Como o título indica, “Capitão América” promete ser apenas o primeiro de mais uma saga/chaga (riscar o que não interessa) de adaptações de super-heróis, desta vez explorando o filão dos Vingadores. Candidato a flop do ano, mas a concorrência é feroz.

 

03 Lanterna Verde
De Martin Campbell
Com Ryan Reynolds, Blake Lively
Estreia 18 de Agosto

 

Continuando a percorrer o arco-íris, encontramos Hal Jordan, o primeiro ser humano seleccionado para integrar a força policial intergaláctica que mantém a paz no universo. Claramente, já andamos a chafurdar na segunda ou terceira divisão dos heróis e Ryan Reynolds não parece ter o arcaboiço nem o carisma mínimos exigidos aos justiceiros mascarados. Mas “Lanterna Verde” é realizado por Martin Campbell, o homem que já salvou duas vezes James Bond (“GoldenEye” e “Casino Royale”).  Tudo é possível, pois.

 

04 Planeta dos Macacos: A Origem
De Rupert Wyatt
Com James Franco, Freida Pinto
Estreia 11 de Agosto

 

É nessa mesma ordem de ideias que chega, na semana seguinte, a prequela ao “Planeta dos Macacos”.
Nos termos da biologia, poderíamos estar a falar de um combate dinossauros vs. microrganismos, o que até poderia ser interessante, mas não. O que nos espera é um realizador inexperiente, com dois actores que têm falhado o salto para o primeiro escalão, a revisitar uma saga que já deu mais do que tinha a dar. Se isto for bom, prometemos passar uma semana inteira a bananas.

 

05 Carros 2
De John Lasseter & Brad Lewis
Vozes Owen Wilson, Larry the Cable Guy
Estreia 7 de Julho

 

Há cinco anos, “Carros” foi bem recebido, mas não entrou para o quadro de honra da Pixar. Contudo, era um dos filmes preferidos de John Lasseter e, assim que se fechou “Toy Story”, entrou em marcha a sequela. Lightning McQueen e Mater vão fazer a rodagem por Japão, Inglaterra e Itália, a meias entre o Grande Prémio Mundial e uma incursão na espionagem. Passamos dos carros-robô de Bay para os amistosos de Lasseter. Qualquer dia, em vez de um homem dourado, os Óscares são entregues em forma de piston.

 

06 Conan the Barbarian
De Marcus Nispel
Com Jason Momoa, Ron Perlman
Estreia 25 de Agosto

 

Na nossa vida há três Conans: o rapaz do futuro de Hayao Miyazaki, Conan O’Brien e Arnold Schwarzenegger. Duvidamos que seja humanamente possível encontrar espaço para mais um (suspeita confirmada pelas primeiras imagens do remake). Conan parte para vingar a morte do pai e a destruição da sua aldeia – não se espera, pois, um filme contemplativo
a apelar à reflexão. Desconfiamos que, depois de sermos apresentados aos dotes de representação de Jason Momoa, Arnie vai parecer um Marlon Brando.

 

07 Os Smurfs
De Raja Gosnell
Vozes Neil Patrick Harris, Hank Azaria
Estreia 11 de Agosto

 

Recentemente acusados de propagandear ideais estalinistas, os pobres  estrunfes vêm a terreiro defender-se. Mas há mais: 53 anos depois de terem sido publicados pela primeira vez, pelo belga Peyo, vêm reivindicar o belo tom de pele que James Cameron sonegou para entregar às criaturas de “Avatar”. A sinopse diz que os estrunfes vão ser expulsos da aldeia pelo feiticeiro mau Gargamel, dando por si, depois, entre cogumelos e verdura em Central Park. Para filhos principiantes e pais nostálgicos.

 

08 Harry Potter e os Talismãs da Morte Parte II
De David Yates
Com Daniel Radcliffe, Emma Watson
Estreia 14 de Julho

 

Quando a saga começou ainda pagávamos em escudos; se durasse mais, talvez ainda voltássemos a fazê-lo. Mas prometem-nos que é o último, depois de sete livros, oito filmes e muitas imitações. Entre feitiços e borbulhas, espera-se que Harry e companhia enfrentem, finalmente, Lorde Voldemort. Depois hão-de atingir a terra prometida: a idade adulta. Na verdade, com tantos poderes, não se percebe como é que Harry nunca fez um feitiço para que a adolescência passasse mais depressa.

 

09 Cowboys & Aliens
De Jon Favreau
Com Daniel Craig, Harrison Ford
Estreia 25 de Agosto

 

De acordo com a “Empire”, quando Ford leu o guião disse: “Porque é que vocês tinham de estragar um western perfeitamente decente com esta treta dos aliens?” A verdade é que aceitou o papel, o que significa que vamos ter Indiana Jones e James Bond juntos e a cores no mesmo ecrã. Não há meio termo na expectativa para este filme de Jon Favreau, responsável pelos dois “Homem de Ferro”: ou dá um filmaço ou dá asneira. De qualquer das formas, o Verão vai fechar em grande. É assim que gostamos dele.

 

10 Super 8
De J. J. Abrams
Com Kyle Chandler, Elle Fanning
Estreia 28 de Julho

 

Uma raridade neste Verão: um filme original, isto é, que não é nem sequela nem remake nem adaptação. Abrams continua nos territórios de eleição, o mistério e a ficção científica, mas recua até 1979 para encontrar um grupo de miúdos que filma casualmente um acidente de comboio. Depois, começam a acontecer coisas estranhas na pequena localidade do Ohio. Spielberg produz, o que é boa notícia para uns e má para outros. Em todo o caso, os rumores que chegam dos Estados Unidos dizem que é “must see”. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/131685-dez-filmes-uma-estacao-escaldante, a 21 de Junho de 2011, em Jornal I

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Um Artigo Sobre Direitos de Autor dos Mais Pequeninos….

Junho 21, 2011

Direitos de Autor... Fonte: http://www.ionline.pt/

Após um período de Férias e algum trabalho fora das minhas condições normais, voltei, e hoje trago um artigo que li na nossa imprensa, referente a direitos de autor, que vou passar a transcrever.

« Pelos direitos de autor, desde pequenino

O Colégio Moderno, de Lisboa, foi o grande vencedor do prémio “Somos Todos Autores”, sobre os direitos de autor.
Anunciado por Luís Silveira Botelho, inspetor-geral da IGAC e membro do júri, composto também por Diogo Infante, André Sardet, Leonor Silveira e Pedro Campos (da SPA), o prémio ficou, no entanto, por entregar à escola vencedora que não compareceu na cerimónia, realizada, esta tarde, no Teatro Nacional D. Maria II.
O mesmo não se pode dizer dos restantes finalistas, alunos de escolas de Faro, Sines e Figueira da Foz, que estiveram presentes e receberam em forma de diploma e outras distinções o reconhecimento pelos seus trabalhos dedicados ao tema dos direitos de autor.
Este ano, o desafio era elaborar um guião para um filme de animação, onde as crianças se colocassem na posição de criadores e imaginassem as suas obras a ser pirateadas. Apesar do prémio principal ter ido para o Colégio Moderno, que verá a sua produção exibida nas salas de cinema, também a escola da Figueira da Foz, que criou um site alusivo aos direitos de autor, levou para casa duas distinções: uma para os nomes mais criativos, entre eles Capitão Impressora e Paulito Manuscrito, e outra para melhor ilustração. As restantes escolas receberam prémios de participação.
Luís Silveira explicou ao i que “este projecto coloca as crianças no papel de autores, a sentirem o que é a sua obra e o destino a dar-lhes”. Segundo o inspector da IGAC, a pirataria, sobretudo na área da música, registou um forte aumento, daí que, na sua opinião, a prevenção dos mais novos seja a aposta para proteger os direitos de autor.
“As crianças a partir dos seis anos já têm acesso à internet e já sabem extrair conteúdos. Este tipo de iniciativas permite interiorizar e reverter comportamentos”, afirma.
Esta é também a visão de Diogo Infante, director do Teatro D. Maria II. Apesar de na adolescência se firmarem gostos e do tempo passado em frente ao computador aumentar consideravelmente, o actor considera “pertinente que se ‘ataque’ esta faixa etária, entre os 6 e os 12 anos, porque estamos a trabalhar nos valores” e para que os mais novos comecem desde cedo a ter noção que a pirataria não é legítima, mesmo que tenham acesso a ela. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/131175-pelos-direitos-autor-pequenino, a 20 de Junho de 2011, em Jornal I

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Conheça as Melhores Mães da Ficção…

Maio 3, 2011

Conheça as Mães da Ficção... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago um artigo, que embora esteja um pouco atrasado, achei bastante piada visto que o mesmo é referente às mães…

« Dez mães inesquecíveis. Além da nossa, claro

 Domingo celebra-se mais uma efeméride propícia ao desenvolvimento do negócio das flores: o Dia da Mãe. Não lhe vamos sugerir presentes para a sua mãe guardar em cima da cómoda, nem t-shirts com fotografias de família. Em tempos de crise, fazemos uma homenagem às mães ficcionais que nos acompanham na literatura, no cinema, na televisão e na música. Não são perfeitas mas vale a pena recordar. Pedimos desculpa, em avanço, por algum excesso de lamechice maternal

 TELEVISÃO

01 Marge Simpson; “Simpsons”

É a mãe que nos acompanha há mais tempo. Marge Simpson merece um lugar no livro do Guiness como a mais paciente das mães. Há 20 anos que a vemos tratar de uma bebé, que apesar de todas as atenções e carinhos não fala (só o fez uma vez com a voz de Elizabeth Taylor), de um terrorista e de uma intelectual. Marge Simpson dedica a vida à família e sabe adaptar-se a todas as situações. Dos dramas teológicos e científicos de Lisa, às crises de mau feitio de Bart e às necessidades de Maggie.

02 Gloria; “Uma família muito moderna”

É um tributo às mães latinas. Gloria (Sofia Vergara) está sempre agarrada a “Manny”, um miúdo gordinho, intelectual, muito adulto para a idade. É uma mãe que sabe ser autoritária quando é preciso, mas estraga-o com mimos. Só não gosta quando ele arranja namoradas. Começa a competição: “Ela ou eu?”

03 Estelle Constanza; “Seinfeld”

Prémio de mãe mais chata e com a voz mais estridente da televisão vai para Estelle Constanza (Estelle Harris). A mãe de George Constanza é uma dona de casa dedicada que ensina uma bonita lição ao filho: a vida é dura, as discussões são coisas normais e um casal disfuncional também funciona. Quer o melhor para o seu “Georgie” e não tem problemas em envergonhá-lo.

Cinema

04 Leigh Anne Tuohy; “Um sonho Possível”

Supermãe americana que vai fazer tudo por tudo para que os filhos tenham sucesso. O empenho é tal que decide adoptar um adolescente negro com um passado problemático. “Tens algum sítio para dormir? Não te atrevas a mentir-me.” Apresentações feitas, Leigh (Sandra Bullock) passa a tomar conta de Mike com a mesma dedicação que dá aos seus próprios filhos.

05 Christine Collins; “A Troca”

Neste filme ficamos a conhecer a perseverança de uma mãe. Christine Collins, que, com um ar frágil, luta para encontrar o filho desaparecido e não vai desistir por nada. A polícia dá-lhe uma criança que não é a sua e Christine não alinha na história inventada pelas autoridades. É internada num manicómio, mas não desiste de saber o que aconteceu ao filho. Baseado numa história verídica, o filme é de Clint Eastwood e tem Angelina Jolie como protagonista.

06 Mrs. Gump; “Forest Gump”

“My momma always said” (a minha mãe sempre disse), é uma das frases mais repetidas por Forest Gump (Tom Hanks). A mãe era Sally Field, uma mulher inteligente, solidária e que educou sozinha um filho com problemas mentais. Fez dele um homem independente e sem medos. “A vida é como uma caixa de bombons, Forest. Nunca sabes o que te vai calhar”, é a sua frase mais conhecida.

Música

07 Julia, “The Beatles”

Em 1968, John Lennon escreveu uma letra que imortalizou a sua mãe. É certo que não é uma figura de ficção, mas está incluída nesta categoria porque já faz parte da cultura popular. John Lennon perdeu a mãe quando tinha 17 anos. Depois do tema “Julia”, ainda com os The Beatles, escreveu outra música de homenagem: “Mother”. Julia não era uma mãe exemplar, mas foi ela que ensinou John Lennon a tocar o banjo e lhe comprou a primeira guitarra.

Literatura

08 Gertrudes; “Hamlet”

É uma mãe muito polémica. Gertrudes casa com o cunhado, Claudio, que terá assassinado o seu marido. Não sabemos se é por ser muito inocente ou muito perversa. Seja como for, Hamlet continua a gostar da mãe e ela tenta apoiá-lo ao máximo. Existem muitas teorias sobre a mãe de Hamlet e estudiosos garantem que ela não sabia que o marido tinha sido assassinado pelo cunhado.

09 Mrs. Bennet; “Orgulho e preconceito”

A típica mãe conservadora que quer o melhor para as suas filhas. No século xix, isso significava casar com homens ricos. Era uma daquelas mães inconvenientes, que dizem coisas que não devem, e um pouco preconceituosa. Tinha um grande coração, estava era mesmo junto à boca e saia tudo cá para fora. Ser bela e bela parecer era o mais importante.

10 Mrs. March, “Mulherzinhas”

É preciso um pulso forte para educar sozinha quatro filhas: Jo, Meg, Beth e Amy. A escritora Louisa May Alcott criou uma mãe solidária, trabalhadora, amorosa, ética e inteligente. Mrs. March está sozinha porque o marido está na guerra e tem de trabalhar para sustentar a família. As filhas têm tempo para discussões sobre boas maneiras ou se devem ou não trabalhar. Nesta casa não há espaço para castigos corporais. Santa mãe. Só pode ser uma personagem de ficção, tal é a falta de defeitos. Desculpem mães, mas sabemos que são humanas. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/120104-dez-maes-inesqueciveis-alem-da-nossa-claro, a 02 de Maio de 2011, em Jornal I

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