Conheça Um Pouco Mais Os Habitantes da Casa dos Segredos…

Casa Dos Segredos 2 Fonte: http://www.gostotv.com

Hoje trago um artigo que pode ajudar a compreender a casa dos segredos para os mais desatentos…

« Casa dos Segredos. Eu sei que tu sabes que todos eles sabem

O que é preciso para estar lá dentro? A partir dos BIs oficiais, traçamos o perfil dos concorrentes do reality show, que no último domingo chegou a atingir uma audiência de dois milhões

Ter o apelido abreviado

É o caso das Danielas P. e S., (não confudir com post scriptum) e dos Joões F., J. e M. Confuso? Não pense mais nisso. Para baralhar ainda mais, tente descobrir quem é quem. Temos a psicóloga divorciada que gosta de jogos de lógica; o encarregado industrial numa fábrica de mármores e granitos do pai que toca acordeão em dois ranchos e é fã de touradas; a praticante de artes marciais que adora futebol (“ver e jogar”) – é que podia ser só uma das duas hipóteses; o tipo que sonha em ser pai; e o estudante de gestão que já foi vice-campeão de Muay Thay.

Ter um nome com um leve toque estrangeiro

Delphine tem 19 anos, praticou ballet clássico, e “vem de Caminha” – como podia vir de Toulouse ou Lyon. Humilha qualquer pessoa que só saiba tocar ferrinhos, já que domina a flauta, o clarinete, o piano, o orgão e a guitarra. Já Fanny é assistente dentária mas gostava de ser médica legista. Vem da Suíça e diz que o telemóvel é “vital na sua vida”. Tal como um curso para andar a dissecar cadáveres, já agora. Cleide, advogada estagiária, tem “boa imagem”. Ainda assim confessa-se “tímida”.

Perder (ou ganhar, consoante a perspectiva) várias horas no ginásio

Joao F. tem o “culto do corpo”. Entre uma pirâmide de chocolate e uma bola de Berlim, o pasteleiro Marco faz musculação todos os dias. Carlos é outro frequentador assíduo das máquinas, tal como Paulo, que se preocupa bastante com a “aparência”, pratica Jiu jitsu e ainda trabalha os músculos. Miguel faz bodybuilding e vai “duas vezes ao ginásio por dia”. No tempo que lhe sobra, dorme. O seu maior sonho é “aparecer na capa de uma revista de fitness”.

Possuir uma qualidade raríssima

Sónia, professora de História de Arte, gostava de ser designer de moda, e tem tudo para consegui-lo – descrevem-na como “culta”. Filipe, advogado estagiário boémio, adora Bocage e Shakespeare e gosta de “discutir política”, assunto muito convocado num reality show. Teresa, estudante de turismo na faculdade de letras da Universidade de Coimbra, “nunca chumbou”. Palmas a dobrar já que trabalha à noite para pagar os estudos. Miguel “não come fritos nem doces”. Daniela S. é “observadora”. E por aqui ficamos, no caso de estarmos a ser vistos.

Querer ser famoso (e frisá-lo bem para que não restem dúvidas)

Cátia é auxiliar de acção médica, mas gostava de ser actriz. Já fez figuração nos Morangos com Açúcar. Gosta de Rihanna e Eminem e concorre “para se tornar conhecida e para tentar a sorte no mundo da televisão”. O pasteleiro Marco concorre “pela fama e pelo dinheiro”. Paulo “quer ser famoso e sair da rotina”. Mais novidades só no continente dos reality shows chamado TVI.

Ser franco, acima de tudo

Nádia vive em Queluz e assume-se como “manipuladora e jogadora”, reminiscências, estamos em crer, de uma “adolescência rebelde”. João J. quer “entrar para vencer”. Paulo assume-se como “líder e jogador”. Nos entretantos, aprecia música africana. Daniela P. entrou na Casa “para se tornar mais famosa e tentar entrar definitivamente no mundo do espectáculo” – por favor, atente no “mais” e no “definitivamente”, antes de saltar para a característica que se segue.

Padecer de alguma coisa estranha

Pedro tem 27 anos e diz que lhe foi diagnosticado “poliamor”. Bancário, barman e estudante de Ciências do Consumo, gosta de festas e do “ambiente nocturno”, o contexto ideal para encontrar solução para o diagnóstico. João F. “irrita-se quando tem sono ou fome.”

Ter um atributo físico distintivo

Ricardo, o pasteleiro que tem uma banda de reggae e rap e quer ser psicólogo ou sociólogo [pausa para respirar fundo] considera-se “um gigante (tem 1,96 m) com bom coração”. Susana, bailarina de striptease, é muito exigente com o corpo. Já fez “várias operações plásticas”, uma das quais salta à vista e garante-lhe a sobrevivência em casa de inundação na Casa dos Segredos.

Não ter medo de agulhas

O cabeleireiro Carlos gostava de ser tatuador. Se lá chega não sabemos, mas tem inúmeras tatuagens espalhadas pelo corpo. Ricardo, o tal que mede 1,96 metros e tem bom coração, “tem muitas tatuagens”. Pele não lhe falta para passar um dia no Miami Ink.

Ter uma relação estreita com a noite

Uma bailarina de striptease, um segurança de discotecas, um barman, um psicólogo clínico que adora “festas da espuma” . Podia ser a discoteca Viking no Cais do Sodré, mas é só uma casa na Venda do Pinheiro. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/151547-casa-dos-segredos-eu-sei-que-tu-sabes-que-todos-eles-sabem, a 27 de Setembro de 2011, em Jornal I

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Uma Entrevista a Julia Pinheiro….

Hoje, e para começar bem a semana, trago uma entrevista que saiu no final da semana transacta, desta feita, com a apresentadora Júlia Pinheiro, passo a transcrever a mesma.

Julia Pinheiro Fonte: http://www.ionline.pt/

« Júlia Pinheiro. “Grande parte dos programas que faço não são do meu interesse pessoal”

Diz que se pudesse fazia um programa de arqueologia e acha-se desinteressante para entrar “Casa dos Segredos”. A directora da TVI fala das suas opções e de como fugiu a uma carreira na informação

São 19 horas quando Júlia Pinheiro começa a conversar com o i, sempre de telemóvel na mão. A apresentadora vai acelerar a nossa conversa porque não falta ao jantar com o marido e os três filhos. Esperámos pela directora de conteúdos da TVI numa sala de reuniões da estação repleta de cartazes dos programas que marcaram a história do canal. “O jacuzzi das celebridades”, ou melhor, “Quinta das Celebridades”, o “Big Brother Famosos”, agora só falta colar na parede a “Casa dos Segredos”, líder de audiências que já conseguiu 57,8% de quota. Ouve-se a voz de Júlia, de 48 anos, nos corredores, antes do barulho dos saltos altos. A filha única que sonhava ser arqueóloga fala abertamente da carreira, do sonho de ser repórter de guerra, dos amores e do quanto se diverte a fazer directos.

Juntou a um programa diário, “Tardes da Júlia”, a “Casa dos Segredos” e ainda é directora de conteúdos da TVI. Não é cansativo ?

Trabalho desde os 19 anos e não me lembro de ter tido só uma coisa para fazer. Acho até que ficava mal disposta e me iam surgir borbulhas. O que me cansa é gastar o tempo inutilmente em tarefas que são uma chatice. Por exemplo, reuniões. Somos um país de reuniões. Há umas fantásticas, outras um verdadeiro pincel. O momento simples de fazer o programa não me cansa nada.

Parece estar sempre a divertir-se. Numa das galas até surfava.

Aquilo diverte-me. Às vezes perguntam-me porque sou bem sucedida, a resposta é: porque não estou em esforço. Quando me atirei para o chão, foi porque me apeteceu. Sou o terror dos realizadores. Temos marcações para as filmagens, mas eu posso ir para qualquer lado. É isso que adoro nos directos.

Não usa teleponto. Porquê?

Por que é uma chatice. Era o que mais faltava. A forma como se lê não é a mesma como se fala. Eu sou um bicho deste artifício: de falar em directo, sem uma única linha escrita. Tenho uns cartões para saber o alinhamento e mais nada. E se me divertir aquilo corre bem.

E se isso não acontecer?

Não corre bem. Mas mal, mal só me correram dois. Um programa que se chamava “Só para Inteligentes” – só o nome assusta – e um outro “Cantigas de Maldizer”, os dois na SIC.

Por que é que correram mal?

Não eram bons programas. Estavam mal enjorcados. Tive audiência, mas estava em esforço. Grande parte dos programas que faço, se não a totalidade, não seriam os que eu escolheria. Os programas que quereria fazer são uma seca. Adoro arqueologia, mas acha que vou fazer um programa sobre pedras e escavações? A dona Jaquina ia perguntar: “Olha Zé, a dona Júlia dentro de um buraco?” É uma questão profissional. Se a empresa à qual pertenço precisa que os programas sejam executados, faço com o maior prazer. Mas não são os do meu interesse pessoal.

E consegue fazer?

Na maior.

Como directora de Conteúdos da TVI o que viu na “Casa dos Segredos”?

É o formato internacional mais interessante na televisão. Tem uma componente de voyeur, a base do reality show, que é o princípio da vizinha, o lado mais pequenino de nós, mas que é intrinsecamente humano. Em cima disto, puseram uma coisa ainda mais interessante, o jogo, com uma certa manipulação psicológica. É uma experiência sociológica interessantíssima. Correu-nos muito bem o casting, ao contrário do que as pessoas dizem.

Mas há muitas críticas.

Como arranjámos um grupo de pessoas com um histórico, a maior parte deles, problemático, há muitos preconceitos. Mas ter um segredo tipo “tenho três gatos cor-de-rosa” não é propriamente um segredo. Já o segredo “participei num assalto” ou “fui acompanhante de luxo” é. Mas nenhum tem cadastro criminal ou foi condenado, desse ponto de vista fomos cuidadosos. Como tiveram uma experiência mais rica, de tensão, têm conversas mais interessantes. Já discutiram a pena de morte ou a SIDA. A facilidade com que rotulamos isto de pornografia mental, como já li, é proviciano e preconceituoso. Há uma coisa ridícula em Portugal: se é feito lá fora é uma coisa extraordinária, se é feito por nós é uma caca.

É um reality show familiar?

Sim. Toda a família pode ver. Não há um único palavrão, porque metemos os piis, jamais mostrariamos cenas de sexo explícito ou um nu frontal. Nada vai para o ar sem cuidado.

E a emissão 24 horas por dia, no MEO?

Isso é outra coisa. Mas nas nossas responsabilidades com o alvará de um bem público como canal de TV estamos defendidos. Não há nada que não possa ser visto em família.

Era capaz de participar no programa?

Não. Primeiro é preciso ter veia de jogador, coisa que não tenho. Gosto de jogos de cartas e escondidas, mas acho este jogo complicado. Depois, as pessoas que entram nisto têm de ter uma vocação para o acting. Sou incapaz de manter isso durante tanto tempo. Além disso, sou muito desinteressante, não tenho nada a dizer ao mundo. Num sítio daqueles comia, dormia e lia. Leio muito, no mínimo cinco livros ao mesmo tempo. Sabe, quero é estar quieta. Preciso muito de silêncios. Há 18 anos que tenho pessoas a falarem-me ao ouvido [da regi de TV].

Costuma ligar à sua mãe a dizer: “Convidaram-me para este projecto”? Como é que ela reagiu à Casa dos Segredos?

Geralmente é ao contrário. Alguém lhe diz ou ela vê numa revista e vem perguntar-me. É muito crítica, costuma dizer: “É mais uma daquelas patetadas.”

Ela vê a “Casa dos Segredos”?

Acho que sim. Deve ver uns dez minutos para perceber se eu não estou doida de todo, como está o meu vestido e o cabelo e depois vai à vida dela.

Gosta desse lado de glamour nos programas de televisão?

Muitas colegas construíram a sua imagem de comunicadora com base na imagem física, não acho nada mal. Mas eu, quer dizer, não sou propriamente uma das raparigas mais bonitas que o mundo já produziu… Sou uma senhora de idade, tenho quase 50 anos. Gosto de roupa, das coisas da moda, mas estou numa fase da vida que quero tapar e não mostrar. Estou na defensiva. Há dias em que me visto e dispo tantas vezes, graças ao programa diário, que a roupa é um código quase militar. Tenho sorte de ter coisas bonitas de estilistas internacionais, mas chega a uma altura em que só quero despir o Valentino, Donna Karan, Gucci e meter-me no pijama.

É uma das apresentadores mais famosas de Portugal…

Acho que sim.

… as pessoas costumam abordá-la muito na rua?

Sim. A melhor parte é quando me dizem: “É muito menos feia do que na televisão e muito mais magra.” Na televisão envelheço, é uma questão de telegenia. Encontrei uma vez uma senhora que falava de mim ao marido como se não estivesse lá: “É rija”, gritava. Na altura da “Noite da Má Língua” é que foi mais complicado. Entrava num restaurante e metade das pessoas não me falava. Ainda por cima, tinha feito assessoria de imprensa ao ministro do comércio, Faria de Oliveira, na primeira maioria do Professor Cavaco, por isso conhecia toda a gente da política. E naquele programa dessacralizámos os políticos.

Como era fazer a “Noite da Má Língua”?

Hilariante. A fase com o [Rui] Zink, Miguel Esteves Cardoso e a [Rita] Blanco foi tão louca. Tínhamos carta branca. Perguntava ao Emídio [Rangel]: “Então, posso dizer mal do Papa?” Ele respondia que sim. Chegamos até a gozar com o próprio Emídio. Há um episódio em que ele e a Felipa Garnel vão atrás de um jornalista que fazia umas crónicas assassinas no “Semanário”, em que atacava sempre o Emídio. Eles deram-lhe um enxerto de tareia, merecido, aliás. Foi uma escandaleira. Pensávamos, é o nosso chefe, mas não podemos passar ao lado disto. Então recriámos a cena. Andávamos numa carrinha e dávamos um enxerto de porrada a um tipo. O Emídio foi elegantíssimo e não disse nada.

Quando entrou na licenciatura de Línguas e literaturas modernas imaginava estar onde está hoje?

Não queria de todo ser professora de inglês ou alemão. Fui para lá porque não pude ser arqueóloga. A minha mãezinha, que é muito pragmática, disse: “Arqueologia? Fazes isso lá para frente, escolhe algo mais prático.” No ano seguinte a entrar, comecei a trabalhar na área. Estive dois anos na RDP sem ganhar um tostão. Mas foi uma óptima escola. Estava sentada ao pé do Emídio Rangel, na altura um jornalista muito desalinhado, e do Fernando Alves. Foram tempos engraçados.

Mas queria ser arqueóloga?

Foi uma coisa que meti na cabeça aos 10 anos. Devo ter lido uma biografia da Cleópatra e achei que era isso que ia fazer. Onde morava, que eu sou uma menina da margem sul, existia um núcleo de arqueologia amadora. Mal entrei no liceu, fui para lá. Com 12 e 13 anos já participava em escavações. Aliás o meu primeiro beijo com o primeiro namorado, sabe onde foi? Dentro de um buraco.

Como aparece o jornalismo?

Em miúda, vi a visita do Papa João Paulo II a Lisboa e fiquei fascinada com os jornalistas que estavam ali ao lado. Embora não fossem a notícia, faziam parte dela.

Começou a trabalhar com 19 anos, como reagiram os seus pais?

Muito mal, estavam apreensivos. No segundo ano em que estava na RDP, começaram à procura de pessoas para a Renascença. Eu ia ser jornalista, como a a Christiane Amanpour [da CNN], não ia ser palhaça do entretenimento, mas as vagas eram para locutoras. No turno da noite, não podia haver mulheres jornalistas. Na época em que só ia para rádio quem tinha uma voz extraordinária, eu, que tenho uma voz desgraçada, de apito, pensei “isto vai correr tão mal”. Mas vá-se lá saber porque, o director na época, o Henrique Mendes, achou-me graça. O meu pai é que não, porque chegava a casa às quatro da manhã. Foi um terramoto familiar, mas acabaram por perceber.

Como foi o seu primeiro programa?

Chamava-se “Sessão da Meia-Noite”. [Baixa o tom de voz] Era muito mau… Eu era completamente maçarica. Eu, o José Relvas e o Luís Loureiro apresentávamos um programa da meia-noite às duas da manhã. Andávamos bêbados de felicidade. Mas devia ser muito má. Todos os dias perguntava ao Henrique Mendes se já tinha ouvido e a resposta era sempre a mesma: “A essa hora não. Mas já pedi as gravações.” Devia ser tão mau que ele nem tinha coragem de o dizer.

É na rádio que conhece o seu marido, Rui Pêgo.

Foi tipo filme. Um dia chego à Renanscença, e o Henrique [Mendes], apresenta-nos. Ele era uma estrela da rádio, um divulgador, e eu sabia que naquele dia ele devia ter entrevistado o Mark Knopfler, dos Dire Straits, mas adormeceu. Então fiz o número: “Com que então ficou a dormir e deixou o Mark Knopfler pendurado?” Ele olhou para mim e disse: “E o que é que tem a ver com isso?” Sai porta fora e diz para o Henrique: “Vou me casar com esta miúda.” Se não fosse o Henrique a confirmar esta história, diria que era ele a dar-me a volta. Eu tinha 21 e ele 28, já estava separado mas ainda não divorciado. Nunca mais olhei para ele. Até que ele começou a fazer corte… Já lá vão 26 anos. Tenho um casamento extraordinário, deve-se em grande parte ao meu marido. É um romântico, eu sou um pedragulho. Temos um imenso prazer na companhia um do outro.

Na adolescência, não era romântica?

Não sei seduzir, porque fui sempre seduzida. A única vez que tentei, demorou tanto tempo que ele adormeceu. Nunca sofri aquela coisa de amores, não sou romântica. Na adolescência era muito popular, “the queen of the party”. Durante o dia farra, à noite não. Só fui a uma discoteca aos 18 anos. Eram festas de garagem e muitos namorados. Graças a Deus.

Sim?

Ah! Bué. Faz parte. Namorei o que tinha de namorar.

Quando se viu na televisão pela primeira vez, como se sentiu?

Nos primeiros tempos ficava tão aflita que achava que me ia cair o traseiro. Cheguei à TV muito tarde. Tive uma incursão breve aos 19 anos, num programa de música para jovens, mas foi um toca e foge. Depois andei na rádio e só aos 30 anos, já mãe de uma criança, é que entro na TV, quando apareceu a SIC. Fiz o curso de pivôs e o Emídio escolhe-me a mim e ao Nuno Santos para fazer o “Praça Pública”.

Há um momento em que decide conscientemente deixar o jornalismo?

Sonhei em ser pivô. Mas a dada altura percebi que a redacção da SIC era muito masculina, que havia uma série de colegas minhas com grande potencial e que eu tinha o estigma de ter feito entretenimento na rádio. Depois constatei que ser pivô não era muito excitante. A rotina é cansativa. Além disso, tenho um histrionismo que os anos vieram acentuar, por isso manter-me quieta ali seria problemático. É uma coisa meio formal, mais contida, ainda bem que deixei.

O seu filho é agora seu colega [Rui Pêgo, apresentador do “Curto Circuito”, na SIC Radical]?

E teve exactamente o mesmo percurso. Ganhou o casting, tal como eu, na mesma idade. Mas achei sempre que a SIC teria o constragimento de dar o sinal para fora de que vai ganhar o filho da Júlia. As pessoas iam pensar que o tinham beneficiado e ele ia ser prejudicado.

Imagina-se a trabalhar sempre na televisão?

Sim. Mas tenho duas coisas para fazer na vida: a arqueologia e escrever. Tenho o segundo romance a caminho [“Não Sei Nada Sobre o Amor” foi o primeiro]. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/88253-julia-pinheiro-grande-parte-dos-programas-que-faco-nao-sao-do-meu-interesse-pessoal, a 13 de Novembro de 2010, em Jornal I

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O Declínio De Uma Estação de Televisão…11 Anos Depois…

TVI

TVI

Hoje trago mais desenvolvimentos sobre o caso da TVI, passo a transcrever a notícia e de seguida faço o meu comentário:

« Júlio Magalhães: “Se este clima continuar, pode ser a morte de uma estação líder”

Júlio Magalhães apela à administração para que “tome uma decisão rápida” sobre a direcção de informação da TVI. Está em risco um trabalho de 11 anos.

Uma redacção em estado de sítio. O fim do “Jornal Nacional” apresentado por Manuela Moura Guedes e a subsequente demissão da direcção de informação da TVI abriram uma guerra sem quartel: as trocas de acusações entre jornalistas sucedem-se na imprensa e na blogosfera, gerando um clima de grande mal-estar nas instalações do canal. “A administração tem de encontrar uma solução rápida. As pessoas estão de cabeça perdida e isto está a tomar proporções inimagináveis. Por este caminho, corremos o risco de pôr em causa um trabalho de 11 anos”, admitiu ao i o jornalista Júlio Magalhães.

Segundo as informações recolhidas pelo i, o administrador-delegado da Media Capital, Bernardo Bairrão, tem hoje um conjunto de reuniões para apresentar as primeiras soluções para o futuro da estação. A escolha da próxima direcção de informação da TVI será o primeiro dossiê em análise. E várias fontes contactadas pelo i garantem que “a solução só pode ser externa”. “Se alguém for promovido internamente durante esta guerra, será imediatamente queimado”, dizem.

Um cenário que as mesmas fontes associam à continuidade de Manuela Moura Guedes nos quadros da estação. “Essa situação tem de ser resolvida. A administração sabe disso: se ela continuar, será difícil harmonizar a equipa”, diz outra fonte. Até ao fecho desta edição, Bernardo Bairrão, Moura Guedes e a administração da Prisa não estiveram disponíveis para comentar o assunto.

Júlio Magalhães, apontado como possível sucessor de João Maia Abreu na direcção de informação da TVI, nega que lhe tenha sido feita qualquer proposta nesse sentido. E recusa alimentar cenários. “Há muita gente válida na redacção da TVI para assumir essas funções. E até pode vir alguém de fora, desde que seja competente. Mas o importante é que temos de estar todos disponíveis para resolver este problema internamente”, aponta o jornalista.

Sem comentar os motivos invocados pela administração da Media Capital para suspender o programa, Magalhães admite apenas que “a decisão foi extemporânea”. “Não tenho todos os dados para fazer uma análise, mas o timing não tem lógica. A saída de Moniz deixou perceber que as posições podiam extremar-se e talvez tenha faltado algum bom senso na gestão deste assunto”, aponta.

Sobretudo porque, diz, a suspensão do noticiário “não foi uma decisão surpreendente”. “O que não era previsível era que fosse feito em cima das eleições. Devíamos ter antecipado esta situação, em vez de esperar para ver o que aconteceria. Havia desconforto público em relação ao programa, portanto devíamos ter pensado melhor: ou se suspendia antes de Agosto, ou após as eleições”.

Agora, Magalhães espera “que esta semana seja clarificadora”. “As administrações da Prisa e da Media Capital têm de ponderar o futuro da empresa e apresentar soluções urgentes. Se continuar o clima que agora se vive, pode ser a morte de uma estação líder”, alerta.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/21644-julio-magalhaes-se-este-clima-continuar-pode-ser-morte-uma-estacao-lider, a 07 de Setembro de 2009, No Jornal I

O meu comentário:

Pois bem, após a tomada de decisão inapropriada no tempo, e ainda por cima mal justificada por parte da direcção da estação, agora tem o que pode ser o fim da estação, e a destruição de uma marca, denominada de TVI.

Quem tomou a decisão, e tal como refere Júlio Magalhães, deveria ou ter, antecipado, na altura da saída do Director da Estação, deveria também ter destituído o Programa, como não foi realizado, agora e para não levantar suspeitas, de favorecimentos, ou mesmo de estar em causa a constituição da república portuguesa, e a liberdade de expressão a ela associada, deveria ser destituído somente após as eleições.

Certo que, o programa não poderia continuar, toda a gente o sabia, pelo desconforto, e mesmo por uma má postura que não dignifica qualquer uma das classes do jornalismo, deveria-se ter escolhido a melhor maneira de terminar com o programa, causando o menos impacto negativo possível, já que ia sempre causar algum.

Penso que, quem deve vir para liderar a estação, deve ser uma pessoa de fora, não que dentro nem existam soluções, e até boas soluções, mas de fora é mais fácil para colocar regras, e para poder riscar, sem ter que sofrer represálias, e para as condições sejam mais acessíveis, e acima de tudo, traga novas ideias para a estação, que bem precisa.

O país dia 27 do corrente mês, vai decidir o que acha sobre esta mudança, penso que, caso não seja bem fundamentada, vai mesmo afectar directamente o resultados das eleições legislativas de 2009, o que na minha óptica é pena, pois até prova em contrário as pessoas são inocentes, apesar de ter sido criado grande ambiente de suspeição à volta do mesmo.

Vamos aguardar, para ver os desenvolvimentos do caso, e ver que impacto vai ter o caso nas eleições, e como vai terminar o caso, e acima de tudo, ver o que acontece a uma estação que está sem rei nem roque, está sem objectivos e sem destinos traçados, anda à deriva e isso vai custar muito caro, quando forem analisadas as audiências e que posteriormente vai ser traduzido em menor rendimento, oriundo da publicidade.

Deixo a Questão: Qual será o futuro da estação de televisão TVI?

Tenho Dito

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Fim do Jornal Nacional… Demissões em Bloco na TVI…Em Que Era Portugal Está???

Jornal Nacional de 6ª Feira Suspenso...

Jornal Nacional de 6ª Feira Suspenso...

Hoje trago uma notícia bombástica para a sociedade portuguesa em geral, pois parece que estamos a viver um clima de suspeição, passo a transcrever a dita notícia e de seguida faço uma exposição dos factos, deixando ao leitor a livre opinião de que estamos antes ou após 25 de Abril de 1974:

« Jornal de Sexta suspenso: Direcção de Informação da TVI demite-se

A Administração da TVI deu ordens para cancelar o Jornal Nacional de Sexta, que marcava amanhã o regresso de Manuela Moura Guedes aos écrans da televisão da Mediacapital. A notícia levou à demissão em bloco da Direcção de informação e das chefias na redacção da TVI. De acordo com o comunicado da Mediacapital enviado para a CMVM, João Maia Abreu, Director de informação, mantém-se interinamente em funções até à nomeação de nova direcção. Mário Moura, Manuela Moura Guedes, director-adjunto e sub-directora, e Maria João Figueiredo e António Prata, chefes de redacção, cessam funções de imediato.
A edição de amanhã do Jornal Nacional de Sexta seria a primeira da era pós-Moniz. O i apurou que o Jornal de Sexta de amanhã iria contar com cinco peças sobre o caso Freeport, no qual José Sócrates foi envolvido. Esta manhã, o Correio da Manhã dava conta dos primeiros sinais de desconforto na TVI, pelo cancelamento da promoção do programa.
Manuela Moura Guedes, estava de qualquer forma convicta de que amanhã iria apresentar o jornal, tanto que disse, ainda hoje ao DN que “só se fossem muito estúpidos é que me tiravam do ar”. A data do reinício do programa foi anunciada ao i a 7 de Agosto, quando disse que tinha recebido “indicações de que o jornal regressaria a 4 de Setembro e seria muito estranho se isso não acontecesse”.
No dia em que José Eduardo Moniz anunciou sair da TVI, mostrou-se também convencido que a decisão não iria ter consequências para a mulher. Em directo no Jornal Nacional defendeu que “seria um escândalo que assim não fosse” porque “não faz sentido que se considere eliminar um bloco de informação [o Jornal de Sexta] que é uma referência para o jornalismo”, justificou.
A 20 de Junho, antes de partir para férias, Manuela Moura Guedes dizia ao i: “Seria muito estranho, e um erro de gestão, tirar do ar um programa líder de audiências, numa televisão cujo negócio são as audiências”. “Fala-se em questões políticas ou em questões editoriais, mas isso nem nos passa pela cabeça” adiantou na altura. Porém, dizia que não está “agarrada ao ar”.
A jornalista foi referenciada por José Sócrates como o aríete do “jornalismo transvestido” e da perseguição política de que o primeiro-ministro se diz vítima.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/21214-jornal-sexta-suspenso-direccao-informacao-da-tvi-demite-se-, em Jornal I a 03 de Setembro de 2009

O meu comentário:

Penso que é um caso que, mesmo que não seja, feito por influências políticas, tudo aparentemente parece ser.

Ou seja, tudo e muito estranho, primeiro o afastamento compulsivo do director geral, sem grandes argumentos, e com o seu serviço ao serviço da estação de televisão a ser cumprido e com bons retornos a nível de audiências e de lucro. Depois o afastamento (já esperado), da sua esposa através do jornal nacional de sexta-feira, eu digo que já era esperado, pelo motivo que, ela abusava um pouco da posição dominante que ocupava, e cometia algumas gafes jornalísticas, pois enquanto pivot, não lhe é permitido tomar partido, ou mesmo, fazer comentários sobre as notícias, isso só acontece no Brasil, mas são outras andanças. Goste-se ou não, era o estilo dela, e só via quem queria, nisso penso que têm total razão, existem mais canais, se não gostar vejo outro, e não é por ai que vejo um precoce afastamento da mesma do jornal em causa.

O problema aqui, e do afastamento e segundo me parecem é algo, que vem aparentemente colocar a constituição da república portuguesa em causa, e demonstrar que possivelmente o nosso sistema político, não é tão liberal e democrata, como aparenta ser.

Por ela demonstrar coisas, de quem tinha telhados de vidro não queria, essa mesma pessoa, conseguiu arrumar para o lado, quem colocou um processo (José Eduardo Moniz) e ditou o afastamento d a voz inconveniente, e das peças sobre os telhados de vidro ( freeport’s, projectos na Guarda, etc), que neste caso era a directora de informação (Manuela Moura Guedes).

Pessoalmente isto acima mencionado, deve ser tomado como uma simples elação, ou cenário do sucedido, eu não sou a falar da dita senhora, nem penso que praticasse um jornalismo exemplar, penso que ao emitir opiniões quando não o podia, entre outras coisas, fazia um péssimo serviço, mas em Portugal, as pessoas viam o jornal, não pelo conteúdo, mas mais pela encenação teatral que existia. A salientar, foi o bastonário da ordem dos advogados, que a encostou ao seu sitio, de uma forma muito inteligente, e a qual, não teve a mínima hipótese, mas não tenho nada contra a dita senhora, e lembro e volto a lembra é livre de poder fazer o seu trabalho da maneira que quiser e entender, bem como, a estação é livre de poder mostrar o que quiser, e entender, e deve sempre respeitar a liberdade de expressão e o respectivo direito à liberdade jornalística, coisa que devo indicar, a dita estação sempre respeitou, o que me faz ficar bastante contente, pois sou defensor da liberdade a todos os níveis.

A menos de um mês de eleições legislativas, penso que é grave o sucedido, e para evitar, confusões, penso que, o director que solicitou a suspensão do referido jornal, viesse a publico, indicar os motivos, e desta forma limpar a desconfiança que está instalada de se pensar que foi o nosso primeiro-ministro que ordenou a suspensão do mesmo. Mesmo para o primeiro-ministro ficava bem, ilibar-se desta situação e poder, tranquilamente e sem incidentes realizar a sua campanha eleitoral, de forma transparente, honesta e sem criar mais um telhado de vidro.

Não tomando posição, nem indiciando nenhum dos intervenientes como culpados, deixo ao livre arbítrio do leitor, para tomar a sua opinião, o que fiz foi somente dissecar os factos, mas não quis demonstrar aqui publicamente a minha opinião, pois penso a ideia é que o blog entre em discussão e não seja defender um só ponto de vista.

Deixo a questão: Que pensa do termino abrupto do Jorna Nacional de 6ª Feira à noite?

Tenho Dito

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