Empregos e Sanidade Mental….

Empregos e Sanidade Mental... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago um artigo que achei interessante, e que fala do estado mental de uma pessoa mal empregada, ou com  um emprego fora dos seus desejos, passo a transcrever a referida peça.

« Maus empregos. Está desempregado e deprimido? Calma, trabalhar podia ser pior

Ter um mau emprego pode deprimir mais que estar desempregado, revela um estudo australiano

“Eu acordava às sete da manhã para ir trabalhar a desejar que já fossem sete da tarde para poder ir-me embora.” Ana Martins resume assim os seis meses em que trabalhou numa agência de comunicação. “A pressão era muito grande e o ambiente muito pesado”, explicou ao i. No local de trabalho os computadores eram vigiados e todas as salas tinham câmaras. “Às intrigas entre colegas, incentivadas pelos próprios directores, juntava-se um trabalho que pouco se adequava às minhas competências”, acrescenta a jovem de 28 anos.

Na hora de se despedir a sensação foi de alívio. “Ponderei muito e aconselhei-me com muita gente antes de tomar a decisão final. Mas no dia que sai da agência consegui respirar fundo como já não fazia há meses”, contou ao i.

Um estudo realizado pela Universidade Nacional da Austrália, em Melbourne, mostra que os desempregados têm, no geral, uma saúde mental pior do que a daqueles com emprego. No entanto, os autores descobriram que a saúde mental das pessoas com trabalhos mal remunerados, incertos ou demasiado stressantes pode ser tão má ou até pior do que a dos desempregados.

Por outro lado, a pesquisa concluiu que a condição psicológica dos desempregados melhorava quando conseguiam uma colocação, piorando apenas se a qualidade do novo emprego fosse baixa.

“Os trabalhos com piores condições psicossociais não são melhores, e podem mesmo ter piores efeitos para a saúde mental do que o desemprego”, explicam os autores do estudo, que recolheram informação durante um ano, na vertente laboral e económica, de uma amostra composta por cerca de 7 mil australianos.

Mesmo estando actualmente desempregada, Ana Martins garante que não aceitaria voltar para o antigo trabalho. “Apesar da actual conjuntura e do desgaste que é a procura de emprego, prefiro não estar a trabalhar a viver com aquela pressão”, admite.

Procura “As políticas de emprego são baseadas na noção de que qualquer trabalho é melhor do que não ter nenhum”, relembram os autores do estudo. Mas “a qualidade psicossocial do trabalho é um factor crucial que deve ser considerado”, acrescentam.

Conseguir um óptimo emprego após um período de afastamento registou em média um aumento de três pontos no índice da saúde mental do trabalhador. Mas conseguir um mau emprego nas mesmas condições levou a um declínio de 5,6 pontos no mesmo índice.

Depressão masculina Um outro estudo internacional alerta ainda para outro factor com cujas consequências vamos ter de lidar em breve: a actual crise económica conduzirá a um aumento dos casos de depressão masculina.

Da autoria de Dunlop e Tanja Mletzko e publicado no “British Journal of Psychiatry”, o estudo salienta o tradicional papel e a responsabilidade do homem no lar, enquanto chefe e principal fonte de sustento da família – imagem que, apesar do crescente papel das mulheres, ainda é geralmente aceite -, que se alterou devido ao despedimento de muitos chefes de família. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/119657-maus-empregos-esta-desempregado-e-deprimido-calma-trabalhar-podia-ser-pior, a 29 de Abril de 2011, em Jornal I

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Conheça Os Principais Entraves Para de Aceder a Um Emprego

Entraves ao Emprego em Portugal... Fonte: http://www.agenciafinanceira.iol.pt

Hoje trago os principais entraves para arranjar emprego em Portugal, passo a transcrever uma peça que saiu na imprensa no decorrer da semana transacta.

« Quais são os entraves ao emprego em Portugal?

Género, nacionalidade e tipo de deficiência são factores que podem influenciar pela negativa a conquista de um trabalho

A disparidade no emprego existe e os factores que a influenciam estão em cima da mesa: género, nacionalidade e tipo de deficiência. São as conclusões de um estudo que foi feito junto de pequenas e médias empresas portuguesas.

Coordenado pelo IPAM – The Marketing School e realizado junto de 63 PME certificadas pela ISO 9001 (normas técnicas que estabelecem o modelo de gestão da qualidade nas empresas), este estudo, a que a Lusa teve acesso, revela que a etnia e a deficiência continuam a constituir um entrave ao emprego.

O estudo, que não refere quando realizou os inquéritos às empresas, foi divulgado na véspera do Dia Mundial da Justiça Social, que se assinala este domingo.

A nacionalidade constitui igualmente um entrave ao emprego já que 97% dos trabalhadores daquelas empresas são portugueses.

Relativamente às dificuldades de integração no emprego, os cegos lideram a tabela (com 71,6 por cento), seguindo-se a etnia cigana (47,3), a surdez (44,6 por cento), os jovens com dificuldade de aprendizagem (43,3 por cento), os ex-reclusos (36,5 por cento), os portadores de deficiência motora (34 por cento) e ex-toxicodependentes (33,8 por cento).

Das empresas inquiridas, perto de metade afirma que nunca teve candidatos com deficiência e 19 por cento das empresas admitem não estar preparadas ao nível das acessibilidades físicas para empregar trabalhadores com deficiência.

Homens ainda dominam

O género é outro dos entraves já que 59 por cento dos trabalhadores daquelas 63 empresas são homens contra 41 por cento de mulheres.

A maior diferença regista-se ao nível dos cargos de chefia, sendo que 78 por cento destes são ocupados por homens enquanto apenas 21 por cento das chefias são mulheres.

A disparidade é também visível na diferença salarial já que o salário médio dos homens ronda os 849 euros e o das mulheres 721. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/empresas/emprego-desemprego-disparidade-no-emprego-trabalho-discriminacao-agencia-financeira/1234357-1728.html, a 20 de Fevereiro de 2011, em Agência Financeira

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Como Conseguir Um Emprego no Natal….

Ter um emprego como Prenda... Fonte: http://www.agenciafinanceira.iol.pt

Hoje trago um artigo que visa falar sobre presente, mas este presente até nem era mau, um emprego, passo a transcrever a referida peça.

«Receba um emprego como prenda de Natal

Aproveite esta época para se mostrar, para se fazer lembrar e para recuperar antigos contactos

Esta fase de transição, em que um ano acaba e outro novo começam, é normalmente uma altura propícia a planos e ambições. Mas, para muitos portugueses, é difícil olhar para o novo ano com esperança. Este ano, milhares de desempregados só pedem uma prenda no sapatinho: um emprego. Não somos o Pai Natal, mas tentamos dar uma ajuda.

Reunimos para si as dicas da Transitar, empresa especialista em processos de transição de carreira, para lhe dizer como tirar o maior partido desta época, que costuma ser considerada má para investir na procura de emprego.

É verdade que Dezembro é um mês festivo e com muitos feriados, em que muitas pessoas aproveitam para tirar férias. Mas esta é também uma época única no ano para a procura de emprego.

Um trabalho temporário pode passar a permanente

Com o fim do ano à porta, muitas empresas têm de fazer um esforço extra para fazer face à crescente procura da época festiva, caracterizada por uma explosão no consumo. Muitas precisam de acelerar o passo por estes dias para fechar projectos e atingir metas antes que o ano acabe. E uma contratação destas pode ser uma porta de entrada temporária que, com empenho, pode tornar-se mais permanente.

«Existem casos de pessoas contratadas em Dezembro para concluir um projecto ou para atingir o limite do orçamento até ao final do ano. Um gestor poderá querer preencher um lugar antes do final do ano fiscal, de forma a racionalizar a necessidade de lhe dar continuidade no ano seguinte», explica o managing director da Transitar, Yves Turquin.

Além disso, «o mês de Dezembro é caracterizado pelo espírito de solidariedade trazido pelo Natal, que se estende ao plano do trabalho. É frequente existir um maior espírito de camaradagem. As alterações económicas dos últimos anos tornaram as pessoas ainda mais sensíveis à apreciação dos mais próximos, afiliações e de comunidades», explica a Transitar, para quem «este espírito é de aproveitar».

Vá a festas e eventos, marque encontros, escreva postais, telefone

Para aumentar a possibilidade de encontrar um novo emprego, deve começar 2011 da melhor forma. Para isso, participe nas várias actividades da época, como eventos familiares, sociais e comunitários. Pode reforçar um restabelecer de ligações de forma natural com pessoas conhecidas de há muitos anos e os contactos e conhecimentos em rede (chamado networking), que é mais intenso durante esta fase, pode ser uma ferramenta essencial para encontrar um trabalho à sua medida, do qual não teria conhecimento de outra forma.

A Transitar aconselha-o ainda a ser pro-activo: entre em contacto e marque encontros. «É curioso notar que neste período, se as pessoas estão a trabalhar, e não de férias, podem também estar mais disponíveis para conversar, mesmo que seja por telefone. Algumas pessoas consideram esta uma das melhores épocas do ano para fazer contactos empresariais. Ainda que os trabalhadores estejam ocupados com as responsabilidades desta época, porque não tentar estabelecer contacto para se encontrar com eles no ano novo? Nem toda as pessoas que se contactam em Dezembro terão a agenda preenchida em Janeiro», explica a empresa.

Utilize os postais de boas festas para manter-se em contacto. Mas atenção: convém não escrever sobre a procura de emprego. Basta um «Bom Natal e votos de Bom Ano Novo». Para além da família e dos amigos, escreva também a antigos colegas de trabalho e de escola, antigos fornecedores ou clientes (quando tal for apropriado) e mesmo a recrutadores. É uma forma de as pessoas com quem não contacta há muito tempo se lembrarem de si quando surgir uma vaga e souberem que andam à procura de alguém com o seu perfil.

Faça voluntariado. É uma boa forma de estruturar o tempo para pessoas à procura de emprego e para conhecer outros profissionais. Pode ser também uma boa forma de se mostrar. Não se esqueça de que em muitos casos as administrações destas organizações podem incluir importantes líderes empresariais. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/empresas/emprego-trabalho-natal-ano-novo-transitar-desempregados/1219241-1728.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+iol%2Fagenciafinanceira+%28Ag%C3%AAncia+Financeira%29&utm_content=Google+Reader, a 20 de Dezembro de 2010, em agência financeira

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E Se Suspendesse a Democracia Por Alguns Meses? Veja Aqui a Opinião de Um Jornalista Especializado na Matéria…

Ecomomia Portuguesa Por Pedro Santos Guerreiro Fonte: http://www.jpn.icicom.up.pt

Hoje trago um artigo de um jornalista que escreve no Jornal de Negócios, de seu nome Pedro Santos Guerreiro, é um artigo de opinião, mas que achei interessante, e vou o transcrever na íntegra.

« Suspender a democracia durante seis meses

Portugal está sob a ameaça de intervenção do FMI. Tem a credibilidade da Grécia, o Orçamento em derrapagem, está sob os holofotes dos credores, agências de “rating”, UE, BCE, mercados. Neste contra-relógio pela vida, o que fazemos nós? Discutimos a Constituição. O Parlamento tornou-se manicómio.

É claro que a Constituição é fundamental. Que a actual está caduca. Que esta proposta foi primeiro subvertida pela demagogia do PS e foi depois revertida pelo medo do PSD. Tornou-se a manobra de diversão de uma coligação da covardia política. O PSD não sabe o que quer. O Governo sabe o que não quer. Ninguém está a falar verdade. Ninguém está a preparar o País para o que aí vem.

Há seis meses, Portugal estava num grupo maldito de quatro países, os PIGS, ameaçados pelos mercados. Entretanto, a Grécia foi intervencionada pelo FMI. A Irlanda já carregou no botão de emergência para ser acudida. E Espanha apresentou medidas duríssimas, incluindo descidas de salários, que a credibilizaram nos mercados e a descolaram do grupo dos malditos. E Portugal? Portugal está no cone de sucção da Grécia e da Irlanda. Não é o que nos dizem cá dentro. Mas é o que estão a decidir lá de fora.

A execução orçamental derrapa desde Maio. A despesa do Estado sobe. A saúde parece descontrolada, a Segurança Social gasta mais do que supunha, a educação cedeu aos professores mais custos. Medidas do PEC 2, como as portagens nas Scut, foram adiadas. Comprámos um submarino. E não damos sinais de acordo político para o Orçamento de 2011. Estamos à espera de quê?

O Ministério das Finanças é a réstia de sanidade neste Governo fraco, liderado por um primeiro-ministro outrora reformista, hoje conformista. Os políticos começaram por mentir a si próprios, hoje mentem-lhe a si, quando negam a inevitabilidade de cortar na despesa. Dizê-lo não é estar de um lado ou do outro da trincheira partidária, é sair de lá e abrir os olhos. Aumentar impostos é uma opção política. Cortar despesa é uma imposição financeira. Se não formos nós, outros serão. E será pior.

Não é este mês nem no próximo que o FMI aí entra. Mas é pelo que neste mês e no próximo se fizer. É preciso apresentar novas medidas para assegurar o défice deste ano de 7,3%. Podem ser medidas extraordinárias, como falsas vendas de património ou concessões de barragens. Mas só as verdadeiras convencerão os credores. Como cativar despesa. Mas não basta. É preciso um acordo para o Orçamento de 2011. Congelamento nominal de salários. Corte de despesas sociais. A anunciar com urgência.

Só assim Portugal deixará de parecer grego e poderá soar espanhol. Mas é preciso preparar a população. Não mentir com falsas retomas nem distrair com revisões constitucionais. Portugal está do lado de fora do parapeito do arranha-céus da ilusão. Dizem-lhe para não olhar para baixo, não vá a vertigem sorvê-lo. Mas não o tiram de lá.

Distrair é trair. Espere o melhor mas prepare-se para o pior. Poupe muito, trabalhe mais. Se não for o Governo a decidir a nossa vida, será o FMI. E o FMI é uma ditadura. Corta cego, introduz recessões, arruína a reputação política de Portugal no exterior. Nesse dia, o Parlamento será uma jaula irrelevante sob as ordens internacionais. Nesse dia, a democracia será mesmo suspensa. Mesmo que tenha a melhor Constituição do mundo.»

In: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=443515 a 16 de Setembro de 2010,em Jornal de Negócios

Bem Opinado!

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Estudo Sobre Chefias e Stress…Conheça os Detalhes…

Chefes e Stress...

Hoje trago um artigo que versa sobre uma curiosidade, afinal, nem todos ambicionam chegar a chefes, pois estes altos cargos apresentem tendência para criar instabilidade e causar stress, vou transcrever a referida reportagem, onde é analisada essa mesma situação.

« Fuga ao stress: só 14% dos trabalhadores querem ser chefes

Maioria dos empregados reconhece que não tem o que é preciso para ser um bom executivo e prefere a segurança e a simplicidade das funções que tem à responsabilidade

Ser chefe não é o sonho da maioria. Na verdade, apenas 14% dos empregados gostariam de o ser. E a razão é simples: não querem a responsabilidade e o stress que esses cargos acarretam.

De acordo com um estudo da Randstad Workmonitor que englobou 23.058 pessoas em 25 países, para a maioria, a estabilidade de um emprego e as funções simples são poderosamente atractivas em comparação com as situações de stress e preocupações que derivam de um alto cargo.

De acordo com o estudo, isto mostra a visão que os trabalhadores têm dos cargos directivos dentro de uma empresa e das dificuldades que esses executivos tiveram em enfrentar a crise económica. O que pode ser também explicado pela visão que aos funcionários têm de si mesmos: apesar de 66,4% confiarem na sua faceta persuasiva, reconhecem não ter as qualidades necessárias para se tornarem num bom chefe.

Dos entrevistados, 47,4% mostraram-se satisfeitos com as funções que ocupam actualmente e 52,8% não querem ser promovidos.

O estudo abrangeu 25 países: Argentina, República Checa, Hungria, México, Suécia, Austrália, Dinamarca, Índia, Holanda, Suíça, Bélgica, França, Itália, Noruega, Turquia, Canadá, Alemanha, Japão, Eslováquia, Reino Unido, China, Grécia, Luxemburgo, Espanha e Estados Unidos. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/chefes-empregados-trabalhadores-executivos-agencia-financeira/1186533-1730.html, a 23 de Agosto de 2010, em Agência Financeira

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Dicas Para Fugir ao Desemprego de Longo Prazo…Conheça as Melhores…

Fuja do Desemprego de Longo Prazo... Fonte: http://www.joseantoniomodesto.blogspot.com

Hoje trago uma notícia que saiu ontem, num diário da nossa praça, e que versa sobre as regras para fugir ao desemprego de longa duração, vou transcrever a referida peça.

« O segredo para fugir ao desemprego de longo prazo

Empresas de Recursos Humanos recomendam mais formação e reajustamento da carreira ao mercado

A formação e o reajustamento da carreira ao mercado são os melhores caminhos de saída de uma situação de desemprego superior a um ano, defenderam responsáveis por empresas de recrutamento.

«A nossa recomendação é a das pessoas investirem, dentro do possível, no redireccionamento da sua própria carreira para áreas onde tenham maiores garantias de colocação e de adequação ao mercado de trabalho», disse à Lusa o administrador executivo do grupo Egor, Amândio Fonseca.

Para o responsável, o desemprego de longa duração está a aumentar em Portugal, não apenas nas faixas etárias mais avançadas, mas também nos jovens, que muitas vezes encontram saída na emigração.

«A crise é de tal maneira forte e profunda que não há criação de empregos e, à medida que as universidades vão lançando no mercado licenciados que não encontram colocação, o desemprego de longa duração alarga-se a pessoas muito mais jovens», disse.

Numa visão mais optimista, o consultor sénior da Page Personnel, do grupo Michael Page, Jorge Macedo, identifica os desempregados de longa duração «como um nicho de mercado», na medida em que podem ser vistos como profissionais «qualificados e com experiência», sobretudo no segmento de trabalho temporário especializado.

«É uma mais-valia para as empresas terem um profissional sénior para desenvolver uma missão para uma determinada área de negócio, onde pela sua disponibilidade e experiência conseguem trazer mais-valias imediatas», acrescentou.

Atenção às pistas do mercado

«Uma pessoa que está há um ano sem projecto não é por ser um mau profissional é porque de facto neste momento escasseiam oportunidades de mercado. Já lá vai o tempo em que os empregadores pensavam assim», considerou ainda Jorge Macedo.

Desta forma, para o consultor, um desempregado de longa duração deve assim estar sempre atento a tudo que são acções de formação que possam melhorar a sua vida profissional, mas também «às pistas do mercado, nomeadamente nas redes sociais profissionais».

Na mesma linha, a directora de recursos humanos da Multipessoal, Sandra Nazaré, defende uma aposta deste tipo de candidatos na formação, uma vez que a «atractividade do candidato está associada ao perfil que exibe e ao background técnico».

«Qualquer empresa procura um profissional o mais completo possível nestas duas vertentes, independente de estarem numa situação de desemprego. O candidato deve por isso conseguir demonstrar como tem investido ao longo deste tempo na sua própria formação», concluiu.

De acordo com os dados divulgados na terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o desemprego de longa duração está a aumentar em Portugal, tendo subido 38,7% face ao trimestre homólogo e 6,9% face ao trimestre anterior, para os 326,2 mil desempregados, de um total de 589,8 mil desempregados. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/desemprego-emprego-trabalho-ine-desempregados-agencia-financeira/1185408-1730.html, a 18 de Agosto de 2010, em Agência Financeira.

Boas Dicas.

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Precariedade Laboral Está Cifrada em 75%… Conheça Algumas Medidas Para Solucionar Esta Questão…

75% dos Empregos são Precários... Fonte: http://sanantonio.com.br

Hoje trago uma notícia sobre a questão do emprego, neste caso, mais desemprego, vou transcrever uma peça jornalística que já tem uns meses, no entanto, só hoje consegui fazer um comentário à mesma. Vou transcrever na íntegra a peça jornalística e de seguida fazer um breve comentário à mesma.

« Ofertas de emprego: 75% são mal pagas

Há 18 mil ofertas de trabalho por preencher. Mas grande maioria são publicadas por agências de trabalho temporário, que pedem apenas algumas horas

A CGTP avança que a maioria dos empregos oferecidos pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) são geridos por agências de trabalho temporário. Ou seja, das 18 mil ofertas de trabalho por preencher, algumas são para fazer apenas algumas horas.

Esta ideia do sindicato vai contra o argumento do Governo de que a razão para os desempregados não pegarem em certos empregos se deve a subsídios «generosos», avança o «Diário de Notícias».

«Três quartos das ofertas existentes nos centros de emprego [75%] correspondem a trabalhos precários e em regime temporário», afirma o dirigente da CGTP, Arménio Carlos, que garante ainda que «não se pode dizer, com ligeireza, que as pessoas não querem trabalhar. O problema é que não há empregos com o mínimo de qualidade e entre abandonarem o subsídio e irem para um emprego que já sabem que é precário e mal pago, não o fazem», frisou.

Até porque se aceitarem-se um trabalho precário e mais mal remunerado que o anterior – e se voltarem ao desemprego alguns meses depois – o subsídio seguinte já terá um valor menor, já que a percentagem dos 65% será calculada sobre uma base salarial é menor. E no caso de as contribuições não reunirem o mínimo legal de meses, o acesso à prestação poderá, inclusive, ser vedado.

Olhando especificamente para os industriais de panificação – que se queixam da falta de trabalhadores – o problema é que a maioria dos empregos disponibilizados rondam o salário mínimo, da ordem dos 475 euros. Mas também há quem ofereça só algumas horas por dia por 300 euros.

Ainda assim, mesmo que todas as ofertas disponíveis nos centros de emprego fossem satisfeitas, o desemprego apenas abrandaria em 18.340 pessoas, ou seja, apenas 3% do desemprego que o próprio IEFP contabiliza. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/emprego-trabalho-temporario-trabalho-desemprego-iefp-agencia-financeira/1149417-1730.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+iol%2Fagenciafinanceira+%28agenciafinanceira%29&utm_content=Google+Reader, a 23 de Março de 2010, em Agência Financeira

O meu comentário:

Para começar o meu comentário, gostava de começar por esta questão? Como é possível uma sociedade evoluiu assente em princípios basilares de ordenados tão precários como os trabalhos? A resposta é óbvia, é praticamente impossível, e pode causar mutações na sociedade irreversíveis como as que estamos a assistir…

Vejamos, que a peça acima transcrita, assume-se como os 75% dos empregos cedidos pelo IEFP, são precários, ou seja, pelo menos 3 quartos da sociedade, deveria ganhar aquilo que existe, mas que não é pago na realidade, denominada de subsidio de precariedade, ou seja, um valor por o trabalho ser uma posição que terá um fim, que não se sabe, por vezes qual o fim do mesmo, e em que muitos dos contractos são os renováveis mês a mês.

O que eu quero indicar é, se as pessoas são «obrigadas» a ter trabalhos precários, deveriam auferir mais, de forma a conseguirem juntar, para os vales de trabalho, ou seja, para quando não possuem emprego, o contrário também é valido, ou seja, pessoas com trabalho mais estável, como mais dificilmente ficam sem emprego, deveriam auferir menos que os precários…

Esta teoria, penso que é muito credível, sendo que as pessoas que em principio quisessem ganhar mais, teriam que «arriscar» e ter um a profissão com riscos de a perder, tal como acontece na nossa vida quotidiana, em tantas áreas, tal como acontece na bolsa, nos jogos de azar, etc.

Apresenta vantagens notórias, pois tendencialmente não iria sobre carregar o estado com pagamentos de subsídios, pois as pessoas ganhariam um pouco mais para criar o seu próprio subsídio de desemprego, e poderiam as pessoas escolher entre ter uma vida a saltar de oportunidade em oportunidade, ou então, a assentar numa organização, mas ter a certeza que teriam uma vida estável, pelo menos teoricamente.

Esta teoria, penso que poderia ser a solução para muito do desemprego, e precariedade social, no entanto, é obvio que nunca será real, pois mexe com muitas variáveis e atravessa as filosofias dos principais partidos, o que nunca chegariam a consenso a não ser que estivéssemos num governo de auto-gestão, e constituído pelas 4 grandes forças políticas.

No que concerne à peça acima transcrita, a conclusão a que chego é que o IEFP, anda a trabalhar para aquecer em 75% dos casos, pois anda a «remendar» furos, em vez de levar o problema mais a fundo, e tentar construir oportunidades sólidas, e credíveis, e ser mais que um local que as pessoas têm que recorrer quando se encontram desempregadas para arranjar emprego, ou mesmo, para solicitar o respectivo subsídio a que têm direito. Devemos ter em conta, que este tipo de sistema, e de tapar furos, pode sair muito barato no inicio, ou quando os furos são poucos, no entanto, no médio e longo prazo, sairá muito mais caro, pois se a estrada está destruída, que vale tapar 2 furos aqui, se vão abrir 3 ou 4 acolá… Mais vale tirar o piso todo, e fazer de novo, que andar a remendar…

Tenho pena, que os nossos governantes sejam muito pobres de espírito, e que não consigam se aperceber, que devem mudar a legislação laboral e deixar o ónus da escolha do tipo de vida, nas pessoas e não nas organizações, pois ao estar nas organizações o direito de escolha, prejudica gravemente as pessoas, sendo que os governantes vivem com menos organizações, mas quando mais pessoas tiverem a efectuar descontos, de valores mais altos, mais fortificado ficará o Estado, portanto, deve ter em conta que a sociedade é assente em princípios sociais e não somente capitalistas.

Deixo no ar a questão, as organizações fazem com que a natalidade seja incrementada? A resposta é simples, organizações socialmente responsáveis sim, as outras não, o problema é que os jovens cada vez menos estão enquadrados dentro de organizações socialmente responsáveis, ou se está um membro do casal, o outro não, e serve esta situação de tampão para o incremento da natalidade, que vai interferir daqui a alguns anos nas receitas estatais.

Para concluir, espero que somente as pessoas reflictam sobre estas situações, bem como os nossos governantes se tiverem acesso ao blog.

Deixo a Questão: Que pensa da teoria por mim acima descrita?

Tenho Dito

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Em Portugal, 9 em 10 Empregos São Precários…Conheça Aqui os Detalhes…

Empregos Precários São 9 em Cada 10 Fonte: http://sanantonio.com.br

Hoje trago uma notícia, que mesmo sendo da semana transacta, eu guardei a mesma, pois queria a comentar, quando tivesse mais disponibilidade para tal, e então, reservei a mesma para o dia de hoje, vou transcrever a mesma, e de seguida vou tecer um comentário sobre o assunto.

« Nove em cada dez empregos são a prazo e nunca melhoram

Educação continua a ser premiada com salários mais altos, mas políticas devem incentivá-la

Em cada dez novos empregos, nove são precários e raras vezes desembocam em contratos permanentes.

São sobretudo ocupados por jovens, por norma mais qualificados, o que distorce a regra segundo a qual mais instrução melhora a situação profissional.

O facto de a esmagadora maioria dos empregos criados serem precários e ocupados pelos mais habilitados foi realçado por Nuno Alves, Mário Centeno e Álvaro Novo para justificar o pedido de medidas que ajudem a valorizar a educação. Num estudo publicado pelo Banco de Portugal, defendem que a educação traz benefícios para quem a tem (salários mais altos) mas, sobretudo, para a sociedade. Por exemplo, referem, Portugal não poderá ser mais rico enquanto os trabalhadores e empresários tiverem um nível de qualificação global tão baixo quanto têm agora.

Por isso, entendem, as políticas públicas devem incentivar a educação e eliminar factores que distorçam esse objectivo. Entre eles está um mercado de trabalho “bastante segmentado”, ou seja, em que os empregos nos quadros das empresas, geralmente ocupados pelas gerações mais antigas e menos qualificadas, são mais estáveis do que os que vão sendo criados, na maioria precários e ocupados por jovens, por norma mais qualificados. Desta forma, os jovens não vêem recompensado o esforço feito na sua qualificação.

IRS deve incentivar estudos

Além disso, conclui o estudo, a política de impostos não incentiva as pessoas a prosseguir estudos. “O sistema fiscal deve discriminar positivamente aqueles que investem em níveis mais elevados de educação”.

Em Portugal, contudo, as deduções de despesas de educação no IRS são iguais, independentemente da formação. Para mais, o Programa para a Estabilidade e Crescimento apresentado pelo Governo em Março reduz, precisamente, o valor das deduções com despesas de educação. “É surpreendente a omissão deste argumento do debate” acerca da tributação da educação, concluem os autores. “Políticas que aumentem o custo da educação através dos impostos podem levar a maiores receitas fiscais no curto prazo, mas fá-lo-ão com o custo, a médio e longo prazo, de níveis mais baixos de educação e, consequentemente, de menor crescimento económico”, lê-se no estudo.

No curto prazo, os autores apelam, ainda, à criação de incentivos para captar “cérebros” imigrantes e evitar que os portugueses qualificados procurem outros países para trabalhar.

Ter “canudo” não é qualificação

Instrução não é sinónimo de qualificação, lembra o estudo, que apela à “universalização do ensino pré-escolar” e à “exigência permanente ao longo dos percursos escolares”. Luís Bento, professor da Católica, acrescenta: “O número de licenciados está dentro da média europeia, mas o tipo de licenciatura é diferente: temos demasiadas pessoas formadas em áreas que não são valorizadas pelo mercado de trabalho e poucas nas áreas científicas”.

Sobretudo, diz, o país conta com poucos quadros intermédios, que terminam o 12.º ano em áreas profissionais ou até fazem cursos pós-secundário.»

In: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1552603, a 25 de Abril de 2010, em Jornal de Notícias.

O meu comentário:

Pois bem, perante esta peça jornalística, podemos concluir que andam a brincar, com os jovens, especialmente os que estudam, e que tiram um curso superior.

Vejamos o que se passa no mercado de trabalho nos dias de hoje, actualmente os jovens licenciados sem experiência e os recém-licenciados, estão em casa, em virtude de terem ambicionado mais, de terem sido coagidos a estudar, e se formarem, tanto pelos seus familiares, bem como pelos governos, no entanto, os empresários nacionais, especialmente os da PME’s, são pessoas que possuem formação fraca, ou seja, não possuem as devidas qualificações para terem a abertura necessária, e entenderem que a diferença entre contratar uma pessoa com o 12º e um licenciado, para determinadas áreas, pode ser enorme, no que concerne a médio longo prazo, mas também em diferenciação, qualidade, vanguardismo, pioneirismo, etc.

É obvio, que depois não conseguem entender, por que razão o seu negócio está a afundar, quando o do vizinho, que até vende mais caro, é mais rentável, e até está em franca expansão…incrível…não entendem, simplesmente, porque não possuem formação, mas também não recorrem a quem tenha, nem contratam quem tenha, simplesmente com o medo da pessoa com formação, lhe roube o poiso…coisa que só mesmo, pode acontecer na cabeça destes mesmos senhores.

Perante isto, no que concerne às juventude, criam empregos sustentados em organizações de trabalho temporário, muitas delas, oriundas de fora do país, por ser mais barato, no imediato, não extrapolando para futuro das consequências dessas mesmas contratações.

Estas empresas, exploram as pessoas, e quando tão muito queimadas no mercado, mudam a denominação social, e por vezes, o numero de pessoa colectiva, e ficam-se a rir das leis nacionais, é aqui que os governantes, têm culpa, é que deviam não licenciar muitas destas organizações, e deviam às que operam, estar sob forte rigidez, e ter que justificar todos os actos mais obscuros.

Resultado, empresas de trabalho temporário, patrões com qualificações medíocres, governantes sem visão, são uma mistura explosiva, que origina o titulo da peça acima transcrita, o que é verdade, e que essencialmente dá emprego a pessoas com baixas qualificações, de modo, a estas serem mais inocentes, no que concerne aos seus direitos e regalias no mundo do trabalho.

As causas a curto prazo estão expostas, são os licenciados em casa, sem ordenado, e que por tal razão, não podem consumir, e seriam os que mais ganhariam, e logo seriam mais propensos a consumir, no entanto, nada; os precários, consomem menos do que deveriam normalmente, em virtude da precariedade do vínculo laboral, resultado, ficamos todos a perder, pois o consumo privado, e pelo menos nesta faixa etária, que é a juventude é o mais prejudicado, tenha-se em nota, que a juventude são dos que mais consome, em virtude de o custo de começar uma vida a dois, ser algo alto, é o automóvel, é a habitação, são os bebes, etc.

Denote-se que ficamos todos a perder, para agradar a empresas oriundas de lá de fora, com políticas e métodos de trabalho, por vezes pouco ortodoxos, e que não são enquadráveis na sociedade nacional, muito menos agora, que estamos numa crise sem precedentes, e devemos apostar tudo, nos jovens, pois eles são os que nos guiarão no futuro.

Tenho pena de ter que chamar de novo à atenção, no entanto, e perante a peça, volto a invocar: APOSTEM NOS JOVENS LICENCIADOS, PFFFF.

Tenho Dito

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Nove em cada dez empregos são a prazo e nunca melhoram

Educação continua a ser premiada com salários mais altos, mas políticas devem incentivá-la

200 Entrevistas de Emprego Com Recusa Culminam em Suicidio…

Jovem Suicida-se ao Fim de 200 Entrevistas de Emprego...

Hoje trago uma notícia muito triste, vou transcrever a referida notícia, e vou efectuar um pequeno comentário à mesma.

«Jovem suicida-se após 200 entrevistas de emprego mal sucedidas

Vicky Harrison suicidou-se aos 21 anos depois de ser recusada em mais de 200 entrevistas de trabalho. A jovem britânica morreu devido à toma de muitos comprimidos depois de procurar emprego ao longo de dois anos

A jovem deixou apenas uma nota dizendo que não queria continuar a viver sendo como era. Porém, segundo o namorado Nathan, que ainda não acredita que a jovem desapareceu, «Vicky era uma rapariga que sobressaía, divertida e bonita».

A mãe da jovem, Louise, de 43 anos, afirma que Vicky era «uma menina brilhante e inteligente, mas que se deixou deprimir ao não encontrar emprego. Estar parada tanto tempo era para ela humilhante e não aguentava mais».

Na carta que deixou, apenas lançou um apelo aos pais: «Por favor, não fiquem tristes. Não é vossa culpa. Quero que todo o mundo seja feliz».

SOL com agências »

In: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=170470, a 25 de Abril de 2010, em Jornal Sol.

O meu comentário:

Este caso entristece-me, pois penso que ninguém merece ser tratado como um mero numero, ou mesmo objectivo, coisa que aliás muitas organizações dos nossos dias, tem por hábito de realizar, esquecem que as pessoas são humanas e não são máquinas.

Em Portugal, ou penso que registado, nunca aconteceu algo semelhante, mas pelo andamento das nossas condições de vida, qualquer dia, vamos ter casos deste, pois a juventude, está a ser marginalizada e relegada para segundo plano, em virtude de ter estudado, de se ter licenciado.

Acreditamos que durante alguns anos, a juventude foi relegada para segundo plano, em virtude das condições económicas se terem degradado, no entanto, o que assistimos actualmente, é sim, a um desprezo pelos estudos dos jovens, e não aposta nos mesmos, o que vão gerar problemas sociais mais caóticos que os até agora aconteceram, isto se, nada for feito para dar novo animo e novo pulso, a uma geração que se esforçou, e que só quer ter direito a poder viver, direito a poder ser feliz.

Servindo de exemplo, o caso desta jovem do Reino Unido, podemos analisar que a situação é um acto de desespero, e que devemos ter em conta que, com as recusas sucessivas, as pessoas vão se abatendo, e perdendo a vontade de continuar, e culminam com um desespero, que inicialmente se sentem inúteis e posteriormente «ficam» mesmo inúteis, e tem forte tendência para situações adversas, como foi o caso desta jovem, que se suicidou.

Eu apelo mais uma vez, a todos os responsáveis, entre eles os governos, empresários, organizações, etc, que podem influir de forma directa nesta mesma situação, de tornearem e contratarem pessoas jovens e com qualificação superior, de forma a poder dar oportunidade à juventude, que ao mandar as pessoas para a reforma, que as substituam por pessoas mais novas e licenciadas.

Penso que os licenciados, merecem uma oportunidade, especialmente os mais perto dos anos 80, pois são pessoas que muitas vezes, ainda não tiveram oportunidade de mostrar o que valem, e que estão ansiosos por o fazer, ressalvando, que muitos deles, querem começar a vida com o seu par, e anseiam por ter filhos, e dar netos aos país, no entanto, o emprego precário, as recusas de emprego, e o desprezo por todos valores, está a destruir a geração dos anos 80.

Deixo mais uma vez o apelo, APOSTEM NOS JOVENS LICENCIADOS…

Tenho Dito

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Novas Regras Para o Desemprego…Conheça Algumas das Medidas Aqui…

12000 Vagas Sem Dono...

Hoje trago uma notícia que me chamou à atenção no decorrer do dia de ontem, e que tem sido por vezes focada no blog, tratando-se da questão do desemprego. Passo a transcrever a mesma, e de seguida faço um breve  comentário.

«Há 12 mil empregos que ninguém quer. Regras do subsídio vão apertar

Instituto do Emprego recebeu milhares de queixas. Novas regras já em 2010

A taxa de desemprego está em níveis recorde, mas ao Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) têm chegado milhares de queixas de empresas que não conseguem recrutar trabalhadores – segundo apurou o i foram estas denúncias, sobretudo de empresas com salários mais baixos (como o têxtil ou calçado), que despertaram a atenção do governo socialista para a necessidade de apertar as regras do subsídio de desemprego. As alterações, que implicam cortes na prestação e condições mais duras ao acesso, avançam já em 2010, confirmou ontem a ministra do Trabalho.

As queixas das empresas abarcam entre de dez a doze mil ofertas de trabalho por preencher. O problema identificado pelo IEFP vai no sentido das conclusões de estudos realizados por economistas do Banco de Portugal, que apontam para o efeito negativo que a generosidade do subsídio de desemprego tem na procura de trabalho, sobretudo para salários baixos. O valor médio do subsídio de desemprego – cerca de 520 euros – concorre directamente com os salários mais baixos, próximos do valor do salário mínimo, que tem vindo a subir (para 475 euros este ano). O i apurou que o governo não avançou mais cedo porque vários dos casos identificados envolvem beneficiários com filhos a cargo, com situações económicas muito precárias.

“Num momento em que os números do desemprego continuam a ser elevados e quando existem necessidades de mão-de-obra em vários sectores da nossa economia, não podemos continuar com este paradoxo de existirem muitas pessoas desempregadas e ao mesmo tempo postos de trabalho que não são preenchidos”, afirmou ontem a ministra do Trabalho. Helena André explicou que “todas as medidas que permitam apoiar os desempregados a voltar ao mercado de trabalho são, para o Governo, um objectivo prioritário”, sublinhando que os apoios intensificados durante a crise económica podem ter efeitos indesejados. “Depois da análise que fizemos entendemos que algumas destas medidas têm um efeito perverso, caso este efeito se confirme, teremos que fazer tudo para que ele deixe de existir”, assinalou.

As novas regras cumprem também o objectivo de cortar na despesa em prestações sociais – em 2010 o governo estima gastar 2,2 mil milhões de euros com apoios sociais aos desempregados.

A revisão das regras vai incidir em primeiro lugar na relação entre o subsídio de desemprego e o salário anterior – segundo apurou o i, o governo pretende usar o mesmo mecanismo empregue na bolsa de mobilidade na função pública, diminuindo o subsídio de desemprego (65% do salário anterior) ao longo do período em que é recebido. Por outro lado, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, admitiu ontem em entrevista ao Jornal de Negócios que o valor mínimo do subsídio de desemprego pode ficar abaixo do salário mínimo nacional. Por outro lado, Teixeira dos Santos quer “incentivar” a aceitação de ofertas de trabalho. Hoje um beneficiário pode recusar uma oferta nos primeiros seis meses desde que o salário bruto seja inferior a 25% do valor do subsídio – o governo quer baixar o limiar para 10%.

Esta informação sobre as alterações chegou no mesmo dia em que o Eurostat, o braço estatístico da União Europeia, divulgou números relativamente positivos para Portugal – no último trimestre de 2009 a taxa de criação de emprego (em cadeia) foi nula, travando o ritmo de destruição de postos de trabalho no trimestre anterior, o dobro face à média Europeia. Comparando com os últimos três meses de 2008 a tendência continua, no entanto, negativa (-2,8%).

É essa tendência – reflectida nos números do desemprego, 10,1% – que torna aos olhos dos sindicatos o endurecimento das regras do subsídio como “mais uma declaração de guerra”. “É inadmissível que num altura em que o desemprego sobe o governo esteja a eleger as pessoas desempregadas como não tendo escrúpulos”, afirmou ao i Arménio Carlos, dirigente da GCTP que esteve na reunião de concertação. O governo não apresentou números nem detalhes, tendo discutido a hipótese de um documento comum sobre o PEC. “Para nós este PEC não é inevitável como o vendem”, contrapõe Arménio Carlos.

Bruxelas gosta José Manuel Durão Barroso foi ontem à Faculdade de Direito falar sobre o Tratado de Lisboa, mas acabou por dar também a sua opinião sobre o PEC do governo de José Sócrates. À saída da Universidade de Lisboa, o presidente da Comissão disse já conhecer as bases do PEC português, “um documento credível”, que considerou “ambicioso, mas exequível”. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/51271-ha-12-mil-empregos-que-ninguem-quer-regras-do-subsidio-vao-apertar, a 16 de Março de 2010, em Jornal I

O Meu Comentário:

Perante esta notícia, penso que o governo anda a dar uma no cravo, e outra na ferradura, senão vejamos, ainda à pouco tempo, enumerou, que seria obrigado a incrementar um aumento na duração das prestações sociais, nomeadamente no desemprego, devido a factores inerentes com a crise económica que, infelizmente nos assola; e agora quer fazer com que os trabalhadores tenham um trabalho denominado de «conveniente».

Pois bem, por vezes, costumo ir ao portal do centro de emprego, verificar, na minha qualidade de dever de desempregado, e tenho denotado que é muito raro, existir ofertas para pessoas licenciadas, os pedidos são essencialmente para pessoas que possuem enumera experiência, e com estudos baixos ou médios, pois bem, eu até respondo a algumas de 12º ano, no entanto, ou recebo cartas a indicar que não tenho o perfil desejado para a função, ou vou a entrevista, mas verificam que tenho estudos superiores, e mandam-me embora, ou as que possuem estudos superiores, querem anos de experiência.

As ofertas lá esplanadas, nunca excedem os 5000 vagas, perante esta situação, leva-me a questionar, a que se referem as 12000 vagas? Não entendo, será que são empregos que não são colocados online? Por que razão não colocam empregos para licenciados? Por que razão não conseguem arranjar colocações, nem que sejam em trabalhos temporários ou mesmo em regime sazonal para licenciados? Penso que desta forma, os mesmos, poderiam ganhar a tão necessária experiência…

Os pedidos que se falam, não estarão a pedir gente muito nova e com experiência? Sei que se trata de um paradoxo, e como tal, não leva a lado nenhum, mas devemos ter em conta que se ninguém der oportunidade, as pessoas não conseguem ganhar experiência, e como tal, passado um tempo, o mercado de trabalho, vai necessitar de pessoas, que ensinem e transmitam conhecimento às gerações vindouras, e não vai ser possível, pois a geração actual, vulgarmente denominada de «geração rasca», e que está mas é à rasca não vai ter o conhecimento.

Penso que em alguns casos, o conteúdo da notícia pode ser verdade, mas em mais de 50% dos desempregados, penso que não se aplica, especialmente no caso, que mais contacto tenho, que deve-se aos desempregados licenciados, que são muito usados e explorados, e não existe emprego para os mesmos, pois as pessoas, preferem não apostar nessas pessoas, investindo a curto prazo, em pessoas com escolaridades médias, e que possuem experiência, que está muito na moda, em detrimento de uma política continuada que pode ser realizada por um licenciados, que sai mais cara agora, mas que a médio e longo prazo, vai compensar e vai traz resultados bem mais agradáveis, face aos apresentados pela aposta no de ensino médio, que até pode afundar o projecto, e sairão mais pessoas lesadas, como é o expoente máximo, encerramento de organizações que temos vindo a assistir.

Deixo a Questão: Que Pensa Das Medidas Idealizadas Pelos Governantes Para Controlar o Desemprego?

Tenho Dito

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