Comer Sem Consultar a Ementa….Algo Só Possível Num Optimo Restaurante da Cidade do Porto

Novembro 28, 2009

Comer sem consultar a lista...num restaurante do Porto Fonte: www.veja.abril.com.br

Hoje e por ser sábado, trago uma sugestão muito boa para um jantar na cidade do Porto, desta vez vou somente transcrever o artigo e deixo os comentários para os caros leitores.

 

«O que vai ser o almoço? O chefe é que sabe

Se for ao Sessenta/Setenta, no Porto, não olhe para a carta: peça uma sugestão ao chefe e saboreie os melhores pratos de nouvelle cuisine da cidade

O Sessenta/Setenta fica numa transversal da Rua da Restauração, no Porto. Mas a transversal é tão discreta que há muitos taxistas que têm dificuldade em levar-nos lá. Depois de entrar na rua, antiga, estreita e sem lojas, também é difícil reparar na entrada do restaurante. Quando finalmente atravessamos o portão entramos num mundo à parte. Numa dependência do antigo Convento de Monchique, de soalho e parede de pedra, cheia de janelas a darem para o Douro, três amigos decidiram criar este restaurante sofisticado, aberto desde 2002.

São eles Lourenço Rochi (arquitecto de origem italiana, responsável pela renovação do espaço), Carlos Costa (economista) e Francisco Meireles, um chefe autodidacta, que em boa hora decidiu trocar o negócio de automóveis pela cozinha e Vila Real pelo Porto. O nome não tem nada a ver com décadas; é, sim, um rebuscado, mas acertado, trocadilho abrasileirado: “Se senta, se tenta.”

Há dias fomos almoçar com Francisco Meireles e em cima da mesa foram aterrando diversas tentações, de surpresa. A abrir, lavagante flamejado em conhaque, com tamarilho. Depois um ceviche de rodovalho com uma cebolada de hortelã. A seguir um belo bolinho de bacalhau assente em cama de roupa-velha. Por fim, um magnífico gratinado de chila e ovos. “Eu faço muitos menus que os clientes não escolhem. Dizem-me: ‘Francisco, faz tu o que quiseres.’ Depois sentam-se à mesa e esperam que eu os sirva”, explica. “É uma relação de altíssima confiança, quando alguém se senta e não vê a carta do restaurante. Tenho clientes que me dizem: ‘Eu acho que nunca vi a tua carta.’ Como essa relação existe, também não sabem o que vão almoçar, e eu é que escolho. E isso responsabiliza-me imenso, não há margem para erros. A opção é minha, e o risco é muitíssimo grande. Se o cliente pedir um bife com pimentas que está na carta e não gostar do bife, vai ter no subconsciente que foi ele que escolheu. Agora se ele me disser ‘O jantar é contigo’, o risco é todo meu”, reconhece. “Mas, ao mesmo tempo, isso dá-nos uma capacidade fantástica, que é fazer coisas novas quase todas as semanas, porque o mesmo cliente pode vir cá duas vezes num mês, e não faz sentido dar-lhe a mesma refeição. Tenho de lhe dar coisas diferentes, senão perde o encanto, completamente.”

Os pratos mais populares do Sessenta/Setenta são entradas cruas (ceviche e tártaro), duas opções de bacalhau (o Bacalhau Dourado, uma posta com uma gema de ovo montada em quente, com uma cebolada ligeiramente avinagrada, e o Bacalhau à Freixieiro, com broa e presunto), duas opções de carne (a Sopa Seca e o Folhado de Foie Gras) e duas sobremesas (Pêra Gelada, a grande coqueluche da ementa, e uma Marquis de Chocolates).

Francisco Meireles acha que a sua linha gastronómica “não tem um padrão”. E explica: “Tem algumas regras de enorme simplicidade, uma muito grande preocupação com a cor dos pratos e com a forma como eles são arrumados, mas estou sempre aberto a fazer coisas diferentes… Não vou muito pela cozinha de fusão, não é muito bem por aí que me apetece. Eu acho que as raízes portuguesas estão cá, mas não vejo porque não utilizar coisas que não sejam produtos nossos.” De resto, um restaurante temático estaria fora de questão. “Nunca iria gostar de ter um restaurante de cozinha italiana, ou mais oriental…”, confessa Francisco. “Acho que este espaço de liberdade – de chegar à cozinha, ver um produto qualquer e fazer qualquer coisa com ele – é indispensável. É directo, sem receita. Há coisas que fiz, foram para a mesa e nunca cheguei a provar! Há uma grande dose de improvisação.”

Rua de Sobre-o-Douro, 1-A, Porto.

Telefone: 223 406 093. De segunda a sexta-feira, das 13h às 15h e das 20h às 24h. Sábado, aberto só ao jantar. Encerra ao domingo e feriados.»

 

In: http://www.ionline.pt/conteudo/34996-o-que-vai-ser-o-almoco-o–chefe-e-que-sabe, a 27 de Novembro de 2009, no Jornal I

Bom Fim Semana

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Governo Vai Abrir 5000 Estágios Para Jovens Licenciados…Mas Somente em 2010

Novembro 27, 2009

Estágios Na Função Pública...

Hoje trago algo, que surpreendeu-me por uma parte, mas desiludiu-me por outro, a questão é que o Estado dá oportunidade com uma mão, mas tira com a outra, bem mas passo a transcrever a notícia, seguida de um comentário:

«Função Pública: estágios vão custar 55 milhões ao Governo

Programa vai abranger cinco mil jovens licenciados

O programa de estágios profissionais na Administração Pública, lançado pelo Governo e que irá abranger cinco mil jovens licenciados, custará 55 milhões de euros por ano, anunciou esta quinta-feira o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, escreve a Lusa.

A estimativa do impacto deste programa nos cofres do Estado foi feita no final do Conselho de Ministros, que aprovou o regime do programa de estágios profissionais na Função Pública.

De acordo com Teixeira dos Santos, no final do primeiro semestre do próximo ano, os cinco mil jovens, com idades até aos 35 anos, já estarão «repartidos e colocados nos diferentes serviços da Administração Pública».

O ministro explicou que as condições de remuneração deste jovens são equivalentes às dos estágios profissionais promovidos pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), que correspondem a duas vezes o Indexante de Apoios Sociais (IAS) mais subsídio de alimentação, o que corresponde a «um pouco mais de 900 euros mensais». »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/portugal-estagios-governo-funcao-publica/1106031-1730.html, a 26 de Novembro de 2009, em Agência Financeira

O meu comentário:

Penso que esta medida de apoiar os licenciados, neste caso, os mais novos, é de salutar, pois pelo menos demonstra da parte do governo uma abertura para poder apostar nestas pessoas, que têm sido nos últimos tempos, colocadas à margem da sociedade.

Esta medida, serve de exemplo, para as organizações seguirem os mesmos passo que o Estado, e possam ser mais permeáveis à entrada de gente nova para as organizações, no entanto, podem fazer melhor, pois podem em vez de ser um estágio somente, e que muito dificilmente servirá de rampa de entrada para uma integração destes mesmos jovens nos quadros de pessoal, as empresas, podem ser responsáveis e além do estagio, poderem ficar com alguns destes jovens, demonstrando ao Estado que é possível, ter pessoas licenciadas nos quadros e que as mesmas são tão competentes como as mais antigas, somente, estão à espera de uma oportunidade de mostrar o seu valor e de incrementar o valor da organização.

No que concerne à medida estatal, o que apontei acima, de ser apenas um estágio e de não ser assegurada a integração, é algo de lamentar, pois o Estado deveria ser o primeiro a dar o exemplo, e a substituir de forma gradual os mais velhos pelos mais novas nas suas fileiras, dando desta forma, a possibilidade de uma geração mais nova, com novas ideias, novos conhecimentos e consequentemente mais existentes de poder mudar alguns dos procedimentos da função publica, que muitas vezes, parecem em certos casos, que estamos num país de 3º Mundo.

No entanto, penso que é algo que devemos ter em conta, que a juventude actual, é uma juventude bastante informada e com muitas ideias e sonhos, ambiciosa e pretende ter um trabalho, pretende colocar em prática medidas vanguardistas, e que se prendem essencialmente com o agilizar de procedimentos, qualidade dos serviços prestados e de dá valor a marcas, e imagem das mesmas. Esta juventude tem muito a fazer, por este país, pois no que concerne ao Estado, penso que uma lufada de ar fresco será algo que pode ajudar, o serviços do Estado serem mais credíveis e mais confiáveis e merecer a confiança dos clientes, que neste caso, são contribuintes. No caso das empresas, com os primeiros sinais de passagem da crise, devemos assistir a uma competição cada vez mais arisca no mercado empresarial, essencialmente nas empresas que competem entre si, sobrevivendo as que estiverem mais na vanguarda, competentes e qualidade acima da média, coisas que só se podem atingir, se tivermos uma equipa coesa, trabalhadora e dedicada, coisas que só a juventude, essencialmente a licenciada consegue contribuir.

Apostem nesta juventude e não se vão arrepender.

Deixo a Questão: Que pensa da criação de 5 mil estágios por parte do Estado?

Tenho Dito

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Fumadores Vão Passar a Ter Mais Dificuldade em Reparar os Seus Computadores…Já é Uma Realidade nos Estados Unidos…

Novembro 26, 2009

Hoje trago, algo bastante insólito que a ser verdade é muito grave já, que pensei que as pessoas teriam a regra do bom senso, e não atingiriam este limite, passo a transcrever a notícia e de seguida faço um comentário à mesma.

«Fumar não faz bem à saúde nem aos computadores da Apple

Lojas da Apple nos Estados Unidos recusaram-se a accionar garantias a aparelhos comprados por fumadores e negaram o arranjo das máquinas para não exporem os seus técnicos à “contaminação”.

A situação foi denunciada num site americano dedicado à defesa do consumidor chamado The Consumerist que diz que já houve dois casos de pessoas que se foram queixar aos serviços centrais da Apple, que acabaram por assumir a mesma postura das lojas.

De acordo com o The Consumerist, a Apple recusou accionar a garantia ao dono de um Macbook porque estava “contaminado” por fumo de cigarro.

Este caso seguiu-se a um outro caso reportado de recusa da Apple em arranjar um iMac devido a “riscos para a saúde devido a fumo”.

De acordo com as lojas procuradas pelos clientes, a contaminação por nicotina está numa lista de substâncias consideradas perigosas e isso impede a manipulação de aparelhos danificados pelos técnicos, por razões sanitárias.

No primeiro caso, registado com um iMac, a proprietária aclarou que a sua garantia não se pronuncia sobre casos em que o dono é fumador. Efectivamente, este elemento não consta como excepção nos termos da garantia. A empresa cita, porém, a cláusula que fala em “danos causados pelo ambiente externo” para justificar a recusa em dar apoio técnico.

A Apple ainda não se pronunciou oficialmente acerca deste caso.»

In: http://www.publico.pt/Tecnologia/fumar-nao-faz-bem-a-saude-nem-aos-computadores-da-apple_1411193, a 25 de Novembro de 2009, no Jornal Publico

O meu comentário:

Penso que esta medida é no mínimo ridícula e pode ser mesmo considerada um verdadeiro tiro no pé.

Eu não sou fumador, no entanto, penso que existe uma igualdade de direitos na sociedade, e como tal, existem pessoas que têm direito a serem fumadoras, como me assiste o direito de não ser fumador.

O que se assiste por este fabricante de computadores, é algo que não está consagrado nas garantias, nem no que concerne, à lei da garantia em vigor em toda a união Europeia, pois não podemos distinguir pessoas pelas suas culturas, raças, idades, etnias, etc, logo, também não podemos distinguir pessoas pelos seus hábitos.

A justificação dada pelo fabricante, é que os computadores de fumadores, dão cabo da saúde de quem os repara, pois bem, vou apontar algumas situações que podem prevenir esta situação.

  • O operador pode estar munido de luvas e mesmo de máscara, de modo a que não fique afectado com determinada situação;
  • O fumador, pode até ser fumador, e não fumar quando está ao computador, ou mesmo dentro de casa, nesse caso, o computador é afectado por o dono fumar ou não?
  • Os médicos e enfermeiros, vão deixar de atender pessoas fumadoras, pois podem também adoecer, em virtude dessa mesma prestação de cuidados de saúde;
  • Não está provado, que o computador de um fumador se estrague mais rapidamente, face ao de um não fumador;

 

Estas são algumas das questões que aqui rapidamente levantei, no entanto, muitas mais vão com certeza existir, pois penso que o fabricante, se o fizer em Portugal, está a violar a constituição da republica portuguesa, entre outras situações, sendo que a referida situação, no caso, portugueses não vem contemplada nas garantias dos equipamentos.

Esta medida, serve sim, caso o fabricante de computadores, pretenda só ter clientes saudáveis, ou seja, que não fumem, mas isso, é tentar direccionar-se para um nicho de mercado, de todos aqueles que não fumam, nesse caso, pode sempre optar por vender computadores somente a pessoas que não fumem, mas nada vai impedir, de as pessoas que não fumem os vendam mais tarde ou posteriormente a fumadores, gerando-se aqui um mercado de segunda mão e mesmo paralelo.

Na minha opinião, a questão não tem pés nem cabeça, penso que seja, uma medida mais comunicacional de partilhar com o público, que é uma marca que não está interessada em pessoas que fumem, além de ser uma boa maneira de fazer publicidade à marca de forma barata.

Deixo a Questão: Que pensa de um fabricante de computadores se recusar a reparar um computador só porque o dono é fumador?

Tenho Dito

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Semana de Descontos Antes do Natal em Lojas OnLine em Portugal…

Novembro 25, 2009

Semana de Descontos em Lojas OnLine em Portugal. Fonte: www.publicidadinternet.files.wordpress.com

Hoje trago algo que penso que vai fascinar os cibernautas, e o publico português, uma semana de descontos nas compras das lojas Online, passo a transcrever a referida notícia e de seguida faço um comentário à mesma.

«Lojas online fazem uma semana de descontos loucos

Conceito é importado dos EUA, com uma diferença: promoções que lá duram apenas uma segunda-feira, aqui são válidas toda a semana

Na próxima segunda-feira, mais de cem lojas online em Portugal vão importar pela primeira vez o fenómeno norte-americano conhecido por “Cyber Monday“. É um dia de descontos significativos para os produtos comprados online, que marca o arranque da época natalícia para os retalhistas da internet.

Mas na versão portuguesa não será apenas um dia, será uma semana. As marcas associadas à primeira Cyber Monday são de vários sectores, incluíndo a LG, Apple, Staples Office Center, La Redoute ou PIXmania, e os descontos poderão ultrapassar os 40%, sendo que ainda não estão fechados todos os acordos. A iniciativa é trazida para Portugal pelo portal KuantoKusta, que vai seleccionar as melhores promoções das lojas aderentes e disponibilizá-las em exclusivo no endereço www.cybermonday.pt até 6 de Dezembro. A lista definitiva das lojas será divulgada na sexta-feira.

“É um incentivo ao comércio electrónico, queremos que as pessoas associem os sites online às compras de Natal”, explica ao i Pedro Pimenta, consultor de marketing do KuantoKusta. O responsável adianta que o momento de crise é propício ao sector, já que os consumidores estão dispostos a procurar alternativas mais baratas. E com a melhoria da logística no sector, o receio de que os presentes não cheguem a tempo da noite de Natal estão postos de lado.

Na PIXmania.com, uma das participantes na Cyber Monday portuguesa, serão oferecidos dez euros por cada 150 euros de compras – uma das promoções mais agressivas que a marca alguma vez realizou em Portugal. Esta é a época mais forte para a empresa, que na quadra natalícia regista um incremento de 60% no tráfego. Segundo Rui David Alves, responsável pelo desenvolvimento dos negócios da PIXmania no sul da Europa, os produtos mais procurados são televisões, vídeo, informática e fotografia. A expectativa é de que as vendas disparem algo como 40%, ajudadas pelas promoções da Cyber Monday, que incluirão uma lista de produtos com o preço mais baixo da concorrência.

O motivo pelo qual a iniciativa dura uma semana, ao contrário da segunda–feira original, é o facto de os portugueses ainda não estarem muito confortáveis com as compras online. Pedro Pimenta refere que a iniciativa foi testada noutros mercados semelhantes e percebeu-se que um dia não era suficiente. Por isso, decidiram prolongar as promoções até 6 de Dezembro. No final desta semana arranca a campanha de marketing da iniciativa que por enquanto foi divulgada apenas nalguns meios especializados.

A Cyber Monday deverá dar um impulso precioso ao comércio electrónico português, que registou alguma estagnação no primeiro semestre. De acordo com os dados do estudo ACEPI/Netsonda, no segundo trimestre de 2009 um terço das lojas online inquiridas sofreu um decréscimo das vendas, enquanto 36% registaram um aumento residual. Ou seja, os últimos dois meses do ano serão fundamentais para as contas de muitos retalhistas online.

Como surgiu O fenómeno da Cyber Monday foi nomeado pela primeira vez há quatro anos nos Estados Unidos, pelo site Shop.org, quando se percebeu que os consumidores usavam a banda larga dos locais de emprego para aproveitar os saldos a seguir à “Black Friday” – a sexta-feira depois do Dia de Acção de Graças em que as lojas tradicionais fazem grandes descontos durante 24 horas. A Black Friday é conhecida pelas longas filas e lojas entupidas por clientes ansiosos para aproveitar as pechinchas nas compras de Natal. Quando se identificou o acréscimo substancial de consumidores nas lojas online na segunda-feira seguinte, os retalhistas virtuais perceberam que tinham arranjado uma versão digital da Black Friday.

O fenómeno é muito popular nos Estados Unidos e Reino Unido, embora alguns analistas questionem se faz sentido ou se está a ser fabricado. É que os consumidores têm cada vez mais acesso à internet de banda larga em casa e no portátil, não sendo já necessário que esperem até segunda-feira para fazerem compras com a internet do escritório.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/34416-lojas-online-fazem-uma-semana-descontos-loucos, a 24 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Penso que com estas iniciativas podemos dar finalmente o enraizamento da cultura do comércio electrónico na vida dos portugueses.

Muito se tem feito nos últimos anos, para tentar mudar os hábitos dos portugueses no que concerne à utilização da internet e mais concretamente o comércio electrónico, no entanto, os portugueses, são muito receosos, no que respeita a transacções monetárias na internet.

Penso que os portugueses são por etapas, o multibanco foi entrando nas vidas das pessoas, penso que foi mais fácil, muito também pelos horários dos bancos ser reduzido, e por as transacções serem mais baratas pelo MB, e ser um pouco tangível a operação com o MB, pois damos o cartão para levantar, ou efectuar a compra; no caso da internet, as pessoas têm receio, pois colocam o número de cartão crédito e depois vão la retirar o valor da compra, o que causa a ideia aos portugueses que o seu dinheiro anda a circular na internet.

No que concerne à ideia dos descontos nas lojas online, vem no seguimento das mesmas políticas seguidas pelas lojas físicas, onde por vezes, para se promoverem, para poderem escoar produtos especiais ou que estão a atingir a data de validade, é comum se praticarem descontos.

No entanto, a adesão a esta semana de descontos, para as lojas, também é uma maneira de ficarem com mais notoriedade, e de serem futuramente catalogadas como sendo lojas, de confiança e onde é seguro efectuar compras, além de que muitos, portugueses que recorrem à internet para conhecer produtos, possam «espreitar» o preço nestas lojas, no seguimento de promoções que fizeram anteriormente, e desta forma possam engrossar o número de clientes de comércio electrónico, e destas lojas.

Penso que, a iniciativa praticada nos EUA, num dia, e que não me recordo que tenha sido aplicada, às lojas físicas aqui em Portugal, passou para o comércio online nacional, e ainda por cima com marcas enraizadas neste tipo de comércio, estão de parabéns, pela antecipação de tendências, penso mesmo que a «semana dos descontos», vai ser um sucesso, pois vai ajudar a antever algumas prendas de natal, e desta forma, e aos poucos, mudar os hábitos dos portugueses.

Neste caso, ficam a ganhar os portugueses que podem comprar a qualquer hora, e ainda por cima mais barato, e as lojas dão preços mais baixos, pois apesar de ser um desconto para ser conhecido, o custo de manter uma loja Online é bem mais baixo que uma loja fixa.

Desejo Boas Vendas aos Comerciantes, e Boas Compras aos Clientes.

Deixo a Questão: Que pensa da semana dos descontos praticadas pelas lojas Online?

Tenho Dito

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Portagens na A28…Câmaras Municipais e Comunidades Unidas na Manutenção da A28 Como SCUT

Novembro 24, 2009

Zona da Póvoa de Varzim - A28 Fonte: www.povoa2010.blogspot.com

Hoje trago um assunto polémico e que tem causado algum desconforto no seio da comunidade nortenha, especialmente a do litoral norte, trata-se das portagens nas SCUT, passo a transcrever a notícia e faço um breve comentário sobre o assunto.

« Câmaras do Litoral Norte unidas para impedir portagens na A28

Os municípios de Viana do Castelo, Esposende, Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Matosinhos solicitaram uma reunião ao ministro das Obras Públicas para tentarem travar a introdução de portagens na SCUT Norte Litoral.

O anúncio, hoje feito, em conferência de imprensa, pelo presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, refere ainda que aqueles cinco municípios decidiram constituir a chamada “Plataforma do Entendimento”, expressamente para “encetar o diálogo” com o Governo sobre as portagens.

Em causa está a A-28, entre Viana do Castelo e o Porto, que funciona em regime SCUT (sem custos para o utilizador) mas que o Governo já anunciou que pretende portajar, tendo já instalado, naquela via rápida, pórticos para o pagamento.

A plataforma pretende apresentar ao ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações as razões defendidas pelas cinco autarquias para a não introdução de portagens, uma medida que – sustenta – “afectaria gravemente a economia dos concelhos envolvidos, sobretudo num momento de elevada dificuldade que os cidadãos e empresas atravessam”.

Segundo José Maria Costa, uma das razões é a “manifesta falta de alternativa” à A-28, já que a EN-13 está cheia de constrangimentos, desde rotundas a semáforos, além de que há certos troços que não permitem a circulação de pesados, como a ponte de Fão, em Esposende.

“No Algarve, na Via do Infante, não há portagens, tendo a alternativa, a EN-125, melhores condições que a EN-13″, salientou o autarca de Viana do Castelo, exigindo a aplicação “do princípio da coesão nacional do território”.

Além disso, os cinco municípios querem “lembrar” que a região apresenta índices de desenvolvimento inferiores à média nacional.

“O distrito de Viana do Castelo, apesar de ser do litoral, apresenta índices de desenvolvimento idênticos aos do interior”, sublinhou José Maria Costa.

Para a reunião com o ministro, os autarcas dos cinco municípios prometem levar o excerto do programa do actual Governo que refere que “quanto às SCUT, deverão permanecer como vias sem portagem, enquanto se mantiverem as duas condições que justificaram, em nome da coesão nacional do território, a sua implementação: localizarem-se em regiões cujos indicadores sejam inferiores à média nacional e não existirem alternativas de oferta do sistema rodoviário”.

De acordo com o presidente da Câmara de Viana do Castelo, os autarcas querem confirmar, junto do Governo, se este princípio “vai ser aplicado aos municípios que são servidos pela A-28″.

“O nosso primeiro passo será o contacto directo com quem vai ter nas mãos a decisão. Sem este encontro, estão de fora outras abordagens”, sustentou José Maria Costa, sem, no entanto, fechar a porta a outras medidas na luta contra as portagens.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/34326-camaras-do-litoral-norte-unidas-impedir-portagens-na-a28, a 23 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Sobre este assunto, já muita tinta correu, e pelos vistos muita mais vai correr, isto porque a opinião não é consensual.

As populações que estão afectadas pela A28, estão contra a implementação das portagens, mais pelo transtorno e pela falta de soluções para a circulação, que propriamente pelo custo inerente à circulação das pessoas.

Os governantes, são saberem o tráfego que circula na referida artéria, já vêm a possibilidade de colocar portagens para assim equiparar com Lisboa, onde paga-se para entrar na cidade, e da mesma forma, poderem sustentar  grandes obras nacionais, não quero dizer que são só os do norte que vão pagar, mas se avançarem com as portagens nas SCUT, nomeadamente na A28, os do norte vão pagar mais que os restantes.

O problema cifra-se mais uma vez, na destruição da EN13, em alguns trajectos que deram lugar à actual A28, e fazendo com que a EN13 passa-se para os municípios em muitos casos, desfigurando essa mesma EN para artéria municipal.

Não existem soluções para a circulação na beira litoral, o governo se optar por portajar a A28, tem que dar alternativas viáveis de circulação, de modo, a que quem viaja de Viana do Castelo para o Porto, não demore o mesmo que Porto a Lisboa, 3 horas.. Caso aconteça, penso que quem perde é o país, pois sabemos que o porto de Leixões é usado para interface de entrada de mercadorias e saída das mesmas, oriundas de todo o norte, sabemos que cadeias turísticas e hoteleiras cifradas em Vigo, vêm várias vezes por semana ao aeroporto de Francisco Sá Carneiro buscar pessoas, de voos provenientes de locais longínquos, etc.

Basicamente, penso que a perda para a economia será maior, que o ganho para a mesma, de tal forma que, se colocar portagens, as pessoas tendencialmente vão circular pelas estradas municipais, o que vai causar índices elevados de poluição, devido ao trânsito, podendo mesmo, causar acidentes de cariz urbano, o que obviamente reduz a qualidade de vida das pessoas.

Outro problema, que se levanta, é a questão dos pórticos colocados, não preverem questões como por exemplo, os automóveis estrangeiros pagam, ou como se fará, o controlo de automóveis alugados ou mesmo emprestados.

A ideia de cercar o Porto com Portagens, isto existe em outras SCUT, deve ter como ideia focada reduzir a competitividade da região a todos os níveis, pois para se chegar a uma infra estrutura, como um Porto, um Aeroporto, brevemente as pessoas vão ter que pagar portagem, o mesmo sucede com um turista que saia do aeroporto, alugue um automóvel, ao entrar na cidade (para consumir, para conhecer a cidade no âmbito do turismo) já estará a pagar, o que penso que é no mínimo ridículo, e como tal deixa de ser uma região atractiva a todos os níveis.

Um exemplo, tenho reparado que numa grande superfície comercial de artigos de mobiliário e de coração, existente em Matosinhos, a que visito algumas vezes, apresenta um índice elevado de pessoas oriundas de Espanha para realizar compras, pois bem, 100% delas, deve usar para chegar ao referido local a A28, essas pessoas, vem muitas vezes por lazer, penso que com a implementação das referidas portagens se vá perder estes turistas que até à poucos anos não vinham cá, por não terem pólos de interesse, agora criamos pólos de interesse, mas cobramos nas entradas..Depois queremos dizer que somos competitivos, e que estamos inseridos na globalidade europeia.

Deixo a Questão: Que Pensa de se colocar Portagens na A28?

Tenho Dito

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Poker, Já Começa a Ser Considerado Profissão em Portugal…

Novembro 23, 2009

Poker em Portugal Fonte:www.poker-for-me.com

Hoje trago, um fenómeno que tem vindo a crescer na sociedade Portuguesa, penso que em muito deve-se à Crise, passo a transcrever o artigo e de seguida dou o meu comentário ao mesmo.

«’Poker’ é profissão a tempo inteiro para 50 portugueses

A vida de quatro portugueses que trocaram carreiras estáveis noutras áreas para se dedicarem em exclusivo à vertigem do jogo. Incorrem em crime, mas os milhares que ganham dá para quase tudo.

Henrique Pinho partilha com mais dois amigos um escritório, na zona do Grande Porto, onde o poker é a ocupação principal. São todos profissionais da área e dedicam ao jogo o mesmo tempo e atenção que qualquer outro profissional ao seu trabalho. “Esta é a minha profissão”, atira, antes que se criem quaisquer dúvidas. Como ele, serão em Portugal cerca de 50 os jogadores que se dedicam exclusivamente à modalidade. Muitos estiveram no European Poker Tour (EPT), que termina hoje em Vilamoura.

Em Portugal, o número de jogadores de torneios em casa, entre amigos, ou nas salas de poker online, a dinheiro ou a feijões, cresce freneticamente. Estima-se que actualmente joguem em rede entre 100 a 150 mil, a maioria entre os 18 e os 30 anos, e outros ainda menores de idade. Há três anos, eram apenas poucas centenas.

O jogo rende milhares de euros todos os meses, sobretudo na sua vertente online. No entanto, tirar rendimentos do poker online é crime. A garantia foi dada ao DN pelo Serviço de Inspecção de Jogos via e-mail: “A exploração e a prática de jogos de fortuna ou azar através de meios electrónicos em território nacional constitui crime”. A infracção, refere ainda a entidade, estende-se tanto aos exploradores das plataformas online como aos jogadores. O jogo é apenas legal, adianta, nos casinos, actualmente palco de sucessivos torneios ao vivo, inclusive internacionais. A polémica não é de agora, e os empresários do ramo queixam-se de a Lei ser muito restritiva, além de não concordarem com a definição de “jogo de fortuna ou azar”. Mas os problemas não se ficam por aqui. Há um vazio legal quanto à obrigatoriedade de pagar impostos sobre os montantes amealhados. Nenhum jogador profissional de poker declara às Finanças quanto ganha por mês.

À chegada ao escritório de Henrique, a recepção e o ambiente é de total informalidade e descontracção. Na garagem improvisada de uma vivenda com três pisos não podia faltar uma mesa de jogo, fichas, cartas e computadores com dois ecrãs. “É mais fácil para jogar em várias mesas (partidas) ao mesmo tempo”, justifica. Mais a um canto há dois sofás, um grande plasma e uma Playstation III, para descomprimir: “Neste jogo ora se está em euforia, ora se entra em pequenas depressões, conforme se ganha ou perde”. Não falta sequer uma mesa de pingue-pongue nem minibar “para receber os amigos”.

Aos 28 anos, Henrique dedicou os últimos dois ao poker profissional. Formado em Gestão de Empresas, trocou um emprego fixo numa empresa de lacticínios, onde tirava um salário “normal de um português”, pela competição. É patrão de si próprio e faz os seus próprios horários.

O dia de trabalho começa por volta das 15h00. Regressa a casa três horas depois, a 10 minutos de carro, para jantar e “passar algum tempo com a namorada”. Às 23h00 está de volta ao escritório, para mais cinco horas de labuta. Trabalhar madrugada dentro é comum, diz, porque “é a altura em que estão mais jogadores em rede”. O fim-de-semana normalmente é sagrado: “aproveito para estar com a família e amigos”.

Henrique, ou “Policy10″, virtualmente falando, é patrocinado pela PokerStars, um gigante do poker mundial que detém uma das maiores salas online da World Wide Web, com mais de 23 milhões de jogadores registados. O patrocínio materializa-se no pagamento dos buy-in (valor monetário) necessário para entrar nos torneios e nas deslocações. Sobre os valores que amealha, não gosta de falar. Mas deixa escapar que a conta bancária engrossou perto de 100 mil em quatro anos.

Os apaixonados pelo poker começam incentivados pelos amigos ou por assistirem a torneios na televisão. Depois, o gosto pelo jogo e a recompensa financeira levam muitos a abandonar os empregos e a universidade para tirarem daqui a sua única fonte de rendimento. A maioria começa a jogar online, onde se conhecem todos pelos nick.

Roberto Machado, de 31 anos, é o “Oversleep”. Joga poker profissional há um ano e meio, desde que é patrocinado pela empresa Betfair. “Já era um jogador ganhador. O grau de confiança e segurança em que estava permitiu-me dar este passo”.

Deixou uma carreira promissora como programador informático numa empresa de software por uma conta mais choruda ao final do mês. O maior prémio que já ganhou foi em Londres no World Séries of Poker Europa, onde ficou em 27.º lugar, que lhe rendeu 32 mil euros. No ranking nacional de prémios amealhados ao vivo (uma tabela publicada numa revista da especialidade) aparece em sexto lugar, com perto de 60 mil euros. Em casa, tenta ter um horário laboral em frente ao computador. “Mas não passo o tempo todo a jogar. Estudo o jogo, participo em fóruns e escrevo artigos, com o objectivo de evoluir”, sublinha.

Considera-se um apaixonado pela modalidade e garante que nos próximos anos não tenciona mudar de profissão. “É uma actividade que me preenche. Será difícil algum dia deixar de jogar, porque gosto mesmo disto”.

O amigo Tomé Moreira, de 32 anos, não pensa da mesma forma. Há alguns meses sem exercer a profissão de informático, tenciona regressar a curto prazo. Para já, é ao poker que dedica o tempo. Ao jogo e à filha de um ano que funciona como “bola anti-stress”. Gere o dia-a-dia de forma a evoluir no poker e de acordo com as necessidades familiares. “É maravilhoso, porque se desse aulas não podia dedicar-me tanto à minha filha”, diz sorridente.

“Tcmoreira” é um jogador calmo, moderado, ardiloso. A matemática que aprendeu na faculdade permite-lhe agora delinear bem cada jogada. “O poker obriga a muita estratégia e competência. Em termos de cálculo mental, a minha área deu-me tudo o que eu precisava”. Talvez seja essa a razão do seu sucesso. Sobre valores, não lhe arrancamos palavra. Mas os 75 mil euros conquistados nos torneios ao vivo em Portugal, colocam-no em quinto no ranking nacional. Também com a camisola da Equipa Betfair Poker, Tomé atingiu o melhor resultado de sempre de um jogador português no Main Event das World Series of Poker, em Las Vegas: 336ª posição e um prémio de 30 mil dólares.

“O melhor de tudo é que estou sempre a viajar. Divirto-me imenso”, conta Renato Almeida, o “Leguito”, de 21 anos, que nasceu em Vila Nova de Gaia. Las Vegas, Barcelona, Londres, Mónaco e Praga, são apenas alguns das cidades mais vezes visitadas por estes jogadores. Também tem um escritório alugado com um amigo, onde o dia de trabalho só começa às 18 horas. No total, entre partidas online e torneios ao vivo, já arrecadou mais de 10 mil euros. “Serviu para comprar um carro a pronto”, gaba-se o ex-estudante de Engenharia de Computadores e Telemática.

“As possibilidades que temos com apenas duas cartas são imensas”, conclui Henrique Pinho. »

In: http://dn.sapo.pt/desporto/outrasmodalidades/interior.aspx?content_id=1427539, a 22 de Novembro de 2009, no Diário de Notícias

O meu comentário:

Penso que é uma forma de viver, e pelo desemprego que tem tido uma alta expressividade, e está cada vez mais acentuada, só deveríamos esperar recorrer a formas, não digo fáceis, mas formas de dar um pontapé na crise de uma vez por todas.

As pessoas que tendencialmente jogam, são pessoas novas, muitas delas com cursos superiores, o que, e como tenho vindo a chamar à atenção aqui, é que os jovens licenciados não tendo soluções, relativamente à empregabilidade, têm que sobreviver, e ganhar dinheiro para que consigam viver, e pelos vistos, muitos deles encontram no Poker essa mesma solução.

Mais uma vez, pelos vistos o jogo do Poker fora dos casinos, é contra a lei, e como, tal quem o jogo, está a prevaricar, já para não falar, do problema que o estado tem ao não conseguir tributar os ganhos destas pessoas.

Pois bem, o Estado, parece estar a perder em diversas vertentes, ao não ouvir os recém licenciados que não possuem emprego, e que  como tal, são pessoas não gratas e colocadas de ao lado da sociedade, e sentem-se fora da mesma, e então tem vivencias e maneiras de viver cada vez mais distantes da sociedade actual, denote-se, que estes não são «criminosos» por escolha deles, mas por as denominadas circunstancias da vida, que levam a ter que se desenrascar.

Penso que o jogo, não tem muito de mal, é pena, é que tenham pessoas menores e pessoas, muito novas a jogar o mesmo, e a auferir muito dinheiro com tal, dando a sensação de que a vida não custa, basta jogar para se ganhar, não se investe, em estudos ou em projectos sustentáveis, pois é mais fácil ser patrão do próprio e ter as suas horas, é pena, que a lei da lei Portuguesa, este jogo e quem o joga seja ilegal fora dos casinos.»

Deixo a Questão: Que Pensa do fenómeno do Poker estar a crescer em Portugal

Tenho Dito!

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Madrid, Uma Cidade Especial e Que Merece Uma Visita….Aproveitem as Sugestões…

Novembro 22, 2009

Madrid Fonte: http://media-cdn.tripadvisor.com

Hoje trago uma sugestão que encontrei num site de um diário da nossa praça, passo a transcrever e esperando que tenham votos de um Bom Domingo.

«Passeie por Madrid com Ana Garcia Martins, a pipoca mais doce da blogosfera

Bom gosto apurado e olhos bem abertos, a pipoca pousou em Madrid nos tempos de estudante e deu a volta à capital espanhola. Calce uns sapatos confortáveis (só desta vez) e deixe-se levar por uma visita de pés bem assentes na terra

O hotel

Vivi um ano em Madrid, por isso tinha casa alugada (modesta, mas muito simpática e limpinha) e, com muita pena minha, não tive de pernoitar em hotéis. Ainda assim, destaco o Puerta América, que é um daqueles hotéis para onde apetece pegar na tralha toda e ir viver. Cada um dos doze andares foi desenhado por um designer, por isso todos têm estilos completamente diferentes. Da Zaha Adid ao Norman Foster, é cada um melhor do que o outro. Tratando-se de um hotel de luxo, não há propriamente quartos ao preço da chuva, mas pronto, é uma daquelas coisas para fazer uma vez na vida. Ou duas, vá.

O restaurante

Escolho dois: um é a Finca de Susana, perto da Puerta del Sol. É costume ter filas quilométricas, porque não aceitam reservas. É um daqueles restaurantes com muito bom aspecto, onde parece que nos vão ficar com metade do salário numa só refeição, mas não. Os pratos andam todos à volta dos oito euros (estão explicadas as filas) e são realmente bons. A outra sugestão é o Le Marquis, um dos restaurantes mais in de Madrid, muito a puxar ao fetiche. As cadeiras imitam corpetes, há espelhos enormes, fotos sensuais e salas privadas. A atirar para o carote.

O passeio
Diz-se que em Madrid 15 minutos são suficientes para chegar a qualquer lado (pelo menos, aos sítios que interessam), e é verdade. A cidade tem a enorme vantagem de ser praticamente plana e não ter calçada, por isso é perfeita para se andar a pé sem encravar os saltos altos a cada quatro passos. Por outro lado, não tem rio (não se pode ter tudo). O passeio ideal inclui uma passagem pela Plaza Mayor, palácio real, Gran Vía, Castellana… enfim, todos os highlights da cidade. Vale muito a pena dar uma volta no Retiro, um parque gigantesco que faz esquecer que se está no meio de uma cidade.

 

A livraria
Não sei se é a melhor, mas é enorme e uma das mais conhecidas: a Casa del Libro. Dá para passar uma tarde inteira lá dentro a folhear o melhor da literatura espanhola. Para além disso, fica na Gran Vía, onde tudo acontece.

 

A melhor rua de compras

Depende do que se quer. E do dinheiro que se tem. Se for para esbanjar à grande, a calle Serrano, onde estão a Prada, Dior, Manolo Blahnik e outras que tais. Para uma onda mais casual e descontraída, a calle Fuencarral, uma rua enorme com todas as marcas trendy (e consideravelmente mais acessível). Aos domingos de manhã impõe-se uma visita ao Rastro, uma espécie de feira da ladra mais alternativa. Quase não se consegue tocar com os pés no chão, de tanta gente que tem, mas é uma experiência verdadeiramente madrilena.

 

A galeria
Eu, pouco amante de galerias, me confesso: não fui a nenhuma enquanto vivi em Madrid. Por isso, em vez de estar para aqui a debitar informação directamente sacada do Google, recomendo antes uma galeria ao ar livre, as ruas da cidade. Em cada esquina há qualquer coisa interessante para ver. Ah, não se limite a olhar para a frente, olhe também para cima. A grande maioria dos edifícios tem esculturas maravilhosas no topo.

 

O museu
Terei de dizer o Prado, não é? Pessoalmente, prefiro o Thyssen, com arte moderna, mas o Prado é incontornável. Três dias de férias e muitos cafés em cima devem ser suficientes para ver tudo ao pormenor.
O segredo mais bem guardado de Madrid
Não é um segredo tão secreto quanto isso (passe a redundância), mas vale a pena partilhá-lo com mais gente: os churros com chocolate, uma espécie de farturas ultra-calóricas que se enfiam em taças de chocolate (se é para enfartar, que seja à grande). O sítio mais típico é a casa San Ginés, perto da Plaza Mayor. Se lhe der a fome de madrugada, este é o sítio ideal. Às cinco da manhã a casa está cheia de gente a comer churros. Numa onda menos tradicional, a Chocolateria Valor também tem uns belos churros e o chocolate é melhor. Só é preciso saber ir às horas certas, para evitar as filas.

 

Tome Nota:

 

Hotel Puerta America
Avenida América 41, 28028

La Finca De Susana

C/ Arlabán 4, 28014

www.lafinca-restaurant.com

Le Marquis

Plaza de España 11, 28008

Casa del Libro

C/ Gran Vía 29, 28013

www.casadellibro.com

Museo del Prado

Paseo del Prado, 28014

www.museodelprado.es

Thyssen

Paseo Prado 8, 28014

www.museothyssen.org

San Ginés

Pasadizo de San Ginés, 5

Chocolateria Valor

C/ Postigo de San Martín, 7

 

In: http://www.ionline.pt/conteudo/26678-passeie-madrid-com-ana-garcia-martins-pipoca-mais-doce-da-blogosfera, a 8 de Outubro de 2009, no Jornal i

Bom Domingo

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Raridades do Século 20..A Partir de Hoje na Cidade Do Porto…Vale a Pena Espreitar…

Novembro 21, 2009

Hoje trago uma notícia sobre um espaço novo que abre hoje portas na cidade do Porto, passo a transcrever a notícia onde se apresenta uma nova sugestão na cidade do Porto.

«O Porto ganhou nova vida e é portuguesa

Catarina Portas abriu mais uma Vida Portuguesa, no Porto. A loja, maior que a de Lisboa, volta a apostar nos produtos nacionais de outros tempos

Foi preciso andar muito, quase dois anos e meio e muitos quilómetros pela Baixa do Porto fora, para encontrar o espaço onde agora abre portas A Vida Portuguesa. Não podia ser um edifício qualquer. Para Catarina Portas, tinha de ter história, se possível tão antiga como as dos produtos que ali se iriam vender. De Santa Catarina até aos Clérigos, a empresária andou, andou e andou. E foi na esquina da Rua Galeria de Paris com a das Carmelitas que encontrou o prédio que, a partir de amanhã, data oficial da inauguração, é a nova morada da loja A Vida Portuguesa, agora no Porto.

A fachada diz Fernandes, Matos & Companhia e de facto era aqui que funcionava uma das lojas de tecidos mais antigas do Porto. Nos tempos em que se mandava fazer os fatos por medida, a empresa ocupava o prédio inteiro, mas a queda do negócio fez com que ficasse apenas uma loja no rés-do-chão, que ainda hoje existe.

Para já, A Vida Portuguesa vai instalar-se no primeiro andar, a cereja em cima de uma enorme escadaria antiga. No futuro, subirá mais um piso, num total de 700 metros quadrados, uma área bastante superior à da loja no Chiado, em Lisboa, que começou isto tudo. E no prédio onde o comércio tradicional foi vencido, abre-se um novo espaço onde as estrelas das prateleiras vieram directamente dos anos 30, 40 e 50 do século passado.

O projecto começou a nascer há mais de cinco anos, sob o nome Uma Casa Portuguesa, quando a então jornalista Catarina Portas resolveu fazer uma investigação para um livro sobre a vida quotidiana portuguesa no século 20. Ao tentar recriar uma despensa dessa época, percebeu que alguns produtos estavam a desaparecer. Não querendo que isso acontecesse, fez-se à estrada e foi directamente às fábricas e a casa dos pequenos artesãos para os convencer a serem seus parceiros. Em 2007, abria a loja A Vida Portuguesa, no Chiado, que rapidamente se tornou uma entrada obrigatória em todos os guias nacionais e estrangeiros.

No Porto, as estrelas das prateleiras são as mesmas: os lápis Viarco, as conservas Tricana, a pasta Couto, os sabonetes da Ach Brito (empresa que é sócia minoritária deste novo espaço), o restaurador Olex, o Café Brasileira, o creme Benamor, os bordados de Viana de Castelo, os xaropes para refrescos Granadini, o limpa-metais Coração, os cadernos Emílio Braga, as andorinhas Rafael Bordalo Pinheiro e a cera Encerite, entre outros.

E tal como em Lisboa, onde A Vida Portuguesa se instalou nos antigos armazéns de perfumaria David & David e fez questão de manter os boiões de pó-de-arroz e os frascos de colónia à vista, a decoração da loja nova aproveitou elementos que já estavam no espaço. E é assim que, percorrendo os 20 metros seguidos de móveis de madeira que se elevam até ao tecto, os nossos olhos descobrem malas de caixeiros-viajantes e até um pequeno manequim.

Amanhã, enquanto decorrer a festa de inauguração da loja, passado, presente e futuro vão estar mais perto ainda. Ao lado dos cabazes antigos, um enorme ecrã vai apresentar mais uma novidade da marca: a inauguração da loja online, um projecto que, através de uma parceria com a Feitoria, vai levar a vida portuguesa ao imenso mundo da internet.

Rua Galeria de Paris, 20. Tel. 222 022 105. Segunda a sábado das 10h00 às 20h00. A festa de inauguração decorre amanhã, entre as 16h00 e as 20h00. www.avidaportuguesa.com»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/33845-o-porto-ganhou-nova-vida-e-e-portuguesa, a 20 de Novembro de 2009, no Jornal i

Bom Fim Semana

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A Culpa do Alto Valor do Desemprego Será dos Empresários Portugueses? Veja Aqui as Respostas…

Novembro 20, 2009

Desemprego será Culpa dos Empresários? Fonte:http://jornale.com.br

Muito se tem comentado, de imputar aos pequenos empresários, parte da culpa do incremento da taxa de desemprego em Portugal, bem eu trouxe a minha opinião quando ao assunto, mas antes passo a transcrever a respectiva notícia.

 

«Empresários. Serão eles os grandes culpados do desemprego?

 

Portugueses têm qualificações muito baixas e isso é um obstáculo sério à inovação e à antecipação das crises

 

“Se calhar era útil pensar numa iniciativa do tipo Novas Oportunidades para os nossos empresários”, ironizou Renato Carmo, investigador do ISCTE. A frase foi atirada depois de um diagnóstico arrasador ao mercado de trabalho nacional, “onde parte da culpa estará também na qualidade dos empresários”, argumentaram vários especialistas num debate sobre desemprego e desigualdade. Esta semana, o pior cenário confirmou-se: a taxa de desemprego subiu para 9,8% no terceiro trimestre, a maior de que há registo.

Mas então, qual é o problema? Em Portugal, mostram os dados do Ministério do Trabalho do final de 2007 (os últimos disponíveis), quase 23% dos empresários tem apenas a primeira classe. Mais de 20% dos empregadores tem, no máximo, o terceiro ciclo do ensino básico (o antigo 9º ano, actualmente a escolaridade obrigatória). Este perfil é mais ou menos semelhante quando se olha para o resto da população activa, para os trabalhadores. Destes, cerca de 22% tem a primeira classe e apenas 22% acabou a escolaridade obrigatória.

Se assim é, será que as baixas qualificações e habilitações dos empresários – supostamente, a elite empreendedora que puxa pela economia – são uma causa relevante para o insucesso dos seus negócios e consequente subida do desemprego, como hoje acontece? Dúvidas que assaltaram os participantes no colóquio sobre desigualdades e desemprego, que decorreu na semana passada na faculdade lisboeta.

O i foi ouvir os visados. Muitos empresários aceitam que sim, que há uma relação de causa-efeito. Outros acham a tese ridícula: “Então e os bancos que empurraram a economia para o precipício não eram geridos por doutores?”, questionam.

No dia do colóquio a questão incendiária foi levantada por Alfredo Bruto da Costa, presidente do Conselho Económico e Social, que acolhe as negociações laborais entre governo, sindicatos e patrões. “Como é que queremos mais produtividade e emprego com as qualificações que temos ao nível dos empresários?”, atirou.

Henrique Neto, que deixou a Iberomoldes há poucos meses, considera o diagnóstico de Bruto da Costa “ridículo e perverso”. “Será que as grandes empresas, que estão cheias de doutores e engenheiros, também não estão em crise e não despedem pessoas?”. “Despedem e não é pouco. Estamos a falar de bancos como o BPN e BPP, mas também de grandes empresas como a PT, EDP e Galp que continuam a ser monopolistas e a viver à custa dos negócios que o Estado vai cedendo. Mesmo assim despedem ou deixam de contratar”. Henrique Neto aceita que “há muita ignorância em Portugal e que os empresários não fogem à regra”. “Mas quando se faz esse discurso, os principais visados são os pequenos empresários, os que, no seu conjunto, criam mais emprego”, defende.

Paulo Nunes de Almeida é dono de uma PME do sector do têxtil e vestuário, a TRL. O empresário alerta que “é sempre perigoso fazer generalizações”, mas “obviamente que o nível de habilitações das pessoas é importante para a capacidade de inovação, sobretudo nas empresas mais pequenas”. “Acho que esse problema da falta de habilitações existe e que o país está a pagar o preço de ter sido muito pior no passado. Hoje, as coisas estão claramente a melhorar. Há mais jovens empreendedores, há mais apoios a projectos com capital de risco”, sublinha.

Na opinião de Carlos Pimenta, director-geral da SIIF Énergies, “o país é o que é e a maioria dos empresários reflecte isso”. “É crucial que as pessoas tenham uma formação de base cada vez melhor para se poderem reinventar neste mundo sempre em mudança e turbulento”, aconselha. “Isto não quer dizer que todos tenham de ser doutores”, apontando o exemplo de Rui Nabeiro, dono da Delta, que tem o ensino básico. “É uma pessoa que compreende que no mundo da informação os desafios são ultra complexos e que os inputs das pessoas motivadas são imprescindíveis”.»

 

In: http://www.ionline.pt/conteudo/33684-empresarios-serao-eles-os-grandes-culpados-do-desemprego, a 19 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Mediante o assunto da peça jornalística, penso que não é legitimo culpar os empresários portugueses, por o desemprego, pois penso que a maior parte dos empresários e dirigentes pode ter uma quota parte de culpa.

Comecemos pelos maiores, os dirigentes das grandes empresas, ou despedem, ou muitas delas até chegam a acordo com os trabalhadores para estes irem com a denominada pré-reforma, e em vez destes não colocam ninguém, sobrecarregam as pessoas que lá ficam com trabalho, e não abrem espaço à contratação de activos novos, e as organizações são geridas por pessoas com licenciaturas, MBA, etc.

No caso, dos mais pequenos, o problema não se pode colocar na mesma orientação que acima, os pequenos empresários até contratam quando necessitam, pelo menos os que podem, o problema é que os negócios que eles dirigem são tendencialmente débeis, e como tal uma contratação pode até fazer alguma diferença. O problema que a  baixa escolaridade traz para os pequenos empresários, é que os mesmos, estão mais fechados ao que se passa fora da sua esfera negocial, muitos deles, são adversos às mudanças, pois não estão preparados para uma economia mais competitiva, e que o ontem é diferente do hoje, e o hoje será diferente do amanha, digamos, que nada é considerado estanque.

Desta forma, os negócios pequenos, são mais vulneráveis, isto por consequência de os empresários, terem muito receio, em apostar em pessoas novas, em ideias novas e pessoas com curso, pessoas estas, que podem fazer andar o negócio, com uma abertura que o vizinho do lado, ainda não se apercebeu, e como tal, poderia posicionar o negócio à frente da concorrência directa, e desta forma, ganhar vantagem.

Penso que, é necessário inovação e aposta em pessoas com carisma, e com conhecimentos, de modo, a que possam ajudar os pequenos empresários, a poderem dar volta aos negócios, e a terminar com a vulnerabilidade dos mesmos, de forma a que possam abrir mais espaços, a novas contratações de pessoas.

No caso das grandes empresas, trata-se essencialmente de terminar com as denominadas cunhas, e de poder, escolher pessoas, pela sua performance, qualidade e mais valias que possam trazer à organização, e possam marcar, no cada vez mais arisco mundo dos negócios.

O Desemprego, é uma consequência global, de erros sucessivos que foram praticados por todos, tanto pelos empresários de  grandes empresas, como os de pequenos negócios, no entanto, o que está feito, feito está, os empresários de ambas as situações devem começar a trabalhar em prol do seu negócio e dos seus clientes, e começar por acreditar nesta nova geração de licenciados que está no desemprego e tem muito potencial para dar, mas que infelizmente, ainda não tiveram oportunidade para tal, e pelo andar da carruagem, qualquer dia já são considerados velhos para o emprego e trabalho, quanto mais para uma carreira.

Ajudariam em primeira estancia a economia, e posteriormente estes profissionais, iram resolver outros problemas sociais, como as compras de bens duradouros e de renovação das gerações seguintes.

Mãos à Obra Enquanto é Tempo!

Deixo a Questão: Que pensa de responsabilizar os pequenos empresários pelo desemprego em Portugal?

Tenho Dito

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Sugestões de Programas de Televisão Com Alguma Qualidade…

Novembro 19, 2009

Bons Programas na Televisão em Portugal...

Hoje trago um apanhado interessante que o Jornal I publicou no dia de ontem, ou seja, a escolha de programas que tenham conteúdo, como tal passo a transcrever o mesmo, e deixo ao livre arbítrio de cada um o comentário.

«Surpresas dentro da caixa: Andar pelo mundo sem sair do sofá

Viagem por algumas das pérolas menos evidentes da televisão por cabo em Portugal

A televisão é tudo: informação, entretenimento, cultura e selvajaria, necessidade e inutilidade. Tanta coisa, tantas coisas, que é impossível ver tudo. A sobrecarga de informação pode electrocutar os neurónios. É preciso escolher.

Quem tem quatro canais não tem opção; passam as mesmas coisas às mesmas horas, e as coisas que passam formam um círculo fechado. Mas quem tem essa orgia televisiva que é o cabo (ou o satélite) mal sabe para onde se virar.

O pacote básico da ZON tem 65 canais, o funtastic 110 e há ainda os canais que se podem assinar; o catálogo lista um total de 265 (no Meo são 130 canais). A volta ao mundo por 50 euros.

No meio da profusão, escolhemos uns poucos de programas que têm algum valor acrescentado. Não é uma escolha nem abrangente nem definitiva; é apenas uma opinião.

 

CIVILIZAÇÃO

Cidades debaixo da terra
Don Wildman começou por explorar os subterrâneos mais óbvios: a Berlim nazi, os cofres de Las Vegas, as rotas de fuga na Sicília. Depois passou às grandes cidades, como Roma, Paris e Londres, e a seguir a cidades menos universais com subterrâneos interessantes, como Lisboa. As cidades enterradas debaixo das actuais têm milhares de anos e traços de muitos sucessos e desgraças. É uma lição de história e também um visão do avanço, do secretismo e da efemeridade das civilizações.
Canal de História, esta semana: quinta, 18h00, sexta, 10h00 (a partir de Dezembro, nova série, quinta, 22h00)

Ice Road truckers
Nas franjas do conforto ainda há aventura. Esta série relata ao mínimo pormenor a vida e os desafios dos camionistas que abastecem os postos mais avançados do Alasca, a 400 quilómetros do Círculo Polar Árctico. As perigosas estradas de gelo compactado têm de ser refeitas todos os anos e os camionistas são uma mistura de cowboys e exploradores. Tudo sustentado pelo petróleo, cada vez mais longe e mais escasso.
Canal de História, sexta 22h00 (muda todas as semanas)

Grandes Batalhas da História
A guerra é estúpida, mas são as guerras que geram o nexo da história e eram as batalhas que determinavam o resultado das guerras (parece que já não há batalhas, a arte da guerra está sempre a evoluir). Um confronto armado é uma combinação da melhor tecnologia da época, de engenho, coragem, loucura e brutalidade. Esta série, que combina documentação histórica com a encenação de certos pormenores, dá uma ideia minimalista e abrangente dos grandes momentos de violência, que refazem os mapas políticos.
Discovery, dias e horários variáveis (esta semana não passa)

Grandes Livros
A lista de livros fundamentais é extensa, felizmente. De Galileu a Victor Hugo, de Edgar Allan Poe a George Orwell, esta série, que poderia durar eternamente, vai descrevendo os livros que mudaram alguma coisa, localizando-os no contexto histórico. Ficamos a saber quem era o autor, o que o movia e o impacto da sua obra. Numa época em que há cada vez menos apetência por ler (embora se leia mais que nunca), é uma boa maneira de conhecer as circunstâncias e as pessoas de algumas obras de ficção e ensaio que deveriam estar sempre em catálogo.
Discovery Civilization, quarta, 00h12, quinta 9h48, 19h24

 

TECNOLOGIA

 

Click
Os avanços na electrónica, cibernética, internética, nanotecnologia, robótica e similares são diários e impressionantes. Este programa, feito com humor e uma linguagem que qualquer avozinha percebe, dá as últimas tendências e a “novidades” de hoje, assim como uma visão de como será amanhã. Também faz uma listagem de alguns sites, entre os milhões à disposição. A variedade é sobrepujante, uns bites bem escolhidos ajudam sempre.
BBC Internacional, dias e horários variáveis

Mega Construções
Há vários programas de engenharia pesada, mas este tem a graça especial de Danny, um totó igual a todos nós, que fica de boca aberta com a magnitude destas obras que desafiam a imaginação. Numa linguagem que qualquer poeta percebe, Danny mostra-nos como encaixam peças metálicas do tamanho dum edifício de dez andares, hélices maiores do que um cacilheiro e pontes que voam por cima de estreitos. No conforto do lar, não nos apercebemos das infra-estruturas cada vez mais faraónicas que sustentam esse conforto.
Discovery, terça, 21h15, quinta, 10h40, sábado, 17h35

 

Dirty Jobs
Mike Rowe apresenta-nos os trabalhos mais sujos, desagradáveis e perigosos que a civilização exige diariamente. Desde limpeza de pocilgas industriais e inseminação de vacas a tratamento do lixo e colheita de ostras em pântanos imundos, não há limite para os trabalhos miseráveis e indispensáveis para que o resto das pessoas tenha vidas agradáveis de mãos limpas. Mike faz questão de executar as tarefas e mantém um humor inacreditável em funções que parece que nenhum dinheiro compensa.
Discovery, 3 vezes por dia, horário variável

 

NATUREZA

 

Entre insectos e outras feras
Talvez nós, humanos, sejamos indesculpáveis, mas não somos, nem de longe, a espécie mais violenta da criação. Esse recorde vai sem dúvida para os insectos, não só pelos instrumentos de tortura e morte que possuem naturalmente (entre pinças e venenos) como pelo modo impiedoso com que matam e comem vivos. Só um maluco como Phil DeVries para pegar num escaravelho que mata um homem em 24 horas, ou numa raia com um arpão mortal e achar muito engraçado.
National Geographic, dias e horários variáveis (esta semana não passa)

 

Hooked
Não são só os insectos que metem medo. No mundo aquático existe uma grande quantidade de monstros de aspecto aterrador e armamento poderoso — ainda hoje se descobrem novas espécies, à medida que se explora a maiores profundidades. Zeb Hogan não hesita em ver, tocar e mexer em animais aquáticos que parecem tirados dum filme de terror. Só fica satisfeito quando nos coloca umas goelas fatais em frente do nariz — e não são as tais gárgulas das profundezas; piranhas de rio, peixes-gato do delta, raias do mar, estão todos à distância de um mergulho estival.
National Geographic, dias e horários variáveis (esta semana não passa)

 

CRIANÇAS

 

Lazytown
O talento, tal como a intriga, podem vir dos lados mais inesperados. Este programa vem da Islândia e foi inventado por um instrutor de ginástica. Mistura pessoas reais que parecem bonecos, com bonecos reais que parecem pessoas reais, e muita pós-produção; o resultado é um mundo solarengo de plasticina muito colorida. O vilão quer que as crianças comam junkfood e fiquem em casa a ver televisão, o bom quer que comam legumes e tenham uma vida ao ar livre.
RTP2, diário, 7h16 e Panda, diário, 9h30, 19h30

 

Phineas e Furb
Os criadores, dois americanos que se conheceram a trabalhar n’“Os Simpsons”, tiveram dificuldade em vender a ideia porque as histórias pareciam complicadas de mais para caber em 11 minutos. Dois irmãos inventam máquinas e actividades inacreditáveis que a irmã mais velha, Candance, tenta denunciar aos pais, sem sucesso. Têm um ornitorrinco (isso mesmo, um ornitorrinco) que é agente secreto e desaparece para enfrentar um cientista maluco. Também há muita música divertidíssima.
Disney Channel, diário, 8h10, 18h30

 

A nova escola do Imperador
O argumento é surrealista: um imperador Inca tem de ir para a escola mas é preguiçoso e arrogante, embora simpático. No original tem as vozes de Eartha Kit (a cantora), John Goodman e Miley Cyrus. Mas o mais fantástico é a estética, entre o art-decô e o inca, e o traço geométrico e expressionista. Izma, a malvada é uma figura particularmente bem conseguida.
Disney Channel, diário, 8h35, 19h00»

 

In: http://www.ionline.pt/conteudo/33463-surpresas-dentro-da-caixa-andar-pelo-mundo-sem-sair-do-sofa, a 18 de Novembro de 2009, no Jornal I

Boa Sugestão!

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