Veja Como Contornar a Crise Nas Saídas à Noite….

Dezembro 9, 2010

Saidas à Noite e a Crise... Fonte: http://www.oamigodopovo.com

Hoje trago um artigo curioso, e que versa como a crise já atinge os noctívagos, passo a transcrever a referida reportagem.

« Crise faz trocar bares por lojas de conveniência. É assim no Bairro Alto

Cada vez mais jovens trocam os bares do Bairro Alto, em Lisboa, por lojas de conveniência ou supermercados. Não é uma moda, nem um movimento semelhante ao botellón espanhol, é apenas mais barato.

Cristina Brandão, uma estudante lisboeta de 22 anos, dirige-se a uma loja de conveniência em pleno Bairro Alto, em Lisboa com o objetivo de comprar uma garrafa de um litro de cerveja para partilhar com uma amiga.

Gasta 1,2 euros e com a garrafa na mão, “fresquinha”, volta para a Travessa da Espera onde se junta aos amigos para partilhar a bebida.

“As lojas de conveniência do Bairro e junto ao Largo Camões funcionam como qualquer outro bar do Bairro: nós entramos, compramos a bebida e voltamos para a rua. Só que aqui é mais barato”, diz a estudante.

Apesar de a loja não ter “ambiente”, isso não é problema porque, “no Bairro toda a gente fica na rua”.

Não acha que é uma moda, nem considera que o faça, “pelo menos conscientemente”, por causa da crise, mas admite que vê cada vez mais jovens a trocar os bares pelas lojas de conveniência no Bairro alto.

“Não podemos dizer que é um movimento, nem que seja influenciado pelo botellón espanhol, porque não há grandes aglomerações como acontece por lá”, afirma.

O que acontece, segundo a experiência da notívaga de 22 anos, varia de grupo para grupo e entre amigos.

“Num grupo há quem compre nos bares e há quem compre nas lojas, traga de casa ou encha uma garrafa num restaurante com a bebida à descrição”, conta.

Junto à loja de conveniência, em qualquer noite do Bairro Alto, os grupos de amigos com garrafas de litro de cerveja e outras bebidas ultrapassam os que continuam a preferir os bares.

No entanto, nas ruas mais agitadas do pólo noturno da capital portuguesa, como a Rua do Norte ou a Rua da Atalaia, os copos continuam a ser os preferidos dos notívagos.

Já no Largo Camões, ponto de espera de amigos e porta de entrada no Bairro, as garrafas de litro, os sacos de plástico e os grupos sentados junto à estátua do famoso poeta português, aproximam mais os jovens portugueses do botellón espanhol.

Filipe Cação, 20 anos, e Tiago Antunes, de 19, compraram “três ´litrosas´ [litros] de amêndoa amarga, vodka e whiskey” e juntaram-se ao grupo de colegas de curso da Faculdade de Ciências e Tecnologia de Lisboa, a “dar vazão” ao que compraram previamente num supermercado, antes de “começar a noite no Bairro”.

“Fazemos isto muitas vezes, é muito mais barato. As bebidas vêm frescas e, como somos amigos, já não há aquele preconceito de beber pela garrafa”, disse Filipe.

Para Tiago “não tem nada a ver com o botellón espanhol”, rematando, entre risos, que o grupo “nem gosta de espanhóis”.

“Agora a sério, isto é só mesmo por ser mais barato: um copo custa um euro, uma garrafa no máximo custa 1,5 euro. É só mesmo isso”, rematou.

Já João Veloso, de 19 anos, ao início da noite já tinha “despachado uma ´litrosa´” enquanto esperava pelos amigos no Largo Camões.

Fã assumido das lojas de conveniência, admite que “opta cada vez mais por isso do que por bares”, mas “continua a ir a bares para outras bebidas, como as caipirinhas”.

“Isto depende do gosto de cada um. Tem vantagens, que é ser mais barato, e não afeta a nossa noite, porque estamos sempre todos na rua. E isso é que é bom no Bairro, cada um faz como quer e vai onde quer: encontramo-nos todos cá fora”, sorriu.

O botellón, o termo tem origem na palavra garrafa em espanhol, consiste em aglomerados de pessoas, essencialmente jovens, que se reúnem nas ruas à noite para ouvir música e consumir bebidas alcoólicas. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/92234-crise-faz-trocar-bares-lojas-conveniencia-e-assim-no-bairro-alto, a 07 de Dezembro de 2010, em Jornal I

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Portugal Vai Originar Cortes de Internet Aos Piratas Informáticos…Quais as Vantagens e Desvantagens…

Dezembro 6, 2010

Hoje trago, um tema que vai gerar muita polémica, e que na minha óptica vai originar problemas de liberdades, direitos e garantias dos utilizadores da internet, e vai levantar problemas que desde o 25 de Abril de 1974 não eram notados, como a espionagem, e a perseguição de pessoas. Vão colocar em causa as empresas que Internet, e vai originar desemprego, pois muitas delas vão ter que mandar os clientes embora, e como tal, vão ter prejuízos e vão ter que despedir pessoas, passo a transcrever a notícia e de seguida faço um breve comentário:

«Pirataria na internet: Portugal vai poder cortar acesso a quem for apanhado a piratear

A União Europeia vai aprovar directiva, mas impõe restrições ao corte, que só pode ser feito após um processo “justo e imparcial”

A votação está marcada para o final de Novembro e deverá fazer aprovar uma das leis mais polémicas da era digital: os países europeus vão poder cortar o acesso à internet a quem for apanhado a piratear. Se tudo correr como previsto, o novo enquadramento europeu para as comunicações electrónicas – telecoms package – estará pronto ainda este ano e terá de ser transposto para a legislação dos 27 estados-membros. Isto, obviamente, inclui Portugal.

Embora o executivo de José Sócrates tenha alguma margem de manobra na transposição da directiva, o facto é que a interrupção do acesso a quem for considerado culpado de partilha ilegal de ficheiros passará a ser possível. E isso faz antever a eclosão de uma guerra entre os fornecedores de internet, os detentores de direitos e os próprios consumidores portugueses. Até agora nenhuma empresa de internet quis pronunciar–se sobre esta medida, sendo já conhecido o apoio de organismos como o MAPiNET – Movimento Cívico Anti-Pirataria na Internet, bem como as críticas dos defensores dos direitos dos consumidores.

No entanto, o acordo histórico conseguido na quarta-feira à noite no Parlamento Europeu impõe várias limitações a este procedimento. É que o pacote legislativo já tinha sido aprovado em Maio, mas um diferendo entre o Parlamento Europeu e o Conselho de Ministros obrigou à suspensão da aprovação. Em causa estava uma emenda segundo a qual o corte só poderia ser feito com autorização judicial, algo com que o Conselho não concordava.

Após uma noite intensa de conciliação, ambas as partes acabaram por ceder e foi decidido que o corte ou a restrição só poderão ser feitos se forem “apropriados, proporcionais e necessários no quadro de uma sociedade democrática”, com “respeito pelo princípio da presunção de inocência e do direito à privacidade” e ainda como “resultado de um processo prévio justo e imparcial”, que garanta “o direito do consumidor a ser ouvido” e a uma “revisão judicial” em tempo útil. É este o texto que será votado entre 23 e 26 de Novembro.

No entanto, não ficou claro que forma terá o “processo justo e imparcial” a que Parlamento e Conselho se referem. Certo é que esta directiva irá chocar com as leis já aprovadas em França e no Reino Unido.

“Não me choca que haja um juiz a decretar o corte. O que me choca é que se tenha de esperar não sei quantos meses para a sua concretização”, afirma ao i Manuel Cerqueira, presidente da Associação Portuguesa de Software (Assoft), um dos principais defensores da criação de um tribunal específico para as questões da pirataria informática. O responsável frisa que uma ordem de corte de acesso à internet “deve ter a mesma acção que uma providência cautelar”. Ou seja, efeito imediato.

Todavia, só quando a directiva for transposta para a legislação portuguesa se perceberá a que órgão vai caber o papel de fiscalizar estes pedidos de interrupção de serviços de acesso à internet. Ao i, a Autoridade Nacional de Comunicações – Anacom, explicou que a decisão cabe ao governo e que não tem necessariamente de recair sobre um organismo específico.

Além disso, o pacote legislativo é muito mais abrangente que esta questão. Vai criar, por exemplo, um novo organismo europeu denominado BEREC para melhorar a cooperação entre os reguladores de telecomunicações dentro da União Europeia. Também inclui uma directiva de reforço dos direitos dos consumidores – que, entre outros, vai exigir consentimento prévio para que os sites instalem cookies nos computadores – e permitir a transferência do número de telemóvel de uma operadora para outra em apenas um dia útil.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/31518-pirataria-na-internet-portugal-vai-poder-cortar-acesso-quem-for-apanhado-piratear, a 06 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Na passada sexta feira, saiu a notícia acima transcrita, uma lei que vem colocar em causa, valores tão importantes, e conquistados a 25 de Abril de 1974, onde as pessoas, ganham a liberdade, e se termina com a repressão, e ter uma polícia, como era a PIDE.

Pois bem, eu não sou o denominado pirata, não tenho hábito de retirar coisas da internet, no entanto, penso que devem atirar a primeira pedra, quem nunca descarregou nada de ilegal da Internet…penso que ninguém, utilizador da internet a nível médio, deve conseguir atirar a primeira pedra.

Outra questão, que se levanta, é a definição de pirataria, pois a mesma, não se encontra bem definida, pois pirataria para muitos e retirar conteúdos como filmes, jogos, software, álbuns, e com estes conteúdos, fazer dinheiro, ou seja, vender, e para outros é simplesmente, retirar esses mesmos conteúdos, mas para uso próprio. Pessoalmente, penso que a primeira, é a verdadeira pirataria, pois antigamente, os barcos de piratas, saqueavam para depois fazer dinheiro com tal.

Convenhamos, que os downloads, foram o motor de busca, para a mumificação da internet, e a constante aumento das velocidades oferecidas pelos ISP, bem como, em muitos casos à abolição dos limites de tráfego.

Penso que muito do que fazem downloads, para seu uso próprio, ou seja, não usam para venda, ou para enriquecimento próprio, devem se poder «defender», como sendo para seu uso, e que estão incluídos no preço do serviço de internet.

A lei a ser aprovada, na minha óptica, vai dar origem a diversos problemas, os cidadãos vão ter a sensação de estarem a ser espiados constantemente, o que torna um país um pouco retrogado, e que parece estamos em meados do século passado; outro dos problemas, é que os ISP, vão perder clientes, e vão ter uma concorrência entre si, um pouco injusta, senão reparemos, um ISP tem que desligar um serviço a um cliente, no entanto, esse cliente ao ser deparado com uma empresa, a quem contrata um serviço, e a mesma, não o quer prestar, é forçado a mudar para outro ISP, que responda às suas necessidades, desejos e motivações e que lhe preste um serviço, com qualidade e sem interrupções. Perante esta situação, eu não queria estar no papel de ISP, pois é muito chato, ter que cortar o serviço, a quem me paga, ou seja, a quem me sustenta, digo mesmo, que é ridículo, só comparável, como ir a um hipermercado, mas os mesmos não me venderem nada, pois não podem… Levanta-se a questão, quem vai indemnizar os ISP, por serem forçados a perder clientes? E já agora, com que verbas? Devem ser as verbas dos impostos, como sempre.

Na minha opinião, e mais uma vez ressalvo, não utilizo a internet para esse tipo de situações, mas penso que, quem o faz para seu uso privado, não deve ser prejudicado, pois ao fim ao cabo, pagou a mensalidade do serviço para o fazer, e em muitos locais, não tem nenhum aviso, ou indicação, que o que vai efectuar em alguns países é ilegal; no entanto, vai gerar conflitos entre clientes, ISP’s, autoridades…etc, exemplo disso, foi os conflitos originados em alguns países europeus.

Uma solução para isto, era por exemplo, os ISP, criaram um serviço, onde o cliente pagaria uma mensalidade de por exemplo, 10€ ou 15€, e que poderia ter acesso a conteúdos para poder descarregar de uma forma legal, e o ISP, poder até mesmo conseguir entrar em acordo com o autor, e pagar os direitos, penso que ganharia o autor, o ISP, e o cliente, além de todos, terem a noção que quem hoje não está no mundo da internet, está deslocado da realidade.

Trata-se de uma questão polémica, a qual não vou tomar nenhum partido, não costumo usar a internet para isso, alias, ainda sou dos que tem em casa, um acesso à internet muito baixo e com limites baixos, apesar de me tentarem fazer mudar para acesso de preço superior, mas com velocidades superiores, a minha resposta é a mesma, para consultas normais de sites, e-mail, chega perfeitamente, logo, não estou interessado.

Deixo a Questão: Que pensa desta lei que pode desligar a internet, a quem efectuar downloads de forma ilegal da internet?

Tenho Dito

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Conheça As Sugestões Para Ganhar Optimismo Para Vencer A Crise…

Setembro 27, 2010

Dicas Para Encarar Com Optimismo a Crise... Fonte: http://www.territoriofeminino.blogtv.uol.com.br

De forma a se começar bem a semana, li no decorrer da semana transacta, e que versava sobre um artigo, onde uma psicóloga dava dicas como forma de se ultrapassar a crise.

« Sete lições de optimismo para vencer a crise

Os empresários, gestores, banqueiros e trabalhadores comuns podem aprender a ser optimistas. Saiba como.

Sentimos-lhe a segurança no discurso logo às primeiras palavras ditas na sala tranquila para onde a psicóloga Helena Águeda Marujo nos guia. A professora da Universidade de Lisboa diz que todos precisamos de ver valorizado o trabalho e o desempenho. Que isso acontece independente das funções ou da origem social. E muito antes de as pessoas pensarem no salário ideal ou justo.

Helena fundamenta estas certezas na experiência e nos estudos com empresas e entidades públicas, envolvendo todas as classes sociais. E garante que empresários, gestores, banqueiros e trabalhadores comuns podem aprender a ser optimistas. “Hoje é possível educar para o optimismo através do treino”. Uma solução muito relevante quando a maioria procura saídas para vencer a crise nas empresas, nos bancos, nos partidos, nas escolas, no Estado e nas famílias. Veja o que propõe esta especialista.

1. Mudar a linguagem
“Segundo a minha experiência de mais de dez anos a aprendizagem passa – do ponto de vista dos educadores e dos líderes nas organizações – por sermos mais especialistas na linguagem”, diz Helena Marujo. “É fascinante verificar que mudando a linguagem podemos mudar a identidade, as relações e a cultura”, acrescenta. A professora de psicologia e de optimismo assegura que as palavras usadas em cada momento “são uma escolha” e muito mais do que programação neurolinguística – a capacidade de moldar a identidade através da fala.

2. Divã para todos
Há uma necessidade nacional de melhorar o optimismo de empresários, políticos, banqueiros, etc: “Todos precisam de sentar-se no divã que é transversal. E por exemplo, os políticos sabem que os discursos mais optimistas são os que aumentam a probabilidade de vencer.”

Além disso, os portugueses têm, por regra, uma percepção quase sempre abaixo das respectivas condições de vida, diz. “Tivemos um pico de optimismo durante o Euro 2004 em Portugal. Mas avaliamo-nos sempre um bocadinho abaixo da nossa proporção de bem-estar. E está na altura de fazermos mudanças e de projectá-las nas novas gerações.”

3. Valorização e salário
Helena Águeda Marujo diz que os professores “têm ainda mais tendência para uma visão desanimada e muito crítica” da vida. “Precisam desesperadamente de apoio, de ser reconhecidos e apreciados na importância da sua acção”. “Mas nos estudos em geral, quando questionamos sobre os passos que fariam as pessoas sentirem-se mais satisfeitas na sua profissão, respondem: ‘valorização, apreço e reconhecerem o meu trabalho’. Isto acontece em todas as profissões e em todas as classes. Sempre, sem excepção”, garante a especialista. “Falam de valorização mesmo antes do salário, e em todos os casos”, acrescenta. A ausência desse reconhecimento profissional “pode destruir” uma empresa ou uma sociedade. “Pode levar as pessoas a elevarem os níveis de depressão e nós temos indicadores nacionais muito preocupantes.”

4. Inspiração para o sucesso
A inspiração é essencial para obter bons resultados de acordo com a professora universitária Helena Marujo. “Tenho que acreditar: se à partida não acredito, já não invisto da mesma maneira e aumento as probabilidades de insucesso. É um círculo vicioso que tem de ser compensado com um círculo virtuoso.”

5. Crescer o que funciona
“Uma empresa só funciona bem se cada coisa negativa que acontecer for compensada com pelo menos três coisas positivas. Devemos criar condições para aumentar o que faz florescer as nossas relações e os nossos processos”, acrescenta Helena Marujo. “Temos que mudar a abordagem e começar a fazer crescer o que funciona, o que está bem. Sabemos hoje que o trabalho nas empresas melhora quando se aumentam a gratidão, o perdão e a generosidade”, revela.

6. Refúgios de optimismo
Há refúgios de optimismo. “Tive aqui numa aula o caso de uma empresa farmacêutica portuguesa que ía à falência. Os trabalhadores juntaram-se e compraram-na. Isso demonstra que é a partir de pequenas experiências que nos revelamos enquanto povo, enquanto nação, e enquanto cultura na nossa capacidade de contrariar uma tendência cultural de desânimo e de queixumes.”

7. Espiritualidade
Quando fala na espiritualidade levada para o meio profissional Helena Águeda Marujo diz que não está “a falar necessariamente de religiosidade. Trata-se, apenas, de encontrar um sentido para as coisas e já temos aqui em Portugal certos bancos que dão aos funcionários uma tarde por semana para fazerem trabalho de voluntariado”. “A mudança que isso representa é enorme, por ser uma intervenção espiritual e uma forma de ajudar alguém a dar um sentido à vida”, conclui. »

In: http://economico.sapo.pt/noticias/sete-licoes-de-optimismo-para-vencer-a-crise_99322.html, a 23 de Setembro de 2010, em Diário Económico

Boas Dicas!

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E Se Suspendesse a Democracia Por Alguns Meses? Veja Aqui a Opinião de Um Jornalista Especializado na Matéria…

Setembro 17, 2010

Ecomomia Portuguesa Por Pedro Santos Guerreiro Fonte: http://www.jpn.icicom.up.pt

Hoje trago um artigo de um jornalista que escreve no Jornal de Negócios, de seu nome Pedro Santos Guerreiro, é um artigo de opinião, mas que achei interessante, e vou o transcrever na íntegra.

« Suspender a democracia durante seis meses

Portugal está sob a ameaça de intervenção do FMI. Tem a credibilidade da Grécia, o Orçamento em derrapagem, está sob os holofotes dos credores, agências de “rating”, UE, BCE, mercados. Neste contra-relógio pela vida, o que fazemos nós? Discutimos a Constituição. O Parlamento tornou-se manicómio.

É claro que a Constituição é fundamental. Que a actual está caduca. Que esta proposta foi primeiro subvertida pela demagogia do PS e foi depois revertida pelo medo do PSD. Tornou-se a manobra de diversão de uma coligação da covardia política. O PSD não sabe o que quer. O Governo sabe o que não quer. Ninguém está a falar verdade. Ninguém está a preparar o País para o que aí vem.

Há seis meses, Portugal estava num grupo maldito de quatro países, os PIGS, ameaçados pelos mercados. Entretanto, a Grécia foi intervencionada pelo FMI. A Irlanda já carregou no botão de emergência para ser acudida. E Espanha apresentou medidas duríssimas, incluindo descidas de salários, que a credibilizaram nos mercados e a descolaram do grupo dos malditos. E Portugal? Portugal está no cone de sucção da Grécia e da Irlanda. Não é o que nos dizem cá dentro. Mas é o que estão a decidir lá de fora.

A execução orçamental derrapa desde Maio. A despesa do Estado sobe. A saúde parece descontrolada, a Segurança Social gasta mais do que supunha, a educação cedeu aos professores mais custos. Medidas do PEC 2, como as portagens nas Scut, foram adiadas. Comprámos um submarino. E não damos sinais de acordo político para o Orçamento de 2011. Estamos à espera de quê?

O Ministério das Finanças é a réstia de sanidade neste Governo fraco, liderado por um primeiro-ministro outrora reformista, hoje conformista. Os políticos começaram por mentir a si próprios, hoje mentem-lhe a si, quando negam a inevitabilidade de cortar na despesa. Dizê-lo não é estar de um lado ou do outro da trincheira partidária, é sair de lá e abrir os olhos. Aumentar impostos é uma opção política. Cortar despesa é uma imposição financeira. Se não formos nós, outros serão. E será pior.

Não é este mês nem no próximo que o FMI aí entra. Mas é pelo que neste mês e no próximo se fizer. É preciso apresentar novas medidas para assegurar o défice deste ano de 7,3%. Podem ser medidas extraordinárias, como falsas vendas de património ou concessões de barragens. Mas só as verdadeiras convencerão os credores. Como cativar despesa. Mas não basta. É preciso um acordo para o Orçamento de 2011. Congelamento nominal de salários. Corte de despesas sociais. A anunciar com urgência.

Só assim Portugal deixará de parecer grego e poderá soar espanhol. Mas é preciso preparar a população. Não mentir com falsas retomas nem distrair com revisões constitucionais. Portugal está do lado de fora do parapeito do arranha-céus da ilusão. Dizem-lhe para não olhar para baixo, não vá a vertigem sorvê-lo. Mas não o tiram de lá.

Distrair é trair. Espere o melhor mas prepare-se para o pior. Poupe muito, trabalhe mais. Se não for o Governo a decidir a nossa vida, será o FMI. E o FMI é uma ditadura. Corta cego, introduz recessões, arruína a reputação política de Portugal no exterior. Nesse dia, o Parlamento será uma jaula irrelevante sob as ordens internacionais. Nesse dia, a democracia será mesmo suspensa. Mesmo que tenha a melhor Constituição do mundo.»

In: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=443515 a 16 de Setembro de 2010,em Jornal de Negócios

Bem Opinado!

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A Crise Chega Agora ao Tabaco…Veja Aqui os Detalhes…

Maio 26, 2010

Tabaco de Enrolar Torna-se Estrela na Crise... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago, algo que pode ajudar um nicho da população e economizar alguns tostões, apesar de não ser fumador, penso que pode ajudar as pessoas que fumam. A notícia saiu, num diário da nossa praça no dia de ontem, passo a transcrever a mesma, no entanto, não vou comentar a mesma, pois penso que a mesma encontra-se bastante completa, no entanto, está aberta à discussão dos frequentadores do blog.

«Tabaco de enrolar: suave mudança de hábitos para carteiras com filtro

Fumar cigarros como o velho Lucky Luke – antes de ele os ter trocado por uma palhinha – tem cada vez mais adeptos. O tabaco de enrolar também mata, mas mói menos as bolsas

Poderia vir com o rótulo: “Tabaco para tempos de crise.” Quem trocou os cómodos cigarros embalados pelo tabaco de enrolar garante que, no final do mês, a mudança compensa. Mas nada de ilusões: se ouvir que o cigarro de enrolar é menos prejudicial à saúde, estará a ouvir apenas um mito. Shane Watson, cronista do “Sunday Times”, contava há uns meses como o culto de enrolar cigarros tinha deixado de ser cool e uma “cerimónia privada admirável” para passar a ser um indicador económico. Enrolar tabaco – envolve filtros, mortalhas, tabaco, destreza e, ufa, uma paciência de santo – tem o seu charme e voltou a estar na moda. O tabaco de enrolar não é amigo dos pulmões, mas parece ser mais saudável para a carteira.

Pedro Cartaxo, operador de backoffice, de 28 anos, aderiu há um ano ao tabaco de enrolar e, feitas as contas, garante: “No final do mês, poupo mais de 50%.” Para poupar tempo e combater a falta de jeito para enrolar cigarros à mão, comprou uma máquina de tubos. E até já descobriu a altura perfeita para se aventurar no trabalho manual. “Enquanto estou a ver um jogo de futebol na TV, uso a máquina e faço o equivalente a um maço num instantinho.”

Os astecas fabricavam-nos em folhas de junco ou tubos de cana. O pistoleiro mais rápido do que a sombra tinha sempre um, bem enrolado, ao canto da boca. Isto até o seu criador ter decidido passar uma mensagem antitabágica e transformar Lucky Luke num cowboy com hábitos politicamente correctos: a beata de tabaco enrolado ao canto da boca foi substituída por uma palhinha.

Em Portugal, com o aumento dos preços do tabaco e com a crise à mistura, os velhos hábitos deste cowboy têm conquistado mais adeptos. Diogo Domingues, da tabacaria do Centro Comercial Colombo “Puros & Companhia”, afirma que a venda de onças de tabaco de enrolar “terá triplicado” naquela loja. Se três maços de tabaco podem custar 10,80€, Diogo Domingues avança que “com uma onça de White, marca com conteúdo equivalente ao Marlboro, a mesma dose consegue-se por 4€”. Faltarão os filtros e as mortalhas que, quando comprados em doses gigantescas, saem a preços irrisórios. A oferta tem acompanhado a tendência dos fumadores: há cada vez mais marcas de tabaco de enrolar no mercado, sem ou com aromas e sabores – e até marcas conceituadas já se renderam à venda do seu tabaco em bruto.

Na tabacaria Tab Tagus, no Tagus Park, em Oeiras, as intenções de poupança também levaram ao aumento das vendas do tabaco de enrolar, filtros e mortalhas. Ali conhece-se todo o tipo de clientes: os que “experimentam e ao fim de algum tempo desistem porque dá mais trabalho” – afinal, não é só chegar, pagar e fumar. E também os que “passam a fumar menos porque têm menos paciência.

Enrolar à mão exige agilidade, perseverança e algum treino. As máquinas são baratas e ajudam. Há mortalhas e mortalhas – umas não são recomendáveis a principiantes, pois vão fazer o cigarro morrer rapidamente. Seguindo as pistas do i, é capaz de chegar lá. Mas, ponto número um: sim, o tabaco de enrolar faz mal à saúde. Ponto número dois: sim, é capaz de lhe dar algum trabalho. Mas sempre dá para poupar uns trocos ou, quem sabe, desistir de vez.

Máquinas de enrolar. Tecnologia pensada para ajudar o vício

Num dos seus textos publicados no “Sunday Times”, a cronista Shane Watson descreve o acto de enrolar um cigarro como uma forma de apreciar os prazeres lentos da vida. E diz que fumar tabaco de enrolar não se limita ao fumo, não tem a ver com uma fixação oral ou um tique nervoso. De facto, há qualquer coisa de ritual em enrolar um cigarro manualmente. Mas para os mais cépticos existem máquinas que substituem a destreza manual. Uma delas, uma caixa metálica parecida com uma cigarreira, serve para guardar o tabaco e fazer um cigarro. Basta para isso abri-la, despejar o tabaco e voltar a fechar: voilà, cigarro enrolado. Entre as novidades no mercado estão as máquinas de tubos. Em vez de mortalhas, estas máquinas utilizam o tubo vazio de um cigarro já com filtro, bastando apenas enchê-lo de tabaco. Exige alguma prática, sobretudo no que toca à quantidade de tabaco – tal como acontece com outras máquinas –, mas o resultado é um cigarro normal. Uma caixa de 250 tubos custa cerca de 2€. Já as máquinas variam entre os 4€ e os 12€.


Mortalhas. Coloridas ou até com sabor

São rectangulares, em papel de arroz ou normal. Há quem lhes chame “lençol” ou simplesmente “papel”. Antigamente, as mortalhas pareciam folhas de impressora, tal era a sua grossura, o que fazia com que o tabaco se consumisse mais depressa. Técnicas como a da “gravata” – pôr saliva no borrão para atrasar a combustão – eram frequentemente utilizadas. Hoje a prática está associada a outro tipo de consumos. No mercado português há “papéis” para todos os gostos: de vários formatos, combustão lenta ou rápida, às cores, com desenhos e transparentes. E, tal como nos preservativos, há mortalhas com sabores. Em média, cada carteira traz cinquenta, embora seja possível comprar embalagens de 300. Outra solução são os rolos, que permitem escolher o tamanho do cigarro. Os preços variam entre os 0,75€ e os 3€.

Mitos & Conselhos

O tabaco de enrolar é menos prejudicial à saúde? Há quem o defenda, dizendo que não tem tantos químicos como os cigarros normais. Mas o argumento vale para o outro lado da discussão: a sua produção é mais barata e o controlo de qualidade inferior.

Ao abrir uma onça de tabaco de enrolar, não rasgue completamente o fecho selado. Essa é a melhor forma de conservar a frescura do tabaco, caso contrário o ar seca as folhas.

Gosta de chegar ao fim do dia e sentar-se em frente à televisão a relaxar? Então aproveite e enrole os cigarros para o dia seguinte. Evite andar de bolsos cheios (tabaco, mortalhas, filtros) e não precisa de andar a enrolar cigarros à frente dos seus colegas de trabalho preconceituosos.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/61257-tabaco-enrolar-suave-mudanca-habitos-carteiras-com-filtro, a 24 de Maio de 2010, em Jornal I

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Portugal Quer Tentar Não Atingir os 600 Mil Desempregados…Será que Consegue?? Veja Aqui Algumas das Medidas…

Janeiro 21, 2010

Desemprego quase nos 600 mil...

Hoje venho analisar o tema discutido na assembleia da republica, a noticia está abaixo transcrita e de seguida vou tecer um comentário à mesma.

«Portugal terá 600 mil desempregados no final do ano

As contas são de Paulo Portas que chamou Governo ao plenário para discutir desemprego.

Portugal começou o ano com 400 mil desempregados. «Quando acabar o ano terá muito provavelmente 600 mil desempregados». As contas são do líder parlamentar do CDS, Paulo Portas, que esta quarta-feira vê o Governo dirigir-se ao plenário da Assembleia da República para discutir o aumento da taxa de desemprego em Portugal, a pedido do seu partido.

Governo admite que desemprego vai aumentar

«Em cada cinco jovens, um não consegue encontrar uma possibilidade de encontrar um projecto de vida», sintetizou Paulo Portas, sublinhando que «não vale a pena ter em 2010 a mesma política de combate ao desemprego de 2009».

Para o CDs-PP são as «micro, pequenas e médias empresas que criam emprego» e, por isso, considera que «é muito mais útil ter menos impostos para ajudar as empresas a sobreviverem e aumentarem postos de trabalho do que terem impostos altos e entrarem em incumprimento».

Paulo Portas defendeu, por isso, que o Governo «baixe o pagamento especial por conta enquanto é tempo, aceite pagar as dívidas do Estado a tempo e horas dinheiro que vai mais rápido para economia e ponha a funcionar fundos comunitários, nomeadamente o QREN e o PRODER». Além disso, o deputado centrista apelou para que o Governo «aceite majorar o subsídio de desemprego a casais desempragados, especialmente quando há filhos».

Ministra promete mais 500 mil postos de trabalho

A ministra do Trabalho, Helena André, subiu ao púlpito do hemiciclo para sublinhar o novo «Pleno Emprego», programa do Governo para estimular o emprego em Portugal, justificando a actual situação com a crise internacional.

«A crise que estamos a enfrentar não e um problema de poucas semanas é um combate de anos em que as medidas de curto prazo tem de ser enérgicas», disse Helena André, reforçando, no entanto, que «estamos felizmente longe da situação da estónia, Eslováquia Irlanda, Espanha».

Helena André garantiu que «o novo Pleno Emprego aposta no sistema de emprego com qualidade», afirmando que «empregos precários não contam. São nefastos para a qualidade do emprego».

E ficou a promessa: «Vamos criar mais de meio milhão de postos de trabalho». »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/portugal-crise-desemprego-paulo-portas-cds-trabalho/1132885-1730.html, a 20 de Janeiro de 2010, em Agência Financeira

O meu comentário:

A minha análise a esta noticia, tem pontos a favor e pontos contra.

Penso que de positivo a noticia refere e muito bem, que os governantes tem consciência da falta de existe muita falta de emprego, e quem são os mais prejudicados são os mais jovens, essencialmente os que possuem licenciatura, pois são estes que deveriam ter emprego em quantidade e qualidade, para que exista sustentabilidade e desenvolvimento do país, mas não, é exactamente o contrário, os que possuem mais emprego, são os jovens com menores qualificações e possuem até mesmo os empregos mais duradouros, não compreendemos e como, isso acontece, e como pensam os governantes desenvolver o país com este tipo de emprego, e que recorre muitas vezes, a empresas de trabalho temporário, e que paga os ordenados mínimos, convenhamos que alguém com o ordenado mínimo, dificilmente consegue despoletar o consumo que os governantes, estão à espera que seja responsável pelo incremento da economia em Portugal.

No entanto, os governantes já indicaram que não são a favor do trabalho precário, ou seja, o trabalho com contractos, pois bem, até indicam mesmo, que trabalho desse tipo, não deve ser considerado trabalho de qualidade, no entanto, um dos pontos que tenho contra, é que o governo fomenta esse mesmo tipo de trabalho, e veja-se um exemplo disso, é os estágios na função publica que vai abrir, são pelo menos em primeira estancia trabalho temporário, pois não existem garantias de integralidade dos jovens estagiários…Penso que seria mais benéfico para o país, era que os funcionários públicos que pretendem a reforma (e que são muitos), lhes seja concedida a mesma, e se coloque a juventude que quer trabalhar nesses mesmos lugares, com certeza iríamos ter mais qualidade nos serviços públicos, além de transparecer uma imagem mais agradável ao por exemplo, chegarmos às finanças e termos pessoas mais jovens e com vontade de nos atender.

Outro factor que o governo, deve ter em conta, é apertar as regras para as empresas de trabalho temporário, empresas estas, que coabitam no nosso mercado de trabalho, dando facilidades aos seus clientes (por vezes empresas muito grandes), de poder usar, e abusar de um trabalhador, e não saírem manchados ambos desta mesma situação, penso que parte da desmotivação das pessoas começa nessas pequenas coisas, como serem encaradas como pessoas capazes e com vontade de trabalhar, e não como meros objectos, andamos a criticar e bem, que no passado se usava e abusavas das mulheres, e a mentalidade teve que mudar, pois as mulheres não são meros objectos, e a mesma filosofia se deve ter em conta no que concerne no mercado de trabalho.

Vamos aguardar, para ver o que dá, no entanto, pessoalmente não acredito muito nestas medidas, pois gato escaldado de água fria tem medo, pois muitos jovens estão cansados destas mesmas situações, e por tal razão é que andam afastados das lides políticas e dos governantes, pois não acreditam, nem conseguem entender a tangibilidade da política, e os seus representantes.

A esperança e relembro mais uma vez, para que fique bem vincado, está na juventude, especialmente a licenciada e que anda à procura de uma oportunidade, quem lhe souber estender o braço e a estimular, vai ter sucesso com certeza, pois esta juventude não é de desperdiçar as oportunidades que lhe são concedidas.

Tenho Dito

RT


33% da População Nacional Não Tem Possibilidade de Ter a Casa Quente…Veja Uma Análise a Esta e Outras Situações Que Originam o Limiar de Pobreza em Portugal

Janeiro 20, 2010

Soluções de Aquecimento Longe de Um Terço dos Portugueses Fonte: http://www.wiki2buy.com.br

Hoje trago uma notícia que me chamou à atenção, em que os níveis de pobreza em Portugal, estão a crescer, em vez de tendencialmente descerem, como seria de esperar, por sermos um país «dito» desenvolvido. Passo a transcrever o artigo e de seguida vou efectuar um breve comentário ao mesmo.

«Um terço dos portugueses sem meios para ter casa quente


Apesar de Portugal ter um dos mais amenos climas, ou por causa disso, em nenhum outro país da União Europeia (UE) há tanta incapacidade de manter a casa quente. É o que sobressai da análise da taxa de privação material, um indicador que o Comité de Protecção Social criou para medir a exclusão social. Os dados foram ontem divulgados pelo Eurostat – a antecipar a conferência de abertura do Ano Europeu de Combate à Pobreza e à Exclusão Social, a acontecer quinta-feira, em Madrid, sob a orientação da Comissão Europeia e da presidência espanhola da UE.

A fórmula é nova. Implica constrangimento severo para três de nove capacidades: fazer face a despesas imprevistas; pagar uma semana de férias por ano fora de casa; honrar empréstimos; fazer uma refeição com carne ou peixe ou vegetal equivalente de dois em dois dias; manter a casa quente; ter uma máquina de lavar, uma TV a cores, um telefone ou um carro próprio.

A taxa de privação material estava em 2008 nos 17 por cento, mas havia grande disparidade no espaço comunitário – quatro no Luxemburgo a 51 na Bulgária, um desvio muito mais acentuado do que o da taxa de risco de pobreza, que, embora também estivesse nos 17, oscilava entre os 26 na Letónia e os nove na República Checa. Portugal pontuava 23 numa e 18 noutra.

Dez por cento da população da UE não conseguia ter a habitação suficientemente quente. Portugal liderava esta falta (35 por cento), seguido de perto pela Bulgária (34). O problema quase não se colocava nalguns países frios, como a Noruega, a Suécia, a Estónia e o Luxemburgo (um). Era, no entanto, sério em Chipre (29), na Roménia (25), na Lituânia (22), na Polónia (20) e na Letónia (17), onde os termómetros também descem muito abaixo de zero.

“Isso é um indicador muito relevante para países frios”, advoga Edmundo Martinho, presidente do Instituto de Segurança Social. Parece-lhe ajuizado relativizá-lo por cá, embora nele caibam pessoas com orçamentos que não permitem grandes gastos de electricidade ou gás. Em Portugal, os edifícios nem eram construídos a pensar nos humores do Inverno – só há pouco o país avançou para a lareira, para o recuperador de calor, para o aquecimento central.

A distância da média europeia também se cava no não poder custear uma semana de férias fora de casa: 64 por cento dos portugueses não podiam fazê-lo, um valor só superado pela Roménia (76), pela Hungria (67) e por Malta (65), seguidos de perto pela Polónia (63), pela Lituânia (60) e pela Bulgária (59) – todos bem acima da média europeia (37).

A noção de privação parece alterar-se quando se olha para a capacidade de ter carro próprio. Neste campeonato, Portugal estava na média da UE: nove por cento. As maiores carências registam-se nos países do alargamento, que só há pouco tiveram acesso facilitado a esse tipo de bem.

A boa notícia emana da mesa. Quatro por cento dos portugueses não tinha hipótese de comer carne ou peixe ou o equivalente vegetariano a cada dois dias, quando a média europeia se situava nos nove. O sinal de alimentação equilibra alegra Edmundo Martinho, mesmo admitindo que por cá alimentos como o peixe não alcançam os preços de países sem pesca.

A comparação europeia não envergonha o coordenador nacional do Ano Europeu do Combate à Pobreza: “Há valores que temos de baixar, mas a taxa de risco de pobreza na UE passou de 16 para 17 e nós baixámos para os 18.” A taxa de risco de pobreza tem como base o rendimento médio mensal por adulto equivalente – em 2007, ano ao qual reportam os rendimentos em análise, o limiar de pobreza em Portugal correspondia a 406 euros por mês.

A pobreza extrema é hoje a maior preocupação do planeta. Pelo menos assim ditam 71 por cento de 25 mil inquiridos entre Junho e Outubro de 23 países da Ásia, das Américas e da Europa. Com a crise, não há quem não preveja aumento. “Para os países desenvolvidos, é uma questão de postos de trabalho e de crescimento económico. Para muitos países pobres, é a dor lancinante de milhões de pessoas que passam fome e ficam doentes”, comentou o presidente do Banco Mundial, citado pela Reuters. »

In: http://www.publico.clix.pt/Sociedade/um-terco-dos-portugueses-sem-meios-para-ter-casa-quente_1418522?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29&utm_content=Google+Reader, a 19 de Janeiro de 2010, em Jornal Publico

O meu comentário:

Perante esta notícia, devemos ficar mais tristes, pois Portugal em vez de andar a subir de nível, decresce a cada dia que passa, o que não era de ficar admirado, em virtude de as nossas condições de vida estarem afectadas devido à crise em  que estamos inseridos.

Um dos factores que pode levar a que as nossas condições de vida tenham sofrido decréscimo, deve-se, a níveis de desemprego altos e consequentemente a perca de qualidade de vida, neste caso, nos bens básicos como o aquecimento, ou mesmo, a alimentação.

Parte deste problema, advém como acima enumerei da crise, no entanto, muito dele já existia muito devido aos fracos níveis salariais e aos trabalhos precários, que tem colocado, especialmente as camadas mais jovens como as mais pobres de toda a Europa, originando problemas como sustentabilidade das populações, fracos índices de natalidade, pouco investimento no médio e longo prazo por parte da juventude.

Mais uma vez, e devido a condições, que num contexto de União Europeia, são inaceitáveis, não podemos estar sempre a perder, é necessário dar a volta a esta situação, e pelo menos as necessidades básicas como higiene e conforto, sejam cumpridas, pode-se por aqui até concluir, a razão para que exista fraco investimentos em Portugal, basta verificar essa mesma situação, analisando as condições de vida, com a pirâmide de Maslow.

Maslow, defendia que o ser humano, só quando satisfaz as necessidades básicas como segurança e conforto, é que as pessoas, partem para voos mais altos, como aposta em carreiras ou mesmo investimentos de qualquer espécie, pois bem, perante esta análise, podemos ver que se espera que as pessoas invistam e avencem na vida, no entanto, não Portugal, está a dar pouco às pessoas, no que concerne a necessidades básicas de vida.

Enfim, penso que esta minha opinião, pode não ser compreendida facilmente, no entanto, este é o meu ponto de vista, tendo em conta, que conheço algumas teorias de relações humanas, e como tal, é me difícil divorciar desses mesmos conhecimentos, numa analise tão pobre e triste da sociedade portuguesa, que apesar de estar inserida num grupo de países de 1º mundo, continua a ter uma grande franja da população a viver ou na pobreza, ou no limiar da mesma.

Tenho Dito

RT