Conheça o Douro Harvest Film…

Setembro 6, 2011

Hoje trago mais um evento ligado ao Douro…

« Vinho, cinema e futebol num Douro perto de si

O Douro Harvest Film está de volta. Este ano o homenageado é o cinema brasileiro com o futebol como tema. José Wilker e Cacá Diegues são convidados

 O que é que o Porto, Alijó, Pinhão, Favaios, Vidago e Penedono têm em comum? Vinho e cinema. Como? Com o Douro Film Harvest.

Há três anos que o Douro Vinhateiro abre as vinhas ao cinema e seus realizadores, com um festival de filmes premiados. Este ano não é excepção. Com direcção artística do realizador e produtor Ivan Dias, o Douro Film Harvest começou ontem e promete, entre muitas coisas, futebol. Nós explicamos.

Este ano o país homenageado é o Brasil com uma maratona de filmes sobre o futebol brasileiro.

A homenagem conta com o actor José Wilker (o famigerado e saudoso Roque Santeiro) e com o realizador Cacá Diegues (“Xica da Silva”, “Tieta do Agreste”, os filmes), que se uniram na produção do filme “O Maior Amor do Mundo”, com exibição marcada para quarta-feira, como parte da secção Ruby Selection. Fãs das novelas e cinema brasileiros, preparem os cadernos de autógrafos já que ambos estarão presentes na exibição do filme.

Mas Brasil não é só futebol, é também Carnaval e frutas na cabeça. Carmen Miranda, a portuguesa mais brasileira do mundo também tem direito a uma homenagem com o filme “Alô Alô Carnaval”, uma comédia musical de 1936 realizada por Adhemar Gonzaga, com Carmen Miranda no elenco.

Late Bottled Vintage Entre os homenageados está Manoel de Oliveira que do Alto dos seus 102 anos vai receber a distinção de Late Bottled Vintage, com a exibição de “Caça” e “Ato da Primavera”.

A Vintage Selection este ano é composta por cinco longas metragens a competir pelo Prémio Turismo no Douro. Em comum têm os prémios arrecadados lá fora: “Uma separação”, do iraniano Asghar Farhadi, ganhou o Urso de Ouro no Festival de Cinema de Berlim; “Las Acácias”, do argentino Pablo Giorgelli, venceu o Câmara d”Ouro no Festival de cinema de Cannes; de Cannes vem também “A Árvore da Vida”, de Terrence Malick com Palma d”Ouro; “Chico & Rita”, o primeiro filme de animação de Fernando Trueba, integrou a selecção oficial do Festival Internacional de Cinema de Toronto; “Hermano”, de Marcel Rasquin, foi eleito o melhor filme no Moscow International Film Festival. O vencedor vai ser anunciado dia 10, na cerimónia de encerramento do festival que conta também com a ante estreia do filme “Meia-Noite em Paris”, a mais recente obra de Woody Allen.

No entanto, dia 11, domingo, ainda é dia de filmes. “Aniki-Bobó”, “Tieta do Agreste”, “Douro Faina Fluvial”, entre outros, vão ser exibidos ao longo do dia. Para que não perca pitada o melhor é ir a dourofilmharvest.com, clicar em programa e apontar os horários e locais de exibição. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/147153-vinho-cinema-e-futebol-num-douro-perto-si, a 05 de Setembro de 2010, em Jornal I

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Conheça Os Detalhes de Uma Profissão Em Extinção…Alfaiate…

Setembro 1, 2011

Hoje trago um artigo sobre uma profissão em vias de extinção…

«Em tempos modernos ainda existe tradição

 Longe vão os tempos em que ir ao alfaiate era um hábito comum a todos os homens, que procuravam nestes artistas verdadeiras obras de arte que se adaptassem na perfeição ao seu corpo. Para os mais novos, a geração dos centros comerciais e das grandes superfícies, este tema pode causar algum espanto mas acima de tudo uma dúvida: ainda existem alfaiates? A resposta é sim, existem! São mais escassos que antigamente e muitos vêem os seus negócios ameaçados pela indústria comercial e pelas novas tecnologias de corte e costura que se desenvolveram e continuam a desenvolver, mas alguns sobrevivem, principalmente em Lisboa e no Porto.

A alfaiataria nasceu no Renascimento, quando a roupa deixou de ter como única função esconder o corpo para passar a dar destaque aos seus contornos. Foi nesta altura que ganharam importância os mestres alfaiates.

O i encontrou alguns daqueles que resistiram ao fabrico de roupa em série e fornecem ao seu cliente um produto personalizado, adaptado ao seu estilo e ao seu corpo. Procurado essencialmente por homens de classe média-alta, o fato – calças e blazer – continua a ser a peça mais pedida. No entanto, a maior parte dos alfaiates tem maior oferta que antigamente. Camisas, gravatas e até sapatos fazem parte daquilo que têm à disposição das pessoas que os procuram.

Apesar de, por tradição, ser uma arte geralmente mais procurada por homens, alguns alfaiates também oferecem roupas para mulheres e crianças. Há ainda quem faça fardas, trajes e bordados a pedido do cliente.

Talvez por ser um serviço personalizado e por a maior parte das casas utilizar tecidos de primeira qualidade, o serviço destes profissionais não sai barato, podendo os preços chegar aos milhares de euros. Também por essa razão as pessoas que os procuram são sobretudo homens de famílias ricas e importantes, políticos e empresários com os mais altos cargos.

Se é uma pessoa que gosta de tradição e ainda não se rendeu totalmente à moda em série, se gosta de serviços personalizado e de qualidade, siga os conselhos do i e contacte uma destas casas. Com certeza não se vai arrepender. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/146152-em-tempos-modernos-ainda-existe-tradicao, a 31 de Agosto de 2011, em Jornal I

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Conheça o Novo Disco dos GNR…

Julho 25, 2011

Novo Discos dos GNR Fonte: http://www.ionline.pt/

Hoje e para se começar bem a semana, trago um artigo interessante, desta feita, feito pelo Grupo Novo Rock, mais conhecido pela sigla de GNR…

« GNR. “As coisas mais engraçadas ainda estão para acontecer”

Aos 30 anos de vida a banda aterra com “Voos Domésticos”. De bagagem pesada, o trio falou do passado com olhos postos no futuro

 É numa mesa redonda que os três membros do grupo conversam entre si. Um fala, outro interrompe, outro ri-se, mais uma história, mais uma gargalhada, piscar de olho para aqui, acenar de cabeça para ali. Recordam um concerto, uma pessoa, uma música. Esquecem-se da pergunta. O Grupo Novo Rock esteve para se chamar Trompas de Falópio, sobreviveu à ressaca do rock, rebentou pelas costuras o Estádio de Alvalade, com um público ansioso por fazer de coro a “Dunas” e chega aos 30 anos de carreira com a convicção de que a banda é a coisa mais importante das suas vidas. Em 1981 era editado “Portugal na CEE”. Três décadas depois, Rui Reininho, Tóli César Machado e Jorge Romão apresentam “Voos Domésticos”, disco que oferece um novo twist aos clássicos dos GNR. Coincide com o festejo do aniversário redondo, mas não é para o celebrar, garantem.

Como é olhar para trás e ver passar estes 30 anos?

(Tóli César Machado) É bom e é mau. É bom porque me sinto bem, é mau porque passou muito depressa. É um instantinho.

(Rui Reininho) E com a viragem do século é ainda mais complicado, dizer que somos músicos do século passado.

Os “Voos Domésticos” vêm fazer as honras da comemoração?

(TM) Este disco não é por causa dos 30 anos, coincide com os 30 anos do grupo mas não fizemos o disco para o aniversário. Continuamos no activo, isto não é um come back, continuamos a fazer digressões, tivemos um disco de originais o ano passado… Este ano pensou-se que seria interessante fazer uma coisa mais abrangente, pegar em discos e gravá-los outra vez. Não é aquele aproveitamento, daquelas bandas que já não fazem nada e que de repente voltam. E não é “vamos fazer 30 anos e um disco em forma de best of”. Aliás, são 30 anos ininterruptos, sem pausas.

Não é um ritmo um pouco cansativo?

(TM) Sei que é bom poder parar mas aqui não se pode, é impossível. Mesmo a pequena estrutura que nós temos não nos permite fazer isso. É um bocado como os bombeiros, estar sempre ao pé do telefone.

E como é que tudo começou? Quais eram os principais objectivos dos GNR?

(RR) Depois de ver estes senhores a tocar, fui-lhes fazer uma entrevista, portanto podemos ter aqui uma candidata a entrar nos GNR [risos].

(TM) Os objectivos de qualquer grupo são gravar um disco e tocar. Não se pensa que vai durar não sei quantos anos ou que vai parar aqui e ali ou que vai tocar lá fora. É o prazer de tocar e de ser visto a tocar e gostar da sua música. Passa apenas por isso. E as coisas vão acontecendo e as ambições vão sendo diferentes

(Jorge Romão) Enquanto permanece o gosto de tocar é arriscar.

(RR) Arriscar sempre, não é? Ir aos Coliseus, ir a Lisboa, são pequenas metas. E aquela história dos estádios…

(TM) Agora preferimos sítios mais pequenos [risos] de outra maneira, uma coisa mais assim para a nossa idade, mais tranquila e intimista. Nos festivais as pessoas também gostam mais.

(JR) Da maneira como as coisas estão também já não há quatro estações, não se pode programar um espectáculo ao ar livre em Setembro.

Hoje em dia gostam de fazer espectáculos mais pequenos, intimistas?

(TM) Não é gostar, são coisas diferentes. Eu agora acho mais piada porque é o espectáculo que estamos a fazer, mas gosto das duas coisas. Fizemos no Delta Tejo, com a orquestra da GNR tal. Eu gosto de fazer as duas coisas.

O que recordam melhor do dia em que encheram o Estádio de Alvalade?

(RR) Por acaso tenho uma memória fresca, porque passou na RTP Memória há algum tempo. É engraçado ver como aquilo foi filmado, com as condições da época, está a fazer 20 anos. Mas a memória é recente.

(TM) Por acaso quando falaste em 20 anos pensei que era menos.

Quando dão grandes espectáculos não ficam com receio de não conseguir alcançar esse nível novamente?

(RR) Isto é um bocadinho como as paixões, uma pessoa pensa sobre uma paixão que tem há 20 anos: “Será que vou tornar a apaixonar-me?” Eu acho parecido. Se acontecer, tudo bem, se não, não vivemos de recordações.

Há alguma situação ou peripécia particular de que se lembrem desse dia?

(TM) A única coisa que recordo não posso contar.

(RR) Recordo de ter estado ali a dar uns toques numa bola de vólei cá fora.

(TM) Lembro-me que parecíamos uns palhaços todos maquilhados. Parecíamos o Batatoon. Mas quando íamos para a televisão tínhamos de ser assim.

(RR) Foi diferente no sentido em que fomos para lá com um dia de antecedência. É engraçado aquilo, foi quase um casamento de ciganos, durou três dias, para aí. Os festivais eram menos frequentes e foi a primeira vez que participámos assim numa estrutura tão grande.

(TM) Aquilo era um bocado brincar às superbandas, não é? Como ser os Rolling Stones, não é? Aquela ideia que as equipas vão à frente e só temos de chegar e fazer. Nós não, somos os primeiros a chegar e os últimos a sair.

(RR) Tem de se ter o trabalho de casa bem feito.

(JR) Tecnicamente convém.

(TM) É como nos discos, aquilo é “rec”, toca a gravar, não vamos para lá fazer palha, fazer jam sessions, estar lá a curtir. Tenho mais que fazer.

E como é que surgiu a ideia para o nome da banda?

(TM) O nome… já nem sei de quem foi a ideia, minha não foi. Havia outros nomes em cima da mesa, esse era o mais engraçado. Havia outro nome, Trompas de Falópio, era assim um disparate. Havia assim uma série de nomes, esse era o que tinha mais graça. E chamava a atenção por causa das siglas, iguais à da guarda.

E o primeiro impacto? Perceberam logo que podiam ter sucesso com o “Portugal na CEE”?

(TM) Por acaso quando foi o lançamento não era o boom do rock na altura, as coisas correram muito bem, nem sei se foi disco de ouro. Mas quando fizemos o segundo disco já era a ressaca do boom do rock e era um disco um bocadinho mais ousado. Mas pronto, teve altos e baixos, não se tem noção se se vai ser grande ou não – se é que somos grandes, que eu na verdade não tenho essa noção. Realmente há discos que se vendem mais do que outros, mas nunca fomos uma banda muito de top.

Passados tantos anos, os vossos sucessos continuam a ser ouvidos por diferentes gerações, há miúdos que ainda aprendem a tocar viola com as “Dunas”.

(RR) As pessoas lembram-se, fica essa parte afectiva e recíproca.

(Tóli) Acho que este disco é um bocadinho para essas gerações, para ouvir estas músicas com uma roupagem um bocadinho diferente. Mas também não é do género “toda a gente sabe tocar as nossas músicas”. Conhecem uma ou outra…

(JR) Ainda agora no Delta Tejo alguém disse “ah, esta música é dos GNR?”

E o rock que se faz hoje em dia?

(TM) Em Portugal aparecem e têm aparecido muitas bandas rock. Coisas boas.

(RR) Mas com um formato muito pop, não é? As pessoas adoptaram muito aquela questão das músicas realmente não ultrapassarem os dois, três minutos, não há aquele solo de outros tempos, parece que já está um pouco démodé.

E o que é que se ouvia na altura, quando nasceu a banda?

(TM) Eu ouvia muito Talking Heads, Elvis Costello. Também gostava bastante dos Rolling Stones e de coisas mais distintas, de rock sinfónico.

Assistiu-se a algumas entradas e saídas no grupo, nomeadamente do Vítor Rua e do Alexandre Soares. Alguma vez chegaram ao ponto de ruptura? De pensar que podiam acabar?

(TM) Tivemos fases más, mas nunca se pensou em acabar, pensou-se sempre em começar. Houve uma crise muito grande que é coincidente com a entrada do Jorge e foi também a altura da crise económica do país, em 83. Foi uma altura a seguir ao boom, veio tudo por aí abaixo. Fixámos a banda talvez a partir dos anos 90, foi com a saída do Alexandre, que saiu duas vezes [risos].

(RR) A certa altura houve umas crises e uns processos e isso acaba por dar mais união. Uma pessoa acorda maldisposta e tem duas soluções: ou desiste ou anda para a frente e enfrenta as contrariedades e as animosidades. Não é muito fácil, sem querer ser choninhas ou queixinhas, mas há um tipo de força numa imprensa, específica, especializada, em cortar. Isto não serve, isto não vai servir, isto já acabou. Fazem funerais antecipados por ser giro, porque não têm mais nada de que falar e porque não conhecem, também. Acabaram mais jornais e programas que bandas. E continuamos aí. Hoje acho que é mais difícil uma pessoa sobreviver ao segundo disco, o primeiro pode correr bem mas o segundo se não corre bem é quase morte anunciada.

Dentro da banda cada um sabe o seu lugar?

(RR) É espontâneo isso, e nós damos connosco a tratar de tudo. Aquilo de que se fala lá fora, de management, não é muito eficaz em Portugal. São pessoas normalmente muito pouco qualificadas. Acabamos por ser nós a tratar de tudo. Eu posso dizer 30 vezes que tenho vertigens e que não posso ficar acima de um terceiro andar, não me adianta nada.

(TM) E eu que não me importo acabo sempre no terceiro.

(RR) Muitas vezes temos de nos relembrar uns aos outros para fazer cumprir horários.

Chegaram aos 160 mil discos vendidos com o “Rock in Rio Douro”, por exemplo. Os GNR são abastados?

(JR) Não vivemos mal, mas abastados também não. Vivemos sem saber o dia de amanhã, isso é verdade, sem subsídios.

(RR) Não me posso dar ao luxo de dizer vou parar agora este Verão. Já estou para ir ao Butão há cinco anos!

(TM) Ao Bolhão? [risos]

(RR) É um ponto pequenino enfiado ali entre o Paquistão e o Nepal… Não gostam de turistas, acham que os turistas estragam, então tem de se marcar a visita com antecedência de dois anos. Mas depois nunca dá jeito porque estamos sempre à espera que o telefone toque. É só um exemplo de como as coisas podem ser difíceis.

[O telefone toca.]

(TM) Ó diabo! Ganhou uma viagem ao Butão. [risos]

Isso quer dizer que a banda é a prioridade das vossas vidas? Ou um capricho juvenil?

(RR) É um bocadinho isso. Pode dizer-se que não é como aqueles torneios de ténis para seniores, faz parte das nossas vidas. Isto não é um part-time.

(TM) Se a situação está má, tem de se fazer mais. Eu não posso fazer outra coisa, não sei fazer mais nada.

Os GNR são amigos fora do palco?

(RR) Com certeza que somos minimamente solidários, seja por amizade, seja por amor ou interesse. Vamos tomando decisões, este é um meio com muita entropia, muita queixa. Tem é de se ser positivo nestas fases. Já ouvi dizer duas vezes que o seu jornal ia acabar e vocês aguentam-se, dizem que “o i não tem pernas para andar e tal”, mas continuam a publicar, não é? É um pouco esse espírito, está tudo ligado.

Quando ouvem uma música vossa, num café, na rádio, o que fazem?

(JR) Ponho-a mais alto!

(RR) Às vezes as pessoas no supermercado presenteiam-nos e põem a música mais alto, isso é um bocadinho embaraçoso. Até porque às vezes enganam-se e metem de outro. Do género “esta música é muito bonita” – e é dos UHF. E, sem ser pretensioso, acho que grande parte das músicas já não nos pertence, não é?

Para este CD tiveram de estudar muita coisa passada…

(TM) O trabalho de regravarmos coisas de que já não nos lembrávamos, para tirar notas e acordes… Achei piada a ouvir coisas que não ouvia há anos. Mas há coisas que não gosto de ouvir, são um bocado naifs, não é? Por isso é que gravámos este disco. Algumas que achamos que mereciam ser mexidas, outras que tentámos e não conseguimos, outras que foram complicadas, como o “Sangue Oculto”, que é muito difícil, porque é um hit. É como o “Dunas”, que é ainda pior. Nem tentámos.

Depois de tantos anos a actuar ao vivo, nunca se fartam?

(TM) Não damos muitos, queríamos era dar mais. Isto é um bocadinho como o desporto, como jogar futebol. O que cansa é fazer poucos jogos, não é fazer muitos. Porque com poucos não se tem o ritmo de espectáculos que é preciso ter.

(JR) A espera é que cansa.

(TM) Se bem que isto é um bocado como a bicicleta. Com a rodagem que temos dos anos já quase fazemos isto de olhos fechados. Mas aquele ritmo de concerto, o timing de espectáculo, é uma coisa que só se tem se se tiver 15 ou 20 datas. E uma pessoa até fica a dormir melhor.

Que recordações vos tiram mais o sono?

(TM) Ui… As recordações são tantas… Quando o palco cedeu, e ele desapareceu… [Rui Reininho]

(RR) Parti quatro costelas.

(TM) Também estivemos fechados com um gajo num camarim com uma pistola. Porquê? Isso agora…

(JR) Era uma festa de Carnaval!

(RR) As coisas mais engraçadas estão para acontecer, de certeza. »

 In: http://www.ionline.pt/conteudo/138740-gnr-as-coisas-mais-engracadas-ainda-estao-acontecer, a 23 de Julho de 2011, em Jornal I

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Conheça Serralves em Festa…

Maio 28, 2011

Festa em Serralves... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago uma notícia que versa sobre um programa para este fim semana, desta feita em Serralves.

« 40 horas sem parar: Serralves está em festa

 Esta é a oitava edição da iniciativa da fundação portuense. Chicks on Speed e Ana Deus fazem parte da programação

Não é uma festa qualquer: são 240 eventos durante 40 horas consecutivas, o que faz desta iniciativa o maior festival de expressão artística do país. Começa amanhã pela fresquinha, às 8h00, e termina domingo com as doze badaladas. Nada tema, ninguém se vai transformar em abóbora. E o melhor de tudo é que a entrada para todos os eventos é livre.

Os espectáculos não vão ficar confinados ao espaço da fundação. O Aeroporto Francisco Sá Carneiro e a Baixa do Porto também vão ter direito a animação. Há actividades para todas as idades e todos os gostos, para que ninguém fique de fora. Há performances, música, dança, teatro, cinema, exposições e até circo, com muitas acrobacias à mistura.

Destaques da programação Comecemos com a dança. Nilo Gallego, Theo Kooijman e Ludovic Rivière interpretam uma peça concebida por Martine Pisani, coreógrafa francesa. “As Far as the Eye Can Hear” mistura-se com a paisagem e acontece sábado e domingo às 13h30 e às 19h30 no Bosque de Serralves.

Ainda ao ar livre, na Clareira das Bétulas, a companhia Erva Daninha mostra o espectáculo “Desaguisado”, de novo circo, com acrobacias e muito humor à mistura. Às 11h30 e às 16h30.

“Cabaret on Strings” é um espectáculo de marionetas com música. Há step afro-americano, rock dançado por esqueletos, música cigana e mexicana. Às 12h30, 16h30 e 18h00, no Bosque.

À meia-noite de sábado (que tecnicamente já é domingo) é a vez das Chicks on Speed subirem ao palco. Alex Murray-Leslie e Melissa Logan trazem electropop, electro-clash com punk à mistura ao Prado, em Serralves.

Às 3h00 a Praça dos Coveiros, na Baixa do Porto, recebe os mexicanos Ritmia Periférica.

Domingo, às 18h30 e novamente às 22h00, Ana Deus e Alexandre Soares, a dupla Osso Vaidoso, e Paulo Anciães Monteiro trazem Leitura Furiosa, “uma oficina de leitura em que os escritores escrevem, graças à escuta mútua, em parceria com pessoas excluídas do mundo da escrita”. Se não consegue escolher, tem bom remédio: prepare-se para passar o fim-de-semana em Serralves.  »

IN: http://www.ionline.pt/conteudo/126126-40-horas-sem-parar-serralves-esta-em-festa, a 27 de Maio de 2011

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Porto Conquista a Taça de Portugal…

Maio 23, 2011

Deixo aqui os meus parabéns ao vencedor da Taça de Portugal de 2011…

Viva o Porto... Fonte: http://www.jn.pt

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Conheça os Espetaculos em Honra de Bob Marley…

Maio 11, 2011

O Rei do Regee... Bob Marley Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje e por ser quarta-feira, assinala-se o trigésimo aniversário da morte de Bob Marley, e na senda desta data, vão se realizar vários espectáculos referentes à data, passo a transcrever a referida peça, onde menciona esses mesmos espectáculos.

« Bob Marley, o rei trinta anos depois

Na próxima quarta-feira, 11 de Maio,  assinalam-se os 30 anos da morte de Bob Marley e estão agendadas diversas iniciativas, em todo o mundo, para homenagear aquele que continua a ser o “rei do reggae”.


Alpha Blondy, que actua no dia 19 de Julho na Casa da Música, no Porto, e que se preapara para lançar o seu novo álbum, “Vision”, recorda Bob Marley como a referência maior para os cantores de reggae.


Tinha uma “voz maravilhosa, boas melodias e temas que ainda hoje são atuais, trinta anos depois da sua morte. Não há ninguém que tenha a intenção de suplantar Bob Marley“, afirmou o músico France Press.


Já esta semana o legado de Marley será recordado com dois concertos de tributo pelos norte-americanos Groundation. Os espectáculos realizam-se na sexta-feira (12 de Maio) no Coliseu de Lisboa e no dia seguinte no Teatro Sá da Bandeira, no Porto (13 de Maio).


Bob Marley morreu aos 36 anos em Miami vítima de cancro, mas deixou um legado no reggae que permanece sólido até hoje, com mais de 200 milhões de discos vendidos, e como fonte de inspiração para dezenas de novos artistas.


Além da música, o autor de “Bufallo Soldier” foi um dos mais conhecidos rostos do movimento espiritual Rastafari e defensor de uma mensagem pela paz, liberdade, emancipação e pela não repressão, sendo ainda hoje uma das figuras mais respeitadas na Jamaica.


Com o grupo The Wailers gravou muitos temas politicamente comprometidos e de forte cariz social, que se converteriam em clássicos intemporais.
Get Up, Stand Up”, “I Shot the Sheriff”, “No Woman No Cry” e “Could You Be Loved” são alguns desses exemplos. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/122182-bob-marley-o-rei-trinta-anos-depois, a 10 de Maio de 2011, em Jornal I

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Conheça Os Maus Habitos Que Já Levam uma Década…

Abril 7, 2011

Conheça os Maus Hábitos... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago um artigo sobre um espaço que surgiu na cidade do Porto, passo a transcrever o mesmo.

«Dez anos de Maus Hábitos a favor e contra todas as causas

É um dos mais populares espaços culturais do Porto. Hoje, a Noite da Interrogação assinala o fim das comemorações deste aniversário redondo

2001 foi um ano bom para o Porto. Respiravam-se os primeiros ares da Capital Europeia da Cultura. Os estaleiros de obras multiplicavam-se, mas a crença de que estava a inaugurar-se uma nova época, com uma movida cultural digna das grandes metrópoles europeias, superava os receios.

Doze meses passam num ápice e não tardaram as vozes contra a oportunidade perdida que acabou por ser o Porto 2001. Mas dos escombros de toda aquela programação e reabilitação urbana havia de surgir um projecto cuja duração o traz até à alvorada de mais uma Capital Europeia da Cultura, agora em Guimarães. O Maus Hábitos, na Rua de Passos Manuel, assinala dez anos e o i juntou à conversa Daniel Pires, responsável pelo espaço, e Rui Reininho, vocalista dos GNR e conhecedor do trajecto seguido pela casa. A banda chegou a ensaiar ali, por entre buracos no soalho e pombos atrevidos. “O sítio era um escombro, o mais parecido possível com o conceito de loft. Eu próprio sonhei em mudar-me para ali”, recorda Reininho.

Daniel Pires, mais tarde, procurava um espaço para servir de estúdio de fotografia. Encontrou–o ali, já desocupado pelos GNR. Até que se cansou e decidiu recuperar a área. “A maior parte dos meus amigos está nas artes e, assim sendo, como que fomos criando o espaço”, diz. Nascia um conceito, o Maus Hábitos, um sítio, como descreve Rui Reininho, “onde se bate à porta e se resolvem coisas”.

O espírito de comunidade que comanda a existência do Maus Hábitos reflecte-se também na procura dos forasteiros. “O Maus Hábitos sempre foi habitado por estrangeiros”, afirma Daniel Pires, dando o exemplo de uma pessoa que apareceu um dia “e ficou oito meses”. A centralidade e a originalidade do espaço acabam por funcionar como uma âncora. “Lá em cima aquilo é quase uma vista vulcânica sobre a cidade, até se vê a roupa a secar em cima do Coliseu”, diz Rui Reininho.

Para assinalar condignamente estes dez anos, o Maus Hábitos recebe hoje a Grande Noite da Interrogação e contará com nomes como Pedro Abrunhosa, Blind Zero, Rui Reininho & Paulo Praça, a quem se juntará a galega Ugia Pedreira e o brasileiro Fred Martins. É o culminar das Interrogações do Passado, Presente e Futuro, que marcaram os últimos dias.

A especificidade do Maus Hábitos é também parte do seu sucesso. “Há uma parte da cultura que não pode ser institucionalizada, deve mesmo haver uma micro-marginalidade nestas coisas”, salienta Daniel Pires. Para Rui Reininho, caiu-se na armadilha de massificar a cultura. “Querem o La Féria, dá-se o La Féria. Não pode ser. Sinto que fui expulso da Baixa do Porto. Como adolescente tinha uma oferta cultural fantástica. A volta dos tristes era tudo menos triste.”

Com a crise como pano de fundo, Guimarães prepara-se para ser Capital Europeia da Cultura 2012. E o Maus Hábitos vai estender-se para o Minho, nas instalações da antiga fábrica Asa/Lameirinho. “Temos um orçamento pequeno, mas acredito que podemos funcionar como um pólo de atracção para jovens criadores”, sustenta o responsável pelo Maus Hábitos. O Brasil será outro dos destinos para o projecto. “Queremos montar um espaço no Rio de Janeiro em tudo semelhante ao que temos em Portugal.”

Exclusivo i/Grande Porto »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/115466-dez-anos-maus-habitos-favor-e-contra-todas-as-causas, a 06 de Abril de 2011, em Jornal I

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