Portugal Quer Tentar Não Atingir os 600 Mil Desempregados…Será que Consegue?? Veja Aqui Algumas das Medidas…

Desemprego quase nos 600 mil...

Hoje venho analisar o tema discutido na assembleia da republica, a noticia está abaixo transcrita e de seguida vou tecer um comentário à mesma.

«Portugal terá 600 mil desempregados no final do ano

As contas são de Paulo Portas que chamou Governo ao plenário para discutir desemprego.

Portugal começou o ano com 400 mil desempregados. «Quando acabar o ano terá muito provavelmente 600 mil desempregados». As contas são do líder parlamentar do CDS, Paulo Portas, que esta quarta-feira vê o Governo dirigir-se ao plenário da Assembleia da República para discutir o aumento da taxa de desemprego em Portugal, a pedido do seu partido.

Governo admite que desemprego vai aumentar

«Em cada cinco jovens, um não consegue encontrar uma possibilidade de encontrar um projecto de vida», sintetizou Paulo Portas, sublinhando que «não vale a pena ter em 2010 a mesma política de combate ao desemprego de 2009».

Para o CDs-PP são as «micro, pequenas e médias empresas que criam emprego» e, por isso, considera que «é muito mais útil ter menos impostos para ajudar as empresas a sobreviverem e aumentarem postos de trabalho do que terem impostos altos e entrarem em incumprimento».

Paulo Portas defendeu, por isso, que o Governo «baixe o pagamento especial por conta enquanto é tempo, aceite pagar as dívidas do Estado a tempo e horas dinheiro que vai mais rápido para economia e ponha a funcionar fundos comunitários, nomeadamente o QREN e o PRODER». Além disso, o deputado centrista apelou para que o Governo «aceite majorar o subsídio de desemprego a casais desempragados, especialmente quando há filhos».

Ministra promete mais 500 mil postos de trabalho

A ministra do Trabalho, Helena André, subiu ao púlpito do hemiciclo para sublinhar o novo «Pleno Emprego», programa do Governo para estimular o emprego em Portugal, justificando a actual situação com a crise internacional.

«A crise que estamos a enfrentar não e um problema de poucas semanas é um combate de anos em que as medidas de curto prazo tem de ser enérgicas», disse Helena André, reforçando, no entanto, que «estamos felizmente longe da situação da estónia, Eslováquia Irlanda, Espanha».

Helena André garantiu que «o novo Pleno Emprego aposta no sistema de emprego com qualidade», afirmando que «empregos precários não contam. São nefastos para a qualidade do emprego».

E ficou a promessa: «Vamos criar mais de meio milhão de postos de trabalho». »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/portugal-crise-desemprego-paulo-portas-cds-trabalho/1132885-1730.html, a 20 de Janeiro de 2010, em Agência Financeira

O meu comentário:

A minha análise a esta noticia, tem pontos a favor e pontos contra.

Penso que de positivo a noticia refere e muito bem, que os governantes tem consciência da falta de existe muita falta de emprego, e quem são os mais prejudicados são os mais jovens, essencialmente os que possuem licenciatura, pois são estes que deveriam ter emprego em quantidade e qualidade, para que exista sustentabilidade e desenvolvimento do país, mas não, é exactamente o contrário, os que possuem mais emprego, são os jovens com menores qualificações e possuem até mesmo os empregos mais duradouros, não compreendemos e como, isso acontece, e como pensam os governantes desenvolver o país com este tipo de emprego, e que recorre muitas vezes, a empresas de trabalho temporário, e que paga os ordenados mínimos, convenhamos que alguém com o ordenado mínimo, dificilmente consegue despoletar o consumo que os governantes, estão à espera que seja responsável pelo incremento da economia em Portugal.

No entanto, os governantes já indicaram que não são a favor do trabalho precário, ou seja, o trabalho com contractos, pois bem, até indicam mesmo, que trabalho desse tipo, não deve ser considerado trabalho de qualidade, no entanto, um dos pontos que tenho contra, é que o governo fomenta esse mesmo tipo de trabalho, e veja-se um exemplo disso, é os estágios na função publica que vai abrir, são pelo menos em primeira estancia trabalho temporário, pois não existem garantias de integralidade dos jovens estagiários…Penso que seria mais benéfico para o país, era que os funcionários públicos que pretendem a reforma (e que são muitos), lhes seja concedida a mesma, e se coloque a juventude que quer trabalhar nesses mesmos lugares, com certeza iríamos ter mais qualidade nos serviços públicos, além de transparecer uma imagem mais agradável ao por exemplo, chegarmos às finanças e termos pessoas mais jovens e com vontade de nos atender.

Outro factor que o governo, deve ter em conta, é apertar as regras para as empresas de trabalho temporário, empresas estas, que coabitam no nosso mercado de trabalho, dando facilidades aos seus clientes (por vezes empresas muito grandes), de poder usar, e abusar de um trabalhador, e não saírem manchados ambos desta mesma situação, penso que parte da desmotivação das pessoas começa nessas pequenas coisas, como serem encaradas como pessoas capazes e com vontade de trabalhar, e não como meros objectos, andamos a criticar e bem, que no passado se usava e abusavas das mulheres, e a mentalidade teve que mudar, pois as mulheres não são meros objectos, e a mesma filosofia se deve ter em conta no que concerne no mercado de trabalho.

Vamos aguardar, para ver o que dá, no entanto, pessoalmente não acredito muito nestas medidas, pois gato escaldado de água fria tem medo, pois muitos jovens estão cansados destas mesmas situações, e por tal razão é que andam afastados das lides políticas e dos governantes, pois não acreditam, nem conseguem entender a tangibilidade da política, e os seus representantes.

A esperança e relembro mais uma vez, para que fique bem vincado, está na juventude, especialmente a licenciada e que anda à procura de uma oportunidade, quem lhe souber estender o braço e a estimular, vai ter sucesso com certeza, pois esta juventude não é de desperdiçar as oportunidades que lhe são concedidas.

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33% da População Nacional Não Tem Possibilidade de Ter a Casa Quente…Veja Uma Análise a Esta e Outras Situações Que Originam o Limiar de Pobreza em Portugal

Soluções de Aquecimento Longe de Um Terço dos Portugueses Fonte: http://www.wiki2buy.com.br

Hoje trago uma notícia que me chamou à atenção, em que os níveis de pobreza em Portugal, estão a crescer, em vez de tendencialmente descerem, como seria de esperar, por sermos um país «dito» desenvolvido. Passo a transcrever o artigo e de seguida vou efectuar um breve comentário ao mesmo.

«Um terço dos portugueses sem meios para ter casa quente


Apesar de Portugal ter um dos mais amenos climas, ou por causa disso, em nenhum outro país da União Europeia (UE) há tanta incapacidade de manter a casa quente. É o que sobressai da análise da taxa de privação material, um indicador que o Comité de Protecção Social criou para medir a exclusão social. Os dados foram ontem divulgados pelo Eurostat – a antecipar a conferência de abertura do Ano Europeu de Combate à Pobreza e à Exclusão Social, a acontecer quinta-feira, em Madrid, sob a orientação da Comissão Europeia e da presidência espanhola da UE.

A fórmula é nova. Implica constrangimento severo para três de nove capacidades: fazer face a despesas imprevistas; pagar uma semana de férias por ano fora de casa; honrar empréstimos; fazer uma refeição com carne ou peixe ou vegetal equivalente de dois em dois dias; manter a casa quente; ter uma máquina de lavar, uma TV a cores, um telefone ou um carro próprio.

A taxa de privação material estava em 2008 nos 17 por cento, mas havia grande disparidade no espaço comunitário – quatro no Luxemburgo a 51 na Bulgária, um desvio muito mais acentuado do que o da taxa de risco de pobreza, que, embora também estivesse nos 17, oscilava entre os 26 na Letónia e os nove na República Checa. Portugal pontuava 23 numa e 18 noutra.

Dez por cento da população da UE não conseguia ter a habitação suficientemente quente. Portugal liderava esta falta (35 por cento), seguido de perto pela Bulgária (34). O problema quase não se colocava nalguns países frios, como a Noruega, a Suécia, a Estónia e o Luxemburgo (um). Era, no entanto, sério em Chipre (29), na Roménia (25), na Lituânia (22), na Polónia (20) e na Letónia (17), onde os termómetros também descem muito abaixo de zero.

“Isso é um indicador muito relevante para países frios”, advoga Edmundo Martinho, presidente do Instituto de Segurança Social. Parece-lhe ajuizado relativizá-lo por cá, embora nele caibam pessoas com orçamentos que não permitem grandes gastos de electricidade ou gás. Em Portugal, os edifícios nem eram construídos a pensar nos humores do Inverno – só há pouco o país avançou para a lareira, para o recuperador de calor, para o aquecimento central.

A distância da média europeia também se cava no não poder custear uma semana de férias fora de casa: 64 por cento dos portugueses não podiam fazê-lo, um valor só superado pela Roménia (76), pela Hungria (67) e por Malta (65), seguidos de perto pela Polónia (63), pela Lituânia (60) e pela Bulgária (59) – todos bem acima da média europeia (37).

A noção de privação parece alterar-se quando se olha para a capacidade de ter carro próprio. Neste campeonato, Portugal estava na média da UE: nove por cento. As maiores carências registam-se nos países do alargamento, que só há pouco tiveram acesso facilitado a esse tipo de bem.

A boa notícia emana da mesa. Quatro por cento dos portugueses não tinha hipótese de comer carne ou peixe ou o equivalente vegetariano a cada dois dias, quando a média europeia se situava nos nove. O sinal de alimentação equilibra alegra Edmundo Martinho, mesmo admitindo que por cá alimentos como o peixe não alcançam os preços de países sem pesca.

A comparação europeia não envergonha o coordenador nacional do Ano Europeu do Combate à Pobreza: “Há valores que temos de baixar, mas a taxa de risco de pobreza na UE passou de 16 para 17 e nós baixámos para os 18.” A taxa de risco de pobreza tem como base o rendimento médio mensal por adulto equivalente – em 2007, ano ao qual reportam os rendimentos em análise, o limiar de pobreza em Portugal correspondia a 406 euros por mês.

A pobreza extrema é hoje a maior preocupação do planeta. Pelo menos assim ditam 71 por cento de 25 mil inquiridos entre Junho e Outubro de 23 países da Ásia, das Américas e da Europa. Com a crise, não há quem não preveja aumento. “Para os países desenvolvidos, é uma questão de postos de trabalho e de crescimento económico. Para muitos países pobres, é a dor lancinante de milhões de pessoas que passam fome e ficam doentes”, comentou o presidente do Banco Mundial, citado pela Reuters. »

In: http://www.publico.clix.pt/Sociedade/um-terco-dos-portugueses-sem-meios-para-ter-casa-quente_1418522?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29&utm_content=Google+Reader, a 19 de Janeiro de 2010, em Jornal Publico

O meu comentário:

Perante esta notícia, devemos ficar mais tristes, pois Portugal em vez de andar a subir de nível, decresce a cada dia que passa, o que não era de ficar admirado, em virtude de as nossas condições de vida estarem afectadas devido à crise em  que estamos inseridos.

Um dos factores que pode levar a que as nossas condições de vida tenham sofrido decréscimo, deve-se, a níveis de desemprego altos e consequentemente a perca de qualidade de vida, neste caso, nos bens básicos como o aquecimento, ou mesmo, a alimentação.

Parte deste problema, advém como acima enumerei da crise, no entanto, muito dele já existia muito devido aos fracos níveis salariais e aos trabalhos precários, que tem colocado, especialmente as camadas mais jovens como as mais pobres de toda a Europa, originando problemas como sustentabilidade das populações, fracos índices de natalidade, pouco investimento no médio e longo prazo por parte da juventude.

Mais uma vez, e devido a condições, que num contexto de União Europeia, são inaceitáveis, não podemos estar sempre a perder, é necessário dar a volta a esta situação, e pelo menos as necessidades básicas como higiene e conforto, sejam cumpridas, pode-se por aqui até concluir, a razão para que exista fraco investimentos em Portugal, basta verificar essa mesma situação, analisando as condições de vida, com a pirâmide de Maslow.

Maslow, defendia que o ser humano, só quando satisfaz as necessidades básicas como segurança e conforto, é que as pessoas, partem para voos mais altos, como aposta em carreiras ou mesmo investimentos de qualquer espécie, pois bem, perante esta análise, podemos ver que se espera que as pessoas invistam e avencem na vida, no entanto, não Portugal, está a dar pouco às pessoas, no que concerne a necessidades básicas de vida.

Enfim, penso que esta minha opinião, pode não ser compreendida facilmente, no entanto, este é o meu ponto de vista, tendo em conta, que conheço algumas teorias de relações humanas, e como tal, é me difícil divorciar desses mesmos conhecimentos, numa analise tão pobre e triste da sociedade portuguesa, que apesar de estar inserida num grupo de países de 1º mundo, continua a ter uma grande franja da população a viver ou na pobreza, ou no limiar da mesma.

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Análise Aos 3 Anos Sem Aumento do Poder de Compra em Portugal…Vale a Pena Espreitar…

Poder de Compra em Portugal, não Cresce à 3 Anos... Fonte:www.consulta-aos-cidadaos-europeus.eu

Hoje venho falar de algo, que não nos ajuda em nada, trata-se de à 3 anos não possuirmos incremento de poder de compra, passo a transcrever o artigo e de seguida faço o meu comentário ao mesmo.

«Portugueses têm o mesmo poder de compra há três anos

Cada português tem duas vezes menos poder de compra que um habitante do Luxemburgo

Nem mais, nem menos. Os portugueses têm o mesmo poder de compra desde 2006, em relação à média dos 27 países da União Europeia (UE). Segundo o Eurostat, a riqueza real de cada pessoa, medida pelo produto interno bruto per capita ajustado em paridades de poder de compra (PPC), equivale a 76% da média da UE (dados relativos a 2008), o que faz de Portugal o 22.o mais pobre do espaço europeu, atrás de Malta, República Checa e Eslovénia.

Estas contas levam a que os portugueses tenham a mesma capacidade para adquirir bens e serviços há três anos. Portugal está assim mais longe dos países mais evoluídos da Europa e mais perto de países de Leste, pelas piores razões. Uma notícia “que não é desejável”, explicou o economista António Nogueira Leite, mas também “não é surpreendente”, acrescentou em declarações ao i.

Em relação a Espanha (103% de PPC): “um português tem apenas 3/4 da capacidade de compra de um espanhol”, exemplificou.

A lista é liderada pelo Luxemburgo, onde o poder de compra de cada habitante é mais de duas vezes e meia superior à média europeia – quase 277%. O país mais rico tem vindo a distanciar-se dos restantes, nos último anos, aumentando o fosso em relação a países como Portugal, cuja diferença é de 200%.

Portugal no terceiro grupo As contas do Instituto Nacional de Estatística indicam Portugal no terceiro grupo de países, em conjunto com República Checa, Eslovénia, Grécia e Chipre. Mesmo assim, Portugal é o último do terceiro grupo e apenas com um poder de compra ligeiramente superior ao da Eslováquia.

O problema, adiantou Nogueira Leite, “é estrutural” e “é o resultado de uma década sem crescimento económico”.

A questão preocupa o economista que já viu Portugal ser ultrapassado pela Grécia. “Na década de 90, estávamos um pouco acima da Grécia (94,3% de PPC) – no que toca à capacidade de cada português adquirir bens e serviços – e ligeiramente abaixo de Espanha. Os preços não evoluíram da mesma forma nos três países. O nosso produto não cresceu.”

No fim da tabela está a Albânia, onde o indicador de riqueza corresponde a apenas 25,5% de cada europeu. »

IN: http://www.ionline.pt/conteudo/37781-portugueses-tem-o-mesmo-poder-compra-ha-tres-anos, a 16 de Dezembro de 2009, No Jornal I

O meu comentário:

É com tristeza, que comento esta mesma notícia, pois sinto que é bastante degradante para uma economia que quer sair da crise, não conceder incrementos de qualidade de vida, neste caso, o incremento do poder de compra.

Em 3 anos, o poder de compra em Portugal, manteve-se estável, isto quer dizer, que com a subida que tivemos, nomeadamente no ano transacto, das taxas de juro e dos combustíveis, as coisas, ficaram muito limitadas, isso foi bem patente no ano passado, este ano as pessoas, que tem mais margem, em virtude de os preços dos bens de consumo regular terem caído, penso que devem optar por exemplo, abater à prestação da habitação, ou então optar por canalizar esses mesmos valores para poupanças, e para se preparar para um 2010, onde as prestações das habitações irão subir, bem como, invariavelmente os combustíveis.

Mediante a média dos países do velho continente, neste caso, da união europeia, temos a denotar que este afastamento em 3 anos, agrava cada vez mais as discrepâncias de qualidade de vida entre países na EU, sendo que cria efectivamente um fosso maior, o que não abona em favor de Portugal, nem muito menos da União Europeia, pois um fosse maior, vai com certeza agravar a média geral.

Ainda esta semana, ouvi dizer que o patronato português, pretende somente incrementar os ordenados mínimos em 10€, o que da 140€ a mais por empregado/ano, penso que sejam valores na minha opinião inaceitáveis, pois por este andar, para o ano 2011, o incremento caso o mesmo exista, e esperemos que sim, será de apenas 5€? O que quero aqui chamar à atenção, é que estes valores são um pouco redutores para um país que faz parte da EU, e os 10€, não vão dar mais qualidade de vida aos empregados, não vão servir de política de motivação dos mesmos, vão sim servir para que o empregado, mal possa, tente mudar de emprego, pois um patrão que vive muito bem, e que até tem uma empresa rentável, por que motivo não partilha este sucesso com os seus funcionários?

É obvio que, as pessoas, para terem mais poder de compra, tem em primeira instancia ter mais rendimento disponível, mas essencialmente, devem possuir, segurança nos empregos, devem sentir segurança na economia do país e nas políticas seguidas pelo mesmo, de igual forma, que se receberem mais, e tiverem menos encargos, ou o peso dos encargos for menos, vão obviamente ter mais poder de compra, logo, vão consumir mais, e incrementar o consumo interno, que é uma das variáveis a ter em conta para se sair da crise onde estamos inseridos.

Obviamente, que eu trouxe a situação dos patrões de modo, a chamar à atenção, e de mostrar que não é só o valor, mas a qualidade no trabalho que está em causa, os funcionários devem estar enquadrados com a política da empresa, devem sentir que o patrão precisa deles, e eles precisam do patrão, através desta conjugação de interesses, é obvio que, até podiam ser 5€, por a empresa estar em dificuldades, mas penso que o espírito de sacrifício era algo, que todos iriam ter, de modo, a poderem vingar.

Para finalizar, penso que temos que dar oportunidade às pessoas, e tentar dar uma maior qualidade de vida, e acima de tudo, não deixar fugir a UE, e a média, pois só assim seremos competitivos, e não seremos esquecidos, ou então, relegados para segundo plano, por sermos os «carros vassoura» da EU.

Deixo a Questão: Que pensa de não termos incremento de poder de compra nos últimos 3 anos?

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Destruição de Empregos Anda ao Dobro da UE…Somos Muito Bons…Vale a Pena Espreitar…

Velocidade de Destruição de Empregos em Portugal... Fonte: http://www.samuelcelestino.com.br

Trago hoje mais um artigo, que fala do flagelo do desemprego, penso que seja, algo que é sempre salutar não deixar cair no esquecimento, passo a transcrever o mesmo, e de seguida  faço um pequeno comentário ao mesmo.

«Portugal destruiu empregos ao dobro da velocidade da UE

Serviços e imobiliário explicam porque Portugal eliminou emprego no terceiro trimestre ao dobro do ritmo da zona euro

A economia portuguesa está a destruir empregos a uma velocidade cada vez maior face à média dos 16 membros da zona euro, mostram dados ontem publicados pelo Eurostat. No terceiro trimestre Portugal perdeu empregos em praticamente todas as áreas – com excepção do sector público -, mas é no comércio, na restauração, no turismo e no imobiliário que a sangria se está a agravar a um ritmo maior face à média do euro, apurou o i a partir de dados fornecidos pelo instituto estatístico europeu. A tendência de degradação cada vez mais profunda do mercado de trabalho português, ampliada pela recessão internacional, continua a ser a principal preocupação dos portugueses (ver texto ao lado).

No terceiro trimestre foram destruídos 161 mil empregos face ao mesmo período do ano anterior, um ritmo de variação quase 50% acima da média da zona euro. Esta divergência tem vindo a acelerar ao longo de 2009: entre o segundo e o terceiro trimestres deste ano a taxa de destruição de emprego foi de 1,1% (menos 58 mil postos de trabalho), mais do dobro dos 0,5% registados pelo clube do euro.

“O número [para a zona euro] mascara divergências consideráveis entre estados membros”, destaca Martin Van Vliet, economista do banco holandês ING. “Quedas abruptas no emprego em Portugal e em Espanha contrastam com quebras menores em países como a Alemanha e a Áustria”, acrescenta à Reuters.

Dados mais detalhados do Eurostat permitem perceber que em Portugal as áreas do comércio/restauração/hotéis, assim como o conjunto imobiliário/sector financeiro/transportes são aquelas em que o ritmo de destruição de postos de trabalho tem sido superior à média europeia (ver caixas ao lado). No conjunto, estes negócios empregam cerca de 40% do total da população activa em Portugal.

A degradação nestes sectores explica-se não só pela recessão, mas também pela preponderância de trabalhadores com contrato a termo – estes sofrem uma taxa de destruição de emprego três vezes maior do que as pessoas com vínculo permanente, nota o Livro Branco das Relações Laborais, um estudo feito para a reforma do código laboral. Os trabalhadores afectados são também, em regra, os que têm qualificações e salários mais baixos, mais facilmente substituídos pelas empresas.

“A segmentação [contratual entre precários e contratados permanentes] no mercado de trabalho português é maior face à da zona euro”, aponta ao i o sociólogo Pedro Adão e Silva. “A flexibilidade no mercado de trabalho em Portugal é feita por este lado”, acrescenta.

Outros sectores de peso no emprego, como a indústria transformadora e a construção – que juntas valem 27% do empregos em Portugal – contribuem também para a destruição de empregos: a construção registou a segunda taxa mais negativa entre o segundo e terceiro trimestres. Contudo, nestes sectores a quebra, ainda que pronunciada, é inferior à da média europeia, onde países como Espanha, Malta e Irlanda sofreram enormes perdas.
Portugal, terceiro pior na OCDE A destruição líquida de empregos – que equivale a dizer que os postos de trabalho eliminados foram superiores aos criados – está directamente ligada à subida da taxa de desemprego em Portugal. Em Outubro cifrou-se num máximo de 10,2%, o terceiro valor mais alto no conjunto dos 30 países desenvolvidos, apontou ontem a OCDE.

Ontem, a ministra do Trabalho garantiu que segue com “muita atenção” a destruição de emprego em Portugal, tendo garantido a continuação de medidas de apoio às empresas e aos trabalhadores activos. A oposição criticou o atraso da execução do plano anti-crise do governo (PSD) e sugeriu apoios às pequenas e médias empresas (CDS). Um relatório anual da Comissão Europeia sobre emprego em 2009, a ser divulgado hoje em Bruxelas, sublinha que estas medidas de apoio, adoptadas por todos os países, têm contribuído para a estabilização das economias – o desafio, aponta a Comissão, é equilibrar estas panaceias com reformas de longo prazo.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/37566-portugal-destruiu-empregos-ao-dobro-da-velocidade-da-ue, a 15 de Dezembro de 2009, no Jornal I

O Meu Comentário:

Relativamente à peça jornalística por mim transcrita acima, penso que é uma triste realidade poder confirmar esta mesma situação, ou seja, que a velocidade de destruição do emprego é maior que nos nossos congéneres Europeus.

Não seria de esperar outra coisa, penso que Portugal, não é agradável aos pequenos e médios empresários, devido a poucas ajudas por parte do governo, pois, se for uma empresa de grande escala, ou mesmo, uma multinacional, os apoio são maiores, penso que de teoricamente empregarem mais pessoas. Outro, dos motivos de que leva a existir muito desemprego, deve-se à dicotomia entre empregados a termo, e os empregados sem termo, é muito comum hoje, se usar do contracto a termo, e ao final dos 3 anos, mandar a pessoa embora, alegando por exemplo, extinção do posto de trabalho, esta dicotomia, faz com que as pessoas tenham estilos de vida precários, e como tal, invistam pouco na economia, não consigam consumir o que necessitam ou desejam, o crédito pelas instituições financeiras é mais facilmente barrado, etc; devemos ter em conta, que a maior partes dos jovens licenciados, começam com contracto precários deste tipo, e depois «despacham-nos» ao fim de 3 anos, um exemplo, que vai já acontecer no ano de 2010, é o programa de estágios que o nosso governo vai lançar, onde não garante a empregabilidade dos referidos jovens, apesar de todos termos conhecimento , que muitos funcionários públicos, solicitaram pedidos de reforma, mas os mesmo não são consentidos, julgo por, ser mais fácil usar um jovem, que pagar uma reforma a um funcionário publico, pelo menos o ordenado do jovem, é mais barato.

A economia de Portugal, tem que levar um grande abanão, tem que se renovar, levar pessoas mais novas nos empregos, de modo, a que novas ideias, novos estilos, novo sangue, essencialmente trazido pelos recém licenciados, possa singrar. Todos sabemos que tendencialmente a economia tem que ser o mais heterogénea possível, isto a todos os níveis, logo penso que a existência de empresas pequenas, médias e grandes, o mais diversificado possível, só vai credibilizar a nossa economia, no entanto, é preciso ajudar os mais velhos, ou lhes concedendo as pré reformas, ou requalificando os mesmos, no entanto, caso se opte por os colocar de novo no mercado de trabalho, devemos ter em conta, que estas pessoas, auferiam à data do despedimento ordenados, que são difíceis de se poder pagar, pois nem a muitos licenciados, se pagam ordenados desse tipo, ou seja, teoricamente, temos mais a ganhar ao colocar um jovem qualificado, num emprego, no entanto, o governo deve ter em conta que as pessoas mais velhas, não estão prontas para contractos com termo e ordenados dispares doa que eles ganhavam, além do não reconhecimento das suas qualificações, mas em qualificações é normal ninguém ligar, senão não existiriam tantos licenciados no desemprego, nem os licenciados demorariam a conseguir uma simples colocação, mesmo para trabalhar de graça, como é o caso do estágios.

Deixo a Questão: Que Opinião tem da velocidade de destruição de empregos que Portugal possui actualmente?

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Cursos Superiores Que Levam ao Desemprego…Veja Aqui Quem Está no Topo…E Como Contornar Esta Situação…

Hoje trago uma notícia, que saiu esta semana num diário da nossa praça, e onde aborda os que os cursos com mais procura, são tendencialmente os que apresentam taxas de desemprego superiores, nada me espanta, no entanto apresento o referido artigo e faço um breve comentário ao mesmo.

«Cursos superiores. Quanto mais populares menos promissores

Oito dos 15 cursos mais procurados pelos estudantes universitários são os que têm as mais altas taxas de desemprego

Não há lugar para todos. Os candidatos a gestores, engenheiros, psicólogos, arquitectos ou advogados são tantos em Portugal que uma boa parte dos recém-licenciados corre o risco de não encontrar um emprego quando terminar o curso. São as leis do mercado de trabalho a funcionar – quanto mais abundante é a oferta, maiores são as hipóteses de ficar excluído. Os cursos com mais alunos inscritos são os que apresentam as maiores taxas de desemprego.

Esta conclusão só é válida para os últimos três anos, uma vez que não existem estatísticas globais sobre o número de desempregados para cada licenciatura. O i cruzou os dados do Ministério do Ensino Superior e do Instituto do Emprego e Formação Profissional e concluiu que oito entre os 15 cursos mais frequentados são igualmente os que revelam os índices mais elevados de desemprego (ver infografias).

Gestão está no topo das duas listas – há quase 30 mil candidatos a gestores de empresas inscritos no ano lectivo de 2008/09. É o curso com mais alunos e é também aquele que tem mais desempregados com licenciatura, bacharelato ou mestrado concluído entre 2005 e 2008 (526 inscritos). Não surpreende, portanto, que as ciências empresariais sejam a área profissional com a mais alta taxa de desemprego (19,9%), segundo os dados de Junho de 2009 do Instituto do Emprego e Formação Profissional.

A relação entre os cursos mais procurados e as profissões com maior índice de desemprego é quase imediata. Direito, por exemplo, surge em terceiro lugar no ranking dos cursos com mais estudantes inscritos. São 16 mil os alunos a frequentar a quinta licenciatura com os números mais altos de desemprego (370 inscritos nos centros de emprego). A Enfermagem está logo abaixo, com mais de 15 mil estudantes e em 11.o lugar na lista dos licenciados à procura de emprego. O curso de Contabilidade e Fiscalidade, com cerca de 11 mil alunos inscritos, está entre as nove licenciaturas com os valores mais elevados de desemprego (260 inscritos).

As Ciências Sociais continuam entre as áreas com maior oferta – Psicologia tem cerca de 11 mil estudantes e é o sexto curso com a taxa de desemprego mais alta (368 licenciados inscritos nos centros de emprego); Sociologia, com 8503 estudantes, não aparece entre as 15 licenciaturas com maiores taxas de desemprego, mas surge em 27.o lugar, com 77 desempregados. As Ciências Sociais e do Comportamento são contudo a área profissional com a segunda taxa de desemprego mais elevada (12,8%), logo a seguir às Ciências Empresariais.

Engenharias. A formação técnica e científica também já não é uma aposta segura. Três dos 15 cursos mais frequentados fazem parte do ramo das engenharias. Talvez por estar entre as profissões mais procuradas pelos estudantes, esta seja a área profissional que apresenta a terceira maior taxa de desemprego (9,2%), de acordo com os dados do IEFP. A Engenharia Civil, que se encontra entre as cinco licenciaturas ou mestrados com maior número de candidatos inscritos, surge em quarto lugar na lista das profissões com os índices mais elevados de desemprego dos últimos três anos (377 desempregados).

É no ramo do Ambiente e da Química que o desemprego é mais significativo – embora estas duas áreas da engenharia não estejam incluídas no grupo dos 15 cursos mais procurados, estão ambas no top das licenciaturas com maior índice de desemprego: 146 e 142 licenciados sem emprego, respectivamente.

Arquitectos e economistas. Arquitectura e Construção – com uma taxa de desemprego de 9,8% – e Economia estão também nos rankings dos cursos com mais estudantes e maior taxa de desempregados. Entre os que terminaram a licenciatura ou o mestrado nos últimos três anos há 350 economistas e 277 arquitectos à procura de emprego. Existem outros cursos que, embora não constem da lista dos mais procurados, revelam baixos valores de empregabilidade. É o caso das profissões ligadas à Comunicação Social, que apresentam o segundo índice mais alto de desemprego (412 inscritos) e surgem em 10.o lugar no ranking das áreas profissionais com menor empregabilidade (3,8%).

Os Serviços Sociais, por outro lado, geraram 401 desempregados, segundo os dados do Instituto do Emprego – é o terceiro curso com maior número de licenciados à procura de emprego e a 9.a área profissional em taxa de desemprego (4,9%). Medicina é das poucas excepções à regra – está no 9.o lugar na lista dos cursos mais populares e continua a ser uma área profissional sem risco de desemprego.

Diploma na mão não é portanto garantia de emprego certo. Saber escolher a profissão é o melhor trunfo para escapar ao desemprego. Para boa parte dos estudantes universitários, essa opção representa o dilema entre vocação e estabilidade financeira. A sorte grande é só para os que conseguem juntar os dois lados e aumentar as probabilidades de ter um futuro promissor.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/36988-cursos-superiores-quanto-mais-populares-menos-promissores, a 11 de Dezembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Perante a notícia da peça, é triste que assim seja, pois como já tenho enumerado em post anteriores, o flagelo do desemprego, nomeadamente dos jovens licenciados é grave, é algo muito grave para o país, e para o nosso desenvolvimento a todos os níveis.

Hoje em dia, mais vale não tirar qualquer curso superior, penso que é um autêntico desperdício de dinheiro, mas bem mais importante ainda, chama-se tempo, as empresas e os empresários apostam essencialmente nas baixas qualificações, nos baixos ordenados, e na mão-de-obra barata e sem estudos, mas pedem a essa mão-de-obra, que faça o que se aprende nas universidades, ou seja, vai dar asneira, pois não podemos ter a performance de um licenciados, numa pessoa que não o é, ponto final. Tal como o ditado, já o diz, «o barato saí caro…», é verdade, esta aposta das empresas em contractos precários, baixos salários, e não apostar em pessoas qualificadas, vai comprometer o país, a nível de progresso, sustentabilidade, e de se tornar mais competitivo no mercado que nos dias de hoje, é cada vez mais global, pois não existem fronteiras.

Mais uma vez, vemos cargos de gestão serem ocupados por pessoas sem qualificação, ou vulgarmente por engenheiros, não quero aqui desprezar a profissão de engenheiro, não é minha intenção, o que quero aqui demonstrar, é que cargos de compras, gestão de departamentos, gestão de clientes, entre muitos outros, têm que ser para gestores, não digo que os engenheiros não o possam fazer, como pode qualquer outro o fazer, desde que tenha formação, mas nativamente, quem o desempenhará na sua máxima performance, são os gestores. Falei o exemplo dos gestores, como poderia ter trazido outro qualquer, tenho é mais conhecimento no caso da gestão.

Pessoalmente, eu tenho por vezes dificuldade em conseguir encontrar projectos que me desafiem, ou porque simplesmente não pretendem, eu trabalho por vezes como consultor, no entanto, como gestor e markteer, procuro um projecto numa organização que me desafie.

Portanto, estou como já devem ter compreendido, no bolo dos desempregados de gestão, que procura emprego estável, embora adore a consultadoria, penso que necessitava de uma maior estabilidade, para poder cumprir alguns dos desejos de todas as pessoas, e que somente as pessoas sem grandes estudos o concretizam, por exemplo, comprar casa própria.( Já agora se tiverem ofertas de emprego, podem as deixar, no mail do blog, que para quem não sabe é xavenapalavras@gmail.com, passarei a divulgar as mesmas, pois penso que tenho que fazer a minha côa parte de responsabilidade social).

Enfim, este problema, deve-se aos governos anteriores indicarem que possuir licenciatura era muito bom, é sinal de estabilidade profissional, mas as empresas, continuarem a visitar o mercado, e levarem sempre o produto mais barato, no entanto, lembrem-se o barato não quer dizer que seja de qualidade, neste caso, é de péssima qualidade, e portanto não se admirem se por querem poupar uns tostões, venham a perder milhões, ou a desgraçar a imagem da vossa organização.

Deixo a Questão: Que pensa que vai acontecer aos licenciados que foram iludidos por governos anteriores e hoje não conseguem emprego?

Tenho Dito

Bom Fim Semana

RT

Mulheres e a Questão da Carreira….Quando é Que Vamos Crescer na Mentalidade Mesquinha…

Fazer Carreira é Dificil para as Mulheres...

Hoje trago algo, que pensei que deveria de estar a ser ultrapassado nas mentalidades dos portugueses, a igualdade entre homens e mulheres, passo a transcrever o artigo e de seguida dou o meu breve comentário sobre o mesmo.

«Quanto maior a licença de parto mais difícil é chegar ao topo da carreira

Estados que protegem a família prejudicam ascensão das mulheres

Ser mãe e ter sucesso na profissão não é para todas as mulheres e, quanto mais longa é a licença de maternidade, menos hipóteses têm de atingir o topo da carreira. A conclusão é do Instituto de Investigação em Economia Industrial da Suécia, que comparou os dados de países escandinavos, anglo-saxónicos e europeus para demonstrar que, quanto mais o Estado tenta proteger as famílias, menos hipóteses tem o sexo feminino de ter êxito no mercado de trabalho.

O estudo cruza as semanas de licença de maternidade pagas na totalidade pelo Estado com a percentagem de mulheres a desempenhar funções de direcção ou gestão e mostra que as mães que beneficiam de pelo menos um ano de licença são aquelas que, após regressarem ao trabalho, têm maiores obstáculos na progressão da sua carreira.

Mães inglesas, por exemplo, têm direito a 39 semanas de licença pós-parto e estão em vantagem face às suecas que gozam 60 semanas. Enquanto a percentagem de gestoras no Reino Unido é de 34,7%, na Suécia, este valor desce para 31,6%. Britânicas e suecas, porém, ficam muito atrás dos Estados Unidos e da Austrália, os dois únicos países que não oferecem regalias para as mães que decidem ficar em casa a cuidar dos filhos.

As americanas ocupam 40,7% dos cargos de topo e as australianas ficam cinco pontos percentuais abaixo (ver infografia). São os dois países que apresentam os números mais elevados de mulheres em cargos de chefia.

Portugal é um caso difícil de caracterizar. Chegou tarde ao Estado-providência e só há pouco tempo aprofundou políticas de apoio à família, maternidade e infância. Foi apenas no início deste ano que entrou em vigor a nova licença de parentalidade que oferece 150 dias de licença que só paga na totalidade se 30 dias forem gozados pelo pai. Talvez por isso, a percentagem de gestoras e directoras nas empresas nacionais esteja ao nível dos países escandinavos (31,7%), apesar de o nosso Estado permitir só 17 semanas de licença pagas na totalidade.

Intitulado “Porque Há Tão Poucas Mulheres em Funções de Topo nos Estados Providência?”, o relatório da Suécia tenta provar que os países com as políticas sociais mais generosas são igualmente os que têm de suportar os encargos para manter a mulher no mercado de trabalho. Isso, porém, não significa que tenham as mesmas hipóteses que as colegas que ainda não passaram pela maternidade.

O estudo revela que as mulheres dos países anglo-saxónicos (EUA, Reino Unido, Canadá e Austrália) são as que têm licenças de maternidade mais reduzidas, logo são também as que sobem mais alto nas suas carreiras. Em contrapartida, nos estados escandinavos (Suécia, Dinamarca, Noruega e Finlândia) a tradição do Estado-providência é maior, mas o êxito nas carreiras das mulheres é menos significativo. Comparando com o resto do mundo, estes dois grupos de países são igualmente os que apresentam maiores taxas mundiais de participação das mulheres no mercado de trabalho.

Manuela Tavares, especialista em estudos sobre as mulheres alerta para o perigo deste relatório não incluir outros factores para avaliar a progressão das carreiras femininas: “O acesso às funções de topo não depende exclusivamente das maiores ou menores licenças de parto.” São sobretudo as condições para o exercício da maternidade que determinam o sucesso profissional de uma mãe: “As infra-estruturas sociais como creches ou infantários e o apoio familiar jogam um papel decisivo”, explica a economista, esclarecendo que os lóbis económicos e políticos contribuem igualmente para travar o sucesso profissional das mulheres: “Em muitas empresas, como sabemos, os cargos são indigitados e o acesso à carreira não é livre.”

Anabela Pereira da Silva, presidente da Associação Portuguesa de Mulheres Empresárias, pelo contrário, diz não ficar surpreendida com as conclusões deste estudo: “Uma ausência prolongada tem sempre fortes influências na carreira.” E é por isso que defende licenças de maternidade mais curtas e medidas excepcionais para os casos que justifiquem o acompanhamento de crianças com necessidades especiais: “Há um peso excessivo na protecção das crianças, que não se justifica”, remata. Com Sílvia Caneco»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/35392-quanto-maior-licenca-parto-mais-dificil-e-chegar-ao-topo-da-carreira, 30 de Novembro de 2009, no Jornal I

O  meu comentário:

A minha opinião sobre este assunto, é que penso seja injusto a falta de igualdade entre homens e mulheres no acesso aos cargos de topo.

Claro, que existe a realidade de por factores de natureza, as mulheres terem a capacidade de engravidar, faz com que as mesmas, tenham direito à denominada licença de maternidade, no entanto, penso que as coisas devem ser colocadas mais na questão da igualdade entre homens e mulheres, do que  a defesa somente na licença de maternidade.

Conheço patrões que não contratam mulheres, pela situação da licença de maternidade, pelo menos para cargos médios e altos, mas também porque não consideram as mulheres inteligentes ou mesmo capazes, como os homens.

As mulheres em muitos trabalhos, são usadas para ornamento, geralmente pessoas novas, e com a juventude à flor da pele, isto pode ser visto, essencialmente em shoopings em que existem lojas, que só contratam meninas de idades a maior parte antes de chegar aos 20, pois são bonitas, inocentes, e fáceis de manobrar, mas se as mesmas engravidam, o contracto não é renovado, não se consegue provar, mas não renovam por excesso de oferta, e por estarem grávidas.

Penso que no século, em que estamos, é bastante triste que coisas destas aconteçam, não sejam facultadas as mesmas oportunidades que os homens têm, eu apesar de ser homem, penso que existam liberdades, e os mesmos direitos entre ambos os sexos, indistintamente do seu sexo, idade, etc.

Enfim, existem patrões que têm consciência que estamos no séc XXI, e que as coisas mudaram, e consequentemente as mentalidades também, e os estilos de vida, etc, existe um princípio de igualdade entre todos, que tem que ser tido em conta, e que deve ser respeitado.

Congratulo empresas, que contratam mulheres e ainda incentivam as mesmas a terem filhos, pois têm a consciência que mulheres satisfeitas e completas a nível pessoal, vão ter melhores performances a nível profissional, e desta forma, quem sai a ganhar são as organizações e os clientes.

Deixo aqui o recado, igualdade entre as pessoas precisa-se urgentemente.

Deixo a Questão: Que Pensa da Discriminação das Mulheres no Mundo do Trabalho?

Tenho Dito

RT

Governo Vai Abrir 5000 Estágios Para Jovens Licenciados…Mas Somente em 2010

Estágios Na Função Pública...

Hoje trago algo, que surpreendeu-me por uma parte, mas desiludiu-me por outro, a questão é que o Estado dá oportunidade com uma mão, mas tira com a outra, bem mas passo a transcrever a notícia, seguida de um comentário:

«Função Pública: estágios vão custar 55 milhões ao Governo

Programa vai abranger cinco mil jovens licenciados

O programa de estágios profissionais na Administração Pública, lançado pelo Governo e que irá abranger cinco mil jovens licenciados, custará 55 milhões de euros por ano, anunciou esta quinta-feira o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, escreve a Lusa.

A estimativa do impacto deste programa nos cofres do Estado foi feita no final do Conselho de Ministros, que aprovou o regime do programa de estágios profissionais na Função Pública.

De acordo com Teixeira dos Santos, no final do primeiro semestre do próximo ano, os cinco mil jovens, com idades até aos 35 anos, já estarão «repartidos e colocados nos diferentes serviços da Administração Pública».

O ministro explicou que as condições de remuneração deste jovens são equivalentes às dos estágios profissionais promovidos pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), que correspondem a duas vezes o Indexante de Apoios Sociais (IAS) mais subsídio de alimentação, o que corresponde a «um pouco mais de 900 euros mensais». »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/portugal-estagios-governo-funcao-publica/1106031-1730.html, a 26 de Novembro de 2009, em Agência Financeira

O meu comentário:

Penso que esta medida de apoiar os licenciados, neste caso, os mais novos, é de salutar, pois pelo menos demonstra da parte do governo uma abertura para poder apostar nestas pessoas, que têm sido nos últimos tempos, colocadas à margem da sociedade.

Esta medida, serve de exemplo, para as organizações seguirem os mesmos passo que o Estado, e possam ser mais permeáveis à entrada de gente nova para as organizações, no entanto, podem fazer melhor, pois podem em vez de ser um estágio somente, e que muito dificilmente servirá de rampa de entrada para uma integração destes mesmos jovens nos quadros de pessoal, as empresas, podem ser responsáveis e além do estagio, poderem ficar com alguns destes jovens, demonstrando ao Estado que é possível, ter pessoas licenciadas nos quadros e que as mesmas são tão competentes como as mais antigas, somente, estão à espera de uma oportunidade de mostrar o seu valor e de incrementar o valor da organização.

No que concerne à medida estatal, o que apontei acima, de ser apenas um estágio e de não ser assegurada a integração, é algo de lamentar, pois o Estado deveria ser o primeiro a dar o exemplo, e a substituir de forma gradual os mais velhos pelos mais novas nas suas fileiras, dando desta forma, a possibilidade de uma geração mais nova, com novas ideias, novos conhecimentos e consequentemente mais existentes de poder mudar alguns dos procedimentos da função publica, que muitas vezes, parecem em certos casos, que estamos num país de 3º Mundo.

No entanto, penso que é algo que devemos ter em conta, que a juventude actual, é uma juventude bastante informada e com muitas ideias e sonhos, ambiciosa e pretende ter um trabalho, pretende colocar em prática medidas vanguardistas, e que se prendem essencialmente com o agilizar de procedimentos, qualidade dos serviços prestados e de dá valor a marcas, e imagem das mesmas. Esta juventude tem muito a fazer, por este país, pois no que concerne ao Estado, penso que uma lufada de ar fresco será algo que pode ajudar, o serviços do Estado serem mais credíveis e mais confiáveis e merecer a confiança dos clientes, que neste caso, são contribuintes. No caso das empresas, com os primeiros sinais de passagem da crise, devemos assistir a uma competição cada vez mais arisca no mercado empresarial, essencialmente nas empresas que competem entre si, sobrevivendo as que estiverem mais na vanguarda, competentes e qualidade acima da média, coisas que só se podem atingir, se tivermos uma equipa coesa, trabalhadora e dedicada, coisas que só a juventude, essencialmente a licenciada consegue contribuir.

Apostem nesta juventude e não se vão arrepender.

Deixo a Questão: Que pensa da criação de 5 mil estágios por parte do Estado?

Tenho Dito

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Poker, Já Começa a Ser Considerado Profissão em Portugal…

Poker em Portugal Fonte:www.poker-for-me.com

Hoje trago, um fenómeno que tem vindo a crescer na sociedade Portuguesa, penso que em muito deve-se à Crise, passo a transcrever o artigo e de seguida dou o meu comentário ao mesmo.

«’Poker’ é profissão a tempo inteiro para 50 portugueses

A vida de quatro portugueses que trocaram carreiras estáveis noutras áreas para se dedicarem em exclusivo à vertigem do jogo. Incorrem em crime, mas os milhares que ganham dá para quase tudo.

Henrique Pinho partilha com mais dois amigos um escritório, na zona do Grande Porto, onde o poker é a ocupação principal. São todos profissionais da área e dedicam ao jogo o mesmo tempo e atenção que qualquer outro profissional ao seu trabalho. “Esta é a minha profissão”, atira, antes que se criem quaisquer dúvidas. Como ele, serão em Portugal cerca de 50 os jogadores que se dedicam exclusivamente à modalidade. Muitos estiveram no European Poker Tour (EPT), que termina hoje em Vilamoura.

Em Portugal, o número de jogadores de torneios em casa, entre amigos, ou nas salas de poker online, a dinheiro ou a feijões, cresce freneticamente. Estima-se que actualmente joguem em rede entre 100 a 150 mil, a maioria entre os 18 e os 30 anos, e outros ainda menores de idade. Há três anos, eram apenas poucas centenas.

O jogo rende milhares de euros todos os meses, sobretudo na sua vertente online. No entanto, tirar rendimentos do poker online é crime. A garantia foi dada ao DN pelo Serviço de Inspecção de Jogos via e-mail: “A exploração e a prática de jogos de fortuna ou azar através de meios electrónicos em território nacional constitui crime”. A infracção, refere ainda a entidade, estende-se tanto aos exploradores das plataformas online como aos jogadores. O jogo é apenas legal, adianta, nos casinos, actualmente palco de sucessivos torneios ao vivo, inclusive internacionais. A polémica não é de agora, e os empresários do ramo queixam-se de a Lei ser muito restritiva, além de não concordarem com a definição de “jogo de fortuna ou azar”. Mas os problemas não se ficam por aqui. Há um vazio legal quanto à obrigatoriedade de pagar impostos sobre os montantes amealhados. Nenhum jogador profissional de poker declara às Finanças quanto ganha por mês.

À chegada ao escritório de Henrique, a recepção e o ambiente é de total informalidade e descontracção. Na garagem improvisada de uma vivenda com três pisos não podia faltar uma mesa de jogo, fichas, cartas e computadores com dois ecrãs. “É mais fácil para jogar em várias mesas (partidas) ao mesmo tempo”, justifica. Mais a um canto há dois sofás, um grande plasma e uma Playstation III, para descomprimir: “Neste jogo ora se está em euforia, ora se entra em pequenas depressões, conforme se ganha ou perde”. Não falta sequer uma mesa de pingue-pongue nem minibar “para receber os amigos”.

Aos 28 anos, Henrique dedicou os últimos dois ao poker profissional. Formado em Gestão de Empresas, trocou um emprego fixo numa empresa de lacticínios, onde tirava um salário “normal de um português”, pela competição. É patrão de si próprio e faz os seus próprios horários.

O dia de trabalho começa por volta das 15h00. Regressa a casa três horas depois, a 10 minutos de carro, para jantar e “passar algum tempo com a namorada”. Às 23h00 está de volta ao escritório, para mais cinco horas de labuta. Trabalhar madrugada dentro é comum, diz, porque “é a altura em que estão mais jogadores em rede”. O fim-de-semana normalmente é sagrado: “aproveito para estar com a família e amigos”.

Henrique, ou “Policy10”, virtualmente falando, é patrocinado pela PokerStars, um gigante do poker mundial que detém uma das maiores salas online da World Wide Web, com mais de 23 milhões de jogadores registados. O patrocínio materializa-se no pagamento dos buy-in (valor monetário) necessário para entrar nos torneios e nas deslocações. Sobre os valores que amealha, não gosta de falar. Mas deixa escapar que a conta bancária engrossou perto de 100 mil em quatro anos.

Os apaixonados pelo poker começam incentivados pelos amigos ou por assistirem a torneios na televisão. Depois, o gosto pelo jogo e a recompensa financeira levam muitos a abandonar os empregos e a universidade para tirarem daqui a sua única fonte de rendimento. A maioria começa a jogar online, onde se conhecem todos pelos nick.

Roberto Machado, de 31 anos, é o “Oversleep”. Joga poker profissional há um ano e meio, desde que é patrocinado pela empresa Betfair. “Já era um jogador ganhador. O grau de confiança e segurança em que estava permitiu-me dar este passo”.

Deixou uma carreira promissora como programador informático numa empresa de software por uma conta mais choruda ao final do mês. O maior prémio que já ganhou foi em Londres no World Séries of Poker Europa, onde ficou em 27.º lugar, que lhe rendeu 32 mil euros. No ranking nacional de prémios amealhados ao vivo (uma tabela publicada numa revista da especialidade) aparece em sexto lugar, com perto de 60 mil euros. Em casa, tenta ter um horário laboral em frente ao computador. “Mas não passo o tempo todo a jogar. Estudo o jogo, participo em fóruns e escrevo artigos, com o objectivo de evoluir”, sublinha.

Considera-se um apaixonado pela modalidade e garante que nos próximos anos não tenciona mudar de profissão. “É uma actividade que me preenche. Será difícil algum dia deixar de jogar, porque gosto mesmo disto”.

O amigo Tomé Moreira, de 32 anos, não pensa da mesma forma. Há alguns meses sem exercer a profissão de informático, tenciona regressar a curto prazo. Para já, é ao poker que dedica o tempo. Ao jogo e à filha de um ano que funciona como “bola anti-stress”. Gere o dia-a-dia de forma a evoluir no poker e de acordo com as necessidades familiares. “É maravilhoso, porque se desse aulas não podia dedicar-me tanto à minha filha”, diz sorridente.

“Tcmoreira” é um jogador calmo, moderado, ardiloso. A matemática que aprendeu na faculdade permite-lhe agora delinear bem cada jogada. “O poker obriga a muita estratégia e competência. Em termos de cálculo mental, a minha área deu-me tudo o que eu precisava”. Talvez seja essa a razão do seu sucesso. Sobre valores, não lhe arrancamos palavra. Mas os 75 mil euros conquistados nos torneios ao vivo em Portugal, colocam-no em quinto no ranking nacional. Também com a camisola da Equipa Betfair Poker, Tomé atingiu o melhor resultado de sempre de um jogador português no Main Event das World Series of Poker, em Las Vegas: 336ª posição e um prémio de 30 mil dólares.

“O melhor de tudo é que estou sempre a viajar. Divirto-me imenso”, conta Renato Almeida, o “Leguito”, de 21 anos, que nasceu em Vila Nova de Gaia. Las Vegas, Barcelona, Londres, Mónaco e Praga, são apenas alguns das cidades mais vezes visitadas por estes jogadores. Também tem um escritório alugado com um amigo, onde o dia de trabalho só começa às 18 horas. No total, entre partidas online e torneios ao vivo, já arrecadou mais de 10 mil euros. “Serviu para comprar um carro a pronto”, gaba-se o ex-estudante de Engenharia de Computadores e Telemática.

“As possibilidades que temos com apenas duas cartas são imensas”, conclui Henrique Pinho. »

In: http://dn.sapo.pt/desporto/outrasmodalidades/interior.aspx?content_id=1427539, a 22 de Novembro de 2009, no Diário de Notícias

O meu comentário:

Penso que é uma forma de viver, e pelo desemprego que tem tido uma alta expressividade, e está cada vez mais acentuada, só deveríamos esperar recorrer a formas, não digo fáceis, mas formas de dar um pontapé na crise de uma vez por todas.

As pessoas que tendencialmente jogam, são pessoas novas, muitas delas com cursos superiores, o que, e como tenho vindo a chamar à atenção aqui, é que os jovens licenciados não tendo soluções, relativamente à empregabilidade, têm que sobreviver, e ganhar dinheiro para que consigam viver, e pelos vistos, muitos deles encontram no Poker essa mesma solução.

Mais uma vez, pelos vistos o jogo do Poker fora dos casinos, é contra a lei, e como, tal quem o jogo, está a prevaricar, já para não falar, do problema que o estado tem ao não conseguir tributar os ganhos destas pessoas.

Pois bem, o Estado, parece estar a perder em diversas vertentes, ao não ouvir os recém licenciados que não possuem emprego, e que  como tal, são pessoas não gratas e colocadas de ao lado da sociedade, e sentem-se fora da mesma, e então tem vivencias e maneiras de viver cada vez mais distantes da sociedade actual, denote-se, que estes não são «criminosos» por escolha deles, mas por as denominadas circunstancias da vida, que levam a ter que se desenrascar.

Penso que o jogo, não tem muito de mal, é pena, é que tenham pessoas menores e pessoas, muito novas a jogar o mesmo, e a auferir muito dinheiro com tal, dando a sensação de que a vida não custa, basta jogar para se ganhar, não se investe, em estudos ou em projectos sustentáveis, pois é mais fácil ser patrão do próprio e ter as suas horas, é pena, que a lei da lei Portuguesa, este jogo e quem o joga seja ilegal fora dos casinos.»

Deixo a Questão: Que Pensa do fenómeno do Poker estar a crescer em Portugal

Tenho Dito!

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Como Gerir Bem Um Orçamento Familiar…Quais As Despesas em Que Podemos Cortar….

Orçamentos Familiar

Como Distribuir Um Orçamento Familiar.... Fonte: http://www.coopercredi-sp.org.br

Hoje trago um artigo que achei pertinente, pela utilidade cada vez mais crescente na nossa sociedade, o artigo versa essencialmente de como distribuir o orçamento familiar, e os problemas inerentes a uma má gestão do mesmo, e da cada vez mais necessária educação financeira, passo a transcrever o mesmo, e de seguida faço um pequeno comentário.HojeHH

 

«Saiba como organizar o seu orçamento familiar

Verifique quanto é que cada despesa deve pesar nas contas da família

A família paga seis mil euros de prestações por mês. O casal só tem um filho e recebe todos os meses 2500 euros de ordenados. Naturalmente, acumulou uma dívida de 150 mil euros em cartões de crédito e crédito pessoal. Não é crédito à habitação, nem do carro. Apenas despesas pontuais, como o tal LCD que fazia mesmo falta. Este é o retrato de mais uma família que deixou de controlar as contas, e as despesas passaram a controlar a família.

Assim que a responsável pelo gabinete de apoio ao sobreendividado, da DECO, perguntou se faziam um orçamento, responderam imediatamente: “Claro que sim, mentalmente”. “E por escrito?”, insistiu a especialista. “Não, isso nunca fizemos.”

Segundo a responsável é aqui que começa o problema. “É o primeiro grande erro das famílias portuguesas na hora de gerir o seu orçamento: não organizar um”, explicou Natália Nunes, do gabinete da associação de defesa dos direitos do consumidor, ao i.

Na verdade, a única forma de controlar as despesas é saber exactamente para onde está a ir o seu dinheiro. Por vezes, pequenas despesas que parecem insignificantes no final do mês, ou mesmo no fim do ano, podem representar uma quantia considerável do orçamento. Se não, vejamos. Por exemplo, três euros num pequeno-almoço todos os dias fora de casa, ao final de um ano significa quase 1100 euros a menos.

Por essa razão, deve apontar diariamente todas as suas despesas. Este é, aliás, um dos princípios básicos da organização e gestão das finanças pessoais: anotar todas as despesas, desde a prestação da casa até ao café. No final do mês, mesmo que não tenha sobrado nada, pelo menos irá saber para onde foi o dinheiro e quais as despesas que mais peso têm no orçamento.

Natália Nunes explica que é primeira coisa que faz com as famílias. Num folha, fazem um traço a meio, de um lado anotam tudo o que recebem e do outro todas as despesas que têm. “As pessoas não têm ideia de quanto gastam”, diz. “Ficam surpreendidas quando percebem que gastam mais do que recebem”, explicou a especialista.

Reduzir e reajustar Para uma boa gestão das finanças da família também é essencial identificar as despesas desnecessárias e reduzi-las ou mesmo eliminá-las. “De que preciso realmente? Onde posso cortar?” são as perguntas que devem ser colocadas, adiantou Natália Nunes.

São várias as sugestões para reduzir alguns gastos nas diversas categorias do orçamento familiar. Mas nalgumas situações, apenas a mudança de atitude, como no caso da conta da água, luz ou gás, pode significar mais alguns euros poupados. É também importante manter as despesas dentro dos limites da respectiva categoria. Claro que não existe nenhum modelo ideal, apenas linhas orientadoras (ver gráfico). Cada família deve ajustar o orçamento às suas necessidades. Natália Nunes explica que os créditos, por exemplo, “não devem exceder os 40%”. Sendo que, no gráfico apresentado pelo i, o empréstimo da casa está inserido na categoria habitação, que deve pesar cerca de 35% do orçamento total. Com estes conhecimentos na carteira, é começar a cortar. E cortar outra vez, é a fase dolorosa.

Depois, até pode ser divertido, sobretudo se tem jeito para o negócio. “A maioria dos portugueses não sabe que pode negociar as condições dos seus contratos. Mas podem, e devem”, conta a responsável da DECO. “Deve renegociar-se o spread com o banco. Depois, fazer simulações noutros bancos. Se oferecerem melhores condições, voltar ao nosso banco, explicar as condições oferecidas e negociar novamente. Se as condições continuarem a ser melhores noutro sítio, não se deve hesitar na hora de mudar.” Alargar o prazo do empréstimo é outra opção, mas é preciso atenção. Embora a prestação mensal fique mais baixa, no final do contrato terá pago mais pelo empréstimo.

No dia-a-dia, há muito para fazer. Em casa, uma simulação no site da EDP pode ajudar a perceber qual o melhor tarifário disponível. Apesar da redução no preço dos combustíveis, os transportes públicos continuam a ser mais económicos. Se tiver mesmo de ir de automóvel, pode optar por partilhar a viagem com outras pessoas. O carsharing é uma óptima maneira de cortar nas despesas e está na moda. Esqueça o cartão de crédito e, nas transferências bancárias, dê sempre preferência à internet e ao multibanco para evitar as comissões. Quanto à alimentação, opte pelos produtos de marca branca. O ideal é que consiga também destinar uma fatia do seu orçamento à poupança, como uma qualquer outra categoria.

Quem segue estes conselhos, é pouco provável que acabe sentado em frente a Natália Nunes no gabinete da DECO. E terá, certamente, maior controlo das contas do orçamento familiar.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/33142-saiba-como-organizar-o-seu-orcamento-familiar, a 16 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Aqui está algo que deveriam dar até ao 9º ano, ou seja, a denominada educação financeira, que deveria estar prevista no âmbito da escolaridade mínima obrigatória.

Depois temos outra situação, presente na peça jornalística apresentada, é que notoriamente as pessoas que ficam em apertos financeiros, são as pessoas, que auferem rendimentos altos, ou seja, os considerados das classes média alta, pessoas que nunca se habituaram a fazer grandes contas às despesas, mas habituaram se a passar o cartão MB e especialmente o cartão de crédito e já está, a trocar de automóvel de 2 em 2 anos, etc, ou seja, são pessoas, que iam gastando, e a conta sempre foi cedendo dinheiro.

Muitas destas pessoas, esqueceram-se de inflações, incrementos de custo de vida, de crise, e muitas delas, por vezes auferem rendimentos variáveis, que possivelmente com a crise, apresentam um decréscimo, e logo, ficaram com menor rendimentos disponível.

Penso que a educação financeira, deveria ser algo, a ser ministrado, nos ciclos escolares de cariz obrigatório, pois é algo que os pais possivelmente podem ter dificuldades de apresentar aos filhos, pois estamos inseridos numa sociedade consumista, tal como, a educação sexual, por estarmos englobados numa sociedade de imagem e exploração do corpo.

Coisas elementares como saber gerir a nossa conta bancária, de forma que dê para vivermos, mas também se consiga poupar, não é algo difícil, tudo depende de custos de oportunidade e de saber gerir de forma correcta os nossos orçamentos. Se as classes mais baixas, que possuem pouca informação nestes casos, e que muitas delas conseguiram ter alguma coisa, foi através da gestão bancária correcta, mas nesse tempo, os bancos eram bem menos comerciais.

Ajudar as pessoas, dando formação, a explicar que os bancos estão mais comerciais, e que deve gerir bem os ordenados e as contas bancárias, de forma a conseguirem ter uma vida sem sobressaltos, é algo que tem que ser ministrado, tendo especial cuidado com as classes que nunca sentiram privações e hoje muitas delas estão em encruzilhadas.

Parabéns ao autor do artigo, penso que está bem enquadrado, com soluções  para os mais diversos acontecimentos.

Deixo um apelo, abram alas para cadeiras de educação financeira, existem muitos profissionais no desemprego para ajudar estas pessoas.

Deixo a Questão: Tem por hábito realizar um orçamento familiar?

Tenho Dito!

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