O Que Pode Deduzir no IRS de 2011….

Agosto 17, 2011

Como Poupar 3000 Mil Euros em IRS Fonte: http://economico.sapo.pt

Hoje trago um artigo sobre o que pode ser deduzido no IRS no próximo a ano…

« As mudanças no IRS do próximo ano

 Saiba o que pode deduzir na declaração de IRS a entregar em 2012 e as alterações que o Governo deverá introduzir no próximo Orçamento.

Este será o último ano em que os contribuintes poderão fazer as deduções no IRS tal como são conhecidas até aqui. É que o Governo deverá introduzir alterações importantes no próximo Orçamento do Estado, que vão diminuir consideravelmente os montantes deduzidos. A medida está prevista no memorando de entendimento da ‘troika’ e vai resultar em mais receita para o Estado: ou o contribuinte paga mais de IRS ou recebe menos de reembolso.

Na prática, vão ser introduzidos limites aos valores que os contribuintes poderão deduzir, tal como já aconteceu com os benefícios fiscais. Aqueles limites dependerão dos rendimentos e do escalão em que os contribuintes se inserem. Saiba o que pode deduzir no IRS que terá de entregar no próximo ano e as novidades que deverão ser introduzidas para as declarações a entregar em 2013.

1 – Saúde

Os contribuintes podem deduzir 30% das despesas de saúde sem qualquer limite. Aqui entram despesas como os medicamentos ou despesas como muletas, dentaduras ou óculos. Os tratamentos termais, desde que prescritos por médicos, também são aceites pelo Fisco. Este aspecto deverá sofrer alterações. O memorando de entendimento da ‘troika ’ prevê uma redução significativa das deduções de saúde.

2 – Educação

As despesas com material escolar também são dedutíveis. Actualmente entram no IRS 30% dos gastos de educação com o limite de 760 euros. Taxas de inscrição, propinas e mensalidades, de livros e material escolar, o ensino de línguas, explicações e os computadores comprados para uso escolar são alguns exemplos de despesas dedutíveis.

3 – Casa

Os juros e amortizações dos empréstimos contraídos pelos contribuintes para comprar casa ainda entram no IRS. Pode deduzir 30% das despesas até um limite de 591 euros. Este limite pode ser aumentado até 886,50 euros consoante os rendimentos. No entanto, estas deduções deverão sofrer alterações. É que o memorando da ‘troika’ impõe a eliminação da dedução dos montantes relativos às amortizações e a eliminação faseada da dedução de rendas e juros. Além disso, os novos contratos de crédito à habitação já não terão direito à dedução de juros.

4 – Equipamentos energéticos

As despesas com equipamentos energéticos deixaram de ser consideradas deduções e passaram a ser benefícios fiscais. A diferença é que, desta forma, o contribuinte terá direito a um montante menor de benefício. Com as deduções, eram consideradas despesas até ao limite de 803 euros. Sendo agora um benefício fiscal, os contribuintes que façam este tipo de investimento terão um incentivo de 100 euros no máximo. Isto porque o Governo de Sócrates introduziu tectos máximos aos benefícios fiscais de que os contribuintes podem usufruir, que variam entre 100 euros e zero, consoante os rendimentos.

5 – PPR

A introdução de limites aos benefícios fiscais fez com que a aposta em PPR ficasse menos interessante do ponto de vista fiscal para os contribuintes. Apesar de se terem mantido os incentivos entre 300 e 400 euros, dependendo da idade, os limites aos benefícios fiscais ‘anulam’ aqueles valores. Assim, um contribuinte com rendimentos entre 7.410 e 18.375 euros anuais, terá direito a um benefício máximo de 100 euros.

6 – Pensões de alimentos

Até 2008, as pensões de alimentos eram abatidas na totalidade aos rendimentos do contribuinte. Mas em 2009 foram introduzidos limites: são apenas considerados 20%, com o limite de 1.048,05 euros.

7 – Encargos com lares

São dedutíveis 25% das despesas com lares, apoio domiciliário e instituições de apoio à terceira idade.

8 – Prémios de seguros

Os prémios de seguros de saúde passaram a benefícios fiscais. Segundo a lei, são dedutíveis à colecta do IRS 30 % dos prémios e seguros ou contribuições pagas a associações mutualistas ou a instituições sem fins lucrativos que tenham por objecto a prestação de cuidados de saúde que, em qualquer dos casos, cubram exclusivamente os riscos de saúde. Para os solteiros, o limite da dedução é de 85 euros e para os casados é de 170 euros. »

In: http://economico.sapo.pt/noticias/as-mudancas-no-irs-do-proximo-ano_124656.html, a 16 de Agosto de 2011, em Diário Económico.

RT


Conheça Os Novos Prazos Para Entrega das Declarações de Impostos 2011…

Junho 1, 2011


Conheça os Novos Prazos Para Entrega dos Impostos... Fonte: http://www.ionline.pt/

Hoje trago uma notícia que saiu no final do dia dem e que vem ajudar os contribuintes que têm tentado entregar a declaração de impostos, mas devido ao funcionamento mais débil do site das finanças não o conseguiram, de tal forma, passo a transcrever o referido artigo.

« Finanças alargam prazo de entrega de IRS, IRC e Imposto de Circulação

O secretário de estado dos Assuntos Fiscais, Sérgio Vasques, prorrogou hoje até à próxima sexta-feira os prazos para entrega do  IRS, IRC e Imposto de Circulação. A secretaria explica que “estas prorrogações se devem ao facto de ter ocorrido alguma instabilidade e quebras de operacionalidade do Portal das Finanças e do sistema informático da DGCI durante o dia de hoje, o que pode obstar ao cumprimento das referidas obrigações por alguns contribuintes.”

O prazo foi alargado depois da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC) ter ameaçado avançar com uma providência cautelar para impedir a aplicação de multas pelo atraso de entrega da segunda fase do IRS e o IRC, garantiu ao i fonte do processo. Contactado pelo i, a mesma diz que “o alargamento do prazo não é optimo mas é o possível.”

Recorde-se que, esta decisão surgiu depois do Ministério das Finanças, numa primeira fase,  ter recusado alargar o prazo da entrega – o timing chega hoje ao fim – após várias queixas da Ordem apontando para falhas no sistema.

Segundo as contas da OTOC, faltam entregar  “104 320 declarações do modelo 22 IRC e 250 276 de IRS”.

A entidade liderada por Domingues de Azevedo recorda que, a 18 de Maio, enviou uma carta ao ministro das Finanças a solicitar o prorrogamento do prazo. Um pedido que foi recusado com a justificação de que não “existiam quaisquer anomalias técnicas impeditivas do cumprimento das obrigações fiscais”. A OTOC diz, no entanto, que ” constatando-se que existiam, e existem, problemas técnicos no Portal das Finanças, a Ordem enviou, na passada sexta-feira, 27 de Maio, nova missiva ao ministro das Finanças, não tendo recebido qualquer resposta oficial até ao momento”.

“Perante o silêncio manifestado pela tutela, e uma vez que o prazo de entrega das declarações fiscais termina hoje, só nos resta uma solução: interpor uma providência cautelar que impeça a instauração de processos de contra-ordenação por atraso na entrega das declarações fiscais”, refere a ordem.


Segundo a entidade de Domingues de Azevedo ” o Ministério das Finanças teve neste processo uma posição autista e inequívoca de insensibilidade e desconhecimento concreto do problema e que é, aliás, recorrente”.

As contas da OTOC revelam que “se contarmos as declarações que não foram entregues a tempo e aplicarmos coimas a partir de 250 euros, como determina a lei, chegamos a um valor de cerca de 48 milhões de euros”.


A par da providência cautelar, a Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas diz ainda que ” assim que próximo Governo tome posse, articulará procedimentos de responsabilização dos serviços do Ministério das Finanças e dos profissionais, de forma a que os impressos electrónicos sejam disponibilizados com uma antecedência nunca inferior a cinco meses do termo do prazo”.

Recorde-se que, só o prazo para e entrega Informação Empresarial Simplificada (IES) relativa a 2010 foi prolongado até dia 17 de Agosto. Isto porque, no entender, do ministério das Finanças, “o respectivo modelo sofreu profundas reformulações face às novas exigências de relato, nomeadamente as relativas às micro entidades e ao sector não lucrativo”. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/127217-financas-alargam-prazo-entrega-irs-irc-e-imposto-circulacao, a 31 de Maio de 2011, em Jornal I

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Os Reembolsos de IRS Já Estão a Cair Nas Contas dos Portugueses…

Abril 16, 2011

OS Reembolsos do IRS... Fonte: http://www.agenciafinanceira.iol.pt

Hoje trago uma notícia, que versa sobre o IRS, desta feita no que concerne nos descontos.

« Reembolsos do IRS já começaram

Fisco prometia 20 dias. Mas há contribuintes que já começaram a receber

 O Fisco prometeu devolver o reembolso do IRS num prazo máximo de 20 dias para quem entregasse a declaração pela Internet, mas apenas 15 dias depois há já quem tenha recebido em casa a carta das Finanças e o respectivo saldo na conta.

Esta promessa só era válida para os contribuintes que tenham colocado o seu NIB na declaração modelo 3.

Como a entrega pela Internet só começou no início de Abril, os primeiros reembolsos deveriam começar a chegar apenas no dia 20, mas as Finanças estão a ser ainda mais rápidas do que prometeram.

A Agência Financeira questionou o Ministério das Finanças sobre este reembolso antecipado, mas até agora não foi possível obter qualquer resposta.

O Estado espera que dois milhões e meio de declarações de IRS, que abrange trabalhadores dependentes e pensionistas, sejam entregues até ao fim deste mês. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/dinheiro/impostos/fisco-irs-impostos-reembolso-contribuintes-agencia-financeira/1247033-5240.html, a 15 de Abril de 2011, em Agência Financeira.

RT


Conheça a Agenda do IRS 2011…

Abril 6, 2011

IRS Fonte: http://www.dn.pt

Hoje e apesar de já ter começado à algum tempo, convém sempre relembrar, que o período de entrega do IRS, já começou, no entanto, passo a transcrever a respectiva peça jornalística.

« Começa hoje entrega do IRS pela Internet

Se não declarou o seu, aponte na agenda os prazos

O período de entrega da declaração de rendimento modelo 3 do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) em suporte de papel terminou ontem. Se não declarou o seu, não desespere. Ainda vai a tempo de o fazer pela Internet e já a partir desta sexta-feira.

Os contribuintes da primeira fase (aqueles que apenas têm rendimentos das categorias A e/ou H, ou seja, de trabalho por conta de outrem ou pensões) podem declarar o IRS por esta via até 30 de Abril.

Já para os restantes contribuintes, que recaem na segunda fase da entrega, a declaração pode ser submetida pela Internet entre 1 e 31 de Maio.

Recorde-se que, para a entrega das declarações pela Internet é necessária uma senha. Quem ainda não a obteve ou perdeu, convém solicitá-la com antecedência, uma vez que o envio da mesma por parte das Finanças pode demorar vários dias. Pode fazê-lo pela Internet, no site «www.e-financas.gov.pt».
(..)
Entre as novidades do processo de declaração de rendimentos que foram introduzidas este ano está a obrigatoriedade de apresentação do número de identificação fiscal das crianças.

Assim, todas as crianças terão de ter número de identificação fiscal (NIF) para que os pais possam deduzir as despesas dos filhos na declaração de IRS, apesar de não ser ainda obrigatório que as facturas com as despesas de 2010 tenham o NIF do menor.

A Lei n.º 55-A/2010, de 31 de Dezembro (OE2011) introduziu alterações que obrigam, para efeito das deduções à colecta, a identificação fiscal dos descendentes, ascendentes, colaterais ou beneficiários a quem se reportam na declaração de rendimento modelo 3 do IRS. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/dinheiro/impostos/irs-o-que-deduzir-no-irs-irs-internet-impostos-agencia-financeira/1243278-5240.html, a 5 de Abril de 2011, em Jornal I

Boas Declarações!

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Saiba Como Preencher o IRS…Conheça Aqui os Detalhes…

Março 15, 2011

Como Preencher a Declaração de IRS... Fonte: http://economico.sapo.pt

Hoje trago mais um artigo que versa sobre o IRS, desta feita saiu mais uma peça jornalística sobre o tema que vou transcrever.

« Quatro passos para preencher a declaração de IRS

O período de entrega das declarações relativas a 2010 já começou. Aqui ficam quatro conselhos básicos a ter em conta.

O ritual é o mesmo todos os anos. Por esta altura do ano, a generalidade das famílias portuguesas tira da gaveta o “molho” de facturas recolhidas no ano passado, o lápis e a calculadora e preparam-se para preencher a declaração de IRS. Para facilitar este processo, aqui ficam alguns conselhos.

1. Esteja atento aos prazos: Este ano os contribuintes têm novos prazos para entregar o seu IRS. Durante este mês de Março decorre o período para as entregas feitas em papel para os contribuintes com rendimentos pertencentes às categorias A e H-contribuintes que trabalham por conta de outrem e pensionistas. Já no próximo mês de Abril é o período para as entregas feitas através da internet para os contribuintes destas mesmas categorias. Já para quem tem rendimentos de outras categorias- como é o caso dos trabalhadores independentes- Abril é também o mês para as entregas feitas em papel. Em Maio decorre o período para a entrega das declarações pela internet para estes mesmos contribuintes.

2. Opte pelas entregas feitas pela internet: Optar pela entrega da declaração de IRS pela internet tem várias vantagens. Não só consegue evitar as filas nas repartições de finanças, como também receberá mais rapidamente o valor do reembolso. Além disso, quem preencher a declaração de rendimentos online tem a vida facilitada, visto que muitos campos estão pré-preenchidos.

3. Aproveite todas as deduções e benefícios: Este é o último ano em que poderá deduzir na declaração de IRS a totalidade dos benefícios fiscais. Isto porque o Governo introduziu no último Orçamento do Estado limites muito restritivos para os benefícios fiscais. Também foram introduzidos tectos paras as deduções fiscais para quem tem rendimentos pertencentes ao sétimo e ao oitavo escalão. Assim, na próxima declaração- a ser entregue em 2012- o fisco já só aceitará deduzir benefícios fiscais até a um valor máximo de 100 euros. Por isso, aproveite esta última oportunidade para, além das tradicionais despesas com saúde, educação e habitação, deduzir também as entregas feitas no ano passado em PPR (até a um limite máximo de 400 euros) ou em seguros de vida (até a um limite de 65 euros).

4. Emende os erros: Já entregou a declaração às Finanças e só depois se apercebeu que cometeu erros no preenchimento, o que acontece? Deve emendá-los o mais cedo possível para evitar multas pesadas. Por exemplo, se detectar os erros antes de acabar o prazo para a entrega de IRS, terá apenas de entregar uma declaração de substituição neste período. Se assim o fizer, não terá de pagar qualquer multa. Já se identificar o erro até 30 dias depois da data limite para a entrega da declaração de rendimentos, pode ter de pagar uma multa mínima de 25 euros. No entanto, se o erro for detectado mais de um mês depois do final do prazo, e se o erro prejudicar o Estado, o contribuinte estará sujeito a uma coima de 50 euros. Já se nada fizer para emendar os erros poderá estar sujeito a uma multa entre os 250 e 15 mil euros. »

In: http://economico.sapo.pt/noticias/quatro-passos-para-preencher-a-declaracao-de-irs_113043.html, a 14 de Março de 2011, em Diário Económico

Bons Preenchimentos!

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Que Despesas Pode Deduzir No Seu IRS….

Março 12, 2011

O Que Pode Declarar no IRS... Fonte: http://economico.sapo.pt

Hoje trago um artigo que achei interessante e continua na mesma linha do que tenho publicado esta semana, que trata-se de IRS, neste caso, que pode deduzir na sua declaração de IRS deste ano.

« As despesas que pode deduzir no seu IRS

No decurso do ano há que ‘coleccionar’ recibos para ‘aliviar’ a factura final do IRS.

Depois de perceber as vantagens e desvantagens de cada regime e as obrigações associadas a cada um, é preciso saber quais as deduções que cada contribuinte pode fazer para saber se tem imposto a pagar ou a receber. Além das deduções à colecta com despesas como saúde ou educação, entre outras, entram também no cálculo do IRS as chamadas deduções pessoais.

Assim, são dedutíveis 261,25 euros por cada contribuinte ou 380 euros caso constitua uma família monoparental; 190 euros por cada dependente com mais de três anos e 380 euros se tiver idade inferior a três anos; 261,25 euros por cada ascendente ou 403,75 euros se só tiver um ascendente.

Já as restantes deduções não são feitas de forma aleatória, antes respeitam uma ordem. A lei define que à colecta são feitas as deduções relativas aos contribuintes, descendentes e ascendentes, em primeiro lugar; depois vêm as despesas de saúde, seguidas das de educação, encargos com lares, com imóveis, as despesas com seguros de vida, as pessoas com deficiência, a dupla tributação internacional e, por último, os benefícios fiscais. Nestas contas têm ainda de ser consideradas as retenções na fonte e os pagamentos por conta feitos durante o ano. Lembre-se ainda de ter sempre as facturas e os comprovativos de despesa em ordem, caso contrário, corre-se o risco de as despesas não serem aceites fiscalmente. Ao fim dos cálculos feitos, é preciso recordar que o Fisco não exige o pagamento de montantes de imposto inferiores a 24,94 euros e não paga reembolsos inferiores a 9,98 euros.


Seguros de vida
A dedução à colecta dos seguros de vida vão deixar de existir a partir do próximo ano. Mas este ano ainda os pode deduzir. São dedutíveis 25% dos prémios até 65 euros para os contribuintes solteiros e até 130 euros se for casado, desde que cada conjuge tenha os eu seguro. Os contribuintes com deficiência podem deduzir 25% dos prémios com o limite máximo de 15%. O valor gasto tem de ser mencionado no anexo H no quadro 7.

Para que o seguro seja dedutível é necessário que:

– garanta exclusivamente os riscos de morte, invalidez ou reforma por velhice e, no último caso, só se o benefício for garantido após os 55 anos de idade e cinco anos do seguro;

– seja relativo ao contribuinte ou seus dependentes;

– não tenha sido objecto de dedução específica em nenhuma categoria de rendimentos.


Casa
Possuir um crédito para aquisição de habitação própria pode ser muito positivo em termos fiscais. Os valores pagos com juros e amortizações da dívida podem representar 30% de poupança no IRS a pagar. Esta dedução, no entanto, tem um limite de 591€, o qual pode ser majorado em 10%, no caso do imóvel ter certificado energético atribuindo-lhe classificação na categoria A ou A+.

Mesmo que não tenha um crédito à habitação, pode deduzir as despesas com a beneficiação do seu imóvel, ou caso habite num imóvel arrendado, pode deduzir o valor das rendas. Para além disso, ainda pode usufruir de uma dedução majorada de acordo com o escalão a que pertencer (quanto mais baixo o escalão, maior a dedução) e deduzir as prestações devidas em contratos celebrados com cooperativas de habitação.


Saúde
Peça sempre factura de todas as despesas com bens e serviços de saúde, pois pode poupar 30% no seu IRS. No entanto, só são aceites como despesas os bens e serviços isentos de IVA ou sujeitos à taxa reduzida de IVA de 5% (ou 6% desde 1 de Julho). É preciso ter atenção que os bens e serviços sujeitos à taxa de IVA de 20% (ou 21% desde 1 de Julho) só podem ser deduzidos, com limitações, se tiverem sido prescritos por um médico.

São dedutíveis à colecta 30% dos seguintes montantes:

– Aquisição de bens e serviços directamente relacionados com despesas de saúde pagas e não reembolsadas do sujeito passivo e do seu agregado familiar, que sejam isentas de IVA ou sujeitas à taxa reduzida;

– Aquisição de bens e serviços directamente relacionados com despesas de saúde pagas e não reembolsadas dos ascendentes e colaterais até ao 3.º grau do sujeito passivo (por exemplo, sobrinhos e tios), que sejam isentas de IVA ou sujeitas à taxa reduzida, desde que não possuam rendimentos superiores à remuneração mínima mensal (€475, em 2010) e vivam com o contribuinte em economia comum;

– Os juros de dívidas contraídas para o pagamento das despesas mencionadas nas alíneas anteriores

– A aquisição de outros bens e serviços directamente relacionados com despesas de saúde do sujeito passivo, do seu agregado familiar, dos seus ascendentes e colaterais até ao 3.º grau, desde que devidamente justificados através de receita médica, com o limite de €65 ou de 2,5% das importâncias referidas anteriormente, se superior.

– São ainda dedutíveis seguros de saúde têm tratamento específico dando azo a uma outra dedução à colecta que corresponde a 30% das despesas suportadas e podem representar uma poupança máxima de 85€ mais 43€ por cada dependente seguro sendo sempre considerados 30% dos encargos para efeitos de dedução. O valor da dedução duplica para sujeitos passivos casados ou em união de facto.

Prestações de serviços ou compras de produtos aceites pelo fisco:

– Serviços prestados por profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros, analistas, dentistas, fisioterapeutas e parteiras;

– Clínicas ou casas de saúde públicos ou privados, intervenções cirúrgicas e internamento em hospitais;

– Aparelhos de prótese e ortótese (por exemplo, muletas, dentaduras, óculos, ou aparelhos de correcção de dentes);

– Tratamentos termais ou de natureza idêntica (com águas minerais, por exemplo), desde que prescritos por um médico;

– Medicamentos de venda livre ou receitados por um médico;

– Despesas de deslocação e estada do contribuinte e seu acompanhante, essenciais para o tratamento. É o caso das despesas com ambulâncias ou outros veículos adaptados ao transporte de doentes, bem como as despesas de deslocação e estada por necessidade comprovada de o tratamento ser feito fora do País;

– Produtos sem glúten.

Não são aceites os seguintes encargos, excepto se prescritos por um médico, com fins preventivos, curativos ou de reabilitação:

– Despesas de deslocação e estada do próprio e de acompanhantes, não essenciais para o tratamento;

– Produtos cosméticos ou de higiene;

– Produtos naturais, como chás ou ervas medicinais, bem como produtos alimentares, excepto quando destinados apenas a garantir a vida biológica (por exemplo, as pessoas intolerantes à lactose têm de substituir o leite de vaca pelo de soja ou sem lactose);

– Despesas com a prática de desportos ou compra de artefactos ou produtos artificiais, como colchões ortopédicos.


Despesas com renováveis só podem ser deduzidas de quatro em quatro anos
As despesas com equipamentos com energias renováveis são dedutíveis em 30% até ao limite de 803 euros. Para aproveitar a dedução ao máximo, o contribuinte terá de investir cerca de 2.676 euros. O valor deve ser inscrito no anexo H no campo 809 do quadro 8. Mas estas deduções só podem ser feitas de quatro em quatro anos. Se colocou vidros duplos em 2010 e quer deduzir a despesa no IRS não poderá voltar a deduzir despesas com melhorias térmicas em 2011, 2012 e 2013. Pode deduzir no IRS:

– instalações e painéis solares térmicos;

– painéis fotovoltaicos e respectivos sistemas de controlo e armazenamento de energia para abastecer electricidade;

– bombas de calor para aquecer águas sanitárias;

– equipamentos de queima de resíduos florestais (como fogões, caldeiras, salamandras ou recuperadores de calor de lareiras);

– aerogeradores de potência inferior a 5 kW e respectivos sistemas de controlo e armazenamento de energia, para abastecer electricidade;

– equipamentos e obras de melhoria térmica de edifícios, donde resulte um maior isolamento, por exemplo, substituir envidraçados simples por vidros duplos com caixilharia de corte térmico;

– equipamentos para carregar veículos eléctricos.


Último ano para beneficiar dos PPR na totalidade
Os Planos Poupança e Reforma (PPR) têm benefícios fiscais (foram reintroduzidos em 2006), sendo dedutível 20% dos montantes investimentos por cada contribuinte. O incentivo máximo varia com a idade:

– 400 euros por contribuintes com até 34 anos;

– 350 euros por contribuinte com entre 35 e 50 anos;

– 300 euros por contribuinte com mais de 50 anos.

Para obter o benefício fiscal ao máximo os contribuintes terão assim de investir: dois mil euros no primeiro caso; 1750 euros se tiverem entre 35 e 50 anos e 1500 se tiverem mais de 50. A idade considerado é a que se verifica em Janeiro do ano em que se fazem as entregas. Se não respeitarem as regras de utilização dos montantes os contribuintes podem ser penalizados. Por exemplo, o PPR só pode ser levantado depois dos 60 anos e pelo menos após cinco anos de duração do contrato. Se assim não for, terá de declarar como rendimentos de capitais os montantes deduzidos nos anos anteriores, acrescidos de 10%. Esta percentagem será ainda multiplicada pelo número de anos em que usufruiu do benefício fiscal.

Este será o último ano em que poderá beneficiar daqueles incentivos máximos, já que o Governo introduziu tectos máximos nos benefícios fiscais, que variam consoante os rendimentos, o que acaba por ‘neutralizar’ os incentivos dos PPR. Por exemplo, um contribuinte que receba 15 mil euros brutos anuais, só terá direito a beneficiar de 100 euros no conjunto de todos os incentivos fiscais previstos na lei.


Despesas com educação dedutíveis até 760 euros
Os contribuintes podem deduzir 30% das despesas que fazem com educação e formação profissional até um limite de 760 euros. Nas famílias numerosas, com três dependentes ou mais aquele montante é elevado em 142,50 euros por cada um. Assim se um casal tiver três filhos pode deduzir até 1.187,50 euros com despesas com educação. Aqui entram por exemplo, as despesas com explicações (dedutíveis desde 2006) de qualquer grau de ensino. Para que sejam consideradas fiscalmente o contribuinte terá de ter um recibo que as comprove. O valor das despesas deve ser inscrito no anexo H no campo 803 do quadro 8 e o número de dependentes no campo 812. Quais são então as despesas dedutíveis? Podem ser deduzidas as despesas com:

– taxas de inscrição, propinas, mensalidades de jardins de infância, escolas do ensino básico ou superior (incluindo mestrados e doutoramentos), públicas ou privadas, desde que integradas no Sistema Nacional de Saúde;

– livros e material necessário para a actividade escolar são também dedutíveis. Aqui cabem cadernos, canetas, lápis, etc;

– transportes, alimentação e alojamento prestados por terceiros podem ser deduzidos;

– despesas feitas com cursos de línguas, música, canto ou teatro podem ser deduzidas mesmo que fora do âmbito do programa escolar normal reconhecido pelo Sistema Nacional de Ensino.

– os benefícios fiscais com computadores acabaram, mas os contribuintes podem deduzir os montantes gastos com computadores, enciclopédias e instrumentos musicais, para uso escolar.

No entanto, tenha em atenção que estas despesas não podem ser deduzidas se forem utilizados fora do âmbito escolar. As despesas com amas também não entram no IRS, a não ser que passem recibo verde. Finalmente, as despesas com estágios e congressos também não são dedutíveis.


Pensões de alimentos deduzidas à colecta pelo segundo ano
Até 2008, o valor pago como pensão de alimentos era abatido na totalidade aos rendimentos do contribuinte, mas desde 2009, este valor é deduzido à colecta, sendo considerado apenas 20% do total. Assim, quem tem maior rendimento e paga pensões de alimentos mais elevadas, ficou prejudicado com esta medida. O montante tem de ser declarado no quadro 6 do anexo H. Não esqueça que só o valor decidido pelo tribunal ou por acordo em conservatória do registo civil pode ser deduzido aos seus rendimentos, a título de pensão de alimentos. Os montantes que ultrapassam o valor fixado não são aceites pelo fisco e não são considerados para as contas feitas. Tenha ainda em conta que se um contribuinte pagar a pensão de alimentos do seu filho e ao mesmo tempo o declarar como dependente para efeitos fiscais – deduzindo as despesas de saúde, educação, etc – não pode deduzir a pensão de alimentos paga. »

In: http://economico.sapo.pt/noticias/as-despesas-que-pode-deduzir-no-seu-irs_112286.html, a 11 de Março de 2011, em Diário Económico

Boas Deduções!

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Veja Quanto Vai Pagar de IRS, no Decorrer Das Suas Aplicações Bancárias…

Março 10, 2011

O que vai Pagar de Imposto das Aplicações Bancárias... Fonte:http://economico.sapo.pt

Hoje na continuação do dia anterior, trago mais uma peça jornalística, que versa sobre o IRS e os impostos que vai pagar devido às aplicações financeiras no ano transacto, passo a transcrever a referida peça.

« Os impostos que vai pagar sobre os seus investimentos

O Económico mostra-lhe como são tributados os ganhos das suas aplicações.

Se tem juros de depósitos a prazo ou conseguiu fazer mais-valias com a venda de acções no ano passado, saiba quais as taxas que lhe vão ser aplicadas e em que casos pode ser vantajoso somar estes rendimentos aos do trabalho e sujeitá-los à taxa do seu escalão.

1. Mais-valias: As regras de tributação das mais-valias mudaram e já se fazem sentir este ano. O Governo acabou com a isenção das mais-valias conseguidas com a venda de acções detidas há mais de um ano. Agora, passou a ser sujeito a imposto o saldo positivo entre as mais e menos-valias superiores a 500 euros. Além disso, a taxa aplicada subiu de 10% para 20%. Por exemplo, se conseguiu 700 euros de mais-valias, os 20% incidem sobre 200 euros – igual à diferença entre os 700 e os 500 euros. O contribuinte terá assim de pagar 40 euros. No entanto, pode também optar pelo englobamento, mas saiba que só numa minoria dos casos é que é vantajoso fazê-lo. Só beneficia quem pertence aos dois primeiros escalões de rendimentos – até 7.250 euros anuais – já que a taxa de IRS a aplicar aos rendimentos é de 13,58%. Acima daqueles rendimentos a taxa já é de 24,08%. Desta forma, o englobamento só é aconselhável quando há um saldo negativo. Se não quiser englobar terá de assinalara opção ‘Não’ no anexo G.

2. Dividendos: Os dividendos estão sujeitos a uma taxa de retenção de 21,5%. No entanto, pode optar pelo englobamento, mas para a maioria dos contribuintes não é vantajoso porque obriga a englobar também as mais-valias com acções e outros rendimentos de capitais. Mas caso queira fazê-lo são apenas considerados 50% dos rendimentos de dividendos distribuídos pelas empresas cotadas.

3. Juros de depósitos bancários: Os juros dos depósitos à ordem e a prazos são tributados através de uma taxa liberatória de 21,5%. Isto é, os bancos ‘retêm’ 21,5% dos juros recebidos, por isso, os contribuintes não têm de os declarar. Significa que os juros dos depósitos têm uma tributação superior à das mais-valias, com o Governo a colocar-se ao lado do PSD ao recusar subir e harmonizar a taxa para 21,5%. O englobamento só compensa se tiver rendimentos até 7.250 euros – sujeitos a uma taxa de 13,58%. Se englobar um rendimento de capital é obrigado a englobar todos os rendimentos da mesma categoria desde os juros dos depósitos, seguros do ramo vida, títulos da dívida entre outros.

4. Seguros de capitalização: Os rendimentos obtidos com o resgate de seguros de capitalização tê, taxas de retenção na fonte diferentes consoante os prazos de aplicação do dinheiro. Se o prazo for inferior a cinco anos, a taxa será de 21,5%, e se for entre cinco e oito anos, a taxa liberatória é de 21,5% sobre 4/5 dos rendimentos, portanto na prática, a taxa efectiva será de 17,2%. Nas aplicações com um prazo superior a oito anos, a taxa é de 21,5% sobre 2/5 dos rendimentos – 8,6% sobre o total. Mas se o valor dos prémios pagos durante a primeira metade do prazo do seguro for inferior a 35% do total, o rendimento será sempre tributado a 21,5%.

5. Planos Poupança Reforma: A partir dos 60 anos e desde que a aplicação já tenha sido feita há cinco anos, o contribuinte pode resgatar o dinheiro investido. E pode fazê-lo de duas formas: receber todo de uma vez ou um determinado montante todos os meses, a chamada renda vitalícia. No primeiro caso a taxa incide sobre 40% dos rendimentos (taxa efectiva de 8,6%). Neste caso não tem de declarar o montante, já que o imposto é retido na fonte pela entidade que coloca o rendimento à disposição. Já se optar pela renda vitalícia, esta paga imposto como uma pensão normal. »

In: http://economico.sapo.pt/noticias/os-impostos-que-vai-pagar-sobre-os-seus-investimentos_112282.html, a 08 de Março de 2011, em Diário Económico

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