Conheça o Lugar de Portugal, na Escala da Pobreza…Veja Aqui os Detalhes e a Análise…

Portugal em 3º no ranking da Pobreza...

Hoje trago um assunto que penso ser pertinente, nos dias que correm, trata-se de os Portugueses terem problemas em pagar as suas despesas mensais, no que concerne a bens de primeira necessidade, vou transcrever a referida peça jornalística, e de seguida vou tecer um breve comentário.

«Portugueses no Top3 dos que têm mais dificuldades no fim do mês

Somos ultrapassados só pela Grécia e Letónia

As famílias portuguesas são as terceiras da União Europeia a «deitar as mãos à cabeça» quando chegam as contas no final do mês. Piores que nós estão apenas as da Grécia e as da Letónia, de acordo com o Eurobarómetro.

Questionados sobre se o orçamento doméstico é suficiente para pagar as despesas correntes, como as alimentares, 82% dos portugueses responderam afirmativamente, sendo a média da UE de 83%.

No entanto, quando o questionário acrescenta o pagamento de dívidas assumidas, 39% dos portugueses reconhecem ser «uma luta constante», 32% dizem ter «por vezes» dificuldades, 22% respondem não ter quaisquer problemas com pagamento de contas e 7% admite deixar dívidas por pagar. A média europeia é de, respetivamente, 15, 34, 46 e 5%.

A sondagem mostra que um em cada seis europeus declara ter constantemente dificuldade para pagar as despesas correntes e três quartos consideram que a pobreza aumentou no seu país no último ano.

Mas no relatório para analisar a percepção de pobreza nos 27 países da EU, a Comissão conclui que se a questão é «se algumas ou muitas contas» ficam por pagar, 7% dos portugueses responde «sim». Vários países nos ultrapassam, nomeadamente os espanhóis (8%). Ainda a Letónia fica nos 17%, a Bulgária 15% e a Grécia 14%. Aqui, a média da Europa fica nos 5%.

Ainda segundo a sondagem do Eurobarómetro, mais de 90% dos portugueses tem a percepção de que a pobreza aumentou em Portugal nos últimos 12 meses.

O inquérito mostra que 61% dos inquiridos em Portugal consideram que a pobreza «aumentou muito», a que acrescem os 30% que respondem que «subiu ligeiramente». Nesta categoria, os números só são superiores na Grécia, onde 94% dos inquiridos considera que a pobreza aumentou nos últimos 12 meses.

A média dos 27 estados-membros da União Europeia (EU) é de 73%, com 38% a considerarem que a pobreza «aumentou muito» e 37% a dizerem que «cresceu ligeiramente».

Este inquérito surge quando já decorreu a primeira metade do Ano Europeu de Combate à Pobreza e à Exclusão Social e após o compromisso assumido no passado dia 17, pelos dirigentes da UE, de retirar 20 milhões de europeus da pobreza e da exclusão social na próxima década.

Em Portugal foram questionadas 1005 pessoas, 695 através de telefone fixo e 310 via telemóvel.

As entrevistas foram feitas pela Consulmark, entre 18 e 22 de maio. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/contas-portugal-europa-agencia-financeira-dinheiro-familias/1172082-4058.html, a 22 de Junho de 2010, em Agência Financeira

O meu comentário:

À muito tempo que já não comentava uma notícia, no entanto, pelas questões acima mencionadas é realmente muito triste.

A peça jornalística indica que cada vez está mais difícil as pessoas poderem pagar contas de bens essenciais como a casa, a comida, ou mesmo factores higiénicos, digamos que a maior parte dos portugueses, veio para a parte inferior da pirâmide de Maslow, ou seja, passou a não conseguir ter uma vida, onde as necessidades básicas ficam asseguradas.

Num estado, onde se diz democrata e onde a constituição da republica portuguesa, pressupõe igualdade de direitos e oportunidades para todos os cidadãos nacionais, no entanto, vemos que os jovens deste país continuam, sem apoio e sem emprego, ou seja, não conseguem sequer atingir o em prego, para conseguir ter dinheiro para as suas necessidades básicas, falo nomeadamente de uma geração que muitos deles investiram o que tinham e o que não tinham em estudos especializados, como é o caso dos estudos no ensino superior.

O próprio ordenado mínimo, é ridículo, como é possível com o ordenado mínimo nacional, as pessoas conseguirem ter um nível de vida condigno, mesmo em casal, onde as seriam pelo menos 2 os ordenados mínimos a entrar, o valor dos mesmos, não chega à fasquia dos 1000€, logo, este casal para ter uma vida minimamente aceitável, ou tem ajudas externas, nomeadamente de familiares, tais como país, ou então vive em casa dos país de um ou de outro, o que de certa forma não é correcto, pois em 99% dos casos é origem de conflitos familiares e já la diz o ditado «Quem casa, Quer Casa».

Como é possível, vir neste cenário, solicitar que as pessoas, tenham filhos, e incrementem a taxa de natalidade, de forma a poder assegurar a manutenção das reformas e dos apoios concedidos pela Segurança Social? Não é possível! Os nossos governantes, têm essa mesma noção dessa necessidade, no entanto, não querem dar o braço a torcer e dar a oportunidade aos jovens, especialmente aos jovens recém licenciados, e como tal, estamos a perder gerações, nomeadamente as gerações nascidas na década de 80.

Peço a que os nossos governantes, especialmente os que possuem ordenados chorudos, para tentaram viver com o ordenado mínimo nacional, nomeadamente fazer a vida com bens básicos e recorrerem a transportes públicos para se moverem, e possam ver que não existe, possibilidade de se viver assim.

É óbvio, que perante isto que os índices de pobreza estão a sofrer incrementos no nosso país, o estudo, não qualifica, mas se fizer um estudo mais qualitativo, podemos verificar que possivelmente as gerações mais novas, são as que estão a cair em pobreza, sendo que estamos num limite muito ténue, que é os jovens recém licenciados, poderem aos poucos fazer parte dessa triste realidade, pois apesar de possuírem qualidades e qualificações, não lhes é concedida a oportunidade, voltando para aquilo que os patrões denominam de toneladas de experiencia, coisa que anteriormente já abordei aqui.

Para concluir, deixo um apelo aos nossos governantes, que tenham consciência que estão a causar danos que podem ser irreversíveis na nossa sociedade, causando lacunas a nível demográfico, que num mundo desenvolvido e capitalista, dificilmente poderemos encontrar um país chamado de Portugal, nos próximos séculos.

Mais uma vez pede-se mais qualidade de vida, maior rendimento disponível, para que exista um incremento no consumo, e se possa, sair desta crise, e retomar o caminho do progresso.

Tenho Dito

RT

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Em Portugal, 9 em 10 Empregos São Precários…Conheça Aqui os Detalhes…

Empregos Precários São 9 em Cada 10 Fonte: http://sanantonio.com.br

Hoje trago uma notícia, que mesmo sendo da semana transacta, eu guardei a mesma, pois queria a comentar, quando tivesse mais disponibilidade para tal, e então, reservei a mesma para o dia de hoje, vou transcrever a mesma, e de seguida vou tecer um comentário sobre o assunto.

« Nove em cada dez empregos são a prazo e nunca melhoram

Educação continua a ser premiada com salários mais altos, mas políticas devem incentivá-la

Em cada dez novos empregos, nove são precários e raras vezes desembocam em contratos permanentes.

São sobretudo ocupados por jovens, por norma mais qualificados, o que distorce a regra segundo a qual mais instrução melhora a situação profissional.

O facto de a esmagadora maioria dos empregos criados serem precários e ocupados pelos mais habilitados foi realçado por Nuno Alves, Mário Centeno e Álvaro Novo para justificar o pedido de medidas que ajudem a valorizar a educação. Num estudo publicado pelo Banco de Portugal, defendem que a educação traz benefícios para quem a tem (salários mais altos) mas, sobretudo, para a sociedade. Por exemplo, referem, Portugal não poderá ser mais rico enquanto os trabalhadores e empresários tiverem um nível de qualificação global tão baixo quanto têm agora.

Por isso, entendem, as políticas públicas devem incentivar a educação e eliminar factores que distorçam esse objectivo. Entre eles está um mercado de trabalho “bastante segmentado”, ou seja, em que os empregos nos quadros das empresas, geralmente ocupados pelas gerações mais antigas e menos qualificadas, são mais estáveis do que os que vão sendo criados, na maioria precários e ocupados por jovens, por norma mais qualificados. Desta forma, os jovens não vêem recompensado o esforço feito na sua qualificação.

IRS deve incentivar estudos

Além disso, conclui o estudo, a política de impostos não incentiva as pessoas a prosseguir estudos. “O sistema fiscal deve discriminar positivamente aqueles que investem em níveis mais elevados de educação”.

Em Portugal, contudo, as deduções de despesas de educação no IRS são iguais, independentemente da formação. Para mais, o Programa para a Estabilidade e Crescimento apresentado pelo Governo em Março reduz, precisamente, o valor das deduções com despesas de educação. “É surpreendente a omissão deste argumento do debate” acerca da tributação da educação, concluem os autores. “Políticas que aumentem o custo da educação através dos impostos podem levar a maiores receitas fiscais no curto prazo, mas fá-lo-ão com o custo, a médio e longo prazo, de níveis mais baixos de educação e, consequentemente, de menor crescimento económico”, lê-se no estudo.

No curto prazo, os autores apelam, ainda, à criação de incentivos para captar “cérebros” imigrantes e evitar que os portugueses qualificados procurem outros países para trabalhar.

Ter “canudo” não é qualificação

Instrução não é sinónimo de qualificação, lembra o estudo, que apela à “universalização do ensino pré-escolar” e à “exigência permanente ao longo dos percursos escolares”. Luís Bento, professor da Católica, acrescenta: “O número de licenciados está dentro da média europeia, mas o tipo de licenciatura é diferente: temos demasiadas pessoas formadas em áreas que não são valorizadas pelo mercado de trabalho e poucas nas áreas científicas”.

Sobretudo, diz, o país conta com poucos quadros intermédios, que terminam o 12.º ano em áreas profissionais ou até fazem cursos pós-secundário.»

In: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1552603, a 25 de Abril de 2010, em Jornal de Notícias.

O meu comentário:

Pois bem, perante esta peça jornalística, podemos concluir que andam a brincar, com os jovens, especialmente os que estudam, e que tiram um curso superior.

Vejamos o que se passa no mercado de trabalho nos dias de hoje, actualmente os jovens licenciados sem experiência e os recém-licenciados, estão em casa, em virtude de terem ambicionado mais, de terem sido coagidos a estudar, e se formarem, tanto pelos seus familiares, bem como pelos governos, no entanto, os empresários nacionais, especialmente os da PME’s, são pessoas que possuem formação fraca, ou seja, não possuem as devidas qualificações para terem a abertura necessária, e entenderem que a diferença entre contratar uma pessoa com o 12º e um licenciado, para determinadas áreas, pode ser enorme, no que concerne a médio longo prazo, mas também em diferenciação, qualidade, vanguardismo, pioneirismo, etc.

É obvio, que depois não conseguem entender, por que razão o seu negócio está a afundar, quando o do vizinho, que até vende mais caro, é mais rentável, e até está em franca expansão…incrível…não entendem, simplesmente, porque não possuem formação, mas também não recorrem a quem tenha, nem contratam quem tenha, simplesmente com o medo da pessoa com formação, lhe roube o poiso…coisa que só mesmo, pode acontecer na cabeça destes mesmos senhores.

Perante isto, no que concerne às juventude, criam empregos sustentados em organizações de trabalho temporário, muitas delas, oriundas de fora do país, por ser mais barato, no imediato, não extrapolando para futuro das consequências dessas mesmas contratações.

Estas empresas, exploram as pessoas, e quando tão muito queimadas no mercado, mudam a denominação social, e por vezes, o numero de pessoa colectiva, e ficam-se a rir das leis nacionais, é aqui que os governantes, têm culpa, é que deviam não licenciar muitas destas organizações, e deviam às que operam, estar sob forte rigidez, e ter que justificar todos os actos mais obscuros.

Resultado, empresas de trabalho temporário, patrões com qualificações medíocres, governantes sem visão, são uma mistura explosiva, que origina o titulo da peça acima transcrita, o que é verdade, e que essencialmente dá emprego a pessoas com baixas qualificações, de modo, a estas serem mais inocentes, no que concerne aos seus direitos e regalias no mundo do trabalho.

As causas a curto prazo estão expostas, são os licenciados em casa, sem ordenado, e que por tal razão, não podem consumir, e seriam os que mais ganhariam, e logo seriam mais propensos a consumir, no entanto, nada; os precários, consomem menos do que deveriam normalmente, em virtude da precariedade do vínculo laboral, resultado, ficamos todos a perder, pois o consumo privado, e pelo menos nesta faixa etária, que é a juventude é o mais prejudicado, tenha-se em nota, que a juventude são dos que mais consome, em virtude de o custo de começar uma vida a dois, ser algo alto, é o automóvel, é a habitação, são os bebes, etc.

Denote-se que ficamos todos a perder, para agradar a empresas oriundas de lá de fora, com políticas e métodos de trabalho, por vezes pouco ortodoxos, e que não são enquadráveis na sociedade nacional, muito menos agora, que estamos numa crise sem precedentes, e devemos apostar tudo, nos jovens, pois eles são os que nos guiarão no futuro.

Tenho pena de ter que chamar de novo à atenção, no entanto, e perante a peça, volto a invocar: APOSTEM NOS JOVENS LICENCIADOS, PFFFF.

Tenho Dito

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Nove em cada dez empregos são a prazo e nunca melhoram

Educação continua a ser premiada com salários mais altos, mas políticas devem incentivá-la

Desemprego Jovem Em Portugal Pode Causar Danos Irreversíveis… Veja Aqui As Causas Alarmantes Desta Situação…

Desemprego Juvenil e os Seus Danos... Fonte: http://www.dialogosuniversitarios.com.br

Hoje trago  um assunto, a qual tenho tentado de todas as formas ao meu alcance combater, pelo menos chamando à atenção, registando e fornecendo soluções para o mesmo, no entanto, parece que não revela frutos, embora eu não dê por terminada a minha cruzada, e sempre que se justifique, ou penso que seja necessário, voltarei a publicar e a comentar sobre o desemprego, nomeadamente, e neste caso, o desemprego dos jovens.

Vou transcrever um artigo sobre esta mesma situação, e posteriormente, vou tecer um comentário ao mesmo.

« Desemprego jovem: Portugal fica acima dos 20% até 2012

A geração dos 15 aos 24 anos é penalizada pela falta de criação de emprego

Um em cada cinco portugueses entre os 15 e os 24 anos está desempregado. A crise actual, que passou de financeira a económica, é também social. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal tem uma taxa de desemprego jovem de 21,1%, um número que não deve descer significativamente nos próximos anos. O desemprego jovem em Portugal vai manter-se acima dos 20% até 2012.

Nos últimos dois anos, assistiu-se em Portugal a uma escalada da taxa de desemprego. Fábricas a fechar, trabalhadores despedidos e empresas impedidas de contratar. No entanto, apesar de os trabalhadores com mais de 25 anos constituírem a fatia principal da mão-de-obra, se há segmento que tem sentido a curva ascendente no desemprego é o dos jovens. Em 2007, a taxa de desemprego entre os 15 e os 24 anos era 16,1%. Hoje é cinco pontos percentuais superior e a OCDE estima que no final de 2011 continuará elevada, nos 20,9%, mais do dobro da taxa de desemprego entre os adultos (ver gráfico). Uma perspectiva que pode ter como consequência o adiamento do tão falado processo de qualificação da mão-de-obra disponível em Portugal.

“Até 2009 assistiu-se a uma criação líquida de emprego qualificado significativo, apesar de nessa altura já se registar um ligeiro aumento do desemprego”, afirma Pedro Adão e Silva, investigador do Instituto Universitário Europeu. “O problema é que o mercado vai estar congelado. A destruição de emprego pode até nem continuar, mas também não haverá uma dinâmica de criação”, conclui.

A crise económica impôs uma travagem a fundo na criação de emprego, com limitações que dificultam a obtenção de emprego pelos mais novos. A OCDE também não tem dúvidas: “As perspectivas a curto prazo para o desemprego jovem nos países da OCDE continuam sombrias”, pode ler-se no relatório. A organização que junta os países mais desenvolvidos do mundo estima que, apesar de a retoma já ter começado em alguns países, o nível de desemprego continuará a ser preocupante. “A criação de emprego deverá ficar significativamente para trás em relação à recuperação económica. Neste contexto, estima-se que o desemprego jovem permaneça a um nível elevado nos próximos dois anos e muitos jovens desempregados deverão passar por períodos prolongados de desemprego.”

O perfil adiado A elevada taxa de desemprego jovem é ainda mais preocupante para Portugal, tendo em conta os esforços para mudar o perfil de mão-de-obra do país. A crise veio atrasar o processo de qualificação da população activa, que tinha como objectivo deixar de apresentar a mão-de-obra barata como o principal cartão de visita do país.

“Esta crise é mais dramática, porque além das dificuldades económicas que acarreta, acentua as nossas debilidades estruturais e torna mais difícil ultrapassá-las”, explica Adão e Silva. “O processo de mudança de perfil da mão-de-obra, que, por si só, já é uma transição demorada e que não seria feita nesta ou na próxima legislatura, é adiado”, garante.

No entanto, Portugal está longe de ser o único nesta posição. A subida do desemprego é um fenómeno comum a todos os países da OCDE, onde nos últimos dois anos o desemprego jovem subiu seis pontos percentuais. Actualmente, existem 15 milhões de jovens desempregados nos países da OCDE, mais quatro milhões do que no final de 2007. Em Espanha, por exemplo, a taxa de desemprego jovem é de quase 40% e na Irlanda registou-se uma subida de mais 18 pontos percentuais nos últimos dois anos.

Porquê os jovens? Toda a gente conhece pelo menos uma história de um recém-licenciado que não consegue arranjar emprego. Mas por que são os jovens sempre muito penalizados quando o desemprego sobe? Segundo Pedro Adão e Silva, existem algumas dificuldades que vêm sempre à tona em contextos de crise. “As crises tendem a aprofundar a segmentação do mercado e a diferença entre emprego mais protegido e menos protegido. No último segmento estão obviamente incluídos os jovens, uma faixa etária onde os vínculos precários são mais comuns”, sublinha. “Além disso, é muito mais difícil entrar num mercado do que já lá estar presente”

O relatório da OCDE refere ainda que falhar na procura do primeiro emprego ou ter dificuldades em conservá-lo poderão deixar cicatrizes para o futuro. “Além dos efeitos negativos no salário e empregabilidade futura, períodos longos de desemprego enquanto jovem criam muitas vezes cicatrizes permanentes através de efeitos nocivos, incluindo felicidade, satisfação no trabalho e saúde”, revela o relatório.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/55830-desemprego-jovem-portugal-fica-acima-dos-20-ate-2012, a 19 de Abril de 2010, em Jornal I

O meu Comentário:

Perante esta peça jornalística, sou forçado a indicar, que as pessoas continuam a menosprezar as capacidades e potencialidades dos mais jovens, no entanto, querem estar mais a frente que o concorrente, querem ter um negócio mais rentável, e mais bonito aos olhos dos clientes, mas esquecem-se que para que existam essas nuances, devem investir, e apostar essencialmente, em pessoas mais novas, sem vícios de experiencias e criativas, para poder fazer a diferença, penso mesmo, que a maior parte delas, e que podem fazer o desequilíbrio são os jovens recém-licenciados.

Eu como jovem, tento dar o meu melhor a quem me contracta, penso que a contratação, é uma aposta, uma aposta que deve ser ganha, e como tal, esforço-me ao máximo para poder dar a ganhar a quem em mim apostou, no entanto, quem contracta, penso só em experiência, e mais experiência, pois bem, penso que muita experiência, pode ser bom ou mau, na minha óptica e de observação dos anos, digo, em 75% dos casos é péssimo, pois traz com a pessoa vícios e postura, que podem não ser benéficas à organização.

Um aparte, outro dia, vi um anúncio que pedia 15 anos de experiência… pensei, porque não tentam contratar um reformado…às tantas é o que procuram…a empresa deve ser do século passado…enfim, sem comentários…

Eu como licenciado, sinto que ainda não tive a oportunidade de poder vingar, de poder digamos por uma organização a ganhar, pois penso que as apostas são muito tremidas, as pessoas apostam por períodos reduzidos e não dão oportunidades sequer de se cumprir o acordado, sendo que em todas, esta calendarizado, no entanto, se está calendarizado para 6 meses, querem em 2 ou 3 meses, o de 6, entendo que sejam exigentes, mas devem pensar que o patrão das empresas, é o cliente, e este, é que vai definir as «condições».

De lamentar, é que o que acontece com os jovens nascidos nos anos entre 78 até 90, são desprezados, e não são colocados no mercado de trabalho, especialmente os licenciados, a não ser em mais de 95% dos casos com recursos a cunhas, os factores para a não aposta nestas pessoas, é dada por valores como falta de experiência, o prestígio da universidade, crise, etc.

A do prestigio da universidade, é relativo, podemos ter alunos brilhantes em universidades privadas sem grande nome no mercado, como podemos ter alunos fracos em universidades de prestígio, penso que a escolha de universidade, quando ingressamos nela, tem mais a haver com factores económicos que outra coisa, especialmente quando são instituições privadas..

Psicologicamente os jovens destas gerações, andam desorientados, e não crêem em nada, resultado disso, pode ser visto por taxas de abstenção nas eleições, os jovens não se reconhecem como fazendo parte de uma sociedade, pois não têm direito a emprego, e como tal, estão privados de poderem constituir família, e contribuir para o incremento da taxa de natalidade que o nosso governo tanto necessita, para a sustentabilidade da segurança social..

Conheço casos de pessoas que namoram há mais de 10 anos, que tiraram cursos superiores, querem se casar mas não podem, pois não possuem empregos, muito menos empregos que permitam casar e ter mesmo filhos, é obvio que situações destas existem bastante, e como tal, vão deixar sequelas nas pessoas, e na sociedade, pois essas mesmas pessoas não podem seguir as suas vidas, e quando o puder, nunca será como deveria ter sido.

Conheço também pessoas, que não querem saber de nada, que entraram para empregos com recurso às famosas e tão badaladas cunhas, e que até compraram já casa, pois têm o emprego assegurado, no entanto, não querem dar nenhum contributo à sociedade, ou a gratidão à mesma sociedade pela estabilidade profissional, não querem ter só uma mulher, nem querem filhos sequer… aqui penso que , deve existir a liberdade de escolhas, não condeno nem um, nem outro, mas penso, que está em jogo a justiça, de quem quer e não pode, e de quem pode, e não quer.

Para concluir, apelo a todos os que podem mudar esta mesma situação, de ponderarem, de apostarem nos jovens, especialmente os que não tiveram as cunhas, e de darem oportunidade, para que estes possam mostrar o que valem, de poderem se casar de constituir família, de dar netos aos avós, que anseiam por uma reforma sossegada e com netos.

Mandem para casa os mais velhos, que se querem reformar, apostem nos jovens e assentem em internacionalizações, caso o mercado nacional, não satisfaça as necessidades de cada organização.

Termino indicando, que a aposta nos jovens licenciados das gerações de 80, são aposta ainda pautadas por ensino sustentado e de qualidade, e que irá traduzir no médio e longo prazo, numa aposta certeira e com grandes ganhos humanos e monetários.

Tenho Dito

RT

E depois da Universidade??? Soluções Procuram-se….

Emprego para os Recém Licenciados....

Emprego para os Recém Licenciados....

Nunca é demais referir os problemas dos jovens, é uma batalha que quero dar o meu contributo, e nunca será demais chamar à atenção deste problema, na esperança que alguém ganhe noção, e tome algumas medidas para corrigir esta mesma situação, passo a transcrever a notícia, seguida de um comentário:

«Finalistas 2009: e depois da faculdade?

Em breve vão ser advogados, juízes ou consultores jurídicos, mas podiam ser futuros professores, sociólogos ou gestores. Tanto faz. É mais uma turma de finalistas como muitas outras. No final deste ano lectivo, deixam a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa

Em breve vão ser advogados, juízes ou consultores jurídicos, mas podiam ser futuros professores, sociólogos ou gestores. Tanto faz. É mais uma turma de finalistas como muitas outras. No final deste ano lectivo, deixam a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e juntam-se aos outros 70 mil novos recém-licenciados que aguardam a primeira oportunidade no mercado de trabalho. Procurar um emprego faz parte da vida adulta – foi sempre assim. Só que, agora, o futuro é ainda mais sombrio. O desemprego entre a faixa etária dos 25 aos 34 anos cresce de ano para ano: subiu de 9,5% no terceiro trimestre de 2008 para 10,8% em Junho de 2009 (dados do Instituto Nacional de Estatística). A percentagem de desemprego entre os jovens é superior à taxa nacional (9,1%). Menos de um ano é o tempo que falta para saírem das universidades e tropeçarem nas estatísticas que podem comprometer o investimento feito ao longo de quatro anos. Há 48 850 licenciados sem trabalho (números do IEFP); o desemprego de longa duração afecta 51% dos desempregados portugueses com diploma e idades entre os 25 e os 34 anos – 42% é a média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), segundo o relatório de 2009 “Education at a Glance”. É isto que os espera, mas boa parte dos finalistas da Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa diz estar preparada para o embate. Garantem que fizeram tudo para serem os melhores. Que não tiveram alternativa senão serem os melhores. Porque é a única hipótese para agarrar o lugar que querem ocupar no futuro.

1. Diversificar para escapar ao desemprego
Ter um diploma é quase nada. “Significa apenas o grau mínimo e não determina o que vou fazer no futuro.” Pedro Azevedo é um jovem com visão estratégica. Está convencido de que diversificar as opções é o melhor trunfo para escapar ao desemprego. A licenciatura em Direito é por isso o que melhor serve os seus objectivos: “Posso ser consultor, juiz, notário, jornalista ou diplomata.” O leque é variado e as probabilidades de ajustar a sua futura profissão à oferta do mercado são muito maiores. Tão importante como o canudo é também tudo aquilo que conseguir acrescentar ao currículo – actividades extracurriculares, bolsas de investigação, colaborações com a associação académica e com o conselho pedagógico da faculdade – são parte do plano para aumentar a vantagem: “Participo em várias actividades ao mesmo tempo não só porque não consigo estar quieto, mas também por ter a noção de que o mercado de trabalho valoriza muito mais um candidato que já viveu algumas experiências.”
2. Teimar apesar de todos os avisos
Rita Rua fala com conhecimento de causa. É a vogal de saídas profissionais da associação académica. Está a par das oportunidades no mercado de trabalho e divulga as novidades entre os colegas. Sabe portanto como o futuro dos recém-licenciados em Direito ficou apertado: “Até há poucos anos, as empresas aceitavam 10 e 15 estagiários de uma só vez e agora só três ou quatro conseguem estagiar nas sociedades de advocacia.” Rita entrou em Direito apesar de todos os avisos e continuou no mesmo curso depois de descobrir que existem mais de 20 mil candidatos inscritos na Ordem dos Advogados: “É uma vocação que sinto desde miúda.” E não há nada a fazer a não ser procurar estar entre os melhores candidatos: “Os alunos que procuram a excelência conseguem uma colocação no mercado de trabalho.” É a certeza que tem, mas se a crença não corresponder às expectativas, a estudante universitária do 4.o ano tem um plano B: “Continuar a estudar lá fora é uma hipótese.”
3. Desemprego? Qual desemprego?
Estão enganados os que pensam que o desemprego ameaça o futuro dos recém-licenciados. Estão errados os números do INE, da OCDE ou do Eurostat. “O emprego não é assim tão escasso, as pessoas é que não sabem onde e como procurar.” Há centenas de concursos públicos que todos os dias são divulgados. Francisco Rocha aprendeu a descobrir as oportunidades. Procurou os regulamentos de acesso publicados na net e candidatou-se aos lugares mais apelativos: “Neste momento, tenho algumas propostas de trabalho.” Consultadoria jurídica em duas empresas – uma sediada na Guiné-Bissau e outra na Alemanha – e ainda um lugar de assistente na faculdade onde estuda são algumas das propostas de emprego que vai avaliar quando terminar o curso. Francisco esclarece, no entanto, que as oportunidades não caíram do céu: “Sei que há demasiada oferta e que o mercado está saturado, mas também sei que, se me esforçar para ser bom na minha área, tenho boas hipóteses.”
4. Chegou a hora do tudo ou nada
Há muitos caminhos por onde seguir: Ministério Público, banca, empresas ou até política. É essa a grande vantagem da licenciatura em Direito: “Não é um curso fácil e exige esforço.” Mas Armando Rosa diz que trabalhou o suficiente para ficar entre os bons e agora quer ser posto à prova, apesar de saber que a média final não deve ser sobrevalorizada. “Cada vez mais as empresas valorizam as actividades e as experiências extracurriculares.” E, por isso, apostou também no associativismo, no voluntariado ou no desporto para não ficar atrás dos outros concorrentes. O estágio, após terminar o curso, será a sua grande oportunidade: “Vai ser a hora do tudo ou nada.” O momento de mostrar o que vale: “Acredito que nenhum empregador deixa escapar um bom profissional.” Não se trata apenas de uma crença sem fundamento. Armando conhece a experiência dos colegas que já terminaram o curso: “Os que estavam melhor preparados não tiveram dificuldades em conseguir emprego.”
5. O medo cresce _quando o fim se aproxima
Na hora de escolher a profissão, Cátia Dias ficou dividida: ensino ou advocacia foram as duas opções que colocou em cima da mesa. Pensou que os professores tinham uma profissão de risco e decidiu seguir Direito: “Fui tendo uma maior consciência de que estava num curso com baixa empregabilidade à medida que os anos passaram.” E agora que está na recta final, o receio de ficar desempregada vai crescendo: “Às vezes digo a brincar que vou acabar os meus dias a trabalhar numa caixa de um hipermercado.” Mas ainda não chegou a hora de pensar sobre o futuro. Depois de concluir a licenciatura, resta ainda um ano para tirar um mestrado e logo se vê se vai estagiar: “Nunca fui uma aluna competitiva e a minha média não está entre as melhores.” Cátia Dias tem ainda um trunfo que pretende usar quando chegar o momento de entrar no mercado de trabalho: “A reputação da Universidade Clássica é uma mais–valia em relação a muitas das outras faculdades portuguesas.”»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/28471-finalistas-2009-e-depois-da-faculdade, a 19 de Outubro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Relativamente a este assunto, que é o desemprego dos recém licenciados, tenho vindo a realizar uma cruzada, e penso que nunca é demais, voltar a publicar sobre este assunto, e nunca me cansarei, pois se há coisa que aprendi, é que mais vale a mais, que a menos, desta forma, venho tecer um comentário, na esperança que quem anda adormecido, vá acordando, e aos poucos as coisas vão sendo alvo de mutações, para bem da população nacional e europeia.

É de lamentar, ver esta juventude que vai sair, mas que invariavelmente vai cair no desemprego, a não ser as cunhas que existem para os maus sortudos, os outros vão cair no desemprego, sendo que seguramente serão mais de 75% dos finalistas. Não vale a pena, tentar contornar, é mesmo assim, a verdade nua e crua, digo isto, com a frieza mas é a única forma de tentar colocar os responsáveis por esta mesma situação, em choque, pois só eles poderão fazer algo para mudar isto.

Na notícia é enumerada, a questão que a procura de emprego, faz parte da vida adulta de cada um, é verdade, mas hoje em dia são exigidos aos jovens que adiem as suas vidas, pois não têm emprego, e isto, não é por o jovem só querer um emprego na sua área de estudo, mas sim também noutras áreas, senão repare-se, os jovens licenciados, ao procurarem empregos menos qualificados, não vão ser aceites, simplesmente, porque as pessoas querem pessoas com menos qualificações, pelas mais diversas razões, para ser mais fácil manipular, para poderem usar a pessoa, ou para terem a certeze, que não vão ficar de mãos a abanar, pois a pessoa, não os vai abandonar, e podem um dia a despedir e ficar por cima. É verdade, os patrões querem pessoas, de menos qualificação, para poderem digamos, dominar, os licenciados, estão lã simplesmente para não se sentirem inúteis à sociedade, e para ganhar uns Euros, mas em caso de conflito ou arranjarem algo, mandam o patrão dar uma grande volta.

Pois bem, não condeno os empregados, quer sejam ou não licenciados, são ambos tão validos, condeno, é os alguns patrões não estarem dotados de visões de negociação, e de ver os empregos como algo de médio longo prazo, se calhar não os vêm, pois também não conseguem ver as empresas nessa perspectiva, só pensam tirar o máximo lucro das mesmas, ao mínimo custo, esquecem-se que as pessoas não são máquinas, e a empregabilidade, deve ser vista como, uma aplicação financeira, é necessário investir para depois colher, reparem, sempre foi assim, mesmo com estas mudanças, só quem investe, é que consegue colher frutos mais tarde.

Os governos, têm bastante culpa neste campo, pois não incentivam a empregabilidade de longa duração, não apertam as multinacionais para terem mais noção que o maior estrago, que podem originar em Portugal, é o desemprego, não apoiam as PME, para que estas cresçam, e criem empregos com laços duradouros.

O governo, sabe que no longo prazo, tem em mãos um problema grave, que é a falência da segurança social, e que as pessoas não podem trabalhar até morrer, o lógico deveria os jovens descontarem dos seus ordenados, para sustentar a segurança social, no entanto, depara-se com graves lacunas, tais como não existe emprego para os jovens, e se existe empregos para os mesmos, o emprego é precário, logo tão depressa trabalham, como daqui a 6 meses estão no desemprego, o que não ajuda a segurança social, outra situação, é que cada vez, existem menos jovens, e se repararmos, quantos menos jovens, menos se reproduz a espécie, o analogamente podemos comparar com os animais, quando isto acontece, a espécie têm tendência para desaparecer…  Ouviram bem, desaparecer…  Não estamos, perto desta situação, mas temos que ter em conta que, se nada for feito, é o que pode acontecer nos daqui a alguns anos.

Muitas das pessoas, que hoje estão na faixa etária acima dos 40 anos, anseiam ter um netinho, pois mas cada vez, mais serão remotas essas mesma possibilidade, pois os jovens, especialmente os mais cultos e licenciados, vão negar o mesmo, não por vontade própria, mas essencialmente por questões de emprego, e acima de tudo, uma coisa denominada de carreira, lembrem-se que as mulheres, são as que mais dificuldades têm em aceder ao mercado de trabalho, infelizmente, por possuírem a capacidade de terem filhos, no entanto, é bastante justo que as mesmas tenham acesso a uma carreira condigna e de acordo com as suas qualificações, mas nesta selva que é o mundo do trabalho, esta situação é desprezada tanto por patrões como governos.

Apesar de o nosso governo, ter dado apoios à natalidade, considero que são muito insuficientes, não porque o problema não está no valor, ou mesmo nos valores que queiram dar, mas está sim na falta de estabilidade, e de empregabilidade, que se dá aos jovens em Portugal, mais concretamente aos jovens licenciados, que são os mais desprezados na nossa sociedade. Ainda nem que os jovens licenciados estão a aumentar em Portugal, pois com o impasse a crescer de dia para dia, e a natalidade a decrescer, devido a políticas que desprezam quem devem e a projectos de longo prazo, pode ser que o governo, pense que nem só de dinheiro vivem os jovens, ou melhor, que se compram os jovens, mas sim com estabilidade, honestidade, credibilidade, empregabilidade e projectos de longa duração mas acima de tudo realistas e sustentáveis.

Deixo a questão: Que Pensa do Incremento do Número de Licenciados Sem Soluções de Vida?

Tenho Dito

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Desigualdade Laboral Entre Homens e Mulheres…

Desigualdade Laboral Entre Homens e Mulheres     Fonte:www.turma10desar.blogspot.com

Desigualdade Laboral Entre Homens e Mulheres Fonte:www.turma10desar.blogspot.com

Hoje trago uma notícia sobre desigualdade laboral entre homens e mulheres, passo a transcrever a mesma, seguida de um comentário:

« Homens e mulheres. Economia ganha menos com igualdade

“Os homens costumam ser conotados como força de produção; as mulheres são força de reprodução”, critica Catarina Marcelino

A existência de mais igualdade de oportunidades entre homens e mulheres seria decisiva para aumentar os níveis de emprego em Portugal, mas teria um impacto pouco expressivo na criação de riqueza quando comparado com os outros países da União Europeia (UE).

Numa situação óptima (igualdade total entre homens e mulheres no acesso ao emprego), o aumento do produto interno bruto (PIB) de Portugal continuaria a ser prejudicado pela tradicional discriminação das mulheres em relação aos homens, como mostra um estudo encomendado pela presidência da União Europeia, a cargo da Suécia. O facto de muitos sectores produtivos serem pouco competitivos e obsoletos explicaria o resto desse mau desempenho.

Razão: em Portugal há muitas mulheres excluídas do mercado de trabalho que, mesmo estando a produzir nos mesmos termos que os homens, continuariam a ser prejudicadas com salários tendencialmente mais baixos e com perspectivas de progressão profissional mais limitadas, apesar das mesmas habilitações e qualificações profissionais. Os acréscimos de produtividade seriam, assim, dos mais baixos da UE. Muitas mulheres continuam a ser responsáveis pela gestão da casa, por cuidar dos filhos e familiares idosos, o que coloca sérios entraves à sua realização profissional, explica ao i Catarina Marcelino, que acabou de cessar funções como presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) para ocupar o cargo de deputada.

As conclusões sobre os impactos na economia da igualdade de géneros surgem num estudo da economista sueca Åsa Löfström, da Universidade de Umeå. O documento mostra que, numa situação de total equilíbrio de forças no mercado de trabalho, o PIB português apenas avançaria 16%, a terceira pior marca da UE. Mais baixo só na Bulgária (15%) e na Eslovénia (14%). A média europeia ronda os 27%.

O estudo, que serve de base de discussão para a conferência “A igualdade de géneros impulsiona o crescimento económico?”, que começou ontem e termina hoje, explica que esse aumento no PIB português seria sobretudo explicado (em 57%) pela entrada de muitas mulheres no mercado de trabalho que hoje estão excluídas – por estarem desempregadas, ou ocupadas por trabalhos não remunerados, como cuidar dos filhos ou de familiares idosos – e menos por avanços na produtividade (que explicam 27% da subida potencial do PIB).

Catarina Marcelino explica que “Portugal tem uma das maiores taxas de participação feminina da UE no mercado de trabalho, um factor positivo que deve ser destacado”. “O problema é quando se olha para as profissões. Para os mesmos níveis de habilitações, as mulheres ganham, em média, menos do que os homens e, normalmente, tendem a ficar com os trabalhos menos qualificados”. A explicação é curta, mas forte: “Os homens costumam ser conotados como força de produção; as mulheres são olhadas como força de reprodução”, atira a ex-presidente da CITE.

Na prática, “essa discriminação que ainda está muito enraizada no nosso país”, reflecte-se nos salários. É nas profissões de topo que a discriminação de rendimentos é maior. “O gap salarial entre homens e mulheres ronda os 10% nas profissões de nível mais baixo, mas quando se sobe na escala vai piorando. Nos cargos de topo, a diferença ronda uma média de 30% a favor dos homens”, lamenta.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/28206-homens-e-mulheres-economia-ganha-menos-com-igualdade, a 16 de Outubro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Mediante a peça, penso que a falta de igualdade entre homens e mulheres, na nossa sociedade é notória, as pessoas apesar de indicarem que não fazem distinção de sexo, mas na realidade fazem-no.

Nos empregos, por vezes certos cargos, ou mesmo o acesso aos empregos, é negado à mulher, tudo porque tem a possibilidade lhe facultada pela natureza de terem filhos.

Penso que apesar de ser um direito que está consagrado na constituição, o mesmo não é cumprido, as pessoas tendem a desprezar e a não dar igualdade de acesso aos empregos, por parte de homens e mulheres.

Muita desta situação, advém de culturalmente as mulheres, até a poucos anos ficarem em casa, a cuidar da casa e dos filhos, e somente o homem conseguir sustentar uma casa, trabalhando ele.

Hoje em dia, e muito devemos agradecer à inflação, que os ordenados de hoje de um homem, n dá, nem de perto nem de longe para sustentar uma casa, e as mulheres são obrigadas a trabalhar, dentro e fora de casa, mas acho muito bem, são pessoas exactamente iguais aos homens.

Apesar estar na lei que não deve existir discriminação, a verdade é que a mesma existe, e em tribunal para ser punida, tem que ser provada, com testemunhas, o que no mundo do trabalho é complicado arranjar, pois temos que ter a noção que todos nós precisamos de trabalho

Penso que deveria ser mais fácil provar esta discriminação, e que a autoridade para o trabalho, deveria estar mais atenta a este tipo de situações, e conseguir intervir, antes que as mesmas tomem proporções que só se resolvam em tribunal.

Deixo a Questão: Que Pensa da Diferença Entre Homens e Mulheres no Mundo do Trabalho?

Tenho Dito

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OCDE Quer Limitar o Lay Off…Será Que Conseguirá Atingir o Objectivo…

Medidas Para Limitar o Lay Off...     Fonte: www.investment-blog.net

Medidas Para Limitar o Lay Off... Fonte: http://www.investment-blog.net

A notícia que trago hoje, é sobre uma medida que visa a fomentar o emprego, vamos ver se a medida vai atingir bom porto, passo a transcrever a mesma e de seguida faço um comentário.

« OCDE quer limitar lay off para combater a sombra da crise

Encontro em Paris debate soluções para o desemprego. Recuperação à vista, diz secretário-geral

Evitar que a sombra da crise tape por muito mais tempo o emprego. É este o mote do encontro da OCDE que arrancou ontem em Paris. Se o debate entre especialistas visa encontrar novas soluções para o pico de desemprego, uma já está definida: “Limitar ao máximo a opção do lay off”, disse o secretário-geral Angel Gurría no discurso de abertura. “Os governos já começaram a actuar com pacotes de estímulo fiscal. Estimamos salvar entre 3,2 e 5,5 milhões de postos de trabalho em 2010”, adiantou o responsável.

Mas, perante o pior cenário, a medida é insuficiente. À taxa actual de crescimento, o desemprego na OCDE pode atingir os 10% já em 2010, com mais 25 milhões de desempregados face a 2007 – um agravamento de 80%. A última análise, de Julho, obriga a carregar depressa no travão. A média do desemprego nos 30 estados-membros atinge o valor mais elevado desde o pós-guerra: 8,5%.

Para Gurría, apesar de os números serem “assombrosos”, a recuperação global está à vista. “Vemos um esforço sem precedentes para curar a crise financeira e estimular a procura”, disse, destacando o impacto nos jovens, pessoas pouco qualificadas, imigrantes, minorias étnicas e trabalhadores precários. “Em muitas economias emergentes, muitos trabalhadores foram forçados a aceitar trabalhos ainda mais precários e mal pagos e enfrentam hoje situações de pobreza”, sublinhou o responsável.

Assegurar redes de apoio social e ajustar a reintegração no mercado laboral foram algumas das sugestões deixadas ontem. Já resolver a falta de emprego dos mais jovens deve ser uma “política central”, afirmou Gurría. “Não podemos deixar que esta crise resulte na perda de uma geração. Ajuda na procura de trabalho, formação e programas para prevenir o abandono escolar são medidas ainda mais urgentes nesta conjuntura.”»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/25276-ocde-quer-limitar-lay-off-combater-sombra-da-crise, a 29 de Setembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Pois bem, mais uma vez, estamos perante uma medida em teoria é boa, mas que penso que seja muito difícil, ser colocada em vigor, pois os patrões tem legislação mais que suficiente para poderem escapar a estas leis, isto porque, em vez de se fazer o denominado lay off, as pessoas contratam a termo e depois despedem, ou seja, e um mal maior que o lay off.

Na generalidade, as empresas quando colocam em lay off, das duas umas, ou não estão interessadas no trabalhador, ou então, algo vai ser feito com a empresa, ou deslocalizada, ou mudança de denominação, insolvência, etc, e o trabalhador deve estar atento a estas situações, e se possível, tentar arranjar, outro emprego, nem que seja, em part-time, para se poder precaver, do desaparecimento da organização, ou então, o desinteresse da empresa no empregado.

O problema é que o queijo e faca, estão sempre na mão do mesmo, ou seja, da entidade patronal, no entanto, penso que a transparência por parte da entidade patronal, pode ser muito salutar, pois pode até em caso de estar em maus lençóis, solicitar e negociar com os empregados, melhor situação possível e ter o esforço de todos, que desta forma remarão num só objectivo, de tentar segurar e levar a empresa a sair da referida crise.

O que os empresários ainda não se aperceberam, é que a empresa não é deles, mas sim dos seus clientes, pois se não houver clientes, a empresa não tem razão de existir e está-se a produzir, na gíria conhecida como produzir para aquecer. O cliente é a única razão de existência de uma empresa, dentro dos clientes, temos os externos e os internos, os clientes externos, são os que compram e não são funcionários, os internos são os funcionários da organização, e se estes internos não estiveram encaixados e coesos no rumo da organização, não é possível persuadir os externos a comprar.

As medidas de desemprego, ou mesmo o, lay off, não são medidas genericamente bem vistas por clientes, em primeira estancia os internos e de seguida os externos, geralmente se os externos se apercebem que a empresa está em maus lençóis, a tendência é para que comecem a encontrar um fornecedor alternativo, pois, a ideia que retêm é que no médio ou longo prazo, a empresa o vai deixar de poder o servir com até então, e desta forma, não ajuda a empresa a na sua recuperação.

A ideia ao impedir que os clientes internos, se revoltem na empresa, e mais fácil negociar, mais fácil dialogar, e que todos, saibam o estado da empresa, e as alternativas de viabilização, e que todos contribuam na busca de um objectivo, onde todos vão sair a ganhar em primeira estancia e seguidamente e ainda mais importante, o cliente externo, que ao não se aperceber do sucedido, não vai propenso à mudança dos seus hábitos de consumo.

Penso que a medida é boa, mas vamos aguardar para ver, como vai ser regularizada e implementada e esperar que se atinjam os objectivos, embora tenha muitas reservas, sobre a referida lei

Deixo a Questão: Que pensa desta medida da OCDE?

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