Em Portugal, 9 em 10 Empregos São Precários…Conheça Aqui os Detalhes…

Abril 28, 2010

Empregos Precários São 9 em Cada 10 Fonte: http://sanantonio.com.br

Hoje trago uma notícia, que mesmo sendo da semana transacta, eu guardei a mesma, pois queria a comentar, quando tivesse mais disponibilidade para tal, e então, reservei a mesma para o dia de hoje, vou transcrever a mesma, e de seguida vou tecer um comentário sobre o assunto.

« Nove em cada dez empregos são a prazo e nunca melhoram

Educação continua a ser premiada com salários mais altos, mas políticas devem incentivá-la

Em cada dez novos empregos, nove são precários e raras vezes desembocam em contratos permanentes.

São sobretudo ocupados por jovens, por norma mais qualificados, o que distorce a regra segundo a qual mais instrução melhora a situação profissional.

O facto de a esmagadora maioria dos empregos criados serem precários e ocupados pelos mais habilitados foi realçado por Nuno Alves, Mário Centeno e Álvaro Novo para justificar o pedido de medidas que ajudem a valorizar a educação. Num estudo publicado pelo Banco de Portugal, defendem que a educação traz benefícios para quem a tem (salários mais altos) mas, sobretudo, para a sociedade. Por exemplo, referem, Portugal não poderá ser mais rico enquanto os trabalhadores e empresários tiverem um nível de qualificação global tão baixo quanto têm agora.

Por isso, entendem, as políticas públicas devem incentivar a educação e eliminar factores que distorçam esse objectivo. Entre eles está um mercado de trabalho “bastante segmentado”, ou seja, em que os empregos nos quadros das empresas, geralmente ocupados pelas gerações mais antigas e menos qualificadas, são mais estáveis do que os que vão sendo criados, na maioria precários e ocupados por jovens, por norma mais qualificados. Desta forma, os jovens não vêem recompensado o esforço feito na sua qualificação.

IRS deve incentivar estudos

Além disso, conclui o estudo, a política de impostos não incentiva as pessoas a prosseguir estudos. “O sistema fiscal deve discriminar positivamente aqueles que investem em níveis mais elevados de educação”.

Em Portugal, contudo, as deduções de despesas de educação no IRS são iguais, independentemente da formação. Para mais, o Programa para a Estabilidade e Crescimento apresentado pelo Governo em Março reduz, precisamente, o valor das deduções com despesas de educação. “É surpreendente a omissão deste argumento do debate” acerca da tributação da educação, concluem os autores. “Políticas que aumentem o custo da educação através dos impostos podem levar a maiores receitas fiscais no curto prazo, mas fá-lo-ão com o custo, a médio e longo prazo, de níveis mais baixos de educação e, consequentemente, de menor crescimento económico”, lê-se no estudo.

No curto prazo, os autores apelam, ainda, à criação de incentivos para captar “cérebros” imigrantes e evitar que os portugueses qualificados procurem outros países para trabalhar.

Ter “canudo” não é qualificação

Instrução não é sinónimo de qualificação, lembra o estudo, que apela à “universalização do ensino pré-escolar” e à “exigência permanente ao longo dos percursos escolares”. Luís Bento, professor da Católica, acrescenta: “O número de licenciados está dentro da média europeia, mas o tipo de licenciatura é diferente: temos demasiadas pessoas formadas em áreas que não são valorizadas pelo mercado de trabalho e poucas nas áreas científicas”.

Sobretudo, diz, o país conta com poucos quadros intermédios, que terminam o 12.º ano em áreas profissionais ou até fazem cursos pós-secundário.»

In: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1552603, a 25 de Abril de 2010, em Jornal de Notícias.

O meu comentário:

Pois bem, perante esta peça jornalística, podemos concluir que andam a brincar, com os jovens, especialmente os que estudam, e que tiram um curso superior.

Vejamos o que se passa no mercado de trabalho nos dias de hoje, actualmente os jovens licenciados sem experiência e os recém-licenciados, estão em casa, em virtude de terem ambicionado mais, de terem sido coagidos a estudar, e se formarem, tanto pelos seus familiares, bem como pelos governos, no entanto, os empresários nacionais, especialmente os da PME’s, são pessoas que possuem formação fraca, ou seja, não possuem as devidas qualificações para terem a abertura necessária, e entenderem que a diferença entre contratar uma pessoa com o 12º e um licenciado, para determinadas áreas, pode ser enorme, no que concerne a médio longo prazo, mas também em diferenciação, qualidade, vanguardismo, pioneirismo, etc.

É obvio, que depois não conseguem entender, por que razão o seu negócio está a afundar, quando o do vizinho, que até vende mais caro, é mais rentável, e até está em franca expansão…incrível…não entendem, simplesmente, porque não possuem formação, mas também não recorrem a quem tenha, nem contratam quem tenha, simplesmente com o medo da pessoa com formação, lhe roube o poiso…coisa que só mesmo, pode acontecer na cabeça destes mesmos senhores.

Perante isto, no que concerne às juventude, criam empregos sustentados em organizações de trabalho temporário, muitas delas, oriundas de fora do país, por ser mais barato, no imediato, não extrapolando para futuro das consequências dessas mesmas contratações.

Estas empresas, exploram as pessoas, e quando tão muito queimadas no mercado, mudam a denominação social, e por vezes, o numero de pessoa colectiva, e ficam-se a rir das leis nacionais, é aqui que os governantes, têm culpa, é que deviam não licenciar muitas destas organizações, e deviam às que operam, estar sob forte rigidez, e ter que justificar todos os actos mais obscuros.

Resultado, empresas de trabalho temporário, patrões com qualificações medíocres, governantes sem visão, são uma mistura explosiva, que origina o titulo da peça acima transcrita, o que é verdade, e que essencialmente dá emprego a pessoas com baixas qualificações, de modo, a estas serem mais inocentes, no que concerne aos seus direitos e regalias no mundo do trabalho.

As causas a curto prazo estão expostas, são os licenciados em casa, sem ordenado, e que por tal razão, não podem consumir, e seriam os que mais ganhariam, e logo seriam mais propensos a consumir, no entanto, nada; os precários, consomem menos do que deveriam normalmente, em virtude da precariedade do vínculo laboral, resultado, ficamos todos a perder, pois o consumo privado, e pelo menos nesta faixa etária, que é a juventude é o mais prejudicado, tenha-se em nota, que a juventude são dos que mais consome, em virtude de o custo de começar uma vida a dois, ser algo alto, é o automóvel, é a habitação, são os bebes, etc.

Denote-se que ficamos todos a perder, para agradar a empresas oriundas de lá de fora, com políticas e métodos de trabalho, por vezes pouco ortodoxos, e que não são enquadráveis na sociedade nacional, muito menos agora, que estamos numa crise sem precedentes, e devemos apostar tudo, nos jovens, pois eles são os que nos guiarão no futuro.

Tenho pena de ter que chamar de novo à atenção, no entanto, e perante a peça, volto a invocar: APOSTEM NOS JOVENS LICENCIADOS, PFFFF.

Tenho Dito

RT

Nove em cada dez empregos são a prazo e nunca melhoram

Educação continua a ser premiada com salários mais altos, mas políticas devem incentivá-la

Portugal Quer Tentar Não Atingir os 600 Mil Desempregados…Será que Consegue?? Veja Aqui Algumas das Medidas…

Janeiro 21, 2010

Desemprego quase nos 600 mil...

Hoje venho analisar o tema discutido na assembleia da republica, a noticia está abaixo transcrita e de seguida vou tecer um comentário à mesma.

«Portugal terá 600 mil desempregados no final do ano

As contas são de Paulo Portas que chamou Governo ao plenário para discutir desemprego.

Portugal começou o ano com 400 mil desempregados. «Quando acabar o ano terá muito provavelmente 600 mil desempregados». As contas são do líder parlamentar do CDS, Paulo Portas, que esta quarta-feira vê o Governo dirigir-se ao plenário da Assembleia da República para discutir o aumento da taxa de desemprego em Portugal, a pedido do seu partido.

Governo admite que desemprego vai aumentar

«Em cada cinco jovens, um não consegue encontrar uma possibilidade de encontrar um projecto de vida», sintetizou Paulo Portas, sublinhando que «não vale a pena ter em 2010 a mesma política de combate ao desemprego de 2009».

Para o CDs-PP são as «micro, pequenas e médias empresas que criam emprego» e, por isso, considera que «é muito mais útil ter menos impostos para ajudar as empresas a sobreviverem e aumentarem postos de trabalho do que terem impostos altos e entrarem em incumprimento».

Paulo Portas defendeu, por isso, que o Governo «baixe o pagamento especial por conta enquanto é tempo, aceite pagar as dívidas do Estado a tempo e horas dinheiro que vai mais rápido para economia e ponha a funcionar fundos comunitários, nomeadamente o QREN e o PRODER». Além disso, o deputado centrista apelou para que o Governo «aceite majorar o subsídio de desemprego a casais desempragados, especialmente quando há filhos».

Ministra promete mais 500 mil postos de trabalho

A ministra do Trabalho, Helena André, subiu ao púlpito do hemiciclo para sublinhar o novo «Pleno Emprego», programa do Governo para estimular o emprego em Portugal, justificando a actual situação com a crise internacional.

«A crise que estamos a enfrentar não e um problema de poucas semanas é um combate de anos em que as medidas de curto prazo tem de ser enérgicas», disse Helena André, reforçando, no entanto, que «estamos felizmente longe da situação da estónia, Eslováquia Irlanda, Espanha».

Helena André garantiu que «o novo Pleno Emprego aposta no sistema de emprego com qualidade», afirmando que «empregos precários não contam. São nefastos para a qualidade do emprego».

E ficou a promessa: «Vamos criar mais de meio milhão de postos de trabalho». »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/portugal-crise-desemprego-paulo-portas-cds-trabalho/1132885-1730.html, a 20 de Janeiro de 2010, em Agência Financeira

O meu comentário:

A minha análise a esta noticia, tem pontos a favor e pontos contra.

Penso que de positivo a noticia refere e muito bem, que os governantes tem consciência da falta de existe muita falta de emprego, e quem são os mais prejudicados são os mais jovens, essencialmente os que possuem licenciatura, pois são estes que deveriam ter emprego em quantidade e qualidade, para que exista sustentabilidade e desenvolvimento do país, mas não, é exactamente o contrário, os que possuem mais emprego, são os jovens com menores qualificações e possuem até mesmo os empregos mais duradouros, não compreendemos e como, isso acontece, e como pensam os governantes desenvolver o país com este tipo de emprego, e que recorre muitas vezes, a empresas de trabalho temporário, e que paga os ordenados mínimos, convenhamos que alguém com o ordenado mínimo, dificilmente consegue despoletar o consumo que os governantes, estão à espera que seja responsável pelo incremento da economia em Portugal.

No entanto, os governantes já indicaram que não são a favor do trabalho precário, ou seja, o trabalho com contractos, pois bem, até indicam mesmo, que trabalho desse tipo, não deve ser considerado trabalho de qualidade, no entanto, um dos pontos que tenho contra, é que o governo fomenta esse mesmo tipo de trabalho, e veja-se um exemplo disso, é os estágios na função publica que vai abrir, são pelo menos em primeira estancia trabalho temporário, pois não existem garantias de integralidade dos jovens estagiários…Penso que seria mais benéfico para o país, era que os funcionários públicos que pretendem a reforma (e que são muitos), lhes seja concedida a mesma, e se coloque a juventude que quer trabalhar nesses mesmos lugares, com certeza iríamos ter mais qualidade nos serviços públicos, além de transparecer uma imagem mais agradável ao por exemplo, chegarmos às finanças e termos pessoas mais jovens e com vontade de nos atender.

Outro factor que o governo, deve ter em conta, é apertar as regras para as empresas de trabalho temporário, empresas estas, que coabitam no nosso mercado de trabalho, dando facilidades aos seus clientes (por vezes empresas muito grandes), de poder usar, e abusar de um trabalhador, e não saírem manchados ambos desta mesma situação, penso que parte da desmotivação das pessoas começa nessas pequenas coisas, como serem encaradas como pessoas capazes e com vontade de trabalhar, e não como meros objectos, andamos a criticar e bem, que no passado se usava e abusavas das mulheres, e a mentalidade teve que mudar, pois as mulheres não são meros objectos, e a mesma filosofia se deve ter em conta no que concerne no mercado de trabalho.

Vamos aguardar, para ver o que dá, no entanto, pessoalmente não acredito muito nestas medidas, pois gato escaldado de água fria tem medo, pois muitos jovens estão cansados destas mesmas situações, e por tal razão é que andam afastados das lides políticas e dos governantes, pois não acreditam, nem conseguem entender a tangibilidade da política, e os seus representantes.

A esperança e relembro mais uma vez, para que fique bem vincado, está na juventude, especialmente a licenciada e que anda à procura de uma oportunidade, quem lhe souber estender o braço e a estimular, vai ter sucesso com certeza, pois esta juventude não é de desperdiçar as oportunidades que lhe são concedidas.

Tenho Dito

RT


Como Se Deve Usar Um Cartão de Crédito e Não Ficar Preso Num Mar de Dívidas…

Janeiro 4, 2010

Como usar cartões de Crédito... Fonte: http://www.credifiscomg.com.br

Hoje trago uma notícia cujo conteúdo achei bastante  pertinente, que é sobre a utilização do cartão crédito. Passo a transcrever a referida peça jornalística, no entanto, não vou tecer nenhum comentário.

« Cartões de crédito: como evitar uma espiral de dívidas

Bancos alargam plafonds no Natal e reforçam ofertas. A tentação é grande mas saiba que o seu risco de crédito pode piorar se não se controlar

O final do ano costuma ser das alturas em que os portugueses mais recorrem ao cartão de crédito. As compras do Natal a isso obrigam. Mas o início do ano novo pode não ser melhor. Com o dinheiro todo gasto nos presentes e extravagâncias da passagem de ano, muita gente vai entrar em 2010 com as finanças desfalcadas.

A Agência Financeira recolheu algumas dicas para o ajudar a evitar a espiral das dívidas de crédito.

Os bancos sabem que esta é uma altura em que está mais vulnerável e que é mais fácil cair em tentação. Por isso, normalmente reforçam a sua oferta de cartões de crédito. Se subscrever ainda recebe um presente de boas-vindas, ou uma taxa de juro promocional, nos primeiros tempos.

Embora possa parecer atractiva, esta oferta traz água no bico. Certo e sabido. Se lhe parece que poupa no início, graças à taxa de juro promocional, no futuro, vai ter de compensar. É que, normalmente, estes cartões têm associadas taxas de juro elevadas, que chegam a ultrapassar os 30%. Por isso mesmo, evite-os.

Sabe a TAEG do seu cartão?

Mantenha o menor número de cartões de crédito possível, de preferência opte pelo que tiver a taxa mais baixa, e use-o só quando for absolutamente necessário. Descubra qual a taxa anual efectiva global (TAEG) de cada cartão e guie-se por essa comparação, porque essa é a taxa que mede os encargos totais associados ao cartão.

Se tem vários cartões, compare as taxas cobradas em cada um deles, e use o que sair mais barato. Planeie antecipadamente qual dos cartões vai usar
.
Anote qual o limite de crédito que tem em cada cartão e quais os pagamentos que já fez com cada um deles. Assim, saberá sempre quanto ainda pode gastar para atingir o limite. E tente nunca fazer as coisas à conta. Não conte só com as prestações dos créditos, os pagamentos dos cartões e as outras despesas mensais habituais. Deixe sempre alguma margem para os imprevistos. Se pensar bem, eles acontecem quase todos os meses: uma avaria no carro, uma doença que exige uma consulta médica extra, material escolar extra para os miúdos, roupa nova que é necessária¿ enfim, a lista não acaba.

Atrasos nos pagamentos influem na avaliação do risco

Saiba também que, apesar de contratar um determinado plafond quando subscreve o cartão, o banco pode alterar esse limite de crédito, se considerar que as condições do cliente mudaram. Por exemplo, se o cliente mudou de emprego e passou a ganhar mais ou menos, se é frequente haver atrasos nos pagamentos, etc. Nalguns casos, os bancos até alargam o plafond temporariamente na época de Natal. Em todas as alterações, o cliente deve ser avisado.

O problema é que, quando o limite aumenta, é mais fácil cair na tentação de o usar todo. E depois os problemas surgem na hora de pagar. Os atrasos nos pagamentos aumentam o seu perfil de risco junto da banca. Se, no dia em que deveria pagar a dívida do seu cartão de crédito, não tiver dinheiro suficiente na conta, entra em mora, ou seja, em atraso. E isso influi na análise do seu risco.

Mas mesmo que pague tudo a tempo e horas, pode ser penalizado, no cálculo da taxa de esforço (peso que todas as prestações de crédito têm no seu rendimento mensal e que ajuda a determinar o seu risco no crédito). Por exemplo, se quiser pedir um empréstimo ao banco, a percentagem do plafond que tiver usado é considerada para calcular a taxa de esforço.

Por fim, sempre que puder, pague em dinheiro. Evite cartões, de débito e crédito. Pagar em dinheiro ajuda a tomar consciência do quanto está a gastar, porque vê as notas a desaparecerem da carteira. Literalmente.»

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/geral/portugal-europa-cartoes-credito-dividas/1113192-5238.html, a 31 de Dezembro de 2009, em Agência Financeira

Boas Utilizações

RT


Livros…Conheça os Títulos Mais Badalados Para Oferecer Este Natal…

Dezembro 20, 2009

Por estarmos a poucos dias do natal, e como se aproxima vertiginosamente as ultimas prendas, por falta de sugestões, deixo sempre aqui um presente que agrada sempre a maioria das pessoas, um livro, deixo aqui alguns títulos que saíram na semana passada num diário da nossa praça, aproveitem as sugestões e bons presentes.

«Dez livros para oferecer e fazer boa figura

O ano de 2009 trouxe livros para todos os gostos. Até para os de Cavaco, Soares ou Moura Guedes. Eis a escolha dos nossos críticos

Foi um ano em grande. O terrorismo islâmico chegou à literatura portuguesa e já provocou mais de 100 mil vítimas, maioritariamente civis. O livro de José Rodrigues dos Santos é o melhor do ano, na categoria “revisto por um ex-operacional da Al-Qaeda”. José Saramago também quis despertar a fúria divina mas o melhor que conseguiu foi um debate com o padre Carreira das Neves. António Lobo Antunes publicou o seu centésimo nono romance. Aguarda-se a tradução para português. Se o ano correu bem aos vivos, os mortos também não têm razões de queixa. Stieg Larsson e Roberto Bolaño ocuparam os tops de vendas.

Editores e agentes literários gostam que os escritores recebam prémios, mas alguns desconfiam que é mais vantajoso matá-los. Lá fora, tudo na mesma. Philip Roth lançou mais um romance e não ganhou o Nobel. A academia sueca atribuiu o prémio a Hertha Müller, mantendo a tradição de contrariar as casas de apostas. Terminada a febre dos feiticeiros adolescentes chegou em força a febre dos vampiros adolescentes. Como se os adolescentes não fossem suficientemente estranhos. Que tal uma saga de adolescentes que estudam numa escola para adolescentes e que, em noites de lua cheia, se transformam em adolescentes mas com mais acne? Por fim, o ano ficou marcado pelo regresso de Dan Brown. O mundo sobreviveu.

1. História de Portugal €35,10
De Rui Ramos, Bernardo Vasconcelos
e Sousa, Nuno Gonçalo Monteiro
Bom presente porque: mais de duas dezenas de anos depois é a primeira síntese consistente da nossa história.
Vai fazer boa figura se oferecer este livro: à classe política. O conhecimento do passado é sempre um bom contributo para edificantes e proveitosos debates sobre o estado da nação. Sem inimputáveis palhaçadas.


2. Obra Poética, vol I e II €49,99

De Manuel Alegre
Bom presente porque: Basílio Horta, Freitas do Amaral, Cavaco Silva – nenhum outro candidato derrotado nas presidenciais tem uma obra poética deste quilate.
Vai fazer boa figura se oferecer este livro: a Mário Soares. O Natal é a época ideal para reconciliações.


3. Escritos Secretos €16,11
De Sebastian Barry
Bom presente porque: é um labirinto narrativo baseado nas memórias de uma mulher isolada, turvadas por problemas de stress pós-traumático e circunstâncias dramáticas ligadas à história da Irlanda no século XX.
Vai fazer boa figura se oferecer este livro: a Manuela Moura Guedes. Substitua-se Irlanda por TVI em Portugal no século XXI e tudo o que está acima descrito pode aplicar-se à situação da jornalista.


4. Barroco Tropical €16,65
De José Eduardo Agualusa
Bom presente porque: Agualusa tem duas qualidades essenciais para o sucesso do escritor moderno: escreve bem e não é estrábico. A fotogenia faz do escritor uma figura de estilo.
Vai fazer boa figura se oferecer o livro: à filha de José Eduardo dos Santos.

5. Caim €13,70
De José Saramago
Bom presente porque: os ateus também têm direito a celebrar o nascimento de Cristo. Se o puderem fazer cometendo um sacrilégio, juntam o útil ao agradável.
Vai fazer boa figura se oferecer este livro: a Deus. Como Ele está em todo o lado, poupa em portes de envio.


6. 2666 €23,45
De Roberto Bolaño
Bom presente porque: Roberto Bolaño escreveu-o para assegurar o futuro financeiro dos filhos. Podia ter feito um seguro de vida, mas os latino-americanos têm estas manias.
Vai fazer boa figura se oferecer este livro: a uma empresa de reciclagem de papel (são mais de mil páginas).


7. A Segunda Guerra Mundial €27

De Martin Gilbert
Bom presente porque: no ano em que se comemoram 70 anos sobre o início do conflito, esta obra permite perspectivar o passado e perceber que a História pode repetir-se.
Vai fazer boa figura se oferecer este livro: a Barack Obama. Adequa-se ao homem que mencionou a palavra guerra mais de 40 vezes no discurso de recepção do Prémio Nobel da Paz.


8. Trilogia Millenium €59,50
De Stieg Larsson
Bom presente porque: Os três volumes destes romances policiais vertiginosos e atentos ao espírito dos tempos são verdadeiramente aditivos e constituem um inteligente divertimento.
Você vai fazer boa figura se oferecer este livro: a Cavaco Silva. Em 2004, a hacker Lisbeth Salander violava com facilidade protocolos de segurança informática. Se o Presidente tivesse lido Millenium nunca teria lançado a dúvida: “Será possível alguém do exterior (…) ler os meus emails?”


9. O Tigre Branco €13,49
De Aravind Adiga
Bom presente porque: expõe as entranhas da Índia e destrói todos os mitos românticos em relação ao país.
Vai fazer boa figura se oferecer este livro: a todos os neo-hippies encartados seduzidos pela trilogia exotismo, sabedoria ancestral e espiritualidade. A desintoxicação é garantida.


10. O Símbolo Perdido €22,46
De Dan Brown
Bom presente porque: é de um autor praticamente desconhecido, o que faz dele um candidato ao Nobel. Depois da Opus Dei e da Maçonaria, correm rumores que Dan Brown prepara um livro sobre a ERC.
Vai fazer boa figura se oferecer este livro: a José Rodrigues dos Santos.

E para as crianças…

Predadores
de Lucio & Meera Santoro
Os mais espectaculares e assustadores animais num livro com pop-up a tornarem o cenário mais emocionante. Também tem janelas e tiras com informação adicional, nomeadamente, quais estão em risco de extinção (alô Cimeira de Copenhaga!).

Princesa Poppy – O Aniversário
De Janey Louise Jones
Poppy faz anos, mas ninguém parece lembrar-se, prestes a desesperar é surpreendida. Uma história simples a lembrar que as meninas são muito amadas.

Anjos de Pijama
De Matilde Rosa Araújo (poemas) e Maria Keil (desenhos)
Para reforçar o contacto dos mais novos com a poesia este livro, magnificamente ilustrado, é um bom companheiro . Leiam os poemas em conjunto e deliciem-se com a subtileza das palavras.

Princesas, Príncipes, Fadas e Piratas com Problemas
Vários Autores
Histórias em que os heróis também têm de resolver problemas variados. Pedro Sena-Lino coordenou diversos autores nacionais, alguns deles aqui num registo pouco habitual. As ilustrações são de peso pesados da área.

O Alfabeto dos Países
De José Jorge Letria (texto) e Afonso Cruz (ilustrções) – Oficina do Livro
A partir das letras do alfabeto são explicados em verso os países correspondentes. Por exemplo, A de Austrália ou B de Brasil. A aprendizagem é múltipla – do abecedário e do Mundo – e seguramente divertida.

O Bebé Que Não Queria Ir Para a Cama
De Helen Cooper
Um bebé teimoso resiste ao cansaço e vai desafiando os amigos para o acompanharem, mas no mundo da fantasia todos estão a cair de sono. Maravilhosamente próximo da realidade, com ilustrações belíssimas.

O Pequeno Livro do Ambiente
De Christine Coirault
De pequenino se instalam bons hábitos. Um livro que ensina a ter atenção ao meio ambiente através de bons conselhos como, por exemplo, fechar a torneira da água enquanto se escovam os dentes.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/37742-dez-livros-oferecer-e-fazer-boa-figura, a 16 de Dezembro de 2009, no Jornal I

Boas Compras e Bom Fim Semana!

RT


Dicas Para Umas Mini Férias de Natal…

Dezembro 18, 2009

Destinos de Natal... Fonte: http://www.crisanto.jor.b

Hoje começam as férias escolares dos mais pequenos, trago algumas sugestões para umas mini férias de Natal em Família, passo a transcrever o artigo e como se tratam de sugestões transcritas de um diário da nossa praça, não vou tecer nenhum comentário ao mesmo.

«15 ideias para umas férias de Natal em grande

Actividades para os mais novos, de norte a sul e para todos os gostos

O Natal é uma época tão especial que quase se podia dizer às crianças: “Esperem aqui sossegadinhas que o Pai Natal deve estar a chegar.” Ligava-se a televisão e os miúdos ficavam colados ao ecrã durante horas. É certo que estariam protegidos do frio, da chuva e das constipações, mas férias que se prezem não são para ficar em casa.

De norte a sul do país há programas próprios da temporada para todos os gostos e para todas as bolsas. A tarefa difícil é seleccionar apenas 15. Muita coisa ficou de fora, mas foram prioritários os gostos dos miúdos. Deixamos um conselho: escolha as actividades segundo os interesses dos pequenos. De artes plásticas, ciência, culinária, música, teatro, dança e histórias à equitação.

Campo de férias ou em família Não é só no Verão que há campos de férias. É certo que no Natal ninguém está interessado em ir passear para a praia, mas o Campo Aventura, em Óbidos, propõe umas férias com tanta ou mais adrenalina que as da época de calor. Há espeleologia, peddy-papers e para os mais corajosos um acampamento.

Se está de férias nas próximas semanas, sugerimos um programa em família no Gymboree, em Lisboa, Almada e Porto. Aprenda novas brincadeiras para as crianças e junte-se a elas para fazer enfeites de Natal.

Artes Plásticas
Postais de Natal no Museu do Oriente
Os emails tornaram os postais de Natal antiquados e quase peças de museu. Apercebemo-nos disto quando as crianças aprendem a fazê-los numa espécie de aula de história. A partir da exposição “Selos Portugueses do Oriente”, do Museu do Oriente, em Lisboa, os miúdos vão aprender a fazer um velhinho postal à mão.
Preço: €60 (€5,60 almoço)
Horário: Das 10h às 13h e das 14h às 17h
Duração: De 21 a 23 Dez.
Idade: 6-12 anos
Contactos: 213 585 200

Fitas artesanais
Personalizar a árvore de Natal é o desafio desta oficina do Museu Serralves, no Porto. Mas este não é um simples ateliê de artes plásticas. Os miúdos
vão pintar fitas, bolas e utilizar materiais recolhidos nos jardins de Serralves para fazer enfeites amigos do ambiente. O limite é a imaginação.
Quem disse que pedras e galhos não davam uma boa decoração?
Preço: €30
Horário: Das 9h30 às 12h30
e das 14h às 17h
Duração: De 21 a 23 Dez.
Idade: 4-6 anos
Contactos: 226 156 500

Fazer chapéus
É a oficina indicada para os miúdos num nível avançado no corta e cola. São João da Madeira bem podia ser a capitaldos chapéus, e é lá que encontramos um ateliê para crianças onde podem fazer chapéus, com feltro ou pêlo. Antes de porem mãos à obra, os miúdos passam a manhã na biblioteca a ler histórias de Natal, inspiração para fazer
os chapéus.
Preço €20
Horário: Das 9h30 às 12h30
e das 14h às 17h30
Duração: De 21 a 23 e de 28 a 30
Idade: 7-14 anos
Contactos: 256 201 680

Culinária

Biscoitos e salame
Quem disse que a culinária não se dá bem num museu de arte? A oficina de guloseimas natalícias prova que os doces são os companheiros ideais desta quadra. O anúncio é claro: “Miúdos invadam as cozinhas”. Aqui não se aprende apenas a misturar farinha com ovos ou a fazer biscoitos, bolachas e salame de chocolate. Em Serralves vão tornar-se mestres da decoração pasteleira.
Preço €30
Horário: Das 14h às 17h
Duração: 28 e 29 Dez.
Idade: 4-6 anos
Contactos: 226 156 500

Algas e peixe
Não é só de doces que se faz o Natal, por isso o Oceanário, em Lisboa, quer transformar os miúdos em cozinheiros de peixe e algas. Esta oficina de culinária é só de um dia e faz parte do programa Férias debaixo de Água – Natal. São cinco dias temáticos, onde os miúdos resolvem mistérios, aprendem a cozinhar sem usar peixes em vias de extinção e aprendem a conhecer a viola-de-espinhos ou o dragão-marinho.
Preço €150 (4 dias)
Horário: Das 9h às 18h
Duração: De 21 a 31
Idade: 4-12 anos
Contacto: 218 917 002

Minicozinheiros
Até a pizza pode ser natalícia, defende a cozinheira Berenice, que dá cursos de culinária. Durante dois dias, os seus filhos vão descobrir como se faz musse de chocolate com suspiros e morangos e até a deixar no ponto a perna de peru. Antes de cozinharem, vão aprender
a escolher os melhores alimentos no mercado (pormenores online em http://minicozinheiros.blogspot.com/).
Preço €60
Horário: Das 10h às 17h
Idade: 6-10 anos
Duração: 21 e 22 e 30 e 31
Contacto: 919 177 177

Ciência

Animais
Sabia que nesta época os animais têm mais pelos? Se os seus filhos gostam de tudo o que meta bicharada, passar as férias no Parque Biológico de Gaia é o programa ideal. Na segunda semana vão observar os animais do parque a construir abrigos e até ajudá-los. Há bichos para todos os gostos: de esquilos a rãs.
Preço: €20 p/dia
Horário: 9h30 às 17h30
Idade: 6-15 anos
Duração: De 21 a 23
e de 28 a 30
Contactos: 227 878 137


Espaço
Preparem-se. É preciso responsabilidade e concentração para  construir um sistema de aterragem para uma sonda espacial. Mas no Pavilhão do Conhecimento vão encontrar tudo para fazer um egglander, ou seja, uma sonda em versão ovo. Esta e outras experiências são o que vai encontrar no ATL de Natal.
Preço €40 (1 dia);€80 (3 dias)
Horário: Das 9h às 18h
Idade: 6-12 anos
Duração: De 21 a 23 e 28 a 30
Contacto: 218 917 100


Flocos de neve
Embarcar num expedição científica para recolher amostras de flora local ou então produzir flocos de neve: actividades dignas de aprendiz de investigador. No Visionarium, em Santa Maria da Feira, há ainda um dia dedicado à informática e à produção digital de filmes.
Preço €25 p/dia
Horário Das 9h30 às 17h30
Idade: 6-12 anos
Duração: De 21 a 23 e 28 a 30
Contacto: 256 370 605

Artes de Palco

Teatro
A sua consoada inclui teatro infantil? Se a resposta for sim, encontrou aqui a melhor forma de transformar os seus filhos em artistas. O ateliê de expressão dramática da In Impetus, em Lisboa, vai dar-lhe as ferramentas da representação, jogos dramáticos e improvisações.
Preço €25 a €35
Horário: Das 9h às 13h
Idade: 6-16 anos
Duração: De 21 a 23 e 28 a 30
Contacto: 213 157 815


Música
É aquilo a que se chama um dois em um. No programa de Natal da Kindermusik, as crianças aprendem música e inglês. Trata-se de um curso de Iniciação à Música com direito a livros e a um instrumento musical. Os bebés até aos 18 meses vão descobrir ritmos com maracas e guizos. As crianças dos 2 aos 4 anos brincam com tambores.
Preço €40
Horário: 10h (45 minutos)
Duração: De 21 a 23 e 28
Idade: Até 18 meses e 2-4
Contacto: 962 340 218


Dança
Para os fãs de hip-hop esta é a melhor maneira de ocupar as férias. No Museu dos Transportes e Comunicações, no Porto, vão passar três dias ao ritmo do breakdance. Além dos movimentos básicos, como
o top rock, o foot work e o power moves, vão aprender
a história desta dança.
Preço €60
Horário: Das 9h30 às 17h30
Duração: 22, 23 e de 28 a 30
Idade: 6-14
Contacto: 223 403 000

Histórias

Pessoa para miúdos
Durante todo o ano, a Casa Fernando Pessoa tem actividades destinadas aos mais pequenos. Nestas férias, a oficina criativa de Natal vai trabalhar com o poema “Ó sino da minha aldeia”. Os miúdos vão explorar a obra
de Pessoa, brincar com as palavras e visitar a Casa.
Há poucas vagas, mas, se não conseguir marcar lugar, pode optar pelas aulas de piano ou pelos ateliês de arte, poesia e pintura.
Preço: Gratuito
Horário: Das 10h às 12h
Idade: 3-9
Duração: 21 a 23
Contacto: 213 931 270


Inventar fábulas
Durante três dias, os miúdos vão descobrir como se cria uma história e qual a melhor forma de a contar. A ideia da Culturgest, em Lisboa, tem como ponto de partir a obra de dois artistas plásticos belgas, Jos de Gruyter e Harald Thys. Além de inventarem uma história, vão ainda aventurar–se no vídeo.
Preço €28
Horário: 10h-13h
Idade: 6-10
Duração: 21-23
Contacto: 217 619 078

Desporto
Campo de férias com cavalos
Se já perdeu a conta às vezes que os seus filhos lhe pediram para ver cavalos ou para dar um passeio, esta é a altura indicada para responder ao apelo. O Centro Hípico da Quinta da Penha Longa, em Sintra, vai organizar um campo de férias. Já que não lhes pode comprar um pónei, durante estes dias os aprendizes vão sentir-se responsáveis pelos animais
e tratar da higiene dos bichos.
Preço €60 (semana)
Horário: Das 9h às 13h
Idade: 6-10 anos
Duração: De 21 a 24 e 28 a 30
Contacto: 917 267 511»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/37962-15-ideias-umas-ferias-natal-em-grande, a 17 de Dezembro de 2009, no Jornal I

Boas Férias e Boas Festas!

RT


Análise Aos 3 Anos Sem Aumento do Poder de Compra em Portugal…Vale a Pena Espreitar…

Dezembro 17, 2009

Poder de Compra em Portugal, não Cresce à 3 Anos... Fonte:www.consulta-aos-cidadaos-europeus.eu

Hoje venho falar de algo, que não nos ajuda em nada, trata-se de à 3 anos não possuirmos incremento de poder de compra, passo a transcrever o artigo e de seguida faço o meu comentário ao mesmo.

«Portugueses têm o mesmo poder de compra há três anos

Cada português tem duas vezes menos poder de compra que um habitante do Luxemburgo

Nem mais, nem menos. Os portugueses têm o mesmo poder de compra desde 2006, em relação à média dos 27 países da União Europeia (UE). Segundo o Eurostat, a riqueza real de cada pessoa, medida pelo produto interno bruto per capita ajustado em paridades de poder de compra (PPC), equivale a 76% da média da UE (dados relativos a 2008), o que faz de Portugal o 22.o mais pobre do espaço europeu, atrás de Malta, República Checa e Eslovénia.

Estas contas levam a que os portugueses tenham a mesma capacidade para adquirir bens e serviços há três anos. Portugal está assim mais longe dos países mais evoluídos da Europa e mais perto de países de Leste, pelas piores razões. Uma notícia “que não é desejável”, explicou o economista António Nogueira Leite, mas também “não é surpreendente”, acrescentou em declarações ao i.

Em relação a Espanha (103% de PPC): “um português tem apenas 3/4 da capacidade de compra de um espanhol”, exemplificou.

A lista é liderada pelo Luxemburgo, onde o poder de compra de cada habitante é mais de duas vezes e meia superior à média europeia – quase 277%. O país mais rico tem vindo a distanciar-se dos restantes, nos último anos, aumentando o fosso em relação a países como Portugal, cuja diferença é de 200%.

Portugal no terceiro grupo As contas do Instituto Nacional de Estatística indicam Portugal no terceiro grupo de países, em conjunto com República Checa, Eslovénia, Grécia e Chipre. Mesmo assim, Portugal é o último do terceiro grupo e apenas com um poder de compra ligeiramente superior ao da Eslováquia.

O problema, adiantou Nogueira Leite, “é estrutural” e “é o resultado de uma década sem crescimento económico”.

A questão preocupa o economista que já viu Portugal ser ultrapassado pela Grécia. “Na década de 90, estávamos um pouco acima da Grécia (94,3% de PPC) – no que toca à capacidade de cada português adquirir bens e serviços – e ligeiramente abaixo de Espanha. Os preços não evoluíram da mesma forma nos três países. O nosso produto não cresceu.”

No fim da tabela está a Albânia, onde o indicador de riqueza corresponde a apenas 25,5% de cada europeu. »

IN: http://www.ionline.pt/conteudo/37781-portugueses-tem-o-mesmo-poder-compra-ha-tres-anos, a 16 de Dezembro de 2009, No Jornal I

O meu comentário:

É com tristeza, que comento esta mesma notícia, pois sinto que é bastante degradante para uma economia que quer sair da crise, não conceder incrementos de qualidade de vida, neste caso, o incremento do poder de compra.

Em 3 anos, o poder de compra em Portugal, manteve-se estável, isto quer dizer, que com a subida que tivemos, nomeadamente no ano transacto, das taxas de juro e dos combustíveis, as coisas, ficaram muito limitadas, isso foi bem patente no ano passado, este ano as pessoas, que tem mais margem, em virtude de os preços dos bens de consumo regular terem caído, penso que devem optar por exemplo, abater à prestação da habitação, ou então optar por canalizar esses mesmos valores para poupanças, e para se preparar para um 2010, onde as prestações das habitações irão subir, bem como, invariavelmente os combustíveis.

Mediante a média dos países do velho continente, neste caso, da união europeia, temos a denotar que este afastamento em 3 anos, agrava cada vez mais as discrepâncias de qualidade de vida entre países na EU, sendo que cria efectivamente um fosso maior, o que não abona em favor de Portugal, nem muito menos da União Europeia, pois um fosse maior, vai com certeza agravar a média geral.

Ainda esta semana, ouvi dizer que o patronato português, pretende somente incrementar os ordenados mínimos em 10€, o que da 140€ a mais por empregado/ano, penso que sejam valores na minha opinião inaceitáveis, pois por este andar, para o ano 2011, o incremento caso o mesmo exista, e esperemos que sim, será de apenas 5€? O que quero aqui chamar à atenção, é que estes valores são um pouco redutores para um país que faz parte da EU, e os 10€, não vão dar mais qualidade de vida aos empregados, não vão servir de política de motivação dos mesmos, vão sim servir para que o empregado, mal possa, tente mudar de emprego, pois um patrão que vive muito bem, e que até tem uma empresa rentável, por que motivo não partilha este sucesso com os seus funcionários?

É obvio que, as pessoas, para terem mais poder de compra, tem em primeira instancia ter mais rendimento disponível, mas essencialmente, devem possuir, segurança nos empregos, devem sentir segurança na economia do país e nas políticas seguidas pelo mesmo, de igual forma, que se receberem mais, e tiverem menos encargos, ou o peso dos encargos for menos, vão obviamente ter mais poder de compra, logo, vão consumir mais, e incrementar o consumo interno, que é uma das variáveis a ter em conta para se sair da crise onde estamos inseridos.

Obviamente, que eu trouxe a situação dos patrões de modo, a chamar à atenção, e de mostrar que não é só o valor, mas a qualidade no trabalho que está em causa, os funcionários devem estar enquadrados com a política da empresa, devem sentir que o patrão precisa deles, e eles precisam do patrão, através desta conjugação de interesses, é obvio que, até podiam ser 5€, por a empresa estar em dificuldades, mas penso que o espírito de sacrifício era algo, que todos iriam ter, de modo, a poderem vingar.

Para finalizar, penso que temos que dar oportunidade às pessoas, e tentar dar uma maior qualidade de vida, e acima de tudo, não deixar fugir a UE, e a média, pois só assim seremos competitivos, e não seremos esquecidos, ou então, relegados para segundo plano, por sermos os «carros vassoura» da EU.

Deixo a Questão: Que pensa de não termos incremento de poder de compra nos últimos 3 anos?

Tenho Dito

RT


Análise ao Inevitável Aumento dos Impostos Em Portugal…

Dezembro 4, 2009

Aumento de Impostos Parece Inevitável...

Hoje trago, uma notícia que não parece nada em abono à crise que se vive em Portugal, no entanto, venha o diabo e escolha o que fazer, passo a transcrever a notícia, seguida de um comentário meu à mesma:

«FMI: Portugal vai ter de aumentar impostos. Não há alternativa

Depois do Banco de Portugal, ontem foi a vez do FMI: o governo deverá acabar com algumas deduções fiscais e estudar uma subida do IVA

O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que a redução do défice orçamental português para 3% do PIB até 2013 é de tal forma prioritária e difícil que implicará subidas nos impostos, aponta um documento publicado ontem pela instituição. Este é a segunda recomendação pública de que um aumento na carga fiscal será inevitável, depois do aviso feito há dez dias pelo governador do Banco de Portugal.

“A necessidade de consolidação é suficientemente grande para que se deva considerar também a melhoria da receita”, aponta o documento ontem publicado, que precede o relatório anual sobre a economia portuguesa (o chamado artigo IV). A equipa do FMI que segue Portugal esteve no país entre 16 e 21 de Novembro e reuniu com o Ministério das Finanças e o Banco de Portugal.

Para aumentar a receita – uma vez que os cortes da despesa serão insuficientes para corrigir as finanças nacionais -, o FMI sugere que o governo se foque primeiro na redução das deduções fiscais, sem especificar em que impostos. No ano passado, as deduções fiscais custaram um total de 1,28 mil milhões de euros aos cofres públicos, com as receitas do IRC, do IRS e do imposto sobre os combustíveis (ISP) a serem as mais penalizadas. O FMI avança ainda outra medida: subir o imposto que mais rende ao Estado, o IVA. “Subir a taxa de IVA, mesmo que seja indesejável em termos gerais, deveria ser uma opção se as outras medidas ficarem aquém”, propõe.

As recomendações do Fundo – assim como as do governador Vítor Constâncio (ver cronologia ao lado) – vão ao encontro da história das finanças públicas portuguesas nos últimos 25 anos: sempre que o défice orçamental e a despesa pública aumentaram, a carga fiscal subiu para compensar. Em 2009, o défice “não vai ficar abaixo de 8%” (o mais alto em 24 anos), indicou ontem o ministro das Finanças, no debate parlamentar sobre o Orçamento rectificativo. Contudo, Teixeira dos Santos continua a afirmar que, quando os riscos que pendem sobre a economia desaparecerem e Portugal voltar a um crescimento sustentado, “regressaremos ao caminho da consolidação orçamental”. “Essa consolidação exigirá um grande controlo e disciplina do lado da despesa – recusamos a via do aumento de impostos”, garantiu.

Para o FMI (tal como para o Banco de Portugal) o problema, contudo, está precisamente neste desejado regresso ao “crescimento sustentado” referido pelo governo. Depois da contracção próxima de 3% este ano, a economia deverá crescer apenas 0,5% em 2010, “e a perspectiva é pouco melhor no longo prazo”, aponta o Fundo. Por isso, sem medidas adicionais, o défice poderá aumentar no próximo ano e chegar a 2013 (o prazo dado pela Comissão Europeia) entre 5% e 6% do PIB – valores acima do limite de 3% e que, mesmo assim, implicariam um apertar do cinto, aponta o FMI.

O Fundo sugere que o esforço de consolidação seja menor em 2010, devido à fragilidade da retoma da economia – mas mesmo assim aponta que “o défice não deveria aumentar” no próximo ano, o que implicaria já “um aperto de pelo menos 0,5 pontos do PIB” no desequilíbrio. Para tal, sublinha o FMI, serão sobretudo precisas medidas do lado da despesa .
Com desemprego já acima de 10% e com tendência a subir até 2011, o FMI explica por que considera que reduzir o défice – mesmo à custa de mais impostos – é uma prioridade. “Se bem feita [a consolidação], ajudaria a reduzir as vulnerabilidades da economia, a melhorar a confiança e a um impulso no potencial de crescimento no longo prazo”. O resto terá de ser feito por reformas estruturais – na justiça, na educação, na concorrência e regulação – que precisam de duas condições, explica o Fundo: “Uma base de apoio ampla e uma liderança determinada ao longo de muitos anos”.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/35894-fmi-portugal-vai-ter-aumentar-impostos-nao-ha-alternativa, a 03 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Penso que esta notícia deve ser abordada pelos 2 lados, ou seja, pelo lado da necessidade de incremento nos impostos e na necessidade de não se poder incrementar os mesmos, em virtude da crise social que atravessamos.

Se analisarmos a primeira abordagem, temos que é necessário providenciar uma boa estabilidade económica, em tempos de crise, é normal as balanças dos países ficaram desfasadas e as despesas pesem mais, em virtude dos subsídios sociais e outras medidas necessárias para poder ajudar socialmente as pessoas, desta forma, o aumento da taxa de IVA seria uma solução, ou aumento de outro imposto, que resultasse na consolidação das contas nacionais, no entanto, penso que não seria boa política a ser tomada por um governo que não é portador da maioria absoluta na assembleia, e que com certeza iria causar alguma má fama do mesmo, e não beneficiaria em nada a sua credibilidade.

Se formos abordar pelo outro lado do prisma, temos que as pessoas, estão financeiramente muito débeis, não possuem emprego, e tem graves problemas decorrentes da crise financeira, e pedir a estas pessoas um aumento de IVA, ou mesmo, de qualquer outro imposto, não vai ser muito justo pedir mais esforço, pois se as pessoas, sofreram socialmente na pela, com perdas de poder de compra, perdas de emprego, e ficaram sem esperança neste país.

Mediante esta situação, temos que ser convictos, que o ideal era o meio termo, nem um aumento brutal de impostos, mas algo mais suave, de modo a que as pessoas, não tenham muito a noção deste aumento, e a outra, era demonstrar a gestão racional dos recursos financeiros, nomeadamente, em contenção das despesas, não realizar para já obras como o Aeroporto de Lisboa e o TGV, penso que aguardar para daqui a 4 anos, não nos vamos atrasar muito, mas mesmo nos atrasemos, pelo menos ainda seremos economicamente independentes, e poderemos ter outras formas de competir, porque não criar uma companhia aérea Low Cost, pode ajudara a resolver a lacuna do TGV, quanto ao aeroporto de Lisboa, o actual, foi recentemente alvo de obras, portanto, penso seja eficaz no curto prazo, pelo menos.

Outra medida, e racionalizar, era existir transparência para onde efectivamente vai o dinheiro dos nossos impostos, quanto ganham todos os elementos que estão na assembleia, e  todas as regalias que os mesmos possuem, os automóveis estatais, tem que ser essencialmente , coisas mais discretas, ainda a semana passada, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, mandaram para a sucata 2 carros do Estado novos e bem caros, por serem veículos Topos de Gama, não era necessário ter carros desse calibre.

Penso que a solução, acima descrita por mim, seria eficaz, agradaria a gregos e troianos, ou seja, aos Portugueses, e ao Governo, que está sem a maioria absoluta, e pelos vistos, está a ver quanto tempo se «aguenta», sem cair, parece uma pessoa em cima de um touro mecânico, enfim, penso que as hipóteses de fazer os 4 anos de legislatura a jogar assim, ou a se mostrar indiferente as pessoas e às necessidades reais do país, não vão levar a bom porto este governo.

Mais uma vez relembro, a juventude, pode ser a solução mais rápida para a saída deste sufoco, essencialmente a licenciada, existem muitas pessoas com boas qualificações na cada dos 20 a 30 anos, que merece uma oportunidade, penso que, se o governo e as empresas lhes derem a mão, não vão se arrepender, pois no longo prazo tenho a certeza que irão ser recompensados por esse investimento, que deve ser tomado como sendo, responsabilidade social.

Deixo a Questão: Que pensa da necessidade de incremento dos impostos em Portugal?

Tenho Dito

RT