Conheças As Estreias Cinematográficas deste Outono…

Filmes de Outono... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago um artigo que serve de antecipação ao próximo Outono e aos que nos reserva em matéria cinematográfica.

« Avanço de temporada. 12 filmes que o Outono tem para nos dar

Marque na agenda as estreias mais aguardadas da nova estação. Roman Polanski, Steven Soderbergh, Woody Allen, George Clooney, Steven Spielberg ou Pedro Almodóvar vão ser responsáveis por boas horas de cinema nas tardes mais frias. O tempo dos super-heróis já lá vai, mas ainda espaço para acção e robots com a ajuda de Hugh Jackman. O Outono vai ser uma estação fria e seca e as constipações terão novo significado depois de ver “Contagion”. Talvez até encontre a solução para a crise em “Alta Golpada” e desejamos que se ria muito com “O Gato das Botas”. Conduzir na cidade e na auto-estrada será diferente quando vir “Drive” e as relações vão continuar complicadas como em “Meia-Noite em Paris”. Aqui ficam 12 apostas tão seguras como castanhas quentes

Cisne

Teresa Villaverde estreia o filme no Festival de Cinema de Veneza e depois em Portugal. Beatriz Batarda protagoniza uma história de busca de salvação através do amor.

Estreia prevista: 8 de Setembro

Realizador: Teresa Villaverde

Actores: Beatriz Batarda, Miguel Nunes e Israel Pimenta

Meia-Noite em Paris

Woody Allen trocou Nova Iorque por Paris e juntou Owen Wilson com Rachel McAdams numa comédia romântica. Pelo meio da relação aparece um intelectual chato, umas raparigas giras e as devidas confusões. Ah! Paris…

Estreia prevista 15 de Setembro

Realizador: Woody Allen

Actores: Owen Wilson, Rachel McAdams, Kathy Bates e Carla Bruni

Contagion

Depois da gripe das aves, ver este filme é muito mais assustador. Steven Soderbergh explica como o filme é coisa de ainda maior pânico. “Depois de “Psycho” podemos deixar de tomar banho no chuveiro ou a seguir a ver “Tubarão” também é possível evitar os oceanos. Agora, se queremos ter uma vida normal não podemos evitar os germes.” Com um elenco de luxo: Matt Damon, Gwyneth Paltrow, Kate Winslet e Jude Law esta epidemia mundial transforma-se em triller.

Estreia prevista: 13 de Outubro

Realizador: Steven Soderbergh

Actores: Matt Damon, Kate Winslet, Jude Law e Gwyneth Paltrow

As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne

O fazedor de sonhos, Steven Spielberg, pegou no clássico da banda desenhada belga e deu-lhe vida. Tintin, o repórter criado por Hergé, investiga um navio que pertencia ao antepassado do Capitão Haddock.

Estreia prevista: 27 de Outubro

Realizador: Steven Spielberg

Actores: Jamie Bell, Andy Serkis e Daniel Craig

Puro Aço

E se num ringue de pugilistas utilizássemos robots em vez de humanos? Shawn Levy teve esta brilhante ideia e com Hugh Jackman deu um lado emocional à história. Não se trata apenas de um filme de porrada. Jackman, um viúvo ex-pugilista, e o seu filho distante são o foco central. “Está é mais uma história sobre pai e filho”, disse o actor.

Estreia prevista: 3 de Novembro

Realizador: Shawn Levy

Actores: Hugh Jackman, Evangeline Lilly e Kevin Durand

Alta Golpada

O que fazer aos mega-ricos que comentem fraudes? Ben Stiller, Matthew Broderick, Casey Affleck e Gabourey Sidibe (“Precious”) parecem ter a solução. A comédia de Brett Ratner é perfeita para os tempos de crise. Os trabalhadores da torre de luxo onde vive um empresário milionário decidem roubar o empresário Arthur Shaw que os enganou com um esquema financeiro. Eles querem roubar-lhe 20 milhões de dólares. Regra nº 1 de Eddie Murphy: “Num assalto tudo pode mudar rapidamente e temos de saber nos adaptar”.

Estreia prevista: 10 de Novembro

Realizador: Brett Ratner

Actores: Eddie Murphy, Ben Stiller, Casey Affleck, Matthew Broderick e Alan Alda

The Ides of March

Mergulhamos na máquina de uma campanha presidencial nos Estados Unidos. George Clooney é o candidato e Ryan Gosling o jovem estratega encarregue de lidar com os media. Quando ele descobre um segredo capaz de destruir a campanha, vê-se encurralado. Deverá optar pelos seus valores morais e revelar a verdade ou fazer tudo para ganhar? Esta é a questão.

Estreia prevista: 10 de Novembro

Realizador: George Clooney

Actores: Paul Giamatti, George Clooney, Philip Seymour Hoffman e Ryan Gosling

La Piel que Habito

O realizador espanhol Pedro Almodóvar esteve nomeado para a Palma de Ouro com este filme protagonizado por António Banderas. Um cirurgião plástico cria uma pele sintética capaz de suportar tudo. Como cobaia tem uma misteriosa mulher por quem está obcecado. Mas que consequências podem surgir desta criação?

Estreia prevista: 17 de Novembro

Realizador: Pedro Almodóvar

Actores: António Banderas, Elena Anaya e Jan Cornet

O Gato das Botas

No segundo filme “Shrek”, o Gato das Botas conseguiu roubou um bocadinho a cena ao monstro verde. Percebeu-se que este valente e vaidoso gato tinha muito para dar. Finalmente, a Pixar emancipou o boneco com voz de António Banderas. Chris Miller dirige esta aventura e encontrou a parceira ideal: Salma Hayek, em forma de gata.

Estreia prevista: 1 de Dezembro

Realizador: Chris Miller

Actores: António Banderas, Salma Hayek e Zach Galifianakis

Moneyball

Filme adequado para quem sonha em mudar o sistema. Baseado numa história real, Bennett Miller realiza a película sobre Billy Beane [Brad Pitt] que gere Oakland Athetics e descobre que a sabedoria do jogo de baseball está errada. Com uma equipa fraquinha, pouco dinheiro e a ajuda de um programa de estatísticas feitas por computador, vai tentar mudar tudo. Garantimos que não se trata apenas de um filme para fãs de desporto. Aqui fala-se de revolução.

Estreia prevista: 1 de Dezembro

Realizador: Bennett Miller

Actores: Brad Pitt, Robin Wright e Jonah Hill

Drive

Ryan Gosling é um duplo de carros que gosta de acção e aventura. No meio das suas actividades paralelas – gosta de trabalhar como motorista de criminosos – ele acaba por se envolver num crime muito mais complicado. O filme de Nicolas Winding Refn recebeu o prémio de Melhor Realizador em Cannes.

Estreia prevista: 8 de Dezembro

Realizador: Nicolas Winding Refn

Actores: Ryan Gosling, Carey Mulligan e Bryan Cranston

Carnage

Quatro pessoas, dois casais e uma casa. Mais do que suficiente para 1h19 de entretenimento puro, com espaço para reflexões. Em Brooklyn, quatro pais resolvem o problema entre os seus filhos. Um deles agrediu os outros. À medida que o tempo passa, os conflitos aumentam, o comportamento dos adultos torna-se mais infantil e o caos hilariante surge.

Estreia prevista: 29 de Dezembro

Realizador: Roman Polanski

Actores: Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz e John C. Reilly »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/144613-avanco-temporada-12-filmes-que-o-outono-tem-nos-dar, a 23 de Agosto de 2011, em Jornal I

RT

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Um Artigo Sobre Direitos de Autor dos Mais Pequeninos….

Direitos de Autor... Fonte: http://www.ionline.pt/

Após um período de Férias e algum trabalho fora das minhas condições normais, voltei, e hoje trago um artigo que li na nossa imprensa, referente a direitos de autor, que vou passar a transcrever.

« Pelos direitos de autor, desde pequenino

O Colégio Moderno, de Lisboa, foi o grande vencedor do prémio “Somos Todos Autores”, sobre os direitos de autor.
Anunciado por Luís Silveira Botelho, inspetor-geral da IGAC e membro do júri, composto também por Diogo Infante, André Sardet, Leonor Silveira e Pedro Campos (da SPA), o prémio ficou, no entanto, por entregar à escola vencedora que não compareceu na cerimónia, realizada, esta tarde, no Teatro Nacional D. Maria II.
O mesmo não se pode dizer dos restantes finalistas, alunos de escolas de Faro, Sines e Figueira da Foz, que estiveram presentes e receberam em forma de diploma e outras distinções o reconhecimento pelos seus trabalhos dedicados ao tema dos direitos de autor.
Este ano, o desafio era elaborar um guião para um filme de animação, onde as crianças se colocassem na posição de criadores e imaginassem as suas obras a ser pirateadas. Apesar do prémio principal ter ido para o Colégio Moderno, que verá a sua produção exibida nas salas de cinema, também a escola da Figueira da Foz, que criou um site alusivo aos direitos de autor, levou para casa duas distinções: uma para os nomes mais criativos, entre eles Capitão Impressora e Paulito Manuscrito, e outra para melhor ilustração. As restantes escolas receberam prémios de participação.
Luís Silveira explicou ao i que “este projecto coloca as crianças no papel de autores, a sentirem o que é a sua obra e o destino a dar-lhes”. Segundo o inspector da IGAC, a pirataria, sobretudo na área da música, registou um forte aumento, daí que, na sua opinião, a prevenção dos mais novos seja a aposta para proteger os direitos de autor.
“As crianças a partir dos seis anos já têm acesso à internet e já sabem extrair conteúdos. Este tipo de iniciativas permite interiorizar e reverter comportamentos”, afirma.
Esta é também a visão de Diogo Infante, director do Teatro D. Maria II. Apesar de na adolescência se firmarem gostos e do tempo passado em frente ao computador aumentar consideravelmente, o actor considera “pertinente que se ‘ataque’ esta faixa etária, entre os 6 e os 12 anos, porque estamos a trabalhar nos valores” e para que os mais novos comecem desde cedo a ter noção que a pirataria não é legítima, mesmo que tenham acesso a ela. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/131175-pelos-direitos-autor-pequenino, a 20 de Junho de 2011, em Jornal I

RT

Conheça Uma Entrevista a Alice Vieira…

Entrevista a Alice Vieira... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago um artigo sobre uma escritora da nossa praça, especialmente no que concerne a livros infantis, desta feita, chama-se Alice Vieira…

« Durmo três horas por dia. Não é que não tenha sono, não tenho é tempo para mais”

 “O Livro da Avó Alice” é a mais recente obra da escritora, que se divide entre livros, netos, amigos e 20 cafés por dia

Há livros por todo o lado. Diz-nos, entre gargalhadas, particularidade que mantém durante toda a conversa, que às vezes sonha que entra em casa e os livros lhe caem todos em cima. É dona de uma vida que dava um guião de cinema: casou-se com o homem que um dia lhe escreveu, tinha ela 14 anos, a recusar um texto que tinha enviado para o “Diário Popular”. Mário Castrim, que aos 48 se casou com uma Alice Vieira de 20 e tal. A união foi um escândalo. A escritora, que faz parte do imaginário de quase todos os miúdos de hoje e daqueles que já passaram os 30, gesticula muito e não tem manias de estrela. Com a mesma naturalidade com que fala dos livros (que já lhe valeram inúmeros prémios literários), confessa que tem “um segundo cancro” mas que não tem medo de morrer. Aos 68 anos, com quatro netos, lançou um livro autobiográfico. “O Livro da Avó Alice”, onde não ensina a ser avó, mas conta como o faz: sem medo de brincar numa casa cheia de histórias.

Enviou o seu primeiro texto para o suplemento “Juvenil” de “O Diário de Lisboa”, aos 14 anos. Foi recusado.

Faz agora muitos anos, foi por esta altura. Eu escrevia sempre muito e sempre quis muito ser jornalista e achei que era uma óptima maneira de começar a fazer umas coisas. E achava que escrevia muito bem. Enviei um texto que obviamente foi recusado porque era muito mau, lógico.

Era sobre o quê, lembra-se?

Ai, não sei, era uma coisa terrível, muito desgraçada. Sei que na resposta me diziam “mas porque é que as pessoas têm sempre de ser tão tristes”? E eu fiquei a pensar naquilo e achei que ele tinha razão. Era um texto de uma miúda de 14 anos, daquela altura, não de agora, portanto era uma coisa muito rebuscada e ainda bem que recusaram. Mas continuei sempre e depois os textos começaram a ser publicados, outros não. Explicavam-me o que é que estava mal, davam-nos muitas indicações.

Foi lá que conheceu Mário Castrim?

No fundo eu já o conhecia porque era ele que me respondia aos textos, só que era por carta. Não sabia quem ele era. Era alguém que me respondia e dizia “isto está mal, isto está bem”, pronto.

Como é que vai parar ao jornal?

O “Juvenil” fazia umas entrevistas aos seus colaboradores mais assíduos, para nos conhecerem, e convidaram-me para lá ir ser entrevistada. E eu fui, estou aqui [mostra uma fotografia tirada no jornal nesse dia], com 18 aninhos. Depois começou-se a falar “porque é que não vens cá ver como é que isto se faz, onde é que se faz, as máquinas” que na altura eram aquelas máquinas velhas, as rotativas. O chumbo… eu digo sempre que o cheiro do chumbo quando se mete cá dentro, nunca mais sai. E disse logo, “é isto que eu quero”.

Porque é que quis ser jornalista?

Ai querida, porque quando era muito pequenina – eu nem sabia o que era ser jornalista – ouvi dizer que era uma pessoa que nunca estava em casa. E se havia essa profissão, era isso que eu queria ser. E foi mesmo! O meu sonho sempre foi fugir de casa rapidamente.

Voltando ao seu marido… Foi amor à primeira vista?

Eu acho que sim… acho que olhei para ele e pensei: é este que eu quero para mim. Mas repare, ele tinha mais 23 anos do que eu, tinha família, era casado, tinha 40 e tal anos. Portanto, foi uma grande escandaleira.

O que é que as pessoas diziam?

Quando fomos viver juntos ele estava já em processo de divórcio. Ele tinha 48 e eu 20 e tal. Deixaram-me de falar. De resto, a família dele nunca mais me falou, até hoje. Um irmão dele, que morreu há pouco tempo, nunca me conheceu, nunca conheceu os sobrinhos, que são os únicos que ele teve, nunca foi ver o irmão ao hospital quando estava doente, não foi ao enterro, nada. Da família dele não conheço ninguém. Não sei nada da vida dele antes de nos conhecermos. A minha família amaciou mais cedo. Assim que os miúdos nasceram… e gostavam muito dele. As minhas tias diziam que ele era a melhor coisa que tinha entrado na família, adoravam-no. Ele tinha uma paciência para elas que eu não tinha, dava-lhes chazinho, ia buscá-las…

E foi um amor assolapado?

Ai foi, foi. 40 anos. Costumo dizer que foi assim até ao último dia da vida dele. Não me lembro de uma zanga, de nada. Ele tinha uma relação com os filhos extraordinária e com os três primeiros netos também, a mais nova é que já não o conheceu. O meu filho conta-lhes muitas histórias do avô – a maior parte delas aldrabada, mas não faz mal, o que é preciso é contar – e é uma memória muito viva. A gente festeja sempre o dia de anos dele, sempre. Com bolo, velas e tudo. Marcou-nos muito.

Ele incentivava-a a escrever?

Muito, muito. Eu acho mesmo que ele deixou a carreira dele de escritor para trás exactamente para que eu pudesse fazer a minha, não tenho dúvidas nenhumas. Agora na Caminho vão publicar um livro inédito dele. Ele deixou muita coisa inédita e vamos reeditar outras obras. Mas dizia sempre que não tinha paciência para editar, queria era escrever. Para eu fazer a vida que fazia, ele tinha que ficar com os miúdos, e tratar da casa. Tinha que aguentar o barco. Quando eu estava no “Diário de Notícias” as minhas folgas eram à sexta e ao sábado e assim que eu saía na quinta à tarde ele dizia-me logo, “vai-te embora, tens de ir trabalhar sossegada”. Tínhamos um apartamento em Cascais, pequenino, onde eu trabalhava sossegada aos fins de semana. Às vezes ele ia lá ter comigo. Havia uma vizinha que achava que eu tinha um senhor que me fazia visitas. Era uma relação tão forte que quando ele morreu nunca mais voltei a Cascais. Dei a casa à minha filha e nunca mais lá entrei.

“Rosa, minha irmã Rosa”, o seu primeiro livro, nasce graças aos seus filhos?

Nasceu sobretudo de eles estarem sempre a atazanar-me o juízo e dizerem que eu passava a vida no jornal, o que era verdade, e que escrevia para o jornal e nunca escrevia nada para eles, eram uns infelizes, coitadinhos. Resolvi então escrever uma história com eles. Despachei-a em 20 dias mas nunca pensei que fosse publicada, nunca. Nota-se um bocadinho que eu quis contar tudo naquela história, porque pensei: “Despacho isto e nunca mais tenho de escrever nada.” Foi sempre a ideia que tive.

Mas eles ajudaram-na com a história?

Muito. Há um capítulo inteiro que começa com um problema qualquer de ângulos, a intersecção de A com B, que era exactamente o problema que estava no caderno do meu filho nesse dia e eu copiei. Quem nos conhece sabe que aquilo somos nós há 30 anos. Eram os colegas deles, a escola, os professores. As tias, as flores, é tudo a nossa vida, só mudei os nomes. A única coisa que não é completamente autobiográfica é a questão da irmã que nasce 10 anos depois. Os meus filhos têm um ano de diferença e não se lembram de um sem o outro. Só que nessa altura ia nascer outro filho e eu tive muito receio que eles reagissem mal. Então construí essa história e eles não deram por nada. Íamos discutindo sem eles darem por isso. Mas depois tive um desastre de automóvel e a criança não veio. Dei-lhes a história, eles gostaram muito e nunca mais me lembrei daquilo.

Até que ganhou o prémio da Caminho.

Era uma editora que estava a começar e que aproveitou ser o ano internacional da criança, em 1979, para lançar esse concurso do melhor texto do ano. E quem enviou o texto foi o meu marido que foi exactamente como eu o tinha escrito em casa, não foi mudou uma vírgula. E ganhou. Há 32 anos não era muito habitual este tipo de histórias que mostram o dia-a-dia das pessoas. Para os miúdos escreviam-se aquelas histórias com fadas e princesas. Porque este é um livro perfeitamente banal, o diário de uma família, pronto. E vendeu-se imenso.

E quanto é que foi o prémio, lembra-se?

Ah lembro-me perfeitamente: 75 contos. Naquela altura era muita massa e eu decidi que, como eles os dois me tinham ajudado tanto, que íamos logo gastar tudo. E fomos os três uma semana para a Grécia, para Atenas, porque eles adoravam mitologia grega, o pai contava-lhes aquelas histórias todas. Aterrámos os três na Grécia em Dezembro. Estava um tempo extraordinário. Passámos a semana inteira no Pártenon!

Este novo livro mostra uma faceta diferente: ser avó. Já sei que foi convencida a escrevê-lo. Porquê?

Isto não tem nada a ver com o tipo de coisas que eu faço. Quando me ligaram a fazer a proposta, da Lua de Papel, deixei a senhora falar até ao fim e depois, com aquele meu ar sério disse: “Eu gostava muito, mas repare, eu trabalho para a Leya, não posso…” e a senhora: “Mas nós somos da Leya”. Está a ver a figura que eu fiz? Mas parece que não era nada disto que eles queriam, só soube depois. Eles queriam uma coisa muito séria, porque a Lua de Papel tem aqueles livros de auto ajuda, e queriam conselhos e o que é que as avós devem fazer. Eu disse que assim não, mas se quisessem uma coisa autobiográfica, fazia. E está a correr muito bem.

Percebemos, pelo livro, que foi criada por tias. Porquê?

Olhe é uma das coisas que, no outro dia até falei disso com o meu irmão, não nos perdoamos: não termos tido coragem de chegar ao pé da nossa mãe e de perguntar. Porque não foi por razões económicas, o nosso pai era um industrial.

Então os seus pais eram vivos?

Sim, sim. E somos três, eu sou a mais velha. Portanto iam dando filhos. Eu acho que a minha mãe não tinha nenhum instinto maternal. Há quem tenha e quem não tenha e ela não tinha. E foi sempre muito apaparicada pela mãe, pelos tios, que faziam as vontades todas à menina e isso tornou-a numa mulher muito fria, e sem nenhum instinto maternal. Achava-se muito nova para tratar das crianças – tinha 24 anos quando eu nasci, também não era assim tão nova – e ia dando às tias, enquanto houvesse tias.

E nem cresceu junto dos seus irmãos?

Não. A minha relação com o meu irmão a seguir a mim é muito boa porque nos encontrámos em Paris, já adultos. Ele estava lá a fazer o doutoramento e aí conseguimos uma relação muito forte. Mas só a partir dessa altura. Até aí era só nos natais e festas de anos.

Quando é que via os seus pais?

Natais, aniversários. Eu saí de casa com 15 dias e nunca mais lá voltei. Nunca dormi uma noite na casa da minha mãe. E isso deu-me muitos problemas porque achava, quando era pequena, que a culpa tinha de ser minha. Ouvia as minhas colegas no liceu a falar das mães e eu não sentia nada pela minha e achava que devia sentir porque todas sentiam. Durante toda a minha vida essa falta deu-me muitos problemas. E as pessoas que me criaram também estavam sempre a lembrar-me e a atirar à cara que não eram minhas mães.

Eram tias velhas?

Eram minhas tias avós, sim. Vivia com uma tia e um tio, que era herói da República, está a ver a idade que ele tinha. Aliás, a minha entrada na política foi com 5 anos em que fui com o meu tio ver a urna do Norton de Matos. Portanto, convivi sempre com gente muito velha e em casa, porque só fui à escola com 10 anos.

A primeira vez que foi à escola tinha 10 anos?

Porque eu disse que queria ir. Até aí ia um professor lá a casa, o que é uma coisa horrível. Hoje quando ouço dizer que os meninos ficam a estudar em casa com os pais, tios ou avós, passo-me! Porque não é só o que se aprende, obviamente que quando entrei para o liceu Filipa de Lencastre sabia mais do que as outras, mas quer dizer, não compensa. Há outras coisas, os amigos, viver em sociedade, às vezes até mais necessárias. Mas elas deixaram-me ir para o liceu, apesar de uma das minhas tias ter dito que que não ia gostar e que voltava logo para casa. Eu até inventava aulas que não tinha só para não vir para casa.

Foi difícil fazer amigos, pela primeira vez, com essa idade?

Olhe foi extraordinário. A minha melhor amiga, Maria Emília Moura, que trabalha na “TV Guia”, é a minha melhor amiga desse tempo. Fez comigo o liceu, foi comigo para a faculdade e depois para o “DN”. Fui uma aluna muito popular no liceu porque, no fundo, aquela é que era a minha família, era quem me dava atenção. Ia aos casamentos das empregadas todas, as professoras adoravam-me. Até há pouco tempo tinha uma professora a quem eu telefonava sempre e que morreu em Junho. Quando ela morreu a irmã ligou-me a dizer que tinham a casa cheia de fotografias minhas e dos miúdos, que eu ia mandando, de maneira que eu agora tenho a irmã. Herdei! Foi um tempo extraordinário.

Que marcas é que tudo isto deixa numa pessoa?

Conforme o feitio da pessoa, sabe? Tenho dois irmãos que reagiram de outra maneira e que têm um feitio muito mais complicado. Lembro-me de ser muito pequena e dizer “eu nunca me hei de esquecer disto”. E não esqueci, tenho muito boa memória. E quando era mais velha dizia “eu nunca me hei de esquecer disto e um dia hei de contar isto tudo”. Era a minha vingança.

E muitas dessas coisas passou para os livros.

Tudo. A minha vingança foi essa. Não se serve fria, serve-se gelada. Conto tudo. Se reparar há muito poucas mães nas minhas histórias e as que há estão longe ou não têm relação com os filhos. “Flor de Mel” ou um mais recente “O casamento da minha mãe”. As minhas mães não aparecem muito. Depois tenho uma imensidão de tias. O meu filho, quando era miúdo, é que dizia: “Nos teus livros há mulheres a mais e tias a mais.”

É por isso que faz questão de ser uma avó que brinca, que dá espaço para a imaginação e criação dos netos?

O meu marido era muito isso: as casas foram feitas para serem vividas e esta casa foi, desde que para aqui vim há 43 anos. Antes do 25 de Abril esta era uma casa onde as pessoas sabiam que podiam ficar, às vezes gente que eu não conhecia. E ainda ficam, acho que todos os meus amigos têm a minha chave. Nunca foi casa de museu, por isso é que está toda desarrumada. A mesa era para o pingue-pongue, como se vê, coitada, está toda torta, o corredor era para jogar à bola, na entrada havia um cesto de basquete, onde fazíamos os treinos. Havia uma parede no quarto do meu filho onde se podia escrever à vontade, só foi lavada quando ele foi para Erasmus.

Tem muitos amigos?

Tenho uma imensidão de amigos. Puros e duros, tenho um grupo muito bom. Sou amigo dependente e sei que posso contar com eles para tudo, e eles comigo. E eles sabem, o que é muito bom num amigo, quando eu preciso deles sem que tenha de pedir. Tenho um que, se eu não estou muito bem disposta, ou qualquer coisa, chego a casa e tenho cá um ramo de flores. Não é maravilhoso? E telefonamo-nos às 4h00, 5h00 da manhã.

Pois, já ouvi dizer que dorme pouco.

Durmo umas três horas por dia. Não é que não tenha sono, mas não tenho tempo para dormir mais. Tenho sempre escolas, quase todas as manhãs. Se são em Lisboa é fácil, se são mais longe é mais complicado. Devo ser a passageira mais frequente do Alfa das 6h00 ali em Santa Apolónia.

A quantas escolas é que vai por ano?

Ai, muitas. No outro dia fiz as contas e dá-me umas 80 por ano lectivo. Tirando as férias, feriados e fins-de-semana, dá quase uma por dia.

Nunca recusa convites?

Parece a minha filha! Ela é que está sempre a dizer que eu tenho de começar a dizer que não. Mas tem de ser, sim. Ainda por cima tenho tensão baixa, apesar de beber 20 cafés. No outro dia ia na rua com os olhos fechados, a dormir. Mas é que ia mesmo.

20 cafés?

Sim, 20. Daquelas cápsulas da Nespresso, duas embalagens por dia. Agora está quase a acabar, o Volutto, que é o que eu gosto mais. Eu e o Malkovich! Estou sempre de cafezinho na mão. E durmo. Chego à cama e durmo logo. Mas de manhã nem me custa acordar, até porque tenho de ir ao ginásio e quando é que eu tenho tempo? De manhã. Às 7h30 já lá estou.

E faz o que é que faz no ginásio?

Tenho um personal trainer. É lindo. Faz-me muito bem. Vou a pé até ao ginásio, demoro meia hora. Depois faço meia hora de passadeira até ele chegar e se tiver tempo acabo na piscina. Mas o que eu gosto mesmo, a essa hora, é ver nascer o dia. Atravessar a Avenida da República a ver nascer o sol, é das coisas mais bonitas que há.

Voltando às escolas. Não se cansa de ir a tantas?

Já me custa um bocado… já vou às escolas há 30 e tal anos. Para dizer a verdade já custa um bocadinho. Há 32 anos que ando a dizer as mesmas coisas. Mas coitadinhos, eles são sempre diferentes, não é? Fazem é sempre as mesma perguntas. Este ano já comecei a dizer que não. E ando com a saúde complicada, às vezes vou a vomitar no comboio e tudo. Mas depois chego lá e gosto de falar com os miúdos. Eles são extraordinários, é uma alegria estar com eles.

O que se passa com a sua saúde?

Ah, tenho um segundo cancro. Mas eu mato cancros assim.

Teve um há 20 anos.

Tive, e este é por causa desse. Na altura as máquinas não eram tão sofisticadas como hoje e quando fazíamos radioterapia apanhava-nos o peito todo. Depois tudo o que apanhámos, com o correr do tempo, pode proporcionar novos tumores. É no outro peito e não é operável. Às vezes dói, chateia. Fiz radioterapia, devo estar toda radioactiva.

Como é que fala tão descontraidamente de uma coisa destas?

Então querida, é assim. O que é que a gente há-de fazer? A minha médica é que me diz que eu tenho de me mentalizar que sou uma doente oncológica crónica e que tenho de ir ao IPO de dois em dois meses. E eu vou.

Não tem medo de morrer?

Não, nem da primeira vez que tive e fiz a mastectomia radical. Fui eu, a Simone e a Manuela Maria [actrizes], todas ao mesmo tempo. Éramos as três cancerosas de serviço. Mas nunca pensei que ia morrer. Pensei que ia fazer uma operação difícil e o que é que eu fiz? Tudo coisas práticas: deixei uma data de coisas feitas no jornal, para não sentirem a minha falta e que eu tinha mesmo de fazer. Deixei uma procuração ao meu irmão, podia ser preciso qualquer coisa e cortei o cabelo muito curtinho.

O que é que não pode faltar quando está a escrever?

Muitas fotografias. Na minha mesa estão ali as fotografias daqueles todos a olhar para mim [Mário Zambujal, Lobo Antunes, os netos, Paris, o marido e o ex-namorado]. Tenho a mania da fotografia. De vez em quando ando meio louca e mudo tudo. Depois preciso de ter música sem palavras, clássica, não clássica e instrumental e tenho que ter a janela aberta para ouvir o barulho da rua.

Antes de publicar o seu primeiro livro de poesia, enviou-o para um concurso sob um pseudónimo. Porquê?

Imagine, pegava naquilo e mostrava a um amigo que me dizia que era muito giro, mas eu nunca teria a certeza, não é? Decidi concorrer a um prémio onde o júri me merecesse confiança e onde só houvesse um prémio. Porque a gente concorrer e o Zé das Couves ficar com o 1º lugar e a gente em terceiro, ninguém gosta. Foi uma coisa que a Maria Alberta Menéres me ensinou: só se concorre a prémios onde só haja um, para não passar pela vergonha de ficar em terceiro. E ganhei.

E o pseudónimo, Filipa Sousa e Silva. Esse nome porquê?

É o equivalente feminino do primeiro namorado que eu tive e a quem o livro é dedicado.

Namorou muito tempo com ele?

Até encontrar o Mário. E depois voltou a ser.

Mas estão juntos agora?

Agora já não, mas foram seis anos extraordinários. Encontrámo-nos mais de 30 anos depois e fez-me muito bem. Eu estava na fossa, tinham passado três anos da morte do meu marido, acho que foi a altura da minha vida em que estava mesmo mal. E fez-me muito bem. A história estava incompleta e fechou.

E agora está sozinha?

Muito bem, estou muito bem comigo. Apetece-me estar assim, farto-me de sair com os amigos, mas estou sozinha. De resto, nesta casa nunca houve mais nenhum homem, isso aí… nunca era aqui, era na casa dele. E à noite preciso mesmo de estar sozinha. Adoro fazer tricot, arraiolos, comida, sou muito prendada. Até sei tocar piano. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/122930-durmo-tres-horas-dia-nao-e-que-nao-tenha-sono-nao-tenho-e-tempo-mais, a 04 de Junho de 2011, em Jornal I

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Conheça O Novo Carro Que Percorreu 2500 Km Com Apenas 1 Litro de Combustivel…

Carro Percorre 2500 KM Com 1 Litro Combustível... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago um artigo, sobre o carro mais económico, que é de origem Portuguesa.

« Eco veículo da Universidade de Coimbra faz 2.568 quilómetros com um litro de gasolina

Um veículo protótipo da Universidade de Coimbra conseguiu percorrer 2.568 quilómetros com apenas um litro de gasolina, arrebatando o 3.º lugar no Shell Eco-marathon 2011, realizado na Alemanha, e afirmando-se como a melhor equipa portuguesa e ibérica.

A equipa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), que reuniu alunos de engenharia automóvel e de engenharia mecânica, e teve como piloto a estudante de economia Ana Rita Lopes, melhorou a distância percorrida desde a edição transata, onde percorrera 2.204 quilómetros.

Com apenas um litro de gasolina sem chumbo 95, a uma velocidade média de 30 km/h, o Eco Veículo da FCTUC conquistou o 3.º lugar na categoria (Protótipos de combustão interna) e o 4.º lugar na classificação geral da Shell Eco-marathon Europe 2011, que decorreu nos últimos três dias no Circuito de Lausitz, na Alemanha.

Pedro Carvalheira, docente que coordena esta equipa, referiu que em termos de classificação a sua equipa perdeu um lugar, pois classificara-se em segundo na edição anterior, onde tinha beneficiado da má prova de uma favorita, e da desistência de uma outra candidata aos primeiros lugares.

 

“Melhorámos bastante e aproximámo-nos dos primeiros”, afirmou o docente, referindo que os grandes benefícios introduzidos no protótipo desde há um ano ficaram a dever-se às alterações no aerodinamismo e à introdução de uma nova peça no motor, que transfere calor da cabeça para o cárter.

 

Nesta prova, que reuniu cerca de 250 participantes nas várias categorias, de diversos países do mundo, a vencedora foi uma equipa francesa, que percorreu 3.688 quilómetros com um litro de gasolina. A segunda portuguesa foi a da Universidade do Minho, com 1.273 quilómetros percorridos também com um litro de gasolina.

 

A primeira de Espanha quedou-se pelo 11.º lugar, ao conseguir percorrer 1.455 quilómetros com um litro de gasolina.

 

A equipa do Eco Veículo, da Universidade de Coimbra, participa em provas de economia de combustível desde 1999 e detém o recorde absoluto da Península Ibérica desde o ano de 2001.

Para Pedro Carvalheira, o Eco Veículo é uma forma de os alunos do segundo ciclo desenvolverem trabalho prático todo o ano, e encontrarem nele “um motivo para estudar as coisas”.


*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico *** »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/126660-eco-veiculo-da-universidade-coimbra-faz-2568-quilometros-com-um-litro-gasolina, a 30 de Maio de 2011, em Jornal II

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Conheça os Espetaculos em Honra de Bob Marley…

O Rei do Regee... Bob Marley Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje e por ser quarta-feira, assinala-se o trigésimo aniversário da morte de Bob Marley, e na senda desta data, vão se realizar vários espectáculos referentes à data, passo a transcrever a referida peça, onde menciona esses mesmos espectáculos.

« Bob Marley, o rei trinta anos depois

Na próxima quarta-feira, 11 de Maio,  assinalam-se os 30 anos da morte de Bob Marley e estão agendadas diversas iniciativas, em todo o mundo, para homenagear aquele que continua a ser o “rei do reggae”.


Alpha Blondy, que actua no dia 19 de Julho na Casa da Música, no Porto, e que se preapara para lançar o seu novo álbum, “Vision”, recorda Bob Marley como a referência maior para os cantores de reggae.


Tinha uma “voz maravilhosa, boas melodias e temas que ainda hoje são atuais, trinta anos depois da sua morte. Não há ninguém que tenha a intenção de suplantar Bob Marley“, afirmou o músico France Press.


Já esta semana o legado de Marley será recordado com dois concertos de tributo pelos norte-americanos Groundation. Os espectáculos realizam-se na sexta-feira (12 de Maio) no Coliseu de Lisboa e no dia seguinte no Teatro Sá da Bandeira, no Porto (13 de Maio).


Bob Marley morreu aos 36 anos em Miami vítima de cancro, mas deixou um legado no reggae que permanece sólido até hoje, com mais de 200 milhões de discos vendidos, e como fonte de inspiração para dezenas de novos artistas.


Além da música, o autor de “Bufallo Soldier” foi um dos mais conhecidos rostos do movimento espiritual Rastafari e defensor de uma mensagem pela paz, liberdade, emancipação e pela não repressão, sendo ainda hoje uma das figuras mais respeitadas na Jamaica.


Com o grupo The Wailers gravou muitos temas politicamente comprometidos e de forte cariz social, que se converteriam em clássicos intemporais.
Get Up, Stand Up”, “I Shot the Sheriff”, “No Woman No Cry” e “Could You Be Loved” são alguns desses exemplos. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/122182-bob-marley-o-rei-trinta-anos-depois, a 10 de Maio de 2011, em Jornal I

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Conheça Os Maus Habitos Que Já Levam uma Década…

Conheça os Maus Hábitos... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago um artigo sobre um espaço que surgiu na cidade do Porto, passo a transcrever o mesmo.

«Dez anos de Maus Hábitos a favor e contra todas as causas

É um dos mais populares espaços culturais do Porto. Hoje, a Noite da Interrogação assinala o fim das comemorações deste aniversário redondo

2001 foi um ano bom para o Porto. Respiravam-se os primeiros ares da Capital Europeia da Cultura. Os estaleiros de obras multiplicavam-se, mas a crença de que estava a inaugurar-se uma nova época, com uma movida cultural digna das grandes metrópoles europeias, superava os receios.

Doze meses passam num ápice e não tardaram as vozes contra a oportunidade perdida que acabou por ser o Porto 2001. Mas dos escombros de toda aquela programação e reabilitação urbana havia de surgir um projecto cuja duração o traz até à alvorada de mais uma Capital Europeia da Cultura, agora em Guimarães. O Maus Hábitos, na Rua de Passos Manuel, assinala dez anos e o i juntou à conversa Daniel Pires, responsável pelo espaço, e Rui Reininho, vocalista dos GNR e conhecedor do trajecto seguido pela casa. A banda chegou a ensaiar ali, por entre buracos no soalho e pombos atrevidos. “O sítio era um escombro, o mais parecido possível com o conceito de loft. Eu próprio sonhei em mudar-me para ali”, recorda Reininho.

Daniel Pires, mais tarde, procurava um espaço para servir de estúdio de fotografia. Encontrou–o ali, já desocupado pelos GNR. Até que se cansou e decidiu recuperar a área. “A maior parte dos meus amigos está nas artes e, assim sendo, como que fomos criando o espaço”, diz. Nascia um conceito, o Maus Hábitos, um sítio, como descreve Rui Reininho, “onde se bate à porta e se resolvem coisas”.

O espírito de comunidade que comanda a existência do Maus Hábitos reflecte-se também na procura dos forasteiros. “O Maus Hábitos sempre foi habitado por estrangeiros”, afirma Daniel Pires, dando o exemplo de uma pessoa que apareceu um dia “e ficou oito meses”. A centralidade e a originalidade do espaço acabam por funcionar como uma âncora. “Lá em cima aquilo é quase uma vista vulcânica sobre a cidade, até se vê a roupa a secar em cima do Coliseu”, diz Rui Reininho.

Para assinalar condignamente estes dez anos, o Maus Hábitos recebe hoje a Grande Noite da Interrogação e contará com nomes como Pedro Abrunhosa, Blind Zero, Rui Reininho & Paulo Praça, a quem se juntará a galega Ugia Pedreira e o brasileiro Fred Martins. É o culminar das Interrogações do Passado, Presente e Futuro, que marcaram os últimos dias.

A especificidade do Maus Hábitos é também parte do seu sucesso. “Há uma parte da cultura que não pode ser institucionalizada, deve mesmo haver uma micro-marginalidade nestas coisas”, salienta Daniel Pires. Para Rui Reininho, caiu-se na armadilha de massificar a cultura. “Querem o La Féria, dá-se o La Féria. Não pode ser. Sinto que fui expulso da Baixa do Porto. Como adolescente tinha uma oferta cultural fantástica. A volta dos tristes era tudo menos triste.”

Com a crise como pano de fundo, Guimarães prepara-se para ser Capital Europeia da Cultura 2012. E o Maus Hábitos vai estender-se para o Minho, nas instalações da antiga fábrica Asa/Lameirinho. “Temos um orçamento pequeno, mas acredito que podemos funcionar como um pólo de atracção para jovens criadores”, sustenta o responsável pelo Maus Hábitos. O Brasil será outro dos destinos para o projecto. “Queremos montar um espaço no Rio de Janeiro em tudo semelhante ao que temos em Portugal.”

Exclusivo i/Grande Porto »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/115466-dez-anos-maus-habitos-favor-e-contra-todas-as-causas, a 06 de Abril de 2011, em Jornal I

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Uma Entrevista à Actiz Catarina Wallenstein…

A Entrevista a Catarina Wallenstein Fonte: http://www.atalantaclapfilmes.blogspot.com

Hoje trago uma entrevista com a Catarina Wallenstein, veja a peça jornalística.

« Catarina Wallenstein. “O palco é um abismo muito maior”

A actriz de 24 anos sobe hoje ao palco do Teatro Aberto, na antestreia da peça “O Álbum de Família”. Não fala da vida pessoal e confessou fazer parte da geração à rasca por opção própria

Fumou um cigarro a correr e falou no intervalo dos ensaios, na hora em que devia estar a jantar. Deixou-se cair nas cadeiras vermelhas do Teatro Aberto e confessou estar “de rastos”. Catarina Wallenstein tem 24 anos e é uma das actrizes mais promissoras da nova geração, segundo o European Film Festival, que lhe atribuiu o prémio de Jovem Talento em 2007. Queria ser cantora lírica – como a mãe – mas acabou por se entregar à representação – como o avô e o tio. No cinema estreou-se aos 19 anos, em “Lobos”, de José Nascimento, ao lado de Nuno Melo, com quem protagoniza uma incestuosa cena íntima (os personagens eram tio e sobrinha). Já contracenou com Catherine Deneuve, num pequeno papel em “Aprés Lui”, foi a “miúda” de Eça em “Singularidades de uma Rapariga Loura”, de Manoel de Oliveira, e uma vampira impiedosa em “Destino Mortal”. Sexta-feira sobe ao palco do Teatro Aberto com “O Álbum de Família”, de Rui Herbon, com encenação de Tiago Torres da Silva.

A acção da peça passa-se antes ou depois do 25 de Abril?

É difícil de explicar, vamos lá ver se eu consigo. O protagonista está depois do 25 de Abril mas convoca memórias e a minha personagem está antes do 25 de Abril.

Foi difícil entrar num tempo que não é o seu, mas que também não é assim tão longínquo?

É complicado, principalmente para a minha geração. Eu tinha uma avó que tinha um pouco esse papel. Ela era neta do primeiro-ministro da I República, era toda uma linhagem de família muito engajada. Era ela que me contava… Mas só pelas descrições, leituras ou documentários não é possível perceber como era a vida nessa altura. As histórias que nos contam são pequenos factos. Não sei como é o ambiente, tenho algumas referências que me contaram mas a nossa geração não pode ter… não consegue.

Vem de uma família de artistas. Seguiu este caminho porque a incentivaram?

Sempre foi normal esta coisa, o fazer desenhos nos bastidores nos ensaios dos pais ou assistir às aulas de canto da minha mãe, ir ao teatro era naturalíssimo para nós. Os meus avós foram muito responsáveis por isso, levavam-nos ao teatro quando éramos pequenos. E depois sempre foi aquilo que me interessou, nunca me imaginei num trabalho das nove às cinco. A primeira coisa que quis ser foi cantora de ópera.

E foi assim que começou.

Tanto eu como o meu irmão fomos inscritos numa escola de música desde pequeninos, na Fundação Musical dos Amigos das Crianças. Estudei violoncelo e andei no coro. Aquele coro era o que fazia as óperas infantis no São Carlos e desde pequena que participei em várias. Depois descobri que havia um ateliê de teatro no Liceu Francês, onde eu andava, e achei importante experimentar o lado cénico. E fiquei fascinada.

Trocou o canto pela representação definitivamente?

O canto é uma coisa que sempre me acompanha. Lírico ou não. Há fases em que exercito o instrumento, é como as espargatas, se não se exercita depois já não se chega aos agudos, mas o canto faz parte de quem sou. Mas nunca mais pensei “é isto que vou fazer da vida”.

O que é que a cativa na profissão?

A construção da personagem, do detalhe, do poder mudar as coisas de um dia para o outro. Lembro-me que na minha primeira actuação a minha mãe me disse umas coisinhas – “Não estejas sempre tão zangada, tão pesada”- e o gozo que me deu, no dia seguinte, compor a personagem, acho que foi nessa altura que decidi ser actriz.

Qual é o verdadeiro amor: teatro, cinema, televisão ou canto?

Não sei… Não tenho tanta experiência assim em nenhum deles. Agora sinto-me mais confortável a trabalhar com câmara, cinema, porque há mais tempo, há todo um tipo de controlos técnicos e entre as gotas da chuva já sei mais ou menos qual é o meu espaço. O palco é um abismo muito maior, está a ser uma descoberta.

No filme “Lobos” tem uma cena muito íntima e de nudez com Nuno Melo. Como é a preparação para uma cena dessas?

Convencemo-nos de N coisas para não pensar na parte desconfortável e constrangedora. Estou aqui, estou a encarnar, é um personagem, este senhor é muito querido e meu amigo mas nada tem a ver comigo. Depois há muitos cuidados que se tem em rodagem para os actores estarem mais confortáveis. A equipa é reduzida, para não haver tanta gente a olhar e não ficarmos constrangidos com técnicos. Uma data de cuidados pequenos que nos fazem sentir mais mimados. A equipa do guarda-roupa corre com roupões para cima de nós quando acaba a cena, para nos taparmos e haver aquela ilusão de acaba a personagem: “Já não sou eu, não estou nua à frente de toda a gente.”

Voltando atrás, ao 25 de Abril e às mudanças sociais: identifica-se com a geração à rasca?

Não estou num meio standard nem tenho um ritmo de vida standard. Evidentemente que há meses em que estou muito à rasca porque não tenho sequer um part–time. O ano passado estive oito meses parada, depois fiz umas sessões, depois estive três meses sem fazer nada, depois surgiram umas locuções… Acho que nós escolhemos viver à rasca e o à rasca não é só o dinheiro, é a incerteza, os recibos verdes. Mas é bom que todas as gerações tenham coisas para reclamar, porque senão significa que achamos que está tudo feito.

Como é que vivia quando não ganhava?

Amealhei, vivi numa casa de 25 m2, comia muito atum, mas sem me queixar muito. Depois faço umas locuções e consigo amealhar mais um bocadinho, e é assim, irregular.

E não faz presenças em festas e inaugurações? Vai a esse tipo de eventos?

Vou a alguns, porque a Catarina quer ir, não porque a Catarina quer aparecer e mostrar-se. Presenças não, não há. Por enquanto, não vou dizer que nunca vai haver nada porque não sei o dia de amanhã e não sei o que me vai acontecer. Acho óptimo ir gerindo aquilo que me vai aparecendo, mas para já não. Há eventos em que está a imprensa e a que eu vou, mas não porque está a imprensa ou porque me pediram para ir, mas porque quero. Se fosse desconhecida e me convidassem eu iria na mesma. Quero ser a mesma pessoa na relação com o exterior como sozinha entre quatro paredes.

Disse em entrevista que o que faltava ao cinema português era dinheiro e apoios. Só isso?

Faltam guiões. Falta quebrar o ciclo vicioso do “não vou ver porque não deve valer a pena, então também não vale a pena fazer melhor, depois temos de ser elitistas, as pessoas não vão ver” e falta quebrar isso. É preciso sonhar, arriscar, inovar. Muitas vezes a maior parte dos filmes portugueses são escritos pelos próprios realizadores, não temos uma grande população de argumentistas. A maior parte deles estão em empresas de criação de séries e telenovelas. É preciso escrever mais, ver mais, produzir mais, apoiar mais, variar mais, gostar mais para se consumir mais os produtos nacionais. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/114290-catarina-wallenstein-o-palco-e-um-abismo-muito-maior, a 31 de Março de 2011, em Jornal I

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Conheça os Nomeados Para A Corrida dos Óscares…

Corrida Para Óscares... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago uma noticia que versa sobre os óscares, desta feita passo a transcrever a referida peça.

« Óscares. Começou a corrida ao ouro

 

Foram ontem reveladas as nomeações para os mais importantes prémios do cinema. Conheça os quatro filmes que lideram a competição: “O Discurso do Rei”, com 12 nomeações. “True Grit – Indomável”, com dez, “A Rede Social” (9), “The Fighter – o Último Round” (7)

 

O Discurso do Rei- De Tom Hooper, com Colin Firth, Helena Bonham- Carter e Geoffrey Rush

O futuro rei da Grã Bretanha, George IV (Colin Firth), tem um problema que o atormenta desde a infância: gaguez. Inconformado com a incapacidade de dizer uma frase de seguida e com a subida eminente ao trono, decide contratar um conceituado terapeuta da fala, Lionel Logue (Geoffrey Rush) para o ajudar.

Nomeações: Melhor Filme, Argumento Original, Realizador, Actor Principal, Actor Secundário, Actriz Secundária, Direcção Artística, Fotografia, Guarda-Roupa, Montagem, Banda Sonora Original, Mistura de Som.

 

True Grit – Indomável- De Joel Coen e Ethan Coen, com Jeff Bridges, Matt Damon

Antes que pergunte: sim, é um western. Rooster Cogburn (Jeff Bridges) é o mais temido (e quase alcóolico) xerife da zona cujos serviços são requisitados por Mattie Ross, uma rapariga de 14 anos cujo pai foi assassinado. Juntamente com o ranger do Texas, LaBoeuf (Glen Campbell), vai tentar apanhar o assassino.

 

Nomeações: Melhor Filme, Argumento Adaptado, Realizador, Actor Principal, Actriz Secundária, Direcção Artística, Fotografia, Guarda-Roupa, Edição de Som, Mistura de Som.
A Rede Social- De David Fincher, com Jesse Einsenberg, Andrew Garfield

A história é verdadeira: Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg), estudante de Harvard, decide criar um programa informático que mais tarde se tornaria no Facebook. Uma história real de pouca consideração pelo melhor amigo, inimigos, oportunistas, dificuldades de relacionamento social e muitos milhões de dólares.

 

Nomeações: Melhor Filme, Realizador, Actor Principal, Fotografia, Edição, Banda Sonora Original, Mistura de Som, Argumento Adaptado.

 

The Fighter – O Último Round – De David O. Russell, com Mark Wahlberg e Christian Bale

Dois irmãos lutam pela realização de um sonho: ser campeões de boxe. No entanto, só um consegue vingar. Micky Ward (Mark Wahlberg) divide-se entre a lealdade ao seu irmão Dicky Eklund (Christian Bale) e a possibilidade de vencer.

 

Nomeações: Melhor Filme, Realizador, Actor Secundário, Actriz Secundária, Actriz Secundária,  Edição, Argumento Original

 

Todas as categorias:

 

Melhor filme:

“O Cisne Negro” – Darren Aronofksy

“The Fighter – Último Round” – David O. Russell

“A Origem” – Christopher Nolan

“Os Miúdos Estão Bem” – Lisa Cholodenko

“O Discurso do Rei” – Tom Hooper

“127 Horas” – Danny Boyle

“A Rede Social” – David Fincher

“Toy Story 3” – Lee Unkrich

“Indomável” – Ethan e Joel Coen

“Winter´s Bone” – Debra Garnik

 

Melhor realização:

Darren Aronofksy – “O Cisne Negro”

David O. Russell – “The Fighter – Último Round”

Tom Hooper – “O Discurso do Rei”

David Fincher – “A Rede Social”

Ethan e Joel Coen – “Indomável”

 

Melhor ator:

Javier Bardem – “Biutiful”

Jeff Bridges – “Indomável”

Jesse Eisenberg – “A Rede Social”

Colin Firth – “O Discurso do Rei”

James Franco – “127 Horas”

 

Melhor ator secundário:

Christian Bale – “The Fighter – Último Round”

John Hawkes – “Winter´s Bone”

Jeremy Renner – “A Cidade”

Mark Rufallo – “Os Miúdos Estão Bem”

Geoffrey Rush – “O Discurso do Rei”

 

Melhor atriz:

Annette Bening – “Os Miúdos Estão Bem”

Nicole Kidman – “Rabitt Hole”

Jennifer Lawrence – “Winter´s Bone”

Natalie Portman – “Cisne Negro”

Michelle Williams – “Blue Valentine – Só Tu e Eu”

 

Melhor atriz secundária:

Amy Adams – “The Fighter – Último Round”

Helena Bohnam Carter – “O Discurso do Rei”

Melissa Leo – “The Fighter – Último Round”

Hailee Steinfeld – “Indomável”

Jacki Weaver – “Animal Kingdom”

 

Melhor argumento adaptado:

“127 Horas”

“A Rede Social”

“Toy Story 3”

“Indomável”

“Winter’s Bone”

 

Melhor argumento original:

“Another Year”

“The Fighter – Último Round”

“A Origem”

“Os Miúdos Estão Bem”

“O Discurso do Rei”

 

Melhor filme de língua não inglesa:

“Biutiful”, Alejandro Gonzalez Iñárritu (México)

“Canino”, Yorgos Lanthimos (Grécia)

“Haevnen”, Susanne Bier (Dinamarca)

“Incendies”, Denis Villeneuve (Canadá)

“Fora da lei”, Rachid Bouchareb (Argélia)

 

Melhor filme de animação:

“Como treinares o teu dragão”

“O mágico”

“Toy Story 3”

 

Melhor documentário:

“Exit Through the Gift Shop”

“Gasland”

“Inside Job”

“Restrepo”

“Waste Land”

 

Melhor documentário em curta-metragem:

“Killing in the Name”

“Poster Girl”

“Strangers No More”

“Sun Come Up”

“The Warriors of Qiugang”

 

Melhor curta-metragem:

“The Confession”

“The Crush”

“God of Love”

“Na Wewe”

“Wish 143”

 

Melhor curta-metragem de animação:

“Day & Night”

“The Gruffalo”

“Let´s Pollute”

“The Lost Thing”

“Madagascar, Carnet de Voyage”

 

Melhor direção artística:

“Alice no País das Maravilhas”

“Harry Potter e os talismãs da morte”

“A Origem”

“O Discurso do Rei”

“Indomável”

 

Melhor fotografia:

“Cisne Negro”

“A Origem”

“O Discurso do Rei”

“A Rede Social”

“Indomável”

 

Melhor montagem:

“Cisne Negro”

“The Fighter – Último Round”

“O Discurso do Rei”

“127 Horas”

“A Rede Social”

 

Melhor caracterização:

“The Way Back”

“O Lobisomem”

 

Melhor guarda-roupa:

“Alice no País das Maravilhas”

“Eu Sou Amor”

“O Discurso do Rei”

“The Tempest”

“Indomável”

 

Melhor banda sonora original:

“Como treinares o teu dragão” – John Powell

“A Origem” – Hans Zimmer

“O Discurso do Rei” – Alexandre Desplat

“127 Horas” – A.R. Rahman

“A Rede Social” – Trent Reznor e Atticus Ross

 

Melhor canção:

“Coming Home” (“Country Strong”) – Tom Douglas, Troy Verges e Hillary Lindsey

“I See the Light” (“Entrelaçados”) – Alan Menken e Glenn Slater

“If I Rise” (“127 Horas”) – A.R. Rahman, Dido e Rollo Armstrong

“We Belong Together” (“Toy Story 3”) – Randy Newman

 

Melhor montagem de som:

“A Origem”

“Toy Story 3”

“Tron: O Legado”

“Indomável”

“Imparável”

 

Melhor mistura de som:

“A Origem”

“O Discurso do Rei”

“Salt”

“A Rede Social”

“Indomável”

 

Melhores efeitos visuais:

“Alice no País das Maravilhas”

“Harry Potter e os Talismãs da morte”

“Hereafter – Outra Vida”

“A Origem”

“Homem-de-Ferro 2” »

 

In: http://www.ionline.pt/conteudo/100563-oscares-comecou-corrida-ao-ouro, a 27 de Janeiro de 2011, em Jornal I

 

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Conheça Uma Mítica Sala de Espetáculos que Vai Encerrar Em Lisboa…

Cabaret Maxime... Fonte: http://www.ionline.pt

A notícia que trago hoje, versa sobre o fim de uma sala de espectáculos carismática da cidade de Lisboa, passo a transcrever a referida peça.

«Cabaret Maxime. Agora vão pregar para outra freguesia

A última festa do Maxime é dia 29. Mas Manuel João Vieira diz que vão abrir um cabaret noutro lado e já estão à procura de sítio

Não puxe já dos Kleenex. Nem vale a pena escolher uma peça de roupa preta em sinal de luto. O Cabaret Maxime, na Praça da Alegria, em Lisboa, fecha as portas no dia 29 de Janeiro. Mas Manuel João Vieira, vocalistas das bandas Ena Pá 2000, Irmãos Catita e Corações de Atum, e sócio da casa, revela ao i que estão à procura de novo poiso. A casa de espectáculos mais irreverente e catita da capital abandona o mítico cabaret criado no fim dos anos 40, desligando assim o interruptor. “Tenho muita pena. Era um sítio especial. Nos anos 50 era o melhor de Lisboa. Raul Solnado estreou-se aqui e grandes bandas passaram por aqui. Depois, entrou numa fase de decadência, mas agora tinha conquistado um óptimo lugar. Era uma nostalgia felliniana, com coisas novas”, explica ao i Manuel João Vieira.

Mas como os grandes generais romanos que não fugiam da batalha, nem quando o fim estava perto, o Cabaret Maxime termina os seus dias com uma festa “tremenda, soberba, excessiva, inesquecível, um acontecimento bestial com implicações no próprio Produto Interno Bruto, e até no clima do planeta, uma festa que até os nossos bisnetos irão relembrar com saudade!”, escreveram no site oficial.

“Auf Wiedersehen * Maxime * Goodbye” realiza-se no dia 29 e durante as três horas de rambóia pode ver o espectáculo dos Irmãos Catita, de Sandro Core o “cantor italiano tetra-romântico” e de Victor Gomes, o rei dos Gatos Negros, o rock n”roll que fazia tremer o Maxime na década de 60. Manuel João Vieira fala-nos ainda do espectáculo de striptease à antiga. “Antes do strip ela faz uma espécie de karaoke de música espanhola. Era muito comum antigamente.”

Os licenciamentos O encerramento do Cabaret foi confirmado na quarta-feira. Em causa estão divergências entre a gerência do Maxime, a produtora do músico Companhia dos Milagres e a empresa Joing, a quem arrendam o espaço, que por sua vez alugam ao Grupo Bernardino Gomes. Os problemas estão relacionados com o contrato de arrendamento e o alvará da casa. Passamos a explicar. Numa das vistorias, descobriu-se a falta de licenciamento de umas obras realizadas nas décadas de 60 e 70. A casa teve de ser encerrada durante seis meses. “A empresa que subaluga o Maxime ficou encarregada de o fazer, mas não o fizeram”, diz Manuel João Vieira. O receio é que a dada altura, a câmara intervenha, o que irá acontecer. “Podíamos ficar até ao final do ano, porque apesar da empresa nos ter posto uma providência cautelar, nós ganhámos. Mas não há condições. Estamos em litígio, em tribunal com essa empresa, o ambiente não é favoravel a prosseguir o negócio”, explica Manuel João Vieira. Segundo o jornal “Público”, o grupo Bernardino Gomes pretende transformar o edifício num hotel, mas manterá o Maxime.

O músico “meteu-se nisto” porque queria dar uma ajuda ao projecto, a nível de imagem, programação e relações públicas. “Fizemos alguma coisa importanteporque deu origem a que se abrissem outros bares com projecções de filmes, teatro.” Como momentos altos do Cabaret Maxime, Manuel João Vieira recorda o concerto de José Cid que relançou a carreira do músico. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/99466-cabaret-maxime-agora-vao-pregar-outra-freguesia, a 21 de Janeiro de 2011, em Jornal I

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Conheça Um Site de Poemas Portugueses Traduzidos Para Inglês…

Poemas Traduzidos Para Inglês... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje e para se terminar a semana em cultura, trago um artigo sobre poemas, e que os mesmos são traduzidos para a língua inglesa, passo a transcrever a referida reportagem.

« Novo site publica em inglês poemas portugueses do século XXI

Um site que publica poesia escrita no século XXI por poetas portugueses vivos, traduzida para a língua inglesa, foi hoje apresentado em Lisboa, no Centro Nacional de Cultura (CNC).

Iniciativa de Ana Hudson, a partir de uma ideia de Guilherme d’Oliveira Martins, presidente do CNC, o site funciona em cadeia: cada poeta é sugerido por outro, que o apresenta num pequeno texto, havendo um poeta por mês em destaque.

A partir de hoje e durante o mês de janeiro, será possível encontrar no site 136 poemas de 27 poetas, entre os quais Alberto Pimenta, Ana Hatherly, Ana Luísa Amaral, António Franco Alexandre, Armando Silva Carvalho, Bénédicte Houart, Daniel Jonas, Fernando Pinto do Amaral, João Luís Barreto Guimarães, Luís Quintais, Manuel de Freitas, Margarida Vale de Gato, Maria Andresen, Maria Teresa Horta, Nuno Júdice, Pedro Tamen, Sérgio Godinho, Vasco Graça Moura e Yvette K. Centeno.

O poeta em destaque este mês é João Luís Barreto Guimarães e o critério de escolha está diretamente relacionado com os próprios poetas, a quem cabe dinamizar o site, fornecendo novos poemas para as respetivas páginas.

Em www.poemsfromtheportuguese.org, os leitores poderão igualmente deixar comentários e sugestões e registar-se no site para serem notificados de cada vez que houver atualizações e outras novidades. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/96960-novo-site-publica-em-ingles-poemas-portugueses-do-seculo-xxi, a 06 de Janeiro de 2011, em Jornal I

Boas Leituras!

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