Conheça Uma Entrevista a Alice Vieira…

Junho 4, 2011

Entrevista a Alice Vieira... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago um artigo sobre uma escritora da nossa praça, especialmente no que concerne a livros infantis, desta feita, chama-se Alice Vieira…

« Durmo três horas por dia. Não é que não tenha sono, não tenho é tempo para mais”

 “O Livro da Avó Alice” é a mais recente obra da escritora, que se divide entre livros, netos, amigos e 20 cafés por dia

Há livros por todo o lado. Diz-nos, entre gargalhadas, particularidade que mantém durante toda a conversa, que às vezes sonha que entra em casa e os livros lhe caem todos em cima. É dona de uma vida que dava um guião de cinema: casou-se com o homem que um dia lhe escreveu, tinha ela 14 anos, a recusar um texto que tinha enviado para o “Diário Popular”. Mário Castrim, que aos 48 se casou com uma Alice Vieira de 20 e tal. A união foi um escândalo. A escritora, que faz parte do imaginário de quase todos os miúdos de hoje e daqueles que já passaram os 30, gesticula muito e não tem manias de estrela. Com a mesma naturalidade com que fala dos livros (que já lhe valeram inúmeros prémios literários), confessa que tem “um segundo cancro” mas que não tem medo de morrer. Aos 68 anos, com quatro netos, lançou um livro autobiográfico. “O Livro da Avó Alice”, onde não ensina a ser avó, mas conta como o faz: sem medo de brincar numa casa cheia de histórias.

Enviou o seu primeiro texto para o suplemento “Juvenil” de “O Diário de Lisboa”, aos 14 anos. Foi recusado.

Faz agora muitos anos, foi por esta altura. Eu escrevia sempre muito e sempre quis muito ser jornalista e achei que era uma óptima maneira de começar a fazer umas coisas. E achava que escrevia muito bem. Enviei um texto que obviamente foi recusado porque era muito mau, lógico.

Era sobre o quê, lembra-se?

Ai, não sei, era uma coisa terrível, muito desgraçada. Sei que na resposta me diziam “mas porque é que as pessoas têm sempre de ser tão tristes”? E eu fiquei a pensar naquilo e achei que ele tinha razão. Era um texto de uma miúda de 14 anos, daquela altura, não de agora, portanto era uma coisa muito rebuscada e ainda bem que recusaram. Mas continuei sempre e depois os textos começaram a ser publicados, outros não. Explicavam-me o que é que estava mal, davam-nos muitas indicações.

Foi lá que conheceu Mário Castrim?

No fundo eu já o conhecia porque era ele que me respondia aos textos, só que era por carta. Não sabia quem ele era. Era alguém que me respondia e dizia “isto está mal, isto está bem”, pronto.

Como é que vai parar ao jornal?

O “Juvenil” fazia umas entrevistas aos seus colaboradores mais assíduos, para nos conhecerem, e convidaram-me para lá ir ser entrevistada. E eu fui, estou aqui [mostra uma fotografia tirada no jornal nesse dia], com 18 aninhos. Depois começou-se a falar “porque é que não vens cá ver como é que isto se faz, onde é que se faz, as máquinas” que na altura eram aquelas máquinas velhas, as rotativas. O chumbo… eu digo sempre que o cheiro do chumbo quando se mete cá dentro, nunca mais sai. E disse logo, “é isto que eu quero”.

Porque é que quis ser jornalista?

Ai querida, porque quando era muito pequenina – eu nem sabia o que era ser jornalista – ouvi dizer que era uma pessoa que nunca estava em casa. E se havia essa profissão, era isso que eu queria ser. E foi mesmo! O meu sonho sempre foi fugir de casa rapidamente.

Voltando ao seu marido… Foi amor à primeira vista?

Eu acho que sim… acho que olhei para ele e pensei: é este que eu quero para mim. Mas repare, ele tinha mais 23 anos do que eu, tinha família, era casado, tinha 40 e tal anos. Portanto, foi uma grande escandaleira.

O que é que as pessoas diziam?

Quando fomos viver juntos ele estava já em processo de divórcio. Ele tinha 48 e eu 20 e tal. Deixaram-me de falar. De resto, a família dele nunca mais me falou, até hoje. Um irmão dele, que morreu há pouco tempo, nunca me conheceu, nunca conheceu os sobrinhos, que são os únicos que ele teve, nunca foi ver o irmão ao hospital quando estava doente, não foi ao enterro, nada. Da família dele não conheço ninguém. Não sei nada da vida dele antes de nos conhecermos. A minha família amaciou mais cedo. Assim que os miúdos nasceram… e gostavam muito dele. As minhas tias diziam que ele era a melhor coisa que tinha entrado na família, adoravam-no. Ele tinha uma paciência para elas que eu não tinha, dava-lhes chazinho, ia buscá-las…

E foi um amor assolapado?

Ai foi, foi. 40 anos. Costumo dizer que foi assim até ao último dia da vida dele. Não me lembro de uma zanga, de nada. Ele tinha uma relação com os filhos extraordinária e com os três primeiros netos também, a mais nova é que já não o conheceu. O meu filho conta-lhes muitas histórias do avô – a maior parte delas aldrabada, mas não faz mal, o que é preciso é contar – e é uma memória muito viva. A gente festeja sempre o dia de anos dele, sempre. Com bolo, velas e tudo. Marcou-nos muito.

Ele incentivava-a a escrever?

Muito, muito. Eu acho mesmo que ele deixou a carreira dele de escritor para trás exactamente para que eu pudesse fazer a minha, não tenho dúvidas nenhumas. Agora na Caminho vão publicar um livro inédito dele. Ele deixou muita coisa inédita e vamos reeditar outras obras. Mas dizia sempre que não tinha paciência para editar, queria era escrever. Para eu fazer a vida que fazia, ele tinha que ficar com os miúdos, e tratar da casa. Tinha que aguentar o barco. Quando eu estava no “Diário de Notícias” as minhas folgas eram à sexta e ao sábado e assim que eu saía na quinta à tarde ele dizia-me logo, “vai-te embora, tens de ir trabalhar sossegada”. Tínhamos um apartamento em Cascais, pequenino, onde eu trabalhava sossegada aos fins de semana. Às vezes ele ia lá ter comigo. Havia uma vizinha que achava que eu tinha um senhor que me fazia visitas. Era uma relação tão forte que quando ele morreu nunca mais voltei a Cascais. Dei a casa à minha filha e nunca mais lá entrei.

“Rosa, minha irmã Rosa”, o seu primeiro livro, nasce graças aos seus filhos?

Nasceu sobretudo de eles estarem sempre a atazanar-me o juízo e dizerem que eu passava a vida no jornal, o que era verdade, e que escrevia para o jornal e nunca escrevia nada para eles, eram uns infelizes, coitadinhos. Resolvi então escrever uma história com eles. Despachei-a em 20 dias mas nunca pensei que fosse publicada, nunca. Nota-se um bocadinho que eu quis contar tudo naquela história, porque pensei: “Despacho isto e nunca mais tenho de escrever nada.” Foi sempre a ideia que tive.

Mas eles ajudaram-na com a história?

Muito. Há um capítulo inteiro que começa com um problema qualquer de ângulos, a intersecção de A com B, que era exactamente o problema que estava no caderno do meu filho nesse dia e eu copiei. Quem nos conhece sabe que aquilo somos nós há 30 anos. Eram os colegas deles, a escola, os professores. As tias, as flores, é tudo a nossa vida, só mudei os nomes. A única coisa que não é completamente autobiográfica é a questão da irmã que nasce 10 anos depois. Os meus filhos têm um ano de diferença e não se lembram de um sem o outro. Só que nessa altura ia nascer outro filho e eu tive muito receio que eles reagissem mal. Então construí essa história e eles não deram por nada. Íamos discutindo sem eles darem por isso. Mas depois tive um desastre de automóvel e a criança não veio. Dei-lhes a história, eles gostaram muito e nunca mais me lembrei daquilo.

Até que ganhou o prémio da Caminho.

Era uma editora que estava a começar e que aproveitou ser o ano internacional da criança, em 1979, para lançar esse concurso do melhor texto do ano. E quem enviou o texto foi o meu marido que foi exactamente como eu o tinha escrito em casa, não foi mudou uma vírgula. E ganhou. Há 32 anos não era muito habitual este tipo de histórias que mostram o dia-a-dia das pessoas. Para os miúdos escreviam-se aquelas histórias com fadas e princesas. Porque este é um livro perfeitamente banal, o diário de uma família, pronto. E vendeu-se imenso.

E quanto é que foi o prémio, lembra-se?

Ah lembro-me perfeitamente: 75 contos. Naquela altura era muita massa e eu decidi que, como eles os dois me tinham ajudado tanto, que íamos logo gastar tudo. E fomos os três uma semana para a Grécia, para Atenas, porque eles adoravam mitologia grega, o pai contava-lhes aquelas histórias todas. Aterrámos os três na Grécia em Dezembro. Estava um tempo extraordinário. Passámos a semana inteira no Pártenon!

Este novo livro mostra uma faceta diferente: ser avó. Já sei que foi convencida a escrevê-lo. Porquê?

Isto não tem nada a ver com o tipo de coisas que eu faço. Quando me ligaram a fazer a proposta, da Lua de Papel, deixei a senhora falar até ao fim e depois, com aquele meu ar sério disse: “Eu gostava muito, mas repare, eu trabalho para a Leya, não posso…” e a senhora: “Mas nós somos da Leya”. Está a ver a figura que eu fiz? Mas parece que não era nada disto que eles queriam, só soube depois. Eles queriam uma coisa muito séria, porque a Lua de Papel tem aqueles livros de auto ajuda, e queriam conselhos e o que é que as avós devem fazer. Eu disse que assim não, mas se quisessem uma coisa autobiográfica, fazia. E está a correr muito bem.

Percebemos, pelo livro, que foi criada por tias. Porquê?

Olhe é uma das coisas que, no outro dia até falei disso com o meu irmão, não nos perdoamos: não termos tido coragem de chegar ao pé da nossa mãe e de perguntar. Porque não foi por razões económicas, o nosso pai era um industrial.

Então os seus pais eram vivos?

Sim, sim. E somos três, eu sou a mais velha. Portanto iam dando filhos. Eu acho que a minha mãe não tinha nenhum instinto maternal. Há quem tenha e quem não tenha e ela não tinha. E foi sempre muito apaparicada pela mãe, pelos tios, que faziam as vontades todas à menina e isso tornou-a numa mulher muito fria, e sem nenhum instinto maternal. Achava-se muito nova para tratar das crianças – tinha 24 anos quando eu nasci, também não era assim tão nova – e ia dando às tias, enquanto houvesse tias.

E nem cresceu junto dos seus irmãos?

Não. A minha relação com o meu irmão a seguir a mim é muito boa porque nos encontrámos em Paris, já adultos. Ele estava lá a fazer o doutoramento e aí conseguimos uma relação muito forte. Mas só a partir dessa altura. Até aí era só nos natais e festas de anos.

Quando é que via os seus pais?

Natais, aniversários. Eu saí de casa com 15 dias e nunca mais lá voltei. Nunca dormi uma noite na casa da minha mãe. E isso deu-me muitos problemas porque achava, quando era pequena, que a culpa tinha de ser minha. Ouvia as minhas colegas no liceu a falar das mães e eu não sentia nada pela minha e achava que devia sentir porque todas sentiam. Durante toda a minha vida essa falta deu-me muitos problemas. E as pessoas que me criaram também estavam sempre a lembrar-me e a atirar à cara que não eram minhas mães.

Eram tias velhas?

Eram minhas tias avós, sim. Vivia com uma tia e um tio, que era herói da República, está a ver a idade que ele tinha. Aliás, a minha entrada na política foi com 5 anos em que fui com o meu tio ver a urna do Norton de Matos. Portanto, convivi sempre com gente muito velha e em casa, porque só fui à escola com 10 anos.

A primeira vez que foi à escola tinha 10 anos?

Porque eu disse que queria ir. Até aí ia um professor lá a casa, o que é uma coisa horrível. Hoje quando ouço dizer que os meninos ficam a estudar em casa com os pais, tios ou avós, passo-me! Porque não é só o que se aprende, obviamente que quando entrei para o liceu Filipa de Lencastre sabia mais do que as outras, mas quer dizer, não compensa. Há outras coisas, os amigos, viver em sociedade, às vezes até mais necessárias. Mas elas deixaram-me ir para o liceu, apesar de uma das minhas tias ter dito que que não ia gostar e que voltava logo para casa. Eu até inventava aulas que não tinha só para não vir para casa.

Foi difícil fazer amigos, pela primeira vez, com essa idade?

Olhe foi extraordinário. A minha melhor amiga, Maria Emília Moura, que trabalha na “TV Guia”, é a minha melhor amiga desse tempo. Fez comigo o liceu, foi comigo para a faculdade e depois para o “DN”. Fui uma aluna muito popular no liceu porque, no fundo, aquela é que era a minha família, era quem me dava atenção. Ia aos casamentos das empregadas todas, as professoras adoravam-me. Até há pouco tempo tinha uma professora a quem eu telefonava sempre e que morreu em Junho. Quando ela morreu a irmã ligou-me a dizer que tinham a casa cheia de fotografias minhas e dos miúdos, que eu ia mandando, de maneira que eu agora tenho a irmã. Herdei! Foi um tempo extraordinário.

Que marcas é que tudo isto deixa numa pessoa?

Conforme o feitio da pessoa, sabe? Tenho dois irmãos que reagiram de outra maneira e que têm um feitio muito mais complicado. Lembro-me de ser muito pequena e dizer “eu nunca me hei de esquecer disto”. E não esqueci, tenho muito boa memória. E quando era mais velha dizia “eu nunca me hei de esquecer disto e um dia hei de contar isto tudo”. Era a minha vingança.

E muitas dessas coisas passou para os livros.

Tudo. A minha vingança foi essa. Não se serve fria, serve-se gelada. Conto tudo. Se reparar há muito poucas mães nas minhas histórias e as que há estão longe ou não têm relação com os filhos. “Flor de Mel” ou um mais recente “O casamento da minha mãe”. As minhas mães não aparecem muito. Depois tenho uma imensidão de tias. O meu filho, quando era miúdo, é que dizia: “Nos teus livros há mulheres a mais e tias a mais.”

É por isso que faz questão de ser uma avó que brinca, que dá espaço para a imaginação e criação dos netos?

O meu marido era muito isso: as casas foram feitas para serem vividas e esta casa foi, desde que para aqui vim há 43 anos. Antes do 25 de Abril esta era uma casa onde as pessoas sabiam que podiam ficar, às vezes gente que eu não conhecia. E ainda ficam, acho que todos os meus amigos têm a minha chave. Nunca foi casa de museu, por isso é que está toda desarrumada. A mesa era para o pingue-pongue, como se vê, coitada, está toda torta, o corredor era para jogar à bola, na entrada havia um cesto de basquete, onde fazíamos os treinos. Havia uma parede no quarto do meu filho onde se podia escrever à vontade, só foi lavada quando ele foi para Erasmus.

Tem muitos amigos?

Tenho uma imensidão de amigos. Puros e duros, tenho um grupo muito bom. Sou amigo dependente e sei que posso contar com eles para tudo, e eles comigo. E eles sabem, o que é muito bom num amigo, quando eu preciso deles sem que tenha de pedir. Tenho um que, se eu não estou muito bem disposta, ou qualquer coisa, chego a casa e tenho cá um ramo de flores. Não é maravilhoso? E telefonamo-nos às 4h00, 5h00 da manhã.

Pois, já ouvi dizer que dorme pouco.

Durmo umas três horas por dia. Não é que não tenha sono, mas não tenho tempo para dormir mais. Tenho sempre escolas, quase todas as manhãs. Se são em Lisboa é fácil, se são mais longe é mais complicado. Devo ser a passageira mais frequente do Alfa das 6h00 ali em Santa Apolónia.

A quantas escolas é que vai por ano?

Ai, muitas. No outro dia fiz as contas e dá-me umas 80 por ano lectivo. Tirando as férias, feriados e fins-de-semana, dá quase uma por dia.

Nunca recusa convites?

Parece a minha filha! Ela é que está sempre a dizer que eu tenho de começar a dizer que não. Mas tem de ser, sim. Ainda por cima tenho tensão baixa, apesar de beber 20 cafés. No outro dia ia na rua com os olhos fechados, a dormir. Mas é que ia mesmo.

20 cafés?

Sim, 20. Daquelas cápsulas da Nespresso, duas embalagens por dia. Agora está quase a acabar, o Volutto, que é o que eu gosto mais. Eu e o Malkovich! Estou sempre de cafezinho na mão. E durmo. Chego à cama e durmo logo. Mas de manhã nem me custa acordar, até porque tenho de ir ao ginásio e quando é que eu tenho tempo? De manhã. Às 7h30 já lá estou.

E faz o que é que faz no ginásio?

Tenho um personal trainer. É lindo. Faz-me muito bem. Vou a pé até ao ginásio, demoro meia hora. Depois faço meia hora de passadeira até ele chegar e se tiver tempo acabo na piscina. Mas o que eu gosto mesmo, a essa hora, é ver nascer o dia. Atravessar a Avenida da República a ver nascer o sol, é das coisas mais bonitas que há.

Voltando às escolas. Não se cansa de ir a tantas?

Já me custa um bocado… já vou às escolas há 30 e tal anos. Para dizer a verdade já custa um bocadinho. Há 32 anos que ando a dizer as mesmas coisas. Mas coitadinhos, eles são sempre diferentes, não é? Fazem é sempre as mesma perguntas. Este ano já comecei a dizer que não. E ando com a saúde complicada, às vezes vou a vomitar no comboio e tudo. Mas depois chego lá e gosto de falar com os miúdos. Eles são extraordinários, é uma alegria estar com eles.

O que se passa com a sua saúde?

Ah, tenho um segundo cancro. Mas eu mato cancros assim.

Teve um há 20 anos.

Tive, e este é por causa desse. Na altura as máquinas não eram tão sofisticadas como hoje e quando fazíamos radioterapia apanhava-nos o peito todo. Depois tudo o que apanhámos, com o correr do tempo, pode proporcionar novos tumores. É no outro peito e não é operável. Às vezes dói, chateia. Fiz radioterapia, devo estar toda radioactiva.

Como é que fala tão descontraidamente de uma coisa destas?

Então querida, é assim. O que é que a gente há-de fazer? A minha médica é que me diz que eu tenho de me mentalizar que sou uma doente oncológica crónica e que tenho de ir ao IPO de dois em dois meses. E eu vou.

Não tem medo de morrer?

Não, nem da primeira vez que tive e fiz a mastectomia radical. Fui eu, a Simone e a Manuela Maria [actrizes], todas ao mesmo tempo. Éramos as três cancerosas de serviço. Mas nunca pensei que ia morrer. Pensei que ia fazer uma operação difícil e o que é que eu fiz? Tudo coisas práticas: deixei uma data de coisas feitas no jornal, para não sentirem a minha falta e que eu tinha mesmo de fazer. Deixei uma procuração ao meu irmão, podia ser preciso qualquer coisa e cortei o cabelo muito curtinho.

O que é que não pode faltar quando está a escrever?

Muitas fotografias. Na minha mesa estão ali as fotografias daqueles todos a olhar para mim [Mário Zambujal, Lobo Antunes, os netos, Paris, o marido e o ex-namorado]. Tenho a mania da fotografia. De vez em quando ando meio louca e mudo tudo. Depois preciso de ter música sem palavras, clássica, não clássica e instrumental e tenho que ter a janela aberta para ouvir o barulho da rua.

Antes de publicar o seu primeiro livro de poesia, enviou-o para um concurso sob um pseudónimo. Porquê?

Imagine, pegava naquilo e mostrava a um amigo que me dizia que era muito giro, mas eu nunca teria a certeza, não é? Decidi concorrer a um prémio onde o júri me merecesse confiança e onde só houvesse um prémio. Porque a gente concorrer e o Zé das Couves ficar com o 1º lugar e a gente em terceiro, ninguém gosta. Foi uma coisa que a Maria Alberta Menéres me ensinou: só se concorre a prémios onde só haja um, para não passar pela vergonha de ficar em terceiro. E ganhei.

E o pseudónimo, Filipa Sousa e Silva. Esse nome porquê?

É o equivalente feminino do primeiro namorado que eu tive e a quem o livro é dedicado.

Namorou muito tempo com ele?

Até encontrar o Mário. E depois voltou a ser.

Mas estão juntos agora?

Agora já não, mas foram seis anos extraordinários. Encontrámo-nos mais de 30 anos depois e fez-me muito bem. Eu estava na fossa, tinham passado três anos da morte do meu marido, acho que foi a altura da minha vida em que estava mesmo mal. E fez-me muito bem. A história estava incompleta e fechou.

E agora está sozinha?

Muito bem, estou muito bem comigo. Apetece-me estar assim, farto-me de sair com os amigos, mas estou sozinha. De resto, nesta casa nunca houve mais nenhum homem, isso aí… nunca era aqui, era na casa dele. E à noite preciso mesmo de estar sozinha. Adoro fazer tricot, arraiolos, comida, sou muito prendada. Até sei tocar piano. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/122930-durmo-tres-horas-dia-nao-e-que-nao-tenha-sono-nao-tenho-e-tempo-mais, a 04 de Junho de 2011, em Jornal I

RT


Como Entreter Uma Criança A Custo Reduzido…

Fevereiro 19, 2011

Como Gastar Pouco Dinheiro Com As Crianças... Fonte: http://www.jpn.icicom.up.pt

Hoje trago um artigo de como entreter os filhos sem gastar muito ou mesmo quase dinheiro algum…

« Ideias para entreter as crianças sem gastar dinheiro

Em casa, na praia ou no jardim, há muito por onde escolher

Quem tem filhos sabe que nem sempre é fácil arrancá-los da frente da televisão ou dos jogos de computador., sobretudo se a alternativa não for atractiva, o que é difícil de conseguir sem gastar muito dinheiro. Mas o tempo de qualidade passado em família é importante e existem formas de os mais pequenos entretidos, sem gastar um balúrdio.

O site saberpoupar.com listou dezenas de ideias do que pode fazer com eles, sem dar cabo do orçamento: desde um passeio na praia onde eles possam correr e brincar à vontade; ir ver estrelas para um miradouro numa noite magnífica; fazer puzzles ou trabalhos manuais; organizar uma caça ao tesouro, etc.

Muitas das coisas que fazia na sua infância e que entretanto se perderam, continuam a ser interessantes para a pequenada. Não acredita?

Se tem casa com jardim ou terraço, as possibilidades aumentam quase infinitamente. Por exemplo, acampem durante uma noite no jardim, brinquem às escondidas, no interior ou no exterior da casa. Experimente pegar num ou dois recipientes com água e sabão da loiça e divirtam-se a encher a casa ou o jardim com bolas de sabão. Ou ponha a jardinagem em dia com a ajuda das crianças: elas vão adorar poder mexer na terra e na água.

Reúna todo o material desportivo que possam ter guardado na garagem e joguem ao badmington, malha, bowling, minigolfe ou frisbee no jardim. Se tiver o equipamento necessário, leve a criança à pesca consigo.

Pegue nas crianças, nas bicicletas, capacetes e protectores de joelhos e dêem um passeio numa ciclovia apropriada ou no jardim da cidade.

A praia também é sempre uma boa opção, porque é grátis. Preparem o saco e instalem-se à beira-mar a fazer castelos de areia ou a jogar às apanhadas.

Façam aviões de papel e depois um concurso para ver qual o avião que voa mais alto ou mais longe.

Mesmo para ficar em casa, as opções são intermináveis. Escolham uma receita em conjunto e divirtam-se na cozinha a confeccioná-la. Ou então, porque não uma maratona de jogos de tabuleiro? Há quanto tempo não jogam todos aqueles jogos que têm fechados em caixas? Delimitem um espaço no chão da sala, da cozinha ou no quarto dos miúdos e divirtam-se a fazer um puzzle gigante.

Se estiver mau tempo, coloque algumas almofadas e mantas em torno da lareira, junte as crianças e leia-lhes as suas histórias preferidas ou então leiam passagens dos livros à vez. Ponha a tocar a música mais animada que tiver e elabore uma coreografia simples para ensinar às crianças ou brinquem ao faz de conta com vestuário e calçado velho e improvisando com acessórios que possam ter em casa. Podem também fazer uma produção fotográfica dentro e fora de casa, imprimam as melhores fotos e elaborem um álbum para mais tarde recordar.

Deixe as crianças escolherem o seu DVD preferido, prepare um balde de pipocas e aí está uma tarde de cinema perfeita! Ou então, proteja a mesa da cozinha com jornais velhos, espalhe papel, cartolina, marcadores, lápis de cera, tesouras, revistas velhas para recortar, cola e fita-cola, e dediquem-se às artes manuais. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/criancas-filhos-passatempos-poupar-poupanca-agencia-financeira/1233808-1730.html, a 18 de Fevereiro de 2011, em Agência Financeira.

RT


Conheça as Sugestões de Restaurantes na Cidade de Lisboa Onde Pode Levar os Mais Pequenos…

Outubro 19, 2010

Orpheu Café em Lisboa Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago uma sugestão, porque não levar os mais pequenos a comer fora? Li um artigo no passado dia 16 de Outubro, que versa o tema, e aborda mesmo locais para os levar a almoçar.

« Miúdos. Para quem gosta de os levar a comer fora

Gritam, berram, saem e voltam para a cadeira, mexem e remexem em tudo perante os olhares reprovadores de clientes e empregados. Já qualquer pai ou mãe se viu nesta situação. Mas podem ficar mais descansados. O i seleccionou uma série de cafés e restaurantes que são amigos dos mais pequenos (e dos pais). Muitos têm cadeirinhas, menus especiais e até brinquedos ou livros para distrair os mais novos. Agora os pais podem ir a sítios giros e modernos, acompanhados pelos seus filhos. Já não há desculpas para não cirandar por Lisboa em família e saborear o melhor da cidade

01 Magnólia Ideal para um almoço de domingo com a família. Esta cadeia tem vários espaços, mas elegemos o Magnólia do Campo Pequeno. Tem uma estante de madeira onde pode encontrar livros para todas as idades. Desde viajar com o Aladino a descobrir o Wally, os miúdos podem ficar distraídos enquanto os pais saboreiam as tostas, os crepes salgados ou os sumos naturais. Mais: se decidir sentar-se na zona Lounge, os mais pequenos serão brindados com uma folha e uma caixinha de lápis de cor. É também sugestão para quem não está acompanhado de crianças: há jornais do dia, comida rápida e saudável e vista para a Praça de Touros. Largo do Campo Pequeno, n.º 2 – Lisboa; 217 959 852

02 Orpheu Caffé As sugestões mais in não têm de ser elitistas. O Orpheu é um retro-chique totalmente aberto à presença da criançada. Mal se entra, do lado direito, saltam à vista os dois cavalinhos de madeira. Um de crina em palha e outro colorido – que faz lembrar o “pequeno pónei” – estão ao lado de um baú da avó repleto de livros empilhados. “Sabemos que é uma zona frequentada por crianças. É uma forma de os miúdos se sentirem bem”, explica Rui Sousa, o proprietário. Entre livros sobre as ruas de Lisboa, destaca-se a colecção colorida da Disney. A comida é tradicional portuguesa com um twist alternativo e os doces são da casa. Não se deixe enganar pelo papel de parede, o sofá verde de veludo ou o candelabro reluzente ao fundo da sala: está autorizado a trazer os mais pequenos. Praça do Príncipe Real, 5 A – Lisboa; 218 044 499

03 Kaffehaus Neste café, as crianças têm autorização para fazer algo que adoram: rabiscar. Se trouxer o seu filho ao Kaffehaus, é provável que lhe dêem um giz de cor para a mão. Mas não se assuste, é mesmo para dar largas à imaginação nas mesas negras. De entre doces tipicamente austríacos e petiscos com sabor a brunch, há de tudo. Até pequenas salsichas com pão e mostarda: “É um prato que as crianças costumam comer em Viena”, explica Chistoph Hubmayer, fundador do café. Rua Anchieta, 3 (Chiado); 210 956 828

04 Noobai Fica no miradouro de Santa Catarina, mais conhecido por O Adamastor. Tem uma esplanada – coberta para dias de chuva – com uma vista panorâmica sobre a cidade. No vão das escadas há um espaço reservado para crianças. Com nuvens e um avião pintados na parede, este cantinho promete diversão. O tapete é de plástico para prevenir acidentes e há desde casinhas de princesa até um quadro pregado na parede, pronto para desenhos a giz. O gerente Edgar Silva deixa a sugestão de salsichas de peru com molho diabinho para as refeições dos miúdos. Miradouro de Santa Catarina, Lisboa; 213 465 014

05 Pois, café Quando chega o frio e a chuva, nada melhor do que um lugar que tem o conforto da sua casa. Com sofás, almofadas e cadeirões, este é um café alternativo que gosta dos seus filhos. As paredes estão recheadas de fotografias e quadros e todo o espaço é percorrido por livros e até DVD. Há um cantinho especial com caixas de brinquedos, peluches e jogos amontoados. Aqui há muitas variedades de chás e refeições leves. Desfrute do ambiente calmo, aprecie a arte ou leia um livro, enquanto as crianças se divertem. Rua São João da Praça 93-95 Lisboa (Sé/ Alfama); 218 862 497

06 Café Império Reabriu há alguns anos, em grande força. Não é moderno, mas tem bons bifes e, no meio da sala de jantar, um cantinho em vidro para os pequenos mais endiabrados. Os pais podem desfrutar da refeição com os olhos postos nesta sala. Há de tudo: desde um plasma a passar o canal Panda, Legos e uma casa de faz de conta. Avenida Almirante Reis 205 A/C, Lisboa; 212 471 765

07 Nood “As crianças têm prioridade”, afirma Rita Nogueira, a teamleader do Nood. No restaurante de comida oriental destaca-se o individual dos miúdos que vem acompanhado por canetas de cores para colorir. Há ainda todo um menu especial: massas, arroz, bebidas e sobremesas. Largo Rafael Bordalo Pinheiro, nº20, Chiado, Lisboa; 213 474 141 »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/83567-miudos-quem-gosta-os-levar-comer-fora, a 16 de Outubro de 2010, em Jornal I

Bom Apetite!

RT


Conheça os Detalhes de Uma Exposição Sobre Sexo, Mas Para Crianças…

Outubro 16, 2010

Exposição de Sexo Para Crianças.... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago uma reportagem que li no decorrer do dia de ontem e que versa sobre o tema « Sexo para Crianças »

« Uma exposição de sexo para crianças? E então?

Entre os nove e os 14 anos as crianças não sabem grande coisa sobre sexo. Depois de um dia na “Sexo… E então?”, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, vão saber mais um pouco

“Ó paaii, como é que se fazem os bébes?” Mais tarde ou mais cedo, o seu filho vai sair-se com esta. E prepare-se porque já nenhuma criança engole a história das cegonhas. E se lida mal com a ideia de uma pergunta destas, já pensou como vai ficar se a seguir o seu filho lhe perguntar porque é que os homens têm pilinha e as mulheres pipi? Ok… Sejamos sinceros, a maioria dos pais não está preparada para a situação e muitos preferem adiar o inevitável. O que é capaz de não ser boa ideia. Até porque ao serem atropelados por este comboio da realidade os pais percebem que o seu filho mais cedo ou mais tarde ficará curioso por estes temas. Tão certo como mais cedo ou mais tarde jogar ao bate-pé, querer sair à noite, apanhar a primeira bebedeira ou ir dormir a casa de um ou uma colega.

A HISTÓRIA DA CEGONHA Mas quem se lembrou de dizer que os bebés chegam numa cegonha? Parece não haver uma resposta, mas várias. A cegonha é apontada como um animal dócil, que emprega um elevado esforço a cuidar do ninho, dos filhos e das aves mais velhas. Já no tempo dos romanos, foi criada uma lei que obrigava os mais novos a cuidarem dos mais velhos, e que foi designada Lex Ciconaria, que em português significa Lei da Cegonha. No entanto, outras versões apontam para a mitologia grega, em que Zeus teria transformado uma ninfa em cegonha, que a partir de então procurou bebés abandonados para os entregar a mulheres que não podiam ter filhos. Existe ainda uma lenda que diz que quando uma cegonha faz um ninho numa chaminé a mulher que vive nessa casa engravida. Se fosse assim tão verdade, Alcácer do Sal tinha a maior taxa de natalidade do país.

O MEU FILHO PENSA EM SEXO O século xx dava os primeiros passos quando Freud chocou o mundo com os seus “Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade”, onde abordou o tema da sexualidade infantil. Hoje, 105 anos depois do lançamento dos estudos, o tema já é encarado com alguma normalidade. Num artigo da revista “Mãe Ideal”, publicado no site Sapo Família, Catarina Leal, psicóloga, refere que “é de extrema importância que as dúvidas das crianças sejam esclarecidas, uma vez que esse esclarecimento é imprescindível para um desenvolvimento saudável”. No entanto, é preciso que os pais “não tenham a pretensão de dar lições aos filhos, respeitando em absoluto a sua privacidade”, dizia o sexólogo Júlio Machado Vaz ao i em Maio de 2009. Quanto às designações a usar, a revista “Farmácia Saúde”, editada pela Associação Nacional de Farmácias, publicou um artigo sobre este tema no irónico n.o 69, onde referia que “podem ser usados os termos verdadeiros, mas os eufemismos também são adequados, deixando-se para mais tarde o uso das palavras ”pénis” e ”vagina”. São palavras que podem soar fortes de mais”. E já se sabe como o a língua portuguesa é traiçoeira.

SEXO? E então? Mas tudo isto pode ser mais fácil graças à exposição “Sexo… E Então?”, inaugurada esta semana no Pavilhão do Conhecimento. A exposição, que foi apresentada na Cité des Sciences et de L”Industrie, em Paris, chegou agora ao Parque das Nações, onde ocupa uma área de cerca de 700 m2 na nave central do pavilhão. Dirigida a crianças entre os nove e os 14 anos, tem o objectivo de explicar a sexualidade aos mais novos, preparando-os para as mudanças e descobertas da adolescência de uma forma divertida e informal, mas com rigor científico. A visita dura em média duas horas e associadas à exposição decorrerão palestras e outras actividades. O Pavilhão do Conhecimento está aberto ao fim-de-semana entre as 11h00 e as 19h00. Os bilhetes custam 4€ para crianças e 7€ para adultos.

Tel.: 21 891 71 00;

www.pavconhecimento.pt »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/83337-uma-exposicao-sexo-criancas-e-entao, a 15 de Outubro de 2010, em Jornal I

Boa Ideia!

RT


Conselho Para Os Mais Pequenos Dissiparem as Energias a Mais…

Outubro 2, 2010

Yoga Ajuda a Gastar Energias... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje e por ser sábado trago uma sugestão que saiu num diário da nossa praça e que versa, sobre um conselho para os filhos que têm muita energia, passo a transcrever a referida reportagem.

« O seu filho tem energia a mais? Inscreva-o no Ioga

Yoga para crianças? Sim e segundo os especialistas quanto mais cedo começar melhor. E não faz bem apenas a miúdos hiperactivos. Conheças as escolas em Portugal

O que têm em comum Madonna, Tiger Woods, Sharon Stone, Sting, Jennifer Lopez, Nicholas Cage, Angelina Jolie, Kelly Slater e Gisele Bündchen? São ricos, famosos e estão em boa forma física. Além disso fazem parte do grupo de celebridades associadas à prática do ioga. Mas atenção, não foi o ioga que lhes trouxe dinheiro ou fama, embora talvez tenha trazido felicidade (ou paz de espírito) e contribuiu de certeza para a sua boa forma. Mas como isto é um espaço dedicado aos mais novos, saiba que esta modalidade é indicada por exemplo para crianças com défice de atenção ou hiper- actividade, mas não só.

ESCOLA DE iOGA PARA CRIANÇAS Evelyne Praxl, directora da Escola de Ioga para Crianças da Foz, disse ao site Educare, em Novembro de 2009, que “a prática regular de exercício físico de forma estruturada ajuda as crianças a aumentar a auto-estima e a autoconfiança, potencia a capacidade de focalização e a rapidez de raciocínio”. No mesmo artigo a responsável acrescenta que a prática do ioga por crianças “aumenta a força, a flexibilidade e a coordenação” e contribui para aumentar a resistência dos jovens à pressão. Nesta escola na Foz do Porto, as aulas são preparadas de acordo com as idades dos praticantes, começando no nível 1 (dos sete aos nove anos) e indo até ao nível 5, para quem já passou a idade do armário e tem mais de 19 anos. Ao sábado de manhã, as aulas estão reservadas para o ioga em família e para os níveis 1 e 2, este último dos 10 aos 12 anos. Saiba mais em http://www.escoladeyoga.pt.

UMA FEDERAÇÃO O ioga está longe de ser um desporto olímpico, mas nem assim deixa de ter direito a uma federação. A Federação Portuguesa de Ioga divide as aulas para crianças em três pontos fundamentais, que fomentam o desenvolvimento da flexibilidade, do equilíbrio e da força; os exercícios respiratórios e, finalmente, a componente de relaxamento. As aulas recorrem a músicas, histórias e analogias que permitam aos alunos assimilar os princípios de forma muito descontraída. A promoção do amor-próprio, da boa postura, da criatividade e da disciplina encontram-se entre os benefícios para as crianças defendidos por esta federação, com associados em todo o país. Só em Lisboa encontra mais de uma dezena de centros de ioga, em Telheiras, Avenidas Novas, Benfica, Amoreiras (no Ginásio Clube Português) e no Pólo Universitário da Ajuda. Descubra todos os locais em http://www.fpyoga.pt.

E UMA CONFEDERAÇÃO Abrimos o site da Confederação Portuguesa do Ioga e vemos uma mulher a tocar com os pés na cabeça, passando as pernas por trás do corpo. Confuso? Um pouco. Sexy? Bem, deixamos ao critério de cada um. Esta confederação segue o caminho do Ioga Sámkhya, que segundo os próprios é o ioga primordial, com mais de 6 mil anos de história. Além de fotografias a mostrarem o nirvana da flexibilidade, a confederação tem uma página dedicada ao ioga para crianças. Para estes responsáveis a prática de ioga ajuda os mais novos a preservar e manter a flexibilidade, a pureza (?!), a imaginação, a criatividade, a capacidade de aprendizagem e a concentração. Se quer deixar o seu filho mais envolvido no cosmos e descobrir que forma criativa é essa de preparar a adolescência. visite http://www.confederacaoportuguesadoyoga.com.pt.

ROSE DOS VENTOS DeRose, um estudioso da filosofia hindu, criou o Instituto Brasileiro de Ioga, em 1964. Uma década depois, em 1975, fundou no Brasil a União Nacional de Ioga. O seu método recorre às técnicas do SwáSthy, que ensina a administrar o stresse, à reeducação respiratória e, claro, ajuda a melhorar a flexibilidade, a concentração mental e o relaxamento. E a fórmula correu bem, já que DeRose tem hoje centenas de centros espalhados pelo mundo. Em Lisboa há unidades no Chiado, no Marquês de Pombal, na 5 de Outubro e junto ao Instituto Superior Técnico. A estas acrescentam-se espaços em Cascais, Amadora, Braga, Faro, Maia, Matosinhos e Porto. As crianças são bem-vindas, ou não estivessem presentes nos cartazes de publicidade dos centros. http://www.yogaportugal.org; www.metododerose.org.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/81189-o-seu-filho-tem-energia-mais-inscreva-o-no-ioga, a 01 de Outubro de 2010, em Jornal I

Gastem as Energias…

RT


Receitas de Gelados Que Se Podem Fazer em Casa… Veja Aqui 3 Receitas de Gelados Caseiros…

Agosto 9, 2010

Receitas de Gelados Caseiros... Fonte: http://www.avidadestelado.blogspot.com

De forma a se começar bem mais uma semana de verão, porque não transcrever uma reportagem que li no final da semana transacta, e que versa, sobre a possibilidade de se fazer uns bons gelados em casa.

« Gelados. O melhor do mundo vem às cores e pode fazer-se em casa

Poucas coisas são tão boas para o Verão entre crianças: doces, frescos e com quase tudo o que é nutriente essencial. Damos-lhe sugestões e receitas para experimentar

Os gelados têm tudo para agradar às crianças. São frescos, doces e coloridos, como um dia de Verão perfeito. Todas as crianças já sonharam fazer os seus próprios gelados em casa, com os sabores preferidos, a textura desejada e em quantidade a condizer com a sua gulodice infantil. Berenice Cisneiros, que dá os cursos de culinária infantil A Cozinha não Morde, explica: “Todas as crianças gostam de gelados porque são frescos e doces. E também porque são fáceis de fazer em casa e há milhares de receitas. A manga é muito boa para fazer gelados, porque é doce e carnuda, o melão e a meloa também, é a altura deles. Se a fruta for muito boa e madura, põe-se logo menos açúcar e os gelados feitos com a fruta da época ficam muito saborosos. Também se podem fazer de framboesa, a cor fica linda, e, claro, de chocolate, que é um sabor de que eles gostam sempre.”

As boas notícias para os pais são várias. Passarem uma hora na cozinha a confeccionar gelados com os filhos vai ser muito divertido para todos e, além disso, os próprios gelados, caso sejam feitos com frutas naturais e substituindo as natas pelo iogurte, podem ser muito saudáveis. Isto para não falar do prazer de saborear um gelado feito em família, em casa, numa tarde de Verão. O famoso cozinheiro Chakall é pai de família e sabe como é divertido passar uma tarde na cozinha, entre frutos frescos, batedeira, copos para gelado, alguma desarrumação e muitas gargalhadas. E é ele quem garante que não é preciso ser um grande cozinheiro para fazer um gelado caseiro com os filhos.

Para diversos gostos, aqui ficam três receitas de gelados, uns mais doces, outros mais refrescantes, mas todos fáceis de confeccionar em casa. A única dificuldade vai ser convencer as crianças a esperar algumas horas pelo resultado final, ou seja, que os gelados ganhem a consistência desejada. Na altura de os servir, puxe pela imaginação e faça pequenas composições. Escolha pratos coloridos e decore os gelados com frutos vermelhos, bolachas, folhas de hortelã, chantilly ou molho de chocolate. Depois deixe-os lambuzarem-se à vontade e aproveite para voltar a ser criança experimentando também o gelado que fizeram em família.

Gelado de Morango (Receita de Chakall)

1 kg de morangos

2 pacotes de natas

300 g de açúcar

Pode fazer-se com outras frutas, como framboesas ou pêssegos. Lavam-se os morangos e retiram-se os pés. Põem-se todos os ingredientes na liquidificadora e bate-se durante dois minutos. Coloca- -se o gelado num recipiente bem fechado e leva-se ao congelador. Passado meia hora retira-se do congelador e mistura–se bem com a batedeira. Repete-se o processo mais uma ou duas vezes e depois deixa-se congelar completamente.

Iogurte de Manga e Banana Gelado (Receita do livro “Culinária saudável e divertida para crianças”, DK/Civilização Editores)

2 mangas médias maduras

2 bananas médias

500 g de iogurte natural espesso

23 colheres de sopa de açúcar

gotas de sumo de limão

Cortam-se as mangas e as bananas aos pedaços e colocam-se na misturadora. Junta-se o iogurte, o açúcar e algumas gotas de sumo de limão. Mistura-se tudo até se obter uma massa espessa e cremosa. Deita-se a mistura numa caixa com tampa e põe-se no congelador. Cerca de cinco horas depois, serve-se em bolas moldadas com a espátula em copos ou cones de baunilha.

Mousse de leite condensado congelada (Receita de Berenice Cisneiros)

6 claras batidas em castelo

2 gemas de ovo

1 lata de leite condensado cozida

algumas gotas de lima ou limão

Batem-se as claras em castelo. Numa tigela, batem-se as 6 gemas de ovo com a lata de leite condensado previamente cozida e juntam-se as gotas de lima ou limão. Envolve-se com as claras batidas em castelo e coloca-se em pequenos recipientes para gelados com o pauzinho durante quatro horas no congelador. Para desenformar, basta colocar as formas de gelado em água quente e elas descolam. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/72686-gelados-o-melhor-do-mundo-vem-s-cores-e-pode-fazer-se-em-casa, a 06 de Agosto de 2010, em Jornal I

Bons Momentos Gelados!

RT


Comece bem Agosto, Aprenda a Fazer Construções na Areia… E Ajude os mais Pequenos Nesta Actividade…

Agosto 1, 2010

Construções na Areia... Fonte: http://www.garatujando.blogs.sapo.pt

Por ser Domingo, e estar calor, é sinónimo de praia. Vou transcrever uma reportagem que saiu no final da semana transacta, e quer versa sobre construções de areia para os mais pequenos.

« Aprenda a fazer uma construção na areia. E ensine os miúdos

O que fazer na praia com as crianças? Para não voltar a fazer esta pergunta, eis uma ideia: construções na areia. Como? Com areia, água e com as dicas que lhe damos aqui em baixo

Já pensou: que actividade mantém as crianças entretidas durante o dia na praia? Além disso, tanto pode ser um simples passatempo como produzir verdadeiras obras de arte. Basta pegar na areia, juntar água e as mãos dos pequenos artistas dão vida a novos seres. Como? Nós explicamos.

Onde

Em primeiro lugar, há que escolher o cenário onde o seu pequeno Rodin vai trabalhar a areia. O que não faltam, é praias à escolha. Na Costa da Caparica, elas têm nomes tão sugestivos como Praia do Castelo, da Sereia, da Princesa, do Rei, da Rainha, da Tartaruga, do Golfinho, do Rouxinol, do Búzio ou do Albatroz e todos eles podem ser o tema inspirador de uma construção na areia. Na Linha do Estoril, tem Carcavelos, Estoril, Cascais ou o Guincho e na linha de Sintra pode escolher entre a Praia das Maçãs, a Praia da Adraga, a Praia Grande e Azenhas do Mar. Escolhido o destino, prepara-se o material: não podem faltar na mochila do seu filho um protector solar, óculos de sol, boné ou chapéu, toalha de banho e um espaço onde caiba toda a sua imaginação. Os baldes e espátulas necessários para a construção na areia podem ir nas suas mãos.

Como

Chegados à praia, e antes de pôr mãos à obra, escolham um bom lugar à beira-mar, onde se encontram os dois materiais básicos: a areia e a água. A areia fina escorre entre os dedos e deixa fugir qualquer forma ou ideia, mas molhada, permite moldar o mundo dos objectos reais e dos que existem apenas na fantasia. De simples formas a esculturas elaboradas, as construções na areia são uma arte e uma brincadeira e os seus temas, inesgotáveis. Há um clássico que é o castelo de areia, uma construção em miniatura dos imponentes castelos medievais. A sua construção é demorada e permite às crianças divertirem-se e sociabilizarem, num trabalho em conjunto entre irmãos, primos e amigos. Os grãos de areia precisam de água para ficarem fixos e exigem constantes idas à beira-mar para carregar os baldes com água. As espátulas e as mãos vão dando forma ao sonho e os pauzinhos de madeira (que até podem ser do gelado acabado de comer) ajudam a segurar estruturas.

Modelos

Para quem acha que fazer castelos na areia é coisa do passado, que tal esculpir um telemóvel, um computador ou um mp3? No entanto, e porque a areia é tão moldável que ganha a forma que se quiser, os temas multiplicam-se e não raras vezes o que começou por ser, por exemplo, um faraó egípcio, pode transformar-se num automóvel do século XXI. Os temas aquáticos, por ser este o seu meio ambiente, são igualmente muito atraentes e animais aquáticos como polvos, tartarugas, golfinhos, baleias ou figuras como sereias e piratas resultam em belas criações. Certo mesmo é que o monte de areia vai ganhando forma e que a construção vai ganhando corpo. As esculturas de areia nascem também da improvisação do momento e do aproveitamento imaginativo de materiais naturais, como conchas, algas marinhas, plantas ou seixos. As conchas apanhadas à beira-mar são as escamas da cauda da sereia e as algas, os seus longos cabelos. A tampa das garrafas de água transforma-se no olho azul de um golfinho. Os pauzinhos dos gelados ou troncos de madeira passa a ser a perna de pau de um temível pirata. As conchas brancas tornam-se os olhos de um crocodilo que não morde e as conchinhas cor de areia são o seu nariz. E assim se passa o dia.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/71389-aprenda-fazer-uma-construcao-na-areia-e-ensine-os-miudos, a 30 de Julho de 2010, em Jornal I

Boas Construções e Bom Domingo!

RT