O Que Muda Com As Novas Cargas Fiscais….

O Que Muda Com os Novos Impostos... Fonte: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

Hoje trago um artigo, que a propósito das novas medidas que foram apresentadas, e que nos vão mudar a forma de viver, passo a transcrever a respectiva peça jornalística.

«Impostos: tudo o que vai mudar no seu bolso

 IRS, benefícios fiscais, IRC, IVA, imposto sobre o património. Veja o que o espera

O acordo realizado entre o Governo português e a Troika, entidade composta pelo Banco Central Europeu, a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional, e o programa do Executivo contemplam algumas medidas de natureza fiscal que serão melhor concretizadas e implementadas pela nova governação política portuguesa nos próximos três anos.

Do ponto de vista fiscal destacamos algumas medidas previstas:

Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS)

Escalões de IRS vão ser reduzidos;

-Introdução de um tecto máximo de deduções à colecta para os escalões mais baixos e eliminação das deduções para os escalões mais elevados;

-Os contribuintes com rendimentos mais elevados deixam de ter qualquer benefício fiscal;

-Introdução de um tecto máximo para a dedução das despesas de saúde;

-Alteração das deduções com encargos para habitação própria e permanente, compreendendo a eliminação da dedução relativa à amortização do empréstimo, a eliminação progressiva da dedução relativa a encargos com rendas e juros relativos a empréstimos para aquisição de habitação e a eliminação imediata da dedução dos juros relativos a empréstimos para a aquisição de habitação contraídos após a alteração da legislação;

-Eliminação de algumas deduções à colecta que, embora não concretizadas, poderá passar pelas deduções com encargos com a Saúde, Educação, prémios de seguro de saúde, lares ou relacionados com imóveis;

-Tributação de todos os subsídios pagos pela Segurança Social em dinheiro – subsídio de desemprego, maternidade, paternidade, abono de família e demos complementos sociais;

-Redução do valor da dedução específica aplicável ao rendimento de pensões de reforma a aproximar ao valor da dedução aplicável ao de trabalho dependente.

Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC)

-Eliminação de todas as taxas reduzidas de IRC com excepção das previstas para as Regiões Autónomas que terão uma taxa limitada a 20 por cento;

-Redução do prazo para o reporte de prejuízos de quatro para três anos, com possibilidade de limitação da dedução em função do valor da matéria colectável;

-Eliminação das isenções aplicáveis a algumas entidades e redução das deduções à colecta;

-Restrição dos benefícios fiscais de carácter temporário;

-Agravamento da tributação para as despesas relacionadas com as viaturas automóveis das empresas.

Imposto Sobre o Valor Acrescentado (IVA)

-Redução das isenções objectivas (transmissões de bens e prestações de serviços);

-Eliminação da isenção do IVA nos serviços postais;

-Aplicação da taxa normal de IVA (23 por cento em Portugal continental/16 por cento nas Regiões Autónomas) a um maior número de bens e prestações de serviços;

-Aumento da taxa do IVA aplicável à electricidade e gás;

-Limitação da taxa do IVA a 20 por cento aplicável às Regiões Autónomas.

Impostos Especiais Sobre o Consumo (IEC)

-Agravamento das taxas de ISV (Imposto Sobre Veículos) para os automóveis e eliminação de algumas isenções subjectivas;

-Aumento da taxa de Imposto Sobre o Tabaco;

-Introdução de um novo imposto especial sobre o consumo de electricidade;

-Indexação da taxa do IEC à taxa de inflação.

Impostos Sobre o Património

-Actualização do Valor Patrimonial dos Imóveis (VPT) a preços de mercado, prevendo-se a revisão das actuais regras de avaliação dos imóveis;

-Redução e eliminação das isenções de IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) com a aquisição de habitação própria e permanente, tendo em vista o incentivo ao mercado de arrendamento e desincentivo ao crédito à habitação;

-Aumenta da taxa de IMI dos prédios devolutos e não arrendados.

(luisa.ferreira@jpab.pt) »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/impostos-troika-governo-programa-do-governo-irs-iva/1263348-1730.html, a 29 de Junho de 2011, em Agência Financeira

 

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Cuidados a Ter Na Compra de Férias Pela Internet…

Cuidados na Compra de Férias... Fonte: http://www.agenciafinanceira.iol.pt

Hoje e por estarmos em época de férias, trago um artigo que li na imprensa diária, e que refere os cuidados que devemos ter ao marcar as nossas férias através da Internet.

«Marca as férias pela Internet? Então isto é para si

Comparar preços e reservar hotéis online é simples e cómodo. Mas pode ser perigoso: os cibercriminosos usam técnicas cada vez mais avançadas. Saiba como se pode proteger

 Escolher destinos, hotéis e comparar preços. Marcar férias pela Internet é mais fácil e já se tornou num sistemas mais utilizados para organizar as férias de milhares de pessoas em todo o mundo.

É mais cómodo, imediato e permite comparar informações e preços, mas para se assegurar que tudo corre como planeado há medidas de segurança que podem certificar o sucesso do merecido descanso. A Kaspersky Lab reúne uma série de conselhos para estar alerta e não ser vítima de esquemas fraudulentos, que acabem por arruinar aquela que deveria ser a melhor altura do ano.

Assim, para fazer compras ou reservas de forma segura é fundamental informar-se bem sobre o que está a comprar e a quem o está a comprar. Em comunicado, esta marca que se dedica a tornar a experiência online mais segura, explica que as técnicas dos ciber-criminosos são cada vez mais avançadas e, entre elas, está mesmo a criação de agências de viagens ou de aluguer de apartamentos virtuais falsas, com o único propósito de obter os dados do cartão de crédito da vítima.

Por isso é fundamental que localize e tome nota dos números de telefone e das moradas físicas dos vendedores, para o caso de vir a ter algum problema com a sua transacção ou com a sua conta. Se estiver a meio de uma compra online e aparecer uma janela de chat pedindo-lhe detalhes do seu cartão de crédito, ignore-a e feche a página Web.

De seguida deve observar com atenção a URL que aparece na barra de endereços do seu browser e assegure-se que começa por https:// e que tem o ícone de um cadeado fechado no lado direito da barra ou na parte inferior da janela da página.

Assegure-se ainda que instala e mantém o seu software anti-malware actualizado.

O mais recomendável é utilizar um só cartão de crédito que disponha de um plafont reduzido para as compras online.

Para os hackers é muito fácil decifrar passwords e sequestrar as suas contas em páginas de comércio electrónico. Por isso, é desejável que utilize diferentes passwords em cada loja online. Se tiver dificuldade em recordá-las, utilize um gestor de passwords, que o fará de forma automática, ou escreva-as e guarde-as num lugar seguro.

O teclado virtual é uma opção que algumas soluções de segurança oferecem e que se utiliza para introduzir nomes de utilizador, passwords e outro tipo de informação identificativa de forma segura quando se utilizam serviços da Internet.

Se pretende fazer alguma consulta ou operação de banca online, introduza o endereço do banco no browser. É desaconselhável que siga links recebidos através de correio electrónico ou outros sistemas, já que podem conduzi-los a websites fraudulentos.

Por fim, guarde uma cópia das suas compras e das páginas de confirmação do pedido, e compare-as com os extractos do seu banco. Se algo não coincidir, investigue-o exaustivamente e informe imediatamente o seu banco. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/media-e-tecnologia/ferias-internet-online-compras-fraude-cibercrime/1263135-2974.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+iol%2Fagenciafinanceira+%28Ag%C3%AAncia+Financeira%29&utm_content=Google+Reader, a 28 de Junho de 2011, em Agência Financeira.

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Conheça as Estreias Deste Verão…

Estreias de Verão... Fonte: http://www.ionline.pt/

Hoje trago um artigo que achei bastante interessante e que versa sobre 10 filmes que vão estrear este verão.

« Dez filmes para uma estação escaldante

Nem só de termómetros e calendários vive a certeza de ter chegado o Verão. Um olhar sobre os próximos filmes a estrear nos cinemas revela-nos a mesma certeza: entrámos na silly season. Não é uma crítica. Os blockbusters não são menos necessários à sobrevivência da espécie que o cinema de autor. Até final de Agosto, aguardam- -nos super-heróis, robôs, cowboys e extraterrestres, personagens de banda-desenhada e muito pouca coisa de carne e osso. Afinal vai estar demasiado calor para pensar e no cinema ao menos há ar condicionado. E não se fala da troika

01 Transformers 3
De Michael Bay
Com Shia LaBeouf, Rosie Huntington-Witheley
Estreia 30 de Junho

 

Os autobots bons e os autobots maus vão guerrear por uma nave que se despenhou na Lua. Megan Fox foi corrida, de modo que se arranjou outra moça para o difícil papel de passar duas horas a gritar enquanto é arrastada pela mão de Shia LaBeouf. O grande princípio estético que norteia a arte de Michael Bay é, como sabemos, fazer sempre explodir mais qualquer coisa que no filme anterior, de modo que o mínimo que podemos esperar para um ameno início de Verão é o apocalipse nuclear.

 

02 Capitão América: O Primeiro Vingador
De Joe Johnston
Com Chris Evans, Hugo Weaving
Estreia 4 de Agosto

 

Em 1989, Joe Johnston deu-nos “Querida, Eu Encolhi Os Miúdos”, filme que tem servido de inspiração a títulos de toda a espécie de coisas: artigos de jornal, programa de TV, publicidade engraçadinha. Depois mudou radicalmente de género. Como o título indica, “Capitão América” promete ser apenas o primeiro de mais uma saga/chaga (riscar o que não interessa) de adaptações de super-heróis, desta vez explorando o filão dos Vingadores. Candidato a flop do ano, mas a concorrência é feroz.

 

03 Lanterna Verde
De Martin Campbell
Com Ryan Reynolds, Blake Lively
Estreia 18 de Agosto

 

Continuando a percorrer o arco-íris, encontramos Hal Jordan, o primeiro ser humano seleccionado para integrar a força policial intergaláctica que mantém a paz no universo. Claramente, já andamos a chafurdar na segunda ou terceira divisão dos heróis e Ryan Reynolds não parece ter o arcaboiço nem o carisma mínimos exigidos aos justiceiros mascarados. Mas “Lanterna Verde” é realizado por Martin Campbell, o homem que já salvou duas vezes James Bond (“GoldenEye” e “Casino Royale”).  Tudo é possível, pois.

 

04 Planeta dos Macacos: A Origem
De Rupert Wyatt
Com James Franco, Freida Pinto
Estreia 11 de Agosto

 

É nessa mesma ordem de ideias que chega, na semana seguinte, a prequela ao “Planeta dos Macacos”.
Nos termos da biologia, poderíamos estar a falar de um combate dinossauros vs. microrganismos, o que até poderia ser interessante, mas não. O que nos espera é um realizador inexperiente, com dois actores que têm falhado o salto para o primeiro escalão, a revisitar uma saga que já deu mais do que tinha a dar. Se isto for bom, prometemos passar uma semana inteira a bananas.

 

05 Carros 2
De John Lasseter & Brad Lewis
Vozes Owen Wilson, Larry the Cable Guy
Estreia 7 de Julho

 

Há cinco anos, “Carros” foi bem recebido, mas não entrou para o quadro de honra da Pixar. Contudo, era um dos filmes preferidos de John Lasseter e, assim que se fechou “Toy Story”, entrou em marcha a sequela. Lightning McQueen e Mater vão fazer a rodagem por Japão, Inglaterra e Itália, a meias entre o Grande Prémio Mundial e uma incursão na espionagem. Passamos dos carros-robô de Bay para os amistosos de Lasseter. Qualquer dia, em vez de um homem dourado, os Óscares são entregues em forma de piston.

 

06 Conan the Barbarian
De Marcus Nispel
Com Jason Momoa, Ron Perlman
Estreia 25 de Agosto

 

Na nossa vida há três Conans: o rapaz do futuro de Hayao Miyazaki, Conan O’Brien e Arnold Schwarzenegger. Duvidamos que seja humanamente possível encontrar espaço para mais um (suspeita confirmada pelas primeiras imagens do remake). Conan parte para vingar a morte do pai e a destruição da sua aldeia – não se espera, pois, um filme contemplativo
a apelar à reflexão. Desconfiamos que, depois de sermos apresentados aos dotes de representação de Jason Momoa, Arnie vai parecer um Marlon Brando.

 

07 Os Smurfs
De Raja Gosnell
Vozes Neil Patrick Harris, Hank Azaria
Estreia 11 de Agosto

 

Recentemente acusados de propagandear ideais estalinistas, os pobres  estrunfes vêm a terreiro defender-se. Mas há mais: 53 anos depois de terem sido publicados pela primeira vez, pelo belga Peyo, vêm reivindicar o belo tom de pele que James Cameron sonegou para entregar às criaturas de “Avatar”. A sinopse diz que os estrunfes vão ser expulsos da aldeia pelo feiticeiro mau Gargamel, dando por si, depois, entre cogumelos e verdura em Central Park. Para filhos principiantes e pais nostálgicos.

 

08 Harry Potter e os Talismãs da Morte Parte II
De David Yates
Com Daniel Radcliffe, Emma Watson
Estreia 14 de Julho

 

Quando a saga começou ainda pagávamos em escudos; se durasse mais, talvez ainda voltássemos a fazê-lo. Mas prometem-nos que é o último, depois de sete livros, oito filmes e muitas imitações. Entre feitiços e borbulhas, espera-se que Harry e companhia enfrentem, finalmente, Lorde Voldemort. Depois hão-de atingir a terra prometida: a idade adulta. Na verdade, com tantos poderes, não se percebe como é que Harry nunca fez um feitiço para que a adolescência passasse mais depressa.

 

09 Cowboys & Aliens
De Jon Favreau
Com Daniel Craig, Harrison Ford
Estreia 25 de Agosto

 

De acordo com a “Empire”, quando Ford leu o guião disse: “Porque é que vocês tinham de estragar um western perfeitamente decente com esta treta dos aliens?” A verdade é que aceitou o papel, o que significa que vamos ter Indiana Jones e James Bond juntos e a cores no mesmo ecrã. Não há meio termo na expectativa para este filme de Jon Favreau, responsável pelos dois “Homem de Ferro”: ou dá um filmaço ou dá asneira. De qualquer das formas, o Verão vai fechar em grande. É assim que gostamos dele.

 

10 Super 8
De J. J. Abrams
Com Kyle Chandler, Elle Fanning
Estreia 28 de Julho

 

Uma raridade neste Verão: um filme original, isto é, que não é nem sequela nem remake nem adaptação. Abrams continua nos territórios de eleição, o mistério e a ficção científica, mas recua até 1979 para encontrar um grupo de miúdos que filma casualmente um acidente de comboio. Depois, começam a acontecer coisas estranhas na pequena localidade do Ohio. Spielberg produz, o que é boa notícia para uns e má para outros. Em todo o caso, os rumores que chegam dos Estados Unidos dizem que é “must see”. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/131685-dez-filmes-uma-estacao-escaldante, a 21 de Junho de 2011, em Jornal I

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Um Artigo Sobre Direitos de Autor dos Mais Pequeninos….

Direitos de Autor... Fonte: http://www.ionline.pt/

Após um período de Férias e algum trabalho fora das minhas condições normais, voltei, e hoje trago um artigo que li na nossa imprensa, referente a direitos de autor, que vou passar a transcrever.

« Pelos direitos de autor, desde pequenino

O Colégio Moderno, de Lisboa, foi o grande vencedor do prémio “Somos Todos Autores”, sobre os direitos de autor.
Anunciado por Luís Silveira Botelho, inspetor-geral da IGAC e membro do júri, composto também por Diogo Infante, André Sardet, Leonor Silveira e Pedro Campos (da SPA), o prémio ficou, no entanto, por entregar à escola vencedora que não compareceu na cerimónia, realizada, esta tarde, no Teatro Nacional D. Maria II.
O mesmo não se pode dizer dos restantes finalistas, alunos de escolas de Faro, Sines e Figueira da Foz, que estiveram presentes e receberam em forma de diploma e outras distinções o reconhecimento pelos seus trabalhos dedicados ao tema dos direitos de autor.
Este ano, o desafio era elaborar um guião para um filme de animação, onde as crianças se colocassem na posição de criadores e imaginassem as suas obras a ser pirateadas. Apesar do prémio principal ter ido para o Colégio Moderno, que verá a sua produção exibida nas salas de cinema, também a escola da Figueira da Foz, que criou um site alusivo aos direitos de autor, levou para casa duas distinções: uma para os nomes mais criativos, entre eles Capitão Impressora e Paulito Manuscrito, e outra para melhor ilustração. As restantes escolas receberam prémios de participação.
Luís Silveira explicou ao i que “este projecto coloca as crianças no papel de autores, a sentirem o que é a sua obra e o destino a dar-lhes”. Segundo o inspector da IGAC, a pirataria, sobretudo na área da música, registou um forte aumento, daí que, na sua opinião, a prevenção dos mais novos seja a aposta para proteger os direitos de autor.
“As crianças a partir dos seis anos já têm acesso à internet e já sabem extrair conteúdos. Este tipo de iniciativas permite interiorizar e reverter comportamentos”, afirma.
Esta é também a visão de Diogo Infante, director do Teatro D. Maria II. Apesar de na adolescência se firmarem gostos e do tempo passado em frente ao computador aumentar consideravelmente, o actor considera “pertinente que se ‘ataque’ esta faixa etária, entre os 6 e os 12 anos, porque estamos a trabalhar nos valores” e para que os mais novos comecem desde cedo a ter noção que a pirataria não é legítima, mesmo que tenham acesso a ela. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/131175-pelos-direitos-autor-pequenino, a 20 de Junho de 2011, em Jornal I

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Entrevista a Um Mestre Cervejeiro…

Entrevista a Um Mestre Cervejeiro...   Fonte: http://www.ionline.pt/

Hoje trago um artigo, que li no decorrer do dia de ontem na imprensa nacional, e que versa, sobre uma entrevista a um cervejeiro…passo a transcrever a mesma…

« “Quando vemos alguém deixar metade do copo, é um ”dislike””

O que faz um mestre cervejeiro?

No histórico, tem um papel extremamente ingrato. O cervejeiro, tendo uma componente técnico-científica, habilitado com cursos de brew master, agrega o requisito de uniformidade de produto. Tem que ser capaz de aferir a qualidade das matérias-primas, que também são de colheita em colheita, mas garantir que a saída é um produto perfeitamente uniforme de ano para ano, de dia para dia. Tem que conseguir cozinhar as receitas a partir das matérias-primas e saber replicá-las constantemente. No fundo, é a capacidade de transformar em líquido as palavras do briefing de marketing, com os requisitos de marca e portefólio de produto.

Além do lado técnico, há um lado emocional associado ao processo? Temos que ter a capacidade de percepcionar e caracterizar as causas e efeitos nos líquidos, e a criatividade inerente a quem a partir da palavra tem que dar forma. Acabamos por fazer o design do líquido, damos-lhes estrutura, corpo, cor, brilho, amargura, até o copo. Temos um parecer relevante sobre a estrutura do copo que o consumidor utiliza. É muito importante a nossa vivência humana; desde estar ligado ao negócio agrónomo da empresa, até ao fim, em que damos inputs aos marketeers.

O humor é decisivo na prova?

O mestre cervejeiro tem uma profissão de eleição. Provamos cerveja todos os dias, o que pode ser visto como uma profissão muito tentadora. Ao contrário dos vinhos, onde se expele o líquido, aqui temos que beber um fundo de copo, embora o enchamos até meio, a 150 centilitros. A percepção do gosto é muito importante e requer um equilíbrio de humor. Temos que estar bem dispostos com a vida.

Que nem sempre é fácil.

Nem sempre é fácil, mas aí temos a vantagem de a equipa ser muito coesa, com alguma senioridade. Tem havido muito poucas mudanças ao longo dos últimos anos. Passei aqui uma década até chegar à liderança desta equipa de desenvolvimento de cervejas. A prova aqui não é uma questão de “eu acho”, é uma prova de “isto é” Super Bock, ou Carlbersg, ou Cristal.

Consegue fazer essa distinção às cegas?

Sim, tenho que ser capaz. Fazemos isto quase todos os dias. Submetemo–nos a isto quer em análise de produto que vamos buscar ao mercado, quer nos painéis de controlo de qualidade interno, para validação dos lotes. Todos os lotes que saem da fábrica são provados e validados por nós.

Consome cerveja fora do trabalho?

Sim, nunca me farto. Nem de cerveja nem de outros líquidos. O cervejeiro tem que estar actualizado com aquilo que o consumidor consome também, senão estaríamos toldados.

Quando pede uma cerveja olha-a com outros olhos?

Olho, primeiro com afecto. É o produto do nosso trabalho. Quando vemos alguém deixar metade do copo de uma cerveja, para nós é um “dislike”, em linguagem facebookiana. Quer dizer que a dose, a qualidade ou o momento não foi adequado ao consumo do meu trabalho. É agradável quando aquele amigo nos telefona a dizer que bebeu uma cerveja absolutamente espectacular.

Já mandou cervejas para trás?

Sim, e devem fazê-lo, se não estiver de acordo. O fornecedor tem o retorno garantido se a qualidade não for aceitável. Garantimos a substituição do lote. E é a melhor forma de saber o que se passa. Só reclamando se consegue melhorar. A cultura cervejeira faz-se de feedback.

Para quem consome, quais os primeiros sinais a ter em conta?

A primeira coisa é a higiene do copo. Segundo, é fundamental que a cerveja não esteja nem excessivamente quente nem fria. Tudo o que é acima da sensação de morna, superior a 8 graus, é desagradável, tal como abaixo de zero graus. Terceiro, é ver a forma como ela vive no copo, ou garrafa. Se ela não espuma, se não respira CO2, se a espuma forma apenas uma pequena camada que desaparece, é sinal que não está pelo menos como a desenhamos. Tem que ter dois dedos de espuma para se manifestar. Outro facto determinante é conhecer o rótulo do produto. Lá escrevemos algumas coisas que muita gente nem olha.

Falou do copo. Há quem diga que o segredo de uma boa cerveja passa por não lavar o copo. É um mito urbano?

É um perfeito disparate do ponto de vista da percepção geral do consumidor. Haverá certamente locais onde se calhar o melhor é que não os lavem para que mantenha uma mística. Mas não faz sentido, tanto mais que o copo, estando bem lavado, não adúltera em nada o líquido que lá se põe. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/129554-quando-vemos-alguem-deixar-metade-do-copo-e-um-dislike, a 10 de Junho de 2011, em Jornal I

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Conheça o Pão de Ló Com Ovos Moles…

Pão de Ló de Ovos Moles... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago um artigo que achei interessante, e que versa sobre o pão de ló com ovos moles…

« Pão-de-ló com ovos moles. Dizem que é o melhor do universo

Há quem se contente com o mundo, mas ambição levou-os mais longe. O melhor pão de ló do universo está à venda em Portugal

 É um bolo baixo, rectangular e em tons de amarelo torrado. Está envolto em papel branco imaculado e à primeira vista é um bolo seco e aborrecido, como tantos outros. Mas é ao parti-lo que se sente a textura cremosa que faz crescer água na boca.

O melhor pão de ló do universo não foi escolhido entre iguarias de outras galáxias, mas é classificação que lhe dão, sem hesitar, os responsáveis pela ideia.

O grupo Lágrimas, que entre outros espaços é proprietário do Hotel Quinta das Lágrimas, em Coimbra, e do Hotel da Estrela, em Lisboa, descobriu o doce artesanal numa vila nortenha e decidiu levá-lo a outras partes do país que não conhecem as maravilhas dos ovos moles. O que antes era um exclusivo das regiões a Norte, agora democratizou-se e chegou a várias cidades, nomeadamente a Lisboa.

A relações públicas do grupo, Raquel Rodrigues, relembra como é que tudo começou: “Foi no ínicio de Fevereiro numa viagem que fiz ao Norte com o Miguel Júdice [director do grupo]. Ele gostou tanto do pão de ló que queria saber quem o fazia”, conta Raquel entre risos. “Descobrimos que era um senhor no Douro, em Castelo de Paiva.”

Do primeiro encontro a levarem o doce a outros pontos do país foi um salto, ou melhor um mês e meio. Em meados de Março já o doce artesanal estava à venda nos hotéis do grupo Lágrimas.

Chamar-lhe “o melhor pão de ló do universo” foi uma “brincadeira com os vizinhos de Campo de Ourique” da pastelaria do melhor bolo de chocolate do mundo, admite Raquel.

Se já está desejoso por saber o segredo por detrás desta sobremesa, é melhor não se entusiasmar. Só este senhor de Castelo de Paiva conhece a receita e não pretende revelá-la a ninguém, nem mesmo aos seus recentes parceiros de negócio do grupo Lágrimas.

O bolo pode ser comprado à fatia ou mesmo encomendado inteiro, ideal para fazer brilharete num jantar grande com amigos. E para variar pode sempre optar pela versão em chocolate, diferente mas também apreciada.

“Não sei bem explicar esta analogia, mas o pão de ló é como o vinho” explica a relações públicas. “Ou pelo menos para mim é porque não gosto muito de vinho e todos me parecem iguais. Mas este pão de ló é realmente bom, até os especialistas o confirmam.”

O Melhor Pão de Ló do Universo pode ser encontrado nos vários hotéis do grupo Lágrimas e, em Lisboa, na Cantina da Estrela, no Terreiro do Paço Restaurante e Bar, no Café [Ciência] no Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações. Á fatia custa 3,5€, inteiro fica por 22€ »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/128974–pao-de-lo-com-ovos-moles-dizem-que-e-o-melhor-do-universo, a 08 de Junho de 2011, em Jornal I

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Os Joy Division Estão de Volta…

Joy Division... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago um artigo, para os fans da música, especialmente dos Joy Division, no entanto, passo a transcrever o referido artigo.

« “Total”. Joy Division e New Order: pague um, leve dois

De Joy Division a New Order, lê-se na capa da compilação lançada ontem que conta com uma faixa inédita

 Nasceram Warsaw em honra a David Bowie. Depois foram Joy Division e finalmente proclamaram-se como New Order. Foi em Manchester, Inglaterra, que nasceu o quarteto pioneiro do pós-punk constituído por Ian Curtis (vocalista), Bernard Sumner (guitarrista e teclista), Peter Hook (baixista e vocalista) e Stephen Morris (percussionista e baterista). Os Joy Division apareceram em meados dos anos 70, de calças subidas, camisa para dentro e ar taciturno. Criaram uma nova sonoridade e disposição, negra e sombria que se foi enchendo de ritmos electrónicos. Mudaram de nome, sobreviveram à morte do vocalista e assistiram à entrada e saída de vários elementos do grupo. Hoje continuam vivos.

A compilação dos maiores êxitos chegou ontem ontem às lojas, chama-se “Total” e é o melhor de Joy Division e New Order num disco só. Uma sessão revivalista que acompanha a criação e evolução da banda.

Contam-se temas incontornáveis como “Love Will Tear Us Apart” ou “Blue Monday” e ainda um faixa inédita dos New Order gravada em 2005, “Hellbent.”

As melodias dos anos 70, 80 e 90 são para ser ouvidas em alto e bom som para um remember completo do grupo que morreu, renasceu e se renovou inúmeras vezes mas que continua a fazer as delícias de adolescentes incompreendidos em bares escuros e fumarentos. Eis a história de algumas faixas reeditadas agora.

“transmission”, 1979 Para dançar de olhos cerrados e com muita energia, braços esticados para a frente e para o lado e pernas igualmente irrequietas, tal e qual Ian Curtis. Foi tocada por bandas emblemáticas como os Smashing Pumpkins que numa tour chegaram a prolongar a faixa até 25 minutos. Mais recentemente, em 2009, foi reinventada em tons de electro-pop pelos Hot Chip num álbum especial para a organização de caridade War Chid.

“love will tear us apart”, 1980 É uma das músicas mais populares dos Joy Division, tanto outrora como nos dias de hoje. A letra, tal como todas as outras, escrita por Ian Curtis é especialmente trágico/ romântica, dado que o vocalista fala sobre a relação conturbada com a mulher, Deborah Curtis. Aliás, a música foi lançada um mês antes de Ian se suicidar, a Maio de 1980. Deborah terá inscrito o título da música na campa do cantor.

“atmosphere”, 1980 Licht und Blindheit (luz e cegueira) era o nome original desta faixa lançada pela primeira vez pela editora francesa Sordide Sentimental. Peter Hook, que eventualmente abandonou os New Order, disse que recordava esta música como a melhor da banda.

“blue monday”, 1983 É a música mais longa a entrar para os tops do Reino Unido com sete minutos de duração e, note-se, com um erro de batida. É verdade, a faixa mais popular e mais remixada dos New Order tem a melodia dessincronizada com a batida de fundo. E ao que parece, o percalço foi a origem do sucesso da faixa

“bizarre love triangle”, 1986 Incluída no álbum “Brotherhood”, esta música ficou no lugar 201 na lista das 500 Melhores Canções de Sempre, eleitas pela conceituada Rolling Stone

“crystal”, 2001 No video clip da música, incluída no álbum “Get Ready”, vê-se uma banda de rapazes a actuar em palco onde na bateria se lê “The Killers”. O clip terá servido de inspiração para a banda rock que hoje toma o mesmo nome. No vídeo da música “Somebody Told Me”, Brandon Flowers e o resto da banda parecem reinventar Crystal, com um cenário iluminado com luzes de várias cores. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/128736-total-joy-division-e-new-order-pague-um-leve-dois, a 07 de Junho de 2011, em Jornal I

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A Céralac Está de Parabéns…

A Papa Infantil... Céralac... Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago um artigo, sobre um dos artigos de alimentação infantil mais carismática do público português. A Ceralac… passo a transcrever o referido artigo.

« Cerelac. A avó das papas faz 75 anos

 A papa mais famosa do país é portuguesa e foi desenvolvida por Egas Moniz. Desde 1936 que é fabricada com cereais e leite portugueses. Se nunca conseguiu ser um bebé Nestlé, aproveite, a marca desenvolveu uma aplicação que lhe permite transformar-se num

Se empilharmos o número de embalagens de Cerelac vendidas por ano em Portugal, a brincadeira atinge 1190 quilómetros, o equivalente à costa continental portuguesa.

Quem o garante é Fernando Carvalho, director de marketing da Nestlé, que diz também que se espalmássemos essas embalagens, daria para cobrir quase duas vezes o território português. É muita papa. No preciso momento em que lê estas páginas, bebés rechonchudos e de belos olhos azuis (a julgar pelos anúncios) estão a regalar-se com colheres de Cerelac. Quem diz bebés, diz homens e mulheres feitas. Confesse: um prato de Cerelac ainda o deixa de olhos a brilhar.

No Facebook existe, até, uma página criada para quem gosta de Cerelac e não tem vergonha disso: “I”m old enough… and I still love Cerelac!” Qualquer coisa como “Já sou crescido mas continuo a adorar Cerelac”, com comentários e testemunhos de adultos de todo o mundo a elogiarem aquela que tem como lema ser a “primeira do bebé”.

Ora a Cerelac faz uns respeitáveis 75 anos. É uma papa avó, que começou como Farinha Láctea Nestlé, inventada por Henri Nestlé na Suíça, e adaptada ao paladar português pelo neurologista Egas Moniz, Nobel português em 1949.

Era uma vez

Bom, comecemos do início, em jeito de aula de história: No século XIX a mortalidade infantil era muito elevada e Henri Nestlé decidiu criar um alimento que resolvesse o problema. Nascia assim a Farinha Láctea Nestlé que se espalhou rapidamente por vários países da Europa.

Em Portugal, e face ao mesmo problema de mortalidade infantil, o professor e neurologista Egas Moniz criou, em 1923, a primeira fábrica de leite em pó, em Avanca (Estarreja). Em 1933, Egas Moniz consegue o exclusivo de fabricação e venda dos produtos Nestlé e começa a fabricar a tal farinha láctea, que em 1936 sofre algumas alterações e adaptações ao paladar nacional. Em 1954, passa a chamar-se Cérélac (assim mesmo, com dois acentos), mantendo a mesma receita e sabor. Apesar de pertencer à Nestlé, a Cerelac (que entretanto perdeu os acentos para se posicionar melhor no mercado internacional) é uma marca nacional feita com cereais e leite nacionais (o leite vem dos Açores). Por esta é que não esperava, pois não?

E a verdade é que, quando a marca diz ser “a primeira papa dos portugueses”, não está errada: segundo a empresa de estudos de mercado Nielsen, a Cerelac detém 62% do mercado de papas. Milhões de portugueses cresceram e tornaram-se roliços graças a esta papa. Voltando a Fernando Carvalho “a cada minuto são consumidos 7 quilos de Cerelac”.

Inovações Oito cereais e mel, banana, laranja, com e sem glúten e bolacha maria. Multifrutos, pêra e maçã. Um universo de papas que abrange todos os paladares e um perigoso mundo os adultos em geral e para os pais em particular que a cada três colheres roubam uma para “dar o exemplo” aos rebentos.

Longe vão os tempos dos anúncios televisivos com mães de camisa de noite em plena sessão de aleitamento explícito, com uma locução masculina a explicar que nos primeiros quatro meses de vida o bebé deve alimentado com o leite materno e só depois com a Cerelac.

A televisão evoluiu, os bebés tornaram-se mais bonitos (e inexplicavelmente louros de olhos azuis) e os anúncios menos cinzentos. Em 1992, entra em acção a versão “Papa a papa” do “Frére Jacques” e nunca mais parou.

O mais recente spot televisivo conta com a chefe Mafalda Pinto Leite, a nova imagem da campanha da Nestlé Portugal.

bebé nestlé

Sempre quis ser um mas os seus pais nunca concorreram? Morria de inveja da vizinha do lado que apareceu na revista em 1987 como a bebé mais bonita da vizinhança? Chegou o seu momento. Digitalize a sua fotografia de infância preferida e faça o upload da mesma no site ou no Facebook. A propósito da campanha dos 75 anos da Cerelac, a Nestlé disponibiliza uma aplicação que permite transformar qualquer criança num bebé Nestlé orgulhosamente colocado num mupi virtual. E nem precisa de (ter sido) ser o mais bonito do bairro.

Inquérito

Nas conversas que envolvem a Cerelac, carregadas de confissões adultas de amor à papa, há sempre uma discussão que surge e que dá aso a verdadeiros debates e lutas pela razão. A Cerelac deve ser feita com água ou com leite?

“Com água, senão fica enjoativo”, gritam uns. “Com água não sabe a nada, com leite é que é”, gritam outros. Ora depois de um inquérito rigorosíssimo nessa plataforma multifuncional que é o Facebook, chegámos à conclusão que a maioria de todas as dez pessoas interrogadas preferem com leite. Ou porque era assim que a mãe ou a avó faziam, ou porque com água é fraquinho, ou porque na verdade são uns verdadeiros gulosos. A Cerelac já tem leite, não precisa de mais. As ancas e a barriga agradecem.

 

Crítica: Viagem ao mundo das farinhas

 

nestum

(três estrelas)
O de mel era o mais popular entre a miudagem. Não por opção, se pudessem escolher certamente elegeriam o de chocolate. Havia quem também gostasse do de figo. Os mais radicais faziam com leite frio para poderem trincar os flocos feitos de trigo que formavam pequenos grumos estaladiços. Ficava sempre com aspecto de vomitado.

 

pensal
(quatro estrelas)

A farinha com cacau. O chocolate da Farinha Pensal sabe mesmo a chocolate. Os flocos são mais pequenos do que os do Nestum, mas não chegam a ser farinha como a Cerelac. O mundo da criançada dividia-se entre os que comiam Nestum, o popular, e Pensal, a desconhecida.

maizena
(cinco estrelas)

Criada em 1856 nos EUA,  a Maizena serve para variadíssimas coisas entre as quais engrossar molhos. Quem teve avós à moda antiga, poderá ter tido a sorte de conhecer outra faceta desta farinha: uma maravilha cremosa e doce, com um pau de canela e uma gema de ovo.

miluvit
(três estrelas)

Tinha como mascote o Vitinho e isso era meio caminho andado para ter sucesso. Tinha os flocos ainda mais pequenos do que a Pensal, mas não chegava a ser farinha. A de a maçã era ligeiramente ácida e doce ao mesmo tempo. O de arroz era bom para problemas infantis intestinais. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/128420-cerelac-avo-das-papas-faz-75-anos, a 06 de Junho de 2011, em Jornal I

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