Portugal Vai Originar Cortes de Internet Aos Piratas Informáticos…Quais as Vantagens e Desvantagens…

Hoje trago, um tema que vai gerar muita polémica, e que na minha óptica vai originar problemas de liberdades, direitos e garantias dos utilizadores da internet, e vai levantar problemas que desde o 25 de Abril de 1974 não eram notados, como a espionagem, e a perseguição de pessoas. Vão colocar em causa as empresas que Internet, e vai originar desemprego, pois muitas delas vão ter que mandar os clientes embora, e como tal, vão ter prejuízos e vão ter que despedir pessoas, passo a transcrever a notícia e de seguida faço um breve comentário:

«Pirataria na internet: Portugal vai poder cortar acesso a quem for apanhado a piratear

A União Europeia vai aprovar directiva, mas impõe restrições ao corte, que só pode ser feito após um processo “justo e imparcial”

A votação está marcada para o final de Novembro e deverá fazer aprovar uma das leis mais polémicas da era digital: os países europeus vão poder cortar o acesso à internet a quem for apanhado a piratear. Se tudo correr como previsto, o novo enquadramento europeu para as comunicações electrónicas – telecoms package – estará pronto ainda este ano e terá de ser transposto para a legislação dos 27 estados-membros. Isto, obviamente, inclui Portugal.

Embora o executivo de José Sócrates tenha alguma margem de manobra na transposição da directiva, o facto é que a interrupção do acesso a quem for considerado culpado de partilha ilegal de ficheiros passará a ser possível. E isso faz antever a eclosão de uma guerra entre os fornecedores de internet, os detentores de direitos e os próprios consumidores portugueses. Até agora nenhuma empresa de internet quis pronunciar–se sobre esta medida, sendo já conhecido o apoio de organismos como o MAPiNET – Movimento Cívico Anti-Pirataria na Internet, bem como as críticas dos defensores dos direitos dos consumidores.

No entanto, o acordo histórico conseguido na quarta-feira à noite no Parlamento Europeu impõe várias limitações a este procedimento. É que o pacote legislativo já tinha sido aprovado em Maio, mas um diferendo entre o Parlamento Europeu e o Conselho de Ministros obrigou à suspensão da aprovação. Em causa estava uma emenda segundo a qual o corte só poderia ser feito com autorização judicial, algo com que o Conselho não concordava.

Após uma noite intensa de conciliação, ambas as partes acabaram por ceder e foi decidido que o corte ou a restrição só poderão ser feitos se forem “apropriados, proporcionais e necessários no quadro de uma sociedade democrática”, com “respeito pelo princípio da presunção de inocência e do direito à privacidade” e ainda como “resultado de um processo prévio justo e imparcial”, que garanta “o direito do consumidor a ser ouvido” e a uma “revisão judicial” em tempo útil. É este o texto que será votado entre 23 e 26 de Novembro.

No entanto, não ficou claro que forma terá o “processo justo e imparcial” a que Parlamento e Conselho se referem. Certo é que esta directiva irá chocar com as leis já aprovadas em França e no Reino Unido.

“Não me choca que haja um juiz a decretar o corte. O que me choca é que se tenha de esperar não sei quantos meses para a sua concretização”, afirma ao i Manuel Cerqueira, presidente da Associação Portuguesa de Software (Assoft), um dos principais defensores da criação de um tribunal específico para as questões da pirataria informática. O responsável frisa que uma ordem de corte de acesso à internet “deve ter a mesma acção que uma providência cautelar”. Ou seja, efeito imediato.

Todavia, só quando a directiva for transposta para a legislação portuguesa se perceberá a que órgão vai caber o papel de fiscalizar estes pedidos de interrupção de serviços de acesso à internet. Ao i, a Autoridade Nacional de Comunicações – Anacom, explicou que a decisão cabe ao governo e que não tem necessariamente de recair sobre um organismo específico.

Além disso, o pacote legislativo é muito mais abrangente que esta questão. Vai criar, por exemplo, um novo organismo europeu denominado BEREC para melhorar a cooperação entre os reguladores de telecomunicações dentro da União Europeia. Também inclui uma directiva de reforço dos direitos dos consumidores – que, entre outros, vai exigir consentimento prévio para que os sites instalem cookies nos computadores – e permitir a transferência do número de telemóvel de uma operadora para outra em apenas um dia útil.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/31518-pirataria-na-internet-portugal-vai-poder-cortar-acesso-quem-for-apanhado-piratear, a 06 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Na passada sexta feira, saiu a notícia acima transcrita, uma lei que vem colocar em causa, valores tão importantes, e conquistados a 25 de Abril de 1974, onde as pessoas, ganham a liberdade, e se termina com a repressão, e ter uma polícia, como era a PIDE.

Pois bem, eu não sou o denominado pirata, não tenho hábito de retirar coisas da internet, no entanto, penso que devem atirar a primeira pedra, quem nunca descarregou nada de ilegal da Internet…penso que ninguém, utilizador da internet a nível médio, deve conseguir atirar a primeira pedra.

Outra questão, que se levanta, é a definição de pirataria, pois a mesma, não se encontra bem definida, pois pirataria para muitos e retirar conteúdos como filmes, jogos, software, álbuns, e com estes conteúdos, fazer dinheiro, ou seja, vender, e para outros é simplesmente, retirar esses mesmos conteúdos, mas para uso próprio. Pessoalmente, penso que a primeira, é a verdadeira pirataria, pois antigamente, os barcos de piratas, saqueavam para depois fazer dinheiro com tal.

Convenhamos, que os downloads, foram o motor de busca, para a mumificação da internet, e a constante aumento das velocidades oferecidas pelos ISP, bem como, em muitos casos à abolição dos limites de tráfego.

Penso que muito do que fazem downloads, para seu uso próprio, ou seja, não usam para venda, ou para enriquecimento próprio, devem se poder «defender», como sendo para seu uso, e que estão incluídos no preço do serviço de internet.

A lei a ser aprovada, na minha óptica, vai dar origem a diversos problemas, os cidadãos vão ter a sensação de estarem a ser espiados constantemente, o que torna um país um pouco retrogado, e que parece estamos em meados do século passado; outro dos problemas, é que os ISP, vão perder clientes, e vão ter uma concorrência entre si, um pouco injusta, senão reparemos, um ISP tem que desligar um serviço a um cliente, no entanto, esse cliente ao ser deparado com uma empresa, a quem contrata um serviço, e a mesma, não o quer prestar, é forçado a mudar para outro ISP, que responda às suas necessidades, desejos e motivações e que lhe preste um serviço, com qualidade e sem interrupções. Perante esta situação, eu não queria estar no papel de ISP, pois é muito chato, ter que cortar o serviço, a quem me paga, ou seja, a quem me sustenta, digo mesmo, que é ridículo, só comparável, como ir a um hipermercado, mas os mesmos não me venderem nada, pois não podem… Levanta-se a questão, quem vai indemnizar os ISP, por serem forçados a perder clientes? E já agora, com que verbas? Devem ser as verbas dos impostos, como sempre.

Na minha opinião, e mais uma vez ressalvo, não utilizo a internet para esse tipo de situações, mas penso que, quem o faz para seu uso privado, não deve ser prejudicado, pois ao fim ao cabo, pagou a mensalidade do serviço para o fazer, e em muitos locais, não tem nenhum aviso, ou indicação, que o que vai efectuar em alguns países é ilegal; no entanto, vai gerar conflitos entre clientes, ISP’s, autoridades…etc, exemplo disso, foi os conflitos originados em alguns países europeus.

Uma solução para isto, era por exemplo, os ISP, criaram um serviço, onde o cliente pagaria uma mensalidade de por exemplo, 10€ ou 15€, e que poderia ter acesso a conteúdos para poder descarregar de uma forma legal, e o ISP, poder até mesmo conseguir entrar em acordo com o autor, e pagar os direitos, penso que ganharia o autor, o ISP, e o cliente, além de todos, terem a noção que quem hoje não está no mundo da internet, está deslocado da realidade.

Trata-se de uma questão polémica, a qual não vou tomar nenhum partido, não costumo usar a internet para isso, alias, ainda sou dos que tem em casa, um acesso à internet muito baixo e com limites baixos, apesar de me tentarem fazer mudar para acesso de preço superior, mas com velocidades superiores, a minha resposta é a mesma, para consultas normais de sites, e-mail, chega perfeitamente, logo, não estou interessado.

Deixo a Questão: Que pensa desta lei que pode desligar a internet, a quem efectuar downloads de forma ilegal da internet?

Tenho Dito

RT

Fumadores Vão Passar a Ter Mais Dificuldade em Reparar os Seus Computadores…Já é Uma Realidade nos Estados Unidos…

Hoje trago, algo bastante insólito que a ser verdade é muito grave já, que pensei que as pessoas teriam a regra do bom senso, e não atingiriam este limite, passo a transcrever a notícia e de seguida faço um comentário à mesma.

«Fumar não faz bem à saúde nem aos computadores da Apple

Lojas da Apple nos Estados Unidos recusaram-se a accionar garantias a aparelhos comprados por fumadores e negaram o arranjo das máquinas para não exporem os seus técnicos à “contaminação”.

A situação foi denunciada num site americano dedicado à defesa do consumidor chamado The Consumerist que diz que já houve dois casos de pessoas que se foram queixar aos serviços centrais da Apple, que acabaram por assumir a mesma postura das lojas.

De acordo com o The Consumerist, a Apple recusou accionar a garantia ao dono de um Macbook porque estava “contaminado” por fumo de cigarro.

Este caso seguiu-se a um outro caso reportado de recusa da Apple em arranjar um iMac devido a “riscos para a saúde devido a fumo”.

De acordo com as lojas procuradas pelos clientes, a contaminação por nicotina está numa lista de substâncias consideradas perigosas e isso impede a manipulação de aparelhos danificados pelos técnicos, por razões sanitárias.

No primeiro caso, registado com um iMac, a proprietária aclarou que a sua garantia não se pronuncia sobre casos em que o dono é fumador. Efectivamente, este elemento não consta como excepção nos termos da garantia. A empresa cita, porém, a cláusula que fala em “danos causados pelo ambiente externo” para justificar a recusa em dar apoio técnico.

A Apple ainda não se pronunciou oficialmente acerca deste caso.»

In: http://www.publico.pt/Tecnologia/fumar-nao-faz-bem-a-saude-nem-aos-computadores-da-apple_1411193, a 25 de Novembro de 2009, no Jornal Publico

O meu comentário:

Penso que esta medida é no mínimo ridícula e pode ser mesmo considerada um verdadeiro tiro no pé.

Eu não sou fumador, no entanto, penso que existe uma igualdade de direitos na sociedade, e como tal, existem pessoas que têm direito a serem fumadoras, como me assiste o direito de não ser fumador.

O que se assiste por este fabricante de computadores, é algo que não está consagrado nas garantias, nem no que concerne, à lei da garantia em vigor em toda a união Europeia, pois não podemos distinguir pessoas pelas suas culturas, raças, idades, etnias, etc, logo, também não podemos distinguir pessoas pelos seus hábitos.

A justificação dada pelo fabricante, é que os computadores de fumadores, dão cabo da saúde de quem os repara, pois bem, vou apontar algumas situações que podem prevenir esta situação.

  • O operador pode estar munido de luvas e mesmo de máscara, de modo a que não fique afectado com determinada situação;
  • O fumador, pode até ser fumador, e não fumar quando está ao computador, ou mesmo dentro de casa, nesse caso, o computador é afectado por o dono fumar ou não?
  • Os médicos e enfermeiros, vão deixar de atender pessoas fumadoras, pois podem também adoecer, em virtude dessa mesma prestação de cuidados de saúde;
  • Não está provado, que o computador de um fumador se estrague mais rapidamente, face ao de um não fumador;

 

Estas são algumas das questões que aqui rapidamente levantei, no entanto, muitas mais vão com certeza existir, pois penso que o fabricante, se o fizer em Portugal, está a violar a constituição da republica portuguesa, entre outras situações, sendo que a referida situação, no caso, portugueses não vem contemplada nas garantias dos equipamentos.

Esta medida, serve sim, caso o fabricante de computadores, pretenda só ter clientes saudáveis, ou seja, que não fumem, mas isso, é tentar direccionar-se para um nicho de mercado, de todos aqueles que não fumam, nesse caso, pode sempre optar por vender computadores somente a pessoas que não fumem, mas nada vai impedir, de as pessoas que não fumem os vendam mais tarde ou posteriormente a fumadores, gerando-se aqui um mercado de segunda mão e mesmo paralelo.

Na minha opinião, a questão não tem pés nem cabeça, penso que seja, uma medida mais comunicacional de partilhar com o público, que é uma marca que não está interessada em pessoas que fumem, além de ser uma boa maneira de fazer publicidade à marca de forma barata.

Deixo a Questão: Que pensa de um fabricante de computadores se recusar a reparar um computador só porque o dono é fumador?

Tenho Dito

RT

Será Que Os Portugueses Estão a Cumprir a Lei Anti Tabaco? O Que Está a Acontecer…

cigarro

Será que a Lei Anti Tabaco está a ter efeitos...

Hoje trago, uma lei que ainda causa bastante polémica, quase 2 anos após a sua entrada em vigor, e por amanha ser o dia nacional no não-fumador, penso que seja, interessante, comentar o referido artigo, passo a transcrever a notícia, seguida de um comentário.

«Aplicação da Lei do tabaco não está a ser efectiva

A especialista em tabagismo Sofia Ravara alertou hoje que a aplicação da lei do tabaco “não está a ser efectiva” e a situação é “muito desigual” no país, havendo muitos cafés e restaurantes com fumo e ventilação insuficiente.

“Portugal não tem uma boa política de espaços sem fumo, a lei é ambígua e permite demasiadas excepções, e não está a ser efectiva porque também não está a ser fiscalizada”, adiantou a pneumologista, a propósito do Dia Nacional do Não Fumador, que se assinala terça-feira. Sofia Ravara, da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, contou que muitos dos fumadores que tenta tratar têm recaídas por os ambientes sociais serem com fumo.

“A situação é muito desigual no país. Um fumador da Beira Interior que veio à consulta disse-me: ‘Doutora aqui não há lei de prevenção do tabagismo, é um absurdo, mas é o que acontece”, relatou. Nina Sousa Santos, da Direcção-Geral da Saúde, adiantou que todas as situações de infracção de que a DGS tem conhecimento são reencaminhadas para a Direcção-Geral do Consumidor (DGC) e para a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). “Nas reuniões do grupo técnico consultivo – criado no âmbito da legislação do tabaco e do qual fazem também parte a DGC e a ASAE -, há situações de incumprimento que são referidas pelos conselheiros”, adiantou. A responsável ressalvou que estas situações têm de ser denunciadas “porque só com base numa denúncia se pode agir”.

Sofia Ravara considera que, desde que a lei do tabaco entrou em vigor, a 01 de Janeiro de 2008, a sua aplicação tem vindo a “regredir”. “Ao princípio toda a gente quis cumprir a lei”, por causa da fiscalização, mas os portugueses “não perceberam que isto é uma medida de saúde pública”. Em países como a Itália, a lei funciona porque houve sensibilização da população anos antes de a lei ser aplicada, diz. Depois disso, têm sido avaliados o cumprimento da lei e a aceitação pela população e monitorizado o seu impacto, em termos de prevalência de tabagismo e diminuição das doenças causadas pelo tabaco. “Avaliar a efectividade da lei não é só fiscalizar a lei, mas também mostrar o seu impacto e envolver a população”, defendeu.

Para o coordenador da Linha SOS Deixar de Fumar, a “lei vale, por si só, como uma medida importante e que terá tido o seu impacto em termos de pessoas que deixaram de fumar e tentaram deixar de fumar”. No entanto, “as pessoas que trabalham nesta área esperavam uma resposta mais intensiva dos fumadores na sequência da lei”, disse Paulo Vitória, considerando que “tem falhado a informação”. “Corremos o risco de pensarmos que a lei resolve todos os problemas”, mas a legislação não chega para resolver o tabagismo, que “exige um sistema integrado de medidas”, acrescentou.

Entre essas medidas, Sofia Ravara defende que os ambientes devem ser “100 por cento sem fumo” porque “salvam vidas, não custam dinheiro e são bem aceites pela população”. Defende ainda o aumento dos impostos do tabaco, a proibição da venda aos menores e a colocação de advertências nos maços com fotografias, bem como a comparticipação de fármacos.

Para a coordenadora da Comissão de Tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, Ivone Pascoal, a “lei foi mal explicada às pessoas no seu objectivo”, pelo que é necessário continuar a explicar os benefícios da legislação através de campanhas de sensibilização.»

In: http://www.publico.pt/Sociedade/aplicacao-da-lei-do-tabaco-nao-esta-a-ser-efectiva_1409905, a 15 de Novembro de 2009, em Jornal Publico

O meu comentário:

Após ler a peça acima transcrita, cheguei à conclusão, que mais um a vez, não existe consenso, entre os fumadores e os não fumadores, e que no meio existe uma lei que parece não estar adequada à população portuguesa.

Após quase 2 anos da lei entrar em vigor, o que aconteceu, é que muitos comerciantes, essencialmente o dos cafés e restaurantes, deram pela situação, que não podem compactuar com a lei e se «etiquetar», como sendo, estabelecimento para fumadores e estabelecimento para não fumadores, especialmente os da restauração, senão reparemos no seguinte exemplo, muito dos motivos para os portugueses, saírem para jantar fora, é o festejar algo, ou o comemorar algo, então, é normal que os participantes desses jantares, sejam um grupo heterogéneo, ou seja, seja constituído por fumadores e não fumadores, e não vai existir consenso no local, onde se pretende jantar, pois ninguém gosta de deixar a festa a meio, para vir para a rua fumar, já para não falar, no que demonstra falta de qualidade do estabelecimento, ao não ter um local para se poder fumar, sem ter que «expor», em publico o cliente.

Ou seja, os estabelecimentos para não perderem qualidade e prestarem um bom serviço aos seus clientes, devem ter a opção de pelo menos ter uma sala, onde as pessoas possam fumar, é obvio, que ter as duas opções, é sempre uma mais valia, penso que mais vale ter a mais, que a menos.. Já repararam num casamento..se o noivo e noiva fumarem, se eles desaparecerem para um cigarrinho, o que é legitimo, as pessoas, vão ficar a festejar sozinhas? Questiona-se, de quem é a festa?

O exemplo acima, não está muito longe da realidade, e penso que é como em tudo, a regra do bom senso deve prevalecer, como já, à algum tempo falei aqui no blog, não fumo, mas respeito quem fuma, e sei que se as pessoas foram civilizadas e correctas umas com as outras, podem conviver e partilhar os mesmos espaços, sem qualquer problema, não podem é ser extremistas, a favor da sua causa, devem ceder, para receber, penso que a questão em muitos casos, solucionava-se com uma «uma negociação», entre ambas as partes.

O denotar-se que a lei está a fraquejar, deve-se possivelmente, às pessoas terem «crescido», mentalmente, e entenderem que com a regra do bom senso, e que com uma negociação, podem conviver ambos os tipos de pessoas nos mesmos espaços, ganhando aquilo que se tem vindo a perder em espaços como restaurantes e cafés, que é a livre convivência entre pessoas.

O meu conselho, e para que se tenham a noção, é que as pessoas convivam e se respeitem, quanto a lei, penso que deve, ser fiscalizada se assim o entenderem as autoridades competentes, no entanto, penso que a questão mais importante, é sensibilizar às pessoas, especialmente às com qualificações mais baixas, para que foi criada a lei, e qual o objecto da referida lei. Tendo em conta, que podem impedir de fumar em locais como por exemplo em escolas, mas  isso não vai impedir os jovens de fumar, pois não ficam trancados dentro das mesmas, estão integrados numa sociedade, que é maioritariamente fumadora, e muitas vezes, devido à fraca informação nos anos que anteviram a lei.

Tenho Dito!

RT

Sacos Plástico…Será Que Não Os Dão Por Questões Ambientais Ou Económicas??

Sacos nas Grandes Superfícies Possuem as Mais Diversas Políticas...

Hoje venho trazer algo, que tem suscitado alguma discussão e tem dividido muitos clientes, são o não fornecimento por parte das superfícies comerciais de sacos de plástico para as compras, passo a transcrever a notícia e de seguida teço o meu comentário sobre o assunto:

 

« Sacos de plástico Reduzimos o consumo, reutilizamos mais e aprendemos a reciclar. Não chega

 

Continuam omnipresentes, mas há um novo cuidado na maneira como os gastamos: passaram a ser pagos, são biodegradáveis ou existem em formatos maiores para poderem ser utilizados várias vezes. Há menos desperdício, mas é só nos sacos de plástico. E o resto? Por Nicolau Ferreira e Rui Gaudêncio

 

Até há poucos anos chegávamos a sentir-nos ultrajados quando ficávamos sem sacos de plástico na caixa de um supermercado e tínhamos de pedir mais um para guardar as últimas três latas de atum e a garrafa de óleo. O gesto automático do empregado que nos atendia era suficiente para nos sossegar. As mãos desapareciam por baixo do balcão onde passam as compras e voltavam a aparecer com mais um molho de sacos com um ar resistente, desinfectado e fresco – como se tivessem acabado de nascer ali, de propósito para nós. O atum e o óleo eram guardados, preenchendo um terço do saco, pagava-se a conta e a missão estava cumprida. Levávamos para casa muitos sacos de plástico com múltiplas funcionalidades, em que o único perigo era causar a asfixia de crianças.

Durante décadas, poucos se interrogaram do impacto que esta transacção tinha na natureza. Mas a onda ambiental que tem vindo a atravessar o globo viu neste objecto, representante da cultura do desperdício, um alvo para passar uma mensagem. Os sacos de plástico, tão omnipresentes como os carros de cinco portas e o ar condicionado, tornaram-se o símbolo da luta pelo ambiente.

Em Portugal ainda não há leis como na Irlanda, em Gales ou em algumas cidades dos Estados Unidos que taxaram universalmente o saco, mas notam-se diferenças. Apareceram no mercado sacos que se intitulam biodegradáveis, foram fabricados sacos encanastrados, resistentes e maiores, de longa duração. Supermercados que distribuíam livremente passaram a pedir taxas simbólicas por cada unidade. A situação mudou, os hábitos das pessoas também e já pensamos um segundo, quando o empregado de balcão nos pergunta o número de sacos que queremos.

“Enquanto não se pagava, era tudo nosso; agora, como é a pagar, as pessoas já se encolhem um bocadinho, como é normal”, diz Fátima Ribeiro, 43 anos, à saída de um Pingo Doce em Lisboa. A cadeia de supermercados da Jerónimo Martins teve uma vitória indiscutível, ao conseguir diminuir o consumo de 60 por cento dos sacos de plástico desde que, em 2006, introduziu a taxa de valor simbólico de dois cêntimos por saco.

Segundo a empresa, a aposta era ambiental. “O Pingo Doce acredita que deve assumir uma posição que motive a poupança de recursos naturais e de sensibilização do consumidor”, explica por e-mail Rita Cardoso, assessora da empresa. A aposta é bem intencionada, mas o plástico que se continua a levar para casa e a deitar fora em embalagens, invólucros, garrafas de água é em proporções absurdas. Já para não falar no sem-número de problemas ambientais e ecológicos que o mundo engendrou – no topo dos quais aparecem as alterações climáticas, a falta de água e a extinção de espécies.

Estamos a aprender a poupar nos sacos, e depois?

Toneladas de lixo

Desde passarem a ser identificados como flor nacional (não oficial) da África do Sul até serem os responsáveis pelas cheias no Bangladesh durante o final dos anos de 1990 por entupirem o sistema de esgotos (os séculos que demoram a degradar-se faz com que se acumulem rapidamente), os sacos de plástico costumam aparecer pelos piores motivos nas notícias relacionadas com o ambiente.

Não é só uma questão de serem fabricados a partir de um subproduto do petróleo, um recurso não renovável e por isso não sustentável, com emissões de CO2 associadas à sua síntese e transporte. Há o problema acrescido de muitos países não fazerem recolha dos sacos de plástico, que acabam dispersos na natureza. “Muitas aves e tartarugas acabam por ingerir esses elementos e os animais morrem sufocados,” exemplifica Rui Berkemeier, fundador e coordenador do Centro de Informação de Resíduos da Quercus.

Os primeiros compostos que precederam o plástico nasceram durante a segunda metade do século XIX, mas os sacos só começaram a ser introduzidos em massa cem anos depois. Jaime Festas é do tempo em que as pessoas não os usavam. O dono de uma das mercearias do Bairro da Graça, em Lisboa, tem 53 anos e mais de 40 a trabalhar no negócio. Recorda-se das almotolias de folha de metal para o transporte do azeite, dos garrafões de vidro para a água mineral, do papel onde se punha a quantidade de manteiga ou banha que se pesava. Para o transporte das compras serviam os sacos de papel, que continua a defender veementemente como uma indústria que se poderia desenvolver em Portugal, e os cestos de verga que as empregadas utilizavam. “Lembro-me da vinda dos sacos de plástico”, diz.

São indiscutíveis os benefícios que todos viram no objecto: é mais higiénico, não verte líquidos, é impermeável, leve mas com uma grande resistência, pode ser utilizado várias vezes. Hoje, Jaime Festas fornece gratuitamente os sacos de plástico aos clientes, e paga um euro e meio por quilo do material.

“Estima-se que a quantidade de sacos de plástico colocados no comércio retalhista varie entre 10 mil e 20 mil toneladas”, explica por e-mail Rui Toscano, que preside ao conselho de administração da Plastval, a sociedade anónima que foi criada há 13 anos por um conjunto de indústrias do plástico, depois de uma directiva comunitária estabelecer metas para a reciclagem.

Em 2008, reciclaram-se em Portugal 35 mil toneladas de plástico, cinco mil das quais eram sacos – cerca de metade de todo o tipo de plástico, na versão de filme, composto por uma substância chamada polietileno que é reciclado. Os sacos representam menos de 15 por cento de todo o plástico reciclado.

As normas europeias prevêem que em 2011, em Portugal, mais de um quinto (22,5 por cento) do plástico seja reciclado. “A taxa de reciclagem nacional do plástico situa-se nos 19,1 por cento; se estivéssemos em 2011, a meta não estaria atingida, razão pela qual continua a ser necessária a participação de todos os cidadãos na separação e deposição selectiva do material plástico”, observa Rui Toscano. Não se pense, contudo, que a tendência para a produção deste material sintético, capaz de ser moldado em milhares de objectos diferentes e que é utilizado para fazer tudo, desde carros até material para informática, vá diminuir.

Segundo o relatório The Compelling Facts about Plastics 2009, publicado há menos de um mês pela Plastics Europe, foram produzidos no ano passado 245 milhões de toneladas de plástico em todo o mundo, tendo havido uma diminuição em relação ao ano anterior como efeito directo da recessão mundial. No entanto, as estimativas – para 2015 – das necessidades dos cidadãos deverão exigir à indústria mundial uma produção de cerca de 328 milhões de toneladas. É provável que daqui a meia década levemos menos sacos para casa, mas mais plástico.

Opções diferentes

No dia-a-dia há quem veja as medidas que estão a ser tomadas pelos supermercados como o Pingo Doce um arranque positivo para uma cultura com menos desperdício. “Acho que nunca se deve chamar inútil a um esforço”, defende João Pedro Frazão, estudante do ensino superior, que diz ter alterado o seu comportamento desde que foi obrigado a pagar os sacos de plástico. “O facto de pagar, para além da parte financeira – não é que sejam muito caros -, obriga uma pessoa a pensar: se calhar é melhor reutilizar, comprar sacos para o lixo.” O jovem de 21 anos aponta para as alternativas que existem, como os sacos encanastrados, que são maiores e podem ser reutilizados.

Tanto o Pingo Doce como, entre outros, a cadeia de supermercados Continente (empresa pertencente ao grupo que detém o PÚBLICO) têm à disposição do consumidor este tipo de saco, que se pode adquirir a 50 cêntimos. Mas a filosofia do grupo da Sonae é diferente em relação aos sacos comuns. “Consideramos que os sacos são “embalagens de serviço”, sendo entendidas como parte da globalidade dos serviços que prestamos, para os quais não faz sentido introduzir pagamentos”, defende por e-mail a assessoria da empresa.

Esta opinião é partilhada por João Pereira Pestana, de 56 anos, que paga pelos sacos de plástico que leva. “Se vimos às compras, temos de levá-las. Tem de haver um saco de plástico – dado ou por uma quantia simbólica.” E para o pasteleiro a questão dos dois cêntimos cobrados pelo Pingo Doce “não é uma quantia simbólica, ao fim de muito tempo é um valor mesmo”. No caso do Minipreço, onde sempre se pagaram os sacos de plástico, o valor sobe para três cêntimos.

Ainda assim é uma quantia irrisória, quando comparada com o que se passa na Irlanda, onde o preço dos sacos de plástico, imposto pelo Estado, começou por ser de 15 cêntimos em 2002 e mais recentemente subiu para 22. Depois de a medida ter sido aplicada houve uma redução de 90 por cento no número de sacos de plástico utilizados.

A alternativa ambiental do Continente foi apostar nos sacos oxodegradáveis. “O novo saco-cliente [o saco comum] é fabricado através de um processo de inovação tecnológica que garante a degradação do plástico em apenas alguns meses, sem qualquer intervenção humana.” A composição do saco leva um aditivo que, supostamente, torna as ligações moleculares mais fracas e permite aos microrganismos uma degradação mais fácil. Segundo a Sonae, os sacos ficarão degradados totalmente “entre 18 a 24 meses”.

A Quercus está desde Janeiro a realizar uma experiência para comprovar a capacidade de degradação deste novo material. Quatro ambientes diferentes testam a resistência do plástico – água normal, água salgada, envoltos em lixo e em cima da terra. Em todas as experiências o material está submetido à luz natural. Até agora os sacos de plástico parecem continuar tão viçosos como no primeiro dia.

Rui Berkemeier, que questiona as novas propriedades do material, alerta que a grande discussão a nível mundial é o impacto do material. “Os oxoplásticos entram na natureza de uma forma perniciosa”, alerta, explicando que não se sabe que efeito vão ter nas cadeias alimentares.

O ambientalista argumenta que devem ser tomadas medidas de racionalização do plástico, preferindo que o material seja utilizado para fabricar objectos de longa duração: “O plástico tem propriedades fantásticas, não faz sentido ser utilizado em produtos descartáveis.” Quanto ao saco de plástico, defende que não seja oferecido. “Os dois maiores partidos têm no seu programa de Governo medidas explícitas para reduzir o consumo de sacos de plástico, defendemos que haja um consenso,” diz, explicando que uma medida destas seria um símbolo muito importante para a luta pelo ambiente.

Para Margarida Silva, ambientalista do Porto, apesar de útil, passar a pagar por cada saco de plástico teria um efeito meramente cosmético. “O plástico é um subproduto do refinamento do petróleo; o nosso grande problema é estarmos toxicodependentes do petróleo energeticamente. Isso é um tabu ainda maior do que o plástico.”

A Plastval confirma que apenas quatro por cento do petróleo bruto extraído anualmente é utilizado na produção de matérias-primas plásticas. Aos ambientalistas esta associação responde que “políticas ambientais baseadas na limitação do crescimento são falsas políticas ambientais” e deve-se apostar em dar mais valor aos produtos através de uma redução na produção e eliminação dos resíduos. “O desempenho ambiental da produção, uso e destino final dos sacos de plástico é superior, quando comparado com outros materiais alternativos”, lembra a Plastval.

No final do dia, o papel máximo do cidadão parece reduzir-se a separar o lixo correctamente.

Acreditar no gesto

Na Miosótis de São Sebastião, em Lisboa, os sacos de plástico são a excepção. O segundo supermercado de produtos biológicos da empresa tem uma filosofia clara assente na redução do consumo, reutilização e reciclagem. Os únicos sacos de plástico que o P2 viu foram junto aos frescos, para os legumes molhados. “Incentivamos as pessoas a trazerem um saco para o pão, um saco para os legumes”, explica Ângelo Rocha, um dos donos da Miosótis, acrescentando que as pessoas que vão ali fazer um consumo ecológico “devem ter um comportamento ecológico também em relação ao saco”.

Para quem se esquece de trazer sacos há à venda sacos de pano ou de papel. Se o cliente não quiser pagar, tem ainda disponíveis as caixas de cartão que vieram com os produtos e que já não são utilizadas. Dentro da loja o plástico não abunda ou está concentrado nos carrinhos das compras reciclados que são feitos a partir de 25 garrafas plástico de litro e meio. Há cereais a granel e os produtos frescos têm uma embalagem simples, com um tamanho mínimo, para reduzir o plástico utilizado. Segundo Ângelo Rocha, as marcas optaram por embalagens mais “justas” na sequência da pressão dos consumidores com maiores preocupações ecológicas.

Os clientes que vão à loja apreciam os produtos pela qualidade e o “sabor”, como é o caso de Dina Dima, que acrescenta ser também uma forma de poluir menos. “É menos prejudicial no futuro, sei que é mais caro, mas que traz vantagens para mim e para todos, no final”, explica a conservadora de museus, de 46 anos, que deixou de utilizar sacos de plástico desde que vai à Miosótis. E não acha que poupar nos sacos de plástico é uma gota no oceano? “É, mas eu acho importante, tenho de acreditar, se não, parava.”

Quando Dina passa pela caixa do supermercado, o diálogo não será assim tão diferente. “Às vezes, quando me esqueço dos sacos, tenho de comprar aqui. São muitas as vezes em que me esqueço.”»

In: http://jornal.publico.clix.pt/noticia/01-11-2009/sacos-de-plastico-reduzimos-o-consumo-reutilizamos-mais–e-aprendemos-a-reciclar–nao-chega-18108286.htm, em Jornal Público a 02 de Novembro de 2009

O meu comentário:

Penso que a questão dos sacos nos supermercados, é comparável mediante a estratégia da superfície comercial, ou seja, se uma superfície comercial é discount, então temos que pagar os sacos plástico, se a superfície comercial é mass market, então temos a oferta dos sacos plásticos.

Ficaria mais feliz, se as políticas fossem mais ambientais, ou seja, o Pingo Doce, no inicio apesar de invocarem natureza ambiental, a verdade, é que era mais pelo custo que os sacos tinham, e o impacto que repercutiam no custos da superfície comercial. NO entanto, penso que em parte a tese ambiental, até tenha um pouco de veracidade, e que seja relevante, de tal forma, que tenham essas preocupações, mas se tal fosse verdadeiro em 100%, deveriam ter sacos reutilizáveis a venda, nem que fossem um pouco mais caros, mas que incentivassem os clientes a proteger eles mesmos o ambiente, e até poderiam ter a insígnia nos respectivos sacos, de certeza que as pessoas, os usariam para fins tão diversificados, que teriam o retorno em publicidade gratuita, além de denotarem uma responsabilidade social pelo meio ambiente.

As superfícies que oferecem actualmente os sacos plástico, têm um público alvo ligeiramente diferente das superfícies que enumerei anteriormente, pois têm clientes que além dos produtos, exigem serviço, ou seja, exigem valor acrescentado, e como tal, necessitam ter os sacos disponíveis, e por essa razão as empresas, dizem mesmo que os sacos são parte integrante do serviço.

Penso que, o principio de boa utilização dos plásticos, deve partir de todos nós, devemos ter consciência que mesmo que a superfície comercial no faculte sacos, se pudermos utilizar um saco reutilizável, deveremos optar por tal, e se todos fizermos isso, chegará uma parte, em que os sacos usados pelas pessoas nas suas compras, terão um peso residual, e nós usaremos sacos, que vão às compras muitas vezes.

Um exemplo, existe uma grande superfície de decoração, que não dá sacos, ou pagamos uns 20 cêntimos por uns de papel, ou compramos, por 50 cêntimos uns reutilizáveis, os reutilizáveis, são bastante resistentes, e podem ser usados mesmo para ir ao hipermercado, agora se dividirmos os 50 cêntimos por 0.02€, temos o resultado de 25 sacos plástico, ou seja, ao comprar um saco daqueles, é o mesmo que comprar 25 de plástico, mas os de plástico não são tão resistentes, nem podem ir tantas vezes às compras como aqueles. Trata-se basicamente de uma questão de escolha e opção.

A regra do bom senso, rege-se que sejamos ambientalmente eficazes, e como tal, poupemos o ambiente, e como tal, parte de cada um de nos poupar os recursos e o ambiente, se não for uma estratégia conjunta entre todos, penso que não chegaremos a bom porto, portanto, deixo os parabéns a quem já tem sacos reutilizáveis, às grandes superfícies que vendem os sacos, mas também às outras que os dão, pois penso que o cliente, é que tem que mudar de hábitos, tem que ser ambientalmente correcto, e desta forma, podermos poupar alguns dos recursos do planeta, mas para tal acontecer, temos que agir todos em prol do planeta melhor. Outra vantagem, é que neste caso, ser ambientalmente correcto, favorece, pois poupam as empresas, e dão mais descontos e geram mais emprego, e poupamos nós, que pagamos menos pelas compras, e custam menos as sacas; não pensem que as sacas eram dadas de borla, o preço delas está incrementado no preço dos produtos…

Pensem nisto….

Tenho Dito

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Chips nas Matriculas dos Automóveis Tendem a Criar Desemprego e Terminam com a Liberdade das Pessoas…

Portagens levantam dúvidas em Portugal...

Portagens levantam dúvidas em Portugal...

Hoje trago algo, que tem gerado alguns atritos essencialmente entre trabalhadores de portagens e governo, e entre autarcas, nomeadamente os do norte do país e governo, passo a transcrever a notícia, seguida de um comentário

« Exigida revogação da lei dos “chips”

Trabalhadores das auto-estradas temem pelo fim dos postos de trabalho e apelam ao Governo.

Os trabalhadores das auto-estradas exigem a revogação da lei que permite os “chips” nos automóveis, como uma garantia de manutenção dos postos de trabalho. Nesse sentido, entregaram ontem uma moção no Ministério das Obras Públicas.

A moção, aprovada ontem por unanimidade no Encontro Nacional de Trabalhadores de Auto-Estradas, quer a revogação dos decretos-lei 111, 112 e 113/2009 que, adiantam os trabalhadores, “não acautelam a defesa dos postos de trabalho” e não garantem a integridade e confidencialidade dos clientes da Via Verde.

Esta legislação, frisam, coloca em causa cerca de 2500 postos de trabalho e, nesse sentido, não afastam a hipótese de recorrer à greve, embora acrescentem que estes diplomas foram aprovados apenas pelo PS, e como a sua regulamentação terá que passar pela Assembleia da República, acreditam que não chegará a concretizar-se.

Além destas questões, António Vieira, representante dos trabalhadores da Brisa, refere a criação por parte da empresa de uma nova empresa, a Brisa Operação e Manutenção, que, no seu entender, servirá “para retirar à Brisa Auto-Estradas a titularidade de alguns meios humanos e, além disso, está a ser feita sem o atempado, como estipula a lei, conhecimento dos órgãos dos trabalhadores”. Desta forma, sublinhou, “não se prevê um futuro muito auspicioso”.

Fonte oficial da Brisa explicou que a empresa está a proceder a uma “reorganização de órgãos e empresas que a compõem”. Adiantando que a empresa irá prestar serviços de operação e manutenção, “não só à Brisa Auto-Estradas, mas também ao universo alargado das outras concessionárias de auto-estradas do grupo Brisa”. Uma oportunidade de desenvolvimento com impactos, por exemplo “ao nível de postos de trabalho”, conclui fonte da Brisa à Agência Lusa.

Fonte da Ascendi referiu que a empresa tem um reduzido número de portageiros, mas “tudo fará para reconverter, dando formação específica, aos trabalhadores para que desempenhem outras funções”. »

In: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1400601, a 25 de Outubro de 2009, no Jornal de Notícias

O meu comentário:

A questão do chips nas matriculas dos automóveis, penso que tem reduzidos benefícios, pois a favor tem a possibilidade de se controlar o carro, no pagamento  das portagens, mas pouco mais, conseguirá fazer, a não ser «ajudar» as forças de segurança, a antes de mandar parar um carro, saber se o mesmo tem seguro, inspecção periódica em dia e os impostos em dia, no então, penso vai causar um clima de repressão nas estradas nacionais, vai punir sem olhar se o condutor do veiculo, é o legitimo proprietário, ou seja, vai atentar à liberdade e vai punir cegamente, e sem possibilidade de defesa.

Outro problema, que a notícia levanta é, que vai originar desemprego, pois as pessoas, deixam de ser necessárias nas portagens, e que as portagens físicas, tendem a desaparecer, o que penso, que deve ser totalmente impossível, pois ainda tão por explicar, como é que se vai cobrar aos automóveis de matricula estrangeira que circulam nas nossas estradas? Como é que vão funcionar com os veículos de aluguer sem condutor? Se me emprestarem um carro, será que eu não tenho direito de pagar todas as despesas inerentes à utilização que fiz? Tenho que revelar o que andei a fazer na estrada x ou y, a alguém como por exemplo, pode ser o sono do carro? Penso que, de forma alguma, estão salvaguardadas as regras da privacidade e de direitos, liberdades e garantias, que se encontram consagradas na constituição da República Portuguesa, o que teoricamente, não podemos fugir das mesas, ou mudamos a constituição, o que é difícil, ou então, estamos a infringir com a lei dos chips.

As portagens, vão ser colocadas essencialmente em vias, que no passado, deram origem às denominadas SCUT’s, o mesmo, que se referir, auto estradas de uso, sem custo para o utilizador, que surgiram em muitas situações, em zonas necessitavam de desenvolvimento, sendo que o berço de muitas, foi realizado, com destruição de partes de estradas nacionais, que vieram a dar origem a estas auto estradas. Agora pretendem, portajar estas vias, mas não no âmbito nacional, pois só algumas é que devem ser portajadas, estão concentradas, essencialmente no Norte do país, e no litoral, são vias que circundam o Grande Porto, entre elas estão o antigo ICI, hoje denominado de A28, a A4 que liga Matosinhos a Vila Real, a A44, que atravessa o concelho da Maia e que era o IC24, entre outros.

Penso que muitas das estradas, não tem possibilidade de serem portajadas, pois o interior das cidades, sofreram mutações urbanísticas, por terem menos transito a circular, por existirem, soluções que demonstravam progresso, como era o caso das SCUT’s, alias muitas estradas nacionais desapareceram em troços, para darem origem a estes troços, destaca-se, essencialmente, a EN13, a EN 107, a EN 109, estas vias em muitas cidades, passaram a ser consideradas de âmbito municipal, o que é complicado receber nestas incompletas vias, transportes de grande envergadura, como são, por exemplo, os camiões TIR, ou mesmo, os transportes de grandes dimensões.

Penso que a questão das matriculas com Chip, ainda vai fazer correr muita tinta, e no caso, do Grande Porto, tem muita conotação com perseguição, e de impedir as pessoas de circularem em vias, que foram feitas para não terem custos imputados de forma directa ao utilizador, desta forma, tenho algumas dúvidas na implementação das portagens, e de como, vai ser realizado o controlo de veículos sem obrigatoriedade de possuir um chip na matricula, como é o caso dos veículos de matricula estrangeira a circular em Portugal, é que se estes não pagaram, apesar de beneficiar o turismo, pode ser uma tremenda injustiça para as populações destas regiões, que em muitos concelhos, ainda são populações com níveis académicos baixos, e consequentemente, com níveis de vida muito débeis.

Deixo a Questão: Que pensa dos Chips nas matriculas dos automóveis, de se portajar as SCUT’s à volta do Grande Porto?

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Banca Portuguesa Estuda Como Taxar Utilização do Multibanco…

Como Cobrar O Serviço Multibanco?

Como Cobrar O Serviço Multibanco?

Hoje trago uma notícia que pode vir a gerar muita polémica, trata-se da aplicação de uma taxa de utilização do MB, passo a transcrever a mesma notícia e passo a fazer o meu comentário:

« Só portugueses ainda não pagam operações de multibanco

Depois de uma primeira tentativa falhada, alguns bancos continuam a defender que as operações de multibanco deveriam ser pagas. No resto da Europa já é cobrada uma taxa. Mas a Deco diz que bancos não avançarão enquanto a medida “não for politicamente aceite”.

Os portugueses já são os úni- cos consumidores europeus que não pagam qualquer taxa por levantar dinheiro com cartão multibanco em caixas automáticas, as conhecidas ATM, revela a Unicre, empresa que gere a principal rede de aceitação de cartões de débito e crédito em Portugal.

A Áustria foi o último país a introduzir este custo no seu sistema bancário. Apesar de não haver dados concretos sobre o valor da receita com estas comissões, os bancos austríacos cobram aos clientes que levantam dinheiro nas caixas de outros bancos, mantendo a taxa zero para quem utilizar a rede do banco emissor do cartão.

Em Portugal, “o assunto não está a ser equacionado”, garante Faria de Oliveira, o actual presidente da CGD. Em 2001, o BCP tentou implementar a “taxa multibanco” nos levantamentos efectuados com os seus cartões nas caixas dos outros bancos. Perante a polémica suscitada, acabou por recuar. O presidente do BES, Ricardo Salgado, também já defendeu publicamente a adopção da comissão sobre levantamentos em ATM. Mas ninguém avançou, devido à oposição da CGD, então presidida por António de Sousa.

“A introdução de uma taxa nas operações de multibanco terá de ser uma decisão conjunta de toda a banca”, defende Faria de Oliveira, em declarações ao DN.

“Enquanto não for politicamente aceite, julgo que os bancos não avançarão”, assegurou, por seu lado, ao DN João Fernandes, economista da Associação de Defesa dos Consumidores (Deco). Para este especialista em assuntos financeiros, “não é tolerável” que os bancos passem a cobrar por um serviço “que só lhes traz ganhos”.

Esta decisão terá mesmo dificuldade em obter o consenso dos bancos mais pequenos. Com redes próprias de caixas automáticas, os clientes destas instituições terão menos hipóteses de efectuar levantamentos gratuitos, se estes passarem a ser só possíveis nos ATM da marca.

Segundo os dados da Unicre, Portugal tem não só a melhor rede de ATM a Europa (pelas funcionalidades que disponibiliza) como a mais barata. O custo médio cobrado por este serviço na União Europeia é de 1,14 euros. E enquanto em Portugal existem 1589 caixas automáticas por cada mil habitantes, na UE a média é de 855 por mil.

Segundo informação recolhida pelo DN, a maior parte dos países dá isenção de comissão por levantamento quando este é feito na sua rede de ATM, cobrando comissão quando a operação é feita na rede de outra instituição. Outros ainda limitam a um determinado número por mês as operações gratuitas, passando a taxar as que excedem esse número.

De acordo com os últimos dados disponíveis, relativos a 2005, no Luxemburgo, por exemplo, a comissão das operações de multibanco variava entre os 0,75 e os três euros, enquanto na Grécia era de 1% sobre cada levantamento, com um mínimo de 0,84 e um máximo de 2,94 euros. Na Alemanha oscilava entre taxa zero e 4,25 euros. »

In: http://dn.sapo.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1394763, a 19 de Outubro de 2009, no Diário de Notícias

O meu comentário:

Penso relativamente a esta situação, que Portugal para poder implementar uma medida deste calibre, tem que ser socialmente aceito, e actualmente a banca em Portugal, está muito mal vista, por comissões obscuras e não indicadas aos clientes, por mau atendimento em algumas instituições bancárias, por terem a fama de terem lucros enormes à custa de comissões que vão surripiando aos clientes.

Pois bem, tenho um conhecimento muito bom da banca, posso afirmar que esta taxa, é possível ser colocada, e penso que os portugueses, não se importariam de pagar, caso, os seus ordenados fossem justos, para as despesas que possuem no dia-a-dia; caso os bancos com o valor das comissões contratassem mais pessoal para os quadros, de forma a ter um atendimento mais eficaz aos seus clientes, e mesmo antecipar as necessidades, desejos e motivações dos clientes, sendo seus conselheiros, e não considerados inimigos dos clientes; os Bancos disponibilizarem em cada freguesia portuguesa uma caixa MB da sua rede; os bancos deveriam deixar de cobrar a anuidade do cartão MB; entre outras medidas mais relevantes.

A Banca, nos últimos anos têm vindo a regredir na contratação de pessoal para os seus quadros, e tem tentado encaminhar as pessoas para a utilização dos meios automáticos, de forma a poder reduzir custos, especialmente em custos humanos.

Mas um exemplo, que a taxa é um pouco absurda, é que por exemplo, quando um cliente de banco X, se dirige ao seu banco, para depositar um cheque que recebeu do banco Y, e vai ao balcão, utiliza os funcionários da agência, ou seja, faz com que seja, mais dispendioso que depositar o mesmo no MB, e não lhe é cobrado nenhuma taxa, o mesmo se passa, tendencialmente os pedidos feitos pelos clientes em caixas MB ou mesmo com recurso à Internet, são mais baratos que os pedidos na agência, o que de certa forma, até concordo, pois não gasta espaço físico, não utiliza pessoal, agora ter que se pagar por usar o MB ou a internet, vai levar as pessoas a irem para as agências de novo, como acontecia antes de 1985, época em que o serviço MB, surgiu em Portugal.

A questão, penso que se a taxa fosse para algo útil, como por exemplo, criar mais emprego nos bancos, criação de melhores serviços, apoio de clientes, criação de mais caixas ATM em todas as freguesias nacionais, ou mesmo, encaminhar o valor das taxas, para algo útil, como ajudar os que mais necessitam, ai penso, que a medida publicamente, deveria ser bem aceite, o problema é que actualmente a banca possui má fama entre os portugueses, no geral, e penso que para inverter a mesma, têm que efectuar um compasso de espera, e tentar mudar a imagens que os portugueses têm da banca

Trata-se de uma medida, que penso que vai ser difícil de vingar em Portugal, mesmo em consenso da própria banca, pois os bancos pequenos, geralmente não têm uma rede de MB eficaz, e pretendem ganhar cota de mercado, o que só mesmo com algumas «ofertas», é possível contornar. Em caso, de a taxa seja aplicada, penso que é melhor os bancos contratarem mais pessoa, para os seus quadros, pois os portugueses vão voltar às agências, e penso que o horário praticados pelos bancos actualmente, não é exequível, e que as pessoas vão entrar antes das 15H, e vão lá ficar até à ultima pessoa, e os bancários não vão ter tempo para outras tarefas, caso não tenham mais agências e mais recursos humanos disponíveis.

Deixo a Questão: Que Pensa da Implementação de Uma Taxa por Utilização do MB?

Tenho Dito

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A Revolta Dos Que Hoje Tem 30 Anos é Superior Aos Da Ternura dos 40…É Triste, Mas É Verdade…

Fim da vida Será aos 30 anos???  Fonte: www.magraemergente.com

Fim da vida Será aos 30 anos??? Fonte: http://www.magraemergente.com

Hoje trago, um artigo sobre a crise dos 40 anos no homem, no entanto, faço uma análise um pouco mais profunda do artigo, penso que hoje, a mesma se aplica a pessoas com 30 anos, mas que a sociedade não tem soluções, devido ao laxismo, ganância e falta de sensibilidade de muitos, penso que passe o comentário, podem transcrever o mesmo, difundam-no no mundo, passem por mail, quero é que o mundo saiba, que em Portugal, existem fascistas, e existem pessoas que têm cursos, 30 anos, mas que não são felizes, devido essencialmente, a factores que não controlam, como a economia, e a sociedade, e lembre-se, estas pessoas não pediram para nascer, nem escolherem serem excluídas por terem estudado. Passo a transcrever a noticia, seguida do meu comentário, só peço, difundem-no, conheço casos e quero ajudar..

«Quando os homens de 40 acreditam que podem voltar a ter 20 anos

Conceito surgiu quando os hippies dos anos 70 começaram e envelhecer e a lidar mal com isso

A chegada à ternura dos 40 tem destas coisas: um dia acorda e decide que quer comprar um Ferrari. Antes de adormecer, fantasia em arranjar uma namorada com idade para ser sua filha. O problema é que não tem dinheiro para o carro e as miúdas de 20 anos não olham para si com segundas intenções, por muito que se esforce e tente fazer acrobacias sempre que passa por alguma. Já viveu alguma destas situações? Parabéns, chegou à crise de meia-idade.

Depois dos 40 anos, o homem despe a capa de super-homem e percebe que, afinal, não é imortal. “Faz-se um balanço de tudo o que já se viveu e conseguiu, do tempo que ainda resta e dos objectivos que estão por atingir”, explica o psicólogo e terapeuta familiar Manuel Peixoto. Um exercício que, levado ao limite, pode trazer consequências profissionais, sociais e emocionais – desde mudanças de emprego precipitadas a divórcios.

Há casos em que esta “consciência profunda da vida” – como prefere chamar–lhe Manuel Peixoto – acontece aos 35. Outros homens experimentam-na aos 55 anos. “O envelhecimento é um processo normal, mas que torna as pessoas mais vulneráveis. O aumento do índice de depressões nos homens entre os 35 e os 55 anos está, normalmente, associado a sentimentos de juventude perdida e à ideia de que já não se é atraente”, acredita o sexólogo Fernando Mesquita.

A maioria dos homens “sente que as ambições que tinha na juventude não foram realizadas e que a idade actual já não lhes permitirá realizar algumas delas”. Perante estes pensamentos, alguns ficam deprimidos. Outros adoptam comportamentos diferentes do habitual. “Começam a ter mais cuidado com o aspecto físico, investem grande parte das economias em gastos supérfluos ou assumem comportamentos estereotipados da juventude”, exemplifica o sexólogo. E o mito do interesse por mulheres mais novas tem a sua razão de ser. “Acontece uma reorientação da sexualidade para pessoas mais jovens, como forma de negação de que já não se tem tanta energia e não se é tão atraente como quando se é mais jovem”, admite o sexólogo.

O rol de angústias já é grande, mas não fica por aqui. Esta é, também, a idade em que a saúde se começa a deteriorar. Fernando Mesquita explica que, embora os homens não experimentem as alterações físicas de forma tão visível como as mulheres que entram na menopausa, passam por um processo de declínio dos níveis de testosterona: “O que conduz a uma diminuição do desejo sexual, redução da força muscular, aumento da gordura corporal, tornando ainda os homens mais susceptíveis a alterações de humor.” Do ponto de vista físico, envelhecer traz outras mudanças: a excitação torna-se mais lenta, a erecção mais progressiva, o período de latência entre duas relações é mais prolongado.

Por estas e por outras, a entrada na ternura dos 40 tem muito pouco de ternurento para a maior parte dos homens. “Os níveis de stress são grandes, há perda de interesse pela companheira, podem surgir depressões, há que lidar com os preconceitos culturais ligados ao envelhecimento”, acrescenta o sexólogo. Por outro lado, entre os 40 e os 50 anos, a pressão é grande.

Os compromissos profissionais são maiores, as responsabilidades familiares exigentes. Muitas vezes, recorda Manuel Peixoto, “a quantidade de tarefas leva a um colapso”. Também nesta fase os filhos já estão crescidos e saem de casa “o que conduz a um vazio”. Ver envelhecer os próprios pais e ter de lhes prestar cuidados é outro factor que mexe com o homem, “ao perceber, de forma crua, que o ser humano é finito”.

Não é igual para todos Apesar de tudo, a crise da meia-idade é, sobretudo, existencial, porque o homem se apercebe de que tem menos tempo para viver. Mas a forma como atravessa este período depende de cada um. Quanto mais insatisfeito estiver com aquilo que tem, mais tentado se sentirá a mudar tudo.

Manuel Peixoto dá um exemplo: “Os homens que mantiveram relações afectivas mais turbulentas são mais vulneráveis.” Muitos chegam à conclusão de que querem criar rupturas definitivas “com o argumento de que querem ser felizes, viver sem sobressaltos, assentar”.

Necessariamente infiel? A crise de meia-idade não conduz, necessariamente, à infidelidade. “Quando acontece – e é frequente – é por que algo está mal na vida do casal. Não é o homem que arranja uma amante, é o casal que arranja uma amante”, defende Manuel Peixoto. E mesmo o interesse súbito por mulheres mais novas tem o que se lhe diga: “A maioria procura jovens não pelo sexo, mas para mostrar que conseguem tê- -las”, defende Margarida Pedroso Lima, da Faculdade de Psicologia de Coimbra E há que desmistificar: “A vida sexual é mais activa em casais em que a mulher é mais velha, porque a sexualidade feminina não declina, apesar das alterações fisiológicas.” Ainda tem dúvidas? “Depois de passarem pela menopausa, muitas mulheres sentem-se mais sensuais e têm mais desejo”, explica a especialista.

O melhor é não se precipitar. “Se é capaz de apaixonar-se por outras pessoas e outros projectos que não os que tem, então também é capaz de tentar resolver o que está errado”, defende Manuel Peixoto. Fugir à realidade e aos problemas não é boa ideia, muito menos “procurar soluções fora do contexto do casal e fora de si próprio”. Esperar que passe, por muito simplista que possa parecer, é uma solução.

Embora muitos homens procurem a ajuda de anti-depressivos, esta é uma solução errada. “É um erro. Os medicamentos não resolvem nada, porque os problemas continuam a existir, é só uma anestesia”, garante o psicólogo. Reflectir sobre os problemas é fundamental. Se não der resultado, o processo pode ser conduzido, em casal ou individualmente, por um especialista – um psicólogo ou um sexólogo.

Para as questões mais biológicas, pode–se consultar um endocrinologista, um andrologista, um urologista ou, simplesmente, o médico de família.

Mas não faça dramas. Todos gostamos de organizar a vida em ciclos. “Só que as fases são meramente circunstanciais e fruto de uma construção social”, defende Magarida Pedroso Lima. Encare a realidade: o ser humano é finito. “Não podemos querer viver como um ser estático”. Todos os ciclos da vida têm vantagens e desvantagens. “Não significa, necessariamente, que se esteja a declinar. No início do século XIX, a esperança média de vida era de 40 e poucos anos. Hoje, nessa idade, está-se a meio da vida”, lembra a psicóloga.

Fernando Mesquita recomenda, acima de tudo, que se opte por um estilo de vida mais saudável. “E tem de se ter noção de que a idade afecta as erecções – o homem não pode esperar uma erecção tão forte aos 40 como tinha aos 18.” Recorrer a “técnicas de auto-afirmação cuidando da aparência física” é outro truque. Mas há mais: combater as “ideias pré-concebidas em relação ao envelhecimento”, reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas (uma bebida dá-lhe coragem, outra solta as inibições, mas a terceira pode causar dificuldades de erecção), evitar o tabaco (que costuma andar de mãos dadas com a disfunção eréctil) e acabar com o stress.

Será que estou mesmo em crise? “Um paciente disse-me, na primeira consulta, que tinha vindo ao consultório porque lhe disseram que, devido à idade, poderia estar a entrar na andropausa. Quando lhe perguntei o que sentia, disse-me que não se apercebia de nada de diferente.” Margarida Pedroso Lima pertence ao grupo de investigadores que acredita que a crise de meia-idade não passa de um mito. O conceito apareceu depois da década de 1970, quando os hippies americanos começaram a envelhecer e entraram em crise. Com a idade a avançar, tiveram de se preocupar com valores que sempre negaram, como a importância do trabalho e do dinheiro. “Alguns teóricos procuraram entender o fenómeno, mas não houve nem há resultados empíricos que demonstrem que a crise da meia-idade seja normativa”, defende a especialista. Através do cinema, o conceito acabou por se espalhar e chegou à Europa. A psicóloga defende que o envelhecimento é um processo contínuo. Só que a pressão cultural é grande e “muitos homens acham que têm necessariamente de passar por uma crise a meio da vida”. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/27037-quando-os-homens-40-acreditam-que-podem-voltar-ter-20-anos, a 10 de Outubro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

A minha análise desta peça, e que a nossa sociedade pressiona os homens a esta mesma situação, a sentirem inúteis, e porque as mulheres dão mais atenção aos filhos.

Na peça, há coisas que não concordo, mediante a demografia da nossa sociedade, penso que nos 40 anos, não são os filhos que saem de casa, hoje em dia, é impossível sair de casa, pelo menos para a juventude que decide tirar cursos, depois penso que a decisão de procurar mulheres mais novas, além de denotar que as conseguem ter, mas principalmente se tal questão acontece, deve-se essencialmente a revelar que o homem teve uma vida sexual débil, e que devido em muito à pouca abertura das mulheres a terem uma vida sexual, dentro das necessidades que exige um casamento, por exemplo, sabemos que geneticamente o homem é um ser sexualmente insatisfeito, e que gosta teoricamente de o fazer muitas vezes, mas a mulher, é mais recatada devido a factores genéticos, no entanto, culturalmente ainda é incitada a negar, mesmo ao companheiro, e isso pode causar constrangimentos no casal, como tal, nem deve ser à maneira do homem, nem da mulher, penso que o meio-termo, é a solução mais plausível.

O artigo, penso que pode ser extrapolado para idades acima, por exemplo, penso que este artigo deveria também ser denominado como ternura dos 30, sem carreira.

Hoje em dia, assistimos a homens, e mulheres, que estão prestes a entrar em depressões, e que estão a borrifar para viver o mais possível, porque tiveram educações de cariz fascista, estudaram e tiraram licenciaturas, mas sempre tiveram empregos precários, e nunca conseguiram se fazer valer das competências e dos seus estudos, hoje namoram em namoros de quase décadas, estão confinados a namoros dos anos 30, onde não podem ter contactos físicos, pois sem dinheiro e mediante regimes fascistas em casas onde vivem, ambos os membros do namoro, o contacto físico é muito escasso, e não tendo meios de empregabilidade duradoura, como os país tiveram, não conseguem o casamento precipitado, como no tempos dos país. Esta geração, quando chegar aos 40, estará desiludida, pois pessoalmente não pode vingar, a vida amorosa não existe a não ser teoria, não possuem carreira, e mesmo que a venham a ter, nunca será como deveria ter sido. Posso só dizer, será uma geração seca, e sem sensibilidade à dor, pois nada lhes dói, porque sempre levaram pancada, será o fim da sociedade justa como até agora a conhecemos.

A minha escrita deste problema, é que penso que o jovem ou a jovem, mas mais o primeiro, na casa dos 30 anos, e que quer sair de casa, desde muito cedo, mesmo antes dos 18, e que se valorizou com educação, que se arraste em namoro, e não vê a sociedade, reconhecer o seu esforço, dando-lhe emprego, e valor; este jovem, sente o que está descrito no artigo, no geral, excepto, na parte física.

Conheço muitos jovens que na casa dos 30, namoram à décadas, em namoros de contacto físico quase inexistente (tem quase 30 anos…), queriam ter filhos (como o nosso primeiro ministro, pede), queriam ser independentes, vivem sob fascismo em casa dos país, tudo, porque parece que tiveram azar de estar numa crise, e as pessoas não têm soluções de emprego…

Não acham, que para se sentir a ternura dos 40,se deveria ter 40 anos??E não os 30? Não Acham que é precoce condenar pessoas, que soluções têm para esta geração? Pergunto a muitas pessoas, querem ter reforma? Querem ter netos? Querem ter quem trate de vós na velhice? Penso que toda as pessoas são unânimes em dizer que querem o melhor para os filhos, mas e os outros?? São animais?? Até estes têm direito á vida e à liberdade

Peço desculpa, mas há coisas que me revoltam, uma delas, é as pessoas ficarem velhas, e verem que os filhos não podem evoluir, por a sociedade que estamos inseridos, não ter a sensibilidade de distinguir pessoas de máquinas, de realidade de utopia.

Peço a todos, peguem na geração perdida, facultem apoio, eles vão vos agradecer para sempre, lembrem-se tal como as pessoas no amor precisam de carinho e afecto, estas pessoas não pediram para nascer, mas já que nasceram, precisam de dinheiro e emprego para viver, são necessitados, pois vivem em fascismo que deveriam ter desaparecido há mais de 30 anos…

Por favor façam algo, conheço muitos casos, posso dar casos concretos, façam algo, enquanto há vida

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Mulheres e a Sua Apetência Sexual…

Mulher

Hoje trago uma notícia que para a maior parte da sociedade portuguesa, ainda se trata de um assunto tabu, passo a transcrever a notícia e de seguida faço o meu comentário:

« As mulheres fazem sexo porquê? Por puro prazer ou contra o tédio

A Universidade do Texas fez esta pergunta a mil mulheres. Sexo para procriar ficou em 55.ª lugar na lista das respostas

Que razões levam as mulheres a fazer sexo? Amor? Paixão? Atracção? Desejo de prazer? Porque é bom? O livro “Why Woman Have Sex” revela que tudo isso é verdade, mas há mais motivos. Cindy Meston e David Buss, autores desse livro e professores de psicologia da Universidade do Texas, fizeram um estudo junto de mais de mil mulheres e concluíram que há razões mais estranhas e espantosas que levam as mulheres a terem relações sexuais com um homem.

Para travar uma dor de cabeça, melhorar a performance sexual, obter favores e presentes, por mero aborrecimento, ou como moeda de troca para obrigar os homens a fazer as tarefas domésticas – estas são algumas das respostas mais curiosas dadas pelas mulheres inquiridas. Vestir o avental, lavar a louça, passar a ferro e aspirar a casa pode convencer uma mulher a dormir com um homem. E houve ainda quem invocasse razões espirituais. Uma mulher respondeu que fazia amor para “sentir-se mais próxima de Deus”.

Os motivos sentimentais lideram a lista. Já o desejo de procriar só aparece na 55.ª posição da lista de respostas. De resto, há motivos para todos os gostos: mundanos (“Sentia-me atraída pela pessoa), românticos (“Queria demonstrar o meu amor”), altruístas (“Queria agradar o meu parceiro”), piedosos (“Dormi com vários rapazes porque tinha pena deles”), vingativos (“Queria vingar-me por o meu parceiro me ter traído”) e interesseiros (uma em cada dez mulheres admitiu fazer sexo “em troca de presentes”).

O estudo conduzido pelos psicólogos americanos começou por sondar 444 voluntários – homens e mulheres entre os 17 e os 52 anos – sobre as razões que achavam válidas para alguém desejar ter relações sexuais. Na fase seguinte, 1549 estudantes de psicologia hierarquizaram as 237 razões seleccionadas, associando valores de um a cinco a cada uma delas. Os autores concluíram que o estudo mostra que “enquanto os homens encontram muitas mulheres sexualmente atraentes, as mulheres não encontram muitos homem que as atraiam do ponto de vista sexual”. O que mais as atrai é um corpo simétrico, um homem alto, com uma voz profunda, “que cheire bem”. Baixos níveis de testosterona também podem ajudar – sugerem que as probabilidades de se envolverem com outras mulheres são menores.

Seis em cada dez estudantes da amostra revelaram que dormem regularmente com um colega do sexo masculino que não é o namorado. Uma delas, que estava numa universidade diferente da do namorado, explicou: “A vida é demasiado curta para esperar quatro anos para ter sexo outra vez.”»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/22900-as-mulheres-fazem-sexo-porque-puro-prazer-ou-contra-o-tedio, a 14 de Setembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Hoje não me vou alongar muito, visto ser ainda um assunto para muitos tabu em Portugal, e sendo que estamos, pelo menos na prática de poder falar ainda abertamente deste tema, até porque, eu ainda não sei que publico é que lê os meus artigos, e pode ser de uma heterogeneidade de idades, que penso que, que mesmo sem querer, posso ferir a susceptibilidade de alguém e não é preciso, relembro que n a teoria, somos livres de opinar o que bem quisermos, na prática não, pois em matéria de sexo, estamos a anos-luz dos países europeus e americanos, mas se pensam que tou a ser irónico, vejam como, aqui mesmo ao lado em Espanha, esta matéria é mais livre, e as pessoas mais abertas de espírito e tem liberdade que não temos. Vão um dia à noite a uma grande cidade badalada espanhola, e vejam como as pessoas são livres, e algumas mulheres portuguesas, ainda as catalogam de «porcas»… neste ponto, não me manifesto, penso que a liberdade tem que ser para os dois lados da barricada.

Agora indo de encontro, ao tema do artigo, penso que no geral todas as mulheres são um pouco manipuladoras, e então «gerem», a questão do sexo, de acordo com o comportamento do homem, se o homem agrada a elas, e é certinho, então tem sorte, caso contrário, não tem, podem usar também para o homem ficar com elas, e não procurar mais nenhuma mulher, isto claro, aplicado aos casos em que não existe amor, em que é sexo, pelo sexo.

No caso, em que existe amor, e falo de amor verdadeiro, penso que a questão do sexo, pode por uma vez ou outra, surgir pela manipulação, mas é raro, até porque, as mulheres tem pré disposição para tal, podem é não estar à vontade, pois não gostam de serem interrompidas, logo o sexo, tem que ser feito num local apropriado, e sem surpresas de modo a que elas, estejam predispostas e sigam o desejo de retribuir o amor que os homens nutrem por elas.

Basicamente as mulheres em jovens são um pouco aventureiras, mas não gostam de ter a denominada «fama», em namoro, não gostam de serem vistas, portanto, sexo em carros, está fora de questão, quando o namoro é verdadeiro, com a vida conjunta,  o sexo fica aí mais refinado e conjugado com amor, penso que fica sem limites, até porque de uma boa satisfação sexual, advém uma boa mãe para criar os filhos.

Por alguma razão é que se diz que as mulheres são como o vinho do Porto, quantos mais anos, melhor.

Deixo a questão: Quais as verdadeiras razões que levam a mulher a ter sexo?

Tenho Dito

RT

Manuais Escolares..Quanto Vai Gastar em 2009 Para os Adquirir….

Livros Escolares

Livros Escolares

Na ressaca de ontem e para não se perder o encadeamento, trago uma noticia, onde fala do valor necessário para estudar em Portugal este ano, passo a transcrever a noticia e de seguida faço uma análise:

«Saiba quanto custa o regresso às aulas

Cabaz escolar para um aluno do secundário pode ultrapassar os 200 euros

Cabaz escolar para um aluno do secundário pode ultrapassar os 200 eurosMuitas crianças aguardam ansiosamente o período de regresso às aulas, principalmente pelo momento em que de dedicam a experimentar o novo material escolar. Já para os pais, o momento não é de alegrias mas de grandes encargos.

De acordo com a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), o cabaz de manuais escolares para um jovem, por exemplo, no 7º ou no 9º ano (3º ciclo), situa-se nos 141, 40 euros, ou seja, está 6,20 euros mais caro do que o ano passado.

Já para um estudante no 2º ciclo (5º e 6º ano), os pais terão de desembolsar 84,93 euros, mais 3,90 euros do que em 2008. Se o seu filho frequentar o 1º ciclo (1º ao 4º ano), o valor do cabaz diminui substancialmente: 25,54 euros, ou seja, 1,36 euros mais caro do que no ano anterior.

Livros do secundário são os mais caros

No entanto, quando somamos a estes números o preço do material escolar, os preços voltam a disparar. Por exemplo, para um filho no 3º ciclo os pais terão de gastar mais de 150 euros, tendo em conta que o valor de um «kit» de material escolar ronda os 12 euros.

Esta quantia ascenderá a 300 euros se, por exemplo, tiver dois filhos no 3º ciclo.

No que diz respeito ao ensino secundário, a Agência Financeira pesquisou os preços: o conjunto dos manuais para um aluno do 10º ano no Agrupamento de Ciências ascende aos 250 euros.

Livros sobem 4,5%

O preço dos manuais escolares sofreu um aumento de 4,5 por cento, valor avançado, esta quinta-feira, pelo Jornal de Notícias e confirmado pelo Ministério da Educação.

Um aumento justificado à Agência Financeira por Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, que refere que «desde o ano passado, o aumento dos preços é calculado por indexação ao valor da inflação, deixando de estar congelado».

Já a Porto Editora defende que «os livros escolares têm um preço justo», pois corresponde a um trabalho que «demora 18 meses a ser desenvolvida».

Hipers em campanha

Para chamar os clientes, os hipermercados já têm campanhas para o regresso às aulas. É o caso do Jumbo que oferece um «kit» económico de material escolar que engloba 1 mochila, 1 caderno, alguns marcadores, canetas e afins. Também o Pingo Doce e Feira Nova têm a «habitual campanha de regresso às aulas», disse a fonte oficial da Jerónimo Martins. A Agência Financeira tentou contactar o Continente mas até ao momento não foi possível obter uma resposta. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1083578&div_id=1728, em Agência Financeira, a 20 de Agosto de 2009

O meu comentário:

Hoje é Segunda Feira, e trago ainda na ressaca ao dia de ontem, o preço de um cabaz escolar, para a reentre da época escolar.

Da analise, realizada pela Agência Financeira, podemos verificar que, o custo dos livros e do restante material escolar, sobe na mesma escala, que sobre o grau de ensino dos alunos, ou seja, no 1º ciclo, e usando a base da notícia, o cabaz fica por cerca de 150€, no entanto, se formos para o agrupamento de ciências, os livros podem ascender a cerca de 250€.

Outro dado, a retirar da notícia, é o incremento de 4,5% do preço dos livros, ou seja, acima do valor da actualização salarial do ano, mas mesmo, acima do valor da inflação, o que penso que será um contra-senso.

Vejamos uma coisa, a Constituição da Republica Portuguesa, defende que, tendencialmente o ensino, seria gratuito para todos, pois bem, é verdade que as escolas públicas são praticamente gratuitas, mas as despesas para se estudar neste país, principalmente no 3º ciclo são, muito altas, quase o valor de um ordenado mínimo. Não acham um exagero? O valor de um ordenado mínimo ir para a despesa escolar de um adolescente? E se forem 2 adolescentes no 3º ciclo, é necessário quase 2 ordenados mínimos..Um exagero.

Em alguns países da União Europeia, penso que um deles é mesmo a Alemanha, onde os livros são dados aos estudantes, para esse ano lectivo, sendo que estes devolvem os mesmos no final do ano, para assim poder passar para os colegas que estão abaixo; com este sistema, além de ser gratuito, pois é apoiado pelo Estado, os país não gasta dinheiro com os livros, os estudantes usam o livro, mediante um aluguer gratuito, e passam de uns estudantes para outros, além de ser ecologicamente muito bom, pois não são necessárias abater mais árvores para se produzir mais livros.

Além disso, penso que os pais, recebem um complemento, para a compra de material escolar para os filhos, senão vejamos, o interesse de estudar, em primeira estancia é dos filhos, mas em segunda estancia, o interesse é do Estado, que desta forma tem pessoas com qualificações, com recurso a custos reduzidos, pois fica bem mais barato, se a pessoa estudar na idade correcta, ou levar o estudo de uma forma seguida e organizada, do que posteriormente, o Estado, ou mesmo as empresas, gastarem recursos em formação, que é mais caro, e pode-se usar esses mesmos recursos para outros investimentos que sejam mais necessários às organizações.

Penso quer, em Portugal estudar sai caro, e depois temos das questões, hoje em dia os jovens vão prosseguindo mais os estudos, e os país, por quererem estudar no passado e não lhes terem deixado, vão deixando os adolescentes estudar, e vão fazendo pequenos esforços para tal, no entanto, se um filho de uma pessoa com baixas qualificações, chegar a casa e quiser ficar pelo 9º ano, e ir trabalhar, tem o apoio da família de forma imediata, pois estudar, tem custos altos, que uma família de baixas qualificações e só trabalhe o pai, não tem muitos recursos para o filho continuar a estudar, e não se importa que este trabalhe. Resultado, mantemos um nível muito próximo da iliteracia, ou seja, níveis muito baixos de qualificação, o que não beneficia o país.

Por outro lado, o Estado Portugueses, não ajuda na compra dos livros, nem do material escolar, mas financia, os e- escolas e os Portáteis Magalhães, não digo que não sejam necessários, mas penso que passa mais de um negocio com as operadoras moveis, que uma utilidade, pelo menos no imediato, senão vejamos, numa primeira estancia o jovem precisa para as aulas como Português, Matemática, ect, de um bom manual e posteriormente um computador, portanto, não ficava nada mal apoiar os jovens na aquisição de manuais escolares, ou então, os ceder como os Alemães, e então continuar posteriormente com os e- escolas.

Penso que o âmbito escolar, não passa de um jogo de interesses, entre Estado, Livreiros e Fornecedores de Material Escolar.

Deixo a questão: Qual a sua opinião sobre as despesas inerentes ao regresso á escola?

Tenho Dito

RT

Desemprego Atinge Recorde…Com Patrocínio de Governantes e Empresários…

O Sentimento da Geração de 80 é Este

O Sentimento da Geração de 80 é Este

Trago hoje uma notícia sobre um assunto que tenho abordado com alguma regularidade, por me causar alguma injustiça e desconforto, passo a transcrever a mesma e passo a tecer o meu comentário, posteriormente:

«Milhões do Estado não travam subida recorde do desemprego

1,2 mil milhões euros em 2009. Emprego no sector da Educação cresce 5% devido ao investimento no ensino e formação

A iniciativa Novas Oportunidades deverá abranger, só este ano, quase 400 mil pessoas, jovens e adultas. Neste período serão injectados na economia mais de 1,2 mil milhões de euros através dos programas de qualificação e formação profissional, maioritariamente financiados (cerca de 70%) por fundos da União Europeia. O resto do dinheiro procede dos cofres públicos. E mais dinheiro está na calha até 2013. Para formar toda esta gente e dar uso aos abundantes meios financeiros disponíveis, o recrutamento de formadores e professores está em alta e contrasta com o descalabro no emprego nacional.

Os números dos centros de emprego (IEFP), ontem divulgados, confirmam-no: o desemprego registado nas profissões especializadas (e altamente qualificadas) ligadas ao ensino e formação está a cair quase 24%, isto numa altura em que o desemprego nacional continua sem aliviar – aumentou 30% nos primeiros sete meses deste ano.

Do lado do emprego, a mesma coisa: os dados do INE relativos ao segundo trimestre mostram que o emprego dos “especialistas das profissões intelectuais e científicas” aumentou 5% face há um ano atrás, um número que contrasta com a destruição de 3% (recorde de décadas) no emprego da economia.

O emprego no sector da Educação aumentou 5%, confirma o INE, sendo um dos raros oásis de criação de postos de trabalho em Portugal. Melhor só a corrida às contratações do sector das agências imobiliárias (mais 44%) ou das “Actividades artísticas, de espectáculos, desportivas e recreativas” (mais 8%). Ainda assim, estas duas últimas actividades empregam menos gente (35 mil e 48 mil pessoas, respectivamente). Já os profissionais do ensino e educação serão hoje cerca de 361 mil pessoas, mais 19 mil do que há um ano; idem para os profissionais intelectuais e científicos, grupo que engordou 23 mil empregos, para um total de 487 mil.

É a iniciativa Novas Oportunidades a surtir efeito? É, referem vários observadores ouvidos pelo i. Pedro Adão e Silva, professor universitário especializado em questões laborais, sublinha: “Estamos numa etapa dramaticamente diferente no mercado de trabalho”. “A empregabilidade está cada vez mais ligada aos perfis de maior qualificação e a destruição de emprego é cada vez mais agressiva para quem tem menos qualificações. Para além disso, politica e financeiramente há um novo enquadramento que justifica um aumento nos profissionais ligados à educação e formação, muito centrado na iniciativa Novas Oportunidades”, acrescenta.

Isso está reflectido na montanha de recursos que estão a ser canalizados para a área do “potencial humano”, como lhe chama o governo. Mais formandos, mais centros de formação e, necessariamente, mais formadores para responder às metas estabelecidas. Se não forem cumpridas, o dinheiro não será pago. Entre 2007 e 2013, Portugal receberá da União Europeia cerca de 6,1 mil milhões de euros para estas actividades, valor que será completado com um esforço de 2,6 mil milhões em financiamento público nacional.

E quantos formadores têm as Novas Oportunidades? Não é um número fechado visto que se trata de um iniciativa que envolve escolas, centros de formação, associações e empresas. Até ao final da edição, não houve ninguém disponível no Ministério do Trabalho, que tutela esta área, para falar sobre o assunto.

Mas quem trabalha no terreno assegura que a actividade explodiu nos últimos anos. Em 2009, continua a ser verdade. Ana Soares é formadora há vários anos num centro de emprego do IEFP da Grande Lisboa. Segundo esta licenciada em História, “o volume de formação aumentou de forma expressiva, ou seja, as pessoas têm mais horas, mas aumentou também o número de formandos”. “Logo”, continua, “teve de aumentar a contratação de formadores até porque a nova lei impede muitos dos que no passado davam formação”. Segundo esta formadora, antes muitos dos lugares “eram preenchidos por professores reformados e efectivos nas escolas que assim obtinham um bom complemento salarial”. Isso agora acabou: “estão obrigados a contratar pessoas mais jovens que não os daqueles dois grupos”.

João Dias da Silva, secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), também concorda que as Novas Oportunidades fazem a diferença. “Terá, de certeza, algum impacto na dinâmica do emprego neste sector. Não são apenas os formadores no sentido estrito, o programa tem outras dimensões: o apoio psicológico, a orientação profissional, as actividades artísticas. Tudo isso emprega pessoas”. E professores do sector público, há mais? “No primeiro semestre acredito que os números fossem mais favoráveis, mas na segunda metade do ano a situação deve mudar. Há muitos cujos os contratos terminam no final de Agosto”, salienta.

Cristina Casalinho, economista-chefe do Banco BPI, acredita que “tendo em conta o excesso de professores que havia e as metas das Novas Oportunidades, é de esperar que o programa esteja a ter alguma expressão em termos de recursos humanos”. Segundo o governo, as Novas Oportunidades deverão formar, de 2005 a 2010, entre 650 mil jovens e um milhão de adultos em idade activa.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/18790-milhoes-do-estado-nao-travam-subida-recorde-do-desemprego, em Jornal I, a 18 de Agosto de 2009

A Minha Análise:

Aqui temos uma coisa que tenho vindo a pregar, e que no futuro ainda vai ser pior, senão vejamos, anda o Estado Português a comparticipar 30%, do ensino das novas oportunidades, e a tentar captar dinheiro da União Europeia, que mais tarde ou mais cedo, vamos ter que devolver, e para quê? Qual o fundamento?

As pessoas que saem das novas oportunidades, na sua generalidade, (e eu conheço algumas excepções, mas que não são contempladas nesta situação), são pessoas que tiram o 9º ano, ou mesmo o 12º ano, em apenas alguns meses, e a costurar, a aprender informárica, a fazer coisas banais, e como tal, não podemos comparar estas pessoas com quem estudou os anos nornmais, tipo fez o 5º. 6º, 7º, 8º, 9º, 10º, 11º e o 12º, tem claro uma formação muito mais credível, completa e correcta, no entanto, quem fez este percurso, na sua, generalidade, são pessoas novas, têm até 35 anos, e segundo a economia nacional, são pessoas muito novas para trabalhar, pois apresentam pouca experiência…Enfim…

Outra Questão, é que com o 9º ano, e se tiver mais que 23 anos, pode ingressar, sem exames nacionais, como os comuns mortais, no ensino superior, e tirar um curso, uauuu, vejam a vantagem, e é o que vou aconselhar aos meus filhos, quando os tiver, filhos tirem o 9º ano, vão trabalhar, quando tiverem 23 anos, concorrem ao ensino superior com os maiores de 23, e tiram um curso, que vos vai ser útil para progredirem na organização que entraram com o 9º ano, com os recursos que amealharam, podem comprar um carro, ou mesmo, dar entrada para uma habitação, podem se casar, ou mesmo juntar com 18 anos, pois têm recursos, ter filhos e tudo, e claro que os impostos serão mais baixos, pois, estão casados e têm filhos.. Não acham hilariante? Eu acho que este é o seguir correcto da vida, e deve ser assim, foi assim que os nossos governantes idealizaram o sistema, desprezando quem segue o caminho normal, quem não «falcatrua», o sistema, e quem têm qualificações, boas qualificações acima da média mesmo europeia, mas que apresentam pouca experiência no mercado de trabalho e como tal, são arrumadas para o lado, ou seja, são excluídas, privilegiando-se pessoas que podem não ter estudos, mantêm experiência e podem depois tirar um curso na universidade, pelos maiores de 23.

O que disse acima, parece chocante, mas é a realidade do nosso país, eu não condeno que as pessoas se qualifiquem, e que tirem o 9º ano, ou mesmo, o 12º ano, penso que é benéfico para o incremento da cultura portuguesa, e da qualificação da nossa população.

Condeno sim, que se entre em universidades, pelas portas do cavalo, ou seja, sem fazer um secundário em condições, e sem os exames às especificas exigidos aos cumpridores, ou seja, quem segue essencialmente uma carreira mais académica.

A verdadeira questão é, não se pode, «premiar», sempre os mesmos, ou seja, no acesso ao emprego premeia-se quem tem a experiência, ok, mas os que têm a experiência são os mais velhos, os que não estudaram, e os que se qualificam com as novas oportunidades, e tiram os 9º anos e 12º encapotados, e conseguem aceder às universidades pela porta do cavalo, através dos maiores de 23.

Os não premiados, são os que entram para a escola com 6 anos, e saem formados com um curso, podendo até trabalhar em part time, e conjugar com a escola, ou seja, são percursos académicos, com programas escolares normais, e onde o acesso às universidades é realizado com recurso a exames nacionais, ou seja, queimam pestanas, conjugam por vezes com actividades profissionais, de cariz precário ou muito precário, e cuja experiência, não serve para nada.

Ou seja, é esta facha etária cada vez, em maior crescimento, que tem nos dias de hoje dos 20 anos aos 35 anos, é oriunda das gerações de 80, e que é desvalorizada a todo custo, porque seguir um percursos académico, cujos governos e sociedade em geral despreza, considerando até de falsos Dr., e elegendo, fazendo subir nas empresas e aceder aos empregos pessoas com um Dr «comprado», pois penso que muitas das novas qualificações, para a maioria das pessoas, é como ir, às compras no supermercado, ou fazer um crédito para um novo automóvel.

Basicamente, este é um País que incentiva o não estudo, e a «roubalheira» e desonestidade, no acesso a qualificações…

Desejo a melhor sorte às gerações de 75 até 90, que são as excluídas da sociedade portuguesa, segregada no acesso aos empregos, e campeã de empregos precários e com contractos precários ou mesmo recibos verdes.

Depois ficamos com  questões do tipo:

  • Porque temos uma baixa natalidade?
  • Porque a economia está baixa?
  • Que aconteceu com o consumo privado?
  • Porque é que os grandes cérebros estão a sair de Portugal?
  • Porque temos uma competitividade tão baixa?

Existem muito mais questões a colocar, deixo estas aqui para analise de quem quiser, ou para, simplesmente pensaram nelas.

Deixo o aviso.

Acordem!!! Esta geração ainda tem salvação, não a segreguem!

Tenho Dito

RT