Cuidado Com Os Depósitos a Prazo dos Bancos…

Conheça as «ratoeiras» nos Depósitos a Prazo... Fonte: http://www.agenciafinanceira.iol.pt

Hoje trago uma peça jornalística, que achei interessante, pois fala de poupanças e das principais artimanhas dos bancos para conseguirem captar dinheiro.

«Depósitos bancários prometem uma coisa e dão outra

Para aplicação a vários anos, Certificados e Obrigações do Tesouro são as opções mais rentáveis

 Com dificuldade em obterem financiamento externo, os bancos viraram-se para a captação de poupanças cá dentro. Os depósitos dos portugueses são um bem cada vez mais atractivo para as instituições financeiras e, na hora de os aliciar, vale tudo. Mas tenha cuidado: o prometido nem sempre é cumprido.

A Deco alerta, na Proteste Poupança de Maio, que os depósitos de taxa crescente pro¬metem rendimentos na casa dos 6%, mas essas promessas não passam de um engodo.

O boletim financeiro da revista analisou 38 depósitos de taxa cres¬cente e concluiu que vários atingem os 6%, mas apenas no último período. «No primeiro ano, todos rendem menos do que a inflação prevista para 2011 (3,6%) e menos até do que o melhor depósito a 12 meses (3,7% líquidos)», explica.

Assim, o rendimen¬to efectivo líquido, ou seja, o rendimento anual para a totalidade da aplicação «é bastante mais baixo do que o sugerido nos anúncios publicitários: 3,8% líqui¬dos, na melhor das hipóteses».

Ou seja, se tem a certeza de que não necessita do capital a médio/longo prazo, pode optar por alternativas mais rentáveis, como os Certificados do Tesouro (5,3% a 5 anos) e as Obrigações do Tesouro, cujo rendimento já supera os 10% ao ano para quem mantiver até ao vencimento (prazo de 3 anos).

Para a associação de defesa do consumidor, as imposições de transparência do Banco de Portugal ainda não estão a dar os resultados pretendidos. Há cerca de um ano, o Ban¬co de Portugal introduziu legislação que proíbe a utilização de designações en¬ganadoras nos depósitos e, nestes casos, o anúncio de rentabilidades que induziam em erro e escondiam a taxa efectiva é agora algo do passado.

No entanto, alerta a Deco, «vários anúncios continuam a contornar a legislação, usando expres¬sões como ‘até 6%’, por exemplo, para cativar o consumidor. Apesar de legais, estas técnicas de marketing são enganadoras e podem contribuir para decisões de investimento menos acertadas».

Os produtos sob a forma de depósito já apresentam a informação de forma bastante clara na Ficha de Informação Normalizada (FIN). Mas as exigências in¬formativas variam consoante o tipo de produto. Os seguros e as obrigações de caixa não obedecem às mesmas regras, pelo que os dados disponibilizados po¬derão ser menos transparentes. Segundo a Associação para Defesa do Consumi¬dor, deveriam existir regras uniformes para todos os produtos financeiros. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/financas/depositos-bancos-rentabilidade-obrigacoes-do-tesouro-certificados-do-tesouro-deco/1250513-1729.html, a 03 de Maio de 2011, em Jornal I

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Como Fazer Bons Depósitos a Prazo… Conheça As Dicas…

Como Fazer um Bom Depósito a Prazo... Fonte: http://www.economiazinha.blogspot.com

Hoje trago um artigo que ajuda a fazer boas poupanças, neste caso Depósitos a Prazo, neste caso de fazer boas escolhas.

« Estratégias para conseguir os depósitos mais rentáveis

O Económico dá-lhe a conhecer seis estratégias diferentes para garantir os depósitos com os juros mais altos do mercado.

Se fosse possível comparar um produto financeiro a uma guloseima, provavelmente, o depósito a prazo seria como um bolo de arroz: aborrecido, sem grande criatividade mas, apesar de tudo, uma escolha segura. Os depósitos a prazo são um pouco assim: simples, tradicionais, muitas vezes pouco interessantes do ponto de vista do rendimento, mas com uma grande qualidade – a segurança. No entanto, a juntar a esta vantagem, os depósitos a prazo estão a ganhar um novo atributo: uma remuneração mais atractiva.

Os números do Banco de Portugal mostram que a remuneração média dos novos depósitos a prazo está a subir há sete meses, tendo-se fixado em Dezembro nos 2,68%. Trata-se do valor mais elevado desde Fevereiro de 2009. A contribuir para a melhoria dos juros dos depósitos está a crise financeira. Com o mercado interbancário praticamente fechado, os bancos portugueses viram-se obrigados a pagar mais para atrair os recursos dos clientes, como forma de ter acesso a liquidez. A aposta deu frutos. No ano passado, os quatro maiores bancos privados a operar em Portugal captaram mais cerca de 7,4 mil milhões de euros de depósitos de clientes, o que corresponde a uma subida de 7% face a 2009. Nesta disputa pelo dinheiro dos portugueses por parte dos bancos quem ficou a ganhar foram os investidores/aforradores. A boa notícia é que o ritmo de subidas é para continuar.

António Ribeiro, economista da Deco, é um dos que acredita nessa possibilidade: “Já se verificou no início do ano que a banca está a aumentar a remuneração dos depósitos e é natural que os juros destas aplicações continuem a subir”. Para esta convicção contribuem sobretudo dois factores: as dificuldades que a banca portuguesa continua a enfrentar para ter acesso a financiamento e a subida que as taxas Euribor têm vindo a protagonizar – em antecipação a um possível aumento por parte do BCE da taxa de juros de referência da Zona Euro. Perante estes factores Paulo João, director adjunto do departamento de produtos de ‘banking’ do banco Best, refere: “O enquadramento vigente sugere alguma subida das taxas de mercado nos próximos meses (Euribor). O reflexo dessa situação no preçário geral dos bancos poderá não ser tão evidente, sendo mais determinado pelas necessidades de liquidez decorrentes do próprio funcionamento do mercado e da evolução da situação política e orçamental do país, que determina as condições de ‘funding’ de recursos do país”.

Apesar de a banca estar a remunerar melhor os depósitos, tal não significa que todos os depósitos a prazo do mercado sejam atractivos. Pelo contrário: existem grandes discrepâncias na oferta actual. Por exemplo, para um aforrador que queira fazer um depósito a 12 meses, há instituições que oferecem um juro anual líquido de 3,14% (Activobank) e outras que para o mesmo produto dão um juro líquido de 0,08%, segundo o ‘ranking’ dos melhores depósitos dos mercado, da Deco. Uma diferença que lhe poderá custar muitos euros. Por exemplo, se aplicasse 5.000 euros no primeiro depósito, ao final de um ano, teria uma mais-valia líquida de 157 euros. Já se investisse o mesmo montante no segundo produto o seu rendimento resumiria-se a uns singelos…40 cêntimos. Os números mostram que comparar e escolher a estratégia correcta podem fazê-lo ganhar muitos euros com a aplicação em depósitos. O Diário Económico encontrou seis estratégias diferentes que poderão ajudá-lo na missão de encontrar os depósitos a prazo mais atractivos do mercado. Ou seja, aqueles que oferecem uma taxa anual líquida (TANL) acima dos 3%. Uma das estratégias mais populares neste momento passa por aproveitar as taxas de juro promocionais que os bancos estão a oferecer para novos clientes do banco ou novos recursos . Uma outra técnica a usar poderá passar pela aposta em depósitos subscritos pela internet, uma vez que geralmente rendem mais do que os tradicionais depósitos feitos ao balcão. Por outro lado, se fizer um depósito a prazo investindo um elevado montante terá maiores probabilidades de conseguir junto do seu banco um juro mais elevado.

Da mesma forma, fique a saber que os bancos mais pequenos tendem, de uma forma geral, a remunerar melhor o dinheiro dos clientes. Por outro lado- e para os que partilham a ideia de que os juros vão continuar a subir nos próximos meses- ao optar por aplicar o seu dinheiro em depósitos de curto prazo ( três meses) não só poderá beneficiar de uma TANL mais elevada face aos juros dos melhores depósitos a 12 meses, como pode também aproveitar as futuras subidas de remunerações que os depósitos possam vir a registar nos próximos meses. Mas Paulo João, do Best, prefere salientar uma outra vantagem desta estratégia: ela “potencia liquidez, um requisito chave no enquadramento económico vigente. E é, claramente, a aposta que tem sido seguida pelos clientes”, assegura o responsável. Por último, há ainda uma estratégia que não pode ser menosprezada: o poder negocial dos clientes junto dos seus bancos. “Os bancos não estão interessados em que os clientes retirem dinheiro da instituição e, como tal, estão hoje mais disponíveis para negociar com os clientes do que no passado”, garante António Ribeiro, da Deco. Mas olhar para a remuneração oferecida pelos bancos pode não ser suficiente para ganhar dinheiro. É necessário estar atento a um outro indicador: a inflação. As previsões do Banco de Portugal para este ano apontam para que a inflação se situe em 2011 nos 2,7%. Ou seja, para não ver o seu dinheiro perder valor terá de encontrar uma aplicação financeira que lhe dê uma remuneração líquida acima deste indicador.

Seis estratégias para conseguir juros mais elevados nos depósitos

1 – Aproveitar os depósitos promocionais
A época de saldos já terminou, mas no campo do dinheiro as promoções continuam a existir nos bancos. Muitas instituições têm campanhas promocionais onde oferecem taxas elevadas para os novos clientes ou para novas entregas. A maior parte destes depósitos são de curto prazo (três meses) e não são renováveis, mas as taxas são bastante atractivas. E nesse aspecto um dos mais produtos mais interessantes é o Super Depósito 5% do BiG. Trata-se de um depósito de boas vindas com um prazo de dois meses para os novos clientes ou para clientes do banco que tragam dinheiro proveniente de outras instituições. Mas não é caso único. Também a CGD tem um produto, o Depósito Mais (disponível para vários prazos) mas que serve exclusivamente para “montantes provenientes de outras instituições de crédito”. Por exemplo, quem aplicar no Depósito Mais um Ano, irá beneficiar de uma TANB de 2,9%. Já se optar pelo mesmo produto mas com um prazo de três anos terá acesso a uma TANB de 3,75%. Também o Best tem um depósito destinado aos novos clientes que oferece uma TANB de 4% para um período três meses. A guerra entre as várias instituições para conseguir atrair clientes de bancos concorrentes está de tal de forma ao rubro que, segundo uma notícia recente do Diário de Notícias (DN), há clientes que estão a usar alguns truques para conseguirem obter estas taxas por mais do que uma vez. Segundo o DN, “alguns clientes mudam de agência dentro do mesmo banco para simular uma nova entrada de dinheiro” e assim beneficiar das taxas promocionais.

2 – Depósitos online rendem mais do que no balcão
Uma análise recente feita pelo Diário Económico no início do ano mostrava que os depósitos cuja subscrição é feita exclusivamente pela internet ofereciam o dobro da remuneração oferecida pelos tradicionais depósitos feitos ao balcão. Os últimos números mostram que as diferenças estão a começar a esbater-se mas ainda são uma realidade a ter em conta. Analisando 53 depósitos a 12 meses (recolhidos pela Deco) é possível ver que os depósitos online dão uma remuneração líquida média de 1,81%. Já a remuneração dos depósitos tradicionais não vai além dos 1,08% para o mesmo prazo. A este respeito, Paulo João, do banco Best refere: “É comum encontrar um preçário mais competitivo para constituição on-line face à oferta disponível aos balcões. Sendo que aqui, contudo, deverá ser tido em conta que existem por vezes oportunidades por explorar numa reunião ‘face-to-face’, sobretudo quando se trata de novos recursos e de montantes mais elevados”.

3 – Negociar compensa
Hoje, talvez mais do que nunca, saber negociar com o banco pode trazer-lhe frutos. Segundo António Ribeiro, economista da Deco, os bancos estão mais receptivos do que no passado para negociar as remunerações dos depósitos com os clientes. “Os bancos não querem que os seus clientes retirem dinheiro das instituições”, afirma o especialista. Por isso mesmo, conversar com o seu gestor de conta e confrontá-lo com o facto de instituições financeiras concorrentes estarem a apresentar taxas mais atractivas para estas aplicações tradicionais pode funcionar como um argumento a seu favor.

4 – Bancos pequenos oferecem mais pelo seu dinheiro
Olhando para o ‘ranking’ dos melhores depósitos do mercado há um dado que salta à vista: são as instituições de menor dimensão ou os bancos estrangeiros que oferecem os juros mais elevados, independentemente do prazo analisado. Segundo o ‘ranking’ da Deco, elaborado com base em dados recolhidos a 18 de Fevereiro, o ActivoBank, o Best, o BiG, o Banco Popular e o BPN ocupam quase sempre os lugares de destaque no top 5 dos melhores produtos. Estes bancos oferecem o dobro da remuneração face à média praticada pelo mercado. Por exemplo: nos depósitos a seis meses, tanto o Popular, como o Big, o Banif ,o BPN e o Best oferecem TANB iguais ou superiores a 3%, quando a média das TANB para o mesmo prazo se situa nos 1,51%. Este fenómeno pode ser explicado por uma aposta comercial mais agressiva por parte destas instituições para ganharem quota de mercado.

5 – Montantes mais elevados são melhor remunerados
No campo do dinheiro, o tamanho importa. Quanto maior for o “bolo” do seu investimento, maiores as probabilidades dos bancos remunerarem melhor o seu dinheiro. Analisando os preçários dos maiores bancos a operar em Portuga é possível verificar que todos eles fazem uma discriminação do juro oferecido em função dos montantes aplicados em alguns dos depósitos oferecidos. No BCP, por exemplo, no depósito Poupa Mais a um ano, se aplicar 5.000 euros usufruirá de uma TANB de 2,75%, mas se tiver 500 mil euros para aplicar a taxa sobe para os 3,75%. Mas os exemplos continuam. No BPI, um depósito simples a um ano é remunerado a uma TANB de 0,75% para os montantes inferiores a 50 mil euros. A taxa sobe para os 1,050% para os montantes que variem entre os 50 mil e os 250 mil euros. Já para as aplicações superiores a este valor, o banco oferecer uma TANB de 1,2%. Também o Santander Totta apresenta remunerações mais elevadas para quem tem montantes mais elevados para investir.

6 – Depósitos de curto prazo
Embora a remuneração dos depósitos a 12 meses tenha vindo a subir nos últimos meses, é nos prazos mais curtos (três meses) que se encontram as TAN mais elevadas. Segundo a listagem da Deco existem neste momento três depósitos que oferecem uma TANB igual ou superior a 4%. Quando a 12 meses, apenas existe um produto com remuneração semelhante. Mas não é apenas por este factor que os aforradores devem apostar nos depósitos de mais curto prazo. Tendo em conta as expectativas do mercado de que os bancos vão continuar a subir as remunerações dos depósitos a prazo, investir em aplicações de curto prazo será a melhor forma de aproveitar a previsível subida das remunerações. Por exemplo, imagine que o seu banco lhe apresenta dois depósitos com uma TANL semelhante (2%) mas um deles é um produto a 12 meses e o outro é uma aplicação a três meses. Ao apostar no depósito a 12 meses saberá que por cada mil euros investidos ao final de um ano obterá uma mais-valia de 20 euros. Já se aplicar no depósito a três meses, sabe que ao fim do primeiro trimestre receberá cinco euros. Mas se entretanto, a TANL praticada pelo banco para os depósitos a três meses subir 20 pontos base em cada um dos três trimestres seguintes, ao final de um ano, o investidor ficará com uma mais-valia de 23 euros por cada mil euros investidos. Se optar por seguir esta estratégia, saiba que os melhores depósitos actualmente praticados para este prazo pertencem ao Santander Totta- com o DP 5 com uma TANB de 5% e uma TANL de 3,93%- e ao Best que com dois depósitos (Depósito Novos Clientes e Depósito a Prazo Blue) oferece uma remuneração bruta de 4% e líquida de 3,14%. »

In: http://economico.sapo.pt/noticias/estrategias-para-conseguir-os-depositos-mais-rentaveis_112583.html, em Diário Económico, a 10 de Março de 2011

Boas Poupanças!

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Conheças 30 Coisas Que Pode Fazer Para Poupar em 2011…

Dicas Para Se Poupar em 2010

Hoje trago um artigo que li num diário da nossa praça e que versa sobre 30 dias que nos ajudam a poupar, passo a transcrever o referido artigo.

« 30 Ideias para fazer crescer o seu dinheiro em 2011

O Económico reuniu 30 conselhos que o poderão ajudar a poupar mais euros e a rentabilizar o seu dinheiro.

Há muito tempo que as famílias portuguesas não enfrentavam um cenário económico tão difícil. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística, no último trimestre de 2010 a taxa de desemprego em Portugal atingiu um novo máximo histórico ao situar-se nos 11,1%. Já 2011 arrancou com o forte peso de um pacote de medidas de austeridade para enfrentar a crise onde está incluída não só a subida dos impostos como a perda de benefícios fiscais. A desafiar a capacidade de resistência dos orçamentos das famílias portuguesas, está ainda a subida das taxas de juro e dos preços dos combustíveis. Perante uma conjuntura económica tão difícil, muitos portugueses terão que recorrer a uma exigente engenharia financeira para fazer resistir os seus orçamentos familiares. Mesmo quem não viva com orçamentos muito apertados, não conseguirá escapar a cortes nos seus rendimentos. Contudo, existem sempre formas de “esticar” o dinheiro ou mesmo fazê-lo crescer. O Diário Económico apresenta-lhe 30 ideias para o conseguir concretizar.

Poupança no dia-a-dia

1 – Em casa adopte um consumo consciente: poupe em gastos domésticos como a água ou a electricidade e aposte em equipamentos energeticamente eficientes. No caso da electricidade avalie se a potência contratada é a que mais se adapta ao seu consumo ou se não lhe compensa optar pela tarifa bi-horária. Para comprová-lo experimente o simulador da EDP. Na alimentação evite também gastos exagerados. Opte por tomar o pequeno-almoço em casa e guarde a ida a restaurantes para os momentos mais especiais. Corte ou reduza também pequenos gastos como o tabaco ou o café. Por exemplo, uma pessoa que diariamente fume uma carteira de cigarros e tome quatro cafés, gasta em média 192 euros ao fim do mês. Se reduzir para metade qualquer desses hábitos, vai poupar mensalmente 96 euros, com a vantagem acrescida de que também estará a contribuir para uma saúde melhor.

2 – No supermercado sempre que possível prefira marca branca: Estes produtos tendem a ser mais baratos do que os de marcas de referência. Numa ida às compras a um hipermercado, o Diário Económico comprovou o potencial de poupança. O resultado foi que ao colocar no carrinho de compras oito produtos alimentares de marcas de referência, a factura ficou em 11,2 euros. Comprar o mesmo cabaz mas composto exclusivamente de produtos de marca própria da cadeia, custaria 7,44 euros. Ou seja, menos 3,76 euros, a que equivale uma poupança de 33%. Outra medida que pode tomar quando for às compras é, sempre que possível, pagar com dinheiro vivo. Assim, mais facilmente tem noção de quanto está a gastar.

3 – Reduza o encargo com combustíveis: Para melhor enfrentar a subida dos preços dos combustíveis, deixe o carro em casa e prefira os transportes públicos. Se não pode dispensar o uso do automóvel existem algumas formas de baixar a factura com os combustíveis. Recorra, por exemplo, aos descontos que as gasolineiras têm. A BP dá descontos de seis cêntimos por litro a quem fizer compras nos supermercados Lidl no valor superior a 20 euros. Já a Galp tem parcerias com o Modelo e Continente e a Zon. Também a Repsol tem diversas parcerias. Quem tiver o cartão Montepio Repsol tem direito a um desconto de 6 cêntimos de euros por litro nesta marca. E um desconto de seis cêntimos por litro pode fazê-lo poupar alguns euros. Por exemplo, ao atestar um depósito de 50 litros de gasolina 95, poupará 3,5 euros na factura se recorrer a este desconto.

4 – Analise com atenção as condições oferecidas pelos bancos: Quando decidir avançar para a compra de casa através do recurso ao crédito faça simulações no número máximo de bancos e compare, para conseguir o financiamento com as melhores condições possíveis. Mais especificamente, olhe para o ‘spread’ oferecido que pode variar bastante consoante a instituição. Por exemplo, numa análise aos preçários do início de Fevereiro dos dez maiores bancos nacionais, a média dos ‘spreads’ para cada uma das instituições vai dos 2,05% aos 3,225% . Mas não olhe apenas para o ‘spread’, esteja também atento a encargos como as comissões e os seguros. Pondere também a possibilidade de subscrever produtos do banco para conseguir melhores condições em termos de ‘spread’.

5 – Dê uma entrada para a casa elevada: Quanto mais alto for o montante da entrada inicial que der para a casa menor será a prestação e os encargos totais com o crédito. Mas, acima de tudo, também ser-lhe-á mais fácil conseguir o empréstimo já que os bancos estão a exigir rácios de financiamento/garantia muito mais baixos do que antes da crise. Em muitas instituições o rácio máximo exigido é de 50%/60% do valor do imóvel. Ou seja, se o imóvel que pretender adquirir estiver avaliado em 100 mil euros, os bancos estão dispostos a emprestar-lhe apenas 50 mil ou 60 mil euros.

6 – Escolha uma casa à sua medida: Ou seja, não caia na tentação de comprar uma casa demasiado grande para as suas necessidades actuais nem se endivide mais do que pode. Tenha ainda em atenção antes de avançar para um financiamento que os encargos com todos os créditos não devem ultrapassar 33% do seu orçamento mensal. Assim, previne situações de incumprimento.

7 – Faça um ‘upgrade’ do seu imóvel antes de o colocar à venda: As melhorias podem ir desde uma simples pintura das paredes a intervenções de decoração. Existem, aliás, empresas especializadas neste tipo de melhorias: o ‘home-staging’. Segundo estudos norte-americanos, casas que sofreram este tipo de intervenção vendem-se em média duas vezes mais rápido e pode haver ainda um impacto positivo também em termos de preço final. Em alguns casos, um imóvel pode valorizar em média entre 6% e 15% face ao valor inicial.

8 – Evite por a casa à venda em muitas imobiliárias: Se o fizer isso pode indiciar algum desespero em vender. Além disso, por vezes surgem alguns problemas como a mesma casa estar à venda em várias agências por preços diferentes. Não seja também muito ambicioso no preço porque tal pode inviabilizar o negócio, especialmente tendo em conta um contexto de grande oferta de imóveis no mercado como o actual.

9 – Olhe para as taxas e custos: Antes de aderir a um financiamento, analise bem as taxas de juros oferecidas pelas diferentes instituições. O mais indicado é comparar a TAEG (Taxa Anual Efectiva Global). Nessa taxa, para além da taxa de juro e do ‘spread’, estão incluídos os encargos com comissões bancárias e seguros associados ao empréstimo.

10 – Analise os preçários: Uma forma de se inteirar e comparar, não só das taxas de juro exigidas ou oferecidas como também das comissões praticadas pelos bancos, é através da consulta dos seus preçários. Desde o ano passado, as instituições financeiras são obrigadas a disponibilizar as condições de oferta da sua gama de produtos e serviços de forma uniformizada. Basta ir aos sites dos bancos para analisar essa informação e comparar.

11 – Fuja do crédito: Evite o recurso ao crédito pessoal bem como a utilização do período de pagamento faseado permitido pelo cartão de crédito, já que em qualquer dos casos as taxas de juro tendem a ser muito altas. Por exemplo, no caso do cartão de crédito, existem vários situações em que os bancos cobram taxas de juro superiores a 30%.

12 – Poupe nas comissões: Em alguns casos , ao efectuar as operações bancárias pela internet ou multibanco consegue uma poupança considerável, uma vez que as operações que até apresentam um custo ao balcão saem a custo zero se forem concretizadas através dessas plataformas.

13 – Procure os serviços gratuitos: Há, por exemplo, bancos que isentam o pagamento da comissão de manutenção de conta se o cliente domiciliar o ordenado numa conta da instituição.

14 – Faça um controlo mensal dos seus gastos: elabore uma lista com todas as suas despesas e receitas. Existem diversas ferramentas que o podem auxiliar nessa tarefa, desde uma simples folha de Excel, a programas de computador específicos. Através do próprio telemóvel também já é possível controlar as suas finanças pessoais à distância. A aplicação eBudget lançada pelo banco Best recentemente permite-lhe fazer isso mesmo desde que tenha um iPhone, iPod Touch ou iPad. É possível guardar, organizar por categorias e gerir as despesas diárias bem como controlar os gastos através de análise gráfica, e o seu ‘download’ na App Store do iTunes é gratuito.

15 – Crie um fundo de maneio para fazer face a imprevistos: Os especialistas recomendam que este fundo seja o equivalente a pelo menos cinco ou seis ordenados.

16 – Amortize parte do crédito à habitação: Se tem algumas poupanças disponíveis os especialistas aconselham a canalizar parte desse valor para amortizar o financiamento. Suponhamos o exemplo de um agregado com um empréstimo de 100 mil euros a pagar em 30 anos, com o crédito indexado à Euribor a seis meses. Essa família pagaria hoje 382,45 euros de prestação. Mas se optasse por amortizar 3.000 euros do crédito, o valor da prestação cairia para 370,98 euros.

17 – Poupar com regularidade: Sempre que receber o ordenado reencaminhe imediatamente um montante fixo para uma conta poupança. Aquilo que os especialistas recomendam é colocar mensalmente de parte pelo menos 10% do que se ganha.

18 – Depósitos a prazo: É uma das alternativas de poupança mais populares entre os portugueses. Para além do seu perfil conservador, este tipo de aplicações também se tornou mais rentável nos últimos tempos. A maior necessidade de captar recursos junto dos clientes está a levar os bancos a aumentar a remuneração dos depósitos a prazo. Hoje já é relativamente fácil encontrar aplicações que pagam taxas juro brutas acima de 4%.

19 – Certificados do Tesouro: Para quem possa abdicar de uma determinada soma (mínimo 1.000 euros) por um período alargado pode encontrar neste produto de poupança do Estado uma alternativa rentável para aplicar as suas poupanças. Quem subscrever Certificados do Tesouro em Março e mantiver a aplicação durante 10 anos terá direito a uma remuneração bruta anual de 7,1%. Mesmo quem só pretenda investir por um prazo de cinco anos terá uma taxa muito atractiva. O Estado promete um retorno bruto anual de 6,8%.

20 – Fundos de investimento: Outra forma de rentabilizar o seu dinheiro será através da aplicação em fundos de investimento. Há no mercado nacional vários fundos portugueses que têm tido nos últimos 12 meses rendibilidades atractivas. É o caso do BPI América que a 12 meses valorizou 24,9%. É o melhor fundo nacional segundo a APFIPP. A rendibilidade anualizada dos últimos 12 meses também é atractiva: 25,8%. Além dos fundos nacionais existem também fundos de casas gestoras internacionais que têm performances elevadas. E, neste campo, o melhor fundo a 12 meses é o Amundi Funds Thailand – AU (C) que valorizou 59% neste período. Importa, no entanto, ressalvar que se tratam de fundos de acções, com um nível de risco elevado.

21 – Alargar o prazo de pagamento do empréstimo: Face ao actual contexto, para muitas famílias esta é a forma mais fácil e indicada para reduzir os encargos mensais com o crédito da casa. Mas atenção, esta solução também tem desvantagens, pois no longo prazo os encargos com o pagamento de juros disparam. Assumindo o exemplo de uma família com um empréstimo a pagar em 20 anos, tendo como referência a Euribor a seis meses relativa a Janeiro e um ‘spread’ de 1%, a prestação mensal actual deste agregado é de 518 euros. Ao prolongar o pagamento do empréstimo por mais 20 anos, a prestação mensal vai descer para os 316,36 euros. No entanto, os encargos com juros ao longo da vida do empréstimo disparam, dos 24.320 para os 51.852 euros.

22 – Pedir um período de carência: Outra das soluções para suportar as subidas das prestações da casa, passa por pedir um período de carência de capital. Nesse período pagará apenas juros relativos ao capital em dívida. Uma família com um crédito no valor de 100 mil euros a pagar em 20 anos, com uma TAN de 2,254% e que tenha hoje uma prestação de 518 euros, se optar por pedir a carência de capital durante cinco anos, a prestação baixará para os 187,83 euros. Mas findo esse prazo, a prestação vai agravar-se para os 655,27 euros. Além disso, ao optar por pedir a carência de capital, os custos com os juros globais disparam. Para o caso simulado, os encargos totais do empréstimo (sem carência de capital) situavam-se nos 24.320 euros. Já com carência de capital, os custos com o pagamento de juros subiria para 29.219 euros. Ou seja, mais 20%.

23 – Consolidar créditos: Se tiver vários créditos e estiver numa situação de sobreendividamento, a consolidação dos vários empréstimos num único pode ajudar a baixar os encargos mensais. Em alguns casos, com esta solução, consegue-se a redução dos encargos mensais entre 30% até 60%. Uma simulação recente efectuada pela Maxfinance para o Diário Económico permite visualizar esse impacto. Tendo em conta uma família com três créditos (habitação, pessoal e cartão de crédito) e um encargo total mensal de 964 euros, com a consolidação e o estabelecimento de um plano financeiro é possível reduzir os encargos mensais para os 463 euros. No entanto, alguns especialistas aconselham os consumidores a recorrerem ao crédito consolidado em último caso.

24 – Procure ajuda: Se nenhuma das soluções anteriores se adequar à sua situação, ou se estiver numa situação muito complicada sempre pode pedir ajuda a familiares e amigos. Os empréstimos entre particulares são, aliás, uma solução regulamentada e que o pode ajudar a ultrapassar uma fase conturbada. Outra alterna passa por contactar o banco ou em último caso o Gabinete de Apoio ao Sobreendividado da Deco para pedir aconselhamento e apoio na renegociação dos créditos.

25 – Entregue a tempo a declaração de impostos: É que a multa por ultrapassar a data limite pode custar-lhe até 2.500 euros. O início de Março marca o arranque para o prazo de entrega da declaração.

26 – Aproveite a última oportunidade para incluir no IRS algumas aplicações: Este é o último ano em que poderá deduzir 25% dos prémios entregues nos seguros de vida, até um limite de 65 euros (se for solteiro) ou 130 euros (no caso de um casal). A partir do próximo ano estas deduções serão eliminadas. Já no caso dos PPR, os contribuintes podem ainda deduzir 20% das entregas feitas até a um limite que varia entre os 300 e os 400 euros , consoante a idade do investidor. A partir deste ano, devido à imposição de limites nos benefícios fiscais, os portugueses poderão deduzir apenas 100 euros, no máximo.

27 – Antecipe reembolso pela internet: Entregue a declaração de IRS pela internet e receba o reembolso mais cedo do que os contribuintes que fizerem a entrega em papel. Entretanto, poderá utilizar este valor para fazer uma aplicação financeira.

28 – Seguro automóvel: Avalie se não está a pagar de mais pelo seguro do carro. Porque não tentar renegociá-lo ou mesmo mudar de seguradora para poupar alguns euros.. As seguradoras ‘online’, por exemplo, oferecem normalmente seguros mais baratos, já que a sua estrutura de custos também é mais baixa.

29 – O melhor prazo para o financiamento: Se vai comprar carro a crédito atente aos prazos de financiamento. Prazos dilatados diminuem a prestação mensal mas encarecem o empréstimo. O ideal será dar uma entrada elevada e contratar prazos curtos. Evite os períodos de carência e o diferimento de capital: reduzem a prestação mensal mas tornam o empréstimo também mais caro.

30 – Lazer “em conta”: Em tempos de crise, os orçamentos são apertados e os gastos são controlados. Uma das primeiras áreas em que as famílias cortam despesas é nas actividades de lazer. Mas isso não significa que tem de estar fechado em casa. Sempre que possível privilegie as actividades ao ar livre e pesquise na internet os programas culturais gratuitos. No Facebook, por exemplo, existem páginas que divulgam este tipo de eventos. Uma delas é a página da “Agenda cultural dos tesos”. »

In: http://economico.sapo.pt/noticias/30-ideias-para-fazer-crescer-o-seu-dinheiro-em-2011_111999.html, a 28 de Fevereiro de 2011, em Diário Económico

Boas Poupanças

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Conheça 7 Truques Para Se Poupar na Reforma…

7 Truques Para Poupar na Reforma Fonte: jangadeiroonline.com.br

Hoje trago um assunto que tem sempre utilidade, neste caso, trata-se de fazer poupanças tendo em vista a reforma, passo a transcrever o referido artigo.

« Sete sugestões para poupar para a sua reforma

Além dos PPR, existem outros produtos financeiros que podem ser utilizados pelos investidores para garantirem uma velhice tranquila.

Durante todo o Verão a cigarra cantava feliz enquanto a sua vizinha formiga andava atarefada a transportar comida para o formigueiro. Quando o Inverno chegou, a cigarra não tinha nada para comer enquanto as formigas comiam do que abundantemente tinham arrecadado no Verão. Aí, a cigarra compreendeu que tinha procedido mal… Moral da história: cante menos, trabalhe mais e pense no futuro. A conhecida fábula de La Fontaine “A cigarra e a formiga” é um bom exemplo para ilustrar como devem as pessoas comportar-se no que respeita à preparação da reforma. As “estações mais quentes” devem ser escolhidas para arrecadar para melhor conseguir passar as “estações mais frias” da vida.

Até agora, a forma mais popularmente conhecida de poupar para a reforma têm sido os Planos Poupança Reforma (PPR). No entanto, as alterações impostas pelo Orçamento do Estado para 2011 no regime de deduções no IRS, nomeadamente com o estabelecimento de um tecto máximo de 100 euros nos benefícios fiscais totais, poderá levar a um menor interesse dos portugueses por este tipo de aplicações. Este ano é a última oportunidade para conseguir tirar partido do benefício fiscal máximo de 400 euros, permitido pelo investimento em PPR. Contudo, há no mercado variadíssimas ofertas de produtos de investimento vocacionados para a reforma. O Diário Económico foi à procura e dá-lhe a conhecer seis exemplos. Para além dos PPR, existem ainda certificados de reforma, fundos de ciclo de vida, seguros ‘unit-linked’, fundos de pensões abertos, certificados do Tesouro ou fundos de investimento (imobiliários, de obrigações ou mesmo de acções).

A questão da poupança para a reforma é cada vez mais importante porque é um hábito que ainda não está enraizado na mentalidade de muitas pessoas. Os estudos continuam a mostrar que, apesar dos portugueses estarem preocupados com a velhice, poucos são os que estão de facto a fazer algo para preparar uma reforma segura. Segundo o último barómetro da reforma realizado pela seguradora AXA, apenas um terço dos adultos começaram a planear a reforma. E, apesar de cada vez pensarem mais cedo na reforma, a maioria adia esse planeamento para a meia-idade ou mesmo para mais tarde. Mas qual é a melhor altura para começar? Como refere a direcção de investimentos do banco Best, deve-se “começar o quanto antes. Quanto mais cedo começar a constituir o seu plano de poupanças maior será o efeito de capitalização de rendimentos que conseguirá”. Uma questão que adquire maior importância tendo em conta as alterações no método de cálculo das pensões que vai levar a grandes cortes nos rendimentos de quem se reformar. Ainda esta semana, a gestora de fundos Optimize – especializada em produtos de poupança para a reforma – divulgou o estudo “Reforma & Pensões em Portugal”, onde conclui que no futuro o valor das pensões dos portugueses vai passar de 75% para 50% do último ordenado. Ou seja, um jovem que tenha hoje 25 anos e que se pretenda reformar aos 65 anos, vai ter apenas direito a cerca de metade do seu salário. Por isso, quanto mais cedo começar, mais conseguirá arrecadar para manter o nível de vida na velhice. Existem, aliás, alguns simuladores que permitem fazer esses cálculos. O site do banco Best, em http://www.bancobest.pt, é um exemplo. Também no site do BPI (www.bancobpi.pt) e no da gestora Optimize (www.optimize.pt) encontra ferramentas semelhantes.

Quando chega a altura de escolher os investimentos devem ser tidos em conta sobretudo três factores: para além da necessidade de diversificar os investimentos, o perfil de risco do investidor e o espaço de tempo a que dista a idade de reforma são os principais pontos a considerar. Aí, a regra deverá ser quanto maior o horizonte temporal de investimento e menores as necessidades previsíveis de liquidez no curto/médio prazo, maior o risco a incorrer. Segundo o Activobank, “o investidor não deve esquecer que os investimentos em activos com maior risco (como as acções) têm um potencial de valorização superior a longo prazo do que os investimentos realizados em activos sem risco”. Uma opinião partilhada pela direcção de investimentos do Best. “Fará sentido em horizontes de investimento muito longos ter inicialmente uma forte componente accionista na carteira de investimento. No entanto, deverá ter em atenção que há medida que se aproximar da idade de reforma é aconselhável reduzir progressivamente o nível de risco”. Como referiu Diogo Teixeira, administrador da Optimize, em anteriores colaborações para o Diário Económico, a exposição a acções de um investidor de 30 anos deve variar entre 30% e 50% do investimento total. À medida que a idade de reforma se aproxima essa exposição deverá ser de, entre 20% e 40% no caso de um indivíduo com 50 anos, e de 10% e 20% para quem já tem 60 anos. Este tipo de questões deve preocupar sobretudo quem gere autonomamente a sua carteira de poupança através da escolha de acções ou fundos de investimento. Mas, existem alguns “pacotes” de produtos que servem esse tipo de objectivos. É o caso dos fundos de ciclo de vida ou dos fundos PPR e fundos de pensões abertos. O Diário Económico dá-lhe a conhecer as características destes e de outros produtos que se podem adaptar ao seu objectivo de reforma.


Sete produtos para poupar para a reforma

Planos Poupança Reforma
Sobre a forma de seguro ou fundo de investimento, parte da sua atractividade resulta dos benefícios fiscais associados. Os PPR sob a forma de fundo podem ter diversos níveis de risco (no máximo a exposição a acções é de 55% da carteira). Já sob a forma de seguro, salvo algumas excepções, como a maioria tem capital garantido o seu perfil de risco é normalmente conservador. Os PPR sob a forma de seguro renderam, em média, 2,5% em 2009. Já os fundos PPR ganharam, em média, 2,3% nos últimos 12 meses, segundo dados da APFIPP.

Certificados de Reforma
Também conhecidos como PPR do Estado, os Certificados de Reforma foram lançados em Março de 2008 com o objectivo de ser mais uma alternativa para complemento de reforma dos portugueses. Partilham os mesmos benefícios fiscais dos PPR privados e permitem aos subscritores descontar mensalmente 2%, 4% ou 6% do ordenado (consoante a idade) para uma espécie de fundo que é gerido pelo Estado. Nos últimos 12 meses, o retorno dos Certificados de Reforma foi de 1,17%.

Fundos de ciclo de vida (‘target funds’)
Também conhecidos como fundos de ciclo de vida, investem com base numa data de resgate pré-definida, sendo que a política de investimento acompanha o ciclo de vida do fundo. A alocação de activos é mais agressiva no início e, à medida que se aproxima a data de maturidade, torna-se mais conservadora de forma a preservar o capital e rendimentos dos primeiros tempos. No caso dos fundos de ciclo de vida com objectivo para além de 2015, a rentabilidade média dos últimos 12 meses é de 13,3%.

Seguros ‘Unit-Linked’
São produtos de poupança de médio/longo prazo, sob a forma de seguros de vida, cujos prémios são aplicados em fundos de investimento. Estes produtos têm garantia de capital mas usufruem de vantagens fiscais. Beneficiam de uma redução da taxa de retenção de imposto sobre os rendimentos obtidos nos investimentos a mais de cinco e oito anos. Se estiver investido entre cinco e oito anos beneficia de uma taxa de IRS de 17,2% e a mais de oito anos a taxa de IRS é de 8,6%.

Fundos de Pensões abertos
Estes fundos são geridos por sociedades gestoras e destinam-se a financiar planos de pensões a vários associados, entre os quais não tem que existir qualquer vínculo comum, estando as novas adesões dependentes apenas da aceitação por parte da entidade gestora. À semelhança dos fundos PPR, os fundos de pensões abertos também têm diferentes níveis de exposição a acções. Segundo os dados da APFIPP, estes produtos geraram uma rentabilidade média de 0,5% nos últimos 12 meses.

Certificados do Tesouro
Trata-se do mais recente produto de dívida pública do Estado, lançado em Julho. É vocacionado para o médio /longo prazo, com um horizonte máximo de investimento de 10 anos. O capital é garantido e permite o resgate antecipado, total ou parcial, após os primeiros seis meses da data de subscrição. Contudo, quanto mais alargado for o horizonte de investimento mais rentável se torna. Para subscrições feitas em Novembro, a TANB ao fim de 10 anos é de 5,65%. Por um período de cinco anos a taxa é de 4,30%, enquanto entre o primeiro até ao quinto ano a remuneração bruta é de 1,5%.

Fundos de investimento
Os fundos imobiliários são uma alternativa para perfis de risco moderados, oferecendo um rendimento acima dos juros de curto prazo (Euribor). Os fundos de obrigações são outra opção para investir a médio/longo prazo, apesar do risco de perdas, caso as taxas de juro de longo prazo subam. Para os menos avessos ao risco ou mais novos, os fundos de acções são também uma opção de médio/longo prazo. Os fundos têm a vantagem de terem carteiras com alguma diversificação e ser possível investir com pequenos montantes. »

In: http://economico.sapo.pt/noticias/sete-sugestoes-para-poupar-para-a-sua-reforma_105354.html, a 29 de Novembro de 2010, em Jornal Económico

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Regras Para Bem Investir…

Regras para Bem Investir.... Fonte: http://www.clickinformacao.com

Hoje e por ser sábado, trago um artigo que versa sobre poupanças e comportamentos e tendências que se devem seguir na altura de colocar algum dinheiro de parte…

« Poupanças a render: regras de ouro para o investidor

Aplicar dinheiro em produtos financeiros tem os seus riscos. Conheça aqui alguns truques para evitar perder dinheiro

Estar informado

Escolher entre um leque imenso de aplicações para pôr as suas poupanças a render não é certamente o mais fácil. É verdade que há vários produtos financeiros aparentemente atractivos, mas nem todos podem encaixar no seu perfil.

Por isso, nada como estar informado e saber separar o que é publicidade do que é informação. Antes de investir, tente saber tudo sobre o produto financeiro em causa, quais os rendimentos que poderá obter e, claro, os riscos que pode correr.

Não deixar o mealheiro vazio

Tem dinheiro de parte e quer investir, mas quer assegurar que o mealheiro não está vazio se precisar de recorrer a ele por causa de algum imprevisto. Questões de saúde ou acidentais devem sempre ser tidas em conta. E agora, cada vez mais, o risco iminente de desemprego.

Mais vale prevenir do que remediar: opte por produtos financeiros sem risco, para ter sempre um fundo de maneiro. São eles os depósitos e os certificados de aforro. «Junte, no mínimo, entre três a seis vezes o orçamento mensal familiar. Por exemplo, se as despesas mensais da sua família rondam os 1.500 euros, deverá poupar entre 4.500 e 9 mil euros», aconselha a Deco. O dinheiro que sobra poderá ser aplicado através de prazos mais longos, para obter um maior rendimento.

Contrapartidas maiores? Caminho é o longo prazo

Primeira lição: um depósito a prazo apresenta menor risco, mas rende menos do que investir em obrigações ou em acções. Isto porque «a entidade a quem o aforrador confia o dinheiro pode dispor dele durante mais tempo e, por isso, remunera-o melhor».

As contrapartidas de um investimento a médio ou longo prazo podem ser, de facto, maiores. Mas para além de ter de juntar uma boa quantia de dinheiro para investir, períodos de grande incerteza económica como aquele que vivemos actualmente aconselham antes a canalizar as poupanças para depósitos a prazo.

Arriscar, mas com moderação

A máxima quem tudo quer tudo perde pode encaixar que nem uma luva quando arriscamos em determinados investimentos, sem ponderar que contrapartidas nos trarão e se serão minimamente seguros.

A probabilidade de ganhar dinheiro é tanto maior quanto mais arriscar. Mas o inverso também: quanto maior o voo, maior a queda no buraco dos prejuízos.

Daí que o melhor é investir, diversificando: aplique o dinheiro numa carteira de investimentos. Em vez de canalizar atenções apenas para um título cotado em bolsa, por exemplo, invista em vários.

Os fundos de investimento podem ser outra opção, porque são diversificados e podem estar ao alcance de vários aforradores, já que os montantes mínimos são de 500 euros. Embora não garantam grandes lucros, o risco de sofrer grandes prejuízos é menor.

Tire proveito do sobe e desce da bolsa

A bolsa pode arrancar a desvalorizar bastante e terminar o final do dia com um bom desempenho. Há sessões muito voláteis, mas isso não deve assustar o investidor.

Há que tirar partido destas situações: se o valor das acções sofrer uma derrapagem essa será uma boa altura para comprar; se subirem significativamente em relação ao valor que pagou por elas, poderá ser um bom momento para vender.

Esteja atento a alguns pormenores: normalmente depois de uma subida injustificada em determinada sessão há descida é provável que a sessão seguinte seja de queda.

Vem aí ano de poupança. Por onde começar? »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/geral/poupanca-poupar-dia-mundial-poupanca-dinheiro-deco-agencia-financeira/1203704-5238.html, a 29 de Outubro de 2010, em Agência Financeira

Boas Poupanças

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Saiba Como Pode Poupar Até 800€ Nas Compras Para o Lar em Portugal…

Como Poupar Até 800€ em Supermercado Fonte: http://www.brasiliadedolma.blogspot.com

A Notícia que vos trago hoje, vai servir com certeza para fazer alguma poupança, pelo menos no que concerne em bens de consumo. A mesma versa, sobre quais as superfícies modernas onde podemos poupar nas compras lá para casa.

« Escolha o supermercado mais barato e poupe até 800 euros

A Proteste visitou 549 supermercados em todo o país e concluiu que entre as maiores cadeias, os preços mais baixos são praticados pelo Jumbo.

A Proteste analisou 68 mil preços para dois cabazes: um com 100 produtos de características definidas, destinado a quem privilegia as marcas, e outro com 81 produtos, a pensar em quem escolhe o mais barato, explica a Deco num comunicado emitido hoje.

Na sequência deste estudo, a Proteste concluiu que o Intermarché de Torres Novas é o local mais económico para encher o carrinho de compras com o primeiro cabaz, para quem priveligia as marcas, seguido pelo Jumbo de Vila Nova de Gaia e por mais quatro Intermarché: Guimarães, Albufeira, São João (Ovar) e Mafra.

Quanto ao segundo cabaz, que engloba produtos de marca branca, quem pratica os preços mais baixos é o Aldi, seguido pelas lojas Minipreço.

Por zonas do país, o Norte e o Centro continuam a praticar os preços baixos, enquanto que os mais caros estão em Lisboa e no Algarve.

  • Oito exemplos de poupança
Distritos Mais caro Mais barato Poupança anual em euros
Porto El Corte Inglês, Vila Nova de Gaia Jumbo Arrábida Shopping, Vila Nova de Gaia 812,41
Lisboa Japão, R. Morais Soares Pingo Doce, Av. Almirante Reis 604,77
CC Boa Hora, Tv da Boa Hora Pingo Doce, Av. Torre de Belém 510,91
Beja Sup. Veríssimo, R. de Mértola Pingo Doce, R. Ferreira de Castro 603,96
Viseu SPAR, R. D. João I LIDL, Repeses 574,44
Setúbal Pluricoop, Av. Ant. Sérgio Jumbo Setúbal 558,16
Torres Novas Ponto Fresco, Ed. Açude Real Intermarché, Torres Novas 493,98
Faro Netto, R. Bomb. Volunt. Lagoa Pão de Açucar, Lagoa 426,36

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In: http://economico.sapo.pt/noticias/escolha-o-supermercado-mais-barato-e-poupe-800-euros_99753.html, a 22 de Setembro de 2010, em Diário Económico

Boas Poupanças!

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Onde Aplicar o Seu Dinheiro Este Verão… Veja As Melhores Soluções, Para Elevadas Rentabilidades…

Onde Aplicar o Dinheiro com Melhores Rentabilidades... Fonte: http://jornale.com.br

Hoje trago outro conselho económico, neste caso onde se poderia arranjar as melhores taxas do mercado, e as aplicações onde o capital saia mais bem remunerado, passo a transcrever a análise que li no site da Agência Financeira.

« Tem poupanças e não sabe onde as aplicar?

Não há soluções perfeitas, mas Banco Big e Banco Best oferecem as melhores alternativas

Tem o mealheiro recheado lá em casa, mas não percebe grande coisa de finanças e, por isso, não sabe em que banco de investimento apostar para pôr o seu dinheiro a render?

Imagine que tinha 50 mil euros para aplicar, numa carteira que crescia a um ritmo de 200 euros por mês e que o seu objectivo era preparar a reforma, embora até considerasse a hipótese de trocar de casa dentro de cinco anos, ficando assim sem metade da sua poupança actual. Saiba que não existem soluções perfeitas, mas há algumas que podem adequar-se a este perfil de investidor.

Os muitas vezes designados «supermercados de fundos» Banco Best, Banco Big, Activo Bank e Deutsche Bank oferecem uma panóplia de fundos de investimento por que os eventuais clientes podem optar, entre outras soluções.

Os dois primeiros bancos de investimento estão em melhor posição do que o Activo Bank e do que o Deutsche Bank, segundo uma pesquisa efectuada pelo «Jornal de Negócios», com um cliente-mistério à procura do melhor destino para as suas poupanças.

Estas duas últimas apostas falharam em campos distintos: o Activo Bank revelou-se lento na resposta às solicitações do cliente e demasiado rápido a «despachá-lo», embora até apresentasse soluções adequadas ao perfil. O desempenho do Deustche Bank foi pior na área mais crítica, a das soluções, uma vez que apresentou três produtos estruturados de grande complexidade a quem à partida não percebia nada da matéria.

Optar pelas soluções de baixo risco

Já o Banco Big destacou-se pela positiva por apresentar uma proposta mais consonante com o perfil deste cliente leigo em finanças. Por isso, preferiu sugerir soluções de baixo risco: o BiGLink Prudente, um «contrato de seguro ligado a fundos de investimento que o cliente assina com a Eurovida, a seguradora parceira do Banco Big». A versão Prudente, entre três outras possíveis, foi a aconselhada, uma vez que se trata de uma carteira «formada maioritariamente por fundos de obrigações e de retorno absoluto».

Mas há mais alternativas: o depósito 6 meses Top, em que é aplicada uma taxa anual nominal bruta de 2,4%, mas que está apenas acessível para montantes acima dos 20 mil euros; o Eurovida PPR Open, cuja carteira é composta por fundos de investimento, a maioria de obrigações, embora existam também de acções; e as obrigações da Cimpor, que vencem em Maio de 2011, estimando-se já uma rendibilidade de 3,5%, antes do pagamento de comissões e impostos.

No que toca ao Banco Best, uma das soluções apontadas foi investir no perfil «moderado» do serviço de gestão de carteiras disponível, composto por 25% em fundos de acções e o restante no mercado obrigacionista. A ideia era que metade do dinheiro do cliente fosse aplicada para este fim.

O depósito Blue, com uma taxa anual bruta de 4% durante 90 dias seria outra das hipóteses, sendo recomendada uma aplicação de 15 mil euros. Mais: o cliente poderia investir ainda em três instrumentos de uma carteira de fundos com um décimo do capital disponível. Neste sentido, o Pimco Total Return Bond absorveria 40% da carteia e os restantes 60% dividir-se-iam em partes iguais por dois fundos de risco elevado, o Schroder ISF Emerging Asia e o Schroder ISF Emerging Market Opportunities, expostos aos mercados emergentes.

Sobraria ainda 10% de capital neste portfólio, que poderia ser investido no Viva Capi, um seguro de capitalização de capital garantido e rendibilidade mínima de 2,5%.

Próximo passo: faça as contas, recorra a um banco de investimento para esclarecer todas as dúvidas e analise qual é o melhor destino para as suas poupanças. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/financas/poupancas-investimentos-bancos-de-investimento-dinheiro-poupar-agencia-financeira/1183334-1729.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+iol%2Fagenciafinanceira+%28agenciafinanceira%29&utm_content=Google+Reader, a 09 de Agosto de 2010, em Agência Financeira.

Boas Aplicações!

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Análise de Um Jornalista aos Certificados do Tesouro…

Certificados do Tesouro, Faça as Contas... Fonte: http://aprovadonovestibular.com/

Hoje trago uma análise que li num diário da nossa praça sobre os certificados do tesouro, vou transcrever a mesma, que foi publicada num diário da nossa praça, no entanto, não vou tecer comentários à mesma, em virtude de estar um pouco reduzido de tempo.

«Certificados do Tesouro: valem a pena, se puder esperar cinco anos

Podem render três vezes mais que os Certificados de Aforro ou menos que um depósito. A emissão arranca dia um

A partir de quinta-feira os portugueses terão acesso a um novo produto de dívida pública: os recém-criados Certificados do Tesouro (CT). Resta saber se vale a pena subscrever, o que depende essencialmente de um factor: o prazo com que se pretende investir. Quanto mais longo for, mais interessantes se tornam os Certificados do Tesouro. Na prática, o limite dos cinco anos é decisivo. Caso queira investir num horizonte inferior a esse período, fica melhor servido se apostar noutros produtos, como os simples e acessíveis depósitos bancários.

Os Certificados do Tesouro surgem a rivalizar não só com os depósitos, mas também com os Certificados de Aforro. Para prazos até cinco anos, a remuneração dos CT terá como referência os Bilhetes do Tesouro ou a Euribor a 12 meses, que está a render cerca de 1% líquido, perto da média dos depósitos. Acima de cinco anos, passam a ser remunerados à taxa das Obrigações do Tesouro (OT), apenas disponíveis para investidores institucionais. Neste momento, as OT estão a render 3,3% a cinco anos e 4,3% a dez anos. Veja ao lado as simulações com diferentes prazos, para um investimento de mil euros em Certificados do Tesouro – o mínimo permitido para este produto.

“Devido à crise de credibilidade das finanças portuguesas, estamos num período em que o rendimento das Obrigações do Tesouro é muito mais apelativo”, afirma António Ribeiro, economista da Deco. “Os Certificados do Tesouro só compensam entre cinco a dez anos, porque passam a render o mesmo que as OT. Até esse prazo, os melhores depósitos conseguem ter rendibilidades mais atractivas.”

Torna-se evidente na análise das remunerações que, a partir dos cinco anos, os Certificados do Tesouro são bem mais interessantes do que os Certificados de Aforro, que estão a render 1,2% líquidos a cinco anos e 1,5% a dez. No entanto, é necessário explicar que as actuais condições conjunturais beneficiam os CT em relação a outros produtos. Se, por um lado, temos níveis historicamente baixos da Euribor – que determina quanto rendem os Certificados de Aforro – por outro, os níveis de desconfiança em relação à economia portuguesa inflacionam o rendimento das OT. Factores a ter em conta a médio prazo, caso se verifique uma futura estabilização do mercado da dívida e a subida previsível das taxas de juro.

Contudo, as possíveis vantagens dos CT não se ficam pela rendibilidade. “Reúnem as melhores características de Certificados de Aforro e Obrigações do Tesouro: a liquidez dos primeiros, permitindo um resgate antecipado, e o rendimento dos segundos”, explica António Ribeiro. “É uma opção de investimento interessante para pequenos investidores.”

Os CT nascem assim com o intuito de promover a poupança dos portugueses, ao mesmo tempo que proporcionam uma nova fonte de financiamento ao Estado, com juros mais baixos. Segundo o governo, o objectivo é “promover a poupança de longo prazo dos particulares e dinamizar o mercado de dívida pública”. Os CT partem da “democratização do acesso a produtos equivalentes às Obrigações do Tesouro (OT) e Bilhetes de Tesouro (BT).”

Para adquirir Certificados do Tesouro terá de ter uma conta activa no Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), podendo subscrevê-los ou resgatá-los nos CTT ou directamente no IGCP.

Em conclusão, os CT são um produto seguro, indicado para investidores avessos ao risco. Regressando à pergunta do título, se vai necessitar do capital investido nos próximos cinco anos, os Certificados do Tesouro não lhe serão úteis. Mas se o dinheiro não lhe vai fazer falta durante esse período, podem ser uma boa opção, principalmente quando comparados com outros produtos similares, como os Certificados de Aforro ou os depósitos bancários. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/66639-certificados-do-tesouro-valem-pena-se-puder-esperar-cinco-anos, a 28 de Junho de 2010, em Jornal I

Boas Poupanças

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A Segurança dos Depósitos a Prazo…

Depósitos a Prazo... Fonte: http://economiafinancas.com

Hoje trago uma peça jornalística que achei bastante interessante, e que versa sobre os depósitos a prazo e alguns riscos inerentes aos mesmos, passo a transcrever a referida peça, mas não vou tecer nenhum comentário ao mesmo, deixando ao livre arbítrio do leitor.

«Porque é que os depósitos não são seguros?

Casos antigos, como o da Caixa Económica Faialense e Caixa Económica Açoriana, e o exemplo mais recente do BPP mostram que os depósitos também têm riscos.

1. A falácia
É uma das maiores falácias arreigadas na sociedade portuguesa: os depósitos bancários são a forma mais segura de aplicação de poupança. Este argumento, sem qualquer base técnica de sustentação, é comum não só na população sem cultura financeira como se estende a todos os extractos sociais sendo genericamente difundido pelos mass media sem contestação. Gostaríamos que este artigo pudesse contribuir para algum esclarecimento sobre o assunto e para um esboço de mudança do comportamento dos agentes económicos.

No ponto dois deste curto artigo, vamos percorrer alguns casos recentes que empiricamente comprovam que os depósitos bancários têm muito mais risco que outras formas alternativas de aplicação de poupança. No ponto três pretende-se, de uma forma muito simples, mesmo correndo o risco de simplificação excessiva, explicar porque não pode deixar de ser inválido o argumento de que os depósitos bancários são seguros.

2. Evidência empírica do risco dos depósitos
a)
O BPP está na prática insolvente e, por isso, os depósitos a prazo e outros produtos do balanço como o “retorno absoluto” não foram oportunamente reembolsados. No entanto, na sua última edição, o jornal “Sol” noticiava que a FLAD tinha levantado, já em Março de 2009, 1,3 milhões de euros de títulos. Conclusão: a falência do BPP impede o pagamento dos depósitos, mas os títulos dos clientes mantidos em custódia (basicamente acções e obrigações de vários emitentes que não o BPP) são integralmente entregues (ou transferidos para outros intermediários financeiros).

b) Existe um Fundo de Garantia de Depósitos (FGD) em Portugal e na generalidade dos países desenvolvidos, os quais não teriam razão de existir na ausência de risco. Em Portugal, o FGD cobre apenas 100 mil euros por titular até 31 Dezembro de 2011 (DL 211-A/2008), representando o valor do seu património cerca de 1% dos depósitos bancários.

c) O Ministério das Finanças afirmou, já no corrente mês de Fevereiro, que a garantia política do Estado sobre a totalidade dos depósitos tinha cessado: “Atenta a normalização das condições de funcionamento do sistema financeiro, entretanto verificadas, tal compromisso perdeu a sua justificação”.

d) Na década de 80 do século passado, os depositantes da Caixa Económica Açoriana e da Caixa Económica Faialense perderam o valor dos seus depósitos, num caso que, apesar de ter feito correr muita tinta em Portugal, parece ter sido esquecido.

e) Constitui prática corrente e antiga nos EUA o americano médio distribuir os seus depósitos por vários bancos até ao limite coberto pelo FGD americano.

f) É também prática corrente de alguns dos grandes bancos de poupança suíços, como por exemplo o Pictet, não aplicarem a poupança dos clientes em depósitos no próprio banco ou noutros bancos, orientando-a alternativamente para o investimento em títulos ou fundos de títulos.

3. Os balanços dos bancos
Compreender o risco dos depósitos remete-nos para uma rápida visita histórica aos balanços dos bancos. No início do século XX os bancos europeus por cada 100 de activos tinham de ter 25 de capital. Estes requisitos de capital foram sendo progressivamente reduzidos para valores inferiores a 10%. Os reguladores permitiram ainda que outros instrumentos financeiros híbridos (p.ex. obrigações perpétuas) fossem considerados capital regulamentar. Permitiram ainda uma redução do valor dos activos para efeitos de cálculo dos requisitos de capital, inicialmente através de ponderadores objectivos de risco e já muito recentemente através de modelos internos de ponderação de risco. O resultado pode ser o observado no quadro ilustrado mais abaixo:

O Deutsche Bank (DB) um dos bancos ocidentais mais emblemáticos e que publicita uma Tier 1 de 12, 6%, superior portanto aos maiores bancos portugueses, tem um capital que representa apenas 2% dos activos e por cada euro de capital tem 11 euros em depósitos! Daí o tema dos requisitos de capital dominarem a agenda financeira e política e de o presidente do DB ser reconhecido como líder da oposição às medidas recentemente propostas pela administração Obama e pelo Comité de Basileia que, para além de reforços de capital, prevêem limites à dimensão dos bancos e exigem a separação da actividade de carteira própria.

4. A melhor alternativa aos depósitos
Em termos da segurança das aplicações o que deverá então fazer o aforrador? A resposta encontra-se na alínea a) e na alínea f) do ponto 2., ou seja no investimento da FLAD no BPP e na gestão de poupança do Banco Pictet. Na nossa opinião, o aforrador deverá, em alternativa aos depósitos e a outros produtos estruturados complexos que representam risco de balanço dos bancos, optar por constituir carteiras diversificadas de títulos líquidos de bons emitentes (e há muitos inclusive em Portugal) de acordo com o seu perfil de risco. Na nossa opinião o aforrador avesso ao risco e acima dos 100 mil euros deverá diversificar em carteira de obrigações de dívida pública (alemã e portuguesa por exemplo) e de empresas com risco inferior aos bancos como por exemplo a maioria das empresas de ‘utilities’ e concessões (serviços de electricidade, água, gás e auto-estradas) e grandes operadores de telecomunicações.

Quando o aforrador português com cultura financeira e consciente da problemática tratada neste artigo prefere o depósito bancário está implicitamente a contar que, se houver problemas, o Estado intervirá e pagará os depósitos. É uma predisposição cultural para não assumir responsabilidades individuais e para querer partilhar colectivamente o insucesso e a irresponsabilidade; prática perigosa num momento em que vários Estados têm dificuldade em colocar a sua dívida.
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Paulo Ramalho, CEO da Ok2Deal»

In: http://economico.sapo.pt/noticias/porque-e-que-os-depositos-nao-sao-seguros_83894.html, a 15 de Março de 2010, em Diário Económico

Boas Aplicações

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Soluções Para Se Poupar Com o Subsídio de Natal…

Hoje e por ser dia de receber o subsidio de Natal, trago uma notícia onde podem ter algumas dicas se pretenderem poupar alguma parte do mesmo, passo a transcrever a notícia, sem efectuar algum comentário, pois são simplesmente algumas dicas.

«Subsídio de Natal. Não gaste. Aplique e ganhe dinheiro

Para quem não se quer deixar levar pela febre do consumo neste Natal de crise, há várias opções para fazer render o subsídio. Saiba quais

Dia 15 de Dezembro é já amanhã e com ele chega também o tão desejado subsídio de Natal. Para alguns, a liquidez suplementar é crucial para pagar as dívidas que se foram acumulando nos últimos meses, para outros é simplesmente um extra que vem bem a calhar para comprar um presente de Natal mais caro. Qualquer que seja a situação, muitas famílias nem sempre sabem o que fazer com ele. Se também ainda não decidiu que destino dar ao seu subsídio de Natal, o i apresenta-lhe algumas soluções sobre como utilizar esse dinheiro.

Em média, o subsídio de Natal dos portugueses é de 894 euros, um montante mais que suficiente para justificar que reserve parte desse valor para uma poupança adaptada à sua realidade financeira. Como qualquer decisão sobre onde aplicar dinheiro, a solução escolhida deve reflectir o seu perfil de investidor e consumidor. Entre os vários os destinos possíveis para esse dinheiro – isto para quem não quiser deixar-se levar pela época festiva e gastar todo o dinheiro – o i analisou três opções de poupança: amortizar o crédito da casa, abrir um depósito a prazo, investir num PPR e assumir um investimento com pouco risco.

“A escolha da tipologia de produto deve estar de acordo com o perfil de investidor de cada pessoa. Deve levar-se em linha de conta variáveis fundamentais como o objectivo desse investimento, o prazo pelo qual se pretende investir e o tipo de retorno potencial desejado”, explica a direcção de investimentos do Banco Best, uma instituição especializada em aconselhamento financeiro.

Numa situação de crise económica, amortizar o crédito é sempre uma boa opção. Alivia o endividamento das famílias, muitas vezes sufocadas por múltiplos créditos. “Em teoria, amortizar dívidas é sempre uma boa alternativa e, neste momento de crise económica e financeira, dificilmente há uma alternativa melhor”, defende João Fernandes, economista da DECO. “É preciso ter muita atenção aos custos da amortização mas, dependendo sempre da situação financeira das famílias, é sempre bom diminuir a dívida.”

Considerando um crédito à habitação de 100 mil euros a pagar em 30 anos, uma amortização de dois mil euros representa uma poupança anual de 100 euros (ver caixa). A amortização é especialmente recomendada em casos de taxas de juros elevadas, como muitas vezes têm os cartões de crédito, em que podem ultrapassar os 30%. No entanto, não é esta a realidade actual, uma vez que as taxas de juro estão nos valores mais baixos de sempre.

No caso de estar mais interessado em contribuir para uma poupança a médio prazo, os depósitos são sempre das opções mais procuradas pela sua simplicidade e facilidade de acesso, apesar da rentabilidade baixa. Já num horizonte bastante mais alargado, pode optar também por um Plano Poupança Reforma (PPR), que visa complementar a pensão de reforma da Segurança Social e que tem a vantagem adicional de ter benefício fiscal.

A direcção de investimentos do Banco Best recomenda a constituição de um pé-de-meia para fazer face a alguma emergência. “Na nossa vida surgem, por vezes, situações inesperadas, algumas delas com repercussões financeiras associadas, que passam pela perda de rendimentos ou pela necessidade de fazer face a despesas inesperadas. O recomendado habitualmente é que qualquer pessoa detenha um fundo de emergência que possa fazer face a seis meses de despesas fixas do seu agregado familiar. O subsídio de Natal pode ser uma boa forma de iniciar esta poupança”, segundo o Best.

Se o seu perfil de investimento não for tão conservador, pode optar por investir o dinheiro com um nível de risco baixo. Os fundos de obrigações são uma hipótese com rentabilidades interessantes, apesar de não terem capital garantido. Nos últimos 12 meses tiveram ganhos médios de 5,6%, segundo a associação do sector (APFIPP). »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/37373-subsidio-natal-nao-gaste-aplique-e-ganhe-dinheiro, a 14 de Novembro de 2009, no Jornal I

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