Entrevista a Justin Timberlake no Âmbito de «Amigos Coloridos»

Amigos Coloridos.... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago um artigo que apesar de ter saído ontem, é hoje a estreia de Amigos Coloridos, e como tal, passo a transcrever uma peça sobre o cantos que passou para actor, que saiu num diário da nossa praça.

« Justin Timberlake. O ecrã matou a estrela da rádio

Estreia amanhã “Amigos Coloridos”, mais um filme com o cantor que por estes dias é mais actor que outra coisa. O próprio explica-se

Quando Justin Timberlake fez a audição para o papel de Sean Parker em “A Rede Social”, o realizador David Fincher tinha uma ideia muito do que queria, já presente no argumento de Aaron Sorkin. Sean, o antigo executivo da Napster que introduz Mark Zuckerberg nos meandros de Silicon Valley, é um sedutor hábil: “No argumento é descrito como um tipo que atravessa uma sala como se fosse uma espécie de Frank Sinatra”, recorda Fincher. Mais conhecido pelo seu passado numa boy band e pelo seu presente como estrela pop em nome próprio, Timberlake decidiu deixar a música para trás e concentrar-se na carreira de actor. Para fugir à velha imagem, tem dado preferência a papéis mais negros, como os que teve em “Alpha Dog”, de Nick Cassavetes, e em “Black Snake Moan”, de Craig Brewer, ambos de 2006. Fincher ficou impressionado com Timberlake como apresentador do “Saturday Night Live”. “Quando o via pensava sempre: ”Este tipo é bom””, disse em entrevista telefónica. “Mesmo do que eu precisava para o Sean.” Nas audições para o papel, Fincher convenceu-se de que tinha encontrado o próximo Sinatra. “O problema era ele ser famoso de mais”, recorda.

À frente de um café, em Manhattan, Timberlake, de 30 anos, recorda o momento em que recebeu a notícia. “Quando o David me telefonou”, brinca, “acho que me mijei.” Depois do medo inicial, acabou por se impor como um actor credível entre os realizadores americanos. Teve boas críticas em “A Rede Social” e quando o “The New York Post” fez saber que andava a recolher apoios para uma nomeação para Melhor Actor Secundário nos Óscares ninguém ficou espantado.

Se ainda há pouco tempo Timberlake tinha uma imagem tão desgastada como Britney Spears, neste momento, depois de uma das reviravoltas mais notáveis de sempre na história do show business, Timberlake está à cabeça de um pequeno império de media e de moda. Do lado do cinema, teve nas comédias “Professora Baldas” e “Amigos Coloridos” (que estreia amanhã) dois dos seus melhores papéis até hoje. No Outono vai surgir em “In Time”, um thriller de ficção científica de Andrew Niccol, argumentista e realizador de “Gattaca” e argumentista de “The Truman Show”. A questão deixou de ser se vai conseguir para ser que tipo de actor quer ser.

respostas “Não quero ter de tomar essa decisão”, diz Timberlake já no restaurante, de camisa preta e jeans. “Não penso em termos de géneros”, diz, evasivo. “Ao princípio havia uma espécie de estratégia na minha escolha dos papéis. Recusei muitos orientados para um target que eu já tinha. Tive de ser paciente e nunca esquecer que o meu objectivo era evitar deixar-me aprisionar.”

Depois do mega-sucesso de “No Strings Attached”, com os ”N Sync, Timberlake correu o risco de acabar a carreira como cantor antes dos 25. “Nunca quis que toda a minha vida ficasse presa a esse momento”, e acrescenta que não sabe quando vai querer fazer outro álbum. “Não desisti da música”, garante. “Mas também quero fazer outras coisas.”

Timberlake diz que as suas ambições nasceram em Shelby Forest, um subúrbio de Memphis onde cresceu a venerar Dean Martin, Gene Kelly e, acertou, Sinatra. Lembra-se de ouvir canções na rádio em miúdo, de “agarrar numa guitarra e descobrir como se tocava”. Mas também se divertia a fazer imitações para divertir os pais e os amigos deles. Aos 10 anos, Timberlake foi seleccionado para o “The All-New Mickey Mouse Club”, um programa de variedades que era uma espécie de Actors Studio para adolescentes: “Tínhamos aulas de representação, de dicção, de dança e de improvisação.” Entre os colegas encontrou Spears, Christina Aguilera, Keri Russell e Ryan Gosling.

Quando o programa acabou, em 1994, “fiquei mesmo em baixo”, diz. “Sentia-me infeliz, outra vez nesta pequena cidade, como se uma porta se tivesse fechado.” Quando já tinha convencido a mãe a levá-lo a Los Angeles para a temporada de audições para os episódios-piloto das séries recebeu um telefonema de um cantor chamado Chris Kirkpatrick, a convidá-lo para entrar num grupo em Orlando, na Florida. “Oito meses depois tínhamos um contrato para um disco e depois começámos uma digressão pela Europa, e os discos a venderem-se.” É assim que conta a história da ascensão dos ”N Sync. “Mas a verdade é que não sabia como lidar com tudo aquilo”, diz.

Depois dos ”N Sync, Timberlake sentiu-se ansioso por mudar de rumo: “Queria fazer uma coisa a sério.” Nos primeiros trabalhos a solo colaborou com Timbaland, o lendário produtor de hip-hop, que lhe deu outra credibilidade musical.

Na frente cinematográfica, a primeira oportunidade de Timberlake como actor surgiu em 2006. Andy Samberg, que queria Timberlake num teledisco, escolheu-o para uma brincadeira com uma canção com órgãos sexuais embrulhados como prendas. A chegar perto dos 30 milhões de views no YouTube, demonstrou sem margem para dúvidas que Timberlake era capaz de se olhar com sentido de humor, mas também de fazer Samberg ganhar uma pipa de massa. “Muita gente que não olharia duas vezes para um miúdo de uma boy band viu este vídeo”, diz Brewer, que contratou Timberlake para um papel em “Black Snake Moan.”

“É excelente contracenar com ele”, diz Christina Ricci, que trabalhou com ele nesse filme. “Havia partes pesadas e intensas, mas ele sabia sempre quando chegava a altura de aliviar a tensão e começar a rir.” O à-vontade é um dos grandes trunfos de Timberlake como actor. Fincher lembra uma cena de “A Rede Social” num restaurante japonês: “Não há diálogo, mas percebemos tudo nos olhos, nas mãos.”

Em “Amigos Coloridos”, uma comédia romântica acerca de dois amigos que decidem experimentar o sexo na relação, Timberlake tem o seu maior papel até ao momento. Will Gluck, que realizou o filme, diz que Timberlake participou em todo o trabalho e até “ajudou a reescrever o argumento para se ajustar melhor à personagem”. Gluck queria um jogo rápido de réplicas à maneira dos velos duelos entre Tracy e Hepburn, e Mila Kunis, que contracena com Timberlake, assegura que não foi fácil manter o ritmo. “Ele é de uma rapidez incrível”, conta-nos por telefone. “Partia-me realmente a rir com ele.”

Planos De momento a prioridade de Timberlake é o cinema. De qualquer maneira é dono, sozinho ou em sociedade, de vários restaurantes, de uma marca de vestuário, a William Rast, de uma editora discográfica e até de um campo de golfe. Acerca da sua participação na Specific Media, a empresa que acaba de comprar a MySpace, diz que entrou no negócio com o seu próprio dinheiro e explica que funciona como uma espécie de agente de ligação e brainstormer. “Não sou um investidor”, diz. “Mas adoro ideias, oportunidades de criar.”

Depois do café seguimos a pé para High Line park. À porta do restaurante um fotógrafo escondia-se atrás da porta aberta de um carro e outro disparava do outro lado da rua. Em High Line as pessoas abriam muito os olhos e sussurravam, excitadas, à passagem de Timberlake, sem guarda-costas. A sua única protecção eram os óculos de sol e o boné. Perguntei-lhe se ficava nervoso por se mostrar em público. “Não me meto em centros comerciais”, garante, “mas passei tanto tempo isolado em miúdo que de certa maneira o que mais quero é sair e conhecer a vida real.”

Um pouco adiante três jovens de 20 e poucos anos fingem tirar fotografias umas às outras mas quando Timberlake passa as máquinas delas acompanham-no. “São agentes duplos”, diz o actor entre risadas. “Uns 50 metros atrás já tínhamos passado por elas.” “Vocês são umas falsas”, grita-lhes. Elas riem-se e aproveitam imediatamente para lhe pedir para tirar uma foto com ele. “Acho-as giras”, diz ele, sem parar.

Desde que saímos do restaurante que parece um pouco mais tenso e depois do último episódio começou a andar mais depressa. Um pouco mais adiante há mais pessoas e eu pergunto-lhe se não quer descer para a rua e apanhar um táxi. Diz-me que vai voltar para o seu apartamento no SoHo. “Yeeeah”, responde-me com um aceno. “Se calhar é melhor…” »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/144830-justin-timberlake-o-ecra-matou-estrela-da-radio, a 24 de Agosto de 2011, em Jornal I

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Conheça a Agenda Para o Ultimo Fim de Semana de Julho…

Conheça a Agenda Para o Ultimo Fim de Semana de Julho.... Fonte: http://www.ionline.pt

Como tem sido habitual e continuando na mesma linha dos últimos post que acontecem á Sexta Feira, passo a trazer a agenda de fim de semana.

« Agenda de fim-de-semana

Joss Stone vai caminhar de pés descalços pelo Terreiro do Paço e o Bairro Alto vai estar de bar aberto. Botas de biqueira de aço e vestes pretas vão invadir um largo em Leiria já inundado de música e no Castelo de São Jorge vão passear cheiros exóticos. Noutro castelo, desta vez em Montemor-o-Velho, é a Sede de O’Neill que vai predominar. Abriu-se a caixa de Pandora. E daí talvez não. É só mais um fim-de-semana, mas tem todas as razões para o viver como se fosse o último

 Hoje, 29

 

Festival Fuso
Claustros do Museu de História Natural, Rua da Escola Politécnica, lisboa
às 22h00
entrada livre

Estamos na secção competitiva do Festival Anual de Vídeo Arte Internacional de Lisboa. O Fuso espalha imagens projectadas em jardins, esplanadas e pátios. Siga a mostra até à Rua da Escola Politécnica.

 

Citemor
Montemor-o-velho
às 22h30
preço: entrada livre

A 33.º edição do festival traz música, vídeo, teatro, dança e instalações  à vila portuguesa. Esta noite o Citemor conta com um remix da Sede, peça do dramaturgo Eugene O’Neill. É numa interacção com o espaço – um antigo castelo – que os personagens se questionarão sobre o espaço, o tempo e as vontades. 


Chullage
music box, rua nova do carvalho, lisboa
às 00h00
preço: 8€ (oferta de uma bebida a 2€)

O hip hop responde à chamada no Cais do Sodré. A noite está entregue a um dos pioneiros na matéria, Chullage, que apresenta a mixtape “Raportagem”.

 

Sábado, 30

 

Festival Neo Pop
Forte ou castelo de santiago da barra, campo do castelo, viana do castelo
às 22h00
preço: desde 10€

Já foi Anti-Pop, entretanto passou a Neo Pop. O Minho abre portas à música de dança com o carimbo electrónico de Marcel Detmann, Maceo Plex, Martin Buttrich, Marco Carola, Loco Dice, Magda, Modeselektor, Junior Boys, DJ Harvey e outros tantos. A festa prolonga-se até domingo.

 

Joss stone + x-wife
praça do comércio, lisboa
às 21h00
entrada livre

Está aí mais uma edição do Festival dos Oceanos, a oitava, e as honras de abertura serão entregues à soul da britânica Joss Stone, depois de em 2010 ter actuado nos coliseus de Lisboa e Porto. A abrir, os portugueses X-Wife, num terreiro que se prevê cheio.

 

Bar Aberto no bairro alto
On Stage, Rua Luz Soriano 18, lisboa
às 23h30
preço: 8€

Teremos lido bem? Sim, sábado há mesmo bar aberto no On Stage, pela simpática quantia de 8€. Uma verdadeira Happy Hour, ou melhor, um Happy Weekend.

 

Domingo, 31

 

Festival Gótico


largo de são pedro,
castelo de leiria
às 16h00
preço: 25€

O Entremuralhas já é uma referência para a comunidade gótica. As actuações estendem-se à  Igreja da Pena, mas para prevenir estragos, apenas 737 pessoas são admitidas em cada dia. Nesta última jornada, sobem ao palco os espanhóis Trobar de Morte e Narsilion, os suecos Arcana, e os alemães Diary of Dreams.

 

Ian Carlo Mendonza & João Miguel Sousa
Parque de Monserrate – Estrada de Monserrate, sintra
às 16h30
preço: 5 a 6€

Uma tarde dedicada às crianças com o percussionista Ian Carlo Mendoza, lendas pré-hispânicas e a quebra da tradicional piñata nesta festa mexicana.

 

Recordações de uma Revolução
casa conveniente, Rua Nova do Carvalho 11, lisboa
Sessões duplas às 20h e às 22h
preço: 10€

Última noite para assistir ao espectáculo encenado por Mónica Calle, sobe ao palco ao lado de dois dos actores com quem tem trabalhado na prisão de Vale de Judeus. »

IN: http://www.ionline.pt/conteudo/140059-agenda-fim-de-semana, a 29 de Julho de 2011, em Jornal I

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Conheça as Facetas de Jim Carrey…

As Facetas de Jim Carrey... Fonte: http://www.ionline.pt/

Hoje trago um artigo sobre Jim Carrey, que saiu num diário da nossa praça, passo a transcrever o mesmo…

« Jim Carrey. Como viver a fazer caras feias

 Não se pode pensar em Jim Carrey sem o imaginar curvado, de músculos contraídos e maxilar deslocado, em “O Melga”, com bocas estranhas em “Ace Ventura”, de sorriso amarelo em “The Truman Show” ou de olhar perdido em “O Despertar da Mente”. O actor tem mil e uma caras e caretas, mas parece já ter esgotado o repertório pela generosa lista de filmes que protagonizou. Hoje regressa às salas de cinema com “Os Pinguins do Sr. Popper”, em que um Carrey mais comedido entretém um público jovem que acredita em contos de fadas. Relembramos a prestação do actor para que no dia da estreia tire as dúvidas: afinal quantas caras tem Carrey?

 Ace Ventura – Detective Animal (1994)
Foi um sucesso de bilheteira, apesar de não ter sido bem recebido pela crítica. Ace Ventura tem um importante caso a desvendar: o desaparecimento deum golfinho. As bocas estranhas e os movimentos bruscos são comuns no detective.

 

O Melga (1996)
Irritante, insistente, maçador, obsessivo e, note-se, com o maxilar inferior para a frente. A descrição corresponde ao “Melga”. Carrey é o homem da TV Cabo com uma missão a cumprir: tornar um dos clientes o seu melhor amigo. Para isso não olha a meios, passando para lá dos limites do razoável.

 

A vida em directo (1998)
Carrey é o personagem principal de um reality show… sem o saber. A história complica-se quando começa a perceber que se passa algo estranho.

 

Ela, eu e o outro (2000)
É uma perturbação de identidade que dificulta a vida amorosa deste polícia. Carrey é Charlie, calmo e educado, mas também é Hank, um louco despropositado.

 

Bruce, o Todo- Poderoso (2003)
Ficar com sete dedos numa mão é só uma das proezas que Jim Carrey consegue alcançar neste filme. Bruce, a personagem que interpreta, é um desgraçado, perseguido por azares, até que um dia tem uma conversa com Deus e troca de lugar com ele.

 

Lemony Snicket’s: Uma Série de Desgraças (2004)
Três crianças órfãs – e menores de idade – recebem uma gorda herança. Ficam com Carrey, o tio ganancioso.

 

O Despertar da Mente (2004)
Carrey paga para esquecer um grande amor, por isso é compreensível que passe a maior parte do filme com cara de carneiro mal morto.  »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/138202-jim-carrey-como-viver-fazer-caras-feias, a 21 de Julho de 2011, em Jornal I

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Conheça Uma Entrevista a Miguel Guilherme…

Entrevista a Miguel Guilherme... Fonte: http://www.ionline.pt/

Hoje trago um artigo que penso que seja interessante e que saiu na imprensa nacional, uma entrevista a Miguel Guilherme.

« Miguel Guilherme “Estou-me a cagar para a política cultural”

Aos 15 anos descobriu um livro erótico de Bocage e diz que lhe “caiu que nem Ginjas”. O pai e os amigos notavam-lhe as semelhanças físicas, mas foram precisos muitos anos até ser chamado a vestir a pele do poeta português, que considera um homem virulento e narciso “até à última casa”. Miguel Guilherme aceitou receber o i em sua casa, no Príncipe Real, em pleno coração de Lisboa. Diz que não sente a crise e deixa que o tom de voz se altere discretamente quando chega a hora de falar sobre política cultural num país que atravessa uma crise sem precedentes. “Podes escrever assim: caguei para isso”

Já terminou as gravações do último a sair?

Acabamos há alguns dias, mas o programa continua até ao fim deste mês. Acho que correu muito bem, embora o meu trabalho fosse um bocadinho solitário. Eu ia lá duas vezes por semana, gravava fora do ambiente que se criou na casa, tal como acontece na gravação dos reallity show a sério, em que os apresentadores nem sabem o nome dos concorrentes. Eu não, eu sabia (risos).

Os portugueses entendem aquele tipo de humor?

Acredito que haja vários tipos de entendimento. A ideia de que aquilo é a sério, pouca gente a terá. Mas há pessoas que vibram como se aquilo fosse um reallity-show a sério, que vibram com as saídas, com os nomeados, etc. Não sei se o formato está totalmente claro em relação a isso, mas uma certa ambiguidade também é interessante. Uma espécie de perversão da coisa, se fosse clean não teria piada. Custa-me perceber que as pessoas, ao verem os concorrentes tratar-me por Júlia e Teresa, possam acreditar que aquilo é a sério. Devem pensar “ah, aquilo são brincadeiras de artistas, é uma coisa séria, mas eles estão a brincar”. Só podem ser pessoas muito incultas. Nesses programas da manhã, há sempre momentos de humor, dizem sempre as suas larachas. Aliás, dizem as larachas que lhes vêm à cabeça, o que comeram no dia anterior, se estiveram mal dispostos na noite passada, quantos puns deram. A escatologia é interminável, por isso pode haver da parte de algumas franjas de espectadores alguma confusão. Mas a confusão está instalada nas cabeças há muito tempo. O que se diz “fucked up”.

O guião do programa era uma coisa muito restrita?

O guião não era apenas um maço de apontamentos, tinha diálogos, mas sempre com margem para improvisar. Houve um período de adaptação, mas depois punha-se a filmar e está a andar. A menos que sentíssemos que se estava a afastar da linha do guião.

Ficou surpreendido por a RTP ter aceitado um programa daqueles, tão arrojado?

Acho que um canal público tem de ter ideias arrojadas. Não deve ser chato, tem de arranjar alternativas a outros canais de televisão, senão não vale a pena ser público. Talvez o principal problema da RTP seja mesmo esse, não se consegue posicionar como um canal público. Olhamos para a programação e parece um canal privado: a quantidade de concursos, coisas institucionais só porque sim, está dependente de certos tiques políticos. Achei muito estranho que, quando celebrou 52 anos, o slogan da RTP tenha sido “Informamos bem os portugueses há 52 anos”. Ora, durante 40 anos, a RTP era o braço media da ditadura. Não se pode dizer o que se diz. Como é que isso é possível?

Costumava ver reallity shows?

Às vezes picava, mas não me dizia nada. Não tem qualquer nexo, nem cá nem na América. Se calhar o “Peso Pesado” americano vem mais bem embrulhadinho, mas a merda é a mesma resume-se à exploração voyeurista. O que eu gostava era de saber como vão estar aquelas pessoas daqui a três anos. Isso sim, dava um bom documentário, perceber se o programa ajudou alguém. Supostamente aquilo é para ajudar, não é? Tudo muito propedêutico, mas daqui a uns tempos é que era interessante perceber o que lhes aconteceu. As pessoas que se inscrevem são lumpemproletariado, de estratos muito baixos intelectualmente, que, infelizmente, pensando que se estão a servir do sistema, acabam por ser usadas por ele. São abusadas, não sexualmente, mas na sua vida, a sua imagem, sentimentos, em tudo.

Nunca o convidaram para um reallity-show de famosos?

(risos). Não, nada disso. Nem aceitaria, obviamente. Acho que o princípio do “Big Brother” foi aquele mini laboratório que a NASA fez para experimentar a vida em ecossistemas fechados em vidro, com biólogos, psicólogos e onde se tentava criar em ambiente simulado o ambiente da terra. Era o sonho de passarmos a última fronteira, e isso sim, interessa-me. Acho inevitável, é evidente que temos de nos expandir para fora da terra.

Acredita mesmo nisso?

Acredito piamente. E há provas que podemos expandirmo-nos dentro da nossa galáxia. Já há tecnologia para ir a Marte. Por muito que tentemos preservar a terra, não será suficiente para albergar toda a gente. Parece ficção científica mas é real. O nosso destino vai ser esse, acredito nisso.

Conhecia os participantes do Último a Sair?

Não, só o Rui Unas e o Bruno Nogueira. O que achei interessante foi aquelas pessoas, vindas de ambientes completamente diferentes, tenham conseguido encontrar uma forma de se entender. Baseado num argumento, é certo. O Roberto Leal é incrível, está sempre a representar. Aquilo faz parte da natureza dele, o optimismo, o discurso final sempre que alguém sai, é tudo dele, não é do programa. Sabe que está a representar, leva muito a sério, mas ao mesmo tempo sabe que está a brincar.

Costuma ver-se no programa?

Sim. Mas é importante não julgar, nem achar muito bom nem muito mau. Nem sempre consigo, não sou muito crítico. Aos poucos fui começando a improvisar cada vez mais. Gosto de o fazer em determinados trabalhos, mas em textos mais sérios, de Brecht ou Shakespeare, não há margem para improvisação. Posso, isso sim, aprofundar a relação com o personagem, mas nunca alterar o texto para meter lá umas buchas.

É muito disciplinado na preparação dos seus trabalhos?

Sou disciplinado na entrega, mas não tenho um método do género, ”hoje decoro às 10, depois vejo as marcações, analiso o personagem, etc”. Não, isso não faço. É mais importante decorar.

Tem algum método para isso?

Decoro melhor quando me levanto às sete da manhã. Trabalho meia hora e volto para a cama, não consigo decorar três horas seguida. Depois é como a tabuada.

Costuma dizer que um actor aprende mais a fazer televisão do que cinema. Porquê? Não é um meio muito mais instantâneo?

A televisão não é apenas um grupo de miúdos das novelas deslumbrados. O que acho é que se filma muito mais e isso permite ao actor aprender muito melhor a relação com a câmara. Claro que no cinema em vez de 20 cenas faço três, mas na televisão aprende-se a urgência de fazer. Uma série de 13 episódios da HBO demora oito meses a fazer. Nós fazemos três episódios num mês. Temos os meios, bons realizadores, bons actores, argumentistas, falta-nos é tempo. Só assim a produção é mais cuidada. O Bocage eram oito episódios e demorámos um mês e meio, quando na realidade deveria ter demorado seis meses.

Por falar em Bocage, quando era novo diziam quer era parecido com ele.

Há três retratos do Bocage, mas ninguém sabe exactamente como ele era. Agora já não é bem assim, mas quando era mais novo as semelhanças eram de facto muito grande. Toda a gente me dizia, achava giro. Daquilo que li dele, acho que era um homem extremamente virulento, narciso até à ultima casa, mas um génio da poesia portuguesa do século XVIII. O grande problema dele foi ter misturado coisas muito boas com pornografia e com coisas mais fáceis. Mas ele era assim, uma espécie de rebel without a cause. Descobri poesias eróticas em casa do meu pai, numa edição de 1860, impresso em Bruxelas. Claro que era feito em Portugal, mas como era proibido em Portugal, os editores diziam que tinha sido impresso na Bélgica

Que idade tinha quando descobriu o livro?

13 ou 14 anos, em plena puberdade. Caiu-me que nem ginjas. Era um homem muito suis-generis, não era apenas um ordinário solitário, não levava nada a sério, excepto a ele. Achava-se o maior poeta português depois de Camões.

É quase irónico ter sido convidado para o papel.

Mais do que irónico, foi incrível. O argumento era do Mário Botequilha e Filipe Homem Fonseca. Baeei-me no argumento, e isso passava pelos diálogos e citações, tentei ser fiel ao espírito do argumento. Li grande parte da obra dele, e procurei perceber o espírito do tempo.

Mudando de assunto, ficou contente com a saída de José Sócrates?

Não fiquei contente como aquelas pessoas que odiavam de morte o Sócrates. Acho que todos os ciclos acabam, e o dele chegou ao fim. Foi um político corajoso que se enganou redondamente em certas estratégias, sobretudo nos últimos dois anos de crise. É pena que o PS, quando está na oposição, seja socialista, e quando está no Governo seja centro esquerda ou centro direita. De qualquer forma, a economia está tão má que houve medidas que tiveram de ser tomadas, estivesse quem estivesse no governo. Estamos numa época de ganância total. E foi a ganância que lançou esta crise em 2008.

E a entrada de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas em cena?

Não quero diabolizá-los como faz certa esquerda. Não sou liberal na economia, só noutras coisas, mas a coisa está tão má, e as soluções apontadas dos partidos à esquerda do PS são tão patéticas, perigosas e demagógicas, que gostaria que o PS tivesse um bocadinho mais de mão na coisa. Acho que eles estão eufóricos, vamos ver o que acontece. O FMI era inevitável, mesmo se o PEC 4 tivesse sido aprovado. O Sócrates também usou a ideia de que o chumbo fez o FMI bater à porta, mas eu acho que teve muito a ver com a conjuntura internacional. Se não houver um projecto político para a Europa, isto esfrangalha-se tudo. Acho que a ganância dos mercados continua, sobretudo vinda dos EUA.

É daquelas pessoas que partilha do anti-americanismo vigente?

Não, nada disso. Acho que a América é um bocadinho o lugar das experiências da liberdade. Era contra o Bush, obviamente, e achei criminosa a entrada no Iraque. Foi tremendo, mas há certas coisas que eu compreendo, como a tentativa de fazer um tampão no Afeganistão para evitar que aquele fundamentalismo se propague. Mas preferia que os americanos estivessem no Afeganistão. A Europa fala muito alto, mas quando é preciso usar bombas são os americanos a largá-las. As coisas no mundo árabe estão a mudar, ninguém sabe para onde, mas que se estão a transformar numa velocidade grande isso é inegável.

Como tem visto as mudanças na política cultural em Portugal? Sempre que vem a crise, lá se sacrifica a cultura.

A cultura tem de deixar de ser tão mariquinhas. Eu não gosto de choramingões, e há trinta anos que vejo gajos a choramingar e a traírem-se uns aos outros, a andar de punho cerrado e por trás a lamber o cu ao ministro ou ao secretário de Estado. Por isso, sabes o que te digo, eu caguei. Podes mesmo escrever, eu caguei para isso, cago para a política cultural.

Mesmo que desapareça, que deixe de existir um ministério da Cultura?

Não me interessa, caguei. Não vai deixar de existir, eles precisam sempre de fingir que têm cultura. É tudo tão feio na política cultural, a maneira como os agentes culturais não se unem…

Está a falar de subsídios?

Há coisas que não deviam ser subsidiadas, pura e simplesmente, ponto. Estão a tirar o lugar a outros. Os critérios não existem: são do compadrio, “já que demos a este agora vamos dar ao outro”, distribuem-se as migalhas, tentam distribuir o mal pelas aldeias. Há quem tenha direito ao subsídio: o Teatro de Almada, a Cornucópia, o Teatro Aberto. Quanto ao futuro, não sei. Seja como for, não havendo dinheiro, as pessoas têm de continuar a trabalhar. Acho que pelo menos 1% do Orçamento do Estado devia ser para a cultura, porque gera riqueza. Mas o poder político ainda não percebeu isso. A comedie française tem 40 milhões de euros por ano. Há quem diga que é demais. Cá temos pouco dinheiro e pouca atenção. Historicamente, o PSD sempre teve muito pouca sensibilidade cultural, o que é curioso porque o Durão Barroso sempre gostou das artes performativas. Vi-o muitas vezes, tal como ao Paulo Portas, em espectáculos, mas nunca vi gente de esquerda.

Enquanto actor, sente a crise?

Por agora não, mas acho que vou sentir.

A publicidade ajuda…

É um trabalho relativamente bem pago e que me permite fazer escolhas, embora há muito que as tabelas não são actualizadas. Empresto a voz, mas dou prioridade ao teatro. Se tiver um ensaio à mesma hora da gravação de um anúncio, vou ao ensaio.

Há algum tipo de anúncios que se recuse a fazer?

Não trabalho para empresas de crédito pessoal. Aquilo é uma desgraça para as famílias, um endividamento que nunca mais acaba. Mas dá-me muito gozo fazer vozes, é um trabalho muito criativo.

Tem algum artista que possa considerar um ídolo?

Ídolos não tenho, mas admiro o trabalho de muita gente. Para além do Bocage, Shakespeare, Becket. Mas gostei de trabalhar com o Viegas, que era uma referência. Considerava-o uma espécie de Bocage dos nosso dias, um tipo incrível. Era um gajo muito mais mordaz do que se possa imaginar. Fazem falta tipos assim, esse tipo de actor não existe, toda a gente quer fazer a sua carreira certinha, o Mário estava-se nas tintas para isso, sempre foi muito caótico. Quando andava com ele nunca se sabia o que ia acontecer. Era um tipo muito revoltado mas que adorava viver e que extravasava para o espaço público toda a sua loucura, ele fazia de si próprio o espectáculo. Mais que polémico, era javardo, nada era sagrado para ele, tudo era passível de riso e de escárnio.

Encontra alguma explicação para não se encontrar gente assim tão ousada como ele?

A ideia do artista louco está a desaparecer. E a ausência dessas figuras empobrece o panorama, não tenho dúvidas quanto a isso. Há uma maior profissionalização dos jovens actores. As pessoas não brincam quando querem ser actores. Mas isso não é tudo: o Vasco Santana era filho de um empresário de teatro e era um bon vivant, adorava os artistas, os bastidores. Não sabia nada de teatro, mas conhecia os ambientes todos da cidade, o bas-fond, conhecia as personagens. Um dia faltou um tipo para fazer a peça e foram buscá-lo a Avenida da Liberdade. O êxito foi tão grande que o outro gajo não voltou mais.

E a história com a Glenn Close. Contracenou ou não com ela?

Isso é um erro, toda a gente diz isso, mas eu nunca entrei na Casa dos Espíritos. Fui lá fazer uma audição para um papel, mas a cena foi cortada. De qualquer forma o meu nome vem no filme. É estranho.

Estudou antropologia, mas nunca concluiu. Isso foi por causa do teatro?

Não, o teatro foi uma coisa fortuita, de qualquer forma não passei do primeiro ano de antropologia. Um dia, um amigo disse-me que o grupo de teatro da Comuna estava a abrir um curso para jovens actores e eu achei graça. Acabei por ficar, fui ficando… Primeiro por curiosidade, mas sempre com a consciência que se não tivesse jeito iria procurar outras coisas. Gostava de história, psicologia.

Recorda-se da sua estreia em palco?

Fui substituir um actor numa peça de Brecht mas não fazia a mínima ideia do que estava ali a fazer. Estava habituado a trabalhar em ateliês, a fazer exercícios, nada de peças. Deu-me uma branca, foi muito estranho. Fiquei completamente desorientado. Não há muito que se possa fazer nessas alturas, espera-se que o texto venha, ou que um colega salve a coisa.

Mesmo assim continuou a tentar.

Sim, se estivesse à espera do sucesso mais valia mudar de profissão. Muitas vezes falhamos, ou falha a peça. Estava convicto de que era aquilo que queria fazer, mas ainda não estava bem preparado. Tinha essa desculpa.

Prefere o teatro ao cinema e televisão. Porquê?

O teatro é a minha área. Foi onde comecei e é onde sinto que consigo aprofundar mais a arte de representar. Há uma maior proximidade com o público. O escrutínio do público assusta-me. Não se trata das palmas, é saber se há ou não público. Há peças boas que estão vazias, já vi isso acontecer sem saber porquê.

Tem dois irmãos. É muito dado à família?

Nem por isso, somos os três daqui de Lisboa mas não estamos muitas vezes juntos. Quando éramos pequenos íamos para Mangualde, perto de Viseu, e passávamos lá as férias. Viseu era longe. Quando o meu avô morreu, o meu pai não ficou com a quinta, por isso nunca mais lá voltei. Está muito modificado, se fosse igual eu queria voltar. Tinha um lago enorme, barcos a remos. Era assim coisa mesmo à anos 30.

Tem facebook?

Tenho, mas é raro lá ir. Acho que é um fenómeno irreversível, vai alterar para o bem e para o mal toda a maneira que temos de nos socializar. Não gosto muito de pensar dessa forma, ”será positivo ou negativo?”. A invenção dos fósforos, foi boa ou má? Se pensarmos num pirómano que pega fogo ao monte, foi má. Se for para nos acender o lume numa cabana e nos aquecermos, já não. É uma consequência da nossa evolução tecnológica, tudo fica mais perto, estando longe. Daqui a 20 anos vamos estar todos a rir disto tudo, como agora achamos impensável haver televisão a preto e branco ou a ausência de telefone. Será uma coisa anacrónica. A evolução é voraz e transforma-nos. Tu estás a usar um telemóvel para gravar a conversa…

Ainda sai muito à noite?

Saí durante 30 anos e agora saio menos. Era muito boémio, mas não muito excessivo. Vivia à noite. Ia para os copos na bica, fazia uma vida mais nocturna. Divertíamo-nos como todas as gerações o fazem. Mas durante os anos 90 a noite de Lisboa era muito animada. Muitos dos trabalhos que combinei, eram na noite. Íamos ao Frágil. Hoje saio menos, mas gosto de sair, claro.

É habitual ser abordado na rua?

Não tenho exposição pública. Só através do meu trabalho, ao fim de 30 anos a aturarem-me é natural que me conheçam na rua. E ainda assim não é toda a gente. Às vezes fico vaidoso quando me falam, mas não passa disso. Nunca me aborreço, as pessoas não me chateiam.

Reparei que tinha ali uma Playstation. É muito dado aos jogos?

Gosto, mas a minha está estragada. Jogo muito coisas de tiros, com o Jorge Mourato, o Bruno e o Nuno Lopes. O meu preferido é o “Call of Duty”. Às vezes jogo online, que é incrível. A minha especialidade era sniper. Uma vez abati 22 tipos seguidos. Online dá muita adrenalina. Mas agora está avariada, tenho de a trocar. Os gajos não arranjam. Telefonas para lá – esta é a primeira que saiu – e os gajos pedem-me para dar esta, mais 180 euros e garantem que põem aqui uma nova com dois anos de garantia.

Vai ter férias?

Estou parado, mas no dia 18 começo uma peça com Bruno Nogueira. Quero ir uns dias para o Algarve. Vou alugar uma casa e fazer aquelas férias de acordar de manhã, ir até a praia, fazer vida sempre igual. Imagina que ia uma semana à Grécia (risos), descansava a cabeça mas não o corpo. Não sou gajo para ir daqui à Costa de carro, preferia meter os pés numa bacia e ficar no meu quintal.

O que é para si ser português?

Acho que estamos arredados. Nós e muita gente, temos sempre tendência a querer ombrear com os maiores, mas como não somos os maiores, isso acaba por se traduzir num complexo de inferioridade. Mas eu adoro ser português. Gosto de Lisboa e até de uma certa vida parola que levo. A cidade desenvolveu-se muito em termos culturais nos últimos quinze anos. Hoje temos dificuldade em escolher. Acho que estamos a atravessar tempos difíceis, mas há povos que estão piores. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/135368-miguel-guilherme-estou-me-cagar-politica-cultural, a 8 de Julho de 2011, em Jornal I

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Conheça as Estreias Deste Verão…

Estreias de Verão... Fonte: http://www.ionline.pt/

Hoje trago um artigo que achei bastante interessante e que versa sobre 10 filmes que vão estrear este verão.

« Dez filmes para uma estação escaldante

Nem só de termómetros e calendários vive a certeza de ter chegado o Verão. Um olhar sobre os próximos filmes a estrear nos cinemas revela-nos a mesma certeza: entrámos na silly season. Não é uma crítica. Os blockbusters não são menos necessários à sobrevivência da espécie que o cinema de autor. Até final de Agosto, aguardam- -nos super-heróis, robôs, cowboys e extraterrestres, personagens de banda-desenhada e muito pouca coisa de carne e osso. Afinal vai estar demasiado calor para pensar e no cinema ao menos há ar condicionado. E não se fala da troika

01 Transformers 3
De Michael Bay
Com Shia LaBeouf, Rosie Huntington-Witheley
Estreia 30 de Junho

 

Os autobots bons e os autobots maus vão guerrear por uma nave que se despenhou na Lua. Megan Fox foi corrida, de modo que se arranjou outra moça para o difícil papel de passar duas horas a gritar enquanto é arrastada pela mão de Shia LaBeouf. O grande princípio estético que norteia a arte de Michael Bay é, como sabemos, fazer sempre explodir mais qualquer coisa que no filme anterior, de modo que o mínimo que podemos esperar para um ameno início de Verão é o apocalipse nuclear.

 

02 Capitão América: O Primeiro Vingador
De Joe Johnston
Com Chris Evans, Hugo Weaving
Estreia 4 de Agosto

 

Em 1989, Joe Johnston deu-nos “Querida, Eu Encolhi Os Miúdos”, filme que tem servido de inspiração a títulos de toda a espécie de coisas: artigos de jornal, programa de TV, publicidade engraçadinha. Depois mudou radicalmente de género. Como o título indica, “Capitão América” promete ser apenas o primeiro de mais uma saga/chaga (riscar o que não interessa) de adaptações de super-heróis, desta vez explorando o filão dos Vingadores. Candidato a flop do ano, mas a concorrência é feroz.

 

03 Lanterna Verde
De Martin Campbell
Com Ryan Reynolds, Blake Lively
Estreia 18 de Agosto

 

Continuando a percorrer o arco-íris, encontramos Hal Jordan, o primeiro ser humano seleccionado para integrar a força policial intergaláctica que mantém a paz no universo. Claramente, já andamos a chafurdar na segunda ou terceira divisão dos heróis e Ryan Reynolds não parece ter o arcaboiço nem o carisma mínimos exigidos aos justiceiros mascarados. Mas “Lanterna Verde” é realizado por Martin Campbell, o homem que já salvou duas vezes James Bond (“GoldenEye” e “Casino Royale”).  Tudo é possível, pois.

 

04 Planeta dos Macacos: A Origem
De Rupert Wyatt
Com James Franco, Freida Pinto
Estreia 11 de Agosto

 

É nessa mesma ordem de ideias que chega, na semana seguinte, a prequela ao “Planeta dos Macacos”.
Nos termos da biologia, poderíamos estar a falar de um combate dinossauros vs. microrganismos, o que até poderia ser interessante, mas não. O que nos espera é um realizador inexperiente, com dois actores que têm falhado o salto para o primeiro escalão, a revisitar uma saga que já deu mais do que tinha a dar. Se isto for bom, prometemos passar uma semana inteira a bananas.

 

05 Carros 2
De John Lasseter & Brad Lewis
Vozes Owen Wilson, Larry the Cable Guy
Estreia 7 de Julho

 

Há cinco anos, “Carros” foi bem recebido, mas não entrou para o quadro de honra da Pixar. Contudo, era um dos filmes preferidos de John Lasseter e, assim que se fechou “Toy Story”, entrou em marcha a sequela. Lightning McQueen e Mater vão fazer a rodagem por Japão, Inglaterra e Itália, a meias entre o Grande Prémio Mundial e uma incursão na espionagem. Passamos dos carros-robô de Bay para os amistosos de Lasseter. Qualquer dia, em vez de um homem dourado, os Óscares são entregues em forma de piston.

 

06 Conan the Barbarian
De Marcus Nispel
Com Jason Momoa, Ron Perlman
Estreia 25 de Agosto

 

Na nossa vida há três Conans: o rapaz do futuro de Hayao Miyazaki, Conan O’Brien e Arnold Schwarzenegger. Duvidamos que seja humanamente possível encontrar espaço para mais um (suspeita confirmada pelas primeiras imagens do remake). Conan parte para vingar a morte do pai e a destruição da sua aldeia – não se espera, pois, um filme contemplativo
a apelar à reflexão. Desconfiamos que, depois de sermos apresentados aos dotes de representação de Jason Momoa, Arnie vai parecer um Marlon Brando.

 

07 Os Smurfs
De Raja Gosnell
Vozes Neil Patrick Harris, Hank Azaria
Estreia 11 de Agosto

 

Recentemente acusados de propagandear ideais estalinistas, os pobres  estrunfes vêm a terreiro defender-se. Mas há mais: 53 anos depois de terem sido publicados pela primeira vez, pelo belga Peyo, vêm reivindicar o belo tom de pele que James Cameron sonegou para entregar às criaturas de “Avatar”. A sinopse diz que os estrunfes vão ser expulsos da aldeia pelo feiticeiro mau Gargamel, dando por si, depois, entre cogumelos e verdura em Central Park. Para filhos principiantes e pais nostálgicos.

 

08 Harry Potter e os Talismãs da Morte Parte II
De David Yates
Com Daniel Radcliffe, Emma Watson
Estreia 14 de Julho

 

Quando a saga começou ainda pagávamos em escudos; se durasse mais, talvez ainda voltássemos a fazê-lo. Mas prometem-nos que é o último, depois de sete livros, oito filmes e muitas imitações. Entre feitiços e borbulhas, espera-se que Harry e companhia enfrentem, finalmente, Lorde Voldemort. Depois hão-de atingir a terra prometida: a idade adulta. Na verdade, com tantos poderes, não se percebe como é que Harry nunca fez um feitiço para que a adolescência passasse mais depressa.

 

09 Cowboys & Aliens
De Jon Favreau
Com Daniel Craig, Harrison Ford
Estreia 25 de Agosto

 

De acordo com a “Empire”, quando Ford leu o guião disse: “Porque é que vocês tinham de estragar um western perfeitamente decente com esta treta dos aliens?” A verdade é que aceitou o papel, o que significa que vamos ter Indiana Jones e James Bond juntos e a cores no mesmo ecrã. Não há meio termo na expectativa para este filme de Jon Favreau, responsável pelos dois “Homem de Ferro”: ou dá um filmaço ou dá asneira. De qualquer das formas, o Verão vai fechar em grande. É assim que gostamos dele.

 

10 Super 8
De J. J. Abrams
Com Kyle Chandler, Elle Fanning
Estreia 28 de Julho

 

Uma raridade neste Verão: um filme original, isto é, que não é nem sequela nem remake nem adaptação. Abrams continua nos territórios de eleição, o mistério e a ficção científica, mas recua até 1979 para encontrar um grupo de miúdos que filma casualmente um acidente de comboio. Depois, começam a acontecer coisas estranhas na pequena localidade do Ohio. Spielberg produz, o que é boa notícia para uns e má para outros. Em todo o caso, os rumores que chegam dos Estados Unidos dizem que é “must see”. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/131685-dez-filmes-uma-estacao-escaldante, a 21 de Junho de 2011, em Jornal I

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Um Artigo Sobre Direitos de Autor dos Mais Pequeninos….

Direitos de Autor... Fonte: http://www.ionline.pt/

Após um período de Férias e algum trabalho fora das minhas condições normais, voltei, e hoje trago um artigo que li na nossa imprensa, referente a direitos de autor, que vou passar a transcrever.

« Pelos direitos de autor, desde pequenino

O Colégio Moderno, de Lisboa, foi o grande vencedor do prémio “Somos Todos Autores”, sobre os direitos de autor.
Anunciado por Luís Silveira Botelho, inspetor-geral da IGAC e membro do júri, composto também por Diogo Infante, André Sardet, Leonor Silveira e Pedro Campos (da SPA), o prémio ficou, no entanto, por entregar à escola vencedora que não compareceu na cerimónia, realizada, esta tarde, no Teatro Nacional D. Maria II.
O mesmo não se pode dizer dos restantes finalistas, alunos de escolas de Faro, Sines e Figueira da Foz, que estiveram presentes e receberam em forma de diploma e outras distinções o reconhecimento pelos seus trabalhos dedicados ao tema dos direitos de autor.
Este ano, o desafio era elaborar um guião para um filme de animação, onde as crianças se colocassem na posição de criadores e imaginassem as suas obras a ser pirateadas. Apesar do prémio principal ter ido para o Colégio Moderno, que verá a sua produção exibida nas salas de cinema, também a escola da Figueira da Foz, que criou um site alusivo aos direitos de autor, levou para casa duas distinções: uma para os nomes mais criativos, entre eles Capitão Impressora e Paulito Manuscrito, e outra para melhor ilustração. As restantes escolas receberam prémios de participação.
Luís Silveira explicou ao i que “este projecto coloca as crianças no papel de autores, a sentirem o que é a sua obra e o destino a dar-lhes”. Segundo o inspector da IGAC, a pirataria, sobretudo na área da música, registou um forte aumento, daí que, na sua opinião, a prevenção dos mais novos seja a aposta para proteger os direitos de autor.
“As crianças a partir dos seis anos já têm acesso à internet e já sabem extrair conteúdos. Este tipo de iniciativas permite interiorizar e reverter comportamentos”, afirma.
Esta é também a visão de Diogo Infante, director do Teatro D. Maria II. Apesar de na adolescência se firmarem gostos e do tempo passado em frente ao computador aumentar consideravelmente, o actor considera “pertinente que se ‘ataque’ esta faixa etária, entre os 6 e os 12 anos, porque estamos a trabalhar nos valores” e para que os mais novos comecem desde cedo a ter noção que a pirataria não é legítima, mesmo que tenham acesso a ela. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/131175-pelos-direitos-autor-pequenino, a 20 de Junho de 2011, em Jornal I

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Conheça as Melhores Mães da Ficção…

Conheça as Mães da Ficção... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago um artigo, que embora esteja um pouco atrasado, achei bastante piada visto que o mesmo é referente às mães…

« Dez mães inesquecíveis. Além da nossa, claro

 Domingo celebra-se mais uma efeméride propícia ao desenvolvimento do negócio das flores: o Dia da Mãe. Não lhe vamos sugerir presentes para a sua mãe guardar em cima da cómoda, nem t-shirts com fotografias de família. Em tempos de crise, fazemos uma homenagem às mães ficcionais que nos acompanham na literatura, no cinema, na televisão e na música. Não são perfeitas mas vale a pena recordar. Pedimos desculpa, em avanço, por algum excesso de lamechice maternal

 TELEVISÃO

01 Marge Simpson; “Simpsons”

É a mãe que nos acompanha há mais tempo. Marge Simpson merece um lugar no livro do Guiness como a mais paciente das mães. Há 20 anos que a vemos tratar de uma bebé, que apesar de todas as atenções e carinhos não fala (só o fez uma vez com a voz de Elizabeth Taylor), de um terrorista e de uma intelectual. Marge Simpson dedica a vida à família e sabe adaptar-se a todas as situações. Dos dramas teológicos e científicos de Lisa, às crises de mau feitio de Bart e às necessidades de Maggie.

02 Gloria; “Uma família muito moderna”

É um tributo às mães latinas. Gloria (Sofia Vergara) está sempre agarrada a “Manny”, um miúdo gordinho, intelectual, muito adulto para a idade. É uma mãe que sabe ser autoritária quando é preciso, mas estraga-o com mimos. Só não gosta quando ele arranja namoradas. Começa a competição: “Ela ou eu?”

03 Estelle Constanza; “Seinfeld”

Prémio de mãe mais chata e com a voz mais estridente da televisão vai para Estelle Constanza (Estelle Harris). A mãe de George Constanza é uma dona de casa dedicada que ensina uma bonita lição ao filho: a vida é dura, as discussões são coisas normais e um casal disfuncional também funciona. Quer o melhor para o seu “Georgie” e não tem problemas em envergonhá-lo.

Cinema

04 Leigh Anne Tuohy; “Um sonho Possível”

Supermãe americana que vai fazer tudo por tudo para que os filhos tenham sucesso. O empenho é tal que decide adoptar um adolescente negro com um passado problemático. “Tens algum sítio para dormir? Não te atrevas a mentir-me.” Apresentações feitas, Leigh (Sandra Bullock) passa a tomar conta de Mike com a mesma dedicação que dá aos seus próprios filhos.

05 Christine Collins; “A Troca”

Neste filme ficamos a conhecer a perseverança de uma mãe. Christine Collins, que, com um ar frágil, luta para encontrar o filho desaparecido e não vai desistir por nada. A polícia dá-lhe uma criança que não é a sua e Christine não alinha na história inventada pelas autoridades. É internada num manicómio, mas não desiste de saber o que aconteceu ao filho. Baseado numa história verídica, o filme é de Clint Eastwood e tem Angelina Jolie como protagonista.

06 Mrs. Gump; “Forest Gump”

“My momma always said” (a minha mãe sempre disse), é uma das frases mais repetidas por Forest Gump (Tom Hanks). A mãe era Sally Field, uma mulher inteligente, solidária e que educou sozinha um filho com problemas mentais. Fez dele um homem independente e sem medos. “A vida é como uma caixa de bombons, Forest. Nunca sabes o que te vai calhar”, é a sua frase mais conhecida.

Música

07 Julia, “The Beatles”

Em 1968, John Lennon escreveu uma letra que imortalizou a sua mãe. É certo que não é uma figura de ficção, mas está incluída nesta categoria porque já faz parte da cultura popular. John Lennon perdeu a mãe quando tinha 17 anos. Depois do tema “Julia”, ainda com os The Beatles, escreveu outra música de homenagem: “Mother”. Julia não era uma mãe exemplar, mas foi ela que ensinou John Lennon a tocar o banjo e lhe comprou a primeira guitarra.

Literatura

08 Gertrudes; “Hamlet”

É uma mãe muito polémica. Gertrudes casa com o cunhado, Claudio, que terá assassinado o seu marido. Não sabemos se é por ser muito inocente ou muito perversa. Seja como for, Hamlet continua a gostar da mãe e ela tenta apoiá-lo ao máximo. Existem muitas teorias sobre a mãe de Hamlet e estudiosos garantem que ela não sabia que o marido tinha sido assassinado pelo cunhado.

09 Mrs. Bennet; “Orgulho e preconceito”

A típica mãe conservadora que quer o melhor para as suas filhas. No século xix, isso significava casar com homens ricos. Era uma daquelas mães inconvenientes, que dizem coisas que não devem, e um pouco preconceituosa. Tinha um grande coração, estava era mesmo junto à boca e saia tudo cá para fora. Ser bela e bela parecer era o mais importante.

10 Mrs. March, “Mulherzinhas”

É preciso um pulso forte para educar sozinha quatro filhas: Jo, Meg, Beth e Amy. A escritora Louisa May Alcott criou uma mãe solidária, trabalhadora, amorosa, ética e inteligente. Mrs. March está sozinha porque o marido está na guerra e tem de trabalhar para sustentar a família. As filhas têm tempo para discussões sobre boas maneiras ou se devem ou não trabalhar. Nesta casa não há espaço para castigos corporais. Santa mãe. Só pode ser uma personagem de ficção, tal é a falta de defeitos. Desculpem mães, mas sabemos que são humanas. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/120104-dez-maes-inesqueciveis-alem-da-nossa-claro, a 02 de Maio de 2011, em Jornal I

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Um Artigo Eva Mendes….

Hoje trago um artigo que saiu num jornal da nossa praça e que versa sobre a Actiz Eva Mendes, passo a transcrever o mesmo.

« Eva Mendes. O fruto proibido é o mais apetecido. Não é, Sam Worthington?

Actriz regressa ao grande ecrã em “A Última Noite”, um filme sobre relações, crises matrimoniais e sentimentos de culpa. Eva contracena com Keira Knightley, Gillaume Canet e Sam Worthington e faz o papel de uma mulher por quem Sam, casado, se perde de tentação

Lá vem ela sabendo que é linda. Com o assistente pessoal à frente, a falar alto, como se viesse a espantar a passarada. Quer desimpedir o caminho, tirar os fotógrafos da frente das escadas, para não apanhar desprevenida Eva Mendes. Não corre uma aragem no famosíssimo hotel La Mamounia, em Marraquexe, mas a actriz, de vestido a meia perna branco rendado, com transparências, desenhado por Oscar de La Renta, parece um anúncio de televisão em câmara lenta: elegante, com uma aura que faz com que todos os olhares se fixem nela. Por momentos, imaginamos uma ventoinha gigante à sua frente a soprar-lhe os cabelos. Mas num sítio onde não corre vento? É imaginação ou superprodução?

Eva escolhe sentar-se na cadeira que fica de costas para os fotógrafos de ocasião que estão espantados com a presença neste jardim com centenas de laranjeiras: “Assim estou mais relaxada a falar, não tenho de estar preocupada!”, sorri, enquanto cruza a perna ao sol. A actriz esteve no festival de cinema de Marraquexe a apresentar o seu último filme, “A Última Noite” – que estreia quinta-feira em Portugal – um drama realizado pela norte-americana nascida no Irão Massy Tadjedin e onde contracena com Keira Knightley. Ou melhor, Eva é a “oponente” de Keira neste filme. Faz o papel de colega de trabalho do marido de Knightley, Sam Worthington.

“A Última Noite” passa-se em Nova Iorque e conta a história de quatro pessoas perdidas. Knightley e Worthington são um casal – Joanna e Michael, cuja relação já conheceu melhores dias. Eva Mendes faz o papel de uma mulher chamada Laura que, depois de uma série de romances falhados, numa viagem de negócios com o colega de trabalho, Michael, percebe o adensar da sua atracção por este homem… casado. Curioso que Massy tenha escolhido Eva para fazer a personagem que é o fruto proibido para Sam Worthington. A quarta pessoa desta história é Alex (o actor francês Guillaume Canet), um amor antigo de Joanna que aparece em Nova Iorque para a rever precisamente na altura em que o marido está fora.

Eva esclarece ao i que este é um trabalho “sobre relações”, o tipo de histórias que ela tanto gosta de fazer por ser “algo com que todos nos podemos relacionar”. “É um filme muito interessante sobre as complicações de estar casado e não estar casado. Achei uma história muito provocante.”

Estas personagens têm de lidar com sentimentos de dúvida, de incerteza, mas também de culpa. “Faz-nos pensar nas nossas acções e nas consequências. E aqui todos assumem o papel da outra pessoa. Ou seja, eu faço o papel da ”outra”, mas também a Keira, o Guillaume e o Sam. E é raro isso acontecer… Adoro filmes sobre relações!” Mesmo tendo o papel de “outra”, e intrometer-se na relação de Joanna e Michael, Eva Mendes explica que, como actriz, não assumiu nunca o papel de uma mulher maldosa, traiçoeira – enfim, uma cobra no Paraíso – com a única intenção de acabar com um casamento. “Nada disso. Nada de ”mulher fatal”. As personagens são todas elas muito complexas e estão todas a atravessar um momento difícil. A atitude não é a de chegar ao meio do casamento e roubar ninguém. Aliás, todos têm uma razão para fazer aquilo que fazem…”

Mulheres ao poder

A actriz confessa que em “A Última Noite” cumpriu um dos seus sonhos profissionais: trabalhar com Keira Knightley – mesmo que isso signifique destruir o casamento da sua personagem. “Para mim, é a melhor actriz que há neste momento. Ela e a Marion Cotillard são as minhas favoritas. Isto já para não falar que são as duas incrivelmente lindas, além de supertalentosas. Há já algum tempo que eu estava a querer trabalhar com a Keira. Agora que já cumpri esse desejo, a Marion é a próxima na minha lista!” Mas haverá planos para esse filme? “Sim! Quer dizer, mais ou menos… Pode ser num projecto chamado ”Qualquer coisa que ela queira fazer comigo” [risos].”

O filme marca ainda a estreia como realizadora de Massy Tadjedin, que já tinha muitos trabalhos como guionista. A actriz elogia muito este arranque de Tadjedin, que escreveu também esta história. Mas Eva gostaria de ver as mulheres a assumir maior protagonismo na cadeira de realizador. “Foi muito bom poder apoiar o trabalho desta mulher, que escreveu um guião sobre relações, com que todos nos identificamos. Acho que depois da Kathryn Bigelow [vencedora do Óscar para Melhor Realizador em 2009 com “Estado de Guerra”] ou da Angelina Jolie [estreia este ano o seu primeiro filme sobre a guerra da Bósnia], esta é uma excelente altura para as mulheres ganharem protagonismo como realizadoras e mostrarem mais os seus pontos de vista no cinema”, invoca. E Mendes não o diz da boca para fora. Ela própria já meteu as mãos à obra numa curta-metragem: “Senti-me muito motivada para o fazer. É um trabalho pequeno, mas que me deu muito gozo. Chama-se ”California Romanza” e é com a Christina Ricci”, revela, podemos chamar-lhe, a aspirante a realizadora Eva Mendes. Esse trabalho pode ser encontrado no YouTube.

Vocação… material

Aos 37 anos, Eva, actriz de origens cubanas, nascida em Miami, apresenta um extenso currículo que começou no início da década de 1990, em pequenos trabalhos na moda e depois no cinema. Da sua filmografia fazem parte grandes trabalhos, como “Dia de Treino”, “Era Uma Vez no México”, “Nós Controlamos a Noite” ou o recente “Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans”. O estrelato terá chegado em meados de 2005, quando fez par romântico com Will Smith na comédia “Hitch”. Mas por essa altura já a conta bancária estava recheada e a dívida com a mãe saldada: a de comprar-lhe uma casa.

Em criança, o sonho da pequeñita Eva era ser freira. Hoje, muitos homens agradecem aos céus o facto de a actriz não ter recebido o chamamento divino. “Comecei a dizer que queria ser freira quando tinha uns cinco anos. A nossa família era pobre, humilde, e as pessoas riam-se de mim ainda mais quando eu dizia à minha mãe, muito ingénua: ”Mami, quando for grande vou comprar-te uma grande casa e um carro””, recorda. “Só aos dez anos é que a minha irmã mais velha me perguntou: ”E como é que lhe vais comprar essas coisas todas? As freiras não são pagas!” Pronto, a minha vontade de ser freira ficou-se por aí!”, ri-se a actriz, que nunca mais teve “conflitos interiores” relacionados com a entrega da sua vida a Deus. Acabou por cair nos braços do realizador George Gargurevich, em 2002. Já a promessa à senhora Mendes foi cumprida “há oito anos”, por altura do filme que fez com Denzel Washington, “Dia de Treino”: “Foi um momento muito emocionante. Mas a minha mãe não conduz, por isso comprei-lhe só a casa. Ainda me poupou algum dinheiro!” »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/118351-eva-mendes-o-fruto-proibido-e-o-mais-apetecido-nao-e-sam-worthington, a 20 de Abril de 2011, em Jornal I

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Uma Entrevista à Actiz Catarina Wallenstein…

A Entrevista a Catarina Wallenstein Fonte: http://www.atalantaclapfilmes.blogspot.com

Hoje trago uma entrevista com a Catarina Wallenstein, veja a peça jornalística.

« Catarina Wallenstein. “O palco é um abismo muito maior”

A actriz de 24 anos sobe hoje ao palco do Teatro Aberto, na antestreia da peça “O Álbum de Família”. Não fala da vida pessoal e confessou fazer parte da geração à rasca por opção própria

Fumou um cigarro a correr e falou no intervalo dos ensaios, na hora em que devia estar a jantar. Deixou-se cair nas cadeiras vermelhas do Teatro Aberto e confessou estar “de rastos”. Catarina Wallenstein tem 24 anos e é uma das actrizes mais promissoras da nova geração, segundo o European Film Festival, que lhe atribuiu o prémio de Jovem Talento em 2007. Queria ser cantora lírica – como a mãe – mas acabou por se entregar à representação – como o avô e o tio. No cinema estreou-se aos 19 anos, em “Lobos”, de José Nascimento, ao lado de Nuno Melo, com quem protagoniza uma incestuosa cena íntima (os personagens eram tio e sobrinha). Já contracenou com Catherine Deneuve, num pequeno papel em “Aprés Lui”, foi a “miúda” de Eça em “Singularidades de uma Rapariga Loura”, de Manoel de Oliveira, e uma vampira impiedosa em “Destino Mortal”. Sexta-feira sobe ao palco do Teatro Aberto com “O Álbum de Família”, de Rui Herbon, com encenação de Tiago Torres da Silva.

A acção da peça passa-se antes ou depois do 25 de Abril?

É difícil de explicar, vamos lá ver se eu consigo. O protagonista está depois do 25 de Abril mas convoca memórias e a minha personagem está antes do 25 de Abril.

Foi difícil entrar num tempo que não é o seu, mas que também não é assim tão longínquo?

É complicado, principalmente para a minha geração. Eu tinha uma avó que tinha um pouco esse papel. Ela era neta do primeiro-ministro da I República, era toda uma linhagem de família muito engajada. Era ela que me contava… Mas só pelas descrições, leituras ou documentários não é possível perceber como era a vida nessa altura. As histórias que nos contam são pequenos factos. Não sei como é o ambiente, tenho algumas referências que me contaram mas a nossa geração não pode ter… não consegue.

Vem de uma família de artistas. Seguiu este caminho porque a incentivaram?

Sempre foi normal esta coisa, o fazer desenhos nos bastidores nos ensaios dos pais ou assistir às aulas de canto da minha mãe, ir ao teatro era naturalíssimo para nós. Os meus avós foram muito responsáveis por isso, levavam-nos ao teatro quando éramos pequenos. E depois sempre foi aquilo que me interessou, nunca me imaginei num trabalho das nove às cinco. A primeira coisa que quis ser foi cantora de ópera.

E foi assim que começou.

Tanto eu como o meu irmão fomos inscritos numa escola de música desde pequeninos, na Fundação Musical dos Amigos das Crianças. Estudei violoncelo e andei no coro. Aquele coro era o que fazia as óperas infantis no São Carlos e desde pequena que participei em várias. Depois descobri que havia um ateliê de teatro no Liceu Francês, onde eu andava, e achei importante experimentar o lado cénico. E fiquei fascinada.

Trocou o canto pela representação definitivamente?

O canto é uma coisa que sempre me acompanha. Lírico ou não. Há fases em que exercito o instrumento, é como as espargatas, se não se exercita depois já não se chega aos agudos, mas o canto faz parte de quem sou. Mas nunca mais pensei “é isto que vou fazer da vida”.

O que é que a cativa na profissão?

A construção da personagem, do detalhe, do poder mudar as coisas de um dia para o outro. Lembro-me que na minha primeira actuação a minha mãe me disse umas coisinhas – “Não estejas sempre tão zangada, tão pesada”- e o gozo que me deu, no dia seguinte, compor a personagem, acho que foi nessa altura que decidi ser actriz.

Qual é o verdadeiro amor: teatro, cinema, televisão ou canto?

Não sei… Não tenho tanta experiência assim em nenhum deles. Agora sinto-me mais confortável a trabalhar com câmara, cinema, porque há mais tempo, há todo um tipo de controlos técnicos e entre as gotas da chuva já sei mais ou menos qual é o meu espaço. O palco é um abismo muito maior, está a ser uma descoberta.

No filme “Lobos” tem uma cena muito íntima e de nudez com Nuno Melo. Como é a preparação para uma cena dessas?

Convencemo-nos de N coisas para não pensar na parte desconfortável e constrangedora. Estou aqui, estou a encarnar, é um personagem, este senhor é muito querido e meu amigo mas nada tem a ver comigo. Depois há muitos cuidados que se tem em rodagem para os actores estarem mais confortáveis. A equipa é reduzida, para não haver tanta gente a olhar e não ficarmos constrangidos com técnicos. Uma data de cuidados pequenos que nos fazem sentir mais mimados. A equipa do guarda-roupa corre com roupões para cima de nós quando acaba a cena, para nos taparmos e haver aquela ilusão de acaba a personagem: “Já não sou eu, não estou nua à frente de toda a gente.”

Voltando atrás, ao 25 de Abril e às mudanças sociais: identifica-se com a geração à rasca?

Não estou num meio standard nem tenho um ritmo de vida standard. Evidentemente que há meses em que estou muito à rasca porque não tenho sequer um part–time. O ano passado estive oito meses parada, depois fiz umas sessões, depois estive três meses sem fazer nada, depois surgiram umas locuções… Acho que nós escolhemos viver à rasca e o à rasca não é só o dinheiro, é a incerteza, os recibos verdes. Mas é bom que todas as gerações tenham coisas para reclamar, porque senão significa que achamos que está tudo feito.

Como é que vivia quando não ganhava?

Amealhei, vivi numa casa de 25 m2, comia muito atum, mas sem me queixar muito. Depois faço umas locuções e consigo amealhar mais um bocadinho, e é assim, irregular.

E não faz presenças em festas e inaugurações? Vai a esse tipo de eventos?

Vou a alguns, porque a Catarina quer ir, não porque a Catarina quer aparecer e mostrar-se. Presenças não, não há. Por enquanto, não vou dizer que nunca vai haver nada porque não sei o dia de amanhã e não sei o que me vai acontecer. Acho óptimo ir gerindo aquilo que me vai aparecendo, mas para já não. Há eventos em que está a imprensa e a que eu vou, mas não porque está a imprensa ou porque me pediram para ir, mas porque quero. Se fosse desconhecida e me convidassem eu iria na mesma. Quero ser a mesma pessoa na relação com o exterior como sozinha entre quatro paredes.

Disse em entrevista que o que faltava ao cinema português era dinheiro e apoios. Só isso?

Faltam guiões. Falta quebrar o ciclo vicioso do “não vou ver porque não deve valer a pena, então também não vale a pena fazer melhor, depois temos de ser elitistas, as pessoas não vão ver” e falta quebrar isso. É preciso sonhar, arriscar, inovar. Muitas vezes a maior parte dos filmes portugueses são escritos pelos próprios realizadores, não temos uma grande população de argumentistas. A maior parte deles estão em empresas de criação de séries e telenovelas. É preciso escrever mais, ver mais, produzir mais, apoiar mais, variar mais, gostar mais para se consumir mais os produtos nacionais. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/114290-catarina-wallenstein-o-palco-e-um-abismo-muito-maior, a 31 de Março de 2011, em Jornal I

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Conheça o Festival de Animação de Lisboa 2011…

Festival de Animação de Lisboa 2011 Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago um artigo sobre cinema infantil de Lisboa, passo a transcrever a referida peça jornalística.

« Monstra. Anime-se todos os dias da semana

Começa hoje a 11.ª edição do Festival de Cinema de Animação de Lisboa. Saiba quais os filmes a não perder entre os mais de 600 do programa

Além de ganhar o prémio de nome mais original, a Monstra – Festival de Cinema de Animação de Lisboa – consegue outras proezas: é o festival de cinema mais antigo da cidade e aquele que tem mais filmes no programa. “Quando aparecemos ainda não havia Indie nem doclisboa”, diz Fernando Galrito, director artístico da Monstra. Em 2000, Fernando e um grupo que incluía um antropólogo, duas professoras e um artista plástico organizavam a primeira edição do festival no Teatro Taborda. “Chamámos Monstra porque ainda era uma grande mostra e não havia filmes em competição”, explica o director. Nessa altura, o festival exibia pouco mais de uma centena de filmes e contava com 2 mil espectadores. “O ano passado tivemos 17 mil nas salas de cinema”, conta Fernando. Este ano o número de espectadores promete aumentar, tal como os filmes: são mais de 600 espalhados por salas tão diferentes como as do Cinema São Jorge, do Cinema City Alvalade, a do Teatro Meridional ou do Museu da Marioneta. Até domingo, há muita animação para ver com bilhetes a 3,5 euros por sessão.

Segunda-feira.
Curtas de Michael Dudok de Wit

lll Michael Dudok de Wit escreve e ilustra livros para crianças e é um dos nomes mais importantes do cinema de animação holandês. Nesta retrospectiva que assinala a cerimónia de abertura do festival serão exibidas quatro curtas-metragens do realizador holandês. “Father and Daughter, a história com seis minutos de um pai que abandona a filha, valeu-lhe o Óscar de Melhor Curta-Metragem em 2000. O filme acumulou duas dezenas de prémios noutros festivais de cinema por todo o mundo e só por isso já vale a pena espreitar. “The Monk and the Fish”, de 1994, também esteve nomeada para o Óscar e acabou por ganhar o César de Melhor Curta-Metragem desse ano. Os outros filmes em exibição são os mais abstractos e experimentais “Tom Sweep”, de 1992, e “The Aroma of Tea”, de 2006.
Retrospectiva Michael Dudok de Wit, Cinema São Jorge, sala 1, 21h30

Terça-feira.
Holanda no cinema de animação

lll Holanda está em destaque nesta edição da Monstra e o programa do festival não poupou em importar filmes deste país: são perto de 120 na programação. Como não vai ter tempo de ver todos – nem sequer um terço – sugerimos uma sessão onde pode conhecer a história do cinema de animação holandês desde os anos 50 até aos dias de hoje. São sete filmes que compõem esta espécie de curso intensivo de história do cinema animado da Holanda. “Anna & Bella”, uma curta-metragem realizada em 1984 por Börge Ring está em destaque. Venceu o Óscar de Melhor Filme de Animação em 1985 e conta a história de duas irmãs, Anna e Bella, que revivem memórias doces e amargas enquanto folheiam um álbum de fotografias. O realizador, um dinamarquês que se mudou para a Holanda, já trabalhou com Steven Spielberg.
Programa Histórico – Holanda, Cinema São Jorge, sala 3, 21h00

Quarta-feira.
“O Ilusionista”, de Sylvain Chomet

lll O mais recente filme de Sylvain Chomet pode fazê-lo sair do São Jorge com uma lágrima ao canto do olho. Se não teve tempo para vê-lo quando esteve em exibição nas salas de cinema, então aproveite porque está em competição no festival. O francês Sylvain Chomet pegou num guião de Jacques Tati e conta a triste história de um mágico no fim de carreira. Se já viu este filme, opte por “Piercing 1”, também em competição, do realizador chinês Liu Jian. Em 2008, Zhang Xiaojun perde o trabalho numa fábrica de sapatos. Um segurança de um supermercado bate-lhe pensando que é um ladrão e tenta em vão pedir ao gerente uma indemnização financeira. Enquanto sonha ser agricultor e voltar à terra é preso. A sua história e a do gerente do supermercado convergem numa casa de chá.
O Ilusionista, Cinema São Jorge, sala 1, 22h30 Piercing 1, Cinema São Jorge, sala 1, 19h30

Quinta-feira.
Viagem a Cuba em 94 minutos

lll Havana, 1948. Chico é um jovem pianista cubano que ambiciona ter uma carreira de sucesso no mundo do jazz. Rita é uma bela rapariga com uma voz que cativa toda a gente. No final dos anos 40, a música junta-os numa viagem entre Nova Iorque, Las Vegas e Paris e leva-os a manter uma atribulada relação amorosa. A banda sonora desta longa-metragem em competição na Monstra – só de dois em dois anos o festival leva longas-metragens a competição – é assinada pelo pianista e compositor Bebo Valdés e conta com músicas de artistas como Thelonious Monk, Cole Porter, Charlie Parker, Dizzy Gillespie ou Freddy Cole. O realizador é o espanhol Fernando Trueba, vencedor do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1992 com “Belle Époque”, que em 2010 se estreou no cinema de animação.
Chico & Rita, Cinema City Alvalade, sala 1, 17h00

Sexta-feira.
Os alfinetes de Jacques Drouin

lll A carreira de Jacques Drouin está ligada a uma das técnicas de animação mais raras e complexas: a animação com alfinetes, também conhecida como pinscreen. Esta técnica de animação consiste em usar uma tela com pinos móveis, para criar inúmeras formas e variações de texturas. Mas o melhor mesmo é ser o próprio cineasta a explicar-lhe. Jacques Drouin vai estar no Cinema São Jorge na quarta-feira para dar uma masterclass (custa 20 euros) e na Fundação Calouste Gulbenkian na quinta e sexta-feira para um workshop onde promete desvendar os segredos da animação com alfinetes. Na sexta-feira, a tarde e a noite na Fundação Calouste Gulbenkian são dedicadas ao realizador canadiano com a projecção de uma retrospectiva da sua obra e de um documentário realizado por Guillaume Fortin.
Retrospectiva Jacques Drouin, Fundação Calouste Gulbenkian, 19h00 e 21h00

Sábado
Do Dumbo ao universo Miyazaki

lll Hayao Miyazaki ganhou fama mundial com o filme “Princesa Mononoke”. Pouco depois do seu lançamento, em 1997, o realizador japonês anunciou que deixaria de fazer filmes. Mas não foi isso que aconteceu. Em 2001 alcançava novo êxito mundial com  “A Viagem de Chihiro”, que lhe valeu um Óscar de Melhor Filme de Animação. Poucos conhecem os primeiros filmes do realizador, como “Laputa – Castle In The Sky”, de 1986, ou “Meu Vizinho Tororo”, de 1988, as primeiras produções do seu estúdio Ghibli, há 25 anos. Para assinalar a data, a Monstra preparou uma retrospectiva da obra do realizador japonês e todos os dias exibe um filme diferente. Também quis assinalar os 75 anos do clássico do cinema de animação “Dumbo”, um bom programa para levar os miúdos.
Dumbo, Cinema São Jorge, sala 1, 14h30
Meu Vizinho Tororo, Cinema City Alvalade, sala 3, 21h45

Domingo
A escolha do júri e outros bónus

lll Compre com antecedência bilhetes para o último dia porque costumam esgotar. Não é difícil perceber porquê. Todos querem ver os filmes premiados pelo júri. Mas não crie grandes expectativas porque nem sempre são os melhores. Este ano a Monstra recebeu mil filmes para competição e convidou outros 200. Quem não gosta de estar muito tempo sentado na sala de cinema vai gostar se saber da novidade do festival: as curtíssimas, filmes com menos de um minuto. Para se despedir veja “Tales from Earthsea”, o primeiro filme de Goro Miyazaki, filho de Hayao Miyazaki. No Japão foi considerado um dos piores filmes de 2006, mas recebeu várias nomeações internacionais e, no mesmo ano, foi seleccionado para o Festival de Veneza.
Premiados, Cinema City Alvalade, sala 1, 19h00. Tales from Earthsea, Cinema City Alvalade, sala 3, 21h45 »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/111808-monstra-anime-se-todos-os-dias-da-semana, a 21 de Março de 2011, em Jornal I

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