Portugal Quer Tentar Não Atingir os 600 Mil Desempregados…Será que Consegue?? Veja Aqui Algumas das Medidas…

Desemprego quase nos 600 mil...

Hoje venho analisar o tema discutido na assembleia da republica, a noticia está abaixo transcrita e de seguida vou tecer um comentário à mesma.

«Portugal terá 600 mil desempregados no final do ano

As contas são de Paulo Portas que chamou Governo ao plenário para discutir desemprego.

Portugal começou o ano com 400 mil desempregados. «Quando acabar o ano terá muito provavelmente 600 mil desempregados». As contas são do líder parlamentar do CDS, Paulo Portas, que esta quarta-feira vê o Governo dirigir-se ao plenário da Assembleia da República para discutir o aumento da taxa de desemprego em Portugal, a pedido do seu partido.

Governo admite que desemprego vai aumentar

«Em cada cinco jovens, um não consegue encontrar uma possibilidade de encontrar um projecto de vida», sintetizou Paulo Portas, sublinhando que «não vale a pena ter em 2010 a mesma política de combate ao desemprego de 2009».

Para o CDs-PP são as «micro, pequenas e médias empresas que criam emprego» e, por isso, considera que «é muito mais útil ter menos impostos para ajudar as empresas a sobreviverem e aumentarem postos de trabalho do que terem impostos altos e entrarem em incumprimento».

Paulo Portas defendeu, por isso, que o Governo «baixe o pagamento especial por conta enquanto é tempo, aceite pagar as dívidas do Estado a tempo e horas dinheiro que vai mais rápido para economia e ponha a funcionar fundos comunitários, nomeadamente o QREN e o PRODER». Além disso, o deputado centrista apelou para que o Governo «aceite majorar o subsídio de desemprego a casais desempragados, especialmente quando há filhos».

Ministra promete mais 500 mil postos de trabalho

A ministra do Trabalho, Helena André, subiu ao púlpito do hemiciclo para sublinhar o novo «Pleno Emprego», programa do Governo para estimular o emprego em Portugal, justificando a actual situação com a crise internacional.

«A crise que estamos a enfrentar não e um problema de poucas semanas é um combate de anos em que as medidas de curto prazo tem de ser enérgicas», disse Helena André, reforçando, no entanto, que «estamos felizmente longe da situação da estónia, Eslováquia Irlanda, Espanha».

Helena André garantiu que «o novo Pleno Emprego aposta no sistema de emprego com qualidade», afirmando que «empregos precários não contam. São nefastos para a qualidade do emprego».

E ficou a promessa: «Vamos criar mais de meio milhão de postos de trabalho». »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/portugal-crise-desemprego-paulo-portas-cds-trabalho/1132885-1730.html, a 20 de Janeiro de 2010, em Agência Financeira

O meu comentário:

A minha análise a esta noticia, tem pontos a favor e pontos contra.

Penso que de positivo a noticia refere e muito bem, que os governantes tem consciência da falta de existe muita falta de emprego, e quem são os mais prejudicados são os mais jovens, essencialmente os que possuem licenciatura, pois são estes que deveriam ter emprego em quantidade e qualidade, para que exista sustentabilidade e desenvolvimento do país, mas não, é exactamente o contrário, os que possuem mais emprego, são os jovens com menores qualificações e possuem até mesmo os empregos mais duradouros, não compreendemos e como, isso acontece, e como pensam os governantes desenvolver o país com este tipo de emprego, e que recorre muitas vezes, a empresas de trabalho temporário, e que paga os ordenados mínimos, convenhamos que alguém com o ordenado mínimo, dificilmente consegue despoletar o consumo que os governantes, estão à espera que seja responsável pelo incremento da economia em Portugal.

No entanto, os governantes já indicaram que não são a favor do trabalho precário, ou seja, o trabalho com contractos, pois bem, até indicam mesmo, que trabalho desse tipo, não deve ser considerado trabalho de qualidade, no entanto, um dos pontos que tenho contra, é que o governo fomenta esse mesmo tipo de trabalho, e veja-se um exemplo disso, é os estágios na função publica que vai abrir, são pelo menos em primeira estancia trabalho temporário, pois não existem garantias de integralidade dos jovens estagiários…Penso que seria mais benéfico para o país, era que os funcionários públicos que pretendem a reforma (e que são muitos), lhes seja concedida a mesma, e se coloque a juventude que quer trabalhar nesses mesmos lugares, com certeza iríamos ter mais qualidade nos serviços públicos, além de transparecer uma imagem mais agradável ao por exemplo, chegarmos às finanças e termos pessoas mais jovens e com vontade de nos atender.

Outro factor que o governo, deve ter em conta, é apertar as regras para as empresas de trabalho temporário, empresas estas, que coabitam no nosso mercado de trabalho, dando facilidades aos seus clientes (por vezes empresas muito grandes), de poder usar, e abusar de um trabalhador, e não saírem manchados ambos desta mesma situação, penso que parte da desmotivação das pessoas começa nessas pequenas coisas, como serem encaradas como pessoas capazes e com vontade de trabalhar, e não como meros objectos, andamos a criticar e bem, que no passado se usava e abusavas das mulheres, e a mentalidade teve que mudar, pois as mulheres não são meros objectos, e a mesma filosofia se deve ter em conta no que concerne no mercado de trabalho.

Vamos aguardar, para ver o que dá, no entanto, pessoalmente não acredito muito nestas medidas, pois gato escaldado de água fria tem medo, pois muitos jovens estão cansados destas mesmas situações, e por tal razão é que andam afastados das lides políticas e dos governantes, pois não acreditam, nem conseguem entender a tangibilidade da política, e os seus representantes.

A esperança e relembro mais uma vez, para que fique bem vincado, está na juventude, especialmente a licenciada e que anda à procura de uma oportunidade, quem lhe souber estender o braço e a estimular, vai ter sucesso com certeza, pois esta juventude não é de desperdiçar as oportunidades que lhe são concedidas.

Tenho Dito

RT

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Cursos Superiores Que Levam ao Desemprego…Veja Aqui Quem Está no Topo…E Como Contornar Esta Situação…

Hoje trago uma notícia, que saiu esta semana num diário da nossa praça, e onde aborda os que os cursos com mais procura, são tendencialmente os que apresentam taxas de desemprego superiores, nada me espanta, no entanto apresento o referido artigo e faço um breve comentário ao mesmo.

«Cursos superiores. Quanto mais populares menos promissores

Oito dos 15 cursos mais procurados pelos estudantes universitários são os que têm as mais altas taxas de desemprego

Não há lugar para todos. Os candidatos a gestores, engenheiros, psicólogos, arquitectos ou advogados são tantos em Portugal que uma boa parte dos recém-licenciados corre o risco de não encontrar um emprego quando terminar o curso. São as leis do mercado de trabalho a funcionar – quanto mais abundante é a oferta, maiores são as hipóteses de ficar excluído. Os cursos com mais alunos inscritos são os que apresentam as maiores taxas de desemprego.

Esta conclusão só é válida para os últimos três anos, uma vez que não existem estatísticas globais sobre o número de desempregados para cada licenciatura. O i cruzou os dados do Ministério do Ensino Superior e do Instituto do Emprego e Formação Profissional e concluiu que oito entre os 15 cursos mais frequentados são igualmente os que revelam os índices mais elevados de desemprego (ver infografias).

Gestão está no topo das duas listas – há quase 30 mil candidatos a gestores de empresas inscritos no ano lectivo de 2008/09. É o curso com mais alunos e é também aquele que tem mais desempregados com licenciatura, bacharelato ou mestrado concluído entre 2005 e 2008 (526 inscritos). Não surpreende, portanto, que as ciências empresariais sejam a área profissional com a mais alta taxa de desemprego (19,9%), segundo os dados de Junho de 2009 do Instituto do Emprego e Formação Profissional.

A relação entre os cursos mais procurados e as profissões com maior índice de desemprego é quase imediata. Direito, por exemplo, surge em terceiro lugar no ranking dos cursos com mais estudantes inscritos. São 16 mil os alunos a frequentar a quinta licenciatura com os números mais altos de desemprego (370 inscritos nos centros de emprego). A Enfermagem está logo abaixo, com mais de 15 mil estudantes e em 11.o lugar na lista dos licenciados à procura de emprego. O curso de Contabilidade e Fiscalidade, com cerca de 11 mil alunos inscritos, está entre as nove licenciaturas com os valores mais elevados de desemprego (260 inscritos).

As Ciências Sociais continuam entre as áreas com maior oferta – Psicologia tem cerca de 11 mil estudantes e é o sexto curso com a taxa de desemprego mais alta (368 licenciados inscritos nos centros de emprego); Sociologia, com 8503 estudantes, não aparece entre as 15 licenciaturas com maiores taxas de desemprego, mas surge em 27.o lugar, com 77 desempregados. As Ciências Sociais e do Comportamento são contudo a área profissional com a segunda taxa de desemprego mais elevada (12,8%), logo a seguir às Ciências Empresariais.

Engenharias. A formação técnica e científica também já não é uma aposta segura. Três dos 15 cursos mais frequentados fazem parte do ramo das engenharias. Talvez por estar entre as profissões mais procuradas pelos estudantes, esta seja a área profissional que apresenta a terceira maior taxa de desemprego (9,2%), de acordo com os dados do IEFP. A Engenharia Civil, que se encontra entre as cinco licenciaturas ou mestrados com maior número de candidatos inscritos, surge em quarto lugar na lista das profissões com os índices mais elevados de desemprego dos últimos três anos (377 desempregados).

É no ramo do Ambiente e da Química que o desemprego é mais significativo – embora estas duas áreas da engenharia não estejam incluídas no grupo dos 15 cursos mais procurados, estão ambas no top das licenciaturas com maior índice de desemprego: 146 e 142 licenciados sem emprego, respectivamente.

Arquitectos e economistas. Arquitectura e Construção – com uma taxa de desemprego de 9,8% – e Economia estão também nos rankings dos cursos com mais estudantes e maior taxa de desempregados. Entre os que terminaram a licenciatura ou o mestrado nos últimos três anos há 350 economistas e 277 arquitectos à procura de emprego. Existem outros cursos que, embora não constem da lista dos mais procurados, revelam baixos valores de empregabilidade. É o caso das profissões ligadas à Comunicação Social, que apresentam o segundo índice mais alto de desemprego (412 inscritos) e surgem em 10.o lugar no ranking das áreas profissionais com menor empregabilidade (3,8%).

Os Serviços Sociais, por outro lado, geraram 401 desempregados, segundo os dados do Instituto do Emprego – é o terceiro curso com maior número de licenciados à procura de emprego e a 9.a área profissional em taxa de desemprego (4,9%). Medicina é das poucas excepções à regra – está no 9.o lugar na lista dos cursos mais populares e continua a ser uma área profissional sem risco de desemprego.

Diploma na mão não é portanto garantia de emprego certo. Saber escolher a profissão é o melhor trunfo para escapar ao desemprego. Para boa parte dos estudantes universitários, essa opção representa o dilema entre vocação e estabilidade financeira. A sorte grande é só para os que conseguem juntar os dois lados e aumentar as probabilidades de ter um futuro promissor.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/36988-cursos-superiores-quanto-mais-populares-menos-promissores, a 11 de Dezembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Perante a notícia da peça, é triste que assim seja, pois como já tenho enumerado em post anteriores, o flagelo do desemprego, nomeadamente dos jovens licenciados é grave, é algo muito grave para o país, e para o nosso desenvolvimento a todos os níveis.

Hoje em dia, mais vale não tirar qualquer curso superior, penso que é um autêntico desperdício de dinheiro, mas bem mais importante ainda, chama-se tempo, as empresas e os empresários apostam essencialmente nas baixas qualificações, nos baixos ordenados, e na mão-de-obra barata e sem estudos, mas pedem a essa mão-de-obra, que faça o que se aprende nas universidades, ou seja, vai dar asneira, pois não podemos ter a performance de um licenciados, numa pessoa que não o é, ponto final. Tal como o ditado, já o diz, «o barato saí caro…», é verdade, esta aposta das empresas em contractos precários, baixos salários, e não apostar em pessoas qualificadas, vai comprometer o país, a nível de progresso, sustentabilidade, e de se tornar mais competitivo no mercado que nos dias de hoje, é cada vez mais global, pois não existem fronteiras.

Mais uma vez, vemos cargos de gestão serem ocupados por pessoas sem qualificação, ou vulgarmente por engenheiros, não quero aqui desprezar a profissão de engenheiro, não é minha intenção, o que quero aqui demonstrar, é que cargos de compras, gestão de departamentos, gestão de clientes, entre muitos outros, têm que ser para gestores, não digo que os engenheiros não o possam fazer, como pode qualquer outro o fazer, desde que tenha formação, mas nativamente, quem o desempenhará na sua máxima performance, são os gestores. Falei o exemplo dos gestores, como poderia ter trazido outro qualquer, tenho é mais conhecimento no caso da gestão.

Pessoalmente, eu tenho por vezes dificuldade em conseguir encontrar projectos que me desafiem, ou porque simplesmente não pretendem, eu trabalho por vezes como consultor, no entanto, como gestor e markteer, procuro um projecto numa organização que me desafie.

Portanto, estou como já devem ter compreendido, no bolo dos desempregados de gestão, que procura emprego estável, embora adore a consultadoria, penso que necessitava de uma maior estabilidade, para poder cumprir alguns dos desejos de todas as pessoas, e que somente as pessoas sem grandes estudos o concretizam, por exemplo, comprar casa própria.( Já agora se tiverem ofertas de emprego, podem as deixar, no mail do blog, que para quem não sabe é xavenapalavras@gmail.com, passarei a divulgar as mesmas, pois penso que tenho que fazer a minha côa parte de responsabilidade social).

Enfim, este problema, deve-se aos governos anteriores indicarem que possuir licenciatura era muito bom, é sinal de estabilidade profissional, mas as empresas, continuarem a visitar o mercado, e levarem sempre o produto mais barato, no entanto, lembrem-se o barato não quer dizer que seja de qualidade, neste caso, é de péssima qualidade, e portanto não se admirem se por querem poupar uns tostões, venham a perder milhões, ou a desgraçar a imagem da vossa organização.

Deixo a Questão: Que pensa que vai acontecer aos licenciados que foram iludidos por governos anteriores e hoje não conseguem emprego?

Tenho Dito

Bom Fim Semana

RT

A Culpa do Alto Valor do Desemprego Será dos Empresários Portugueses? Veja Aqui as Respostas…

Desemprego será Culpa dos Empresários? Fonte:http://jornale.com.br

Muito se tem comentado, de imputar aos pequenos empresários, parte da culpa do incremento da taxa de desemprego em Portugal, bem eu trouxe a minha opinião quando ao assunto, mas antes passo a transcrever a respectiva notícia.

 

«Empresários. Serão eles os grandes culpados do desemprego?

 

Portugueses têm qualificações muito baixas e isso é um obstáculo sério à inovação e à antecipação das crises

 

“Se calhar era útil pensar numa iniciativa do tipo Novas Oportunidades para os nossos empresários”, ironizou Renato Carmo, investigador do ISCTE. A frase foi atirada depois de um diagnóstico arrasador ao mercado de trabalho nacional, “onde parte da culpa estará também na qualidade dos empresários”, argumentaram vários especialistas num debate sobre desemprego e desigualdade. Esta semana, o pior cenário confirmou-se: a taxa de desemprego subiu para 9,8% no terceiro trimestre, a maior de que há registo.

Mas então, qual é o problema? Em Portugal, mostram os dados do Ministério do Trabalho do final de 2007 (os últimos disponíveis), quase 23% dos empresários tem apenas a primeira classe. Mais de 20% dos empregadores tem, no máximo, o terceiro ciclo do ensino básico (o antigo 9º ano, actualmente a escolaridade obrigatória). Este perfil é mais ou menos semelhante quando se olha para o resto da população activa, para os trabalhadores. Destes, cerca de 22% tem a primeira classe e apenas 22% acabou a escolaridade obrigatória.

Se assim é, será que as baixas qualificações e habilitações dos empresários – supostamente, a elite empreendedora que puxa pela economia – são uma causa relevante para o insucesso dos seus negócios e consequente subida do desemprego, como hoje acontece? Dúvidas que assaltaram os participantes no colóquio sobre desigualdades e desemprego, que decorreu na semana passada na faculdade lisboeta.

O i foi ouvir os visados. Muitos empresários aceitam que sim, que há uma relação de causa-efeito. Outros acham a tese ridícula: “Então e os bancos que empurraram a economia para o precipício não eram geridos por doutores?”, questionam.

No dia do colóquio a questão incendiária foi levantada por Alfredo Bruto da Costa, presidente do Conselho Económico e Social, que acolhe as negociações laborais entre governo, sindicatos e patrões. “Como é que queremos mais produtividade e emprego com as qualificações que temos ao nível dos empresários?”, atirou.

Henrique Neto, que deixou a Iberomoldes há poucos meses, considera o diagnóstico de Bruto da Costa “ridículo e perverso”. “Será que as grandes empresas, que estão cheias de doutores e engenheiros, também não estão em crise e não despedem pessoas?”. “Despedem e não é pouco. Estamos a falar de bancos como o BPN e BPP, mas também de grandes empresas como a PT, EDP e Galp que continuam a ser monopolistas e a viver à custa dos negócios que o Estado vai cedendo. Mesmo assim despedem ou deixam de contratar”. Henrique Neto aceita que “há muita ignorância em Portugal e que os empresários não fogem à regra”. “Mas quando se faz esse discurso, os principais visados são os pequenos empresários, os que, no seu conjunto, criam mais emprego”, defende.

Paulo Nunes de Almeida é dono de uma PME do sector do têxtil e vestuário, a TRL. O empresário alerta que “é sempre perigoso fazer generalizações”, mas “obviamente que o nível de habilitações das pessoas é importante para a capacidade de inovação, sobretudo nas empresas mais pequenas”. “Acho que esse problema da falta de habilitações existe e que o país está a pagar o preço de ter sido muito pior no passado. Hoje, as coisas estão claramente a melhorar. Há mais jovens empreendedores, há mais apoios a projectos com capital de risco”, sublinha.

Na opinião de Carlos Pimenta, director-geral da SIIF Énergies, “o país é o que é e a maioria dos empresários reflecte isso”. “É crucial que as pessoas tenham uma formação de base cada vez melhor para se poderem reinventar neste mundo sempre em mudança e turbulento”, aconselha. “Isto não quer dizer que todos tenham de ser doutores”, apontando o exemplo de Rui Nabeiro, dono da Delta, que tem o ensino básico. “É uma pessoa que compreende que no mundo da informação os desafios são ultra complexos e que os inputs das pessoas motivadas são imprescindíveis”.»

 

In: http://www.ionline.pt/conteudo/33684-empresarios-serao-eles-os-grandes-culpados-do-desemprego, a 19 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Mediante o assunto da peça jornalística, penso que não é legitimo culpar os empresários portugueses, por o desemprego, pois penso que a maior parte dos empresários e dirigentes pode ter uma quota parte de culpa.

Comecemos pelos maiores, os dirigentes das grandes empresas, ou despedem, ou muitas delas até chegam a acordo com os trabalhadores para estes irem com a denominada pré-reforma, e em vez destes não colocam ninguém, sobrecarregam as pessoas que lá ficam com trabalho, e não abrem espaço à contratação de activos novos, e as organizações são geridas por pessoas com licenciaturas, MBA, etc.

No caso, dos mais pequenos, o problema não se pode colocar na mesma orientação que acima, os pequenos empresários até contratam quando necessitam, pelo menos os que podem, o problema é que os negócios que eles dirigem são tendencialmente débeis, e como tal uma contratação pode até fazer alguma diferença. O problema que a  baixa escolaridade traz para os pequenos empresários, é que os mesmos, estão mais fechados ao que se passa fora da sua esfera negocial, muitos deles, são adversos às mudanças, pois não estão preparados para uma economia mais competitiva, e que o ontem é diferente do hoje, e o hoje será diferente do amanha, digamos, que nada é considerado estanque.

Desta forma, os negócios pequenos, são mais vulneráveis, isto por consequência de os empresários, terem muito receio, em apostar em pessoas novas, em ideias novas e pessoas com curso, pessoas estas, que podem fazer andar o negócio, com uma abertura que o vizinho do lado, ainda não se apercebeu, e como tal, poderia posicionar o negócio à frente da concorrência directa, e desta forma, ganhar vantagem.

Penso que, é necessário inovação e aposta em pessoas com carisma, e com conhecimentos, de modo, a que possam ajudar os pequenos empresários, a poderem dar volta aos negócios, e a terminar com a vulnerabilidade dos mesmos, de forma a que possam abrir mais espaços, a novas contratações de pessoas.

No caso das grandes empresas, trata-se essencialmente de terminar com as denominadas cunhas, e de poder, escolher pessoas, pela sua performance, qualidade e mais valias que possam trazer à organização, e possam marcar, no cada vez mais arisco mundo dos negócios.

O Desemprego, é uma consequência global, de erros sucessivos que foram praticados por todos, tanto pelos empresários de  grandes empresas, como os de pequenos negócios, no entanto, o que está feito, feito está, os empresários de ambas as situações devem começar a trabalhar em prol do seu negócio e dos seus clientes, e começar por acreditar nesta nova geração de licenciados que está no desemprego e tem muito potencial para dar, mas que infelizmente, ainda não tiveram oportunidade para tal, e pelo andar da carruagem, qualquer dia já são considerados velhos para o emprego e trabalho, quanto mais para uma carreira.

Ajudariam em primeira estancia a economia, e posteriormente estes profissionais, iram resolver outros problemas sociais, como as compras de bens duradouros e de renovação das gerações seguintes.

Mãos à Obra Enquanto é Tempo!

Deixo a Questão: Que pensa de responsabilizar os pequenos empresários pelo desemprego em Portugal?

Tenho Dito

RT

Como Gerir Bem Um Orçamento Familiar…Quais As Despesas em Que Podemos Cortar….

Orçamentos Familiar

Como Distribuir Um Orçamento Familiar.... Fonte: http://www.coopercredi-sp.org.br

Hoje trago um artigo que achei pertinente, pela utilidade cada vez mais crescente na nossa sociedade, o artigo versa essencialmente de como distribuir o orçamento familiar, e os problemas inerentes a uma má gestão do mesmo, e da cada vez mais necessária educação financeira, passo a transcrever o mesmo, e de seguida faço um pequeno comentário.HojeHH

 

«Saiba como organizar o seu orçamento familiar

Verifique quanto é que cada despesa deve pesar nas contas da família

A família paga seis mil euros de prestações por mês. O casal só tem um filho e recebe todos os meses 2500 euros de ordenados. Naturalmente, acumulou uma dívida de 150 mil euros em cartões de crédito e crédito pessoal. Não é crédito à habitação, nem do carro. Apenas despesas pontuais, como o tal LCD que fazia mesmo falta. Este é o retrato de mais uma família que deixou de controlar as contas, e as despesas passaram a controlar a família.

Assim que a responsável pelo gabinete de apoio ao sobreendividado, da DECO, perguntou se faziam um orçamento, responderam imediatamente: “Claro que sim, mentalmente”. “E por escrito?”, insistiu a especialista. “Não, isso nunca fizemos.”

Segundo a responsável é aqui que começa o problema. “É o primeiro grande erro das famílias portuguesas na hora de gerir o seu orçamento: não organizar um”, explicou Natália Nunes, do gabinete da associação de defesa dos direitos do consumidor, ao i.

Na verdade, a única forma de controlar as despesas é saber exactamente para onde está a ir o seu dinheiro. Por vezes, pequenas despesas que parecem insignificantes no final do mês, ou mesmo no fim do ano, podem representar uma quantia considerável do orçamento. Se não, vejamos. Por exemplo, três euros num pequeno-almoço todos os dias fora de casa, ao final de um ano significa quase 1100 euros a menos.

Por essa razão, deve apontar diariamente todas as suas despesas. Este é, aliás, um dos princípios básicos da organização e gestão das finanças pessoais: anotar todas as despesas, desde a prestação da casa até ao café. No final do mês, mesmo que não tenha sobrado nada, pelo menos irá saber para onde foi o dinheiro e quais as despesas que mais peso têm no orçamento.

Natália Nunes explica que é primeira coisa que faz com as famílias. Num folha, fazem um traço a meio, de um lado anotam tudo o que recebem e do outro todas as despesas que têm. “As pessoas não têm ideia de quanto gastam”, diz. “Ficam surpreendidas quando percebem que gastam mais do que recebem”, explicou a especialista.

Reduzir e reajustar Para uma boa gestão das finanças da família também é essencial identificar as despesas desnecessárias e reduzi-las ou mesmo eliminá-las. “De que preciso realmente? Onde posso cortar?” são as perguntas que devem ser colocadas, adiantou Natália Nunes.

São várias as sugestões para reduzir alguns gastos nas diversas categorias do orçamento familiar. Mas nalgumas situações, apenas a mudança de atitude, como no caso da conta da água, luz ou gás, pode significar mais alguns euros poupados. É também importante manter as despesas dentro dos limites da respectiva categoria. Claro que não existe nenhum modelo ideal, apenas linhas orientadoras (ver gráfico). Cada família deve ajustar o orçamento às suas necessidades. Natália Nunes explica que os créditos, por exemplo, “não devem exceder os 40%”. Sendo que, no gráfico apresentado pelo i, o empréstimo da casa está inserido na categoria habitação, que deve pesar cerca de 35% do orçamento total. Com estes conhecimentos na carteira, é começar a cortar. E cortar outra vez, é a fase dolorosa.

Depois, até pode ser divertido, sobretudo se tem jeito para o negócio. “A maioria dos portugueses não sabe que pode negociar as condições dos seus contratos. Mas podem, e devem”, conta a responsável da DECO. “Deve renegociar-se o spread com o banco. Depois, fazer simulações noutros bancos. Se oferecerem melhores condições, voltar ao nosso banco, explicar as condições oferecidas e negociar novamente. Se as condições continuarem a ser melhores noutro sítio, não se deve hesitar na hora de mudar.” Alargar o prazo do empréstimo é outra opção, mas é preciso atenção. Embora a prestação mensal fique mais baixa, no final do contrato terá pago mais pelo empréstimo.

No dia-a-dia, há muito para fazer. Em casa, uma simulação no site da EDP pode ajudar a perceber qual o melhor tarifário disponível. Apesar da redução no preço dos combustíveis, os transportes públicos continuam a ser mais económicos. Se tiver mesmo de ir de automóvel, pode optar por partilhar a viagem com outras pessoas. O carsharing é uma óptima maneira de cortar nas despesas e está na moda. Esqueça o cartão de crédito e, nas transferências bancárias, dê sempre preferência à internet e ao multibanco para evitar as comissões. Quanto à alimentação, opte pelos produtos de marca branca. O ideal é que consiga também destinar uma fatia do seu orçamento à poupança, como uma qualquer outra categoria.

Quem segue estes conselhos, é pouco provável que acabe sentado em frente a Natália Nunes no gabinete da DECO. E terá, certamente, maior controlo das contas do orçamento familiar.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/33142-saiba-como-organizar-o-seu-orcamento-familiar, a 16 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Aqui está algo que deveriam dar até ao 9º ano, ou seja, a denominada educação financeira, que deveria estar prevista no âmbito da escolaridade mínima obrigatória.

Depois temos outra situação, presente na peça jornalística apresentada, é que notoriamente as pessoas que ficam em apertos financeiros, são as pessoas, que auferem rendimentos altos, ou seja, os considerados das classes média alta, pessoas que nunca se habituaram a fazer grandes contas às despesas, mas habituaram se a passar o cartão MB e especialmente o cartão de crédito e já está, a trocar de automóvel de 2 em 2 anos, etc, ou seja, são pessoas, que iam gastando, e a conta sempre foi cedendo dinheiro.

Muitas destas pessoas, esqueceram-se de inflações, incrementos de custo de vida, de crise, e muitas delas, por vezes auferem rendimentos variáveis, que possivelmente com a crise, apresentam um decréscimo, e logo, ficaram com menor rendimentos disponível.

Penso que a educação financeira, deveria ser algo, a ser ministrado, nos ciclos escolares de cariz obrigatório, pois é algo que os pais possivelmente podem ter dificuldades de apresentar aos filhos, pois estamos inseridos numa sociedade consumista, tal como, a educação sexual, por estarmos englobados numa sociedade de imagem e exploração do corpo.

Coisas elementares como saber gerir a nossa conta bancária, de forma que dê para vivermos, mas também se consiga poupar, não é algo difícil, tudo depende de custos de oportunidade e de saber gerir de forma correcta os nossos orçamentos. Se as classes mais baixas, que possuem pouca informação nestes casos, e que muitas delas conseguiram ter alguma coisa, foi através da gestão bancária correcta, mas nesse tempo, os bancos eram bem menos comerciais.

Ajudar as pessoas, dando formação, a explicar que os bancos estão mais comerciais, e que deve gerir bem os ordenados e as contas bancárias, de forma a conseguirem ter uma vida sem sobressaltos, é algo que tem que ser ministrado, tendo especial cuidado com as classes que nunca sentiram privações e hoje muitas delas estão em encruzilhadas.

Parabéns ao autor do artigo, penso que está bem enquadrado, com soluções  para os mais diversos acontecimentos.

Deixo um apelo, abram alas para cadeiras de educação financeira, existem muitos profissionais no desemprego para ajudar estas pessoas.

Deixo a Questão: Tem por hábito realizar um orçamento familiar?

Tenho Dito!

RT

Cursos Superiores…Faça Uma Escolha Racional, Antes de Firmar….

Cursos Superiores....      Fonte: www.dialogosuniversitarios.com.br

Hoje, trago um post, não o vou comentar, pelo menos para já, deixo ao critério do leitor, passo a transcrever o mesmo:

« Ler bem o rótulo antes de escolher um curso superior

Saídas profissionais ou estatísticas de desemprego são informações a que os universitários ingleses devem ter acesso antes de decidir o futuro

Um aluno universitário é um consumidor como outro qualquer. Antes de escolher o percurso académico tem direito a ser informado sobre tudo o que o seu curso tem para oferecer. Desde o número de aulas que deverá ter até ao grau de empregabilidade, passando pelos custos que a licenciatura envolve, tudo tem de estar discriminado na hora do estudante decidir. Esta é a nova condição que o governo inglês quer oferecer a todos os candidatos. O ministro das Universidades, Peter Mandelson, apresenta amanhã o novo plano que define as prioridades para o ensino superior.

Que saídas profissionais, quem faz parte do corpo docente ou que salários são praticados no mercado de trabalho são algumas das propostas que Mandelson quer introduzir no novo sistema de acesso às instituições de ensino público e privado. As medidas surgem numa altura em que as universidades pressionam o governo de Gordon Brown para subir os encargos financeiros exigidos aos alunos. O executivo do Partido Trabalhista, aliás, já deu indicações claras de que tanto as universidades como os estudantes terão de pagar mais para leccionar ou frequentar o ensino superior.

Como contrapartida, o governo pretende que as universidades ofereçam melhores condições de acesso ao candidato. Na hora de escolher um curso, o estudante deverá ter uma lista de informação adicional em que seja possível conhecer com detalhe as cadeiras incluídas na licenciatura, o número de horas de aulas a serem dadas pelos professores ou os métodos de ensino a que vai estar sujeito. Determinar com que frequência cada aluno irá beneficiar de seminários e colóquios, informar sobre o número de horas de trabalho individual que cada curso implica e saber com que frequência vão ser avaliados são outras indicações que os institutos devem esclarecer quando lançam os novos cursos.

As obrigações das universidades perante o aluno não se esgotam com o fim do curso. Estatísticas sobre o desemprego e empregabilidade deverão ser facultadas de seis em seis meses e durante os três primeiros anos após concluírem a licenciatura. O que falta ainda saber é como pretende o governo implementar este sistema de acesso ao ensino superior. Centralizar a informação de todas as universidades num website é uma das hipóteses levantadas pelo ministro Peter Mandelson, mas ainda nenhuma decisão foi tomada pelo governo inglês.

O plano pretende ser uma resposta ao descontentamento generalizado dos estudantes universitários que protestam contra os cerca de 3600 euros desembolsados por ano para frequentar um curso superior e que dizem não ter retorno no momento de entrar no mercado de trabalho. Em Portugal, as universidades públicas estabelecem como máximo 920 euros de propinas anuais. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior divulga todos os anos o estudo sobre empregabilidade dos cursos, uma medida criada em 2005 que visa combater o desemprego de longa duração entre jovens»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/30738-ler-bem-o-rotulo-antes-escolher-um-curso-superior, a 03 de Novembro de 2003, no Jornal I

Desejo Bom Dia Para Todos!!!

RT

Concorrência Entre Bancos, na Mudança de Crédito Habitação…Valerá a Pena?

Prestação de Crédito Habitação    Fonte: www.paginav.com

Hoje trago uma notícia que analisa as transferência de crédito habitação, entre instituições, passo a analisar a situação, mais concretamente no que originou a situação:

« Transfira o crédito e poupe dinheiro todos os meses

Não é a melhor altura para procurar uma nova casa para o crédito à habitação, mas ainda encontra boas propostas sem sair do seu banco

A queda das Euribores, os indexantes usados para definir as prestações dos créditos à habitação, aligeirou os orçamentos de muitas famílias, como a de Luís Rodrigues Matias. Contudo, Luís queria que as despesas fossem ainda mais ligeiras. Por isso, há pouco mais de três meses transferiu o empréstimo da casa. “Consultando as várias instituições bancárias, o Barclays tinha uma oferta muito interessante”, conta. A redução do spread foi dramática: baixou um ponto percentual para 0,35%.

A descida de um ponto percentual no spread do crédito à habitação tem um grande impacto nos custos de qualquer família. Num empréstimo de 150 mil euros a 35 anos, por exemplo, uma prestação actual de 528 euros desce para 451 euros, uma diminuição de 14,5%. Embora não seja o único factor importante, baixar o spread da habitação deve ser uma meta para todas as famílias, mesmo para aquelas que estão confortáveis com o seu orçamento mensal. Se conseguir baixar o spread e quiser manter a prestação, pode antecipar o pagamento da casa ao banco. No exemplo do empréstimo de 150 mil euros a 35 anos com uma prestação de 528 euros, baixando o spread em um ponto percentual pode reduzir–se o prazo para 29 anos mantendo o custo mensal. Apesar da redução significativa do spread que Luís conseguiu, a família optou por alargar o prazo no momento da transferência de modo a que prestação baixasse ainda mais.

Bancos apertados As famílias que queiram transferir o crédito poderão não ter tanta sorte como Luís Rodrigues Matias. A crise financeira internacional, que também atingiu a praça portuguesa, impede os bancos nacionais de terem boas propostas como as que apresentavam há cerca de três anos, quando os spreads não promocionais chegaram a ser inferiores a 0,3%. Um casal perto dos 33 anos que queira agora transferir o seu crédito de 100 mil euros a 30 anos obtém propostas de spread que rondam 1,4%.

Contudo, dependendo do envolvimento que está disposto a assumir com o novo banco, essa percentagem pode descer para perto de 0,8%, excluindo períodos promocionais. Também pode ser difícil convencer as instituições financeiras a pagarem todos ou a maior parte dos custos que se têm na transferência. Banco BPI, Banco Popular, Barclays e Montepio são dos poucos que, à partida, custeiam a transferência, segundo uma consulta que o i fez junto dos dez maiores credores nacionais durante a semana passada.

A comissão de amortização antecipada, que acontece quando se muda o crédito de casa, está legalmente limitada: não pode ultrapassar 0,5% do montante transferido, a não ser que seja um crédito de taxa fixa, no qual a despesa da transferência pode aumentar até 2%. Isto quer dizer que a transferência de 100 mil euros custa, na maioria das vezes, 500 euros.

Não é obrigatório mudar A consulta das propostas de outros bancos não significa qualquer comprometimento. Se for um bom cliente do seu banco, é natural que ele não queira que se vá embora, logo terá de igualar a melhor proposta que a concorrência oferecer. Há pouco mais de dois anos, Sónia e Nuno Castro receberam uma carta do Millennium bcp a propor o aumento do crédito à habitação no valor que já tinham amortizado. A família, que inclui ainda o filho Daniel, ponderou a opção, uma vez que planeavam comprar um carro novo, mas acabaram por ir a outros bancos auscultar as propostas.

“O BPI propôs um spread de 0,29%, bastante menos que os 0,7% que tínhamos no Millennium”, recorda Sónia. Em reacção, o Millennium bcp baixou imediatamente o spread para 0,3%, mas o Banco BPI voltou à carga com um spread de 0,25%. “Fazendo as contas todas aos custo de transferência e ao trabalho que dá a mudança de banco, ficámos no Millennium com 0,3%”, conta Sónia. A poupança mensal obtida foi de cerca de 30 euros por mês: “É muito dinheiro”, diz Nuno. “O que se poupa já dá para a entrada do carro”, argumenta, embora a subida da Euribor tenha levado a família Castro a adiar a compra do automóvel.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/30730-transfira-o-credito-e-poupe-dinheiro-todos-os-meses , 02 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Mediante os factos, penso que o crédito a habitação, apresenta uma fatia enorme, nos orçamentos familiares, se nos anos 90, era relativamente fácil uma família contrair um empréstimo, e o ir liquidando, apesar de mesmo as taxas de juro na época serem altas, pois ganhava-se o suficiente para liquidar, a diferença é que na altura, pedia-se o empréstimo como se trata-se de um adiantamento, e as condições, eram emprego para toda a vida, e ordenados progressivos nos anos, mesmo não se apresenta-se qualificações para tal; hoje em dia, pede-se créditos para preços de casa muito altos, endivida-se, pois não existe, consistência no emprego, o emprego já não é para toda a vida, nem os salários são crescentes, ou estagnam, ou mesmo decrescem, ou seja, as pessoas hipotecam o seu futuro, e são escravas de um empréstimo a vida toda, tudo pela inflação das casas, e degradação do modo de vida.

Penso que é uma tristeza, neste final da década, em que as pessoas, passaram  ser vistas como escravas de créditos, sendo que o pior problema, nem são as entidades bancárias, nem a inflação das casas, o problema maior, é a degradação do emprego e o rebaixamento da qualidade de vida, cada vez mais atroz.

Penso que o exemplo, de necessidade de concorrência entre entidades bancárias, e como, é demonstrado na peça jornalística acima transcrita, demonstra que as famílias estão sufocadas, e que necessitam que as prestações baixem, no entanto, a banca está a cobrar o que cobrava no passado, o problema é que os portugueses ganham cada vez menos, e antigamente, só o homem conseguia ganhar para sustentar a casa, e hoje, trabalha o Homem e a Mulher, e vêm se encruzilhados, para conseguirem pagar o empréstimo da habitação.

Graças à concorrência, os bancos têm conseguido oferecer melhores condições aos portugueses, mas não podem, nem devem ser os bancos responsabilizados por esta situação, nem as pessoas, nem as empresas, mas sim todos os responsáveis pelas conjecturas que nos últimos anos, denegriram a qualidade da pessoa Humana e do Emprego em Portugal.

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Saidas Para Portugal…Para Quando o Emprendedorismo dos Patrões de Portugal…Seria uma Forma de Apoio à Nossa Juventude Licenciada…

Soluções Políticas para Portugal....e os Jovens....

Hoje venho falar do ultimo programa Prós e Contras, que passou na segunda-feira, no Canal 1 da RTP, não vou transcrever nada, vou somente fazer a minha análise mais ao tema, do que propriamente ao programa, no entanto cá vai:

O tema, era que governações para Portugal, entre os presentes estavam várias personalidades, e foi discutido vários cenários, para Portugal.

A solução, que mais consenso foi a necessária união dos portugueses, de modo, a conseguir dar indícios ao governo para onde deve governar.

Muito se falou, mas o que mais denotei, foi que muitos indicavam que o nosso país, é um país de empreendedores, e como tal, teríamos facilidade de sair desta crise, através do empreendedorismo das pessoas.

Pois, muitos assistentes do público, falaram e muito bem que empreendedorismo é as pessoas se cultivarem, é as pessoas irem estudar aos 50 anos, é as pessoas lutarem por conseguirem ter boas carreiras, e de perseguirem os objectivos de vida.

Penso que a ideia de empreendedorismo, está correcta, e compartilho que os portugueses devem se colocar em torno de um objectivo, e tentarem todos conseguir atingir o mesmo.

Considero que o empreendedorismo hoje em dia, é os jovens terminarem o 12º ano, e prosseguirem estudos, para a universidade, pois nos dias que correm é um grave risco tirar um curso, pois é o mesmo que carimbar o desemprego.

Considero as pessoas licenciadas e nascidas nos anos 80, verdadeiros empreendedores, pois são pessoas, que lutam afincadamente contra o desemprego, prestando-se a actividades para as quais não estão qualificados e que ganham miseravelmente, sujeitando-se a tudo um pouco.

Outro problema, destes licenciados, é de não conseguirem fazer carreira, muitos deles entram no mercado de trabalho, depois de terminar o curso, e obviamente não apresentam experiência profissional até então, sendo que não tendo vagas nas suas áreas, tentam concorrer para áreas menores, e as pessoas tentam não dar oportunidade a estes indivíduos, pois consideram que, estas pessoas não são trabalhadoras fiéis, e que mal encontrem algo na sua área, vão fugir e deixar o trabalho a meio. Não nego que existam profissionais assim, no entanto, penso que a maior parte das pessoas não serão assim.

No entanto, não são somente os licenciados que tem este tipo de problemas, o mesmo se aplica à juventude em geral.

Considero que, a juventude tem necessidades, desejos e motivações, e que têm o desejo de se juntarem, de terem o seu canto, e de terem uma carreira sólida, e não terem que ficar eternamente em casa dos pais.

Actualmente, muitos sociólogos têm conjecturado que os jovens saem cada vez mais tarde casa dos pais, e que isto prejudica a natalidade, e consequentemente a sustentabilidade do país em termos de segurança social, e de contas públicas. Eu digo, as pessoas saem cada vez mais tarde de casa dos país, pois não conseguem estabilidade profissional, para conseguirem atingir uma estabilidade económica, e que permita partir para uma sólida vida.

Conheço jovens casais, em que ambos são licenciados, e não conseguem ter estabilidade de emprego, pois os patrões contratam e depois de 6 meses mandam embora, para encontrar outras pessoas, e assim vão vivendo, estes casais, tem indícios graves de depressão, pois não conseguem ter uma estabilidade profissional, muitos deles não conseguem ter um namoro normal, pois altos valores de atentado ao pudor e à liberdade das pessoas cruzados com faltas de verbas, fazem com que os namoros, por vezes sejam piores que no inicio do século XIX, denote-se que estes casais apresentam anos de namoro acima dos 6 anos, muitos deles estão com 9 anos de namoro, portanto, não colocamos neste momento, a questão de que as pessoas namoram, as pessoas tem a certeza dos companheiros que escolheram, no entanto, a vida não pretende que a sorte seja bafejada para estas pessoas. O mais grave aqui, é que os valores económicos e de carreira, estão a destruir valores da nossa sociedade, os país pedem para os filhos saírem de casa e anseiam pela chegada dos netos, os jovens querem sair dos regimes por vezes fascistas que estão em casa, mas não conseguem, tudo porque, não há emprego, porque a economia não os quer, não os desejam, sendo ainda pior, quem vai ser afectado em ultima instancia vai ser a sociedade e a governabilidade do país.

Os empregos, que a maioria das pessoas tem neste país, são empregos com fracas remunerações, o que sem motivação e sem aumentos ao longo do tempo de ordenados, faz com que as pessoas, tendencialmente não se apliquem por nenhum patrão, e que desmotivem ao longo do tempo, o que faz com que a produtividade baixe, e não cresça. Denote-se que se os patrões investirem nas pessoas, e as que remuneraram de forma correcta e justa, vão estar perto dos melhores resultados de sempre, denote-se que as grandes empresas, são as que melhor pagam, e são as que possuem melhores índices de produtividade

Penso que o empreendorismo, está presente nos patrões, em querem apostar nas novas gerações, em apostar nos licenciados, e de lhes dar a estabilidade, dar uma carreira, para estas pessoas poderem seguir as duas vidas, para poderem gerar verbas e sustentar a segurança social, para poder assegurar as reformas dos nossos pais, e das pessoas, que estão no activo e que estão enquadradas nas fachas etárias dos 40 aos 50 anos.

Penso que é necessário ter bastante cuidado, pois qualquer estratégia para que se saia desta crise, deve ser sustentada com uma grande aposta na juventude, essencialmente a juventude licenciada, pois estas pessoas estão muito vem formadas e tem capacidades incríveis, se forem muito bem motivadas, muitas delas, basta somente fomentar a estabilidade profissional, para ter óptimos resultados, não sendo necessários grandes valores de ordenados.

Penso que o patronato e os governantes, pensem bem qual a estratégia que devem optar, mas penso que a dos jovens licenciados, são a opção mais célere e barata para se fazer com que a produtividade das empresas, seja incrementada e consequentemente a produtividade do país suba, e resolvam problemas da economia governamental.

Deixo a Questão: Para onde deve ser dirigida a governação de Portugal?

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Que Futuro para Portugal?? Veja Aqui Algumas Soluções…

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Hoje venho dissertar um pouco sobre o programa que vi na passada segunda-feira, à noite, no canal 1, da televisão estatal. O programa, penso que seja de conhecimento público, é denominado pelo nome de Prós e Contras.

Para quem não, conhece, trata-se de um programa, que tem duas bancadas, e de um lado estão as pessoas que são a favor de um tema, e no outro, estão pessoas, que são a favor de outro tema, mediado pela Jornalista Fátima Campos Ferreira e tem público, que pode até colocar algumas questões aos intervenientes do programa.

Pois bem, o tema de apresentado, neste mesmo programa era «O Futuro de Portugal?», pois bem, este tema, vem no enquadramento, de entrada de uma nova legislatura, ainda que seja em minoria, e se era possível governar, e quais as directrizes que a mesma deveria ter.

Os intervenientes iam desde O presidente da AMI, O presidente da Ordem dos Advogados, O presidente executivo do BPI, um politólogo, o vice-presidente da CIP e um ex ministro da educação, neste caso, discutiam prioridades que o país deveria ter, para poder sair da crise em que está, infelizmente ainda hoje encalhado.

Foi discutido vários itens, os mais relevantes, penso que foram, tentar terminar com a pobreza que existe, quer através de políticas activas, quer através da criação de emprego; outra questão que levantou, bastante polémica, foi a questão do ordenado mínimo, não ser suficiente para viver, a questão foi unânime, pois todos concordaram, que não é possível se viver nos dias de hoje com 450€, no entanto, o vice-presidente da CIP, defendeu que existem países com salários, bem menores que o praticado em Portugal; outra situação que levanta polémica, é a criação de riqueza, pois existem várias formas de a criar, uns defendem através de trabalho, outros através de obras; término da corrupção em Portugal, mas como não é possível erradicar a mesma de vez, deveria-se tendencialmente a reduzir para níveis mínimos.

Na minha opinião, e pelo que foi dito no debate, eu espelho-me, com assuntos e prioridades, dadas pelo presidente da AMI, pois penso que é necessário reduzir e se possível, terminar com a pobreza em Portugal, quer através de apoios estatais, quer por criação de empregos, para que as pessoas, se possam sustentar, e possam restaurar muitos dos fundos que o Estado Português gastar em prestações sociais, é inevitável, por muito que seja especulado, é necessário que deixemos de ser conotados como sendo um pais da América do Sul, e passemos a parecer um pais Europeu e que estejamos à altura de competir com grandes potências Europeias.

Outro aspecto que me chamou à atenção, foi a questão do valor do ordenado mínimo, os empresários não o querem aumentar, o governo tem uma meta, e necessita de o incrementar de forma a cumprir o prometido, e penso que, apesar de ser um custo para as entidades empregadoras, deve ser visto como um incentivo, algo que o trabalhador ao receber mais, vai ficar tendencialmente mais motivado, e vai consequentemente produzir mais, e melhor, logo, fica a ganhar em primeira instancia o empregador, mas no global e no médio longo prazo, a economia nacional. Mas desafio os empregadores, a viverem basta um mês com o valor de 450€, e já não falo sem as regalias, e vão ver que é muito pouco, mas que principalmente, se vai inflectir na sua prestação no trabalho, originando, desleixo e desmotivação, é inevitável que se olhe para as pessoas, como pessoas e não máquinas. Agora para resolver os incrementos de custos que origina o aumento do ordenado mínimo, que tal congelar, os aumentos dos ordenados, dos altos cargos, de modo, a diminuir a discrepância presente entre os ordenados mais baixos e os mais altos, e lembrem-se sempre 1% sobre 500€, é bastante diferente de 1% sobre 5000€. Denote-se que o ordenado, é a primeira grande fonte de motivação de um trabalhador.

Falou-se vagamente no debate de emigração de pessoas qualificadas, sendo que esta taxa, infelizmente, está a aumentar, eu digo infelizmente pela razão, que anualmente o Estado, gasta muitos euros a formar pessoas, a sustentar as escolas e universidades, e para onde vai esse investimento? Pelos vistos foge do País, pois o Estado, não consegue os segurar, pelas mais diversas razões, mas a mais notória é mesmo, a questão do emprego, e da estabilidade profissional, e consequentemente a estabilidade da vida pessoal. Penso que, é urgente, repensar o destino que estão a dar aos jovens, especialmente aos qualificados, estão a ser desprezados e estão a fugir, estes jovens em vez de «saldarem» com trabalho, o que foi investido neles fogem, embora saiam conscientes que o País não quis «receber» o pagamento.

Quanto à questão da riqueza, penso que existem muitas formas de a criar, no programa foi defendido, que é necessário que a riqueza seja criada, e que a mesma, deveria ser ter origem, num grande envolvimento social, pois se for uma grande causa, as pessoas aderem, pois bem, em certa parte eu concordo, que a mesma deve, ser parte integrante dos mais diversos sectores económicos, no entanto, no referido programa também foi enumerado, algo que penso que também é verdade e que também sou obrigado a concordar, é a questão das pessoas hoje, em dia serem mais individualistas e esta mesma situação estar a suscitar conflitos, que mais tarde, ou mais cedo, vão rebentar, e causar dados irreversíveis na nossa sociedade. Perante esta situação, penso que para existir uma coesão, é necessário criar objectivos pequenos, de fácil alcance, de forma a fazer com que as pessoas, se juntem e tentem atingir, e que se sintam gratificadas por o atingir.

Um exemplo, de grande coesão, em Portugal, foi o Europeu de 2004, em que as pessoas, se juntaram, e fizeram um excelente trabalho, pois sentiram-se gratificadas com o excelente espectáculo que proporcionaram ao mundo.

Portanto e para concluir, penso que devemos produzir riqueza, no entanto, deve-se saber receber e retribuir, ou seja, não podemos pedir aos trabalhadores para produzirem, e não sabermos dar em troca, não falo somente em bens monetários, mas sim em motivação, em envolver os mesmos, na estratégia do País e na organização em que estão integrados.

Devemos evitar a saída dos cérebros de Portugal, estas pessoas, têm muito para dar ao País e vão ter que ir dar lá fora, o que faz com que os nossos «concorrentes, fiquem de certa forma, mais coesos, e neste mundo global, tenhamos mais adversidades, deixar estas pessoas saíram, é o mesmo, que estar a oferecer de mão beijada o ouro ao bandido.

A pobreza, é algo que penso que também tem que se encontrar solução, pois é uma forma de diminuir muitos dos nossos problemas sociais actuais, emprego, e mesmo porque não formação profissional, de modo, a dotar e a despertar, nestas pessoas novas valências e aptidões que os permitam encontrar um rumo, se possível para as suas vidas. Muitos das pessoas que vivem em exclusão social, e que estão aptas a trabalhar, só estão inseridas neste problema, essencialmente às adversidades sociais e aos conflitos que existem, entre ricos e pobres, se assim se pode, de uma forma vulgar denominar.

Os conflitos socais, tendem a se agravar, caso as pessoas sejam cada vez mais pobre, se sintam cada vez mais excluídas, eu pessoalmente, conheço pessoas com curso superior, que estão a sentir-se bastante excluídas da sociedade, e que não tendo ocupação, e ficando com mais idade, e sem emprego, vão ficando mais empobrecidas, e tenho mesmo receio, que muitas delas, não voltem as costas à sociedade, e surja aqui um novo factor de exclusão, denote-se que muitas delas estão mais secas, e estão a borrifar para tudo e todos, de onde pensam, que penso, por o andar da carruagem, esteja assim tão distante, que é a exclusão das pessoas licenciadas, e nascidas na década de 80, mas que são velhas para trabalhar, tem qualificações a mais e como tal têm que ser excluídas da sociedade, é verídico, deixo um apelo, para que se aproveite estas pessoas, o quanto antes, e mesmo se dê prioridade às mesmas

No global, penso que o debate falou de coisas concretas, no entanto, deixou no ar algumas directrizes para a resolução de problemas, não abriu lugar a estratégias em concreto, no entanto, penso que as soluções apontadas, foram bastante boas, só tenho a indicar que é pena que, nenhum dos intervenientes tenha a noção da realidade, da juventude actual, enumerando, muitas vezes, a «geração deles», e não mostrando, apetência para a contratação de jovens, mostrando valor para os que estão a entrar na faixa etária dos 30 anos, e que não conseguem, ter um estabilidade profissional, para posteriormente, estabilizarem pessoalmente, e originem descendência ( que iria agradar a muitos que estão destinados, pelo andar das coisas, a não serem avós), que irá provocar emprego, directamente a educadores de infância, professores, educadores, pediatras, enfermeiros, etc; e vão ajudar a segurança social a diminuir o seu défice; penso que seria uma maneira de diminuir os conflitos entre jovens novos e velhos, os de pré-Bolonha e os de Bolonha, os com Curso Superior e os sem Curso, etc.

Para terminar, de todas as estratégias, a melhor é a que envolve todos em busca de algo comum, o ideal, é a salutar convivência, e não o desprezar da juventude.

Deixo a Questão: Que Futuro para Portugal?

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Abandono Escolar Está a Aumentar…Porque Será? Como Podemos Inverter Esta Tendência?

Abandono Escolar         Fonte: www.tralapraki.blogspot.com

Abandono Escolar Fonte: http://www.tralapraki.blogspot.com

Hoje saiu uma noticia, num Jornal Diário, onde tem como intuito de chamar à atenção, para o incremento do abandono escolar, especialmente em idades abaixo do 9º ano, passo a transcrever a notícia, seguida de um comentário da minha parte referente a este assunto:

«Um em cada três alunos em risco de abandonar a escola

Mais de 20 mil alunos de dez municípios foram inquiridos pela associação EPIS – 30% dos adolescentes revelaram risco de insucesso

Joana reprovou o 7º ano com cinco negativas. Filipa chumbou a três disciplinas do 8º ano e Ana Rita faltou tantas vezes que não conseguiu passar para o 8º ano. As três adolescentes puseram os livros e os professores de lado. Passaram o tempo a conversar durante as aulas, a marcar encontros com os amigos e a dedicar boa parte dos dias aos namorados. As alunas da Escola Básica 2+3 do Bocage, em Setúbal, representam uma parte muito pequena do insucesso escolar em Portugal.

Conhecer quantos adolescentes do 3º ciclo do ensino básico estão em perigo de chumbar foi a proposta lançada pela Associação Empresários pela Inclusão Social (EPIS) a todas as autarquias. Uma dezena de municípios aceitou o desafio e mais de 20 mil estudantes do 7º e 8º ano foram inquiridos, representando 10% do universo nacional (ver caixa de números). As conclusões dos inquéritos permitiram construir um diagnóstico sobre o insucesso escolar em concelhos do litoral, interior, norte e sul do país – um em cada três foi considerado aluno de risco.

Joana, Filipa e Ana Rita estão entre os seis mil alunos que desde o ano lectivo de 2007/08 passaram a ser acompanhados por 88 técnicos de educação formados pela EPIS. Ao fim de dois anos, os resultados são agora divulgados pela associação que juntou mais de 100 empresas para ajudar as crianças que ficam para trás nas escolas: “No ano lectivo 2008/09 houve um aumento de 14% dos alunos que transitaram de ano”, conta Ivone Lima Miranda, coordenadora do projecto Rede de Mediadores para o Sucesso Escolar.

As três raparigas de Setúbal fazem parte deste novo grupo de 1000 alunos que subiu o rendimento escolar. Começaram a estudar com Margarida Brandão, a técnica da EPIS que acompanha 44 crianças da Escola do Bocage. Cada uma delas tem um novo método de estudo. Estão atentas nas aulas, resumem as matérias de cada disciplina e cumprem à risca uma tabela com tempo para estar com os amigos, ver televisão, estudar e ainda com horas certas que devem dedicar ao amor. “Aprendemos até a fazer exercícios de relaxamento para não ficarmos nervosas antes dos testes”, conta Joana Carvalho, de 14 anos.

Os métodos da mediadora não são muito diferentes das súplicas que pais e professores fazem aos filhos e alunos. O certo é que os conselhos de Margarida Brandão resultaram e a resposta para isso é simples: “O mediador tem a vantagem de não ser nem professor nem pai.” E tudo o que os miúdos contam fica em segredo absoluto.

As confissões dos miúdos foram o elemento chave para descobrir as razões do insucesso escolar. “Os factores são semelhantes nas crianças das escolas do interior, litoral, norte ou sul do país”, explica Ivone Miranda. Há causas como desemprego, pobreza, famílias desestruturadas, maus tratos infantis ou violência conjugal que não surpreendem os técnicos habituados a lidar com o fenómeno. Mas há outros motivos que apanharam os mediadores desprevenidos. “Cerca de 80% dos alunos diz que o problema não está nos professores e as maiores dificuldades prendem-se com questões de auto-estima.”

Dificuldades tão simples como dentes estragados ou obesidade são suficientes para comprometer o rendimento escolar de uma criança. A vergonha é o início de tudo: “A fraca auto-estima fez com que os alunos se isolassem dos colegas e se afastassem da escola.” Um problema de visão é outro factor de risco, que as escolas não conseguem detectar no meio de turmas com quase 30 crianças: “Muitas vezes a solução passou por marcar uma consulta de oftalmologia e arranjar um par de óculos para o aluno conseguir ver o que o professor escreve no quadro.”

E é por isso que a iniciativa da EPIS tem em conta três vertentes do insucesso escolar – desenvolver a auto-estima e os métodos de estudo do aluno; trabalhar com as famílias sempre que estas representem parte do problema; e ainda encontrar apoio de instituições como centros de saúde, segurança social ou comissão de protecção de jovens em risco de cada município. “Procuramos obter respostas em todas as esferas para que não restem motivos que justifiquem o abandono ou insucesso.”

Há dois anos, quando o programa da EPIS entrou na Escola do Bocage, a directora soltou um suspiro: “É mais um recurso com que podemos contar”, desabafa Lígia Castelões Figueiredo. Muito mais aliviados ficaram os directores de turma, que têm a seu cargo entre 25 e 28 crianças por ano: “É muito trabalho para um só professor que tem de perceber sozinho o que se passa com cada miúdo.” Os casos mais graves são os que têm prioridade e os restantes vão ficando para trás. O projecto da EPIS permitiu libertar o director de turma dos alunos mais problemáticos: “Cada um deles passou a ter um acompanhamento personalizado.”

Para Filipa e Ana Rita, o projecto termina no Verão quando concluírem o 9º ano. “Nem quero pensar nesse dia”, confidencia Ana Rita. O desabafo está longe de ser um drama: “Antes pensava que sozinha não ia conseguir, mas agora já sei que sou capaz.” Melhor do que isso, é saber que a professora Margarida estará por perto. “Todos eles têm o contacto do meu telemóvel, sabem onde está o meu gabinete e podem vir ter comigo sempre que precisarem”, conta a mediadora.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/27952-um-em-cada-tres-alunos-em-risco-abandonar-escola, a 15 de Outubro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

O sistema educativo está um caos e desde há vários anos, anos na década de 90, onde se aplicavam reformas, atrás de reformas educativas, que até nessa mesma altura colocaram as denominadas Provas Globais, e as mesmas hoje, já nem existem, no 12º Ano existiam às denominadas cadeiras técnicas, as provas Globais, hoje não existem, o que vai influir de uma forma não muito justa com quem tira o secundário nos dias de hoje, face aos que tiraram na década de 90.

O abandono escolar, sempre existiu, mas penso que não tão expressivo como nos dias de hoje, pois antigamente, os costumes eram outros, quanto mais se estudava, maior seria o desafogo económico que as pessoas iram ter nas suas vidas futuras.

Hoje, em dia o que acontece, é que o o estudar não abre as portas do mundo profissional e não é sinónimo de uma vida futura estável, aliás o que se passa neste Portugal, é que quando menos estudos tivermos, mais possibilidades temos de ter uma boa vida futura e de não termos que nos preocupar com a denominada carreira.

Por exemplo, uma pessoa que possui baixas qualificações, tem mais possibilidade de arranjar emprego, embora seja, na maior parte a contractos, muitos conseguem efectivar, os de contracto, arranjam mais rapidamente, se saírem de quem não tem a denominada «experiência», estas pessoas, são actualmente pela taxa residual de natalidade existente, mas só têm que ir trabalhar, e  não têm que se preocupar com problemas da empresa, ou mesmo, trazer trabalho para casa.

Uma pessoa, nos dias de hoje, que possui um cursos superior, e que seja, recém licenciada, não tem emprego, isso é um ponto assente, não consegue aceder a empregos de grau inferior, pois as pessoas julgam por ter qualificações a mais, não conseguem desta forma ter a «experiência» para nada, e não conseguem começar a fazer a tão indispensável carreira para esta franja da população, o que adia a vida a todos os níveis, inclusivé impedindo a natalidade, ou a levando para idades que  não são as mais adequadas, tudo pela carreira, e pelo atraso que levou.

No artigo acima, falava-se que o abandono escolar, era muito influído por, baixa auto estima, e que os jovens abandonavam cada vez mais, a escola devido a este factor, pois bem, acredito e concordo que o mesmo seja verdadeiro, e que no futuro, as pessoas vão chegar aos 20 anos, completamente deprimidas, e depois vão se sentir como os que hoje estão a chegar aos 30 anos, frustradas e deprimidas mais ainda, por a sociedade ser mais injusta, e cada um de nós, viver com o mal do vizinho, do colega, e pior do amigo.

Quando à escola, devo indicar que podem dar a volta ao texto, para isso, é mostrar que quem mais estuda tem a possibilidade de entrar numa parte da população, que irá ter emprego e ordenados estáveis e ao nível do que foi estudado, ou seja, o prémio pelo estudo será e deveria ser esse, pois contam-se pelas mãos os que estudam por prazer, e não vale a pena atirar areia para os olhos.

Outra solução, é mudar os conteúdos programáticos, são muito arcaicos e em certas situações, os considero obsoletos, e que hoje em dia, os jovens tem contacto com realidades através da televisão e da internet, que não vêm espelhados na escola, sendo esta ultima para eles um lugar enfadonho e triste, onde só vão, para estar com os amigos.

Como em tudo na vida, a escola tem que sofrer mutações mais céleres, e mais ajustadas, aos povos de hoje em dia, às suas vivências, desejos e motivações, não vale a pena ensinar como se faz a roda, se hoje queremos saber como fazer a fibra óptica…

Persuadir os jovens, que a escola lhes incrementa valor, e que mais tarde esse valor vai ser reconhecido, mesmo pelo seu grupo de amigos, é algo que tem que ser conquistado e feito por pessoas externas à escola, não são professores, mas sim pessoas com atitude e lideradas por gestores e directores competentes que saibam delegar, e colocar-se na pele dos alunos.

Nunca, mas nunca de deve impor, impor é algo conotado com o antigo regime, e ainda hoje, nas escolas, se impõe, é verdade que devem existir limites e regras, mas sempre negociadas e não impostas.

Nunca devemos deixar um aluno sem aprender aquela parte da matéria, pois mais tarde não vai entender o que se dá, por faltar aquela parte, e vai desmotivar e abandonar a cadeira, nunca saberá o que perdeu, mas a sociedade em longo prazo será sacrificada, muita atenção, professores são professores, e não engenheiros nem outras coisas, cada macaco no seu ganho, um bom professor não abandona o aluno, tem que o motivar a saber e a aprender, ou acham que as mães abandonam os filhos, enquanto estes não sabem andar…

Moral da Historia, para impedir o abandono escolar, temos que crescer, incrementar o valor perdido no emprego qualificado, temos que ter melhores professores, e dotar a escola de mais profissionais para libertar os professores para o ensino, tem que se colocar programas mais atraentes para os alunos e depois dotar a sociedade de reconhecimento das pessoas qualificadas.

Deixo a questão: Que pensa do Sistema educativo e do aumento do abandono escolar?

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