Empregos e Sanidade Mental….

Abril 30, 2011

Empregos e Sanidade Mental... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago um artigo que achei interessante, e que fala do estado mental de uma pessoa mal empregada, ou com  um emprego fora dos seus desejos, passo a transcrever a referida peça.

« Maus empregos. Está desempregado e deprimido? Calma, trabalhar podia ser pior

Ter um mau emprego pode deprimir mais que estar desempregado, revela um estudo australiano

“Eu acordava às sete da manhã para ir trabalhar a desejar que já fossem sete da tarde para poder ir-me embora.” Ana Martins resume assim os seis meses em que trabalhou numa agência de comunicação. “A pressão era muito grande e o ambiente muito pesado”, explicou ao i. No local de trabalho os computadores eram vigiados e todas as salas tinham câmaras. “Às intrigas entre colegas, incentivadas pelos próprios directores, juntava-se um trabalho que pouco se adequava às minhas competências”, acrescenta a jovem de 28 anos.

Na hora de se despedir a sensação foi de alívio. “Ponderei muito e aconselhei-me com muita gente antes de tomar a decisão final. Mas no dia que sai da agência consegui respirar fundo como já não fazia há meses”, contou ao i.

Um estudo realizado pela Universidade Nacional da Austrália, em Melbourne, mostra que os desempregados têm, no geral, uma saúde mental pior do que a daqueles com emprego. No entanto, os autores descobriram que a saúde mental das pessoas com trabalhos mal remunerados, incertos ou demasiado stressantes pode ser tão má ou até pior do que a dos desempregados.

Por outro lado, a pesquisa concluiu que a condição psicológica dos desempregados melhorava quando conseguiam uma colocação, piorando apenas se a qualidade do novo emprego fosse baixa.

“Os trabalhos com piores condições psicossociais não são melhores, e podem mesmo ter piores efeitos para a saúde mental do que o desemprego”, explicam os autores do estudo, que recolheram informação durante um ano, na vertente laboral e económica, de uma amostra composta por cerca de 7 mil australianos.

Mesmo estando actualmente desempregada, Ana Martins garante que não aceitaria voltar para o antigo trabalho. “Apesar da actual conjuntura e do desgaste que é a procura de emprego, prefiro não estar a trabalhar a viver com aquela pressão”, admite.

Procura “As políticas de emprego são baseadas na noção de que qualquer trabalho é melhor do que não ter nenhum”, relembram os autores do estudo. Mas “a qualidade psicossocial do trabalho é um factor crucial que deve ser considerado”, acrescentam.

Conseguir um óptimo emprego após um período de afastamento registou em média um aumento de três pontos no índice da saúde mental do trabalhador. Mas conseguir um mau emprego nas mesmas condições levou a um declínio de 5,6 pontos no mesmo índice.

Depressão masculina Um outro estudo internacional alerta ainda para outro factor com cujas consequências vamos ter de lidar em breve: a actual crise económica conduzirá a um aumento dos casos de depressão masculina.

Da autoria de Dunlop e Tanja Mletzko e publicado no “British Journal of Psychiatry”, o estudo salienta o tradicional papel e a responsabilidade do homem no lar, enquanto chefe e principal fonte de sustento da família – imagem que, apesar do crescente papel das mulheres, ainda é geralmente aceite -, que se alterou devido ao despedimento de muitos chefes de família. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/119657-maus-empregos-esta-desempregado-e-deprimido-calma-trabalhar-podia-ser-pior, a 29 de Abril de 2011, em Jornal I

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Conheça Os Principais Entraves Para de Aceder a Um Emprego

Fevereiro 28, 2011

Entraves ao Emprego em Portugal... Fonte: http://www.agenciafinanceira.iol.pt

Hoje trago os principais entraves para arranjar emprego em Portugal, passo a transcrever uma peça que saiu na imprensa no decorrer da semana transacta.

« Quais são os entraves ao emprego em Portugal?

Género, nacionalidade e tipo de deficiência são factores que podem influenciar pela negativa a conquista de um trabalho

A disparidade no emprego existe e os factores que a influenciam estão em cima da mesa: género, nacionalidade e tipo de deficiência. São as conclusões de um estudo que foi feito junto de pequenas e médias empresas portuguesas.

Coordenado pelo IPAM – The Marketing School e realizado junto de 63 PME certificadas pela ISO 9001 (normas técnicas que estabelecem o modelo de gestão da qualidade nas empresas), este estudo, a que a Lusa teve acesso, revela que a etnia e a deficiência continuam a constituir um entrave ao emprego.

O estudo, que não refere quando realizou os inquéritos às empresas, foi divulgado na véspera do Dia Mundial da Justiça Social, que se assinala este domingo.

A nacionalidade constitui igualmente um entrave ao emprego já que 97% dos trabalhadores daquelas empresas são portugueses.

Relativamente às dificuldades de integração no emprego, os cegos lideram a tabela (com 71,6 por cento), seguindo-se a etnia cigana (47,3), a surdez (44,6 por cento), os jovens com dificuldade de aprendizagem (43,3 por cento), os ex-reclusos (36,5 por cento), os portadores de deficiência motora (34 por cento) e ex-toxicodependentes (33,8 por cento).

Das empresas inquiridas, perto de metade afirma que nunca teve candidatos com deficiência e 19 por cento das empresas admitem não estar preparadas ao nível das acessibilidades físicas para empregar trabalhadores com deficiência.

Homens ainda dominam

O género é outro dos entraves já que 59 por cento dos trabalhadores daquelas 63 empresas são homens contra 41 por cento de mulheres.

A maior diferença regista-se ao nível dos cargos de chefia, sendo que 78 por cento destes são ocupados por homens enquanto apenas 21 por cento das chefias são mulheres.

A disparidade é também visível na diferença salarial já que o salário médio dos homens ronda os 849 euros e o das mulheres 721. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/empresas/emprego-desemprego-disparidade-no-emprego-trabalho-discriminacao-agencia-financeira/1234357-1728.html, a 20 de Fevereiro de 2011, em Agência Financeira

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Como Conseguir Um Emprego no Natal….

Dezembro 21, 2010

Ter um emprego como Prenda... Fonte: http://www.agenciafinanceira.iol.pt

Hoje trago um artigo que visa falar sobre presente, mas este presente até nem era mau, um emprego, passo a transcrever a referida peça.

«Receba um emprego como prenda de Natal

Aproveite esta época para se mostrar, para se fazer lembrar e para recuperar antigos contactos

Esta fase de transição, em que um ano acaba e outro novo começam, é normalmente uma altura propícia a planos e ambições. Mas, para muitos portugueses, é difícil olhar para o novo ano com esperança. Este ano, milhares de desempregados só pedem uma prenda no sapatinho: um emprego. Não somos o Pai Natal, mas tentamos dar uma ajuda.

Reunimos para si as dicas da Transitar, empresa especialista em processos de transição de carreira, para lhe dizer como tirar o maior partido desta época, que costuma ser considerada má para investir na procura de emprego.

É verdade que Dezembro é um mês festivo e com muitos feriados, em que muitas pessoas aproveitam para tirar férias. Mas esta é também uma época única no ano para a procura de emprego.

Um trabalho temporário pode passar a permanente

Com o fim do ano à porta, muitas empresas têm de fazer um esforço extra para fazer face à crescente procura da época festiva, caracterizada por uma explosão no consumo. Muitas precisam de acelerar o passo por estes dias para fechar projectos e atingir metas antes que o ano acabe. E uma contratação destas pode ser uma porta de entrada temporária que, com empenho, pode tornar-se mais permanente.

«Existem casos de pessoas contratadas em Dezembro para concluir um projecto ou para atingir o limite do orçamento até ao final do ano. Um gestor poderá querer preencher um lugar antes do final do ano fiscal, de forma a racionalizar a necessidade de lhe dar continuidade no ano seguinte», explica o managing director da Transitar, Yves Turquin.

Além disso, «o mês de Dezembro é caracterizado pelo espírito de solidariedade trazido pelo Natal, que se estende ao plano do trabalho. É frequente existir um maior espírito de camaradagem. As alterações económicas dos últimos anos tornaram as pessoas ainda mais sensíveis à apreciação dos mais próximos, afiliações e de comunidades», explica a Transitar, para quem «este espírito é de aproveitar».

Vá a festas e eventos, marque encontros, escreva postais, telefone

Para aumentar a possibilidade de encontrar um novo emprego, deve começar 2011 da melhor forma. Para isso, participe nas várias actividades da época, como eventos familiares, sociais e comunitários. Pode reforçar um restabelecer de ligações de forma natural com pessoas conhecidas de há muitos anos e os contactos e conhecimentos em rede (chamado networking), que é mais intenso durante esta fase, pode ser uma ferramenta essencial para encontrar um trabalho à sua medida, do qual não teria conhecimento de outra forma.

A Transitar aconselha-o ainda a ser pro-activo: entre em contacto e marque encontros. «É curioso notar que neste período, se as pessoas estão a trabalhar, e não de férias, podem também estar mais disponíveis para conversar, mesmo que seja por telefone. Algumas pessoas consideram esta uma das melhores épocas do ano para fazer contactos empresariais. Ainda que os trabalhadores estejam ocupados com as responsabilidades desta época, porque não tentar estabelecer contacto para se encontrar com eles no ano novo? Nem toda as pessoas que se contactam em Dezembro terão a agenda preenchida em Janeiro», explica a empresa.

Utilize os postais de boas festas para manter-se em contacto. Mas atenção: convém não escrever sobre a procura de emprego. Basta um «Bom Natal e votos de Bom Ano Novo». Para além da família e dos amigos, escreva também a antigos colegas de trabalho e de escola, antigos fornecedores ou clientes (quando tal for apropriado) e mesmo a recrutadores. É uma forma de as pessoas com quem não contacta há muito tempo se lembrarem de si quando surgir uma vaga e souberem que andam à procura de alguém com o seu perfil.

Faça voluntariado. É uma boa forma de estruturar o tempo para pessoas à procura de emprego e para conhecer outros profissionais. Pode ser também uma boa forma de se mostrar. Não se esqueça de que em muitos casos as administrações destas organizações podem incluir importantes líderes empresariais. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/empresas/emprego-trabalho-natal-ano-novo-transitar-desempregados/1219241-1728.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+iol%2Fagenciafinanceira+%28Ag%C3%AAncia+Financeira%29&utm_content=Google+Reader, a 20 de Dezembro de 2010, em agência financeira

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E Se Suspendesse a Democracia Por Alguns Meses? Veja Aqui a Opinião de Um Jornalista Especializado na Matéria…

Setembro 17, 2010

Ecomomia Portuguesa Por Pedro Santos Guerreiro Fonte: http://www.jpn.icicom.up.pt

Hoje trago um artigo de um jornalista que escreve no Jornal de Negócios, de seu nome Pedro Santos Guerreiro, é um artigo de opinião, mas que achei interessante, e vou o transcrever na íntegra.

« Suspender a democracia durante seis meses

Portugal está sob a ameaça de intervenção do FMI. Tem a credibilidade da Grécia, o Orçamento em derrapagem, está sob os holofotes dos credores, agências de “rating”, UE, BCE, mercados. Neste contra-relógio pela vida, o que fazemos nós? Discutimos a Constituição. O Parlamento tornou-se manicómio.

É claro que a Constituição é fundamental. Que a actual está caduca. Que esta proposta foi primeiro subvertida pela demagogia do PS e foi depois revertida pelo medo do PSD. Tornou-se a manobra de diversão de uma coligação da covardia política. O PSD não sabe o que quer. O Governo sabe o que não quer. Ninguém está a falar verdade. Ninguém está a preparar o País para o que aí vem.

Há seis meses, Portugal estava num grupo maldito de quatro países, os PIGS, ameaçados pelos mercados. Entretanto, a Grécia foi intervencionada pelo FMI. A Irlanda já carregou no botão de emergência para ser acudida. E Espanha apresentou medidas duríssimas, incluindo descidas de salários, que a credibilizaram nos mercados e a descolaram do grupo dos malditos. E Portugal? Portugal está no cone de sucção da Grécia e da Irlanda. Não é o que nos dizem cá dentro. Mas é o que estão a decidir lá de fora.

A execução orçamental derrapa desde Maio. A despesa do Estado sobe. A saúde parece descontrolada, a Segurança Social gasta mais do que supunha, a educação cedeu aos professores mais custos. Medidas do PEC 2, como as portagens nas Scut, foram adiadas. Comprámos um submarino. E não damos sinais de acordo político para o Orçamento de 2011. Estamos à espera de quê?

O Ministério das Finanças é a réstia de sanidade neste Governo fraco, liderado por um primeiro-ministro outrora reformista, hoje conformista. Os políticos começaram por mentir a si próprios, hoje mentem-lhe a si, quando negam a inevitabilidade de cortar na despesa. Dizê-lo não é estar de um lado ou do outro da trincheira partidária, é sair de lá e abrir os olhos. Aumentar impostos é uma opção política. Cortar despesa é uma imposição financeira. Se não formos nós, outros serão. E será pior.

Não é este mês nem no próximo que o FMI aí entra. Mas é pelo que neste mês e no próximo se fizer. É preciso apresentar novas medidas para assegurar o défice deste ano de 7,3%. Podem ser medidas extraordinárias, como falsas vendas de património ou concessões de barragens. Mas só as verdadeiras convencerão os credores. Como cativar despesa. Mas não basta. É preciso um acordo para o Orçamento de 2011. Congelamento nominal de salários. Corte de despesas sociais. A anunciar com urgência.

Só assim Portugal deixará de parecer grego e poderá soar espanhol. Mas é preciso preparar a população. Não mentir com falsas retomas nem distrair com revisões constitucionais. Portugal está do lado de fora do parapeito do arranha-céus da ilusão. Dizem-lhe para não olhar para baixo, não vá a vertigem sorvê-lo. Mas não o tiram de lá.

Distrair é trair. Espere o melhor mas prepare-se para o pior. Poupe muito, trabalhe mais. Se não for o Governo a decidir a nossa vida, será o FMI. E o FMI é uma ditadura. Corta cego, introduz recessões, arruína a reputação política de Portugal no exterior. Nesse dia, o Parlamento será uma jaula irrelevante sob as ordens internacionais. Nesse dia, a democracia será mesmo suspensa. Mesmo que tenha a melhor Constituição do mundo.»

In: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=443515 a 16 de Setembro de 2010,em Jornal de Negócios

Bem Opinado!

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Estudo Sobre Chefias e Stress…Conheça os Detalhes…

Agosto 24, 2010

Chefes e Stress...

Hoje trago um artigo que versa sobre uma curiosidade, afinal, nem todos ambicionam chegar a chefes, pois estes altos cargos apresentem tendência para criar instabilidade e causar stress, vou transcrever a referida reportagem, onde é analisada essa mesma situação.

« Fuga ao stress: só 14% dos trabalhadores querem ser chefes

Maioria dos empregados reconhece que não tem o que é preciso para ser um bom executivo e prefere a segurança e a simplicidade das funções que tem à responsabilidade

Ser chefe não é o sonho da maioria. Na verdade, apenas 14% dos empregados gostariam de o ser. E a razão é simples: não querem a responsabilidade e o stress que esses cargos acarretam.

De acordo com um estudo da Randstad Workmonitor que englobou 23.058 pessoas em 25 países, para a maioria, a estabilidade de um emprego e as funções simples são poderosamente atractivas em comparação com as situações de stress e preocupações que derivam de um alto cargo.

De acordo com o estudo, isto mostra a visão que os trabalhadores têm dos cargos directivos dentro de uma empresa e das dificuldades que esses executivos tiveram em enfrentar a crise económica. O que pode ser também explicado pela visão que aos funcionários têm de si mesmos: apesar de 66,4% confiarem na sua faceta persuasiva, reconhecem não ter as qualidades necessárias para se tornarem num bom chefe.

Dos entrevistados, 47,4% mostraram-se satisfeitos com as funções que ocupam actualmente e 52,8% não querem ser promovidos.

O estudo abrangeu 25 países: Argentina, República Checa, Hungria, México, Suécia, Austrália, Dinamarca, Índia, Holanda, Suíça, Bélgica, França, Itália, Noruega, Turquia, Canadá, Alemanha, Japão, Eslováquia, Reino Unido, China, Grécia, Luxemburgo, Espanha e Estados Unidos. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/chefes-empregados-trabalhadores-executivos-agencia-financeira/1186533-1730.html, a 23 de Agosto de 2010, em Agência Financeira

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Dicas Para Fugir ao Desemprego de Longo Prazo…Conheça as Melhores…

Agosto 19, 2010

Fuja do Desemprego de Longo Prazo... Fonte: http://www.joseantoniomodesto.blogspot.com

Hoje trago uma notícia que saiu ontem, num diário da nossa praça, e que versa sobre as regras para fugir ao desemprego de longa duração, vou transcrever a referida peça.

« O segredo para fugir ao desemprego de longo prazo

Empresas de Recursos Humanos recomendam mais formação e reajustamento da carreira ao mercado

A formação e o reajustamento da carreira ao mercado são os melhores caminhos de saída de uma situação de desemprego superior a um ano, defenderam responsáveis por empresas de recrutamento.

«A nossa recomendação é a das pessoas investirem, dentro do possível, no redireccionamento da sua própria carreira para áreas onde tenham maiores garantias de colocação e de adequação ao mercado de trabalho», disse à Lusa o administrador executivo do grupo Egor, Amândio Fonseca.

Para o responsável, o desemprego de longa duração está a aumentar em Portugal, não apenas nas faixas etárias mais avançadas, mas também nos jovens, que muitas vezes encontram saída na emigração.

«A crise é de tal maneira forte e profunda que não há criação de empregos e, à medida que as universidades vão lançando no mercado licenciados que não encontram colocação, o desemprego de longa duração alarga-se a pessoas muito mais jovens», disse.

Numa visão mais optimista, o consultor sénior da Page Personnel, do grupo Michael Page, Jorge Macedo, identifica os desempregados de longa duração «como um nicho de mercado», na medida em que podem ser vistos como profissionais «qualificados e com experiência», sobretudo no segmento de trabalho temporário especializado.

«É uma mais-valia para as empresas terem um profissional sénior para desenvolver uma missão para uma determinada área de negócio, onde pela sua disponibilidade e experiência conseguem trazer mais-valias imediatas», acrescentou.

Atenção às pistas do mercado

«Uma pessoa que está há um ano sem projecto não é por ser um mau profissional é porque de facto neste momento escasseiam oportunidades de mercado. Já lá vai o tempo em que os empregadores pensavam assim», considerou ainda Jorge Macedo.

Desta forma, para o consultor, um desempregado de longa duração deve assim estar sempre atento a tudo que são acções de formação que possam melhorar a sua vida profissional, mas também «às pistas do mercado, nomeadamente nas redes sociais profissionais».

Na mesma linha, a directora de recursos humanos da Multipessoal, Sandra Nazaré, defende uma aposta deste tipo de candidatos na formação, uma vez que a «atractividade do candidato está associada ao perfil que exibe e ao background técnico».

«Qualquer empresa procura um profissional o mais completo possível nestas duas vertentes, independente de estarem numa situação de desemprego. O candidato deve por isso conseguir demonstrar como tem investido ao longo deste tempo na sua própria formação», concluiu.

De acordo com os dados divulgados na terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o desemprego de longa duração está a aumentar em Portugal, tendo subido 38,7% face ao trimestre homólogo e 6,9% face ao trimestre anterior, para os 326,2 mil desempregados, de um total de 589,8 mil desempregados. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/desemprego-emprego-trabalho-ine-desempregados-agencia-financeira/1185408-1730.html, a 18 de Agosto de 2010, em Agência Financeira.

Boas Dicas.

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Precariedade Laboral Está Cifrada em 75%… Conheça Algumas Medidas Para Solucionar Esta Questão…

Agosto 11, 2010

75% dos Empregos são Precários... Fonte: http://sanantonio.com.br

Hoje trago uma notícia sobre a questão do emprego, neste caso, mais desemprego, vou transcrever uma peça jornalística que já tem uns meses, no entanto, só hoje consegui fazer um comentário à mesma. Vou transcrever na íntegra a peça jornalística e de seguida fazer um breve comentário à mesma.

« Ofertas de emprego: 75% são mal pagas

Há 18 mil ofertas de trabalho por preencher. Mas grande maioria são publicadas por agências de trabalho temporário, que pedem apenas algumas horas

A CGTP avança que a maioria dos empregos oferecidos pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) são geridos por agências de trabalho temporário. Ou seja, das 18 mil ofertas de trabalho por preencher, algumas são para fazer apenas algumas horas.

Esta ideia do sindicato vai contra o argumento do Governo de que a razão para os desempregados não pegarem em certos empregos se deve a subsídios «generosos», avança o «Diário de Notícias».

«Três quartos das ofertas existentes nos centros de emprego [75%] correspondem a trabalhos precários e em regime temporário», afirma o dirigente da CGTP, Arménio Carlos, que garante ainda que «não se pode dizer, com ligeireza, que as pessoas não querem trabalhar. O problema é que não há empregos com o mínimo de qualidade e entre abandonarem o subsídio e irem para um emprego que já sabem que é precário e mal pago, não o fazem», frisou.

Até porque se aceitarem-se um trabalho precário e mais mal remunerado que o anterior – e se voltarem ao desemprego alguns meses depois – o subsídio seguinte já terá um valor menor, já que a percentagem dos 65% será calculada sobre uma base salarial é menor. E no caso de as contribuições não reunirem o mínimo legal de meses, o acesso à prestação poderá, inclusive, ser vedado.

Olhando especificamente para os industriais de panificação – que se queixam da falta de trabalhadores – o problema é que a maioria dos empregos disponibilizados rondam o salário mínimo, da ordem dos 475 euros. Mas também há quem ofereça só algumas horas por dia por 300 euros.

Ainda assim, mesmo que todas as ofertas disponíveis nos centros de emprego fossem satisfeitas, o desemprego apenas abrandaria em 18.340 pessoas, ou seja, apenas 3% do desemprego que o próprio IEFP contabiliza. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/emprego-trabalho-temporario-trabalho-desemprego-iefp-agencia-financeira/1149417-1730.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+iol%2Fagenciafinanceira+%28agenciafinanceira%29&utm_content=Google+Reader, a 23 de Março de 2010, em Agência Financeira

O meu comentário:

Para começar o meu comentário, gostava de começar por esta questão? Como é possível uma sociedade evoluiu assente em princípios basilares de ordenados tão precários como os trabalhos? A resposta é óbvia, é praticamente impossível, e pode causar mutações na sociedade irreversíveis como as que estamos a assistir…

Vejamos, que a peça acima transcrita, assume-se como os 75% dos empregos cedidos pelo IEFP, são precários, ou seja, pelo menos 3 quartos da sociedade, deveria ganhar aquilo que existe, mas que não é pago na realidade, denominada de subsidio de precariedade, ou seja, um valor por o trabalho ser uma posição que terá um fim, que não se sabe, por vezes qual o fim do mesmo, e em que muitos dos contractos são os renováveis mês a mês.

O que eu quero indicar é, se as pessoas são «obrigadas» a ter trabalhos precários, deveriam auferir mais, de forma a conseguirem juntar, para os vales de trabalho, ou seja, para quando não possuem emprego, o contrário também é valido, ou seja, pessoas com trabalho mais estável, como mais dificilmente ficam sem emprego, deveriam auferir menos que os precários…

Esta teoria, penso que é muito credível, sendo que as pessoas que em principio quisessem ganhar mais, teriam que «arriscar» e ter um a profissão com riscos de a perder, tal como acontece na nossa vida quotidiana, em tantas áreas, tal como acontece na bolsa, nos jogos de azar, etc.

Apresenta vantagens notórias, pois tendencialmente não iria sobre carregar o estado com pagamentos de subsídios, pois as pessoas ganhariam um pouco mais para criar o seu próprio subsídio de desemprego, e poderiam as pessoas escolher entre ter uma vida a saltar de oportunidade em oportunidade, ou então, a assentar numa organização, mas ter a certeza que teriam uma vida estável, pelo menos teoricamente.

Esta teoria, penso que poderia ser a solução para muito do desemprego, e precariedade social, no entanto, é obvio que nunca será real, pois mexe com muitas variáveis e atravessa as filosofias dos principais partidos, o que nunca chegariam a consenso a não ser que estivéssemos num governo de auto-gestão, e constituído pelas 4 grandes forças políticas.

No que concerne à peça acima transcrita, a conclusão a que chego é que o IEFP, anda a trabalhar para aquecer em 75% dos casos, pois anda a «remendar» furos, em vez de levar o problema mais a fundo, e tentar construir oportunidades sólidas, e credíveis, e ser mais que um local que as pessoas têm que recorrer quando se encontram desempregadas para arranjar emprego, ou mesmo, para solicitar o respectivo subsídio a que têm direito. Devemos ter em conta, que este tipo de sistema, e de tapar furos, pode sair muito barato no inicio, ou quando os furos são poucos, no entanto, no médio e longo prazo, sairá muito mais caro, pois se a estrada está destruída, que vale tapar 2 furos aqui, se vão abrir 3 ou 4 acolá… Mais vale tirar o piso todo, e fazer de novo, que andar a remendar…

Tenho pena, que os nossos governantes sejam muito pobres de espírito, e que não consigam se aperceber, que devem mudar a legislação laboral e deixar o ónus da escolha do tipo de vida, nas pessoas e não nas organizações, pois ao estar nas organizações o direito de escolha, prejudica gravemente as pessoas, sendo que os governantes vivem com menos organizações, mas quando mais pessoas tiverem a efectuar descontos, de valores mais altos, mais fortificado ficará o Estado, portanto, deve ter em conta que a sociedade é assente em princípios sociais e não somente capitalistas.

Deixo no ar a questão, as organizações fazem com que a natalidade seja incrementada? A resposta é simples, organizações socialmente responsáveis sim, as outras não, o problema é que os jovens cada vez menos estão enquadrados dentro de organizações socialmente responsáveis, ou se está um membro do casal, o outro não, e serve esta situação de tampão para o incremento da natalidade, que vai interferir daqui a alguns anos nas receitas estatais.

Para concluir, espero que somente as pessoas reflictam sobre estas situações, bem como os nossos governantes se tiverem acesso ao blog.

Deixo a Questão: Que pensa da teoria por mim acima descrita?

Tenho Dito

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