Portugal Vai Originar Cortes de Internet Aos Piratas Informáticos…Quais as Vantagens e Desvantagens…

Dezembro 6, 2010

Hoje trago, um tema que vai gerar muita polémica, e que na minha óptica vai originar problemas de liberdades, direitos e garantias dos utilizadores da internet, e vai levantar problemas que desde o 25 de Abril de 1974 não eram notados, como a espionagem, e a perseguição de pessoas. Vão colocar em causa as empresas que Internet, e vai originar desemprego, pois muitas delas vão ter que mandar os clientes embora, e como tal, vão ter prejuízos e vão ter que despedir pessoas, passo a transcrever a notícia e de seguida faço um breve comentário:

«Pirataria na internet: Portugal vai poder cortar acesso a quem for apanhado a piratear

A União Europeia vai aprovar directiva, mas impõe restrições ao corte, que só pode ser feito após um processo “justo e imparcial”

A votação está marcada para o final de Novembro e deverá fazer aprovar uma das leis mais polémicas da era digital: os países europeus vão poder cortar o acesso à internet a quem for apanhado a piratear. Se tudo correr como previsto, o novo enquadramento europeu para as comunicações electrónicas – telecoms package – estará pronto ainda este ano e terá de ser transposto para a legislação dos 27 estados-membros. Isto, obviamente, inclui Portugal.

Embora o executivo de José Sócrates tenha alguma margem de manobra na transposição da directiva, o facto é que a interrupção do acesso a quem for considerado culpado de partilha ilegal de ficheiros passará a ser possível. E isso faz antever a eclosão de uma guerra entre os fornecedores de internet, os detentores de direitos e os próprios consumidores portugueses. Até agora nenhuma empresa de internet quis pronunciar–se sobre esta medida, sendo já conhecido o apoio de organismos como o MAPiNET – Movimento Cívico Anti-Pirataria na Internet, bem como as críticas dos defensores dos direitos dos consumidores.

No entanto, o acordo histórico conseguido na quarta-feira à noite no Parlamento Europeu impõe várias limitações a este procedimento. É que o pacote legislativo já tinha sido aprovado em Maio, mas um diferendo entre o Parlamento Europeu e o Conselho de Ministros obrigou à suspensão da aprovação. Em causa estava uma emenda segundo a qual o corte só poderia ser feito com autorização judicial, algo com que o Conselho não concordava.

Após uma noite intensa de conciliação, ambas as partes acabaram por ceder e foi decidido que o corte ou a restrição só poderão ser feitos se forem “apropriados, proporcionais e necessários no quadro de uma sociedade democrática”, com “respeito pelo princípio da presunção de inocência e do direito à privacidade” e ainda como “resultado de um processo prévio justo e imparcial”, que garanta “o direito do consumidor a ser ouvido” e a uma “revisão judicial” em tempo útil. É este o texto que será votado entre 23 e 26 de Novembro.

No entanto, não ficou claro que forma terá o “processo justo e imparcial” a que Parlamento e Conselho se referem. Certo é que esta directiva irá chocar com as leis já aprovadas em França e no Reino Unido.

“Não me choca que haja um juiz a decretar o corte. O que me choca é que se tenha de esperar não sei quantos meses para a sua concretização”, afirma ao i Manuel Cerqueira, presidente da Associação Portuguesa de Software (Assoft), um dos principais defensores da criação de um tribunal específico para as questões da pirataria informática. O responsável frisa que uma ordem de corte de acesso à internet “deve ter a mesma acção que uma providência cautelar”. Ou seja, efeito imediato.

Todavia, só quando a directiva for transposta para a legislação portuguesa se perceberá a que órgão vai caber o papel de fiscalizar estes pedidos de interrupção de serviços de acesso à internet. Ao i, a Autoridade Nacional de Comunicações – Anacom, explicou que a decisão cabe ao governo e que não tem necessariamente de recair sobre um organismo específico.

Além disso, o pacote legislativo é muito mais abrangente que esta questão. Vai criar, por exemplo, um novo organismo europeu denominado BEREC para melhorar a cooperação entre os reguladores de telecomunicações dentro da União Europeia. Também inclui uma directiva de reforço dos direitos dos consumidores – que, entre outros, vai exigir consentimento prévio para que os sites instalem cookies nos computadores – e permitir a transferência do número de telemóvel de uma operadora para outra em apenas um dia útil.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/31518-pirataria-na-internet-portugal-vai-poder-cortar-acesso-quem-for-apanhado-piratear, a 06 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Na passada sexta feira, saiu a notícia acima transcrita, uma lei que vem colocar em causa, valores tão importantes, e conquistados a 25 de Abril de 1974, onde as pessoas, ganham a liberdade, e se termina com a repressão, e ter uma polícia, como era a PIDE.

Pois bem, eu não sou o denominado pirata, não tenho hábito de retirar coisas da internet, no entanto, penso que devem atirar a primeira pedra, quem nunca descarregou nada de ilegal da Internet…penso que ninguém, utilizador da internet a nível médio, deve conseguir atirar a primeira pedra.

Outra questão, que se levanta, é a definição de pirataria, pois a mesma, não se encontra bem definida, pois pirataria para muitos e retirar conteúdos como filmes, jogos, software, álbuns, e com estes conteúdos, fazer dinheiro, ou seja, vender, e para outros é simplesmente, retirar esses mesmos conteúdos, mas para uso próprio. Pessoalmente, penso que a primeira, é a verdadeira pirataria, pois antigamente, os barcos de piratas, saqueavam para depois fazer dinheiro com tal.

Convenhamos, que os downloads, foram o motor de busca, para a mumificação da internet, e a constante aumento das velocidades oferecidas pelos ISP, bem como, em muitos casos à abolição dos limites de tráfego.

Penso que muito do que fazem downloads, para seu uso próprio, ou seja, não usam para venda, ou para enriquecimento próprio, devem se poder «defender», como sendo para seu uso, e que estão incluídos no preço do serviço de internet.

A lei a ser aprovada, na minha óptica, vai dar origem a diversos problemas, os cidadãos vão ter a sensação de estarem a ser espiados constantemente, o que torna um país um pouco retrogado, e que parece estamos em meados do século passado; outro dos problemas, é que os ISP, vão perder clientes, e vão ter uma concorrência entre si, um pouco injusta, senão reparemos, um ISP tem que desligar um serviço a um cliente, no entanto, esse cliente ao ser deparado com uma empresa, a quem contrata um serviço, e a mesma, não o quer prestar, é forçado a mudar para outro ISP, que responda às suas necessidades, desejos e motivações e que lhe preste um serviço, com qualidade e sem interrupções. Perante esta situação, eu não queria estar no papel de ISP, pois é muito chato, ter que cortar o serviço, a quem me paga, ou seja, a quem me sustenta, digo mesmo, que é ridículo, só comparável, como ir a um hipermercado, mas os mesmos não me venderem nada, pois não podem… Levanta-se a questão, quem vai indemnizar os ISP, por serem forçados a perder clientes? E já agora, com que verbas? Devem ser as verbas dos impostos, como sempre.

Na minha opinião, e mais uma vez ressalvo, não utilizo a internet para esse tipo de situações, mas penso que, quem o faz para seu uso privado, não deve ser prejudicado, pois ao fim ao cabo, pagou a mensalidade do serviço para o fazer, e em muitos locais, não tem nenhum aviso, ou indicação, que o que vai efectuar em alguns países é ilegal; no entanto, vai gerar conflitos entre clientes, ISP’s, autoridades…etc, exemplo disso, foi os conflitos originados em alguns países europeus.

Uma solução para isto, era por exemplo, os ISP, criaram um serviço, onde o cliente pagaria uma mensalidade de por exemplo, 10€ ou 15€, e que poderia ter acesso a conteúdos para poder descarregar de uma forma legal, e o ISP, poder até mesmo conseguir entrar em acordo com o autor, e pagar os direitos, penso que ganharia o autor, o ISP, e o cliente, além de todos, terem a noção que quem hoje não está no mundo da internet, está deslocado da realidade.

Trata-se de uma questão polémica, a qual não vou tomar nenhum partido, não costumo usar a internet para isso, alias, ainda sou dos que tem em casa, um acesso à internet muito baixo e com limites baixos, apesar de me tentarem fazer mudar para acesso de preço superior, mas com velocidades superiores, a minha resposta é a mesma, para consultas normais de sites, e-mail, chega perfeitamente, logo, não estou interessado.

Deixo a Questão: Que pensa desta lei que pode desligar a internet, a quem efectuar downloads de forma ilegal da internet?

Tenho Dito

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Uma Lisboa digna de Espiões à James Bond… Veja Como…

Fevereiro 14, 2010

Lisboa à James Bond... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago, a sugestão para um domingo diferente, na cidade de Lisboa, algo mesmo diferente do dia de namorados que hoje se festeja, passo a transcrever a notícia de um diário da nossa praça. Votos de Bom Passeio.

« Uma Lisboa saída de um filme de James Bond

Há quem diga que a prostituição é a mais antiga profissão do mundo, mas um passeio da Lisbon Walker prova que os espiões são sérios candidatos a esse título. Dos Descobrimentos à Segunda Guerra Mundial, venha conhecê-los

Qualquer semelhança entre o James Bond de Ian Fleming e o espião Triciclo não é pura coincidência. Antes de morrer, Ian Fleming revelou que o agente duplo que viveu em Lisboa durante o período da Segunda Guerra Mundial terá servido de inspiração à sua personagem. E para quem achava que o Casino Royale era o do Mónaco, há novidades – o escritor referia-se ao Casino Estoril.

Não muito longe da literatura e do cinema, a realidade vivida em Lisboa na época do conflito serviu de base a um passeio organizado pela Lisbon Walker, uma empresa que organiza passeios temáticos. “Lisboa foi um ninho de espiões”, concluíram José Varandas e outros membros da Lisbon Walker depois de várias leituras sobre a presença de refugiados na cidade. Enquanto país neutro durante a Segunda Guerra Mundial, Portugal foi um local privilegiado para as partes em conflito se encontrarem para negociações e, à boleia, vieram também os espiões, alguns dos quais acabariam por ter um papel importante no conflito.

Durante quase três horas, os participantes deste passeio a pé ficam a conhecer um passado de oito séculos de espionagem em Lisboa. O passeio começa onde todos os outros percursos da Lisbon Walker têm início: na Praça do Comércio. Aqui, a conversa recua aos séculos XV e XVI, à época dos Descobrimentos. Sim, já aí existiam espiões. E até o próprio Cristóvão Colombo – já diria José Rodrigues dos Santos – pode ter sido um deles. Daqui até ao século XX, a viagem faz-se por baixo de terra, de metro até à Avenida da Liberdade. Com a descida, dois nomes vão-se desenhando: Garbo e Triciclo, nomes de código de dois agentes duplos que trabalhavam para os Aliados mas eram fiéis da causa nazi. A vida de qualquer um dos dois encontra-se amplamente documentada e, por isso, há pano para mangas neste passeio. Garbo, um espanhol que residia em Lisboa, tornou-se numa lenda da espionagem.

A partir deste ponto, conhece-se uma série de locais de eleição destes espiões: os hotéis onde ficaram alojados ou onde se encontravam. O Hotel Avenida Palace esteve muito ligado a uma conspiração alemã, no Hotel Suíço-Atlântico esteve hospedado um destes espiões e o Hotel Vitória, actual sede do PCP, era o favorito dos Aliados. Toda esta descrição é acompanhada de um enquadramento no Estado Novo e de como se vivia em Lisboa nessa época, para recriar o seu ambiente na cabeça dos participantes. Chegando ao Rossio, o tema da conversa foca-se nos refugiados, que Portugal acolheu em quantidade e que trouxeram muitas informações úteis.

“Este é um passeio que levanta muita curiosidade, tanto para quem toma contacto com o tema pela primeira vez, como para quem já leu inúmeros livros sobre ele”, garante José Varandas, da Lisbon Walker. E há motivos para agradar a todos. Tanto, que até antigos espiões estrangeiros já terão (alegadamente, claro) vindo fazê-lo.

“Lisboa, Cidade de Espiões” acontece no segundo domingo de cada mês, às 14h30. Custa €10 por pessoa. Não implica inscrição prévia, basta aparecer no local combinado (Pç. do Comércio com Terreiro do Paço). Para mais informações contacte a Lisbon Walker. www.lisbonwalker.com »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/46409-uma-lisboa-saida-um-filme-james-bond, a 12 de Fevereiro de 2010, no Jornal I

Bons Passeios!

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Análise ao Inevitável Aumento dos Impostos Em Portugal…

Dezembro 4, 2009

Aumento de Impostos Parece Inevitável...

Hoje trago, uma notícia que não parece nada em abono à crise que se vive em Portugal, no entanto, venha o diabo e escolha o que fazer, passo a transcrever a notícia, seguida de um comentário meu à mesma:

«FMI: Portugal vai ter de aumentar impostos. Não há alternativa

Depois do Banco de Portugal, ontem foi a vez do FMI: o governo deverá acabar com algumas deduções fiscais e estudar uma subida do IVA

O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que a redução do défice orçamental português para 3% do PIB até 2013 é de tal forma prioritária e difícil que implicará subidas nos impostos, aponta um documento publicado ontem pela instituição. Este é a segunda recomendação pública de que um aumento na carga fiscal será inevitável, depois do aviso feito há dez dias pelo governador do Banco de Portugal.

“A necessidade de consolidação é suficientemente grande para que se deva considerar também a melhoria da receita”, aponta o documento ontem publicado, que precede o relatório anual sobre a economia portuguesa (o chamado artigo IV). A equipa do FMI que segue Portugal esteve no país entre 16 e 21 de Novembro e reuniu com o Ministério das Finanças e o Banco de Portugal.

Para aumentar a receita – uma vez que os cortes da despesa serão insuficientes para corrigir as finanças nacionais -, o FMI sugere que o governo se foque primeiro na redução das deduções fiscais, sem especificar em que impostos. No ano passado, as deduções fiscais custaram um total de 1,28 mil milhões de euros aos cofres públicos, com as receitas do IRC, do IRS e do imposto sobre os combustíveis (ISP) a serem as mais penalizadas. O FMI avança ainda outra medida: subir o imposto que mais rende ao Estado, o IVA. “Subir a taxa de IVA, mesmo que seja indesejável em termos gerais, deveria ser uma opção se as outras medidas ficarem aquém”, propõe.

As recomendações do Fundo – assim como as do governador Vítor Constâncio (ver cronologia ao lado) – vão ao encontro da história das finanças públicas portuguesas nos últimos 25 anos: sempre que o défice orçamental e a despesa pública aumentaram, a carga fiscal subiu para compensar. Em 2009, o défice “não vai ficar abaixo de 8%” (o mais alto em 24 anos), indicou ontem o ministro das Finanças, no debate parlamentar sobre o Orçamento rectificativo. Contudo, Teixeira dos Santos continua a afirmar que, quando os riscos que pendem sobre a economia desaparecerem e Portugal voltar a um crescimento sustentado, “regressaremos ao caminho da consolidação orçamental”. “Essa consolidação exigirá um grande controlo e disciplina do lado da despesa – recusamos a via do aumento de impostos”, garantiu.

Para o FMI (tal como para o Banco de Portugal) o problema, contudo, está precisamente neste desejado regresso ao “crescimento sustentado” referido pelo governo. Depois da contracção próxima de 3% este ano, a economia deverá crescer apenas 0,5% em 2010, “e a perspectiva é pouco melhor no longo prazo”, aponta o Fundo. Por isso, sem medidas adicionais, o défice poderá aumentar no próximo ano e chegar a 2013 (o prazo dado pela Comissão Europeia) entre 5% e 6% do PIB – valores acima do limite de 3% e que, mesmo assim, implicariam um apertar do cinto, aponta o FMI.

O Fundo sugere que o esforço de consolidação seja menor em 2010, devido à fragilidade da retoma da economia – mas mesmo assim aponta que “o défice não deveria aumentar” no próximo ano, o que implicaria já “um aperto de pelo menos 0,5 pontos do PIB” no desequilíbrio. Para tal, sublinha o FMI, serão sobretudo precisas medidas do lado da despesa .
Com desemprego já acima de 10% e com tendência a subir até 2011, o FMI explica por que considera que reduzir o défice – mesmo à custa de mais impostos – é uma prioridade. “Se bem feita [a consolidação], ajudaria a reduzir as vulnerabilidades da economia, a melhorar a confiança e a um impulso no potencial de crescimento no longo prazo”. O resto terá de ser feito por reformas estruturais – na justiça, na educação, na concorrência e regulação – que precisam de duas condições, explica o Fundo: “Uma base de apoio ampla e uma liderança determinada ao longo de muitos anos”.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/35894-fmi-portugal-vai-ter-aumentar-impostos-nao-ha-alternativa, a 03 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Penso que esta notícia deve ser abordada pelos 2 lados, ou seja, pelo lado da necessidade de incremento nos impostos e na necessidade de não se poder incrementar os mesmos, em virtude da crise social que atravessamos.

Se analisarmos a primeira abordagem, temos que é necessário providenciar uma boa estabilidade económica, em tempos de crise, é normal as balanças dos países ficaram desfasadas e as despesas pesem mais, em virtude dos subsídios sociais e outras medidas necessárias para poder ajudar socialmente as pessoas, desta forma, o aumento da taxa de IVA seria uma solução, ou aumento de outro imposto, que resultasse na consolidação das contas nacionais, no entanto, penso que não seria boa política a ser tomada por um governo que não é portador da maioria absoluta na assembleia, e que com certeza iria causar alguma má fama do mesmo, e não beneficiaria em nada a sua credibilidade.

Se formos abordar pelo outro lado do prisma, temos que as pessoas, estão financeiramente muito débeis, não possuem emprego, e tem graves problemas decorrentes da crise financeira, e pedir a estas pessoas um aumento de IVA, ou mesmo, de qualquer outro imposto, não vai ser muito justo pedir mais esforço, pois se as pessoas, sofreram socialmente na pela, com perdas de poder de compra, perdas de emprego, e ficaram sem esperança neste país.

Mediante esta situação, temos que ser convictos, que o ideal era o meio termo, nem um aumento brutal de impostos, mas algo mais suave, de modo a que as pessoas, não tenham muito a noção deste aumento, e a outra, era demonstrar a gestão racional dos recursos financeiros, nomeadamente, em contenção das despesas, não realizar para já obras como o Aeroporto de Lisboa e o TGV, penso que aguardar para daqui a 4 anos, não nos vamos atrasar muito, mas mesmo nos atrasemos, pelo menos ainda seremos economicamente independentes, e poderemos ter outras formas de competir, porque não criar uma companhia aérea Low Cost, pode ajudara a resolver a lacuna do TGV, quanto ao aeroporto de Lisboa, o actual, foi recentemente alvo de obras, portanto, penso seja eficaz no curto prazo, pelo menos.

Outra medida, e racionalizar, era existir transparência para onde efectivamente vai o dinheiro dos nossos impostos, quanto ganham todos os elementos que estão na assembleia, e  todas as regalias que os mesmos possuem, os automóveis estatais, tem que ser essencialmente , coisas mais discretas, ainda a semana passada, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, mandaram para a sucata 2 carros do Estado novos e bem caros, por serem veículos Topos de Gama, não era necessário ter carros desse calibre.

Penso que a solução, acima descrita por mim, seria eficaz, agradaria a gregos e troianos, ou seja, aos Portugueses, e ao Governo, que está sem a maioria absoluta, e pelos vistos, está a ver quanto tempo se «aguenta», sem cair, parece uma pessoa em cima de um touro mecânico, enfim, penso que as hipóteses de fazer os 4 anos de legislatura a jogar assim, ou a se mostrar indiferente as pessoas e às necessidades reais do país, não vão levar a bom porto este governo.

Mais uma vez relembro, a juventude, pode ser a solução mais rápida para a saída deste sufoco, essencialmente a licenciada, existem muitas pessoas com boas qualificações na cada dos 20 a 30 anos, que merece uma oportunidade, penso que, se o governo e as empresas lhes derem a mão, não vão se arrepender, pois no longo prazo tenho a certeza que irão ser recompensados por esse investimento, que deve ser tomado como sendo, responsabilidade social.

Deixo a Questão: Que pensa da necessidade de incremento dos impostos em Portugal?

Tenho Dito

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Mulheres e a Questão da Carreira….Quando é Que Vamos Crescer na Mentalidade Mesquinha…

Dezembro 2, 2009

Fazer Carreira é Dificil para as Mulheres...

Hoje trago algo, que pensei que deveria de estar a ser ultrapassado nas mentalidades dos portugueses, a igualdade entre homens e mulheres, passo a transcrever o artigo e de seguida dou o meu breve comentário sobre o mesmo.

«Quanto maior a licença de parto mais difícil é chegar ao topo da carreira

Estados que protegem a família prejudicam ascensão das mulheres

Ser mãe e ter sucesso na profissão não é para todas as mulheres e, quanto mais longa é a licença de maternidade, menos hipóteses têm de atingir o topo da carreira. A conclusão é do Instituto de Investigação em Economia Industrial da Suécia, que comparou os dados de países escandinavos, anglo-saxónicos e europeus para demonstrar que, quanto mais o Estado tenta proteger as famílias, menos hipóteses tem o sexo feminino de ter êxito no mercado de trabalho.

O estudo cruza as semanas de licença de maternidade pagas na totalidade pelo Estado com a percentagem de mulheres a desempenhar funções de direcção ou gestão e mostra que as mães que beneficiam de pelo menos um ano de licença são aquelas que, após regressarem ao trabalho, têm maiores obstáculos na progressão da sua carreira.

Mães inglesas, por exemplo, têm direito a 39 semanas de licença pós-parto e estão em vantagem face às suecas que gozam 60 semanas. Enquanto a percentagem de gestoras no Reino Unido é de 34,7%, na Suécia, este valor desce para 31,6%. Britânicas e suecas, porém, ficam muito atrás dos Estados Unidos e da Austrália, os dois únicos países que não oferecem regalias para as mães que decidem ficar em casa a cuidar dos filhos.

As americanas ocupam 40,7% dos cargos de topo e as australianas ficam cinco pontos percentuais abaixo (ver infografia). São os dois países que apresentam os números mais elevados de mulheres em cargos de chefia.

Portugal é um caso difícil de caracterizar. Chegou tarde ao Estado-providência e só há pouco tempo aprofundou políticas de apoio à família, maternidade e infância. Foi apenas no início deste ano que entrou em vigor a nova licença de parentalidade que oferece 150 dias de licença que só paga na totalidade se 30 dias forem gozados pelo pai. Talvez por isso, a percentagem de gestoras e directoras nas empresas nacionais esteja ao nível dos países escandinavos (31,7%), apesar de o nosso Estado permitir só 17 semanas de licença pagas na totalidade.

Intitulado “Porque Há Tão Poucas Mulheres em Funções de Topo nos Estados Providência?”, o relatório da Suécia tenta provar que os países com as políticas sociais mais generosas são igualmente os que têm de suportar os encargos para manter a mulher no mercado de trabalho. Isso, porém, não significa que tenham as mesmas hipóteses que as colegas que ainda não passaram pela maternidade.

O estudo revela que as mulheres dos países anglo-saxónicos (EUA, Reino Unido, Canadá e Austrália) são as que têm licenças de maternidade mais reduzidas, logo são também as que sobem mais alto nas suas carreiras. Em contrapartida, nos estados escandinavos (Suécia, Dinamarca, Noruega e Finlândia) a tradição do Estado-providência é maior, mas o êxito nas carreiras das mulheres é menos significativo. Comparando com o resto do mundo, estes dois grupos de países são igualmente os que apresentam maiores taxas mundiais de participação das mulheres no mercado de trabalho.

Manuela Tavares, especialista em estudos sobre as mulheres alerta para o perigo deste relatório não incluir outros factores para avaliar a progressão das carreiras femininas: “O acesso às funções de topo não depende exclusivamente das maiores ou menores licenças de parto.” São sobretudo as condições para o exercício da maternidade que determinam o sucesso profissional de uma mãe: “As infra-estruturas sociais como creches ou infantários e o apoio familiar jogam um papel decisivo”, explica a economista, esclarecendo que os lóbis económicos e políticos contribuem igualmente para travar o sucesso profissional das mulheres: “Em muitas empresas, como sabemos, os cargos são indigitados e o acesso à carreira não é livre.”

Anabela Pereira da Silva, presidente da Associação Portuguesa de Mulheres Empresárias, pelo contrário, diz não ficar surpreendida com as conclusões deste estudo: “Uma ausência prolongada tem sempre fortes influências na carreira.” E é por isso que defende licenças de maternidade mais curtas e medidas excepcionais para os casos que justifiquem o acompanhamento de crianças com necessidades especiais: “Há um peso excessivo na protecção das crianças, que não se justifica”, remata. Com Sílvia Caneco»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/35392-quanto-maior-licenca-parto-mais-dificil-e-chegar-ao-topo-da-carreira, 30 de Novembro de 2009, no Jornal I

O  meu comentário:

A minha opinião sobre este assunto, é que penso seja injusto a falta de igualdade entre homens e mulheres no acesso aos cargos de topo.

Claro, que existe a realidade de por factores de natureza, as mulheres terem a capacidade de engravidar, faz com que as mesmas, tenham direito à denominada licença de maternidade, no entanto, penso que as coisas devem ser colocadas mais na questão da igualdade entre homens e mulheres, do que  a defesa somente na licença de maternidade.

Conheço patrões que não contratam mulheres, pela situação da licença de maternidade, pelo menos para cargos médios e altos, mas também porque não consideram as mulheres inteligentes ou mesmo capazes, como os homens.

As mulheres em muitos trabalhos, são usadas para ornamento, geralmente pessoas novas, e com a juventude à flor da pele, isto pode ser visto, essencialmente em shoopings em que existem lojas, que só contratam meninas de idades a maior parte antes de chegar aos 20, pois são bonitas, inocentes, e fáceis de manobrar, mas se as mesmas engravidam, o contracto não é renovado, não se consegue provar, mas não renovam por excesso de oferta, e por estarem grávidas.

Penso que no século, em que estamos, é bastante triste que coisas destas aconteçam, não sejam facultadas as mesmas oportunidades que os homens têm, eu apesar de ser homem, penso que existam liberdades, e os mesmos direitos entre ambos os sexos, indistintamente do seu sexo, idade, etc.

Enfim, existem patrões que têm consciência que estamos no séc XXI, e que as coisas mudaram, e consequentemente as mentalidades também, e os estilos de vida, etc, existe um princípio de igualdade entre todos, que tem que ser tido em conta, e que deve ser respeitado.

Congratulo empresas, que contratam mulheres e ainda incentivam as mesmas a terem filhos, pois têm a consciência que mulheres satisfeitas e completas a nível pessoal, vão ter melhores performances a nível profissional, e desta forma, quem sai a ganhar são as organizações e os clientes.

Deixo aqui o recado, igualdade entre as pessoas precisa-se urgentemente.

Deixo a Questão: Que Pensa da Discriminação das Mulheres no Mundo do Trabalho?

Tenho Dito

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Poker, Já Começa a Ser Considerado Profissão em Portugal…

Novembro 23, 2009

Poker em Portugal Fonte:www.poker-for-me.com

Hoje trago, um fenómeno que tem vindo a crescer na sociedade Portuguesa, penso que em muito deve-se à Crise, passo a transcrever o artigo e de seguida dou o meu comentário ao mesmo.

«’Poker’ é profissão a tempo inteiro para 50 portugueses

A vida de quatro portugueses que trocaram carreiras estáveis noutras áreas para se dedicarem em exclusivo à vertigem do jogo. Incorrem em crime, mas os milhares que ganham dá para quase tudo.

Henrique Pinho partilha com mais dois amigos um escritório, na zona do Grande Porto, onde o poker é a ocupação principal. São todos profissionais da área e dedicam ao jogo o mesmo tempo e atenção que qualquer outro profissional ao seu trabalho. “Esta é a minha profissão”, atira, antes que se criem quaisquer dúvidas. Como ele, serão em Portugal cerca de 50 os jogadores que se dedicam exclusivamente à modalidade. Muitos estiveram no European Poker Tour (EPT), que termina hoje em Vilamoura.

Em Portugal, o número de jogadores de torneios em casa, entre amigos, ou nas salas de poker online, a dinheiro ou a feijões, cresce freneticamente. Estima-se que actualmente joguem em rede entre 100 a 150 mil, a maioria entre os 18 e os 30 anos, e outros ainda menores de idade. Há três anos, eram apenas poucas centenas.

O jogo rende milhares de euros todos os meses, sobretudo na sua vertente online. No entanto, tirar rendimentos do poker online é crime. A garantia foi dada ao DN pelo Serviço de Inspecção de Jogos via e-mail: “A exploração e a prática de jogos de fortuna ou azar através de meios electrónicos em território nacional constitui crime”. A infracção, refere ainda a entidade, estende-se tanto aos exploradores das plataformas online como aos jogadores. O jogo é apenas legal, adianta, nos casinos, actualmente palco de sucessivos torneios ao vivo, inclusive internacionais. A polémica não é de agora, e os empresários do ramo queixam-se de a Lei ser muito restritiva, além de não concordarem com a definição de “jogo de fortuna ou azar”. Mas os problemas não se ficam por aqui. Há um vazio legal quanto à obrigatoriedade de pagar impostos sobre os montantes amealhados. Nenhum jogador profissional de poker declara às Finanças quanto ganha por mês.

À chegada ao escritório de Henrique, a recepção e o ambiente é de total informalidade e descontracção. Na garagem improvisada de uma vivenda com três pisos não podia faltar uma mesa de jogo, fichas, cartas e computadores com dois ecrãs. “É mais fácil para jogar em várias mesas (partidas) ao mesmo tempo”, justifica. Mais a um canto há dois sofás, um grande plasma e uma Playstation III, para descomprimir: “Neste jogo ora se está em euforia, ora se entra em pequenas depressões, conforme se ganha ou perde”. Não falta sequer uma mesa de pingue-pongue nem minibar “para receber os amigos”.

Aos 28 anos, Henrique dedicou os últimos dois ao poker profissional. Formado em Gestão de Empresas, trocou um emprego fixo numa empresa de lacticínios, onde tirava um salário “normal de um português”, pela competição. É patrão de si próprio e faz os seus próprios horários.

O dia de trabalho começa por volta das 15h00. Regressa a casa três horas depois, a 10 minutos de carro, para jantar e “passar algum tempo com a namorada”. Às 23h00 está de volta ao escritório, para mais cinco horas de labuta. Trabalhar madrugada dentro é comum, diz, porque “é a altura em que estão mais jogadores em rede”. O fim-de-semana normalmente é sagrado: “aproveito para estar com a família e amigos”.

Henrique, ou “Policy10”, virtualmente falando, é patrocinado pela PokerStars, um gigante do poker mundial que detém uma das maiores salas online da World Wide Web, com mais de 23 milhões de jogadores registados. O patrocínio materializa-se no pagamento dos buy-in (valor monetário) necessário para entrar nos torneios e nas deslocações. Sobre os valores que amealha, não gosta de falar. Mas deixa escapar que a conta bancária engrossou perto de 100 mil em quatro anos.

Os apaixonados pelo poker começam incentivados pelos amigos ou por assistirem a torneios na televisão. Depois, o gosto pelo jogo e a recompensa financeira levam muitos a abandonar os empregos e a universidade para tirarem daqui a sua única fonte de rendimento. A maioria começa a jogar online, onde se conhecem todos pelos nick.

Roberto Machado, de 31 anos, é o “Oversleep”. Joga poker profissional há um ano e meio, desde que é patrocinado pela empresa Betfair. “Já era um jogador ganhador. O grau de confiança e segurança em que estava permitiu-me dar este passo”.

Deixou uma carreira promissora como programador informático numa empresa de software por uma conta mais choruda ao final do mês. O maior prémio que já ganhou foi em Londres no World Séries of Poker Europa, onde ficou em 27.º lugar, que lhe rendeu 32 mil euros. No ranking nacional de prémios amealhados ao vivo (uma tabela publicada numa revista da especialidade) aparece em sexto lugar, com perto de 60 mil euros. Em casa, tenta ter um horário laboral em frente ao computador. “Mas não passo o tempo todo a jogar. Estudo o jogo, participo em fóruns e escrevo artigos, com o objectivo de evoluir”, sublinha.

Considera-se um apaixonado pela modalidade e garante que nos próximos anos não tenciona mudar de profissão. “É uma actividade que me preenche. Será difícil algum dia deixar de jogar, porque gosto mesmo disto”.

O amigo Tomé Moreira, de 32 anos, não pensa da mesma forma. Há alguns meses sem exercer a profissão de informático, tenciona regressar a curto prazo. Para já, é ao poker que dedica o tempo. Ao jogo e à filha de um ano que funciona como “bola anti-stress”. Gere o dia-a-dia de forma a evoluir no poker e de acordo com as necessidades familiares. “É maravilhoso, porque se desse aulas não podia dedicar-me tanto à minha filha”, diz sorridente.

“Tcmoreira” é um jogador calmo, moderado, ardiloso. A matemática que aprendeu na faculdade permite-lhe agora delinear bem cada jogada. “O poker obriga a muita estratégia e competência. Em termos de cálculo mental, a minha área deu-me tudo o que eu precisava”. Talvez seja essa a razão do seu sucesso. Sobre valores, não lhe arrancamos palavra. Mas os 75 mil euros conquistados nos torneios ao vivo em Portugal, colocam-no em quinto no ranking nacional. Também com a camisola da Equipa Betfair Poker, Tomé atingiu o melhor resultado de sempre de um jogador português no Main Event das World Series of Poker, em Las Vegas: 336ª posição e um prémio de 30 mil dólares.

“O melhor de tudo é que estou sempre a viajar. Divirto-me imenso”, conta Renato Almeida, o “Leguito”, de 21 anos, que nasceu em Vila Nova de Gaia. Las Vegas, Barcelona, Londres, Mónaco e Praga, são apenas alguns das cidades mais vezes visitadas por estes jogadores. Também tem um escritório alugado com um amigo, onde o dia de trabalho só começa às 18 horas. No total, entre partidas online e torneios ao vivo, já arrecadou mais de 10 mil euros. “Serviu para comprar um carro a pronto”, gaba-se o ex-estudante de Engenharia de Computadores e Telemática.

“As possibilidades que temos com apenas duas cartas são imensas”, conclui Henrique Pinho. »

In: http://dn.sapo.pt/desporto/outrasmodalidades/interior.aspx?content_id=1427539, a 22 de Novembro de 2009, no Diário de Notícias

O meu comentário:

Penso que é uma forma de viver, e pelo desemprego que tem tido uma alta expressividade, e está cada vez mais acentuada, só deveríamos esperar recorrer a formas, não digo fáceis, mas formas de dar um pontapé na crise de uma vez por todas.

As pessoas que tendencialmente jogam, são pessoas novas, muitas delas com cursos superiores, o que, e como tenho vindo a chamar à atenção aqui, é que os jovens licenciados não tendo soluções, relativamente à empregabilidade, têm que sobreviver, e ganhar dinheiro para que consigam viver, e pelos vistos, muitos deles encontram no Poker essa mesma solução.

Mais uma vez, pelos vistos o jogo do Poker fora dos casinos, é contra a lei, e como, tal quem o jogo, está a prevaricar, já para não falar, do problema que o estado tem ao não conseguir tributar os ganhos destas pessoas.

Pois bem, o Estado, parece estar a perder em diversas vertentes, ao não ouvir os recém licenciados que não possuem emprego, e que  como tal, são pessoas não gratas e colocadas de ao lado da sociedade, e sentem-se fora da mesma, e então tem vivencias e maneiras de viver cada vez mais distantes da sociedade actual, denote-se, que estes não são «criminosos» por escolha deles, mas por as denominadas circunstancias da vida, que levam a ter que se desenrascar.

Penso que o jogo, não tem muito de mal, é pena, é que tenham pessoas menores e pessoas, muito novas a jogar o mesmo, e a auferir muito dinheiro com tal, dando a sensação de que a vida não custa, basta jogar para se ganhar, não se investe, em estudos ou em projectos sustentáveis, pois é mais fácil ser patrão do próprio e ter as suas horas, é pena, que a lei da lei Portuguesa, este jogo e quem o joga seja ilegal fora dos casinos.»

Deixo a Questão: Que Pensa do fenómeno do Poker estar a crescer em Portugal

Tenho Dito!

RT


Sugestões de Programas de Televisão Com Alguma Qualidade…

Novembro 19, 2009

Bons Programas na Televisão em Portugal...

Hoje trago um apanhado interessante que o Jornal I publicou no dia de ontem, ou seja, a escolha de programas que tenham conteúdo, como tal passo a transcrever o mesmo, e deixo ao livre arbítrio de cada um o comentário.

«Surpresas dentro da caixa: Andar pelo mundo sem sair do sofá

Viagem por algumas das pérolas menos evidentes da televisão por cabo em Portugal

A televisão é tudo: informação, entretenimento, cultura e selvajaria, necessidade e inutilidade. Tanta coisa, tantas coisas, que é impossível ver tudo. A sobrecarga de informação pode electrocutar os neurónios. É preciso escolher.

Quem tem quatro canais não tem opção; passam as mesmas coisas às mesmas horas, e as coisas que passam formam um círculo fechado. Mas quem tem essa orgia televisiva que é o cabo (ou o satélite) mal sabe para onde se virar.

O pacote básico da ZON tem 65 canais, o funtastic 110 e há ainda os canais que se podem assinar; o catálogo lista um total de 265 (no Meo são 130 canais). A volta ao mundo por 50 euros.

No meio da profusão, escolhemos uns poucos de programas que têm algum valor acrescentado. Não é uma escolha nem abrangente nem definitiva; é apenas uma opinião.

 

CIVILIZAÇÃO

Cidades debaixo da terra
Don Wildman começou por explorar os subterrâneos mais óbvios: a Berlim nazi, os cofres de Las Vegas, as rotas de fuga na Sicília. Depois passou às grandes cidades, como Roma, Paris e Londres, e a seguir a cidades menos universais com subterrâneos interessantes, como Lisboa. As cidades enterradas debaixo das actuais têm milhares de anos e traços de muitos sucessos e desgraças. É uma lição de história e também um visão do avanço, do secretismo e da efemeridade das civilizações.
Canal de História, esta semana: quinta, 18h00, sexta, 10h00 (a partir de Dezembro, nova série, quinta, 22h00)

Ice Road truckers
Nas franjas do conforto ainda há aventura. Esta série relata ao mínimo pormenor a vida e os desafios dos camionistas que abastecem os postos mais avançados do Alasca, a 400 quilómetros do Círculo Polar Árctico. As perigosas estradas de gelo compactado têm de ser refeitas todos os anos e os camionistas são uma mistura de cowboys e exploradores. Tudo sustentado pelo petróleo, cada vez mais longe e mais escasso.
Canal de História, sexta 22h00 (muda todas as semanas)

Grandes Batalhas da História
A guerra é estúpida, mas são as guerras que geram o nexo da história e eram as batalhas que determinavam o resultado das guerras (parece que já não há batalhas, a arte da guerra está sempre a evoluir). Um confronto armado é uma combinação da melhor tecnologia da época, de engenho, coragem, loucura e brutalidade. Esta série, que combina documentação histórica com a encenação de certos pormenores, dá uma ideia minimalista e abrangente dos grandes momentos de violência, que refazem os mapas políticos.
Discovery, dias e horários variáveis (esta semana não passa)

Grandes Livros
A lista de livros fundamentais é extensa, felizmente. De Galileu a Victor Hugo, de Edgar Allan Poe a George Orwell, esta série, que poderia durar eternamente, vai descrevendo os livros que mudaram alguma coisa, localizando-os no contexto histórico. Ficamos a saber quem era o autor, o que o movia e o impacto da sua obra. Numa época em que há cada vez menos apetência por ler (embora se leia mais que nunca), é uma boa maneira de conhecer as circunstâncias e as pessoas de algumas obras de ficção e ensaio que deveriam estar sempre em catálogo.
Discovery Civilization, quarta, 00h12, quinta 9h48, 19h24

 

TECNOLOGIA

 

Click
Os avanços na electrónica, cibernética, internética, nanotecnologia, robótica e similares são diários e impressionantes. Este programa, feito com humor e uma linguagem que qualquer avozinha percebe, dá as últimas tendências e a “novidades” de hoje, assim como uma visão de como será amanhã. Também faz uma listagem de alguns sites, entre os milhões à disposição. A variedade é sobrepujante, uns bites bem escolhidos ajudam sempre.
BBC Internacional, dias e horários variáveis

Mega Construções
Há vários programas de engenharia pesada, mas este tem a graça especial de Danny, um totó igual a todos nós, que fica de boca aberta com a magnitude destas obras que desafiam a imaginação. Numa linguagem que qualquer poeta percebe, Danny mostra-nos como encaixam peças metálicas do tamanho dum edifício de dez andares, hélices maiores do que um cacilheiro e pontes que voam por cima de estreitos. No conforto do lar, não nos apercebemos das infra-estruturas cada vez mais faraónicas que sustentam esse conforto.
Discovery, terça, 21h15, quinta, 10h40, sábado, 17h35

 

Dirty Jobs
Mike Rowe apresenta-nos os trabalhos mais sujos, desagradáveis e perigosos que a civilização exige diariamente. Desde limpeza de pocilgas industriais e inseminação de vacas a tratamento do lixo e colheita de ostras em pântanos imundos, não há limite para os trabalhos miseráveis e indispensáveis para que o resto das pessoas tenha vidas agradáveis de mãos limpas. Mike faz questão de executar as tarefas e mantém um humor inacreditável em funções que parece que nenhum dinheiro compensa.
Discovery, 3 vezes por dia, horário variável

 

NATUREZA

 

Entre insectos e outras feras
Talvez nós, humanos, sejamos indesculpáveis, mas não somos, nem de longe, a espécie mais violenta da criação. Esse recorde vai sem dúvida para os insectos, não só pelos instrumentos de tortura e morte que possuem naturalmente (entre pinças e venenos) como pelo modo impiedoso com que matam e comem vivos. Só um maluco como Phil DeVries para pegar num escaravelho que mata um homem em 24 horas, ou numa raia com um arpão mortal e achar muito engraçado.
National Geographic, dias e horários variáveis (esta semana não passa)

 

Hooked
Não são só os insectos que metem medo. No mundo aquático existe uma grande quantidade de monstros de aspecto aterrador e armamento poderoso — ainda hoje se descobrem novas espécies, à medida que se explora a maiores profundidades. Zeb Hogan não hesita em ver, tocar e mexer em animais aquáticos que parecem tirados dum filme de terror. Só fica satisfeito quando nos coloca umas goelas fatais em frente do nariz — e não são as tais gárgulas das profundezas; piranhas de rio, peixes-gato do delta, raias do mar, estão todos à distância de um mergulho estival.
National Geographic, dias e horários variáveis (esta semana não passa)

 

CRIANÇAS

 

Lazytown
O talento, tal como a intriga, podem vir dos lados mais inesperados. Este programa vem da Islândia e foi inventado por um instrutor de ginástica. Mistura pessoas reais que parecem bonecos, com bonecos reais que parecem pessoas reais, e muita pós-produção; o resultado é um mundo solarengo de plasticina muito colorida. O vilão quer que as crianças comam junkfood e fiquem em casa a ver televisão, o bom quer que comam legumes e tenham uma vida ao ar livre.
RTP2, diário, 7h16 e Panda, diário, 9h30, 19h30

 

Phineas e Furb
Os criadores, dois americanos que se conheceram a trabalhar n’“Os Simpsons”, tiveram dificuldade em vender a ideia porque as histórias pareciam complicadas de mais para caber em 11 minutos. Dois irmãos inventam máquinas e actividades inacreditáveis que a irmã mais velha, Candance, tenta denunciar aos pais, sem sucesso. Têm um ornitorrinco (isso mesmo, um ornitorrinco) que é agente secreto e desaparece para enfrentar um cientista maluco. Também há muita música divertidíssima.
Disney Channel, diário, 8h10, 18h30

 

A nova escola do Imperador
O argumento é surrealista: um imperador Inca tem de ir para a escola mas é preguiçoso e arrogante, embora simpático. No original tem as vozes de Eartha Kit (a cantora), John Goodman e Miley Cyrus. Mas o mais fantástico é a estética, entre o art-decô e o inca, e o traço geométrico e expressionista. Izma, a malvada é uma figura particularmente bem conseguida.
Disney Channel, diário, 8h35, 19h00»

 

In: http://www.ionline.pt/conteudo/33463-surpresas-dentro-da-caixa-andar-pelo-mundo-sem-sair-do-sofa, a 18 de Novembro de 2009, no Jornal I

Boa Sugestão!

RT


Será Que Os Portugueses Estão a Cumprir a Lei Anti Tabaco? O Que Está a Acontecer…

Novembro 16, 2009
cigarro

Será que a Lei Anti Tabaco está a ter efeitos...

Hoje trago, uma lei que ainda causa bastante polémica, quase 2 anos após a sua entrada em vigor, e por amanha ser o dia nacional no não-fumador, penso que seja, interessante, comentar o referido artigo, passo a transcrever a notícia, seguida de um comentário.

«Aplicação da Lei do tabaco não está a ser efectiva

A especialista em tabagismo Sofia Ravara alertou hoje que a aplicação da lei do tabaco “não está a ser efectiva” e a situação é “muito desigual” no país, havendo muitos cafés e restaurantes com fumo e ventilação insuficiente.

“Portugal não tem uma boa política de espaços sem fumo, a lei é ambígua e permite demasiadas excepções, e não está a ser efectiva porque também não está a ser fiscalizada”, adiantou a pneumologista, a propósito do Dia Nacional do Não Fumador, que se assinala terça-feira. Sofia Ravara, da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, contou que muitos dos fumadores que tenta tratar têm recaídas por os ambientes sociais serem com fumo.

“A situação é muito desigual no país. Um fumador da Beira Interior que veio à consulta disse-me: ‘Doutora aqui não há lei de prevenção do tabagismo, é um absurdo, mas é o que acontece”, relatou. Nina Sousa Santos, da Direcção-Geral da Saúde, adiantou que todas as situações de infracção de que a DGS tem conhecimento são reencaminhadas para a Direcção-Geral do Consumidor (DGC) e para a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). “Nas reuniões do grupo técnico consultivo – criado no âmbito da legislação do tabaco e do qual fazem também parte a DGC e a ASAE -, há situações de incumprimento que são referidas pelos conselheiros”, adiantou. A responsável ressalvou que estas situações têm de ser denunciadas “porque só com base numa denúncia se pode agir”.

Sofia Ravara considera que, desde que a lei do tabaco entrou em vigor, a 01 de Janeiro de 2008, a sua aplicação tem vindo a “regredir”. “Ao princípio toda a gente quis cumprir a lei”, por causa da fiscalização, mas os portugueses “não perceberam que isto é uma medida de saúde pública”. Em países como a Itália, a lei funciona porque houve sensibilização da população anos antes de a lei ser aplicada, diz. Depois disso, têm sido avaliados o cumprimento da lei e a aceitação pela população e monitorizado o seu impacto, em termos de prevalência de tabagismo e diminuição das doenças causadas pelo tabaco. “Avaliar a efectividade da lei não é só fiscalizar a lei, mas também mostrar o seu impacto e envolver a população”, defendeu.

Para o coordenador da Linha SOS Deixar de Fumar, a “lei vale, por si só, como uma medida importante e que terá tido o seu impacto em termos de pessoas que deixaram de fumar e tentaram deixar de fumar”. No entanto, “as pessoas que trabalham nesta área esperavam uma resposta mais intensiva dos fumadores na sequência da lei”, disse Paulo Vitória, considerando que “tem falhado a informação”. “Corremos o risco de pensarmos que a lei resolve todos os problemas”, mas a legislação não chega para resolver o tabagismo, que “exige um sistema integrado de medidas”, acrescentou.

Entre essas medidas, Sofia Ravara defende que os ambientes devem ser “100 por cento sem fumo” porque “salvam vidas, não custam dinheiro e são bem aceites pela população”. Defende ainda o aumento dos impostos do tabaco, a proibição da venda aos menores e a colocação de advertências nos maços com fotografias, bem como a comparticipação de fármacos.

Para a coordenadora da Comissão de Tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, Ivone Pascoal, a “lei foi mal explicada às pessoas no seu objectivo”, pelo que é necessário continuar a explicar os benefícios da legislação através de campanhas de sensibilização.»

In: http://www.publico.pt/Sociedade/aplicacao-da-lei-do-tabaco-nao-esta-a-ser-efectiva_1409905, a 15 de Novembro de 2009, em Jornal Publico

O meu comentário:

Após ler a peça acima transcrita, cheguei à conclusão, que mais um a vez, não existe consenso, entre os fumadores e os não fumadores, e que no meio existe uma lei que parece não estar adequada à população portuguesa.

Após quase 2 anos da lei entrar em vigor, o que aconteceu, é que muitos comerciantes, essencialmente o dos cafés e restaurantes, deram pela situação, que não podem compactuar com a lei e se «etiquetar», como sendo, estabelecimento para fumadores e estabelecimento para não fumadores, especialmente os da restauração, senão reparemos no seguinte exemplo, muito dos motivos para os portugueses, saírem para jantar fora, é o festejar algo, ou o comemorar algo, então, é normal que os participantes desses jantares, sejam um grupo heterogéneo, ou seja, seja constituído por fumadores e não fumadores, e não vai existir consenso no local, onde se pretende jantar, pois ninguém gosta de deixar a festa a meio, para vir para a rua fumar, já para não falar, no que demonstra falta de qualidade do estabelecimento, ao não ter um local para se poder fumar, sem ter que «expor», em publico o cliente.

Ou seja, os estabelecimentos para não perderem qualidade e prestarem um bom serviço aos seus clientes, devem ter a opção de pelo menos ter uma sala, onde as pessoas possam fumar, é obvio, que ter as duas opções, é sempre uma mais valia, penso que mais vale ter a mais, que a menos.. Já repararam num casamento..se o noivo e noiva fumarem, se eles desaparecerem para um cigarrinho, o que é legitimo, as pessoas, vão ficar a festejar sozinhas? Questiona-se, de quem é a festa?

O exemplo acima, não está muito longe da realidade, e penso que é como em tudo, a regra do bom senso deve prevalecer, como já, à algum tempo falei aqui no blog, não fumo, mas respeito quem fuma, e sei que se as pessoas foram civilizadas e correctas umas com as outras, podem conviver e partilhar os mesmos espaços, sem qualquer problema, não podem é ser extremistas, a favor da sua causa, devem ceder, para receber, penso que a questão em muitos casos, solucionava-se com uma «uma negociação», entre ambas as partes.

O denotar-se que a lei está a fraquejar, deve-se possivelmente, às pessoas terem «crescido», mentalmente, e entenderem que com a regra do bom senso, e que com uma negociação, podem conviver ambos os tipos de pessoas nos mesmos espaços, ganhando aquilo que se tem vindo a perder em espaços como restaurantes e cafés, que é a livre convivência entre pessoas.

O meu conselho, e para que se tenham a noção, é que as pessoas convivam e se respeitem, quanto a lei, penso que deve, ser fiscalizada se assim o entenderem as autoridades competentes, no entanto, penso que a questão mais importante, é sensibilizar às pessoas, especialmente às com qualificações mais baixas, para que foi criada a lei, e qual o objecto da referida lei. Tendo em conta, que podem impedir de fumar em locais como por exemplo em escolas, mas  isso não vai impedir os jovens de fumar, pois não ficam trancados dentro das mesmas, estão integrados numa sociedade, que é maioritariamente fumadora, e muitas vezes, devido à fraca informação nos anos que anteviram a lei.

Tenho Dito!

RT