Conheça a Nova Realidade… Desperdicio dos Jovens e Suas Consequências…

Desemprego Nos Jovens É Um Luxo Europeu...

Hoje trago uma reportagem que li no decorrer do dia de ontem, e que versa sobre a necessidade de se ajudar os jovens a encontrarem emprego, e que mostra tal como já tinha postado por aqui, que a juventude está a ser desperdiçada.

Concordo com um comentário que li a esta notícia, e transcrevo: « mandem a velharada que nos levou à miséria para casa e verão os jovens a fazer vida e a comprar casa, e a levantar este país. Rua com eles.»…, Sinto-me obrigado a concordar, e que o grito da revolta está perto…, mas não me vou alongar mais, vou transcrever a referida peça…

«Desemprego elevado entre jovens é «desperdício económico»

Comissário europeu do Emprego fala em riscos sociais e na importância de se fazer mais para ajudar os jovens

O comissário europeu do Emprego e Assuntos Sociais, László Andor, alertou esta sexta-feira para a elevada taxa de desemprego entre os mais jovens, considerando que se trata de «um desperdício económico e um risco social».

Lázló Andor, que falava após entregar o prémio de jornalismo «Pela diversidade. Contra a Discriminação» à jornalista Céu Neves, salientou que é preciso «fazer mais para ajudar os jovens», sublinhando que a taxa de desemprego neste grupo, na Europa, é duas vezes mais elevada do que a normal.

«É um desperdício económico e um risco social. Temos de fazer mais para ajudar os jovens, dando-lhes mais competências e mais cedo, ajudando-os a ter mais mobilidade e a irem procurar trabalho onde ele existe», destacou ainda o responsável, citado pela Lusa.

Lázló Andor acrescentou que «em todos os países, e não só em Portugal, muito precisa de ser feito para melhorar as competências e qualificações dos trabalhadores».

Para este responsável, apesar de a Europa ter sistemas educativos fortes, tem de melhorar o seu desempenho e a frequência da escola, o «que se aplica muito a Portugal».

Mas, acrescentou, «é preciso também de ajudar os mais novos a encontrar o seu primeiro emprego quando saem da escola».

Europa está a sair da recessão mas «crise não acabou»

Questionado sobre o impacto das campanhas desenvolvidas no âmbito do Ano Europeu de Combate à Pobreza e à Exclusão Social, considerou que alguns estados membros podiam ir mais longe nos seus objectivos de redução da pobreza.

«Posso dizer que não estamos satisfeitos com todos, porque achamos que alguns dos estados membros deviam ser mais ambiciosos quanto ao número de pessoas que podem assistir e ajudar a sair da pobreza nos próximos dez anos», declarou.

O comissário lembrou que as instituições europeias estão disponíveis para apoiar esses países com instrumentos financeiros como o Fundo Social Europeu «que existe para ajudar quem tem estratégias e objectivos credíveis para melhorar as condições sociais».

No entanto, o balanço foi positivo já que o Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social «chegou num momento certo», alertando para os riscos de pobreza «numa altura em que a Europa já está a sair da recessão, mas a crise ainda não acabou».

Para Lázló Andor este é um período «especialmente difícil para as políticas sociais e para a coesão social», devido à crise que levou ao aumento do desemprego e forçou a consolidação fiscal em todos os países. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/desemprego-jovens-economia-agencia-financeira/1216993-1730.html, a 10 de Dezembro de 2010, em Agência Financeira.

Dá que pensar, não dá…

RT

Anúncios

Conheça o Mais Recente Estudo Sobre Desemprego Juvenil…

Estudo sobre desemprego Juvenil... Fonte: http://www.joseantoniomodesto.blogspot.com

Hoje trago uma notícia que versa sobre o emprego para os jovens, passo a transcrever a mesma, mas não a vou comentar, pois já muita tinta fiz correr… mas são outros quinhentos.

« Desemprego nos jovens em Portugal atinge os 23%

Os jovens são os mais afectados pelo drama do desemprego em Portugal, mas ter uma licenciatura não parece ser irrelevante.

Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), a taxa de desemprego entre os jovens subiu em Portugal para 23,4% no terceiro trimestre do ano, o que se traduz em 99 mil cidadãos com menos de 25 anos sem trabalho.

O valor representa um agravamento de 4,2 pontos percentuais face aos 19,2% do período homólogo de 2009, segundo os mesmos dados. Os jovens são por isso a camada mais afectada pelo desemprego em Portugal, que atingiu os 10,9% em Setembro. Nos homens a taxa é de 9,6% e nas mulheres um pouco mais elevada, nos 12,4%.

A licenciatura pode, no entanto, facilitar a entrada no mercado de trabalho. Dados do INE mostram que o desemprego entre os licenciados cresceu 6,5% em termos homólogos e que há 68 mil portugueses que frequentaram o ensino universitário nessas condições As subidas são mais expressivas para aqueles que só completaram o ensino secundário (30,5%) e para quem ficou no ensino básico (7,4%). Nestes ‘escalões’ há 122 mil e 419 mil portugueses sem trabalho, respectivamente. »

In: http://economico.sapo.pt/noticias/desemprego-nos-jovens-em-portugal-atinge-os-23_104571.html, a 17 de Novembro de 2010, em Jornal Económico.

Sem Comentário!!

RT

Natalidade Outra Vez Em Discussão…Sempre As Mesmas Soluções Que Não Nada Solucionam…

O Eterno Problema da Baixa Natalidade... Fonte: http://www.brunorod.blogspot.com

Hoje trago um artigo que versa mais uma vez sobre a natalidade, e as consequências que a actividade económica têm sobre os casais passíveis de terem filhos, originando, desta forma, baixas natalidade, por desrespeito pelas gerações passíveis de procriação, passo a transcrever o referido artigo.

« Casais com filhos são cada vez menos e tem aumentado número de famílias monoparentais

A composição das famílias parece estar a mudar: os casais com filhos são cada vez menos e há mais crianças a viver apenas com um dos pais, seguindo uma tendência europeia, segundo dados da Pordata que hoje lança o serviço estatístico para a Europa.

Relativamente à população, os dados da Pordata mostram que os agregados familiares europeus e nacionais mudaram entre 2005 e 2008, tendo aumentado o número de adultos que vive sozinho sem crianças, as famílias monoparentais e as famílias sem filhos, ao mesmo tempo que diminuiu o número de casais com filhos.

De acordo com os dados disponíveis, em 2005 os agregados domésticos sem crianças ao nível da União Europeia a 27 ultrapassava os 127 milhões, enquanto em 2008 andava pelos 135 milhões. Tendência que também se regista em Portugal, onde em 2005 havia 2.224.100 agregados domésticos sem crianças, número que aumenta para os 2.357.400 em 2008.

Já no que diz respeito às famílias monoparentais, o número também tem vindo a aumentar nestes anos, tendo-se registado na UE27 um crescimento de 5,45 por cento entre 2005 e 2008, o equivalente a 419.900 adultos a viverem sozinhos com uma ou mais crianças. Em Portugal, no mesmo período, o aumento foi de 2,6 por cento, tendo o número de famílias monoparentais crescido de 102.600 em 2005 para 115.500 em 2008.

Dentro dos adultos que vivem sozinhos com crianças, são as mulheres que lideram tanto em Portugal como na UE27 e do total de famílias monoparentais registadas em 2008 no total dos 27 Estados membros 88,5 por cento são mulheres, contra 11,5 por cento de homens. Também em Portugal, a tendência é a mesma, tendo-se registado em 2008 90,4 por cento de mulheres sozinhas com filhos contra 9,6 por cento de homens.

No que diz respeito aos casais com filhos, os dados da Pordata revelam que a UE27 passou de 21,9 por cento em 2005 para 21,2 em 2008, tendência que Portugal seguiu diminuindo de 27,3 por cento em 2005 para 25,8 por cento em 2008. Os dados da Pordata mostram que a dimensão média dos agregados domésticos privados também se tem alterado com o valor da UE27 em 2005 a passar de 2,5 para 2,4 em 2008. Em Portugal, a dimensão média oscilou de 2,8 em 2005 para 2,7 em 2008.

A Pordata é uma iniciativa da Fundação Francisco Manuel dos Santos que vai lançar hoje em Lisboa uma base de dados estatísticos da Europa, uma cerimónia que contará com a presença do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso. »

In: http://www.publico.pt/Sociedade/casais-com-filhos-sao-cada-vez-menos-e-tem-aumentado-numero-de-familias-monoparentais_1464104?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29&utm_content=Google+Reader, a 03 de Novembro de 2010, em Jornal Publico

Um artigo para pensar…

RT

Maioria dos Jovens Permanecem em Casa dos Pais…Saiba Aqui Porquê?

 

Jovens Premanecem em Casa dos Pais.... Fonte: novalima.mg.gov.br

 

Hoje trago uma notícia que em parte me entristece um pouco, pois demonstra falta de volatilidade da economia e um desprezo enorme por uma geração de jovens, especialmente os recém licenciados, passo a transcrever a referida peça.

« Metade dos jovens adultos vive em casa dos pais

Cerca de metade dos homens e um terço das mulheres portuguesas, com idade entre os 25 e os 34 anos, vive em casa dos pais, revela um estudo do gabinete oficial de estatísticas da União Europeia.

Os dados do Eurostat sobre os “jovens adultos” na UE, referentes a 2008, revelam que, em Portugal, 47,6% dos homens entre os 25 e os 34 anos e 34,9% das mulheres na mesma faixa etária vivem ainda em casa dos pais, sendo em ambos os casos dos valores mais elevados na União.

No conjunto dos 27 Estados-membros, em média, apenas 19,6% das mulheres e 32% dos homens nessa faixa etária continuam a viver com os pais.

Quanto aos jovens com idades compreendidas entre os 18 e 24 anos, cerca de 8 em cada 10 mulheres (82,8%) e 9 em cada 10 homens (91,6%) em Portugal ainda vivem com os pais, sendo também neste caso os valores mais elevados que a média comunitária (respetivamente, 71% e 81,5%).»

In: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1681023,a 8 de Outubro de 2010, em Jornal de Notícias.

O meu Comentário:

Perante esta notícia, fico indignado, pois é com bastante tristeza que verifico que não sou uma pessoas isolada com o mesmo tipo de problemática, ou seja, a economia não cria empregos sustentáveis, nem atractivos a todos os níveis mas especialmente com incidência na remuneração, para que eu e os outros jovens consigamos atingir a «maioridade» e consigamos sair de casa, e construir uma família.

Penso que esta situação, não deve ser algo que o país se deve orgulhar, alias deve mesmo ter vergonha por liderar as contagens, pois isto só demonstra um desprezo ao mais alto nível dos jovens Portugueses, especialmente os licenciados, visto que, a maior parte das pessoas que se encontram nesta situação, são pessoas com canudos, os que não conseguiram, ou por opção mão tiraram cursos superior, estão empregados, e conseguem mesmo mudar de emprego relativamente fácil, em virtude, de o nosso mercado de trabalho estar assente em valores como a experiência profissional, refiro valores, mas tenha a ideia que a experiência pesa mais de 90% na analise curricular de um candidato, menosprezando valores e aptidões bastante necessário para o desempenho de um cargo profissional.

O valor do salário mínimo nacional, neste momento está cifrado nos 475€ mensais, valor este, que é pago a muitos destes jovens licenciados, na melhor hipótese, pois muitos deles estão ao abrigo de recibos verdes, na sua grande maioria, são os vulgarmente designados de falsos recibos verdes, e que são muito precários. Agora vejamos, um aluguer de uma habitação, ronda no norte, pelo menos 400€, mesmo que seja um casal, temos que pelo menos um ordenado vai para habitação, e o resto…lembremo-nos que os recibos verdes são altamente tributáveis, lembremo-nos que muitos dos jovens devem ter viatura própria pois cada vez mais as organizações assim o exigem… Portanto, pode-se concluir que, facilmente, o ordenado mínimo não serve para uma pessoa viver condignamente, não serve para sustentar alguém, que necessite de habitação, transportes, comida, vestuário. o ordenado mínimo serve simplesmente para quem não tem que pagar habitação, ai dá para poder gastar, pagar as contas, e muito importante, poupar, pois nos dias de hoje, é muito crucial recorrer à poupança.

Outra consequência desta situação, afigura-se com, problemas relativos à natalidade, senão vejamos, se até aqui apresentávamos uma natalidade baixa, muito por «culpa» (que eu não partilho, esta culpa) de as mulheres quererem se realizar profissionalmente, agora temos outro problema, pois a realização profissional, está cada vez mais adiada, devido aos factores que acima enumerei, e os ordenados são ridículos para quem estudou, e investiu tempo e dinheiro num curso superior, logo, se não consegue com os seus próprios meios assegurar a sua subsistência, como será possível, assegurar a subsistência de descendência? E que valores poderia transmitir aos filhos? Que com trabalho tudo se consegue? Que trabalhar deveria ser algo louvável, mas que hoje em dia está muito marginalizado?

São questões muito pertinentes, pelo menos na minha óptica, estamos a assistir ao reflexo de problemas, que tenho andado a chamar à atenção ao longo de todo o blogue, e que é necessário investir na juventude, especialmente esta juventude licenciada e que necessita sentir que o queimar das pestanas que teve ao estudar, deve ser recompensado, com pelo menos uma qualidade de vida idêntica, senão melhor face aos que não prosseguiram estudos e não possuem canudos.

Fico triste, pois esta problemática não terá solução, mas não esperava que o governo tivesse uma atitude face a isto, pois parece mais preocupado com o seu umbigo, que propriamente ajudar quem quer que seja, esperava que os privados, assumissem que a juventude, especialmente esta que é enumerada na peça, tem um potencial enorme, e que o mesmo pode ser utilizado, basta as organizações pegarem nas pessoas certas e colocarem nos lugares certos, com remunerações adequadas, desta forma, surgiria a estabilidade, seriam reduzidos problemas como a natalidade ou mesmo, como a quebra do consumo, que tão prejudicial é para a nossa economia, e que leva a problemas como altos valores apresentados nos défices.

Deixo a Questão: Que Pensa dos Jovens Não Conseguirem Sair de Casa dos Pais?

Tenho Dito

RT

Estágios da Função Pública…Conheça Aqui as Reclamações Sobre os Mesmos…

Estágios na Função Pública Fonte: http://blog.grupofoco.com.br

Hoje trago uma transcrição de uma notícia relativamente aos estágios na função pública, que vi no dia de ontem num diário da nossa praça, passo a transcrever a respectiva notícia, e vou fazer um breve comentário à mesma, pois penso que o processo decorreu nuns trâmites muito pouco transparentes e correctos.

«Estágios no Estado. Finanças receberam 1500 reclamações

Pós-graduados passaram à frente de jovens com mestrados e médias mais baixas entraram à frente de médias mais altas

Quando o desemprego entre os jovens atinge os 22%, o Programa de Estágios Profissionais na Administração Central (PEPAC), que abrange licenciados até 35 anos desempregados, à procura do primeiro emprego ou a trabalhar numa área diferente da de formação, poderia ser um balão de oxigénio. Mas das cinco mil vagas disponíveis, apenas 2981 estágios foram preenchidos em 51 áreas, avançou ontem o governo ao divulgar a lista de colocados. Para vários candidatos ouvidos pelo i, o concurso foi mal gerido desde o início. Fonte do ministério das Finanças admite ao i que houve 1500 reclamações. Este número “decorre do vasto universo de candidatos”, cerca de 24 mil, e “do sistema de candidaturas inovador cujos termos nem sempre resultaram claros para os candidatos”, garante.

A maioria das reclamações dos candidatos prende-se com o facto de a DGAE (Direcção-Geral de Administração e do Emprego Público) não ter salvaguardado a veracidade dos dados prestados pelos candidatos, verificação que só ocorrerá agora, quando a lista dos seleccionados já foi divulgada. Houve casos, de que o i teve conhecimento, em que estágios para “Geografia e Ordenamento do Território” foram preenchidos por licenciados em arquitectura. Em resposta ao i, as Finanças reconhecem falhas: “Neste processo poderão, naturalmente, ter sido prestadas declarações incorrectas, podendo ter sido escolhida uma área de educação e formação que, na verdade, não comporta a licenciatura do candidato ou as características do estágio em oferta”. Ainda assim, as Finanças garantem que “o PEPAC assegurou uma selecção isenta e adequada dos candidatos face às ofertas disponíveis”.

Grupo no Facebook

Segundo o ministério das Finanças, cerca de 3700 propostas ficaram sem resposta da parte dos candidatos notificados, razão que motivou a redução do número de estágios dos 5 mil iniciais para 3 mil. “O governo dizer que foram os jovens que não aceitaram os estágios foi uma provocação gratuita”, ataca Samuel Paiva Pires, 24 anos, licenciado em Relações Internacionais pela Universidade Técnica de Lisboa. O jovem e a amiga Inês Narciso, da mesma faculdade e curso, integram os 440 candidatos para as 55 vagas da área de Ciência Política e Cidadania. “Se as vagas não foram todas preenchidas é porque a maioria dos candidatos em lugares elegíveis não foi notificada”, acusa Samuel Pires. Fartos de ouvir queixas, inclusive de pessoas que tinham conseguido um estágio, Samuel e Inês criaram um blogue e um grupo no Facebook para divulgarem as falhas no processo de selecção ao PEPAC. Constataram que não estavam sós: o blogue conta com uma média de 200 visitas diárias e o grupo com mais de 400 membros.

Critérios “redutores”

Com médias de 18, 16 e 15 valores, respectivamente, Vânia Lopes, Samuel e Inês viram candidatos com médias inferiores passar-lhes à frente. “Sentimo-nos enganados e desiludidos com este programa devido às incongruências do processo de selecção”, que teve critérios de selecção “redutores”, acusa Samuel. “Não pediram currículos, não fizeram entrevistas, nem sequer pediram a discriminação das universidades onde as pessoas concluíram os cursos”, acusa. Actividades extracurriculares e data de conclusão da licenciatura também não constavam nos pedidos de informação do governo.

Na última semana do concurso, o governo anunciou que, face à fraca procura, iria reduzir as vagas para 3 mil. Mas, para as Finanças, não houve corte, antes uma “reorientação”, que implicou que “fossem eliminadas temporariamente vagas, apenas na penúltima ronda de notificações”.

“Se todas as vagas fossem preenchidas, teria sido colocado”, conta Acácio Moreira, 33 anos, licenciado em Novas Tecnologias da Informação que nunca foi notificado. “Das 215 vagas na área de informática em Lisboa, apenas foram preenchidas 48. Parece que não houve vontade do governo de colocar toda a gente”, acusa.

Segundo o ministério, a escassez de respostas aos 6 mil convites para estágios deveu-se à preferência dos candidatos por várias zonas do País, com grande concentração em Lisboa, Porto e Coimbra, e por determinados serviços do Estado. Acácio Moreira contesta: “Concorri para sete distritos, num total de 290 vagas”. “Apenas 99 foram preenchidas”, garante. Além disso, “o concurso esteve parado pelo menos metade do tempo desde o início da fase de notificações”, acusa. Por seu lado, o ministério rejeita estas acusações: “Quando o candidato notificado para um estágio numa entidade promotora não aceitou ou não respondeu [a uma proposta de estágio] no prazo de 48 horas, o sistema informático procedeu, automaticamente, ao envio de notificação ao candidato seguinte”.

O Bloco de Esquerda apresentou um requerimento ao Governo, que não teve ainda resposta, onde questiona o processo de selecção. O partido não vê justificação para que cerca de 24 mil candidatos tenham sido excluídos, quando ficaram por preencher cerca de metade das vagas disponibilizadas no concurso. “Houve falhas no sistema informático e agora o governo está a atirar a culpa para os candidatos”, acusa o deputado Paulo Soeiro. Já o presidente do STE (Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado), Bettencourt Picanço, diz que a atitude do governo é “lamentável”, assegurando que as razões da redução das vagas são “obviamente financeiras”. Circula ainda uma petição para reiniciar o concurso. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/62834-estagios-no-estado-financas-receberam-1500-reclamacoes, 03 de Junho de 2010, em Jornal i

O meu comentário:

Perante esta peça jornalística, e o assunto em questão devo indicar que já não dá para me revoltar, ou mesmo me espantar, pois no fundo, esse era o desfecho que sabia que estes estágios iriam ter, não passaram de meras medidas de forma a existir incremento de popularidade, deste governo, e uma maneira de conquistar votos em eleições.

Eu pessoalmente, inscrevi-me não fui um dos «felizes» notificados, se calhar por não ter um padrinho na Função Publica, que me pudesse amparar.

Na vida, tive que conquistar tudo, nunca nada me caiu do céu, aliás sou daqueles que não gosta de obter algo, sem esforço, talvez porque se cair do céu, não dá gozo. Não é minha ideia mostrar desta forma, que considere que existiram cunhas em todos os casos de escolhidos, mas com certeza na maior parte sim.

É triste, mais uma vez, os governantes brincarem com os jovens, e com a vida das futuras pessoas de responsabilidade neste país, que são os jovens licenciados. Mais uma vez, perderam e penso que pela derradeira oportunidade, a possibilidade de fazerem as «pazes» com esta juventude, juventude esta e que como eu, se encontra estagnada e não consegue formar família e mesmo, porque não agradecer aos governantes, com incremento da taxa de natalidade, coisa que se trata urgente resolver, de forma a assegurar a sustentabilidade da segurança social.

Tenho pena, que as coisas sejam assim, e que tenham ficado vagas por colocar, sendo que a minha teoria é que em virtude da necessidade de redução da despesa, era imperativo reduzir os estágios para os «necessários», e como tal, acabou-se com 50% das vagas dos mesmos…

Enfim, tenho pena que tenha terminado da pior forma, uma medida que deveria ter sido muito positiva, e que poderia mostrar a responsabilidade social de um governo que ajuda as populações, mais concretamente uma franja muito especial da juventude, que são os jovens licenciados.

Deixo a Questão: Qual a sua opinião sobre como ocorreu o processo de selecção dos estágios na Função Publica?

Mais uma do nosso Governo

RT

Em Portugal, 9 em 10 Empregos São Precários…Conheça Aqui os Detalhes…

Empregos Precários São 9 em Cada 10 Fonte: http://sanantonio.com.br

Hoje trago uma notícia, que mesmo sendo da semana transacta, eu guardei a mesma, pois queria a comentar, quando tivesse mais disponibilidade para tal, e então, reservei a mesma para o dia de hoje, vou transcrever a mesma, e de seguida vou tecer um comentário sobre o assunto.

« Nove em cada dez empregos são a prazo e nunca melhoram

Educação continua a ser premiada com salários mais altos, mas políticas devem incentivá-la

Em cada dez novos empregos, nove são precários e raras vezes desembocam em contratos permanentes.

São sobretudo ocupados por jovens, por norma mais qualificados, o que distorce a regra segundo a qual mais instrução melhora a situação profissional.

O facto de a esmagadora maioria dos empregos criados serem precários e ocupados pelos mais habilitados foi realçado por Nuno Alves, Mário Centeno e Álvaro Novo para justificar o pedido de medidas que ajudem a valorizar a educação. Num estudo publicado pelo Banco de Portugal, defendem que a educação traz benefícios para quem a tem (salários mais altos) mas, sobretudo, para a sociedade. Por exemplo, referem, Portugal não poderá ser mais rico enquanto os trabalhadores e empresários tiverem um nível de qualificação global tão baixo quanto têm agora.

Por isso, entendem, as políticas públicas devem incentivar a educação e eliminar factores que distorçam esse objectivo. Entre eles está um mercado de trabalho “bastante segmentado”, ou seja, em que os empregos nos quadros das empresas, geralmente ocupados pelas gerações mais antigas e menos qualificadas, são mais estáveis do que os que vão sendo criados, na maioria precários e ocupados por jovens, por norma mais qualificados. Desta forma, os jovens não vêem recompensado o esforço feito na sua qualificação.

IRS deve incentivar estudos

Além disso, conclui o estudo, a política de impostos não incentiva as pessoas a prosseguir estudos. “O sistema fiscal deve discriminar positivamente aqueles que investem em níveis mais elevados de educação”.

Em Portugal, contudo, as deduções de despesas de educação no IRS são iguais, independentemente da formação. Para mais, o Programa para a Estabilidade e Crescimento apresentado pelo Governo em Março reduz, precisamente, o valor das deduções com despesas de educação. “É surpreendente a omissão deste argumento do debate” acerca da tributação da educação, concluem os autores. “Políticas que aumentem o custo da educação através dos impostos podem levar a maiores receitas fiscais no curto prazo, mas fá-lo-ão com o custo, a médio e longo prazo, de níveis mais baixos de educação e, consequentemente, de menor crescimento económico”, lê-se no estudo.

No curto prazo, os autores apelam, ainda, à criação de incentivos para captar “cérebros” imigrantes e evitar que os portugueses qualificados procurem outros países para trabalhar.

Ter “canudo” não é qualificação

Instrução não é sinónimo de qualificação, lembra o estudo, que apela à “universalização do ensino pré-escolar” e à “exigência permanente ao longo dos percursos escolares”. Luís Bento, professor da Católica, acrescenta: “O número de licenciados está dentro da média europeia, mas o tipo de licenciatura é diferente: temos demasiadas pessoas formadas em áreas que não são valorizadas pelo mercado de trabalho e poucas nas áreas científicas”.

Sobretudo, diz, o país conta com poucos quadros intermédios, que terminam o 12.º ano em áreas profissionais ou até fazem cursos pós-secundário.»

In: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1552603, a 25 de Abril de 2010, em Jornal de Notícias.

O meu comentário:

Pois bem, perante esta peça jornalística, podemos concluir que andam a brincar, com os jovens, especialmente os que estudam, e que tiram um curso superior.

Vejamos o que se passa no mercado de trabalho nos dias de hoje, actualmente os jovens licenciados sem experiência e os recém-licenciados, estão em casa, em virtude de terem ambicionado mais, de terem sido coagidos a estudar, e se formarem, tanto pelos seus familiares, bem como pelos governos, no entanto, os empresários nacionais, especialmente os da PME’s, são pessoas que possuem formação fraca, ou seja, não possuem as devidas qualificações para terem a abertura necessária, e entenderem que a diferença entre contratar uma pessoa com o 12º e um licenciado, para determinadas áreas, pode ser enorme, no que concerne a médio longo prazo, mas também em diferenciação, qualidade, vanguardismo, pioneirismo, etc.

É obvio, que depois não conseguem entender, por que razão o seu negócio está a afundar, quando o do vizinho, que até vende mais caro, é mais rentável, e até está em franca expansão…incrível…não entendem, simplesmente, porque não possuem formação, mas também não recorrem a quem tenha, nem contratam quem tenha, simplesmente com o medo da pessoa com formação, lhe roube o poiso…coisa que só mesmo, pode acontecer na cabeça destes mesmos senhores.

Perante isto, no que concerne às juventude, criam empregos sustentados em organizações de trabalho temporário, muitas delas, oriundas de fora do país, por ser mais barato, no imediato, não extrapolando para futuro das consequências dessas mesmas contratações.

Estas empresas, exploram as pessoas, e quando tão muito queimadas no mercado, mudam a denominação social, e por vezes, o numero de pessoa colectiva, e ficam-se a rir das leis nacionais, é aqui que os governantes, têm culpa, é que deviam não licenciar muitas destas organizações, e deviam às que operam, estar sob forte rigidez, e ter que justificar todos os actos mais obscuros.

Resultado, empresas de trabalho temporário, patrões com qualificações medíocres, governantes sem visão, são uma mistura explosiva, que origina o titulo da peça acima transcrita, o que é verdade, e que essencialmente dá emprego a pessoas com baixas qualificações, de modo, a estas serem mais inocentes, no que concerne aos seus direitos e regalias no mundo do trabalho.

As causas a curto prazo estão expostas, são os licenciados em casa, sem ordenado, e que por tal razão, não podem consumir, e seriam os que mais ganhariam, e logo seriam mais propensos a consumir, no entanto, nada; os precários, consomem menos do que deveriam normalmente, em virtude da precariedade do vínculo laboral, resultado, ficamos todos a perder, pois o consumo privado, e pelo menos nesta faixa etária, que é a juventude é o mais prejudicado, tenha-se em nota, que a juventude são dos que mais consome, em virtude de o custo de começar uma vida a dois, ser algo alto, é o automóvel, é a habitação, são os bebes, etc.

Denote-se que ficamos todos a perder, para agradar a empresas oriundas de lá de fora, com políticas e métodos de trabalho, por vezes pouco ortodoxos, e que não são enquadráveis na sociedade nacional, muito menos agora, que estamos numa crise sem precedentes, e devemos apostar tudo, nos jovens, pois eles são os que nos guiarão no futuro.

Tenho pena de ter que chamar de novo à atenção, no entanto, e perante a peça, volto a invocar: APOSTEM NOS JOVENS LICENCIADOS, PFFFF.

Tenho Dito

RT

Nove em cada dez empregos são a prazo e nunca melhoram

Educação continua a ser premiada com salários mais altos, mas políticas devem incentivá-la

Desemprego Jovem Em Portugal Pode Causar Danos Irreversíveis… Veja Aqui As Causas Alarmantes Desta Situação…

Desemprego Juvenil e os Seus Danos... Fonte: http://www.dialogosuniversitarios.com.br

Hoje trago  um assunto, a qual tenho tentado de todas as formas ao meu alcance combater, pelo menos chamando à atenção, registando e fornecendo soluções para o mesmo, no entanto, parece que não revela frutos, embora eu não dê por terminada a minha cruzada, e sempre que se justifique, ou penso que seja necessário, voltarei a publicar e a comentar sobre o desemprego, nomeadamente, e neste caso, o desemprego dos jovens.

Vou transcrever um artigo sobre esta mesma situação, e posteriormente, vou tecer um comentário ao mesmo.

« Desemprego jovem: Portugal fica acima dos 20% até 2012

A geração dos 15 aos 24 anos é penalizada pela falta de criação de emprego

Um em cada cinco portugueses entre os 15 e os 24 anos está desempregado. A crise actual, que passou de financeira a económica, é também social. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal tem uma taxa de desemprego jovem de 21,1%, um número que não deve descer significativamente nos próximos anos. O desemprego jovem em Portugal vai manter-se acima dos 20% até 2012.

Nos últimos dois anos, assistiu-se em Portugal a uma escalada da taxa de desemprego. Fábricas a fechar, trabalhadores despedidos e empresas impedidas de contratar. No entanto, apesar de os trabalhadores com mais de 25 anos constituírem a fatia principal da mão-de-obra, se há segmento que tem sentido a curva ascendente no desemprego é o dos jovens. Em 2007, a taxa de desemprego entre os 15 e os 24 anos era 16,1%. Hoje é cinco pontos percentuais superior e a OCDE estima que no final de 2011 continuará elevada, nos 20,9%, mais do dobro da taxa de desemprego entre os adultos (ver gráfico). Uma perspectiva que pode ter como consequência o adiamento do tão falado processo de qualificação da mão-de-obra disponível em Portugal.

“Até 2009 assistiu-se a uma criação líquida de emprego qualificado significativo, apesar de nessa altura já se registar um ligeiro aumento do desemprego”, afirma Pedro Adão e Silva, investigador do Instituto Universitário Europeu. “O problema é que o mercado vai estar congelado. A destruição de emprego pode até nem continuar, mas também não haverá uma dinâmica de criação”, conclui.

A crise económica impôs uma travagem a fundo na criação de emprego, com limitações que dificultam a obtenção de emprego pelos mais novos. A OCDE também não tem dúvidas: “As perspectivas a curto prazo para o desemprego jovem nos países da OCDE continuam sombrias”, pode ler-se no relatório. A organização que junta os países mais desenvolvidos do mundo estima que, apesar de a retoma já ter começado em alguns países, o nível de desemprego continuará a ser preocupante. “A criação de emprego deverá ficar significativamente para trás em relação à recuperação económica. Neste contexto, estima-se que o desemprego jovem permaneça a um nível elevado nos próximos dois anos e muitos jovens desempregados deverão passar por períodos prolongados de desemprego.”

O perfil adiado A elevada taxa de desemprego jovem é ainda mais preocupante para Portugal, tendo em conta os esforços para mudar o perfil de mão-de-obra do país. A crise veio atrasar o processo de qualificação da população activa, que tinha como objectivo deixar de apresentar a mão-de-obra barata como o principal cartão de visita do país.

“Esta crise é mais dramática, porque além das dificuldades económicas que acarreta, acentua as nossas debilidades estruturais e torna mais difícil ultrapassá-las”, explica Adão e Silva. “O processo de mudança de perfil da mão-de-obra, que, por si só, já é uma transição demorada e que não seria feita nesta ou na próxima legislatura, é adiado”, garante.

No entanto, Portugal está longe de ser o único nesta posição. A subida do desemprego é um fenómeno comum a todos os países da OCDE, onde nos últimos dois anos o desemprego jovem subiu seis pontos percentuais. Actualmente, existem 15 milhões de jovens desempregados nos países da OCDE, mais quatro milhões do que no final de 2007. Em Espanha, por exemplo, a taxa de desemprego jovem é de quase 40% e na Irlanda registou-se uma subida de mais 18 pontos percentuais nos últimos dois anos.

Porquê os jovens? Toda a gente conhece pelo menos uma história de um recém-licenciado que não consegue arranjar emprego. Mas por que são os jovens sempre muito penalizados quando o desemprego sobe? Segundo Pedro Adão e Silva, existem algumas dificuldades que vêm sempre à tona em contextos de crise. “As crises tendem a aprofundar a segmentação do mercado e a diferença entre emprego mais protegido e menos protegido. No último segmento estão obviamente incluídos os jovens, uma faixa etária onde os vínculos precários são mais comuns”, sublinha. “Além disso, é muito mais difícil entrar num mercado do que já lá estar presente”

O relatório da OCDE refere ainda que falhar na procura do primeiro emprego ou ter dificuldades em conservá-lo poderão deixar cicatrizes para o futuro. “Além dos efeitos negativos no salário e empregabilidade futura, períodos longos de desemprego enquanto jovem criam muitas vezes cicatrizes permanentes através de efeitos nocivos, incluindo felicidade, satisfação no trabalho e saúde”, revela o relatório.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/55830-desemprego-jovem-portugal-fica-acima-dos-20-ate-2012, a 19 de Abril de 2010, em Jornal I

O meu Comentário:

Perante esta peça jornalística, sou forçado a indicar, que as pessoas continuam a menosprezar as capacidades e potencialidades dos mais jovens, no entanto, querem estar mais a frente que o concorrente, querem ter um negócio mais rentável, e mais bonito aos olhos dos clientes, mas esquecem-se que para que existam essas nuances, devem investir, e apostar essencialmente, em pessoas mais novas, sem vícios de experiencias e criativas, para poder fazer a diferença, penso mesmo, que a maior parte delas, e que podem fazer o desequilíbrio são os jovens recém-licenciados.

Eu como jovem, tento dar o meu melhor a quem me contracta, penso que a contratação, é uma aposta, uma aposta que deve ser ganha, e como tal, esforço-me ao máximo para poder dar a ganhar a quem em mim apostou, no entanto, quem contracta, penso só em experiência, e mais experiência, pois bem, penso que muita experiência, pode ser bom ou mau, na minha óptica e de observação dos anos, digo, em 75% dos casos é péssimo, pois traz com a pessoa vícios e postura, que podem não ser benéficas à organização.

Um aparte, outro dia, vi um anúncio que pedia 15 anos de experiência… pensei, porque não tentam contratar um reformado…às tantas é o que procuram…a empresa deve ser do século passado…enfim, sem comentários…

Eu como licenciado, sinto que ainda não tive a oportunidade de poder vingar, de poder digamos por uma organização a ganhar, pois penso que as apostas são muito tremidas, as pessoas apostam por períodos reduzidos e não dão oportunidades sequer de se cumprir o acordado, sendo que em todas, esta calendarizado, no entanto, se está calendarizado para 6 meses, querem em 2 ou 3 meses, o de 6, entendo que sejam exigentes, mas devem pensar que o patrão das empresas, é o cliente, e este, é que vai definir as «condições».

De lamentar, é que o que acontece com os jovens nascidos nos anos entre 78 até 90, são desprezados, e não são colocados no mercado de trabalho, especialmente os licenciados, a não ser em mais de 95% dos casos com recursos a cunhas, os factores para a não aposta nestas pessoas, é dada por valores como falta de experiência, o prestígio da universidade, crise, etc.

A do prestigio da universidade, é relativo, podemos ter alunos brilhantes em universidades privadas sem grande nome no mercado, como podemos ter alunos fracos em universidades de prestígio, penso que a escolha de universidade, quando ingressamos nela, tem mais a haver com factores económicos que outra coisa, especialmente quando são instituições privadas..

Psicologicamente os jovens destas gerações, andam desorientados, e não crêem em nada, resultado disso, pode ser visto por taxas de abstenção nas eleições, os jovens não se reconhecem como fazendo parte de uma sociedade, pois não têm direito a emprego, e como tal, estão privados de poderem constituir família, e contribuir para o incremento da taxa de natalidade que o nosso governo tanto necessita, para a sustentabilidade da segurança social..

Conheço casos de pessoas que namoram há mais de 10 anos, que tiraram cursos superiores, querem se casar mas não podem, pois não possuem empregos, muito menos empregos que permitam casar e ter mesmo filhos, é obvio que situações destas existem bastante, e como tal, vão deixar sequelas nas pessoas, e na sociedade, pois essas mesmas pessoas não podem seguir as suas vidas, e quando o puder, nunca será como deveria ter sido.

Conheço também pessoas, que não querem saber de nada, que entraram para empregos com recurso às famosas e tão badaladas cunhas, e que até compraram já casa, pois têm o emprego assegurado, no entanto, não querem dar nenhum contributo à sociedade, ou a gratidão à mesma sociedade pela estabilidade profissional, não querem ter só uma mulher, nem querem filhos sequer… aqui penso que , deve existir a liberdade de escolhas, não condeno nem um, nem outro, mas penso, que está em jogo a justiça, de quem quer e não pode, e de quem pode, e não quer.

Para concluir, apelo a todos os que podem mudar esta mesma situação, de ponderarem, de apostarem nos jovens, especialmente os que não tiveram as cunhas, e de darem oportunidade, para que estes possam mostrar o que valem, de poderem se casar de constituir família, de dar netos aos avós, que anseiam por uma reforma sossegada e com netos.

Mandem para casa os mais velhos, que se querem reformar, apostem nos jovens e assentem em internacionalizações, caso o mercado nacional, não satisfaça as necessidades de cada organização.

Termino indicando, que a aposta nos jovens licenciados das gerações de 80, são aposta ainda pautadas por ensino sustentado e de qualidade, e que irá traduzir no médio e longo prazo, numa aposta certeira e com grandes ganhos humanos e monetários.

Tenho Dito

RT

Terminei o 9º Ano…e Agora?? Que Devo Escolher…Veja Aqui Como Solucionar Esta Questão…

Escolhas Após o 9º Ano...E Agora? Fonte: http://www.portaldoestudante.uevora.pt

Hoje trago algo bastante interessante, pelo menos para os alunos que estão a finalizar o 9º ano de escolaridade, ou seja, a questão que muitos colocam é: «E Agora?», pois bem, que tal dar uma olhadela para ver se descobrem a resposta…

«O que sabe um miúdo sobre desemprego? Nada na maioria dos casos

No 9.º ano, a maioria dos alunos usa a fantasia para decidir a vocação profissional. O critério mantém-se até à faculdade

O desemprego está onde quer que se esteja – na televisão, nos jornais, à mesa do café ou na sala de jantar. Não há como fugir ao tema, mas será que o tema chegou aos adolescentes que a partir do 9.o ano são obrigados a escolher a sua área vocacional? A taxa de desemprego está nos 10%; os recém-licenciados são os mais atingidos com o desemprego de longa duração (51%); e o desemprego jovem ronda os 20%. São números que boa parte da população já conhece, mas terão força suficiente para condicionar as opções dos alunos do 3.o ciclo e do ensino secundário? A pergunta foi feita aos psicólogos de orientação vocacional. A resposta surgiu decomposta em duas categorias. Tomar uma decisão “realista” sobre o futuro profissional é um comportamento de uma minoria. Os restantes – a grande maioria – continuam sonhadores e a léguas de distância do que se passa no mercado de trabalho.
Quem são então estes dois grandes grupos? A resposta está na família. “Os filhos de pais com profissões liberais ou com estudos superiores são os que têm uma atitude mais consciente sobre as dificuldades do mercado de trabalho”, explica Paulo de Jesus, psicólogo de orientação vocacional e professor da Universidade Lusófona do Porto. Não são muitos os alunos preocupados com o desemprego, mas essa inquietação surge entre “alguns jovens”, sobretudo nos “dois ou três últimos anos”, esclarece Eduarda Ferreira, psicóloga da Escola Secundária Sebastião da Gama, em Setúbal. A classe social e o contexto familiar determinam portanto a atitude dos miúdos perante o futuro.
Quanto mais elevada é a condição social, mais “bem equipados e autónomos” são os adolescentes que no 9.o e no 12.o anos de escolaridade têm de decidir sobre a sua profissão. “São jovens que já conhecem o perfil de várias actividades, seja porque a mãe é médica, o pai é engenheiro ou o tio é advogado, aprenderam fora do meio escolar como é que se adquire algumas das competências profissionais”, explica Paulo de Jesus. É sobretudo entre os alunos de classe média alta que o psicólogo diz encontrar os adolescentes que procuram informação sobre as “boas escolas e as boas universidades” ou os cursos com mais saídas profissionais. Até porque, conta, Mónica de Sousa, psicóloga clínica que também presta orientação vocacional aos alunos do ensino básico e secundário no seu consultório de Lisboa, os pais que concluíram os estudos universitários tendem a ser mais rigorosos com os seus filhos e exigir que também eles prossigam os estudos no ensino superior.

Fantasia e realismo

A grande maioria chega ao fim do ensino básico sem saber o que quer da vida: “O que até é normal, uma vez que a adolescência é uma fase de grande inconstância e imaturidade”, esclarece Eduarda Ferreira. O modo como os adolescentes escolhem as áreas escolares ou até as profissões dependem de vários factores, alerta Vasco Catarino Soares, psicoterapeuta que também dá consultas de orientação vocacional em Lisboa: “Escolher o que os amigos escolheram, escolher para fugir à matemática, escolher porque um tio disse que se ganha muito dinheiro, escolher porque os pais querem são apenas algumas condicionantes que influenciam as decisões dos alunos.” Entre as “centenas de jovens” que passaram pelo seu consultório há uma tendência: “A fantasia de encontrar uma profissão livre de frustração, em que tudo é um desafio e onde não há tarefas rotineiras.”
É o “idealismo” que caracteriza os primeiros anos da adolescência mas que se torna “preocupante” quando se prolonga até aos 17 ou 18 anos, adverte Paulo de Jesus: “Regra geral as escolhas dos cursos universitários fazem-se sem o conhecimento da dinâmica do mercado de trabalho e as opções são tomadas sem se ajustar às probabilidades de emprego.” Em boa parte dos casos, defende o psicólogo de orientação vocacional, a recolha de informação sobre as saídas profissionais só acontece nos últimos anos da faculdade. E isso tem uma razão de ser: “O sistema de ensino encontra-se divorciado da realidade até ao momento do estágio profissional.”
E como uma “vasta percentagem” dos jovens que estudam nas universidades são os “pioneiros” nas suas famílias isso põe-nos em desvantagem por não poderem contar com a experiência dos pais ou de outros familiares: “E por isso tornam-se mais vulneráveis à propaganda das instituições de ensino superior que todos os anos procuram angariar o máximo de alunos.” Um fenómeno que pode explicar igualmente a profusão de cursos lançados “sem qualquer correspondência” com as ofertas disponíveis no mercado de trabalho, defende Paulo de Jesus.
A “passividade” perante as decisões a tomar face ao futuro começa no 9.o ano de escolaridade e estende-se até ao fim do percurso académico: “E isso tem implicações práticas muito sérias”, adverte o psicólogo de orientação vocacional. Metas mal definidas, poucas estratégias de procura de emprego e défice de empreendedorismo são os riscos para uma geração que ainda “não adquiriu instrumentos nem competências” para combater o desemprego ou sequer enfrentar a “competitividade” do mercado de trabalho: “A chave está na capacidade que as universidades têm de ter para criar interfaces com o mundo do trabalho.” »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/52119-o-que-sabe-um-miudo-desemprego-nada-na-maioria-dos-casos, a 22 de Março de 2010, em Jornal I

O meu comentário:

Pois bem, perante a reportagem, deu me um saudosismo de quando terminei o meu 9º ano, e fiquei indeciso com o que realmente escolher, e mais uma vez tinha um problema, dizia que não gostava de matemática, mas também não queria ir para humanísticas, pois tinha línguas estrangeiras, as quais, não tinha na minha óptica queda nenhuma…

Pois escolhi, na altura o agrupamento de ciências, mais para seguir engenharia, pois bem, as minha fugas às línguas, não ficaram estancadas, pois tive inglês até ao 11º anos, e um ano mais tarde, já na universidade tive mais 2 anos de inglês, o que ficou provado, que não vale a pena, andar a fugir, pois temos que enfrentar as cadeiras, digamos, são cadeiras que têm que ser realizadas, e ou as fazemos agora, ou mais tarde, podemos ter que necessitar de elementos das mesmas, e temos que aí fazer um auto estudo, o que por vezes, é mais difícil, devido e no caso das línguas, a serem abstractas em certo modo.

Acabei por, ao terminar o 12º ano, não seguir as ciência, não por gosto, mas porque a minha veia me inclinava para as ciências económicas, sempre foi assim, não consegui foi ter essa percepção no 9º ano, caso contrário tinha seguido o então, agrupamento económico-social, onde tinha as línguas e a matemática que andei a fugir…sem sucesso.

Hoje, formei-me como devem saber em gestão, e nutro especial carinho por Marketing, no entanto, tenho consciência que tenho um percurso rico, pois tenho conhecimentos muito bons de ciências, o que me pode abrir portas em áreas mais técnicas que não são abertas aos gestores comuns, mas somente a engenheiros em cargos de chefias, mas que por vezes, são executadas de forma errada, pois não são só tecnicistas, mas sim meio-termo, sendo que por vezes, em alguns cargos de chefias de organizações, aconselho a nunca colocarem engenheiros, não por serem maus, mas por não conseguirem por vezes abstrair-se do tecnicismo, e por relegarem para segundo plano coisas tão básicas como orientação para o cliente, os colaboradores, e o marketing estratégico, pois os engenheiros fazem e muito bem realizar cálculos, tal como os financeiros, mas esquecem-se que as organizações são as pessoas que integram e que interagem com as mesmas, e não somente, materiais.

Deixei aqui o meu exemplo pessoal, para que todos fiquem a saber um pouco mais de mim, e que, para os jovens que terminam o 9º ano, tenham a consciência que a escola não é fácil, e nunca, mas nunca deve ser tomada de animo leve, até porque agora os agrupamentos tão mais generalistas que nunca, os de letras já possuem matemáticas, e as matemáticas mais línguas, ou seja, teve que se aproximar os mesmos, para que os jovens, possam escolher de forma mais pensada e organizada, o meu conselho aos jovens, e tendo por base, a minha escola, é que escolham na base da vocação, no entanto, caso se «enganem», têm que trabalhar mais para recuperar o que perderam, e ter muito auto estudo, mas ganham uma formação mais heterogénea, o que nem sempre é mau, na maior parte dos casos serve sempre para algo.

O meu conselho final é, pensem muito bem, releguem os prós e os contras, lembrem-se que uma profissão que dá muito dinheiro agora, pode não ser uma profissão que no futuro seja tão bem renumerada, e pode não vos realizar pessoalmente, o que penso, que seja bem mais importante que dinheiro, pois o dinheiro ajuda-nos, dá-nos conforto, mas não compra o bem-estar pessoal e a felicidade.

Deixo a Questão: Como pensa que os jovens que terminam o 9º ano, devem escolher o seu futuro?

Tenho Dito

RT

Destruição de Empregos Anda ao Dobro da UE…Somos Muito Bons…Vale a Pena Espreitar…

Velocidade de Destruição de Empregos em Portugal... Fonte: http://www.samuelcelestino.com.br

Trago hoje mais um artigo, que fala do flagelo do desemprego, penso que seja, algo que é sempre salutar não deixar cair no esquecimento, passo a transcrever o mesmo, e de seguida  faço um pequeno comentário ao mesmo.

«Portugal destruiu empregos ao dobro da velocidade da UE

Serviços e imobiliário explicam porque Portugal eliminou emprego no terceiro trimestre ao dobro do ritmo da zona euro

A economia portuguesa está a destruir empregos a uma velocidade cada vez maior face à média dos 16 membros da zona euro, mostram dados ontem publicados pelo Eurostat. No terceiro trimestre Portugal perdeu empregos em praticamente todas as áreas – com excepção do sector público -, mas é no comércio, na restauração, no turismo e no imobiliário que a sangria se está a agravar a um ritmo maior face à média do euro, apurou o i a partir de dados fornecidos pelo instituto estatístico europeu. A tendência de degradação cada vez mais profunda do mercado de trabalho português, ampliada pela recessão internacional, continua a ser a principal preocupação dos portugueses (ver texto ao lado).

No terceiro trimestre foram destruídos 161 mil empregos face ao mesmo período do ano anterior, um ritmo de variação quase 50% acima da média da zona euro. Esta divergência tem vindo a acelerar ao longo de 2009: entre o segundo e o terceiro trimestres deste ano a taxa de destruição de emprego foi de 1,1% (menos 58 mil postos de trabalho), mais do dobro dos 0,5% registados pelo clube do euro.

“O número [para a zona euro] mascara divergências consideráveis entre estados membros”, destaca Martin Van Vliet, economista do banco holandês ING. “Quedas abruptas no emprego em Portugal e em Espanha contrastam com quebras menores em países como a Alemanha e a Áustria”, acrescenta à Reuters.

Dados mais detalhados do Eurostat permitem perceber que em Portugal as áreas do comércio/restauração/hotéis, assim como o conjunto imobiliário/sector financeiro/transportes são aquelas em que o ritmo de destruição de postos de trabalho tem sido superior à média europeia (ver caixas ao lado). No conjunto, estes negócios empregam cerca de 40% do total da população activa em Portugal.

A degradação nestes sectores explica-se não só pela recessão, mas também pela preponderância de trabalhadores com contrato a termo – estes sofrem uma taxa de destruição de emprego três vezes maior do que as pessoas com vínculo permanente, nota o Livro Branco das Relações Laborais, um estudo feito para a reforma do código laboral. Os trabalhadores afectados são também, em regra, os que têm qualificações e salários mais baixos, mais facilmente substituídos pelas empresas.

“A segmentação [contratual entre precários e contratados permanentes] no mercado de trabalho português é maior face à da zona euro”, aponta ao i o sociólogo Pedro Adão e Silva. “A flexibilidade no mercado de trabalho em Portugal é feita por este lado”, acrescenta.

Outros sectores de peso no emprego, como a indústria transformadora e a construção – que juntas valem 27% do empregos em Portugal – contribuem também para a destruição de empregos: a construção registou a segunda taxa mais negativa entre o segundo e terceiro trimestres. Contudo, nestes sectores a quebra, ainda que pronunciada, é inferior à da média europeia, onde países como Espanha, Malta e Irlanda sofreram enormes perdas.
Portugal, terceiro pior na OCDE A destruição líquida de empregos – que equivale a dizer que os postos de trabalho eliminados foram superiores aos criados – está directamente ligada à subida da taxa de desemprego em Portugal. Em Outubro cifrou-se num máximo de 10,2%, o terceiro valor mais alto no conjunto dos 30 países desenvolvidos, apontou ontem a OCDE.

Ontem, a ministra do Trabalho garantiu que segue com “muita atenção” a destruição de emprego em Portugal, tendo garantido a continuação de medidas de apoio às empresas e aos trabalhadores activos. A oposição criticou o atraso da execução do plano anti-crise do governo (PSD) e sugeriu apoios às pequenas e médias empresas (CDS). Um relatório anual da Comissão Europeia sobre emprego em 2009, a ser divulgado hoje em Bruxelas, sublinha que estas medidas de apoio, adoptadas por todos os países, têm contribuído para a estabilização das economias – o desafio, aponta a Comissão, é equilibrar estas panaceias com reformas de longo prazo.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/37566-portugal-destruiu-empregos-ao-dobro-da-velocidade-da-ue, a 15 de Dezembro de 2009, no Jornal I

O Meu Comentário:

Relativamente à peça jornalística por mim transcrita acima, penso que é uma triste realidade poder confirmar esta mesma situação, ou seja, que a velocidade de destruição do emprego é maior que nos nossos congéneres Europeus.

Não seria de esperar outra coisa, penso que Portugal, não é agradável aos pequenos e médios empresários, devido a poucas ajudas por parte do governo, pois, se for uma empresa de grande escala, ou mesmo, uma multinacional, os apoio são maiores, penso que de teoricamente empregarem mais pessoas. Outro, dos motivos de que leva a existir muito desemprego, deve-se à dicotomia entre empregados a termo, e os empregados sem termo, é muito comum hoje, se usar do contracto a termo, e ao final dos 3 anos, mandar a pessoa embora, alegando por exemplo, extinção do posto de trabalho, esta dicotomia, faz com que as pessoas tenham estilos de vida precários, e como tal, invistam pouco na economia, não consigam consumir o que necessitam ou desejam, o crédito pelas instituições financeiras é mais facilmente barrado, etc; devemos ter em conta, que a maior partes dos jovens licenciados, começam com contracto precários deste tipo, e depois «despacham-nos» ao fim de 3 anos, um exemplo, que vai já acontecer no ano de 2010, é o programa de estágios que o nosso governo vai lançar, onde não garante a empregabilidade dos referidos jovens, apesar de todos termos conhecimento , que muitos funcionários públicos, solicitaram pedidos de reforma, mas os mesmo não são consentidos, julgo por, ser mais fácil usar um jovem, que pagar uma reforma a um funcionário publico, pelo menos o ordenado do jovem, é mais barato.

A economia de Portugal, tem que levar um grande abanão, tem que se renovar, levar pessoas mais novas nos empregos, de modo, a que novas ideias, novos estilos, novo sangue, essencialmente trazido pelos recém licenciados, possa singrar. Todos sabemos que tendencialmente a economia tem que ser o mais heterogénea possível, isto a todos os níveis, logo penso que a existência de empresas pequenas, médias e grandes, o mais diversificado possível, só vai credibilizar a nossa economia, no entanto, é preciso ajudar os mais velhos, ou lhes concedendo as pré reformas, ou requalificando os mesmos, no entanto, caso se opte por os colocar de novo no mercado de trabalho, devemos ter em conta, que estas pessoas, auferiam à data do despedimento ordenados, que são difíceis de se poder pagar, pois nem a muitos licenciados, se pagam ordenados desse tipo, ou seja, teoricamente, temos mais a ganhar ao colocar um jovem qualificado, num emprego, no entanto, o governo deve ter em conta que as pessoas mais velhas, não estão prontas para contractos com termo e ordenados dispares doa que eles ganhavam, além do não reconhecimento das suas qualificações, mas em qualificações é normal ninguém ligar, senão não existiriam tantos licenciados no desemprego, nem os licenciados demorariam a conseguir uma simples colocação, mesmo para trabalhar de graça, como é o caso do estágios.

Deixo a Questão: Que Opinião tem da velocidade de destruição de empregos que Portugal possui actualmente?

Tenho Dito

RT

Como Vão Passar o Natal os Desempregados De Portugal?? Alguém Tem Soluções Para Este Flagelo? Ajudas São Bem Vindas…

Prendas de Natal Fonte:www.tugatronica.com

Hoje, e por ser quase dia 1 de Dezembro, trago algo, que penso que deve ser tomado como uma responsabilidade social de todos nós, ao ler uma notícia, referente às vendas desta época natalícia que se avizinha, lembrei-me de um flagelo da nossa sociedade, passo a transcrever a referida notícia, seguida de um comentário breve, mas que penso seja, o suficiente para todos nós reflectirmos socialmente.

«Natal não deverá compensar perdas dos comerciantes

É o tudo ou nada. A campanha de vendas mais decisiva do ano para o sector do comércio já começou em finais de Outubro e, dos brinquedos e chocolates ao vestuário e perfumaria, a expectativa é a de que este Natal seja melhor do que o do ano passado.

Quase ninguém duvida de que a facturação cresça neste período, mas uma incógnita permanece: será o impulso no consumo suficiente para amparar as quebras ao longo do ano? “É sempre um período de maiores vendas em muitos subsectores do comércio e este ano não será excepção. A questão que se coloca é saber se esse aumento de vendas é suficiente em termos económicos para compensar o resto do ano. Temos fundadas dúvidas de que isso acontecerá”, diz a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal. O pessimismo dos comerciantes vai mais longe: é “convicção” do sector que muitas empresas não conseguirão manter as portas abertas até final do ano.

O estudo Xmas Survey 2009 da consultora Deloitte estima que os portugueses deverão gastar, em média, 390 euros em presentes – 30 euros por cada prenda, para uma média de 15 ofertas. Face a 2008, a quebra é de 3,7 por cento (405 euros). A recessão económica trouxe novos hábitos de consumo e fórmulas de venda mais agressivas. Mais do que o preço, a tendência de 83 por cento dos portugueses será dar prendas úteis. No contexto europeu, só os países da Europa de Leste (com excepção da República Checa) planeiam gastar mais dinheiro em prendas neste Natal.

Bens comprados em alta

No cabaz de compras, os livros estão no topo das preferências (63 por cento dos inquiridos) e estes dados trazem algum optimismo a Miguel Freitas da Costa, secretário-geral da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL).

“Em termos gerais temos esperança de que o Natal seja uma época que não seja má para os livros. É uma das alturas mais importantes para o sector, pesa bastante nas vendas”, afirma, sem especificar. As estimativas para 2009 são positivas. Miguel Freitas da Costa refere que não se registam quebras nas vendas de livros e o número de pedidos de ISBN (o sistema indentificador) tem vindo a crescer desde 2006 – até Outubro registaram-se 11.227 solicitações. Um indicador de vitalidade do mercado.

Também no negócio dos brinquedos, a recessão parece ter ficado de fora (ver texto ao lado) e as atenções voltam-se agora para o Natal. O ano foi dominado por brinquedos coleccionáveis, que deram impulso ao sector, mas falta agora saber se os pais vão preferir produtos de gama mais alta. “Não sabemos ainda se o consumidor vai fugir dos preços altos e continuar a comprar coisas mais baratas”, diz Sara Marçal, directora de marketing da Mattel. Uma incerteza que preocupa um sector onde 60 a 70 por cento das vendas anuais se fazem no Natal.

Já para o sector das bebidas, um dos produtos mais consumidos e oferecidos no Natal, esta época poderá trazer um novo fôlego. Com um 2009 em que “praticamente nada se vendeu a não ser vinhos abaixo de dois euros”, o presidente da Associação dos Comerciantes e Industriais de Bebidas Espirituosas e Vinhos (ACIBEV), António Soares Franco, acredita que o Natal trará alívio, fazendo as vendas subir cinco a dez por cento.

Também para o mercado do vestuário e calçado, a segunda prenda mais oferecida pelos europeus (segundo o estudo da Deloitte), as vendas irão aumentar durante a quadra natalícia. “Será um aumento ligeiro em si, mas significativo tendo em conta o actual contexto económico”, realça Catarina Lino, do departamento de vendas da Lanidor, onde o Natal contribui com 12 por cento das vendas totais.

Igual cautela estende-se aos perfumes e cosméticos. “O mercado em geral irá aumentar as vendas neste Natal, mas isso não será suficiente para o sector crescer este ano em termos globais”, evidencia António Ferreira de Almeida, director-geral da Sephora. Com as vendas natalícias a pesar 20 a 25 por cento na facturação anual, a empresa de perfumes e cosmética espera crescer seis por cento este ano. Uma meta positiva mas que, ainda assim, não compensa o afundamento das vendas em 2008, que chegou aos dez por cento.

Tão doce como 2008

“Optimismo prudente” é como Manuel Paula, director da Associação do Comércio Electrónico e da Publicidade Interactiva em Portugal, define o espírito das empresas que vendem na Internet. Também para o negócio dos chocolates, a perspectiva não é de aumento, e sim de estabilização. “No ano passado, a crise não fez descer as vendas, mas também não aumentou, e esperamos que este ano aconteça o mesmo, porque o chocolate substituiu outras alternativas mais caras e é encarado quase como uma forma de compensação de situações difíceis”, diz o presidente da Associação dos Industriais de Chocolates e Confeitaria (ACHOC), Manuel Barata Simões.

No caso da Nestlé, onde 50 a 60 por cento do negócio dos chocolates e bombons se faz no Natal, a crise também refreia as expectativas. “Esperamos um crescimento moderado este ano, de dois a três por cento, sendo que o Natal representa o grosso”, estima Orlando Carvalho, responsável pelo marketing de chocolates.

Para a Associação do Comércio e da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares (ACIP), as vendas também deverão aumentar. “Normalmente Dezembro faz disparar as receitas, que duplicam nos estabelecimentos mistos (panificadora e pastelaria)”, diz o presidente Alberto Santos. Isto apesar de a concorrência das grandes superfícies provocar “grandes estragos” ao sector, que assiste à “massificação do bolo-rei e à venda em dumping [abaixo do preço de custo]”.

Shoppings optimistas

Nos centros comerciais, o Natal é um período de glória. Os espaços são exaustivamente decorados, inventam-se promoções e concursos, tentando atrair mais pessoas e aumentar as vendas. Apesar do cenário de crise, 2009 não foge à regra e as donas dos maiores centros comercias portugueses investiram no marketing para garantir que este Natal será melhor do que o do ano passado.

A Chamartín, que detém os centros comerciais Dolce Vita, prevê que as vendas aumentem quatro a cinco por cento nesta quadra. O Natal tem um peso de 30 por cento nas vendas anuais, que deverão aumentar entre 1,5 e 2 por cento em 2009.

Segundo o administrador executivo Artur Soutinho, “a época natalícia tem um peso cada vez mais significativo na performance anual dos centros comerciais”, quer devido à antecipação das compras natalícias para Novembro, quer à antecipação dos saldos para final de Dezembro.

Embora não divulgue valores, também a Sonae Sierra, que gere centros comerciais como o Colombo ou o NorteShopping, prevê uma “performance positiva” nesta época natalícia. Já para os espaços Fórum da Multi Mall Management Portugal (MMM), a expectativa é de um crescimento de vendas de cinco por cento este Natal, em linha com o do ano inteiro.

De acordo com o gestor da MMM, Paulo Alves, “os centros comerciais são centros estáveis de venda, mas também se nota que as pessoas estão mais racionais, trocando a compra de impulso por uma compra mais justificada”. Uma tendência que pode não comprometer a subida das vendas, mas que refreia o optimismo de quem está atrás do balcão.»

In: http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1411887, a 29 de Novembro de 2009, em Jornal Público

O meu comentário:

Vou fazer um muito breve comentário, pois não quero tornar este post maçudo. Penso que a época de natal, está oficialmente aberta, a partir de agora andamos todos à caça do melhor presente, para oferecer a este ou a aquele.

É uma época no ano, onde se gasta mais, e onde, as famílias a seguir às férias, usam os plafond’s do cartão de crédito ao máximo, e onde fazem o impossível para esticar os cada vez mais reduzidos orçamentos familiares.

Na passada sexta feira, a SIBS, até ficou salvo seja, «entupida», com tanto subsidio de natal, e levantamentos e transacções, coisa que apenas poucos portugueses, terão direito, pois existe muitos, que não vão ter a felicidade de ter mais um dinheirinho extra na conta bancária, para as compras de natal, denomino os desempregados, que recebem sempre o mesmo.

Outros, é bem pior, estão desempregados, mas como não possuem direito a nenhum subsídio, vão contar com a boa generosidade dos familiares, penso essencialmente nos recém-licenciados, e que não têm trabalho.

O problema do Natal, para as pessoas que não possuem emprego, é algo bastante crítico, pois baixa imenso a auto-estima das pessoas, e faz as mesmas se sentirem inúteis e à margem da sociedade, as pessoas, ou auferem subsídios de desemprego, e não estão confortáveis com o se encontrar nesta situação, ou não auferem nada, e ainda é pior, pois se já é mau viver á conta dos outros, pior mesmo, é nesta época não ter com que agradecer, com uma simples e humilde prenda, sendo o ponto mais crítico para estas pessoas, a noite de consoada, onde existe uma troca de prendas, mas que estas pessoas, por serem inúteis à sociedade dá às mesmas uma vontade de fugirem e se isolarem, basicamente, irem para onde a sociedade os manda todos os dias, com os manter no desemprego.

Penso que a maior prenda de natal, que um jovem recém-licenciado ou um desempregado de longa duração podem ter, é mesmo um emprego, algo tangível, algo que os faça ganhar auto estima, algo que os faça sentir úteis e colaborantes, nesta cada vez mais exigente sociedade.

Peço a todos, que tenham um especial cuidado, e que as pessoas se lembrem nesta época, que estas pessoas necessitam serem auxiliadas, e de poderem ser integradas na sociedade.

Falo isto, porque me revoltam os números do desemprego,  e já estive desempregado, nesta época do ano, e não me senti confortável, nem mesmo hoje, me sinto confortável, pois trabalho em regime de prestação de serviços, o que faz com que às vezes não tenha ocupação, tal como enumero no meu perfil, encontro-me à procura de um novo desafio.

Deixo mais uma vez aqui o apelo, acreditem na potencialidade dos recém licenciados, acreditem nas pessoas, e lembrem-se, sem pessoas não existem clientes, se não se cooperar no emprego, e se todos não cooperarem no emprego, a potencialidade de termos crescimento de clientes, é bastante reduzida.

Deixo a Questão: Que pensa desta época natalícia e o crescimento do desemprego?

Tenho Dito

RT