Portugal Vai Originar Cortes de Internet Aos Piratas Informáticos…Quais as Vantagens e Desvantagens…

Dezembro 6, 2010

Hoje trago, um tema que vai gerar muita polémica, e que na minha óptica vai originar problemas de liberdades, direitos e garantias dos utilizadores da internet, e vai levantar problemas que desde o 25 de Abril de 1974 não eram notados, como a espionagem, e a perseguição de pessoas. Vão colocar em causa as empresas que Internet, e vai originar desemprego, pois muitas delas vão ter que mandar os clientes embora, e como tal, vão ter prejuízos e vão ter que despedir pessoas, passo a transcrever a notícia e de seguida faço um breve comentário:

«Pirataria na internet: Portugal vai poder cortar acesso a quem for apanhado a piratear

A União Europeia vai aprovar directiva, mas impõe restrições ao corte, que só pode ser feito após um processo “justo e imparcial”

A votação está marcada para o final de Novembro e deverá fazer aprovar uma das leis mais polémicas da era digital: os países europeus vão poder cortar o acesso à internet a quem for apanhado a piratear. Se tudo correr como previsto, o novo enquadramento europeu para as comunicações electrónicas – telecoms package – estará pronto ainda este ano e terá de ser transposto para a legislação dos 27 estados-membros. Isto, obviamente, inclui Portugal.

Embora o executivo de José Sócrates tenha alguma margem de manobra na transposição da directiva, o facto é que a interrupção do acesso a quem for considerado culpado de partilha ilegal de ficheiros passará a ser possível. E isso faz antever a eclosão de uma guerra entre os fornecedores de internet, os detentores de direitos e os próprios consumidores portugueses. Até agora nenhuma empresa de internet quis pronunciar–se sobre esta medida, sendo já conhecido o apoio de organismos como o MAPiNET – Movimento Cívico Anti-Pirataria na Internet, bem como as críticas dos defensores dos direitos dos consumidores.

No entanto, o acordo histórico conseguido na quarta-feira à noite no Parlamento Europeu impõe várias limitações a este procedimento. É que o pacote legislativo já tinha sido aprovado em Maio, mas um diferendo entre o Parlamento Europeu e o Conselho de Ministros obrigou à suspensão da aprovação. Em causa estava uma emenda segundo a qual o corte só poderia ser feito com autorização judicial, algo com que o Conselho não concordava.

Após uma noite intensa de conciliação, ambas as partes acabaram por ceder e foi decidido que o corte ou a restrição só poderão ser feitos se forem “apropriados, proporcionais e necessários no quadro de uma sociedade democrática”, com “respeito pelo princípio da presunção de inocência e do direito à privacidade” e ainda como “resultado de um processo prévio justo e imparcial”, que garanta “o direito do consumidor a ser ouvido” e a uma “revisão judicial” em tempo útil. É este o texto que será votado entre 23 e 26 de Novembro.

No entanto, não ficou claro que forma terá o “processo justo e imparcial” a que Parlamento e Conselho se referem. Certo é que esta directiva irá chocar com as leis já aprovadas em França e no Reino Unido.

“Não me choca que haja um juiz a decretar o corte. O que me choca é que se tenha de esperar não sei quantos meses para a sua concretização”, afirma ao i Manuel Cerqueira, presidente da Associação Portuguesa de Software (Assoft), um dos principais defensores da criação de um tribunal específico para as questões da pirataria informática. O responsável frisa que uma ordem de corte de acesso à internet “deve ter a mesma acção que uma providência cautelar”. Ou seja, efeito imediato.

Todavia, só quando a directiva for transposta para a legislação portuguesa se perceberá a que órgão vai caber o papel de fiscalizar estes pedidos de interrupção de serviços de acesso à internet. Ao i, a Autoridade Nacional de Comunicações – Anacom, explicou que a decisão cabe ao governo e que não tem necessariamente de recair sobre um organismo específico.

Além disso, o pacote legislativo é muito mais abrangente que esta questão. Vai criar, por exemplo, um novo organismo europeu denominado BEREC para melhorar a cooperação entre os reguladores de telecomunicações dentro da União Europeia. Também inclui uma directiva de reforço dos direitos dos consumidores – que, entre outros, vai exigir consentimento prévio para que os sites instalem cookies nos computadores – e permitir a transferência do número de telemóvel de uma operadora para outra em apenas um dia útil.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/31518-pirataria-na-internet-portugal-vai-poder-cortar-acesso-quem-for-apanhado-piratear, a 06 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Na passada sexta feira, saiu a notícia acima transcrita, uma lei que vem colocar em causa, valores tão importantes, e conquistados a 25 de Abril de 1974, onde as pessoas, ganham a liberdade, e se termina com a repressão, e ter uma polícia, como era a PIDE.

Pois bem, eu não sou o denominado pirata, não tenho hábito de retirar coisas da internet, no entanto, penso que devem atirar a primeira pedra, quem nunca descarregou nada de ilegal da Internet…penso que ninguém, utilizador da internet a nível médio, deve conseguir atirar a primeira pedra.

Outra questão, que se levanta, é a definição de pirataria, pois a mesma, não se encontra bem definida, pois pirataria para muitos e retirar conteúdos como filmes, jogos, software, álbuns, e com estes conteúdos, fazer dinheiro, ou seja, vender, e para outros é simplesmente, retirar esses mesmos conteúdos, mas para uso próprio. Pessoalmente, penso que a primeira, é a verdadeira pirataria, pois antigamente, os barcos de piratas, saqueavam para depois fazer dinheiro com tal.

Convenhamos, que os downloads, foram o motor de busca, para a mumificação da internet, e a constante aumento das velocidades oferecidas pelos ISP, bem como, em muitos casos à abolição dos limites de tráfego.

Penso que muito do que fazem downloads, para seu uso próprio, ou seja, não usam para venda, ou para enriquecimento próprio, devem se poder «defender», como sendo para seu uso, e que estão incluídos no preço do serviço de internet.

A lei a ser aprovada, na minha óptica, vai dar origem a diversos problemas, os cidadãos vão ter a sensação de estarem a ser espiados constantemente, o que torna um país um pouco retrogado, e que parece estamos em meados do século passado; outro dos problemas, é que os ISP, vão perder clientes, e vão ter uma concorrência entre si, um pouco injusta, senão reparemos, um ISP tem que desligar um serviço a um cliente, no entanto, esse cliente ao ser deparado com uma empresa, a quem contrata um serviço, e a mesma, não o quer prestar, é forçado a mudar para outro ISP, que responda às suas necessidades, desejos e motivações e que lhe preste um serviço, com qualidade e sem interrupções. Perante esta situação, eu não queria estar no papel de ISP, pois é muito chato, ter que cortar o serviço, a quem me paga, ou seja, a quem me sustenta, digo mesmo, que é ridículo, só comparável, como ir a um hipermercado, mas os mesmos não me venderem nada, pois não podem… Levanta-se a questão, quem vai indemnizar os ISP, por serem forçados a perder clientes? E já agora, com que verbas? Devem ser as verbas dos impostos, como sempre.

Na minha opinião, e mais uma vez ressalvo, não utilizo a internet para esse tipo de situações, mas penso que, quem o faz para seu uso privado, não deve ser prejudicado, pois ao fim ao cabo, pagou a mensalidade do serviço para o fazer, e em muitos locais, não tem nenhum aviso, ou indicação, que o que vai efectuar em alguns países é ilegal; no entanto, vai gerar conflitos entre clientes, ISP’s, autoridades…etc, exemplo disso, foi os conflitos originados em alguns países europeus.

Uma solução para isto, era por exemplo, os ISP, criaram um serviço, onde o cliente pagaria uma mensalidade de por exemplo, 10€ ou 15€, e que poderia ter acesso a conteúdos para poder descarregar de uma forma legal, e o ISP, poder até mesmo conseguir entrar em acordo com o autor, e pagar os direitos, penso que ganharia o autor, o ISP, e o cliente, além de todos, terem a noção que quem hoje não está no mundo da internet, está deslocado da realidade.

Trata-se de uma questão polémica, a qual não vou tomar nenhum partido, não costumo usar a internet para isso, alias, ainda sou dos que tem em casa, um acesso à internet muito baixo e com limites baixos, apesar de me tentarem fazer mudar para acesso de preço superior, mas com velocidades superiores, a minha resposta é a mesma, para consultas normais de sites, e-mail, chega perfeitamente, logo, não estou interessado.

Deixo a Questão: Que pensa desta lei que pode desligar a internet, a quem efectuar downloads de forma ilegal da internet?

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33% da População Nacional Não Tem Possibilidade de Ter a Casa Quente…Veja Uma Análise a Esta e Outras Situações Que Originam o Limiar de Pobreza em Portugal

Janeiro 20, 2010

Soluções de Aquecimento Longe de Um Terço dos Portugueses Fonte: http://www.wiki2buy.com.br

Hoje trago uma notícia que me chamou à atenção, em que os níveis de pobreza em Portugal, estão a crescer, em vez de tendencialmente descerem, como seria de esperar, por sermos um país «dito» desenvolvido. Passo a transcrever o artigo e de seguida vou efectuar um breve comentário ao mesmo.

«Um terço dos portugueses sem meios para ter casa quente


Apesar de Portugal ter um dos mais amenos climas, ou por causa disso, em nenhum outro país da União Europeia (UE) há tanta incapacidade de manter a casa quente. É o que sobressai da análise da taxa de privação material, um indicador que o Comité de Protecção Social criou para medir a exclusão social. Os dados foram ontem divulgados pelo Eurostat – a antecipar a conferência de abertura do Ano Europeu de Combate à Pobreza e à Exclusão Social, a acontecer quinta-feira, em Madrid, sob a orientação da Comissão Europeia e da presidência espanhola da UE.

A fórmula é nova. Implica constrangimento severo para três de nove capacidades: fazer face a despesas imprevistas; pagar uma semana de férias por ano fora de casa; honrar empréstimos; fazer uma refeição com carne ou peixe ou vegetal equivalente de dois em dois dias; manter a casa quente; ter uma máquina de lavar, uma TV a cores, um telefone ou um carro próprio.

A taxa de privação material estava em 2008 nos 17 por cento, mas havia grande disparidade no espaço comunitário – quatro no Luxemburgo a 51 na Bulgária, um desvio muito mais acentuado do que o da taxa de risco de pobreza, que, embora também estivesse nos 17, oscilava entre os 26 na Letónia e os nove na República Checa. Portugal pontuava 23 numa e 18 noutra.

Dez por cento da população da UE não conseguia ter a habitação suficientemente quente. Portugal liderava esta falta (35 por cento), seguido de perto pela Bulgária (34). O problema quase não se colocava nalguns países frios, como a Noruega, a Suécia, a Estónia e o Luxemburgo (um). Era, no entanto, sério em Chipre (29), na Roménia (25), na Lituânia (22), na Polónia (20) e na Letónia (17), onde os termómetros também descem muito abaixo de zero.

“Isso é um indicador muito relevante para países frios”, advoga Edmundo Martinho, presidente do Instituto de Segurança Social. Parece-lhe ajuizado relativizá-lo por cá, embora nele caibam pessoas com orçamentos que não permitem grandes gastos de electricidade ou gás. Em Portugal, os edifícios nem eram construídos a pensar nos humores do Inverno – só há pouco o país avançou para a lareira, para o recuperador de calor, para o aquecimento central.

A distância da média europeia também se cava no não poder custear uma semana de férias fora de casa: 64 por cento dos portugueses não podiam fazê-lo, um valor só superado pela Roménia (76), pela Hungria (67) e por Malta (65), seguidos de perto pela Polónia (63), pela Lituânia (60) e pela Bulgária (59) – todos bem acima da média europeia (37).

A noção de privação parece alterar-se quando se olha para a capacidade de ter carro próprio. Neste campeonato, Portugal estava na média da UE: nove por cento. As maiores carências registam-se nos países do alargamento, que só há pouco tiveram acesso facilitado a esse tipo de bem.

A boa notícia emana da mesa. Quatro por cento dos portugueses não tinha hipótese de comer carne ou peixe ou o equivalente vegetariano a cada dois dias, quando a média europeia se situava nos nove. O sinal de alimentação equilibra alegra Edmundo Martinho, mesmo admitindo que por cá alimentos como o peixe não alcançam os preços de países sem pesca.

A comparação europeia não envergonha o coordenador nacional do Ano Europeu do Combate à Pobreza: “Há valores que temos de baixar, mas a taxa de risco de pobreza na UE passou de 16 para 17 e nós baixámos para os 18.” A taxa de risco de pobreza tem como base o rendimento médio mensal por adulto equivalente – em 2007, ano ao qual reportam os rendimentos em análise, o limiar de pobreza em Portugal correspondia a 406 euros por mês.

A pobreza extrema é hoje a maior preocupação do planeta. Pelo menos assim ditam 71 por cento de 25 mil inquiridos entre Junho e Outubro de 23 países da Ásia, das Américas e da Europa. Com a crise, não há quem não preveja aumento. “Para os países desenvolvidos, é uma questão de postos de trabalho e de crescimento económico. Para muitos países pobres, é a dor lancinante de milhões de pessoas que passam fome e ficam doentes”, comentou o presidente do Banco Mundial, citado pela Reuters. »

In: http://www.publico.clix.pt/Sociedade/um-terco-dos-portugueses-sem-meios-para-ter-casa-quente_1418522?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29&utm_content=Google+Reader, a 19 de Janeiro de 2010, em Jornal Publico

O meu comentário:

Perante esta notícia, devemos ficar mais tristes, pois Portugal em vez de andar a subir de nível, decresce a cada dia que passa, o que não era de ficar admirado, em virtude de as nossas condições de vida estarem afectadas devido à crise em  que estamos inseridos.

Um dos factores que pode levar a que as nossas condições de vida tenham sofrido decréscimo, deve-se, a níveis de desemprego altos e consequentemente a perca de qualidade de vida, neste caso, nos bens básicos como o aquecimento, ou mesmo, a alimentação.

Parte deste problema, advém como acima enumerei da crise, no entanto, muito dele já existia muito devido aos fracos níveis salariais e aos trabalhos precários, que tem colocado, especialmente as camadas mais jovens como as mais pobres de toda a Europa, originando problemas como sustentabilidade das populações, fracos índices de natalidade, pouco investimento no médio e longo prazo por parte da juventude.

Mais uma vez, e devido a condições, que num contexto de União Europeia, são inaceitáveis, não podemos estar sempre a perder, é necessário dar a volta a esta situação, e pelo menos as necessidades básicas como higiene e conforto, sejam cumpridas, pode-se por aqui até concluir, a razão para que exista fraco investimentos em Portugal, basta verificar essa mesma situação, analisando as condições de vida, com a pirâmide de Maslow.

Maslow, defendia que o ser humano, só quando satisfaz as necessidades básicas como segurança e conforto, é que as pessoas, partem para voos mais altos, como aposta em carreiras ou mesmo investimentos de qualquer espécie, pois bem, perante esta análise, podemos ver que se espera que as pessoas invistam e avencem na vida, no entanto, não Portugal, está a dar pouco às pessoas, no que concerne a necessidades básicas de vida.

Enfim, penso que esta minha opinião, pode não ser compreendida facilmente, no entanto, este é o meu ponto de vista, tendo em conta, que conheço algumas teorias de relações humanas, e como tal, é me difícil divorciar desses mesmos conhecimentos, numa analise tão pobre e triste da sociedade portuguesa, que apesar de estar inserida num grupo de países de 1º mundo, continua a ter uma grande franja da população a viver ou na pobreza, ou no limiar da mesma.

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A Culpa do Alto Valor do Desemprego Será dos Empresários Portugueses? Veja Aqui as Respostas…

Novembro 20, 2009

Desemprego será Culpa dos Empresários? Fonte:http://jornale.com.br

Muito se tem comentado, de imputar aos pequenos empresários, parte da culpa do incremento da taxa de desemprego em Portugal, bem eu trouxe a minha opinião quando ao assunto, mas antes passo a transcrever a respectiva notícia.

 

«Empresários. Serão eles os grandes culpados do desemprego?

 

Portugueses têm qualificações muito baixas e isso é um obstáculo sério à inovação e à antecipação das crises

 

“Se calhar era útil pensar numa iniciativa do tipo Novas Oportunidades para os nossos empresários”, ironizou Renato Carmo, investigador do ISCTE. A frase foi atirada depois de um diagnóstico arrasador ao mercado de trabalho nacional, “onde parte da culpa estará também na qualidade dos empresários”, argumentaram vários especialistas num debate sobre desemprego e desigualdade. Esta semana, o pior cenário confirmou-se: a taxa de desemprego subiu para 9,8% no terceiro trimestre, a maior de que há registo.

Mas então, qual é o problema? Em Portugal, mostram os dados do Ministério do Trabalho do final de 2007 (os últimos disponíveis), quase 23% dos empresários tem apenas a primeira classe. Mais de 20% dos empregadores tem, no máximo, o terceiro ciclo do ensino básico (o antigo 9º ano, actualmente a escolaridade obrigatória). Este perfil é mais ou menos semelhante quando se olha para o resto da população activa, para os trabalhadores. Destes, cerca de 22% tem a primeira classe e apenas 22% acabou a escolaridade obrigatória.

Se assim é, será que as baixas qualificações e habilitações dos empresários – supostamente, a elite empreendedora que puxa pela economia – são uma causa relevante para o insucesso dos seus negócios e consequente subida do desemprego, como hoje acontece? Dúvidas que assaltaram os participantes no colóquio sobre desigualdades e desemprego, que decorreu na semana passada na faculdade lisboeta.

O i foi ouvir os visados. Muitos empresários aceitam que sim, que há uma relação de causa-efeito. Outros acham a tese ridícula: “Então e os bancos que empurraram a economia para o precipício não eram geridos por doutores?”, questionam.

No dia do colóquio a questão incendiária foi levantada por Alfredo Bruto da Costa, presidente do Conselho Económico e Social, que acolhe as negociações laborais entre governo, sindicatos e patrões. “Como é que queremos mais produtividade e emprego com as qualificações que temos ao nível dos empresários?”, atirou.

Henrique Neto, que deixou a Iberomoldes há poucos meses, considera o diagnóstico de Bruto da Costa “ridículo e perverso”. “Será que as grandes empresas, que estão cheias de doutores e engenheiros, também não estão em crise e não despedem pessoas?”. “Despedem e não é pouco. Estamos a falar de bancos como o BPN e BPP, mas também de grandes empresas como a PT, EDP e Galp que continuam a ser monopolistas e a viver à custa dos negócios que o Estado vai cedendo. Mesmo assim despedem ou deixam de contratar”. Henrique Neto aceita que “há muita ignorância em Portugal e que os empresários não fogem à regra”. “Mas quando se faz esse discurso, os principais visados são os pequenos empresários, os que, no seu conjunto, criam mais emprego”, defende.

Paulo Nunes de Almeida é dono de uma PME do sector do têxtil e vestuário, a TRL. O empresário alerta que “é sempre perigoso fazer generalizações”, mas “obviamente que o nível de habilitações das pessoas é importante para a capacidade de inovação, sobretudo nas empresas mais pequenas”. “Acho que esse problema da falta de habilitações existe e que o país está a pagar o preço de ter sido muito pior no passado. Hoje, as coisas estão claramente a melhorar. Há mais jovens empreendedores, há mais apoios a projectos com capital de risco”, sublinha.

Na opinião de Carlos Pimenta, director-geral da SIIF Énergies, “o país é o que é e a maioria dos empresários reflecte isso”. “É crucial que as pessoas tenham uma formação de base cada vez melhor para se poderem reinventar neste mundo sempre em mudança e turbulento”, aconselha. “Isto não quer dizer que todos tenham de ser doutores”, apontando o exemplo de Rui Nabeiro, dono da Delta, que tem o ensino básico. “É uma pessoa que compreende que no mundo da informação os desafios são ultra complexos e que os inputs das pessoas motivadas são imprescindíveis”.»

 

In: http://www.ionline.pt/conteudo/33684-empresarios-serao-eles-os-grandes-culpados-do-desemprego, a 19 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Mediante o assunto da peça jornalística, penso que não é legitimo culpar os empresários portugueses, por o desemprego, pois penso que a maior parte dos empresários e dirigentes pode ter uma quota parte de culpa.

Comecemos pelos maiores, os dirigentes das grandes empresas, ou despedem, ou muitas delas até chegam a acordo com os trabalhadores para estes irem com a denominada pré-reforma, e em vez destes não colocam ninguém, sobrecarregam as pessoas que lá ficam com trabalho, e não abrem espaço à contratação de activos novos, e as organizações são geridas por pessoas com licenciaturas, MBA, etc.

No caso, dos mais pequenos, o problema não se pode colocar na mesma orientação que acima, os pequenos empresários até contratam quando necessitam, pelo menos os que podem, o problema é que os negócios que eles dirigem são tendencialmente débeis, e como tal uma contratação pode até fazer alguma diferença. O problema que a  baixa escolaridade traz para os pequenos empresários, é que os mesmos, estão mais fechados ao que se passa fora da sua esfera negocial, muitos deles, são adversos às mudanças, pois não estão preparados para uma economia mais competitiva, e que o ontem é diferente do hoje, e o hoje será diferente do amanha, digamos, que nada é considerado estanque.

Desta forma, os negócios pequenos, são mais vulneráveis, isto por consequência de os empresários, terem muito receio, em apostar em pessoas novas, em ideias novas e pessoas com curso, pessoas estas, que podem fazer andar o negócio, com uma abertura que o vizinho do lado, ainda não se apercebeu, e como tal, poderia posicionar o negócio à frente da concorrência directa, e desta forma, ganhar vantagem.

Penso que, é necessário inovação e aposta em pessoas com carisma, e com conhecimentos, de modo, a que possam ajudar os pequenos empresários, a poderem dar volta aos negócios, e a terminar com a vulnerabilidade dos mesmos, de forma a que possam abrir mais espaços, a novas contratações de pessoas.

No caso das grandes empresas, trata-se essencialmente de terminar com as denominadas cunhas, e de poder, escolher pessoas, pela sua performance, qualidade e mais valias que possam trazer à organização, e possam marcar, no cada vez mais arisco mundo dos negócios.

O Desemprego, é uma consequência global, de erros sucessivos que foram praticados por todos, tanto pelos empresários de  grandes empresas, como os de pequenos negócios, no entanto, o que está feito, feito está, os empresários de ambas as situações devem começar a trabalhar em prol do seu negócio e dos seus clientes, e começar por acreditar nesta nova geração de licenciados que está no desemprego e tem muito potencial para dar, mas que infelizmente, ainda não tiveram oportunidade para tal, e pelo andar da carruagem, qualquer dia já são considerados velhos para o emprego e trabalho, quanto mais para uma carreira.

Ajudariam em primeira estancia a economia, e posteriormente estes profissionais, iram resolver outros problemas sociais, como as compras de bens duradouros e de renovação das gerações seguintes.

Mãos à Obra Enquanto é Tempo!

Deixo a Questão: Que pensa de responsabilizar os pequenos empresários pelo desemprego em Portugal?

Tenho Dito

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Custo dos Pagamentos por MB em Lojas, Vão Ser Imputados aos Clientes…Só Mesmo em Portugal…

Outubro 31, 2009
Taxas por Uso dos POS

Taxas por Uso dos POS

Hoje, trago uma noticia, relativamente a pagamentos por meio electrónico, ainda à dias, vim falar de uma taxa de utilização do cartão nos ATM, agora esta, é com a utilização do cartão nos POS dos comerciantes, passo a transcrever a mesma, e de seguida, dou o meu comentário:

«Comércio vai poder taxar pagamentos com cartão

Bruxelas deu liberdade de escolha e Portugal, ao contrário da maioria da Zona Euro, optou por permitir que os comerciantes pratiquem preços mais altos para quem paga com cartão

Os comerciantes vão passar a poder cobrar uma taxa aos clientes sobre cada pagamento com cartões efectuado nas suas lojas. O Governo português decidiu, ao transpor a Directiva sobre Serviços de Pagamentos, deixar ao critério de cada comerciante se pretende ou não aplicar o designado surcharging, uma taxa adicional, cujo valor ainda não está definido. Para os consumidores, será um custo acrescido na hora de pagar ou um convite a andar com mais dinheiro na carteira.

A directiva em causa, que entra em vigor já a 1 de Novembro, dá a cada Estado membro a liberdade de permitir ou proibir a cobrança deste custo adicional na hora de aceitar um pagamento com cartão, seja de débito ou de crédito.

Segundo o DN apurou, a maior parte dos países da Zona Euro rejeitou a adopção desta taxa, enquanto outros, como o caso da Grécia, pediram algum tempo de reflexão.

Apesar de as novas regras não entrarem em vigor em Portugal no início do próximo mês, o diploma que transpõe a directiva está pronto e deverá ser publicado muito em breve.

No mercado português, a criação desta taxa está a passar despercebida. O Banco de Portugal foi ouvido e não se opôs à versão adoptada pelo Governo, a banca não comenta e as organizações de defesa dos consumidores parecem não conhecer o caso.

Algumas fontes contactadas pelo DN consideram que a medida não terá grande impacto, uma vez que prevêem que a maioria dos comerciantes não irá aplicar a dita taxa. Outras, no entanto, antecipam alguma polémica, lembrando que as políticas europeias em matéria de sistemas de pagamentos incentivam o uso dos pagamentos electrónicos, em detrimento do cash.

Os contestatários da surcharging alertam ainda para os riscos inerentes a um desincentivo ao uso do cartão, como seja o perigo de trazer mais dinheiro na carteira, a par de uma sobreutilização dos ATM (caixas automáticas), com a possibilidade de os bancos virem a repercutir estes últimos custos acrescidos sobre os clientes.

Por outro lado, alertam ainda outras fontes, incentivar o uso de dinheiro em detrimento dos cartões é um convite à fraude fiscal, uma vez que é mais fácil esconder receitas que não passam por um registo bancário.

O Eurocommerce, uma organização europeia que agrupa os representantes europeus do comércio, manifestou-se já contra esta iniciativa europeia, considerando que servirá para provocar descontentamento entre os clientes e discriminação entre os comerciantes que cobram e os que não cobram. Por estas razões, esta organização está convicta de que não serão muitos os comerciantes a aderir a este sobrecusto. »

In: http://dn.sapo.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1401538, em Diário de Notícias, a 26 de Outubro de 2009

O meu comentário:

Sobre este assunto, devo mencionar que é um pouco ridículo imputarem o custo dos pagamentos ao cliente, pois senão reparemos, se os custos, neste momento são partilhados entre o prestador do serviço de POS, e o comerciante, quer dizer, que pelo menos nos preços de cada produto, está reflectida metade da taxa que o comerciante suporta, quer o cliente opte por pagar com recurso ao MB ou não, ou seja, quem não usa o serviço de MB, acaba por pagar, mesmo não usando.

Desta forma, penso que é ridículo, colocar uma taxa ao cliente, que opte por pagar por MB, pois se a tendência é para que o dinheiro siga os valores deste século, ou seja, seja mais virtual, e não tão tangível como até então, a ideia, é que tendencialmente seja reduzido o número de notas e moedas a circular.

O que a lei vai fazer, é fazer com que as pessoas, para se resguardarem do pagamento, vão levantar maiores quantidades de numerário, o que vai obrigar as entidades bancárias a terem as ATM dos bancos, mais reforçadas, o que vai originar um maior custo para os bancos, pois tem que providenciar mais dinheiro e liquidez imediata. Outra solução, é optar por pagamentos, como por exemplo, o cheque, obrigando mais uma vez, a um reforço de pessoal, nos bancos. Denote-se que em ambas as situações, o comerciante sai prejudicado, pois tem que ao fim do dia, tem que ter o custo ou o trabalho de ir depositar o numerário e os cheques, tendo a agravante de correr o riscos que o cheque pressupõe e a liquidez do mesmo, que não é tão imediata, é sempre mais preferível uma transferência bancária que é mais célere.

Outra questão, é o criar de conflitos entre comerciantes, pois temos o problema, dos comerciantes que praticam a taxa, e os que não a vão aplicar, e tendencialmente as pessoas, vão querer ir para quem não pratica a taxa, até porque já lá vai o tempo, em que se ia à caixa MB levantar dinheiro para ir às compras, as pessoas, passam, observam as montras e entram e compram, se ao observar, tiverem que ir levantar dinheiro, podem não voltar.

Penso que, uma solução, é como até agora, é encapotar o custo no preço, apesar de injusto, pois quem, não paga com cartão, acaba por pagar parte desse custo, mas é a forma de nos demonstrarmos simpáticos para com o cliente, e de poder não perder valor, é obvio que convém com o excedente, das pessoas que nos pagam de outra forma, e nos libertam verba, é de podermos oferecer descontos ou mesmo promoções aos clientes.

Penso que, esta polémica, vai criar atritos entre clientes e comerciantes, e comerciantes entre eles, penso que se toda a Europa, optar por isentar a taxa ao cliente, é porque, é de bom grado, facilitar a vida ao cliente, e de ter o dinheiro como cada vez mais virtual, pelo menos, é neste caminho que a banca e a sociedade tem ditado, porque razão devemos regredir, em detrimento de progredir…

Deixo a questão: Que pensa de os comerciantes cobrarem uma taxa ao cliente, quando este opte por pagar com recurso ao cartão MB?

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Cotações de Automóveis Usados na Internet…Para Maior Transparência…

Outubro 30, 2009

Cotações On Line de Automóveis Usados...

O tema que vou abordar hoje, é mais uma vez no uso das novas tecnologias para que se crie mais transparência nas pessoas, neste caso, concretamente nos negócios de automóveis usados, e os preços dos mesmos, praticados pelos mais diversos vendedores deste país, passo a transcrever a notícia e de seguida faço o meu comentário:

« Carros usados vão ter bolsa de cotações online

Preços médios por marca, modelo, ano e quilometragem estarão disponíveis no Standvirtual.com

Desde que a crise começou, os carros usados com menor cilindrada e menos cavalos ficaram mais caros, enquanto os de maior potência desvalorizaram rapidamente. Motivo: os veículos mais modestos gastam menos e a procura disparou de tal forma que o preço subiu. Sabe quanto vale o seu carro usado se o quiser vender? Em breve poderá descobri-lo, na bolsa de cotações que o Standvirtual.com vai lançar na internet.

“Temos a maior base de dados de carros usados do país e podemos fazer pesquisa para sabermos valores históricos”, explica ao i o administrador do portal, Miguel Mascarenhas. A ideia de lançar uma bolsa de cotações surgiu para colmatar uma falha do mercado de usados, em que não é fácil saber ao certo quanto vale um carro em determinado momento. Há tantas variáveis que o proprietário pode facilmente errar no valor que pede, dificultando o sucesso do negócio: o ano de fabrico, a marca, a cilindrada, o número de quilómetros, o tipo de estofos, se já esteve envolvido em acidentes, os extras (como GPS ou computador de bordo), etc. A verdade é que, por exemplo, um Fiat novo pode ser mais caro que um Mercedes usado. “Num Aston Martin, dez mil quilómetros já é muito”, exemplifica o administrador.

“Vamos mostrar os valores médios da marca, modelo, ano, e quilometragem”, adianta Miguel Mascarenhas, sublinhando ainda que este era um pedido frequente por parte dos utilizadores do site. “A vantagem é que a amostra é real, não são valores extrapolados, e permite-nos guardar o histórico e perceber qual a variação em relação ao mês anterior”, completa o responsável. No lançamento, a bolsa de cotações será mensal para prevenir fraudes. “Podia-se dar o caso de alguém colocar dez carros a um valor muito alto, por exemplo”, frisa o mesmo responsável.

Além dos preços, também é possível fazer um retrato do mercado de usados através das estatísticas geradas no site. Uma breve pesquisa revela que a marca mais vendida é a Renault, mas a mais procurada é a BMW. Há quase uma centena de carros que custam entre 100 e 500 mil euros, entre os quais estão vários Ferraris e Lambourghinis. E a tendência é para ter melhores descontos que nos anúncios de jornal: os particulares acabam por baixar cerca de 3% e os stands reduzem 5%. Dos 62 mil anúncios actualmente disponíveis, metade são de particulares e a outra metade de stands. Nenhum anúncio fica no site por mais de quatro semanas, sendo que o tempo normal de concretização do negócio é de 90 dias. É por isso que este e outros portais do género não param de crescer: anunciar na internet é muito eficaz.

sem comissões O segredo para o sucesso do Standvirtual, que tem 70 mil utilizadores únicos todos os dias, é o facto de ser gratuito. A casa-mãe, FixeAds (que usa um peixe como símbolo fazendo o trocadilho com o calão), não cobra qualquer comissão pela colocação dos anúncios nem pelas transacções bem sucedidas. Vive exclusivamente da publicidade e dos anúncios em destaque, um modelo que já provou ser lucrativo. Tanto que a empresa fundada por três jovens com menos de trinta anos também é dona do Leiloes.net – líder do mercado, à frente do Miau.pt – e do Coisas.com, estreado há quatro meses.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/30183-carros-usados-vao-ter-bolsa-cotacoes-online, a 29 de Outubro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

De facto penso que é uma óptima ideia, termos um guião, onde podemos ter acesso ao preço de um determinado veículo, que queiramos vender o nosso carro, quer queiramos comprar um carro.

Conhecemos as típicas revistas da imprensa escrita, onde tem lá o preço médio dos automóveis, no entanto, penso que quer vender o seu veículo, não vai se conduzir por aí, até porque muito do calor que se pede por um veiculo que pretendemos vender, depende muitas vezes do valor que achamos que ele vale, o que não é por vezes o valor que efectivamente vale; a mesma linha de raciocínio, deve ser aplicada, quando queremos comprar, no entanto, tem um senão, é que quando somos compradores, queremos sempre o comprar, se possível abaixo do valor de mercado.

Muitos são os stands que existem por esse país fora, já foram mais, a crise limpou muitos, esperemos que tenham ido, os que estavam a minar o mercado, os denominados de vendedores da «banha da cobra», é pena, que penso que não os levou, ou seja, continuam a existir, vendedores que querem ter uma margem de lucro na venda de um automóvel fabulosa, e inflacionam os preços, depois não nos admiremos que vão descendo, como é o caso, da peça jornalística transcrita, onde diz que os stands em média descem 10%, pois bem, é como em tudo, quando queremos vender algo, temos que o saber vender bem, devemos sempre, pedir um preço ligeiramente acima, ao que pretendemos vender, de forma, a termos margem para irmos descendo, e façamos desta forma um bom negócio para nós, e pareça para o comprador, um bom negócio também para ele. Isto são técnicas, que quem não as usar, está simplesmente a perder dinheiro e tempo no mercado, cabe ao comprador tentar esmiuçar o mais possível, para o vendedor descer.

Pois bem, o que se passa nestes stands de estrada, a que também denomino muitos deles de stands de vão de escada, é que os mesmos, além de inflacionaram demasiado os preços dos automóveis, são muito inflexíveis na descida do preço, pois defendem-se essencialmente, que o veiculo está em perfeito estado de conservação, que era de uma senhora ou de um idoso, e ao fim de contas, vamos a ver e o carro está em muito mau estado, sendo que a maior parte destes stands, manda para o gualheiro a garantia obrigatória.

Esta publicação, anunciada na peça, vem tentar terminar com estes, «vendedores de banha da cobra», e dar mais transparência a um mercado, que sempre, teve muito «Chico-espertismo» â mistura, e como tal, muitas pessoas, ficavam de pé atrás quando se falava de compra de automóveis usados.

Penso que tudo que seja, em favor de uma maior transparência entre compradores e vendedores é benéfico, e em ambas os sentidos, pois, é bom para os vendedores, pois conseguem estabelecer redes de vendas duradouras e que são expansivas no longo prazo, e é bom para os clientes, que sentem confiança no vendedor, e mais tarde vão o tomar, não como vendedor, mas como um consultor ao ser serviço, nas suas necessidades, desejos e motivações.

Parabéns aos autores da ideia, penso que vamos ficar todos a ganhar com a mesma.

Deixo a Questão: Que pensa da publicação dos preços aconselhados para venda de automóveis usados na Internet?

Tenho Dito

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Poupanças Estão Cada Vez Menos Atractivas…Que Fazer? Sugestões?

Outubro 29, 2009

Poupanças Cada Vez Cativam Menos     Fonte: http://jornale.com.br

Hoje trago um tema, que está sempre actual, poupanças dos portugueses e as suas remunerações, passo a transcrever o artigo e de seguida faço o meu habitual comentário:

 

«Certificados de aforro são o produto com pior rendimento»

 

Depósitos a prazo conseguem melhor taxa

 

Os certificados de aforro são, dos vários produtos de poupança disponíveis para os pequenos investidores, o que apresenta pior rendimento. Em alguns casos, um depósito a prazo rende mais, apesar de também aqui as taxas de juro estarem muito baixas.

De acordo com o especialista da DECO, António Ribeiro, a tendência é para que a rentabilidade dos certificados de aforro continue a cair. Em Novembro, ela deverá atingir o valor mais baixo de sempre, já que está indexada à Euribor a três meses e esta está também em mínimos.

«Mesmo com a taxa de Outubro, que é de 0,7% para os certificados da nova série e de 0,4% para as séries antigas, pode compensar mais um depósito a prazo», afirma, em declarações à Agência Financeira.

Para quem tem certificados das séries antigas, mesmo que os tenha há muitos anos e receba já o prémio máximo de permanência (1,6%), a rentabilidade máxima é de 2%. Um valor que é ultrapassado por alguns depósitos a prazo, onde num investimento a um ano é possível atingir uma taxa líquida de 2,2%.

«A única vantagem que os certificados têm em relação aos depósitos é a garantia total do Estado, que nos depósitos está coberta por um fundo, mas apenas para montantes até 100 mil euros», sublinha António Ribeiro.

Nos últimos tempos os bancos têm lançado produtos que competem com estas duas alternativas: os produtos estruturados e os depósitos a taxas crescentes. Estes últimos «podem apresentar taxas de juro atractivas» mas a DECO deixa outro alerta: «quando nos comprometemos com um produto destes, por exemplo a cinco anos, depois não podemos mudar o dinheiro a meio para outro produto e entretanto, nesse prazo, a taxa de juro pode subir mais». A perspectiva é mesmo para que, nos próximos anos, a taxa do Banco Central Europeu (BCE) volte a subir e, por arrasto, as Euribor também.

Quanto aos produtos estruturados, ao contrário dos anteriores, apresentam sempre um risco, muitas vezes difícil de calcular, até porque têm fórmulas de cálculo complexas, que deixam o rendimento dependente de um cabaz de acções ou índices bolsistas.»

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1098781&div_id=1729, a 28 de Outubro de 2009, em Agência Financeira

O meu comentário:

Pois bem, muito se tem falado de necessidade das pessoas pouparem, no entanto, temos poucas hipóteses, pelo menos na qualidade de particular de poder poupar em curto prazo.

Recentemente, tentei saber numa entidade bancária, como andavam as taxas de juro, pois tinha uma pequena verba e pretendia a colocar de lado, para qualquer inesperado que pudesse surgir, e as taxas eram quase na ordem de 1%, isto para, prazos de 6 meses, logo era regulado, de acordo com a indexante Euribor 6M, ou seja, e se a taxa estiver estipulada a 1%, e se colocarmos um valor de 500€, o valor de juro líquido, ou seja, o que realmente recebemos, é de apenas 2€, é muito pouco.

Repare-se, uma pessoa, coloca numa entidade bancária 500€, e recebe ao fim dos 6 meses, pela permanência nesse dinheiro no banco 2€, sendo que a entidade bancária, por este valor não estar na conta à ordem, pode o usar para se financiar e emprestar a outros clientes.

É óbvio, que com estes valores de remuneração das poupanças, mais concretamente este caso, deve-se a Depósitos a Prazo, as pessoas, perante isto, preferem gastar, ou então, deixar ficar na conta à ordem, onde desta forma, se o dinheiro estiver à ordem os bancos não poderiam usar, para se financiar, ou mesmo para emprestar a outros clientes.

O caso dos certificados de aforro, é muito equiparado, aos depósitos a prazo, pois está, indexado à Euribor, uma taxa que tem descido nos últimos tempos, e que se encontra indexada à maior parte das poupança em Portugal, quer sejam em bancos ou mesmo nos CTT.

A taxa Euribor, está a descer, mas está perto de parar e retomar o sentido inverso, pois a referida taxa, só está tão baixa, devido a terem esticado a corda no ano de 2008, altura em que as pessoas, andavam preocupadas com as subidas da Euribor, e consequentemente, os créditos habitação, também subiram desmesuradamente, isto, relativamente aos míseros ordenados que recebemos em Portugal.

Perante o pressuposto da Euribor, a mesma estar a descer, é bom para as pessoas que se financiaram na banca, com vista à aquisição de imóveis, em que as prestações estão baixas, no entanto, ao mesmo tempo, quem pretende poupar, é prejudicado, por as taxas estarem em baixa, o que gera uma remuneração muito baixa, o que não fomenta a poupança, e desincentiva as pessoas a o fazerem, o que faz com que a banca tenha custos superiores a encontrar, outras formas, para se financiaram, é obvio que estes custos mais cedo ou mais tarde, vão ser repercutidos pelos clientes.

 

Vou deixar, aqui um exemplo prático, há algum tempo, um colega meu em conversa e por ele não estar envolvido com as actividades económicas e taxas bancárias, perguntou me, se ele aplicasse numa conta poupança 1000€, quanto seria mais ou menos a remuneração, eu disse, mediante a taxa a descer e a tender para 1%, e naquela altura, receberia cerca de 4€ a 5€, a resposta dele, foi, «mais vale não colocar nada em poupança» , no entanto, ele no entanto, acabou por realizar uma conta poupança, pois pretendia colocar mesmo algum dinheiro de lado, e para ele não andar «misturado» com o dinheiro à ordem, e desta forma, ir para uma conta diferente, sendo que o aspecto psicológico, é algo que os bancos também devem trabalhar, para nestes tempos de fraca remuneração, poder angariar clientela para os seus produtos poupança.

Para concluir, penso que poupar, é sempre um bom recurso, agora tenho a noção que as taxas estão baixas, e os bancos não podem remunerar à medida que os clientes pretendem, mas também vejo, do lado do cliente é complicado, dispor de valor de poupanças e receber tão pouco, só mesmo pelo psicológico.

Deixo a Questão: Que pensa das baixas remunerações oferecidas pelas poupanças em Portugal?

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Saidas Para Portugal…Para Quando o Emprendedorismo dos Patrões de Portugal…Seria uma Forma de Apoio à Nossa Juventude Licenciada…

Outubro 28, 2009

Soluções Políticas para Portugal....e os Jovens....

Hoje venho falar do ultimo programa Prós e Contras, que passou na segunda-feira, no Canal 1 da RTP, não vou transcrever nada, vou somente fazer a minha análise mais ao tema, do que propriamente ao programa, no entanto cá vai:

O tema, era que governações para Portugal, entre os presentes estavam várias personalidades, e foi discutido vários cenários, para Portugal.

A solução, que mais consenso foi a necessária união dos portugueses, de modo, a conseguir dar indícios ao governo para onde deve governar.

Muito se falou, mas o que mais denotei, foi que muitos indicavam que o nosso país, é um país de empreendedores, e como tal, teríamos facilidade de sair desta crise, através do empreendedorismo das pessoas.

Pois, muitos assistentes do público, falaram e muito bem que empreendedorismo é as pessoas se cultivarem, é as pessoas irem estudar aos 50 anos, é as pessoas lutarem por conseguirem ter boas carreiras, e de perseguirem os objectivos de vida.

Penso que a ideia de empreendedorismo, está correcta, e compartilho que os portugueses devem se colocar em torno de um objectivo, e tentarem todos conseguir atingir o mesmo.

Considero que o empreendedorismo hoje em dia, é os jovens terminarem o 12º ano, e prosseguirem estudos, para a universidade, pois nos dias que correm é um grave risco tirar um curso, pois é o mesmo que carimbar o desemprego.

Considero as pessoas licenciadas e nascidas nos anos 80, verdadeiros empreendedores, pois são pessoas, que lutam afincadamente contra o desemprego, prestando-se a actividades para as quais não estão qualificados e que ganham miseravelmente, sujeitando-se a tudo um pouco.

Outro problema, destes licenciados, é de não conseguirem fazer carreira, muitos deles entram no mercado de trabalho, depois de terminar o curso, e obviamente não apresentam experiência profissional até então, sendo que não tendo vagas nas suas áreas, tentam concorrer para áreas menores, e as pessoas tentam não dar oportunidade a estes indivíduos, pois consideram que, estas pessoas não são trabalhadoras fiéis, e que mal encontrem algo na sua área, vão fugir e deixar o trabalho a meio. Não nego que existam profissionais assim, no entanto, penso que a maior parte das pessoas não serão assim.

No entanto, não são somente os licenciados que tem este tipo de problemas, o mesmo se aplica à juventude em geral.

Considero que, a juventude tem necessidades, desejos e motivações, e que têm o desejo de se juntarem, de terem o seu canto, e de terem uma carreira sólida, e não terem que ficar eternamente em casa dos pais.

Actualmente, muitos sociólogos têm conjecturado que os jovens saem cada vez mais tarde casa dos pais, e que isto prejudica a natalidade, e consequentemente a sustentabilidade do país em termos de segurança social, e de contas públicas. Eu digo, as pessoas saem cada vez mais tarde de casa dos país, pois não conseguem estabilidade profissional, para conseguirem atingir uma estabilidade económica, e que permita partir para uma sólida vida.

Conheço jovens casais, em que ambos são licenciados, e não conseguem ter estabilidade de emprego, pois os patrões contratam e depois de 6 meses mandam embora, para encontrar outras pessoas, e assim vão vivendo, estes casais, tem indícios graves de depressão, pois não conseguem ter uma estabilidade profissional, muitos deles não conseguem ter um namoro normal, pois altos valores de atentado ao pudor e à liberdade das pessoas cruzados com faltas de verbas, fazem com que os namoros, por vezes sejam piores que no inicio do século XIX, denote-se que estes casais apresentam anos de namoro acima dos 6 anos, muitos deles estão com 9 anos de namoro, portanto, não colocamos neste momento, a questão de que as pessoas namoram, as pessoas tem a certeza dos companheiros que escolheram, no entanto, a vida não pretende que a sorte seja bafejada para estas pessoas. O mais grave aqui, é que os valores económicos e de carreira, estão a destruir valores da nossa sociedade, os país pedem para os filhos saírem de casa e anseiam pela chegada dos netos, os jovens querem sair dos regimes por vezes fascistas que estão em casa, mas não conseguem, tudo porque, não há emprego, porque a economia não os quer, não os desejam, sendo ainda pior, quem vai ser afectado em ultima instancia vai ser a sociedade e a governabilidade do país.

Os empregos, que a maioria das pessoas tem neste país, são empregos com fracas remunerações, o que sem motivação e sem aumentos ao longo do tempo de ordenados, faz com que as pessoas, tendencialmente não se apliquem por nenhum patrão, e que desmotivem ao longo do tempo, o que faz com que a produtividade baixe, e não cresça. Denote-se que se os patrões investirem nas pessoas, e as que remuneraram de forma correcta e justa, vão estar perto dos melhores resultados de sempre, denote-se que as grandes empresas, são as que melhor pagam, e são as que possuem melhores índices de produtividade

Penso que o empreendorismo, está presente nos patrões, em querem apostar nas novas gerações, em apostar nos licenciados, e de lhes dar a estabilidade, dar uma carreira, para estas pessoas poderem seguir as duas vidas, para poderem gerar verbas e sustentar a segurança social, para poder assegurar as reformas dos nossos pais, e das pessoas, que estão no activo e que estão enquadradas nas fachas etárias dos 40 aos 50 anos.

Penso que é necessário ter bastante cuidado, pois qualquer estratégia para que se saia desta crise, deve ser sustentada com uma grande aposta na juventude, essencialmente a juventude licenciada, pois estas pessoas estão muito vem formadas e tem capacidades incríveis, se forem muito bem motivadas, muitas delas, basta somente fomentar a estabilidade profissional, para ter óptimos resultados, não sendo necessários grandes valores de ordenados.

Penso que o patronato e os governantes, pensem bem qual a estratégia que devem optar, mas penso que a dos jovens licenciados, são a opção mais célere e barata para se fazer com que a produtividade das empresas, seja incrementada e consequentemente a produtividade do país suba, e resolvam problemas da economia governamental.

Deixo a Questão: Para onde deve ser dirigida a governação de Portugal?

Tenho Dito

RT