Portugal Vai Originar Cortes de Internet Aos Piratas Informáticos…Quais as Vantagens e Desvantagens…

Hoje trago, um tema que vai gerar muita polémica, e que na minha óptica vai originar problemas de liberdades, direitos e garantias dos utilizadores da internet, e vai levantar problemas que desde o 25 de Abril de 1974 não eram notados, como a espionagem, e a perseguição de pessoas. Vão colocar em causa as empresas que Internet, e vai originar desemprego, pois muitas delas vão ter que mandar os clientes embora, e como tal, vão ter prejuízos e vão ter que despedir pessoas, passo a transcrever a notícia e de seguida faço um breve comentário:

«Pirataria na internet: Portugal vai poder cortar acesso a quem for apanhado a piratear

A União Europeia vai aprovar directiva, mas impõe restrições ao corte, que só pode ser feito após um processo “justo e imparcial”

A votação está marcada para o final de Novembro e deverá fazer aprovar uma das leis mais polémicas da era digital: os países europeus vão poder cortar o acesso à internet a quem for apanhado a piratear. Se tudo correr como previsto, o novo enquadramento europeu para as comunicações electrónicas – telecoms package – estará pronto ainda este ano e terá de ser transposto para a legislação dos 27 estados-membros. Isto, obviamente, inclui Portugal.

Embora o executivo de José Sócrates tenha alguma margem de manobra na transposição da directiva, o facto é que a interrupção do acesso a quem for considerado culpado de partilha ilegal de ficheiros passará a ser possível. E isso faz antever a eclosão de uma guerra entre os fornecedores de internet, os detentores de direitos e os próprios consumidores portugueses. Até agora nenhuma empresa de internet quis pronunciar–se sobre esta medida, sendo já conhecido o apoio de organismos como o MAPiNET – Movimento Cívico Anti-Pirataria na Internet, bem como as críticas dos defensores dos direitos dos consumidores.

No entanto, o acordo histórico conseguido na quarta-feira à noite no Parlamento Europeu impõe várias limitações a este procedimento. É que o pacote legislativo já tinha sido aprovado em Maio, mas um diferendo entre o Parlamento Europeu e o Conselho de Ministros obrigou à suspensão da aprovação. Em causa estava uma emenda segundo a qual o corte só poderia ser feito com autorização judicial, algo com que o Conselho não concordava.

Após uma noite intensa de conciliação, ambas as partes acabaram por ceder e foi decidido que o corte ou a restrição só poderão ser feitos se forem “apropriados, proporcionais e necessários no quadro de uma sociedade democrática”, com “respeito pelo princípio da presunção de inocência e do direito à privacidade” e ainda como “resultado de um processo prévio justo e imparcial”, que garanta “o direito do consumidor a ser ouvido” e a uma “revisão judicial” em tempo útil. É este o texto que será votado entre 23 e 26 de Novembro.

No entanto, não ficou claro que forma terá o “processo justo e imparcial” a que Parlamento e Conselho se referem. Certo é que esta directiva irá chocar com as leis já aprovadas em França e no Reino Unido.

“Não me choca que haja um juiz a decretar o corte. O que me choca é que se tenha de esperar não sei quantos meses para a sua concretização”, afirma ao i Manuel Cerqueira, presidente da Associação Portuguesa de Software (Assoft), um dos principais defensores da criação de um tribunal específico para as questões da pirataria informática. O responsável frisa que uma ordem de corte de acesso à internet “deve ter a mesma acção que uma providência cautelar”. Ou seja, efeito imediato.

Todavia, só quando a directiva for transposta para a legislação portuguesa se perceberá a que órgão vai caber o papel de fiscalizar estes pedidos de interrupção de serviços de acesso à internet. Ao i, a Autoridade Nacional de Comunicações – Anacom, explicou que a decisão cabe ao governo e que não tem necessariamente de recair sobre um organismo específico.

Além disso, o pacote legislativo é muito mais abrangente que esta questão. Vai criar, por exemplo, um novo organismo europeu denominado BEREC para melhorar a cooperação entre os reguladores de telecomunicações dentro da União Europeia. Também inclui uma directiva de reforço dos direitos dos consumidores – que, entre outros, vai exigir consentimento prévio para que os sites instalem cookies nos computadores – e permitir a transferência do número de telemóvel de uma operadora para outra em apenas um dia útil.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/31518-pirataria-na-internet-portugal-vai-poder-cortar-acesso-quem-for-apanhado-piratear, a 06 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Na passada sexta feira, saiu a notícia acima transcrita, uma lei que vem colocar em causa, valores tão importantes, e conquistados a 25 de Abril de 1974, onde as pessoas, ganham a liberdade, e se termina com a repressão, e ter uma polícia, como era a PIDE.

Pois bem, eu não sou o denominado pirata, não tenho hábito de retirar coisas da internet, no entanto, penso que devem atirar a primeira pedra, quem nunca descarregou nada de ilegal da Internet…penso que ninguém, utilizador da internet a nível médio, deve conseguir atirar a primeira pedra.

Outra questão, que se levanta, é a definição de pirataria, pois a mesma, não se encontra bem definida, pois pirataria para muitos e retirar conteúdos como filmes, jogos, software, álbuns, e com estes conteúdos, fazer dinheiro, ou seja, vender, e para outros é simplesmente, retirar esses mesmos conteúdos, mas para uso próprio. Pessoalmente, penso que a primeira, é a verdadeira pirataria, pois antigamente, os barcos de piratas, saqueavam para depois fazer dinheiro com tal.

Convenhamos, que os downloads, foram o motor de busca, para a mumificação da internet, e a constante aumento das velocidades oferecidas pelos ISP, bem como, em muitos casos à abolição dos limites de tráfego.

Penso que muito do que fazem downloads, para seu uso próprio, ou seja, não usam para venda, ou para enriquecimento próprio, devem se poder «defender», como sendo para seu uso, e que estão incluídos no preço do serviço de internet.

A lei a ser aprovada, na minha óptica, vai dar origem a diversos problemas, os cidadãos vão ter a sensação de estarem a ser espiados constantemente, o que torna um país um pouco retrogado, e que parece estamos em meados do século passado; outro dos problemas, é que os ISP, vão perder clientes, e vão ter uma concorrência entre si, um pouco injusta, senão reparemos, um ISP tem que desligar um serviço a um cliente, no entanto, esse cliente ao ser deparado com uma empresa, a quem contrata um serviço, e a mesma, não o quer prestar, é forçado a mudar para outro ISP, que responda às suas necessidades, desejos e motivações e que lhe preste um serviço, com qualidade e sem interrupções. Perante esta situação, eu não queria estar no papel de ISP, pois é muito chato, ter que cortar o serviço, a quem me paga, ou seja, a quem me sustenta, digo mesmo, que é ridículo, só comparável, como ir a um hipermercado, mas os mesmos não me venderem nada, pois não podem… Levanta-se a questão, quem vai indemnizar os ISP, por serem forçados a perder clientes? E já agora, com que verbas? Devem ser as verbas dos impostos, como sempre.

Na minha opinião, e mais uma vez ressalvo, não utilizo a internet para esse tipo de situações, mas penso que, quem o faz para seu uso privado, não deve ser prejudicado, pois ao fim ao cabo, pagou a mensalidade do serviço para o fazer, e em muitos locais, não tem nenhum aviso, ou indicação, que o que vai efectuar em alguns países é ilegal; no entanto, vai gerar conflitos entre clientes, ISP’s, autoridades…etc, exemplo disso, foi os conflitos originados em alguns países europeus.

Uma solução para isto, era por exemplo, os ISP, criaram um serviço, onde o cliente pagaria uma mensalidade de por exemplo, 10€ ou 15€, e que poderia ter acesso a conteúdos para poder descarregar de uma forma legal, e o ISP, poder até mesmo conseguir entrar em acordo com o autor, e pagar os direitos, penso que ganharia o autor, o ISP, e o cliente, além de todos, terem a noção que quem hoje não está no mundo da internet, está deslocado da realidade.

Trata-se de uma questão polémica, a qual não vou tomar nenhum partido, não costumo usar a internet para isso, alias, ainda sou dos que tem em casa, um acesso à internet muito baixo e com limites baixos, apesar de me tentarem fazer mudar para acesso de preço superior, mas com velocidades superiores, a minha resposta é a mesma, para consultas normais de sites, e-mail, chega perfeitamente, logo, não estou interessado.

Deixo a Questão: Que pensa desta lei que pode desligar a internet, a quem efectuar downloads de forma ilegal da internet?

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33% da População Nacional Não Tem Possibilidade de Ter a Casa Quente…Veja Uma Análise a Esta e Outras Situações Que Originam o Limiar de Pobreza em Portugal

Soluções de Aquecimento Longe de Um Terço dos Portugueses Fonte: http://www.wiki2buy.com.br

Hoje trago uma notícia que me chamou à atenção, em que os níveis de pobreza em Portugal, estão a crescer, em vez de tendencialmente descerem, como seria de esperar, por sermos um país «dito» desenvolvido. Passo a transcrever o artigo e de seguida vou efectuar um breve comentário ao mesmo.

«Um terço dos portugueses sem meios para ter casa quente


Apesar de Portugal ter um dos mais amenos climas, ou por causa disso, em nenhum outro país da União Europeia (UE) há tanta incapacidade de manter a casa quente. É o que sobressai da análise da taxa de privação material, um indicador que o Comité de Protecção Social criou para medir a exclusão social. Os dados foram ontem divulgados pelo Eurostat – a antecipar a conferência de abertura do Ano Europeu de Combate à Pobreza e à Exclusão Social, a acontecer quinta-feira, em Madrid, sob a orientação da Comissão Europeia e da presidência espanhola da UE.

A fórmula é nova. Implica constrangimento severo para três de nove capacidades: fazer face a despesas imprevistas; pagar uma semana de férias por ano fora de casa; honrar empréstimos; fazer uma refeição com carne ou peixe ou vegetal equivalente de dois em dois dias; manter a casa quente; ter uma máquina de lavar, uma TV a cores, um telefone ou um carro próprio.

A taxa de privação material estava em 2008 nos 17 por cento, mas havia grande disparidade no espaço comunitário – quatro no Luxemburgo a 51 na Bulgária, um desvio muito mais acentuado do que o da taxa de risco de pobreza, que, embora também estivesse nos 17, oscilava entre os 26 na Letónia e os nove na República Checa. Portugal pontuava 23 numa e 18 noutra.

Dez por cento da população da UE não conseguia ter a habitação suficientemente quente. Portugal liderava esta falta (35 por cento), seguido de perto pela Bulgária (34). O problema quase não se colocava nalguns países frios, como a Noruega, a Suécia, a Estónia e o Luxemburgo (um). Era, no entanto, sério em Chipre (29), na Roménia (25), na Lituânia (22), na Polónia (20) e na Letónia (17), onde os termómetros também descem muito abaixo de zero.

“Isso é um indicador muito relevante para países frios”, advoga Edmundo Martinho, presidente do Instituto de Segurança Social. Parece-lhe ajuizado relativizá-lo por cá, embora nele caibam pessoas com orçamentos que não permitem grandes gastos de electricidade ou gás. Em Portugal, os edifícios nem eram construídos a pensar nos humores do Inverno – só há pouco o país avançou para a lareira, para o recuperador de calor, para o aquecimento central.

A distância da média europeia também se cava no não poder custear uma semana de férias fora de casa: 64 por cento dos portugueses não podiam fazê-lo, um valor só superado pela Roménia (76), pela Hungria (67) e por Malta (65), seguidos de perto pela Polónia (63), pela Lituânia (60) e pela Bulgária (59) – todos bem acima da média europeia (37).

A noção de privação parece alterar-se quando se olha para a capacidade de ter carro próprio. Neste campeonato, Portugal estava na média da UE: nove por cento. As maiores carências registam-se nos países do alargamento, que só há pouco tiveram acesso facilitado a esse tipo de bem.

A boa notícia emana da mesa. Quatro por cento dos portugueses não tinha hipótese de comer carne ou peixe ou o equivalente vegetariano a cada dois dias, quando a média europeia se situava nos nove. O sinal de alimentação equilibra alegra Edmundo Martinho, mesmo admitindo que por cá alimentos como o peixe não alcançam os preços de países sem pesca.

A comparação europeia não envergonha o coordenador nacional do Ano Europeu do Combate à Pobreza: “Há valores que temos de baixar, mas a taxa de risco de pobreza na UE passou de 16 para 17 e nós baixámos para os 18.” A taxa de risco de pobreza tem como base o rendimento médio mensal por adulto equivalente – em 2007, ano ao qual reportam os rendimentos em análise, o limiar de pobreza em Portugal correspondia a 406 euros por mês.

A pobreza extrema é hoje a maior preocupação do planeta. Pelo menos assim ditam 71 por cento de 25 mil inquiridos entre Junho e Outubro de 23 países da Ásia, das Américas e da Europa. Com a crise, não há quem não preveja aumento. “Para os países desenvolvidos, é uma questão de postos de trabalho e de crescimento económico. Para muitos países pobres, é a dor lancinante de milhões de pessoas que passam fome e ficam doentes”, comentou o presidente do Banco Mundial, citado pela Reuters. »

In: http://www.publico.clix.pt/Sociedade/um-terco-dos-portugueses-sem-meios-para-ter-casa-quente_1418522?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29&utm_content=Google+Reader, a 19 de Janeiro de 2010, em Jornal Publico

O meu comentário:

Perante esta notícia, devemos ficar mais tristes, pois Portugal em vez de andar a subir de nível, decresce a cada dia que passa, o que não era de ficar admirado, em virtude de as nossas condições de vida estarem afectadas devido à crise em  que estamos inseridos.

Um dos factores que pode levar a que as nossas condições de vida tenham sofrido decréscimo, deve-se, a níveis de desemprego altos e consequentemente a perca de qualidade de vida, neste caso, nos bens básicos como o aquecimento, ou mesmo, a alimentação.

Parte deste problema, advém como acima enumerei da crise, no entanto, muito dele já existia muito devido aos fracos níveis salariais e aos trabalhos precários, que tem colocado, especialmente as camadas mais jovens como as mais pobres de toda a Europa, originando problemas como sustentabilidade das populações, fracos índices de natalidade, pouco investimento no médio e longo prazo por parte da juventude.

Mais uma vez, e devido a condições, que num contexto de União Europeia, são inaceitáveis, não podemos estar sempre a perder, é necessário dar a volta a esta situação, e pelo menos as necessidades básicas como higiene e conforto, sejam cumpridas, pode-se por aqui até concluir, a razão para que exista fraco investimentos em Portugal, basta verificar essa mesma situação, analisando as condições de vida, com a pirâmide de Maslow.

Maslow, defendia que o ser humano, só quando satisfaz as necessidades básicas como segurança e conforto, é que as pessoas, partem para voos mais altos, como aposta em carreiras ou mesmo investimentos de qualquer espécie, pois bem, perante esta análise, podemos ver que se espera que as pessoas invistam e avencem na vida, no entanto, não Portugal, está a dar pouco às pessoas, no que concerne a necessidades básicas de vida.

Enfim, penso que esta minha opinião, pode não ser compreendida facilmente, no entanto, este é o meu ponto de vista, tendo em conta, que conheço algumas teorias de relações humanas, e como tal, é me difícil divorciar desses mesmos conhecimentos, numa analise tão pobre e triste da sociedade portuguesa, que apesar de estar inserida num grupo de países de 1º mundo, continua a ter uma grande franja da população a viver ou na pobreza, ou no limiar da mesma.

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Análise Aos 3 Anos Sem Aumento do Poder de Compra em Portugal…Vale a Pena Espreitar…

Poder de Compra em Portugal, não Cresce à 3 Anos... Fonte:www.consulta-aos-cidadaos-europeus.eu

Hoje venho falar de algo, que não nos ajuda em nada, trata-se de à 3 anos não possuirmos incremento de poder de compra, passo a transcrever o artigo e de seguida faço o meu comentário ao mesmo.

«Portugueses têm o mesmo poder de compra há três anos

Cada português tem duas vezes menos poder de compra que um habitante do Luxemburgo

Nem mais, nem menos. Os portugueses têm o mesmo poder de compra desde 2006, em relação à média dos 27 países da União Europeia (UE). Segundo o Eurostat, a riqueza real de cada pessoa, medida pelo produto interno bruto per capita ajustado em paridades de poder de compra (PPC), equivale a 76% da média da UE (dados relativos a 2008), o que faz de Portugal o 22.o mais pobre do espaço europeu, atrás de Malta, República Checa e Eslovénia.

Estas contas levam a que os portugueses tenham a mesma capacidade para adquirir bens e serviços há três anos. Portugal está assim mais longe dos países mais evoluídos da Europa e mais perto de países de Leste, pelas piores razões. Uma notícia “que não é desejável”, explicou o economista António Nogueira Leite, mas também “não é surpreendente”, acrescentou em declarações ao i.

Em relação a Espanha (103% de PPC): “um português tem apenas 3/4 da capacidade de compra de um espanhol”, exemplificou.

A lista é liderada pelo Luxemburgo, onde o poder de compra de cada habitante é mais de duas vezes e meia superior à média europeia – quase 277%. O país mais rico tem vindo a distanciar-se dos restantes, nos último anos, aumentando o fosso em relação a países como Portugal, cuja diferença é de 200%.

Portugal no terceiro grupo As contas do Instituto Nacional de Estatística indicam Portugal no terceiro grupo de países, em conjunto com República Checa, Eslovénia, Grécia e Chipre. Mesmo assim, Portugal é o último do terceiro grupo e apenas com um poder de compra ligeiramente superior ao da Eslováquia.

O problema, adiantou Nogueira Leite, “é estrutural” e “é o resultado de uma década sem crescimento económico”.

A questão preocupa o economista que já viu Portugal ser ultrapassado pela Grécia. “Na década de 90, estávamos um pouco acima da Grécia (94,3% de PPC) – no que toca à capacidade de cada português adquirir bens e serviços – e ligeiramente abaixo de Espanha. Os preços não evoluíram da mesma forma nos três países. O nosso produto não cresceu.”

No fim da tabela está a Albânia, onde o indicador de riqueza corresponde a apenas 25,5% de cada europeu. »

IN: http://www.ionline.pt/conteudo/37781-portugueses-tem-o-mesmo-poder-compra-ha-tres-anos, a 16 de Dezembro de 2009, No Jornal I

O meu comentário:

É com tristeza, que comento esta mesma notícia, pois sinto que é bastante degradante para uma economia que quer sair da crise, não conceder incrementos de qualidade de vida, neste caso, o incremento do poder de compra.

Em 3 anos, o poder de compra em Portugal, manteve-se estável, isto quer dizer, que com a subida que tivemos, nomeadamente no ano transacto, das taxas de juro e dos combustíveis, as coisas, ficaram muito limitadas, isso foi bem patente no ano passado, este ano as pessoas, que tem mais margem, em virtude de os preços dos bens de consumo regular terem caído, penso que devem optar por exemplo, abater à prestação da habitação, ou então optar por canalizar esses mesmos valores para poupanças, e para se preparar para um 2010, onde as prestações das habitações irão subir, bem como, invariavelmente os combustíveis.

Mediante a média dos países do velho continente, neste caso, da união europeia, temos a denotar que este afastamento em 3 anos, agrava cada vez mais as discrepâncias de qualidade de vida entre países na EU, sendo que cria efectivamente um fosso maior, o que não abona em favor de Portugal, nem muito menos da União Europeia, pois um fosse maior, vai com certeza agravar a média geral.

Ainda esta semana, ouvi dizer que o patronato português, pretende somente incrementar os ordenados mínimos em 10€, o que da 140€ a mais por empregado/ano, penso que sejam valores na minha opinião inaceitáveis, pois por este andar, para o ano 2011, o incremento caso o mesmo exista, e esperemos que sim, será de apenas 5€? O que quero aqui chamar à atenção, é que estes valores são um pouco redutores para um país que faz parte da EU, e os 10€, não vão dar mais qualidade de vida aos empregados, não vão servir de política de motivação dos mesmos, vão sim servir para que o empregado, mal possa, tente mudar de emprego, pois um patrão que vive muito bem, e que até tem uma empresa rentável, por que motivo não partilha este sucesso com os seus funcionários?

É obvio que, as pessoas, para terem mais poder de compra, tem em primeira instancia ter mais rendimento disponível, mas essencialmente, devem possuir, segurança nos empregos, devem sentir segurança na economia do país e nas políticas seguidas pelo mesmo, de igual forma, que se receberem mais, e tiverem menos encargos, ou o peso dos encargos for menos, vão obviamente ter mais poder de compra, logo, vão consumir mais, e incrementar o consumo interno, que é uma das variáveis a ter em conta para se sair da crise onde estamos inseridos.

Obviamente, que eu trouxe a situação dos patrões de modo, a chamar à atenção, e de mostrar que não é só o valor, mas a qualidade no trabalho que está em causa, os funcionários devem estar enquadrados com a política da empresa, devem sentir que o patrão precisa deles, e eles precisam do patrão, através desta conjugação de interesses, é obvio que, até podiam ser 5€, por a empresa estar em dificuldades, mas penso que o espírito de sacrifício era algo, que todos iriam ter, de modo, a poderem vingar.

Para finalizar, penso que temos que dar oportunidade às pessoas, e tentar dar uma maior qualidade de vida, e acima de tudo, não deixar fugir a UE, e a média, pois só assim seremos competitivos, e não seremos esquecidos, ou então, relegados para segundo plano, por sermos os «carros vassoura» da EU.

Deixo a Questão: Que pensa de não termos incremento de poder de compra nos últimos 3 anos?

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Análise ao Inevitável Aumento dos Impostos Em Portugal…

Aumento de Impostos Parece Inevitável...

Hoje trago, uma notícia que não parece nada em abono à crise que se vive em Portugal, no entanto, venha o diabo e escolha o que fazer, passo a transcrever a notícia, seguida de um comentário meu à mesma:

«FMI: Portugal vai ter de aumentar impostos. Não há alternativa

Depois do Banco de Portugal, ontem foi a vez do FMI: o governo deverá acabar com algumas deduções fiscais e estudar uma subida do IVA

O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que a redução do défice orçamental português para 3% do PIB até 2013 é de tal forma prioritária e difícil que implicará subidas nos impostos, aponta um documento publicado ontem pela instituição. Este é a segunda recomendação pública de que um aumento na carga fiscal será inevitável, depois do aviso feito há dez dias pelo governador do Banco de Portugal.

“A necessidade de consolidação é suficientemente grande para que se deva considerar também a melhoria da receita”, aponta o documento ontem publicado, que precede o relatório anual sobre a economia portuguesa (o chamado artigo IV). A equipa do FMI que segue Portugal esteve no país entre 16 e 21 de Novembro e reuniu com o Ministério das Finanças e o Banco de Portugal.

Para aumentar a receita – uma vez que os cortes da despesa serão insuficientes para corrigir as finanças nacionais -, o FMI sugere que o governo se foque primeiro na redução das deduções fiscais, sem especificar em que impostos. No ano passado, as deduções fiscais custaram um total de 1,28 mil milhões de euros aos cofres públicos, com as receitas do IRC, do IRS e do imposto sobre os combustíveis (ISP) a serem as mais penalizadas. O FMI avança ainda outra medida: subir o imposto que mais rende ao Estado, o IVA. “Subir a taxa de IVA, mesmo que seja indesejável em termos gerais, deveria ser uma opção se as outras medidas ficarem aquém”, propõe.

As recomendações do Fundo – assim como as do governador Vítor Constâncio (ver cronologia ao lado) – vão ao encontro da história das finanças públicas portuguesas nos últimos 25 anos: sempre que o défice orçamental e a despesa pública aumentaram, a carga fiscal subiu para compensar. Em 2009, o défice “não vai ficar abaixo de 8%” (o mais alto em 24 anos), indicou ontem o ministro das Finanças, no debate parlamentar sobre o Orçamento rectificativo. Contudo, Teixeira dos Santos continua a afirmar que, quando os riscos que pendem sobre a economia desaparecerem e Portugal voltar a um crescimento sustentado, “regressaremos ao caminho da consolidação orçamental”. “Essa consolidação exigirá um grande controlo e disciplina do lado da despesa – recusamos a via do aumento de impostos”, garantiu.

Para o FMI (tal como para o Banco de Portugal) o problema, contudo, está precisamente neste desejado regresso ao “crescimento sustentado” referido pelo governo. Depois da contracção próxima de 3% este ano, a economia deverá crescer apenas 0,5% em 2010, “e a perspectiva é pouco melhor no longo prazo”, aponta o Fundo. Por isso, sem medidas adicionais, o défice poderá aumentar no próximo ano e chegar a 2013 (o prazo dado pela Comissão Europeia) entre 5% e 6% do PIB – valores acima do limite de 3% e que, mesmo assim, implicariam um apertar do cinto, aponta o FMI.

O Fundo sugere que o esforço de consolidação seja menor em 2010, devido à fragilidade da retoma da economia – mas mesmo assim aponta que “o défice não deveria aumentar” no próximo ano, o que implicaria já “um aperto de pelo menos 0,5 pontos do PIB” no desequilíbrio. Para tal, sublinha o FMI, serão sobretudo precisas medidas do lado da despesa .
Com desemprego já acima de 10% e com tendência a subir até 2011, o FMI explica por que considera que reduzir o défice – mesmo à custa de mais impostos – é uma prioridade. “Se bem feita [a consolidação], ajudaria a reduzir as vulnerabilidades da economia, a melhorar a confiança e a um impulso no potencial de crescimento no longo prazo”. O resto terá de ser feito por reformas estruturais – na justiça, na educação, na concorrência e regulação – que precisam de duas condições, explica o Fundo: “Uma base de apoio ampla e uma liderança determinada ao longo de muitos anos”.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/35894-fmi-portugal-vai-ter-aumentar-impostos-nao-ha-alternativa, a 03 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Penso que esta notícia deve ser abordada pelos 2 lados, ou seja, pelo lado da necessidade de incremento nos impostos e na necessidade de não se poder incrementar os mesmos, em virtude da crise social que atravessamos.

Se analisarmos a primeira abordagem, temos que é necessário providenciar uma boa estabilidade económica, em tempos de crise, é normal as balanças dos países ficaram desfasadas e as despesas pesem mais, em virtude dos subsídios sociais e outras medidas necessárias para poder ajudar socialmente as pessoas, desta forma, o aumento da taxa de IVA seria uma solução, ou aumento de outro imposto, que resultasse na consolidação das contas nacionais, no entanto, penso que não seria boa política a ser tomada por um governo que não é portador da maioria absoluta na assembleia, e que com certeza iria causar alguma má fama do mesmo, e não beneficiaria em nada a sua credibilidade.

Se formos abordar pelo outro lado do prisma, temos que as pessoas, estão financeiramente muito débeis, não possuem emprego, e tem graves problemas decorrentes da crise financeira, e pedir a estas pessoas um aumento de IVA, ou mesmo, de qualquer outro imposto, não vai ser muito justo pedir mais esforço, pois se as pessoas, sofreram socialmente na pela, com perdas de poder de compra, perdas de emprego, e ficaram sem esperança neste país.

Mediante esta situação, temos que ser convictos, que o ideal era o meio termo, nem um aumento brutal de impostos, mas algo mais suave, de modo a que as pessoas, não tenham muito a noção deste aumento, e a outra, era demonstrar a gestão racional dos recursos financeiros, nomeadamente, em contenção das despesas, não realizar para já obras como o Aeroporto de Lisboa e o TGV, penso que aguardar para daqui a 4 anos, não nos vamos atrasar muito, mas mesmo nos atrasemos, pelo menos ainda seremos economicamente independentes, e poderemos ter outras formas de competir, porque não criar uma companhia aérea Low Cost, pode ajudara a resolver a lacuna do TGV, quanto ao aeroporto de Lisboa, o actual, foi recentemente alvo de obras, portanto, penso seja eficaz no curto prazo, pelo menos.

Outra medida, e racionalizar, era existir transparência para onde efectivamente vai o dinheiro dos nossos impostos, quanto ganham todos os elementos que estão na assembleia, e  todas as regalias que os mesmos possuem, os automóveis estatais, tem que ser essencialmente , coisas mais discretas, ainda a semana passada, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, mandaram para a sucata 2 carros do Estado novos e bem caros, por serem veículos Topos de Gama, não era necessário ter carros desse calibre.

Penso que a solução, acima descrita por mim, seria eficaz, agradaria a gregos e troianos, ou seja, aos Portugueses, e ao Governo, que está sem a maioria absoluta, e pelos vistos, está a ver quanto tempo se «aguenta», sem cair, parece uma pessoa em cima de um touro mecânico, enfim, penso que as hipóteses de fazer os 4 anos de legislatura a jogar assim, ou a se mostrar indiferente as pessoas e às necessidades reais do país, não vão levar a bom porto este governo.

Mais uma vez relembro, a juventude, pode ser a solução mais rápida para a saída deste sufoco, essencialmente a licenciada, existem muitas pessoas com boas qualificações na cada dos 20 a 30 anos, que merece uma oportunidade, penso que, se o governo e as empresas lhes derem a mão, não vão se arrepender, pois no longo prazo tenho a certeza que irão ser recompensados por esse investimento, que deve ser tomado como sendo, responsabilidade social.

Deixo a Questão: Que pensa da necessidade de incremento dos impostos em Portugal?

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Mulheres e a Questão da Carreira….Quando é Que Vamos Crescer na Mentalidade Mesquinha…

Fazer Carreira é Dificil para as Mulheres...

Hoje trago algo, que pensei que deveria de estar a ser ultrapassado nas mentalidades dos portugueses, a igualdade entre homens e mulheres, passo a transcrever o artigo e de seguida dou o meu breve comentário sobre o mesmo.

«Quanto maior a licença de parto mais difícil é chegar ao topo da carreira

Estados que protegem a família prejudicam ascensão das mulheres

Ser mãe e ter sucesso na profissão não é para todas as mulheres e, quanto mais longa é a licença de maternidade, menos hipóteses têm de atingir o topo da carreira. A conclusão é do Instituto de Investigação em Economia Industrial da Suécia, que comparou os dados de países escandinavos, anglo-saxónicos e europeus para demonstrar que, quanto mais o Estado tenta proteger as famílias, menos hipóteses tem o sexo feminino de ter êxito no mercado de trabalho.

O estudo cruza as semanas de licença de maternidade pagas na totalidade pelo Estado com a percentagem de mulheres a desempenhar funções de direcção ou gestão e mostra que as mães que beneficiam de pelo menos um ano de licença são aquelas que, após regressarem ao trabalho, têm maiores obstáculos na progressão da sua carreira.

Mães inglesas, por exemplo, têm direito a 39 semanas de licença pós-parto e estão em vantagem face às suecas que gozam 60 semanas. Enquanto a percentagem de gestoras no Reino Unido é de 34,7%, na Suécia, este valor desce para 31,6%. Britânicas e suecas, porém, ficam muito atrás dos Estados Unidos e da Austrália, os dois únicos países que não oferecem regalias para as mães que decidem ficar em casa a cuidar dos filhos.

As americanas ocupam 40,7% dos cargos de topo e as australianas ficam cinco pontos percentuais abaixo (ver infografia). São os dois países que apresentam os números mais elevados de mulheres em cargos de chefia.

Portugal é um caso difícil de caracterizar. Chegou tarde ao Estado-providência e só há pouco tempo aprofundou políticas de apoio à família, maternidade e infância. Foi apenas no início deste ano que entrou em vigor a nova licença de parentalidade que oferece 150 dias de licença que só paga na totalidade se 30 dias forem gozados pelo pai. Talvez por isso, a percentagem de gestoras e directoras nas empresas nacionais esteja ao nível dos países escandinavos (31,7%), apesar de o nosso Estado permitir só 17 semanas de licença pagas na totalidade.

Intitulado “Porque Há Tão Poucas Mulheres em Funções de Topo nos Estados Providência?”, o relatório da Suécia tenta provar que os países com as políticas sociais mais generosas são igualmente os que têm de suportar os encargos para manter a mulher no mercado de trabalho. Isso, porém, não significa que tenham as mesmas hipóteses que as colegas que ainda não passaram pela maternidade.

O estudo revela que as mulheres dos países anglo-saxónicos (EUA, Reino Unido, Canadá e Austrália) são as que têm licenças de maternidade mais reduzidas, logo são também as que sobem mais alto nas suas carreiras. Em contrapartida, nos estados escandinavos (Suécia, Dinamarca, Noruega e Finlândia) a tradição do Estado-providência é maior, mas o êxito nas carreiras das mulheres é menos significativo. Comparando com o resto do mundo, estes dois grupos de países são igualmente os que apresentam maiores taxas mundiais de participação das mulheres no mercado de trabalho.

Manuela Tavares, especialista em estudos sobre as mulheres alerta para o perigo deste relatório não incluir outros factores para avaliar a progressão das carreiras femininas: “O acesso às funções de topo não depende exclusivamente das maiores ou menores licenças de parto.” São sobretudo as condições para o exercício da maternidade que determinam o sucesso profissional de uma mãe: “As infra-estruturas sociais como creches ou infantários e o apoio familiar jogam um papel decisivo”, explica a economista, esclarecendo que os lóbis económicos e políticos contribuem igualmente para travar o sucesso profissional das mulheres: “Em muitas empresas, como sabemos, os cargos são indigitados e o acesso à carreira não é livre.”

Anabela Pereira da Silva, presidente da Associação Portuguesa de Mulheres Empresárias, pelo contrário, diz não ficar surpreendida com as conclusões deste estudo: “Uma ausência prolongada tem sempre fortes influências na carreira.” E é por isso que defende licenças de maternidade mais curtas e medidas excepcionais para os casos que justifiquem o acompanhamento de crianças com necessidades especiais: “Há um peso excessivo na protecção das crianças, que não se justifica”, remata. Com Sílvia Caneco»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/35392-quanto-maior-licenca-parto-mais-dificil-e-chegar-ao-topo-da-carreira, 30 de Novembro de 2009, no Jornal I

O  meu comentário:

A minha opinião sobre este assunto, é que penso seja injusto a falta de igualdade entre homens e mulheres no acesso aos cargos de topo.

Claro, que existe a realidade de por factores de natureza, as mulheres terem a capacidade de engravidar, faz com que as mesmas, tenham direito à denominada licença de maternidade, no entanto, penso que as coisas devem ser colocadas mais na questão da igualdade entre homens e mulheres, do que  a defesa somente na licença de maternidade.

Conheço patrões que não contratam mulheres, pela situação da licença de maternidade, pelo menos para cargos médios e altos, mas também porque não consideram as mulheres inteligentes ou mesmo capazes, como os homens.

As mulheres em muitos trabalhos, são usadas para ornamento, geralmente pessoas novas, e com a juventude à flor da pele, isto pode ser visto, essencialmente em shoopings em que existem lojas, que só contratam meninas de idades a maior parte antes de chegar aos 20, pois são bonitas, inocentes, e fáceis de manobrar, mas se as mesmas engravidam, o contracto não é renovado, não se consegue provar, mas não renovam por excesso de oferta, e por estarem grávidas.

Penso que no século, em que estamos, é bastante triste que coisas destas aconteçam, não sejam facultadas as mesmas oportunidades que os homens têm, eu apesar de ser homem, penso que existam liberdades, e os mesmos direitos entre ambos os sexos, indistintamente do seu sexo, idade, etc.

Enfim, existem patrões que têm consciência que estamos no séc XXI, e que as coisas mudaram, e consequentemente as mentalidades também, e os estilos de vida, etc, existe um princípio de igualdade entre todos, que tem que ser tido em conta, e que deve ser respeitado.

Congratulo empresas, que contratam mulheres e ainda incentivam as mesmas a terem filhos, pois têm a consciência que mulheres satisfeitas e completas a nível pessoal, vão ter melhores performances a nível profissional, e desta forma, quem sai a ganhar são as organizações e os clientes.

Deixo aqui o recado, igualdade entre as pessoas precisa-se urgentemente.

Deixo a Questão: Que Pensa da Discriminação das Mulheres no Mundo do Trabalho?

Tenho Dito

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Como Vão Passar o Natal os Desempregados De Portugal?? Alguém Tem Soluções Para Este Flagelo? Ajudas São Bem Vindas…

Prendas de Natal Fonte:www.tugatronica.com

Hoje, e por ser quase dia 1 de Dezembro, trago algo, que penso que deve ser tomado como uma responsabilidade social de todos nós, ao ler uma notícia, referente às vendas desta época natalícia que se avizinha, lembrei-me de um flagelo da nossa sociedade, passo a transcrever a referida notícia, seguida de um comentário breve, mas que penso seja, o suficiente para todos nós reflectirmos socialmente.

«Natal não deverá compensar perdas dos comerciantes

É o tudo ou nada. A campanha de vendas mais decisiva do ano para o sector do comércio já começou em finais de Outubro e, dos brinquedos e chocolates ao vestuário e perfumaria, a expectativa é a de que este Natal seja melhor do que o do ano passado.

Quase ninguém duvida de que a facturação cresça neste período, mas uma incógnita permanece: será o impulso no consumo suficiente para amparar as quebras ao longo do ano? “É sempre um período de maiores vendas em muitos subsectores do comércio e este ano não será excepção. A questão que se coloca é saber se esse aumento de vendas é suficiente em termos económicos para compensar o resto do ano. Temos fundadas dúvidas de que isso acontecerá”, diz a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal. O pessimismo dos comerciantes vai mais longe: é “convicção” do sector que muitas empresas não conseguirão manter as portas abertas até final do ano.

O estudo Xmas Survey 2009 da consultora Deloitte estima que os portugueses deverão gastar, em média, 390 euros em presentes – 30 euros por cada prenda, para uma média de 15 ofertas. Face a 2008, a quebra é de 3,7 por cento (405 euros). A recessão económica trouxe novos hábitos de consumo e fórmulas de venda mais agressivas. Mais do que o preço, a tendência de 83 por cento dos portugueses será dar prendas úteis. No contexto europeu, só os países da Europa de Leste (com excepção da República Checa) planeiam gastar mais dinheiro em prendas neste Natal.

Bens comprados em alta

No cabaz de compras, os livros estão no topo das preferências (63 por cento dos inquiridos) e estes dados trazem algum optimismo a Miguel Freitas da Costa, secretário-geral da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL).

“Em termos gerais temos esperança de que o Natal seja uma época que não seja má para os livros. É uma das alturas mais importantes para o sector, pesa bastante nas vendas”, afirma, sem especificar. As estimativas para 2009 são positivas. Miguel Freitas da Costa refere que não se registam quebras nas vendas de livros e o número de pedidos de ISBN (o sistema indentificador) tem vindo a crescer desde 2006 – até Outubro registaram-se 11.227 solicitações. Um indicador de vitalidade do mercado.

Também no negócio dos brinquedos, a recessão parece ter ficado de fora (ver texto ao lado) e as atenções voltam-se agora para o Natal. O ano foi dominado por brinquedos coleccionáveis, que deram impulso ao sector, mas falta agora saber se os pais vão preferir produtos de gama mais alta. “Não sabemos ainda se o consumidor vai fugir dos preços altos e continuar a comprar coisas mais baratas”, diz Sara Marçal, directora de marketing da Mattel. Uma incerteza que preocupa um sector onde 60 a 70 por cento das vendas anuais se fazem no Natal.

Já para o sector das bebidas, um dos produtos mais consumidos e oferecidos no Natal, esta época poderá trazer um novo fôlego. Com um 2009 em que “praticamente nada se vendeu a não ser vinhos abaixo de dois euros”, o presidente da Associação dos Comerciantes e Industriais de Bebidas Espirituosas e Vinhos (ACIBEV), António Soares Franco, acredita que o Natal trará alívio, fazendo as vendas subir cinco a dez por cento.

Também para o mercado do vestuário e calçado, a segunda prenda mais oferecida pelos europeus (segundo o estudo da Deloitte), as vendas irão aumentar durante a quadra natalícia. “Será um aumento ligeiro em si, mas significativo tendo em conta o actual contexto económico”, realça Catarina Lino, do departamento de vendas da Lanidor, onde o Natal contribui com 12 por cento das vendas totais.

Igual cautela estende-se aos perfumes e cosméticos. “O mercado em geral irá aumentar as vendas neste Natal, mas isso não será suficiente para o sector crescer este ano em termos globais”, evidencia António Ferreira de Almeida, director-geral da Sephora. Com as vendas natalícias a pesar 20 a 25 por cento na facturação anual, a empresa de perfumes e cosmética espera crescer seis por cento este ano. Uma meta positiva mas que, ainda assim, não compensa o afundamento das vendas em 2008, que chegou aos dez por cento.

Tão doce como 2008

“Optimismo prudente” é como Manuel Paula, director da Associação do Comércio Electrónico e da Publicidade Interactiva em Portugal, define o espírito das empresas que vendem na Internet. Também para o negócio dos chocolates, a perspectiva não é de aumento, e sim de estabilização. “No ano passado, a crise não fez descer as vendas, mas também não aumentou, e esperamos que este ano aconteça o mesmo, porque o chocolate substituiu outras alternativas mais caras e é encarado quase como uma forma de compensação de situações difíceis”, diz o presidente da Associação dos Industriais de Chocolates e Confeitaria (ACHOC), Manuel Barata Simões.

No caso da Nestlé, onde 50 a 60 por cento do negócio dos chocolates e bombons se faz no Natal, a crise também refreia as expectativas. “Esperamos um crescimento moderado este ano, de dois a três por cento, sendo que o Natal representa o grosso”, estima Orlando Carvalho, responsável pelo marketing de chocolates.

Para a Associação do Comércio e da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares (ACIP), as vendas também deverão aumentar. “Normalmente Dezembro faz disparar as receitas, que duplicam nos estabelecimentos mistos (panificadora e pastelaria)”, diz o presidente Alberto Santos. Isto apesar de a concorrência das grandes superfícies provocar “grandes estragos” ao sector, que assiste à “massificação do bolo-rei e à venda em dumping [abaixo do preço de custo]”.

Shoppings optimistas

Nos centros comerciais, o Natal é um período de glória. Os espaços são exaustivamente decorados, inventam-se promoções e concursos, tentando atrair mais pessoas e aumentar as vendas. Apesar do cenário de crise, 2009 não foge à regra e as donas dos maiores centros comercias portugueses investiram no marketing para garantir que este Natal será melhor do que o do ano passado.

A Chamartín, que detém os centros comerciais Dolce Vita, prevê que as vendas aumentem quatro a cinco por cento nesta quadra. O Natal tem um peso de 30 por cento nas vendas anuais, que deverão aumentar entre 1,5 e 2 por cento em 2009.

Segundo o administrador executivo Artur Soutinho, “a época natalícia tem um peso cada vez mais significativo na performance anual dos centros comerciais”, quer devido à antecipação das compras natalícias para Novembro, quer à antecipação dos saldos para final de Dezembro.

Embora não divulgue valores, também a Sonae Sierra, que gere centros comerciais como o Colombo ou o NorteShopping, prevê uma “performance positiva” nesta época natalícia. Já para os espaços Fórum da Multi Mall Management Portugal (MMM), a expectativa é de um crescimento de vendas de cinco por cento este Natal, em linha com o do ano inteiro.

De acordo com o gestor da MMM, Paulo Alves, “os centros comerciais são centros estáveis de venda, mas também se nota que as pessoas estão mais racionais, trocando a compra de impulso por uma compra mais justificada”. Uma tendência que pode não comprometer a subida das vendas, mas que refreia o optimismo de quem está atrás do balcão.»

In: http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1411887, a 29 de Novembro de 2009, em Jornal Público

O meu comentário:

Vou fazer um muito breve comentário, pois não quero tornar este post maçudo. Penso que a época de natal, está oficialmente aberta, a partir de agora andamos todos à caça do melhor presente, para oferecer a este ou a aquele.

É uma época no ano, onde se gasta mais, e onde, as famílias a seguir às férias, usam os plafond’s do cartão de crédito ao máximo, e onde fazem o impossível para esticar os cada vez mais reduzidos orçamentos familiares.

Na passada sexta feira, a SIBS, até ficou salvo seja, «entupida», com tanto subsidio de natal, e levantamentos e transacções, coisa que apenas poucos portugueses, terão direito, pois existe muitos, que não vão ter a felicidade de ter mais um dinheirinho extra na conta bancária, para as compras de natal, denomino os desempregados, que recebem sempre o mesmo.

Outros, é bem pior, estão desempregados, mas como não possuem direito a nenhum subsídio, vão contar com a boa generosidade dos familiares, penso essencialmente nos recém-licenciados, e que não têm trabalho.

O problema do Natal, para as pessoas que não possuem emprego, é algo bastante crítico, pois baixa imenso a auto-estima das pessoas, e faz as mesmas se sentirem inúteis e à margem da sociedade, as pessoas, ou auferem subsídios de desemprego, e não estão confortáveis com o se encontrar nesta situação, ou não auferem nada, e ainda é pior, pois se já é mau viver á conta dos outros, pior mesmo, é nesta época não ter com que agradecer, com uma simples e humilde prenda, sendo o ponto mais crítico para estas pessoas, a noite de consoada, onde existe uma troca de prendas, mas que estas pessoas, por serem inúteis à sociedade dá às mesmas uma vontade de fugirem e se isolarem, basicamente, irem para onde a sociedade os manda todos os dias, com os manter no desemprego.

Penso que a maior prenda de natal, que um jovem recém-licenciado ou um desempregado de longa duração podem ter, é mesmo um emprego, algo tangível, algo que os faça ganhar auto estima, algo que os faça sentir úteis e colaborantes, nesta cada vez mais exigente sociedade.

Peço a todos, que tenham um especial cuidado, e que as pessoas se lembrem nesta época, que estas pessoas necessitam serem auxiliadas, e de poderem ser integradas na sociedade.

Falo isto, porque me revoltam os números do desemprego,  e já estive desempregado, nesta época do ano, e não me senti confortável, nem mesmo hoje, me sinto confortável, pois trabalho em regime de prestação de serviços, o que faz com que às vezes não tenha ocupação, tal como enumero no meu perfil, encontro-me à procura de um novo desafio.

Deixo mais uma vez aqui o apelo, acreditem na potencialidade dos recém licenciados, acreditem nas pessoas, e lembrem-se, sem pessoas não existem clientes, se não se cooperar no emprego, e se todos não cooperarem no emprego, a potencialidade de termos crescimento de clientes, é bastante reduzida.

Deixo a Questão: Que pensa desta época natalícia e o crescimento do desemprego?

Tenho Dito

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Fumadores Vão Passar a Ter Mais Dificuldade em Reparar os Seus Computadores…Já é Uma Realidade nos Estados Unidos…

Hoje trago, algo bastante insólito que a ser verdade é muito grave já, que pensei que as pessoas teriam a regra do bom senso, e não atingiriam este limite, passo a transcrever a notícia e de seguida faço um comentário à mesma.

«Fumar não faz bem à saúde nem aos computadores da Apple

Lojas da Apple nos Estados Unidos recusaram-se a accionar garantias a aparelhos comprados por fumadores e negaram o arranjo das máquinas para não exporem os seus técnicos à “contaminação”.

A situação foi denunciada num site americano dedicado à defesa do consumidor chamado The Consumerist que diz que já houve dois casos de pessoas que se foram queixar aos serviços centrais da Apple, que acabaram por assumir a mesma postura das lojas.

De acordo com o The Consumerist, a Apple recusou accionar a garantia ao dono de um Macbook porque estava “contaminado” por fumo de cigarro.

Este caso seguiu-se a um outro caso reportado de recusa da Apple em arranjar um iMac devido a “riscos para a saúde devido a fumo”.

De acordo com as lojas procuradas pelos clientes, a contaminação por nicotina está numa lista de substâncias consideradas perigosas e isso impede a manipulação de aparelhos danificados pelos técnicos, por razões sanitárias.

No primeiro caso, registado com um iMac, a proprietária aclarou que a sua garantia não se pronuncia sobre casos em que o dono é fumador. Efectivamente, este elemento não consta como excepção nos termos da garantia. A empresa cita, porém, a cláusula que fala em “danos causados pelo ambiente externo” para justificar a recusa em dar apoio técnico.

A Apple ainda não se pronunciou oficialmente acerca deste caso.»

In: http://www.publico.pt/Tecnologia/fumar-nao-faz-bem-a-saude-nem-aos-computadores-da-apple_1411193, a 25 de Novembro de 2009, no Jornal Publico

O meu comentário:

Penso que esta medida é no mínimo ridícula e pode ser mesmo considerada um verdadeiro tiro no pé.

Eu não sou fumador, no entanto, penso que existe uma igualdade de direitos na sociedade, e como tal, existem pessoas que têm direito a serem fumadoras, como me assiste o direito de não ser fumador.

O que se assiste por este fabricante de computadores, é algo que não está consagrado nas garantias, nem no que concerne, à lei da garantia em vigor em toda a união Europeia, pois não podemos distinguir pessoas pelas suas culturas, raças, idades, etnias, etc, logo, também não podemos distinguir pessoas pelos seus hábitos.

A justificação dada pelo fabricante, é que os computadores de fumadores, dão cabo da saúde de quem os repara, pois bem, vou apontar algumas situações que podem prevenir esta situação.

  • O operador pode estar munido de luvas e mesmo de máscara, de modo a que não fique afectado com determinada situação;
  • O fumador, pode até ser fumador, e não fumar quando está ao computador, ou mesmo dentro de casa, nesse caso, o computador é afectado por o dono fumar ou não?
  • Os médicos e enfermeiros, vão deixar de atender pessoas fumadoras, pois podem também adoecer, em virtude dessa mesma prestação de cuidados de saúde;
  • Não está provado, que o computador de um fumador se estrague mais rapidamente, face ao de um não fumador;

 

Estas são algumas das questões que aqui rapidamente levantei, no entanto, muitas mais vão com certeza existir, pois penso que o fabricante, se o fizer em Portugal, está a violar a constituição da republica portuguesa, entre outras situações, sendo que a referida situação, no caso, portugueses não vem contemplada nas garantias dos equipamentos.

Esta medida, serve sim, caso o fabricante de computadores, pretenda só ter clientes saudáveis, ou seja, que não fumem, mas isso, é tentar direccionar-se para um nicho de mercado, de todos aqueles que não fumam, nesse caso, pode sempre optar por vender computadores somente a pessoas que não fumem, mas nada vai impedir, de as pessoas que não fumem os vendam mais tarde ou posteriormente a fumadores, gerando-se aqui um mercado de segunda mão e mesmo paralelo.

Na minha opinião, a questão não tem pés nem cabeça, penso que seja, uma medida mais comunicacional de partilhar com o público, que é uma marca que não está interessada em pessoas que fumem, além de ser uma boa maneira de fazer publicidade à marca de forma barata.

Deixo a Questão: Que pensa de um fabricante de computadores se recusar a reparar um computador só porque o dono é fumador?

Tenho Dito

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Portagens na A28…Câmaras Municipais e Comunidades Unidas na Manutenção da A28 Como SCUT

Zona da Póvoa de Varzim - A28 Fonte: http://www.povoa2010.blogspot.com

Hoje trago um assunto polémico e que tem causado algum desconforto no seio da comunidade nortenha, especialmente a do litoral norte, trata-se das portagens nas SCUT, passo a transcrever a notícia e faço um breve comentário sobre o assunto.

« Câmaras do Litoral Norte unidas para impedir portagens na A28

Os municípios de Viana do Castelo, Esposende, Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Matosinhos solicitaram uma reunião ao ministro das Obras Públicas para tentarem travar a introdução de portagens na SCUT Norte Litoral.

O anúncio, hoje feito, em conferência de imprensa, pelo presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, refere ainda que aqueles cinco municípios decidiram constituir a chamada “Plataforma do Entendimento”, expressamente para “encetar o diálogo” com o Governo sobre as portagens.

Em causa está a A-28, entre Viana do Castelo e o Porto, que funciona em regime SCUT (sem custos para o utilizador) mas que o Governo já anunciou que pretende portajar, tendo já instalado, naquela via rápida, pórticos para o pagamento.

A plataforma pretende apresentar ao ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações as razões defendidas pelas cinco autarquias para a não introdução de portagens, uma medida que – sustenta – “afectaria gravemente a economia dos concelhos envolvidos, sobretudo num momento de elevada dificuldade que os cidadãos e empresas atravessam”.

Segundo José Maria Costa, uma das razões é a “manifesta falta de alternativa” à A-28, já que a EN-13 está cheia de constrangimentos, desde rotundas a semáforos, além de que há certos troços que não permitem a circulação de pesados, como a ponte de Fão, em Esposende.

“No Algarve, na Via do Infante, não há portagens, tendo a alternativa, a EN-125, melhores condições que a EN-13”, salientou o autarca de Viana do Castelo, exigindo a aplicação “do princípio da coesão nacional do território”.

Além disso, os cinco municípios querem “lembrar” que a região apresenta índices de desenvolvimento inferiores à média nacional.

“O distrito de Viana do Castelo, apesar de ser do litoral, apresenta índices de desenvolvimento idênticos aos do interior”, sublinhou José Maria Costa.

Para a reunião com o ministro, os autarcas dos cinco municípios prometem levar o excerto do programa do actual Governo que refere que “quanto às SCUT, deverão permanecer como vias sem portagem, enquanto se mantiverem as duas condições que justificaram, em nome da coesão nacional do território, a sua implementação: localizarem-se em regiões cujos indicadores sejam inferiores à média nacional e não existirem alternativas de oferta do sistema rodoviário”.

De acordo com o presidente da Câmara de Viana do Castelo, os autarcas querem confirmar, junto do Governo, se este princípio “vai ser aplicado aos municípios que são servidos pela A-28”.

“O nosso primeiro passo será o contacto directo com quem vai ter nas mãos a decisão. Sem este encontro, estão de fora outras abordagens”, sustentou José Maria Costa, sem, no entanto, fechar a porta a outras medidas na luta contra as portagens.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/34326-camaras-do-litoral-norte-unidas-impedir-portagens-na-a28, a 23 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Sobre este assunto, já muita tinta correu, e pelos vistos muita mais vai correr, isto porque a opinião não é consensual.

As populações que estão afectadas pela A28, estão contra a implementação das portagens, mais pelo transtorno e pela falta de soluções para a circulação, que propriamente pelo custo inerente à circulação das pessoas.

Os governantes, são saberem o tráfego que circula na referida artéria, já vêm a possibilidade de colocar portagens para assim equiparar com Lisboa, onde paga-se para entrar na cidade, e da mesma forma, poderem sustentar  grandes obras nacionais, não quero dizer que são só os do norte que vão pagar, mas se avançarem com as portagens nas SCUT, nomeadamente na A28, os do norte vão pagar mais que os restantes.

O problema cifra-se mais uma vez, na destruição da EN13, em alguns trajectos que deram lugar à actual A28, e fazendo com que a EN13 passa-se para os municípios em muitos casos, desfigurando essa mesma EN para artéria municipal.

Não existem soluções para a circulação na beira litoral, o governo se optar por portajar a A28, tem que dar alternativas viáveis de circulação, de modo, a que quem viaja de Viana do Castelo para o Porto, não demore o mesmo que Porto a Lisboa, 3 horas.. Caso aconteça, penso que quem perde é o país, pois sabemos que o porto de Leixões é usado para interface de entrada de mercadorias e saída das mesmas, oriundas de todo o norte, sabemos que cadeias turísticas e hoteleiras cifradas em Vigo, vêm várias vezes por semana ao aeroporto de Francisco Sá Carneiro buscar pessoas, de voos provenientes de locais longínquos, etc.

Basicamente, penso que a perda para a economia será maior, que o ganho para a mesma, de tal forma que, se colocar portagens, as pessoas tendencialmente vão circular pelas estradas municipais, o que vai causar índices elevados de poluição, devido ao trânsito, podendo mesmo, causar acidentes de cariz urbano, o que obviamente reduz a qualidade de vida das pessoas.

Outro problema, que se levanta, é a questão dos pórticos colocados, não preverem questões como por exemplo, os automóveis estrangeiros pagam, ou como se fará, o controlo de automóveis alugados ou mesmo emprestados.

A ideia de cercar o Porto com Portagens, isto existe em outras SCUT, deve ter como ideia focada reduzir a competitividade da região a todos os níveis, pois para se chegar a uma infra estrutura, como um Porto, um Aeroporto, brevemente as pessoas vão ter que pagar portagem, o mesmo sucede com um turista que saia do aeroporto, alugue um automóvel, ao entrar na cidade (para consumir, para conhecer a cidade no âmbito do turismo) já estará a pagar, o que penso que é no mínimo ridículo, e como tal deixa de ser uma região atractiva a todos os níveis.

Um exemplo, tenho reparado que numa grande superfície comercial de artigos de mobiliário e de coração, existente em Matosinhos, a que visito algumas vezes, apresenta um índice elevado de pessoas oriundas de Espanha para realizar compras, pois bem, 100% delas, deve usar para chegar ao referido local a A28, essas pessoas, vem muitas vezes por lazer, penso que com a implementação das referidas portagens se vá perder estes turistas que até à poucos anos não vinham cá, por não terem pólos de interesse, agora criamos pólos de interesse, mas cobramos nas entradas..Depois queremos dizer que somos competitivos, e que estamos inseridos na globalidade europeia.

Deixo a Questão: Que Pensa de se colocar Portagens na A28?

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Natalidade e Casamentos em Queda Acentuada em Portugal…Soluções Para Inverter Esta Tendência?

casamento

Casamento

Hoje venho falar de problemas sociais, no caso de hoje, são os casamentos que estão a decrescer, e  a cota dos religiosos desde a um ritmo célere, e as consequências das mutações da sociedade, que levam ao decréscimo da natalidade, passo a transcrever a notícia e de seguida faço o meu comentário:

«Portugueses fogem cada vez mais ao casamento pela igreja

Números do INE mostram que, em 2008, só 44,4% dos casais optaram pelo casamento católico

Nunca se falou tanto de casamento em Portugal como nas últimas semanas. No entanto, os indicadores demográficos revelados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que o tema é, cada vez mais, alheio aos portugueses.

Seguindo a tendência verificada nos últimos anos, em 2008 realizaram-se menos casamentos. Ao todo, registaram-se 43 228 matrimónios, menos 3 100 que no ano anterior. Mas o dado mais relevante a reter é outro. Se em 2007 a diferença entre casamentos celebrados pelo rito católico e os civis era pouco significativa (os civis ganhavam aos católicos por 971 celebrações), em 2008 a diferença aumentou. E muito. Realizaram-se 23 865 matrimónios pelo civil contra 19 201 católicos (uma diferença de 4 664).

“Nos últimos anos houve um decréscimo fulminante no número de casamentos. Se há oito anos se falava em 80% de casamentos pela Igreja, agora já estamos pouco acima dos 40%. Na História não há memória disto, esta mudança aconteceu demasiado rápido”, adianta Mário Bandeira, demógrafo e professor no ISCTE.

Feitas as contas, só 44,4% dos portugueses optaram por casar pela Igreja. Cinco anos antes, a percentagem situava-se nos 59,6%.

É no norte do país que os portugueses continuam a preferir o ritual religioso. No ano passado, 54,7% ainda o fez (contra 57,9% em 2007). No centro, os noivos dividiram-se: 50% optou pelo rito católico. Os Açores e o Algarve são as regiões onde o casamento religioso tem menor peso (23,4% e 23%, respectivamente). “Terá certamente a ver com uma questão cultural”, justifica o demógrafo. “A sul as pessoas sempre foram mais laicas e menos tradicionalistas. Certamente existem muitos casais a viver em união, mas que não celebram a união de facto, não contribuindo para as estatísticas”, sugere.

No ano passado, do total das uniões celebradas, perto de um quarto dos portugueses celebrou segundos casamentos. E em 27,6% dos casos até já tinham filhos. Por outro lado, os casamentos com estrangeiros aumentaram para 13% (contra 12,3% em 2007).

O que também já não é novo é o aumento da idade média com que os portugueses se casam. E se, normalmente, os homens se comprometiam mais tarde do que as mulheres, a diferença de idades é hoje quase insignificante. Os homens casam-se, em média, aos 32,6 anos e as mulheres aos 30,1. “Há uns anos, a idade média de casamento das mulheres rondava os 22 ou 23 anos”, recorda Mário Bandeira. Só que “questões de precariedade, instabilidade no emprego e o maior medo de estabelecer compromissos” podem explicar o aumento.

Menos imigrantes, mais legais Os dados do INE revelam também outras alterações no tecido social do país. O número de pedidos de residência de estrangeiros em Portugal aumentou. Contabilizaram-se, em 2008, mais de 72 mil. Em 2007 tinham sido pouco mais de 60 mil. Ainda assim, o número de imigrantes em Portugal baixou, entre 2007 e 2008: há menos 3 231 estrangeiros. “Mas a percentagem de filhos de mulheres estrangeiras tem aumentado”, sublinha o demógrafo. Ou seja, os imigrantes são cada vez menos “mas mais necessários”.

Os números do INE reflectem ainda um novo abrandamento no crescimento da população residente – registou-se um avanço efectivo de 0,09%. Em simultâneo, houve 104 594 nascimentos contra 102 492 em 2007, enquanto morreram 104 280 pessoas. A diferença entre nascimentos e mortes traduz-se, assim, num saldo de 314 indivíduos, uma taxa de crescimento natural praticamente nula.

“No crescimento natural, a diferença será muito pequena e no crescimento efectivo a diferença tem a ver com o abrandamento da imigração”, explica Mário Bandeira. “O nosso crescimento está muito dependente da imigração.” O demógrafo antevê um cenário pouco favorável: “Em 2009, é possível que pela primeira vez o número de nascimentos esteja abaixo dos 100 mil. Estamos numa curva descendente agravada pela crise, em que os casais não arriscam ter filhos.”

A opinião é partilhada por outra especialista, Maria Filomena Mendes, professora da Universidade de Évora. “É essa a tendência futura, se os nascimentos não acompanharem o número cada vez maior de óbitos.”

Outro indicador que não parece inverter-se é o envelhecimento da população. A 31 de Dezembro do ano passado, a população portuguesa era composta só por 15,3% de jovens com menos de 15 anos de idade.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/32315-portugueses-fogem-cada-vez-mais-ao-casamento-pela-igreja, a 11 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Pela analise demográfica presente nesta notícia podemos tirar as mais diversas conclusões, nomeadamente que, a população está a contrair matrimónio cada vez mais tarde, este dado, deve ter especial relevância, mais que se p casamento é pela igreja ou civil, e ainda mais notório, é a idade média de casamento, ter galopado 10 anos, em poucos anos, o que demonstra que crise, a sociedade não ter respeito pelos jovens, especialmente os licenciados, que têm uma cota cada vez maior, devido à progressão de estudos ser cada vez maior.

A questão do casamento ter galopado 10 anos, a questão das questões sócio económicas que se agravam, tem como outra consequência ainda maior, que é aquilo que já tenho referenciado aqui, que é, o decréscimo abrupto da natalidade, muito simplesmente a dificuldades originadas pela crise, por condições profissionais precárias, e justamente, as pessoas estão com medo de ter filhos e perderam o seu emprego, ou a oportunidade de singrarem ou mesmo  construírem carreira. Logo, o problema do desrespeito pela juventude aqui agrava-se com cima de «perseguição», protagonizado por muitos empregadores, que em virtude de excesso de oferta de pessoas, acabam por desprezar muitas, perante isto, indico só, a vida dá muitas voltas.

O que se denota, é que a juventude está em apuros, não consegue trabalho, não consegue construir carreira, por consequência não podemos pedir, que perante semelhantes adversidades estas pessoas façam o milagre, de cumprirem com deveres sociais, tais como, casamentos nos anos 20, e filhos para resolver, a renovação das gerações… Eu apoio a atitude destes jovens, essencialmente os licenciados, que são os mais rejeitados, ultimamente têm sido colocados mesmo à margem, pois pelos vistos possuem habilitações a mais, para os cargos, ou então não possuem experiência (lembrem-se, se ninguém apostar nestes, estes nunca vão ter experiência).

A questão dos casamentos, serem mais pelo civil, deve-se a factores como custo e celeridade, os do civil são mais céleres e são bem mais baratos que os da igreja, em tempo de crise, é obvio que um casamento pela igreja, origina muitas despesas, e muitos os jovens, já ficam logo com a corda na garganta com o crédito para habitação, que não conseguem aceder a mais nenhum crédito, e os pais dos mesmos, não têm a vida com algumas economias, que tinham os avós.

Parte da solução para esses problemas passam no caso da igreja, ser mais transparente, ser mais barata na hora de celebração de um casamento e essencialmente não colocar muitos entraves à realização do mesmo, e ser mais célere.

Quanto aos problemas demográficos, já tenho vindo a chamar à atenção aqui, trata-se essencialmente de realizar as apostas certas, neste caso, deve-se apostar na juventude, especialmente a licenciada, e começando pela, que está perto dos 30 anos, e apresenta problemas bastante de graves de acesso a empregos, e à construção de carreiras, e depois irmos descendo, deste modo, e se cada um conseguir a sua carreira, naturalmente com o atenuar da crise, as pessoas vão fazer o que socialmente é bem aceite, que é contrair matrimónio e assegurar a renovação das gerações, através do incremento da natalidade, que é o que mais preocupa os nossos governantes e alguns empresários, mas que infelizmente, ninguém tem coragem para tomar estas medidas.

Deixo a questão: Que Pensa do decréscimo dos matrimónios e o problema demográfico que se vive actualmente em Portugal?

Tenho Dito

RT