Conheça o Mais Recente Estudo Sobre Desemprego Juvenil…

Estudo sobre desemprego Juvenil... Fonte: http://www.joseantoniomodesto.blogspot.com

Hoje trago uma notícia que versa sobre o emprego para os jovens, passo a transcrever a mesma, mas não a vou comentar, pois já muita tinta fiz correr… mas são outros quinhentos.

« Desemprego nos jovens em Portugal atinge os 23%

Os jovens são os mais afectados pelo drama do desemprego em Portugal, mas ter uma licenciatura não parece ser irrelevante.

Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), a taxa de desemprego entre os jovens subiu em Portugal para 23,4% no terceiro trimestre do ano, o que se traduz em 99 mil cidadãos com menos de 25 anos sem trabalho.

O valor representa um agravamento de 4,2 pontos percentuais face aos 19,2% do período homólogo de 2009, segundo os mesmos dados. Os jovens são por isso a camada mais afectada pelo desemprego em Portugal, que atingiu os 10,9% em Setembro. Nos homens a taxa é de 9,6% e nas mulheres um pouco mais elevada, nos 12,4%.

A licenciatura pode, no entanto, facilitar a entrada no mercado de trabalho. Dados do INE mostram que o desemprego entre os licenciados cresceu 6,5% em termos homólogos e que há 68 mil portugueses que frequentaram o ensino universitário nessas condições As subidas são mais expressivas para aqueles que só completaram o ensino secundário (30,5%) e para quem ficou no ensino básico (7,4%). Nestes ‘escalões’ há 122 mil e 419 mil portugueses sem trabalho, respectivamente. »

In: http://economico.sapo.pt/noticias/desemprego-nos-jovens-em-portugal-atinge-os-23_104571.html, a 17 de Novembro de 2010, em Jornal Económico.

Sem Comentário!!

RT

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Conheça o Lugar de Portugal, na Escala da Pobreza…Veja Aqui os Detalhes e a Análise…

Portugal em 3º no ranking da Pobreza...

Hoje trago um assunto que penso ser pertinente, nos dias que correm, trata-se de os Portugueses terem problemas em pagar as suas despesas mensais, no que concerne a bens de primeira necessidade, vou transcrever a referida peça jornalística, e de seguida vou tecer um breve comentário.

«Portugueses no Top3 dos que têm mais dificuldades no fim do mês

Somos ultrapassados só pela Grécia e Letónia

As famílias portuguesas são as terceiras da União Europeia a «deitar as mãos à cabeça» quando chegam as contas no final do mês. Piores que nós estão apenas as da Grécia e as da Letónia, de acordo com o Eurobarómetro.

Questionados sobre se o orçamento doméstico é suficiente para pagar as despesas correntes, como as alimentares, 82% dos portugueses responderam afirmativamente, sendo a média da UE de 83%.

No entanto, quando o questionário acrescenta o pagamento de dívidas assumidas, 39% dos portugueses reconhecem ser «uma luta constante», 32% dizem ter «por vezes» dificuldades, 22% respondem não ter quaisquer problemas com pagamento de contas e 7% admite deixar dívidas por pagar. A média europeia é de, respetivamente, 15, 34, 46 e 5%.

A sondagem mostra que um em cada seis europeus declara ter constantemente dificuldade para pagar as despesas correntes e três quartos consideram que a pobreza aumentou no seu país no último ano.

Mas no relatório para analisar a percepção de pobreza nos 27 países da EU, a Comissão conclui que se a questão é «se algumas ou muitas contas» ficam por pagar, 7% dos portugueses responde «sim». Vários países nos ultrapassam, nomeadamente os espanhóis (8%). Ainda a Letónia fica nos 17%, a Bulgária 15% e a Grécia 14%. Aqui, a média da Europa fica nos 5%.

Ainda segundo a sondagem do Eurobarómetro, mais de 90% dos portugueses tem a percepção de que a pobreza aumentou em Portugal nos últimos 12 meses.

O inquérito mostra que 61% dos inquiridos em Portugal consideram que a pobreza «aumentou muito», a que acrescem os 30% que respondem que «subiu ligeiramente». Nesta categoria, os números só são superiores na Grécia, onde 94% dos inquiridos considera que a pobreza aumentou nos últimos 12 meses.

A média dos 27 estados-membros da União Europeia (EU) é de 73%, com 38% a considerarem que a pobreza «aumentou muito» e 37% a dizerem que «cresceu ligeiramente».

Este inquérito surge quando já decorreu a primeira metade do Ano Europeu de Combate à Pobreza e à Exclusão Social e após o compromisso assumido no passado dia 17, pelos dirigentes da UE, de retirar 20 milhões de europeus da pobreza e da exclusão social na próxima década.

Em Portugal foram questionadas 1005 pessoas, 695 através de telefone fixo e 310 via telemóvel.

As entrevistas foram feitas pela Consulmark, entre 18 e 22 de maio. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/contas-portugal-europa-agencia-financeira-dinheiro-familias/1172082-4058.html, a 22 de Junho de 2010, em Agência Financeira

O meu comentário:

À muito tempo que já não comentava uma notícia, no entanto, pelas questões acima mencionadas é realmente muito triste.

A peça jornalística indica que cada vez está mais difícil as pessoas poderem pagar contas de bens essenciais como a casa, a comida, ou mesmo factores higiénicos, digamos que a maior parte dos portugueses, veio para a parte inferior da pirâmide de Maslow, ou seja, passou a não conseguir ter uma vida, onde as necessidades básicas ficam asseguradas.

Num estado, onde se diz democrata e onde a constituição da republica portuguesa, pressupõe igualdade de direitos e oportunidades para todos os cidadãos nacionais, no entanto, vemos que os jovens deste país continuam, sem apoio e sem emprego, ou seja, não conseguem sequer atingir o em prego, para conseguir ter dinheiro para as suas necessidades básicas, falo nomeadamente de uma geração que muitos deles investiram o que tinham e o que não tinham em estudos especializados, como é o caso dos estudos no ensino superior.

O próprio ordenado mínimo, é ridículo, como é possível com o ordenado mínimo nacional, as pessoas conseguirem ter um nível de vida condigno, mesmo em casal, onde as seriam pelo menos 2 os ordenados mínimos a entrar, o valor dos mesmos, não chega à fasquia dos 1000€, logo, este casal para ter uma vida minimamente aceitável, ou tem ajudas externas, nomeadamente de familiares, tais como país, ou então vive em casa dos país de um ou de outro, o que de certa forma não é correcto, pois em 99% dos casos é origem de conflitos familiares e já la diz o ditado «Quem casa, Quer Casa».

Como é possível, vir neste cenário, solicitar que as pessoas, tenham filhos, e incrementem a taxa de natalidade, de forma a poder assegurar a manutenção das reformas e dos apoios concedidos pela Segurança Social? Não é possível! Os nossos governantes, têm essa mesma noção dessa necessidade, no entanto, não querem dar o braço a torcer e dar a oportunidade aos jovens, especialmente aos jovens recém licenciados, e como tal, estamos a perder gerações, nomeadamente as gerações nascidas na década de 80.

Peço a que os nossos governantes, especialmente os que possuem ordenados chorudos, para tentaram viver com o ordenado mínimo nacional, nomeadamente fazer a vida com bens básicos e recorrerem a transportes públicos para se moverem, e possam ver que não existe, possibilidade de se viver assim.

É óbvio, que perante isto que os índices de pobreza estão a sofrer incrementos no nosso país, o estudo, não qualifica, mas se fizer um estudo mais qualitativo, podemos verificar que possivelmente as gerações mais novas, são as que estão a cair em pobreza, sendo que estamos num limite muito ténue, que é os jovens recém licenciados, poderem aos poucos fazer parte dessa triste realidade, pois apesar de possuírem qualidades e qualificações, não lhes é concedida a oportunidade, voltando para aquilo que os patrões denominam de toneladas de experiencia, coisa que anteriormente já abordei aqui.

Para concluir, deixo um apelo aos nossos governantes, que tenham consciência que estão a causar danos que podem ser irreversíveis na nossa sociedade, causando lacunas a nível demográfico, que num mundo desenvolvido e capitalista, dificilmente poderemos encontrar um país chamado de Portugal, nos próximos séculos.

Mais uma vez pede-se mais qualidade de vida, maior rendimento disponível, para que exista um incremento no consumo, e se possa, sair desta crise, e retomar o caminho do progresso.

Tenho Dito

RT

200 Entrevistas de Emprego Com Recusa Culminam em Suicidio…

Jovem Suicida-se ao Fim de 200 Entrevistas de Emprego...

Hoje trago uma notícia muito triste, vou transcrever a referida notícia, e vou efectuar um pequeno comentário à mesma.

«Jovem suicida-se após 200 entrevistas de emprego mal sucedidas

Vicky Harrison suicidou-se aos 21 anos depois de ser recusada em mais de 200 entrevistas de trabalho. A jovem britânica morreu devido à toma de muitos comprimidos depois de procurar emprego ao longo de dois anos

A jovem deixou apenas uma nota dizendo que não queria continuar a viver sendo como era. Porém, segundo o namorado Nathan, que ainda não acredita que a jovem desapareceu, «Vicky era uma rapariga que sobressaía, divertida e bonita».

A mãe da jovem, Louise, de 43 anos, afirma que Vicky era «uma menina brilhante e inteligente, mas que se deixou deprimir ao não encontrar emprego. Estar parada tanto tempo era para ela humilhante e não aguentava mais».

Na carta que deixou, apenas lançou um apelo aos pais: «Por favor, não fiquem tristes. Não é vossa culpa. Quero que todo o mundo seja feliz».

SOL com agências »

In: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=170470, a 25 de Abril de 2010, em Jornal Sol.

O meu comentário:

Este caso entristece-me, pois penso que ninguém merece ser tratado como um mero numero, ou mesmo objectivo, coisa que aliás muitas organizações dos nossos dias, tem por hábito de realizar, esquecem que as pessoas são humanas e não são máquinas.

Em Portugal, ou penso que registado, nunca aconteceu algo semelhante, mas pelo andamento das nossas condições de vida, qualquer dia, vamos ter casos deste, pois a juventude, está a ser marginalizada e relegada para segundo plano, em virtude de ter estudado, de se ter licenciado.

Acreditamos que durante alguns anos, a juventude foi relegada para segundo plano, em virtude das condições económicas se terem degradado, no entanto, o que assistimos actualmente, é sim, a um desprezo pelos estudos dos jovens, e não aposta nos mesmos, o que vão gerar problemas sociais mais caóticos que os até agora aconteceram, isto se, nada for feito para dar novo animo e novo pulso, a uma geração que se esforçou, e que só quer ter direito a poder viver, direito a poder ser feliz.

Servindo de exemplo, o caso desta jovem do Reino Unido, podemos analisar que a situação é um acto de desespero, e que devemos ter em conta que, com as recusas sucessivas, as pessoas vão se abatendo, e perdendo a vontade de continuar, e culminam com um desespero, que inicialmente se sentem inúteis e posteriormente «ficam» mesmo inúteis, e tem forte tendência para situações adversas, como foi o caso desta jovem, que se suicidou.

Eu apelo mais uma vez, a todos os responsáveis, entre eles os governos, empresários, organizações, etc, que podem influir de forma directa nesta mesma situação, de tornearem e contratarem pessoas jovens e com qualificação superior, de forma a poder dar oportunidade à juventude, que ao mandar as pessoas para a reforma, que as substituam por pessoas mais novas e licenciadas.

Penso que os licenciados, merecem uma oportunidade, especialmente os mais perto dos anos 80, pois são pessoas que muitas vezes, ainda não tiveram oportunidade de mostrar o que valem, e que estão ansiosos por o fazer, ressalvando, que muitos deles, querem começar a vida com o seu par, e anseiam por ter filhos, e dar netos aos país, no entanto, o emprego precário, as recusas de emprego, e o desprezo por todos valores, está a destruir a geração dos anos 80.

Deixo mais uma vez o apelo, APOSTEM NOS JOVENS LICENCIADOS…

Tenho Dito

RT

Como Se Ultrapassa o Pessimismo dos Portugueses Face à Economia…Venha Saber Como…

Como Contornar o Pessimismo dos Portugueses... Fonte: http://www.cybereconomia.files.wordpress.com

Hoje trago um artigo onde é analisado o pessimismo dos Portugueses, face à sua vida, à economia, e ao país onde estamos inseridos, passo a transcrever a referida peça e de seguida vou efectuar um comentário ao assunto.

«Portugueses sofrem de pessimismo: há luz ao fundo do túnel?

Consumidores olham com desânimo para a tendência da economia, da situação financeira da sua família, para a tendência do desemprego e até para a sua capacidade de poupar

Os consumidores portugueses começaram a ficar mais confiantes em Abril de 2009. Mas, ao chegarem perto do final do ano, as coisas descambaram. Há quatro meses que o pessimismo está de volta. De mês para mês, os consumidores perdem confiança e em Fevereiro os portugueses não encontraram um único motivo de alento.

Os Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores, feitos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), analisam o sentimento dos portugueses em relação a vários aspectos, para concluir se estão mais ou menos optimistas. Em Fevereiro, nenhum dos aspectos analisados animou os portugueses: a queda da confiança resultou do contributo negativo de todas as componentes.

O saldo de respostas extremas (SER) relativo às perspectivas sobre a evolução da situação económica do país tem vindo a diminuir significativamente desde Dezembro, apresentando o contributo negativo mais intenso. Mas também o SRE das expectativas sobre a evolução da situação financeira do agregado familiar diminuiu nos últimos três meses, mais significativamente em Fevereiro, contrariando a trajectória ascendente iniciada em Setembro.

Do mesmo modo, o SRE das expectativas relativas ao desemprego aumentou nos últimos quatro meses, embora de forma menos expressiva em Fevereiro, invertendo a forte diminuição observada desde Abril.

Sem surpresa, as perspectivas de evolução da poupança têm vindo a agravar-se desde
Novembro, contrariando a recuperação iniciada em Maio, mas apresentando um movimento ténue no mês de Fevereiro.

Clima económico também piora

O indicador de clima económico tem vindo a diminuir ligeiramente desde Dezembro, contrariando o forte aumento iniciado em Maio, após ter atingido nos dois meses anteriores o mínimo histórico da série.

Ainda assim, em Fevereiro observou-se um aumento dos indicadores de confiança sectoriais correspondentes à Indústria Transformadora, ao Comércio e aos Serviços, mais significativo no último caso. Em sentido oposto, agravou-se a trajectória descendente do indicador relativo à Construção e Obras Públicas.»

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/portugal-europa-confianca-pessimismo-agencia-financeira-clima-economico/1142287-1730.html, a 25 de Fevereiro de 2010, em Agência Financeira

O meu comentário:

Relativamente ao tema em análise, penso que é uma triste realidade, mas os portugueses sofrem de pessimismo, mas não por serem pessimistas, mas por saberem analisar os problemas que os rodeiam, por detectarem que as condições de vida vão paulatinamente regredindo, em vez de sofrerem incremento.

Parece que só os governantes, é que não conseguem ver, que as condições de vida dos portugueses tem vindo a decrescer, apesar de o referido governo, ter enumerado que a crise já terminou, no entanto, a taxa de desemprego tem disparado, e neste momento sobe pelos 2 dígitos acima, o que convenhamos, é um caso preocupante, se denotar-mos que este ano, foi ano em que as pessoas mais solicitarem reforma, apesar das penalizações por se reformarem antes dos 65 anos, logo concluímos que o caos, está nos casais de meia idade, e especialmente gravíssimo num nicho muito importante da sociedade, os licenciados jovens, estes são os que fazem com que o país evolua, são os responsáveis por crescimento dos países, e no caso português, são os que são mais desprezados pelos governantes.

Outro problema, é que os portugueses, começam a tomar consciência que, com a baixa natalidade, e com o decréscimo ainda mais acentuado que se vai notar na natalidade, as reformas dos que se reformam nos dia de hoje, não devem ficar asseguradas até ao final da vida das pessoas, isto tendo em conta, que a taxa de esperança média sofreu um incremento nos últimos 15 anos, elevando a vida das pessoas, para níveis nunca vistos antes.

Então…Qual a solução? Esta é a questão colocada por muitos portugueses, e que continua sem resposta, e que tende a morrer solteira, pois a solução, pelo menos na minha óptica passa por um plano, que deve ser idealizado e colocado em prática no médio a longo prazo, o que convenhamos, em 4 anos de mandado de cada governo, não dá para se colocar o mesmo em prática, pois 4 anos, é muito curto, outro factor adverso é que muda a cor política, muda o teor das leis governativas, ou seja, em vez de se continuar com o iniciado pelo executivo transacto, quebra-se e faz-se tudo de novo, e então, nunca se consegue o pleno.

Penso mesmo, que os governantes ainda não sabem para quem trabalham, e para quem trabalham, são os portugueses, e como tal, devem responder às necessidades, desejos e motivações dos portugueses.

O país tem como mais urgente o desemprego das pessoas licenciadas e a estabilidade dos empregos das mesmas, para que se consiga incrementar a natalidade, de forma a não só assegurar as reformas dos mais idosos, mas também de dar continuidade a profissões que podem vir a desaparecer, e consequentemente, vir a originar mais desemprego, tais como educadoras de infância, professores, pediatras…etc.

O que os portugueses pedem aos governantes, são soluções tangíveis e capazes de levar os país a bom porto, necessitam de respostas e não comunicações de mais sacrifícios, necessitam de planos a médio e longo prazo, e não soluções que abarcam e remedeiam somente no imediato.

Venho desta forma, indicar mesmo, que a solução do problema de Portugal, passa invariavelmente por uma aposta concreta na juventude licenciada, esta juventude, serão os governantes de amanha, e se agora se sentem «presos» e não conseguem viver por si, ou seja, terem liberdade, como pensam, que vão orientar o país no futuro? Como pensam que vão educar os filhos, com que princípios?

Deixo um apelo, mais uma vez e para terminar.

APOIEM OS JOVENS LICENCIADOS…

Deixo a questão: Que Opinião tem Sobre as Causas do Pessimismo dos Portugueses?

Tenho Dito

RT

Portugal Quer Tentar Não Atingir os 600 Mil Desempregados…Será que Consegue?? Veja Aqui Algumas das Medidas…

Desemprego quase nos 600 mil...

Hoje venho analisar o tema discutido na assembleia da republica, a noticia está abaixo transcrita e de seguida vou tecer um comentário à mesma.

«Portugal terá 600 mil desempregados no final do ano

As contas são de Paulo Portas que chamou Governo ao plenário para discutir desemprego.

Portugal começou o ano com 400 mil desempregados. «Quando acabar o ano terá muito provavelmente 600 mil desempregados». As contas são do líder parlamentar do CDS, Paulo Portas, que esta quarta-feira vê o Governo dirigir-se ao plenário da Assembleia da República para discutir o aumento da taxa de desemprego em Portugal, a pedido do seu partido.

Governo admite que desemprego vai aumentar

«Em cada cinco jovens, um não consegue encontrar uma possibilidade de encontrar um projecto de vida», sintetizou Paulo Portas, sublinhando que «não vale a pena ter em 2010 a mesma política de combate ao desemprego de 2009».

Para o CDs-PP são as «micro, pequenas e médias empresas que criam emprego» e, por isso, considera que «é muito mais útil ter menos impostos para ajudar as empresas a sobreviverem e aumentarem postos de trabalho do que terem impostos altos e entrarem em incumprimento».

Paulo Portas defendeu, por isso, que o Governo «baixe o pagamento especial por conta enquanto é tempo, aceite pagar as dívidas do Estado a tempo e horas dinheiro que vai mais rápido para economia e ponha a funcionar fundos comunitários, nomeadamente o QREN e o PRODER». Além disso, o deputado centrista apelou para que o Governo «aceite majorar o subsídio de desemprego a casais desempragados, especialmente quando há filhos».

Ministra promete mais 500 mil postos de trabalho

A ministra do Trabalho, Helena André, subiu ao púlpito do hemiciclo para sublinhar o novo «Pleno Emprego», programa do Governo para estimular o emprego em Portugal, justificando a actual situação com a crise internacional.

«A crise que estamos a enfrentar não e um problema de poucas semanas é um combate de anos em que as medidas de curto prazo tem de ser enérgicas», disse Helena André, reforçando, no entanto, que «estamos felizmente longe da situação da estónia, Eslováquia Irlanda, Espanha».

Helena André garantiu que «o novo Pleno Emprego aposta no sistema de emprego com qualidade», afirmando que «empregos precários não contam. São nefastos para a qualidade do emprego».

E ficou a promessa: «Vamos criar mais de meio milhão de postos de trabalho». »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/portugal-crise-desemprego-paulo-portas-cds-trabalho/1132885-1730.html, a 20 de Janeiro de 2010, em Agência Financeira

O meu comentário:

A minha análise a esta noticia, tem pontos a favor e pontos contra.

Penso que de positivo a noticia refere e muito bem, que os governantes tem consciência da falta de existe muita falta de emprego, e quem são os mais prejudicados são os mais jovens, essencialmente os que possuem licenciatura, pois são estes que deveriam ter emprego em quantidade e qualidade, para que exista sustentabilidade e desenvolvimento do país, mas não, é exactamente o contrário, os que possuem mais emprego, são os jovens com menores qualificações e possuem até mesmo os empregos mais duradouros, não compreendemos e como, isso acontece, e como pensam os governantes desenvolver o país com este tipo de emprego, e que recorre muitas vezes, a empresas de trabalho temporário, e que paga os ordenados mínimos, convenhamos que alguém com o ordenado mínimo, dificilmente consegue despoletar o consumo que os governantes, estão à espera que seja responsável pelo incremento da economia em Portugal.

No entanto, os governantes já indicaram que não são a favor do trabalho precário, ou seja, o trabalho com contractos, pois bem, até indicam mesmo, que trabalho desse tipo, não deve ser considerado trabalho de qualidade, no entanto, um dos pontos que tenho contra, é que o governo fomenta esse mesmo tipo de trabalho, e veja-se um exemplo disso, é os estágios na função publica que vai abrir, são pelo menos em primeira estancia trabalho temporário, pois não existem garantias de integralidade dos jovens estagiários…Penso que seria mais benéfico para o país, era que os funcionários públicos que pretendem a reforma (e que são muitos), lhes seja concedida a mesma, e se coloque a juventude que quer trabalhar nesses mesmos lugares, com certeza iríamos ter mais qualidade nos serviços públicos, além de transparecer uma imagem mais agradável ao por exemplo, chegarmos às finanças e termos pessoas mais jovens e com vontade de nos atender.

Outro factor que o governo, deve ter em conta, é apertar as regras para as empresas de trabalho temporário, empresas estas, que coabitam no nosso mercado de trabalho, dando facilidades aos seus clientes (por vezes empresas muito grandes), de poder usar, e abusar de um trabalhador, e não saírem manchados ambos desta mesma situação, penso que parte da desmotivação das pessoas começa nessas pequenas coisas, como serem encaradas como pessoas capazes e com vontade de trabalhar, e não como meros objectos, andamos a criticar e bem, que no passado se usava e abusavas das mulheres, e a mentalidade teve que mudar, pois as mulheres não são meros objectos, e a mesma filosofia se deve ter em conta no que concerne no mercado de trabalho.

Vamos aguardar, para ver o que dá, no entanto, pessoalmente não acredito muito nestas medidas, pois gato escaldado de água fria tem medo, pois muitos jovens estão cansados destas mesmas situações, e por tal razão é que andam afastados das lides políticas e dos governantes, pois não acreditam, nem conseguem entender a tangibilidade da política, e os seus representantes.

A esperança e relembro mais uma vez, para que fique bem vincado, está na juventude, especialmente a licenciada e que anda à procura de uma oportunidade, quem lhe souber estender o braço e a estimular, vai ter sucesso com certeza, pois esta juventude não é de desperdiçar as oportunidades que lhe são concedidas.

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33% da População Nacional Não Tem Possibilidade de Ter a Casa Quente…Veja Uma Análise a Esta e Outras Situações Que Originam o Limiar de Pobreza em Portugal

Soluções de Aquecimento Longe de Um Terço dos Portugueses Fonte: http://www.wiki2buy.com.br

Hoje trago uma notícia que me chamou à atenção, em que os níveis de pobreza em Portugal, estão a crescer, em vez de tendencialmente descerem, como seria de esperar, por sermos um país «dito» desenvolvido. Passo a transcrever o artigo e de seguida vou efectuar um breve comentário ao mesmo.

«Um terço dos portugueses sem meios para ter casa quente


Apesar de Portugal ter um dos mais amenos climas, ou por causa disso, em nenhum outro país da União Europeia (UE) há tanta incapacidade de manter a casa quente. É o que sobressai da análise da taxa de privação material, um indicador que o Comité de Protecção Social criou para medir a exclusão social. Os dados foram ontem divulgados pelo Eurostat – a antecipar a conferência de abertura do Ano Europeu de Combate à Pobreza e à Exclusão Social, a acontecer quinta-feira, em Madrid, sob a orientação da Comissão Europeia e da presidência espanhola da UE.

A fórmula é nova. Implica constrangimento severo para três de nove capacidades: fazer face a despesas imprevistas; pagar uma semana de férias por ano fora de casa; honrar empréstimos; fazer uma refeição com carne ou peixe ou vegetal equivalente de dois em dois dias; manter a casa quente; ter uma máquina de lavar, uma TV a cores, um telefone ou um carro próprio.

A taxa de privação material estava em 2008 nos 17 por cento, mas havia grande disparidade no espaço comunitário – quatro no Luxemburgo a 51 na Bulgária, um desvio muito mais acentuado do que o da taxa de risco de pobreza, que, embora também estivesse nos 17, oscilava entre os 26 na Letónia e os nove na República Checa. Portugal pontuava 23 numa e 18 noutra.

Dez por cento da população da UE não conseguia ter a habitação suficientemente quente. Portugal liderava esta falta (35 por cento), seguido de perto pela Bulgária (34). O problema quase não se colocava nalguns países frios, como a Noruega, a Suécia, a Estónia e o Luxemburgo (um). Era, no entanto, sério em Chipre (29), na Roménia (25), na Lituânia (22), na Polónia (20) e na Letónia (17), onde os termómetros também descem muito abaixo de zero.

“Isso é um indicador muito relevante para países frios”, advoga Edmundo Martinho, presidente do Instituto de Segurança Social. Parece-lhe ajuizado relativizá-lo por cá, embora nele caibam pessoas com orçamentos que não permitem grandes gastos de electricidade ou gás. Em Portugal, os edifícios nem eram construídos a pensar nos humores do Inverno – só há pouco o país avançou para a lareira, para o recuperador de calor, para o aquecimento central.

A distância da média europeia também se cava no não poder custear uma semana de férias fora de casa: 64 por cento dos portugueses não podiam fazê-lo, um valor só superado pela Roménia (76), pela Hungria (67) e por Malta (65), seguidos de perto pela Polónia (63), pela Lituânia (60) e pela Bulgária (59) – todos bem acima da média europeia (37).

A noção de privação parece alterar-se quando se olha para a capacidade de ter carro próprio. Neste campeonato, Portugal estava na média da UE: nove por cento. As maiores carências registam-se nos países do alargamento, que só há pouco tiveram acesso facilitado a esse tipo de bem.

A boa notícia emana da mesa. Quatro por cento dos portugueses não tinha hipótese de comer carne ou peixe ou o equivalente vegetariano a cada dois dias, quando a média europeia se situava nos nove. O sinal de alimentação equilibra alegra Edmundo Martinho, mesmo admitindo que por cá alimentos como o peixe não alcançam os preços de países sem pesca.

A comparação europeia não envergonha o coordenador nacional do Ano Europeu do Combate à Pobreza: “Há valores que temos de baixar, mas a taxa de risco de pobreza na UE passou de 16 para 17 e nós baixámos para os 18.” A taxa de risco de pobreza tem como base o rendimento médio mensal por adulto equivalente – em 2007, ano ao qual reportam os rendimentos em análise, o limiar de pobreza em Portugal correspondia a 406 euros por mês.

A pobreza extrema é hoje a maior preocupação do planeta. Pelo menos assim ditam 71 por cento de 25 mil inquiridos entre Junho e Outubro de 23 países da Ásia, das Américas e da Europa. Com a crise, não há quem não preveja aumento. “Para os países desenvolvidos, é uma questão de postos de trabalho e de crescimento económico. Para muitos países pobres, é a dor lancinante de milhões de pessoas que passam fome e ficam doentes”, comentou o presidente do Banco Mundial, citado pela Reuters. »

In: http://www.publico.clix.pt/Sociedade/um-terco-dos-portugueses-sem-meios-para-ter-casa-quente_1418522?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29&utm_content=Google+Reader, a 19 de Janeiro de 2010, em Jornal Publico

O meu comentário:

Perante esta notícia, devemos ficar mais tristes, pois Portugal em vez de andar a subir de nível, decresce a cada dia que passa, o que não era de ficar admirado, em virtude de as nossas condições de vida estarem afectadas devido à crise em  que estamos inseridos.

Um dos factores que pode levar a que as nossas condições de vida tenham sofrido decréscimo, deve-se, a níveis de desemprego altos e consequentemente a perca de qualidade de vida, neste caso, nos bens básicos como o aquecimento, ou mesmo, a alimentação.

Parte deste problema, advém como acima enumerei da crise, no entanto, muito dele já existia muito devido aos fracos níveis salariais e aos trabalhos precários, que tem colocado, especialmente as camadas mais jovens como as mais pobres de toda a Europa, originando problemas como sustentabilidade das populações, fracos índices de natalidade, pouco investimento no médio e longo prazo por parte da juventude.

Mais uma vez, e devido a condições, que num contexto de União Europeia, são inaceitáveis, não podemos estar sempre a perder, é necessário dar a volta a esta situação, e pelo menos as necessidades básicas como higiene e conforto, sejam cumpridas, pode-se por aqui até concluir, a razão para que exista fraco investimentos em Portugal, basta verificar essa mesma situação, analisando as condições de vida, com a pirâmide de Maslow.

Maslow, defendia que o ser humano, só quando satisfaz as necessidades básicas como segurança e conforto, é que as pessoas, partem para voos mais altos, como aposta em carreiras ou mesmo investimentos de qualquer espécie, pois bem, perante esta análise, podemos ver que se espera que as pessoas invistam e avencem na vida, no entanto, não Portugal, está a dar pouco às pessoas, no que concerne a necessidades básicas de vida.

Enfim, penso que esta minha opinião, pode não ser compreendida facilmente, no entanto, este é o meu ponto de vista, tendo em conta, que conheço algumas teorias de relações humanas, e como tal, é me difícil divorciar desses mesmos conhecimentos, numa analise tão pobre e triste da sociedade portuguesa, que apesar de estar inserida num grupo de países de 1º mundo, continua a ter uma grande franja da população a viver ou na pobreza, ou no limiar da mesma.

Tenho Dito

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Casamento Homossexual Conseguido em Portugal…e o Heterossexual??? Conheça os Entraves de Ambos os Casamentos em Portugal… Viva a Lei do Bloqueio à Geração de 80…

Casamento em Crise...

Hoje, tive mesmo a necessidade de não recorrer e nenhuma noticia, vou comentar um assunto, que penso que é relevante, e deve ser tomado em conta, deve ser levado com muito respeito.

Numa altura em que se tem falado muito de casamento, especialmente o casamento homossexual, e que ainda, no decorrer do dia de ontem, passou o projecto lei na assembleia da república, para aprovação do mesmo, penso que devemos, tomar consciência de algumas situações relacionadas com o mesmo.

Na minha óptica, era absurdo considerar a homossexualidade como crime, como foi considerada até 1982, achei muito bem sair dessa mediocridade de pensamento, no que concerne ao casamento, namoro, as pessoas viverem em união de facto, sendo do mesmo sexo, também nada a alegar, aliás, considero que o poderiam fazer, até desde 1974, pois se desde então, estamos inseridos numa democracia, é sinal que as pessoas devem ter a liberdade de se casar com quem quiserem, e ninguém deve ter poder de interferir na esfera privada de cada um.

Espero que, o presidente da republica, passe essa mesma proposta de lei, pois é uma vergonha no século em que estamos inseridos e fazendo parte de uma união, como a EU, ainda estarmos atrasados a esse nível.

O que me chama mais à atenção, é que as pessoas, deveriam estar mais preocupadas com o casamento, ou mesmo, a mais comum união de facto, mas não só dos casais homossexuais, mas também dos casais heterossexuais, ou seja, o que deveria ser alvo de reflexão, e algum estudo, e ser tratado com cuidado, era mesmo, a união das pessoas, o que é que eu quero dizer, vamos a ver.

Hoje em dia, estão em causa valores como a liberdade de se poder casar, juntar, quer sejam homossexuais, ou heterossexuais, essencialmente devido a factores sociais e económicos, senão vejamos, problemas como o flagelo do desemprego, como a fraca e reduzida economia nacional, a falta de igualdade de oportunidades para todas as pessoas, mas essencialmente aos que desejam se juntar ou casar, são os jovens, mas que não podem devido à desgraça em que o país está, e que ainda andamos a discutir problemas, que nunca, mas nunca deveriam ter sido colocados em causa, pelo menos desde Abril de 1974, a constituição da república portuguesa, consagra, liberdades, direitos e garantias de modo igualitário a todos os cidadãos da Republica Portuguesa, pois, mas é aqui que as coisas emperram, pois não é igual para todos, as pessoas, neste país possuem mais direitos, liberdades e garantias, se tiverem mais dinheiro, o que penso, que nem deveria vir a este blog chamar à atenção de tal facto, mas volto a lembrar, existem desigualdades sociais graves.

O problema de um casamento, ou união de facto, pressupõe uma estabilidade financeira, uma estabilidade social e de emprego, valores que têm se agravado de forma galopante nos últimos anos, a geração de 80, lembram-se, a famosa «geração rasca», foi assim denominada por muitos, e  parece que vai assim continuar até ao fim, os membros desta geração, que optaram por tirar um curso superior, por querer melhores condições de visa, incutidos pelos progenitores e especialmente por governos de Cavaco Silva e de António Guterres, saíram falhados, hoje são a denominada «Geração à Rasca», pois bem, estas pessoas, possuem empregos onde pagam muito mal, possuem níveis educacionais que de nada lhes valem, perderam dinheiro a tirar os cursos, mas essencialmente, e isto não tem retorno, tempo, e hoje, estão sufocados entre pedidos do governo actual para incremento de natalidades, e pelos progenitores, que não sabem que saída, dar a estes jovens, sendo que vivem muitos conflitos geracionais, pois alguns dos progenitores vieram para casa também desempregados ou mesmo reformados.

O que chamo à atenção, o que ontem se viveu foi a possibilidade de pessoas de sexos iguais poderem à luz da lei constituir um casamento se assim o entenderem, o que acho muito bem.

O que aqui enumero é, um apelo, a todos, mas especialmente aos da geração de 80, que estão empancados em casa, sem possibilidade de poderem viver a sua vida, por questões que não podem a essa geração ser imputadas, pois na altura não poderiam exercer o direito de voto, lembro que as questões como emprego, como estabilidade e acima de tudo, a promessa realizada de que quem tirasse um curso, teria estabilidade na vida, pois o que se denota, é que o Sol quanto nasce, não é para todos.

Solicito a esses, que sigam o exemplo, dos casais homossexuais, e que formem um movimento, de forma a mudar esta mesma situação no curto prazo, pois penso que a geração de 80, é e será das melhores, a todos os níveis, os que conseguiram um curso superior, possuem níveis de competência de excelência, no entanto, passam os seus dias em angustia, de não saber o que será o dia seguinte, muitos tem namoros que podem ser denominados de casamentos, para cima de 6 e 7 anos, e querem dar o passo, psicologicamente estão mais que aptos, mas por serem da «Geração à Rasca», não o podem fazer, quando não tiverem voto na matéria quando foi para eleger governos como o de Cavaco Silva e António Guterres.

Para terminar, deixo um apelo ao actual governo, tome esta geração como uma prioridade, será das poucas que ainda pode dar qualidade ao do que melhor se faz em Portugal, pode ser a salvação para o seu problema de natalidade, pode ser a salvação de muitos outros problemas, ela só pede emprego e estabilidade, o que é muito pouco comparado com o que se vai gastar nas gerações seguintes, para conseguir o que o senhor pretende.

Deixo desde já os parabéns a todos os Homossexuais que vão poder oficializar a sua relação, e parabéns pelo feito de terem conseguido alterar o ridículo deste País.

Tenho Dito

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Destruição de Empregos Anda ao Dobro da UE…Somos Muito Bons…Vale a Pena Espreitar…

Velocidade de Destruição de Empregos em Portugal... Fonte: http://www.samuelcelestino.com.br

Trago hoje mais um artigo, que fala do flagelo do desemprego, penso que seja, algo que é sempre salutar não deixar cair no esquecimento, passo a transcrever o mesmo, e de seguida  faço um pequeno comentário ao mesmo.

«Portugal destruiu empregos ao dobro da velocidade da UE

Serviços e imobiliário explicam porque Portugal eliminou emprego no terceiro trimestre ao dobro do ritmo da zona euro

A economia portuguesa está a destruir empregos a uma velocidade cada vez maior face à média dos 16 membros da zona euro, mostram dados ontem publicados pelo Eurostat. No terceiro trimestre Portugal perdeu empregos em praticamente todas as áreas – com excepção do sector público -, mas é no comércio, na restauração, no turismo e no imobiliário que a sangria se está a agravar a um ritmo maior face à média do euro, apurou o i a partir de dados fornecidos pelo instituto estatístico europeu. A tendência de degradação cada vez mais profunda do mercado de trabalho português, ampliada pela recessão internacional, continua a ser a principal preocupação dos portugueses (ver texto ao lado).

No terceiro trimestre foram destruídos 161 mil empregos face ao mesmo período do ano anterior, um ritmo de variação quase 50% acima da média da zona euro. Esta divergência tem vindo a acelerar ao longo de 2009: entre o segundo e o terceiro trimestres deste ano a taxa de destruição de emprego foi de 1,1% (menos 58 mil postos de trabalho), mais do dobro dos 0,5% registados pelo clube do euro.

“O número [para a zona euro] mascara divergências consideráveis entre estados membros”, destaca Martin Van Vliet, economista do banco holandês ING. “Quedas abruptas no emprego em Portugal e em Espanha contrastam com quebras menores em países como a Alemanha e a Áustria”, acrescenta à Reuters.

Dados mais detalhados do Eurostat permitem perceber que em Portugal as áreas do comércio/restauração/hotéis, assim como o conjunto imobiliário/sector financeiro/transportes são aquelas em que o ritmo de destruição de postos de trabalho tem sido superior à média europeia (ver caixas ao lado). No conjunto, estes negócios empregam cerca de 40% do total da população activa em Portugal.

A degradação nestes sectores explica-se não só pela recessão, mas também pela preponderância de trabalhadores com contrato a termo – estes sofrem uma taxa de destruição de emprego três vezes maior do que as pessoas com vínculo permanente, nota o Livro Branco das Relações Laborais, um estudo feito para a reforma do código laboral. Os trabalhadores afectados são também, em regra, os que têm qualificações e salários mais baixos, mais facilmente substituídos pelas empresas.

“A segmentação [contratual entre precários e contratados permanentes] no mercado de trabalho português é maior face à da zona euro”, aponta ao i o sociólogo Pedro Adão e Silva. “A flexibilidade no mercado de trabalho em Portugal é feita por este lado”, acrescenta.

Outros sectores de peso no emprego, como a indústria transformadora e a construção – que juntas valem 27% do empregos em Portugal – contribuem também para a destruição de empregos: a construção registou a segunda taxa mais negativa entre o segundo e terceiro trimestres. Contudo, nestes sectores a quebra, ainda que pronunciada, é inferior à da média europeia, onde países como Espanha, Malta e Irlanda sofreram enormes perdas.
Portugal, terceiro pior na OCDE A destruição líquida de empregos – que equivale a dizer que os postos de trabalho eliminados foram superiores aos criados – está directamente ligada à subida da taxa de desemprego em Portugal. Em Outubro cifrou-se num máximo de 10,2%, o terceiro valor mais alto no conjunto dos 30 países desenvolvidos, apontou ontem a OCDE.

Ontem, a ministra do Trabalho garantiu que segue com “muita atenção” a destruição de emprego em Portugal, tendo garantido a continuação de medidas de apoio às empresas e aos trabalhadores activos. A oposição criticou o atraso da execução do plano anti-crise do governo (PSD) e sugeriu apoios às pequenas e médias empresas (CDS). Um relatório anual da Comissão Europeia sobre emprego em 2009, a ser divulgado hoje em Bruxelas, sublinha que estas medidas de apoio, adoptadas por todos os países, têm contribuído para a estabilização das economias – o desafio, aponta a Comissão, é equilibrar estas panaceias com reformas de longo prazo.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/37566-portugal-destruiu-empregos-ao-dobro-da-velocidade-da-ue, a 15 de Dezembro de 2009, no Jornal I

O Meu Comentário:

Relativamente à peça jornalística por mim transcrita acima, penso que é uma triste realidade poder confirmar esta mesma situação, ou seja, que a velocidade de destruição do emprego é maior que nos nossos congéneres Europeus.

Não seria de esperar outra coisa, penso que Portugal, não é agradável aos pequenos e médios empresários, devido a poucas ajudas por parte do governo, pois, se for uma empresa de grande escala, ou mesmo, uma multinacional, os apoio são maiores, penso que de teoricamente empregarem mais pessoas. Outro, dos motivos de que leva a existir muito desemprego, deve-se à dicotomia entre empregados a termo, e os empregados sem termo, é muito comum hoje, se usar do contracto a termo, e ao final dos 3 anos, mandar a pessoa embora, alegando por exemplo, extinção do posto de trabalho, esta dicotomia, faz com que as pessoas tenham estilos de vida precários, e como tal, invistam pouco na economia, não consigam consumir o que necessitam ou desejam, o crédito pelas instituições financeiras é mais facilmente barrado, etc; devemos ter em conta, que a maior partes dos jovens licenciados, começam com contracto precários deste tipo, e depois «despacham-nos» ao fim de 3 anos, um exemplo, que vai já acontecer no ano de 2010, é o programa de estágios que o nosso governo vai lançar, onde não garante a empregabilidade dos referidos jovens, apesar de todos termos conhecimento , que muitos funcionários públicos, solicitaram pedidos de reforma, mas os mesmo não são consentidos, julgo por, ser mais fácil usar um jovem, que pagar uma reforma a um funcionário publico, pelo menos o ordenado do jovem, é mais barato.

A economia de Portugal, tem que levar um grande abanão, tem que se renovar, levar pessoas mais novas nos empregos, de modo, a que novas ideias, novos estilos, novo sangue, essencialmente trazido pelos recém licenciados, possa singrar. Todos sabemos que tendencialmente a economia tem que ser o mais heterogénea possível, isto a todos os níveis, logo penso que a existência de empresas pequenas, médias e grandes, o mais diversificado possível, só vai credibilizar a nossa economia, no entanto, é preciso ajudar os mais velhos, ou lhes concedendo as pré reformas, ou requalificando os mesmos, no entanto, caso se opte por os colocar de novo no mercado de trabalho, devemos ter em conta, que estas pessoas, auferiam à data do despedimento ordenados, que são difíceis de se poder pagar, pois nem a muitos licenciados, se pagam ordenados desse tipo, ou seja, teoricamente, temos mais a ganhar ao colocar um jovem qualificado, num emprego, no entanto, o governo deve ter em conta que as pessoas mais velhas, não estão prontas para contractos com termo e ordenados dispares doa que eles ganhavam, além do não reconhecimento das suas qualificações, mas em qualificações é normal ninguém ligar, senão não existiriam tantos licenciados no desemprego, nem os licenciados demorariam a conseguir uma simples colocação, mesmo para trabalhar de graça, como é o caso do estágios.

Deixo a Questão: Que Opinião tem da velocidade de destruição de empregos que Portugal possui actualmente?

Tenho Dito

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Cursos Superiores Que Levam ao Desemprego…Veja Aqui Quem Está no Topo…E Como Contornar Esta Situação…

Hoje trago uma notícia, que saiu esta semana num diário da nossa praça, e onde aborda os que os cursos com mais procura, são tendencialmente os que apresentam taxas de desemprego superiores, nada me espanta, no entanto apresento o referido artigo e faço um breve comentário ao mesmo.

«Cursos superiores. Quanto mais populares menos promissores

Oito dos 15 cursos mais procurados pelos estudantes universitários são os que têm as mais altas taxas de desemprego

Não há lugar para todos. Os candidatos a gestores, engenheiros, psicólogos, arquitectos ou advogados são tantos em Portugal que uma boa parte dos recém-licenciados corre o risco de não encontrar um emprego quando terminar o curso. São as leis do mercado de trabalho a funcionar – quanto mais abundante é a oferta, maiores são as hipóteses de ficar excluído. Os cursos com mais alunos inscritos são os que apresentam as maiores taxas de desemprego.

Esta conclusão só é válida para os últimos três anos, uma vez que não existem estatísticas globais sobre o número de desempregados para cada licenciatura. O i cruzou os dados do Ministério do Ensino Superior e do Instituto do Emprego e Formação Profissional e concluiu que oito entre os 15 cursos mais frequentados são igualmente os que revelam os índices mais elevados de desemprego (ver infografias).

Gestão está no topo das duas listas – há quase 30 mil candidatos a gestores de empresas inscritos no ano lectivo de 2008/09. É o curso com mais alunos e é também aquele que tem mais desempregados com licenciatura, bacharelato ou mestrado concluído entre 2005 e 2008 (526 inscritos). Não surpreende, portanto, que as ciências empresariais sejam a área profissional com a mais alta taxa de desemprego (19,9%), segundo os dados de Junho de 2009 do Instituto do Emprego e Formação Profissional.

A relação entre os cursos mais procurados e as profissões com maior índice de desemprego é quase imediata. Direito, por exemplo, surge em terceiro lugar no ranking dos cursos com mais estudantes inscritos. São 16 mil os alunos a frequentar a quinta licenciatura com os números mais altos de desemprego (370 inscritos nos centros de emprego). A Enfermagem está logo abaixo, com mais de 15 mil estudantes e em 11.o lugar na lista dos licenciados à procura de emprego. O curso de Contabilidade e Fiscalidade, com cerca de 11 mil alunos inscritos, está entre as nove licenciaturas com os valores mais elevados de desemprego (260 inscritos).

As Ciências Sociais continuam entre as áreas com maior oferta – Psicologia tem cerca de 11 mil estudantes e é o sexto curso com a taxa de desemprego mais alta (368 licenciados inscritos nos centros de emprego); Sociologia, com 8503 estudantes, não aparece entre as 15 licenciaturas com maiores taxas de desemprego, mas surge em 27.o lugar, com 77 desempregados. As Ciências Sociais e do Comportamento são contudo a área profissional com a segunda taxa de desemprego mais elevada (12,8%), logo a seguir às Ciências Empresariais.

Engenharias. A formação técnica e científica também já não é uma aposta segura. Três dos 15 cursos mais frequentados fazem parte do ramo das engenharias. Talvez por estar entre as profissões mais procuradas pelos estudantes, esta seja a área profissional que apresenta a terceira maior taxa de desemprego (9,2%), de acordo com os dados do IEFP. A Engenharia Civil, que se encontra entre as cinco licenciaturas ou mestrados com maior número de candidatos inscritos, surge em quarto lugar na lista das profissões com os índices mais elevados de desemprego dos últimos três anos (377 desempregados).

É no ramo do Ambiente e da Química que o desemprego é mais significativo – embora estas duas áreas da engenharia não estejam incluídas no grupo dos 15 cursos mais procurados, estão ambas no top das licenciaturas com maior índice de desemprego: 146 e 142 licenciados sem emprego, respectivamente.

Arquitectos e economistas. Arquitectura e Construção – com uma taxa de desemprego de 9,8% – e Economia estão também nos rankings dos cursos com mais estudantes e maior taxa de desempregados. Entre os que terminaram a licenciatura ou o mestrado nos últimos três anos há 350 economistas e 277 arquitectos à procura de emprego. Existem outros cursos que, embora não constem da lista dos mais procurados, revelam baixos valores de empregabilidade. É o caso das profissões ligadas à Comunicação Social, que apresentam o segundo índice mais alto de desemprego (412 inscritos) e surgem em 10.o lugar no ranking das áreas profissionais com menor empregabilidade (3,8%).

Os Serviços Sociais, por outro lado, geraram 401 desempregados, segundo os dados do Instituto do Emprego – é o terceiro curso com maior número de licenciados à procura de emprego e a 9.a área profissional em taxa de desemprego (4,9%). Medicina é das poucas excepções à regra – está no 9.o lugar na lista dos cursos mais populares e continua a ser uma área profissional sem risco de desemprego.

Diploma na mão não é portanto garantia de emprego certo. Saber escolher a profissão é o melhor trunfo para escapar ao desemprego. Para boa parte dos estudantes universitários, essa opção representa o dilema entre vocação e estabilidade financeira. A sorte grande é só para os que conseguem juntar os dois lados e aumentar as probabilidades de ter um futuro promissor.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/36988-cursos-superiores-quanto-mais-populares-menos-promissores, a 11 de Dezembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Perante a notícia da peça, é triste que assim seja, pois como já tenho enumerado em post anteriores, o flagelo do desemprego, nomeadamente dos jovens licenciados é grave, é algo muito grave para o país, e para o nosso desenvolvimento a todos os níveis.

Hoje em dia, mais vale não tirar qualquer curso superior, penso que é um autêntico desperdício de dinheiro, mas bem mais importante ainda, chama-se tempo, as empresas e os empresários apostam essencialmente nas baixas qualificações, nos baixos ordenados, e na mão-de-obra barata e sem estudos, mas pedem a essa mão-de-obra, que faça o que se aprende nas universidades, ou seja, vai dar asneira, pois não podemos ter a performance de um licenciados, numa pessoa que não o é, ponto final. Tal como o ditado, já o diz, «o barato saí caro…», é verdade, esta aposta das empresas em contractos precários, baixos salários, e não apostar em pessoas qualificadas, vai comprometer o país, a nível de progresso, sustentabilidade, e de se tornar mais competitivo no mercado que nos dias de hoje, é cada vez mais global, pois não existem fronteiras.

Mais uma vez, vemos cargos de gestão serem ocupados por pessoas sem qualificação, ou vulgarmente por engenheiros, não quero aqui desprezar a profissão de engenheiro, não é minha intenção, o que quero aqui demonstrar, é que cargos de compras, gestão de departamentos, gestão de clientes, entre muitos outros, têm que ser para gestores, não digo que os engenheiros não o possam fazer, como pode qualquer outro o fazer, desde que tenha formação, mas nativamente, quem o desempenhará na sua máxima performance, são os gestores. Falei o exemplo dos gestores, como poderia ter trazido outro qualquer, tenho é mais conhecimento no caso da gestão.

Pessoalmente, eu tenho por vezes dificuldade em conseguir encontrar projectos que me desafiem, ou porque simplesmente não pretendem, eu trabalho por vezes como consultor, no entanto, como gestor e markteer, procuro um projecto numa organização que me desafie.

Portanto, estou como já devem ter compreendido, no bolo dos desempregados de gestão, que procura emprego estável, embora adore a consultadoria, penso que necessitava de uma maior estabilidade, para poder cumprir alguns dos desejos de todas as pessoas, e que somente as pessoas sem grandes estudos o concretizam, por exemplo, comprar casa própria.( Já agora se tiverem ofertas de emprego, podem as deixar, no mail do blog, que para quem não sabe é xavenapalavras@gmail.com, passarei a divulgar as mesmas, pois penso que tenho que fazer a minha côa parte de responsabilidade social).

Enfim, este problema, deve-se aos governos anteriores indicarem que possuir licenciatura era muito bom, é sinal de estabilidade profissional, mas as empresas, continuarem a visitar o mercado, e levarem sempre o produto mais barato, no entanto, lembrem-se o barato não quer dizer que seja de qualidade, neste caso, é de péssima qualidade, e portanto não se admirem se por querem poupar uns tostões, venham a perder milhões, ou a desgraçar a imagem da vossa organização.

Deixo a Questão: Que pensa que vai acontecer aos licenciados que foram iludidos por governos anteriores e hoje não conseguem emprego?

Tenho Dito

Bom Fim Semana

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Análise ao Inevitável Aumento dos Impostos Em Portugal…

Aumento de Impostos Parece Inevitável...

Hoje trago, uma notícia que não parece nada em abono à crise que se vive em Portugal, no entanto, venha o diabo e escolha o que fazer, passo a transcrever a notícia, seguida de um comentário meu à mesma:

«FMI: Portugal vai ter de aumentar impostos. Não há alternativa

Depois do Banco de Portugal, ontem foi a vez do FMI: o governo deverá acabar com algumas deduções fiscais e estudar uma subida do IVA

O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que a redução do défice orçamental português para 3% do PIB até 2013 é de tal forma prioritária e difícil que implicará subidas nos impostos, aponta um documento publicado ontem pela instituição. Este é a segunda recomendação pública de que um aumento na carga fiscal será inevitável, depois do aviso feito há dez dias pelo governador do Banco de Portugal.

“A necessidade de consolidação é suficientemente grande para que se deva considerar também a melhoria da receita”, aponta o documento ontem publicado, que precede o relatório anual sobre a economia portuguesa (o chamado artigo IV). A equipa do FMI que segue Portugal esteve no país entre 16 e 21 de Novembro e reuniu com o Ministério das Finanças e o Banco de Portugal.

Para aumentar a receita – uma vez que os cortes da despesa serão insuficientes para corrigir as finanças nacionais -, o FMI sugere que o governo se foque primeiro na redução das deduções fiscais, sem especificar em que impostos. No ano passado, as deduções fiscais custaram um total de 1,28 mil milhões de euros aos cofres públicos, com as receitas do IRC, do IRS e do imposto sobre os combustíveis (ISP) a serem as mais penalizadas. O FMI avança ainda outra medida: subir o imposto que mais rende ao Estado, o IVA. “Subir a taxa de IVA, mesmo que seja indesejável em termos gerais, deveria ser uma opção se as outras medidas ficarem aquém”, propõe.

As recomendações do Fundo – assim como as do governador Vítor Constâncio (ver cronologia ao lado) – vão ao encontro da história das finanças públicas portuguesas nos últimos 25 anos: sempre que o défice orçamental e a despesa pública aumentaram, a carga fiscal subiu para compensar. Em 2009, o défice “não vai ficar abaixo de 8%” (o mais alto em 24 anos), indicou ontem o ministro das Finanças, no debate parlamentar sobre o Orçamento rectificativo. Contudo, Teixeira dos Santos continua a afirmar que, quando os riscos que pendem sobre a economia desaparecerem e Portugal voltar a um crescimento sustentado, “regressaremos ao caminho da consolidação orçamental”. “Essa consolidação exigirá um grande controlo e disciplina do lado da despesa – recusamos a via do aumento de impostos”, garantiu.

Para o FMI (tal como para o Banco de Portugal) o problema, contudo, está precisamente neste desejado regresso ao “crescimento sustentado” referido pelo governo. Depois da contracção próxima de 3% este ano, a economia deverá crescer apenas 0,5% em 2010, “e a perspectiva é pouco melhor no longo prazo”, aponta o Fundo. Por isso, sem medidas adicionais, o défice poderá aumentar no próximo ano e chegar a 2013 (o prazo dado pela Comissão Europeia) entre 5% e 6% do PIB – valores acima do limite de 3% e que, mesmo assim, implicariam um apertar do cinto, aponta o FMI.

O Fundo sugere que o esforço de consolidação seja menor em 2010, devido à fragilidade da retoma da economia – mas mesmo assim aponta que “o défice não deveria aumentar” no próximo ano, o que implicaria já “um aperto de pelo menos 0,5 pontos do PIB” no desequilíbrio. Para tal, sublinha o FMI, serão sobretudo precisas medidas do lado da despesa .
Com desemprego já acima de 10% e com tendência a subir até 2011, o FMI explica por que considera que reduzir o défice – mesmo à custa de mais impostos – é uma prioridade. “Se bem feita [a consolidação], ajudaria a reduzir as vulnerabilidades da economia, a melhorar a confiança e a um impulso no potencial de crescimento no longo prazo”. O resto terá de ser feito por reformas estruturais – na justiça, na educação, na concorrência e regulação – que precisam de duas condições, explica o Fundo: “Uma base de apoio ampla e uma liderança determinada ao longo de muitos anos”.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/35894-fmi-portugal-vai-ter-aumentar-impostos-nao-ha-alternativa, a 03 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Penso que esta notícia deve ser abordada pelos 2 lados, ou seja, pelo lado da necessidade de incremento nos impostos e na necessidade de não se poder incrementar os mesmos, em virtude da crise social que atravessamos.

Se analisarmos a primeira abordagem, temos que é necessário providenciar uma boa estabilidade económica, em tempos de crise, é normal as balanças dos países ficaram desfasadas e as despesas pesem mais, em virtude dos subsídios sociais e outras medidas necessárias para poder ajudar socialmente as pessoas, desta forma, o aumento da taxa de IVA seria uma solução, ou aumento de outro imposto, que resultasse na consolidação das contas nacionais, no entanto, penso que não seria boa política a ser tomada por um governo que não é portador da maioria absoluta na assembleia, e que com certeza iria causar alguma má fama do mesmo, e não beneficiaria em nada a sua credibilidade.

Se formos abordar pelo outro lado do prisma, temos que as pessoas, estão financeiramente muito débeis, não possuem emprego, e tem graves problemas decorrentes da crise financeira, e pedir a estas pessoas um aumento de IVA, ou mesmo, de qualquer outro imposto, não vai ser muito justo pedir mais esforço, pois se as pessoas, sofreram socialmente na pela, com perdas de poder de compra, perdas de emprego, e ficaram sem esperança neste país.

Mediante esta situação, temos que ser convictos, que o ideal era o meio termo, nem um aumento brutal de impostos, mas algo mais suave, de modo a que as pessoas, não tenham muito a noção deste aumento, e a outra, era demonstrar a gestão racional dos recursos financeiros, nomeadamente, em contenção das despesas, não realizar para já obras como o Aeroporto de Lisboa e o TGV, penso que aguardar para daqui a 4 anos, não nos vamos atrasar muito, mas mesmo nos atrasemos, pelo menos ainda seremos economicamente independentes, e poderemos ter outras formas de competir, porque não criar uma companhia aérea Low Cost, pode ajudara a resolver a lacuna do TGV, quanto ao aeroporto de Lisboa, o actual, foi recentemente alvo de obras, portanto, penso seja eficaz no curto prazo, pelo menos.

Outra medida, e racionalizar, era existir transparência para onde efectivamente vai o dinheiro dos nossos impostos, quanto ganham todos os elementos que estão na assembleia, e  todas as regalias que os mesmos possuem, os automóveis estatais, tem que ser essencialmente , coisas mais discretas, ainda a semana passada, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, mandaram para a sucata 2 carros do Estado novos e bem caros, por serem veículos Topos de Gama, não era necessário ter carros desse calibre.

Penso que a solução, acima descrita por mim, seria eficaz, agradaria a gregos e troianos, ou seja, aos Portugueses, e ao Governo, que está sem a maioria absoluta, e pelos vistos, está a ver quanto tempo se «aguenta», sem cair, parece uma pessoa em cima de um touro mecânico, enfim, penso que as hipóteses de fazer os 4 anos de legislatura a jogar assim, ou a se mostrar indiferente as pessoas e às necessidades reais do país, não vão levar a bom porto este governo.

Mais uma vez relembro, a juventude, pode ser a solução mais rápida para a saída deste sufoco, essencialmente a licenciada, existem muitas pessoas com boas qualificações na cada dos 20 a 30 anos, que merece uma oportunidade, penso que, se o governo e as empresas lhes derem a mão, não vão se arrepender, pois no longo prazo tenho a certeza que irão ser recompensados por esse investimento, que deve ser tomado como sendo, responsabilidade social.

Deixo a Questão: Que pensa da necessidade de incremento dos impostos em Portugal?

Tenho Dito

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